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26 outubro, 2025

Nova era nas armas leves: Taurus lança, em 2025, linha completa de suas principais pistolas em .38 TPC

 


*LRCA Defense Consulting - 26/10/2025

A Taurus Armas S.A. oficializou o lançamento do novo calibre .38 TPC (Taurus Pistol Caliber) para suas principais linhas de pistolas vendidas no Brasil, como G2C, GX2, G3 e GX4, consolidando uma inovação que responde diretamente às necessidades do mercado civil brasileiro e à evolução regulatória do setor. Este calibre foi desenvolvido em parceria estratégica com a CBC, líder em munições, trazendo novos padrões de potência, controle e adequação legal a armas de uso permitido, especialmente pensadas para defesa pessoal, familiar e patrimonial.​​

O calibre .38 TPC: inovação nacional
Criado para estar dentro do limite de energia para armas de uso permitido (407 joules), o .38 TPC possui média de 400 joules, cerca de 40% superior ao .380 ACP, superando a performance balística, inclusive em munições expansivas, e igualando-se às exigências do Protocolo do FBI, com penetração controlada de 14,5 polegadas. Uma das principais virtudes é o recuo significativamente menor — até 28% inferior ao tradicional 9mm — tornando o disparo mais confortável, a recuperação da linha de mira mais rápida e o controle melhor para tiros sequenciais.

G2C, GX2, G3 e GX4: pistolas versáteis no novo calibre
Os modelos que já lideravam vendas, como G2C, GX2, G3 e GX4, passam a oferecer versões em .38 TPC, além do tradicional .380 ACP (GX4 Carry). São pistolas compactas e leves, com alta capacidade de disparos, reconhecidas por fácil manuseio, ótima precisão e segurança, cada vez mais procuradas por civis que buscam defesa de sua família e propriedade.


Novos lançamentos Taurus em .38 TPC:

  • Pistola GX2
  • Pistola GX4 Carry (também em .380 ACP);
  • Pistola G3 T.O.R.O.
  • Pistola TX9 (disponível no final do ano)
  • Pistola 1911, modelo Standard e Officer (disponibilidade comercial para o segundo semestre de 2026)
  • Revólver Taurus RT385 (primeiro revólver em .38 TPC)

Importância para o cidadão brasileiro
A chegada do .38 TPC às pistolas mais populares da Taurus marca um salto qualitativo, sobretudo para quem busca uma arma leve e confiável para defesa pessoal. O controle de recuo permite disparos mais precisos mesmo sob estresse; a potência balística superior eleva o grau de proteção sem transgredir limites legais para uso civil. Além disso, o conforto no porte e no uso, aliado a plataformas reconhecidas por confiabilidade, favorece tanto o cidadão comum quanto profissionais da área de segurança privada e atiradores esportivos. O calibre também é indicado para mulheres e pessoas idosas, que geralmente buscam armas com menor recuo e fácil domínio.



Perspectivas e impacto no mercado
Esta aposta permite à Taurus se firmar como inovadora no segmento brasileiro, ampliando o portfólio simultaneamente com a atualização da legislação de CACs e maior valorização da defesa do cidadão. O novo calibre oferece melhor custo-benefício e adaptabilidade à realidade do Brasil, democratizando acesso à tecnologia e segurança efetiva com produtos prontos para uso civil, policial e esportivo.

A expansão do calibre .38 TPC nas plataformas G2C, GX2, G3, GX4, TX9 e 1911, além do Revólver Taurus RT385, é, sem dúvida, um dos acontecimentos mais relevantes do mercado brasileiro de armas leves em 2025, trazendo mais potência, controle e segurança ao cidadão que busca proteção eficiente, moderna e amparada pela legislação vigente.

31 dezembro, 2023

Calibre .38 TPC: a estratégia antifrágil da Taurus e da CBC

 

*LRCA Defense Consulting - 31/12/2023

No setor brasileiro de armas leves, munições e acessórios, a realidade que passou a imperar - à revelia da vontade da indústria, do comércio de bens/serviços e dos consumidores - é o novo arcabouço de normas legais representado pelos calibres oficialmente permitidos, pelas Portarias 164 e 166,  e pela autorização para controle de javalis, cujo último ato foi publicado no dia 27 deste mês.

Em vista das problemas trazidos pelas novas normas, vale lembrar que, no início dos anos 60 do século passado, a Marinha dos EUA popularizou uma "metodologia" que passou a balizar os planejamentos iniciais para qualquer atividade, sempre que persistissem dúvidas sobre o que fazer. Simbolizada pelo acrônimo KISS (keep it simple, stupid!), a expressão significa, em tradução direta e bem ao gosto americano, "mantenha o simples, estúpido!".  Ou seja, na dúvida, deve-se priorizar o que é mais simples de ser feito.

Assim, apesar da nova realidade imposta pelo governo brasileiro, algumas atividades "simples" são absolutamente necessárias:
- para o cidadão: continuar a adquirir armas, munições e acessórios para a defesa pessoal, da família e de seus bens;
- para os CACs: continuar a praticar a respectiva atividade nas melhores condições possíveis;
- para as empresas: continuar vendendo seus produtos e serviços, gerando empregos, lucros e divisas.

Para além do que é "simples", caberá à Associação Nacional das Indústrias de Armas e Munições (ANIAM), às federações e confederações esportivas, bem como aos representantes de todos os interessados nas Câmaras Municipais, nas Assembleias Legislativas e, principalmente, no Congresso Nacional, continuar na luta por flexibilizar as medidas relativas a calibres, tipos de armas, habitualidade, localização dos Clubes de Tiro e outras que foram engessadas de forma draconiana nas atuais normas.

