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A GCM (Guarda Civil Municipal) de Várzea Paulista conta agora com 42 novas armas (Taurus) 9 mm, entregues oficialmente nesta quarta-feira (8), em sua sede. Os armamentos darão condições de trabalho aos mais de 40 guardas prestes a serem convocados via concurso público, o que, em breve, reforçará o trabalho da corporação como um todo, assim que os novos profissionais estiverem nas ruas.
Os equipamentos foram adquiridos por meio de uma verba municipal e emendas impositivas de quatro vereadores (indicações de investimentos municipais feitas pelos parlamentares, no ano anterior): Adrianin, Nunes (atualmente suplente, mas que, quando foram feitas as emendas, estava em atividade no lugar do vereador Alex Godoi, que também é guarda municipal e participou da entrega), Valdecir e Hulk.
O gestor municipal de Segurança Pública, Leandro Basson, destacou a queda dos índices de criminalidade na cidade, graças aos investimentos feitos nos últimos anos, que resultam em um conjunto de ações de segurança desempenhadas pela corporação varzina, nos seus vários campos de atuação.
“É importantíssimo para a cidade trazer as pessoas que passaram no concurso público para atuar como guardas, mas também que sejam dadas condições para trabalhar nessa função. Então a gente vê que o professor Rodolfo investe em segurança para a cidade. Além disso, as novas viaturas adquiridas ao longo da gestão (sete), para que possam chegar aos locais necessários e os demais equipamentos. A gente tem uma Várzea Paulista segura e com profissionais preparados, com equipamentos necessários para o exercício de suas funções nas ruas”, disse o gestor.
O prefeito professor Rodolfo Braga também destacou a importância de investir na segurança pública e recordou inclusive as 50 armas compradas anteriormente, também durante a atual gestão municipal, para equipar os atuais guardas municipais.
Investimento A Prefeitura utilizou R$ 162 mil do tesouro municipal para adquirir 30 das novas armas; as outras 12 foram adquiridas com os recursos das emendas impositivas somados, que totalizaram R$ 64.900,00.
Também participaram da entrega oficial o comandante da GCM, Dejair Pellini, o gestor executivo municipal de Segurança Pública, Dr. Ricardo Rodrigues, o subcomandante da corporação, Eder Ferreira, e outras autoridades municipais.
Os Guardas Civis Municipais de Santana de Parnaíba usarão fuzis para garantir a segurança no município. O prefeito Marcos Tonho já entregou os armamentos para os agentes.
Os fuzis 556 possuem garantia de boa precisão a uma distância de até 900 metros e um alto poder de repressão a crimes de maior potencial ofensivo, fazendo parte do arsenal de guerra dos principais exércitos. Segundo a Comunicação da prefeitura, até pouco tempo esse armamento era de uso exclusivo das forças armadas no Basil.
A aquisição do armamento faz parte da política pública adotada nos últimos anos com investimentos como a renovação constante da frota de viaturas, novos fardamentos, a compra de 410 pistolas Taurus TS9, calibre 9 mm, e Carabinas CTT40, entre outras ações.
Hoje, a cidade é referência em segurança pública sendo considerada a mais segura da região metropolitana de São Paulo por sete anos e mantendo o posto de segunda mais segura do país entre as cidades com mais de 100 mil habitantes.
O prefeito Marcos Tonho, durante a entrega dos armamentos, falou sobre como a cidade e os guardas estão equipados para combater a criminalidade. “Santana de Parnaíba sai na frente mais uma vez. Somos a única guarda do estado de São Paulo e do Brasil portando Fuzis 5,56mm. Nossa cidade está extremamente preparada para atuar tanto de forma preventiva ou repressiva se necessário”, ressaltou.
A Guarda Civil Municipal de Botucatu (SP) continua recebendo investimentos do poder público municipal para atuar nas demandas da cidade. Agora, os guardas botucatuense terão à disposição duas carabinas calibre .40. Além do armamento, modelo CTT da Taurus, foram adquiridas 2 mil munições.
Os grupamentos da GCM já estão em treinamento nesta terça-feira, 27, visando adaptação ao novo equipamento.
No ano passado, a Guarda Civil Municipal adquiriu 10 novas pistolas semiautomáticas Taurus, para a utilização nas operações desempenhadas na Cidade.
“Guardas capacitados e com equipamentos de ponta garantem mais segurança
e melhor preparo no atendimento das ocorrências. Investimento
importante e que vai refletir diretamente no dia a dia da população
botucatuense”, afirma Marcelo Emílio de Oliveira, Secretário Municipal
de Segurança.
