Pesquisar este portal

08 agosto, 2024

Drone Nauru 1000C, da XMobots, é destacado em portal especializado do Japão


*LRCA Defense Consulting - 08/08/2024

O portal japonês DRONE, sediado em Tóquio, intitula-se como a primeira mídia do Japão que divulga explicações completas, recomendações e as informações mais recentes sobre drones e multicópteros.

Um dos destaques do portal no dia de hoje (08/08) é o Sistema Nauru 1000C, drone VTOL da brasileira XMobots, cujas características são fartamente detalhadas na publicação japonesa.

xxxxxxxxxxxx

O drone VTOL da XMobots “SISTEMA NAURU 1000C” pode voar por até 10 horas

*DRONE - 08/08/2024

O XMobots é o primeiro drone VTOL desenvolvido na América do Sul para realizar vigilância, segurança e vigilância de fronteiras estrategicamente importantes. O SISTEMA NAURU 1000C foi projetado principalmente para a indústria de defesa e segurança.

O Nauru 1000C – CAT2 da XMobots é mais do que um drone, é um dos instrumentos mais poderosos do mundo para missões de segurança, vigilância e monitoramento de fronteiras terrestres, sendo o único desenvolvido e fabricado na América do Sul para esse fim.

Este VTOL (Decolagem e Pouso Vertical) RPA (Aeronave Remotamente Pilotada) realiza automaticamente decolagem e pouso vertical, simplificando bastante as operações. A aeronave possui tanque de combustível de 50 litros e o sistema VTOL é apoiado por motores com oito baterias independentes. Além disso, a estrutura superior da aeronave é fabricada em alumínio e materiais compósitos.

Com peso máximo de decolagem de 150 kg e alcance máximo de cruzeiro de 60 km, o Nauru 1000C pode realizar monitoramento aéreo por até 10 horas, dia ou noite. Também é capaz de operar em diferentes condições e foi projetado para suportar chuva leve e neblina.

A XMobots possui ampla experiência no desenvolvimento de sistemas aviônicos. O Nauru 1000C está, portanto, equipado com dois pilotos automáticos, proporcionando redundância para todos os sistemas da aeronave e aumentando a segurança operacional.

Subsistemas do sistema Nauru 1000C

- Aeronave pilotada remotamente (ARP) Nauru 1000C
- Optrônica estabilizada para aplicações ISTAR XSIS
- Transporte SARP e contêiner operacional, ECS (com estações de controle terrestre)
- Radar GMTI e SAR
- Scanner 3D
- TTD (terminal de transmissão de dados), TED (terminal de link de dados)
- Outros itens de infraestrutura de apoio



Conceito operacional do SARP NAURU 1000C
- Largura da asa: 7,7 m
- Comprimento: 2,9 m
- Altura: 0,98m
- Peso máximo de decolagem (MTOW): 150kg
- Peso máximo da carga útil: 18,0kg
- Decolagem e pouso vertical (VTOL)
- Propulsão híbrida (monomotor de asa fixa, multirotor de rotor duplo)
- Capacidade multimissão (IRVA, guerra eletrônica, busca de alvos, transporte, etc., dependendo da carga útil)
- Tempo de cruzeiro 10 horas
- Velocidade de cruzeiro 60kt, altitude máxima de serviço 10.000 pés

Sistema de cardan XSIS
O sistema Nauru 1000C apresenta tecnologia de ponta e inclui uma torre estabilizada equipada com espectro de luz visível (EO), infravermelho de onda média (MWIR), telêmetro a laser (LRF) e designer de alvo a laser (LP). conduzir missões de vigilância, reconhecimento, coleta de inteligência e aquisição de alvos.

O sensor XSIS (XMobots Stabilized Imaging System) desenvolvido pela XMobots consiste em um sistema estabilizador de 85 microrradianos de alto desempenho que estabiliza os seguintes componentes:
- Sensor EO (câmera eletro-óptica)
- Sensor IR (câmera MWIR infravermelha de comprimento de onda médio)
- Sensor de alcance a laser (telêmetro a laser para calcular a distância até o alvo)
- Designer de alvo de laser infravermelho

O sistema pode capturar imagens estáveis ​​e de altíssima resolução por meio de uma câmera de imagem térmica em ambientes claros e escuros. Além disso, o sensor XSIS permite a identificação de coordenadas geográficas de alvos, rastreamento automático de alvos fixos e móveis e designação e marcação de alvos usando lasers invisíveis.

XMobots XSIS
- 85μrad RMS estabilizado
- Movimento panorâmico contínuo de 360° e movimento de inclinação de -90° a 10°
- Peso 6,0kg
- Saída padrão: 50W

Abrigo/contêiner
O sistema Nauru 1000C também inclui estações de controle para os sistemas Nauru 1000C e Gimbal XSIS projetados como contêineres. O sistema também foi projetado para ser rebocado por um veículo como unidade móvel de 2,5 toneladas (Shelter).

O contêiner/abrigo tem capacidade para acomodar 3 RPAs, 2 GDTs (Ground Data Terminal – sistema de comunicação com sistema de apontamento automático) e 3 GCSs (Ground Control Station – estação de controle de solo) para serem operados durante a missão.

O contêiner com estação de controle é equipado com acesso por impressão digital, luzes de emergência, ar condicionado e assentos ergonômicos para proporcionar conforto e reduzir o estresse do operador durante as missões.

O GCS multifuncional foi projetado para substituir os laptops tradicionais e fornecer a ergonomia e o equipamento de monitoramento necessários nas missões para reduzir a carga de trabalho do piloto e garantir o sucesso da missão.

As três funções a seguir podem ser verificadas na tela sensível ao toque de 21,5 polegadas.
- Principais instrumentos de dados para RPA (XCockpit)
- Mapa móvel (aeronave, alvo, coordenadas FOV; limite de inclinação do alvo, posição angular do número do sensor EOIR, zoom, tráfego aéreo, informações meteorológicas)
- Interface de comando comum

E se o abrigo for composto por três GCS, o funcionamento é o seguinte.
- GCS 1: Operação remota do RPA 1
- GCS 2: Operação do sensor e opções de redundância
- GCS 3: Operação remota do RPA2


 

Embraer tem números fortes no segundo trimestre. EBIT salta mais de 20 vezes sobre o 1º trimestre


*LRCA Defense Consulting - 08/08/2024

A Embraer entregou 47 jatos no 2T24, dos quais 27 jatos executivos (20 leves e 7 médios), 19 jatos comerciais, enquanto a Defesa entregou 1 C-390 Millennium - um aumento de mais de 88% em comparação com as 25 aeronaves entregues no 1T24. 

A carteira total de pedidos atingiu US$21,1 bilhões no 2T24 - o maior nível dos últimos sete anos, um aumento de mais de 20% ano a ano.

As receitas totalizaram R$7,8 bilhões no trimestre, ou seja, um aumento de 76% em relação ao trimestre anterior. A receita da Aviação Comercial foi o destaque, com um crescimento de 190%. 

O EBIT ajustado atingiu R$725,5 milhões com uma margem 725,5 mi de 9,2% no 2T24 (R$33,8 milhões e 0,8% no 1T24). 

O lucro líquido atribuível aos acionistas da Embraer e o lucro líquido por ADS foram de R$520,8 milhões e R$0,7090 no 2T24, comparados a -R$96,2 milhões e -R$0,1310, respectivamente, no 2T23. Enquanto o lucro líquido ajustado foi de R$415,7 milhões no trimestre, comparado a R$276,0 milhões há um ano, se excluídos os efeitos extraordinários, como -R$48,3 milhões em impostos diferidos e -R$56,8 milhões dos resultados da Eve (beneficiados nesse trimestre pela marcação a valor de mercado favorável das suas warrants). Os custos de desenvolvimento da Eve começaram a ser capitalizados como ativos intangíveis no 3T23, uma vez que o programa atingiu maturidade suficiente.

O fluxo de caixa livre ajustado sem Eve no 2T24 foi negativo em R$(1,1) bilhão devido à preparação para um número maior de entregas no segundo semestre de 2024.  

Aviação Executiva
As receitas totalizaram R$1,8 bilhão, uma queda de 4% comparado ao 2T23 por conta do menor número de entregas e mix de produtos. Mesmo com a diminuição anual, a divisão apresentou o melhor primeiro semestre em termos de receita dos últimos 10 anos. A margem bruta durante o trimestre ficou ligeiramente melhor quando comparada com a margem do 2T23, 20,0% contra 19,7%. A margem EBIT ajustada melhorou de 8,6% no 2T23 para 11,4% no 2T24 por conta de efeitos não recorrentes e menores despesas gerais e com vendas.

