Pesquisar este portal

15 fevereiro, 2023

Índia tem interesse no Praetor 600 AEW&C, a "joia da coroa" da Embraer em vigilância e alerta antecipado


*LRCA Defense Consulting - 15/02/2023

Segundo fontes indianas, a Embraer está mantendo negociações com a Índia para o fornecimento de plataformas Netra Mk1 (sistema de alerta aéreo antecipado e controle - AEW&C) para a Força Aérea Indiana (IAF) com o jato executivo Praetor 600.

Em setembro de 2022, o Centro de Estudos Aerotransportados (CABS) do DRDO (Defence Research and Development Organisation) e a Força Aérea Indiana (IAF) demonstraram interesse em adquirir mais seis aeronaves AEW&C baseadas na plataforma Embraer EMB-145, além das três já em serviço no país.

Porém, como nada mais foi divulgado desde então, é possível que a Índia esteja considerando adquirir mais plataformas Embraer AEW&C, só que baseadas no jato Praetor 600, pois estas são soluções já prontas e mais avançadas que as anteriores, tratando-se da moderníssima "joia da coroa" da Embraer em sistemas AEW&C.


Praetor 600 AEW&C
Desenvolvido pela Embraer e pela IAI / ELTA Systems, o Praetor 600 AEW&C (Sistema de Alerta Aéreo Antecipado e Controle) é equipado com o radar de última geração Dorsal Mounted, usando tecnologia GaN AESA e um Sistema de Missão AEW avançado e altamente automatizado para uma gama de missões de defesa e segurança.

O Praetor 600 pertence à mais nova geração de aeronaves da Embraer, o melhor da sua categoria super mid-size jet. Ele oferece altitude superior de operação da aeronave, persistência estendida, um confortável ambiente de cabine e sistemas fly-by-wire avançados. Um sistema de comunicação avançado garante a interoperabilidade em um ambiente centrado em rede para explorar os recursos dos ativos existentes.

Com desempenho superior da aeronave e conjunto de sensores de última geração, o Praetor 600 AEW está pronto para missões de vigilância e defesa e segurança contra todas as ameaças aéreas e marítimas por uma fração do custo dos sistemas AEW atuais. Esta combinação proporciona soberania e controle de um sistema AEW líder de sua classe.

O sistema P600 AEW&C é um multiplicador de força e ativos estratégicos. Ele é equipado com um conjunto único e abrangente de sistemas e recursos projetados especificamente para manter a integridade soberana de uma nação. Promove dissuasão contra ameaças internas e externas, reforçada pela coordenação eficaz e resposta rápida de meios aéreos, marítimos e terrestres.

Oferece solução avançada para cenários operacionais modernos, como segurança nacional, alerta aéreo antecipado, garantia da lei e da ordem, comando e controle, vigilância marítima, defesa e vigilância aérea e inteligência eletrônica.

O sistema P600 AEW&C RADAR & IFF é um radar GaN AESA digital de Banda S de última geração, projetado para detecção de longo alcance, identificação e rastreamento de alvos aéreos e de superfície marítima. O radar oferece cobertura de 240° com dois arranjos de antenas back-to-back em uma montagem dorsal, enquanto os sistemas IFF integrados operam nos modos civil e militar e suportam respostas ADS-B usando uma antena 360°. O sistema RADAR e IFF de alto desempenho opera com alta eficiência, baixa taxa de falsos alarmes e alta capacidade de processamento de alvos simultâneos dentro do volume de vigilância em todos os diferentes regimes de busca selecionáveis.

Sistema de Identificação Automática (AIS)
A consciência situacional marítima é gerada integrando as detecções do Radar no modo marítimo e as informações do Sistema de Identificação Automática (AIS).

Medidas de Suporte Eletrônico
O Sistema de Medidas de Suporte Eletrônico (ESM) possui uma cobertura de 360° para fornecer a direção e a localização de emissores aéreos e terrestres (fixos ou lentos). Por meio de recursos de análise de sinal, o sistema ESM é integrado automaticamente ao sistema RADAR e IFF para uma consciência situacional completa.

Sistema de Autoproteção
O Sistema de Autoproteção (SPS) é composto por um sistema de alerta de aproximação de mísseis baseado em RADAR (MAWS) e um modo passivo de receptor de alerta de RADAR (RWR) fornecido pelo sistema ESM. O P600 AEW&C também pode ser equipado com um sistema de distribuição de contramedidas integrado com os dois sistemas de alerta e um painel de controle para a tripulação.

Operação Centrada em Rede
A interoperabilidade é um multiplicador de força. A interoperabilidade no P600 AEW&C é alcançada através das capacidade de Comando e Controle, comunicação por voz e de enlace de dados. Isso garante que informações precisas possam ser trocadas rapidamente por meios seguros entre todos os participantes e tomadores de decisão no ambiente operacional.

Capacidades Táticas de Data-Link incluem
• Representação da Consciência Situacional
• Comando e Controle em Rede

Comunicação de dados em banda larga
• SATCOM para operação além do alcance visual (BLOS)
• Data-link com linha de visada

Comunicação de voz e dados
• HF e V/UHF
• Sistema de Comunicação Interna (ICS) entre os operadores e a tripulação de voo

Interoperabilidade
• Configurado para operações conjuntas e de coalizão nacionais e internacionais








Binter assina contrato com Embraer para utilizar plataforma digital de manutenção Beacon


*LRCA Defense Consulting - 15/02/2023

A Binter Canarias e a Embraer assinaram um contrato para a utilização da plataforma digital Beacon para manutenção da sua frota de E195-E2. A decisão da companhia aérea espanhola foi tomada após o teste bem-sucedido da plataforma de coordenação que conecta recursos e profissionais para o retorno das aeronaves ao serviço. O Beacon é uma plataforma agnóstica, que atende a aeronaves de todos os fabricantes.

Este é o primeiro contrato comercial do Beacon com uma companhia aérea da Europa, o que demonstra que a plataforma digital continua a expandir sua presença na região, atendendo a um número crescente de aeronaves e localidades.