Dentro das considerações acima, o primeiro fator a levar em conta é que dificilmente o calibre 9mm deixará de ser restrito neste governo, pois acredita-se que, para ele, esta não seja apenas uma questão técnica, mas sim ideológica. O segundo, é que, independente de ser melhor ou pior que os anteriores, agora existe um arcabouço legal a ser seguido, possibilitando que a "vida" continue, tanto para os cidadãos, como para os CACs e para as empresas. O terceiro, é que a luta continua...

A estratégia antifrágil da Taurus e da CBC
Certamente, não foi por falta de planejamento estratégico, flexibilidade e atenção às oportunidades que a Taurus e a CBC se tornaram duas das maiores empresas do mundo livre em seus respectivos setores.

Além de estarem ampliando vigorosamente a expansão geográfica de suas produções e vendas (EUA, Índia e Arábia Saudita), as duas indústrias, frente à nova situação no País, agiram com oportunidade e decidiram continuar a oferecer aos brasileiros a possibilidade de exercer seus direitos com relação às armas. Como empresas que são, decidiram também continuar a vender seus produtos para o mercado interno não institucional (cidadãos e CACs), tanto por este ser significativo em termos comerciais, quanto por ambas terem uma ligação afetiva e de responsabilidade para com ele.

Neste ponto, vale lembrar o conceito de antifragilidade, que consiste em uma característica pela qual as adversidades, especialmente as imprevistas ou não desejadas, tal como a realidade imposta hoje pelas novas normas, não são superadas apenas por atitudes reativas (que podem ser impensadas, não planejadas e até desastrosas, além de não produzirem muitos resultados positivos), mas pela chamada "aceitação estratégica". Neste caso, aceitar não significa permanecer resignado perante o problema, mas aceitar a realidade tal como ela se apresenta e não como gostaríamos que fosse, entendendo o contexto em torno de um imprevisto no menor prazo possível, aprendendo com isso e tomando as melhores decisões consequentes.

A questão aqui é perceber que certas coisas, depois que acontecem, provocam mudanças tão profundas que não há remédio que não seja se ajustar rapidamente, encarando o indesejável não como um problema, mas sim como uma oportunidade, mediante uma posição proativa e consciente, haja vista que a vida, o trabalho e os negócios seguidamente apresentam fatos novos, inesperados ou não desejados.

Assim, a estratégia antifrágil da Taurus e da CBC, frente à nova realidade dos calibres restritos, foi a de criar um novo calibre para o Brasil: o .38 TPC, que tem 40% mais de energia que o .38 (no limite permitido pela legislação) e potência suficiente para ser usado de forma eficiente na defesa pessoal e nas competições de Tiro Prático (IPSC). Como as duas empresas são as grandes patrocinadoras do esporte e o calibre TPC tem recuo e custos menores que o 9mm, com bons resultados finais, a tendência é que cada vez mais atletas adquiram armas nesse calibre, com ênfase nos atiradores dos níveis iniciais.

Tais considerações também se aplicam aos cidadãos comuns que irão adquirir armas a partir de agora, pois além da potência e do preço, serão armas de calibre permitido, acessíveis a qualquer pessoa habilitada.

É relevante lembrar que a outra opção seria a Taurus e a CBC voltarem-se ainda mais para o mercado internacional, abandonado os cidadãos e CACs que necessitassem de armas mais modernas e calibres mais potentes que o .380. Felizmente, essa opção foi prontamente rejeitada pelas duas empresas.

Ou seja, trazendo o conceito de antifragilidade para um jargão bastante popular, em menos de um mês após a publicação da restrição dos calibres, as duas empresas souberam fazer do "limão" a "limonada", e na melhor forma possível para todos os fins e efeitos.

Em entrevista ao repórter Pedro Pligher, de Money Times, Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, esclareceu a questão. “Houve muitos clientes se queixando de que não poderiam comprar uma G2c por conta do novo decreto”. Com a nova legislação, o calibre 9mm, usado na pistola, ficou restrito. “Mas agora poderão comprar a G2c no calibre .38 TPC”, afirma. Ele cita ainda que a nova munição possui algumas vantagens.

“Qual a grande vantagem desse calibre? Primeiro o recuo, pois é mais efetivo que o .380, mas com muito menos recuo (que o 9mm) e uma energia de impacto grande”, diz Salesio.

“Será um calibre mais barato que o do 9mm, na pistola e na munição”, diz. Segundo ele, "a redução deve ser de 5% em média”. Hoje, uma Taurus G2c 9mm na versão mais barata custa R$ 4.146,00 na loja online da Taurus. No novo calibre, deverá custar por volta de R$ 3.900,00.

Gráficos comparativos: Paulo Bedran (Instagram)
Os gráficos acima e os três textos entre aspas imediatamente abaixo foram extraídos de postagens efetuadas pelo Policial Federal e professor Paulo Elias Bedran Júnior,  em seu perfil no Instagram. Paulo Bedran foi um dos palestrantes na 1ª Conferência Internacional de Balística, realizada pela CBC de 06 a 08 de dezembro, onde discorreu sobre Balística Interna e Externa.

- "Pegue um estojo 9 mm Luger, corte cerca de 1 mm do seu comprimento e projete uma carga que não ultrapasse 407 joules de energia. Pronto, você tem um cartucho .38 TPC! Se for para apelidar o 38 TPC, mais justo seria chamá-lo de 9 mm Luger -P. O cartucho faz uso dos mesmos projéteis, tem o mesmo limite de comprimento, apenas está limitado a entregar não mais que 90% do desempenho do 9 mm Luger."

