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15 agosto, 2021

Além de fuzis, Taurus poderá vender submetralhadoras e pistolas para a Índia


*LRCA Defense Consulting - 12/08/2021 Atualizada em 15/08)

O Presidente e CEO Global da Taurus Armas, Salesio Nuhs, informou ontem (11), durante as lives em que comentou sobre os resultados do segundo trimestre de 2021 (2T21), que, além de fuzis T4, a empresa poderá fornecer submetralhadoras e pistolas a instituições policiais indianas que demonstraram interesse nas armas brasileiras.

Os novos interesses tiveram origem nas Forças Paramilitares Indianas (algo como a nossa Polícia Federal; veja abaixo), que quer avaliar a submetralhadora SMT9, e em um órgão policial não especificado, que demonstrou interesse na pistola brasileira TS9, mesmo modelo do qual as Filipinas compraram 20 mil unidades.

Licenças para manufatura e venda
O CEO da Taurus informou também que a empresa se tornou a primeira companhia privada (não governamental) a obter as licenças para manufatura e venda (produção e comercialização) de armas na Índia, as quais foram expedidas recentemente.

Início da produção da Jindal Taurus
Com relação ao início das operações da Jindal Taurus Defence Systems Private Ltd. (joint venture com o Jindal Group), Salesio afirmou que estão previstas para janeiro de 2022, haja vista que a vacinação em ambos os países está bastante adiantada, possibilitando o desenvolvimento das operações.

Para tanto, a empresa enviará à Índia, provavelmente em setembro, uma grande  equipe acompanhada de 10 unidades de cada um desses tipos de armas: fuzil T4 em três versões, três tipos de pistola e um de submetralhadora (metralhadora de mão), para serem analisados pelas Forças Armadas, Paramilitares e Policiais indianas visando as licitações e interesses em curso, bem como futuras aquisições. Uma parte dessa equipe terá também a missão de fazer o espelhamento da unidade fabril brasileira na Índia.

Forças Paramilitares Indianas - Forças Policiais Armadas Centrais (Central Armed Police Forces)
Com efetivo total de mais de 880 mil integrantes, entre homens e mulheres, o termo "Forças Policiais Armadas Centrais" (CAPF) refere-se à nomenclatura geral que engloba cinco forças policiais armadas federais da Índia sob a autoridade do Ministério do Interior, também conhecidas como Forças Paramilitares, embora haja uma grande confusão com essa "nomenclatura" nesse país, com algumas fontes afirmando que essas seriam apenas as forças conhecidas como Assam Rifles e a Força Especial de Fronteira. Seu papel é defender o interesse nacional principalmente contra as ameaças internas. São elas:
- Força de Segurança de Fronteira (BSF);
- Força Policial de Reserva Central (CRPF);
- Força de Segurança Industrial Central (CISF):
- Polícia de Fronteira Indo-Tibetana (ITBP);
- Sashastra Seema Bal (SSB).

Além da função principal, todas as CAPFs estão envolvidas no auxílio à Polícia em situações de garantia da Lei e da Ordem e, também, ao Exército em Operações Antiterroristas.  

Polícias Armadas Estaduais
Além dessas, há ainda 14 Polícias Armadas Estaduais, também com um grande efetivo de policiais, igualmente dotadas com fuzis, pistolas e submetralhadoras obsoletas.

Outras forças
Para se ter uma ideia da quantidade de forças militares e policiais, existem ainda na Índia (na maioria, dotadas de armamento importado moderno):
- Guarda de Segurança Nacional;
- Grupo de Proteção Especial;
- Força de Proteção Ferroviária;
- Força Nacional de Resposta a Desastres;
- Guarda Costeira;
- Forças Especiais.

Armamento indiano: submetralhadora
A submetralhadora mais utilizada pelas forças policiais indianas é a JVPC - Joint Venture Protective Carbine, também conhecida como MSMC - Modern Sub Machine Carbine até 2014, uma arma hoje com calibre 9 × 19mm Parabellum (anteriormente 5,56 × 30 mm MINSAS) que está substituindo as submetralhadoras Sten (inglesa) e SAF Carbine 2A1 (indiana).

Trata-se de uma submetralhadora indiana projetada pelo Armament Research and Development Establishment of Defense Research and Development Organization e fabricada pela estatal Ordnance Factory Board na Fábrica de Armas Pequenas, em Kanpur, e na Fábrica de Armas Tiruchirappalli. Foi desenvolvida para o Exército Indiano com base na experiência anterior da família de armas de fogo da estatal INSAS.

Embora com um design aparentemente mais moderno, é uma arma de concepção mais antiga (2006), carecendo dos aperfeiçoamentos tecnológicos presentes nas modernas submetralhadoras, como as SMT9 da Taurus, por exemplo.

File:MSMC - Modern Sub Machine Carbine.jpg
Submetralhadora MSMC

Armamento indiano: pistola
Com algumas exceções, a pistola padrão das forças armadas e policiais é a Pistol Auto 9mm 1A, uma antiga e obsoleta pistola semiautomática de ação simples, cópia licenciada da pistola Inglis 9mm (Browning Hi-Power), fabricada sob licença na Índia pela empresa estatal Rifle Factory Ishapore desde 1981. A Hi-Power foi descontinuada em 2017 pela Browning Arms, mas permanece em produção sob licença e ainda é utilizada como pistola padrão pelas forças armadas e policiais de diversos países.

Em virtude desse fato, a Jindal Taurus Defence Systems Private Ltd., caso seja escolhida para produzir uma nova pistola padrão para os mercados militar, paramilitar e policial desse país, poderá ter aí um negócio bilionário para a empresa, haja vista os grandes efetivos dessas forças.

File:Pistol Auto 9 mm 1A - Kolkata 2012-01-23 8779.JPG
Pistol Auto 9mm 1A

Com Fuzil T4, Taurus participará de megalicitação de fuzis CQB
No dia 13 de fevereiro, a imprensa indiana informou que o exército desse país emitiu um novo pedido de informações (RFI) para uma aquisição rápida de 93.895 carabinas CQB (a carabina/fuzil Close Quarter Battle é uma arma mais curta que o fuzil de assalto, própria para o combate aproximado). Isso ocorre cinco meses depois que o Ministério da Defesa revogou a licitação para adquirir um número semelhante de carabinas sob o Procedimento Fast-Track (FTP).

Além da licitação urgente e emergencial de 93.895 carabinas/fuzis CQB, recentemente a Índia solicitou 10 unidades do Fuzil T4 para submetê-los a testes, haja vista que pretende fazer, em data ainda não definida, uma megalicitação ainda maior, que poderá variar entre 350.000 e 500.000 fuzis/carabinas CQB para suas unidades de Infantaria, especialmente as que atuam nas regiões de fronteira, onde há a possibilidade de serem travados combates aproximados.

Cluster Aeroespacial recebe Avibras como nova empresa âncora

 


*Parque Tecnológico São José dos Campos - 13/08/2021

O Cluster Aeroespacial Brasileiro tem uma nova empresa âncora: a Avibras Indústria Aeroespacial.

Reconhecida mundialmente pela excelência e qualidade em tecnologias críticas nas áreas aeroespacial, eletrônica, veicular e de defesa, a nova associada representará os setores espacial e de defesa no mercado nacional e segmento espacial no mercado internacional.

