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15 setembro, 2026

Do Mar Negro à Amazônia Azul: a revolução dos drones navais

Experiência da TideWise com o Tupan e o Programa SUPPRESSOR mostra que o Brasil já domina elementos importantes de uma transformação que está alterando o combate no mar, com plataformas não tripuladas assumindo missões de vigilância, guerra de minas, ataque, defesa antiaérea e operação em rede 



*LRCA Defense Consulting - 16/09/2026

Uma embarcação sem tripulação navega no mar, executa uma missão complexa e permanece sob supervisão de um centro de operações situado a centenas de quilômetros. No setor civil, a imagem já deixou o campo das projeções. No Brasil, a TideWise vem empregando seus USVs Tupan em operações offshore e demonstrando que autonomia, sensoriamento e comando remoto podem ser combinados em missões reais.

Uma reportagem publicada pelo Olhar Digital em agosto chamou atenção para essa capacidade ao relatar uma operação do Tupan supervisionada a mais de 300 quilômetros de distância. O dado, observado isoladamente, já é relevante para a indústria marítima. Quando colocado ao lado da evolução dos sistemas não tripulados na Ucrânia e no Oriente Médio, entretanto, assume outra dimensão: tecnologias semelhantes estão contribuindo para uma transformação da guerra naval.

A questão para o Brasil, portanto, não é apenas se embarcações autônomas podem reduzir custos ou retirar pessoas de atividades perigosas. É saber como a capacidade tecnológica que já existe no País poderá ser integrada a uma arquitetura militar distribuída, na qual navios tripulados, USVs, veículos submarinos, aeronaves não tripuladas, sensores e centros de comando atuem como componentes de uma mesma rede.


O Tupan demonstra a tecnologia no mundo real 
A TideWise, fundada em 2019, desenvolveu o Tupan, primeira embarcação não tripulada registrada na Marinha do Brasil, em 2020. Desde então, a plataforma avançou de demonstrações para operações comerciais. Em dezembro de 2025, por exemplo, o Tupan II realizou para a Petrobras um levantamento hidrográfico pós-dragagem no Porto de Imbetiba, em Macaé, percorrendo 27 milhas náuticas de linhas de sondagem em operação 100% remota. Segundo a empresa, a missão reduziu o tempo no mar em 33%, otimizou o processamento de dados em 57%, eliminou a exposição de pessoal a bordo e reduziu a pegada de carbono em 75%.

Em abril de 2026, TideWise, Petrobras e UFES iniciaram outra prova de conceito, desta vez para levantamento hidrográfico e geofísico na área piloto do futuro Parque Eólico Offshore RJ-02-Aracatu e ao longo do traçado de seu cabo submarino, próximo ao Porto do Açu. O Tupan foi empregado com batimetria multifeixe, sonar de varredura lateral e perfilador de subfundo.

O próprio LRCA registrou outra missão particularmente significativa: o Tupan II realizou coleta autônoma de DNA ambiental a mais de 200 quilômetros da costa, permanecendo cerca de 143 horas em navegação ininterrupta e operando nas proximidades de uma plataforma de produção. Essas experiências ajudam a demonstrar persistência, navegação autônoma, integração de sensores e operação remota em condições reais, atributos diretamente relevantes para aplicações militares.

Do uso dual ao Programa SUPPRESSOR 
A passagem da tecnologia civil para a defesa já está em curso. Em parceria com a EMGEPRON, a TideWise desenvolve o Programa SUPPRESSOR, voltado a embarcações não tripuladas para guerra de minas, guerra antissubmarino e patrulha naval.

O SUPPRESSOR-X, demonstrador tecnológico da família, participou em novembro de 2025 do exercício ARAMUSS e da MINEX-2025. Durante o ARAMUSS, realizou lançamento e recolhimento automáticos de um ROV da BRS Robótica Submarina e completou, em 45 minutos, as etapas de busca, classificação e identificação de uma mina de exercício. Poucos dias depois, na Base Naval de Aratu, repetiu a capacidade com identificação positiva de minas navais inertes.

Na mesma ocasião, a EMGEPRON e a Marinha do Brasil assinaram protocolo de intenções para possível aquisição de quatro unidades do SUPPRESSOR 7. O programa também teve sua mobilidade estratégica testada: SUPPRESSOR 7, SUPPRESSOR 11 e a Base Operacional Móvel foram avaliados quanto à compatibilidade com o KC-390 Millennium, permitindo conceber o deslocamento rápido do sistema para diferentes pontos do litoral.

