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05 outubro, 2020

40 anos após primeiro voo, Tucano segue como maior sucesso militar da Embraer


*Airway, por Ricardo Meier, via Brasil Soberano e Livre - 03/10/2020

Quando o protótipo do Tucano decolou pela primeira vez em 16 de agosto de 1980, talvez nem mesmo o mais otimista funcionário da Embraer imaginaria que 40 anos depois a aeronave ainda teria um papel relevante no cenário militar mundial. Avião militar de maior sucesso da fabricante brasileira, o turboélice continua expandindo sua presença nas forças aéreas do globo.

Nesta semana, por exemplo, a Força Aérea das Filipinas concluiu o recebimento dos seis Super Tucanos encomendados em 2017 enquanto a Embraer enviou mais dois A-29 para o Chile, que agora possui 18 unidades da versão de treinamento avançado e ataque leve.

Aliás, é justamente o EMB-314 que tornou a família mais numerosa e versátil. Se o Tucano teve uma carreira emblemática como treinador em diversas forças aéreas do mundo como a Royal Air Force e a Armée de L’air, acumulando 624 unidades produzidas, o Super Tucano também tem sido bem sucedido no mercado internacional.

Atualmente, 18 países operam o A-29, como também é chamado, entre eles os EUA e o Afeganistão onde atuam em missões antiterrorismo. Uma das próximas nações a receber a aeronave será a Nigéria cujos primeiros exemplares estão sendo finalizados pela Sierra Nevada, parceira da Embraer.


A presença do Tucano e do Super Tucano nos continentes é bastante evidente. Se o primeiro foi adotado por quase todas as forças aéreas sul-americanas, o segundo tem sido utilizado na África e na Ásia, além da América do Norte.

A lista de potenciais clientes do turboélice militar tem nomes como a Ucrânia e a própria USAF, que avalia o modelo juntamente com seu maior rival, o T-6 Texan II, para uma futura encomenda de grande volume. O projeto, no entanto, perdeu recursos e permanece na fase de testes de voo com alguns exemplares.

Baixas
Um dos mais importantes clientes da aeronave brasileira foi a Real Força Aérea. A seleção de um novo treinador avançado pelo Reino Unido motivou a Embraer a formar uma joint venture com a fabricante norte-irlandesa Short Brothers para oferecer uma versão bastante modificada do Tucano. Entre as diferenças estão a substituição do motor PT-6 pelo Garrett TPE331 e o uso de um conjunto de hélices Hartzell de quatro pás. O Shorts Tucano, como ficou conhecido, também recebeu um freio de ar ventral para reduzir sua velocidade de estol.


Os 130 treinadores foram recebidos a partir de 1988 e os últimos modelos acabaram aposentados no ano passado pela RAF. A Shorts chegou a exportar a versão para o Quênia e o Kuwait nos anos 90. Pouco antes disso, a empresa foi comprada pela Bombardier e passou a produzir apenas componentes para aeronaves.

A França foi outra famosa operadora do Tucano, mas ao contrário dos ingleses, decidiu aposentar o avião bem cedo. A encomenda de 80 unidades no início dos anos 90 fez parte de um acordo mútuo que incluiu helicópteros franceses para o Exército e Marinha do Brasil. No fim, o contrato foi reduzido para 48 aviões, que foram entregues a partir de 1994, substituindo os jatos Fouga Magister que estavam na função há 40 anos.

No entanto, em 2006, a Armée de L’Air decidiu retirar o Tucano de serviço, optando por realizar o treinamento de seus pilotos em aeronaves a pistão, mais simples. Os últimos exemplares acabaram sendo aposentados em 2009.


Um novo avião
Embora seja um derivado do T-27 (sigla da FAB), o Super Tucano pode ser considerado uma nova aeronave. Seu desenvolvimento foi influenciado pelas lições aprendidas com o Shorts Tucano e que ganhou impulso com as sondagens dos EUA a respeito de uma versão mais potente e equipada para ser usada pela USAF como treinador. Mais tarde, a Força Aérea Brasileira emitiu um requerimento para um avião de ataque leve (ALX) para fazer parte do projeto SIVAM, de vigilância na Amazônia e com isso o surgimento do Super Tucano ganhou o aval necessário.

O A-29 passou a contar com uma fuselagem reforçada, um nariz mais longo para acomodar o mais potente motor PT6A-68C, e aprimoramentos como cabine pressurizada, estrutura com vida útil maior, trem de pouso reforçado, além de capacidade para transportar armamentos sobre as asas e uma suíte de aviônicos mais capaz e moderna.

Futuro

Como um dos principais produtos da área de defesa da Embraer, o Super Tucano deve permanecer em produção por muitos anos ainda. Há atualmente poucos modelos especializados como ele e quase nenhum com tamanha confiabilidade. Sua plataforma, inclusive, poderia receber novos sistemas e equipamentos para mantê-lo relevante no mercado se assim a empresa brasileira desejar. Um grande mérito da engenharia aeronáutica brasileira que promete continuar sua história por muitos anos.

04 outubro, 2020

Bônus Motor, coordenado pela Celesc e operado pela WEG, é premiado como Projeto de Energia Inovadora pelo AEE

 


 *LRCA Defense Consulting - 04/10/2020  

Ciente de que investir em ações de economia de energia é mais viável do que investir na expansão do sistema elétrico, a Celesc desenvolveu em 2018 o Programa Bônus Motor, que promoveu a eficiência energética com a substituição de motores antigos ou recondicionados por motores novos, mais modernos e eficientes, utilizando um sistema de bônus financeiro de até 40%, variável em função da potência do motor antigo. É uma maneira muito simples de reduzir drasticamente o investimento necessário para comprar um motor de alta eficiência que proporcionará economia de energia substancial, permitindo que seus participantes consumam menos eletricidade e aumentando sua competitividade.

Entre os resultados do Programa Bônus Motor, uma iniciativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), coordenado pela Celesc e operado pela WEG, estão a substituição de mais de 1,7 mil motores em Santa Catarina, o que representou uma economia total de 18,64 GWh por ano e uma redução de consumo no horário de ponta de 2,4 MW. Essa economia corresponde ao consumo de aproximadamente 7,5 mil moradias no mesmo período. Os clientes participantes tiveram um bônus médio de 33,78% na troca de seus motores.

