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06 julho, 2023

DESEG/FIESP coloca empresas de defesa no Google Maps


*InvestDefesa - 23/06/2023

A Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) brasileira é um componente essencial para a segurança nacional e desempenha um papel fundamental na defesa e soberania do País. mas onde estão localizadas nossas principais empresas e indústrias de defesa?

Com uma diversidade impressionante de setores, o Brasil conta com uma base industrial de defesa robusta e multifacetada, capaz de atender às demandas das Forças Armadas em diversas áreas estratégicas.

Um dos pontos fortes da base industrial de defesa brasileira é sua ampla gama de produtos e serviços. O país possui indústrias dedicadas à produção de armamentos convencionais, como aviões de combate, veículos blindados e embarcações navais, que são essenciais para garantir a prontidão e a capacidade de defesa. Além disso, o Brasil também se destaca na área de tecnologia espacial, com a produção de satélites e sistemas de monitoramento, fornecendo recursos cruciais para vigilância e comunicação.

Outro aspecto importante é a capacidade de pesquisa e desenvolvimento da base industrial brasileira. Nosso país possui instituições de excelência, como universidades e centros de pesquisa, que colaboram ativamente com a indústria de defesa na criação de tecnologias avançadas. Essa sinergia impulsiona a inovação e contribui para o desenvolvimento de soluções cada vez mais sofisticadas, posicionando o Brasil como um ator relevante no cenário internacional de defesa.

Colocando nossa BIDS no Maps
Em termos de localização, a BIDS brasileira está distribuída em várias regiões do país. Desde polos industriais consolidados até regiões emergentes, como a Amazônia e o Nordeste, o Brasil possui uma rede ampla e diversificada de empresas e instituições especializadas em defesa.

Foi pensando na problemática de localizar as empresas que compõem nossa BIDS que Rodrigo Campos, um dos diretores do Departamento de Defesa e Segurança (DESEG), da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), as incluiu num único conjunto dentro do Google Maps. “Estamos implementando uma série de instrumentos que ampliarão o conhecimento do potencial de nossas empresas, dentro e fora do Brasil. Nesse contexto, é de extrema relevância que elas sejam facilmente encontradas, daí sua inserção clara no Google Maps, dentro de um conjunto único”, esclarece Rodrigo.

Conheça o mapa
Eis, abaixo, o mapeamento feito! Ao utilizar o Google Maps para mostrar a localização dessas instalações, você estará verificando a abrangência geográfica dessa base industrial, destacando seu alcance e impacto em todo o território nacional. Boa pesquisa!



WEG e Alupar fecham acordo para autoprodução de energia eólica


*LRCA Defense Consulting - 06/07/2023

A WEG S.A. anunciou hoje a assinatura de um acordo vinculante com a Alupar, empresa especializada em geração e transmissão de energia elétrica, para autoprodução de energia utilizada em operações da WEG no Brasil.

Localizado no município de Jandaíra, no Rio Grande do Norte, no complexo Eólico Agreste Potiguar, o parque eólico AW Santa Régia (EAP II) terá capacidade instalada de 37,8 MW, garantia física de 21,7 MW médios, e vai operar com nove aerogeradores WEG modelo AGW 147 com potência nominal de 4,2 MW.

O acordo prevê a entrega anual de cerca de 15 MW médios, que serão utilizados em operações fabris da WEG na modalidade de autoprodução por equiparação, por um período de 18 anos. Hoje, essa energia responde por aproximadamente 30% do consumo dessas operações. O início do suprimento de energia para as fábricas será a partir de janeiro de 2024, com contratos de compra de energia estimados em R$ 460 milhões no decorrer do período do contrato.

“Estamos reforçando o nosso compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em nossas operações industriais e contribuir na transição energética. Acreditamos que esse é um caminho importante para as empresas em suas jornadas de descarbonização”, enfatiza Daniel Marteleto Godinho, Diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da WEG.

O parque eólico AW Santa Régia está localizado no mesmo complexo eólico do parque AW São João, que conta com outros seis aerogeradores da WEG. Ambos os parques estão em implantação e totalizarão 63 MW de capacidade instalada, conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O acordo entre as empresas ainda depende do cumprimento de condições precedentes, dentre elas o aval das autoridades brasileiras.

05 julho, 2023

FBI: vendas de armas ultrapassam 1 milhão por 47 meses seguidos nos EUA


*Washington Examiner, por Paul Bedard - 04/07/2023

Os americanos comemoraram seus direitos da Segunda Emenda mais de 1 milhão de vezes em junho, o 47º mês consecutivo de vendas recordes de armas.

De acordo com o FBI, as verificações de antecedentes para compras de armas ultrapassaram 1 milhão no mês passado.

A National Shooting Sports Foundation, representante da indústria, disse que de 2.152.187 verificações de antecedentes no mês passado, 1.110.696 provavelmente eram para compras e transferências de armas, sendo o restante para porte e outras autorizações de segurança.

“Junho marca o 47º mês consecutivo que excedeu 1 milhão de verificações de antecedentes ajustadas em um único mês”, disse o grupo.

“Feliz Dia da Independência”, comemorou o porta-voz da NSSF, Mark Oliva.

“Os americanos têm mais um milhão de motivos para comemorar este Dia da Independência. Mais de 1,1 milhão de vezes em junho, os americanos exerceram seus direitos da Segunda Emenda para comprar legalmente uma arma de fogo. Isso estende a raia para 47 meses contínuos em que as verificações de antecedentes para compras de armas de fogo ultrapassaram um milhão. Isso é notável porque esses números contrariam as exigências dos políticos de controle de armas para renunciar aos direitos. Os americanos escolhem de forma diferente. Eles escolhem, aos milhões, manter e portar armas. Eles estão mantendo viva a visão de nossos Pais Fundadores de que esta seria uma nação que celebra o espírito de uma cidadania armada com responsabilidade”, acrescentou.

Grupo Mac Jee realiza teste de detonação para manutenção de qualificação das munições aéreas


*LRCA Defense Consulting - 05/07/2023

Recentemente o Grupo Mac Jee realizou teste de detonação para manutenção de qualificação das munições aéreas: MK83 1000 Lbs, MK84 2000 Lbs e a Bomba Anti-Bunker BLU109.

Foi realizada a verificação de diversos dados técnicos, entre eles: tamanho da bola de fogo, calor e pressão, tamanho dos fragmentos, velocidade e alcance.

O Grupo Mac Jee, entre outras tecnologias, é também uma das maiores fabricantes mundiais de munições.

