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23 janeiro, 2021

Fábrica da Iveco Defense Vehicles conquista o bronze no programa World Class Manufacturing


*LRCA Defense Consulting - 23/01/2021

A fábrica da Iveco Defense Vehicles em Sete Lagoas, Brasil, e a fábrica agrícola da New Holland em Croix, França, alcançaram o status de bronze no programa World Class Manufacturing (WCM). 

Esta é uma conquista significativa para Iveco Defense Vehicles e para a New Holland Agriculture, marcas globais da CNH Industrial NY, sendo mais uma prova do sucesso do programa de toda a empresa, que visa alcançar excelentes processos de fabricação por meio dos esforços combinados de sua força de trabalho diversificada.

A fábrica de Sete Lagoas, no estado de Minas Gerais, que foi inaugurada em 2013, tem uma área de 30 mil metros quadrados e foi a primeira fábrica fora da Europa a produzir os produtos Iveco Defense Vehicles, como o Veículo Blindado de Transporte Pessoal (VBTP-MR), mais conhecido como Guarani, resultado da parceria de sucesso da marca com o Exército Brasileiro. Até o momento, mais de 450 unidades foram entregues aos militares para uso em missões de paz e em operações de combate ao crime organizado nas regiões fronteiriças do país. A fábrica de Sete Lagoas é estruturada segundo um complexo processo de produção manual que conta com colaboradores altamente qualificados e comprometidos.

A Manufatura de Classe Mundial é um dos mais altos padrões do mundo para o gerenciamento integrado de sistemas e processos de produção. É um sistema colunar baseado na melhoria contínua e projetado para eliminar desperdícios e perdas no processo produtivo, identificando metas como zero acidentes, zero defeitos, zero falhas e zero desperdícios. Para certificar melhorias, um sistema de auditorias regulares por terceiros avalia todos os pilares do WCM e forma uma avaliação geral para cada sistema, que forma a base para três níveis de desempenho: bronze, prata e ouro.

22 janeiro, 2021

Weg integra grupo que fará doação para nova usina de oxigênio ao Amazonas

O grupo fará uma doação para o programa Unidos Contra a Covid-19 no valor de R$ 1,6 milhão, referente a uma usina de produção de oxigênio, que deverá dar suporte aos hospitais públicos da região


*Diário da Jaraguá - 21/01/2021

Diante da grave crise sanitária enfrentada pelo Amazonas em função da piora da pandemia do novo coronavírus, 15 grandes empresas e entidades do país se reuniram para realizar uma ação solidária com o objetivo de apoiar a região.

O grupo fará uma doação para o programa Unidos Contra a Covid-19 (unidos.fiocruz.br) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no valor de R$ 1,6 milhão, referente a uma usina de produção de oxigênio, que deverá dar suporte aos hospitais públicos da região. Até este momento, a Fundação doou 5 dessas usinas, com o apoio da iniciativa privada.

O grupo, intitulado Juntos pelo Amazonas, conta com a participação da Ambev, BNP Paribas, BRF, Coca-Cola Brasil, Grupo +Unidos, Magalu, Mercado Livre, Nestlé Brasil, Petrobras, Sesc, SulAmérica, WEG, Whirlpool, XP Inc. e Yamaha.

A ação destas empresas conta com o apoio institucional da Eletros – Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos –, que auxiliou na criação do grupo.

O compromisso das empresas no Juntos pelo Amazonas será com a doação dos recursos para as máquinas e acessórios da nova usina, que possui uma das mais avançadas tecnologias aplicadas a este tipo de equipamento e tem capacidade para atender uma unidade hospitalar em 12 leitos de terapia intensiva e 80 leitos de internação e pronto atendimento simultaneamente.


21 janeiro, 2021

CEO Global da Taurus receberá a Medalha do Mérito Farroupilha, maior distinção do parlamento gaúcho


*LRCA Defense Consulting - 22/01/2021

O CEO Global da Taurus Armas S.A., Salesio Nuhs, foi informado nesta quarta-feira (20) que receberá a Medalha do Mérito Farroupilha, maior distinção concedida pelo parlamento gaúcho, pelos relevantes serviços prestados ao fortalecimento do setor produtivo na região.

Os membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em reunião realizada no dia 21 de dezembro de 2020, deliberaram favoravelmente à indicação de Salesio para receber a honraria, mediante proposição do deputado Luis Augusto Lara, Presidente da Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle, bem como da indicação do deputado federal Ronaldo Santini.

Salesio Nuhs agradeceu e dedicou a homenagem a todos os funcionários da Taurus, em reconhecimento ao excelente trabalho realizado nos últimos anos.

Desde 2018, Nuhs comanda com muito sucesso a fabricante de armas Taurus e promoveu diversas ações com impactos sociais e econômicos positivos para o Rio Grande do Sul, entre elas a recente expansão industrial em São Leopoldo e a geração de mais de mais de 750 empregos diretos. Atualmente a empresa emprega diretamente mais de 2.500 pessoas e movimenta uma cadeia de fornecedores que gera milhares de empregos indiretos. 

Criada em 1995, a Medalha do Mérito Farroupilha é a distinção máxima da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, sendo destinada a agraciar pessoas que contribuíram para o desenvolvimento econômico, social e cultural do Estado. A honraria consiste em uma faixa com as três cores da bandeira do RS (amarelo, vermelho e verde) e uma estrela de oito pontas com o Brazão do Estado inserido.

A data da outorga ainda não foi decidida, pois é intenção da Assembleia Legislativa realizar uma solenidade presencial, com a pompa e a circunstância que o evento merece. Possivelmente aconteça entre os meses de março e abril.

CBC traz ao Brasil os rifles de precisão Mossberg Patriot nos calibres .308 e 6,5



 *LRCA Defense Consulting - 21/01/2021

A CBC está importando para o Brasil os conceituados Rifles de Precisão Mossberg Patriot nos calibres .308 Win e 6,5 Creedmoor. De construção robusta, essas consagradas armas possuem sistema de ação por ferrolho e fácil manutenção, destinando-se à caça esportiva e outras atividades que requeiram grande precisão de tiro.

O modelo Patriot' Youth Super Bantam tem cano de 20 polegadas, comprimento total de 978 mm, peso de 3.4 Kg, capacidade de 5+1 cartuchos e coronha em polímero com prolongador que possibilita o ajuste do LOP (Length of Pull) - distância da soleira até o gatilho, possibilitando disparos mais confortáveis e precisos. Conta com suporte para fixação de bandoleira integrado à coronha e trava de segurança manual. Acompanha luneta com objetiva de 40mm, lentes que possibilitam a regulagem de 3 a 9 aumentos e ajuste de parallax.

