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19 outubro, 2021

Academia da PMMS e GCM de São Leopoldo adquirem armamento Taurus

Alunos-Oficiais da Academia de Polícia militar do MS recebendo o Espadim Tiradentes em Fev 2021


*LRCA Defense Consulting - 20/10/2021

Em Campo Grande (MS), a Academia de Polícia Militar do Estado do Mato Grosso do Sul está adquirindo um lote de pistolas TS9, fuzis T4 e submetralhadoras SMT para dotar o Curso de Formação de Oficiais da corporação.

Em São Leopoldo (RS), a Prefeitura Municipal adquiriu 30 pistolas TS9 e quatro carabinas CT9, além de munição para os dois tipos de armas, coldres para pistola e porta-carregadores. A aquisição visa melhor equipar a Guarda Civil Municipal (GCM). Segundo o diretor-geral da GCM, José Carlos Pedrozo, a aquisição de armamentos é uma demanda antiga da Guarda. “Essa compra vai qualificar o serviço. São armamentos modernos fáceis de manusear e bastante leves, utilizados pelas principais forças policiais do Brasil. As carabinas possuem disparo único e são do mesmo calibre das pistolas. Com eles, nossos agentes estarão melhor equipados para trabalhar no policiamento da cidade e atuar de forma mais eficaz nas operações integradas”, afirmou.

Foto: LinkedIn do Jornal Vale do Sinos

 

EmbraerX assina contrato de prestação de serviços com a Republic Airways

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*LRCA Defense Consulting - 19/10/2021

A EmbraerX assinou um acordo de longo prazo com a Republic Airways para utilização da plataforma de coordenação de manutenção Beacon, que apoiará a transformação digital da companhia aérea. O Beacon apoiará todas as operações de manutenção e acelerará o tempo de retorno à operação da aeronave integrando a plataforma nas estações da Republic e incluirá cada um de seus provedores de manutenção de plantão. A Republic Airways é atualmente uma das maiores operadoras comerciais regionais dos Estados Unidos, com uma frota de 223 aeronaves, operando voos regionais para as três maiores companhias aéreas americanas.

A parceria entre o Beacon e a Republic começou em janeiro de 2020, quando a empresa passou a usar a plataforma como primeiro cliente do segmento de aviação comercial nos Estados Unidos. Ao implementar o Beacon, a Republic e seus parceiros de serviço de manutenção ganharam uma vantagem competitiva graças à eficiência da plataforma na resolução de casos de manutenção. Como uma das primeiras empresas a adotar o Beacon, a Republic tem validado e testado os recursos do Beacon com seus usuários no segmento de grandes operadoras independentes regionais.

“Quando introduzimos o Beacon, estávamos determinados a encontrar uma melhor maneira de gerenciar nossas operações diárias de manutenção mantendo nossa eficiência. O Beacon permitiu que nossas equipes fossem mais móveis - para rastrear, participar e se conectar a eventos -, colocando aeronaves de volta à operação com mais rapidez ao integrar nosso ecossistema de parceiros com a transformação digital. Nosso sucesso depende de apoiar nossos parceiros na realização do trabalho de forma eficiente”, disse Dale Cash, Diretor de Manutenção da Republic Airways.

Durante os primeiros seis meses de 2021, a Republic registrou uma redução média no atraso à medida que adotava o Beacon em suas bases de operação. Com o aumento das viagens e do volume de voos da Republic, o tempo de atraso geral das aeronaves fora de serviço se manteve estável, justificando a tecnologia do Beacon no gerenciamento de interrupções e na aceleração do tempo de retorno à operação.

“A Republic Airways tem sido uma parceira incrível, motivada pela inovação, e está aplicando a tecnologia para entregar valor excepcional aos seus parceiros de compartilhamento e aos passageiros. Juntos, estamos harmonizando o ecossistema do mercado de reposição e eliminando algumas das restrições atuais, aplicando soluções do século 21 para impulsionar os processos existentes. Estamos muito orgulhosos por ampliar nosso relacionamento com a Republic para comprovar os minutos economizados por caso, o tempo geral economizado com atrasos fora de serviço, identificar novos casos para utilização e aproveitar “insights” centrados em operações para apoiar os líderes na tomada de decisões de negócios inteligentes no dia a dia”, comentou Marco Aurelio Cesarino, Head do Beacon.

Ao estender este contrato, a plataforma Beacon continua a expandir sua presença e sua missão de reduzir o tempo fora de serviço e atrasos para todos os tipos de aeronaves em vários segmentos de aviação, por meio do estímulo à colaboração e serviços baseados em valor em escala, entre diferentes públicos de interesse.

Projeto da Gerdau Graphene recebe aportes dos governos estadual e federal

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*LRCA Defense Consulting - 19/10/2021

O projeto de Materiais Avançados em Grafeno e Novas Aplicações Tecnológicas, da Gerdau Graphene, foi aprovado em uma chamada pública e viabilizará a pesquisa com grafeno no Brasil, envolvendo uma rede de laboratórios ao redor do mundo.

Ao todo, a iniciativa, que também será responsável por um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento no país, receberá um aporte financeiro de R$ 6,4 milhões durante o período de 3 anos – sendo R$ 1,2 milhão da própria empresa e R$ 1,2 milhão do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), além de R$ 4 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

Essa é uma grande conquista da Gerdau Graphene, que, mesmo com poucos meses de existência, contribuirá para o desenvolvimento do mercado do grafeno em território nacional. Aos poucos, esse material avançado e de potencial inesgotável estará estabelecido no Brasil, para aumentar a competitividade das nossas indústrias

Startup criada dentro da UFMG desenvolveu spray anti-Covid à base de nióbio


*Panorama Farmacêutico - 18/10/2021

Uma startup mineira desenvolveu um spray anti-Covid à base de nióbio que, segundo os criadores, pode proteger as mãos por até 24 horas contra o novo coronavírus.

Uma parte do financiamento do projeto foi custeada com recursos da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Cerca de R$ 500 mil foram recebidos por meio de um edital específico de combate à Covid-19.

