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15 abril, 2026

Taurus RPC: o touro brasileiro que balança o mercado americano de PDW

A maior vendedora de armas leves do mundo chega ao NRAAM 2026 com uma arma de origem militar... e um nome civil



*LRCA Defense Consulting - 15/04/2026

No dia 14 de abril de 2026, sob os holofotes do NRAAM (National Rifle Association Annual Meeting), em Houston, a Taurus Armas realizou aquele que pode ser seu lançamento mais ambicioso no mercado americano: a RPC - Raging Pistol Carbine. A arma, uma PDW (Personal Defense Weapon) em calibre 9x19mm, chegou para disputar um segmento em forte expansão nos EUA e, ao mesmo tempo, para provar que a gigante brasileira está madura para jogar no tabuleiro militar global.

A recepção foi imediata. O lançamento da RPC rapidamente figurou entre os conteúdos mais lidos no American Rifleman, publicação oficial da NRA, enquanto portais especializados como o Guns.com e o Rifle Configurator declararam estar "ansiosos para colocar as mãos na arma para uma revisão", sinal inequívoco de que o mercado americano notou o novo produto. 

A tática comercial: arma militar com nome civil
O movimento da Taurus no mercado americano não é improvisado. A empresa adota uma estratégia clássica e eficaz: desenvolver um produto sob rigorosos protocolos militares e lançá-lo no varejo civil com identidade esportiva e de defesa pessoal, adaptando-o às normas federais americanas.

A RPC é uma pistola de grande formato (large-format pistol) semiautomática de ação retardada por roletes, em calibre 9 mm. Nos EUA, é comercializada como pistola civil, sem coronha nativa, com coronha dobrável opcional da Strike Industries, enquadrando-se na categoria Title I sem necessidade de registro como rifle de cano curto (SBR). O preço de US$ 939,99 (sem coronha) e US$ 1.098,99 (com coronha) posiciona a RPC aproximadamente US$ 200 abaixo da Springfield Armory Kuna, sua concorrente mais direta no segmento de ação retardada por roletes.

O nome "Raging Pistol Carbine" reforça o apelo civil e esportivo. Por baixo, porém, reside uma submetralhadora desenvolvida e testada conforme padrões NATO, capaz de operar em regime automático nas versões militares. Essa dualidade permite à Taurus disputar contratos militares globais ao mesmo tempo em que capitaliza seu domínio no varejo civil americano, onde já concentra mais de 82% de sua produção vendida.

 

Características técnicas: compacta, leve e pioneira
O destaque técnico central da RPC é seu sistema de ação retardada por roletes (roller-delayed blowback), uma raridade no segmento de carabinas em calibre de pistola (PCC). Dois roletes travam em reentrâncias na extensão do cano e precisam recuar para dentro antes que o ferrolho possa se mover para trás, retardando a ação e distribuindo o impulso de recuo ao longo de um período mais longo. O resultado prático é uma plataforma de disparo mais plana. A RPC deve manter a mira mais estável durante disparos rápidos do que uma PCC convencional de blowback direto.

Esse é exatamente o sistema que consagrou a HK MP5 como referência mundial em submetralhadoras. Junto com a Springfield Armory Kuna, a RPC é uma das poucas opções com ação retardada por roletes disponíveis no mercado americano.

As especificações técnicas revelam uma plataforma pensada para uso intensivo:

  • Calibre: 9x19mm.
  • Cano: 4,5 polegadas com sistema de troca rápida, rosqueado em 1/2x28 TPI para supressores e outros acessórios.
  • Receptor: liga de alumínio aeroespacial, anodizado e com acabamento Cerakote; chassi interno de aço.
  • Carregadores proprietários em polímero, com capacidade padrão de 32 munições; versões de 20 e 10 tiros também disponíveis; dois carregadores inclusos em cada arma.
  • Trilho Picatinny M1913 em toda a extensão superior para montagem de ópticas; guarda-mão com slots M-LOK para acessórios; trilho Picatinny vertical traseiro.
  • Três pontos QD para fixação de alça; empunhadura compatível com AR-15 com sobremoldagem em borracha.
  • Controles totalmente ambidestros: seletor de segurança, ferrolho e liberação de carregador bilaterais, além de alavanca de carregamento não recíproca e reversível.
  • Sem parafusos na estrutura, um inovação mundial da Taurus, pioneira na indústria.

