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24 novembro, 2020

Brasil e Emirados buscam aproximação no setor de defesa

Seminário virtual Brazilian Defense Day ocorreu nesta terça-feira (24) reunindo os setores público e privado de defesa dos dois países. Lideranças querem mais cooperação e negócios entre Brasil e Emirados na área.


*ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe, por Isaura Daniel - 24/11/2020

O Brasil e os Emirados Árabes Unidos querem uma aproximação maior no setor de materiais de segurança e defesa. A disposição de um estreitamento da relação entre os países na área foi manifestada nesta terça-feira (24) por representantes dos governos e do setor privado do Brasil e Emirados Árabes Unidos durante o seminário Brazilian Defense Day, que ocorreu de forma online.

“Vejo como muito importante essa parceria estratégica entre nós”, disse no encontro o piloto e major-general Ishaq Saleh Mohammed Al-Balushi, subsecretário assistente para Desenvolvimento de Capacidades da Indústria e Defesa do Ministério da Defesa dos Emirados Árabes. Balushi disse que o Brasil é um dos mais importantes parceiros dos Emirados. “Queremos aumentar essa parceria e concretizar nossos sonhos para o bem dos dois países”, afirmou o general no seminário.

O secretário de Produtos de Defesa do Ministério de Defesa do Brasil, Marcos Degaut, manifestou a vontade de que a relação entre Brasil e Emirados no segmento de defesa vá além da compra e venda e abarque criação de projetos em comum, ganhos de tecnologia e desenvolvimento da cadeia produtiva, trazendo benefícios concretos para os dois lados. Segundo o secretário, a relação Brasil-Emirados vive momento altamente positivo.

Balushi: Brasil é um parceiro importante
O Brasil exportou no ano passado US$ 195,2 milhões em materiais de defesa e segurança para os países árabes, dos quais 17% tiveram como destino os Emirados Árabes Unidos. Juntas as nações árabes foram o terceiro destino dos produtos do segmento no exterior, segundo dados apresentados no encontro pelo chefe do escritório internacional da Câmara de Comércio Árabe Brasileira em Dubai, Rafael Solimeo.

O embaixador dos Emirados Árabes Unidos no Brasil, Saleh Al Suwaidi, disse no seminário que a relação entre o Brasil e seu país atingiu nível de parceria estratégica após a visita do presidente brasileiro Jair Bolsonaro aos Emirados no ano passado. Ele lembrou da série de acordos assinados entre os dois países e disse que um dos setores em que a relação bilateral Brasil-Emirados deve ser fortalecida é na defesa.

O embaixador do Brasil nos Emirados Árabes Unidos, Fernando Igreja, também participou do seminário online e fez manifestação parecida ao que falou o seu colega. “A área de defesa é um dos setores onde essa relação precisa ser constantemente aprofundada”, disse, defendendo o caminho da cooperação. O Brasil tem dado passos na aproximação com os Emirados no setor nos últimos anos e as empresas brasileiras da área costumam estar presentes na Exposição e Conferência Internacional de Defesa dos Emirados (Idex).

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde),
Gallo, da Abimde, pede parcerias

Roberto Gallo, disse que o setor de defesa brasileiro procura parcerias, citando investimento tradicional ou direto em planta produtiva, desenvolvimento de projetos e outros. Ele apresentou uma lista de empresas brasileiras interessadas em participar da Idex em fevereiro de 2021. Gallo também convidou os Emirados Árabes a participarem da Mostra BID Brasil em agosto de 2021 no Brasil.

O chefe da Divisão de Produtos de Defesa do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o secretário Thiago Carneiro, disse que o Brasil está disposto a transferir tecnologia na área para o incremento da produção nos Emirados Árabes Unidos, inclusive para a exportação a terceiros. Assim como outros participantes, ele citou as últimas visitas de autoridades entre os dois países, inclusive a de Bolsonaro em 2019.

Brasil
O secretário-geral da Câmara Árabe, Tamer Mansour, conduziu o seminário, que foi promovido pela entidade com a Abimde. Também falou no encontro a chefe de operações para Oriente Médio e Norte da África no escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em Dubai, Karen Jones, que apresentou o trabalho da agência para aproximação entre as regiões, inclusive o suporte para o setor de materiais de segurança e defesa brasileiro no mercado local. A participação do Brasil na Idex se dá por meio da parceria da Apex-Brasil com a Abimde.

O presidente da Câmara de Equipamentos de Defesa na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Arthur Almeida, falou da participação do seu segmento no setor de defesa fornecendo materiais ou equipamentos para a produção dessa indústria.

O superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), Paulo Henrique Fraccaro, também apresentou o seu segmento. “Nosso setor é uma importante arma nessa luta contra esse pequeno mas grande inimigo que é o covid-19”, disse. Fraccaro mostrou a amplitude da indústria brasileira de equipamentos médicos, produzindo desde implantes odontológicos e ortopédicos até desfibriladores, bombas de infusão, equipamentos para centros cirúrgicos, ventiladores mecânicos, entre outros.

Emirados
Também falou o presidente do Conselho de Companhias de Defesa dos Emirados, Anas Naser Al Otaiba. Ele apresentou o trabalho do conselho como fonte de comunicação entre empresas do segmento do seu país e do exterior. Um dos objetivos do conselho é ajudar ao setor de defesa local a ganhar competitividade. O diretor de Desenvolvimento de Negócios do Edge Group, Miles Chambers, contou sobre o Edge. O grupo atua fornecendo soluções tecnológicas como robótica, inteligência artificial e outras para as empresas de defesa.