Segundo Luiz Carlos Oliveira, sócio da Nanonib e professor do departamento de Química da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o spray, chamado Innib 41, foi produzido a partir de uma molécula desenvolvida antes da pandemia. Ela tem ação contra vírus e também 18 tipos de bactérias resistentes, ele conta.

O produto já foi submetido para a avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ainda aguarda parecer. No processo, ao menos quatro reuniões foram feitas com o órgão regulador.

O começo da produção deve ocorrer somente depois da resposta da agência, de acordo com os pesquisadores. Para essa etapa, eles contam com outros investidores, além dos recursos do ministério.

Antes de ser submetido à Anvisa, o spray passou por pesquisa em laboratório e foi testado em 300 pessoas. Oliveira explica que o spray não é tóxico pelo fato de usar baixa concentração de nióbio, minério que é o 41º elemento da tabela periódica .

“Submetemos o produto a uma empresa especializada em testar toxicidade em moléculas novas com metodologia reconhecida internacionalmente. Todos os estudos de segurança e eficácia foram feitos e mostraram que o produto não é tóxico, podendo ser usado também em crianças”, conta o pesquisador.

Segundo Oliveira, o projeto foi pensado para Covid para ajudar principalmente as pessoas que não conseguem higienizar as mãos com muita frequência, como operadores de caixa de supermercado e motoristas de aplicativos. A remoção, em caso de necessidade, pode ser feita apenas com água –sabão não é essencial para isso, de acordo com o cientista.

Nanonib
A Nanonib é uma startup criada dentro da UFMG pelos professores Oliveira, Jadson Belchior e Cinthia de Castro. A empresa é especializada em produtos à base de nióbio. Os responsáveis começaram a trabalhar com esse minério pelo fato de o Brasil ser o maior produtor e exportador de nióbio do mundo.

“Nós vimos que essa seria uma oportunidade de achar aplicações diferentes para o nióbio”, afirma Oliveira.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é um entusiasta do nióbio. Ele citou o elemento químico antes e durante a campanha eleitoral de 2018. Já eleito, ele também não deixou que fosse esquecido.

Em visita ao Japão em 2019, por exemplo, ele disse que o Brasil aproveita mal o metal, que pode ser usado em gasodutos, turbinas e até em foguetes espaciais e reatores nucleares.

Na semana passada, Bolsonaro participou da abertura da 1ª Feira Nacional do Nióbio, em Campinas (SP), ao lado do ministro Marcos Pontes (Ciência). Na ocasião, o chefe do Executivo destacou a importância do mineral para o país.

Embraer firma MoU com Fokker Techniek e Fokker Services visando oportunidades em Defesa, Desenvolvimento e Suporte

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*LRCA Defense Consulting - 18/10/2021

A Embraer assinou hoje (18) um Memorando de Entendimento com a Fokker Techniek e a Fokker Services. O memorando abre oportunidades para explorar conjuntamente uma ampla gama de atividades nos mercados de Defesa, Aviação Comercial, além de Serviços e Suporte.

“A Embraer é a parceira ideal para esta colaboração. Nossa história e profundo conhecimento de produtos e soluções para aeronaves nos permitirá trazer uma perspectiva única nas as diversas áreas de desenvolvimento nas quais Embraer está pesquisando”, disse Roland van Dijk, CEO da Fokker Techniek.

“A Fokker Techniek e a Fokker Services são empresas aeroespaciais conhecidas e respeitáveis, com raízes na construção aviões e no suporte de frotas em todo o mundo. Sua rede, experiência e tradição em aviação mundialmente reconhecidas, serão uma combinação perfeita com os Serviços e Suporte da Embraer. Acreditamos que, juntos, podemos atender melhor nossos clientes com soluções feitas sob medida,” disse Johann Bordais, Presidente e CEO da Embraer Services & Suporte.

Nos próximos meses, Embraer, Fokker Services e Fokker Techniek discutirão uma variedade de oportunidades e buscarão utilizar suas respectivos conhecimentos e capacidades em novos projetos. Para Defesa, isso inclui a aeronave de transporte C-390 Millennium e possíveis especificações do usuário final, bem como futuro suporte à frota.

“Seja o mercado de Defesa com nosso suporte para a aeronave de transporte C-390 Millennium ou qualquer tipo de suporte ou desenvolvimento no mercado aviação Comercial, estamos confiantes de que muitos projetos interessantes surgirão nos próximos anos”, disse Menzo van der Beek, CEO da Fokker Services.

“Há um enorme potencial para as duas empresas no desenvolvimento conjunto de oportunidades Este é um passo muito importante na estratégia da Embraer de estabelecer parcerias significativas e estratégicas em todo o mundo”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

Outras oportunidades de Defesa estão em discussão, como a conversão e acabamento de aeronaves de missão e transporte especial. No mercado de aviação Comercial, o suporte de engenharia e logística serão os principais elementos a serem explorados, além do desenvolvimento de aeronaves movidas a hidrogênio. Por fim, também serão analisados os tópicos relacionados com suporte de pós-venda, como suporte a programas, logística, serviços de reparo e muitas outras oportunidades.

18 outubro, 2021

Aproveitando seu pricing power, Taurus toma medida estratégica nos EUA



*LRCA Defense Consulting - 18/10/2021

Em um cenário empresarial ideal, uma empresa vende um produto exclusivo ou protegido por patente e há poucos ou nenhum concorrente no mercado. Em outro cenário semelhante, um ou uma série de fatores podem levar à escassez de um produto ou de uma linha de produtos, causando um excesso de demanda e um consequente desequilíbrio na "lei da oferta e da procura". Nessas duas situações, a empresa pode ditar ou aumentar seus preços sem risco de perder negócios para um concorrente. 

Os dois cenários representam uma oportunidade empresarial extraordinária, podendo ser exemplificados, no primeiro caso, pelo lançamento do iPhone em 2007 e, no segundo, pela situação atual do maior mercado mundial de armamento leve, os Estados Unidos da América, para onde a multinacional brasileira Taurus Armas direciona cerca de 85% de suas vendas.

Na segunda semana do mês de julho, após seu setor de inteligência de mercado analisar a situação nos EUA, a Taurus decidiu realizar um aumento linear de 10% em seus preços, informando ainda que, após tê-lo implementado, constatou que não houve desistências em sua excepcional carteira de pedidos firmes (backorder) de cerca de 1,8 milhão de armas.