A arma sai de fábrica pronta para óptica e supressor. Com munição subsônica e um supressor, o potencial silencioso da RPC é outro atributo frequentemente destacado pelos especialistas.

 

Protocolo militar: da fábrica ao campo de batalha
A RPC não é apenas uma carabina civil com estética tática. Projetada sob rigorosos protocolos militares, a arma foi desenvolvida para condições extremas: poeira, lama, temperaturas extremas e alto volume de disparos. Totalmente modular e ambidestra, traz um pioneirismo mundial da Taurus: não possui nenhum parafuso na parte estrutural.

A Taurus afirma que a RPC foi construída conforme especificações NATO, refletindo a experiência da empresa em contratos militares e policiais em todo o mundo. Disponível em duas configurações de regime de disparo, semiautomático ou automático (full auto), a versão militar plena funciona como uma submetralhadora compacta. Nos EUA, por exigência legal, a arma é comercializada exclusivamente em modo semiautomático.

Essa combinação coloca a RPC em posição privilegiada nas licitações internacionais. A submetralhadora RPC integra o portfólio Taurus Military Products, que também inclui a pistola TX9, os fuzis T4 e T10 e o drone armado TAS (Tactical Air Soldier), conjunto apresentado pela empresa no World Defense Show 2026, em Riade, Arábia Saudita.

A arma ideal para tripulações e ambientes urbanos
O tamanho reduzido e o alto poder de fogo tornam a RPC uma escolha lógica para missões onde uma pistola convencional é insuficiente e um fuzil é excessivo. Com coronha dobrável, o comprimento total cai para cerca de 12,2 polegadas, ou menos de 31 centímetros, um formato que cabe literalmente na mochila ou no compartimento lateral de uma viatura.

A compacidade da plataforma, combinada com a opção de coronha dobrável, faz da RPC uma arma dimensionada para transporte em mochila e armazenamento em veículo. Esse é exatamente o nicho operacional que a arma preenche com maestria: tripulações de viaturas, blindados, aeronaves e helicópteros, militares ou de segurança pública, onde o espaço é crítico e a velocidade de reação é determinante.

Em operações urbanas, o campo de batalha mais comum dos conflitos modernos, a RPC reúne os atributos necessários: compacidade para manobrar em corredores e veículos, 32 tiros disponíveis sem recarga, recuo controlado para disparos em movimento e ergonomia ambidestra para uso sob estresse. Para equipes táticas de segurança pública, o conjunto é ainda mais relevante: o sistema de retardo por roletes reduz significativamente o recuo durante os disparos, otimizando a controlabilidade mesmo em rajadas plenas.

 

A recepção nos EUA: elogios em cascata
O lançamento no NRAAM 2026 gerou repercussão imediata nos principais canais especializados dos Estados Unidos. Os elogios convergem em quatro pilares:

1. Recuo plano e controlabilidade: o comentário mais repetido nos fóruns e publicações especializadas é o chamado flatter recoil impulse, o impulso de recuo mais plano proporcionado pelo sistema de roletes. Nas fotos de ação distribuídas pela Taurus, é possível observar o estojo sendo ejetado com a mira ainda alinhada ao alvo, evidência visual do controle excepcional da plataforma.

2. Preço competitivo: a RPC é apontada como a alternativa mais acessível no segmento de ação retardada por roletes. A HK SP5 e a Springfield Armory Kuna são as únicas outras opções sérias nesse nicho, e ambas custam significativamente mais. Para um mercado altamente sensível ao preço, essa vantagem pode ser decisiva.

3. Design inovador e ergonomia completa: a construção leve e robusta, o design totalmente ambidestro e os recursos prontos para uso: trilhos M-LOK, Picatinny e cano rosqueado, foram destacados pelos especialistas do American Rifleman e do Guns.com. O fórum The High Road descreveu a RPC como "a very cool little 9mm" e enfatizou o potencial suprimido da plataforma.

