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21 setembro, 2026

Japan Airlines renova suporte da Embraer para frota de 32 E-Jets

Acordo plurianual do Programa Pool assegura peças e reparos para os E170 e E190 operados pela J-Air e reforça a estratégia de pós-venda da fabricante brasileira na Ásia-Pacífico



*LRCA Defense Consulting, 21 de setembro de 2026

A Embraer e a Japan Airlines (JAL) renovaram por vários anos o acordo do Programa Pool que sustenta a operação de 32 jatos E170 e E190 da companhia japonesa. A extensão cobre uma ampla gama de componentes reparáveis e mantém um estoque relevante de peças nas proximidades das bases do cliente, medida destinada a reduzir o tempo de atendimento, evitar paralisações e preservar a elevada disponibilidade da frota regional.

Embora o contrato tenha sido anunciado com a Japan Airlines, os aviões são operados pela J-Air, subsidiária regional do Grupo JAL. Os E-Jets estão na empresa desde 2008 e ligam cidades de diferentes portes no mercado doméstico japonês. Segundo a Embraer, a frota registrou confiabilidade média de serviço de 99,8% nos seis meses anteriores ao anúncio, indicador que revela a proporção de voos cumpridos sem interrupções atribuíveis à aeronave.

Como funciona o Programa Pool 
O Programa Pool permite que uma companhia aérea tenha acesso a um conjunto compartilhado de componentes reparáveis, em vez de manter individualmente grandes estoques de peças de alto valor. Quando um item apresenta falha ou precisa ser removido, a operadora recebe rapidamente outro componente em condições de uso, enquanto o equipamento retirado segue para inspeção, reparo ou revisão na rede de suporte da fabricante.

Na prática, o modelo reduz o capital imobilizado em estoques, simplifica a administração de reparos e torna os custos de manutenção mais previsíveis. O benefício operacional depende, porém, da disponibilidade física das peças e da velocidade logística. Por isso, o acordo com a JAL inclui um estoque significativo próximo às operações da empresa, encurtando o ciclo entre a identificação da necessidade e a reposição do componente.

Disponibilidade é decisiva na aviação regional 
Em redes regionais, atrasos ou cancelamentos podem se propagar rapidamente pela malha, porque a mesma aeronave costuma realizar vários trechos no mesmo dia. A presença local de peças críticas ajuda a diminuir o tempo em solo e protege a regularidade dos voos. Para a JAL, a renovação também preserva a continuidade de uma estrutura de suporte já conhecida pelas equipes de manutenção e engenharia.

Yuta Kawaguchi, diretor executivo e vice-presidente de Serviços de Materiais e Componentes da JAL Engineering, afirmou que a renovação reforça o compromisso da companhia com componentes de alta qualidade e com a segurança das operações. Carlos Naufel, presidente e CEO da Embraer Serviços e Suporte, destacou que o programa oferece confiabilidade, rapidez de resposta e apoio operacional para maximizar o desempenho dos E-Jets.

Parceria iniciada em 2008 
A entrada do E170 na J-Air, em 2008, marcou o início de uma relação que se estendeu posteriormente ao E190. A frota atual reúne 32 aeronaves das duas versões e atende a conectividade regional dentro do Japão, um mercado que combina elevada exigência de pontualidade, aeroportos com diferentes níveis de demanda e necessidade de ajustar a capacidade das aeronaves às rotas.

Os E170 e E190 ocupam posições complementares. O primeiro atende ligações de menor densidade, enquanto o segundo oferece mais assentos para mercados regionais com demanda superior, sem obrigar a empresa a empregar aviões maiores. Essa flexibilidade ajuda a sustentar frequências e a conectar cidades que não justificariam, em todos os horários, aeronaves de maior capacidade.

Pós-venda amplia a presença da Embraer na Ásia-Pacífico 
A renovação mostra que a presença de um fabricante no exterior não depende apenas da venda de novas aeronaves. Contratos de peças, reparos, treinamento e suporte técnico acompanham os aviões durante décadas e geram relacionamento contínuo com os operadores. No caso da Embraer, esse vínculo é especialmente relevante em uma região distante das unidades industriais brasileiras e marcada por intensa utilização das frotas.