Ministério da Defesa certifica plataforma de comunicação unificada da Dígitro


*LRCA Defense Consulting - 05/07/2023

O Ministério da Defesa reconheceu o UNA, a solução avançada de comunicação unificada da Dígitro Tecnologia, como um Produto Estratégico de Defesa (PED).

O UNA é uma ferramenta de comunicação unificada que permite a interação entre os colaboradores da instituição por meio de áudio, vídeo e mensagens de texto. Ele pode ser integrado à telefonia convencional, WhatsApp, Facebook Messenger e Telegram, possibilitando a comunicação com usuários externos. Tudo isso com a garantia de segurança e preservação das informações armazenadas no domínio da instituição, independentemente do formato de conteúdo. Amplamente utilizado por instituições públicas, o UNA ganha cada vez mais adeptos em empresas privadas que buscam por mais segurança de dados.

Esta certificação, publicada em 12 de junho no Diário Oficial da União, destaca a segurança de informação do sistema e reconhece sua importância estratégica para a soberania nacional e a inteligência militar. 

Conforme norma federal, o reconhecimento como Produto Estratégico de Defesa é atribuído a bens, serviços, obras ou informações, incluindo armamentos, munições, meios de transporte e comunicações, fardamentos e materiais de uso individual e coletivo utilizados nas atividades finais de defesa, excluindo aqueles de uso administrativo.

Segundo Octávio Carradore, Diretor de Relações com Mercado na Dígitro, "O reconhecimento do Ministério da Defesa fortalece as características de rastreabilidade e segurança do UNA, além da robustez dos produtos Dígitro. Temos muito orgulho de sermos uma empresa pioneira que investe constantemente em pesquisa e desenvolvimento de novas soluções. Com nossos sistemas, contribuímos para a segurança nacional e para o desenvolvimento de uma sociedade mais transparente".

Ao longo dos anos, o UNA foi utilizado estrategicamente pelas instituições de segurança pública, principalmente nos contextos de Inteligência, Investigação e Operações em Campo, onde a colaboração, comunicação e troca de arquivos são essenciais. A DIPOL foi pioneira no uso do UNA para Inteligência, garantindo a integração de evidências, provas e informações sensíveis, tendo inclusive publicado uma portaria específica que proíbe o uso de aplicativos de celular e outras plataformas de mensagem.

A Defesa Brasileira também foi pioneira, testando e propondo diversas melhorias e medidas adicionais de segurança que permitiram a homologação do produto. Com o UNA, as equipes podem trocar informações, realizar reuniões por videochamadas, criar grupos de trabalho, receber ligações externas e convidar outros usuários externos à empresa, sem a necessidade de ter o UNA instalado no smartphone, navegador ou ser um usuário do sistema. O UNA também oferece recursos como a criação de salas de videoconferência, transcrição personalizada das videoconferências, compartilhamento de tela, chat, envio e recebimento de documentos, fotos, mensagens de áudio, vídeo e localização. Além disso, a solução permite a visualização do status dos outros usuários em vários dispositivos simultaneamente, com notificações inteligentes, e armazena o histórico das comunicações no servidor, com rastreabilidade para o administrador.

Certificação
A Dígitro Tecnologia também é reconhecida pelo Ministério da Defesa como uma Empresa Estratégica de Defesa (EED). Essa certificação, concedida apenas a empresas que atendem a requisitos obrigatórios, tem como objetivo garantir a soberania nacional e posiciona nossa empresa entre as selecionadas para desenvolver soluções para a Segurança Pública e a Defesa do país.

04 julho, 2023

Taurus assina contrato de distribuição na Arábia Saudita


*LRCA Defense Consulting - 04/07/2023

Após a abertura de um escritório regional da empresa na Arábia Saudita em 2022, a Taurus Armas S.A. dá mais um importante passo no país, assinando um contrato com a empresa SEPHA Military Industries Company.

O contrato prevê a distribuição e o agenciamento das armas leves da Taurus para os mercados Militar e Policial no território da Arábia Saudita.

A SEPHA Industries Co. LLC é uma proeminente empresa de defesa no Reino da Arábia Saudita que contribui diretamente para o plano estratégico Vision 2030 criando indústrias militares orgânicas, modernizando as Forças Armadas Sauditas e alcançando a defesa global e o mercado de segurança em parceria com empresas líderes mundiais.

A SEPHA é controlada pelo poderoso grupo Ajlan & Bros. Holding, fundado em 1979 (como holding, em 2017), que  detém participação em mais de 75 empresas que empregam cerca de 15.000 colaboradores em mais de 25 países e possui ativos que ultrapassam 15 bilhões de dólares, sendo um conglomerado atuante em diversos setores estratégicos, além de ter parcerias com mais de 100 empresas ao redor do mundo.

Com o anúncio da iniciativa Vision 2030 pelo Rei Salman bin Abdulaziz e pelo Príncipe Herdeiro Muhammad bin Salman, o Conselho de Administração da Ajlan & Bros decidiu expandir o escopo de seus negócios e estabelecer uma Holding que atua em todos os segmentos abrangidos ​​pela Vision 2030. A partir dessa decisão, a Ajlan & Bros Holding (ABH) foi criada em 2017. 

A ABH começou analisando os setores, metas e programas da Vision 2030 e desenvolvendo uma estratégia abrangente que garante o desenvolvimento de negócios de acordo com as necessidades locais, regionais e internacionais, realizando os maiores esforços estratégicos a curto, médio e longo prazo para atingir os objetivos da Vision 2030 e apoiar a revolução industrial, econômica e comercial do Reino da Arábia Saudita.
 
Segundo o Presidente da Taurus, Salesio Nuhs, “essas ações estratégicas na Arábia Saudita fazem parte do plano da Taurus de expandir os negócios da empresa e aumentar a participação no Oriente Médio, um importante e proeminente mercado". 

A Arábia Saudita está na lista dos oito maiores gastos militares do mundo, e é considerado um dos países que mais investe em defesa. É o mais rico, poderoso e estratégico país do Oriente Médio. Com a iniciativa Vision 2030, passou a desenvolver uma política industrial de defesa bastante similar à da Índia, enquadrando-se perfeitamente no planejamento estratégico da Taurus Armas. Em virtude de tais características, o contrato agora assinado pode pressupor novos e promissores desdobramentos para a atuação da empresa na Arábia Saudita, como já foi abordado por esta Consultoria nos tópicos do "Saiba mais" abaixo.