4. Posicionamento de mercado certeiro: o segmento de PCCs em 9mm cresceu explosivamente nos últimos anos, mas a grande maioria das opções usa blowback direto. A Taurus está apostando que os atiradores querem a experiência de disparo dos sistemas retardados por roletes a um preço acessível, e a RPC entrega exatamente isso.

Uma estratégia global com braço civil americano
O lançamento da RPC no NRAAM 2026 não é um episódio isolado. É parte de um movimento estratégico maior. Em fevereiro de 2026, a Taurus participou do World Defense Show em Riade apresentando seu portfólio militar expandido e firmou, simultaneamente, um Protocolo de Intenções com o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil para o desenvolvimento de novos sistemas de armas leves e coletivas. No horizonte, a possível aquisição da fabricante turca Mertsav ampliaria o portfólio da empresa para metralhadoras leves e pesadas nos calibres 5,56mm, 7,62mm e .50 BMG.

No varejo americano, a estratégia é consolidar presença em um mercado que já absorve mais de 82% da produção da Taurus. Se a RPC se mostrar confiável no campo, a Taurus terá criado o sistema retardado por roletes mais acessível do mercado americano, e estará bem posicionada tanto no segmento civil quanto em contratos militares e policiais.

A "pequena notável" chegou fazendo barulho. Compacta, precisa, modular e com preço competitivo, a Taurus RPC não é apenas mais um lançamento no NRAAM, mas sim a declaração de que o touro brasileiro está pronto para disputar o topo também no segmento de armas coletivas e PDW. Os próximos meses de análises e vendas dirão se ela se torna o novo padrão de referência. 



08 dezembro, 2024

Chefe do Estado-Maior do Exército Indiano inspeciona a submetralhadora JD Taurus T9


*LRCA Defense Consulting - 08/12/2024

O General Upendra Dwivedi, Chefe do Estado-Maior do Exército Indiano (COAS), visitou ontem o Comando do Norte, sediado em Udhampur, para revisar sua preparação operacional e presidir discussões visando aumentar ainda mais a capacidade conjunta entre o Exército, Força Aérea, Marinha e Polícia de Fronteira Indo-Tibetana (ITBP). O evento contou com a presença de Oficiais seniores de todas estas instituições.

O General Upendra também inspecionou as últimas armas, equipamentos e outros ativos logísticos de última geração introduzidos, entre os quais a submetralhadora JD Taurus T9 adquirida neste ano.

No final do evento, o COAS elogiou todos os integrantes do Comando do Norte por seu profissionalismo e pelas iniciativas tomadas para alcançar sinergia nas operações.

JD Taurus, joint venture entre a Taurus e a Jindal Defence
Segundo as últimas informações divulgadas pela Taurus Armas, com a fábrica indiana em operação, as vendas no mercado civil local estão sendo realizadas e a empresa está participando de licitações. 

No 3T24, o resultado de equivalência patrimonial da JD Taurus respondeu por quase 10% do resultado da Companhia no período. 

A empresa está participando de licitações com forças paramilitares e polícias estaduais para a pistola TS9, a submetralhadora T9, os fuzis T4 e T10, que devem ser concluídas no 1º semestre de 2025 e, em conjunto, superam a demanda de 20 mil unidades. 

Entre novembro e dezembro de 2024, foram entregues as 550 submetralhadoras JD Taurus T9, produzidas localmente na Índia com kits de peças enviados do Brasil, contratadas pelo Comando do Norte do Exército Indiano. 

Segue ainda o processo referente à megalicitação de 425 mil fuzis para o Exército indiano, com a Taurus qualificada para a etapa de teste de performance, no norte da Índia, que está ocorrendo em dezembro, com excelentes perspectivas. Concluída esta, o resultado final deverá ser divulgado, com a designação da empresa vencedora ou das duas vencedoras.

Submetralhadora JD Taurus T9
A Submetralhadora JD Taurus T9 é uma arma de fogo de última geração que foi projetada para forças de segurança e militares que procuram uma submetralhadora que ofereça alto desempenho, precisão, potência e confiabilidade excepcionais.

A arma possui um comprimento de cano de 5,5" e um calibre 9X19, proporcionando exatidão e precisão incomparáveis. Seu comprimento total mede 22,8" (com coronha estendida) e 19,7" (com coronha retraída) e pesa apenas 5,3 libras (sem carregador), tornando-a leve e fácil de manusear.