A empresa informou ainda que, diferentemente do ano de 2020 e do 1º semestre de 2021, hoje já é possível notar a existência de algum estoque de outras marcas nas lojas americanas, mas não da Taurus, fato este corroborado pela firme continuidade do backorder.

Essa situação percebida pela Taurus configurou o conceito de pricing power (poder de precificação) que, em síntese, significa a capacidade de uma empresa aumentar seus preços sem risco de perder mercado para a concorrência. No caso em tela, o pricing power aconteceu devido à escassez de armas leves e de munições nos Estados Unidos, sendo que, segundo experts no assunto, o mercado deverá levar cerca de 18 meses ou mais para retornar à normalidade, caso nenhum novo fator intercorrente venha novamente pressionar a demanda.

Segundo a Taurus, é bastante provável que a empresa - 4ª marca mais vendida e uma das três mais importadas pelos EUA - tenha ganhado mais maket share (participação no mercado) nesse país, situando-se na (ou mais próxima da) 3ª posição entre as marcas mais vendidas. Tal fato tem origem numa maior penetração positiva da marca junto aos americanos em 2020/21, haja vista a percepção da alta qualidade das suas armas, a um pós-venda oportuno e eficaz, aos novos lançamentos havidos nesse período (todos de sucesso), a um custo/benefício muito atraente e à capacidade de abastecimento por parte da empresa. 

Consequentemente, é lícito esperar que os números do 3º trimestre da Taurus já reflitam boa parte do novo cenário, traduzindo-se em um aumento do ticket médio e das margens da empresa, especialmente da margem EBITDA.

Curiosidade sobre o pricing power

O megainvestidor americano Warren Buffett, ao analisar empresas onde queria investir, criou um conceito apelidado de "moat" (fosso, em inglês).

O moat, ou fosso econômico, é uma vantagem competitiva que uma empresa tem sobre todas as demais companhias do mesmo setor de atuação. Desse modo, quanto maior o fosso econômico, maior e mais sustentável torna-se um negócio no longo prazo. Essa vantagem competitiva é derivada de uma ou mais táticas negociais que permitem a uma empresa gerar lucros acima da média do seu mercado de atuação.

Via de regra, o moat acontece quando uma empresa atinge um valor intrínseco determinado por três grandes fatores:

  • marca de grande conceito e penetração;
  • pricing power (poder de precificação); 
  • grande participação no mercado, proporcionando altas margens, especialmente de EBITDA (pelo fato de esta ser menos manipulável).

Segundo consenso comum no mercado, Warren Buffett nunca investe em uma empresa sem antes estimar seu valor intrínseco. Assim, não importa o que uma empresa faça, se não estiver melhorando suas margens, não será boa para o megainvestidor.

O axioma de Buffett está sendo também usado por grandes investidores nacionais, ao escolher as empresas nas quais irão investir.

Prefeitura de Santana de Parnaíba adquire 445 armas Taurus


*LRCA Defense Consulting - 18/10/2021

A Prefeitura de Santana de Parnaíba (SP) firmou um contrato para aquisição de 410 pistolas TS9 e 35 carabinas CTT40, produzidas pela Taurus Armas.

O objetivo é equipar a Guarda Municipal com produtos de qualidade e confiabilidade que auxiliarão o município no combate a atividades criminosas e proporcionarão maior segurança à população.

A pistola TS9 é reconhecida como uma arma que possui inovação, confiabilidade, segurança e precisão. Seu projeto exclusivo foi desenvolvido atendendo aos mais rigorosos padrões de qualidade e segurança exigidos pelos órgãos de segurança mais qualificados do mundo.

A carabina CTT40 também é uma arma tática ideal para uso em operações urbanas, tanto policiais quanto militares. Possui capacidade de 30 tiros, calibre .40S&W e cano de 200 mm com ação simples e semiautomática com teclas ambidestras. Sua coronha é rebatível, diminuindo o comprimento total da arma, facilitando o transporte em operações táticas. 

Carabina CTT40 e Pistola TS9

Santana de Parnaíba colhe os resultados do investimento em segurança
A cidade de Santana de Parnaíba, que desponta como o segundo município mais seguro do Brasil entre as cidades de 100 a 500 mil habitantes, conforme a Urban Systems, não só segue como referência em segurança, mas também continua diminuindo os seus índices criminais.

De acordo com o fechamento mensal da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Santana de Parnaíba apresentou quedas relevantes em diversos crimes. Na comparação entre os meses de junho, julho e agosto de 2020 com os mesmos meses de 2021, houve redução de delitos como latrocínio (200%) e estupro vulnerável (64%). No comparativo dos meses de agosto nos anos 2018, 2019, 2020 e 2021, destaque para a diminuição de 100% no delito de estupro e mais de 87% na incidência de estupro de vulnerável.

Esses índices são resultados dos investimentos realizados nos últimos anos em segurança, como treinamentos contínuos, o programa Ilumina Parnaíba, que já levou luz de LED em vias públicas da cidade e a aquisição de novas armas e equipamentos que fizeram com que a cidade alcançasse o posto de cidade mais segura da região metropolitana de São Paulo.

16 outubro, 2021

Superbateria brasileira de nióbio poderá revolucionar o mercado de veículos elétricos

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*CPG - Click Petróleo e Gás - 14/10/2021

As gigantes mundiais Volkswagen Caminhões e Ônibus – VWCO e a CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração se uniram com a missão de criar a superbateria de Nióbio. A multinacionais fecharam um acordo para desenvolverem e produzirem superbaterias para veículos elétricos de grande porte, utilizando o metal tão precioso e abundante no Brasil, o nióbio. Com elas os automóveis serão recarregados em menos de dez minutos e terão maior autonomia. Além disso, em paralelo, a CBMM está desenvolvendo novas tecnologias com óxidos de grafeno.

A solução pode colocar o Brasil em posição de destaque no segmento ao unir a CBMM, empresa que trabalha no desenvolvimento de novas tecnologias com nióbio, e a Volkswagen, responsável pelo funcionamento dessas baterias em cada veículo.