Defesa e Segurança

A receita foi de R$982 milhões, 140% maior comparada à do 2T23. O aumento explica-se, especialmente, pelo maior volume do C-390 Millennium. Consequentemente a margem bruta reportada melhorou de -1,0% no 2T23 para 8,8% no 2T24, de acordo com a metodologia de porcentual de conclusão. A margem EBIT ajustada foi de -0,5% versus -4,0% há um ano, refletindo a variação da margem bruta e itens não recorrentes.

Aviação Comercial

As receitas totalizaram R$2.913 bilhões, 26% maior ano contra ano. A margem bruta reportada diminuiu de 12,9% no 2T23 para 9,1% no 2T24 por conta do mix de produtos, o qual levou a uma queda na margem EBIT ajustada de 5,3% para 4,4% no período.

Serviços e Suporte
R$2.102 bilhões foi a receita do trimestre - 25% maior que a do mesmo trimestre do ano passado. A margem bruta cresceu de 24,3% para 25,8% devido a ganhos de eficiência. Consequentemente, a margem EBIT ajustada aumentou de 15,5% no 2T23 para 16,8% no 2T24.

Outros

Inclui Aviação Agrícola (Ipanema), a divisão cyber (Tempest), e outros negócios. As receitas do segmento registraram uma queda de cerca de 23%, de R$100 milhões no 2T23 para R$76 milhões no 2T24, justificada por menores volumes no segmento agrícola.

Processo de Arbitragem da Boeing

Conforme informado anteriormente, a Embraer está buscando todas as medidas cabíveis contra a Boeing pelos danos sofridos pela Embraer em razão da rescisão indevida e das violações do Master Transaction Agreement e do Contribution Agreement pela Boeing, incluindo procedimentos arbitrais iniciados por ambos os lados acerca da rescisão do Master Transaction Agreement e do Contribution Agreement pela Boeing. A Embraer espera que a arbitragem seja concluída no 3º trimestre de 2024. Não é possível prever o resultado dos procedimentos arbitrais.

Estimativas anuais para 2024
As estimativas atuais ainda são válidas e representam oportunidades e riscos equilibrados para as operações do ano vigente. A Aviação Comercial estima entregar entre 72 e 80 aeronaves e a Aviação Executiva estima entregar entre 125 e 135 aeronaves. A receita total da empresa está prevista para a faixa entre US$6,0 e US$6,4 bilhões, a margem EBIT ajustada entre 6,5% e 7,5% e o fluxo de caixa livre ajustado US$220 milhões ou mais no ano.

06 agosto, 2024

Embraer reforça liquidez com linha de crédito de US$ 1 bilhão por cinco anos


*LRCA Defense Consulting - 06/08/2024

A Embraer anunciou hoje a assinatura de um contrato de crédito sindicalizado de US$ 1 bilhão, com duração de cinco anos. O acordo é uma extensão da operação de US$ 650 milhões anunciada em outubro de 2022 e o contrato proporciona à empresa um importante acesso a recursos financeiros a taxas pré-negociadas.

Os empréstimos sindicalizados representam uma forma de financiamento em que um grupo de instituições financeiras (os sindicados) se reúne para fornecer um montante específico de crédito a uma empresa tomadora.

Liderado pelos bancos Citibank, Crédit Agricole, PNC Bank, e com a participação de instituições como BNP Paribas, Mizuho, Bank of America, Sumitomo Mitsui Bank Corporation, Natixis, JP Morgan, MUFG, Santander, Banco do Brasil, Commerzbank, Morgan Stanley, Bradesco e Goldman Sachs, o acordo permite o acesso a uma linha de crédito rotativo que pode ser utilizada pelas subsidiárias da Embraer nos EUA e na Holanda, tendo a Embraer S.A. como garantidora.

“A extensão de uma linha de crédito sindicalizada significativa reforça a liquidez da Embraer para os próximos cinco anos, oferecendo um outro passo importante para a estratégia de longo prazo da companhia. Nossa parceria com instituições financeiras sólidas e renomadas reforça a qualidade de crédito da Embraer. Por exemplo, a S&P recentemente elevou nossa classificação de risco para grau de investimento, e acreditamos que este novo acordo será um apoio importante para recuperarmos o status de grau de investimento pleno em todas as agências de rating em um futuro próximo", destacou Antonio Carlos Garcia, CFO da Embraer. 

No início deste ano, a S&P Global Ratings elevou a classificação da Embraer de “BB+” para “BBB-”, mantendo a perspectiva estável. Segundo a S&P, a forte geração de caixa da Embraer, aliada a um maior número de entregas de aeronaves, redução de custos e medidas de eficiência, resultou em um fluxo de caixa livre consideravelmente mais forte em 2023 do que o guidance da empresa ao mercado. A Fitch Ratings também revisou a classificação da empresa de BB+ para perspectiva positiva, enquanto a Moody's elevou a classificação para Ba1 e manteve a perspectiva estável.

Espanha avalia o jato de treinamento turco HÜRJET, uma parceria Turkish Aerospace & Akaer



*Army Recognition - 06/08/2024

Espanha e Turquia estão atualmente em negociações avançadas para uma troca estratégica de equipamento militar. A proposta na mesa inclui uma troca de 24 aeronaves de treinamento turcas HÜRJET por seis aeronaves de transporte espanholas A400M . Este desenvolvimento ocorre enquanto a Espanha busca substituir sua aeronave de treinamento Northrop Grumman F-5M, cuja vida operacional está programada para terminar em 2030.

O protótipo HÜRJET provou recentemente suas capacidades ao pousar na Base Aérea de Torrejón, em Madri, onde está passando por avaliações pela Força Aérea e Espacial Espanhola. Este movimento ilustra o estado avançado das negociações e mostra um compromisso tangível da Turquia em promover sua aeronave no cenário internacional.

De uma perspectiva comercial, essa troca parece benéfica para ambas as nações. Para a Espanha, é uma oportunidade de modernizar seu esquadrão de treinamento enquanto posiciona estrategicamente alguns de seus A400Ms excedentes, que são menos necessários na configuração atual de sua força aérea. Para a Turquia, esse acordo representaria não apenas uma expansão de sua frota de A400M , mas também uma chance de fortalecer a credibilidade internacional do HÜRJET como uma escolha viável para treinamento de pilotos de caça.

A Espanha já tentou transações semelhantes com o A400M, tendo explorado opções com a Coreia do Sul em 2019. Além disso, tentativas de desenvolver soluções nacionais, como o AFJT pela Airbus, foram prejudicadas por restrições financeiras e falta de interesse internacional, levando a colaborações com outros participantes da indústria, principalmente a italiana Leonardo para o desenvolvimento do treinador M-346 .

Como lembrete, a Espanha, como um dos principais participantes do consórcio Airbus, desempenhou um papel significativo na fabricação da aeronave A400M. O governo espanhol, liderado por José María Aznar, anunciou em junho de 2001 sua intenção de adquirir 27 aeronaves de transporte A400M, com um investimento inicial de 3,453 bilhões de euros. Esse compromisso foi solidificado em 14 de dezembro de 2001, com a aprovação de um Memorando de Entendimento (MOU) para o Desenvolvimento, Produção e Suporte Inicial do programa A400M. Ao longo dos anos, apesar de alguns países europeus reduzirem seus pedidos ou se retirarem do programa, a Espanha manteve seu compromisso, embora o cronograma de pagamento das 27 aeronaves tenha sido estendido por um ano em 2003 sem alterar a contribuição total.

No entanto, os custos crescentes do projeto A400M levaram a Espanha a aumentar seu compromisso financeiro, com contribuições subindo para 4,443 bilhões de euros em 2009 e mais para 5,493 bilhões de euros em 2010. A crise econômica de 2013 forçou a Espanha a reconsiderar seu plano de aquisição, decidindo finalmente reter apenas 14 das 27 aeronaves A400M encomendadas e destinando as 13 restantes para exportação. Esta decisão foi paralela à redução semelhante da Alemanha em sua frota A400M. Apesar dos esforços para encontrar compradores para as aeronaves excedentes, a Espanha lutou para vender os 13 aviões restantes, especialmente porque outras nações também estavam tentando descarregar seus A400Ms excedentes.

Em outubro de 2017, o Ministério da Defesa espanhol anunciou um cronograma de entrega revisado: as primeiras 14 aeronaves, reconfiguradas de acordo com as novas necessidades, seriam entregues entre 2016 e 2022, enquanto as 13 aeronaves restantes foram adiadas para entre 2025 e 2030. Esse atraso deu à Espanha alguma margem de manobra para procurar compradores em potencial, embora nenhum tenha se materializado. Além disso, em 2016, a Espanha assinou um acordo com a Airbus que incluía uma cláusula de penalidade de 243 milhões de euros caso a Espanha cancelasse os pedidos restantes ou não revendesse as aeronaves excedentes. Essa situação ressalta os desafios que a Espanha enfrenta no gerenciamento de sua frota A400M em meio a mudanças nas necessidades de defesa e restrições econômicas.