A Submetralhadora JD Taurus T9 possui um seletor de tiro que permite modos de disparo seguros, semiautomáticos e automáticos, dando aos atiradores a versatilidade necessária para lidar com qualquer situação. Seu carregador pode conter até 32 tiros, proporcionando amplo poder de fogo quando é mais necessário.

Fabricadas em alumínio anodizado rígido 7075 T6, as partes superior e inferior são construídas para durar. A seção superior possui um trilho superior plano (Mil STD 1913), tornando-o compatível com uma ampla gama de miras. Enquanto isso, o acabamento Cerakote preto fosco garante que a arma seja durável e elegante.

A Submetralhadora automática JD Taurus T9 também é equipada com coronha retrátil que pode ser ajustada em seis posições diferentes, proporcionando ao atirador o conforto e o controle necessários para atingir seus objetivos.

06 abril, 2024

Índia: em momento histórico, Taurus vence sua primeira licitação e ingressa no gigantesco mercado militar indiano


*LRCA Defense Consulting - 06/04/2024

Em um momento histórico para a multinacional brasileira Taurus Armas S.A., a joint venture JD Taurus (parceria com a Jindal Defence) irá fornecer 550 submetralhadoras T9 ao Exército Indiano.

O valor do negócio é próximo de 4,26 Crore, o que representa cerca de US$ 511 mil. Como a Taurus possui 49% da joint venture, irá receber um valor próximo a US$ 255 mil praticamente livre de custos, já que sua participação na JV é feita apenas por meio de transferência de tecnologia (ToT), cabendo ao Jindal Group os aportes financeiros necessários.

Na matéria abaixo, é possível entender os detalhes do negócio e, principalmente, a magnitude das possibilidades futuras, já que esta é apenas uma primeira aquisição para um exército gigantesco, sem contar ainda que ela avaliza outros negócios para o próprio Exército, para a Marinha e para a Força Aérea, bem como para as tambéns enormes forças policiais e paramilitares indianas. 

Importante: veja o "Leia mais" ao final da matéria.

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Asmi vs Taurus: Para o Exército Indiano

*Alpha Defence - 06/04/2024 (extrato)

Num movimento para reforçar as suas capacidades para operações de forças especiais e Rifles Rastriya e esforços de contra-insurgência na Caxemira, o Exército Indiano iniciou a aquisição de 550 unidades de submetralhadoras avançadas, cada uma através de dois requisitos separados.

Vários fornecedores, incluindo PLR Systems, Jindal Defense e Lokesh Machine Limited, têm disputado este contrato, demonstrando a crescente experiência nacional na fabricação de armas de fogo e os esforços para tornar a Índia “Atmanirbhar” (autossuficiente) nesta categoria de sistemas de armas. Digno de nota é a oferta da Lokesh Machine Limited, a submetralhadora de design local chamada “Asmi”, que atraiu atenção e aclamação significativas.

Nos recentes processos de aquisição, a Lokesh Machine Limited garantiu um contrato para fornecer 550 unidades da submetralhadora Asmi ao Exército Indiano, derrotando concorrentes como a PLR Systems e a Jindal Defense. Esta conquista significativa sublinha o progresso da Índia na produção de defesa autóctone e o seu compromisso em equipar as suas forças armadas com armamento de ponta.

JD Taurus T9
Num esforço de aquisição paralelo, a Jindal Defense emergiu como o fornecedor preferido para o fornecimento de 550 unidades da submetralhadora 9x19mm ao exército indiano, mostrando a diversidade e competitividade na indústria de defesa nacional. A oferta da Jindal Defense, a submetralhadora Taurus T-9, fabricada sob acordos de transferência de tecnologia, representa mais um passo em direção à autossuficiência na produção de defesa.

A submetralhadora Taurus T-9, fabricada em alumínio anodizado rígido 7075 T6, possui um seletor de tiro para modos de disparo seguro, semiautomático e automático. Seu carregador pode conter até 32 tiros, proporcionando amplo poder de fogo quando é mais necessário. A arma também possui coronha retrátil que pode ser ajustada em seis posições diferentes, oferecendo conforto e controle aos atiradores em diversos cenários de combate.