Tamer Mansour mediou as conversas
O diretor-executivo e de Parcerias Econômicas, Abdulla Saif Al Awani, e a gerente de Parcerias e Relações Econômicas do Conselho Econômico Tawazun, Munira Al Hamadi, apresentaram o Tawazun. O conselho atua com fomento à criação e ao desenvolvimento da indústria da defesa nos Emirados Árabes Unidos, tendo entre os seus pilares a tecnologia, a inovação e o desenvolvimento de capacidades humanas.

Ao final do seminário, o secretário-geral da Câmara Árabe parabenizou antecipadamente os Emirados por sua data nacional, em 2 de dezembro, a fundação do país. Participou do encerramento das atividades do evento o diretor de Projetos e Relações Internacionais da Abimde, Paulo Albuquerque. O general Duizit Brito, chefe do Departamento de Promoção Comercial do Ministro da Defesa do Brasil, também participou, acompanhando Marcos Degaut.

Avantia leva à Mac Jee inovação no monitoramento de área para defesa e aeroespacial

Projeto de alta performance instalado na gigante brasileira do setor de defesa integra câmeras inteligentes, biometria, automação e analytics

*Grupo Segs, Portal Nacional - 23/11/2020

A Avantia acaba de instalar um sistema integrado de alta performance na área de monitoramento da Mac Jee, uma das principais empresas da Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil. O objetivo é atuar com as tecnologias mais avançadas do mercado na área de segurança e garantir que todas as normas de proteção sejam devidamente seguidas.

Como parceira do Exército Brasileiro, a Mac Jee tem por compromisso registrar e entregar imagens dos últimos 30 dias da fase de desenvolvimento de seus produtos. Para atender a essa demanda, entre outras, o projeto une câmeras inteligentes, analytics, cartões de acesso, automação e biometria incorporados em um Circuito Fechado de Televisão (CFTV), posicionado em uma Central de Segurança Integrada (CSI). Trata-se de tecnologia de ponta de última geração.

Os alarmes ultrassensíveis de movimento conseguem identificar com precisão os ‘falsos positivos’. Em sistemas comuns, alarmes podem ser acionados por uma movimentação que não representa ameaça. “Nossa solução classifica com exatidão qualquer intercorrência, de forma que o profissional de segurança saiba com clareza quando deve agir", explica Claudinei Morosso, Gerente de Negócios da Avantia responsável pelo projeto.

A inteligência embarcada na tecnologia permite também a automação de processos em áreas de impacto. Um setor que exemplifica bem essa funcionalidade é o espaço para fabricação de material energético. Nele, as máquinas são ligadas remotamente e só funcionam sem a presença humana. A detecção de pessoas na sala bloqueia imediatamente o funcionamento.

“Os sensores identificam e as câmeras comprovam que tem alguém no local. Trabalhamos com essa redundância de dados para sermos precisos nas notificações", ressalta Morosso.

A área militar é uma das que exige maior nível de segurança por atuar com equipamentos de artilharia, por isso os processos internos devem ser precisos e potencializados para prevenção de acidentes e furtos. A área externa também é monitorada: a Avantia analisou todo o perímetro e considerou as peculiaridades da Mac Jee para uma blindagem tecnológica sob medida.

Sobre a Avantia
Empresa brasileira de tecnologia e segurança que utiliza inteligência artificial e faz a integração de soluções tecnológicas por meio do monitoramento inteligente de imagem e som. Fornece serviço de monitoramento de alarmes, ambientes, áreas de risco e estoques para atender as necessidades e reduzir custos de grandes empresas privadas e públicas, indústrias, companhias da construção civil, setores hospitalar e educacional. Atua com tecnologia própria, com produtos desenvolvidos pela sua área de pesquisa e desenvolvimento: a Avantia Labs, sediada no Porto Digital de Pernambuco. A companhia tem 22 anos de mercado, cerca de 500 colaboradores e está sediada em Recife (PE), com escritórios em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Brasília (DF). A Avantia é parte do Instituto Endeavor e assina projetos de clientes como McDonald’s, Gerdau, RaiaDrogasil, Banco 24Horas, Oi, Chesf, SPTrans, entre outros. www.avantia.com.br

Sobre a Mac Jee
Com mais de uma década na indústria de defesa, o Grupo Mac Jee é constituído por Mac Jee Defesa, Mac Jee Tecnologia e Equipaer, empresas inovadoras, tecnológicas e 100% brasileiras. Contando com um portfólio diversificado de produtos e serviços para o segmento de defesa e aeroespacial, o grupo destaca-se pela capacidade no desenvolvimento de soluções de alta qualidade e investimentos em inovação, garantido autonomia tecnológica.

Sediada em São José dos Campos, a Mac Jee conta com escritórios em São Paulo e na França.

23 novembro, 2020

Taurus Armas convida para reunião com analistas e investidores - APIMEC 2020


*LRCA Defense Consulting - 23/11/2020

Salesio Nuhs, Presidente e CEO Global da Taurus Armas, e Sérgio Sgrillo, CFO da empresa, convidam analistas, investidores, jornalistas e demais internautas interessados para a reunião APIMEC 2020, a acontecer no dia 03 de dezembro às 19 horas.

Em recentes lives com a Eleven Financial Research e com a Suno Research (Taurus planeja ser a maior empresa de armas leves do mundo), os dois executivos convidaram os internautas para essa reunião, afirmando que, além de comentar os números do 3T20 e as perspectivas da empresa, algumas importantes novidades seriam então divulgadas.

As inscrições devem ser feitas com antecedência pelo site:
http://www.apimectaurus.encontrodigital.com.br

 

Embraer negocia potenciais parcerias em aeronaves turboélice, diz executivo


*Yahoo Finanças, por Tim Hepher (Reuters) - 23/11/2020

A Embraer está negociando com potenciais parceiros para desenvolver uma nova aeronave turboélice, disse o chefe da unidade de aviação comercial da empresa à Reuters.