- "Como esperávamos, trata-se de estratégia das empresas envolvidas no projeto (Taurus e CBC) em apresentar uma opção de ferramenta para defesa mais eficaz e que, legalmente, se enquadre como PERMITIDO."

- "A linha .38 TPC contará com uma versão Bonded, equipada com projétil de 124 grains. A promessa é que esse projétil - em disparos diretos - penetre próximo de 14” na gelatina balística calibrada (10%), com expansão de, aproximadamente, 40% de seu diâmetro original, sem perda de massa. Resultados que, se comprovados, podem tornar o .38 TPC uma luz no fim desse túnel para os preteridos dos calibres restritos."

Efeitos comparativos em gelatina balística entre as munições 9mm 115 grs +P+, 9mm 124 grs +P, 9mm 147 grs +P e 38 TPC 124 grs bonded mostrados por um palestrante na 1ª Conferência Internacional de Balística

Um outro dado a considerar é que dificilmente as empresas estrangeiras irão adaptar suas armas para o novo calibre brasileiro, dado ao custo, ao mercado de um único país e ao alto valor de uma arma importada, acessível a poucos.

Portanto, esta Consultoria acredita que a estratégia da Taurus e da CBC, além de evidenciar a antifragilidade das duas companhias, possibilitará que cidadãos comuns, CACs e empresas continuem a exercer seus direitos e atividades relativos ao setor, da melhor forma possível dentro da nova realidade.

Com relação às indústrias e lojas, a tendência é que as vendas de armas e munições no mercado interno aumentem de forma significativa a partir de agora, dada à enorme demanda reprimida em todo o ano de 2023, contemplando, principalmente, produtos nesse novo calibre, tão logo estejam disponíveis.

13 novembro, 2023

Demanda reprimida de 200 mil armas pode ser chave para o sucesso do novo calibre da Taurus


*LRCA Defense Consulting - 13/11/2023

A Taurus Armas S.A. informou recentemente que o novo calibre que está sendo desenvolvido pela CBC - Companhia Brasileira de Cartuchos, chamado de Taurus Pistol Caliber (TPC), será 40% mais poderoso que o atual calibre .380, ficando no limite de energia à boca da arma (em joules) permitido pela nova legislação imposta pelo governo Brasileiro.

Segundo Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, o novo calibre .38 TPC será excelente para o esporte do tiro prático, haja vista ser potente e apresentar um menor recuo da arma que o 9mm, facilitando a retomada de cada tiro.

O executivo afirmou que, em breve, lançará no Brasil as pistolas G2c e GX4, as mais vendidas no Brasil, já no calibre .38 TPC.

Salesio informou também que, com a demora do governo em regulamentar o novo decreto que regula a questão de armas, munições e acessórios, há uma demanda reprimida representada por cerca de 200 mil Certificados de Registro (CR) já expedidos para pessoas que estão apenas aguardando a definição legal para adquirir a respectiva arma.

Essa demanda reprimida poderá ser a chave do sucesso para o novo calibre, haja vista que as novas aquisições tenderão a priorizar armas no calibre máximo permitido, como as pistolas G2c e GX4.

20 agosto, 2023

Taurus lança a pistola GX4 Carry Graphene T.O.R.O., subcompacta com maior capacidade de tiros


*LRCA Defense Consulting - 18/08/2023

A Taurus, maior vendedora de armas leves do mundo, segue ampliando o portfólio da 3ª geração de pistolas e lança a GX4 Carry Graphene T.O.R.O., que chega para compor a inovadora e multipremiada plataforma modular de pistolas GX4.

A mais nova subcompacta de alta capacidade conta com carregadores de 15 e 17 munições (pat. pend.), no calibre 9mm, e o sistema Taurus Optic Ready Option (T.O.R.O.) que, através de placa intercambiável, permite acomodar a maioria das miras ópticas disponíveis no mercado, além de possuir trilho padrão Picatinny para acessórios.

A versão conta com peças injetadas em grafeno e acabamento em Cerakote® Graphene, que traz todos os benefícios desta tecnologia pioneira e exclusiva da Taurus, como maior resistência e durabilidade para a pistola.

 A Taurus GX4 Carry Graphene T.O.R.O. tem sistema de disparo Striker Fire, cano de 3,7” revestido com uma camada de DLC (Diamond Like Carbon), tecnologia de ponta que aumenta a dureza do aço, além de punho em polímero, chassi interno em aço inoxidável de alta resistência e ferrolho com revestimento em Cerakote®.

O modelo é ideal para o porte velado devido às suas dimensões, com comprimento total de 6,56" (166,5mm), altura de 5,19" (131,7mm) e largura de 1,11" (28,3mm).

Assim como todas as pistolas da família GX4, vem com backstraps intercambiáveis, ou seja, o cliente pode ajustar o tamanho da empunhadura para se adequar perfeitamente à sua mão.

Seguindo os mais altos padrões de segurança, a pistola é equipada com trava do percussor, trava de gatilho e indicador de munição na câmara. A GX4 Carry Graphene T.O.R.O. ainda tem a opção de prolongador do carregador, comercializado separadamente.

Plataforma multipremiada de pistolas
Reconhecida pelo elevado padrão de qualidade e inovação, a pistola Taurus GX4 e suas versões encantaram o mercado nacional e internacional.

A plataforma de pistolas, desenvolvida pela Taurus em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas do mundo, em um curto período de dois anos, já é a mais premiada no competitivo mercado de armas norte-americano. Ao todo, foi contemplada com seis renomadas premiações.