Magnitude da necessidade justifica ter dois fornecedores
A decisão das Forças Armadas Indianas de adquirir duas submetralhadoras 9x19mm diferentes levanta questões pertinentes sobre logística e gerenciamento de estoque. Com o mesmo requisito operacional a ser satisfeito por duas armas de fogo distintas, surgem preocupações relativamente à utilização eficiente dos recursos e à racionalização da manutenção e da gestão de peças sobressalentes.

Ter duas submetralhadoras distintas para um único requisito exige protocolos de manutenção e contratos de peças de reposição separados. Esta fragmentação no processo de aquisição pode levar a complexidades na gestão de inventários, potencialmente impactando a prontidão operacional e a alocação de recursos dentro das forças armadas.

Embora a consolidação das encomendas simplificasse, sem dúvida, a manutenção dos sistemas, é importante notar que uma parte significativa da manutenção e conservação das armas é realizada pelo próprio exército. Esta abordagem de manutenção descentralizada atenua alguns dos desafios colocados pela existência de múltiplas variantes de armas de fogo em serviço. No entanto, o fornecimento de peças sobressalentes pode sofrer alguma duplicação, levando a complexidades logísticas que necessitam de consideração cuidadosa.

A magnitude da necessidade total de submetralhadoras por parte do Exército Indiano ressalta a lógica por trás do envolvimento de vários fornecedores. Ao distribuir a aquisição entre vários fabricantes, as forças armadas podem esperar taxas de entrega mais rápidas, reduzindo os prazos de entrega e garantindo uma reposição mais oportuna de armas de fogo essenciais para as unidades operacionais.

Apesar do envolvimento de vários fornecedores, a questão do controle de qualidade continua a ser primordial. A AWEIL (empresa indiana do setor público de defesa), tendo recebido transferência de tecnologia para a submetralhadora Asmi, possui extensas instalações de fabricação. O aproveitamento destas enormes fábricas poderia contribuir significativamente para satisfazer rapidamente a procura do exército. No entanto, medidas rigorosas de controle de qualidade devem ser implementadas para manter os padrões e a confiabilidade nas armas de fogo fornecidas.

Jindal Defense: um concorrente formidável
Neste cenário em evolução de aquisições de defesa, a Jindal Defense emergiu como um concorrente formidável. Com a oferta da submetralhadora Taurus T-9 e o potencial para lidar com complexidades relacionadas a múltiplas variantes de armas de fogo e peças sobressalentes, a Jindal Defense apresenta uma solução viável para o exercício de reabastecimento. A sua entrada neste segmento sinaliza uma mudança no sentido de que os intervenientes privados contribuam significativamente para o ecossistema de produção de defesa da Índia, trazendo inovação e concorrência que podem impulsionar melhorias de eficiência e qualidade.

À medida que as Forças Armadas indianas navegam pelas complexidades da logística, gestão de inventário e garantia de qualidade nas aquisições de armas de fogo, as parcerias estratégicas com entidades estabelecidas e intervenientes emergentes como a Jindal Defense serão fundamentais para satisfazer eficazmente os requisitos operacionais, otimizando ao mesmo tempo recursos e capacidades.

Saiba mais:
- JD Taurus: operação na Índia poderá mudar as perspectivas da Taurus Armas

*Nota: embora a matéria grafe como "Jindal Defense", o nome correto é Jindal Defence.

18 março, 2024

Exército indiano licita 550 submetralhadoras. JD Taurus T9 é uma das duas finalistas

*LRCA Defense Consulting - 18/03/2024

Na Índia, a JD Taurus recém iniciou suas operações na unidade fabril de Hisar, estado de Haryana, e já está participando - e muito bem - de uma licitação militar.

Em recente licitação do Exército Indiano para a compra de 550 submetralhadoras, a JD Taurus T9 (JD Taurus) e a ASMI 9x19mm MP (Lokesh Machines Limited - LML)  foram as duas classificadas para prosseguirem para a segunda fase (avaliação financeira), sendo rejeitadas na avaliação técnica armas de conceituados fabricantes internacionais: Tanfoglio CBR-9/TCMP, IWI UZI Pro, G72 9mm SMG, CZUB CZ Scorpion e B&T MP-9.