A coronha do modelo Walnut é produzida em madeira natural e há diferenças de tonalidade e veios entre as peças, tornando cada rifle um produto único.  Seu cano é de 24 polegadas.

A CBC já desenvolveu munições no calibre 6,5 Creedmoor e está aguardando homologação do Exército Brasileiro (ReTEx) para disponibilização desse produto no Brasil. Enquanto isso, a empresa está importando munições S&B 6.5 Creedmoor, com previsão de chegada do lote inicial e comercialização no mercado brasileiro em março de 2021. 

Os rifles, em quantidades limitadas, já estão no Brasil e a previsão de faturamento é a partir da última semana deste mês.



 


 

20 janeiro, 2021

Taurus participará de evento on-line promovido por banco de investimento americano focado em companhias em crescimento


*LRCA Defense Consulting - 20/01/2021 (atualizada em 22/01, às 08:22)

A Taurus Armas S.A. divulgou hoje, às 18 horas, um Comunicado onde informou aos acionistas, investidores e ao mercado em geral que, no dia 22 de janeiro de 2021, das 12:00 até 17:00 horário do horário de Brasília, o CFO da companhia, Sergio Sgrillo, e o CEO dos Estados Unidos, Bret Vorhees, participarão do evento on-line promovido pela Lake Street Capital – Banco de Investimento americano focado em companhias em crescimento. 

Segundo sua própria definição, a missão da Lake Street é "ajudar investidores institucionais a identificar e compreender temas seculares de crescimento e identificar empresas inovadoras melhor posicionadas para capitalizá-los". Coloca ainda que "Facilitamos a inovação e impulsionamos a criação de valor a longo prazo. Nossa equipe bancária ajuda empresas promissoras a acessar consultoria e capital oportunos para criar valor".

Em outros momentos, a empresa informa que:
 - "Lake Street foi fundada com a premissa de que um foco claro e uma abordagem colaborativa com investidores e corporações é a melhor estratégia para criar valor para nossos clientes. Nossas equipes de Pesquisa, Vendas e Negociação trabalham com investidores institucionais para identificar empresas inovadoras melhor posicionadas para a valorização do capital. A equipe de banco de investimento de Lake Street oferece aconselhamento oportuno e ajuda as empresas a acessar capital. No centro de tudo o que fazemos está o nosso compromisso em fornecer aconselhamento informado e serviço excepcional aos nossos clientes".
- "Desenvolvemos e implantamos nosso capital intelectual para ajudar os clientes a descobrir oportunidades e compreender os riscos. Em setores selecionados da indústria, buscamos mudanças estruturais e inovações que criam oportunidades de investimento. As empresas que procuramos identificar são aquelas que desenvolvem e monetizam novas tecnologias para atender a um desafio específico da indústria, bem como empresas que aplicam a tecnologia existente de uma nova maneira para lidar com novas oportunidades de mercado".

O Lake Street Capital Markets Virtual Outdoor Day é um evento focado nas empresas de capital aberto do mercado de Outdoor nos Estados Unidos. A Taurus será a única empresa não Americana a participar do evento.

O evento contará com sete empresas de capital aberto do Setor de Outdoor (armas, munições e produtos para esportes ao ar livre) e ocorrerá nos dias 21 a 22 de janeiro de 2021. Será desenvolvido em reuniões tipo 1x1 com grupos de investidores e diretores das companhias envolvidas. 

As empresas participantes serão: American Outdoor Brands (AOUT), Big 5 Sporting Goods (BGFV), Clarus Corp. (CLAR), Johnson Outdoors (JOUT), Smith & Wesson Brands (SWBI), Taurus (TASA4) e Vista Outdoor (VSTO).

Roteiro de assuntos previstos:
- Apresentação de Resultados do 3T20: receita, lucro, vendas no exterior etc.;
- Participação no mercado mundial e América do Norte;
- Perspectivas para 2021 (negócios em andamento);
- Perguntas e Respostas dos participantes.

Esta Consultoria acredita que o evento, por sua importância e pela significação das empresas participantes, será a grande vitrine da Taurus perante o mercado de capitais americano, podendo se constituir na porta de entrada para grandes investidores institucionais desse país na empresa gaúcha.

Para acompanhar, basta acessar o link (novo) e solicitar o registro:
 



Análise inicial: Pistola de Competição Taurus TX22

 “Os engenheiros da Taurus definitivamente pensaram fora da caixa com esta arma de fogo, desde o início da TaurusTX 22 até este modelo de competição”



*Shoting Illustrated - 20/01/2021

Um dos maiores desafios em adicionar ótica a pistolas de competição é, às vezes, onde colocá-la, especialmente se o slide não for uma peça sólida no topo. A Taurus descobriu isso com a nova TaurusTX 22 Competition.

Projetada para tiro em alta velocidade, a TaurusTX 22 em .22 LR tem sido um esteio na linha de plinker rimfire (arma de treinamento) por alguns anos, popular entre aqueles que queriam uma maneira de atirar por diversão, prática e pontaria básica sem "quebrar o banco". No entanto, o primeiro modelo tem uma pequena desvantagem: não há como anexar uma mira red dot.

Mas agora, graças ao novo modelo de competição, os atiradores podem desfrutar dos mesmos recursos red dot que têm em suas pistolas de calibre maior.

A nova Competition apresenta um slide esqueletizado com um recorte entre a porta de ejeção e a parte traseira da mira frontal. O slide envolveu parcialmente um cano roscado de 5 polegadas que inclui usinagem para aceitar quatro padrões de montagem ótica diferentes, comumente encontrados na maioria das miras red dots, incluindo:

  • Trijicon RMR
  • C-More STS2
  • Doctor Noblex , Burris Fast Fire , Sightmark Mini
  • Holosun HS507C
  • Leupold Delta Point Pro
  • Bushnell RXS-250

“Os engenheiros da Taurus definitivamente pensaram fora da caixa com esta arma de fogo, desde o início da TaurusTX 22 até este modelo de competição”, disse Jessie Harrison, atiradora campeã mundial e capitã da equipe de tiro Taurus.