Todos esses benefícios aconteceram através do Programa de Eficiência Energética (PEE), reconhecido mundialmente e referência em promover o uso eficiente da energia elétrica em todos os setores da economia por meio de projetos que demonstrem a importância e a viabilidade econômica de melhoria da eficiência energética de equipamentos, processos e usos finais de energia.

Ao promover iniciativas de eficiência energética em motores elétricos, programas premiados pela Association of Energy Engineers® (AEE), como o Bônus Motor da Celesc, mostram o importante trabalho que está sendo feito em energia em todo o mundo. Para a WEG, a oportunidade de operar um programa como o Bônus Motor, em parceria com a Celesc, foi mais um motivo de orgulho, pois o programa contribuiu para o aumento dos índices de eficiência energética em Santa Catarina, Estado onde fica a matriz da multinacional brasileira.

O AEE World Energy Conference 2020 é um prêmio internacional e será apresentado virtualmente na quarta-feira, 14 de outubro, através do site world.aeecenter.org.

Equipamentos WEG reduzem e controlam para 47 % a umidade final na moenda da Vale do Paraná


*LRCA Defense Consulting - 04/10/2020

Os equipamentos fornecidos pela WEG, responsáveis por acionarem o terno de secagem de 94” na moenda da Vale do Paraná, usina de cana de açucar do interior de São Paulo que pertence ao grupo Pantaleon, reduziram a umidade final do bagaço de 54% para 47%, assim como obtenção de ganhos importantes em extração. Já no primeiro ano de operação os resultados são notórios para o processo e receita da usina.

O redutor planetário G3 Full TGM e o motor elétrico fornecidos pela WEG entraram em operação nessa safra para acionar o terno de secagem e permitir que este trabalhe com maior eficiência e melhor controle de umidade, extração e, ainda, aumento de moagem (difusor). A experiência da TGM, empresa do Grupo WEG, como um dos maiores fabricantes de redutores para moendas no mundo e a integração com a WEG possibilitou uma das melhores configurações de acionamento já vista no mercado.

A especificação técnica dos equipamentos favoreceu importantes resultados na operação da planta e sua escolha aconteceu conforme estratégia de redução na manutenção ao longo do tempo, melhor balanço energético, aumento da eficiência global da usina e, obviamente, melhor tempo de retorno de investimento. Além disso, a instalação de uma solução com elevada segurança operacional fez toda a diferença na seleção dos equipamentos WEG.

“A instalação do novo sistema corrigiu consideravelmente problemas que tínhamos com o controle de umidade e ultrapassando 98% de extração, além de proporcionar uma operação muito estável e simples, resultando em uma excelente redução de manutenção na nossa unidade, diminuindo o tempo de investimento”, explicou Vanderlei Florencio, coordenador de manutenção industrial na moenda onde foram instalados os equipamentos da WEG.

IS apresenta ao mercado solução inédita para blindagem elétrica

 

*LRCA Defense Consulting - 04/10/2020

A empresa brasileira IS (Indústria da Solução) apresenta para o mercado uma solução inédita, a blindagem elétrica. Com uma tecnologia diferenciada que congrega blindagem a eletricidade (não letal), a IS pretende atender tanto ao setor de Defesa, quanto civil, focando na segurança de cargas, residência, contêiner ou qualquer superfície, que exija proteção. A IS já recebeu patentes em três países e tem pedido de patente de suas soluções em outros cinco países, incluindo o Brasil.

A empresa surgiu em 2016. O Diretor da IS, Tarcísio Caddah, explica que de lá para cá vem investindo ainda mais no aprimoramento da tecnologia se unindo com empresas parceiras brasileiras e sempre buscando novos parceiros para o desenvolvimento de novos segmentos de mercado.

O primeiro produto (uma manta energizada) já está rodando pelo Brasil, por meio do primeiro “casamento” da IS com a empresa T4S Tecnologia. Parceira que conhecemos após o nosso projeto da Blindagem elétrica se tornar vencedor no concurso “Acelera Startup FIESP” em novembro de 2015. Ela investiu no projeto, se tornando responsável pelo segmento logístico.

A tecnologia da blindagem elétrica consiste em utilizar descargas elétricas, sempre de maneira não letal, para elevar o a dificuldade da prática criminosa. No caso do segmento logístico as faces do habitáculo a ser protegido recebem a aplicação da manta que, ao identificar o início de uma tentativa de destruição, além de comunicar a prática a uma pronta resposta, avisa ao “assaltante” que insistir na prática criminosa o risco de sofrer choque. Um ponto relevante é que a blindagem elétrica, por meio de sua inteligência embarcada e presença de proteção física e isolante, só expõe os bandidos aos choques em caso efetivo de destruição das superfícies protegidas.

E importante deixar bem claro que em momento nenhum, em nenhum cenário, trabalhadores e transeuntes ficarão expostos a risco de choque, uma vez que a destruição da superfície isolante requer dolo extremo, só podendo ser realizado por meio de prática criminosa intencional e severa. Esse fato e toda inteligência embarcada reduz a zero qualquer risco de choque acidental. Inclusive, para garantia extrema, os testes dos materiais foram feitos em um dos maiores centros de pesquisa da América Latina. A segurança de todos sempre foi premissa em nossa solução.

Outro ponto importante é o peso. Segundo Caddah, a manta chega ser até 60% mais leves do que os produtos utilizados para o mesmo fim. “Mas, sem dúvida, a diferença da blindagem elétrica não está apenas no peso, mas sim no nível de dificuldade para realização da prática criminosa, uma vez que por ser uma forma de proteção reativa, logo no primeiro minuto é capaz de detectar a tentativa de roubo, informando esse fato a uma pronta resposta. Além disso o bandido sabe que, se insistir na destruição das barreiras físicas, ficará exposto ao risco de choque durante a sua tentativa de transpor as superfícies, fato que não acontece com as soluções tradicionais. Ou seja, roubamos o tempo e a tranquilidade do bandido para realizar a sua atividade”

Caddah têm visto a solução ganhar mais adeptos dia após dia, principalmente por conta do “saving” que ela vem gerando para os clientes.

A primeira empresa parceira hoje tem capacidade de entrega de 50 equipamentos/mês.

“Estamos muito animados. Hoje estamos fora do país construindo parcerias porque a cada momento identificamos novos mercados e acreditamos muito no crescimento do negócio.