“O Cluster Aeroespacial Brasileiro é reconhecido internacionalmente, protagonista no setor aeronáutico. Estamos trabalhando para fortalecer também os segmentos espacial e de defesa. A Avibras é uma das principais empresas mundiais nessas áreas. A chegada deles ao Cluster contribui para que possamos levantar as demandas e assim desenvolver a cadeia produtiva, elevando a competitividade das empresas do Cluster em todas as frentes”, afirma Marcelo Nunes, diretor-geral do PqTec

Com seis décadas de história, a empresa conquistou diferenciais competitivos únicos, excelência em qualidade e inovação, fundamentais para se manter em destaque no mercado mundial. Atualmente está entre as 100 maiores empresas exportadoras do Brasil, atendendo clientes no Oriente Médio, África, Ásia e América Latina.

A empresa é certificada pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa e é considerada a principal integradora privada em lançadores e foguetes do Programa Espacial Brasileiro, com acesso para operação ao Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, e ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte.

Para Luiz Alberto Gentil Mendes, Senior Manager – Innovation and Technology da Avibras, a associação reforça a expertise da empresa nos setores aeroespacial e de defesa: “O Cluster Aeroespacial Brasileiro é um importante ambiente para apoiar a consolidação da indústria aeroespacial, buscando sinergia e aumento de competitividade no mercado global, fortalecendo os negócios do setor. Participar do Cluster como empresa âncora vem ao encontro do propósito do Espaço Avibras de Tecnologia e Inovação (EATI), que é atuar como a “embaixada” da Avibras para pesquisa, desenvolvimento e inovação e em ambiente de parcerias e colaboração com universidades e institutos de pesquisa e agências de fomento”.


 

14 agosto, 2021

Embraer revela seu mais recente projeto turboélice de 70-90 assentos

novo turboélice embraer
Inesperadamente, o novo turboélice da Embraer terá motores montados na cauda, ​​em oposição às hélices montadas nas asas convencionais. Foto: Embraer

*Simple Flying - 13/08/2021

Durante uma apresentação hoje, a Embraer nos deu mais detalhes sobre seu próximo projeto de turboélice. Um executivo da empresa forneceu mais informações sobre  o que podemos esperar da nova oferta da Embraer, enquanto o presidente e CEO da empresa ainda compartilhou algumas imagens de como a aeronave ficará quando estiver pronta para voar.

Tornando o turboélice atraente novamente

“Após o surgimento dos jatos regionais, os turboélices perderam seu apelo”, observa Luis Carlos Affonso, vice-presidente sênior de Engenharia, Desenvolvimento de Tecnologia e Estratégia Corporativa da Embraer. O executivo da empresa fez os comentários durante a apresentação da aeronave hoje. Affonso afirma que os passageiros hoje em dia veem os turboélices como “velhos , "apertados” e “barulhentos”, embora não possuam espaço suficiente no compartimento superior.

Affonso então observou o seguinte sobre a nova aeronave da Embraer:

“Nossa proposta aqui é oferecer um turboélice de alta tecnologia, de 70 a 90 assentos, com a mesma seção transversal dos E-Jets. Muito confortável, sem assentos intermediários e compartimentos superiores espaçosos.”

Também parece que o fabricante de aviões está definido para ir em uma direção diferente quando se trata de posicionamento do motor para sua nova aeronave. Ao contrário das ofertas da ATR e De Havilland Canada, o novo turboélice Embraer terá motores montados na fuselagem traseira. Isso, diz ele, proporcionará uma cabine silenciosa e permitirá a compatibilidade com jetbridge.

Turboélice Embraer
As representações anteriores indicaram motores montados nas asas. Foto: Embraer

Silencioso e eficiente

“Com essas características de mudança de jogo, esta aeronave substituirá perfeitamente os atuais jatos regionais de 50 assentos em mercados muito importantes”, observa Affonso. Além disso, espera-se que a aeronave tenha uma queima de combustível 20% melhor do que a dos jatos, resultando em emissões 20% menores e menores custos operacionais. Essa afirmação parece ser uma das características mais comuns das novas aeronaves, com uma expectativa não declarada de que cada nova geração de aeronaves lançada oferece um aumento de eficiência em torno de 20-25%.

“Mesmo com a tecnologia de propulsão atual, esse design inovador proporcionará ganhos significativos e sustentáveis. Ainda este ano, nossas equipes de aviação comercial fornecerão mais detalhes sobre este conceito inovador.”

Embraer E175
Embora os jatos sejam mais rápidos para rotas mais longas, os turboélices desempenham um papel fundamental no atendimento a aeroportos menores e na operação de rotas mais curtas. Foto: Embraer

O resultado final

Portanto, vamos resumir o que sabemos até agora sobre o novo turboélice da Embraer:

  • Com a alegação de que não haverá assentos intermediários, podemos esperar que os assentos da classe econômica tenham uma configuração de 2 a 2.
  • Os motores serão montados na cauda, ​​levando a uma cabine mais silenciosa.
  • A cabine mais silenciosa também oferecerá compartimentos superiores maiores - uma tendência cada vez mais popular.
  • Com a afirmação de que a aeronave “substituirá os atuais jatos regionais de 50 assentos”, ao mesmo tempo que terá capacidade para 70-90 passageiros, poderíamos ver uma configuração de 50 assentos que inclui uma espaçosa classe premium.
  • E, é claro, podemos esperar um grande salto na eficiência aliado a uma queda nos custos operacionais quando comparados à geração atual de aeronaves da mesma categoria.

Todas as afirmações da Embraer levam a uma oferta bastante empolgante. Na verdade, não vimos um novo turboélice oferecido há algum tempo, com o programa ATR72-600 de 70 a 80 lugares, lançado em 2007. Infelizmente, embora os detalhes sejam revelados nos próximos meses, não esperamos que a nova aeronave esteja disponível até 2027.

‘A Embraer conseguiu fazer a virada’, diz presidente da empresa

Embraer assume compromisso de operações neutras em carbono até 2040


*Dinheiro Rural - 14/08/2021

Depois de um 2020 muito difícil, a Embraer dá sinais de que começa a deixar o pior para trás. Após sofrer com a crise da covid-19 e com a desistência da Boeing de comprar sua divisão de aviões comerciais, a fabricante brasileira conseguiu registrar um lucro líquido ajustado de R$ 212,8 milhões entre abril e junho de 2021 – o primeiro resultado trimestral positivo desde o começo de 2018. “A gente conseguiu fazer a virada e preparar a companhia para um crescimento sustentável”, disse ao Estadão o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto.

Diante desse resultado, o executivo prometeu dobrar o faturamento da empresa nos próximos anos, algo que considerava improvável em 2020. “(Agora) a visão é um pouco mais otimista do que no ano passado, quando estávamos no meio da crise, sem muita perspectiva. Revisamos o plano e enxergamos esse potencial. É um plano bem robusto e pé no chão.”

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

A Embraer anunciou que pretende dobrar a receita. Em entrevista ao ‘Estadão’ no ano passado, o sr. disse que dobrar o faturamento até 2025 ‘seria muito’. O que mudou?

