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15 abril, 2025

Embraer ainda mais próxima da Polônia: LOTAMS será o primeiro Centro de Serviço Autorizado para os jatos E2 na Europa


*LRCA Defense Consulting - 15/04/2026

A Embraer anunciou hoje que a LOTAMS se tornará o primeiro Centro de Serviço Autorizado da Embraer (EASC, na sigla em inglês) da Europa para a família de aeronaves E2, após a conclusão do processo de autorização e auditoria conduzido pela Autoridade de Aviação Civil da Polônia.  

A Polônia se tornará a maior MRO do mundo – ou seja, base de suporte técnico e serviços para aeronaves E2 – de acordo com o que informou ao portal polonês ISBnews o vice-presidente de Engenharia e Desenvolvimento Tecnológico da Embraer, Luis Carlos Affonso.

O fato aproxima ainda mais a Embraer da Polônia e reforça sua ambição de vender ao país 84 aeronaves E195-E2 para a frota regional da LOT Polish Airlines e aeronaves C-390 Millennium para sua Força Aérea, com montagem final no país (dependendo da encomenda), além de criar ali um Centro Europeu de Treinamento Tático. (Leia os dois artigos no "Saiba mais" ao final da matéria)

A LOTAMS, uma das principais fornecedoras de serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO, na sigla em inglês) da Europa, possui bases em toda a Polônia, e atende a algumas das maiores companhias aéreas do mundo. A LOTAMS será o primeiro EASC na Europa para os jatos E2, fornecendo verificações de rotina; manutenção programada e não programada; e reparos de componentes. 

Após 10 anos de colaboração, a Embraer e a LOTAMS formalizaram sua relação de MRO em 2012, com a LOTAMS se tornando um Centro de Serviço Autorizado da Embraer para aeronaves ERJ-145 e E-Jets de primeira geração. Desde então, a LOTAMS atendeu E-Jets da Embraer de companhias aéreas de toda a Europa, com uma média de 250.000 horas/ano em verificações de manutenção pesada e de linha – acumulando cerca de três milhões de horas até o momento. Com o volume significativo de atendimento, a LOTAMS é um dos principais MROs da Europa para os jatos da Embraer, com cinco posições dedicadas à manutenção de E-Jets e planos de adicionar outras, com o objetivo de atender à crescente frota de E2 na região. 

“Estamos gratos pela oportunidade de participar deste projeto e pela certificação de nossas instalações como um Centro de Serviço Autorizado da Embraer para os jatos E2. Esse projeto é uma continuidade da longa cooperação estabelecida desde o início da LOTAMS. Com o processo de certificação concluído, estamos prontos para fornecer serviços de manutenção para a frota de jatos E2 em toda a Europa", afirma Ewa Kołowiecka, CEO da LOTAMS. 

“Nossa colaboração com a LOTAMS se estende por décadas, resultando em milhões de horas de trabalho de alta qualidade. A aprovação da LOTAMS como o primeiro Centro de Serviço Autorizado da Embraer qualificado para atender aos jatos E2 da Europa é fruto do relacionamento forte e duradouro que temos. Damos as boas-vindas à LOTAMS e aguardamos com expectativa o início da manutenção da frota E2 na capital da Polônia", disse Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte. 

Saiba mais:
- Com cooperação Embraer e LOT AMS, Polônia se tornará a maior MRO do mundo para E Jets E2

- Por que a Embraer é favorita para vender aviões comerciais e militares à Polônia

14 abril, 2025

Caça turco de 5ª geração TAI TF KAAN atrai a atenção mundial, inclusive do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 14/04/2026

No dia 07 de abril, após a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) para explorar uma potencial cooperação industrial entre a Turkish Aerospace e a Embraer, esta Consultoria noticiava, em caráter pioneiro no mundo, que tal acordo de colaboração industrial poderá ir muito além da produção dos E Jets E2 na Turquia, passando pela aquisição do C-390 pelo país e até pela produção conjunta do caça de 5ª geração KAAN, em desenvolvimento pela Turquia.

É importante frisar que, até o momento, nem a Embraer e nem a Turkish Aerospace comentaram sobre a venda do C-390 para a Turquia ou sobre a cooperação no desenvolvimento do caça TF KAAN. Quem afirmou que o Brasil está em negociações com a Turquia, Polônia e Finlândia para uma possível compra de aeronaves militares Embraer C-390 foi o Ministro da Defesa brasileiro, José Mucio Monteiro, em 02 de abril, durante a LAAD. Já as ilações unindo o desenvolvimento do caça KAAN à Embraer são fruto de análise desta Consultoria.