Atualmente, a Guarda Municipal de Botucatu conta com efetivo de 72 profissionais, sendo 61 homens e 11 mulheres.
O serviço prestado pela Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV) agora conta com uma nova ferramenta para continuar contribuindo com a segurança da capital. O Cerco Móvel, lançado na tarde desta terça-feira (6), na Prefeitura de Vitória, passa a fazer parte das operações.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (Semsu) vai disponibilizar uma ferramenta que faz a leitura de placas de veículos, checando irregularidades e emitindo alerta para que os agentes de rua realizem a abordagem para averiguação.
"Atualmente, o dispositivo foca na questão do furto e do roubo de veículos, identificando as placas com restrição. Contudo, em breve, queremos identificar, também, veículos com documentos irregulares, sem licenciamento, sem pagamento de IPVA, o que vai contribuir para evitar que isso atrapalhe a arrecadação do município", afirmou o secretário municipal de Segurança Urbana, Ícaro Ruginski.
"Estamos desde o dia 9 de junho sem crime violento na cidade. É mérito da união das forças de segurança, é um dado de cidade europeia. A Guarda Municipal deu um salto de qualidade e, hoje, apresenta índices. Queremos colocar a Guarda a dispor de vocês, das instituições de segurança. Sozinhos não chegaremos a lugar nenhum", disse o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini.
Queda nos números Em comparação com o primeiro semestre de 2020, a GCMV registrou um aumento de 66,7% no número de veículos recuperados este ano. Foram 80 veículos em 2021, contra 48 de janeiro a junho do ano passado.
Na agenda, estiveram presentes membros das polícias Civil e Militar, da Polícia Rodoviária Federal, vereadores e representantes de entidades ligadas ao transporte por aplicativo.
Armamento No lançamento do Cerco Móvel, também foi entregue novo armamento não letal para a GCMV. São 60 armas de choque Spark fabricadas pela Condor Tecnologias Não Letais, que estarão disponíveis para o trabalho de rua.
A Spark é um dispositivo elétrico incapacitante que emite pulsos elétricos à distância, a partir de dois dardos disparados, conectados ao suspeito por meio de fios. A Spark atua sobre o sistema neuromuscular causando fortes contrações musculares, permitindo a incapacitação temporária do suspeito pelo Agente da Lei.
Arma de choque Spark
Investimento Desde o início da gestão, os agentes de Proteção Comunitária da Guarda Municipal foram equipados com novo armamento - pistolas Taurus Hammer TH.40 e espingardas CBC Pump Military calibre 12 - e instrumentos não letais (espargidores de pimenta) fabricados pela Condor Tecnologias Não Letais. Para os agentes de Trânsito, foram adquiridos etilômetros.
Pistola Taurus Hammer TH40
Espingarda CBC Pump Military
A logística das equipes de rua foi reajustada com a definição dos pontos base e ações prioritárias elencadas de acordo com as demandas.
Seis carros para atividades administrativas da Guarda foram adquiridos com recursos obtidos pelo senador Marcos do Val.
A Ronda Ostensiva Municipal (Romu) foi oficializada e está em processo de formação, com turma prevista para se formar na segunda quinzena de julho. Ela vai atuar em situações de conflito e em locais de maiores riscos, o que vai contribuir para reduzir cada vez mais os índices de violência na capital.
Dois cães da raça pastor-belga-malinois, que também vão participar das ações da Romu, foram adquiridos por doação da Polícia Militar do Rio de Janeiro e estão em fase de treinamento para faro de entorpecentes em operações.
No dia 02 de julho, um dia após completar 25 anos de excelentes serviços prestados à cidade de Rio Claro (SP), a Guarda Civil Municipal (GCMRC) recebeu um reforço de 11 pistolas Taurus Striker TS9 em seu arsenal de combate à criminalidade, que foram entregues por seu comandante.
Durante a semana, os GCMs passaram por treinamentos práticos e teóricos e, no dia 05 de junho, efetuaram os exames exigidos pela Polícia Federal, aplicados por instrutores credenciados.
Sobre a GCMRC Em 1996, a Guarda Municipal de Rio Claro passou a ser denominada Guarda Civil Municipal de Rio Claro através da Lei nº 3650, de 31 de março de 2006. É uma corporação civil pública vinculada à Secretaria de Segurança e Defesa Civil. Destina-se a prestar auxílio e proteção ao público, aos bens, instalações e serviços, dentro de sua jurisdição, atuando naquilo que for do peculiar interesse do Município, podendo atuar, também, como força coadjutora dos órgãos responsáveis pela segurança pública.