“Como principal operadora das Ilhas Canárias, a Binter atende a clientes que exigem pontualidade e conforto nos serviços. A companhia aérea enfrenta um desafio único para coordenar a manutenção com uma força de trabalho distribuída. Durante o período de testes, a Binter constatou os benefícios da colaboração em tempo real e dos benefícios ofertados pela plataforma Beacon. Esperamos que este seja o primeiro de muitos passos bem-sucedidos para que os clientes do Beacon continuem voando”, afirma Marco Cesarino, Head do Beacon.

“Iniciamos os testes da plataforma Beacon com expectativas de avanços significativos na disponibilidade de aeronaves e na alocação adequada de nossa equipe. O Beacon provou ser uma ferramenta importante para nossas equipes de manutenção e estamos felizes em avançar para um contrato comercial após o período de testes”, disse Javier Bretón, Diretor de Operações da Binter. 

Sobre a Binter Canarias
Binter Canarias é uma companhia aérea regional com sede nas Ilhas Canárias, Espanha. A companhia aérea opera como um serviço interilhas, dentro das Ilhas Canárias e serviços para 39 aeroportos nacionais e internacionais. A Binter opera cerca de 1.400 voos semanais, predominantemente nas Ilhas Canárias, mas também trechos internacionais para França, Itália, Portugal, Marrocos, Mauritânia, Gâmbia, Senegal e Cabo Verde. A Binter Canárias tem vários aeroportos centrais, incluindo o de Gran Canaria e o de Tenerife Norte. A companhia aérea é parte integrante da vida das Ilhas Canárias, tanto para os residentes que a utilizam para deslocar-se entre ilhas e o crescente número de turistas que desejam ver mais de uma dessas belas ilhas durante sua estadia.

Sobre a Beacon
Incubado pela Embraer-X, aceleradora de mercado da Embraer para negócios disruptivos, o Beacon é a plataforma de coordenação de manutenção para retorno mais rápido ao serviço. É uma plataforma inovadora projetada para conectar e sincronizar recursos da indústria, a cadeia de suprimentos de pós-venda e profissionais de serviços de aviação de maneira mais ágil e eficiente para manter as aeronaves voando. O Beacon visa liberar interações de alto valor e oportunidades de negócios para várias partes interessadas no ecossistema de serviços. A plataforma está inicialmente focada em fornecer soluções para interrupções não programadas de manutenção de aeronaves.

Por meio de um aplicativo web e móvel digital de fácil acesso (IOS e Android), o principal objetivo da Beacon é conectar empresas e profissionais entre si de forma revolucionária. A tecnologia aciona uma rede de provedores credenciados, promovendo a colaboração em tempo real durante atividades de manutenção não planejadas, acelerando o retorno ao serviço das aeronaves.

Taurus: Roraima e Rondônia adquirem mais de 1.200 pistolas e fuzis


*LRCA Defense Consulting - 15/02/2023

A Polícia Civil de Roraima deverá receber 1.000 pistolas Taurus TS9c, que já estão sendo fabricadas em São Leopoldo e, em breve, serão entregues pela Taurus Armas.

Enquanto isso, a Polícia Militar desse Estado está em negociações com a Taurus para adquirir um lote de submetralhadoras SMT9, uma vez que, em Out/22 já havia adquirido 1.200 pistolas modelo TS9.

Ainda em Roraima, no início de janeiro deste ano, foram entregues 400 pistolas Taurus  TH40C e um lote de fuzis Taurus T4 à Polícia Penal do Estado.

O Estado de Rondônia, que havia  entregue 69 fuzis Taurus T4 calibre 5,56 para a Polícia Militar no mês passado,  está adquirindo um novo lote de fuzis Taurus T4 e um outro de 91 pistolas TS9.

A Prefeitura de Santo André (SP), por meio da Secretaria de Segurança Cidadã, recebeu 21 novas pistolas Taurus, no dia 09 deste mês, para equipar a Guarda Civil Municipal (GCM) e reforçar o combate à criminalidade. 

Foto: Alex Cavanha/PSA

 


14 fevereiro, 2023

IDEX 2023: Atech, da Embraer, mostrará soluções de comando, controle, combate, cyber, inteligência e simulação


*LRCA Defense Consulting - 14/02/2023

A Atech, empresa do Grupo Embraer, será um dos destaques do Brasil na International Defence Exhibition and Conference – IDEX 2023. O evento bianual, que é considerado uma das mais importantes feiras de defesa do mundo, será realizado de 20 a 24 de fevereiro, no Centro Nacional de Exposições de Abu Dhabi (ADNEC), nos Emirados Árabes.

A Atech exibirá no evento toda sua experiência no domínio de tecnologias de comando e controle e integração de sistemas, além dos sistemas de combate e simuladores, desenvolvidos para atender às necessidades das Forças Armadas Brasileiras.

Entre o portfólio de produtos a empresa apresentará um conjunto de soluções customizadas nas áreas de Defesa e Segurança Pública – a Família Arkhe Integrated Systems: Arkhe Command & Control (sistemas de C4ISR); Arkhe Mission Combat (sistemas embarcados); Arkhe Intelligence (sistemas de inteligência); Arkhe Cyber (segurança cibernética); e Arkhe Academy (formação, simulação e treinamento).

O Arkhe Command & Control atua no controle e monitoramento de territórios. Com ele, é possível monitorar os acessos por terra, ar e mar da região de interesse, identificando possíveis ameaças e alertando a cadeia de comando para uma rápida intervenção. O Arkhe recebe informações de diferentes sensores – radares meteorológicos, aéreos, marítimos e terrestres, câmeras – além de outros centros e entidades (fixos e móveis), parte de uma rede integrada de comunicação. Desta forma, possibilita a fusão e correlação de dados, além da troca de informações estratégicas, tudo para prover ao comando de operações a mais completa visualização do cenário tático.

A empresa tem atuação nos mercados internacionais, tais como América do Sul e Ásia. Destaca-se também no Norte da África, onde instalou um sistema completo de Vigilância Aérea e Terrestre, que inclui plataformas aéreas, centro de comando e controle fixo (C4I) e centros de comando e controle móveis (C2).