Caso venha a se confirmar a extensão do acordo para o setor de defesa, a Embraer se tornará mais uma grande empresa da Base Industrial de Defesa do Brasil a estabelecer parceria com empresas da Turquia para este fim. As demais são a Taurus Armas, que está em negociações para adquirir a empresa turca Mertsav Savunma Sistemleri; a Akaer, que participa do programa HÜRJET, da Turkish Aerospace Industry; a SIATT, que tem um acordo de importação com a Kale Jet Engines para o fornecimento de motores turbojato destinados a mísseis; e a CBC, que possui um acordo de importação e distribuição espingardas e rifles dos fabricantes turcos Khan Arms e ATA Arms. A WEG também possui uma unidade produtiva na Turquia e, embora seja uma Empresa Estratégica de Defesa no Brasil, não há informações sobre eventuais destinações militares para os motores elétricos industriais e comerciais naquele país.

A excelente matéria abaixo, além de mostrar o interesse e os motivos estratégicos da Indonésia em se juntar ao programa de caças de quinta geração desse país, detalha as características do caça e evidencia, mais uma vez, a importância que a indústria de defesa turca vem assumindo no cenário mundial.
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Indonésia recorre à Turquia para obter vantagem sobre o caça KAAN de quinta geração em um equilíbrio Indo-Pacífico em mudança

*Army Recognition - 14/04/2025

Durante visita oficial a Ancara em 10 de abril de 2025, o presidente indonésio, Prabowo Subianto, expressou o interesse de seu país em se juntar ao programa de caças de quinta geração da Turquia, o KAAN, enfatizando o fortalecimento da parceria de defesa com a Turquia, particularmente nos setores aeroespacial e naval, conforme noticiado pela Bloomberg. O anúncio ocorre em meio ao fortalecimento dos laços estratégicos entre a Indonésia e a Turquia, enquanto Jacarta busca ativamente modernizar suas antigas capacidades de defesa aérea em resposta às persistentes ameaças regionais e à necessidade de maior autonomia estratégica.

Em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, o presidente Subianto declarou que "a Indonésia deseja participar do desenvolvimento do caça KAAN de quinta geração, bem como do desenvolvimento de submarinos com a indústria turca". Suas declarações, divulgadas pela agência de notícias indonésia Antara, refletem a ambição de Jacarta de diversificar suas parcerias de defesa em um cenário internacional cada vez mais moldado pela competição entre grandes potências. Essa intenção foi reforçada pela assinatura de novos acordos bilaterais nas áreas de cultura, gestão de desastres e mídia, que se somam aos treze acordos de cooperação assinados entre Ancara e Jacarta em fevereiro.

Programa KAAN
O programa KAAN, desenvolvido pela Turkish Aerospace Industries (TAI), foi lançado oficialmente em 2011 por iniciativa da Subsecretaria de Indústrias de Defesa (SSM) da Turquia, com o objetivo de reduzir a dependência de aeronaves de combate estrangeiras e fortalecer a soberania tecnológica do país. O programa ganhou força após a retirada da Turquia do programa F-35 dos EUA em 2019, consequência direta da aquisição por Ancara de sistemas de defesa aérea russos S-400. Washington alegou preocupações de que tecnologias sensíveis do F-35 pudessem ser comprometidas por sistemas de radar russos. Desde então, o KAAN tornou-se uma prioridade estratégica para o governo turco, posicionando o país como um ator autônomo no desenvolvimento da aviação militar de próxima geração.

Anteriormente conhecido como TF-X, o KAAN é uma aeronave de caça de quinta geração que está sendo desenvolvida com o suporte técnico da BAE Systems. Ele apresenta um design stealth avançado usando materiais de absorção de radar (RAM) que são considerados dez vezes mais eficazes do que aqueles usados ​​no F-35 em condições ambientais extremas. Alimentado por dois motores gerando até 38.000 libras de empuxo, a aeronave é capaz de atingir velocidades de Mach 1,8, superando o F-35, que é limitado a Mach 1,6. O KAAN também foi projetado para incorporar inteligência artificial para suporte à decisão em tempo real, fusão de sensores e coordenação com sistemas não tripulados, como drones leais alas, em cooperação com o fabricante turco de UAV Baykar. Esses recursos visam aumentar a eficácia operacional em ambientes de combate com uso intensivo de dados e alta ameaça.