"Estamos em negociações ativas sobre parcerias (para turboélice), mas não posso entrar em mais detalhes agora", disse o presidente-executivo de aviação comercial, Arjan Meijer.

"O tipo de parceria, seja industrial ou financeira, é amplamente aberta. Estamos examinando todas as opções, ou pode ser uma combinação das duas ... Não estamos descartando ninguém neste momento."

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Saiba mais:
- Índia quer comprar divisão comercial da Embraer. Empresa nega

WEG traz uma Indústria 4.0 muito mais eficiente para Unigel

 Empresa do segmento petroquímico possui equipamentos WEG em planta na Bahia


*LRCA Defense Consulting - 23/11/2020

A Unigel é uma das maiores petroquímicas do país e tem cada vez mais priorizado sólidas relações com as indústrias brasileiras, como a WEG, a fim de avançar ainda mais em termos de tecnologia e inovação.

Para potencializar seus resultados e trazer definitivamente seu parque fabril para a Indústria 4.0, a empresa implementou em 2019, em seu polo de Camaçari, na Bahia, um total de 46 sensores WEG Motor Scan® e também quatro Gateways, já com previsão para a instalação de mais dispositivos em todas as unidades da fábrica, totalizando 130 sensores.

Com foco no monitoramento de equipamentos rotativos em aplicações críticas, as instalações serão em diversos sistemas acionados por motores elétricos, como compressores, bombas centrifugas, ventiladores de torre, bombas de água de caldeira, extrusoras e chillers.

Mas como essa solução para a Indústria 4.0 funciona na Unigel?

A solução instalada é composta pela interação do sensor, aplicativo, roteador e portal, que realizam o monitoramento dos equipamentos remotamente e em tempo real, promovendo a modernização e muito mais agilidade nas operações através da internet das Coisas (IoT).

Na Unigel ela emite alertas para o operador da sala de controle, coordenadores e supervisores das unidades sobre a situação dos equipamentos nas fábricas, tudo sem necessidade de medição e verificação no local. Já na parte de manutenção, ele fornece as informações das condições dos equipamentos monitorados, o que ajuda a melhorar o MBTF (período médio entre falhas). Com base nos dados capturados e enviados para a nuvem, é possível tomar decisões mais rápidas e assertivas, que permitem implementar a manutenção preditiva, reduzindo significativamente o número de paradas não planejadas de produção, o que garante maior eficiência e vida útil do motor.

Quais os benefícios da Indústria 4.0 para o segmento petroquímico?
Para a Unigel, a maior vantagem é que os responsáveis pela confiabilidade da manutenção têm um diagnóstico das máquinas em tempo, e com isso é possível traçar novas estratégias de manutenção para cada equipamento e evitar paradas na planta. Além disso, há a prevenção de quebras e redução no tempo de intervenção da equipe de manutenção no maquinário, já que o sensor indica não apenas onde estão os problemas que precisam ser resolvidos, mas sinaliza também outras falhas que passavam despercebidas. Foi o que aconteceu dentro dos sopradores de Cianeto da Unigel, que possuía um soprador com o MTBF (período médio entre falhas) de 27 dias, e mesmo ao aplicarem as melhores práticas de manutenção, o MTBF não se alterava.

A operação deste equipamento consiste em puxar o ar através de um ciclone e mandar para uma torre de lavagem. Após a instalação do WEG Motor Scan®, foi possível observar em tempo real que a cada 4 dias o equipamento vibrava por cerca de 30 minutos acima do limite crítico e isso acontecia em horários diversos durante a operação contínua (24 horas). Depois, a vibração reduzia a níveis aceitáveis para a equipe de manutenção, que ao verificar o equipamento em oficina, constatou que uma camada de pó ficava nas pás do rotor e causava uma vibração intermitente durante 30 minutos. Constatado o problema, foi criada uma rotina de limpeza quando o alerta da primeira indicação de vibração fosse enviado. O equipamento está operando há 6 meses sem falha.     

“Após o monitoramento foi possível criar uma rotina de limpeza dos sopradores, fazendo pequenas paradas e lavando o equipamento internamente. Com essa ação eliminamos a quebra destes equipamentos e por consequência a parada da unidade por no mínimo 60 horas.” Declarou Mário Rodrigues Bonfim, Coordenador de Manutenção da Unigel.

O investimento da empresa, além de aumentar sua produtividade e eficiência processual, ainda apresenta uma economia prevista entre R$ 60 a R$ 120 mil no ano.

A WEG, reconhecida pelas soluções para diversas aplicações, oferta ao mercado diversas combinações de produtos de alta performance para a Indústria 4.0 com o objetivo de aperfeiçoar processos industriais em todo o Brasil.

22 novembro, 2020

Fábrica da Iveco completa 20 anos de atividades

*Redação AutoIndústria - 20/11/2020

A Iveco completa 20 anos desde que iniciou atividades no complexo industrial de Sete Lagoas (MG), maior unidade das operações da marca da CNH Industrial na América Latina, onde desenvolve e produz comerciais leves, caminhões, chassis para ônibus e veículos de defesa.

O complexo foi resultado de investimento de R$ 570 milhões. Iniciou produção da linha de veículos leves e, gradualmente, foi incorporando caminhões médios e pesados, além de chassi. Desde 2013 também é responsável pela produção do blindado Guarani.

Atualmente, saem da fábrica os modelos das gamas Daily, Tector, Hi-Road e Hi-Way, bem como os chassis 10-190 e 17S28. Ao longo das duas décadas, a marca conta por volta de 400 mil caminhões produzidos na unidade mineira.