A Atech estará presente no Pavilhão Brasil, no estande 09-A18, ao lado das empresas da BIDS (Base Industrial de Defesa e Segurança) e da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), da qual é associada. Além de estar presente no estande 08-B08 da Embraer.
 

13 fevereiro, 2023

Nanossatélites movimentam o Programa Espacial Brasileiro


*Agência Espacial Brasileira - 13/02/2023

Desde o início da década de 90, quando os primeiros satélites brasileiros foram lançados ao espaço, que o Brasil tem evoluido bastante nesta área. O primeiro artefato brasileiro foi o Dove-OSCAR 17, projetado e desenvolvido pelo radioamador brasileiro, Junior Torres de Castro, e lançado em fevereiro de 1990, a partir do Centro Espacial de Kourou, localizado na Guiana Francesa.

Já no contexto do Programa Espacial Brasileiro, o primeiro satélite do Brasil a entrar em órbita foi o SCD-1, em fevereiro de 1993, por intermédio do foguete Pegasus, no Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. De lá para cá, o cenário basileiro progrediu e, atualmente, tem priorizado a produção e o lançamento dos chamados nanossatélites.

Os nanossatélites são pequenos satélites artificiais com massa menor que 10 kg, muitas vezes não chegando a pesar 1kg. Eles dispõem de estruturas reduzidas e possuem formatos padrões que, em sua maioria, têm a aparência de um cubo. Esses são chamados de cubesats.

A partir de 2014, quando o NanosatC-BR 1, primeiro nanossatélite brasileiro, foi lançado ao espaço, o Brasil passou a ter visibilidade na fabricação desse tipo de equipamento. A Agência Espacial Brasileira (AEB), em parceria com Universidades Federais, tem buscado cada vez mais desenvolver esses artefatos que, com custos reduzidos, trazem diversos benefícios, não só para a comunidade universitária, como para a sociedade em geral.

Atualmente, no Brasil, alguns nanossatélites estão em desenvolvendo. Dentre eles, o Aldebaran-I, fruto de uma parceria entre a AEB e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e o NanoMIRAX, financiado pela AEB e desenvolvido em cooperação com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O Aldebaran-I é um Cubesat em fase de teste, que tem como objetivo auxiliar na busca de pequenas embarcações e pescadores que ficam à deriva, após se perderem em alto-mar, possibilitando e reduzindo, assim, o tempo de resgate. “O projeto foi o ponto de partida que tem incentivado pesquisas científicas, tanto na graduação quanto na pós-graduação, por alunos e orientadores, que atuam no campo de inovações para subsistemas de um nanossatélite, como o EPS e Controle de Atitude”, explica Carlos Brito, coordenador do projeto pela UFMA.

Já o NanoMIRAX é uma missão científica que consiste em colocar em órbita um nanossatélite que levará sensores para pesquisas sobre explosões cósmicas associadas a ondas gravitacionais.

De acordo com o pesquisador da Divisão de Astrofísica (DIAST) do INPE, João Braga, o NanoMIRAX trata-se do primeiro satélite brasileiro na área de Astronomia, ou seja, o primeiro satélite desenvolvido no Brasil para estudar o universo e os astros. O projeto, que já teve seu modelo de engenharia desenvolvido e testado, encontra-se na fase de desenvolvimento do modelo de voo.

Experiência com os primeiros lançamentos

Nos últimos anos, mesmo com as dificuldades, vários nanossatélites desenvolvidos no Brasil foram lançados ao espaço.

O primeiro deles, o NanosatC-BR 1, foi lançado em junho de 2014, a partir da base de Dombarovsky, na Rússia, e, após dois anos cumprindo bem as funções de conhecimento sobre o processo em solo e obtendo dados da anomalia magnética do Atlântico Sul, passou a apresentar problemas de rastreamento de dados, tornando-se inoperante após cinco anos de operação.

O professor Andrei Legg, responsável pelo programa NanosatC-BR, conta que essa primeira missão serviu de aprendizado, pois a equipe não tinha muita experiência. “Os objetivos principais foram obter conhecimento para se comunicar com o nanossatélite e formar um forte elo com rádios amadores. Também aprendemos sobre construção terrena e como enviar um satélite para o espaço, além de conhecer outros players que existem no mercado, como quem realiza os lançamentos ou quem fabrica componentes”, analisa.

NanosatC-BR 1

Atualmente o programa NanosatC-BR conta com outro satélite em órbita, o NanoSatC-BR2, lançado em março de 2021. O projeto foi desenvolvido pelo INPE, por meio de seu Centro Regional Sul (CRCRS), em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), sendo que sua equipe é essencialmente composta por alunos de graduação, bolsistas e professores que atuam em cooperação com pesquisadores e tecnologistas.

Pouco mais de seis meses após o lançamento do primeiro nanossatélite brasileiro, o AESP-14 é lançado a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). O objetivo da missão era validar, no espaço, a plataforma financiada pela AEB e desenvolvida por estudantes do curso de Engenharia Aeroespacial do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mas, devido a uma falha na abertura da antena de transmissão, o nanosstélite ficou inoperante.

Apesar da falha, a equipe integrante do projeto avaliou que, na análise geral, a missão foi cumprida, pois o objetivo traçado, que era de projetar, construir, testar, certificar e lançar um artefato espacial foi alcançado.

Projetos educacionais no espaço

No dia 18 de agosto de 2015, foi lançado ao espaço o nanossatélite SERPENS (Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites), desenvolvido por um consórcio formado por universidades e institutos de pesquisas federais, em parceria com universidades estrangeiras e coordenado pela AEB.

O SERPENS-1 era um satélite de pequeno porte do tipo CubeSat 3U (dimensões 10 x 10 x 30 cm), com, aproximadamente, 2,4 kg. Com a ideia de  promover missões para capacitação de RH e realização de pesquisas e experimentos universitários, o equipamento recebia dados de sensores instalados em diversas partes do mundo e retransmitia para a estação de operação da missão, que foi encerrada em março de 2016, com a desintegração do artefato após reentrada na atmosfera terrestre.