“Eles pensaram muito e pesquisaram muito sobre a ergonomia da empunhadura e projetaram algo que parecesse natural na mão. O sistema de gatilho é diferente de qualquer outra arma de fogo Taurus - um gatilho disparado por um atacante de ação única que parece suave e quebra com precisão. Isso é importante do ponto de vista do competidor para velocidade e tiro rápido. O cilindro roscado que normalmente seria usado para um supressor, dobra para um compensador, se você escolher. Tudo o que é necessário é adicionar a ótica de sua escolha e você está pronto para as competições! ”

Consórcio de aviação liderado pela Eve se une a autoridade britânica para desenvolver conceito de operações de mobilidade aérea urbana


*LRCA Defense Consulting - 20/01/2021

Um consórcio de empresas de mobilidade aérea urbana e empresas aeronáuticas começou a trabalhar em um conceito de operação para integrar taxis aéreos, também conhecidos como veículos elétricos de pouso e decolagem vertical (eVTOLs), ao espaço aéreo do Reino Unido. O consórcio, liderado pela Eve, primeira empresa formada pela EmbraerX, trabalhará com a Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido como parte do Sandbox Regulatório: Future Air Mobility.

O projeto irá estudar como os eVTOLs podem operar no transporte de passageiros e cargas sobre áreas urbanas e regionais. Além da Eve, o consórcio é composto por companhias internacionais da indústria de aviação, incluindo o Aeroporto de Heathrow, Aeroporto London City, NATS, Skyports, Atech, Volocopter e Vertical Aerospace.

“O Sandbox Regulatório foi estabelecido para criar um ambiente onde a inovação na aviação possa ser explorada em linha com os principais fundamentos da Autoridade de Aviação Civil de proteção e segurança ao consumidor. Este projeto foi selecionado para se juntar ao Sandbox, uma vez que ajudará a desenvolver uma estrutura estratégica para harmonizar o espaço aéreo de baixo nível, apoiando o desenvolvimento da mobilidade aérea urbana e regional em todo o Reino Unido”, disse David Tait, Head de Inovação da Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido.

Inicialmente trabalhando ao lado de autoridades locais, o consórcio irá explorar como os eVTOLs podem transportar passageiros entre os aeroportos de London City (LCY) e Heathrow (LHR), com paradas entre eles. Os dados das simulações ajudarão os legisladores a desenvolver regras comunitárias amigáveis, mitigando os impactos do ruído e elaborando procedimentos do espaço aéreo para testes de voos futuros.

“Hoje, os voos entre os aeroportos de London City e Heathrow são limitados e as rotas são projetadas especificamente para helicópteros. Ao colaborar com a Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido, pretendemos demonstrar ao público porque o apoio regulatório é necessário para criar rotas específicas para os eVTOLs”, disse David Rottblatt, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócios e Líder do Projeto de Gerenciamento do Tráfego Aéreo Urbano da Eve. “Este consórcio sem precedentes, que consiste nas ideias de alguns dos mais relevantes líderes da aviação, trabalhará na direção de preparar Londres, e eventualmente o Reino Unido, para se tornar um mercado viável e bem-sucedido para voos de passageiros e cargas utilizando eVTOLs.”

A introdução dos eVTOLs pode oferecer meios mais sustentáveis e rápidos de transporte para passageiros e cargas, melhorando a conectividade urbana e regional, criando empregos e estimulando a inovação. O conceito de operações ajudará a tornar possíveis as operações do eVTOL no Reino Unido, permitindo que a indústria aumente e entregue benefícios ambientais e econômicos para o Reino Unido.

Sobre a Eve Urban Air Mobility Solutions (Eve)

 
A Eve é uma empresa nova e independente dedicada a desenvolver o ecossistema da Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de startup, apoiada na história de mais de 50 anos de experiência aeroespacial da Embraer, e com um foco específico, a Eve está adotando uma abordagem holística para progredir no ecossistema UAM, com um projeto avançado de veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL), uma abrangente rede global de serviços e suporte e uma solução única de gestão de tráfego aéreo. A Eve é a primeira empresa formada a partir da EmbraerX. Para obter mais informações, visite www.eveairmobility.com

Sobre a Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA)

A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA) é o órgão regulatório da segurança da aviação no Reino Unido. A organização cobre todos os aspectos da aviação; entretanto, lançou seu “Centro de Inovação” específico em abril de 2019. A equipe de inovação da CAA trabalha para ajudar os inovadores tecnológicos que trabalham com drones, táxis aéreos e outros novos conceitos de aviação, a levar suas ideias ao mercado de forma segura e sustentável. Para isso, a CAA trabalha em colaboração com os inovadores para criar um ambiente regulatório onde a inovação na aviação possa florescer de acordo com os princípios da CAA.

19 janeiro, 2021

Taurus desenvolve fuzis com foco em mercados da Ásia, do Leste Europeu, da África e do Oriente Médio

Fuzil Taurus T4, a ser produzido no calibre 7,62 x 39mm

 *LRCA Defense Consulting - 19/01/2021

A Taurus está desenvolvendo um fuzil T4 (plataforma AR-15) no calibre 7,62 x 39mm, produzido com reforçado protocolo militar e com cano nos cumprimentos de 20, 16 e 11,5 polegadas.

O calibre 7.62 x 39 mm foi desenvolvido na antiga União Soviética para ser o padrão russo dos fuzis Kalashnikov AK-47. Atualmente, esse calibre é usado principalmente por parte das forças armadas e por civis da Rússia, bem como por outros países da antiga URSS (Pacto de Varsóvia) e por diversos países do mundo que ainda usam o AK-47 ou suas evoluções, incluindo a última, o modelo AK-203. Neste último rol, encontram-se países da Ásia, do Leste Europeu, da África e do Oriente Médio.

Dentro do projeto de modernização de suas Forças Armadas, a Índia passará a contar com dois calibres padrão de fuzis de assalto: 7,62 x 51 (NATO) e 7,62 x 39 (URSS). O primeiro é usado pelo SIG Sauer 716 G2 Patrol com cano de 16 polegadas, do qual já foram comprados 144.000 unidades, em caráter emergencial, para ser usadas pelas tropas indianas nas operações de contra-terrorismo e nas funções de linha de frente fronteiriça, chamada de Linha de Controle (Line of Control, LoC). O restante das forças armadas indianas será suprido com os fuzis Kalashnikov AK-203 (versão mais moderna do AK-47), no calibre 7,62 x 39mm, os quais serão produzidos em conjunto (joint venture) pela Índia e pela Rússia na fábrica de munições Amethi.