A vacinação avançou. A visão é um pouco mais otimista do que no ano passado, quando estávamos no meio da crise, sem muita perspectiva. Revisamos o plano e enxergamos esse potencial. É um plano bem robusto e pé no chão. Neste ano, a receita vai ficar entre US$ 4 bilhões e US$ 4,5 bilhões. Estamos falando em entregar entre 45 e 50 aviões comerciais e entre 90 e 95 aviões executivos. Quando se projeta isso para cinco anos, com o crescimento do mercado, imaginamos a aviação comercial voltando a 100 aviões e a executiva passando dos 120 aviões. Também assinamos, em novembro, um contrato de 20 anos de serviços da OGMA (empresa portuguesa de manutenção de aviões em que a Embraer tem 65% de participação) com a Pratt & Whitney (fabricante de motores de aeronaves). Isso permite quase triplicar o faturamento da OGMA, de € 200 milhões para € 600 milhões por ano. Ainda estamos capturando market share na área de serviço da nossa própria frota. Isso do lado da receita. Neste ano, com crescimento de receita modesto, saímos de um caixa negativo de US$ 900 milhões para algo entre US$ 150 milhões e zero. O que está acontecendo é puro ganho de eficiência. Reduzimos os estoques, gerenciamos os investimentos, reduzimos os custos do que compramos. A companhia agora é mais ágil, leve e enxuta. Estamos indo para um cenário de maior receita, e a rentabilidade vai melhorar mais que proporcionalmente.

O sr. implementou um programa de corte de custos que reduziu também investimentos em marketing. A Embraer não participou, por exemplo, da feira de Oshkosh (uma das maiores de aviação). Entrando nessa nova fase do setor, com empresas retomando voos, há perspectiva para voltar os investimentos em marketing e no comercial para alavancar vendas?

Esse controle de gastos é inteligente. Estamos tentando usar mais marketing digital. Mas muitas feiras foram canceladas. Em algumas estaremos presentes. Estamos tentando racionalizar, mas não estamos contendo despesa em marketing. Ao contrário, uma das iniciativas é uma série de atividades para fortalecer vendas de produtos existentes.

No ano passado, a empresa demitiu 2,5 mil funcionários. Mais demissões podem ocorrer ou a crise ficou para trás?

Não estamos falando mais em demissão. Estamos agora discutindo o futuro. A produção vai crescer, isso vai demandar mais gente, a menos que ocorra uma catástrofe. Ainda ficamos preocupados quando escutamos sobre a variante Delta. Mas os números do segundo trimestre mostram que a gente conseguiu fazer a virada e preparar a companhia para um crescimento sustentável.

A reunificação da empresa, após a desistência da Boeing na compra da divisão comercial, foi concluída? Como está o processo de arbitragem e quando isso deve terminar?

A reintegração está concluída, com exceção de processos de TI, que esperamos concluir no começo de 2022. O processo de arbitragem é confidencial, mas esperamos que se encerre até janeiro de 2023.

A Embraer anunciou projetos sustentáveis ambientalmente, apresentou inclusive um avião demonstrador elétrico. Mas a empresa também já afirmou que novos projetos só saem do papel quando houver parcerias para diluir o investimento. Avançar nessas pesquisas de novas soluções tecnológicas vão, então, depender de se conseguir sócios?

A gente está no meio termo. No projeto do turboprop (um novo avião turboélice que competiria com o ATR, da Airbus e da italiana Leonardo), recentemente conversamos com aéreas americanas, que mostraram interesse. Continuamos trabalhando no desenvolvimento do produto. O que queremos é acelerar esse processo e, para isso, estamos buscando parceiros. O eVTOL (nome oficial do ‘carro voador’) segue no mesmo caminho. Estamos negociando com uma Spac (empresa que primeiro abre capital na Bolsa para, depois buscar um projeto para investir) para fechar a estrutura. Continuamos trabalhando no desenvolvimento, mas precisamos de parceiros para acelerá-lo.

Então a possibilidade de não realizar novos projetos sem parceiros continua valendo?

Estamos com boas expectativas boa de fechar parcerias. O eVTOL está mais avançado, mas o turboprop também. Não dá para dizer que não vai acontecer. As coisas são dinâmicas.

A Airbus está trabalhando para desenvolver um avião a hidrogênio. A Boeing aposta em combustíveis sustentáveis. A Embraer apresentou, ontem, várias soluções para ter aeronaves mais sustentáveis. Mas qual seria a grande aposta da empresa?

Nossos aviões já estão preparados para operar com 50% de SAF (combustível de aviação sustentável). Isso só depende de certificação e de ter disponibilidade do combustível. Com relação a outras tecnologias, elas dependem dos fabricantes de motores, até mais do que da Embraer. O SAF é uma opção de curto prazo. O hidrogênio é de mais longo prazo e a eletrificação, neste momento, vemos como uma solução mais difícil para aviões grandes. Nossa abordagem será ampla.

Outras empresas que estão criando eVTOLs prometem entregá-los em 2024. A Embraer poderia antecipar seu prazo, hoje de 2026?

Temos uma engenharia que consideramos muito competente. Esse é um produto disruptivo, não se trata de um avião comum. Nossa engenharia indicou o prazo de certificação para 2025. É difícil julgar o que as outras estão fazendo. No caso da Embraer, que tem experiência de certificação, esse é o melhor que a gente acha que pode fazer.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Com metas ESG, Embraer assume compromisso de operações neutras em carbono até 2040

 Electric Demonstrator


*LRCA Defense Consulting - 14/08/2021

A Embraer, como parte de seu compromisso com a construção de um futuro sustentável, anunciou hoje novas e ambiciosas metas de ESG, incluindo um compromisso com operações neutras em carbono até 2040. A Empresa desenvolveu metas ambientais e de responsabilidade social, as quais incluem a oferta de um ambiente de trabalho inclusivo para todos os colaboradores e o lançamento de um veículo de emissão zero, todos integrados ao plano de sustentabilidade corporativa da Companhia. As metas de ESG têm como objetivo ajudar a levar a Empresa e o setor de aviação adiante.

“Na Embraer, reconhecemos a urgência da crise climática e estamos totalmente comprometidos com um futuro mais sustentável. Estamos intensificando nossos esforços para minimizar nossa pegada de carbono ao permanecermos dedicados a soluções inovadoras que tenham um impacto mais amplo para nossos clientes, comunidades locais e nossas aeronaves”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. “O ESG está no centro do propósito da Embraer e é por isso que o incluímos como um dos pilares do nosso plano estratégico ‘Fit for Growth’, alinhando a estratégia de negócios com a responsabilidade social e as práticas ambientais.”

Para alcançar a meta da indústria de aviação de emissões líquidas zero de carbono até 2050, a Embraer desenvolverá uma ampla gama de produtos, serviços e tecnologias sustentáveis ​​disruptivas, como eletrificação, híbrida, Combustível Sustentável para a Aviação (SAF) e outras energias inovadoras alternativas. A Empresa também irá compensar quaisquer emissões residuais que não possam ser reduzidas por meio de projetos de eficiência, energias alternativas disponíveis ou tecnologias avançadas.

Alinhada às metas do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a no máximo 1,5 graus Celsius, a empresa irá:
 
- Neutralidade em carbono nas operações até 2040 (Escopo 1+2):

  •  Redução de 50% das emissões líquidas de carbono até 2040, considerando o ano base de 2018;
  •  100% de energia de fontes renováveis até 2030;
  • Começar a usar combustível de aviação sustentável (SAF) a partir de 2021;
  • Crescimento neutro em carbono a partir de 2022, tendo como base 2021.

