Pesquisar este portal

Mostrando postagens com marcador made in India. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador made in India. Mostrar todas as postagens

26 abril, 2025

Taurus lançará uma grande novidade na Índia: o primeiro revólver em aço inoxidável do país

 


*LRCA Defense Consulting - 24/04/2025

A JD Taurus, joint venture entre a brasileira Taurus Armas e a indiana Jindal Defence, lançará em breve uma grande novidade na Índia: o primeiro revólver em aço inoxidável produzido no país.

O Taurus RT073 é um pequeno e confiável revólver de seis tiros no calibre .32 S&W Long facilmente ocultável pelas suas dimensões. O cano de duas polegadas do modelo RT073 vem com uma massa de mira serrilhada e removível, otimizando o porte velado ou ostensivo, além de ser uma boa opção para defesa residencial.

A novidade inédita no país é bonita e ergonômica, contando com uma empunhadura anatômica de borracha macia da Taurus, o que proporciona conforto ao atirar no estande ou em qualquer outra situação de treinamento. É dotado de ação dupla e simples, o que possibilita maior rapidez e precisão nos disparos subsequentes.

A novidade, pelo seu ineditismo, já está tendo boa repercussão nas mídias sociais indianas que estão antecipando o lançamento.

Características do revólver JD Taurus RT073:
Calibre
– .32 S&W Long
Peso (descarregado) – 645 g
Capacidade – 6 tiros
Comprimento do cano – 2" (51 mm)
Material do quadro, tambor e cano – Aço inoxidável
Comprimento total – 6,57" (167 mm)
Altura total – 4,56" (116 mm)
Largura – 1,41" (35,8 mm)
Ação – SA/DA (ação simples/ação dupla)
Sistema de segurança – Barra de transferência (interna)
Raias – 5
Miras – Dianteira serrilhada removível e traseira fixa
Passo de raia – 1:8,75"




19 março, 2024

JD Taurus: operação na Índia poderá mudar as perspectivas da Taurus Armas

 


*LRCA Defense Consulting - 19/03/2024

No dia 16 de março, a Taurus Armas S.A. informou que a JD Taurus - sua unidade fabril na Índia em joint venture (JV) com a Jindal Defence - iniciou suas operações, com produção de armas civis e, mediante demanda, com armas destinadas aos mercados militar, policial e paramilitar indianos.

Impacto para a Taurus Armas: EBITDA e dividendos
Desde que a joint venture foi formada, uma das questões mais recorrentes se prende à determinação de qual será o impacto que a unidade fabril indiana poderá produzir na Taurus Armas, especialmente no que tange a resultados financeiros.

No release distribuído à imprensa brasileira e internacional, a empresa afirmou que sua capacidade inicial de produção é de 250 mil armas/ano, podendo ser expandida facilmente em caso de alta demanda, especialmente se vencer a megalicitação de fuzis em curso para o Exército Indiano ou outra licitação de grande porte. Essa possibilidade de expansão se deve ao fato de a fábrica estar situada dentro de um terreno total bem maior. Além disso, visando o prestígio a empresas locais, uma parte da produção está sendo terceirizada, pelo menos inicialmente, fazendo com que a necessidade de espaço interno fabril seja menor.

Em ocasiões anteriores, a Taurus havia afirmado que a capacidade inicial total de produção é de 1.500 armas/dia, sendo em torno de 1.000/1.150 armas civis/dia, conforme demanda, e o restante destinada, em princípio, a armas táticas. 

Assim, após iniciada a operação fabril e com os dados de produção confirmados, é possível realizar uma estimativa do referido impacto, no caso de a produção prevista para um ano ser totalmente cumprida e vendida. 

Para tanto, está sendo considerado que o ticket médio (TM) de venda seja de US$ 900,00, um valor bastante conservador em vista dos preços praticados na Índia para pistolas e revólveres, mesmo que de qualidade e tecnologia visivelmente inferior às armas da JD Taurus.