Grupo Ajlan & Bros. Holding: parcerias com mais de 100 empresas ao redor do mundo

Saiba mais:

- Taurus poderá fechar importante negócio na Arábia Saudita e Emirados

- Taurus e CBC no rumo da Arábia Saudita

- Arábia Saudita está priorizando a cooperação militar-industrial com o Brasil? Akaer, Avibras, CBC, Embraer, Taurus...




WEG é fornecedora das fábricas da Lafarge na Argélia


*LRCA Defense Consulting - 04/07/2023

A produção de cimento é uma das fontes de renda mais importantes da Argélia. A Lafarge é uma das principais empresas atuantes neste segmento de negócios com três fábricas de cimento na Argélia: M'SILA, OGGAZ e CILAS.

Estas fábricas têm uma capacidade de produção de 11,5 megatons/ano e exportam cerca de 150 mil toneladas por ano de cimento semiacabado, também chamado de “clínquer”.

Para cumprir os seus objetivos de produção e exportação, a Lafarge Argélia continua a investir em novos equipamentos de produção, garantindo assim o bom funcionamento das suas fábricas. Essas aquisições também incluem motores elétricos WEG de média tensão que foram projetados com a expertise WEG no segmento de cimento, sendo fornecidos motores entre 900 kW a mais de 6 MW, que foram instalados nas áreas mais importantes e cruciais das fábricas de cimento.

Os motores WEG da linha M Mining foram especialmente desenvolvidos com características eletromecânicas que proporcionam durabilidade, resistência e robustez para os ambientes severos das cimenteiras. Além disso, os motores M Mining são perfeitamente adequados para acionar equipamentos que requerem alto torque de partida, como retíficas ou britadores.

 

Ocellott entrega para a Imbel o primeiro lote de Displays Táticos de C2 para equipar os Obuseiros M109 A5b


*LRCA Defense Consulting - 04/07/2023

Entre os dias 19 e 23 de junho, a diretoria da Ocellott - uma Empresa Estratégica de Defesa - recebeu, na unidade de Santa Rita do Sapucaí (MG), a visita de representantes do setor de engenharia da Indústria de Material Bélico – IMBEL/FMCE, Major Luiz Renault e Engenheira Paola Delfino. A finalidade da visita foi a cerimônia de entrega do primeiro lote de Displays Táticos de Comando e Controle (C2), que serão utilizados para equipar os Obuseiros M109 A5b, no bojo do programa Gênesis desenvolvido pela IMBEL e empregado pela Artilharia como um Sistema de Controle e Direção de Apoio de Fogo.

Após grande empenho da Equipe da Ocellott, houve a finalização, em tempo recorde e com entrega antes do prazo estimado, de 38 unidades do Display Tático de Comando e Controle para IMBEL que, a partir de agora, estarão disponíveis para utilização pelo Exército Brasileiro.

A entrega é a primeira remessa de manufatura para o mercado de defesa produzida 100% em Santa Rita do Sapucaí, após a mudança de planta que ocorreu em março. Aproveitando o ensejo da cerimônia, o Major Renault enalteceu a parceria entre a Ocellott e a IMBEL, e salientou a importância da colaboração entre as duas empresas para o desenvolvimento e fabricação de produtos a serviço da defesa do Brasil.

Display Tático de Comando e Controle
O Display Tático de C2 é um computador/tablet militarizado que é capaz de rodar programas que as Forças Armadas utilizam, sendo essencial nas missões em campo.

Compondo o sistema do Módulo Computador Tático (MCT-2000), o Display Tático de Comando e Controle possibilita a interface com o usuário por meio de teclado e monitor touch screen, sem a necessidade de conexão de periféricos por HDMI e USB, facilitando a operação em campo.

Integrado ao Módulo Computador Veicular (MCV-2000) - um computador multi-propósito robustecido, pode ser empregado para executar aplicações de Comando e Controle, Gerenciamento de Campo de Batalha ou aplicações customizadas de acordo com as necessidades do usuário.


Sistema Gênesis GEN-3004

O Sistema Gênesis é um sistema computadorizado de direção e coordenação de tiro Nível Brigada desenvolvido pela IMBEL, que objetiva substituir os métodos tradicionais, de forma a atender às necessidades de Apoio de Fogo das Armas de Infantaria, Cavalaria e Artilharia.

Dotado de equipamentos apropriados para o emprego em campanha, o sistema possibilita maior precisão e um expressivo ganho de velocidade no processamento das missões de tiro, permitindo que o comandante intervenha no combate pelo fogo no momento oportuno e com munições e volumes adequados.

O Sistema Gênesis torna o Apoio de Fogo contínuo e preciso, realizando a centralização de todas as unidades de tiro que estão sob seu controle operacional. Além disso, é flexível e modular, permitindo a redistribuição de seus módulos em função das necessidades táticas.

Inteiramente em português e contando com interfaces intuitivas, o Sistema Gênesis também é uma valiosa ferramenta de adestramento e instrução, seja no terreno ou em sala de aula.

Ocellott
A Ocellott (antiga LACE) é uma empresa brasileira de engenharia eletroeletrônica especializada no desenvolvimento e fabricação de sistemas para os mercados Aeroespacial, Defesa e T&M (Testes e Medições). Com enorme know-how em EMI/EMC, a Ocellott possui as ferramentas e conhecimentos necessários para apoiar no processo de desenvolvimento dos produtos e sistemas de seus clientes com o mais alto grau de qualidade.

A Ocellott possui três unidades: Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), Vale da Eletrônica Brasileiro (Santa Rita do Sapucaí – MG) e John Mica Engineering & Aerospace Innovation Complex (MicaPlex) em Orlando, nos Estados Unidos.

03 julho, 2023

Taurus e CBTP firmam patrocínio aos atletas brasileiros no Campeonato Mundial de Shotgun – Tailândia 2023


*LRCA Defense Consulting - 03/07/2023

A Confederação Brasileira de Tiro Prático (CBTP) esteve presente nesta quarta-feira, 28 de junho, na fábrica da Taurus Armas em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. O motivo principal da visita foi o diálogo para apoio, por meio de patrocínio da empresa, aos atletas que representarão o Brasil no Campeonato Mundial de Shotgun, na Tailândia, em novembro deste ano.

Participaram da reunião o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, o presidente da CBTP, Hwaskar Fagundes, o representante da Federação Gaúcha de Tiro Prático, Christian Algayer Ghiggi, e o atleta patrocinado pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) Roberto Maurina “Matajunta”, representando os atletas confederados. Na pauta, a importância do patrocínio para ajudar nas despesas dos competidores.