A Guarda Municipal tem caráter, principalmente, preventivo, por ser uma instituição permanente e regular, uniformizada, armada, equipada, organizada com base na hierarquia e na disciplina. É subordinada diretamente ao Prefeito Municipal, dentro dos limites da lei.
Dentro da política de segurança do município, a Guarda Civil Municipal conta com profissionais habilitados a compreender a complexidade dos problemas na área de segurança e comprometidos em solucioná-los. Sua ações obedecem as orientações da Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Ministério da Justiça, assim como o recrutamento e o treinamento dos profissionais.
A cidade de Santa Luzia (MG), que ficou em 1º lugar com maior redução de
crimes violentos na Região Metropolitana em 2020, faz novos
investimentos em segurança
*LRCA Defense Consulting - 04/07/2021
No dia 30 de junho, a Guarda Civil Municipal de Santa Luzia (MG) completou 13 anos de sua fundação. Durante a solenidade comemorativa foi feita a entrega oficial do novo armamento para a corporação, equipamentos como coletes balísticos de proteção para 100% da tropa e etilômetro (bafômetro) para auxiliar nos trabalhos da Instituição.
O recebimento desses equipamentos era muito aguardado pelos servidores e fazia parte do plano de governo elaborado para a Secretaria de Segurança Pública. Foram entregues dois tipos de armas: duas carabinas Taurus CTT40, no calibre .40, e 30 pistolas Taurus Hammer TH9, no calibre 9mm. Agora, a Prefeitura fará um convênio com a Polícia Federal para que os guardas façam a capacitação e treinamento para que então possam utilizar o arsenal.
“Essas são ferramentas de segurança pessoal e coletiva e são muito importantes. São ferramentas que darão condições para que a equipe execute seu trabalho com excelência”, disse o comandante da Guarda, GCM Pedro Reis. “O armamento era uma proposta nossa, assim como o concurso da Guarda que já foi autorizado e as câmeras de videomonitoramento que trazem mais segurança para o município. Tudo isso reflete nos baixos índices de criminalidade e transformam Santa Luzia em uma cidade cada vez melhor para se viver”, reforçou o Prefeito Delegado Christiano Xavier.
Durante o evento, também foram homenageadas autoridades com o Troféu GCM Marlene Nazário. Além do Prefeito, recebeu o troféu o Vice-prefeito Pastor Sérgio, o Presidente da Câmara, Vereador Wander Carvalho, o Promotor de Justiça Wagner Augusto Moura e Silva, o Comandante do 35º Batalhão, Tenente-Coronel Fabiano Rocha dos Santos, entre outros. Presentes também na solenidade o Secretário de Segurança Pública, Trânsito e Transporte, Coronel Walter Anselmo, e o Comandante da Guarda Municipal, Sr. Pedro Reis.
O nome do troféu foi uma homenagem à GCM Marlene, falecida em julho de 2019, em um acidente de trânsito enquanto exercia a função.
A Prefeitura Municipal de Vacaria (RS) publicou no Diário Oficial do município a aquisição, junto à Taurus Armas S.A., de 13 pistolas e 04 carabinas no valor de R$ 99.563,62.
O armamento se destina à Guarda Municipal da cidade gaúcha, que assim poderá aumentar sua efetividade no combate à criminalidade e na proteção dos cidadãos. No próximo dia 27 de julho, a GM de Vacaria completará 28 anos de criação.
Dispositivos Não Letais
A GM é também dotada com dispositivos não letais Spark Z 2.0, produzidos pela Condor Tecnologias Não Letais. O Spark é um dispositivo elétrico incapacitante que emite pulsos elétricos que atuam sobre o sistema neuromuscular, causando desorientação, fortes contrações musculares e queda do indivíduo, permitindo a incapacitação temporária do agressor, pelo Agente da Lei. Dispõe de comandos de acionamento ambidestro e sistema de ejeção automática do cartucho. O disparo é realizado através do acionamento do gatilho de ação progressiva, que ao ser pressionado, permite que o dispositivo emita pulsos elétricos por um período de até 5 segundos.
AutoPatrol Em 2019, Vacaria foi a primeira cidade do País a possuir uma viatura da Guarda Municipal dotada com um dispositivo chamado “AutoPatrol”, que utiliza sete câmeras de monitoramento instaladas junto ao giroflex. O sistema passou a contribuir com as operações por meio do videomonitoramento em 360º, junto com a identificação automática das placas dos veículos, gerando alerta em caso de qualquer irregularidade, pois captura imagens das operações e do entorno da viatura em tempo integral. Além disso, inclui um dispositivo de rastreamento e comunicação constante com a central de monitoramento, possibilitando a localização remota e imediata da viatura.