Atual coordenador de Políticas e Programas da Diretoria de Governança do Setor Espacial da AEB, o engenheiro Gabriel Figueiró, à época bolsista, participou do processo de desenvolvimento do nanossatélite. “Ter trabalhado no SERPENS de 2013 a 2016 foi uma experiência muito importante. Antes eu tinha conhecimento acadêmico, mas atuar no desenvolvimento de um sistema completo modificou minha visão sobre engenharia de sistemas espaciais e foi fundamental para a minha formação”, relata.

Em dezembro de 2016, um projeto inovador colocou o Tancredo-1 em órbita da terra. Com apoio do INPE e custeado pela AEB, o nanossatélite foi desenvolvido por estudantes do ensino fundamental de uma escola pública em Ubatuba (SP).

Com o peso de 650 gramas e, aproximadamente, 9 centímetros de diâmetro e 13 cm de altura, o satélite de pequeno porte tem o formato de um cilindro, sendo chamado de TubeSat, e foi enviado ao espaço a bordo de um foguete japonês lançado a partir do laboratório Kibo, da Estação Espacial Internacional (ISS).

O Tancredo-1 faz parte do projeto UbatubaSat e levou dois experimentos científicos para teste. Um deles foi o gravador chip com uma mensagem gravada pelos estudantes, que foi transmitida em órbita e captada por radioamadores. O outro, um experimento do INPE, com objetivo de analisar as bolhas de plasmas da atmosfera, fenômeno que compromete a captação de sinais e antenas parabólicas localizadas na linha do Equador.

“O Projeto UbatubaSat foi responsável por uma revolução na escola e, de maneira mais ampla, na cidade. Os estudantes trabalharam junto com pesquisadores do INPE para a construção do nanossatélite e tiveram a oportunidade de contato com a ciência e pesquisadores internacionais em eventos científicos no Japão, Estados Unidos e no próprio Laboratório de Propulsão a Jato da NASA”, explica o professor Cândido Moura, da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves e coordenador do projeto.

Tecnologia brasileira em operação
No início dos anos 2000, a AEB procurou o ITA para a criação de um curso de Engenharia Aeroespacial, cujo objetivo era utilizar-se das espertises do ITA para o desenvolvimento de nanossats, surgindo, assim, o projeto ITASAT.

Hoje, existem no Brasil sete cursos de Engenharia Aeroespacial disponíveis: UFMG, UFSM, UnB, UFMA, UFABC, UFSC e ITA, além de três cursos de pós-graduação na área.

No dia 3 de dezembro de 2018, o ITASAT-1 subiu ao espaço, a bordo do foguete Falcon 9, da empresa americana Space X. O CubeSat, projetado eminentemente para formação de RH, teve vida útil projetada para duração de um ano, mas está a quase quatro anos em operação e, atualmente, vem sendo utilizado, com o apoio da AEB, para treinar operadores de satélite.

Ao longo desses anos em órbita, a experiência obtida com a missão vem sendo empregada pelo ITA em seus atuais projetos. As atividades de operação do satélite, em conjunto com a parceria das estações do INPE, enriquecem não somente o ITA, mas, também, contribuem para formação de recursos humanos nesses institutos e para a validação e calibração das estações terrenas em seus respectivos projetos espaciais.

Outro nanossatélite em operação é o FloripaSat-1, missão de demonstração tecnológica totalmente desenvolvida por estudantes do Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Trata-se de um CubeSat composto por cinco módulos, cujos objetivos principais são o educacional e a validação em órbita (In-orbit Validation, IoV).

O pesquisador e coordenador do projeto, professor Eduardo Bezerra, afirma que os objetivos foram concluídos com êxito e que novas missões utilizando a plataforma aberta do FloripaSat têm como propósito a independência tecnológica em relação aos fornecedores estrangeiros. “Temos uma formação em fluxo contínuo de estudantes nos diversos níveis, da graduação ao doutorado, incluindo pós-doutorado, em uma vasta área de assuntos relacionados a CubeSats e aplicações espaciais em geral. Em relação ao IoV, foi possível validar em orbita a plataforma de serviço denominada FloripaSat, que passa a ser uma alternativa nacional, com custo bastante reduzido, ao se considerar plataformas equivalentes utilizadas nas demais missões de CubeSats brasileiros”, ressalta.

Além disso, encontra-se em fase de desenvolvimento o projeto GOLDS-UFSC, que tem como objetivo principal validar, em órbita, uma plataforma 2U padrão CubeSat, a ser desenvolvida pela UFSC e a tecnologia EDC (Environmental Data Collector), carga útil de coleta de dados desenvolvida pelo INPE.

FloripaSat-1

Um 2022 movimentado
O ano de 2022 iniciou com o lançamento do PION-BR1, primeiro satélite construído por uma startup brasileira, ocorrido no dia 13 de janeiro, por meio do foguete Falcon 9, da empresa SpaceX, a partir de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA).

O PION-BR1 é considerado um picossatélite, também chamado de “PocketSat” ou “PocketQube”, um tipo de satélite miniaturizado para pesquisa espacial, sendo caracterizado pela forma de um cubo, de apenas 125 cm³, cuja montagem de todo o equipamento foi realizada em um laboratório em São Caetano do Sul, interior de São Paulo. O nanossatélite foi desenvolvido em apenas sete meses, pelos fundadores da startup PION Labs, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com o objetivo de estudar a capacidade de comunicação de longa distância para o desenvolvimento de uma nova era para o segmento no país.

Também lançado pelo foguete Falcon 9, da SpaceX, o nanossatélite Alfa Crux subiu ao espaço no dia 1º de abril. O projeto é uma parceria da AEB com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e Universidade de Brasília (UnB).

“A parceria começou ainda na fase de prospecção, quando tivemos a oportunidade de apresentar o conceito da operação ao presidente da AEB, Carlos Moura. Como resultado, iniciamos uma  série de reuniões e negociações, envolvendo, também, a FAPDF, que culminou com a assinatura  de um Memorando de Entendimento, com objetivo de estabelecer iniciativas para a colaboração  técnica no desenvolvimento da missão, por meio da participação de engenheiros e equipe de  apoio, além da realização de mesas-redondas e discussões entre as partes, visando a assegurar o bom  andamento do projeto, assim como identificar e discutir aspectos relacionados com a inovação,  a aplicação e o uso dos resultados previstos”, explica  o coordenador da missão Alfa Crux e professor da UnB, Renato Alves Borges.