Durante o encontro, a Taurus, grande incentivadora do esporte do tiro, definiu que irá disponibilizar pistolas Taurus modelo TS9 para a CBTP monetizar, como patrocínio em benefícios aos atletas. Destas armas, parte serão destinadas para custear as despesas no Campeonato Mundial de Shotgun e parte para prover as despesas da confraternização da etapa final do Campeonato Brasileiro CBTP Taurus/CBC de Handgun e CCP 2023, que será realizada em Brasília (DF).

Além disso, a Taurus disponibilizará algumas armas para a premiação dos competidores brasileiros que subirem ao pódio no Campeonato Mundial de Shotgun.

O objetivo da Taurus é impulsionar os atletas rumo ao pódio internacional e colaborar com o trabalho da CBTP em prol do Tiro Prático Brasileiro.

Apoio ao Esporte
A Taurus, maior vendedora de armas leves do mundo, investe constantemente em apoio ao esporte do tiro, por meio de um importante programa de patrocínios que visa contribuir com entidades e atletas para que possam atingir seu potencial máximo.

O Team TAURUS conta com 14 atletas em diversas modalidades e categorias, de competidores consagrados a jovens talentos, com expressivos resultados em seus currículos e vagas garantidas em competições internacionais.

Além disso, a Taurus oferece ao mercado um completo portfólio de produtos inovadores, de alto desempenho e qualidade, apoia a Confederação Brasileira de Tiro Prático (CBTP), assim como outras entidades organizadoras (Confederações, Federações e Ligas), e atletas em diversos campeonatos da temporada 2023.

ABIMDE dá início a ciclo de workshops mensais

*ABIMDE - 03/07/2023

Informação gera transformação, que gera conhecimento. Nos tempos em que a informação é instantânea, se destaca aquele que estiver antenado com o que há de mais novo em sua área de atuação. Pensando nisso, a partir deste mês, a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) realizará workshops mensais para trazer a oportunidade de aprendizado e aprofundamento de conhecimentos.

Os eventos trarão palestrantes ilustres, profissionais experientes e com muita bagagem para compartilhar. A ABIMDE cumpre seu papel de serviço à sociedade e, também, atende o seu principal cliente: a base industrial de defesa e segurança (BIDS). O evento que inaugurou esta programação foi realizado no dia 28 de junho, na sede da ABIMDE, em São Paulo, tendo sido, também, transmitido on line.

Na abertura, o diretor-executivo da ABIMDE, Coronel Armando Lemos, anunciou mais esta ação em prol das associadas e do setor. “Para nós, como representantes da Base Industrial de Defesa e Segurança é gratificante podermos atuar como condutores de informação e facilitadores de conhecimento, ouvindo os anseios e necessidades de nosso público-alvo. Que este seja um tempo de muito aprendizado para todos”, afirmou.

O Workshop “Lei nº 14.133”, teve a apresentação irretocável da Dra. Monique R. Rocha Furtado, sócia-fundadora do escritório Rocha Furtado Advocacia. Sua experiência inclui 15 anos atuando com licitações e contratos, auxiliando empresas e, como docente, fazendo a capacitação de agentes e órgãos públicos, agentes de contratação e fiscais de contrato.

Usando linguagem acessível, explicou que a nova lei é complexa, mas que é o primeiro projeto para mudança da Lei 8666, de junho de 1993, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública. “Apesar das críticas, algumas alterações na lei foram no sentido de caminhar para a modernização da administração pública, o que é desafiador, quando pensamos em burocracia”, afirmou.

Antes de começar a falar sobre a Nova Lei, a Dra Monique fez um preâmbulo para contextualizar a mensagem do legislador, analisando como foi a lei foi pensada a partir de um panorama histórico.

Ela dividiu este período em três momentos, o primeiro da Administração Pública Patrimonialista, que tem início nos anos 1800, com a primeira estatal brasileira: o Banco do Brasil. Neste período explicou que havia total ausência de separação entre público ou privado e que a noção de interesse público não existia, nem regras ou diretrizes.

A evolução natural deste processo marca o segundo momento: o da Administração Pública Burocrática, que tem base no Decreto-Lei 200, de fevereiro de 1967, que versava sobre a organização da Administração Federal, estabelecendo diretrizes para a Reforma Administrativa.

Esta norma foi utilizada até o ano de 1993, quando foi estabelecida a Lei 8666, que se encaixa dentro da Administração Pública Burocrática, por ser extremamente rigorosa, com atenção excessiva a prazos, regras e formalismos.

“Com a Lei 14.133, já se sabe que é preciso fazer o controle para atingir o resultado que seja do interesse público. A nova legislação vem sob este viés e pega emprestado várias outras, como, por exemplo, a legislação que rege as empresas estatais, a Lei 13.303, de 2016. Esta lei dá diretrizes de como a empresa deve se comportar no mercado, programas de integridade, gestão de risco, apresentação de contas para o conselho de administração e para os acionistas”.

Segundo ela, apesar de muitas proposições da Nova Lei constarem na lei das estatais, a 14.133 será uma lei geral com vários retalhos, já que existe mais de 40 vezes a citação “de acordo com o regulamento”, o que significa que haverá um decreto novo, uma norma para explicar cada um destes tópicos.

“Entender as leis que as empresas estarão imputadas é importantíssimo, mas percebo que às vezes isso é relegado. A lei 14.133 continua sendo a legislação geral, mas continuaremos tendo diversos decretos, instruções normativas, leis estaduais, leis municipais, que vão estabelecer situações específicas para cada caso,” disse.

Importante ressaltar que esta legislação não se aplica às estatais, braço empresarial do Estado, que continuam sendo amparadas pela lei 13.303, ou seja, alguns editais serão de uma ou de outra legislação. A advogada sugeriu que “quando as empresas se depararem com editais de estatais, entrem no site da empresa e baixem o RILC - Regulamento Interno de Licitações e Contratos. Toda a empresa estatal é obrigada a ter o seu RILC porque é o que preconiza a legislação”.

Até 29 de dezembro haverá regime híbrido, ou seja, o administrador poderá escolher que legislação utilizar, depois desta data, a Lei 14.133 será obrigatória e as legislações anteriores serão revogadas. Os contratos já existentes com a administração pública, com vigência que ultrapasse 30 de dezembro, continuam valendo com as leis antigas, haverá segurança jurídica. Até 2028, existirão contratos quer se referindo às leis antigas.