Os Guardas Civis Municipais de Taboão da Serra já estão utilizando novo armamento. As oito carabinas Taurus CTT 40 e as sete espingardas [CBC} Calibre 12 foram compradas através de uma emenda parlamentar, enviada pela deputada federal policial Kátia Sastre. Para utilização das armas, os agentes de Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) realizaram um Treinamento de Habilitação para Uso de Armas Longas, ministrado por três guardas habilitados da própria corporação: GCM Ramon, GCM Tales e GCM Bueno.
Com a realização do curso feita pela própria GCM, a prefeitura de Taboão da Serra economizou cerca R$100 mil que serão investidos em outras ações.
O Treinamento de Habilitação para Uso de Armas Longas é obrigatório para utilização da CTT 40 e da Calibre 12 e teve duração de 40h. As aulas teóricas foram realizadas na sede da GCM Taboão, no Jd. Bom Tempo, e as práticas no estande de tiro do 2° Batalhão de Polícia do Exército, em Osasco.
Ao longo do curso os 24 guardas puderam aperfeiçoar técnicas operacionais relacionadas ao atendimento de ocorrências, formas de abordagem, além de utilização, manejo e manutenção das novas armas. No estande de tiros os GCMs puderam praticar o uso tanto da espingarda Calibre 12, quanto da carabina CTT 40, além de treinar o Método Giraldi, Treinamento Defensivo na Preservação da Vida.
Para o prefeito Aprígio a restruturação da GCM é essencial para garantir a segurança dos taboanenses. “Quando assumimos o governo encontramos diversos problemas na Prefeitura, não apenas estruturais, mas também financeiros. Por isso, a reestruturação da administração e da nossa Guarda é a principal forma de garantir a segurança dos moradores”, disse. “Os GCMs da ROMU estão treinados para a utilização das novas armas que até então estavam paradas. Aumentamos em 48% os pontos cobertos pelo sistema de monitoramento por câmeras, mas ainda há muito trabalho a ser feito”, destacou.
Já o secretário adjunto de Segurança, Tenente Dacal, destacou que a GCM Taboão está mais equipada e bem treinada. “Investimos no aperfeiçoamento dos nossos agentes para servir Taboão da Serra. É com muito orgulho que informo a população que formamos a primeira turma habilitada em usar o armamento Carabina CTT 40 e espingarda Calibre 12. Vamos reforçar o patrulhamento nas ruas, com armamentos atualizados e agentes mais treinados”, ressaltou.
Durante a entrega da nova Base da Guarda Civil Municipal (GCM) do Parque Marabá, na quinta-feira, 27/04, o prefeito Aprígio autorizou os guardas a utilizarem as novas armas. De forma simbólica, o chefe do Executivo entregou ao Sub Comandante da GCM Nivaldo Menoci uma carabina CTT 40, que foi repassada ao Inspetor Marcelo Borgatto, da ROMU. Segundo a Comandante Eliana Gonçalves, as novas armas terão um impacto maior na segurança.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na última semana, que os guardas municipais de todos os municípios brasileiros com população igual ou menor do que 50 mil habitantes poderão portar armas de fogo. Anteriormente, o porte valia apenas para localidades onde o contingente populacional fosse maior.
Com isso, o efetivo das guardas municipais de cidades da região de Sorocaba com essa população (algo em torno de 30 municípios, se considerada a jurisdição administrativa da cidade) terá esse direito. Os GCMs também estarão autorizados a portar armamento quando não estiverem em serviço, como acontece com outras forças de segurança no país.
“O Supremo estabeleceu um paralelo com os municípios que tinham porte para as guardas e os que não, e concluiu que nos últimos anos houve significativo aumento da taxa de homicídios onde as guardas não têm porte”, destacou Mauro Ribas, presidente da Comissão de Direito Militar da OAB local.
O colegiado tornou definitiva a medida cautelar deferida pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, em junho de 2018, e invalidou os trechos que autorizavam o porte de arma de fogo apenas para os guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500 mil habitantes e para os guardas municipais com mais de 50 mil e menos de 500 mil quando em serviço.
O ministro justificou seu voto dizendo que os dispositivos questionados estabeleciam uma distinção de tratamento que não se mostrava razoável, desrespeitando os princípios da igualdade e da eficiência. Além disso, segundo Ribas, a decisão também acaba por proteger os guardas quando estão de folga e também a possibilidade de eles portarem melhor armamento durante o serviço.