 - Aviação zero carbono até 2050 (Escopo 3) a ser alcançadas por meio de: 

  • Desenvolvimento de produtos, serviços e tecnologias sustentáveis disruptivas como eletrificação, híbrida, SAF e outras energias alternativas inovadoras;
  • Trabalho em conjunto com fornecedores para tornar nossas aeronaves atuais compatíveis com o uso de 100% de SAF;
  • Trabalhar ativamente junto à cadeia de suprimentos para expandir a escala global de produção de SAF;
  • Melhoria contínua na eficiência do nosso atual portfólio de produtos;
  • Lançamento de aeronaves eVTOL com emissão zero até 2026.

Na área social, a educação desempenha um papel fundamental na história de sucesso da Embraer. A Empresa promove um ecossistema de geração e disseminação de conhecimento que cria um acesso das comunidades locais por meio de importantes programas sociais e iniciativas educacionais. Isso causa um impacto positivo na sociedade ao mesmo tempo em que atrai talentos locais. Nas últimas duas décadas, a Embraer tem sido referência em responsabilidade social corporativa no Brasil.
 
Nesse sentido, a Embraer tem os seguintes objetivos:
- Ambição de ter 25% de mulheres no programa de mestrado em engenharia aeronáutica da Embraer (PEE) até 2025.
- Manter aprovação superior a 80% dos estudantes de Ensino Médio dos colégios Embraer em universidades públicas.
- Lançamento do ‘Social Tech’, novo programa com foco na qualificação em tecnologia de 1.500 pessoas de grupos minorizados, até 2025, para fornecer treinamento e qualificação para oportunidades de trabalho relacionadas à tecnologia.

“A demanda por profissionais qualificados na área de tecnologia é crescente no mercado de trabalho global, mas que muitas vezes não estão ao alcance de grupos minorizados. Com o Social Tech, esperamos contribuir para eliminar essas barreiras sociais e econômicas”, afirma Carlos Alberto Griner, Vice-Presidente de Pessoas, ESG e Comunicação da Embraer.

Será dada ênfase adicional à promoção da inclusão social dentro da Empresa. A Embraer está se comprometendo a fornecer e aprimorar o treinamento contínuo de diversidade e inclusão para 100% de seus cargos de liderança até 2021 e todos os funcionários até 2022. A Embraer dá continuidade à sua política de recrutamento diversificada e se compromete a realizar 50% de diversidade nas contratações para programas de entrada na companhia até 2025, além de aumentar a representação de mulheres na liderança sênior para 20% até 2025.

Durante o evento virtual para anunciar seus objetivos ESG, a Embraer relatou avanços em suas iniciativas de pesquisa em eletrificação aeronáutica, incluindo o primeiro voo de sua aeronave demonstradora totalmente elétrica. O protótipo utiliza um EMB-203 Ipanema e está realizando testes em voo na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, Brasil, como parte de uma cooperação tecnológica entre a Embraer e duas das maiores provedoras de soluções de mobilidade elétrica do Brasil, WEG e EDP. A parceria aumentou o conhecimento das tecnologias necessárias para incrementar a eficiência energética de uma aeronave e dos dispositivos elétricos que devem ser integrados em um sistema de propulsão inovador.

“Temos o compromisso de buscar as soluções que viabilizam o futuro de uma aviação mais sustentável e a inovação desempenhará um papel fundamental nesta jornada”, disse Luís Carlos Affonso, Vice-Presidente de Engenharia, Tecnologia e Estratégia Corporativa da Embraer.

A Embraer também anunciou que a Embraer Executive Jets, sediada em Melbourne, na Flórida, é a primeira unidade industrial da Empresa que usará o Combustível Sustentável para a Aviação (SAF) regularmente a partir de 2021, reforçando o forte compromisso da aviação executiva com o meio ambiente. O SAF será usado em voos de demonstração e produção de jatos executivos da Embraer. A Embraer faz parte da Business Aviation Coalition for Sustainable Aviation Fuel (SAF), lançada em 2018, e vem promovendo discussões sobre o caminho a seguir para a continuidade da adoção do SAF na aviação executiva. A coalizão tem como objetivo reduzir as emissões por meio de investimentos e inovação.

Reconhecendo que a crise climática exige uma abordagem global e multisetorial, a Embraer também aderiu recentemente à iniciativa Target True Zero, lançada pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), como parte do compromisso de alcançar metas de emissão zero na aviação por meio de novos sistemas de propulsão e tecnologias de combustível. A iniciativa identificará maneiras de acelerar a implantação de emissões zero na aviação, aproveitando as tecnologias elétricas e de hidrogênio.

13 agosto, 2021

Avião demonstrador elétrico da Embraer inicia campanha de ensaios em voo

 Electric Demonstrator


*LRCA Defense Consulting - 13/08/2021

Mais uma iniciativa da Embraer na jornada rumo a um futuro de zero emissões de carbono atingiu uma nova fase com o início da campanha de ensaios em voo do avião demonstrador elétrico. Desenvolvido especificamente para avaliar novas tecnologias e soluções que possibilitem a propulsão aeronáutica 100% elétrica e mais sustentável, o demonstrador realiza testes na unidade da Embraer, em Gavião Peixoto, interior de São Paulo.
 
Esta é mais uma etapa promissora da bem-sucedida cooperação científica e tecnológica que uniu a Embraer e duas renomadas provedoras de soluções de mobilidade elétrica, WEG e EDP. A estratégia de inovação aberta tem acelerado o desenvolvimento das tecnologias necessárias para aumentar a eficiência energética de futuras aeronaves a partir do uso e integração de dispositivos elétricos em um sistema de propulsão inovador.
 
Nas primeiras avaliações em voo tripulado foram analisadas características primárias como potência, desempenho, controle, gerenciamento térmico e segurança de operação. O objetivo é demonstrar em condições reais os resultados obtidos em simulação computacional, ensaios em laboratório e integração da tecnologia em solo, que acontecem desde o segundo semestre de 2019.
 
“O primeiro voo de uma aeronave é sempre um marco importante, e a decolagem do nosso primeiro avião elétrico de zero emissões simboliza também a relevante contribuição das nossas equipes e parceiros para a transição energética do setor,” disse Luis Carlos Affonso, vice-presidente de Engenharia, Desenvolvimento Tecnológico e Estratégia Corporativa da Embraer. “Temos o compromisso de buscar as soluções que viabilizam o futuro de uma aviação mais sustentável e a inovação desempenhará um papel fundamental nesta jornada”.
 
Este projeto de cooperação tecnológica utilizou um sistema motopropulsor elétrico da WEG e um conjunto de baterias financiadas pela EDP que foram integradas em um EMB-203 Ipanema, uma aeronave que faz parte da história da Embraer e se tornou em 2004 o primeiro avião do mundo certificado e produzido em série para voar com um combustível de fonte renovável (etanol).
 
A Embraer possui um programa contínuo de desenvolvimento tecnológico que tem resultado em ganhos de eficiência no desempenho das aeronaves, reduzindo seu consumo e emissões de gases que contribuem para o aquecimento global. As pesquisas em eletrificação aeronáutica compõem um conjunto de outros estudos em busca de uma nova geração de energia renovável e a transição para um futuro de zero carbono.
 