Com 14 A400Ms atualmente em serviço e planos para aumentar esse número para 17, a Espanha pretende colocar as dez aeronaves restantes no mercado. Além disso, a Força Aérea e Espacial Espanhola iniciou recentemente um programa de atualização para seus F-5Ms ainda em serviço, um projeto confiado à empresa israelense IAI, visando estender a vida operacional dessas aeronaves até 2030.

Essa potencial troca entre a Espanha e a Turquia pode servir de modelo para outras nações que buscam otimizar seus recursos enquanto aprimoram suas capacidades de força aérea. Com implicações que se estendem muito além das fronteiras de ambos os países, esse acordo pode redefinir colaborações estratégicas na aviação militar europeia e além.

O Advanced Jet Trainer and Light Attack Aircraft HÜRJET, uma aeronave monomotora de assento duplo, é equipada com aviônicos modernos e recursos de alto desempenho que a tornam essencial para o treinamento moderno de pilotos. Suas características de desempenho superiores permitem que ela se destaque em funções avançadas de treinamento a jato, atendendo às necessidades críticas das operações internacionais e da Força Aérea Turca. A variante de combate do HÜRJET atua como um multiplicador de força no campo de batalha, oferecendo uma ampla gama de capacidades de missão e uma extensa carga útil. Este projeto começou com o objetivo de substituir os antigos T-38s usados ​​para treinamento avançado a jato e os F-5s empregados por equipes acrobáticas, introduzindo assim uma aeronave multifuncional moderna e de alto desempenho.

O HÜRJET também foi projetado para substituir antigos jatos de treinamento, muitos dos quais estão em serviço há mais de 20 anos. Com o número crescente de aeronaves de 5ª geração, como o TFX e o F-35 , a necessidade de jatos de treinamento avançados cresceu devido às suas configurações em mudança. A Turkish Aerospace iniciou o Programa HÜRJET para atingir o mercado de aeronaves multifuncionais, alavancando sua experiência e habilidades no projeto e produção de sistemas de treinamento e aeronaves leves com boa relação custo-benefício. Esta iniciativa visa atender aos requisitos nacionais e internacionais, oferecendo uma solução moderna para treinamento de pilotos e funções de ataque leve.

O HÜRJET, medindo 13,6 metros de comprimento, 9,5 metros de envergadura e 5,1 metros de altura, apresenta uma área de asa de 25 metros quadrados e uma capacidade de empuxo de 17.600 libras. Seu desempenho notável inclui um alcance de 2.222 quilômetros, uma taxa de subida de 39.000 pés por minuto, um teto de serviço de 45.000 pés e uma velocidade máxima de 1,4 Mach. A aeronave pode sustentar curvas de até 5,5 g e lidar com cargas úteis de até 2.721 quilos. O motor que alimenta o HÜRJET é desenvolvido pela empresa americana General Electric, especificamente o modelo F404-GE-102. 

*****************************

A Akaer  e o programa HÜRJET

*LRCA Defense Consulting - 06/08/2024

A brasileira Akaer participa do programa HÜRJET, da Turkish Aerospace Industry (TAI), uma aeronave de treinamento avançado e ataque leve para dois ocupantes em configuração tandem. Capaz de operar em velocidades supersônicas e equipado com aviônicos modernos, foi projetado para atender a demanda por treinadores capazes de preparar pilotos para os desafios trazidos pelos novos caças de 5ª geração.

A TAI selecionou a Akaer como parceira para o desenvolvimento e detalhamento do projeto estrutural, cálculo estrutural e instalação dos sistemas da fuselagem traseira, partes da fuselagem central e instalação das empenagens do HÜRJET devido à sua reconhecida expertise já demonstrada em programas similares.

“O maior desafio neste projeto foi revisar a concepção e ter toda a documentação do primeiro protótipo liberada em um prazo extremamente desafiador. Atender a este desafio só foi possível em função da larga bagagem acumulada no desenvolvimento de produtos aeronáuticos complexos para os setores de defesa, aviação executiva e civil, atendendo à grandes OEM’s como Embraer e Saab. A nossa história de sucessos em programas semelhantes e uma equipe capacitada, nos permite assumir compromissos e vencer os desafios técnicos cumprindo os cronogramas estabelecidos”, destacou o VP de Operações (COO) Fernando Ferraz.

Este projeto exigiu o engajamento de uma significativa equipe de engenheiros e técnicos especialistas nas áreas de análise estrutural, projetos de estruturas e de sistemas, engenharia de sistemas, engenharia de manufatura, qualidade e certificação, trabalhando de forma integrada com times de ambas as empresas localizados nos escritórios do Brasil e da Turquia.

“O volume de trabalho foi bastante significativo, ainda mais considerando diversas viagens em meio a uma pandemia que praticamente paralisou países e dificultou, enormemente, a mobilidade das equipes. Mas, com seriedade e responsabilidade, superamos mais esse desafio e, o melhor de tudo, garantindo a segurança e integridade de todos os envolvidos. Estamos finalizando os últimos documentos do primeiro protótipo e vamos iniciar os estudos para o segundo, sempre em busca do aprimoramento e otimização do produto”, destacou Ferraz.

A Turquia está se tornando rapidamente um ator muito importante no mercado de defesa, com foco preponderante na capacitação e desenvolvimento da indústria local sempre tendo como referência os mais altos padrões tecnológicos. Dentro deste cenário, a seleção da Akaer como parceira tecnológica preferencial pela TAI em seus projetos mais importantes é uma grande honra e coroa os esforços de internacionalização da empresa, que se firma como um importante fornecedor de soluções integradas.

Jordânia busca cooperação em defesa no Brasil


*ANBA, por Isaura Danierl - 06/08/2024

Uma delegação oficial da Jordânia está no Brasil para construir um relacionamento mais próximo com sua indústria de defesa. Liderado pelo Brigadeiro-General Engenheiro Ayman Ahmad Al Batran, Vice-Presidente e Diretor Executivo do Jordan Design and Development Bureau  (JODDB), o grupo viajou para aprender mais sobre a indústria de defesa do Brasil e discutir cooperação e fortalecimento de intercâmbio comercial.

A informação foi dada à ANBA pelo Head of Sales & Business Strategy da JODDB, Eng. Rateb A. Abu Al Ragheb, durante visita da delegação à Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (ABCC), em São Paulo. “Estamos aqui para explorar o mercado brasileiro e conhecer a experiência brasileira”, disse Ragheb, expressando o desejo de aumentar a troca de informações em tecnologia entre empresas do Brasil e da Jordânia.

Ragheb disse que as empresas brasileiras devem ir para a Jordânia para se beneficiar de seu ambiente seguro. Segundo ele, a Jordânia tem mais de 25 empresas de defesa exportando para 38 países. Ele disse que o Brasil também tem produtos de defesa que provaram sua credibilidade ao mercado, com qualidade e um bom serviço de pós-venda.

O grupo esteve na Câmara Árabe para se reunir com lideranças e buscar apoio para seus objetivos no Brasil. A delegação foi recebida pelo presidente da instituição, Osmar Chohfi, pelo vice-presidente de relações internacionais, Mohamad Mourad, pelo conselheiro Mohamad Abdouni Neto, pelo assessor de relações institucionais Bassel Abouf Latif e pela analista de relações institucionais Elaine Prates, além do cônsul honorário da Jordânia em São Paulo, Mustapha Abdouni.

Delegação de defesa em São Paulo
A JODDB é uma organização filiada às Forças Armadas da Jordânia. A delegação tem compromissos no estado de São Paulo de segunda (5) a quarta-feira (7), incluindo reuniões com representantes do setor público, privado e empresas.

WEG fornece turbina a vapor para autogeração na África do Sul

 


*LRCA Defense Consulting - 06/08/2024

As turbinas a vapor oferecem uma oportunidade valiosa para muitas indústrias na África do Sul autogerarem mais de suas próprias necessidades de energia – e frequentemente a partir de combustíveis alternativos produzidos como subprodutos de seus processos. Essa tecnologia oferece benefícios como redução de custos de energia, fornecimento de energia mais estável e menor pegada de carbono.

Uma empresa sul-africana de destaque que está aproveitando essas oportunidades é a Sappi Saiccor. Sua fábrica em Umkomaas, em KwaZulu-Natal, é uma das maiores produtoras mundiais de polpa dissolvida para fibra de viscose, usada principalmente na produção de têxteis, mas também em outras aplicações domésticas, industriais e farmacêuticas. O gás produzido nesse processo representa uma fonte de combustível que gera vapor para a produção de eletricidade.