A Embraer informa atuar na Ásia-Pacífico desde 1978. Atualmente, mais de 15 companhias aéreas de sete países da região operam E-Jets. Para apoiar esses clientes, a empresa mantém equipes próximas às bases das companhias, centros de serviço autorizados, simuladores das gerações E1 e E2 e um centro regional de distribuição com mais de US$ 120 milhões em estoque.

Esse ecossistema reduz a dependência de remessas intercontinentais para cada ocorrência e fortalece a competitividade comercial dos aviões. Para uma empresa aérea, a decisão sobre uma frota considera não apenas preço, alcance e consumo de combustível, mas também a capacidade do fabricante de entregar peças, reparar componentes e prestar assistência no ritmo exigido pela operação.

Um contrato com valor estratégico 
A Embraer não divulgou o valor financeiro nem o prazo exato da renovação. Ainda assim, o acordo tem importância estratégica por manter sob suporte direto uma das maiores frotas de E-Jets do Japão, preservar uma relação iniciada há 18 anos e demonstrar a capacidade da fabricante brasileira de sustentar índices elevados de disponibilidade em um mercado reconhecido pelos rigorosos padrões operacionais.

Para a Japan Airlines, o contrato oferece continuidade logística e técnica a uma frota essencial à malha doméstica. Para a Embraer, consolida receitas recorrentes de serviços, fortalece sua marca na Ásia-Pacífico e transforma a permanência dos E170 e E190 em operação em uma vitrine de confiabilidade para outros clientes da região.

21 julho, 2026

Embraer e Strata Manufacturing assinam memorando para aeroestruturas do E2

Acordo firmado no Farnborough International Airshow avalia o fornecimento de compósitos avançados da fabricante emiratense para a família E-Jet E2 e amplia a rede de parceiros da Embraer na cadeia de suprimentos aeroespacial  


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2026

A Embraer e a Strata Manufacturing PJSC, fabricante de aeroestruturas compostas integralmente controlada pela Mubadala Investment Company, assinaram nesta terça-feira (21/7) um Memorando de Acordo (MoA) durante o Farnborough International Airshow 2026, em Hampshire, no Reino Unido. O documento estabelece uma estrutura de avaliação para o eventual fornecimento, pela Strata, de aeroestruturas compostas avançadas destinadas aos programas de aeronaves comerciais da fabricante brasileira.

Segundo o comunicado conjunto das duas empresas, o acordo prevê que Embraer e Strata trabalhem juntas na avaliação de pacotes de trabalho voltados à família E-Jet E2, seguindo um roteiro estruturado de marcos técnicos, comerciais e contratuais. As partes também sinalizaram a intenção de estender a cooperação a outras plataformas de aeronaves da Embraer, sem detalhar, por ora, quais programas seriam contemplados.

Quem é a Strata
Sediada em Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos, a Strata iniciou produção em 2010 e já entregou mais de 115 mil componentes aeroestruturais, produzidos por uma força de trabalho com mais de 25 nacionalidades, mais da metade composta por mulheres emiradenses. A empresa integra a plataforma UAE Investments da Mubadala e tem entre seus clientes históricos a Boeing, para quem fabrica peças compostas dos programas 777 e 787, incluindo, desde 2012, a aleta vertical do Dreamliner sob contrato direto de dez anos. A entrada da Embraer na carteira de clientes da Strata amplia o alcance da fabricante emiratense para além do eixo Boeing-Airbus, no qual historicamente concentrou sua produção.

O contexto: Farnborough e a expansão da cadeia de suprimentos

O memorando foi anunciado em meio a um Farnborough particularmente movimentado para a Embraer. A fabricante brasileira confirmou, no mesmo salão, encomendas firmes de 30 jatos comerciais junto a quatro clientes (Abra Group, Binter Canarias, Luxair e Fuji Dream Airlines), reforçando um backlog recorde. A companhia também expõe estaticamente o E195-E2 e o cargueiro militar KC-390 Millennium, além de apresentar a visão de mobilidade urbana da Eve Air Mobility.