O Alfa Crux é uma missão com fins educacionais e de demonstração tecnológica em órbita. Através de sinais de rádio, o satélite busca melhorar a comunicação em áreas isoladas do país. Dentre alguns de seus objetivos, o sistema fornece comunicação entre usuários e um conjunto de plataformas  genéricas de sensores (demonstração de sistema de coleta de dados), comunicação entre radioamadores (repetidora digital), além de estudos sobre atenuação, devido ao efeito da cintilação ionosférica em enlaces de comunicação em banda estreita (elaboração e validação de mapas de  riscos). Esse último item, de especial interesse em aplicações críticas que podem envolver risco à vida, como, por exemplo, busca e salvamento.  

Segundo o professor Renato, os ganhos científicos são vastos. “Considerando as principais métricas utilizadas neste contexto, número de formandos, publicação científica, depósito de patentes e registro de softwares, o projeto Alfa Crux tem proporcionado importantes conquistas em todas estas frentes. Além disso, é importante  destacar o fortalecimento e a construção de novas parcerias com universidades e grupos internacionais, no contexto de tecnologias e soluções para aplicações espaciais, e o constante ingresso de novos alunos para a equipe, tanto na pós-graduação quanto na graduação”, destaca.

O mais recente lançamento ocorreu no dia 26 de novembro, quando o SPORT (Scintillation Prediction Observations Research Task), nanossatélite desenvolvido pelo ITA e o INPE, em cooperação com a AEB e a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA, do inglês National Aeronautics and Space Administration), subiu ao espaço, também a bordo de um foguete da SpaceX, com decolagem a partir do Kennedy Space Center, localizado na Flórida.

O CubeSat tem a missão de investigar a anomalia magnética do Atlântico Sul, para entender melhor as condições que causam o crescimento das bolhas de plasma. Essas "falhas" são comuns em regiões tropicais e interferem nos dados de posicionamento de GPS dos receptores utilizados em veículos terrestres, marítimos e aéreos.

De acordo com o professor do ITA, Luís Loures, que é gerente da participação brasileira no projeto do SPORT, trata-se de um projeto extremamente complexo. “Talvez seja o pequeno satélite mais completo do mundo na área de clima espacial, pelo número de medidas que irá realizar simultaneamente. O SPORT pode ser pequeno, mas é extremamente avançado”, afirma.

Os dados captados pelo satélite serão usados pelo Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace), coordenado pelo INPE. Nos Estados Unidos, o SPORT está sob a responsabilidade do Marshall Space Center da NASA, em Huntsville, Alabama.

SPORT sendo testado

Próximos lançamentos
Além dos já citados Aldebaran-I, NanoMIRAX e GOLDS-UFSC, outros projetos estão em desenvolvimento, como, por exemplo, o PdQSat, projeto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ainda sem previsão de lançamento, cujo objetivo principal é testar baterias de Li-S em ambiente espacial.

As baterias de Li-S possuem tecnologia relativamente nova, criada por uma empresa britânica, e têm densidade energética muito maior do que as baterias tradicionais. Assim, dada sua leveza, representam um excelente potencial para um dispositivo embarcado.

“Os alunos estão absolutamente encantados com a possibilidade de trabalhar em um artefato que, realmente, tem chance de voar e já estão preparando outros estudantes, na forma de trainee, para que tenham maiores chances de participar do projeto”, relata a coordenadora do projeto, professora Maria Cecília Pereira.

O ITA também está desenvolvendo um novo projeto, com previsão de lançamento em 2025. O ITASAT-2 nasceu da necessidade de se manter e desenvolver a capacidade técnica e gerencial adquirida, sendo considerada uma missão de sequência do SPORT. Trata-se de um voo de formação de três satélites para fazer investigações científicas e tecnológicas na ionosfera.

A proposta, que se iniciou no Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), em discussões com o ITA, logo recebeu o apoio da AEB, devido ao seu caráter eminentemente inovador. “O ITA, através de seu Centro Espacial, está contribuindo para a criação de pesquisa científica de qualidade na área de geociências da Terra, tão importante para o território brasileiro, mas, também, em desenvolvimento tecnológico nas áreas de gestão de projetos, engenharia de sistemas e de sistemas embarcados aeroespaciais”, destaca o professor Luís Loures, gerente do projeto.

Loures esclarece que o ITASAT-2 representa a fase de maturidade no desenvolvimento espacial, com o ITA assumindo o papel que foi da NASA no SPORT e coordenando as ações.

Outro projeto em desenvolvimento é o da Constelação Catarina, um conjunto de nanossatélites de coleta de dados que será integrado com sistemas já existentes, como o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados (SBCD) e o Sistema Integrado de Dados Ambientais (SINDA).

A frota de nanossatélites está sendo desenvolvida pelo Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados e a UFSC, com apoio da AEB e participação do INPE, além de outras instituições.

Os serviços nacionais, como a Defesa Civil e o Setor Agropecuário, que utilizam dados hidrometeorológicos medidos in loco, precisam de meios para coletar os dados das plataformas de medição, preferencialmente nacionais, o que estimula a articulação da tríplice hélice da indústria, academia e governo.

Desse modo, a Constelação Catarina deve fomentar o Setor Espacial Brasileiro, coletando os dados e enviando a uma plataforma de medição instalada no estado de Santa Catarina.

Fortalecimento do setor de defesa na Índia avançará em um ritmo ainda mais rápido, disse primeiro-ministro


*Business Standard - 13/02/2023

O primeiro-ministro Narendra Modi apresentou na segunda-feira a Índia como um destino atraente para investimentos no setor de fabricação de defesa e disse que o país se moverá para se tornar um dos principais exportadores de equipamento militar globalmente apoiado por políticas econômicas favoráveis.