“Fizemos uma apresentação para uma empresa Canadense que quer ser candidata para o desenvolvimento da solução para o Muros de fronteiras entre países, inclusive um que ficou muito famoso após ao receber o “apelido” o nome do seu presidente”

A solução nasceu inicialmente para um segmento no Brasil, mas outros países tem os mesmos problemas que temos aqui, e isso demonstra que é questão de tempo para a internacionalização do produto”, conclui Caddah

O projeto da blindagem elétrica foi vencedor do maior prêmio de inovação da América Latina, – o Acelera Start Up, da Fiesp, em novembro de 2015.

03 outubro, 2020

A Grande Corrida às Armas de 2020 é confirmada pelos números de setembro

Brasileira Taurus Armas deverá continuar sendo fortemente beneficiada pela alta demanda


*LRCA Defense Consulting - 03/10/2020 (atualizado em 04/10 às 09h54)

Após a divulgação das verificações de antecedentes realizadas pelo Sistema Nacional de Verificação Instantânea (NICS) do FBI em setembro, percebe-se que a Grande Corrida às Armas de 2020 definitivamente ainda está em andamento. Em comparação com setembro de 2019, os cheques NICS aumentaram de 2.207.312 para 2.892.115, o que torna o mês passado o setembro mais movimentado na história de 22 anos do sistema de verificação instantânea.

Em termos anuais, apesar de ainda faltarem três meses para o encerramento do ano, o total de NICS (28.826.449) já é superior ao total dos 12 meses de 2019 (28.369.750). Mantendo-se a atual tendência, é possível  que o número anual em 2020 chegue ao redor de 37 milhões de NICS, recorde absoluto para todos os tempos.

Vendas ajustadas sazonalmente indicam aumento de 67% em relação a Set 19
Segundo o site The Trace, mantido pela Bloomberg, os americanos compraram cerca de 1,92 milhão de armas em setembro de 2020, tornando-se este o sexto mês mais alto já registrado, de acordo com uma análise de dados do FBI.

Normalmente, mais armas são vendidas no inverno do que no verão. Nos dados não ajustados, o gráfico tem uma aparência irregular. Ajustar os dados para variação sazonal revela uma imagem mais verdadeira da tendência de vendas ao longo do tempo.

Portanto, este número ajustado sazonalmente indica a venda de cerca de 1,21 milhão de armas curtas e 720.000 armas longas (rifles e espingardas). Isso representa um aumento de 67% em relação a setembro de 2019.

Aumento recorde, forte e contínuo em 2020
A demanda por armas de fogo sempre aumentou após eventos como tiroteios em massa e eleições. Mas nenhum aumento (anterior) se compara ao aumento contínuo em 2020, que começou com o início da pandemia do coronavírus em março.

A comparação dos números de setembro de 2019 com setembro de 2020 revela que, apesar do decréscimo em alguns estados, praticamente todos os estados tiveram um grande aumento nas vendas. Os cheques NICS aumentaram em mais de 400% no Distrito de Columbia e em Delaware. Geórgia, Maryland, Michigan, Nova Jersey, Rhode Island e Utah, todos viram um aumento de mais de 100% em comparação com setembro de 2019.

É evidente que a demanda por armas de fogo permanece em níveis historicamente altos em todo o país, e espera-se que continue por todo o resto do ano.

Nova onda de compras pode vir em outubro
A preocupação com a agitação, com as pilhagens e com os distúrbios, vistos em cidades de Seattle a Nova York, não devem se dissipar tão cedo, e com o presidente agora lutando contra a COVID e alguns democratas exigindo que a 25ª Emenda seja invocada, a tensão política só aumentou nos últimos dias. Assim, não seria surpresa se isso levasse a outra onda de vendas de armas em outubro, quando as vendas já são tradicionalmente fortes.

As vendas de armas também tendem a subir antes das eleições presidenciais, e parece que a única força capaz de conter o aumento esperado é a lei da oferta e da demanda. Não se pode comprar o que não está disponível e, embora a maioria dos fabricantes esteja acrescentando turnos e aumentando a produção o máximo que podem, a indústria simplesmente não tem sido capaz de atender à demanda por armas de fogo dos consumidores.

Prateleiras vazias e dificuldade de reposição evidenciam a alta demanda por armas

Influência nas eleições
A National Shooting Sports Foundation (NSSF) estimou que cerca de 40% das vendas de armas de fogo este ano foram para compradores de armas de primeira vez, o que significa que entre janeiro e agosto deste ano, mais de 5.000.000 de americanos compraram armas de fogo pela primeira vez. Se esse número de 40% estiver próximo do exato para setembro, os Estados Unidos adicionaram outros 768.000 novos proprietários de armas nesse último mês. 

Quando o dia da eleição chegar, parece provável que haverá mais de 6.000.000 de novos proprietários de armas, e seu voto poderá desempenhar um papel importante na decisão sobre quem ocupará a Casa Branca no próximo ano.

Taurus Armas deverá continuar sendo fortemente beneficiada
A brasileira Taurus Armas S.A. se orgulha de ostentar dois feitos significativos: é a segunda marca de armas mais importada pelos Estados Unidos e a quarta mais desejada pelos consumidores americanos, detendo já cerca de 15% do market share desse país (maior mercado mundial para armas pequenas), exportando para lá cerca de 85% de sua produção no Brasil.

A Taurus produziu 655 mil armas no 1S20, com a operação industrial nos EUA acelerando seu ramp-up e a unidade brasileira operando em plena capacidade. No segundo trimestre do ano, foram produzidas 103 mil unidades na fábrica localizada nos EUA, comparado a 45 mil no primeiro trimestre, uma evolução de quase 130%, enquanto que no Brasil, no 2T20, foram 289 mil unidades produzidas.

No Brasil, foram vendidas 102 mil unidades no 1S20, mais do que o dobro das 50 mil unidades vendidas no primeiro semestre de 2019. Considerando apenas os EUA, as vendas no 1S20 foram de 692 mil unidades, volume que supera as vendas totais de armas da Companhia (somando-se esse país, o Brasil e a exportação para outros países) do primeiro semestre do ano passado (659 mil).  

No trimestre ora encerrado, a fábrica americana continuou seu ramp-up, devendo estar produzindo perto de 2.000 armas/dia. A unidade brasileira também aumentou sua produção, produzindo mais de 5.200 armas/dia e trabalhando em três turnos, devendo chegar a 5.600 a/d até o final do ano.