Sua sugestão para as empresas foi a organização de fluxos e rotinas para gestão de contratos pela lei antiga e pela nova, para que isso não impacte na governança das empresas privadas.

Na sequência, a Dra Monique Furtado abordou as principais mudanças da nova lei e os impactos na modernização dos processos da administração pública e na relação com o fornecedor, como a virtualização dos processos licitatórios, por exemplo.

Para ter acesso à integra do conteúdo clique: apresentação Dra Monique Furtado.

Ao final, foram respondidas as perguntas dos participantes e o diretor-executivo da ABIMDE, anunciou o próximo workshop: Certificação de Produtos Controlados pelo Exército, que acontece no dia 20 de julho, presencialmente na sede da ABIMDE, ou por videoconferência. As inscrições para participação estarão abertas até o dia 18 de julho, pelo e-mail: seminarios@abimde.org.br

AEL Sistemas irá produzir e entregar 36 shipsets do caça Gripen para o Brasil e mais 60 para a Suécia


*LRCA Defense Consulting - 03/07/2023

Entre os dias 27 e 30 de junho, uma equipe da Saab, fabricante do novo caça da FAB, esteve na sede da AEL Sistemas para realizar a First Article Inspection (FAI) do Head Up Display (HUD) e do Helmet Mounted Display (HMD), dois sistemas que, juntamente com o Wide Area Display (WAD), equipam o caça Gripen.

O WAD é um único sistema de exibição multifuncional inteligente e totalmente redundante, colorido, tela grande (19 x 8 pol.) com apresentação contínua de imagens e tela sensível ao toque de última geração capacidade de controles. É a fonte primária de todas as informações de voo e missão no cockpit.

O HUD fornece informações essenciais de voo e missão para o piloto ao olhar 'heads up' para fora do cockpit.

O Targo™ - Helmet Mounted Display (HMD) é parte do cockpit e apresenta tecnologia de ponta. O produto mostra informações de navegação, orientação e mira na lente do capacete, aumentando a consciência situacional do piloto.

O evento da FAI simboliza o final da etapa de desenvolvimento e o início da produção seriada para ambos os equipamentos, que foram desenvolvidos pela AEL.

Ao final da FAI, que é uma verificação criteriosa para constatar se ambos os sistemas estão seguindo todos os requisitos definidos pela SAAB, a AEL Sistemas recebeu a aprovação oficial para o início da produção em série destes equipamentos. A previsão é entregar 36 shipsets para o Brasil e mais 60 shipsets para a Suécia.


Targo - Helmet Mounted Display (HMD)

Wide Area Display (WAD)


 

WEG e AFINIA desenvolvem 18 projetos na Colômbia

 


*LRCA Defense Consulting - 03/07/2023

Em outubro de 2020, o governo da Colômbia formalizou uma importante mudança na gestão do sistema de energia elétrica da Costa Caribe e nesse contexto a empresa EPM empresa públicas de Medellín criou a empresa AFINIA, agora responsável pelos serviços de transmissão e distribuição de energia para mais de 6 milhões de habitantes caribenhos representando cerca de 15% da matriz energética de todo o país.

A WEG, em parceria com a AFINIA, forneceu soluções que levam eletricidade à população da Costa Caribe entregando mais confiabilidade com qualidade e desenvolvendo soluções para o mundo mais eficiente e sustentável.

Desde então, foram desenvolvidas soluções para 18 projetos de ampliação e reposição de transformadores, realizados de forma simultânea com a gestão do Centro de Negócios de Subestações da WEG Colômbia.

K2 Airways introduzirá os E-Jets da Embraer na aviação comercial do Paquistão


*LRCA Defense Consulting - 03/07/2023

A K2 Airways (Pvt.) Ltd., mais nova companhia aérea do Paquistão, está nos estágios finais de seu lançamento. Será a primeira companhia aérea privada do Paquistão a introduzir os E-Jets da Embraer na aviação comercial do país. A divulgação foi realizada pela Startup Paquistan.

A companhia aérea, cujo plano de negócios havia sido pausado em 2018 e foi reativado em 2023,  planeja atender destinos domésticos específicos com duas aeronaves Embraer E-190 este ano. O objetivo é ligar aeroportos subutilizados e menores do Paquistão com Karachi, Islamabad e Lahore, para tornar as viagens convenientes para os viajantes paquistaneses. Isso reduzirá a diferença, pois a companhia aérea oferecerá flexibilidade aos viajantes na escolha do aeroporto certo dentro da área de abrangência.

A companhia aérea pode operar como uma transportadora alimentadora para as companhias aéreas domésticas existentes para complementar suas operações também.

A K2 Airways tem uma estratégia bem pensada para diversificar e remodelar a experiência de viagem dos passageiros por meio da exposição da cabine dos E-Jets da Embraer, que é baseada em assentos de 2+2 fileiras, com espaço confortável para as pernas.

A empresa é apoiada por empresários e profissionais paquistaneses bem-sucedidos baseados nos Emirados Árabes Unidos com uma paixão surpreendente pela aviação, que acreditam na utilização de ferramentas de automação modernas e na reunião de profissionais jovens e dinâmicos na equipe para criar uma entidade de aviação forte, tecnologicamente apta e habilitada digitalmente no Paquistão.

02 julho, 2023

1ª Abcarbon Conference: Taurus reafirma pauta ESG e estuda mercado de créditos de carbono

A Taurus é pioneira na área de segurança e defesa no mundo em adotar a pauta ESG e a divulgar um Relatório de Sustentabilidade, visando trazer impactos positivos para a sociedade, para o meio ambiente e para os negócios.


*LRCA Defense Consulting - 02/07/2023

A Taurus, Empresa Estratégia de Defesa, participou da primeira edição da Abcarbon Conference, evento exclusivo dedicado à sustentabilidade e ao mercado de créditos de carbono realizado em 1º de julho de 2023, no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa de Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

A conferência reuniu especialistas, profissionais de diferentes áreas, representantes de empresas, do governo e produtores rurais para compartilhar experiências, conectar conhecimentos e dialogar sobre boas práticas de ESG (sigla em inglês para “ambiental, social e governança corporativa”).

Com uma programação diversificada, o evento contou com palestras de especialistas renomados e painéis sobre diversos temas, entre eles sustentabilidade e preservação ambiental no dia a dia, mitigação das mudanças climáticas, mobilidade urbana, energia renovável, legislação, o mercado de crédito de carbono, o Pacto Global para a redução de emissões de carbono e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU) dentro da Agenda 2030 assinada por governos em todo o mundo.