Depois de inaugurar a 14ª edição da Aero India no complexo da estação da Força Aérea de Yelahanka, nos arredores de Bengaluru, ele disse que a Índia rejuvenesceu seu setor de produção de defesa nos últimos oito e nove anos e está buscando aumentar a exportação de equipamentos militares de US$ 1,5 bilhões (um bilhão = Rs 100 crore) para US$ 5 bilhões até 2024-25.

"A nova Índia do século 21 não perderá nenhuma oportunidade nem nenhum esforço. Estamos nos preparando. Estamos trazendo revolução em todos os setores no caminho das reformas", disse Modi.

O país, que foi o maior importador de defesa por décadas, agora exporta equipamentos de defesa para 75 países do mundo, disse ele.

Modi disse que as exportações de defesa da Índia aumentaram seis vezes nos últimos cinco anos e que ultrapassou a cifra de US$ 1,5 bilhão em suas exportações.

Você também sabe que a defesa é uma área em que tecnologia, mercado e negócios são considerados os mais complicados. Apesar disso, a Índia rejuvenesceu seu setor de defesa nos últimos 8 a 9 anos. Portanto, consideramos que isso é apenas um começo, disse Modi.

Nossa meta é que, até 2024-25, aumentemos esse valor de exportação de 1,5 bilhão para 5 bilhões de dólares, disse ele.

Aero India 2023: presença de cerca de 100 países mostra o quanto a fé na Índia aumentou
A exposição aeroespacial de cinco dias, considerada a maior da Ásia, conta com a participação de mais de 700 empresas de defesa indianas e estrangeiras, além de delegados de cerca de 100 países, entre os quais vários ministros da defesa.

Modi também descreveu a Aero India como um exemplo do potencial crescente da Índia.

A presença de cerca de 100 países do mundo mostra o quanto a fé do mundo na Índia aumentou. Mais de 700 expositores da Índia e do exterior estão participando. Ele quebrou todos os recordes antigos até agora, disse ele.

Modi disse que os esforços feitos no setor de defesa e aeroespacial, inclusive no Aero India, funcionarão como uma plataforma de lançamento para a Índia.

A partir daqui, a Índia se moverá rapidamente para se juntar aos maiores países fabricantes de defesa do mundo. E nosso setor privado e investidores vão desempenhar um papel importante nisso. Hoje, eu pediria ao setor privado da Índia que invista no setor de defesa da Índia tanto quanto possível, disse Modi.

Todos os seus investimentos no setor de defesa na Índia, exceto na Índia, de certa forma criarão novos caminhos para seus negócios comerciais em muitos países do mundo, disse ele.

O primeiro-ministro disse que o rugido ensurdecedor da Aero India também tem o eco do mantra da Índia de "Reformar, Executar e Transformar".

Hoje, o tipo de governo decisivo que a Índia tem, o tipo de políticas estáveis, o tipo de intenção clara nas políticas, não tem precedentes. Todo investidor deve aproveitar ao máximo esse ambiente favorável criado na Índia, disse ele.

Onde há demanda, capacidade e experiência, o princípio natural diz que ali a indústria crescerá a cada dia. Asseguro-lhes que o processo de fortalecimento do setor de defesa na Índia avançará em um ritmo ainda mais rápido, disse Modi.

Ele disse que quando um país avança com um novo pensamento e uma nova abordagem, seus sistemas também começam a mudar de acordo com o novo pensamento.

Este evento da Aero India também reflete a nova abordagem da New India hoje. Houve um tempo em que era considerado apenas um show ou apenas uma janela para 'vender para a Índia' de certa forma. Nos últimos anos, essa percepção também mudou no país, disse Modi.

Hoje Aero India não é apenas um show, é também a força da Índia. Hoje também se concentra no escopo da indústria de defesa indiana e também na autoconfiança, disse ele.

Ele ainda acrescentou: O céu de Bangalore está testemunhando o potencial da Nova Índia hoje. O céu de Bengaluru hoje testemunha que novas alturas são a realidade da nova Índia. Hoje, o país está alcançando novos patamares e também os cruzando.

Autoridades disseram que cerca de 250 acordos business-to-business devem ser firmados na Aero India, que estima-se que desbloqueie investimentos da ordem de Rs 75.000 crore.

Uma infinidade de aeronaves da Força Aérea Indiana exibiu suas proezas aéreas em um show aéreo no evento.

O tema da Aero India é 'a pista para um bilhão de oportunidades' e visa projetar o crescimento e as capacidades da Índia no setor de defesa e aeroespacial.

O foco do evento é mostrar equipamentos e tecnologias indígenas e formar parcerias com empresas estrangeiras, de acordo com a visão do governo 'Faça na Índia, Faça para o Mundo', disseram autoridades.

O ministro da Defesa, Rajnath Singh, disse que a Aero India atuará como um catalisador para um maior crescimento do setor aeroespacial na Índia.

Singh sediará um conclave de ministros da Defesa na terça-feira sobre o tema "Prosperidade compartilhada por meio de engajamentos aprimorados na defesa (SPEED)".

Os principais expositores da Aero India incluem Airbus, Boeing, Dassault Aviation, Lockheed Martin, Israel Aerospace Industry, BrahMos Aerospace, Army Aviation, HC Robotics, SAAB, Safran, Rolls Royce, Larsen & Toubro, Bharat Forge Limited, Hindustan Aeronautics Limited ( HAL), Bharat Electronics Limited (BEL), Bharat Dynamics Limited (BDL) e BEML Limited.

12 fevereiro, 2023

Embraer apresenta C-390 Millennium na Aero India 2023


*LRCA Defense Consulting - 12/02/2023

A Embraer vai apresentar a aeronave multimissão C-390 Millennium no evento Aero India 2023, em Bangalore, na Índia, entre os dias 13 a 17 de fevereiro. Além da presença do C-390 Millennium no evento, a Embraer vai promover em seu estande (Hall B, B2.2 B) o portfólio abrangente de soluções inovadoras desenvolvidos pela Embraer Defesa & Segurança, que incluem o A-29 Super Tucano, o P600 AEW&C, radares e as soluções para vigilância de fronteiras.