A fabricante destaca que a fábrica por planejada para operar conforme os conceitos do chamado World Class Manufacturing (WCM), sistema estruturado em pilares com base na melhoria contínua. “Foi projetado para eliminar os desperdícios e as perdas no processo de produção por meio da identificação de objetivos e metas, como zero acidentes, zero defeitos, zero avarias e zero desperdício”, resume Izidro Penatti, diretor do complexo industrial da Iveco.

O complexo mineiro ainda abriga o Centro de Desenvolvimento de Produto, o primeiro do gênero construído fora da Europa. O local reúne mais de 150 profissionais, dentre engenheiros, projetistas e técnicos dedicados no aprimoramento e concepção de novos produtos.
 
O Campo de Provas, inaugurado em 2015, completa as capacidades da marca no complexo industrial. Instalado em área de 300 mil m² com pistas, rampas e tanque para o desenvolvimento e testes de veículos.

“Já temos uma base sólida no Brasil, que foi responsável por um crescimento sustentável da marca. Agora, olhamos para frente projetando um futuro de investimentos e muitas novidades que serão produzidas na fábrica da Iveco e, em breve, estarão à disposição dos clientes que atuam no segmento do transporte”, finaliza Márcio Querichelli, líder da marca na América do Sul.

Taurus Armas poderá ter forte aumento de vendas com 2ª onda da pandemia e governo Biden


*LRCA Defense Consulting -20/11/2020

A segunda onda da pandemia está atingindo fortemente os EUA, tornando-o o país com o maior número de novos casos da doença no mundo. Assim, de forma similar ao que aconteceu em março, é razoável esperar que o temor de uma eventual onda de violência, causada por possíveis desabastecimentos, por saques e por ataques às pessoas e às propriedades, possa contribuir para novas aquisições de armas, especialmente por consumidores de primeira vez.

Governo Biden
Durante toda a sua campanha à presidência dos EUA, Joe Biden afirmou que seu governo iria restringir o acesso às armas de assalto capazes de causar destruição em massa, como metralhadoras e fuzis automáticos, além de carregadores de grande capacidade.

As restrições iriam desde a proibição da fabricação e venda desses produtos até um novo "imposto" de 200 dólares por arma já adquirida, após a regulamentação da já existente Lei Nacional de Armas de Fogo.

A medida não será de fácil implementação, haja vista a liberdade permitida pela Segunda Emenda à Constituição, o estilo de vida americano e os resultados de uma recente pesquisa Gallup. Esta pesquisa mostrou que o apoio a leis mais rígidas sobre armas caiu para seus níveis mais baixos desde 2016.

A situação da Taurus Armas frente ao novo governo americano
Nos EUA, a Taurus não fabrica e não vende armas automáticas. Os produtos que a tornaram a quarta marca mais vendida e a primeira mais importada são pistolas em tamanho full size (G3, TS9 e 1911) e subcompactas (G2c e G3c), bem como revólveres de diversos calibres (onde é líder), rifles de repetição  (carabina Puma), rifles de pequeno calibre (.22) e espingardas, devendo lançar em breve uma pistola microcompacta (GX4) e o primeiro revólver com munição de fuzil (5,56mm) e cano de 14,5 polegadas (o mesmo do T4 semi-automático), passando assim a explorar novos e promissores nichos de mercado.

Segundo afirmou Salesio Nuhs, Presidente e CEO Global da Taurus Armas, ao tomar conhecimento da primeira reportagem no final desta matéria: "Se Joe Biden não falasse nada sobre o assunto, já haveria uma grande correria para comprar armas, pois a posição anti-armas do Partido Democrata é um fato histórico e, sempre que este assume o governo, há um aumento de vendas em torno de 30% a 40% nos primeiros anos. O fato de ele estar mexendo nesse assunto, certamente será motivo de uma demanda maior ainda".

Além disso, se o novo governo americano realmente conseguir impor uma maior restrição às armas automáticas, o fato poderá causar um aumento significativo na venda de armas curtas mais potentes, como, por exemplo, as pistolas full size e os revólveres "canhões" da Taurus. 

Por outro lado, a simples discussão política do assunto "restrição às armas" tenderá a fazer com que uma grande quantidade de americanos resolva se antecipar à qualquer possibilidade futura, indo às compras para adquirir uma ou mais uma arma. Este cenário também é benéfico à Taurus, seja porque alguns de seus produtos aliam alta qualidade a um custo imbatível (sendo considerados como "arma de entrada"), seja  porque gozam da preferência de boa parcela dos consumidores locais.

Portanto, em qualquer um dos cenários previstos acima, esta Consultoria acredita que a empresa gaúcha poderá continuar apresentando um crescimento exponencial em suas vendas nos EUA; por um lado, no curto prazo, pelas consequências da pandemia;  por outro, nos próximos dois anos, devido à questão das restrições de venda/fabricação de armas pelo governo Biden.

Os artigos abaixo, publicado pelos sites The Blaze e CNN Business, discorrem sobre a situação atual nos Estados Unidos.

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Relatório: o plano de controle de armas proposto por Biden pode atingir proprietários de armas com US $ 34 bilhões em impostos

*The Blaze, por Phil Shiver - 18/11/2020

Os proprietários de armas nos Estados Unidos podem enfrentar uma carga tributária maciça de US $ 34 bilhões nos próximos anos, caso o plano de controle de armas proposto pelo candidato democrata Joe Biden entre em vigor, informou o Washington Free Beacon na quarta-feira.

A agência citou números calculados pela Fundação Nacional do Esporte de Tiro (NSSF), mostrando que cerca de 20 milhões de fuzis esportivos modernos e 150 milhões de carregadores atualmente no país podem estar sujeitos a um imposto pelo plano de Biden.