Como este foi o melhor mês de setembro nos EUA e como os dados brasileiros (números do SIGMA e do SINARM) apontam também para recordes de vendas de armas no Brasil, é razoável acreditar que os números do 3T20 da empresa (encerrado em 30 Set) sejam similares ou até melhores que os do 2T20, quando bateu cinco recordes (volume de produção, volume de vendas, receita, lucro bruto e Ebitda). Conta ainda a seu favor a pequena variação cambial havida no trimestre (cerca de 3% - número atualizado), cujo impacto no lucro provavelmente será amortecido pela maior parte das receitas, que são também apreciadas em dólares. 

Em consequência, salvo a ocorrência de fatores que fujam ao alcance desta análise, é lícito esperar que a companhia apresente lucro líquido no 3T20.

*Com informações de: Bearing Arms, The Trace e LRCA Defense Consulting.

Sistema Gerador Fotovoltaico WEG é homologado pelo BNDES


*LRCA Defense Consulting - 03/10/2020

A WEG recebeu em 14 de setembro, a homologação do seu sistema Gerador Fotovoltaico pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Ao cumprir todo o programa para a apuração de conteúdo local e atender às novas regras de financiamento do banco para este tipo de equipamento, a WEG passa a garantir aos seus clientes mais segurança e simplificação dos processos de financiamentos pelo BNDES.

O Sistema Gerador Fotovoltaico acima de 375 kW (tipo B) pode ser empregado para projetos solares de geração distribuída e centralizada, utilizada em sua composição os inversores solares centrais WEG da linha SIW750, com a fabricação no Brasil de componentes com alto conteúdo tecnológico e uso intensivo de mão de obra.

Equipaer passa a integrar o Grupo Mac Jee

 

*LRCA Defense Consulting - 03/10/2020

A Mac Jee, uma das mais importantes empresas da BID (Base Industrial de Defesa) do Brasil, acaba de adquirir a Equipaer, empresa especializada na produção de alvos aéreos para treinamento de artilharia e principal fornecedora de lança-foguetes de 70 mm da Força Aérea Brasileira (FAB).

O negócio, cujo valor não foi revelado, irá reforçar a atuação da Mac Jee no setor de lançamento de foguetes. A Mac Jee já possui em seu portfólio, além de diversos tipos de armamentos, o sistema lançador de foguetes Armadillo TA-2.

Com essa aquisição, a empresa decidiu dividir suas atividades e também fortalecer sua base de produção, criando, este ano, o Grupo Mac Jee – (Mac Jee Defesa, Mac Jee Tecnologia, voltada para novos desenvolvimentos e Inovação e Equipaer). “Para nós a aquisição da Equipaer vem consolidar os nossos objetivos de crescimento para os próximos anos e fortalecer o Grupo Mac Jee.

Nossa meta é ser uma empresa parceira das Forças Armadas e oferecer produtos e serviços que atendam as necessidades do nosso setor de Defesa”, ressaltou o CEO da Mac Jee, Simon Jeannot.

O executivo garante que todos os projetos e produtos da Equipaer continuarão sendo produzidos. E todos os contratos seguirão normalmente. A localização da empresa, que até então operava em Cotia (SP), também passará a ser em São José dos Campos (SP).

De acordo com ele, a Mac Jee quer fortalecer a parceria com a FAB, investindo e ampliando a capacidade de produção de sistemas de combate e armamentos aéreos para atender a instituição. “Estamos ampliando nossa empresa, nossas instalações com áreas de produção, armazenamento, pesquisa e ensaios para testar sistemas e produtos de Defesa. A Mac Jee em breve integrará um seleto grupo de grandes players mundiais capaz de desenvolver, capacitar e trazer para seu país autonomia tecnológica no segmento de armamentos. Essa e a nossa missão com o Brasil.”

A Equipaer é uma empresa nacional certificada pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED) e se especializou em desenvolver produtos e prestar suporte técnico para a Força Aérea Brasileira.

Um de seus principais projetos é o DIANA, uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), que permite o embarque de sistemas que simulam uma ameaça aérea. Isso vem sendo utilizado pela FAB em treinamentos para avaliar o desempenho de sistemas de artilharia antiaérea e de armamento ar-ar, utilizados para defesa, que detectam o Diana como alvo a ser abatido. O projeto Diana foi desenvolvido num processo de transferência de tecnologia com o Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA) da Espanha, em 2014.

Sobre a MacAjee
Com atuação global, a empresa está sediada em São José dos Campos (SP) com produção de produtos inertes, com escritório comercial em São Paulo (SP) e Brasília (DF) e também presente na França. Com um portfólio diversificado em soluções de defesa, produções industriais, integração de sistemas e desenvolvimento de projetos especiais para o mercado militar, a Mac Jee destaca-se pelo potencial e capacidade em desenvolver produtos de altíssima qualidade, tecnologia de ponta e desempenho. Com mais de uma década no mercado, ela atua nos segmentos de Defesa, Segurança e Aeroespacial e conta com a parceria dos mais importantes players nacionais e internacionais, visando oferecer as melhores soluções e produtos para essas áreas.

02 outubro, 2020

WEG acerta contratos de irrigação na Índia por US$ 78 milhões

 

Fábrica de motores da WEG, na cidade de Jaragua do Sul - SC (Crédito: Arquivo/Istoé Dinheiro)

 *IstoÉ Dinheiro - 02/10/2020

A WEG, empresa especializada na fabricação e comercialização de motores elétricos vai fornecer motores para dois projetos de irrigação na Índia com uma receita de US$ 78 milhões. Instalada no país desde 2011, a companhia avalia que os negócios no mercado indiano estão cada vez mais volumosos e lucrativos.

Segundo a revista Exame, a WEG forneceu motores para o maior projeto de irrigação por elevação do mundo, o Kaleshwaram Lift Irrigation Scheme, onde foram usados 14 motores de 40 megawatt de potência. Cada um desses equipamentos pesa 262 toneladas e a receita do empreendimento foi de US$ 26 milhões.

Agora, o novo projeto vai reforçar o armazenamento de água para irrigação de 8 mil km² de terras em 13 distritos do Estado de Telangana, além de aumentar os níveis de água subterrânea para abastecimento das indústrias e atividades agrícolas.

O outro empreendimento vai cuidar do fornecimento de 13 motores para outro projeto de irrigação, com um contrato total de US$ 52 milhões e as entregas devem acontecer em 2022.