Nesse cenário, é razoável supor que, além dos 500.000 fuzis CQB (T4, no calibre 5,56 x 45) que pretende vender à Índia por meio da JV com Jindal Defense, a Taurus também esteja mirando o imenso mercado indiano de fuzis de assalto nos dois calibres, especialmente por saber que o SIG é importado (e essa não é mais a ideia desse país) e que a JV com a Rússia ainda está "patinando" em questões de preço e burocráticas, enquando sua unidade fabril nesse país começará a produzir já no primeiro trimestre deste ano.  

Fuzil Taurus T10 no calibre 7,62 x 51mm

Para tanto, a empresa também está desenvolvendo o Taurus T10, um fuzil no calibre 7,62 x 51mm baseado na conceituada plataforma AR-10, o que lhe permite se beneficiar de um eventual intercâmbio de peças e acessórios com outros modelos desenvolvidos na mesma plataforma.

Fabricado com reforçado protocolo militar, o T10 é um típico fuzil de assalto com cano de 20 polegadas, mas que também poderá ser fabricado com um de 16 polegadas. Esta arma está sendo planejada para disputar os mercados militar e de segurança com outros fuzis similares existentes no mundo.

No caso da Índia, poderia disputar o mercado de fuzis de assalto no calibre 7,62 x 51mm, pois ainda não há nenhuma joint venture estabelecida dentro do Programa Make in Índia que esteja em condições de fabricar um fuzil com esse calibre.

Do ponto de vista logístico, seria bastante interessante a Taurus poder oferecer ao mercado militar, paramilitar e policial indiano fuzis nos mesmos calibres usados pelas forças armadas desse país, ainda mais com possibilidade de exportação para os demais países que também os adotam.

Taurus lança a pistola TX22 de competição

 

*LRCA Defense Consulting - 19/01/2021

Foi lançada hoje nos Estados Unidos uma das grandes novidades da Taurus Armas para este ano: a pistola de competição TX22.

A TX22 Competition é um modelo com ajustes personalizados da premiada pistola esportiva de polímero TX22, produzida pela Taurus USA e importada para o Brasil desde o final do ano passado.

Em seu modelo normal, a TX22 conquistou o cobiçado prêmio Handgun of the Year 2019, da revista americana GUNS & AMMO, sendo considerada a pistola calibre .22 LR mais avançada do mercado.

A arma foi meticulosamente reprojetada para atender às mais rigorosas demandas de desempenho. A corrediça red dot ótica atualizada e o conjunto Bull Barrel com rosca de 5 polegadas trazem precisão e versatilidade iguais para qualquer disciplina de tiro, permitindo aos atiradores esportivos a oportunidade única de quebrar recordes sem "quebrar o banco", ou seja, com um preço altamente competitivo no mercado.

A nova TX22 Competition é mais um produto desenvolvido pelo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil / Estados Unidos (CITE), órgão interno que possibilita à Taurus ter agilidade no desenvolvimento de produtos e tecnologia, sempre com foco nos desejos de seus clientes e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas disponíveis no mundo.

A agilidade, a integração e a inovação do CITE é uma das chaves de sucesso para a vantagem competitiva que a empresa tem nos EUA, o que faz com que seus produtos tenham a melhor relação custo/benefício entre os fabricantes americanos. A companhia investe entre 10 e 15 milhões de dólares anualmente em P&D.


Especificações da TX22 Competition:

  • Calibre: .22 LR
  • Capacidade: 16 ou 10 rodadas
  • Carregadores: 3x16 ou 3x10
  • Sistema de queima: atacante
  • Tipo de acão: Apenas Ação Única
  • Miras frontais: Ponto Branco Fixo
  • Miras traseiras: Ponto Branco Totalmente Ajustável
  • Segurança: Bloqueio de ataque manual de segurança do gatilho de segurança.
  • Tamanho do quadro: Tamanho Completo
  • Material de preensão: Polímero
  • Material da lâmina: Alumínio de alta qualidade
  • Acabamento do slide: Hard Anodize
  • Comprimento total: 8,15 pol.
  • Largura total: 1,25 pol.
  • Altura Geral: 5,44 pol.
  • Características adicionais: Trilho Picatinny (Mil-STD 1913); Tambor roscado de grau de competição; 4 opções diferentes de montagem; Indexação de assinatura e almofada de gerenciamento de recuo.
     

Vídeo de lançamento da TX22 Competition



15 janeiro, 2021

Taurus já tem mais de 11,6 meses de pedidos em carteira

Unidade fabril da Taurus Armas em Baimbridge, Georgia, USA


*LRCA Defense Consulting - 15/01/2021

A Taurus Armas S.A. já conta com pedidos em carteira (backorders) de cerca de 1,548 milhão de armas, computando-se os realizados nos Estados Unidos (mais de 90%) e no Brasil.

O número representa um acréscimo de 16,5% sobre o último dado informado (1,328mi), o que significa que a empresa gaúcha tem cerca de 11,65 meses de produção já comprometida com os pedidos existentes em carteira.

Segundo o Presidente e CEO Global da Taurus: "A companhia tem evoluído muito nos Estados Unidos, com produtos de maior valor agregado que estão aumentando a margem bruta da empresa. Além disso, apesar dos aumentos das matérias primas e de produtos indiretos, ainda assim conseguimos controlar os custos e estamos entrando em novos nichos de mercado nesse país, nos quais não atuávamos antes, o que melhora ainda mais a margem bruta da Taurus".

Saiba mais
- Taurus Armas: como a vitória democrata nos EUA e sua pauta podem beneficiar a empresa 

- Faroeste americano 2021: vendedores de armas se preparam para grandes negócios em tempos tumultuados

- Com Biden, espera-se que as vendas de armas aumentem 

- Com promessas de flexibilização, lojas de armas esperam ampliar ganhos em 2021

Energia: Weg planeja triplicar produção em Betim


*Diário do Comércio - 15/01/2021

Após a aquisição da fábrica de Transformadores e Serviços de Energia das Américas S.A (Tsea), localizada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em dezembro do ano passado, a Weg S.A – multinacional que fabrica e comercializa motores elétricos, transformadores, geradores e tintas – inicia agora uma série de investimentos na unidade. Com pouco mais de um mês do início das operações, a meta é triplicar a produção  de transformadores na planta mineira.

As informações são do diretor superintendente da unidade Transmissão & Distribuição da Weg, Carlos Prinz, que não revelou o montante a ser aportado por questões estratégicas. No entanto, o porta-voz informou que inversões foram feitas quando da chegada da multinacional à unidade, no mês passado, e que montantes consideráveis serão aportados durante todo o ano de 2021.