Uma turbina a vapor de contrapressão de extração de 45 MW da WEG aumentará a capacidade de geração de energia da planta de Sappi Saiccor. A energia gerada será utilizada para consumo interno.

A tecnologia de turbinas a vapor está se tornando cada vez mais versátil, para atender os requisitos específicos da indústria. Na fábrica da Sappi Saiccor, por exemplo, há a necessidade de ter 15 diferentes pontos de carga atendidos pela turbina – onde no passado era comum ter apenas dois ou três pontos de carga.

Agora é possível fornecer muitos mais pontos de carga – cada um com suas próprias condições de fluxo de vapor de entrada. O design da turbina pode atender a uma faixa de fluxo de vapor que varia consideravelmente. Para a nova unidade da Sappi Saiccor, essa faixa será de 75 t/h a 300 t/h.

Sendo a principal fabricante de turbinas a vapor no Brasil, a WEG já forneceu várias unidades deste modelo para clientes no mercado doméstico. A nova unidade destinada à África do Sul será projetada e fabricada no Brasil, e a própria WEG realizará a instalação, comissionamento e manutenção contínua no próximo ano. A fábrica da Sappi Saiccor também usará um alternador WEG de 50 MVA e 11 kV, que será acoplado à turbina a vapor.

Há um interesse significativo na tecnologia de turbinas a vapor entre as empresas sul-africanas que produzem vapor como parte de seus processos industriais – especialmente aquelas que possuem fontes de combustível alternativas. Nota-se que o racionamento de energia tem limitado a produtividade de muitas empresas, que agora buscam soluções a longo prazo.

A WEG recebe consultas regulares de empresas que operam caldeiras em suas operações, buscando oportunidades para reduzir seus custos operacionais enquanto aumentam seus níveis de produção através de um fornecimento de eletricidade mais confiável. A empresa pode realizar uma avaliação dos fluxos e pressões de vapor, para aconselhar sobre o tamanho mais adequado da turbina e a quantidade de energia que poderiam gerar internamente.

A sucursal da WEG na África do Sul também possui uma vasta experiência e infraestrutura de suporte para manutenção de turbinas a vapor de várias marcas, e pode fornecer contratos de manutenção para garantir tranquilidade aos clientes. Além disso, a empresa oferece aos seus clientes acesso a um conjunto completo de peças de reposição, todas as quais promovem altos níveis de disponibilidade dos equipamentos.

05 agosto, 2024

EUA: vendas de armas leves aumentam em julho


*LRCA Defense Consulting - 05/08/2024 (atualizado em 06/08 às 08h11)

Todos os sinais apontam para que os americanos continuem a recorrer às suas carteiras quando se trata de praticar o direito de manter e portar armas.

O mês passado foi o quinto maior julho já registrado em termos de verificações de antecedentes federais para prováveis ​​transferências de armas sem receita desde que o Sistema Nacional de Verificação Instantânea de Antecedentes Criminais do Federal Bureau of Investigation foi criado há mais de 20 anos.

O número não ajustado de 2.021.235 verificações realizadas pelo NICS no mês passado é 1,7% maior do que o número não ajustado do NICS do FBI de 1.987.650 em julho de 2023.

NICS ajustado tem aumento de 4%
Analisando os números do mês passado feitos pela National Shooting Sports Foundation para remover verificações e novas verificações de licenças de armas, o número ajustado é de 1.064.790, o que representa um aumento de 4% em comparação ao número do NICS ajustado pelo NSSF de julho de 2023, de 1.023.903.

Mas talvez a maior notícia ao olhar para os números do NICS do mês passado é que julho de 2024 marca o 60º mês consecutivo — cinco anos sólidos — que excedeu 1 milhão de verificações de antecedentes ajustadas em um único mês.

“Esta marca mostra o apelo duradouro de americanos de todas as esferas da vida para exercer seu direito exclusivamente americano de manter e portar armas”, disse Joe Bartozzi, presidente e CEO da NSSF. “Essas verificações de antecedentes mensais de mais de um milhão nos últimos cinco anos representam a livre expressão dos direitos da Segunda Emenda durante tempos difíceis e preocupantes, incluindo a pandemia de COVID-19, quando certos governadores estavam fechando lojas de armas e a política de 'tolerância zero' do governo Biden-Harris para revogar licenças para vender armas de fogo. Durante esse tempo, americanos que nunca haviam considerado a posse legal de armas de fogo decidiram se tornar proprietários de armas. Estamos orgulhosos do trabalho de nossa indústria para fornecer os meios para exercer esses direitos a cidadãos cumpridores da lei em todo o país.”

Esses números são conservadores. As vendas reais de armas de fogo no varejo provavelmente são muito maiores. Vinte e quatro estados têm atualmente uma licença alternativa qualificada, que, sob o Brady Act, permite que o portador da licença, que passou por uma verificação de antecedentes para obter a licença, compre uma arma de fogo de um revendedor licenciado sem uma verificação de antecedentes adicional separada para essa transferência. O número de verificações do NICS nesses estados não inclui essas transferências legais com base em licenças qualificadas e o NSSF não ajusta essas transferências.
 
E com a América caminhando para um ciclo eleitoral contencioso, onde um lado está registrado defendendo o controle rigoroso de armas e o outro está meio que se esforçando quando se trata de direitos de armas, você provavelmente pode esperar que esses números continuem subindo. 

*Com informações de Guns.com e NSSF.org

Novo e intuitivo portal do Grupo PROTECTA reflete a sua busca contínua pela excelência e qualidade


*LRCA Defense Consulting - 05/08/2024

Nesta segunda-feira (05), o grupo PROTECTA, uma Empresa Estratégica de Defesa, lança seu novo portal na Internet, resultado de todo o processo de rebranding realizado pela empresa nos últimos meses. Com esse lançamento, o grupo reforça sua posição de liderança do mercado com seus produtos inovadores e tecnológicos.

O novo portal está mais intuitivo, com identidade visual renovada e com todos os detalhes dos principais produtos como airbags, blindagem automotiva e coletes e escudos balísticos. O público terá oportunidade de se conectar com novas tecnologias que tornam o grupo PROTECTA referência no setor, além de conhecer o processo de fabricação de cada produto, a realização dos testes e as normas técnicas adotadas na confecção de cada um deles.

“Nosso novo portal representa não apenas uma evolução em termos de design e funcionalidades, mas também reflete a nossa busca contínua pela excelência e qualidade em cada produto que oferecemos", afirmou o CEO do grupo PROTECTA, Victor Gallo. “Esse site representa também nossos esforços de estreitar cada vez mais o relacionamento com o nosso público”, completa.

O site conta ainda com uma seção de notícias, na qual o grupo PROTECTA divulgará várias novidades para o público nas próximas semanas. Acesse e fique por dentro de tudo: https://protectagroup.com.br

Coletes balísticos
Líder nacional na fabricação e entrega de coletes balísticos, o grupo PROTECTA possui um portfólio que abrange Coletes (Táticos, Ostensivos e Dissimulados), Placas Rígidas Stand Alone e Escudos Balísticos.

Com atuação consolidada, a empresa já entregou mais de meio milhão de coletes para o mercado, possuindo capacidade de atendimento global.

O grupo PROTECTA revolucionou o mercado de coletes no Brasil, alcançando o objetivo de que todas as forças policiais obtivessem o D+1 (1 colete por membro).

Sobre o grupo PROTECTA
Nascida com o propósito de salvar vidas, o grupo PROTECTA iniciou a sua atuação em 2011 no desenvolvimento e fabricação de produtos de proteção balística, atingindo em três anos a liderança do setor de revestimentos veiculares.

Em busca de inovação tecnológica e atuação em novos mercados, o grupo PROTECTA iniciou em 2014 os investimentos no desenvolvimento e produção de coletes e escudos balísticos voltados às Forças Armadas e de Segurança Pública. 

A companhia é ainda pioneira no país a produzir bolsas de airbags, item crítico de segurança automotiva que atesta a qualidade de produtos e processos da companhia, atendendo aos critérios mais rígidos de certificação do setor.
 

04 agosto, 2024

Embraer C-390 Millennium do Brasil está desafiando o C-130 Hercules dos EUA no mercado de aeronaves de carga

Visitantes assistem a um Embraer C-390 Millennium da Força Aérea Brasileira participar de uma exibição aérea. JUSTIN TALLIS/AFP via Getty Images

*Business Insider, por por Lauren Frias , Taylor Rains e Pete Syme - 03/08/2024

O consagrado avião de carga C-130 Hercules dos Estados Unidos está enfrentando forte concorrência do novo C-390 Millennium do Brasil, à medida que a demanda pelo avião de carga brasileiro cresce.