“A 1ª Abcarbon Conference é um importante encontro entre empresas, governo e entidades comprometidas com a sustentabilidade, que estão em busca de fazer a diferença. Um marco no que se refere a impulsionar a adoção de práticas sustentáveis. Por isso, a Taurus não poderia deixar de participar, já que somos a primeira Empresa Estratégica de Defesa ESG e estamos muito focados nessa área, realizando ações concretas de comprometimento socioambiental. A pauta ESG traz impactos positivos para a sociedade, para o ambiente e para os negócios. Queremos crescer de forma a proporcionar melhoria na qualidade de vida das pessoas e com as melhores práticas de governança para ter um ambiente de negócio saudável, com ações sustentáveis para o futuro do planeta e das próximas gerações”, afirma o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.

Ao participar do evento, a Taurus reafirma e fortalece sua pauta ESG, bem como colhe subsídios para, eventualmente, participar do mercado de créditos de carbono, um dos temas que estão em estudo e que poderão fazer parte do seu 2º Relatório de Sustentabilidade.

A indústria de defesa tem papel essencial, tanto em relação à segurança, como na economia e no desenvolvimento de novas tecnologias, temas extremamente relevantes quando se trata dos pilares ESG.

A Taurus é pioneira na área de segurança e defesa no mundo em adotar a pauta ESG e a divulgar um Relatório de Sustentabilidade, visando trazer impactos positivos para a sociedade, para o meio ambiente e para os negócios.

A empresa criou em 2022 um setor específico voltado ao assunto, formado por uma equipe de trabalho multidisciplinar que atua no mapeamento de oportunidades e melhorias, bem como um Comitê ESG, constituído pela diretoria executiva e gestores de áreas estratégicas.

A Taurus, porém, já vinha adotando uma postura ESG em diversas ações, como as realizadas durante a pandemia da Covid-19, em que passou a produzir as face-shields (escudo facial para proteger contra o contágio pelo coronavírus), em parceria com o Exército Brasileiro, e realizou a distribuição para todo o Brasil. Também foi responsável por duplicar a capacidade de UTIs na cidade de São Leopoldo (RS) com respiradores e bombas de infusão. E segue com investimentos em ações voltadas para o bem-estar da comunidade, como a Unidade Básica de Saúde (UBS) que será construída em área próxima à sede da Companhia, na cidade de São Leopoldo.

Em prestigiado evento ocorrido no dia 02 de maio, a Taurus Armas S.A. apresentou o seu 1º Relatório de Sustentabilidade e promoveu um painel abordando o tema ESG

Além disso, a Taurus está comprometida na capacitação e desenvolvimento contínuo das pessoas, com o intuito de contribuir efetivamente para o crescimento pessoal e profissional de seus colaboradores, e em ter um papel ativo no desenvolvimento e uso de tecnologia, construindo um ambiente de colaboração entre a equipe, a empresa e a sociedade. Assim, tem como pilares para a consolidação do conceito ESG: o desenvolvimento de pessoas; investimento em tecnologia e inovação; e ambiente colaborativo.

Neste contexto, conta com o Programa Taurus de Educação Continuada, que inclui uma plataforma de treinamento para qualificação profissional de toda sua operação, além de incentivos aos colaboradores para se qualificarem nos cursos de graduação, mestrado e doutorado em renomadas instituições de ensino.

A empresa também promove a inclusão de pessoas com deficiência no ambiente de trabalho, por meio do projeto Taurus do Bem, possibilitando o desenvolvimento pessoal e profissional por meio de capacitações técnicas. A primeira turma se formou em dezembro de 2022, com 11 alunos, e três deles efetivados pela empresa. Além disso, promove cursos em Libras com mais de 60 colaboradores, como forma melhorar a comunicação com pessoas surdas.

Fator chave na estratégia da Taurus, a Companhia se dedica fortemente à pesquisa & desenvolvimento, reforçando a diferenciação de seus processos de produção e de seus produtos a partir do uso de tecnologia, novos materiais e da crescente eficiência industrial, fornecendo produtos e serviços alinhados às práticas ESG.

Os projetos na área de tecnologia e inovação são fomentados pelo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil Estados Unidos (CITE) da Taurus, que conta com mais de 200 engenheiros voltados à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos, que visam também a redução de emissões de gases poluentes, o consumo de energia elétrica, água, entre outros.

Em relação à sustentabilidade e mitigação dos impactos ambientais, a Taurus realiza o mapeamento e projeto para redução de impacto da emissão de gases de efeito estufa; tratamento de efluentes; aplica a logística reversa em grande parte de suas embalagens de produtos químicos; monitora e faz a gestão de resíduos para melhor aproveitamento e destinação, tanto para reuso interno, quanto para a reciclagem, coprocessamento, rerrefino e compostagem, o que representou, em 2022, 94,76% de desvio de aterros na destinação de seus resíduos.

Patricia Schacker dos Anjos e Marielen Cozer Ribas, da área de ESG da Taurus

Atualmente, a Taurus conta com dois protocolos globais utilizados para mensurar as práticas ESG, o Global Reporting Initiative (GRI) e o Conselho de Padrões Contábeis de Sustentabilidade (SASB).

“Nosso objetivo é garantir que os planejamentos e projetos da Taurus em ESG estejam alinhados com as melhores práticas de mercado. Para isso, é essencial este engajamento com o setor público e com outras empresas, para adquirirmos e compartilharmos conhecimento e unirmos às nossas ações na empresa”, diz Patricia Schacker dos Anjos, coordenadora de ESG da Taurus, que esteve presente na 1ª Abcarbon Conference junto com a analista de ESG da Taurus, Marielen Cozer Ribas.

Créditos de carbono
Nos últimos anos, o tema do meio ambiente tem sido cada vez mais discutido em todo o mundo. A conscientização sobre a importância de preservar o planeta e a necessidade de mudanças drásticas no modo de vida das pessoas e das empresas tem sido um dos principais motivos de preocupação. É neste contexto que surge o crédito de carbono, uma iniciativa que busca combater as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e incentivar ações mais sustentáveis. Diante das mudanças climáticas que impactam todo o planeta, essa é uma das estratégias – assim como o ESG –, que o mercado encontrou para contribuir para um desenvolvimento mais sustentável.

O conceito surgiu em 1997, quando cerca de 180 países assinaram o Protocolo de Quioto. O acordo exigia que os países reduzissem suas emissões de gases de efeito estufa entre 2008 e 2012 para 5% abaixo dos níveis de 1990, a fim de reduzir as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.