“De toda maneira, o grande investimento que faremos será na capacitação da equipe. Devemos ter uma condição de contratação importante em vistas de aumentar o efetivo para atender à meta de triplicar a produção local até o fim deste exercício. Os recursos fabris estão presentes, precisamos desenvolver apenas os sistemas e metodologias da Weg”, afirmou.

Embora também não diga quantos profissionais serão adicionados aos atuais 250, Prinz contou que as contratações já foram iniciadas. “Os nossos planos para Betim são bastante arrojados e, para isso, vamos precisar de investimentos e mais recursos humanos”, completou. A meta é saltar dos atuais 5 transformadores de grande porte fabricados por mês na unidade para 15 por mês – de 200 toneladas, classe de tensão até 800 kV e potência até 500 MVA cada um.

Adequações – Na linha fabril, estão sendo feitas pequenas adequações, segundo o executivo, justamente para conectar a fábrica mineira às outras plantas da Weg no mundo. Esta é a quarta fábrica do grupo no Brasil, que está presente também nos Estados Unidos, México, Colômbia e África.

Construída em 2013, a planta adquirida dispõe de 32,5 mil metros quadrados de área construída e, conforme o diretor superintendente, conta com equipamentos e instalações de última geração.

“Diante de tantos atributos, podemos dizer que a unidade de Betim talvez seja a ‘menina dos olhos’ da companhia doravante. Além da capacidade de mão de obra e a tecnologia implementada em equipamentos e processos, a localização geográfica estratégica é outro grande diferencial”, ressaltou Prinz.

Neste sentido, ele destacou as conexões logísticas de Betim que permitem a proximidade com grandes centros e a facilidade de escoamento de produtos, tanto para o Norte quanto para o Sul do País.

Por fim, o diretor enfatizou o entusiasmo com a continuidade de um mercado forte em 2021, uma vez que a Weg teve participação muito relevante na geração e distribuição de energia nos últimos anos. Ele destacou as soluções robustas para geração eólica, solar, grandes usinas hidrelétricas. E os últimos leilões de energia realizados no País. “Conseguimos capturar uma carteira de pedidos robusta e boa parcela dos pedidos está sendo transferida para Betim”, revelou.

WEG fecha contrato para equipar quatro termelétricas em Roraima


*Portos e Navios - 14/01/2021

A WEG assinou um contrato com a OXE Energia para fornecer quatro conjuntos de turbo-geradores para usinas termelétricas movidas a biomassa localizadas em Roraima.

O contrato, com faturamento total de R$ 39 milhões, prevê ainda a instalação de quatro turbinas de reação, condensação, com duas tomadas sem controle, em conjunto com quatro geradores síncronos trifásico e quadros elétricos de proteção e controle. Além de fornecer os equipamentos, a fabricante ficará responsável também pelos serviços de logística, montagem e comissionamento.

As entregas do pedido ocorrerão no primeiro trimestre deste ano. As usinas termelétricas devem entrar em operação até o mês de junho.

Instaladas em dois locais distintos, com aproximadamente 50 quilômetros de distância, as termelétricas da OXE Energia têm 11,5 megawatts (MW) de capacidade instalada individual e utilizarão cavaco de madeira reflorestada como biomassa. A energia que será gerada neste processo foi contratada em leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os quatro empreendimentos fazem parte do plano de segurança elétrica desenhado para Roraima, o único Estado do país que ainda não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Desde 2019, Roraima deixou de receber energia da Venezuela e passou a depender integralmente das termelétricas locais, que operam com óleo diesel.

13 janeiro, 2021

Embraer Defesa analisa novos projetos de transporte militar e drone

A Força Aérea Brasileira e a Embraer estão analisando um conceito de Transporte Utilitário de Decolagem Curta.

*Aviation Week, por Stive Trimble - 08/01/2021

Sistemas de aeronaves não tripuladas (UAS) e um transporte militar híbrido-elétrico podem ser adicionados este ano ao vasto portfólio de plataformas de defesa da Embraer, disse o presidente-executivo da empresa em uma entrevista exclusiva.

Oito meses desde que as joint ventures planejadas com a Boeing nos negócios comerciais da Embraer e o transporte militar KC-390 se desfizeram na acrimônia, a fabricante brasileira continua focada em ampliar seu portfólio de produtos de defesa, que inclui uma parceria com a Saab para projetar uma versão de dois lugares do Gripen JAS 39, além de desenvolver aeronaves aerotransportadas de alerta e controle antecipado, um caça de ataque leve e pequenos satélites.

O primeiro projeto que pode ser revelado ainda este ano é um programa revivido para desenvolver um grande UAS para os militares brasileiros. Isso seguiria a joint venture Harpia formada em 2011 com a subsidiária AEL Sistemas e Avibras da Elbit Systems, que interrompeu o desenvolvimento cinco anos depois em meio a restrições de gastos do governo.


“Acreditamos nesse mercado - temos que estar lá”, diz Jackson Schneider, CEO da Embraer Defesa e Segurança. “Talvez possamos anunciar algo em 10 meses.”

A ex-joint venture Harpia forneceu poucos detalhes sobre o programa UAS, exceto para liberar uma imagem conceitual de um projeto de um motor e duas barras. A aeronave de média altitude e longa duração destinava-se a fornecer vigilância das remotas fronteiras ocidentais do Brasil com um link de controle além da linha de visão.

Qualquer programa futuro pode evitar o foco em uma solução de plataforma única para um novo UAS e se concentrar apenas no mercado de defesa para aplicativos, diz Schneider.

“Estamos analisando uma família inteira”, diz Schneider. “A defesa já é um mercado onde este produto é mais do que um conceito; é requerido. E os outros mercados talvez precisem de mais tempo para confiar nessa tecnologia ”.

Aplicar projetos com financiamento militar ao mercado comercial - e vice-versa - tem sido o modus operandi da Embraer desde sua fundação, há 52 anos. A Força Aérea Brasileira criou a Embraer para comercializar um transporte militar chamado C-95 Bandeirante para companhias aéreas como o EMB 110. O EMB 120 subsequente foi projetado para o mercado comercial, mas também vendido para a Força Aérea como o transporte C-97.

À medida que as frotas C-95 e C-97 se aproximam da aposentadoria, um novo conceito surgiu para substituí-las. O conceito de transporte utilitário para decolagem curta (STOUT) foi apresentado em novembro pelo general Antonio Moretti Bermudez, comandante da força aérea. A Embraer e a Força Aérea assinaram um memorando de entendimento em dezembro de 2019 para iniciar as pesquisas para tal aeronave.