Recentemente, a pistola Taurus GX4 XL ganhou o prêmio “Great Buy” como a “Melhor Pistola 2023”, na categoria microcompacta, da revista Outdoor Life, uma das três maiores publicações norte-americanas sobre esportes ao ar livre. O modelo foi reconhecido por ter um dos melhores valores vistos este ano e ser um grande negócio para quem procura uma arma 9mm compacta de baixo custo.

Em 2022, a plataforma de pistolas GX4 conquistou o cobiçado prêmio Handgun of The Year, da revista GUNS & AMMO, premiação mais importante da indústria de armas dos Estados Unidos – maior mercado do setor no mundo.

Também se destacou na quinta edição anual do Ballistic‘s Best Guns Of The Year Awards e ganhou, em 2022, o prêmio Best Value Handgun, da revista Ballistic, nos Estados Unidos. A escolha dos editores para a premiação foi para a arma que oferece a melhor relação entre recursos oferecidos ao usuário e seu preço (melhor custo-benefício), e a família GX4 foi a seleção lógica nestes critérios.

Em 2021, ano de seu lançamento, a pistola Taurus GX4 ganhou dois dos mais importantes prêmios do setor nos Estados Unidos: Melhor Nova Arma de 2021 e Melhor Novo Produto Geral na 5ª edição do NASGW-POMA Caliber Awards (Prêmios de Qualidade / Excelência). A NASGW (The National Association of Sporting Goods Wholesalers) é a entidade que representa atacadistas de esportes de tiro, fabricantes e seus parceiros comerciais.

Em avaliação feita por Rob Reaser – autor e coautor de vários livros sobre armas e também editor-chefe da Shoot On, principal fonte de notícias especializadas dos Estados Unidos – o conceituado especialista declarou que a GX4 é a micropistola mais precisa que a Shoot On já testou, e que a GX4 na versão T.O.R.O. mantém o alto desempenho de sua versão standard.

A Taurus já recebeu mais de 38 prêmios internacionais e é a marca mais importada pelo exigente e competitivo mercado norte-americano. Os reconhecimentos confirmam a relevância dos produtos da companhia no mundo, especialmente no mercado dos EUA (responsável por absorver mais de 80% de suas vendas globais), e dão grande visibilidade à inovação, tecnologia e qualidade empregada na produção.

Por meio de seu Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/Estados Unidos (CITE), a Taurus tem agilidade no lançamento de produtos com tecnologia incorporada e materiais inovadores, oferecendo ao mercado armas diferenciadas e de qualidade a custos competitivos.

O desenvolvimento de produtos alinhados às práticas ESG (sigla em inglês para “ambiental, social e governança corporativa”) é parte essencial da estratégia de negócios da Taurus e torna o portfólio da marca ainda mais completo e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas do mundo, preparado para atender a todas as necessidades dos consumidores.

09 novembro, 2022

Taurus poderá fazer aquisição ou parceria nos EUA visando o mercado policial do país

Agentes de Law Enforcement nos Estados Unidos

 
*LRCA Defense Consulting - 09/11/2022

Em duas lives realizadas hoje (Sara Invest e Eleven Financial), o CEO Global da Taurus Armas, Salesio Nuhs, divulgou publicamente a intenção da empresa em disputar o mercado americano de pistolas para agências de aplicação da lei (Law Enforcement), como polícias, tribunais e correcionais, em todos os níveis (federal, estadual e municipal). 

As armas previstas para essa disputa pertencem à revolucionária Família de Pistolas GX4, com ênfase na versão full (de serviço), como será detalhado mais abaixo.

Segundo Salesio, como a Taurus USA não tem tradição em comercializar armas para os órgãos de segurança americanos, mas somente para civis, há a possibilidade de ser feita uma parceria ou mesmo a aquisição de uma empresa (marca) americana que a tenha, pois isso facilitaria o ingresso nesse mercado.

Para tanto, já se encontra nos Estados Unidos o Assessor Especial da Presidência da Taurus que, entre outros assuntos, está também tratando desse.


Trecho da live de hoje com a Elevem, onde o CEO da Taurus detalha o assunto


Mercado de Law Enforcement

O planejamento da empresa para o mercado americano de Law Enforcement começou a ser divulgado ainda em dezembro de 2021, durante a reunião da Apimec. 

Sem dúvida, disputar esse segmento no país que tem o maior mercado mundial para armamento leve é um passo gigantesco, mas a Taurus está se armando devidamente para isso, pois sabe que irá bater de frente com as gigantes mundiais do setor, como Ruger, Smith & Wesson, Springfield Armory, SIG Sauer, Glock, CZ e Beretta, entre outras.

Além da associação ou aquisição de uma empresa americana, os diferenciais da Taurus estarão em muita inovação e tecnologia, pois já lançou no Brasil a versão da arma com grafeno e está com estudos avançados para a utilização do nióbio. Além disso, essa arma contará também com as tecnologias DLC (material que dá ao aço a resistência do diamante - diamond like carbon) e polímero de fibras longas.

A empresa também está negociando um contrato inédito de nacionalização da tecnologia de aplicação de DLC, que hoje já é utilizada no cano da pistola GX4 na fábrica da Taurus nos EUA e estará disponível para a Taurus no Brasil. Além disso, está sendo montada também uma parceria inédita de transferência de tecnologia com uma empresa norte-americana para desenvolver polímeros com fibras longas, material que proporciona maior resistência e robustez ao produto. Os engenheiros da Taurus já estão desenvolvendo um protótipo no Brasil para aplicação em carregadores de armas táticas.