Veja abaixo o texto publicado pelo portal indiano Alpha Defense:

550 submetralhadoras para o Exército

*Alpha Defense, por Prafull Kumar - 16/03/2024

As submetralhadoras representam uma categoria de armas de fogo compactas conhecidas por sua capacidade de alternar entre os modos de disparo semiautomático e totalmente automático. Essas armas são projetadas especificamente para acomodar calibres de pistola e vêm em diversos tipos, desde adaptações de pistolas existentes, como a Glock-18, até modelos de engenharia exclusiva, como a Mac-10. Amplamente adotadas por militares e agências de aplicação da lei em todo o mundo, as submetralhadoras desempenham um papel crucial em vários cenários operacionais. Notadamente, essas armas de fogo são parte integrante do arsenal das forças militares, policiais e das Forças Policiais Armadas Centrais (CAPFs) da Índia.

Dentro das forças armadas indianas, unidades especializadas como as Forças Especiais do Exército Indiano e os Pelotões Ghatak contam com submetralhadoras avançadas, como a IWI UZI e a B&T MP-9. Da mesma forma, os Comandos da Marinha de elite da Marinha Indiana estão equipados com B&T MP-9 e MP-5K, demonstrando a versatilidade e eficácia destas armas de fogo em diversos ambientes marítimos. Além disso, agências como a Unidade Antiterrorista do Ministério dos Assuntos Internos (MHA) e a Guarda de Segurança Nacional (NSG) implementam modelos de ponta como a B&T APC-9 PRO e a ARDE-LML ASMI, esta desenvolvida internamente, sublinhando a importância estratégica das submetralhadoras modernas em combate ao terrorismo e operações especiais.

Um desenvolvimento significativo no domínio da tecnologia de armas de fogo indiana é a criação da submetralhadora ASMI por um oficial do exército indiano em colaboração com o Estabelecimento de Pesquisa e Desenvolvimento de Armamento (ARDE) da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO). Esta inovação local não só demonstra a crescente experiência da Índia no desenvolvimento de armas ligeiras, mas também destaca a parceria estratégica entre as indústrias militar e nacional.

O processo de seleção para aquisição de submetralhadoras automáticas pelo Exército Indiano reflete uma avaliação rigorosa e competitiva. A ARDE, na qualidade de parceira de desenvolvimento e produção (DcPP) da ASMI, envolveu-se num processo de licitação competitivo em duas fases para garantir transparência e eficiência. Recentemente, o Exército Indiano iniciou um Pedido de Informação (RFI) para adquirir 550 unidades de uma submetralhadora 9×19 mm, atraindo o interesse de diversas empresas conceituadas.

As empresas participantes no processo de licitação incluem Defind Enterprises Private Limited (DEPL) com sua oferta italiana, a Tanfoglio CBR-9/TCMP; Stump Schuele Lewis Machine Tools (SS-LMT) apresentando a G72 9mm SMG; Lokesh Machines Limited (LML) apresentando a ASMI da ARDE;  PLR Systems com a israelense IWI UZI Pro; Optic Electronic (Índia) Private Limited apresentando a suíça B&T MP-9; Vinveli Automated Systems Limited oferecendo a CZUB Evo 3 A1 Scorpion da República Tcheca; e Jindal Defense com a brasileira Taurus T9.

Após uma avaliação técnica, apenas a ARDE-LML ASMI e a Jindal Taurus T9 avançaram com sucesso, cumprindo os rigorosos critérios estabelecidos pelo Exército Indiano. A próxima etapa envolverá a apresentação de propostas financeiras pela Lokesh Machines Limited (LML) e pela Jindal Defense, com a seleção do licitante L1 dessas duas empresas marcando um marco crucial no processo de aquisição. 

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Submetralhadora JD Taurus T9

Submetralhadora JD Taurus T9
A Submetralhadora JD Taurus T9 é uma arma de fogo de última geração que foi projetada para forças de segurança e militares que procuram uma subetralhadora com precisão e confiabilidade excepcionais.