Esse conjunto é importante porque mostra que o Brasil não parte do zero. Já existem plataforma, software, integração com sensores e veículos submarinos, experiência operacional e uma arquitetura logística em desenvolvimento. 


A Ucrânia transformou o drone naval em arma de negação do mar 
A guerra na Ucrânia oferece a referência mais contundente sobre o efeito militar dessas tecnologias. Sem dispor de uma esquadra de superfície comparável à russa, a Ucrânia combinou mísseis antinavio, ataques de longo alcance, inteligência e embarcações não tripuladas para impor severas restrições à Frota do Mar Negro. O RUSI observa que essa combinação contribuiu para afastar parte importante da força naval russa de Sevastopol e criar uma ameaça de negação de área em águas relativamente confinadas.

O efeito estratégico não decorre apenas do número de navios destruídos. Uma plataforma barata e difícil de detectar pode obrigar o adversário a instalar barreiras, reforçar vigilância, deslocar helicópteros e aeronaves para defesa, manter sistemas de armas permanentemente alertas e retirar unidades de bases consideradas vulneráveis. Em outras palavras, o USV pode produzir efeitos muito superiores ao seu próprio valor financeiro.

De embarcação explosiva a plataforma multimissão 
A evolução ucraniana também desmontou a ideia de que o drone naval seria apenas um 'barco-bomba'. A família Magura passou por sucessivas adaptações. Em maio de 2025, a inteligência militar ucraniana afirmou que plataformas Magura V7 armadas com mísseis AIM-9 destruíram dois caças russos Su-30 sobre o Mar Negro. Pouco depois, foram apresentados publicamente Magura V5, V6P e V7 em configurações destinadas a ataque naval, emprego multifuncional, defesa antiaérea e uso de módulo de metralhadora.

A evolução continuou. Na parada ucraniana de sistemas não tripulados de agosto de 2026, foram exibidos Magura V7 com sistema de mísseis Sea Dragon, o maior Magura MV11 configurado como transportador de drones interceptadores e variantes Sargan capazes de levar quadricópteros de ataque, foguetes de 122 mm, sistemas de guerra eletrônica e defesa antiaérea.

O significado tático é profundo: o USV deixa de ser uma arma com finalidade única e passa a ser uma plataforma modular. Dependendo da carga útil, pode observar, retransmitir comunicações, transportar outros drones, realizar guerra eletrônica, lançar armas ou atuar como sensor avançado de uma força naval.

O Oriente Médio mostra a força da ameaça assimétrica 
No Mar Vermelho, os houthis demonstraram outra vertente do problema. O U.S. Central Command registrou repetidamente o emprego ou preparação de USVs contra navios militares e mercantes. Em 12 de junho de 2024, um USV atingiu o cargueiro M/V Tutor, provocando graves danos e inundação na praça de máquinas.

A experiência do Mar Vermelho reforça uma lição distinta da ucraniana. Mesmo quando sistemas não tripulados não conseguem atingir grandes combatentes de superfície, eles podem ameaçar navios mercantes, meios logísticos e infraestrutura marítima, obrigando forças muito mais sofisticadas a dedicar sensores, aeronaves, munições e horas de operação à sua neutralização.

O RUSI chama atenção exatamente para essa assimetria: navios de guerra bem defendidos demonstraram elevada capacidade de sobrevivência, mas unidades menos protegidas, embarcações auxiliares e o tráfego comercial permanecem muito mais expostos. A guerra de minas, por sua vez, torna-se um campo especialmente atraente para sistemas não tripulados, pois permite afastar tripulações da zona de maior risco.

O próximo passo: um USV transportando outros robôs 

Talvez uma das implicações mais importantes seja a transformação do USV em plataforma para outros sistemas não tripulados. A experiência ucraniana já aponta nessa direção. Um veículo de superfície pode transportar UAVs de reconhecimento ou ataque, drones interceptadores, ROVs, sonares, sensores de inteligência eletrônica e repetidores de comunicações.

O conceito encontra paralelo direto no que o SUPPRESSOR-X já demonstrou ao lançar e recolher automaticamente um ROV. Em vez de pensar o veículo apenas como uma embarcação, passa a ser possível imaginá-lo como um nó móvel capaz de levar sensores e outros robôs até uma área de interesse, operar durante longos períodos e transmitir informações para centros de comando muito distantes.

Para a Marinha do Brasil, isso abre possibilidades particularmente relevantes na guerra de minas, vigilância de áreas marítimas, proteção de infraestrutura crítica, guerra antissubmarino e inteligência, vigilância e reconhecimento. 