Em síntese, tais tecnologias visam proporcionar maior resistência, robustez, leveza e durabilidade à arma, tornando-a também praticamente imune à corrosão (conhecida como "câncer dos metais"), qualidades estas que são muito valorizadas pelos mercados policiais e militares americanos e que, conforme a empresa, poderão se constituir em um diferencial imbatível nos EUA e no mundo.

Segundo o planejamento estratégico da Taurus, em um horizonte temporal próximo, a montagem das pistolas da Plataforma GX4 será completamente robotizada, em mais um passo da empresa em direção à Indústria 4.0.


Família de pistolas GX4 poderá ser o novo grande trunfo da Taurus no mundo

A GX4, diferentemente das congêneres que a antecederam (Família G: G2c, G3 e G3c), é uma plataforma de pistolas. 

Desenvolvida com protocolo militar pelo CITE - Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA da Taurus, a arma foi concebida com a estratégia de ser completamente modular.

Isso significa que todo o seu mecanismo interno vai ser sempre o mesmo, mas será possível fazê-la crescer e atender às várias necessidades dos mercados civil, policial e militar.

Assim, ela poderá crescer no tamanho do cano, do ferrolho (caso da versão XL), da empunhadura e na capacidade de tiros. É uma microcompacta que poderá se transformar numa compacta ou numa full size (tamanho de serviço). Poderá ser uma micro com cano de compacta, uma micro com empunhadura de uma compacta, além de diversas outras variações possíveis.

A nova plataforma GX4 possibilitará aos clientes dispor de um mesmo "miolo" para uma família completa de armas, proporcionando uma enorme flexibilidade, facilidade logística (em suprimentos e manutenção) e grande economia de custos, tanto para os clientes como para a empresa, haja vista que esta poderá "enxugar" e racionalizar suas linhas de montagem.

Apenas como um exemplo de utilização, uma força militar ou policial poderá utilizar uma GX4 full size para uso em serviço e uma microcompacta como arma de backup, entre outras possibilidades, ambas com o mesmo mecanismo interno. 
 
Uma outra opção que está em desenvolvimento é a versão de competição, fechando assim o ciclo de utilizações da arma: uso pessoal, forças militares, forças de segurança e tiro esportivo.



Uma arma já multipremiada nos EUA
Em 2021, ano de seu lançamento, a pistola Taurus GX4 ganhou dois dos mais importantes prêmios do setor nos Estados Unidos:  Melhor Nova Arma de 2021 e Melhor Novo Produto Geral na 5ª edição do NASGW-POMA Caliber Awards (Prêmios de Qualidade / Excelência). A NASGW - The National Association of Sporting Goods Wholesalers é a entidade que representa atacadistas de esportes de tiro, fabricantes e seus parceiros comerciais.

Em novembro de 2022, a arma conquistou a premiação mais importante da indústria de armas dos Estados Unidos: o cobiçado prêmio Handgun of the Year 2022, oferecido pela revista americana GUNS & AMMO.

Em avaliação feita por Rob Reaser - autor e co-autor de vários livros sobre armas e também editor-chefe da Shoot On, principal fonte de notícias especializadas dos Estados Unidos - o conceituado especialista declarou que a GX4 é a micropistola mais precisa que a Shoot On já testou, e que a GX4 TORO mantém o alto desempenho de sua versão standard.

 

12 agosto, 2022

Pistola Taurus GX4 e lanterna tática Streamlight TLR-6: uma combinação de sucesso nos EUA

Pistola Taurus GX4 equipada com uma lanterna tática Streamlight TLR-6, em foto da Taurus USA

*LRCA Defense Consulting - 14/08/2022

A pistola microcompacta Taurus GX4 está sendo um grande sucesso de vendas nos Estados Unidos, especialmente como arma de backup ou de porte velado, com diversas publicações e sites especializados trazendo elogios à qualidade, precisão e robustez da arma, ressaltando ainda o seu atraente custo-benefício.

Esse fato já fez com que diversos fabricantes de acessórios tivessem a atenção despertada para a GX4, desenvolvendo e/ou adaptando equipamentos para ela.

Um deles é a ultraleve e compacta lanterna tática Streamlight TLR-6, plenamente compatível com a Taurus GX4. O acessório é composto por uma lanterna LED C4 de 100 lumens (máximo de 2.000 candelas, suficiente para cerca de 89 metros de alcance do feixe) e um laser vermelho de 640-660nm para permitir a fácil identificação de possíveis ameaças antes de agir.

A comutação ambidestra permite acessar todos os três modos de operação (lanterna, laser e ambos), sendo que estes possuem desligamento automático de 10 minutos para proporcionar economia de bateria, que têm duração de uma hora (somente LED ou combinação de LED/laser) e de 11 horas (somente laser). As duas baterias de lítio CR-1/3N podem ser substituídas enquanto a lanterna ainda está montada na pistola; portanto, não há necessidade de realizar um ajuste após a troca.

A lanterna tática Streamlight TLR-6 foi especialmente projetada para ser presa com facilidade e segurança no guarda-mato. É resistente à água na classe IPX4 (boa proteção contra respingos), bem como à queda de 1 metro de altura. 

Nos EUA, seu preço gira em torno de 100 dólares. No Brasil, o produto importado está custando cerca de R$ 1.700,00.