O conceito revelado em novembro mostra uma aeronave com cauda em T e fuselagem aproximadamente comparável em comprimento à de 65 pés. 7 pol. (20-m) EMB 120, embora mais largo. A aeronave STOUT também usaria um sistema de propulsão híbrido-elétrico com quatro propulsores alimentados por dois geradores de gás nas estações de asas internas. Os requisitos da Força Aérea incluem uma aeronave que possa operar nas pistas de pouso não pavimentadas da região amazônica do Brasil enquanto transporta até 6.600 libras (3.000 kg) de carga.

Até agora, a Força Aérea tem apoiado apenas pesquisas e estudos de conceito, mas um programa de desenvolvimento financiado pode ser uma continuação natural para completar as entregas de todos os 36 F-39E / F Gripens e 28 KC-390s para o Brasil, que estão programados para 2026 e 2027, respectivamente.

Neste ponto, a Embraer busca reaplicar o modelo de desenvolvimento familiar: um programa de transporte militar com aplicações de dupla utilização no mercado comercial. O mesmo requisito de projeto para operar a partir de pistas de pouso não pavimentadas na Amazônia pode ser relevante em certos mercados comerciais, como países compostos por muitas ilhas, diz Schneider.

Seu sistema de propulsão híbrido-elétrico também pode fornecer uma alternativa mais ecologicamente correta para os transportes interurbanos, observa ele. “É isso que estamos analisando”, diz ele.  

Se os projetos UAS e STOUT entrarem em produção, a Embraer ganhará duas novas plataformas de defesa na segunda metade da década.

No momento, a unidade de produção de defesa da Embraer em Gavião Peixoto, Brasil, está montando o primeiro Saab Gripen F-39E fabricado localmente para lançamento no final deste ano, bem como KC-390s para o Brasil, Portugal e Hungria e A-29 Super Tucano light- aeronaves de ataque.

Há apenas um ano, a Embraer planejava unir forças com a Boeing para estabelecer uma joint venture para comercializar o KC-390 nos mercados internacionais, principalmente nos Estados Unidos. Quando a Boeing cortou as joint ventures comerciais e KC-390 em abril de 2020, a empresa norte-americana observou que um acordo de 2016 para comercializar o KC-390 fora de uma joint venture permaneceu em vigor. Ambas as empresas ainda estão discutindo o futuro do relacionamento de marketing do KC-390, diz Schneider, mas ele acrescenta: “Não posso entrar em detalhes sobre isso”.
 

12 janeiro, 2021

Armas: novos decretos do governo poderão trazer importantes mudanças


*LRCA Defense Consulting - 12/01/2021

Segundo informações do expert em armas Samuel Cout, publicadas hoje em seu canal no YouTube, cinco "absurdos" deverão ser contemplados nos três novos decretos a serem baixados pelo Governo nos próximos dias.

A ideia central das novas normas seria derrubar exigências meramente burocráticas que só geram perda de tempo e criam custos para os CACs e para os cidadãos de bem que querem adquirir ou que já possuem uma ou mais armas.

As medidas também incluiriam normas que flexibilizariam a posse e o porte de armas.

Os cinco "absurdos" citados por Samuel Cout são:
- A Autorização de Compra da Arma e a Guia de Tráfego/Trânsito deverão cair.

- O porte de arma poderá ter abrangência nacional, como já reza o próprio nome: porte federal, mas que hoje só vale dentro do respectivo Estado. O tempo de validade deverá ser estabelecido em 05 ou 10 anos. CACs poderão ter porte, regulamentando o Art.6º da Lei 10.826 (que já prevê a medida).

- Alguns produtos controlados pelo Exército (PCE) deixarão de sê-lo, como carregadores individuais e prensas e matrizes (dies) das máquinas de recarga.

Saiba mais:
- Bolsonaro: devo editar dois ou três novos decretos favoráveis aos Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) ainda esta semana

- Bolsonaro: povo armado não será escravizado; isso passa pela Câmara e o Senado 

- "Quero que vocês tenham armas", diz Bolsonaro a apoiadores 


Tecnologia 5g made in Brazil

 Pesquisadores brasileiros desenvolvem sistemas de conexão, softwares e hardwares para o novo padrão de telefonia e internet móvel



*Revista Pesquisa, FAPESP, por Domingos Zaparolli - Edição 296

Um sistema desenvolvido sob a coordenação técnica de pesquisadores brasileiros poderá se tornar padrão global para levar a tecnologia de telecomunicações de quinta geração (5G) para áreas remotas, beneficiando 1,4 bilhão de pessoas no mundo que hoje não têm acesso a cobertura de telefonia e internet móvel. A inovação também poderá permitir a transformação digital e implementação de internet das coisas (IoT) em propriedades rurais, mineradoras e infraestruturas distantes de áreas urbanas, tais como usinas hidrelétricas, linhas de transmissão de energia, sistemas de distribuição de água e redes ferroviárias.

Testes realizados em Santa Rita do Sapucaí, no interior de Minas Gerais, comprovaram a capacidade de um sistema de estações rádio-base (ERBs) transmitir sinais 5G, que será o futuro padrão global empregado pelas redes de telefonia móvel, em uma distância de 50 quilômetros (km) e numa velocidade de 100 megabits por segundo (Mbps). “Em uma rede 4G se consegue essa velocidade a uma distância entre 5 km e 10 km ou, ao contrário, se perde performance para alcançar longas distâncias”, compara o engenheiro eletricista Luciano Leonel Mendes, coordenador técnico do projeto e do Centro de Referência em Radiocomunicações do Instituto Nacional de Telecomunicações (CCR-Inatel).

“A vazão de dados alcançada permite a um drone, por exemplo, enviar imagens em alta resolução em tempo real de uma lavoura para avaliar se há presença de pragas ou que irrigadores sejam acionados remotamente. Também possibilita a transmissão de voz e dados em alta velocidade, tudo ao mesmo tempo”, afirma Mendes.


O sistema, ainda não batizado, é fruto do trabalho de um consórcio formado por instituições brasileiras e europeias reunidas no Projeto 5G-Range, cujo objetivo é desenvolver soluções de conectividade em áreas remotas. Além do Inatel, participam do consórcio o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), as universidades de São Paulo (USP), Federal do Ceará (UFC) e de Brasília (UnB), a Ericsson do Brasil e as universidades europeias Carlos III de Madri, na Espanha, de Tecnologia de Dresden, na Alemanha, e de Oulu, na Finlândia, além da empresa espanhola Telefónica I+D.

