Pesquisar este portal

Mostrando postagens com marcador SIPRI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SIPRI. Mostrar todas as postagens

02 agosto, 2023

Dos 5 países que mais importaram armas em 2022, 4 estão nas regiões onde a Taurus atuará em 2024


*LRCA Defense Consulting - 02/08/2023

A publicação do perfil "Statista" no LinkedIn registra o Qatar como o país que mais importou armas em 2022, de acordo com critérios do valor do indicador de tendência SIPRI, como mostra uma animação baseada em dados (foto acima) do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI). O pequeno emirado ainda deixa para trás a gigante Índia e a Ucrânia, com este país sendo regularmente apoiado com entregas de armas por uma aliança internacional desde que a guerra de agressão russa começou no ano passado.

Os dados mostram que, em 1990, a Índia ocupava o primeiro lugar nesse ranking. Este país também liderou em 2020 e está na segunda posição em 2022. A Índia está se armando por causa de sua rivalidade com o Paquistão, e a China é cada vez mais vista como uma ameaça, com constantes problemas na fronteira.

O atual líder, o Catar, também está se rearmando massivamente e está à frente em 2022. Os seus gastos militares ultrapassaram 6% do produto interno bruto em 2021 e 2022. Segundo observadores, o país está preso entre a poderosa Arábia Saudita no oeste e o Irã no leste, país que repetidamente causa tensões no mundo árabe.

Presença da Taurus Armas em 2024
Em 2024, a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. estará presente, direta ou indiretamente, em quatro dos cinco países que lideraram a importação armas em 2022 por esse critério: Qatar, Índia, Arábia Saudita e Kuwait, bem como em regiões de grande influência de alguns deles.

Região do Indo-Pacífico

Na região do Indo-Pacífico, sob poderosa influência da Índia, a Taurus já está presente nas Filipinas, onde fornece fuzis T4 para o Exército e pistolas TS9 para a Polícia Nacional, assim como também em Bangladesh, país cuja Força Aérea padronizou a submetralhadora SMT-9 para dotar a unidade de Combatentes Especiais Terrestres (SGC) e onde a submetralhadora SMT-9C (cano curto) foi adotada por unidades policiais de operações especiais.

Na Índia, em joint venture com o poderoso Jindal Group, a fábrica da Taurus está pronta para iniciar sua operação, só aguardando a última licença do governo indiano, e a empresa está participando da maior licitação de fuzis da história mundial,  além de outras para órgãos policiais e de segurança.


Região MENA

A grande região MENA (Oriente Médio e Norte da África) é composta por 19 países, boa parte sob forte influência do Reino da Arábia Saudita. Em 31 de julho, a Taurus firmou um Memorando de Entendimento com a SCOPA Defense - empresa de defesa predominante do Reino - visando a constituição de uma joint venture nesse país para fornecer armamento às suas Forças Armadas e Policiais, bem como às de outros países da Região MENA, além de poder atender todo o mercado de armas civis dessa região.

Saiba mais:

- Taurus e SCOPA firmam acordo para avaliar criação de fábrica de armas na Arábia Saudita

- Na Índia, Taurus já está participando de novos certames, além da megalicitação de 425 mil fuzis 


*Nota:
agradecimento especial ao empresário e professor Marcos Colla pelo valioso insight.

14 março, 2022

Índia emerge como o maior importador de armas em 2017-21


*Financial Express, por Amit Cowshish - 14/03/2022

O último relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI) sobre Tendências na Transferência Internacional de Armas, 2021, divulgado em março de 2022, revela que a Índia e a Arábia Saudita emergiram como os maiores importadores de armas entre 2017-21, cada um representando 11% de todas as vendas globais de armas. O relatório coloca a Índia no topo da lista. Egito, Austrália e China foram os três maiores importadores seguintes, com participações respectivas de 5,7%, 5,4% e 4,8%.