Se os negócios da WEG vão bem fora do País, internamente não há do que reclamar, já que somente em 2020 as ações da companhia na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, valorizaram mais de 80%. Para se ter uma ideia do avanço, em maio as ações eram negociadas a R$ 37 e nesta sexta-feira (2), podiam ser compradas por volta de R$ 66.

A empresa é avaliada em mais de R$ 140 bilhões.

Embraer conclui entrega dos seis A-29 Super Tucano à Força Aérea Filipina

 


 *Philippine News Agency - 02/10/2020

Os dois restantes do total de seis aeronaves de apoio aéreo aproximado A-29 "Super Tucano" da Embraer Defesa e Segurança adquiridas pelo governo filipino chegaram à Base Aérea de Clark, em Angeles City, Pampanga, na tarde desta quinta-feira (01).

"Os dois Super Tucanos restantes chegaram ontem (quinta-feira). A primeira aeronave pousou às 1304H (13h04) e a outra às 1327H (13h27)", disse o porta-voz do Departamento de Defesa Nacional (DND), Arsenio Andolong em uma mensagem para a Philippine News Agency (PNA) na sexta-feira.

Andolong disse que os dois Super Tucanos chegaram do Vietnã, a última etapa de seu voo para as Filipinas.

Espera-se que os aviões de ataque A-29 reforcem a 15ª Ala de Ataque da Força Aérea Filipina.

Os primeiros quatro Super Tucanos chegaram à Base Aérea de Clark na tarde de 19 de setembro. Os pilotos da Embraer voaram com a aeronave do campo de pouso da empresa em São Paulo, Brasil, e fizeram paradas para abastecimento nas Ilhas Canárias, Portugal, Malta, Egito, Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Índia, Tailândia e Vietnã antes de desembarcar nas Filipinas.

Andolong disse anteriormente que os pilotos da Embraer treinarão os pilotos da PAF selecionados para voar no "Super Tucano" por dois meses como parte do acordo do Comitê de Inspeção Técnica e Aceitação.

Os A-29s estavam programados para serem entregues antes do final de julho, mas a pandemia da doença Covid-19 e subsequentes proibições de viagens distorceram os horários de entrega.

A aeronave, que fará parte da 15ª Asa de Ataque da PAF, reforçará o restante da aeronave de ataque norte-americana Rockwell OV-10 "Bronco" usada pela Força Aérea em missões de ataque.

"Eles são um substituto bem-vindo e muito necessário para as aeronaves de apoio aéreo aproximado da PAF, e sua versatilidade de missão e capacidade de transportar uma variedade de munições serão muito úteis em campo", disse Andolong.

O Super Tucano é uma aeronave turboélice projetada para ataque leve, contra-insurgência, apoio aéreo aproximado, missões de reconhecimento aéreo em ambientes de baixa ameaça, bem como para treinamento de pilotos. O contrato para as seis aeronaves vale PHP 4,968 bilhões ($ 102.429.909,84) e foi emitido no final de 2017.

Sierra Nevada dará suporte aos aviões Embraer A-29 Super Tucanos libaneses

Aeronave A-29 Super Tucano das Forças Armadas Libanesas

 *Defense World - 01/10/2020

O Pentágono concedeu à empresa americana Sierra Nevada um negócio avaliado em US $ 15 milhões para a manutenção de aeronaves Embraer Super Tucanos A-29 da Força Aérea Libanesa.

“Este contrato não inclui atualmente a produção de aeronaves FMS. A primeira encomenda será concedida para a manutenção do programa A-29 do Líbano. Este contrato é resultado de uma aquisição unipessoal devido a acordo internacional. Este contrato envolve 100% FMS para o país do Líbano ”, disse o Pentágono em um comunicado hoje.

O trabalho será realizado em Centennial, Colorado e no Líbano, e a primeira ordem de tarefa está prevista para ser concluída em outubro de 2021.

NR: Em 2015, a Sierra Nevada Corp. (SNC), parceira da Embraer nos EUA, ganhou contrato no valor de $ 172,5 milhões para o fornecimento de seis A-29 Super Tucano ao governo do Líbano. O acordo incluiu peças de reposição, suporte logístico, suporte técnico e outros equipamentos necessárias para a sua operação. A venda foi viabilizada por meio do programa de Vendas Militares ao Exterior (FMS), que facilita a venda de equipamentos militares para outras nações.

O contrato de aquisição também incluiu 2.000 foguetes guiados a laser (arma de ataque ao solo) e sistemas de contramedidas eletrônicas, que podem enganar radares e mísseis inimigos.

Duas das aeronaves foram entregues em 2017 e as quatro restantes em 2018.

01 outubro, 2020

Armas X Crimes: como uma censura travestida está sendo usada para encobrir a verdade


 

Assista ao vídeo antes de ler o texto


O CEPEDES mostrou que o aumento significativo da posse de armas no Brasil foi acompanhado de diminuição de homicídios por arma de fogo. Foi o suficiente para enfurecer a esquerda, que utilizou o seu "Ministério da Verdade" para censurar o estudo. (Leandro Ruschel)

Projeto “Comprova” usa opinião para fazer censura travestida de “fact-checking”

*Senso Incomum, por Fabrício Rebello - 01/10/2020

A publicação, pelo Centro de Pesquisa em Direito e Segurança (CEPEDES), dos indicadores preliminares de violência homicida para o ano de 2019, juntamente com os dados sobre a venda de armas no mesmo período, ganhou grande repercussão em mídia, mas não apenas pelas objetivas informações ali contidas.

Ao contrário do que se registrava no artigo de apresentação dos dados, no qual se temia sua omissão deliberada na imprensa pelo conteúdo inconveniente ao progressismo, o que se viu foi um ataque inútil e desconexo contra a realidade dos números, na vã tentativa de os desqualificar.

Poucas vezes se produziu e repercutiu tamanha manipulação informativa.

O texto foi alvo de uma “checagem de fatos” patrocinada pelo chamado “Projeto Comprova”, uma iniciativa supostamente independente de verificação de informação.

Após a análise, o material foi classificado como “enganoso”, fato largamente repercutido na mídia tradicional, não raro com abordagem depreciativa.

Para chegar a tal conclusão, foram utilizadas, em meio a uma profusão de opiniões travestidas de fatos, duas vertentes essenciais:

(a) os dados eram preliminares e, por isso, não poderiam ser comparados para aferir evolução histórica de indicadores;

(b) a correlação entre armas e homicídios seria simplista, sendo necessária uma análise crítica de vetores sociais para explicar a variação negativa de óbitos intencionais.