China, Índia, Rússia, Estados Unidos, Finlândia e Austrália são alguns países que já demonstraram interesse na solução criada no Brasil, que enfrenta a concorrência de outros sistemas gestados mundo afora. A tecnologia ainda levará um tempo para estar disponível globalmente, pois precisará antes do aval da organização internacional que estabelece padrões para a telefonia e a banda larga móvel, o 3rd Generation Partnership Project (3GPP). O documento que trará os padrões para o 5G em áreas remotas, chamado de Release 17, está previsto para ser publicado em 2025. “Por ora, estamos trabalhando para a Agência Nacional de Telecomunicações [Anatel] aprovar o uso da tecnologia em território nacional para aplicações em redes de uso privativo no campo ou em indústrias”, informa Mendes.

Especialistas apontam que a tecnologia 5G deverá gerar ganhos de desempenho significativos nas telecomunicações, tanto em áreas remotas como nos centros urbanos. Enquanto as redes móveis atuais de quarta geração (4G e sua evolução, 4.5G) apresentam velocidades médias que vão de 15 Mbps a 25 Mbps, com potencial máximo de 300 Mbps, a conexão 5G promete velocidades a partir de 50 Mbps e que podem chegar a quase 2 gigabits por segundo (ver tabela abaixo). Uma comparação comum entre os especialistas é o tempo de download de um filme em alta definição: de 10 minutos no 4G e de apenas alguns segundos no 5G.


A latência, ou tempo de resposta para uma demanda, é de 5 milésimos de segundo no 5G, um décimo do registrado no 4G. Essa diferença é significativa quando está em jogo o tempo de resposta necessário para um veículo autônomo evitar uma colisão, para contornar um imprevisto em uma cirurgia robótica ou ainda para máquinas industriais sincronizarem suas tarefas. Outra vantagem do 5G é a densidade de dispositivos capazes de funcionar simultaneamente em uma mesma área, de 1 milhão de aparelhos por quilômetro quadrado (km²), enquanto hoje não chegam a 100 mil.

A tecnologia 5G começou a ser implementada em 2019 em alguns países da Europa, nos Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e China. No Brasil, a expectativa é de que o edital de licitação das frequências de uso público – aquelas nas quais as operadoras de telefonia atendem o usuário comum – seja publicado em 2021. A Anatel já informou que serão disponibilizadas quatro faixas de frequência: 700 megahertz (MHz), 2,3 GHz (gigahertz), 3,5 GHz e 26 GHz.

Devem participar do leilão as principais operadoras de telecomunicações, que escolherão os fornecedores de pacotes tecnológicos e equipamentos, entre eles as chinesas Huawei e ZTE, a sul-coreana Samsung, a sueca Ericsson e a finlandesa Nokia. O edital definirá a exclusão ou não de fornecedores de tecnologia, o índice de nacionalização de peças e a obrigatoriedade de investimentos em P&D no país (ver box).


Ondas milimétricas
A tecnologia 5G permite o uso de um amplo leque de frequências, desde a chamada Frequência Ultra Alta (UHF), que designa as faixas entre 300 MHz e 3 GHz – as utilizadas pelo experimento do Consórcio 5G-Range, do CCR-Inatel –, até as frequências em ondas milimétricas, entre 24 GHz e 300 GHz. Essas frequências mais altas não são utilizadas pelas atuais redes 4G. A vantagem delas é que permitem maior velocidade de conexão. No entanto, têm alcance reduzido, de centenas de metros, e são mais facilmente bloqueadas pela presença de objetos físicos, como portas, paredes, árvores ou mesmo o corpo humano. Isso exige a instalação de um maior número de antenas de transmissão, mais aperfeiçoadas.

A pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias para circuitos e sistemas, como antenas, transmissores, receptores e radares, são o foco de trabalho do recém-criado Centro de Caracterização de Ondas Milimétricas (CentrommW) da Escola Politécnica (Poli) da USP, inaugurado em abril. É o único no Brasil equipado com instrumentos para caracterização de circuitos e sistemas em ondas milimétricas de até 110 GHz. Para isso, contou com financiamento da FAPESP.

“Nossa proposta é ser um espaço para a indústria testar seus circuitos, sistemas e equipamentos, mas também estamos empenhados em desenvolver soluções de hardware em ondas milimétricas”, conta o engenheiro eletricista Gustavo Rehder, coordenador do Centro em parceria com a também engenheira eletricista Ariana Serrano, ambos do Departamento de Sistemas Eletrônicos da Poli-USP.

Um dos focos do laboratório é o desenvolvimento de soluções beamforming, a formação de feixe para a transmissão do sinal para evitar a dispersão das ondas que ocorre nas antenas tradicionais. “O objetivo é direcionar eletronicamente a radiação para um ponto de recepção determinado, o que irá melhorar a qualidade do sinal captado e aumentar o seu alcance”, explica Serrano. Outra linha de pesquisa do CentrommW é o desenvolvimento de uma tecnologia baseada em nanofios de cobre para a miniaturização de dispositivos com alta performance em ondas milimétricas.

A concepção e o desenvolvimento de toda a tecnologia 5G ocorrem de forma colaborativa em centros  de pesquisa públicos e privados desde o início dos anos 2010 e prosseguirão nos próximos anos, com inovações que precisarão ser referendas em novos protocolos do 3GPP. Depois que o órgão defininir os padrões que serão usados no 5G, os fornecedores de equipamentos fazem uso deles para desenvolver seus produtos, que serão utilizados pelas operadoras de telefonia.

No Brasil, o Grupo de Pesquisa de Telecomunicações Sem Fio (Gtel) da Universidade Federal do Ceará (UFC), mantido em parceria com a Ericsson, já apresentou quatro contribuições técnicas patenteadas internacionalmente. Uma delas é um sistema inteligente de conexão com as antenas da operadora de telecomunicações. Um usuário em movimento irá trocar de antena de forma muito rápida, uma vez que a área de cobertura delas é comparativamente menor em sistemas 5G. “Nossa solução utiliza inteligência artificial para prever com antecedência a antena para a qual o smartphone irá se direcionar alguns segundos antes de isso acontecer. Dessa forma é possível preparar a rede 5G para receber a nova conexão, reduzindo riscos de interrupção ou queda na conexão”, descreve o engenheiro eletricista Francisco Rodrigo Cavalcanti, coordenador do Gtel.