Bateria de Nióbio está sendo desenvolvida há três anos numa parceria com a japonesa Toshiba
De acordo com o vice-presidente da CBMM, Ricardo Lima, a bateria de Nióbio está sendo desenvolvida há três anos numa parceria com a japonesa Toshiba. “Pela primeira vez estamos implementando esta solução que, devido ao uso do óxido de Nióbio no ânodo da bateria, permitirá uma operação de carregamento ultrarrápido, em menos de 10 minutos, maior durabilidade, vida útil e segurança”, informa o executivo.

Segundo a Volkswagen, maior produtada global de veículos, o acordo com a CBMM é estratégico, pois a empresa está consolidada como uma referência mundial no desenvolvimento de novas tecnologias com nióbio para baterias de íons de lítio. Já a VW Caminhões e Ônibus entrará com sua expertise para estabelecer o comportamento dessas baterias em veículos, com todos os parâmetros de segurança e qualidade para concretizar o desempenho esperado.

CBMM anuncia R$ 7 bilhões de investimentos para novas tecnologias com óxidos de grafeno e vai produzir 185 mil ton de nióbio por ano
A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) anunciou nova rodada de aportes para projeto de expansão de sua unidade em Araxá, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O plano de investimento de R$ 7 bilhões, recém anunciado pela Companhia, segue voltado para o aumento da capacidade de produção de nióbio. Além disso, a companhia está desenvolvendo novas tecnologias com óxidos de grafeno na unidade.

Na frente de mobilidade há investimentos em tecnologias para baterias elétricas e em outros materiais avançados para o segmento automotivo, por exemplo. Além disso, a companhia está desenvolvendo novas tecnologias com óxidos de nióbio e grafeno, elementos que apresentam grande sinergia em aplicações para este segmento.

“Mas as aplicações não param por aí. O nióbio também é um metal relevante para a transição energética global, contribuindo para a construção de cidades mais inteligentes, sendo um elemento fundamental para fontes alternativas de energia“, completa.

Brasil ganha a primeira e maior fábrica de produção de grafeno da América do Sul, capaz de produzir até 5000 Kg por ano, que junto com o nióbio vai revolucionar o destino da humanidade
A inauguração da primeira e maior fábrica de produção de grafeno, em escala industrial da América do Sul, que aconteceu no dia 09 de julho, contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes. A unidade terá capacidade de produzir até cinco mil quilos de alta qualidade por ano.

Em seu discurso o presidente, Jair Bolsonaro, destacou o potencial brasileiro: “Temos uma pátria abençoada. Voltando à tabela periódica, temos toda ela aqui no Brasil. Inclusive naquilo que é raro. Temos aí por volta de 1/3 das reservas de grafite, ou grafita, em vários estados. Temos, aproximadamente, 97% do Nióbio, que casado com grafeno, realmente vão revolucionar o destino da humanidade”, disse.


INB - Indústrias Nucleares do Brasil participa de exercício de proteção cibernética

Resposta ao cenário proposto pelo exercício demandava participação de diferentes áreas de uma empresa


*LRCA Defense Consulting - 16/10/2021

Entre os dias 5 e 7 de outubro, a INB -  Indústrias Nucleares do Brasil S.A. participou do Exercício Guardião Cibernético 3.0, em Brasília/DF, coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), do Governo Federal. O exercício simulou ameaças virtuais a setores prioritários para a segurança nacional, como água, energia, telecomunicações, finanças, transporte e nuclear. Para cada um, foram propostas atividades diferentes, relacionadas com suas realidades e particularidades.

No setor nuclear, foram simulados incidentes cibernéticos que se agravaram com o passar do tempo. As situações exigiam a participação de setores distintos de uma empresa. Por isso, neste ano, a INB foi representada por uma equipe multidisciplinar, com integrantes das áreas de tecnologia da informação, comunicação social, jurídica e de segurança da informação.

“Durante o evento tivemos a oportunidade de conhecer com mais detalhes o funcionamento de uma planta nuclear, bem como trocar experiências e conhecimentos com os demais órgãos (Eletronuclear, CTMSP, CNEN) do setor nuclear. Foi uma experiência única e que demonstrou que a INB está comprometida em desenvolver a segurança cibernética e treinar suas equipes para responder a incidentes cibernéticos graves”, afirma Fernando Akira Mogami, da Gerência de Tecnologia da Informação da INB.

Importância do exercício
De acordo com o Ministério da Defesa, este é o maior treinamento para proteção cibernética do hemisfério sul, e esta terceira edição contou com 350 participantes civis e militares de 65 organizações. Na quarta-feira, dia 6, os ministros Walter Braga Netto, da Defesa, e Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, prestigiaram o exercício. Eles estiveram na sala de treinamento do setor nuclear, onde puderam ver de perto como era realizada a simulação.

“Repetidas vezes as autoridades reforçaram que é grande a preocupação da nação neste tema e que devemos estar treinados para responder”, informa Mogami.

A INB participa do evento desde a primeira edição, atuando também no planejamento e execução do exercício.

INB -  Indústrias Nucleares do Brasil S.A.
A INB -  Indústrias Nucleares do Brasil S.A. atua na cadeia produtiva do urânio, o "ciclo do combustível nuclear", que inclui a mineração, o beneficiamento, o enriquecimento, a fabricação de pó, pastilhas e do combustível que abastece as usinas nucleares brasileiras.

Empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a INB exerce, em nome da União, o monopólio da produção e comercialização de materiais nucleares. Também atua na execução de serviços de engenharia do combustível e na produção de componentes dos elementos combustíveis.

Os processos industriais e os programas de controle ambiental e segurança radiológica que desenvolve garantem a qualidade de seus produtos e asseguram a preservação do meio ambiente, da saúde dos trabalhadores e das populações, especialmente aquelas que habitam nas áreas de influência de suas unidades.

As atividades da INB são licenciadas e fiscalizadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), supervisiona sua produção, realizando inspeções regulares à Fábrica de Combustível Nuclear.