Nos dois casos, as contestações se revelam esdrúxulas.

De início, é necessário esclarecer que o texto original aponta expressamente estar pautado em indicadores preliminares do DATASUS, exatamente como orienta o próprio portal eletrônico vinculado ao Ministério da Saúde, do qual se extrai que sua utilização “também serve para cálculo de indicadores de mortalidade e natalidade”, bastando que sejam “tomados como preliminares, pois podem ser incrementados de modo residual”.

Estes dados, no mesmo portal, são expressamente rotulados como versão “quase final”, o que se explica pelo fato de que variam muito pouco em relação aos definitivos.

O mesmo texto do CEPEDES, em uma das notas de referência, aponta que, em três anos recentes em que os dados foram apurados nos dois momentos (2014, 2015 e 2018), a variação média foi de apenas 1,48% (0,09%, 3,43% e 0,93%, respectivamente).

Estatisticamente, portanto, uma oscilação que não infirma as conclusões globais sobre o movimento dos indicadores.

Aqui, inclusive, cabem parênteses sobre o conteúdo da checagem.

Em uma das versões a ela atribuídas na imprensa, um representante da ONG “Sou da Paz” afirma que a ideia de considerar as variações como mínimas é “bem equivocada”.

Logo, era de se esperar que apontasse tais divergências, sobretudo em uma suposta verificação de fatos e dados.

No entanto, ao contrário da fonte “checada” (que os apontou), não se trouxe absolutamente nenhum deles para corroborar aquilo que, em essência, se resumiu à sua opinião pessoal, transmutada, inexplicavelmente, para algum tipo de verdade absoluta capaz de negar a frieza objetiva de números e cálculos.

É o início do método de opiniões desconstituindo números.

O fato, porém, é que a análise dos dados preliminares do DATASUS na pesquisa de criminalidade letal é largamente aceita dentre os atuantes na área. Até os progressistas o fazem.

Em 2016, por exemplo, o IPEA e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, festejadas entidades na pesquisa de violência criminal, publicaram, pela série “Atlas da Violência”, uma “Nota Técnica” analisando a variação de indicadores até o ano de 2014, cujos dados, naquele momento, eram, justamente, preliminares – informação amplamente registrada na edição.




Neste ponto, necessário outro destaque, desta feita muito mais vexatório. No afã de contestar o trabalho em análise, a suposta checagem ouviu Daniel Cerqueira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, o qual afirmou que “o pesquisador que faz análise com dado preliminar está cometendo um ‘erro grosseiro’ e, por isso, ‘qualquer análise dessa natureza não pode ser levada a sério’”.

Cerqueira, no entanto, foi ninguém menos do que um dos autores da Nota Técnica acima referida, justamente a que incluiu na análise os dados preliminares de 2014(!). Mais do que isso, é o primeiro nome que aparece na capa do material (imagem).

No mínimo, assaz incoerente refutar uma metodologia que ele próprio já adotara.

Ainda sobre os dados do DATASUS, o material vai além, errando até mesmo no mais elementar.

Afirma-se, estranhamente atribuindo a fonte ao Ministério da Saúde, que “os dados de óbitos levam dois anos para serem consolidados” e que “não é correto comparar dados fechados com preliminares”, divulgados cerca de cinco meses antes.

A assertiva é flagrantemente falsa. Os dados, como expressamente aponta o mesmo portal do DATASUS, se consolidam “15 meses após o final do ano de ocorrência” (e não dois anos) e, como já registrado, a versão preliminar é ali tratada como “quase final”, inclusive para fins de cálculo de indicadores de mortalidade.

Será que nem as informações do portal oficial que serve de fonte primária foram lidas para a checagem?

A segunda vertente de “crítica” ao conteúdo não reserva melhor qualidade ao trabalho dos checadores.

Por ela, se registrou a ausência de uma análise social circunstanciada para explicar as causas da variação negativa de homicídios, pois seria um exercício simplista correlacionar armas e homicídios de modo direto.

Ao assim afirmar, a checagem nitidamente revela desconhecer os conceitos estatísticos de correlação e causalidade (os quais deveriam ser básicos).

O texto do CEPEDES apresenta uma correlação, isto é, três dados (variáveis) computados simultaneamente (total de homicídios, homicídios com arma de fogo e venda de armas), especificando sua variação nominal e percentual em um período de recorte, mas sem estabelecer qualquer relação entre causa e efeito (causalidade).

Em outros termos, não é o propósito do artigo tomar a variação de um indicador como determinante para a variação do outro, muito pelo contrário.

O que ali expressamente se busca é desconstituir essa relação, para evidenciar que as variações não estão vinculadas e que, diferentemente do que alardeiam desarmamentistas, foram inversamente proporcionais no período analisado (proporção, obviamente, de variação, não de causalidade).

Logo, não se trata, sequer em longínquo horizonte, de ter “deixado de analisar” questões intrincadas relevantes que determinam a variação de taxas de homicídio, mas, sim, de jamais se ter a pretensão de o fazer.

O propósito do artigo era específico: demonstrar que, para desespero da verve antiarmas, desde 2017 os homicídios caem e a venda de armas aumenta. Um dado objetivo.

Antes, bradavam que mais armas implicavam mais crimes e que, por isso, precisava-se desarmar o povo; agora, dizem que correlacionar armas e crimes é um erro, pois há diversas outras variáveis na equação.

Do mesmo modo, cravavam que o Estatuto do Desarmamento é uma lei extremamente eficaz, a ponto de ter reduzido os homicídios já em 2004 (primeiro ano após sua publicação); agora, porém, dizem que os efeitos da circulação de armas só podem ser mensurados a longo prazo, talvez em seis ou oito décadas.

São opiniões mutantes, que nitidamente se amoldam à conveniência da narrativa que buscam defender.

Embora intelectualmente deprimente, é explicável, pois coerência é uma qualidade realmente não presente em todos os indivíduos, e o progressismo, inclusive na segurança pública, a ela vem se demonstrando não muito afeito.

Defenestrável, porém, sob todos os aspectos, é usar de tal subterfúgio inescrupuloso para refutar trabalhos técnicos de pesquisa pautados em metodologias consagradas – e até básicas -, simplesmente porque evidenciam fatos divergentes dos interesses que defendem. Isso não é checagem, muito menos isenta; é pura, direta e indisfarçável modulação da verdade.