Para a Strata, o entendimento com a Embraer se soma à estratégia declarada de diversificação de clientes e de consolidação dos Emirados Árabes Unidos como polo aeroespacial competitivo, alinhada à Visão Econômica de Abu Dhabi para 2030. A empresa vem registrando marcos de produção nos últimos anos, tendo atingido, em abril de 2025, a marca de 100 mil componentes aeroestruturais entregues desde o início de suas operações.

O que dizem os executivos
Sara Abdulla AlMemari, CEO interina da Strata, afirmou que o acordo representa "um passo importante na expansão das parcerias globais da Strata com os principais fabricantes de aeronaves", destacando a confiança nas capacidades de fabricação de compósitos da empresa emiratense.

Roberto Chaves, vice-presidente executivo de compras globais e cadeia de suprimentos da Embraer, disse que a Strata "construiu uma sólida reputação como fabricante aeroespacial confiável", e que o memorando é um passo para avaliar novas oportunidades de fortalecimento da cadeia de suprimentos global da fabricante brasileira, em apoio aos programas comerciais em curso.

Por que importa
O acordo se insere em um movimento mais amplo de internacionalização da cadeia produtiva da Embraer, que já mantém parcerias e negociações de fornecimento em mercados como Índia, Polônia e Marrocos para diferentes programas. Para a Strata, o entendimento reforça o esforço de diversificação de clientela para além de seus contratos históricos com a Boeing, em um momento de crescimento sustentado da fabricação aeroespacial nos Emirados Árabes Unidos. O memorando, por ora, tem caráter avaliativo: não configura contrato de fornecimento, mas estabelece o roteiro pelo qual as duas empresas pretendem, nos próximos meses, avançar rumo a etapas técnicas, comerciais e contratuais mais concretas.

24 setembro, 2024

Embraer ampliará rede manutenção de jatos comerciais no Texas


 

*LRCA Defense Consulting - 24/09/2024

A Embraer anunciou hoje a expansão de sua rede de serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO, na sigla em inglês) com o objetivo de apoiar a crescente frota de E-Jets nos Estados Unidos. A empresa irá inaugurar um novo centro de serviços próprio no Aeroporto Perot Field Alliance, em Fort Worth, Texas.  

Em parceria com a cidade de Fort Worth, o Condado de Denton e o Estado do Texas, a Embraer espera iniciar as operações no primeiro trimestre de 2025, em um hangar já existente. Um segundo hangar será construído posteriormente, com previsão de conclusão em 2027. Com as novas instalações, a Embraer prevê um aumento significativo na capacidade instalada para atender aos clientes de E-Jets nos Estados Unidos.   

“Essa expansão aumentará significativamente a capacidade, os recursos e a cobertura de nossa rede de serviços, oferecendo excelência em serviços aos nossos clientes e à crescente frota de E-Jets na América do Norte. Além disso, a expansão é parte da estratégia de crescimento da Embraer nos Estados Unidos”, afirma Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.   

O novo centro de serviços de Fort Worth irá integrar a rede global de serviços da Embraer, que inclui 80 centros autorizados e 12 centros próprios em todo o mundo. A cidade de Fort Worth foi selecionada como finalista para o projeto, que está sujeito à aprovação de incentivos propostos pelas autoridades governamentais locais.

03 janeiro, 2024

Embraer aposta em aeronaves de fuselagem estreita na Ásia-Pacífico e Malásia

Convidados do Selangor Aviation Show 2021 observando uma aeronave pertencente à fabricante aeroespacial brasileira Embraer SA no SkyPark Regional Aviation Center em Subang (Malásia), em 25 de novembro de 2021. — Foto de AHMAD ZAKKI JILAN/SELANGORKINI
 

* Selangor Journal - 03/01/2024

KUALA LUMPUR — A fabricante brasileira de aeronaves Embraer pretende aproveitar a crescente demanda por aeronaves de fuselagem estreita na Ásia-Pacífico, incluindo a Malásia, já que o país pretende ser um importante centro aeroespacial na região.