Consequências para a indústria nacional Ao tornou definitiva a medida cautelar de 2018, o STF resolveu o dilema de grande parte dos municípios brasileiros com menos de 50.000 habitantes, pois estes relutavam em investir em armamento e treinamento para a GCM devido ao receio de que houvesse entendimento contrário e que a municipalidade pudesse perder todo os recursos e tempo investidos.
Pacificada a questão, esses municípios tenderão a reagir rapidamente para armar e treinar a respectiva GCM, o que deverá gerar uma grande quantidade de pedidos às empresas brasileiras fabricantes de pistolas, armas táticas (fuzis semiautomáticos, carabinas e espingardas) e munições: Taurus Armas, Imbel e CBC.
A opção pela Taurus Armas Embora tenham acesso ao arsenal internacional de pistolas, carabinas e espingardas que hoje tem sua importação permitida, quase todas as cidades que possuem uma Guarda Municipal fazem a opção nacional pelo material da Taurus Armas, pois, desde 2017, esta empresa oferece armamentos que, pela qualidade e inovação que embutem, competem em igualdade de condições com a grandes empresas do setor no mercado mundial, onde têm vencido diversas licitações internacionais e conquistado importantes prêmios de qualidade. Segue-se, em ordem de interesse, armamentos com origem na CBC (espingardas) e na Imbel (pistolas, fuzis SA e carabinas).
Embora a Lei 8666/93, que disciplina as Licitações e Contratos no âmbito da Administração Pública, favoreça a empresa nacional em casos de materiais similares, quando os representantes da municipalidade pesam os custos e benefícios entre o material importado e o nacional, um dos itens que mais avulta de importância é a logística pós-venda, haja vista que não adianta adquirir um produto se a empresa vendedora não puder, com oportunidade, oferecer suporte, manutenção e assistência técnica na própria região onde as armas estarão em serviço.
Diferentemente do que acontece com as empresas que apenas exportam para o Brasil, a Taurus e a CBC investem pesadamente na qualificação dos armeiros das entidades de segurança pública e privada, bem como no treinamento técnico de sua equipe de representantes, que está capilarizada por todo o país, o que lhe permite resolver rápida e oportunamente os eventuais problemas que surjam.
Além disso, o grupo oferece ao consumidor uma ampla e ágil rede de distribuidores, pontos de venda e assistência técnica treinada em todo o território nacional, além de uma equipe de instrutores credenciados e peças de reposição rapidamente acessíveis.
Guardadas as devidas diferenças e proporções, adquirir armamento importado seria como se o município resolvesse dotar a Guarda Civil Municipal de veículos estrangeiros de grande reputação mundial, preterindo os produzidos pelas maiores empresas automobilísticas nacionais. Na hora do conserto ou da substituição de peças, não haveria lojas, mecânicos ou oficinas especializadas na cidade ou nas redondezas, tendo a administração pública que recorrer a São Paulo ou a outro grande centro onde eventualmente estejam sediados tais recursos. Certamente, esta alternativa significaria um maior tempo para resolver os problemas e um custo mais elevado para a municipalidade, redundando em perdas na questão da pronta resposta que a segurança sempre requer.
Segundo Salesio Nuhs, CEO Global da multinacional gaúcha, a decisão é muito importante para esses municípios, haja vista que eles estão focados em realmente prover a segurança de seus cidadãos, de forma prática e objetiva, oferecendo à GCM equipamentos e armamentos modernos, de custo acessível e com um eficiente pós-venda, a fim de que esse órgão possa cumprir sua missão da maneira mais eficaz possível.
"No Embu os integrantes da tropa de elite da Guarda Civil não veem a hora de abandonar as pistolas compactas que carregam nos coldres amarrados às coxas. Nos planos da cidade estão a compra de pistolas 9mm e fuzis de calibre 5.56 fabricados pela brasileira Taurus e que se enquadram nos parâmetros definidos pelos decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro."
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Grupo ostensivo da GCM, cena cada vez mais comum na Grande São Paulo (Foto: Yan Boechat)
Por Yan Boechat
Mãos na parede chapiscada, olhos para o chão, pernas abertas num quase espacate. O jovem rapaz tremia quando ouviu o som metálico da pistola 380 sendo engatilhada. Na estreita viela formada por casas que de tão grudadas parecem caoticamente geminadas, o silêncio tenso amplificou o barulho que antecipa o primeiro disparo.
“Ouviu, né? Se correr vai tomar tiro”, disse o homem, uniforme azul, colete a prova de balas e uma intimidadora boina ornada com uma caveira.