“Estamos orgulhosos de exibir o icônico C-390 Millennium na Índia para que nossos convidados experimentem as verdadeiras capacidades desta aeronave multimissão militar do século 21”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “A Índia é um mercado-chave para a Embraer e queremos estabelecer parcerias que possam impulsionar ainda mais a indústria e as capacidades de defesa do país. Por isso, buscamos neste evento aumentar a interação com o ecossistema aeroespacial e de defesa da Índia.”

Desde sua entrada em operação na Força Aérea Brasileira (FAB), em 2019, o C-390 comprovou sua capacidade, confiabilidade e desempenho em várias missões. A frota de cinco aeronaves da FAB, todas na versão de reabastecimento aéreo, denominada KC-390, já acumula mais de 7.500 horas de voo e números recentes mostram uma taxa de conclusão de missão de 99%, demonstrando uma produtividade excepcional na categoria. O C-390 Millennium tem encomendas de Portugal e Hungria, ambos países membros da OTAN. A Holanda, também membro da OTAN, selecionou o C-390 Millennium em 2022.

O C-390 é a mais moderna aeronave de transporte tático militar de nova geração, e sua plataforma multimissão oferece uma combinação imbatível de baixos custos operacionais e rápida reconfiguração. O avião pode transportar mais carga (26 toneladas) em comparação com outras aeronaves militares de carga de médio porte e voa mais rápido (470 nós) e mais longe em um dia de serviço padrão da tripulação.

O C-390 Millennium pode realizar uma ampla gama de missões usando a mesma plataforma, incluindo reabastecimento aéreo (AAR) para aeronaves de asa fixa e rotativa, missões humanitárias, evacuação aero-médica, combate a incêndios, transporte de tropas e carga, busca e salvamento, entre outros, com reconfiguração simples e rápida entre as diferentes configurações de operação usando kits de conversão e sistemas de piso embutidos. A aeronave foi projetada para operar em pistas semipreparadas ou danificadas, bem como em ambientes hostis, variando de condições quentes e úmidas a frias e secas.

Um dos produtos da Embraer Defesa & Segurança em operação na Índia é o Netra AEW&C da Força Aérea Indiana. Construído sobre a plataforma do jato regional ERJ 145, a frota de três Netras é produto da colaboração entre a Embraer e a Organização de Desenvolvimento e Pesquisa de Defesa (DRDO, na sigla em inglês) da Índia. A aeronave fez parte das comemorações do 74º Dia da República da Índia e é frequentemente usada em importantes missões.


11 fevereiro, 2023

A grande jogada da Taurus USA


*NRA American Rifleman - 08/02/2023

Desde o início da subsidiária da Taurus Armas nos EUA, em 1982, a Taurus USA estava localizada em Miami, Flórida. Isso mudou em 2019, quando a empresa se mudou oficialmente para sua nova instalação localizada em Bainbridge, Geórgia. A mudança para a propriedade de 73 acres no sul levou quase uma década para ser construída e, no final das contas, muitas variáveis ​​foram consideradas na decisão da empresa de mudar, mas mudou. No vídeo da American Rifleman Television mais abaixo, temos a história completa por trás da mudança da empresa e uma visão interna de suas novas instalações.

"Quando estávamos sediados em Miami, meio que superamos nosso espaço. Não havia a oportunidade de expandir", disse Bret Vorhees, presidente e CEO da Taurus Holdings, Inc. "Chegou o momento em que precisávamos dar o próximo passo, e a decisão de sair do sul da Flórida realmente aconteceu cerca de oito anos antes de finalmente fazermos a mudança; então isso leva muito tempo para ser feito. Nós olhamos para muitas áreas diferentes fora da Geórgia e também dentro da Geórgia e realmente tomamos nosso tempo para tomar a melhor decisão para a empresa, e essa foi a Bainbridge."


Espaço para crescer
A pequena cidade na Geórgia está localizada a cerca de oito horas ao norte da localização anterior da empresa em Miami, e o ambiente rural e agrícola fica a um mundo de distância dos arredores urbanos de Miami. Mas o apoio da comunidade local em Bainbridge não apenas atraiu a empresa, mas também atraiu 75 funcionários que optaram por se mudar com a Taurus, representando cerca de 20% da força de trabalho total. A mudança da empresa também trouxe mais 300 empregos para a região. Um dos benefícios de se mudar para a Geórgia é que a Taurus conseguiu criar uma fábrica específica que tinha tudo de que precisava e muito mais, especialmente espaço para crescer.


Fábrica planejada para a eficiência

"Portanto, este edifício é realmente construído em torno da eficiência. Quando você obtém a eficiência certa, as armas custam menos, certo? E tudo fica um pouco mais fácil, um pouco menos estressante, esperançosamente, a longo prazo", disse Cody Osborn, diretor de marketing da Taurus Holdings, Inc. "Quando você olha para o layout de toda a instalação, onde as máquinas são colocadas, onde está o transporte, tudo foi escolhido por nós, de modo que foi uma parte fundamental da mudança de Miami para Bainbridge foi ter o espaço e a capacidade de construir este lugar a partir do zero. Isso é o que queríamos."

Produtos e processos
Atualmente, a empresa fabrica sua linha de pistolas rimfire TX22 inteiramente na fábrica de Bainbridge, bem como toda a linha Heritage de revólveres rimfire de ação única. Além disso, a montagem é realizada nas pistolas microcompactas GX4 e na série G de pistolas de fogo central, com peças importadas do Brasil. A instalação também possui máquinas de moldagem por injeção de metal (MIM), e a Taurus fabrica seus próprios canos, além de realizar sua própria oxidação e aplicação de Cerakote internamente. No futuro, à medida que as capacidades de fabricação aumentarem, a empresa também produzirá vários outros componentes em Bainbridge, incluindo ferrolhos.

Reparos em garantia em apenas um ou dois dias
Uma das outras prioridades da Taurus era melhorar seu processo de reparo em garantia, que se tornou desorganizado e atrasado enquanto a empresa trabalhava para concluir sua mudança para a Geórgia. No auge da mudança, o tempo de resposta do reparo em garantia excedia seis meses, em alguns casos. Depois de mais de um ano de trabalho, a empresa reduziu sua carteira de pedidos e reduziu o tempo de entrega para apenas um ou dois dias.