Os resultados do Demonstrador Elétrico permitirão que a Embraer utilize o conhecimento adquirido para a aplicação de tecnologias inovadoras de eletrificação no desenvolvimento de novos produtos alinhados com a busca contínua de um futuro sustentável. É o caso da aeronave eVTOL (aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical), também conhecido como EVA (Electric Vertical Aircraft ou aeronave elétrica vertical), desenvolvida pela Eve, empresa de Mobilidade Aérea Urbana da Embraer.
 

Taurus bate recordes mais uma vez e quer chegar a 20% do mercado dos EUA

Com ramp-up da fábrica da Georgia, aumento de preços e investimento em novos produtos, expectativa é de um segundo semestre no "melhor dos mundos"


*InfoMoney - 12/08/2021

A Taurus Armas (TASA4) teve mais um sólido resultado no segundo trimestre de 2021, lucrando R$ 193,6 milhões, valor 395,1% superior ao reportado no mesmo período do ano passado, e agora mira audaciosamente a meta de dominar um quinto do gigantesco mercado dos Estados Unidos.

No mesmo período, o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da fabricante de armas ficou em R$ 224,4 milhões, o que representa uma expansão de 106,3% ante o segundo trimestre de 2020. Já a receita líquida totalizou R$ 651,1 milhões, em um avanço de 48,8% na base anual.

Outro indicador importante, a margem Ebitda (Ebitda dividido pela receita líquida) cresceu 9,6 pontos percentuais contra o segundo trimestre de 2020, chegando a 34,5% graças à modernização do parque fabril e à maior participação de produtos de maior valor agregado, conforme escreve em relatório a analista Flávia Ozawa, da Eleven Financial Research.

Depois de anos de “revolução” interna como o presidente da empresa, Salesio Nuhs, costuma se referir ao processo de turnaround que encabeçou desde que assumiu a companhia, a Taurus atingiu um volume recorde de 588 mil armamentos produzidos no segundo trimestre.

O número reflete o ramp-up (aceleração) das operações da fábrica no estado da Georgia (EUA) e representa um crescimento de 50% na comparação com o segundo trimestre de 2020 e de 20% ante os três primeiros meses deste ano. Além disso, a empresa vendeu 618 mil armas entre abril e junho (+42% na base anual e +24% na trimestral).

Objetivo: atingir um patamar entre 18% e 20% nos EUA
Desse total, foram 507 mil armas vendidas só nos EUA, e em entrevista ao InfoMoney, Nuhs diz que esse nível mantém a empresa atualmente como quarta marca mais vendida no país e a primeira entre empresas estrangeiras, com market share (participação de mercado) de 15%. O objetivo agora é atingir um patamar entre 18% e 20%.

Para isso, o executivo conta que a companhia está investindo na linha de revólveres, onde faz sucesso entre os consumidores americanos. “Vamos lançar um revólver de percussão direta e um de ação simples [em inglês, Single Action Army, ou SAA, o mais famoso revólver dos filmes de faroeste]. Eu tenho os SAA em uma linha de calibre 22, e vamos lançar o 45. Lançamos também a GX-4 das microcompactas e estamos trabalhando com rifle de ferrolho”, adianta o CEO da Taurus.

Ao mesmo tempo em que a empresa investe, os outrora críticos indicadores de alavancagem seguem apresentando melhora. No final de junho, a dívida líquida sobre o Ebitda da companhia chegou a 0,7 vezes, ante 1,1 vez no final de março. Vale lembrar que o indicador já esteve em 15 vezes entre 2014 e 2015.

Diante desse cenário positivo, a principal preocupação durante o trimestre foi o aumento dos custos. Como todas as indústrias, a Taurus também foi afetada pelo aumento nos preços de matérias-primas, notadamente o aço, que subiu 52% em 2021 até maio.

Nuhs explica que para fazer frente a esse aumento a empresa teve que garantir pelo menos o repasse da inflação em seus produtos. “No Brasil, a Taurus conseguiu repassar o [Índice Geral de Preços – Mercado] IGP-M acumulado de dezembro de 2020 a julho de 2021 a partir de agosto, com aumento médio de 17% nos preços. Já nos EUA fizemos um aumento real [acima da inflação] em dólar de 10%.”

Apesar dos valores terem aumentado, o executivo garante que isso não afetou as vendas. “Não tivemos cancelamento das 2 milhões de back orders [pedidos em espera] que temos, isso garante melhores resultados para o segundo semestre.”

Segundo semestre poderá ser "o melhor dos mundos"
Traçando um horizonte a partir dos resultados do trimestre passado, Nuhs ressalta que o reajuste de 10% nas armas dos EUA ainda não se refletiu no balanço, de modo que o segundo semestre teria tudo para ser “o melhor dos mundos” para a companhia considerando que a trajetória de valorização dos insumos também deve ser freada nos próximos meses.

Já no Brasil, onde as vendas somaram 87 mil unidades no trimestre (+75,1% na comparação anual), o empresário espera que suas fábricas se tornem um centro de fornecimento de peças para as armas vendidas globalmente, pois, segundo ele, o Brasil é o lugar em que a operação é mais “econômica, viável e produtiva”.

“No segundo semestre vamos aumentar de 6,5 mil para 9 mil armas por dia a nossa produção no Brasil, trazendo nossos principais fornecedores e ganhando em custo e capacidade.”

Eleições 2022, variação do dólar e ação no STF
Apesar de no release de resultados a Taurus afirmar que não depende do dólar alto ou de “condições políticas mais favoráveis à questão do armamento no Brasil” para manter seus resultados, Salesio Nuhs diz que se preocupa com a questão regulatória.

“O nosso resultado do trimestre tem 20% das nossas receitas vindas do país, eu antecipei vendas no Brasil em detrimento dos EUA”, lembrou, embora diga que uma política de armas mais proibitiva seja mais um problema de “cerceamento democrático” do que de resultado.

“Se tivermos um revés na questão política, o mais grave será o cerceamento do direito democrático a comprar arma de fogo. Em 2005 tivemos uma vitória em referendo a favor das armas que não foi democraticamente respeitada.”

Em relação aos negócios da empresa, foi categórico: “É inconveniente ter uma fábrica de armas em um país anti-armas, mas em resultado isso não nos preocupa. Toda a nossa produção seria mandada para os EUA se houvesse uma proibição total.”

O empresário faz questão de lembrar que é presidente da Associação Nacional de Indústias de Armas e Munições (Aniam), que é amicus curiae (uma espécie de instituição que presta consultoria específica sobre um assunto dentro de um processo judicial) do Supremo Tribunal Federal (STF) nos processos de quatro decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibilizaram as regras para compras de armas no Brasil.

Quando questionado sobre os acenos da família Bolsonaro a marcas estrangeiras, notadamente as repetidas postagens do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) divulgando armas da Sig Sauer e da Glock, Nuhs aponta que houve uma “conscientização” da parte do parlamentar, filho do presidente da República.

“O Eduardo nunca mais falou mal da companhia, ele se conscientizou que somos uma multinacional brasileira com a melhor margem bruta e margem Ebitda. E eu tenho o portfolio completo. Tem concorrentes com arma de plataforma de 1988 sem armas táticas. Temos várias vantagens competitivas, além de termos o melhor produto em termos de margem”, garante o CEO da Taurus.