15 outubro, 2021

Produtora de nióbio se une a laboratório do Sirius para fabricar supercondutores

Cerimônia marca entrega da primeira etapa do projeto Sirius | Site público


*Canaltech - 08/10/2021

A CBMM, líder mundial na produção e comercialização de produtos de nióbio, e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) fecharam um acordo de cooperação para desenvolver materiais supercondutores à base de nióbio. O CNPEM abriga o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) onde está o Sirius, o maior acelerador de partículas do Brasil, localizado em Campinas (SP).

O objetivo do CNPEM é utilizar uma liga de nióbio-titânio, desenvolvida por meio dessa parceria, no próprio acelerador Sirius. Além disso, a CBMM vê a possibilidade de ampliar a demanda mundial por nióbio, fabricando produtos que usam o minério e que tenham um maior valor agregado.

“A CBMM atua para diversificar o mercado global de nióbio, e para isso investe cerca de R$ 200 milhões por ano em seu programa de tecnologia, sendo o segmento de supercondutores um dos mais inovadores. Não há alternativa para a produção desses materiais em grande escala que não passe pela utilização do nióbio”, afirma o gerente de Produtos Especiais da CBMM, Rodolfo Morgado.

O acordo
A ideia dos pesquisadores é aproveitar o conhecimento da CBMM na metalurgia do nióbio para avançar no desenvolvimento de materiais supercondutores. Recentemente, o Brasil foi aceito como membro associado da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN), que trabalha no projeto do Futuro Colisor de Hádrons (FCC) e vai depender desse tipo de material para funcionar.

Esquema do Futuro Colisor de Hádrons (FCC) - (Imagem: Reprodução/CERN)


Com esse acordo, também será possível investir no desenvolvimento de aplicações de supercondutividade para equipamentos de alto desempenho em áreas como medicina, energia, física de partículas, engenharia elétrica e eletrônica fabricados exclusivamente em território nacional.

“Com essa parceria vamos acelerar o desenvolvimento de tecnologias disruptivas, proporcionando um ambiente de inovação em toda a cadeia produtiva. Será uma oportunidade relevante para tornar o Brasil protagonista em todo o mundo e detentor de conhecimentos avançados neste segmento”, comenta o vice-presidente da CBMM, Ricardo Lima.

Nióbio
O Brasil é o maior produtor de nióbio do mundo com 90% das reservas conhecidas. Esse metal possui alta condutividade térmica e elétrica, maleabilidade e alta resistência à corrosão. Por essas características, ele é utilizado em diversas ligas metálicas com aplicações na construção civil, indústria automobilística e aeroespacial.

Além disso, o nióbio é essencial para o desenvolvimento de materiais supercondutores que não precisam ser mantidos a temperaturas próximas do zero absoluto (-273,15 °C). As ligas de nióbio-titânio — que operam em temperatura ambiente — se encaixam perfeitamente nessas exigências, podendo tornar viável a produção em escala industrial de dispositivos com supercondutividade.

Sirius
O acordo com a CBMM também prevê a utilização das ligas de nióbio-titânio no acelerador de partículas brasileiro. O Sirius é um laboratório de luz síncrotron de quarta geração que funciona como uma espécie de raio-X superpotente, capaz de analisar diferentes categorias de materiais em escala atômica.

A observação dessas estruturas é feita ao acelerar os elétrons a uma velocidade próxima à da luz, fazendo com que eles se desloquem em um túnel com 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Esses elétrons são então enviados para um segundo acelerador, onde são reorganizados.


Já no anel principal do Sirius, os elétrons são desviados e transportados até as estações de pesquisa em forma de luz síncrotron, que, apesar de extremamente brilhantes, são invisíveis a olho nu, com feixes cerca de 30 vezes mais finos que o diâmetro de um fio de cabelo humano.

Com essa tecnologia de radiação, é possível investigar partes do corpo humano como o cérebro, desenvolver baterias menores e mais seguras, analisar o solo mais profundamente ou aprimorar os estudos geológicos para identificar e aumentar a produção de poços de petróleo em áreas subaquáticas.

“No Sirius temos como investigar as aplicações em condições excepcionais. Entender quais fatores garantem as propriedades desejadas e quais estratégias podem ser buscadas para a manufatura do material. São recursos que não tínhamos antes dessa pareceria e que pouquíssimos lugares no mundo têm”, encerra Gerente de Engenharia e Tecnologia do CNPEM, James Citadini.

Nióbio e grafeno
Em 2019, a CBMM, com 66 anos de liderança mundial em tecnologia do nióbio, realizou um investimento e se tornou acionista minoritária da 2DM, empresa de Singapura dedicada a tecnologia do grafeno. O contrato assinado pela companhia brasileira e a empresa de Singapura reforça a jornada da líder mundial em tecnologia do Nióbio no desenvolvimento de soluções inovadoras para seus clientes.

A CBMM, sediada em Araxá-MG, identificou no grafeno potencial sinergia de aplicações – uma vez que o material bidimensional pode ser utilizado em segmentos comuns ao nióbio, como o automotivo (incluindo baterias para veículos elétricos), construção e infraestrutura, aplicações eletroeletrônicas, entre outros.

Graças a décadas de investimentos em seu programa de tecnologia de processamento e de aplicação do nióbio, a CBMM alcançou a posição de líder mundial de mercado e tem sua história diretamente ligada ao desenvolvimento deste metal. É com base nessa experiência que a Companhia começa a explorar oportunidades sinérgicas ao Nióbio, elemento no qual se baseia sua produção atual.

Decidiu, então, investir na empresa 2DM, fundada dentro da Universidade Nacional de Singapura (National University of Singapore), que é o principal centro de pesquisa do grafeno na Ásia. O potencial versátil do material, derivado da grafite, vem sendo discutido ao longo dos anos e suas competências como aditivo industrial para melhorar propriedades de estruturas têm se destacado entre os materiais avançados. Protagonista dentre os materiais 2D, o grafeno é reconhecido por suas capacidades como condutor de energia, propriedades térmicas, resistência, leveza, dentre outras características que o posicionam como um dos materiais mais promissores para a próxima década.

Com essa parceria, o objetivo central da CBMM é aproveitar todas as sinergias possíveis entre o grafeno e o nióbio para ampliar as soluções para seus clientes. A companhia acredita que pode contribuir através de suas competências reconhecidas no desenvolvimento de tecnologia de materiais e suas aplicações, expansão do mercado e no desenvolvimento de clientes de presença global.