Ou, em uma palavra: manipulação.

Índia: nova política de aquisição de defesa entra em vigor a partir de hoje

O Procedimento de Aquisição de Defesa (DAP) se concentra em aumentar significativamente a produção local e transformar a Índia em um centro de manufatura global de armas e plataformas militares

*Business Standard - 29/09 e 01/10/2020

O ministro da Defesa, Rajnath Singh, revelou na segunda-feira o novo Procedimento de Aquisição de Defesa (DAP). Ele se concentra em aumentar significativamente a produção local e transformar a Índia em um centro de manufatura global de armas e plataformas militares. O novo Procedimento de Aquisição de Defesa 2020 entrou em vigor a partir de hoje, 1º de outubro.

Ele substituirá o Procedimento de Aquisições de Defesa de 2016.

Mas o que é compensação de defesa?

De acordo com a política de compensação (de 2016), as entidades de defesa estrangeiras foram obrigadas a gastar pelo menos 30 por cento do valor total do contrato na Índia por meio da aquisição de componentes, transferência de tecnologias ou instalação de instalações de pesquisa e desenvolvimento. Essa condição era para todos os contratos no valor de mais de Rs 2.000 crore (US $ 272 milhões). Mas agora isso é história.

O que é o Procedimento de Aquisição de Defesa 2020?

O Ministro da Defesa, Rajnath Singh, disse na segunda-feira que o DAP está alinhado com a visão da iniciativa do governo 'Aatmanirbhar Bharat' (Índia autossuficiente) e para capacitar a indústria doméstica indiana por meio de projetos 'Make in India' com o objetivo final de transformar a Índia em um centro de manufatura global.

Seguindo a sugestão de Atmanirbhar Abhiyan (campanha de autossuficiência) do primeiro-ministro, o DAP 2020 reserva várias categorias de aquisição para empresas indígenas. “As categorias Compra (desenho, desenvolvimento e fabricação indianos), Marca I, Marca II ... e modelo SP serão reservadas exclusivamente para os fornecedores indianos ...”, afirmou o Ministério da Defesa na segunda-feira.

O DAP 2020 define um “fornecedor indiano” como uma empresa que pertence e é controlada por cidadãos indianos residentes, com investimento estrangeiro direto (IED) não superior a 49 por cento.

A nova política introduz uma nova categoria de compras significativa chamada “Compra (Global – Fabricação na Índia)”. Isso estipula a indigenização de pelo menos 50 por cento do valor total do contrato de uma compra estrangeira - por exemplo, um avião de caça - comprado com a intenção de construí-lo posteriormente na Índia com transferência de tecnologia. Atender ao difícil requisito de indigenização forçaria o fornecedor a construir o equipamento na Índia, em vez de fornecer a maior parte já pronta do exterior.

Esta categoria também incentiva os fornecedores a estabelecer instalações na Índia para fabricar peças de reposição e conjuntos para o equipamento básico, e para configurar instalações de manutenção, reparo e revisão (MRO). Com o teto de IED recentemente aumentado para 74%, o fornecedor estrangeiro poderia fazer isso por meio de uma empresa de joint venture (JV) na Índia.

O novo procedimento promove maior conteúdo indígena em armas e equipamentos das aquisições militares, incluindo equipamentos fabricados na Índia sob licença. Na maioria das categorias de aquisição, o DAP-2020 estipula uma indigenização 10 por cento maior do que o DPP 2016.

Para o contencioso negócio de medir o conteúdo indígena, o DAP 2020 instituiu uma referência simples. “O conteúdo indígena passará a ser calculado com base no 'Preço Base do Contrato', ou seja, no Preço Total do Contrato, menos impostos e taxas”, afirmou o MoD. A “lista de embargo de importação” de 101 itens que o governo promulgou no mês passado foi especificamente incorporada ao DAP 2020.

A nova política visa conter os longos testes de equipamentos que os militares realizam em equipamentos oferecidos para aquisição. “O DAP 2020 enfatiza a necessidade de realizar julgamentos com o objetivo de fomentar a concorrência com base nos princípios da transparência, justiça e igualdade de oportunidades para todos e não como um processo de eliminação”, afirmou o Ministério da Defesa.

Também há mudanças importantes no procedimento “Make”, segundo o qual o MoD reembolsa os fornecedores indianos uma porcentagem do custo em que incorrem no desenvolvimento do equipamento. O procedimento Make-1 agora incorpora um limite por fornecedor de Rs 250 crore (US $ 1,4 milhão) e reembolsa apenas 70 por cento do custo de desenvolvimento, em comparação com 90 por cento no DPP 2016. Sob o procedimento Make II, as próprias empresas de defesa financiam o desenvolvimento de equipamentos para oferecer aos militares.

O DAP 2020 incorpora um novo procedimento Make III no qual as empresas indígenas fabricam equipamentos, plataformas ou peças sobressalentes para substituição de importação.

Offsets

O DAP 2020 apresenta mudanças importantes nas diretrizes de compensação, que, segundo as normas atuais, exigem que os fornecedores que ganham contratos no valor de mais de Rs 2.000 crore (US $ 272 milhões) apliquem 30 por cento do valor do contrato em P&D, fabricação e serviços de defesa designados. A nova política isenta os fornecedores de responsabilidade de compensação em contratos processados ​​sob a rota de governo para governo, como foi a compra do Rafale ou a maioria dos contratos celebrados com a Rússia. Nem as compensações serão impostas às compras de um único fornecedor.

Segundo a nova política de compensação, “será dada preferência à fabricação de produtos de defesa completos em vez de componentes”, afirma o Ministério da Defesa. Além disso, os multiplicadores foram introduzidos para direcionar as compensações para setores selecionados, por exemplo, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

O novo procedimento foi elaborado por uma comissão de revisão chefiada pelo chefe de aquisições do Ministério da Defesa (MoD), Apurva Chandra. Reagindo à nova política, a Confederação da Indústria Indiana declarou: “O DAP 2020 deverá fornecer um grande impulso para a indústria indiana ... Ele obriga o MOD a se envolver com a indústria indiana durante os estágios iniciais de planejamento de capacidade.
 

Taurus Judge é a 5ª melhor arma americana para defesa do lar


*LRCA Defense Consulting - 01/10/2020

O reconhecido site americano Guns.com listou as 10 melhores armas para defesa do lar nos EUA, colocando o revólver Taurus Judge em 5º lugar.