Vídeo produzido pela Streamlight Inc. mostrando a lanterna tática em uso na GX4



03 outubro, 2021

Taurus: visita técnica da Secretaria de Justiça do RS poderá se traduzir em novas vendas


*LRCA Defense Consulting - 03/10/2021

No dia 28 de setembro, o Secretário de Justiça e Sistema Penal e Socioeducativo (SJSPS), Mauro Hauschild, e o Superintendente dos Serviços Penitenciários, José Giovani Rodrigues de Souza, realizaram uma visita técnica às instalações da fábrica da Taurus, em São Leopoldo (RS).

Na ocasião, foram recepcionados pelo CEO Global da empresa, Salesio Nuhs, que, na linha de produção, demonstrou aos visitantes as potencialidades e qualidade do amplo portfólio de produtos Taurus. 

Em uma visita guiada nas dependências da fábrica, os integrantes puderam acompanhar o desenvolvimento das peças e componentes das armas, bem como os novos armamentos produzidos pela empresa. 

Pistola TS9 RA (ambidestra)

As autoridades realizaram manuseio e disparos com as pistolas TS9 RA (ambidestra), G2c e com a microcompacta GX4, além dos modelos inéditos que estão em fase de homologação como o fuzil T4 no calibre .300 BLK e o revólver modelo 460.

Fizeram parte da comitiva visitante o secretário adjunto, Cel PM Egon Kvietinski, o diretor do Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP), Vagner Cogo, o responsável pelo setor de material bélico da Susepe, Jeferson Pavanelo, e os assessores de assuntos institucionais da SJSPS, Jonathan Silva e César Kurtz. 

Considerando-se que os visitantes representam o alto escalão administrativo e técnico da SJSPS e da Susepe, é razoável supor que tenham ido conhecer e testar especificamente as pistolas TS9 RA e G2c, visando uma futura aquisição da primeira para uso em serviço e, da segunda, para backup e/ou uso velado. 

Comitiva da SJSPS e da Susepe conheceu a linha de montagem da  Taurus

Fuzil T4
Recentemente, a Secretaria da Administração Penitenciária do Governo do Estado do Rio Grande do Sul adquiriu 30 novos fuzis Taurus semiautomáticos modelo T4 para reaparelhamento bélico da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) do Estado, sendo que, em julho deste ano, já havia comprado 20 fuzis T4 e 150 espingardas CBC Pump Military de calibre 12, com as armas sendo distribuídas por todo sistema prisional gaúcho, bem como aos Grupos de Intervenção Regional da Susepe.

01 setembro, 2021

Taurus planeja lançar pistola GX4 com grafeno ainda neste ano

"O desenvolvimento de aplicações de grafeno nas armas de fogo será um divisor, um fato muito relevante para o mercado mundial de armas curtas".

*LRCA Defense Consulting - 01/09/2021

A revolucionária pistola microcompacta GX4, lançada em maio no Brasil e nos Estados Unidos pela Taurus Armas, está próxima de se tornar mais revolucionária ainda.

Recentemente, o CEO Global da empresa, Salesio Nuhs, divulgou que, ainda em 2021, será lançada uma versão da arma com grafeno, material que estará presente nos componentes injetados e no tratamento superficial das peças metálicas.

Para tanto, estão adiantadas as pesquisas realizadas pelo CITE - Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia da Taurus juntamente com a UCSGraphene, no bojo do convênio oficializado no dia 30 de junho com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) para realizar pesquisa e desenvolvimento de armamentos com grafeno. 

Por ser uma tecnologia disruptiva, o grafeno tende a competir com tecnologias existentes e substituir materiais com décadas de uso. Suas aplicações permitem desenvolver produtos mais leves e com alta resistência mecânica.

O uso do grafeno proporcionará um melhor desempenho contra oxidação, para evitar a corrosão, bem como potencializará as propriedades mecânicas, como resistência ao impacto, além de reduzir o peso da arma. 

Segundo Salesio Nuhs, a utilização do grafeno na produção de armas de fogo será uma revolução neste mercado e as pesquisas estão bastante avançadas, com testes já sendo realizados e apresentando bons resultados. "O desenvolvimento de aplicações de grafeno nas armas de fogo será um divisor, um fato muito relevante para o mercado mundial de armas curtas. O principal pilar estratégico da Taurus é a pesquisa, desenvolvimento e inovação. Neste sentido, um dos grandes diferenciais é o nosso Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia (CITE), que possibilita a empresa ter agilidade no desenvolvimento de produtos e tecnologia, sempre com foco nos desejos dos clientes e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas do mundo. A aplicação do grafeno elevará ainda mais a qualidade e eficiência na fabricação dos nossos produtos", afirmou o CEO Global da Taurus.

De acordo com o coordenador da UCSGraphene, professor Diego Piazza, o grafeno é o futuro para inúmeras áreas, incluindo a indústria de armas. "Armamentos contendo grafeno em sua composição são mais leves e resistentes. Essa parceria da UCS com a Taurus abre portas para a pesquisa e fabricação de produtos muito mais modernos e tecnológicos", pontua Piazza.

23 maio, 2021

Taurus: pistola GX4 poderá ser um negócio milionário

A GX4 poderá se constituir em um grande sucesso de vendas nos EUA, semelhante ou ainda maior que suas "irmãs mais velhas", G2c, G3 e G3c.

 
*LRCA Defense Consulting - 23/05/2021 (atualizada às 22h32)

No dia 19, a Taurus Armas lançou, simultaneamente no mercado americano e no brasileiro, sua nova e revolucionária arma, a pistola microcompacta GX4. O lançamento se deu após três anos de um intenso trabalho, sendo a primeira arma totalmente concebida e desenvolvida pelo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA (CITE) da empresa.