14 outubro, 2021

Nióbio: nova empresa da Randon viabilizará inovação inédita no mercado mundial

A solução potencializa as características de outros materiais, conferindo maior durabilidade e resistência mecânica, alterando de forma significativa suas propriedades físico-químicas.

Randon Tech Solutions (RAPT4) Adquire Empresa de Automação


*LRCA Defense Consulting - 14/10/2021

Na vanguarda de pesquisas e projetos envolvendo inovação, com foco em novas tecnologias e em iniciativas sustentáveis, as Empresas Randon, destacando-se a Fras-le e o Centro Tecnológico Randon – CTR, dão mais um passo para o futuro e apresentam sua mais recente solução.

Trata-se da descoberta de um novo método para obtenção de nanopartículas de nióbio em larga escala. A inovação é inédita no mercado mundial e chega com o propósito de gerar novas oportunidades para diferentes setores da indústria de transformação.

A partir de estudo científico realizado pelo Centro Tecnológico Randon – CTR e pelo Instituto Hercílio Randon - IHR, o processo de obtenção da nanopartícula está apto para ser aplicado. A solução potencializa as características de outros materiais, conferindo maior durabilidade e resistência mecânica, alterando de forma significativa suas propriedades físico-químicas. Além disso, utiliza métodos amigáveis ao meio ambiente, contribuindo para um processo sustentável.

“Após a conclusão de intensos estudos técnicos e experimentações, a aplicabilidade dessa inovação é agora conhecida pelo mercado. É uma tecnologia nacional, com patente requerida pela Fras-le e com potencial de aplicação em escala global”, salienta o vice-presidente executivo e COO das Empresas Randon e CEO da Fras-le, Sérgio L. Carvalho.


Para ampliar as pesquisas e expandir as aplicações dessa nova tecnologia, será constituída uma nova unidade pelas Empresas Randon, com estrutura, equipes e recursos próprios. Inicialmente está prevista a aplicação na indústria automotiva, podendo ser estendida para outros segmentos industriais.

“Estamos orgulhosos e satisfeitos com o trabalho conduzido de maneira inédita por nossas equipes. Essa inovação comprova a importância de seguirmos investindo em pesquisa e desenvolvimento, movimento que estamos fazendo de forma estratégica nas Empresas Randon. Além disso, a solução está alinhada com o nosso foco em ESG e com a nossa preocupação de seguir os negócios de maneira sustentável. Estamos celebrando uma nova fase para a indústria nacional e internacional”, reforça o CEO das Empresas Randon, Daniel Randon.

Instituto Hercílio Randon (IHR): nova fase no desenvolvimento de pesquisas disruptivas
O Instituto Hercílio Randon (IHR), associação sem fins lucrativos que tem as Empresas Randon como apoiadoras, apresenta ao mercado um novo momento no desenvolvimento das suas iniciativas, focado em ciência e tecnologia. Nesta nova fase, a instituição busca se tornar a principal organização, mantida pela iniciativa privada, responsável por pesquisas disruptivas nas áreas de Mobilidade, Eletrônica Embarcada e Materiais.

Atualmente, o IHR concentra suas atividades no desenvolvimento de 35 projetos de novas tecnologias e soluções. “Com esse movimento, alinhamos os objetivos da entidade com o constante avanço tecnológico do setor automotivo. Estruturamos uma metodologia própria de trabalho e estamos criando as conexões necessárias para termos a agilidade e a precisão que se espera de um instituto de ciência e tecnologia”, destaca o diretor Administrativo do Instituto Hercílio Randon, Fábio Makita.

Joel Boaretto e Fábio Makita lideram o Instituto de Ciências e Tecnologia mantido pela Randon

O IHR conta com equipe própria de pesquisadores e técnicos, dedicados ao estudo de temas complexos e a execução dos projetos de pesquisa. Também estão sendo estabelecidas importantes alianças estratégicas com outros institutos, universidades e com empresas do setor.

Dessa forma, o Instituto Hercílio Randon almeja se tornar um grande centro de desenvolvimento para tecnologias disruptivas. “Essas articulações construídas com os ecossistemas de pesquisa e inovação, que envolvem instituições de ensino, entidades públicas, privadas e startups, nos possibilitam atuar como uma ‘plataforma de conexão’ para diversas iniciativas”, projeta o diretor técnico do IHR, Joel Boaretto.

Nas áreas de interesse do Instituto Hercílio Randon, o foco dos projetos pesquisados acompanha as megatendências globais, com estudos que abrangem a eletromobilidade, nanotecnologia, compósitos estruturais, conectividade, sensoriamentos inteligentes, sistemas de propulsão, entre outros.



Instituto Hercílio Randon apresenta nova fase no desenvolvimento de pesquisas disruptivas

Em atuação desde 2014, o Instituto Hercílio Randon foi estruturado, inicialmente, junto ao parque tecnológico da PUCRS, em uma primeira fase de desenvolvimento que durou até 2018. Atualmente o IHR está situado em duas instalações: no Centro Tecnológico Randon (CTR), em Farroupilha, e em um espaço destinado a projetos estratégicos, localizado em prédio próximo à Universidade de Caxias do Sul. Os locais de cocriação e as salas funcionais destinadas ao Instituto acolhem as equipes multidisciplinares de inovação e pesquisa.

Além da diretoria executiva e do time de pesquisadores, bolsistas e técnicos, a instituição conta com conselhos técnico, fiscal e deliberativo, para a definição e acompanhamento das diretrizes estratégicas adotadas.

Rumo à Indústria 4.0, Taurus Armas investe em projeto da Auttom

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*LRCA Defense Consulting - 14/10/2021 (atualizado às 15h04)

Com resultados recordes no primeiro trimestre do ano, a fabricante gaúcha de armas Taurus planeja um forte investimento no Rio Grande do Sul e, em breve, inaugurará a ampliação de seu parque fabril em São Leopoldo, que aumentará a capacidade de produção. A expectativa é chegar ao final do ano com 2 milhões de armas produzidas.