Esta Submetralhadora automática excepcional possui um comprimento de cano de 5,5" e um calibre 9X19, proporcionando exatidão e precisão incomparáveis. Seu comprimento total mede 22,8" (com coronha estendida) e 19,7" (com coronha retraída) e pesa apenas 5,3 libras (sem carregador), tornando-a leve e fácil de manusear.

A Submetralhadora JD Taurus T9 possui um seletor de tiro que permite modos de disparo seguros, semiautomáticos e automáticos, dando aos atiradores a versatilidade necessária para lidar com qualquer situação. Seu carregador pode conter até 32 tiros, proporcionando amplo poder de fogo quando é mais necessário.

Fabricadas em alumínio anodizado rígido 7075 T6, as partes superior e inferior desta submetralhadora são construídas para durar. A seção superior possui um trilho superior plano (Mil STD 1913), tornando-o compatível com uma ampla gama de miras. Enquanto isso, o acabamento Cerakote preto fosco garante que a arma seja durável e elegante.

A Submetralhadora automática JD Taurus T9 também é equipada com coronha retrátil que pode ser ajustada em seis posições diferentes, proporcionando ao atirador o conforto e o controle necessários para atingir seus objetivos.

Enfim, é possível afirmar que a submetralhadora automática JD Taurus T9 oferece alto desempenho, precisão, potência e confiabilidade excepcionais.

25 abril, 2023

Taurus lançará uma revolucionária e disruptiva submetralhadora: a SMG 9mm

A SMG9 será a arma de sua categoria com mais tecnologia embarcada no mundo

Em fevereiro de 2022, este era o mockup provisório da submetralhadora SMG (imagem borrada propositalmente)

*LRCA Defense Consulting - 25/04/2023

A Taurus Armas S.A. está preparando o lançamento, para julho ou agosto deste ano, de uma revolucionária submetralhadora (SMG9: nome provisório), caracterizada por ser a arma de sua categoria com mais tecnologia embarcada no mundo, haja vista que conterá todas as novas e disruptivas tecnologias em uso e/ou em desenvolvimento na Taurus: grafeno, nióbio, Cerakote Graphene, DLC e polímero de fibras longas, tornando-se a primeira arma de fogo no mundo com tais características.

Além disso, conforme a empresa, será a mais compacta e mais leve submetralhadora na categoria, com um peso inferior a 2,5 Kg e - em mais um pioneirismo mundial da Taurus - não terá nenhum parafuso.

A arma já poderá sair de fábrica dotada de supressor de ruído (silenciador), acessório que a Taurus começou a produzir neste ano, lançando uma linha completa (e também com tecnologia disruptiva) na LAAD 2023.

Em desenvolvimento já há cerca de três anos, a SMG - grande novidade tática da Taurus no calibre 9mm - promete ser uma outra arma revolucionária, com possibilidade de obter enorme sucesso nos mercados militar e de segurança do Brasil e do mundo.

Tecnologias de ponta: nióbio, grafeno, Cerakote® Graphene, DLC e polímero de fibras longas
As aplicações de grafeno (no polímero) e de nióbio (no metal), ambas em caráter pioneiro no mundo, são tecnologias revolucionárias e extremamente disruptivas que conferem propriedades únicas ao produto e permitem que, quando combinado a outros materiais (cerâmicos, poliméricos e metais, por exemplo), passem a emprestar suas propriedades para estes, agregando muito valor ao produto final.

Tal como nas pistolas da linha Graphene (GX4 e TS9) e em outras armas mais recentes, a SMG possuirá, juntamente com componentes injetados com nióbio e grafeno, também terá um revestimento exclusivo em Cerakote® Graphene, tecnologia exclusiva da Taurus, que traz ainda mais resistência e durabilidade para a arma.

Além disso, a SMG contará ainda com duas outras tecnologias internacionais de ponta: o DLC (material que dá ao aço a resistência do diamante - diamond like carbon) e o polímero de fibras longas.

O DLC consiste em um filme fino de carbono com características físico-químicas próximas ao diamante. É aplicado em superfícies metálicas para garantir novas propriedades, como altíssima resistência ao atrito e à corrosão. Já o polímero de fibras longas é um material que proporciona maior robustez ao produto, oferecendo resistência ao impacto significativamente melhorada sem sacrificar a resistência e a rigidez, mesmo em temperaturas extremas, além de baratear o custo final.