Make in India / Atmanirbhar Bharat - Feito na Índia / Índia Autossuficiente
Paradoxalmente, a Índia foi o único país entre os cinco primeiros cujas importações diminuíram durante o referido período. O declínio de 21% nas importações da Índia em 2017-21 em comparação com 2012-16 foi possivelmente devido à crescente ênfase no projeto e fabricação de equipamentos de defesa nacionais por empresas estatais e do setor privado.

A Rússia com 46% e a França com 27% mantiveram suas respectivas posições como os dois maiores exportadores para a Índia, embora as exportações do primeiro tenham caído 3% entre 2012-16 e 2017-21. As exportações da França, por outro lado, aumentaram 9%, de 18% para 27%, durante o mesmo período, evidentemente devido à compra de 36 aeronaves Dassault Rafale Medium Multi-Role para a Força Aérea Indiana por cerca de Rs 59.000 crores.

Israel, que foi o terceiro maior exportador para a Índia durante 2016-20, com uma participação de 13% nas importações de defesa da Índia, foi superado pelos EUA com uma participação percentual de 12% em 2017-21. Sem nenhuma grande aquisição atualmente em andamento, é incerto se os EUA conseguirão manter essa posição em 2018-22, muito menos melhorá-la.

É significativo que 85% das importações da Índia tenham vindo de apenas três países: Rússia (46%), França (27%) e EUA (12%). No entanto, sanções punitivas impostas à Rússia pelos EUA e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), incluindo a França, por sua invasão da Ucrânia, criaram um dilema para a Índia e explicaram por que ela repetidamente se absteve de votar contra Moscou na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Dilema indiano
Com mais de 60% - segundo algumas estimativas, 80-85% - dos equipamentos operados por suas forças armadas sendo de origem russa, a Índia não pode suportar essas sanções sem sérias consequências operacionais. Ao mesmo tempo, também não pode ignorar a pressão incessante dos EUA e seus aliados para serem categóricos na condenação da invasão descarada da Ucrânia pela Rússia, que continua a causar devastação incalculável.

Enquanto isso, dos cinco maiores exportadores de armas em todo o mundo, EUA e França aumentaram sua participação em 2017-21, em comparação com 2012-16, mantendo sua posição como o primeiro e o terceiro maiores exportadores de armas do mundo. Isso é uma indicação da superioridade tecnológica dos equipamentos que esses dois países fabricam e a consequente influência que exercem sobre seus clientes como Índia e Arábia Saudita.

Segundo o relatório do SIPRI, a participação dos EUA no bazar mundial de armas passou de 32% para 39%, enquanto a da França aumentou de 6,4% para 11% no período mencionado. A Rússia, no entanto, manteve sua posição como o segundo maior exportador depois dos EUA, apesar de uma queda de 26% nas exportações, enquanto a China superou a Alemanha para a quarta posição.

Embora tenha mantido sua posição como o segundo maior exportador de armas, as exportações da Rússia caíram 26%, de 24% em 2012-16 para 19% em 2017-21. Considerando as sanções que agora enfrenta, isso pode cair ainda mais este ano. Muito vai depender de até que ponto a Índia, que respondeu por 28% das exportações de armas da Rússia, seguida pela China (21%) e Egito (13%), é capaz de suportar a pressão para reduzir as importações da Rússia.

Enquanto isso, o declínio de 31% na participação da China nas exportações globais de armas foi mais acentuado, caindo de 6,4% para 4,6% no mesmo período. Em comparação, o declínio da Alemanha foi mais suave; caiu de 5,4% para 4,5% ou um total de apenas 19%.

Índia melhora como exportadora, mas ainda está longe da meta

A Índia, que foi o 24º maior exportador em 2016-20, melhorou sua posição em um degrau para 23º em 2017-21, com uma participação de apenas 0,2% das exportações globais, longe de sua meta declarada de atingir US$ 5 bilhões (INR 35.000 crore) até 2025.

O principal desafio para a Índia nisso é fazer incursões em mercados que representam a maior parte das importações globais. Nada ilustra isso melhor do que a ascensão da China como exportador de armas, em grande parte devido às suas vendas para o Paquistão, que aumentaram de 38% em 2016-20 para 47% em 2017-21. Por outro lado, 72% das importações do Paquistão durante 2017-21 foram expressamente da China.