De acordo com o vice-presidente da Embraer Ásia-Pacífico, Raul Villaron, a fabricante de aeronaves está em negociações com muitas companhias aéreas da região, incluindo a Malásia, que estão analisando como os E-Jets poderiam fazer a diferença em sua malha e negócios.

“A Embraer tem cerca de 20 operadoras na Ásia-Pacífico, operando coletivamente cerca de 200 E-Jets na região”, disse ele a Bernama, acrescentando que essas companhias aéreas estavam baseadas em países como China, Japão, Austrália, Índia e Vietnã.

Em 2024, ele espera receber a Scoot de Cingapura e a SKS Airways na Malásia, à medida que as companhias aéreas começarem a operar suas aeronaves E190-E2 e E195-E2 de última geração, respectivamente.

“Como tal, vemos oportunidades para a nossa presença crescer ainda mais com o aumento da procura”, destacou.

A Malásia aspira ser o principal centro aeroespacial no Sudeste Asiático até 2030, através da implementação da estrutura da indústria aeroespacial do 12º Plano da Malásia, liderada pela Corporação Nacional da Indústria Aeroespacial da Malásia (Naico).

Crescente interesse nos E-Jets
Villaron explicou que a versatilidade dos pequenos tipos de fuselagem estreita, como os E-Jets, permitiu que as companhias aéreas mantivessem ou expandissem estrategicamente suas redes regionais, mantendo um olhar atento sobre os custos operacionais e o fluxo de caixa.

“Também vemos uma mudança na abordagem entre as companhias aéreas, em que elas estão mudando da noção preestabelecida de tipo de frota única para abraçar o valor da flexibilidade da frota, ou seja, ter a diversidade de tipos de aeronaves que dá à companhia aérea a escolha de implantar aeronaves de grande ou menor capacidade em uma rota escolhida para atender à demanda dos passageiros”, disse ele.

Por isso, ele vê um interesse crescente entre as companhias aéreas da região em jatos regionais ou de fuselagem estreita, como os E-Jets, que têm capacidade de 70 a 150 assentos.

“Além disso, os E-Jets da Embraer são especialistas em aeroportos urbanos e são predominantes em aeroportos urbanos em todo o mundo. Suas baixas emissões de ruído tornam o E195-E2 perfeito para voos de entrada e saída do Aeroporto Sultão Abdul Aziz Shah, em Subang”, disse ele.

Em 25 de maio, a SKS Airways se comprometeu a alugar 10 jatos Embraer E195-E2 de corredor único em um negócio de mais de US$ 840 milhões com a arrendadora Azorra durante a exposição Langkawi International Maritime and Aerospace 2023.

“Este ano, a SKS Airways está preparada para apresentar seu primeiro lote de E195-E2 e iniciar as operações, nas quais nossa equipe de serviços e suporte está trabalhando em estreita colaboração com eles, enquanto a equipe da SKS passa por treinamento e preparação como parte de nosso programa de entrada. no processo de Serviço'.

“Temos uma forte infraestrutura para apoiar os operadores de E-Jets na região – um novo simulador de E-Jets E2 que apoiará as necessidades de treinamento de pilotos”, disse Villaron.

Maneira eficiente de aeronaves para enfrentar o risco global

Abordando o risco global, ele disse que a inflação e o aumento dos custos colocaram maior pressão sobre as companhias aéreas para que monitorizem os seus custos operacionais e fluxo de caixa.

“Cada vez mais, as companhias aéreas procurarão ter aeronaves eficientes em sua frota que lhes permitam expandir sua rede, mantendo os custos operacionais e o fluxo de caixa sob controle”, disse ele.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo projetou que os lucros líquidos da indústria aérea atingiriam US$ 25,7 bilhões em 2024, com uma margem de lucro líquido de 2,7 por cento, e que as receitas totais cresceriam 7,6 por cento ano a ano, para um recorde de US$ 964 bilhões, enquanto 4,7 bilhões de pessoas deverão viajar este ano, um máximo histórico que excede o nível pré-pandemia de 4,5 mil milhões registrado em 2019.