O menino, então, chorou. Pediu perdão aos guardas por ter fugido ao encontrá-los de repente nos pequenos corredores dessa comunidade de casinhas simples em Osasco, na Grande São Paulo. “Sou ajudante de pedreiro, não mexo com droga, senhor”, repetia ele, quase aos soluços. Um segundo homem aproximou-se do adolescente de 17 anos, segurou sua camisa com força na altura da nuca, e avisou. “Fica na sua pra não ficar ruim pra você”. Com a boca já quase encostada no ouvido do rapaz, lembrou de uma dessas regras que nunca se quebram: “Homem não chora”.
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Oficial da ROMU durante abordagem na Grande São Paulo (Foto: Yan Boechat)
A cena, tão comum no cotidiano de incontáveis favelas brasileiras, não foi protagonizada por policiais militares, quase sempre os responsáveis por abordar traficantes em áreas potencialmente perigosas nas grandes cidades do País. Naquela manhã ensolarada e especialmente quente do início de agosto, os responsáveis por invadir a íngreme comunidade conhecida como “inferninho” eram homens da Guarda Municipal de Osasco.
Treinados pela ROTA, a violenta tropa de elite da PM paulista, desde o início desse ano eles têm como missão atuar exatamente em regiões e em ações que até pouco tempo eram de responsabilidade exclusiva da Polícia Militar. Abandonaram as típicas rondas escolares, o patrulhamento comunitário e as guardas patrimoniais. Agora caçam bandidos e traficantes pela cidade da Grande São Paulo e passaram a adotar um estilo cada vez mais próximo de seus colegas militares.
Circulam pela cidade com escopetas calibre 12, viaturas de grande porte que se parecem com as usadas pelas tropas táticas da PM e ostentam no uniforme a tal boina adornada com uma caveira e um braçal no ombro direito no qual se lê em letras grandes a sigla ROMU: Rondas Ostensivas Municipais. “Somos a Rota da GCM, estamos na linha de frente contra o crime”, me conta um dos guardas, orgulhoso por sua nova função.
Osasco foi a última cidade da Grande São Paulo a criar uma tropa de elite para sua Guarda Civil Municipal. Segue uma tendência que vem se espalhando por todo o país de forma acelerada. Prefeituras de um crescente número de cidades em diferentes regiões vêm investindo quantias consideráveis de recursos na criação de tropas especializadas, bem armadas e com treinamento quase militar para oferecer a seus cidadãos uma alternativa ao combate à crescente criminalidade. “Esse não é um movimento exatamente novo, mas que estamos vendo se espalhar e se acentuar com bastante frequência pelo país em meio a essa onda de militarização que ganhou força nos últimos anos no País e que culminou, de certa forma, com a eleição do presidente Jair Bolsonaro”, diz a pesquisadora Juliana Martins, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
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Fardas e armamentos da ROMU são bastante parecidas com as das tropas de elite das polícias do Rio e de SP (Foto: Yan Boechat)
Hoje em praticamente todas as cidades da região metropolitana de São Paulo há uma tropa de elite nas Guardas Municipais. Elas variam no formato, no treinamento, na maneira como se comportam e até mesmo na maneira como se vestem. Mas todas tem, em comum, a ideia de que são um complemento necessário à atuação da Polícia Militar em um cenário em que a percepção é violência crescente, mesmo com os índices de homicídio atingindo os menores valores da história em São Paulo .
“Os interesses são múltiplos em fazer esse investimento”, diz Denis Viana, secretário de Segurança Pública da cidade de Embu das Artes. “Há uma necessidade efetiva de ampliar o patrulhamento na cidade, que muitas vezes fica deficitário por conta das prioridades da Polícia Militar, que costuma pensar de forma muito mais estadual do que local”, diz ele, um guarda municipal de carreira. “E há, claro, uma questão política, a prefeitura mostra de forma efetiva que está atuando no combate à violência”.
A Romu de Embu das Artes foi criada há dois anos pelo prefeito Ney Santos (PRB), político que já foi alvo de diferentes investigações e chegou a ser acusado de ter participação em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Ao contrário da maior parte das tropas de elite das GCMs da Grande São Paulo, a Romu de Embu preferiu buscar inspiração no BOPE do Rio de Janeiro e não na ROTA, a tropa que serve de espelho para a maior parte das GCMs paulistas. “Buscamos algo mais amplo, mais efetivo e que pudesse preparar nossos homens para qualquer situação”, diz Marco Viana, o comandante da Guarda de Embu. “Nossa inspiração foi o filme Tropa de Elite”.