Operacionalmente, o KAAN foi projetado para missões de superioridade aérea, interceptação e ataque de precisão. Oferece uma carga útil interna e externa de armas comparável à do F-35, estimada em mais de 8.300 kg. Espera-se que a aeronave transporte mísseis ar-ar de fabricação turca, como o Gökdoğan (longo alcance) e o Bozdoğan (curto alcance), mantendo a capacidade de furtividade através de seu compartimento interno de armas. Seu radar AESA, sistemas de guerra eletrônica e arquitetura de combate em rede proporcionam-lhe forte consciência situacional — um fator essencial em cenários de combate modernos.

O KAAN completou seu voo inaugural em fevereiro de 2024, atingindo uma altitude de 8.000 pés a 230 nós. Um segundo voo de teste bem-sucedido ocorreu em maio de 2024, validando elementos críticos como a integridade da fuselagem, propulsão e aviônicos. Espera-se que protótipos adicionais entrem em uma fase intensiva de testes no final de 2025 ou início de 2026. O gerente geral da TAI, Mehmet Demiroglu, declarou que a campanha de testes será acelerada para entregar a primeira aeronave operacional à Força Aérea Turca entre 2028 e 2029. Ele também confirmou que o KAAN integrará gradualmente os recursos de sexta geração para manter sua competitividade ao longo do tempo.

Interesse de vários países
Em entrevista ao Breaking Defense, Demiroglu observou que vários países manifestaram interesse em aderir ao programa, embora tais decisões envolvam negociações complexas e de alto nível que levam tempo. 

O interesse da Indonésia, juntamente com sinais anteriores dos Emirados Árabes Unidos e, mais recentemente, da Arábia Saudita — que supostamente considerou adquirir mais de 100 unidades — ressalta o crescente impulso para a colaboração internacional em torno do programa KAAN e destaca seu potencial como plataforma multinacional de defesa.

Estratégia pragmática

Para a Indonésia, esta iniciativa faz parte de uma estratégia pragmática para abordar as deficiências persistentes de sua força aérea. Uma análise de 2021 da Escola de Estudos Internacionais S. Rajaratnam (RSIS) de Singapura apontou a composição heterogênea da frota indonésia — que inclui caças F-16 americanos, caças Hawk britânicos e caças Su-27/30 russos — como fonte de complexidade de manutenção e altos custos logísticos, com interoperabilidade limitada. Esses desafios são agravados por restrições orçamentárias recorrentes, falta de transparência nas aquisições e compromisso político inconsistente. Nesse contexto, a parceria com a Turquia, vista como um fornecedor de defesa não ocidental, poderia proporcionar à Indonésia um caminho mais flexível e econômico para a modernização, incluindo a possibilidade de transferência de tecnologia favorável.

O anúncio do Presidente Subianto reflete um reposicionamento geopolítico e industrial mais amplo. Ao se alinhar à Turquia, a Indonésia não apenas diversifica sua cadeia de suprimentos, mas também busca um papel no codesenvolvimento de sistemas de defesa de próxima geração. Caso essa cooperação se concretize, poderá ter implicações significativas para o equilíbrio de poder no Indo-Pacífico, conectando duas potências médias emergentes do Oriente Médio e do Sudeste Asiático por meio de um projeto tecnológico estratégico.

No entanto, diversas incertezas permanecem, incluindo a capacidade financeira da Indonésia, as prioridades industriais da Turquia e os obstáculos técnicos que ainda precisam ser superados no desenvolvimento do KAAN. No entanto, a manifestação de interesse de Jacarta sinaliza a disposição de se adaptar a um ambiente de segurança em evolução, onde alianças diversificadas e parcerias tecnológicas se tornam cada vez mais necessárias diante do aumento das tensões e dos alinhamentos globais fragmentados.

Trajetória dupla
Em última análise, o interesse da Indonésia no programa KAAN ilustra uma trajetória dupla: um país em busca de autossuficiência militar em um contexto regional tenso e uma nação produtora de defesa — a Turquia — trabalhando para se estabelecer no mercado global de aeronaves de combate de última geração. À medida que o programa avança, sua evolução para uma plataforma colaborativa pode remodelar a dinâmica industrial no setor de aviação de defesa, oferecendo uma alternativa às aeronaves existentes fabricadas no Ocidente.

13 abril, 2025

Shamal e Navollo lançam o Sistema de Navegação Inercial SINAI SD150 FOG para os setores aeroespacial e de defesa


 

*LRCA Defense Consulting - 13/04/2026

As empresas Shamal Space e Navollo Aerospace anunciam o lançamento do Sistema de Navegação Inercial SINAI SD150 FOG (Fiber Optic Gyro), voltado para aplicações high-end nos setores aeroespacial e de defesa.