Em consequência, se as 250 mil armas/ano forem totalmente vendidas com um TM de US$ 900,00, o total seria de US$ 225 milhões. Como a Taurus tem 49% da JV e não tem custos, receberia US$ 110,25 milhões ou, ao câmbio de hoje, cerca de R$ 551,25 milhões praticamente limpos, o que significaria um poderoso incremento em seu EBITDA e na capacidade de pagar um alto valor em dividendos. 

Caso a produção/venda seja total na Índia, ou seja, de 1.500 armas/dia, redundaria em uma quantidade anual de 375.000 armas, superior ao número (recorde) de 366.000 armas vendidas no mercado brasileiro em 2022.

Licitações para o mercado governamental
No tocante às armas táticas, além da megalicitação de 425 mil fuzis para o Exército indiano, que está em curso e com conclusão prevista para breve, a JD Taurus já está participando de mais duas.

A primeira é uma licitação do Exército Indiano para a compra de 550 submetralhadoras, em que a JD Taurus T9 (JD Taurus) e a ASMI 9x19mm MP (Lokesh Machines Limited - LML)  foram as duas classificadas para prosseguirem para a segunda fase (avaliação financeira), sendo rejeitadas, na avaliação técnica, armas de conceituados fabricantes internacionais: Tanfoglio CBR-9/TCMP, IWI UZI Pro, G72 9mm SMG, CZUB CZ Scorpion e B&T MP-9.

A segunda é uma licitação para fornecer 618 pistolas TS9 para a Força de Segurança Especial do estado de Uttar Pradesh.

Em ambas, a JD Taurus tem excelentes chances.

A visão estratégica do CEO Global da Taurus
Desde que firmou o contrato de joint venture com o Grupo Jindal, em fevereiro de 2020, o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, afirmou inúmeras vezes, em palestras, lives e comunicados, que a operação na Índia poderia mudar as perspectivas de sua empresa.

No entanto, foi em dezembro de 2022, quando já havia passado a pandemia, que a JV começou a tomar forma prática, com a aceleração da construção dos prédios e da instalação dos equipamentos na unidade fabril situada na cidade de Hisar, no estado indiano de Haryana, não por coincidência também sede da Jindal Stainless Steel (JSL Hisar), maior produtora de aço inoxidável da Índia. 

Nesse mesmo mês, durante um evento com investidores na fábrica de São Leopoldo, Salesio afirmou, com grande entusiasmo, que a Índia representa uma oportunidade ainda muito maior e mais perene do que aquela que a empresa teve no ano de 2021, quando a Taurus percebeu e se preparou a tempo para a impressionante e inédita demanda que viria nos EUA, aproveitando-a ao máximo e fazendo de 2021 o melhor ano da história da companhia.

Com o início das operações fabris e a confirmação dos números possíveis de serem alcançados na Índia, a visão estratégica do CEO Global da Taurus está se tornando uma realidade, com a fábrica indiana podendo vir a se constituir em um novo divisor de águas para a multinacional brasileira, assim como já o foram, anteriormente, a sua venda para a CBC, a assunção da equipe dirigente liderada por Salesio Nuhs e o turnaround "de livro" que esta implementou na empresa.

Saiba mais:

- Na Índia, JD Taurus inicia produção de lotes-piloto de suas armas Made in India

- Pronta para iniciar sua operação na Índia, JD Taurus ativa seu site e informa as armas a serem produzidas

16 março, 2024

Imprensa indiana destaca o início das operações da JD Taurus e sua importância para o país

A JD Taurus dá ênfase significativa à qualidade em todas as etapas da produção para garantir uma fabricação consistente e confiável de armas de fogo. (Imagem: JD Taurus)

*LRCA Defense Consulting - 16/03/2024

A imprensa indiana destacou o início das operações da JD TAurus, joint venture entre a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. e a empresa indiana Jindal Defense Systems Pvt Limited (Jindal Group), ressaltando a importância da iniciativa para as estratégias prioritárias de defesa do país conhecidas como "Make in India" (Fazer na Índia) e "Atmanirbhar Bharat" (Índia Autossuficiente).

Uma das principais tônicas das reportagens enfatiza que "Sob a marca JD Taurus, a JDSPL está preparada para transformar o cenário da fabricação de armas de fogo na Índia e reduzir a dependência do país das importações".