A Índia, por sua vez, não tem uma esfera de influência igual à da China ou de um cliente como o Paquistão com um 'desejo insaciável' por equipamento militar, indiferente à sua economia instável e à armadilha da dívida insidiosa.

*O autor é Ex-Conselheiro Financeiro (Aquisição) do Ministério da Defesa da Índia.

09 abril, 2021

Instituto sueco mostra o Brasil como 20º no ranking mundial de exportação de armas e 37º na importação

Clique na imagem para baixar o relatório do SIPRI

 
*LRCA Defense Consulting - 08/04/2021

De acordo com um relatório publicado pelo SIPRI (Stockholm International Peace Research Institute) em março de 2021 e repercutido pelo site Zona Militar, os cinco maiores exportadores de armas em 2016-2020 foram os Estados Unidos, Rússia, França, Alemanha e China. Os cinco maiores importadores de armas foram Arábia Saudita, Índia, Egito, Austrália e China.

Os cinco maiores fornecedores de armas durante esse período - Estados Unidos, Rússia, França, Alemanha e China - responderam por 76% de todas as exportações de armas do mundo. A França teve o maior aumento nas exportações de armas entre os cinco primeiros. As exportações de armas dos EUA e da Alemanha também cresceram, enquanto as exportações de armas da Rússia e da China diminuíram.

As exportações de armas dos EUA cresceram 15 por cento entre 2011-15 e 2016-2020, aumentando sua participação global de 32 por cento para 37 por cento. Os Estados Unidos entregaram armas importantes a 96 estados em 2016-2020, um número muito maior de recipientes do que qualquer outro fornecedor. Em 2016-2020, as exportações totais de armas dos EUA foram 85 por cento maiores do que as da Rússia, o segundo maior exportador, em comparação com 24 por cento a mais em 2011-15.

Em 2016-2020, a Rússia entregou armas importantes a 45 países e foi responsável por 20% do total das exportações globais de armas. A Índia permaneceu como o maior receptor de armas russas em 2016-2020, respondendo por 23% do total, seguida pela China (18%) e Argélia (15%).

As exportações de armas combinadas dos estados membros da União Europeia (UE) representaram 26% do total mundial em 2016-20, a mesma porcentagem de 2011-15. Os cinco maiores exportadores de armas da Europa Ocidental, França, Alemanha, Reino Unido, Espanha e Itália, juntos representaram 22% das exportações globais de armas em 2016-2020, em comparação com 21% em 2011-15.

Brasil
No ranking dos países exportadores, o Brasil aparece na 20ª posição, tendo, como principais destinos: Afganistão (26%), Fraça (21%) e Chile (10%).

Como importador, o País aparece na 37ª posição, e seus principais fornecedores seriam: França (23%), Estados Unidos (21%) e Reino Unido (20%).

O relatório considerou as entregas pendentes de 35 aeronaves de combate da Suécia, cinco submarinos da França e quatro fragatas da Alemanha.

O Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo se autodefine como "um instituto internacional independente dedicado à pesquisa de conflitos, armamentos, controle de armas e desarmamento. Estabelecido em 1966, fornece dados, análises e recomendações, com base em fontes abertas, para formuladores de políticas, pesquisadores, mídia e o público interessado".

Ressalva-se que importação e exportação de armamentos são assuntos de caráter confidencial em boa parte das negociações acontecidas, exceto quando a empresa tem capital aberto e é obrigada a divulgar seus dados, como Embraer e Taurus por exemplo, ou quando os dois lados optam em divulgar os negócios por terem algum interesse nessa divulgação.

Sendo assim, por desconhecer quais foram as "fontes abertas" em que se baseou o SIPRI, esta Consultoria não tem condições de ratificar ou retificar os dados desse relatório, limitando-se a divulgá-los.

Maiores exportadores e seus principais destinos

Maiores importadores e seus principais fornecedores

*Com informações de Zona Militar.

Postagem em destaque