Em seu site de campanha , o ex-vice-presidente propõe acabar com o acesso fácil a "armas de assalto e carregadores de alta capacidade", proibindo sua fabricação e venda e "regulamentando a posse de armas de assalto existentes de acordo com a Lei Nacional de Armas de Fogo".

Essa lei regulatória já afeta o porte de metralhadoras, silenciadores e fuzis de cano curto, que os proprietários devem registrar no Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos. A lei também inclui um imposto de US $ 200.

Se a lei existente fosse aplicada aos 170 milhões de fuzis esportivos modernos e carregadores como Biden propõe, esse imposto de $ 200 para cada unidade equivaleria a $ 34 bilhões. Embora deva ser observado que Biden não pediu explicitamente um novo imposto sobre armas de fogo, seu plano proposto implicitamente resulta em um novo imposto, a menos que algo na lei deva ser alterado.

De acordo com o plano, Biden dá "aos indivíduos que agora possuem armas de assalto ou carregadores de alta capacidade duas opções: vender as armas para o governo ou registrá-las de acordo com a Lei Nacional de Armas de Fogo".

Então, em essência, os proprietários de armas que decidirem manter suas armas serão forçados a registrá-las no ATF e pagar a taxa de $ 200.

Em uma verificação de fatos de uma reivindicação semelhante feita no início deste mês, o PolitiFact reconheceu isso, embora tenha concluído que "não é certo que a proposta de Biden geraria automaticamente um imposto de US $ 200", já que alguns dos detalhes do plano ainda precisam ser resolvidos.

Respondendo à notícia, o porta-voz da NSSF, Mark Oliva, indicou que o grande número de armas de fogo e carregadores afetados deveria fazer a equipe de Biden hesitar antes de aprovar tal regulamento abrangente.

“Acho que se [Biden e sua equipe] fossem espertos, eles veriam esses números e teriam uma ideia da posição da América em relação à posse e direitos das armas”, disse ele ao Free Beacon.

Acontece que a notícia vem junto com uma pesquisa Gallup mostrando que o apoio a leis mais rígidas sobre armas caiu para seus níveis mais baixos desde 2016. Talvez a opinião pública afaste Biden de sua posição de campanha, mas não prenda a respiração.

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As vendas de armas devem estabelecer novos recordes após a vitória de Joe Biden na Casa Branca

*CNN Business, por Chauncey Alcorn - 12/11/2020  

A projeção da vitória de Joe Biden na Casa Branca pode impulsionar as vendas de armas no que já foi um ano marcante para os fabricantes de armas.

“A eleição de um presidente democrata que prometeu endurecer a legislação de controle de armas pode muito bem aumentar a demanda por armas de fogo”, disse Rommel Dionisio, diretor administrativo da Aegis Capital.
Biden há muito tempo fala sobre a questão do controle de armas. O ex-vice-presidente disse que os fabricantes de armas são " inimigos " dos esforços de controle de armas do Partido Democrata. O site de sua campanha pede a proibição da fabricação e vendas futuras de armas de assalto como o AR-15, uma posição que ele mantém desde uma série de tiroteios em massa de alto perfil em 2019.
Dionisio diz que os temores dos donos de armas de que os democratas passem a legislação de controle de armas alimenta um aumento previsível nas vendas antes e depois das eleições.

As vendas de armas dispararam após as campanhas bem-sucedidas de 2008 e 2012 do presidente Barack Obama . O recorde anterior de 15,7 milhões de armas vendidas em um ano civil foi estabelecido em 2016, quando uma pesquisa sugeriu que Hillary Clinton ganharia a presidência, motivando muitas pessoas a estocar armas de fogo, de acordo com Mark Oliva, diretor de relações públicas do National Shooting Sports Foundation, um grupo comercial que rastreia e analisa as vendas de armas.

Clinton tornou as medidas de controle de armas mais rígidas uma parte central de sua campanha de 2016 na esteira do tiroteio em massa em 2015 em North Charleston AME . Obama tentou, sem sucesso, convencer o Congresso a aprovar medidas mais rígidas de controle de armas após o massacre da escola primária Sandy Hook em 2012. O ex-presidente democrata Bill Clinton assinou uma proibição histórica das armas de assalto em lei em 1994, que expirou 10 anos depois.

Em contraste, a virada de Clinton no dia da eleição do presidente Trump foi seguida por uma calmaria nas compras de armas apelidada de queda de Trump.
As verificações de antecedentes do FBI relacionadas à venda de armas diminuíram um recorde de 8% em 2017. As receitas relatadas por Sturm Ruger, Vista, American Outdoor Brand ( AOBC ) e a unidade Winchester da Olin Corp ( OLN ) caíram em um total combinado de $ 610 milhões, ou cerca de 13%, naquele ano.

A Gunmaker Remington Arms pediu concordata em 2018, quando as vendas do setor caíram mais 6,1%. Mas a indústria de armas se recuperou em 2019, quando 13,9 milhões de armas de fogo foram vendidas, de acordo com a Small Arms Analytics, uma empresa de pesquisa do setor.

Oliva diz que a batalha em andamento dos republicanos e democratas pelo controle do Senado dos Estados Unidos provavelmente terá um papel central nas vendas de armas.
Os candidatos da Geórgia ao Senado dos EUA devem enfrentar duas eleições de segundo turno separadas em janeiro, depois que nenhum deles ganhou a maioria no dia da eleição. Se os democratas conseguirem garantir os dois assentos , o partido terá uma divisão de 50-50 entre os partidos no Senado , bem como a maioria na Câmara, tornando a legislação de controle de armas uma possibilidade se o vice-presidente Kamala Harris romper o empate no Senado.