O assunto mereceu registro em diversos órgãos de imprensa, como o The Print e o Financial Express, este o mais conceituado portal de negócios da Índia, cuja matéria segue abaixo, além de outros como MSN, The Week, Tribune India, Devdiscourse, United News of India, Maritime Gateway, Press Trust of India, Aviation World, Janta Serishta, Indian Defence Research Wing (IDRW), Market Beat, ANI, Raksha Anirveda, The Hindu Business Line, India Strategic, The Times of Bengal etc.

Visão parcial da unidade fabril da JD Taurus

JD Taurus: pioneira na fabricação indígena de armas de fogo em Hisar
- Abrangendo mais de dois hectares, a instalação representa uma fusão de experiência global e tecnologia de ponta.

*Financial Express - 15/03/2024

Logo após o recém-concluído Diálogo 2+2 Índia-Brasil, a Jindal Defense Systems Private Limited (JDSPL) iniciou operações em sua moderna fábrica de armas de fogo localizada em Hisar. Este é um empreendimento colaborativo com a Taurus Armas SA, fabricante líder de armas de fogo com sede no Brasil. Sob a marca JD Taurus, a JDSPL está preparada para revolucionar o cenário de fabricação de armas de fogo na Índia e diminuir a dependência do país de armas importadas.

Abhyuday Jindal, descendente da estimada família OP Jindal, fez investimentos na empresa, solidificando ainda mais a sua fundação. Abrangendo mais de dois hectares, a instalação representa uma fusão de conhecimento global e tecnologia de ponta. 

Com uma capacidade de produção anual de até 250.000 armas, a JD Taurus está estrategicamente posicionada para atender à crescente demanda no país. No próximo exercício financeiro, a empresa pretende produzir de 25.000 a 30.000 armas de fogo. Projetado para rápida escalabilidade e diversificação de produtos, a JDSPL obteve todas as aprovações e autorizações regulatórias necessárias, incluindo as do Ministério de Assuntos Internos.

Medidas rigorosas de controle de qualidade, refletindo os padrões da Taurus Armas, foram implementadas em todo o processo de fabricação, abrangendo design, integração, testes e verificações de disparo.

Abordando a importância da produção local e alinhando-se com a iniciativa “ Make in India ”, o Coronel Amit Baveja (Retd), Diretor de Negócios da JD Taurus, enfatizou o compromisso da empresa em reforçar as capacidades de defesa do país, ao mesmo tempo que estimula o talento local e promove o desenvolvimento socioeconômico. desenvolvimento na região. O foco principal continua a ser equipar o setor governamental, particularmente as forças militares, paramilitares e várias unidades policiais estatais, com armamento superior para responder às crescentes exigências.

A JD Taurus obteve certificações para uma ampla gama de produtos, com agregação de valor significativa na Índia para vários itens, incluindo rifles, carabinas, submetralhadoras, metralhadoras e revólveres.

Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas, expressou orgulho em iniciar a produção nas instalações da joint venture em Hisar, citando a confiança nos pontos fortes combinados e nos avanços tecnológicos para atender às crescentes necessidades do setor de defesa.

A instalação está equipada com um campo de tiro dedicado para testes rigorosos, garantindo a confiabilidade de cada arma de fogo e o cumprimento de rigorosas medidas de controle de qualidade. Além disso, foram criados laboratórios de qualidade para ensaios metalográficos e meteorológicos, além de uma área de montagem gerenciada por Sistema de Controle de Acesso.

Guiada pelos padrões ISO 9001 e 27001, a JD Taurus dá ênfase significativa à qualidade em todas as etapas da produção para garantir a fabricação consistente e confiável de armas de fogo. Protocolos de segurança rigorosos estão em vigor para salvaguardar o bem-estar dos funcionários, enquanto pessoal altamente qualificado mantém padrões de precisão e qualidade nos processos de fabricação.