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Tem sido corriqueiro que guardas municipais tenham executado ações parecidas com as que se vê apenas policiais militarem exercendo (Foto: Yan Boechat)
Por lá, os homens da sua própria tropa de elite abandonaram o azul tão característico das guardas municipais e adotaram o preto que caracteriza grupos táticos como o BOPE. Os guardas usam calças típicas de grupos combate, coturnos e boinas, um uniforme extremamente semelhante ao temido batalhão especial da PM fluminense. “E não é só isso não, nosso treinamento é tão pesado quanto o deles, são 15 dias intensos, em que nós fazemos de tudo para que o candidato que não tem preparo toque o sino e desista”, conta Viana.
A preparação para ter o direito de ser um Romu de Embu das Artes envolve situações extremas, como passar 48 horas sem sono e com quase nenhuma alimentação. Treinamento físico intenso e situações de tensão extrema. Na última turma, apenas 13 dos 21 candidatos que iniciaram o curso conseguiram completá-lo. “Muitas vezes eu tive vontade de tocar o sino, não é fácil, mas a recompensa de ser um Romu vale a pena, vale o sofrimento”, diz Jesus Santos, um baiano de 26 anos de Gongogi, na Bahia, que passou a integrar a tropa de elite da GCM de Embu das Artes a pouco mais de seis meses.
Santos é o responsável por carregar a escopeta calibre 12 de sua equipe formada por outros três guardas. Circula pela cidade com os olhos atentos a qualquer atividade suspeita, sempre deixando à mostra o cano da espingarda que tem a capacidade de arrancar a cabeça de um homem se disparada a curta distância. “Não estou aqui por dinheiro, não ganhamos nada a mais por isso, estou aqui por amor, por uma vocação”, conta ele, sob a anuência de seus colegas.
Os guardas de Embu levam tão à sério a lógica das tropas de elite que implantaram uma auto-punição para aqueles que cometem erros bobos, como deixar a arma em um lugar não autorizado, estar com a boina fora do lugar ou chegar atrasado. Em geral, aqueles que cometem os deslizes precisam tomar um banho frio, com farda e coturnos, e trabalhar as 12 horas de seu turno molhados. Na terça-feira, 30 de julho, três deles tiveram que enfrentar uma madrugada gelada com as roupas absolutamente molhadas.
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Um dos castigos por 'má conduta' é trabalhar um turno de 12 horas com as roupas molhadas; na imagem, policiais castigados (Foto: Yan Boechat)
Vistos até pouco tempo como atores menores no intrincado e complexo universo da segurança pública, a criação das tropas de elite das GCMs também tem servido para elevar a moral dos guardas. “Todo esse aparato, esses uniformes, essas boinas, esses braçais servem para aumentar a auto-estima desse profissional”, diz o presidente da Federação Nacional das Guardas Municipais, Clovis Roberto Pereira, que acumula o cargo de presidente do sindicato dos guardas municipais da cidade de São Paulo, onde não há uma ROMU. “São Paulo até criou algo semelhante quando o Paulo Maluf foi prefeito, mas ela foi extinta pela Luísa Erundina”, conta ele, que prefere não emitir uma opinião contumaz sobre a nova tendência que se espalha rápido pelo País.
Mas as rápidas mudanças no perfil das guardas municipais tem assustado até quem mesmo está para lá de acostumado com métodos agressivos das forças de segurança, como o ex-comandante do GATE da Polícia Militar de São Paulo, o tenente-coronel Diógenes Lucca. “Esses dias me surpreendi ao ver uma guarnição da GCM de Guarulhos fazendo tocaia, com tudo apagado, todos de preto”, conta Lucca. “Esse não é o papel da Guarda Municipal”. Lucca é um crítico contumaz das ações violentas da própria PM e vê no avanço das tropas de elite das guardas um potencial para o aumento ainda maior dos casos de violência policial. “Eu ando pessimista, o discurso que está em voga, o discurso que vem da Presidência da República causa impacto direto na tropa, que se sente mais livre para agir e fazer Justiça por conta própria”, diz ele, que participou da formação de um grupo da Romu de Embu das Artes recentemente. “Eu disse claramente que eles estão cometendo os mesmos erros da PM, repetindo o que temos de pior”.
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Entre os trabalhos que os ROMU executam, está a abordagem de suspeitos nas ruas, o que até então era trabalho apenas da PM (Foto: Yan Boechat)
Em Osasco os impactos das mudanças causadas pela criação da ROMU ainda são motivo de preocupação para a Guarda Municipal. “Se eu te colocar numa viatura grande, com uma boina, uma arma na mão, com as pessoas baixando a cabeça para você nas ruas você vai crescer, aquilo vai mexer com você, não tem jeito”, diz o sub-comandante da GCM de Osasco, inspetor Júlio Vaz. Ele, como a maior parte dos guardas municipais com décadas de carreira, vê com preocupação as indiscutíveis semelhanças entre as ROMUs e as tropas de elite das PMs brasileiras, conhecidas como violentas e, muitas vezes, as principais responsáveis pelos altíssimos índices de letalidade policial registrados no Brasil, os maiores do mundo. “Todo dia a gente precisa ir lá, lembrar esse cara de que ele precisa respeitar o cidadão, se deixar correr, teremos problemas”, reconhece ele.