Segundo o site, o Taurus Judge "possui o poder de uma pequena espingarda com a confiabilidade de um revólver". "Desde a sua criação em 2006, o Judge provou ser um dos modelos mais populares de Taurus". "Com mais munição de autodefesa .410 chegando ao mercado a cada ano, esta arma, sem dúvida, estará por aí por muito tempo. Algumas pessoas amam tanto que afirmam carregá-lo".

Força Aérea do Chile recebeu duas novas aeronaves Embraer A-29B Super Tucano

 

*WebInfomil - 01/10/2020

A Força Aérea do Chile (FACh) recebeu, em meados de setembro, duas aeronaves Embraer A-29B Super Tucano, de fabricação brasileira, para treinamento e ataque leve, com o objetivo de modernizar sua frota de aeronaves de treinamento avançado.

As duas aeronaves turboélice foram avistadas no último sábado, 18 de setembro, no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção (Paraguai), durante uma escala antes de iniciar o voo para Santiago do Chile. As aeronaves foram pintadas com o novo esquema de baixa visibilidade que caracteriza o Super Tucano chileno.

De acordo com o portal de notícias chileno Vortexx, no final de 2018 a Embraer enviou à Força Aérea do Chile (FACh) uma cotação para quatro Super Tucano A29-B, além do equipamento de apoio terrestre GSE (Ground Support Equipment). Essas duas aeronaves constituiriam a primeira entrega desse pedido.

As aeronaves observadas no Paraguai têm os números 469 e 470 e saíram diretamente da fábrica brasileira localizada em São José dos Campos (SP), com o apoio de um KC-130R Hercules.

A mídia informou ainda que a nova aeronave substituirá o avião de treinamento A-36 Toqui da espanhola CASA (também denominado C-101) e que eles têm várias décadas de serviço na instituição. Os futuros pilotos de caça e ataque FACh usarão os A-29Bs para treinamento de armas e sistemas até o moderno F-16 Fighting Falcon.

O Embraer EMB 314 ou A-29 é uma aeronave de combate turboélice projetada para ataque ao solo, contra-insurgência e treinamento avançado de pilotos, equipada com modernos equipamentos aviônicos e sistemas de armas. É utilizado principalmente pela Força Aérea Brasileira, Força Aérea Colombiana e Força Aérea Chilena. Também é usado como um treinador para monitorar as operações na Bacia Amazônica.

O Super Tucano foi projetado como uma aeronave de asa reta, com bom desempenho para vôo em média e baixa altitude, com motor turboélice, de longo alcance e autonomia de vôo, podendo operar em todos os tipos de clima, à noite e desde dia, e é capaz de pousar em pistas curtas, que carecem de grande infraestrutura.

Possui um cockpit moderno com instrumentos de navegação digital e um computador de combate, que permite lançar bombas guiadas a laser, bombas convencionais de queda livre e foguetes. O cockpit em forma de cúpula é projetado para boa visibilidade, o que é muito necessário para voos de baixa altitude entre montanhas e missões de penetração profunda, para atacar dentro do território inimigo. Ele também é equipado com modernos assentos ejetáveis ​​de velocidade zero e altitude zero, comparáveis ​​aos encontrados em caças supersônicos.


 

5ª Região Militar fiscaliza 150 empresas que comercializam produtos controlados no PR e SC

Chamada de Operação Hóplon, palavra grega que significa o escudo dos antigos guerreiros espartanos. Fotos: Sd Giovanne

*LRCA Defense Consulting - 01/10/2020

A Operação Hóplon, com o apoio dos órgãos de segurança pública em cidades do Paraná e de Santa Catarina, e execução pelos militares do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 5ª Região Militar (SFPC/5), averiguou estabelecimentos que vendem ou fazem uso de materiais como armas, munições e explosivos. A missão contou com 18 equipes espalhadas pelos 2 estados, e fiscalizaram 150 empresas, superando a meta de 132 empresas em uma semana. Dessas, 27 foram autuadas por irregularidades no trato com o produto controlado, 2 sofreram apreensões de material e uma resultou em prisão.

"O objetivo da Operação Hóplon é inspecionar todas as empresas que vendem ou fazem uso de produtos controlados e que possuem registro no Exército. Nós verificamos a documentação da empresa, conferimos como estão sendo feitos os procedimentos de entrada e saída de material e se os sistemas que essas empresas precisam preencher estão sendo preenchidos da forma correta", explicou o Capitão Klinger, coordenador da operação na região de Londrina (PR).

Nas lojas de comercialização de armas e munições, os fiscais do Exército verificaram a documentação, como o Certificado de Registro (CR), o mapa de controle do armamento e de munições em estoque, o movimento de entrada e saída desse material, as notas que comprovam as vendas dos produtos controlados no mês e os procedimentos de cada venda, como a emissão da guia de tráfego.

Para o proprietário de uma loja no centro de Londrina, a fiscalização serviu até como uma aula de gestão. "A nossa empresa está com a documentação toda em dia, então a fiscalização do Exército foi mais no intuito de nos orientar no processo de gestão. A partir das orientações, vamos começar a organizar mensalmente a entrada e saída de material, além de fazer a guia de tráfego, que é uma coisa que não estávamos fazendo", contou o empresário Régis Ferreira.

Pedreiras e mineradoras
Já em pedreiras ou mineradoras que fazem o uso de explosivos, primeiro a verificação é para saber se elas estão com os registros em dia, se contratam uma empresa terceirizada para efetuar as explosões e se essa empresa está regularizada. Também é verificado se a pedreira faz as próprias explosões e se possui depósito adequado para guardar esse material, além de averiguar se o próprio emprego de explosivos está sendo feito de forma correta.

"A gente verifica toda a documentação da empresa terceirizada, se está tudo certo, se tem a licença de detonação em dia, e se tem escolta dos explosivos. Tudo para não correr o risco de ter algum problema. Sabemos que a fiscalização do Exército é rigorosa. Temos muito tempo no mercado e seguimos todos os procedimentos", afirmou Luciano Ribeirete Garcia, gerente de uma pedreira na região de Londrina.

A Operação Hóplon, no Paraná e Santa Catarina, é coordenada pelo Chefe da SFPC/5 e segue em ritmo intenso de fiscalização em cidades de abrangência da 5ª Região Militar. 

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