"A indústria está acreditando na campanha de Biden", disse Oliva. A campanha de Biden e a equipe de transição não responderam imediatamente a um pedido na manhã de quarta-feira de comentários sobre sua política sobre armas.

As vendas de armas dispararam este ano, quando Biden se tornou o favorito para ganhar a Casa Branca. Mas a indústria também ganhou um impulso com os bloqueios de pandemia da Covid-19 a partir de março. Os americanos temerosos de uma possível onda de crimes e da agitação social nacional relacionada que eclodiu após a morte de George Floyd pela polícia obrigou muitos a comprar armas pela primeira vez.
As vendas de armas em 2020 atingiram um recorde antes do dia das eleições, após manter um ritmo sem precedentes na maior parte do ano. Oliva diz que as vendas de armas de fogo em outubro aumentaram 60% em comparação com o mesmo mês do ano anterior e mais de 17 milhões de armas foram vendidas nos primeiros 10 meses de 2020.


Ele espera que a tendência continue até dezembro. "Estamos entrando nas férias e na temporada de caça, que são tradicionalmente alguns dos meses mais fortes para as vendas de armas de fogo", disse Oliva à CNN Business.

Guarda Municipal de Marabá recebe espingardas CBC Pump Military RT 24" calibre 12


*LRCA Defense Consulting - 22/11/2020

No dia último dia 17, a Guarda Municipal de Marabá (PA) recebeu 12 espingardas Pump Military RT 24" calibre 12 produzidas pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). A aquisição dos novos equipamentos oferecerá melhores condições de enfrentamento ao crime no município e contribuirá para garantir a segurança dos agentes e da população.

Bahia
Recentemente, a CBC forneceu também munições nos calibres 5,56, .40 e .380 para a Polícia Civil e para a Polícia Militar do Estado da Bahia, novos cartuchos no calibre 12/70 e munições .380 para o Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, e munições .380 e cartuchos calibre 12/70 para a Prefeitura Municipal de Jacobina (BA).

20 novembro, 2020

Iveco entrega 20 Tector para coleta de lixo para a CODEVASF

*Blog do Caminhoneiro, por Rafael Brusque - 12/11/2020

A Iveco venceu mais uma licitação, desta vez para entrega de 20 modelos da linha Tector, sendo dez unidades do 11-190 e dez unidades do 170E21, que serão usado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF). Recentemente, a Iveco já havia realizado a entrega de 32 unidades do Tector 150E21 compactador de resíduos para o Instituto Água e Terra do Paraná.

Os Tector recebidos pela CODEVASF terão a missão de proporcionar ferramentas para o Governo Federal melhorar os indicadores sociais e de saneamento básico na região, que estão entre os mais baixos do país.

Essa venda faz parte de uma estratégia que amplia a nossa oferta para o segmento de coleta e compactação de resíduos, e dá sequência aos nossos esforços para alcançar novos nichos de mercado nos setores público e privado”, disse Renato Perrotta, gerente de Vendas ao Governo da Iveco.

Tector

O Tector oferece conforto, economia, potência, durabilidade e produtividade para os transportadores, sendo um dos mais modernos e eficientes caminhões do mercado nacional.

O modelo conta com duas opções de câmbio e quatro opções de entre-eixos, que permitem um total de 16 versões. É equipado com motores FPT NFE, com 4 ou 6 cilindros, e potências entre 190 e 300 cavalos.

Embraer e EDP se unem na pesquisa do avião elétrico

*LRCA Defense Consulting - 20/11/2020

A Embraer e a EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro, firmaram parceria para a pesquisa do avião elétrico. Por meio da divisão EDP Smart, a multinacional de origem portuguesa anunciou um aporte financeiro para a aquisição da solução de tecnologia de armazenamento de energia e recarga do avião demonstrador de tecnologia de propulsão 100% elétrica, que utiliza um EMB-203 Ipanema como plataforma de testes. O protótipo que já está em desenvolvimento tem o primeiro voo previsto para 2021.

O investimento faz parte do acordo de cooperação que as duas empresas assinaram para avançar no conhecimento de tecnologias de armazenamento de energia e recarga de baterias para a aviação – um dos principais desafios do projeto. A parceria vai permitir investigar a aplicabilidade de baterias de alta tensão para o sistema de propulsão elétrico de um avião de pequeno porte, além de avaliar suas principais características de operação, como peso, eficiência e qualidade de energia, controle e gerenciamento térmico, ciclagem de carregamento, descarregamento e segurança de operação.

“O histórico de realização de parcerias estratégicas por meio de mecanismos ágeis de cooperação faz da Embraer uma das empresas brasileiras que mais estimula redes globais de conhecimento que permitem um significativo aumento de competitividade do país”, diz Luís Carlos Affonso, vice-presidente de Engenharia e Estratégia Corporativa. “É uma satisfação poder contar agora também com a EDP nessa frente de pesquisa científica para a construção de um futuro sustentável. A inovação é um dos pilares da nova estratégia da Embraer para os próximos anos”.

“A EDP tem como propósito liderar a transição energética para uma economia de baixo carbono. A parceria com a Embraer no desenvolvimento do seu primeiro avião demonstrador de tecnologia de propulsão 100% elétrica representa uma nova fronteira do nosso investimento em mobilidade elétrica, contribuindo para posicionar o Brasil como um player de ponta neste mercado”, afirma Miguel Setas, presidente da EDP no Brasil.

Cooperação tecnológica
A proposta de desenvolvimento tecnológico para eletrificação aeronáutica foi inicialmente formalizada num sistema de cooperação entre Embraer e WEG, em maio de 2019, e é um instrumento eficaz e eficiente para a capacitação e maturação das tecnologias antes da aplicação em produtos futuros.