O lançamento causou uma grande expectativa no Brasil e nos EUA. Neste último país - maior mercado mundial para armas leves (de porte e portáteis) - diversos conceituados experts e publicações especializadas haviam recebido a arma para testes, em uma grande ação de marketing da Taurus. Assim, ainda no dia 19 e no seguinte, a Internet foi inundada com avaliações técnicas sobre a GX4, todas trazendo elogios à arma e à empresa. Veja algumas:

- American Rifleman | Review: Taurus GX4 Micro-Compact Pistol
- Gx4, la nuova ultracompatta di Taurus - Armi e Tiro
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Taurus Trumps Themselves with the GX4! - MichaelBane.TV
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American Handgunner Rethinking Concealed Carry - The New Taurus GX4
- New Taurus GX4 Sub-Compact 9mm Concealed Carry Handgun
- Taurus GX4 Sub-Compact Pistol w/ 2 Magazines $389.99 FREE Shipping 
- NEW Taurus GX4: The Next Generation Micro 9mm -The Firearm Blog
- Taurus GX4 Handgun a New Sub-Compact 9mm for Concealed Carry ~ VIDEO
- Taurus GX4 9mm Pistol is Small, Concealable and Affordable
- The All-New Taurus GX4
- Taurus GX4 Micro-Compact 9mm Pistol: Concealment with High C
- FIRST LOOK! Taurus GX4 9mm | Shoot On | New CCW Pistol
- The All-New Taurus GX4
- The All-New Taurus GX4 - ThinkingAfield.org

Até às 20h30 (no Brasil) do dia 19, o controle de mídia da Taurus registrou 266 mil visualizações somente nos vídeos que foram divulgados no Instagram, Facebook e Youtube da empresa.

 

A arma
A GX4 - chamada de "cereja do bolo" da linha G - não é uma continuidade dessa linha, mas sim uma complementação dela, com diversos aperfeiçoamentos e novas soluções tecnológicas que a situam num patamar premium. Desenvolvida para ser "um divisor de águas" para a multinacional gaúcha, a arma passa a ocupar um novo, importante e até então inexplorado nicho de mercado para a companhia: o segmento das microcompactas, estimado pela Taurus em cerca de 40% do mercado de pistolas nos EUA.

Desenhada no calibre 9mm, sua capacidade é de 12 cartuchos (11 no carregador e um na câmara), podendo ainda usar um carregador estendido de 13 cartuchos, aumentando assim a capacidade total para 14 tiros. Além da maleta de transporte, a arma vem com dois carregadores, um coldre para porte velado de Kydex IWB, uma correia com cadeado para arma e um chaveiro especial que pode ser utilizado para desmontagem da pistola.

Em termos de acessórios, no site americano da Taurus já está disponível uma grande diversidade de coldres, miras de trítium, red dots, extensão de carregador (Pinky) e diversos outros, todos desenhados especialmente ou perfeitamente adaptados para a arma. 

Além disso, a GX4 também terá uma versão TORO (pronta para óptica), tal como a G3, G3c e TX22. Segundo o seu CEO, a empresa já está em processo de importação de muitos desses acessórios, alguns dos quais podem ser conferidos abaixo:





Um negócio milionário
Não bastasse ingressar em segmento ainda inexplorado (para a empresa) no maior mercado do mundo, oferecendo uma arma premium de alta qualidade, a Taurus cumpre a promessa de seu CEO Global, Salesio Nuhs: "no Brasil e nos EUA ninguém baterá a GX4 em preço e qualidade. Será uma tremenda de uma novidade que vai possibilitar à Taurus aumentar seu market share nos EUA".

Realmente, ao sugerir o preço de US$ 392,00 para venda nas lojas, a multinacional brasileira não verá competidores num horizonte de, pelo menos, 100 dólares à frente, o que é uma enorme vantagem competitiva. Uma rápida pesquisa realizada ontem (22) no site da loja Palmetto State Armory mostra os preços praticados pelas cinco principais armas concorrentes:
- Smith & Wesson M&P 9 Shield Plus: $549.99
- Glock 43X: $549.99
- Springfield Hellcat Micro Compact: $549.99
- Ruger Max-9: $599.99

- SIG Sauer P365 XL: $649.99

A "tremenda de uma novidade", como foi descrita pelo CEO da Taurus, provocou um número recorde de pedidos antecipados (backorder) de 160 mil armas, ainda há seis dias antes do lançamento. Estima-se que, até o dia de ontem, esse número já estivesse próximo a 200 mil armas. E com um detalhe: a maioria das lojas tem hoje a arma como out of stock (fora de estoque), estabelecendo lista de espera.

Detendo cerca de 15% do mercado americano de armas curtas (pistolas e revólveres) e quarta mais vendida nesse mercado, é razoável esperar que, com a introdução da GX4 nesse novo nicho, a Taurus venha a conquistar preciosos pontos e aumentar seu market share nos EUA. 

No Brasil, a GX4 irá estrear em grande estilo no binômio preço/qualidade, já que a opção importada mais comum custa mais de R$ 12.000,00, um valor muito alto para o consumidor médio brasileiro. A revolucionária arma teve seu preço de lançamento definido em R$ 6.390,00 para CACs, militares, policiais e outras categorias autorizadas a comprar direto do fabricante, em linha com a alta qualidade e com as características inovadoras que a arma embute. Nas lojas, o preço varia com a estratégia de cada lojista.

Considerando a histórica  e cultural atração que os americanos têm por armas e por novidades que ofereçam um excelente binômio preço/qualidade, esta Consultoria acredita que a GX4 poderá se constituir em um grande sucesso de vendas nos EUA, semelhante ou ainda maior que suas "irmãs mais velhas", G2c, G3 e G3c. Caso este cenário se concretize, a expressão "divisor de águas" usada pelo CEO Global da Taurus estará absolutamente correta, pois a empresa poderá dar um salto em vendas e lucratividade.