Em última análise, a JD Taurus aspira ser reconhecida como um fabricante de armas de classe mundial, fornecendo produtos de qualidade superior capazes de operar em diversos terrenos e temperaturas extremas. Através da dedicação incansável à excelência e à inovação, a JD Taurus pretende deixar uma marca indelével no panorama da indústria de defesa da Índia, contribuindo para a segurança nacional e a prosperidade econômica.
xxxxxxxxxxxxx

Fuzil JD Taurus T4 é um forte concorrente na megalicitação para as Forças Armadas indianas


O vídeo acima (Canal H&H Gun Custom, do YouTube), embora esteja em inglês, pode ter legendas em português quando visto no YouTube, bastando habilitá-las e, depois, habilitar a tradução para o português.

 Saiba mais:

- Na Índia, JD Taurus inicia produção de lotes-piloto de suas armas Made in India

- O enorme potencial da pistola PT57, a primeira arma civil a ser fabricada pela JV da Taurus na Índia 

- Mercado civil indiano pode aumentar em 40% o faturamento trimestral da Taurus

- Ainda sobre o potencial do mercado civil indiano para a Taurus

- Pronta para iniciar sua operação na Índia, JD Taurus ativa seu site e informa as armas a serem produzidas

15 março, 2024

Na Índia, JD Taurus inicia produção de lotes-piloto de suas armas Made in India


*LRCA Defense Consulting - 15/03/2024

A nova unidade fabril na Índia da JD Taurus, joint venture entre a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. e o grupo indiano Jindal Defense Systems Pvt Limited, iniciou a produção de lotes-piloto de armas de fogo em março de 2024.

Nesta fase, a produção está sendo assistida in loco pela equipe da Taurus do Brasil, conforme estabelecido no processo de transferência de tecnologia (ToT) e conhecimento para o corpo profissional da Planta indiana.

O objetivo dos lotes-piloto é garantir que nos lotes industriais propostos estejam estabelecidas condições técnicas, operacionais e de processo de fabricação, bem como alto nível de segurança e qualidade para que os produtos e processos sejam reproduzidos em escala industrial.

A unidade fabril na Índia produzirá armas de fogo para o mercado militar e civil. A fabricação de armas de fogo destinadas ao mercado militar, policial e de segurança ocorrerá de acordo com as propostas que serão adjudicadas.

A fábrica tem atualmente capacidade de produção anual de até 250 mil armas, mas tem possibilidade de aumento, dependendo da demanda.

Megalicitação de carabinas e outras licitações
Está em andamento a maior licitação já realizada no mundo para 425.000 carabinas para o Ministério da Defesa, na Índia, na qual a JD Taurus está participando com versões do seu Fuzil T4. O envio de amostras de carabinas será realizado ainda neste mês para as avaliações classificatórias, que seguirão um rigoroso protocolo de testes a serem realizados em uma base no Himalaia, em condições de baixa temperatura, e no deserto, em altas temperaturas. 

A empresa também participa em outras licitações de menor volume para forças policiais e paramilitares para as quais, a médio prazo, os negócios estimados são superiores a US$ 30 milhões.

A Taurus é conhecida no mercado global por preços competitivos, tecnologia de ponta, qualidade superior e alto volume de produção (algo que poucos fabricantes do setor são capazes). Esses são alguns dos fatores que fizeram a Taurus vencer, entre outras, a licitação para fornecimento dos fuzis T4 ao Exército das Filipinas em 2022, competindo com outros grandes fabricantes internacionais de armas de fogo.

Pioneira
A Taurus, Empresa Estratégica de Defesa e integrante da Base Industrial de Defesa Brasileira (BID), é pioneira no programa de transferência de tecnologia para o promissor mercado de defesa indiano, em conformidade com o programa "Make in India" que visa desenvolver a indústria e o mercado local. A JD Taurus é uma das primeiras empresas privadas a ter uma fábrica de armas de fogo de pequeno porte no estado de Haryana.

A parceria com a Jindal Defense, que também contou com apoio institucional da Nebraska Capital de Porto Alegre, foi celebrada em 2020 durante o primeiro Diálogo Brasil-Índia da Indústria de Defesa realizado no Fórum Empresarial Índia-Brasil (IBBF), organizado pelo Ministério das Relações Exteriores do Governo da Índia. Jindal Defense e Taurus Armas S.A. possuem participação acionária na razão de 51:49. Enquanto a Taurus contribuirá com sua tecnologia, a Jindal Defense contribuirá com o capital.