Em 2005, o Acordo de Paris, assinado por 195 países, reforçou a necessidade de redução das emissões de GEE e a criação de um mercado internacional de compensação por meio de crédito de carbono. Entretanto, a regulamentação do comércio só aconteceu em 2021, durante as negociações da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26).

O Crédito de Carbono funciona a partir do registro das emissões de gases de efeito estufa por uma empresa ou organização. A partir daí, é possível medir quanto de dióxido de carbono (CO2) está sendo liberado na atmosfera. O próximo passo é implementar medidas concretas para a redução dessas emissões, tais como o uso de fontes renováveis de energia, a implementação de tecnologias mais eficientes, entre outros. Quando essas medidas são implementadas e as emissões são efetivamente reduzidas, a empresa pode receber créditos de carbono, que representam as toneladas de CO2 poupadas. Como os GEEs se misturam globalmente na atmosfera, não importa onde exatamente eles são reduzidos.

No Brasil, cresce a expectativa de que o Congresso Nacional aprove, ainda em 2023, o Projeto de Lei 528/21, que institui o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), regulamentando a compra e venda de créditos de carbono no País. A criação desse Mercado está prevista na lei que instituiu a Política Nacional de Mudança do Clima (Lei 12.187/09), e é uma recomendação do Protocolo de Kyoto, que visa a diminuição dos GEE.

De acordo com o PL, crédito de carbono é um certificado que atesta e reconhece a redução de GEE, responsável pelo aquecimento global. Pela proposta, um crédito de carbono equivale a uma tonelada desses gases que deixam de ser lançados na atmosfera, criando efetivamente um mercado de ‘cap-and-trade’, ou seja, quem emite mais que o permitido precisa ir ao mercado comprar créditos de quem emitiu menos do que poderia.

Os créditos de carbono estarão atrelados a projetos de redução ou remoção de GEE da atmosfera, como um projeto de reflorestamento, por exemplo. Essa redução será quantificada (em toneladas de gases) e convertida em títulos, conforme regras previstas na proposta. Os títulos gerados serão negociados com governos, empresas ou pessoas físicas que têm metas obrigatórias de redução de emissão de GEE, definidas por leis ou tratados internacionais.

O Projeto de Lei 528/21 foi apensado aos Projetos de Lei 290/20 e 2148/15. O PL 290/20 impõe às usinas termelétricas metas de redução ou de compensação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e assegura a empreendimentos que produzem energia a partir de fontes renováveis – solar, eólica, geotérmica, energia dos oceanos e da biomassa de origem certificada – direito a títulos que representem créditos de carbono, as chamadas Reduções Certificadas de Emissão (RCE). Já o PL 2148/15 prevê a redução da alíquotas de tributos (IPI, PIS/Pasep e Cofins) sobre a receita de venda dos produtos elaborados com redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE).

Em maio de 2022, o governo federal tentou implementar o mercado de carbono no Brasil por meio do Decreto 11.075/22, estabelecendo que, de forma voluntária, setores da economia apresentassem um plano de diminuição da emissão de gases de efeito estufa. No entanto, a iniciativa foi considerada insuficiente.

Negócio rentável

De acordo com um estudo da representação brasileira da Câmara de Comércio Internacional (ICC Brasil), as receitas de crédito de carbono podem gerar US$ 100 bilhões ao Brasil até 2030. Na próxima década, o País tem potencial para suprir até 37,5% da demanda global do mercado voluntário de créditos de carbono e até 22% da demanda do mercado regulado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Atualmente, o mercado europeu responde por cerca de 90% da comercialização de todo o crédito de carbono do mundo. Os principais mercados voluntários de carbono estão localizados na Índia (23,1 milhões de toneladas de CO2 equivalente), nos Estados Unidos (14,4 MtCO2e) e China (10,2 MtCO2e). O Brasil ocupa apenas a sétima posição, com 4,6 mtCO2e.

“O Brasil pode se tornar o maior vendedor de créditos de carbono do mundo, com diferenciação em relação aos outros países pelo custo dos projetos, qualidade dos créditos com impacto social positivo e a multiplicidade de fontes de geração dos créditos”, esclarece Rafael Guazelli, advogado especialista em Direito Ambiental e Agronegócio.

Como lucrar com a comercialização
Empresas que investem em produções sustentáveis e que conseguem reduzir as suas emissões de gases do efeito estufa, como a Taurus, por exemplo, podem ser beneficiadas com o crédito em carbono. A partir de então, têm o direito de vender esses créditos, revertendo o investimento em mais desenvolvimento sustentável para a empresa, alcançando, assim, um ciclo virtuoso.

Em linhas gerais, a comercialização dos créditos de carbono ocorre de forma simples. Indivíduos ou empresas que desejam compensar as próprias emissões de gases de efeito estufa podem comprar esses créditos por meio de um intermediário ou daqueles que capturam diretamente o carbono. A plataforma Carbonplace, por exemplo, é um marketplace global de compra e venda de créditos pelos principais bancos internacionais. Todo processo é certificado por entidades independentes ou vinculadas à ONU.

As empresas podem se preparar e colocar os créditos de carbono no mercado e é possível gerar créditos de carbono a partir dos projetos de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) ou de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). No entanto, a elaboração desses projetos requer a contratação de profissionais ambientais para calcular a redução de gases de efeito estufa gerada pelas instituições. Uma consultoria especializada também pode ser necessária para ajudar na comercialização do ativo, já que ainda não há regras claras. A comercialização pode ser direta, mas muitos negociam em leilões da BM&FBOVESPA e por investidores do mercado do RCE (Redução Certificado de Emissão).

“O crédito de carbono é definido no Brasil como um ativo financeiro, ele pode ser comercializado da mesma maneira que criptomoedas, de modo que, seu valor de mercado pode dar um salto dependendo da situação. O crédito de carbono também pode ser negociado diretamente entre o comprador e o vendedor, não sendo necessária a intermediação da bolsa de valores”, informa Rafael Guazelli.

Outro ponto importante que o investimento em créditos de carbono possibilita é a melhora da imagem da empresa no mercado. Quando a marca demonstra que está investindo em formas sustentáveis de desenvolvimento, ela mostra ao consumidor a sua preocupação com a qualidade de vida e com o meio ambiente.

*NE: os tópicos sobre créditos de carbono foram compilados e adaptados de matérias de conteúdo livre existentes na Internet.