Da plataforma isolada para a frota híbrida 
O movimento não está restrito aos países envolvidos diretamente nos conflitos. Em relatório publicado em junho de 2026, o Government Accountability Office dos Estados Unidos afirmou que as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio demonstram que sistemas robóticos e autônomos estão perturbando a guerra naval e desafiando formas tradicionais de superioridade marítima.

Segundo o GAO, a U.S. Navy pretende avançar para uma frota híbrida, na qual capacidades menores, mais numerosas e distribuídas complementem navios, submarinos e aeronaves convencionais de alto valor. A lógica não elimina as grandes plataformas. Ao contrário, procura ampliar sua consciência situacional, alcance e capacidade de sobrevivência por meio de uma camada de sistemas distribuídos e, em alguns casos, sacrificáveis.

Essa distinção é essencial. Fragatas, submarinos e navios-aeródromos não se tornam obsoletos porque existem drones navais. O que muda é a composição do sistema de combate: uma parcela crescente das missões de maior risco, persistência ou repetitividade poderá ser transferida para plataformas sem tripulação. 


A IA muda a escala da operação 

Há, entretanto, uma diferença entre teleoperar uma embarcação e construir uma verdadeira força autônoma. Se cada USV exigir um operador dedicado durante toda a missão, parte do ganho de escala desaparece. A mudança decisiva ocorre quando a automação permite que um operador supervisione diversos veículos, intervindo principalmente diante de situações anormais ou decisões de comando.

Nesse modelo, algoritmos podem assumir tarefas como manutenção de rota, prevenção de colisões, controle de formação, gerenciamento de sensores e resposta a contingências previamente estabelecidas. O ser humano permanece no ciclo decisório, especialmente quando há emprego de força, mas deixa de executar manualmente cada movimento da plataforma.

É aí que inteligência artificial e autonomia deixam de representar apenas conveniência tecnológica e passam a produzir massa operacional. Um centro remoto poderia supervisionar diversos USVs e estes, por sua vez, poderiam controlar ou lançar outros sistemas, criando uma rede de sensores e efetores espalhada por extensa área marítima.

A Amazônia Azul oferece um cenário natural para essa transformação

Para o Brasil, a discussão possui uma dimensão geográfica evidente. A Marinha precisa acompanhar uma extensa área marítima e proteger portos, terminais, plataformas de petróleo e gás, cabos submarinos, rotas comerciais e outros ativos estratégicos. Manter meios tripulados permanentemente próximos a todos esses pontos é operacional e economicamente difícil.

Sistemas não tripulados persistentes podem ampliar a presença sem exigir proporcional aumento do número de grandes navios e tripulações. USVs poderiam funcionar como piquetes de sensores, patrulhar áreas predefinidas, investigar contatos, apoiar operações de guerra de minas, transportar ROVs e UAVs ou fornecer dados para unidades tripuladas que permanecessem fora das zonas de maior risco.

A mobilidade estratégica demonstrada pelo Programa SUPPRESSOR acrescenta outra possibilidade. Sistemas transportáveis por KC-390 e apoiados por bases móveis poderiam ser deslocados rapidamente entre diferentes regiões do litoral, reforçando temporariamente áreas consideradas críticas. 


Autonomia também cria vulnerabilidades
A experiência de combate também recomenda cautela. USVs dependem de navegação, comunicações, sensores, processamento embarcado e software. Todos esses elementos podem ser atacados. Interferência ou falsificação de sinais GNSS, bloqueio de enlaces, guerra eletrônica, ataques cibernéticos e captura física da plataforma tornam-se parte da disputa.

Quanto maior a distância entre o centro de controle e o veículo, maior a importância da resiliência das comunicações e da capacidade de continuar a missão durante períodos de perda de enlace. Isso conduz inevitavelmente a graus maiores de autonomia embarcada, mas também amplia os desafios de segurança, certificação, regras de engajamento e controle humano.

Há ainda uma questão industrial. Para que uma capacidade militar desse tipo seja verdadeiramente soberana, não basta fabricar o casco no Brasil. Processadores, sistemas de navegação, comunicações criptografadas, enlaces satelitais, sensores, software de autonomia, inteligência artificial e componentes eletrônicos críticos tornam-se parte da mesma equação estratégica.