Ao lidar com o aumento do preço do combustível, Villaron disse que o E195-E2 e o E190-E2 contribuem com níveis mais baixos de emissões de carbono quando comparados com grandes fuselagem estreita e reduzem as emissões de carbono em até 50 por cento em comparação com os tipos de fuselagem estreita da geração anterior, como o B737-800 ou A320ceo.

“A família de aeronaves E-Jet E2, composta por E190-E2 e E195-E2, é certificada para usar 50% de combustível de aviação sustentável (SAF) e, em 2022, testes mostraram que o E195-E2 é compatível para operar em 100 por cento SAF para voos comerciais”, disse ele.

Ele também observou que a substituição de aeronaves mais antigas por produtos de nova geração e o aumento da produção de SAF seriam as duas ações mais eficazes que a aviação comercial pode tomar agora para alcançar uma redução significativa nas emissões.

“Em 2026, a aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical com emissão zero desenvolvida pela EVE, empresa spinoff da Embraer, também estará pronta para entrar em serviço”, acrescentou.

06 maio, 2022

Embraer seleciona holandesa Fokker Services para fornecimento de componentes de manutenção para os E-Jets


*LRCA Defense Consulting - 06/05/2022

A Embraer escolheu a empresa holandesa Fokker Services para oferecer serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO), cobrindo uma série de unidades substituíveis em linha (LRUs, na sigla em inglês) para motores que fazem parte do Programa Pool. O acordo apoiará a primeira geração de E-Jets da Embraer, que incluem os E170, E175, E190 e E195. O acordo de longo prazo abrange mais de 60 peças de unidades substituíveis em linha para motores.

“Estamos orgulhosos em fortalecer nosso relacionamento com a Fokker Services. Na Embraer, estamos sempre em busca de melhorias no Programa Pool a fim de beneficiar nossos clientes. Com sua expertise e excelência, a Fokker Services apresentou as propostas mais abrangentes e atraentes para apoiar a frota de E-Jets. Por isso temos certeza de que a empresa é a melhor escolha para aperfeiçoar ainda mais os nossos serviços”, afirmou Johann Bordais, Presidente e CEO da Embraer Serviços e Suporte.

Este acordo mostra o resultado inicial do compromisso da Embraer e da Fokker Services de explorarem oportunidades de cooperação, como destacado no Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês) assinado em outubro de 2021, quando Embraer, Fokker Services e Fokker Techniek concordaram em buscar oportunidades para explorar uma ampla gama de atividades nos mercados de Defesa, Comercial e Serviços e Suporte. Outros projetos conjuntos estão sendo discutidos entre as empresas, fortalecendo uma parceria mais ampla.

“Este acordo destaca nosso compromisso conjunto com o MoU assinado no ano passado. É um grande passo para o desenvolvimento de outras oportunidades, já que acreditamos que as demandas de alta qualidade da frota de E-Jets e a nossa expertise de LRU para motores são uma combinação ideal. À medida que nossa parceria com a Embraer cresce, continuaremos expandindo nosso portfólio de recursos de suporte para as plataformas de aeronaves da empresa”, comentou Menzo van der Beek, CEO da Fokker Services.

Os reparos nas unidades substituíveis em linha de motores serão realizados nas instalações próprias da Fokker Services. Para assegurar uma excelente confiabilidade desses componentes cruciais, a equipe utilizará equipamentos de última geração, como spray de arco elétrico de fio duplo e um dinamômetro de corrente parasita.

A Fokker Services agora oferecerá seu conhecimento especializado para apoiar as LRUs de motores CF34 com base no conhecimento e experiência adquiridos com os motores CFM56 e CFM LEAP. A Fokker Services conta com mais de 30 anos de experiência em gerenciamento de programas integrados e oferece contínuo aperfeiçoamento por meio da expansão de seu portfólio próprio de reparos. 