Envolvimento da comunidade
Agora, mais de dois anos após a conclusão de sua mudança, a Taurus tem uma equipe completa de funcionários, muitos dos quais não são apenas locais, mas também fazem parte da comunidade de atiradores.

"Bainbridge, aqui, é uma área muito favorável à Segunda Emenda", disse Vorhees. "A maioria de nossos funcionários é o que chamamos de usuários finais, eles carregam uma arma ou gostam de atirar nos fins de semana. Todos estão envolvidos na comunidade da Segunda Emenda. Em última análise, quero que as pessoas fiquem entusiasmadas com o produto que oferecemos e que estamos fazendo aqui e, finalmente, acho que conseguimos isso."
 

10 fevereiro, 2023

CBC reúne sua Força de Vendas e define o foco para 2023


*LRCA Defense Consulting - 11/02/2023

De 08 a 10 de fevereiro, aconteceu a Convenção da Força de Vendas CBC 2023 , que reuniu mais de 100 representantes comerciais do país, em conjunto com o time comercial, de marketing e administrativo da CBC.

Paulo Ricardo Gomes, Diretor Comercial & Marketing da companhia, liderou o evento que contou com diversas ações para o fortalecimento das estratégias de mercado e novos projetos para intensificar a presença da CBC, no atendimento e suporte a todos os clientes.

Apresentado o novo tema comercial do ano, “Detalhes” é o foco da CBC para o desenvolvimento de novas oportunidades, a maximização de resultados, com o compromisso e a responsabilidade de permanecermos em uma jornada de sucesso em 2023, ano em que a CBC comemora 97 anos de existência.

09 fevereiro, 2023

Atech, da Embraer, fornece plataforma tecnológica para aprimorar gestão da Mobilidade Regional em SP


*LRCA Defense Consulting - 09/02/2023

A Atech, empresa do grupo Embraer, em atendimento às especificações da Secretaria de Logística e Transporte do Estado de São Paulo (SLT), forneceu uma plataforma tecnológica que viabilizará uma gestão atualizada e o planejamento do transporte regional em toda a malha rodoviária estadual do Estado de São Paulo. A empresa também ofereceu treinamento a todos os servidores envolvidos na operação da ferramenta.

A ferramenta fornecida pela Atech possibilita a execução e atualização de estudos de demanda de transportes que, juntamente com modelos de simulação em rede, são essenciais para a gestão do tráfego, manutenção e ampliação da infraestrutura rodoviária, prevenção de acidentes e processos de concessão e parcerias público-privadas, dentre outras atividades.

A plataforma entregue à SLT é baseada no Arkhe Data Analysis, produto do portfólio de soluções desenvolvidas pela empresa que aplica tecnologias de Big Data e Data Analytics, entre outras, para análise de dados de forma rápida e estruturada. A ferramenta integra, armazena, processa e compartilha dados de diferentes fontes, de forma segura.

O projeto foi desenvolvido dentro do Programa de Investimento Rodoviário do Estado de São Paulo – DER – 2ª Fase, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A solução foi desenvolvida no exíguo prazo estipulado de nove meses.

Um dos principais objetivos da ferramenta foi a criação de uma nova base de informações a partir de dados gerados pelos telefones celulares dos usuários das rodovias. Esses dados foram processados e anonimizados, para garantir que os usuários não sejam identificados, conforme determina a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).

“Esta ferramenta processou um volume de dados muito grande. Foram mais de 3 bilhões de registros de telefonia que, integrados a outras bases de dados já utilizadas pela SLT, permitiram a obtenção de uma nova matriz origem-destino. A atualização dessa matriz será de fundamental importância para a área de Planejamento de Transportes, uma vez que permite a criação de modelos que simulam o comportamento da rede de transporte regional, para tomada de decisões. Isso trará benefícios para a administração dos sistemas de transportes regionais do Estado de São Paulo", disse Claudio T. F. do Nascimento Filho, Gerente Comercial da Atech para o mercado de Governo & Segurança Pública.

O Estado de São Paulo possui o maior sistema rodoviário estadual do Brasil, com cerca de 21 mil quilômetros de rodovias pavimentadas, dos quais 9 mil já concedidos à iniciativa privada. Somando-se as rodovias federais e vicinais a infraestrutura paulista se aproxima de 38 mil quilômetros de rodovias pavimentadas.

Integração dos Dados
Os dados utilizados para a obtenção da matriz origem-destino foram provenientes de registros dos deslocamentos realizados pelos usuários de uma companhia de telefonia celular. O levantamento foi feito durante um ano em uma base que registrou a movimentação de 25 milhões de usuários por mês em todo o estado. Para evitar o padrão de movimentação individual, e a consequente violação de privacidade, a operadora registrou o deslocamento de grupos de usuários de celular, a partir de 10 pessoas, garantindo a anonimização dos dados.

Como os dados coletados a partir da base de telefonia não indicam os meios de transporte utilizados e outras informações importantes para os objetivos do projeto, a Atech integrou dados de outras fontes auxiliares utilizadas pela SLT, como dados de pedágios, contadores de tráfego, radares e câmeras, possibilitando que a ferramenta apresentasse um cenário atualizado da utilização de toda a malha viária estadual.

"Nesta etapa da modelagem foi feito grande uso de análises estatísticas considerando as características dos dados recebidos de cada fonte, até se chegar ao modelo ideal", disse o Gerente Técnico de Big Data e Analytics da Atech, Marco Antonio de Almeida Fidos Junior.

Para implementação de Data Analytics, a Atech desenvolveu uma plataforma robusta, capaz de tratar e analisar este grande volume de dados. Com uma interface gráfica amigável e dinâmica, os painéis de controle (dashboards) da plataforma permitem o monitoramento dos principais indicadores de desempenho do sistema de transportes do Estado de SP, bem como análises que envolvam o cruzamento de diversas fontes de informação.

"A solução que desenvolvemos pertence ao nosso cliente, é perene e permite evolução e escalabilidade. Esta é uma das grandes vantagens oferecidas pela Atech, por meio do Arkhe Data Analysis", afirma Claudio.

Postagem em destaque