A título de curiosidade, veja o comparativo em tamanho entre a GX4 e suas principais concorrentes nos EUA:

  
Taurus GX4 x SIG Sauer P365XL

Ruger Max-9 vs Taurus GX4

Taurus GX4 x Glock 43X

Taurus GX4 vs Sprigfield Hellcat


Taurus GX4 vs Smith & Wesson M&P 9 Shield Plus

 

No dia posterior ao lançamento, o portal especializado americano Guns.com publicou uma rápida e interessante análise sobre a arma.

Nova Micro 9 Taurus GX4: capacidade 11 + 1 e abaixo de $ 400


*Guns.com - 20/05/2021

A Taurus quer enfrentar os grandes fabricantes com sua nova micro pistola, projetada para oferecer o máximo de ocultação sem sacrificar a capacidade ou a ergonomia - a GX4 .

Especificações à parte, a 11 + 1 9mm é do tamanho das populares .380 "pistolas de bolso", usando um cano de 3,06 polegadas para chegar até um comprimento total máximo de 6,05 polegadas. A arma é fina, com pouco mais de uma polegada de largura e 4,4 polegadas de altura em sua parte mais alta. O peso descarregado é de 18,6 onças. Totalmente carregada com 12 cartuchos de JHPs de 147 grãos, encontramos nossa arma de teste atingindo 23,9 onças na balança. 

Comparada com outras micro 9s recentemente introduzidas, como a Ruger MAX-9 , Sig Sauer P365 , Smith & Wesson Shield Plus e Springfield Armory Hellcat, a GX4 é uma sósia no que diz respeito ao tamanho. Além disso, seus pentes nivelados mantêm uma rodada extra sobre o compartimento em comparação ao da SIG ou ao da S&W, ao mesmo tempo em que estão no mesmo nível da Springfield e um a menos do que a Ruger. 

Comparado ao já popular modelo G3C da Taurus, que possui uma capacidade 12 + 1, a GX4 é visivelmente mais curta e mais leve. (Todas as fotos: Chris Eger / Guns.com)


O mesmo pode ser dito quando comparado com uma das rainhas de longa data do mercado CCW de 9 mm, a Glock 43.  

Ao contrário das outras quatro micro 9s no mercado, a GX4 atualmente não é oferecida em um formato pronto para ótica, embora deva ser notado que a Taurus adicionou recentemente a série TORO à sua linha G3; então, a possibilidade de uma GX4 com uma mira red dot no futuro não deve ser descartada [Nota: a empresa já anunciou uma versão TORO - pronta para óptica]. 

Além disso, ao contrário de outras Micros por aí, a GX4 tem um preço sugerido de US $ 392, o que atrapalha a concorrência. A coisa mais próxima desse ponto de preço até agora é a Ruger MAX-9 com um preço sugerido de $ 499, com as outras pistolas se situando em patamares superiores de preço, especialmente nos modelos mais sofisticados. 

A Taurus GX4 é construída em uma estrutura interna de aço inoxidável com empunhadura de polímero; a atenção foi dada para ter um perfil nivelado e sem obstáculos.

A arma usa um padrão agressivo de pontilhado ao longo da parte frontal da empunhadura, dos painéis laterais, de toda a extensão da correia traseira, bem como da parte dianteira do gatilho nas localizações do teclado. 

A correia traseira padrão está instalada, enquanto uma correia traseira de grande expansão está incluída para quem procura uma posição de pulso mais elevada na empunhadura. Observe o sistema de pino de remoção, em vez de uma alavanca, bem como as serrilhas deslizantes dianteiras e traseiras.


A Taurus GX4 sai de fábrica com dois carregadores embutidos com corpo de aço de 11 cartuchos.


Fabricado pela Mec-Gar na Itália, eles têm orifícios de testemunho na parte traseira, um seguidor laranja e uma placa de piso que fica nivelada com a parte inferior do cabo da pistola. A Taurus oferece um carregador de 11 rodadas opcional com extensão de dedo para aqueles que desejam uma pegada mais longa, bem como um carregador estendido de 13 rodadas com uma manga de punho.


Em vez de plástico, que costuma ser visto em muitas pistolas comercializadas para transporte, a GX4 tem miras de aço com um ponto frontal branco e uma mira traseira com entalhe quadrado escurecido ajustável por deriva que tem serrilhados na parte traseira para minimizar o brilho. Elas usam um padrão comum de pós-venda para fácil substituição de visores de trítio ou fibra óptica.


Para resistir ao ambiente, a GX4 tem um cilindro de aço inoxidável com tratamento DLC (Diamond-Like Carbon) preto acetinado, enquanto um revestimento de nitreto de gás maximiza a dureza da superfície do ferrolho. Enquanto isso, as peças de controle operacional têm um revestimento de Teflon e o batente de deslizamento de aço tem sobremoldagem de polímero. As peças internas de metal são niqueladas.

A GX4 é enviada em uma maleta de transporte com alça, contendo ainda dois carregadores de 11 cartuchos, manual do usuário e uma correia com cadeado para arma.

 

Até agora, passamos por 100 rodadas sem problemas e encontramos o gatilho para quebrar em 90 graus, com muito pouca recepção e uma tração de 6 libras em média; portanto, fique atento para uma revisão completa nos próximos dias. Mostrado aqui com um coldre DeSantis Inside Heat IWB que se ajusta como uma luva.

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