As ações da Taurus têm cobertura da Eleven Financial Research, que tem recomendação de compra para os papéis preferenciais TASA4, com preço-alvo estimado de R$ 32,00, o que corresponde a uma valorização de 22,32% sobre o patamar de fechamento da quarta-feira (11).

CBC doa Câmara Fria para Secretaria de Saúde de Montenegro armazenar vacinas

Prefeito em exercício, Juarez da Silva, secretária da Saúde, Cristina Reinheimer e representante da CBC Foto: Divulgação/Acom


*Jornal O Ibiá - 05/08/2021

A capacidade de armazenamento de vacinas na Vigilância Sanitária de Montenegro (RS) foi ampliada com a doação de uma empresa com sede no município. A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) doou uma Câmara Fria, entregue nesta quinta-feira, 5.

O prefeito em exercício, Juarez Vieira da Silva e a secretária municipal de Saúde, Cristina Reinheimer, buscaram o equipamento na sede da empresa, onde foram recebidos pelo gerente geral da CBC, Sandro Morais Nogueira. “Agradecemos essa doação muito importante. Será utilizada para ampliar nossa capacidade de armazenar vacinas”, disse Cristina.

12 agosto, 2021

EmbraerX: Beacon anuncia acordo de serviços com a Inflite The Jet Centre

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*LRCA Defense Consulting - 12/08/2021

O Beacon, plataforma de coordenação de manutenção da EmbraerX, anunciou a assinatura de um acordo com a Inflite The Jet Centre, um dos maiores fornecedores privados de manutenção de componentes da Europa. A parceria tem foco no apoio às equipes da Inflite na obtenção de maior eficiência para acelerar o retorno de aeronaves à operação. A Inflite The Jet Centre responde a mais de 800 casos de manutenção ao ano, graças à sua experiente e dedicada equipe de engenheiros de aeronaves que possui conhecimento em produtos tanto da Embraer quanto de outros fabricantes aeronáuticos.
 
O Beacon é uma plataforma inovadora projetada para conectar e sincronizar recursos do setor, a cadeia de suprimentos de pós-venda e profissionais de serviços de aviação de forma mais ágil e eficiente, garantindo o rápido retorno de aeronaves à operação. Beneficiando-se de uma mentalidade de startup e apoiada pela história de mais de 50 anos de experiência aeroespacial da Embraer, o Beacon está pronto para se tornar a plataforma líder em manutenção de aviação, criando uma nova era digital no setor de serviços aeronáuticos, sendo capaz de atender qualquer fabricante, a qualquer hora e em qualquer lugar.
 
“A adesão à plataforma Beacon é um marco nos esforços da Inflite para garantir a melhoria contínua do serviço. Continuando nossa parceria de longa data como o primeiro e mais antigo Centro de Serviços Aprovado pela Embraer na Europa, Oriente Médio e África, estamos orgulhosos de fazer parte da comunidade Beacon e fornecer à nossa equipe uma ferramenta digital inteligente que elimina a maior parte da carga de trabalho e tempo gasto na coordenação. Para nós, é uma mudança proativa colocar o digital no centro de nossa organização para ajudar nossas equipes a lidar com a crescente pressão em nossa indústria. Quando ouvimos sobre os benefícios do Beacon, a inteligência que traz para a operação e como é fácil começar a utilizá-lo, foi uma decisão muito simples”, disse Sébastien Albouy, Diretor da Inflite.
 
“A Inflite tem uma excelente reputação em todo o mundo em manutenção de aeronaves e suporte ao cliente. Estamos entusiasmados em receber uma organização que entenda que o poder da tecnologia reside no empoderamento das pessoas. Juntamente com a Inflite, somos pioneiros em uma nova era de manutenção aeronáutica, para a qual trazemos valor a todos os envolvidos que trabalham em interrupções e preparamos a fundação para um futuro em que a força de trabalho será um recurso ainda mais escasso”, disse Marco A. Cesarino, Head do Beacon.
 
Ao assinar este acordo, o Beacon amplia seus esforços na Europa e continua construindo uma posição no setor de serviços de aviação digital. Recentemente, a plataforma assinou acordos com a ABS Jets e a Equipe de Reparo Móvel. O Beacon concluiu em junho passado mais de 35 mil casos de manutenções não-programadas para mais de mil usuários. Espera-se que esses números cresçam à medida que a indústria da aviação se recuperar da crise da Covid-19.

11 agosto, 2021

Eve, da Embraer, e Kenya Airways firmam parceria para o futuro da Mobilidade Aérea Urbana

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*LRCA Defense Consulting - 11/08/2021

A Eve Urban Air Mobility Solutions (“Eve”), uma empresa da Embraer, assinou um Memorando de Entendimento com a Kenya Airways, por meio de sua subsidiária integral Fahari Aviation. Esta colaboração tem como objetivo desenvolver modelos operacionais para a ampla acessibilidade da Mobilidade Aérea Urbana (UAM) em apoio aos principais mercados da Fahari Aviation. Adicionalmente, a parceria estabelecerá uma base de conceitos e procedimentos para dimensionar a operação segura das aeronaves elétricas de decolagem e pousos verticais (eVTOL), também conhecidas no mercado como EVA (Electric Vertical Aircraft ou Aeronave Elétrica Vertical).
 
A Fahari Aviation, divisão voltada a Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas (UAS) da Kenya Airways que promove o uso seguro de UAS na região, será apoiada pela EVE no estabelecimento de sua rede UAM, contribuindo com a elaboração de requisitos para procedimento e ambiente operacional necessários para a Gestão do Tráfego Aéreo Urbano (UATM). A parceria também permitirá que a Fahari Aviation apoie o processo de desenvolvimento de aeronaves e produtos da Eve, o que auxiliará a orientar a integração da UAM com todas as operações da Kenya Airways. O veículo totalmente elétrico da Eve foi projetado para ser acessível a todos, com baixo ruído e sem emissões de carbono. Totalmente adequado ao conceito de UAM, o veículo aproximará todos os viajantes tradicionais da aviação ao seu destino de forma eficiente e confortável.
 
“Estamos entusiasmados em fazer parceria com a Kenya Airways para fornecer novas formas de mobilidade aérea para pessoas e carga em toda a região. A criação de soluções disruptivas e amplamente acessíveis de Mobilidade Aérea Urbana ajudará a democratizar a mobilidade, tornando-a mais acessível, econômica e oferecendo mais opções às comunidades. Essa parceria promoverá estratégias de mobilidade de longo prazo em todo o país e região. Com o apoio de nossas aeronaves e serviços aeroespaciais e a abordagem inovadora da Kenya Airways para a mobilidade aérea, estamos animados em abrir esta região para acesso aéreo mais sustentável e amigável a todos”, disse Andre Stein, presidente & CEO da Eve.
                                            
“As parcerias são vitais para mapear o futuro da nossa companhia aérea, algo que a crise global reforçou. A inovação é um elemento crítico da nossa sustentabilidade a longo prazo. A Fahari Aviation está na vanguarda da exploração de tecnologias avançadas, com foco fundamental na aviação, começando pela tecnologia de drones. Com essa parceria, buscamos desenvolver soluções inovadoras de mobilidade aérea para nossos clientes no Quênia e em toda a região", afirmou Allan Kilavuka, diretor executivo do grupo e CEO da Kenya Airways.
 