Dando início ao cumprimento desses desafios, o CEO global da Taurus Armas, Salesio Nuhs, e o diretor de engenharia e qualidade da Taurus, Leonardo Brum Sesti, estiveram em Caxias do Sul para fechar um projeto na Auttom, que faz parte das Empresas Randon. Durante a visita, a equipe conheceu a Auttom, além da RTS Industry e o parque fabril do grupo.

De acordo com Sesti, a Taurus é uma empresa 100% voltada para a inovação.

“A nossa empresa está sempre investindo em eficiência para manter competitividade e tecnologia. Encontramos na Auttom uma empresa bem estruturada para transformar nossos processos manuais em autônomos”, afirma Sesti.

Nuhs e Sesti também participaram de uma reunião almoço onde foram recebidos pelo CEO das Empresas Randon, Daniel Randon, e pelo diretor de excelência operacional das Empresas Randon, Bernardo Bregoli Soares.

Célula Robotizada para Usinagem do Ferrolho
Conforme o engenheiro de vendas da Auttom, Aidro Vieira, a Célula Robotizada para Usinagem do Ferrolho, adquirida pela Taurus, consiste em uma linha de produção totalmente automatizada. Direcionada aos conceitos da Indústria 4.0, o projeto permite controle de qualidade, rastreabilidade e produtividade, assim como diversas variáveis do processo.

“Essa movimentação irá manter qualidade e padronização, já que se trata de um produto específico. A Auttom tem esse cuidado em fornecer soluções personalizadas conforme as necessidades do cliente”, conclui Vieira.

Novas parcerias
Além do negócio hoje divulgado, a Taurus Armas e a Randon também estão estudando novas parcerias, haja vista ambas as empresas possuírem sinergias e complementações no ramo metal-mecânico.


CÉLULA ROBOTIZADA PARA AUTOMAÇÃO DO PROCESSO DE USINAGEM - Robôs  Industriais - Automação e Robótica
Célula Robotizada para Usinagem (imagem meramente ilustrativa)


Aidro Vieira (engenheiro de vendas da Auttom), Leonardo Brum Sesti, (diretor de engenharia e qualidade da Taurus), Salesio Nuhs (CEO Global da Taurus) e Marcos Facchin (diretor de negócios da Auttom)

Empresas Randon, Auttom e Taurus Armas realizam reunião durante almoço, em Caxias do Sul



NSA para o Pentágono: bloqueie suas armas antes que os hackers as alcancem

nsa cibersegurança dos sistemas de segurança nacional de armas dos EUA
GUVENDEMIR GETTY IMAGES

 
*Popular Mechanics, por Kyle Mizokami - 12/10/2021

  • A National Security Agency (NSA) está preocupada com a possibilidade de hackers obterem acesso aos computadores dentro dos sistemas de armas americanos.
  • Quase todas as armas dos EUA são equipadas com computadores e muitas se conectam a redes classificadas para distribuir dados.
  • A preocupação é que um adversário de alta tecnologia possa invadir armas e torná-las inoperantes - ou pior.


Os hackers poderiam obter acesso aos sistemas de armas mais complexos das Forças Armadas dos Estados Unidos . Esse é um aviso direto da Agência de Segurança Nacional (NSA).

À medida que os militares começam a enfrentar adversários de alta tecnologia como China e Rússia , as armas que funcionam em computadores correm o risco de ser comprometidas, diz a agência. É difícil contornar essa realidade no momento. Em um mundo onde o Pentágono deseja armas avançadas que possam transferir dados sem fio entre si, quase todos eles dependem de computadores, redes e links de dados que os hackers podem explorar.

A maioria dos americanos conhece a NSA como a principal agência de inteligência do país, responsável por coletar inteligência estrangeira por meio de computador, telefone celular e outros meios eletrônicos. Mas a NSA também é responsável pela segurança cibernética e por jogar na defesa contra outros países que buscam penetrar nos computadores e redes de computadores americanos.

Agora, enquanto os EUA se afastam de duas décadas de guerra contra guerrilheiros e terroristas, a NSA está alertando que as armas da América são vulneráveis ​​a ataques. Adversários com experiência tecnológica podem comprometer armas com computadores - conhecidos pela NSA como Sistemas de Segurança Nacional - prejudicando a capacidade de combate das forças americanas.

Como resultado, o Pentágono deve fortalecer os sistemas de segurança nacional contra ameaças externas, especialmente ataques cibernéticos. E os sistemas de armas não incluem apenas mísseis hipersônicos ou lasers . "Em termos de sistemas de armas, temos computadores nas asas, no mar e em terra. Não pensamos em [sistemas de armas] dessa forma, mas nenhum deles funciona sem computadores", disse Rob Joyce, chefe da Segurança Cibernética da NSA Direcção, durante um evento da indústria na semana passada, de acordo com um relatório da Breaking Defense.

A Rússia e a China, e em menor medida, a Coréia do Norte e o Irã, treinaram pessoal cibernético cuja única missão em tempo de guerra (ou mesmo em tempo de paz) seria ganhar acesso aos sistemas de computador e rede americanos. Mesmo uma arma relativamente pequena e insegura pode permitir que os hackers acessem um sistema maior.

tanque m1 abrams em fort irwin, califórnia
Até o tanque M1 Abrams inclui sistemas de computador e links para redes de compartilhamento de dados
STOCKTREK IMAGES GETTY IMAGES


Quase todas as armas americanas, com exceção de armas pequenas e armas servidas pela tripulação (como metralhadoras), incluem sistemas de computador embutidos. Os computadores adicionam funcionalidades, incluindo controle de tiro (corrigindo e ajustando a mira contra alvos distantes ou em movimento rápido), navegação (recebendo sinais de GPS) e comunicações (transmissão de voz e dados). Esses computadores frequentemente se conectam a grandes redes, às vezes abrangendo todo o globo, para emitir ordens, coletar dados, relatar avistamentos de inimigos e até mesmo coordenar o ataque ou a defesa entre forças geograficamente distintas.