08 março, 2022

Embraer mira mercado de carga aérea e apresenta as conversões dos E-Jets para transporte de carga: E190F e E195F


*LRCA Defense Consulting - 08/03/2022

A Embraer entra hoje no mercado de transporte de carga aérea com o lançamento das conversões de passageiros para cargueiros dos jatos E190F e E195F (P2F). Os E-Jets cargueiros são projetados para atender às demandas geradas pelo e-commerce e por novas operações de comércio, que exigem entregas muito ágeis e descentralizadas. Assim, a Embraer está oferecendo um desempenho operacional imbatível no transporte de carga e a flexibilidade que os jatos de tamanho adequado oferecem.

“Perfeitamente posicionados para preencher a lacuna no mercado entre cargueiros turboélices e jatos narrowbodies maiores, a nossa conversão de E-Jets P2F chega ao mercado em um momento em que a procura de frete aéreo para carga continua a decolar, e à medida que o comércio eletrônico e o comércio em geral passam por uma transformação global”, afirma Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

A conversão completa para cargueiro está disponível para todas as aeronaves E190 e E195, com entrada em serviço prevista para o início de 2024. A Embraer enxerga um mercado para aeronaves desta dimensão de aproximadamente 700 aviões ao longo de 20 anos.

Essa iniciativa acontece quando a Embraer vislumbra três grandes oportunidades:
 
•    As atuais aeronaves de carga de fuselagem estreita são antigas, ineficientes, altamente poluentes e estão dentro da  janela de reforma ou aposentadoria;
•    A transformação contínua da intersecção entre comércio, negócios e logística levou a uma demanda generalizada e sem precedentes por frete aéreo, sobretudo por entregas no mesmo dia e operações descentralizadas; a missão perfeita para cargueiros do tamanho dos E-Jets;
•    Os primeiros E-Jets que entraram em serviço há cerca de 10 ou 15 anos estão saindo de arrendamentos de longo prazo e iniciando seu ciclo de substituição durante a próxima década. A conversão completa para carga prolongará a vida útil dos E-Jets mais maduros por mais 10 a 15 anos, e incentivará a substituição por aeronaves mais eficientes, mais sustentáveis e mais silenciosas.

As conversões de E-Jets P2F da Embraer proporcionarão desempenho e economia sem igual. Os E-Jets de carga terão 50% a mais de capacidade de volume e três vezes mais autonomia do que os grandes turboélices de carga e custos de operação até 30% do que os jatos narrowbodies.

“Os E-Jets cargueiros prestarão um serviço rápido, confiável e rentável aos transportadores, prolongarão a vida útil dos E-Jets por mais 10 a 15 anos, e mantendo o valor residual dos E-Jets, criando assim um forte argumento comercial que encoraja a substituição de aviões mais antigos por aviões de passageiros modernos, mais eficientes e menos poluentes”, disse Johann Bordais, Presidente & CEO, Serviços e Suporte da Embraer. “Com mais de 1.600 E-Jets entregues em todo o mundo, os clientes deste novo segmento de cargueiro se beneficiarão de uma rede de serviços global, madura e bem estabelecida, além de contar com um abrangente portfólio de produtos prontos para apoiar suas operações desde o primeiro dia.”    

A conversão para cargueiro será realizada nas instalações da Embraer no Brasil  e inclui: porta de carga do convés principal; sistema de movimentação de carga; reforço do piso; barreira de carga rígida (RCB) - Barreira 9G com porta de acesso; sistema de detecção de fumaça no cargueiro, incluindo extintores de classe "E" no compartimento de carga superior; alterações no sistema de gestão do ar (arrefecimento, pressurização, etc.); remoção interior e provisões para transporte de materiais perigosos. O E190F pode transportar uma carga útil de 23,600 libras (10,700 quilos) enquanto o E195F pode transportar uma carga útil de 27,100 libras (12,300 quilos).

11 novembro, 2020

Embraer: vice-presidente vê uma janela de oportunidades na Aviação Comercial

Mesmo com as graves consequência da pandemia para o setor aéreo, Rodrigo Silva e Souza, Vice-Presidente de Marketing da Embraer Aviação Comercial, descortina uma janela de oportunidades para os jatos comerciais da empresa.