Dessa forma, o Brasil, conhecido como um país que tradicionalmente exporta bens do setor primário, tornou-se, através da Taurus, uma referência na exportação de tecnologia para um dos países mais importantes do mundo, o maior em termos de população e em um setor de Defesa extremamente estratégico, onde a Índia já se destaca em termos de investimentos para o desenvolvimento de armas e equipamentos com tecnologia de ponta.

Índia: um grande mercado
A Índia possui uma das maiores Forças Armadas do mundo em termos de efetivo. Existem cerca de 1,4 milhão de militares. O mercado indiano possui cerca de 7 milhões de profissionais de segurança privada. Com uma população de mais de 1,4 bilhão de habitantes, a Índia é o país mais populoso do mundo. 

Entre os anos de 2018 e 2023, a Índia foi o maior importador de armas do mundo e está entre os cinco primeiros países do mundo com maior gasto no setor de Defesa. 

A Índia é considerada a quarta potência militar do mundo, atrás apenas dos EUA, Rússia e China. Além disso, possui o quinto maior PIB do mundo, à frente de países como Reino Unido, França, Itália, Canadá, Rússia e Coreia do Sul. 

O potencial na Índia no setor de Defesa é imenso. Os empregos criados com a nova planta e a transferência de tecnologia estão sem dúvida fazendo desta uma nova era no setor de Defesa indiano.

Saiba mais:

- O enorme potencial da pistola PT57, a primeira arma civil a ser fabricada pela JV da Taurus na Índia 

- Mercado civil indiano pode aumentar em 40% o faturamento trimestral da Taurus

- Ainda sobre o potencial do mercado civil indiano para a Taurus

31 agosto, 2023

A ambiciosa modernização da Defesa do Brasil: forjando colaboração estratégica com a Índia para mísseis Akash e sistemas avançados de artilharia


*Financial Express, por Huma Siddiqui - 31/08/2023

A busca do Brasil por capacidades militares avançadas deu uma guinada significativa à medida que o país vislumbra uma potencial aquisição de armamento de ponta da Índia. O Comandante do Exército Brasileiro, General Tomas Miguel Mine Ribeiro Paiva, realizou nesta quinta-feira uma visita estratégica às instalações da Bharat Electronics Ltd (BEL) em Bangalore. Esta visita ressaltou o grande interesse do Brasil em adquirir os sistemas de mísseis terra-ar Akash de última geração, fabricados pela BEL e pela Bharat Dynamics Ltd.

Altos oficiais do exército brasileiro tiveram reuniões com os CMDs da BEL e BDL no início deste ano na LAAD DefExpo no Rio, Brasil.

O Comandante do Exército Brasileiro, General Tomas Miguel Mine Ribeiro Paiva, em visita pela primeira vez, observou uma impressionante demonstração de poder de fogo do Exército Indiano em Pokhran, no Rajastão. Ele demonstrou grande interesse em armas e equipamentos fabricados na Índia, apoiando a iniciativa de autossuficiência. Um exercício de armas combinadas foi realizado envolvendo várias unidades como veículos blindados, infantaria, artilharia, defesa aérea e meios de aviação no campo de tiro de Pokhran.

Esta colaboração entre o Brasil e a Índia marca um passo notável no reforço das capacidades de defesa do Brasil. Fontes diplomáticas confirmaram ao Financial Express Online que esta visita decorre das aspirações do Brasil de reforçar a sua infra-estrutura de defesa. O sistema de mísseis Akash, conhecido por seu desempenho excepcional em diversas altitudes, está na vanguarda dos planos de aquisição do Brasil.

Contudo, os interesses da delegação brasileira não se limitam ao sistema de mísseis Akash. As principais fontes diplomáticas citadas acima revelaram que a delegação também está explorando a aquisição de canhões Howitzer de 155 mm. Duas empresas indianas, incluindo a Bharat Forge, já responderam à Solicitação de Propostas (RfP) do Brasil, indicando um envolvimento promissor na perspectiva.