Qual pode ser a aparência de um desses ataques cibernéticos? No Technothriller Ghost Fleet de 2015, os militares dos EUA vão simultaneamente à guerra com a Rússia e a China. A guerra inclui um ataque surpresa ao Havaí, incluindo um esforço total de hackers para desativar as armas mais poderosas da América. Navios de guerra, caças F-35 e outros sistemas são eliminados da luta sem disparar um único tiro - ou ter um tiro disparado contra eles.

Na vida real, os hacks mais preocupantes podem ser semelhantes: o Pentágono está mais preocupado com ataques que comprometam armas, fazendo com que o software que as executa travem. Isso poderia isolar um caça a jato, ou o radar que protege um grupo de batalha de porta-aviões, ou fazer com que um satélite fique offline. Atividades de hackers mais sutis podem incluir invasão de redes de comunicação, sabotagem de bancos de dados (exclusão de motores sobressalentes para jatos de combate de uma lista de peças sobressalentes) e bloqueio de usuários legítimos de redes cruciais.

A NSA quer que o complexo militar-industrial leve a sério as vulnerabilidades cibernéticas. Ao contrário do campo de batalha cinético - onde aeronaves e veículos blindados de combate passam a maior parte do tempo fora do contato com o inimigo - a natureza sem fio das redes de computadores significa que essas mesmas armas estarão sob constante ameaça de ataque inimigo. Isso requer um tipo diferente de armadura, armadura que pode ser tão importante quanto o tipo que pára de balas e projéteis.

Milipol Paris: ABIMDE e associadas mostram tecnologia brasileira de Defesa e Segurança


*ABIMDE - 14/10/2021

A ABIMDE (Associação Brasileira da Indústria de Defesa e Segurança), em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), estará presente na Milipol Paris 2021, que acontecerá entre os dias 19 e 22 de outubro. O Pavilhão Brasil vai abrigar as empresas BCA, CBC, Condor, Kryptus, M&K, Taurus e VMI.

Em sua 22ª edição, a Milipol Paris está consolidada como uma das principais feiras internacionais de Defesa e Segurança. Este ano, segundo os organizadores, o evento deve receber cerca de 1.000 expositores, 30.000 visitantes e 150 delegações oficiais.

As empresas brasileiras que vão participar da feira já têm uma forte atuação no mercado internacional e buscam na Milipol ampliar ou fortalecer conexões com indústrias e governos de vários países.

“Os visitantes que passarem pelo Pavilhão Brasil terão a oportunidade de conhecer tecnologias e produtos desenvolvidos por empresas brasileiras que estão entre os líderes mundiais de seus segmentos. O portfólio exposto no pavilhão inclui armamento, munição letal e não letal, segurança cibernética, entre outros produtos e soluções para Defesa e Segurança”, disse o Diretor de Projetos da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), Comandante Paulo Albuquerque.

O Pavilhão Brasil estará no estande 5 N 086 da Milipol Paris 2021, no Centro de Exposições Paris-Nord Villepinte.

Empresas brasileiras presentes na Milipol Paris 2021
A BCA está presente em mais de 16 países e fornece produtos para os mercados automotivos, aeroespacial, segurança e de defesa, de alta performance e baixo peso, combinando soluções em aramida, UWHMPE e cerâmica.

A CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos) é considerada líder mundial de munições para armas portáteis. Com mais de 90 anos de atividades, a companhia possui fábricas no Brasil, Alemanha e República Tcheca, além de centros de distribuição nos Estados Unidos e Europa. Seus produtos chegam a 130 países, nos 5 continentes.

A Condor desenvolve e produz equipamentos e munições não letais, e pirotécnicos para emprego em sinalização e salvatagem. Atualmente, conta com mais de 120 produtos no portfólio e está presente em mais de 60 países pelo mundo.

A Taurus, com mais de 80 anos de atividades, é considerada uma das maiores fabricantes de armas do mundo. Já recebeu mais de 30 prêmios internacionais em reconhecimento ao seu elevado padrão de qualidade e inovação.

A Kryptus entrega soluções de criptografia e segurança cibernética altamente customizáveis, confiáveis e seguras para aplicações críticas. Com sede no Brasil e filial na Suíça, atende clientes do setor público e privado na América Latina, Europa, Oriente Médio e África.

A VMI Security desenvolve soluções tecnológicas inovadoras e fabrica equipamentos de raios X de alta qualidade para inspeção não intrusiva. A empresa oferece sistemas de controle e segurança para aeroportos, portos, rodovias, grandes eventos e organizações públicas e privadas, entre outros.

Serviço
MILIPOL PARIS 2021
Data: 19 a 22 de outubro
Local: Paris-Nord Villepinte Exhibition Center, Paris, França
Mais informações – https://en.milipol.com
Informações sobre o Pavilhão Brasil: www.abimde.org.br

Embraer: Bamboo Airways inicia o primeiro serviço a jato em Dien Bien Phu


*LRCA Defense Consulting - 14/10/2021

Em 19 de agosto , um E190 da Bamboo Airways completou com sucesso um voo de teste de Hanói para Điện Biên Phủ fazendo história como o primeiro jato a pousar no aeroporto de Điện Biên Phủ.

Em 14 de outubro, a Bamboo Airways iniciou o serviço regular de passageiros entre Hanói e Điện Biên Phủ três vezes por semana com o E190. Este novo serviço, com um tempo de voo de apenas setenta minutos, oferece aos passageiros a opção de voar direto e com conforto superior.

Anteriormente, Điện Biên Phủ só era acessível por turboélices devido às restrições PCN do aeroporto, ao curto comprimento do campo, grande altitude, terreno montanhoso e proximidade de residências e estradas.

As capacidades de desempenho do E190 tornam-no uma aeronave ideal para operar com segurança na pista curta de 1.830 m (6.000 pés) do aeroporto de Điện Biên Phủ. A Bamboo Airways já está operando o E190 em outros aeroportos domésticos de pista curta, incluindo Con Dao e Rach Gia.

Além disso, a designação CAT C do E190 permite que ele seja operado em condições de baixa visibilidade, incluindo névoa seca que prevalece em Điện Biên Phủ.

Como parte dos planos da operadora de expandir ainda mais sua rede em 2021, o E190 será implantado para conectar Điện Biên Phủ com outras cidades em todo o Vietnã para impulsionar o turismo e o desenvolvimento econômico.

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