01 julho, 2023

Fortalecimento da parceria de defesa entre Índia e Filipinas poderá beneficiar a Taurus


*LRCA Defense Consulting - 01/07/2023

Em edição de 30 de junho, o jornal indiano The Economic Times divulgou que, no dia 29, a Índia e as Filipinas decidiram expandir sua parceria de defesa por meio de interação de nível oficial aprimorado entre as agências de defesa, abertura do escritório residente do Adido de Defesa em Manila e consideração da oferta da Índia para Linha de Crédito concessional para comprar equipamentos de defesa.

Isso foi decidido na quinta reunião da Comissão Conjunta de Cooperação Bilateral (JCBC) co-presidida pelo Ministro de Relações Exteriores S Jaishankar e seu homólogo filipino Enrique A. Manalo, que está em visita oficial à Índia de 27 a 30 de junho.

Defesa é pilar fundamental frente à ameaça da China

A defesa emergiu como um pilar fundamental da parceria Indo-Filipinas em meio às reivindicações territoriais da China ao longo da ALC e da região do Mar da China Meridional. Ambos os ministros do JCBC expressaram grande interesse em continuar a trabalhar juntos neste setor, inclusive por meio da interação regular ou aprimorada em nível oficial entre as agências de defesa, abertura do escritório do Adido de Defesa residente em Manila, consideração da oferta da Índia para Linha de Crédito concessional para atender aos requisitos de defesa das Filipinas, aquisição de recursos navais e expansão do treinamento e exercícios conjuntos sobre segurança marítima e resposta a desastres, entre outros, informou um oficial.

Recorde-se que as Filipinas são o primeiro destino da exportação dos mísseis indo-russos Brahmos. Além disso, outros países do Sudeste Asiático que demonstraram interesse no sistema de mísseis supersônicos BrahMos incluem Tailândia, Vietnã e Indonésia.

Em Jan 22, as Filipinas realizaram a aquisição de três baterias de mísseis de cruzeiro supersônicos antinavio Brahmos baseados em terra, na primeira e histórica exportação indiana desses mísseis.

Reconhecendo a crescente importância do setor marítimo para ambos os países, ambos os Ministros saudaram o Diálogo Marítimo bilateral e o aumento da cooperação em hidrografia. Ambos os ministros enfatizaram a utilidade da conscientização do domínio marítimo e, nesse contexto, pediram a operacionalização antecipada do Procedimento Operacional Padrão (SOP) para o Acordo de Transporte Branco entre a Marinha Indiana (IN) e a Guarda Costeira das Filipinas (PCG). Os dois lados assinarão o MoU sobre Cooperação Marítima Aprimorada entre a Guarda Costeira Indiana (ICG) e a Guarda Costeira das Filipinas (PCG).

Também foi decidido fazer negociações antecipadas para um Tratado bilateral de Assistência Jurídica Mútua em Matéria Penal e um Tratado sobre Transferência de Pessoas Condenadas. Foi acordado que a primeira rodada de negociações seria realizada nas Filipinas em agosto de 2023.

Reconhecendo o Terrorismo e os Crimes Transnacionais como ameaças comuns à segurança, os dois Ministros também determinaram que o 2º Grupo de Trabalho Conjunto (JWG) sobre Contraterrorismo se reúna nas Filipinas em 2023 e discuta a criação de um Memorando de Entendimento sobre Cooperação na Prevenção e Combate ao Terrorismo e Crime Transnacional.

O ritmo crescente do comércio bilateral, que pela primeira vez ultrapassou o patamar de US$ 3 bilhões em 2022-23, também foi discutido pelos dois ministros. Foi acordado iniciar negociações sobre um Acordo Comercial Preferencial bilateral. Nos últimos três anos, foram realizadas cerca de trinta reuniões business-to-business em diferentes setores.

Índia e mercado asiático são os novos focos primordiais para a Taurus Armas

O fortalecimento da parceria entre Índia e Filipinas na área de Defesa tende a se refletir de forma muito positiva na multinacional brasileira Taurus Armas S.A., haja vista que a empresa já tem forte presença em ambos países.

Em 2020, a multinacional brasileira firmou uma joint venture com o poderoso conglomerado indiano Jindal Group para produzir armas leves na Índia. A fábrica, que deverá entrar em operação em breve, já está participando de vultuosas licitações para fornecer armas às enormes forças armadas, policiais e paramilitares desse país, bem como a seu inexplorado e gigantesco mercado civil.

Em 2021, o fuzil Taurus T4 5.56mm foi o escolhido para dotar o Exército das Filipinas após ter vencido duas históricas licitações internacionais onde concorreu com armas fabricadas pelas grandes empresas mundiais do setor.

A Polícia Nacional das Filipinas, uma das organizações policiais mais exigentes do mundo, adotou a pistola Taurus TS9 como arma curta padrão, já tendo adquirido cerca de 30 mil unidades.

O fornecimento de fuzis e pistolas para o exército e polícia das Filipinas e a joint venture com o Jindal Group estabelecem um cenário promissor para a Taurus Armas, pois credenciam a empresa junto ao imenso mercado asiático onde, em um futuro próximo, a Taurus tem possibilidades de novos e significativos negócios na Indonésia, na Tailândia, na Malásia, em Bangladesh, no Nepal e no Vietnan, além de na própria República da Filipinas. 

Dentro deste aspecto, é relevante notar a relativa proximidade geográfica existente entre tais países e a Índia, bem como a localização geopolítica de todos em relação à ameaça chinesa e à zona de influência indiana.

Proximidade e contexto geopolítico entre os países, com respectivas populações

Taurus ainda mais focada na exportação
A Taurus está levando a cabo uma grande ampliação na unidade de São Leopoldo (RS). Além de aumentar a produção normal de armas, principalmente para a exportação, a iniciativa visa, na prática, tornar a empresa ainda mais independente das eventuais mudanças nas normas legais brasileiras, haja vista que seu planejamento estratégico prevê que ali seja estabelecido um grande hub de produção de peças e componentes (kits), que serão enviados às unidades fabris dos EUA e da Índia, onde serão utilizados para a montagem das armas que receberão o Made in USA ou Made in India, conforme o caso.

Prevendo uma grande expansão para seus negócios na Ásia, a área fabril da JV na Índia é muito maior do que a fábrica construída, possibilitando qualquer ampliação que venha a ser necessária.

Frente a tais fatos, a joint venture JHind Taurus India Defence Systems Private Ltd. tem um gigantesco mercado potencial, civil e militar, sem parâmetros no mundo capitalista, que poderá mudar completamente a perspectiva da Taurus Armas quando começar a operar.
 

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