Outra característica da tecnologia 5G é a virtualização, ou seja, a transferência para softwares e computação em nuvem de várias tarefas tradicionalmente realizadas pela infraestrutura física, o hardware, como roteadores, decodificadores, sincronizadores de sinal e balanceadores de carga. “A virtualização permite simplificar as ERBs, reduzindo seu peso, tamanho e eletrônica, com impacto no consumo de energia”, afirma o engenheiro eletrônico Rodrigo de Lamare, coordenador do Laboratório 5G do Centro de Estudos de Telecomunicações da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Cetuc-PUC-RJ). Lamare trabalha no desenvolvimento de técnicas de processamento de sinais e arquitetura de sistemas de comunicações para centros de compartilhamento de dados e computação em nuvem pelas operadoras.

Uma inovação do 5G é o fatiamento de rede. Enquanto no 4G todos os usuários recebem sinais iguais, o fatiamento de rede permite à operadora de telecomunicações gerenciar as características de conexão, como disponibilidade de infraestrutura, taxa de transferência de dados e latência, de acordo com a demanda de cada usuário, sem que nenhum seja prejudicado. Uma possibilidade técnica no 5G é a interoperabilidade das conexões. Desde que haja um acordo entre as companhias de telefonia, o cliente de uma operadora pode ser atendido pela infraestrutura de outra, tendo sempre disponível a melhor conexão em cada momento.

A interoperabilidade e o fatiamento de rede precisam ser gerenciados a cada conexão de um dispositivo com cada antena. “A conexão com o hospital de uma ambulância atendendo uma emergência irá migrar de ERB e de operadora inúmeras vezes durante seu percurso, mas precisará haver a garantia de que essa conexão manterá sempre o status de prioritário”, exemplifica o engenheiro eletricista Moacyr Martucci, do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Poli-USP.

O CPQD é um dos principais desenvolvedores e fornecedores do país de Sistemas de Suporte de Operação (OSS), o conjunto de softwares que permite a automação da prestação de serviço e da administração da infraestrutura de telecomunicações, realizando tarefas como o de orquestrador de rede, que determina a requisição de serviço de cada infraestrutura, e o chamado core, que faz o processamento, controle dos serviços e interconexão com outras operadoras, calculando inclusive a tarifação referente a cada uma.

Ainda em 2020, o CPQD deve iniciar um projeto apoiado pelo Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), em um convênio de R$ 20,7 milhões distribuídos em três anos, que inclui a adequação de seus sistemas OSS ao 5G. “O projeto cobre o desenvolvimento de uma rede 5G completa, incluindo rede de acesso aberta e virtualizada, core de rede 5G e sistema de orquestração de serviços e infraestrutura”, diz Gustavo Correa Lima, líder da Plataforma de Comunicações Sem Fio do CPQD. “Será um projeto de inovação aberta, que irá explorar também o uso de inteligência artificial no gerenciamento da rede e a tecnologia blockchain para compartilhamento dinâmico de infraestrutura.”

Rede de intrigas
Escolha do novo padrão é pano de fundo de disputa geopolítica entre Estados Unidos e China
O edital de licitação das frequências destinadas ao 5G no Brasil está previsto para ser publicado em 2021 e trará a definição mais aguardada pelo mercado de telecomunicações: o veto ou não por parte do governo brasileiro da participação de fornecedores de tecnologia de origem chinesa, como a Huawei e a ZTE. A Lei Geral das Telecomunicações estabelece a competência da decisão à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas o presidente Jair Bolsonaro já declarou que a decisão caberá a ele.

Alegando preocupações em relação à segurança cibernética, a Anatel delegou oficialmente a decisão para o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. As operadoras de telecomunicações Vivo, Claro e TIM, potenciais concorrentes no leilão, já externaram publicamente que são contra o veto a qualquer fornecedor de tecnologia. Para elas, quanto maior o número de fornecedores habilitados, melhor. Maior será o poder de barganha e, consequentemente, a possibilidade de reduzir o custo de aquisição dos equipamentos.

Para o engenheiro eletricista Moacyr Martucci, da Poli-USP e integrante do fórum Think Tank em Implantação de 5G no Brasil, não há estudos conhecidos de instituições independentes que demonstrem uma diferença qualitativa significativa entre os fornecedores de tecnologia nem trabalhos que evidenciem riscos de segurança cibernética associada a um ou outro fornecedor. “O veto a fornecedores não será uma decisão técnica, mas política”, diz.

Opinião distinta tem o engenheiro eletricista e cientista da computação Paulo Lício de Geus, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (IC-Unicamp), para quem há, sim, riscos de segurança cibernética na contratação do 5G. “É conhecida há pelo menos 15 anos a ingerência sobre fabricantes de equipamentos eletrônicos de governos de grandes potências, não só da China”, pondera. Para ele, a dúvida para países tecnologicamente dependentes, como o Brasil, é a respeito “de qual nação ficar refém: se de uma democrática, cujas ações são sujeitas ao referendo público, ou de uma que não deve tais explicações”.

O Brasil fará a escolha do padrão 5G após as eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos. Tanto democratas quanto republicanos já se manifestaram contrários a adoção de tecnologia chinesa no 5G norte–americano alegando riscos cibernéticos. Candidato à reeleição, o presidente Donald Trump coloca o peso da diplomacia para influenciar aliados, como o governo brasileiro, a vetar os chineses. Reino Unido, Austrália, Polônia e Portugal são alguns dos países que acompanharam a decisão de veto norte-americana. O peso que o candidato democrata Joe Biden, se eleito, dará ao tema em suas relações internacionais ainda é uma incógnita.

Os norte-americanos temem que chineses controlem a infraestrutura digital global. Por isso, já impuseram restrições à Huawei e à ZTE. Alegam que o país asiático pode instalar camadas ocultas de tecnologia nas redes de 5G capazes de espionar todas as atividades do complexo industrial e militar norte-americano e de seus aliados. O governo da China nega ter esse poder e reforça a independência de suas empresas.

Projetos
1. Dispositivos MnM de alta eficiência e baixo custo para aplicações em sistemas de ondas milimétricas de 30 a 110 GHz (nº 12/15159-2); Modalidade Jovens Pesquisadores; Pesquisadora responsável Ariana Serrano (USP); Investimento R$ 795.724,65.
2. EMU concedido no processo nº 12/15159-2: Analisador Vetorial de Rede (VNA) até 70 GHz (nº 16/23779-9); Modalidade Programa Equipamentos Multiusuários (EMU); Pesquisadora responsável Ariana Serrano (USP); Investimento R$ 469.808,18.

 

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