O jovem rapaz abordado pelos guardas comandados por Vaz ainda chorava quando sua família apareceu. O padrasto trazia o RG. A tia garantia que ele era um menino trabalhador. Era o fim de quase 30 minutos de um interrogatório tenso, motivado pela tentativa do jovem em correr ao avistar um grupo de oito homens armados e uniformizados em meio às vielas estreitas. “Esse choro ai é tudo mentira, essa tremedeira é tudo encenação”, me contava um dos guardas que haviam abordado o rapaz enquanto deixava a comunidade. “Daqui a pouco ele volta pro ponto dele, certeza de que ele tava vendendo droga, deu sorte que a gente não achou”, me contava ele, antes de seguir para uma outra comunidade pobre de Osasco para caçar novos suspeitos.
Uma tendência em todo país
No final do mês passado uma pequena nota assinada pelo secretário de Segurança Pública da cidade pernambucana de Petrolina, José Silvestre Jr., espalhou-se como rastilho de pólvora pelas milhares de guardas municipais instaladas em cidades de Norte a Sul do País. No texto distribuído à exaustão nas redes sociais, José Silvestre informava que o comando da 7ª Região Militar do Exército havia autorizado a Prefeitura de Petrolina a adquirir pistolas de calibre 9mm para equipar seus guardas municipais. A decisão foi baseada no conjunto de decretos sobre posse e porte de armas editados pela Presidência da República e tem o poder de transformar de maneira profunda as guardas civis municipais de todo o País.
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Tropas de elite têm sido cada vez mais comuns nas Guardas Municipais da Grande São Paulo; tendência está se espalhando pelo país (Foto: Yan Boechat)
Pela legislação em vigor, as GCMs não podem usar armamento semelhante às outras forças de segurança brasileiras, como as polícias militares, as polícias federais ou as polícias civis. Os guardas têm direito apenas a andarem armados com pistolas calibre 380 ou revólveres calibres 38, além de escopetas de calibre 12. Armamento de calibre superior, como as .40 usadas pelas polícias militares, as 9mm, utilizadas pelas Forças Armadas, ou os fuzis de calibre 5.56 ou 7.62 são vetados para os GCM. “Isso se tornou um problema porque estamos atuando em áreas e situações de maior risco, mas não temos equipamentos compatíveis”, diz o comandante da GCM de Embu das Artes, Marco Viana. “Nem coletes que possam nos proteger de disparos de fuzis, tão comuns hoje em dia, nós temos direito de comprar”, diz ele.
Ainda são poucas as prefeituras a seguir o exemplo de Petrolina, que se prepara para fazer uma licitação para adquirir as pistolas que até agora são de uso exclusivo das Forças Armadas. A maior parte dos municípios ainda teme voltas e reviravoltas nos decretos presidenciais, vistos como inconstitucionais por diversos especialistas e que terá sua validade contestada no Supremo Tribunal Federal. Mas, passada a insegurança jurídica, serão poucas as guardas municipais que permanecerão com as pistolas 380 e os ultrapassados revólveres 380. “Nós estamos aguardando que haja uma pacificação sobre o tema para avançarmos no armamento, em especial para a Romu”, diz o subcomandante da Guarda Civil Municipal de Osasco, Julio Vaz. “Aqui nós pretendemos adquirir pistolas 9mm além de metralhadoras e sub-metralhadoras também 9mm, não achamos conveniente o uso de fuzis no ambiente urbano”, diz ele.
No Embu os integrantes da tropa de elite da Guarda Civil não veem a hora de abandonar as pistolas compactas que carregam nos coldres amarrados às coxas. Nos planos da cidade estão a compra de pistolas 9mm e fuzis de calibre 5.56 fabricados pela brasileira Taurus e que se enquadram nos parâmetros definidos pelos decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro.”O crime avança e precisamos avançar também, as guardas estão se transformando, ganhando autonomia e precisam estar bem equipadas”, diz Viana, de Embu das Artes.
Link: "Como as Guardas Civis estão virando tropas de elite militares" Yahoo Notícias http://bit.ly/2YWxUw8