O turboélice C-130 da Lockheed Martin representa um quinto da frota global de transporte militar, de acordo com o provedor de dados de aviação Cirium.

Embora a Embraer esteja longe de superar a Lockheed no mercado global de aviação, o C-390 com motor a jato está dando trabalho aos aviões de carga dos EUA.

Aviões de carga são essenciais para o rápido transporte de veículos de combate e munição dos quais as tropas dependem, e podem servir como plataformas de salto para paraquedistas. Neste mercado dominado pelo C-130 internacionalmente, a Embraer do Brasil espera fazer incursões com uma aeronave mais rápida e espaçosa.

O logotipo da Embraer é visto ao lado de um tapete azul que leva a um C-390 Millennium. Taylor Rains/Business Insider

"Agora é a vez do Embraer C-390"
Em julho, o Ministério da Defesa holandês adquiriu nove aeronaves C-390 Millenium em um acordo conjunto assinado no Farnborough Airshow, no Reino Unido, alocando cinco para a Holanda e quatro para a Áustria.

"Esta aeronave é a melhor escolha do mercado, oferecendo uma combinação imbatível de alto desempenho, tecnologia avançada e baixos custos de ciclo de vida", disse Bosco da Costa Jr., presidente e CEO da empresa de defesa brasileira Embraer.

Os novos C-390 substituiriam a frota envelhecida de três C-130 da Força Aérea Austríaca, que tem uma idade média de 56 anos após o país adquiri-los de segunda mão da Força Aérea Real do Reino Unido.

"Desde 2003, as três aeronaves Hercules completaram muitas missões e sempre foram um dispositivo de transporte confiável para nossos soldados", disse a ministra da Defesa austríaca Klaudia Tanner em setembro passado. "Agora é a vez do Embraer C-390."

Um membro da tripulação do C-390 segura equipamento a bordo do avião de carga. Taylor Rains/Business Insider

Espaçoso compartimento de carga e altas velocidades
O C-390 oferece algumas vantagens sobre o C-130: maior capacidade de carga e altas velocidades.

A aeronave bimotora C-390 mede pouco mais de 35 metros de comprimento e 11,5 metros de altura, com envergadura de 35 metros.

O porão de carga do C-390 tem cerca de 18 metros de comprimento e pode transportar uma carga útil máxima de 26 toneladas métricas (cerca de 25.700 kg) — com espaço para acomodar veículos leves, veículos pesados ​​e helicópteros.

O C-390 pode voar a uma altitude máxima de 36.000 pés e atingir velocidades de cerca de 614 milhas por hora. Ele também tem um alcance de 1.080 milhas náuticas em capacidade máxima.

Em comparação, o C-130 tem um compartimento de carga um pouco menor e viaja em velocidades mais baixas, mas as variantes mais novas têm um alcance maior que o C-390.

Uma visão por trás do motor a jato de um C-390. Taylor Rains/Business Insider

Um cavalo de batalha multimissão
O C-390 Millenium é uma aeronave de transporte militar versátil que pode ser configurada para uma série de missões em três horas ou menos.

Ele pode ser utilizado para transporte de carga e tropas, evacuações médicas, combate aéreo a incêndios, missões de busca e salvamento e prestação de ajuda humanitária.

Com equipamento de reabastecimento ar-ar, ele pode operar como um avião-tanque para reabastecer outras aeronaves ou ser reabastecido por outro C-390.

Da mesma forma, o C-130 funciona como uma aeronave de reabastecimento aéreo, bem como um transporte aéreo tático de passageiros e cargas.

Com a mais longa e contínua produção de aeronaves militares da história, o Hercules é produzido em mais de 70 variantes. A mais recente delas, o C-130J Super Hercules, registrou mais de 1 milhão de horas de voo realizando missões de combate, humanitárias, de operações especiais e de reabastecimento desde que entrou em serviço no final dos anos 1990.

O C-390 Millennium transita por uma pista antes de levantar voo. Jakob Wert

C-390 ao redor do mundo
A aquisição conjunta do C-390 pela Holanda e Áustria ocorre depois que a Coreia do Sul — operadora de longa data do C-130 — se tornou o primeiro cliente da Embraer na Ásia no ano passado.

Em dezembro, a Administração do Programa de Aquisição de Defesa do país adquiriu três C-390s em um acordo de US$ 544 milhões, ou 710 bilhões de wons.

O C-390 entrou pela primeira vez na Força Aérea Brasileira em 2019, juntando-se posteriormente às Forças de Defesa Húngaras em 2020 e à Força Aérea Portuguesa em 2023. Outros países estão de olho no C-390 desde então, incluindo Suécia, Egito, Índia e Cingapura.

Em contraste, mais de 2.500 aeronaves C-130 foram encomendadas ou entregues a 63 países até o momento, de acordo com a Lockheed Martin , e sabe-se que 70 países as operam, incluindo Canadá, Reino Unido, Japão e Israel.

O C-390 Millennium decola de uma pista durante uma cerimônia de show aéreo. Jakob Wert

O C-390 em desenvolvimento
Em sua terceira tentativa de construir a aeronave, a primeira produção do C-390 fez seu voo inaugural em outubro de 2018. A Força Aérea Brasileira recebeu seu primeiro C-390 em setembro de 2019 e, dois meses depois, o avião de carga estreou no Dubai Airshow, entrando no mercado global com um novo nome: C-390 Millenium.

A atual frota de C-390 em operação já completou mais de 13.000 horas de voo.

Uma fileira de assentos dentro de um avião de carga C-390. Taylor Rains/Business Insider

Viajando no porão de carga
O compartimento de carga pode acomodar até 80 tropas ou até 64 paraquedistas. A cabine tem controle de temperatura e vibração e ruído reduzidos, além de toalete completo e piso aquecido para o conforto dos passageiros.

Berços empilhados são vistos dentro de um C-390. Taylor Rains/Business Insider

Evacuações médicas
Quando implantado para dar suporte a operações terrestres ou missões de socorro em desastres, o compartimento de carga do Millenium pode ser configurado para transportar até 80 macas para transportar sobreviventes ou vítimas, ou menos macas para fornecer espaço para até oito atendentes médicos e equipamentos.

Dois pilotos sentam-se na cabine de um C-390. Taylor Rains/Business Insider

Aviônica de alta tecnologia
O C-390 é equipado com radar tático avançado, sistemas de detecção de ameaças e software de mira que usa um algoritmo para determinar pontos de lançamento ideais, ao mesmo tempo em que dá ao piloto a opção de liberar a carga manualmente ou automaticamente.

Os sistemas interno, externo e da cabine têm recursos de visão noturna para voos noturnos, operações de reabastecimento aéreo ou missões de busca e salvamento com baixa visibilidade.

Uma aeronave C-390 voa durante um show aéreo. Pete Syme/Business Insider

Lançamento do C-390 nos EUA
Embora não tenha havido nenhuma negociação pública pelo Pentágono para adicionar C-390s à sua frota, a Embraer fez movimentos para lançar o avião no mercado dos EUA.

Em uma visita inaugural no início deste ano, a empresa de defesa brasileira exibiu o C-390 em suas instalações em Melbourne, Flórida, para "um público importante e diversificado", disse a empresa em um comunicado em março.

De acordo com um comunicado à imprensa, o evento recebeu uma "lista diversificada de convidados, incluindo autoridades governamentais, oficiais militares, prospectos e parceiros" e contou com o A-29 Super Tucano, uma aeronave leve de ataque turboélice pilotada por alguns militares sul-americanos.

O presidente da Embraer, da Costa Jr., disse que o A-29 foi construído "a poucas horas de distância, em Jacksonville, Flórida", sugerindo que o C-390 também poderia ser fabricado nos EUA — um requisito comum para aeronaves estrangeiras operadas pelos militares dos EUA.

"O A-29 Super Tucano tem sido uma parte importante da nossa presença de fabricação na Flórida por mais de 10 anos", disse da Costa Jr. na época, "e vemos grandes oportunidades para ambas as aeronaves no mercado, talvez com potencial para trazer o C-390 para cá também".

Maioria das Guardas Civis Municipais opta pelo armamento Taurus devido à qualidade, ao pós-venda e às facilidades legais

Pistolas Taurus PT-92 AFS-D (Foto: Paulo Bellini/Itapira News)

 *LRCA Defense Consulting - 03/08/2024

Em uma rápida verificação na Internet durante o mês de julho, foi possível constatar que a maioria das Guardas Civis Municipais brasileiras continua dando preferência à aquisição de armamentos nacionais produzidos pela Taurus Armas, tanto pela alta qualidade que embutem como pelo inigualável pós-venda que a empresa oferece, além das facilidades legais existentes, como está detalhado no último tópico desta matéria.