Medindo apenas 150 x 150 x 112 mm e pesando apenas 2,5 Kg, o Sistema de Navegação Inercial baseado em tecnologia SINAI SD150 FOG - uma solução de Navegação Estratégica Inercial (ITAR free), genuina e totalmente projetada e fabricada no Brasil - tem como objetivo fornecer aos clientes locais e globais, tanto para aplicações civis quanto para o setor de defesa, uma alternativa altamente competitiva (Entrega de Alto Desempenho com Investimento Acessível).

Aplicativos:
● Veículos autônomos não tripulados de alta precisão.
● Posicionamento e navegação assistida por GNSS de trens, transporte aéreo e terrestre.
● AHRS (Sistema de Referência de Atitude e Direção).
● MRU (Unidades de Referência de Movimento).
● Segmentação de antena.
● Navegação subterrânea.

*ITAR free: Não sujeita aos Regulamentos de Tráfico Internacional de Armas do Departamento de Estado dos EUA.
 

Em parceria com a brasileira Akaer, Portugal terá sua primeira aeronave civil/militar projetada e fabricada no país


*LRCA Defense Consulting - 13/04/2026

Em dezembro de 2024, esta Consultoria noticiou que a  Akaer, uma das empresa brasileiras líderes em inovação nas áreas de Defesa e Aeroespacial, foi selecionada pela portuguesa EEA Aircraft and Maintenance, S.A. para produzir as estruturas da aeronave LUS-222.

A Akaer será responsável pela fabricação, no Brasil, da fuselagem, asa completa, estabilizadores horizontais e verticais e também de todas as superfícies de controle do avião.

O LUS-222 é uma aeronave regional leve, desenvolvida para usos civis e militares, para o mercado global. O Programa LUS-222 é liderado pela EEA Aircraft and Maintenance e tem a participação de várias empresas do ecossistema aeronáutico português, com apoio da Força Aérea do país e do Governo de Portugal.

A Akaer será a primeira empresa brasileira a fornecer a estrutura total de uma aeronave de transporte regional e de cargas. A produção acontecerá em São José dos Campos (SP) a partir do primeiro trimestre de 2025. O primeiro voo do LUS-222 está previsto para 2027.

Neste ano, a aeronave foi apresentada na LAAD Defense & Security 2025, como pode ser visto na matéria abaixo.
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Portugal apresenta o primeiro avião civil-militar LUS-222 e procura contratos no Brasil

*Expresso - 02/04/2025

Representantes da CTI Aeroespacial, incluindo militares da Força Aérea Portuguesa e da empresa Aircraft and Maintenance, apresentaram esta quarta-feira a aeronave LUS-222, no Brasil, durante a feira LAAD Defense & Security, realizada no Rio de Janeiro.

O LUS-222 é um bimotor de asa alta com porta de carga traseira projetado pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), a Força Aérea Portuguesa e a empresa Geosat, primeira aeronave projetada e fabricada em Portugal, que deverá realizar o primeiro voo em 2028.

Os desenvolvedores do projeto preveem que o avião terá a capacidade de transportar 19 passageiros ou até duas toneladas de carga, podendo atuar em missões militares, missões de busca e salvamento e também na aviação comercial regional. A aeronave terá um alcance de até 2.100 quilómetros e poderá atingir velocidade de até 370 quilómetros por hora.

João Cartaxo Alves, chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa, disse à Lusa que a aeronave foi projetada inicialmente transporte civil regional, mas com a adesão da Força Aérea houve o desenvolvimento de capacidades e perspetivas para missões militares.

“A Força Aérea juntou-se ao projeto por ver as necessidades [do mercado] e também por poder adaptar a aeronave para cumprir determinadas missões fundamentais, nomeadamente, desde logo, o apoio à preservação da vida em evacuações aeromédicas, em busca e salvamento, em transporte e carga, lançamento de carga para sítios em que haja necessidade e que haja impossibilidade de aterrar”, explicou Cartaxo Alves.

“É para isso que a Força Aérea se juntou a este projeto para desenvolver esta característica do ‘dual-use’ civil e militar e é nisso que estamos a desenvolver este projeto”, acrescentou.

Investimento de 220 milhões
O projeto do LUS-222 conta com investimentos de 220 milhões de euros, que incluem a construção de uma fábrica em Ponte de Sor, capaz de produzir 12 aviões por ano num turno e 20 aviões por ano em dois turnos.

O projeto é financiado por fundos públicos nacionais e europeus, através do apoio do Governo português, por capitais próprios dos acionistas da empresa e fundos de investimento privados.