As ambições do Brasil estendem-se também ao desenvolvimento de um sistema de artilharia autopropulsada sobre rodas. No início deste mês, o Brasil emitiu uma Solicitação de Propostas (RfP) e uma Solicitação de Licitação (RFT) para um sistema de artilharia autopropelida sobre rodas de 155 mm.

Sobre a RfP
O Brasil divulgou recentemente uma solicitação formal de propostas para aquisição de um sistema de artilharia autopropelida sobre rodas de 155 mm. Isto marca um passo significativo à medida que procuram substituir uma parte dos seus obuseiros M114A1 existentes. O Comando Logístico, representado pela Comissão do Exército Brasileiro em Washington, emitiu este documento. O objetivo é adquirir alguns veículos iniciais para avaliação, seguidos de mais 34 sistemas para equipar grupos de artilharia de campanha. Os requisitos incluem um chassi de caminhão de alta mobilidade, capaz de transportar até seis tripulantes e armamentos diversos. O alcance desejado para disparar esses projéteis é de até 40 quilômetros.

Este projeto é um componente-chave da estratégia global do Brasil para modernizar suas capacidades militares. O esforço também inclui a aquisição de veículos iniciais para avaliação, seguida pela aquisição de sistemas adicionais para implantação em grupos de artilharia de campanha.

Os requisitos para o sistema de artilharia autopropelida sobre rodas são rigorosos, abrangendo alta mobilidade, opções de chassis robustos e capacidade de atingir alvos a até 40 quilômetros de distância. De acordo com informações disponíveis de domínio público até o momento, a israelense Elbit Systems, a francesa Nexter Systems e a empresa de defesa local Avibras Indústria Aeroespacial responderam à RfP.

Sobre o sistema de mísseis Akash

A pedra angular do futuro quadro de defesa do Brasil reside na colaboração com a Índia, como demonstrado pelo interesse no sistema de mísseis Akash. Este sistema de armas de defesa aérea indígena foi projetado para neutralizar ameaças provenientes de diversas altitudes e condições climáticas. Além disso, a compatibilidade do sistema com veículos de alta mobilidade aumenta a sua flexibilidade tática.

A colaboração entre a Bharat Electronics Limited (BEL) e a Bharat Dynamics Limited (BDL) produziu uma sinergia notável na produção do sistema de mísseis Akash. Com a habilidade eletrônica da BEL e as capacidades de integração da BDL, este esforço conjunto está preparado para remodelar o cenário de defesa do Brasil.

Engajamentos de defesa de alto nível
À medida que as duas nações exploram sinergias no setor da Defesa, embarcaram em compromissos diplomáticos de alto nível. Delegações lideradas por Anurag Bajpai, Secretário Adjunto da Índia, colaboraram com seus homólogos brasileiros para identificar áreas de cooperação estratégica. Tais esforços sublinham o âmbito mais amplo da colaboração entre a Índia e o Brasil, transcendendo as aquisições militares imediatas.

Em essência, o alcance estratégico do Brasil à Índia para recursos de Defesa avançados mostra a crescente parceria entre as duas nações. Ao adotar plataformas “Made in India”, o Brasil sinaliza o seu compromisso de melhorar as suas capacidades de defesa através de tecnologia de ponta.

 

01 setembro, 2022

Índia que firmar uma parceria com a Argentina na área de Defesa. Caças Tejas estão no pacote


*LRCA Defense Consulting - 01/09/2022

Há poucos dias, esta editoria divulgou o interesse da Argentina nos caças leves indianos LCA Tejas, fato que foi reconhecido oficialmente pela Índia.

Agora, após a Índia ter oferecido uma avaliação técnica completa dessa aeronave de combate à Força Aérea Argentina, uma delegação da indiana Hindustan Aeronautics (HAL), chegou a este país e, juntamente com o Embaixador junto à Argentina, Dinesh Bhatia, reuniu-se com o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Julio Guardia, com o Brigadeiro Xavier Julian Isaac, Chefe de Gabinete da Força Aérea, e com o General Guillermo Pereda, Chefe do Estado-Maior do Exército, para mostrar as capacidades de defesa "Made in India" e explorar possibilidades de cooperação e intercâmbio visando uma futura parceria de defesa entre os dois países.




Postagem em destaque