Seguem-se algumas das aquisições que foram publicadas na Internet.

A Guarda Municipal de São José dos Pinhais adquiriu 18 pistolas marca Taurus, de fabricação nacional, semiautomáticas, calibre .9mm, modelo TS9.

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapira (SP) adquiriu 20 novas armas de calibre 9 mm para reforçar o arsenal da corporação. O investimento total foi de R$ 175,3 mil em recursos próprios do município. As pistolas semiautomáticas são do modelo Taurus PT-92 AFS-D, com estrutura cromada produzida em inox. As novas aquisições ampliam o arsenal da corporação que já conta com outras armas do mesmo calibre, bem como pistolas calibre .380, carabinas .40 e espingardas calibre 12.

A Guarda Civil Municipal (GCM) de São Vicente, no litoral de São Paulo, pretende ampliar a quantidade de agentes com porte institucional de arma de fogo. Para isso, a prefeitura irá investir R$ 363.000 na compra de 80 pistolas Taurus G3 e cinco carabinas Taurus CT9 G2.

A Guarda Municipal de Vila Velha adquiriu cinco fuzis Taurus, modelo T4 nato, de calibre 5.56 mm.

A Prefeitura Municipal de São Carlos está adquirindo pistolas e fuzis Taurus para atender a demanda da Guarda Municipal no valor de R$ 394.177,50.

Guarda Civil Municipal (GCM) de São Vicente (Foto: Jornal da Orla)

Motivos da opção pelas armas da Taurus
Embora tenham acesso ao arsenal internacional de pistolas, carabinas e submetralhadoras que hoje tem sua importação permitida, quase todas as cidades que possuem uma Guarda Municipal fazem a opção nacional pelo material da Taurus Armas, pois, desde 2017, esta empresa oferece armamentos que, pela qualidade e inovação que embutem, competem em igualdade de condições com as grandes empresas do setor no mercado mundial, onde têm vencido diversas licitações internacionais e conquistado importantes prêmios de qualidade.

Embora a lei que disciplina as licitações e contratos no âmbito da Administração Pública favoreça a empresa nacional em casos de materiais similares, quando os representantes da municipalidade pesam os custos e benefícios entre o material importado e o nacional, um dos itens que mais avulta de importância é a logística pós-venda, haja vista que não adianta adquirir um produto se a empresa vendedora não puder oferecer suporte, manutenção e assistência técnica na região onde as armas estarão em serviço.

Diferentemente do que acontece com as empresas que apenas exportam para o Brasil, a Taurus investe pesadamente na qualificação dos armeiros das entidades de segurança pública e privada, bem como no treinamento técnico de sua equipe de representantes, que está capilarizada por todo o país, o que lhe permite resolver rápida e oportunamente os eventuais problemas que surjam.

Além disso, a empresa oferece ao consumidor uma ampla e ágil rede de distribuidores, pontos de venda e assistência técnica treinada em todo o território nacional, além de uma equipe de instrutores credenciados e peças de reposição rapidamente acessíveis.

Guardadas as devidas diferenças e proporções, adquirir armamento importado seria como se o município resolvesse dotar a Guarda Municipal de veículos estrangeiros de renome mundial, preterindo os produzidos pelas maiores empresas automobilísticas nacionais. Na hora do conserto ou da substituição de peças, não haveria lojas, mecânicos ou oficinas especializadas na cidade ou nas redondezas, tendo a administração pública que recorrer a São Paulo ou a outro grande centro onde eventualmente estejam sediados tais recursos. Certamente, esta alternativa significaria um maior tempo para resolver os problemas e um custo bem mais elevado para a municipalidade.

 

 

03 agosto, 2024

Akash-BrahMos-Scorpene: a crescente cooperação de defesa Índia-Brasil


*Financial Express - 03/08/2024

A Índia e o Brasil estão prontos para aprofundar sua cooperação militar com as próximas visitas de duas delegações de alto nível. O Comandante da Marinha do Brasil e o Comandante das Forças Armadas, juntamente com altos oficiais, estão programados para visitar a Índia em breve (agosto-set, 2024).

“Essas visitas são significativas, pois visam finalizar um Memorando de Entendimento (MoU) sobre a manutenção dos submarinos `Scorpene' no Brasil, uma área de foco principal das negociações bilaterais”, disse um diplomata de alto escalão ao FinancialExpress.com. Essa colaboração ressalta a crescente parceria entre as duas nações, refletindo um compromisso mútuo para aprimorar as capacidades de defesa e alcançar a autossuficiência em áreas críticas. “As discussões também explorarão potenciais aquisições de aeronaves militares e novas tecnologias de defesa, destacando a natureza multifacetada desse relacionamento em evolução”, disse o diplomata citado acima.

Manutenção e autossuficiência de submarinos

Uma das principais áreas de cooperação entre a Índia e o Brasil gira em torno da manutenção dos submarinos `Scorpene'. Como parte de um esforço ambicioso para atingir a autossuficiência na produção de defesa, a Índia tem trabalhado para indigenizar as capacidades de manutenção de submarinos. Esta iniciativa visa permitir que a Índia execute tarefas essenciais, reparos e atualizações localmente, reduzindo assim a dependência de tecnologia e expertise estrangeiras.

O FinancialExpress.com relatou anteriormente que durante uma visita recente de uma delegação brasileira, liderada pelo Comandante da Marinha do Brasil e pelo Comandante das Forças Armadas, as discussões com o Vice-Almirante Sandeep Naithani, Chefe de Material, se concentraram neste mesmo objetivo. A valiosa expertise do Brasil em assuntos navais, particularmente em manutenção de submarinos, fornece uma oportunidade única para a Índia acelerar seu progresso neste domínio. Ao compartilhar conhecimento e melhores práticas, os dois países podem reforçar sua preparação naval, contribuindo para a segurança regional no Oceano Índico e além.

Interesse da Força Aérea Indiana no C-390 da Embraer
Outro aspecto significativo dos crescentes laços militares Índia-Brasil é a potencial aquisição da aeronave C-390 da Embraer pela Força Aérea Indiana (IAF). O fabricante brasileiro de aeronaves propôs o C-390 como candidato para o requisito de Aeronave de Transporte Médio (MTA) da Índia, que inclui até 80 aeronaves. O C-390 é uma plataforma versátil capaz de cumprir várias funções, incluindo transporte militar e reabastecimento aéreo.

A parceria da Embraer com a Mahindra Aerospace acrescenta outra camada de colaboração potencial. A proposta inclui não apenas a fabricação do C-390 na Índia, mas também a possibilidade de produzir o jato comercial regional da série E2 domesticamente. Esta iniciativa se alinha com o programa ' Make in India ' da Índia, enfatizando a produção doméstica e o avanço tecnológico no setor aeroespacial.

Cooperação Histórica e Contínua
O relacionamento de defesa Índia-Brasil vem crescendo constantemente ao longo dos anos. Em 2022, uma visita histórica de uma delegação da Marinha do Brasil, liderada pelo Vice-Almirante Liberal Enio Zanelatto, marcou um momento significativo nessa parceria. A delegação visitou o Comando Naval Ocidental e a Mazagon Dock Shipbuilders Limited (MDL) em Mumbai, onde observaram a construção dos submarinos da classe 'Scorpene'. Eles também inspecionaram um submarino da classe Kalvari (Scorpene) da Marinha Indiana, aprofundando ainda mais sua compreensão das capacidades navais da Índia.

Essas visitas facilitaram discussões sobre vários tópicos, incluindo tecnologia submarina, cooperação em defesa e segurança, e os interesses marítimos compartilhados de ambas as nações. O interesse da Marinha do Brasil em colaborar com a Índia para a manutenção de seus submarinos da classe Scorpene destaca os benefícios mútuos dessa parceria. Além disso, as discussões também se estenderam à potencial construção de fragatas para a Marinha do Brasil, com a Índia sendo pré-selecionada como candidata para esse projeto.

Expansão da cooperação em equipamentos de defesa
Além de submarinos e aeronaves, os dois países estão explorando outras áreas de cooperação em defesa. O Exército Brasileiro manifestou interesse no Akash Missile da Índia, um sistema de mísseis terra-ar desenvolvido pela Bharat Electronics Limited (BEL). Embora nenhuma decisão formal tenha sido anunciada, o estabelecimento de um escritório da BEL em São Paulo significa um passo em direção a uma maior colaboração em defesa. Embora este escritório seja para fins de marketing, ele estabelece as bases para compromissos futuros.