A parceria irá desenvolver uma estratégia robusta para fornecer aos passageiros da Fahari Aviation uma opção de transporte sustentável, acessível e econômica. Estima-se que o uso do EVA do aeroporto para o centro da cidade pode reduzir as viagens convencionais em até 90%, transformando uma hora e meia de viagem em um voo de 6 minutos.

10 agosto, 2021

Com produção, lucro e Ebitda robustos, Taurus traz novos recordes em seus números


*LRCA Defense Consulting - 10/08/2021

 

A Taurus Armas S.A. traz novamente ao mercado um resultado robusto, que supera os recordes operacionais e de desempenho econômico-financeiro anteriores, situação que vem se repetindo a cada trimestre.

As vendas no mercado interno responderam 21% da receita do 1S21 porque, como empresa brasileira, é priorizado o mercado nacional em detrimento do maior atendimento do “back order” nos EUA. No entanto, considerando a atual carteira de pedidos, as vendas locais continuam a representar entre 8% e 12% do total. 

Segundo a companhia, os indicadores asseguram resultados robustos para os próximos trimestres, independente de fatores externos.


A produção total atingiu 9,5 mil armas por dia no 2T21, totalizando 588 mil unidades no trimestre e mais de 1 milhão no acumulado até final de junho, com a fábrica do Brasil ganhando produtividade e a fábrica nos EUA superando as expectativas em seu processo de “ramp up”.

As vendas se mantêm em alta – foram 1,1 milhão de armas vendidas no 1S21, volume 39% superior ao 1S20 – e a empresa ainda conta com “back order” de 2,1 milhões de unidades. Ou seja, as vendas estão fortes e a tendência se mantém. Dessa carteira de pedidos, cerca de 190 mil são da recém-lançada pistola GX4, o que evidencia o potencial de vendas dessa arma.

O número de consultas de pessoas interessadas em adquirir uma arma nos EUA apurado pelo Adjusted NICS atingiu 21,1 milhões em 2020, patamar sem precedentes na história. Assim, ainda que tenha sido observado recuo no 2T21 ante ao trimestre imediatamente anterior e ao 2T20, o mesmo ocorrendo na comparação entre o 1S21 e o 1S20, o mercado norte-americano continua fortemente comprador, com o indicador NCIS se mantendo bem acima da média de histórica, excluindo apenas o ano fora da curva observado em 2020.

Como a 4ª marca mais vendida e a 1ª mais importada nos Estados Unidos, a Taurus atingiu o volume de 507 mil armas vendidas no 2T21 nesse país e 916 mil no 1S21, mantendo a tendência de crescimento das vendas e, mais uma vez, registrando recorde para a Companhia. Comparado a iguais períodos de 2020, foi registrado aumento de, respectivamente, 32,9% e 32,5% nas vendas realizadas nos EUA.

Com a demanda forte também no Brasil, as vendas somaram 87 mil unidades no 2T21, superando em 75,1% o registrado no 2T20, e 158 mil no 1S20, com alta de 55,0% ante a igual período do ano anterior. Como observado nos últimos trimestres, a Companhia segue registrando a maior procura do consumidor brasileiro por armas que incorporam maior valor agregado, de calibres anteriormente restritos no País.

As vendas da Taurus para outros países, excluindo os EUA, são realizadas para o mercado civil e para forças de segurança estrangeiras, a partir de licitações internacionais ganhas pela empresa. No total, foram vendidas 24 mil unidades no 2T21, comparado a 5 mil unidades no 2T20, somando 42 mil armas vendidas no primeiro semestre do ano, ante a 10 mil no 1S20. Os destaques foram as exportações realizadas para o Paquistão, Filipinas e África do Sul que representaram 62,8% do total das vendas no trimestre.

Já foram fabricados, e serão faturados no 3T21, os 12,4 mil fuzis Taurus T4 vendidos para o Exército das Filipinas, a partir de licitação que a Companhia venceu em 2020, após ter a arma aprovada em testes de resistência. Essa é a segunda grande venda da Taurus para as Filipinas nos últimos anos, após a licitação que venceu em 2019 para a venda de mais de 20 mil pistolas TS9 Stiker para as forças policiais do país asiático.

A receita líquida do 1º semestre de 2021 foi 59% superior à do mesmo período do ano passado, e a margem bruta atingiu 46%. 

A receita da Taurus é oriunda, preponderantemente, da venda de armas, que respondeu por 95,1% do total da receita líquida do 2T21 e 94,1% no 1S21, totalizando R$ 618,9 milhões e R$ 1.131,4 milhões, respectivamente. Complementa o resultado a receita obtida com a venda de M.I.M. (peças de metal injetado ou metal injection molding, na sigla em inglês) e capacetes, segmentos de pequena representatividade, mas que também apresentaram aumento de receita líquida tanto na comparação trimestral (66,4% em M.I.M e 102,9% em capacetes), como na avaliação semestral (134,8% em M.I.M e 90,0% em capacetes).





O resultado financeiro, que por vários trimestres pressionou o resultado líquido da Companhia, teve saldo líquido de receita no 2T21, chegando, assim, ao lucro líquido de R$ 194 milhões no 2T21, superando o resultado do 2T20 em 395%, e acumulando lucro de R$ 262 milhões no primeiro semestre do ano.

Tanto na avaliação trimestral quanto na avaliação semestral, a receita líquida apresentou forte crescimento e o custo dos produtos vendidos (CPV) apresentou evolução inferior à registrada na receita líquida, propiciando aumento da margem bruta. Esse aumento na margem bruta se deve aos seguintes fatores: trabalho contínuo de controle de custos; investimento em modernização do parque fabril, o que inclui o desenvolvimento de processos de produção mais eficientes; mix de venda de maior valor agregado, e diluição dos custos fixos a partir do crescimento da receita.

O lucro bruto no 2T21 foi de R$ 297,0 milhões, 60,5% superior ao registrado no 2T20, com margem de 45,6%, o que representa aumento de 3,3 p.p. no período. Considerando que o lucro bruto vem apresentando evolução contínua no decorrer dos últimos trimestres, o desempenho comparativo entre o primeiro semestre de 2021 e de 2020 mostra crescimento ainda maior, de 87,0% no período, com o lucro bruto totalizando R$ 551,0 milhões no 1S21, e aumento da margem bruta em 6,7 p.p.

O forte desempenho operacional obtido pela Taurus é evidenciado pela evolução do Ebitda (sigla em inglês para receita antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) que, assim como a receita líquida e o lucro bruto, vem batendo sucessivos recordes.

No 2T21, o Ebitda atingiu R$ 224,4 milhões, mais do que o dobro (+106,3%) do resultado do 2T20 que já tinha sido um recorde para a Companhia na época. Com isso, nos seis primeiros meses de 2021, o Ebitda acumulou R$ 400,0 milhões, superando em 155,8% o total registrado no 1S20.

O aumento do Ebitda foi acompanhado do crescimento de sua margem, indicador que também apresentou resultados sem precedentes na Taurus. A margem Ebitda do 2T21 foi de 34,5% e, no 1S21, de 33,3%, com alta de 9,6 p.p. e 12,6 p.p. em relação a iguais períodos do exercício anterior, respectivamente.