Tais tecnologias visam proporcionar maior leveza, resistência, robustez e durabilidade à arma, tornando-a também praticamente imune ao "câncer dos metais" (corrosão), qualidades estas que são muito valorizadas pelo mercado de armamento, quer seja este o de segurança, militar ou civil. Conforme a empresa, o uso de tais tecnologias poderá se constituir em um diferencial imbatível nos EUA e no mundo.

Sem dúvida, a Submetralhadora SMG9 será um dos mais significativos lançamentos da história das armas leves.

Neste trecho da live do canal Fabi Venera Gun House na LAAD 2023, o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, revela o lançamento e algumas de suas características.

Parcerias tecnológicas & CITE
A utilização do grafeno foi possível após ser estabelecida uma parceria com a Universidade de Caxias (UCS) e sua spin-off tecnológica UCSGRAPHENE.
 
Para o desenvolvimento do uso de nanopartículas de nióbio, a Taurus estabeleceu parceria com uma destacada instituição de pesquisa nacional.

A Taurus também negociou um contrato inédito de nacionalização da tecnologia de aplicação de DLC, que já era utilizada no cano da linha de pistolas microcompactas GX4 na Taurus USA, estabelecendo a nova fábrica no Condomínio de Fornecedores, na sede da empresa em São Leopoldo (RS). Para o polímero de fibras longas, foi realizada uma parceria também inédita de transferência de tecnologia com uma empresa norte-americana.

O CITE contará com um pavilhão próprio nas novas instalações da Taurus

As entidades parceiras trabalham em conjunto com o Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil / Estados Unidos (CITE) da Taurus no desenvolvimento das novas e disruptivas tecnologias totalmente brasileiras - como é o caso do nióbio, do grafeno e do Cerakote® Graphene, ou da aplicação de tecnologias de ponta estrangeiras, caso do DLC e do polímero de fibras longas.

No CITE, que contará com um pavilhão próprio nas novas instalações da empresa, trabalham mais de 200 engenheiros voltados à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos, sempre com foco nas tendências mundiais, nas novas e/ou disruptivas tecnologias e, principalmente, nas necessidades e desejos dos consumidores. Os objetivos são agregar valor aos produtos e reduzir o custo de produção, assim como também reduzir as emissões de poluentes e o consumo de energia elétrica e de água, entre outros focos constantes da pauta ESG da Taurus.

10 agosto, 2019

Mais um lote de pistolas Striker é aprovado pela Polícia Nacional das Filipinas


A Polícia Nacional das Filipinas, uma das mais exigentes do mundo, acaba de aprovar mais um grande lote de pistolas Striker modelo TS9, em calibre 9mm, fabricadas pela Taurus.
As armas passaram por um dos mais rigorosos testes de avaliação, incluindo teste de resistência de 20.000 disparos, onde as amostras foram plenamente aprovadas, atendendo os requisitos da Norma NATO AC-225.
O resultado comprova a qualidade, confiabilidade e a resistência da Striker TS9, especialmente desenvolvida para o mercado policial e militar.
Este é o quarto lote de pistolas fornecido pela Taurus para a corporação filipina, de um grande contrato no qual a companhia venceu no final de 2018.
Sobre a Taurus
A Taurus é uma Empresa Estratégica de Defesa, com 80 anos de história e reputação sólida. Sediada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, emprega cerca de 2.000 pessoas no país e exporta para mais de 100 países. A companhia é a líder mundial na fabricação de revólveres e uma das maiores produtoras de pistolas do mundo, além de ser a quarta marca mais vendida no exigente mercado norte americano. A empresa já recebeu dezenas de prêmios em reconhecimento pelo seu elevado padrão de qualidade e inovação, como o “Handgun of the Year”, considerado a premiação mais importante da indústria de armas dos Estados Unidos. A Taurus possui um portfólio completo de produtos composto por revólveres, pistolas, submetralhadoras, fuzis, carabinas, rifles e espingardas, atendendo os mercados militar, policial e civil.

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