 


*LRCA Defense Consulting - 11/11/2020 

A poeira ainda está baixando no cenário da aviação seis meses após o desaparecimento do tráfego de passageiros e a redução das companhias aéreas. Jatos de capacidade ultra-grande estão armazenados, alguns provavelmente nunca mais voarão. Redes e frequências são cortadas. A equipe se foi. As operadoras são uma fração de seu tamanho anterior.

Mesmo assim, há sinais de que o setor está caminhando em uma nova direção. Essas mudanças, como as vemos, influenciarão os tamanhos, o mix e o número de aeronaves nas frotas de companhias aéreas. Aqui estão os principais fatores que moldam o futuro.

Demanda reduzida
Fechamentos de fronteiras internacionais, uma relutância geral em viajar até que haja testes eficazes e imunização em massa, cobertura de seguro médico limitada para covid-19, restrições a reuniões de grupo (que destruíram os negócios da convenção), desemprego, incerteza econômica e quarentenas obrigatórias são todos contribuindo para a fraca demanda. Mesmo as chamadas “bolhas de viagens” entre os países de baixo risco ainda estão para surgir.

Cultura de Trabalho Remoto

A pandemia acelerou o surgimento da tecnologia de telecomunicações digitais. É provável que uma porcentagem dos funcionários da empresa nunca retorne aos seus escritórios comunitários e continue a trabalhar com mais eficiência em casa. Conectar-se em tempo real com colegas e clientes ao redor do mundo em uma tela, embora não seja o mesmo que reuniões cara a cara, tem implicações para a rede futura e o planejamento da frota.

O componente de viagens de negócios
Os viajantes a negócios, especialmente aqueles que pagam passagens altas, demorarão para retornar aos céus. As cabines premium em voos internacionais são especialmente afetadas. As diretrizes de viagens corporativas que impedem os funcionários de viajar, quarentenas de chegada, cancelamentos de conferências e fronteiras fechadas significam que as companhias aéreas perderam uma grande porcentagem da receita de voos que contribuiu para os resultados financeiros.

Substituir essa receita perdida do viajante a negócios por passagens predominantemente com desconto para lazer, dada a redução geral na demanda, será um desafio. A combinação de uma frota de aeronaves com muitos assentos, poucos passageiros e tarifas baixas não é um negócio viável.

Tudo isso sugere que é hora de as companhias aéreas repensarem seus modelos de negócios e dimensionar suas frotas novamente. Uma abordagem de tamanho único não funcionará quando o ambiente estiver em constante evolução e a combinação de passageiros de lazer / negócios for reiniciada.

Redimensionar - Rodada 2

Identificamos uma lacuna entre os jatos regionais e a capacidade de grandes jatos de fuselagem estreita quando lançamos nossa família de E-Jets em 2000. É por isso que cunhamos a frase " tap the gap" e introduzimos o termo right-sizing . Há 20 anos, boa parte dos voos com essas aeronaves maiores apresentava taxas de ocupação médias abaixo de 70% e não eram lucrativos. Os jatos regionais, por outro lado, não tinham alcance ou cabines para oferecer um padrão de produto consistente com o serviço de linha principal.

Nossos E-Jets se encaixam entre os dois tipos de aeronaves, com alcance e cabines compatíveis com estreitos maiores. As companhias aéreas poderiam finalmente ajustar o tamanho da aeronave à verdadeira demanda de passageiros, minimizar o excesso de capacidade, maximizar a lucratividade e implantar os E-Jets da Embraer em uma rede mais ampla.

Embora as taxas de ocupação médias fossem consistentemente altas antes da pandemia, as companhias aéreas vendiam tarifas com grandes descontos. Apesar do crescimento no número de passageiros, os lucros e as margens estavam, de fato, em declínio.

O ambiente de hoje tem paralelos com o de vinte anos atrás - excesso de capacidade, baixo desempenho financeiro, baixa receita por assento disponível e a necessidade de manter redes abrangentes com conectividade eficiente. Agora, no entanto, a necessidade de aeronaves do tamanho certo é mais urgente.