Na parceria firmada com a EDP, o escopo é a pesquisa em torno do armazenamento de energia de alta tensão, complementando os estudos que já estão em andamento na Embraer. As parcerias, no âmbito de pesquisa e desenvolvimento, buscam acelerar o conhecimento das tecnologias necessárias à utilização e integração de baterias e motores elétricos visando ao aumento da eficiência energética dos sistemas propulsivos das aeronaves.

Para os ensaios está sendo utilizado como plataforma demonstradora um avião de pequeno porte monomotor que realiza avaliação primária das tecnologias de eletrificação. Os testes em solo têm ocorrido na Unidade da Embraer em Botucatu, interior de São Paulo, em preparação para o primeiro voo que acontecerá na unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP).

O processo de eletrificação da aviação faz parte de um conjunto de esforços realizados pela Embraer e outras empresas do setor aeronáutico com vistas a atender compromissos de sustentabilidade ambiental, a exemplo do que já vem sendo feito com biocombustíveis para redução de emissões de carbono.

A EDP tem o compromisso global de eletrificar 100% de sua frota até 2030, assim como o de desenvolver novas ofertas e soluções comerciais que promovam a transição energética. No ano passado, a Companhia aprovou em Chamada Pública da Aneel sobre o tema Mobilidade Elétrica Eficiente projetos que representam um investimento de cerca de R$ 50 milhões, via Fundo de Pesquisa e Desenvolvimento, recursos próprios e de parceiros.

EDP Brasil
Com mais de 20 anos de atuação, a EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor. A Companhia, que tem mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, possui seis unidades de geração hidrelétrica e uma termelétrica, além de atuar em Transmissão, Comercialização e Serviços de Energia. Em Distribuição, atende cerca de 3,5 milhões de clientes em São Paulo e no Espírito Santo, além de ser a principal acionista da Celesc, em Santa Catarina. Foi eleita em 2020 a empresa mais inovadora do setor elétrico pelo ranking Valor Inovação, do jornal Valor Econômico, e é referência em Governança e Sustentabilidade, estando há 14 anos consecutivos no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.

Brasil se tornou o maior exportador de armas leves para os Estados Unidos

Empresa gaúcha Taurus Armas passou a ser a marca de armas leves mais importada pelos consumidores norte-americanos

*LRCA Defense Consulting, com a colaboração de Christian Lima - 20/11/2020

Os dados oficiais sobre produção, venda, exportação e importação de armas de fogo nos Estados Unidos são fornecidos pelo Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF). O ATF compila os dados enviados e os divulga com atraso de um ano, para cumprir a Lei de Segredos Comerciais.

Foi pelo relatório do ATF 2019 que esta Consultoria descobriu que, em 2018, o Brasil havia se tornado o segundo maior exportador de armas leves para os EUA.

No dia 17 passado, o ATF divulgou, então, seu Relatório de 2020, com os dados referentes a 2019, onde se pode constatar que o Brasil havia galgado uma posição, superando a Áustria e se tornando o maior exportador de armas leves para aquele país.

É importante ressaltar que, quando se fala em Áustria, deve ser entendido a empresa Glock Ges.m.b.H. , que se dedica à fabricação de pistolas, já que o número de outras armas leves exportadas por esse país (7.682) é muito pequeno.

Por outro lado, as exportações brasileiras para os EUA se resumem, quase que totalmente, às efetuadas pela empresa gaúcha Taurus Armas S.A., já que as demais são também quase que inexistentes. Desta forma, é possível afirmar que a Taurus é a marca mais importada pelos consumidores norte-americanos.

No item "handguns" (pistolas e revólveres), a Glock ainda lidera, mas com exportações em ritmo decrescente, enquanto que as da Taurus se encontram em ritmo crescente, como pode ser visto nos gráficos abaixo.

Esta Consultoria acredita que, a persistirem as tendências verificadas em 2019, reforçadas pelos lançamentos das pistolas G3/G3c e dos revólveres de grosso calibre, seja lícito esperar que a Taurus possa desbancar a Glock também na linha de handguns, no próximo ano ou no seguinte.

Vale também lembrar que as duas empresas possuem unidades fabris nos EUA.

 

Taurus fornece pistolas TS9 para a Guarda Municipal de Várzea Paulista


*Jornal da Região, por Ivan Machado - 20/11/2020

Prestar um patrulhamento comunitário efetivo é a prioridade da Guarda Municipal de Várzea Paulista e, para garantir cada vez mais qualificação para os agentes nas ruas, a Prefeitura de Várzea Paulista (SP) investe em treinamentos e reforço no armamento disponível para as guarnições.

Com investimento de mais de R$ 225 mil,  a corporação comprou 50 novas armas que serão usadas pelos GCMs.

A aquisições foram de pistolas Taurus TS9 9 mm, entregues aos Guardas Municipais.

Lembrando que os guardas acabaram de fazer os exames exigidos pela Polícia Federal para o porte das novas armas.

19 novembro, 2020

WEG amplia a capacidade de produção de motorredutores na Áustria

A ampliação da fábrica inclui a construção de novos edifícios e a modernização do parque de motorredutores da Watt Drive em Markt Piesting, Áustria.


*LRCA Defense Consulting - 19/11/2020

Legenda: Investimento em unidades de produção Watt Drive: As obras de construção de novos edifícios na Watt Drive Antriebstechnik GmbH em Markt Piesting, Áustria, começaram em 2019 e agora estão concluídas.

A WEG é uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo. Com mais de 45 unidades produtoras e presença em mais de 135 países, expandiu significativamente a capacidade de seu Centro de Excelência para Desenvolvimento de Acionamentos em Markt Piesting, na Áustria. As obras de construção das novas instalações da subsidiária da WEG Watt Drive, já foram concluídas, enquanto a modernização do parque de máquinas continuará em ritmo acelerado até 2023.