Além disso, a próxima visita da delegação brasileira à Índia incluirá reuniões com autoridades da BrahMos Aerospace. Esse envolvimento sugere potenciais discussões em torno do míssil BrahMos, míssil de cruzeiro supersônico desenvolvido em conjunto pela Índia e pela Rússia.

“Tais reuniões podem abrir caminho para futuras aquisições ou colaborações em tecnologia de mísseis, aprimorando ainda mais a parceria estratégica entre os dois países”, disse o diplomata.

Conclusão
A crescente cooperação militar entre a Índia e o Brasil é uma prova de seu comprometimento compartilhado em aprimorar as capacidades de defesa e alcançar a autossuficiência. Da manutenção de submarinos e aquisição de aeronaves a potenciais colaborações de mísseis, a parceria abrange uma ampla gama de tecnologias e estratégias de defesa. À medida que ambas as nações continuam a se envolver em discussões e trocas de alto nível, a importância de sua cooperação se estende além dos laços bilaterais. Ela contribui para a estabilidade regional e ressalta a importância da colaboração internacional no enfrentamento de desafios comuns de defesa. O futuro das relações de defesa Índia-Brasil parece promissor, com ambos os países prontos para se beneficiar de sua parceria cada vez mais profunda.
xxxxxxxxxxxx

BrahMos encontra atenção global com delegação brasileira prestes a visitar a Índia

*Businessline, por Dalip Singh - 03/08/2024

Uma delegação brasileira deve visitar a Índia neste mês para deliberações sobre o míssil de cruzeiro supersônico BrahMos. Vários países expressaram seu interesse no míssil, já que os conflitos globais em andamento ressaltam a crescente importância dos sistemas de defesa aérea.

A visita é o resultado de anos de interações nos bastidores que o governo brasileiro e seus militares têm tido sobre o BrahMos, um produto de uma joint venture indo-russa, desde 2009.

A visita da delegação ocorre após o Comandante do Exército Brasileiro, General Tomas Miguel Mine Ribeiro Paiva, testemunhar uma plataforma de armas indígena disparando nos estandes de tiro do campo de Pokhran em agosto de 2023. Ele também se encontrou com altos escalões militares na Índia para fortalecer os laços bilaterais de defesa. Antes disso, uma delegação indiana com vários representantes da indústria foi ao Rio para explorar mais cooperação industrial e oportunidades de negócios.

Autoridades do governo disseram que leva tempo para acordos de defesa amadurecerem. Fontes do governo também declararam que, além dos mísseis de cruzeiro BrahMos, o Brasil também demonstrou interesse nos sistemas de mísseis Akash, que a Índia exportou recentemente para a Armênia em um acordo no valor de ₹6.000 crore.

Fontes disseram que não apenas o Brasil, Malásia, Indonésia, Cuba e Vietnã também expressaram interesse no BrahMos, que atraiu atenção global depois que a Índia assinou contrato com as Filipinas em 2022 e entregou o primeiro lote de mísseis supersônicos em 19 de abril de 2024.

O acordo de US$ 375 milhões é para três baterias de uma variante antinavio baseada em terra do míssil BrahMos com o qual as Filipinas se equiparam para enfrentar os desafios de uma China ofensiva. Ultimamente, as Filipinas e a China tiveram um confronto no Mar da China Meridional.

A Malásia também está interessada na variante de lançamento aéreo dos mísseis BrahMos, que poderia ser integrada com suas aeronaves de caça para estender as capacidades de disparo. O Vietnã está interessado em uma variante antinavio baseada em terra dos BrahMos, como as Filipinas, para conter a agressão chinesa.

Na quinta-feira, a Índia concedeu duas Linhas de Crédito (LoC) totalizando US$ 300 milhões ao Vietnã para reforçar a segurança marítima do país.

A BrahMos Aerospace também está mirando outros países do Sudeste Asiático em busca de exportações. O Ministro da Defesa Rajnath Singh disse há mais de um mês que a Índia estabeleceu uma meta de mais de ₹50.000 crore em exportações de armas até o AF29, depois que os números de exportação atingiram um recorde de Rs 21.083 crore no AF24.


 

Até julho de 2024, exportações de produtos de defesa somaram R$ 8,4 bilhões superando o total do ano passado


*LRCA Defense Consulting - 03/08/2024

Em apenas sete meses, as autorizações para exportações de produtos de defesa brasileiros superaram o total de 2023. Até julho de 2024, as operações autorizadas somam R$ 8,4 bilhões (US$ 1,47 bilhão) em vendas para o exterior, enquanto que, em 2023, o valor chegou a US$ 1,45 bilhão. O dado parcial de 2024 já representa o segundo melhor resultado na série histórica de 2013-2024.

Entre os itens mais exportados estão componentes e aeronaves, como o KC-390 e o A-29 Super Tucano, que foram um sucesso de vendas no período. Somente este ano, aproximadamente 500 milhões de dólares foram arrecadados com exportações, sendo os Estados Unidos, Dinamarca, Hungria e Portugal os principais importadores, com investimentos acima de 100 milhões de dólares cada.

A Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), órgão da Defesa responsável por promover os produtos de defesa nacionais, trabalha para inserir empresas brasileiras no mercado internacional. A atividade ocorre por meio de promoção comercial, coordenação de diálogos entre indústrias de defesa, visitas técnicas à Base Industrial de Defesa (BID), reuniões bilaterais e participação em feiras nacionais e internacionais. O Secretário da Seprod, Heraldo Luiz Rodrigues, comentou sobre o incremento das exportações: “Entre os principais itens exportados estão aeronaves de combate e de transporte militar, que possuem grande valor agregado e tecnologia de ponta. As exportações estimulam a cooperação e integração no âmbito internacional, atraem investimentos externos e retêm talentos no país. Os números indicam desenvolvimento econômico, aumento da competitividade e fortalecimento da Base Industrial de Defesa”, afirmou.

Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), Roberto Gallo, o êxito é resultado de uma ação estratégica conjunta de cerca de uma década. “O que estamos vendendo hoje é fruto de um produto de defesa estratégico que já está em uso há, pelo menos, uma década, pois os produtos precisam ser testados. Ele vem de uma construção, de uma visão estratégica de longo prazo do Ministério da Defesa, das Forças Armadas, por meio da Seprod, coordenando as atividades para chegar a esse êxito, inclusive com interação com o Ministério de Relações Exteriores. Isso abre uma porta para que o Brasil volte a se tornar um dos maiores exportadores de sistemas de defesa do mundo”, declarou.

A Base Industrial de Defesa (BID) é composta por um conjunto de empresas, tanto estatais quanto privadas, envolvidas em várias etapas, incluindo pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e manutenção de produtos estratégicos de defesa. Esses produtos, que podem ser bens ou serviços, desempenham um papel crucial na realização dos objetivos de segurança e defesa do país.

Atualmente, o Ministério da Defesa tem um cadastro de 235 empresas que fazem parte da BID. O portfólio brasileiro é diversificado e inclui cerca de 1.700 produtos, entre eles aeronaves, embarcações, soluções cibernéticas para proteção de dados, radares, sistemas seguros de comunicação e armamentos. Todos esses itens são de alta tecnologia e contribuem significativamente para a defesa e segurança do país.

SEPROD - A Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod/MD) foi criada por meio do Decreto nº 7.364/2010, como previsão da Estratégia Nacional de Defesa de 2008, que preconizava a reorganização da Base Industrial de Defesa (BID), para assegurar o atendimento às necessidades de equipamento das Forças Armadas (FA) apoiado em tecnologias sob domínio nacional, preferencialmente as de emprego dual. 

*Com informações do Ministério da Defesa.

02 agosto, 2024

Embraer realiza primeira venda de avião agrícola movido a etanol por meio do Programa Fundo Clima do BNDES


*LRCA Defense Consulting - 02/08/2024

A divisão de aviação agrícola da Embraer realizou no mês de julho a primeira venda do Ipanema 203 movido a etanol por meio do Programa Fundo Clima, na modalidade “Fundo Clima Automático”, que prevê apoio à aquisição de máquinas e equipamentos relacionados à redução de emissões de gases do efeito estufa e à adaptação às mudanças do clima e aos seus efeitos. A entrega da aeronave está prevista para o terceiro trimestre de 2024. 

Com taxas mais atrativas se comparadas a outras linhas de financiamento disponíveis no mercado, em torno de 10% ao ano, o incentivo do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) busca garantir recursos para apoiar projetos, estudos e financiamento de máquinas, equipamento e empreendimentos que estejam relacionados à redução de emissões de gases do efeito estufa e à adaptação às mudanças do clima e aos seus efeitos. 