 

A Taurus está em dia com suas obrigações financeiras, reduzindo o saldo da dívida e, ao mesmo tempo, encerrando o trimestre com posição de caixa e equivalentes de R$ 164 milhões, 79% superior à posição no final do exercício de 2020, o que contribuiu para reduzir a dívida líquida em 33% no período, para R$ 521 milhões em 30 de junho de 2021.

Considerando o Ebitda dos últimos 12 meses, o indicador dívida líquida/Ebitda ao final do 2T21 era de 0,7x, ou seja, em menos de um ano a Taurus gerou Ebitda capaz de quitar integralmente sua dívida. É uma situação quase impossível de se imaginar para uma empresa que, no encerramento de 2018, apresentava o grau de alavancagem financeira de 11,2x. Hoje a dívida não representa mais um risco para a Companhia.

Em direção ao futuro, ARES automatiza processos visando o conceito de Manufatura 4.0

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*LRCA Defense Consulting - 10/08/2021

A ARES, uma Empresa Estratégica de Defesa brasileira com mais de 50 anos de experiência comprovada no País e que desde 2010 é parte do grupo Elbit Systems, tem seu foco no atendimento com excelência às Forças Armadas Brasileiras no desenvolvimento, na produção, no fornecimento e no suporte logístico de produtos que incrementam suas capacidades operacionais. 

Orientada para inovação, a ARES investe constantemente em qualificação e capacitação de seus colaboradores, acrescentando valor e produtividade à força de trabalho. 

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A nova realidade apresentada pela situação de pandemia trouxe à empresa duas preocupações centrais: o cuidado na garantia e manutenção da saúde dos seus colaboradores e a otimização dos recursos disponíveis.

A empresa já buscava a automação e o gerenciamento remoto das atividades de fabricação e de montagem, e esse plano foi acelerado com a necessidade de adaptar a empresa para essa nova realidade.

Os investimentos na automatização dos processos trouxeram a ARES para o futuro, por um caminho aderente aos pilares da Manufatura 4.0.

Nas fotos, a área de fabricação onde, por meio dos softwares de coleta e comunicação de dados, é possível acompanhar a disponibilidade das máquinas em tempo real, verificar performance, analisar cenários, aumentar a flexibilidade e agilizar o processo decisório. 

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09 agosto, 2021

SkyWest encomenda 16 novos Embraer E175 para operar com a Delta Air Lines


*LRCA Defense Consulting - 09/08/2021

A Embraer concluiu um acordo de venda de 16 novas aeronaves E175 para a SkyWest  para operar na rede da Delta Air Lines (NYSE: DAL). Os novos aviões vão se somar aos outros 71 jatos E175 que a SkwWest já opera e voarão exclusivamente para a Delta Air Lines sob um Contrato de Compra de Capacidade (CPA, na sigla em inglês). O valor do contrato, que será incluído na carteira de pedidos (backlog) da Embraer do terceiro trimestre de 2021, é de US$ 798,4 milhões, com base nos atuais preços de lista.

Com entrega prevista para 2022, as aeronaves, que possuem 76 assentos e configuração de três classes, serão entregues nas cores da Delta Air Lines.

“A SkyWest opera mais jatos E175 do que qualquer outra empresa do mundo. Com essas aeronaves, teremos cerca de 240 aviões do modelo E175 operando com companhias aéreas na América do Norte. Estamos orgulhosos por alcançar dois milhões de horas de voo no E175 este mês. Nossos clientes adoram o E175 e temos grande confiança na nossa parceria com a Embraer, a qual apreciamos muito”, disse Chip Childs, Presidente e CEO da SkyWest.

“A excelente parceria com a SkyWest continua com esse novo fornecimento para a Delta Air Lines. O E175 é a espinha dorsal do mercado regional da América do Norte e, à medida que a indústria da aviação começa a emergir da pandemia, vemos uma demanda crescente de longo prazo por aeronaves com tamanho adequado para fornecer uma operação lucrativa em conectividade doméstica. O E175 tem sido crucial para as operadoras, pois são perfeitamente adequados para reconstruir rotas, adicionar frequências e capacidade incremental para atender à recuperação da demanda doméstica”, disse Mark Neely, Diretor de Marketing e Vendas para as Américas da Embraer Aviação Comercial.

Taurus tem arma homologada em tempo recorde pela nova sistemática


*LRCA Defense Consulting - 09/08/2021

A Diretoria de Fiscalização e Produtos Controlados do Exército (DFPC) publicou hoje em seu portal que o Exército "emitiu hoje a primeira autorização de fabricação de Produtos Controlados, empregando Organismo de Avaliação da Conformidade (OAC) civil, conforme normas previstas na Portaria nº 189 do Estado-Maior do Exército, dando celeridade a todo o processo de certificação e sua consequente fabricação e comercialização, apoiando assim a indústria nacional brasileira".


Considerando que o processo laboratorial de certificação levou menos de um mês para ser feito pela T&A Brasil, e que a homologação pela DFPC demorou menos de 60 dias, é possível afirmar que, do início da certificação à publicação da homologação, o processo todo foi feito em um prazo menor que 90 dias. Se for considerado também que o processamento interno da DFPC ainda está sendo ajustado a essa nova sistemática e que deve ter sofrido um compreensível atraso, é crível estimar que os próximos prazos sejam ainda menores daqui para frente.

O fato é um avanço significativo para a Taurus e para as demais empresas da Base de Defesa e Segurança (BIDS), já que os prazos anteriores se estendiam por meses e até anos.

Dois produtos poderão ser certificados a cada semana
Segundo a Taurus, a partir de agora será possível certificar dois produtos por semana. Na prática, isso significa que a empresa não necessita mais submeter seus novos produtos, ou modificações em outros já existentes, à certificação nos laboratórios do Exército Brasileiro, podendo fazê-lo no seu próprio por meio do OCP contratado, cabendo à DFPC apenas a homologação final do processo após a aceitação dos certificados de conformidade emitidos pelo OCP.

Com isso, a empresa ganhará muito em agilidade e flexibilidade no desenvolvimento e no lançamento de produtos, equiparando-se às demais grandes empresas do setor com as quais concorre nos mercados nacional e internacional.

Entendendo a questão
No dia 17 de junho, a Taurus Armas S.A. informou que um fuzil T4 Calibre 5,56mm com cano de 14,5 polegadas foi o primeiro PCE (Produto Controlado pelo Exército) a ser certificado por um Organismo de Certificação de Produto (OCP) privado no Brasil.

O fato foi considerado histórico e muito importante para as empresas do setor, pois sinalizou que o entrave regulatório a que estavam sujeitas até agora, dependendo somente dos demorados testes nos laboratórios do Exército para certificar seus produtos, está chegando ao fim.

O OCP em questão é a empresa T&A Brasil, contratada pela Taurus, que recebeu designação para exercer, em nome da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados  do Exército (DFPC/EB), as funções de Organismo de Certificação Designado (OCD). Como o OCP contratado não tem um laboratório próprio, está utilizando o que foi montado para este fim dentro das instalações da Taurus, contando com funcionários específicos e não envolvidos com as atividades de desenvolvimento dos produtos, a fim de que haja total independência e lisura no processo de certificação.


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