Uma oportunidade para a Base Industrial de Defesa 
Nesse aspecto, a trajetória da TideWise merece atenção além da própria empresa. O desenvolvimento do Tupan e do SUPPRESSOR mostra a possibilidade de uma tecnologia de uso dual criar escala no mercado civil e, simultaneamente, gerar capacidades militares. Clientes comerciais, operações offshore e expansão internacional podem contribuir para sustentar competências industriais que seriam difíceis de manter exclusivamente com encomendas de defesa.

O Brasil dispõe ainda de outros projetos de sistemas não tripulados de superfície, submarinos e aéreos. O ARAMUSS 2025 reuniu, ao lado do SUPPRESSOR, o VSNT do CASNAV, o LAUV Triton, o FlatFish e o NAURU, mostrando que já existe um ecossistema nacional que pode ser explorado de forma integrada.

O desafio passa a ser transformar projetos e demonstrações em doutrina, escala, interoperabilidade e capacidade operacional permanente.

A pergunta já mudou 
A experiência da Ucrânia mostra que uma força naval inferior pode usar sistemas não tripulados para impor custos e restringir a liberdade de ação de uma potência naval superior. O Mar Vermelho demonstra que plataformas relativamente simples podem ameaçar o tráfego comercial e obrigar forças avançadas a gastar recursos consideráveis para proteger linhas marítimas. Os Estados Unidos, por sua vez, já tratam sistemas robóticos como componentes de uma futura frota híbrida.

No Brasil, o Tupan demonstra que embarcações autônomas podem realizar missões reais no ambiente offshore, enquanto o Programa SUPPRESSOR leva essa competência para problemas militares concretos, como guerra de minas, patrulha e guerra antissubmarino.

Por isso, talvez a pergunta relevante já não seja se a Marinha do Brasil precisará incorporar embarcações autônomas em maior escala.

A questão passa a ser quantas serão necessárias, quais missões deverão cumprir, qual grau de autonomia terão e, principalmente, como serão integradas aos navios, submarinos, aeronaves, satélites, centros de comando e demais sistemas que defendem a Amazônia Azul.

A guerra naval não tripulada deixou de ser uma hipótese. Ela já está sendo testada diariamente em combate. Para o Brasil, a oportunidade está em transformar a capacidade tecnológica que já possui em vantagem operacional antes que essa transformação deixe de ser oportunidade e passe a ser requisito.

15 fevereiro, 2024

Fabricante brasileira de drones de carga de olho no mercado da Turquia


*Defensehere - 14/02/2024

A TUPAN, fabricante brasileira de motores e aeronaves, afirma que a aplicação mais importante de seus drones é o transporte de carga.

A Tupan é uma empresa aeronáutica especializada em aeronaves HSVSTOL (High Speed, Vertical and Short Take Off and Landing). A Tupan trabalha com outra empresa brasileira, a Turbomachine, que fornece os motores para os seus UAVs.

Paulo Cesar Olenscki, Diretor de Tecnologia da TUPAN, disse à Defensehere que vários países demonstraram interesse em sua série de drones de carga. 

Ele disse: "Seria muito interessante ter investidores na Turquia. Esperamos fabricar esta aeronave para transferir tecnologia para a Turquia. Isso é muito bem-vindo. E acho que o Brasil e a Turquia têm um relacionamento muito bom, e seria fácil para ter essa transferência e parceria de tecnologia. E também estamos abertos à transferência de tecnologia na fabricação de motores porque essas são empresas parceiras."

"Fabricamos os motores para nós mesmos, para que possamos projetar uma aeronave, um drone usando nosso próprio motor, e possamos projetar o motor da aeronave em vez do oposto. Nós podemos projetar e customizar o motor para as diferentes versões da aeronave que produzimos.

“Para o mercado civil existem diversas aplicações. A aplicação mais importante é o transporte de cargas. Temos diferentes versões para esta aeronave. Temos o TUPAN 1000, que pode transportar cerca de 125 KG da nossa carga útil. E então temos o [TUPAN] 2000 que tem peso máximo de decolagem de 2.000 libras e carga útil de 220 quilos e o TUPAN 3000 que tem carga útil de 400 quilos e peso máximo de decolagem é de 3.000 libras."

"Então, para o transporte de carga, o mercado civil é muito importante. Também pode ser para fazer a ligação entre as plataformas offshore e a terra. Prevemos também um mercado no combate a incêndios usando bolas extintoras que podemos ou poderemos ter. Vários drones voam ao mesmo tempo para combater o fogo em determinada área sem arriscar a vida das pessoas no combate ao incêndio."