“É uma imensa satisfação ver que nossa solução para uma agricultura de baixo carbono conta com uma opção estratégica de financiamento dedicada a este fim. Seguimos trabalhando incansavelmente para oferecermos sempre as melhores opções para os nossos clientes”, ressalta Sany Onofre, líder da Aviação Agrícola da Embraer. 

“O Fundo Clima é um importante instrumento de financiamento da transição energética e da descarbonização no Brasil que foi resgatado e fortalecido no governo do presidente Lula. Com ele, o BNDES financia e fortalece a inovação na indústria nacional, gerando empregos qualificados e renda”, explica o presidente da instituição, Aloizio Mercadante. 

A forte atividade comercial nos últimos anos exalta a altíssima confiança que os clientes e operadores têm no Ipanema 203, que combina alta tecnologia e tradição, mantendo-se como referência em termos de alta produtividade e baixo custo operacional. A Embraer detém cerca de 60% de participação no mercado de aviação agrícola do Brasil. 

Movido a etanol, o Ipanema 203 tem ampla utilização para pulverização de produtos sólidos ou líquidos, químicos ou biológicos, como lançamento de sementes, água e defensivos. A aeronave também tem realizado uma série de testes para homologar a primeira metodologia de aplicação aérea de defensivos biológicos do Brasil. O projeto pioneiro para promover a sustentabilidade no agronegócio nacional é coordenado pela Koppert, líder global no desenvolvimento e produção de bioinsumos para agricultura.

01 agosto, 2024

Índia e Brasil estreitam laços em defesa, energia e agricultura


*The Economic Times, por Dipanjan Roy Chaudhury - 01/08/2024

Há 40 missões bilaterais quase sem precedentes desde setembro de 2023 entre a Índia e o Brasil, enquanto os dois países buscam melhorar seus laços nos setores de defesa, energia e agricultura.

A visita proposta do PM Narendra Modi ao Brasil em novembro para a cúpula do G20 deve impulsionar a parceria com a maior economia da América Latina e o presidente Lula. Antes disso, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, deve liderar uma missão aqui em agosto.

Houve resultados concretos de investimento observados no último ano, no contexto de um número histórico de mais de 25 missões do Brasil para a Índia e mais de uma dúzia de missões indianas para o Brasil. Defesa, energia e agricultura são os principais setores de foco para a parceria estratégica bilateral, disse Kenneth Félix Haczynski da Nóbrega à ET.

Taurus e CBC já estão produzindo
A CBC do Brasil é a segunda maior produtora de munição do mundo e a principal fornecedora de munição para os países da OTAN. Eles começaram recentemente a produção em Andhra Pradesh em uma joint venture com a SSS. Foi descoberto ainda que a Taurus, a maior vendedora de armas pequenas do mundo, começou a produção em Haryana em uma joint venture com a Jindal.

Packem
A Packem do Brasil inaugurou recentemente uma planta greenfield em Gujarat em uma joint venture com a Umaree Taxplast. Será a primeira fábrica na Índia a produzir grandes recipientes plásticos (Big Bags) feitos inteiramente de plástico reciclado, usando uma tecnologia patenteada que permite a reciclagem repetitiva, mantendo as propriedades e a resistência do material.

Tramontina
A Tramontina, tradicional marca brasileira de utensílios de cozinha e ferramentas agrícolas de alta qualidade, está lançando sua marca na Índia, em uma joint venture com a YM Enterprises, e tem planos de iniciar a produção local até o final do ano.

WEG
A WEG é atualmente a maior investidora brasileira na Índia. Eles estão presentes em cinco estados, empregando quase 2.000 pessoas. Eles adquiriram recentemente duas novas plantas de fabricação no país (motores elétricos) e estão finalizando a construção de uma nova fábrica de turbinas eólicas.

Itaú
O Itaú, o maior banco privado da América Latina, manteve conversas preliminares com autoridades governamentais em Nova Déli e expressou sua disposição de abrir divisões de varejo, atacado e gestão de ativos na Índia. Também há conversas avançadas para novos investimentos bilaterais nas áreas automotiva, defesa, máquinas e equipamentos, papel e energia solar.

Ebanx
O Ebanx, um dos principais operadores do sistema de pagamento digital do Brasil (PIX), anunciou um acordo com o Yes Bank, sediado em Mumbai, para criar uma infraestrutura de pagamento internacional para comerciantes na Índia para marcas globais que buscam vender para consumidores indianos.

Empresas indianas no Brasil
Enquanto isso, entre as corporações indianas, a Bajaj inaugurará sua primeira fábrica no Brasil neste mês. A Hero Motor Corp anunciou a construção de sua própria unidade de fabricação no Brasil.

A UPL está constantemente expandindo sua presença em agroquímicos e agritech no Brasil e anunciou recentemente um acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para investir na produção de leguminosas a serem exportadas para a Índia.

A Mahindra iniciou a expansão de sua fábrica de tratores pequenos no Brasil. A Tata Consultancy Services anunciou um novo centro de entrega no Brasil.

Embraer entrega o 1º E195-E2 à LOT Polish Airlines, de olho em grande encomenda da empresa


*LRCA Defense Consulting - 01/08/2024

A LOT Polish Airlines recebeu seu primeiro Embraer E195-E2 menos de três meses após a assinatura do acordo. O primeiro dos três jactos alugados via Azorra, chegará em breve à Polónia. A LOT está adicionando o E2 à sua frota para aumentar a flexibilidade operacional e acomodar a expansão da rede. Reafirmando o compromisso da LOT com a sustentabilidade, o E195-E2 oferece 12,5% menos consumo de combustível e emissões, e é significativamente mais silencioso do que a aeronave do seu concorrente mais próximo. Todas as três aeronaves deverão ser entregues até outubro.

“Vinte anos após a entrega do primeiro Embraer E-170, a frota da LOT Polish Airlines será ampliada com três aeronaves Embraer E195-E2. Com essas aeronaves, aumentaremos a frequência de voos para cidades europeias selecionadas, oferecendo aos passageiros uma alta nível de conforto na frota de última geração A introdução de novas aeronaves com baixas emissões também faz parte da implementação da nossa estratégia “Destino ECO” A Polish Airlines é hoje uma das maiores operadoras da Embraer na Europa, por isso estamos satisfeitos. para receber mais aeronaves de última geração, convidando nossos passageiros a viajarem juntos", disse Michał Fijoł, Presidente do Conselho de Administração da LOT Polish Airlines.

Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, disse: “Damos as boas-vindas ao nosso parceiro de longo prazo, a LOT, como a 17ª operadora do E2, 20 anos depois de apresentarem seu primeiro E170 como cliente lançador global dos E-jets - nos últimos dois anos. o número de operadores E2 quase duplicou (88%). Juntamente com os nossos colegas de leasing da Azorra, estamos orgulhosos de ter sido capazes de entregar estes jatos com rapidez dupla para satisfazer as necessidades dos nossos clientes. Esperamos continuar a nossa parceria com a LOT, incluindo as novas oportunidades para o E2 – o jato mais eficiente em termos de consumo de combustível, mais silencioso e menos dispendioso para operar no segmento de fuselagem estreita”.

A LOT foi a primeira operadora dos novos E-Jets em 2004. O primeiro voo comercial, em 17 de março de 2004, foi concluído por um E170 da capital da Polônia para Viena. O voo de 85 minutos e 520 km para Viena marcou o início do extraordinário sucesso da nova família de aeronaves da Embraer; o 1.800º E-Jet do programa, um E195-E2, foi entregue a um cliente em maio deste ano. 

LOT planeja novo grande pedido de aeronaves
A polonesa LOT poderá realizar um pedido de até 20 aeronaves E170/175 e até 12 E190-E2, reforçando sua frota de aviões brasileiros, caso a Embraer seja vencedora na disputa com a Airbus.

A transportadora nacional polaca escolherá entre o seu atual fornecedor Embraer e a rival Airbus para a entrega de 84 novos aviões que planeja comprar para servir as suas rotas regionais, informou em março o Ministério da Propriedade do Estado, acrescentando que a empresa planeja comprar até 110 aviões até 2028.

“A LOT deve tomar uma decisão estratégica: continuar a cooperação com o atual fornecedor (Embraer) no segmento regional ou mudar para uma plataforma concorrente (Airbus)”, afirmou o ministério.

Sobre o assunto, Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, declarou ao portal money.pl em junho: "Este é um dos nossos objetivos estratégicos para continuar a cooperação a longo prazo com a LOT. Ela já utiliza uma grande frota de nossas aeronaves. Esta é uma ordem pela qual lutaremos porque acreditamos que a nova geração do E2 levará a LOT a um nível de eficiência ainda maior – tanto operacional como financeira".

Postagem em destaque