Conectividade de rede é fundamental
Os mercados domésticos estão de volta ao foco, uma vez que as restrições a viagens internacionais estarão em vigor por um tempo. As companhias aéreas poderiam manter suas aeronaves grandes, mas com menos passageiros, as frequências seriam menores e o tempo de conexão entre os voos poderia ser impraticavelmente longo.

Aeronaves de menor capacidade e do tamanho certo permitiriam mais frequências, manteriam slots valiosos em aeroportos congestionados, melhorariam a conectividade da rede, reduziriam os tempos de trânsito e atrairiam tarifas mais altas. Os voos ponto a ponto ligando cidades de médio porte podem se tornar mais populares, exigindo aeronaves do tamanho certo. Em outros casos, hub-and-spoke continua sendo o uso mais eficiente da capacidade, particularmente com variações na demanda diária, semanal e sazonal.

Medição de Custo Unitário

As companhias aéreas normalmente avaliam as aeronaves por seu CASK. Quanto mais baixo, melhor. Essa medida, no entanto, é relevante se houver demanda suficiente para preencher os assentos e viabilizar os voos. Hoje, a capacidade está cortada e a demanda fraca. As operadoras não estão mais lutando por participação no mercado.

A nova medida para garantir a sobrevivência é a receita por assento disponível. As companhias aéreas precisarão de aeronaves com baixos custos operacionais, altas taxas de ocupação e RASM máximo se quiserem financiar operações e aquisições de capital.

Nossa família de E-Jets atende aos novos critérios. Eles são projetados especificamente para que as companhias aéreas tenham o tamanho certo de jatos estreitos maiores a jatos de capacidade menor, sem perder sua competitividade de custo. Os E2s de nova geração são incrivelmente econômicos com o alcance e os padrões de cabine da linha principal que as companhias aéreas precisam implantar em suas redes.

Uma consideração adicional no cenário pós-pandêmico será a exigência de aeronaves mais ecológicas. A tendência estava ganhando força antes, mas agora há uma pressão renovada, especialmente dos governos, em direção a um transporte aéreo mais sustentável. O dimensionamento correto também é bom para o planeta. Um novo E2 pode substituir um antigo A320, por exemplo, e reduzir as emissões de CO2 em 33%.

Nossa indústria está ferida. Aeronaves do tamanho certo podem ajudar a recuperá-la. Pode levar algum tempo para uma recuperação completa, mas a Embraer sempre esteve lá para o jogo longo.

20 outubro, 2020

Embraer entrega sete jatos comerciais e 21 executivos no 3T20


*LRCA Defense Consulting - 20/10/2020

A Embraer entregou um total de 28 jatos no terceiro trimestre de 2020, sendo sete comerciais e 21 executivos (19 leves e dois grandes). Em 30 de setembro de 2020, a carteira de pedidos firmes a entregar totalizava USD 15,1 bilhões. Detalhes na tabela abaixo:

No terceiro trimestre de 2020, a Embraer Aviação Executiva alcançou a marca de 250 jatos executivos em operação na América Latina com a entrega de um Phenom 100EV e de um Phenom 300E para dois clientes brasileiros, separadamente. No mesmo período, a Embraer Aviação Executiva entregou o primeiro Phenom 300E com o novo interior Bossa Nova para Joe Howley, Cofundador do Patient Airlift Services (PALS).

Ainda no terceiro trimestre, a Helvetic Airways assinou um contrato de conversão de quatro de seus pedidos firmes remanescentes para o jato E195-E2. O pedido original, para 12 aeronaves E190-E2, com direitos de compra para outros 12 e de conversão para o E195-E2, foi anunciado em setembro de 2018. Até agora, a Embraer entregou cinco E190-E2 à Helvetic Airways e as entregas das demais sete aeronaves, incluindo os quatro E195-E2, serão concluídas antes do final de 2021. Além disso, a Bamboo Airways, do Vietnã, recebeu e iniciou operações com dois jatos E195 usados de primeira geração de E-Jets. 

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