O investimento do Grupo WEG na ampliação da capacidade produtiva ressalta o papel e a importância da Watt Drive, que recentemente desenvolveu a nova série de motorredutores WG20 e também está coordenando a expansão mundial das novas montadoras destes produtos.

O projeto de expansão teve início em 2019 e foi concluído em meados de 2020. É um marco importante no crescimento do parque fabril da WEG no mundo. Além disso, um investimento adicional está planejado até 2023. Com a conclusão das obras de extensão, a Watt Drive conta com uma área de mais de 10.000 m² em Markt Piesting. O espaço de armazenamento aumentou 20%, enquanto a área de Comando Numérico Computadorizado (CNC) aumentou 60%.

"Expandir nossa capacidade em Markt Piesting é importante para garantir a modernização do local a longo prazo", disse Klaus Sirrenberg, diretor administrativo da Watt Drive. “Devido à crise da Covid-19, não pudemos realizar uma grande cerimônia de inauguração este ano. Em vez disso, colocamos toda a nossa energia na expansão da nossa capacidade local para obter uma vantagem competitiva importante no mercado.” Complementa Sirrenberg.

“Entre as conquistas que essa estratégia nos trouxe estão o aumento da nossa capacidade de produção, a aceleração dos prazos de entrega e a redução dos nossos custos de fabricação sem perda de qualidade. Além disso, recrutamos mais especialistas e expandimos nosso programa de treinamento para nos prepararmos para os desafios futuros. "

18 novembro, 2020

WEG executará testes práticos de conectividade à rede 5G

Projeto será realizado em ambiente real de produção, em uma das fábricas da Companhia, em SC. Resultados vão ajudar Anatel a regular as redes privadas de 5G para uso empresarial.


*LRCA Defense Consulting - 18/11/2020

A WEG anuncia a criação de um projeto inovador para a execução de testes práticos de conectividade à rede 5G.

Nomeado de Open Lab WEG/V2COM, o projeto conta com a parceria da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para viabilizar o avanço do desenvolvimento de soluções economicamente efetivas para a indústria utilizando a tecnologia 5G.

Por meio de testes práticos, em uma das fábricas mais automatizadas, robotizadas e com maior nível de automação e monitoramento de chão de fábrica da WEG, localizada em Jaraguá do Sul/SC, será possível avaliar o desempenho e a convivência de dispositivos e antenas com a tecnologia 5G, para reunir informações sobre faixas de frequência, latência, potência e outras características necessárias às aplicações.

“Estamos disponibilizando a nossa melhor estrutura para a realização dos testes, tendo o compromisso de gerar dados consistentes acerca da viabilidade econômica e ponto de equilíbrio na transição para a tecnologia 5G, bem como permitindo a WEG testar e validar o desempenho de produtos e softwares neste novo ambiente de conectividade.  Ainda que o projeto seja realizado em um ambiente fabril, os benefícios gerados não se limitam à indústria em específico, pois tais aplicações são amplamente utilizadas nas mais variadas práticas”, explica Carlos Bastos Grillo, Diretor de Negócios Digitais da WEG.

Segundo Guilherme Spina, Diretor da V2COM, empresa do Grupo WEG, será possível testar na prática mais de uma rede 5G na mesma localização, inicialmente com uma rede privativa via operadora e outra com infraestrutura local.

“Teremos implementações de arquitetura de redes diferentes, uma convencional e outra virtualizada, também testaremos antenas e dispositivos 5G por ondas milimétricas bem como sub 6 GHz. Estes testes fornecerão dados e informações à Anatel para apoiar o processo de definição dos requisitos e condições de uso de faixas de frequência, para a regulação e outorga das redes privadas para uso industrial”, explica o executivo.

Os testes também vão gerar dados para novos modelos de negócios, considerando diferentes ambientes de implementação. Outra vantagem é que as informações podem ajudar as empresas a minimizar riscos e custos de implantação de redes privadas de 5G em plantas industriais e fazendas, por exemplo.

A rede 5G é considerada hoje uma tecnologia habilitadora para a chamada Quarta Revolução Industrial e uma grande promessa tecnológica para modificar estruturas de produção, com ganhos para a produtividade e competitividade.

 


Usina Teles Pires vai receber um dos maiores transformadores já produzido pela WEG

Com 282 toneladas, equipamento vai elevar a tensão nos geradores da hidrelétrica, localizada na fronteira dos estados do Pará e Mato Grosso.


*LRCA Defense Consulting - 18/11/2020

Um dos maiores transformadores fabricado pela WEG já está a caminho da Usina Hidrelétrica (UHE) Teles Pires, localizada na fronteira dos estados do Pará e Mato Grosso, nos municípios de Jacareacanga/PA e Paranaíta/MT.

Produzido na fábrica de transformadores da WEG em Blumenau/SC, o equipamento, com potência de 405 MVA e mais de 282 toneladas, vai elevar a tensão gerada em 13,8kV nos geradores da hidrelétrica para 525kV.

A Usina Hidrelétrica Teles Pires está em funcionamento desde 2015. Com 5 Unidades Geradoras de 364 MW e potência instalada de 1.820 MW, possui energia suficiente para abastecer aproximadamente 13,5 milhões de habitantes.

“Estamos obedecendo todas as exigências do cliente, oferecendo um equipamento não só robusto, mas comprovadamente eficiente e seguro”, garante Carlos Diether Prinz, Diretor Superintendente da WEG T&D.

Nos últimos anos, a marca WEG tem sido presença freqüente em projetos de geração de energia, seja em grandes usinas, seja em pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Além dos transformadores, a WEG tem fornecido motores, geradores, painéis, serviços de reforma em transformadores e geradores etc.

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