20 agosto, 2023

O desenvolvimento da nova geração de drones brasileiros agora tem um parceiro: o Grupo EDGE dos Emirados Árabes Unidos


*Defense Arabia, por Patrícia Marins - 19/08/2023

A mais recente iteração dos drones TUPAN estreou na IDEX2023. Esta tecnologia de ponta resulta de um esforço colaborativo entre as empresas Turbomachine e SIATT, que estabeleceram parcerias com o grupo EDGE.

A família de drones TUPAN abrange capacidades de decolagem e aterrissagem verticais de alta velocidade (HSVTOL), mesclando propulsão elétrica com diminutos motores de turbina movidos a Jet-A. Essa fusão inovadora deu origem a uma linha de drones compactos, mas de alto desempenho, com velocidade notável, capacidade de carga útil e redundância.

Entre eles, destaca-se o modelo RC 300, capaz de transportar uma carga útil de 2,5 kg a velocidades que chegam a 150 km/h. Enquanto isso, as variantes maiores – Tupan-1000, 2000 e 3000 – devem suportar cargas de até 600 kg, voar a velocidades de 850 km/h e percorrer distâncias de até 1.200 km. Ao adotar um novo motor turbofan, o TUPAN pode atingir velocidades de até 1.000 km/h. Notavelmente, a versão militar TUPAN 3000 exibe potencial para transportar munições inteligentes e outros armamentos.

Esses drones HSVTOL, tipificados pelo TUPAN, abrigam perigos inerentes devido aos seus atributos únicos que os tornam indescritíveis e excepcionalmente manobráveis. Sistemas de radar militares comuns geralmente requerem um limite mínimo de velocidade de aproximadamente 15m/s para detecção. Em contraste direto, esses drones podem manipular o posicionamento do motor, permitindo que eles iludam esses radares. Em meros momentos, eles podem fazer a transição para o modo de ataque, acelerando de 500 a 1.000 km/h.

Considerando seus fundamentos tecnológicos avançados e potencial para operações secretas, a disseminação global desses drones, desenvolvidos em conjunto pela SIATT e EDGE, parece altamente plausível.

Os últimos tempos testemunharam uma cooperação significativa entre as indústrias de armas brasileiras e árabes emergentes. Essa aliança promete introduzir mudanças substanciais no cenário do comércio global de armas, por meio das quais importadores tradicionais evoluem para exportadores.

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Sobre a Tupan Aircraft Company
*LRCA Defense Consulting

A Tupan tem sede no Brasil, mas também está sediada em Dubai/EAU. Com o objetivo de desenvolver, fabricar e comercializar os DRONES HSVTOL (High Speed, Vertical and Short Take Off and Landing) multimissão da TUPAN, pilotados de forma autônoma ou remota.

A empresa conta com uma experiente equipe de engenheiros formados pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) com passagens anteriores pela Embraer e Avibras, todas renomadas Instituições Brasileiras com histórico consolidado.

A proposta deste projeto é uma mudança de paradigma no transporte de cargas em todo o mundo. Hoje em dia, esse serviço é fornecido por caminhões (entregas demoradas), trens e navios (baratos, mas lentos) ou aviões (rápidos, mas caros). O TUPAN, um novo serviço autônomo de carga aérea, fornecerá transporte aéreo rápido e acessível.

A história da TUPAN começa em 2007 com a Turbomachine Co., fundada pelo Engenheiro Alberto Carlos Pereira Filho. Nessa época, sua equipe foi desafiada pela Petrobras a desenvolver a primeira turbina a gás brasileira nas instalações do CTA/ITA. Era um turbogerador estacionário de 50 kW levando ao co-desenvolvimento de um motor turbo de 1 MW. Em 2009 a Avibras solicitou o desenvolvimento do motor turbojato TJ1000 para acionar o míssil MTC300 para o exército brasileiro.

Desde 2016 a empresa trabalha com clientes estrangeiros, prestando serviços na área de propulsão. A empresa está desenvolvendo um motor turbofan de 1.200 kgf de empuxo misto, tecnologia estratégica inédita no país, com o desenvolvimento de hélices com alta relação empuxo/peso. M.Sc. Alberto Pereira fundou a TUPAN, com o objetivo de vencer o tremendo desafio aeronáutico de dotar uma aeronave VTOL de um voo de cruzeiro eficiente, onde os motores são devidamente concebidos para o efeito, sendo o grande diferencial que pode cumprir os requisitos de voo.

Saiba mais:
- Turbomachine e Siatt projetam o primeiro drone brasileiro de decolagem vertical

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