Miguel Braga, administrador da Aircraft and Maintenance, empresa que está a desenvolver e que vai construir, industrializar e comercializar o avião, apontou que a aeronave portuguesa tem um trem de poiso fixo e pode aterrar em pistas não preparadas, não pavimentadas e muito curtas e, portanto, o Brasil é um bom mercado para sua comercialização.

“Porquê o Brasil? Por duas razões principais. Uma, é público que a Força Aérea Brasileira quer substituir a aeronave Bandeirantes, que continua a operar, mas que já não se fabrica e o Brasil tem mais de 60 aviões Bandeirantes hoje em operação que vão terminar o seu tempo de vida”, afirmou Braga.

“Portanto, o Luz 222 apresenta-se como uma das soluções para a Força Aérea Brasileira substituir a sua frota de aviões do mesmo segmento que já vão deixar de voar”, acrescentou.

Relação com o Brasil estende-se à Embraer

Falando sobre a parceria entre Brasil e Portugal no segmento de Defesa e Aviação, que vai além da aeronave apresentada na maior feira de Defesa da América Latina no Rio de Janeiro, Cartaxo Alves classificou a relação entre os países de “virtuosa e fundamental”.

“Nessas parcerias ao nível da aeronáutica aeroespacial, desde logo, vemos o caso do KC-390 da Embraer. A Força Aérea Portuguesa, depois a seguir, veio ajudar também no desenvolvimento de algumas capacidades do Supertucano [da Embraer]”, lembrou o chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa.

“E, agora, vemos aqui também uma parceria muito interessante entre capacidades de Portugal e do Brasil, nomeadamente a conceção, o pensamento e o desenvolvimento de uma aeronave totalmente portuguesa, mas também com a Akaer, uma empresa brasileira, que vai desenhar estruturas das aeronaves, as asas, a fuselagem, e portanto há uma parceria virtuosa”, concluiu.

12 abril, 2025

Impressão 3D em metal para peças de reposição de equipamentos militares: mais uma lição da guerra na Ucrânia

“Fábrica” de impressão 3D independente da The ExOne Company que opera a partir de um contêiner de transporte

 
*LRCA Defense Consulting - 12/04/2026

A guerra Rússia x Ucrânia, além de revolucionar a tática e a estratégia militar com o uso de drones e suas contramedidas, traz nova e importante lição às forças armadas do mundo, desta vez no campo da Logística.

O caso da Ucrânia é emblemático, haja vista que o país recebe materiais e equipamentos militares oriundos de diversos países, sendo que muitos destes são antigos e suas peças nem são mais produzidas. Mesmo que o sejam, a aquisição de peças de reposição para um catálogo tão diverso é sempre um pesadelo logístico.

Assim, usar a impressão 3D em metal para produzi-las é uma ideia brilhante, oportuna e que traz consideráveis facilidades logísticas.

Tal processo, conhecido como Manufatura Aditiva, possibilita fabricar objetos sólidos a partir de um modelo do sólido, adicionando camadas de materiais - plástico, metais e outros - para formar objetos. Ele é conhecido também como impressão 3D.

Especialistas militares relatam que mais e mais forças armadas ao redor do mundo têm recorrido à impressão 3D em metal. Apenas como alguns exemplos, em 2021, o Departamento de Defesa dos EUA contratou a líder global em impressoras 3D industriais de areia e metal, The ExOne Company, para desenvolver uma “fábrica” de impressão 3D independente que opera a partir de um contêiner de transporte. Em 2022, o fabricante australiano de impressoras 3D de metal SPEE3D foi selecionado pela Marinha dos Estados Unidos para fornecer sua tecnologia de manutenção ‘MAINTENX’. Em 2024, os militares do Reino Unido receberam seu primeiro lote de componentes impressos em 3D para sistemas navais e de artilharia. A marinha finlandesa fez parceria com a Saab para peças impressas em 2025.

Desde 2017, as Forças Armadas dos EUA estão fazendo investimentos substanciais em impressão 3D para melhorar a resiliência da cadeia de suprimentos e o desempenho geral. A impressão 3D está ajudando a aumentar substancialmente a prontidão do material para prototipagem rápida e produção de peças de uso final, reduzindo assim o risco de hardware militar obsoleto. Com a reveladora invasão da Ucrânia, o Exército dos EUA está focado na mobilização e prontidão de tropas. A impressão 3D agora é parte integrante da cadeia de suprimentos militar.

Na Indústria Brasileira de Defesa, o pioneirismo da Taurus em Manufatura Aditiva
Em abril de 2020, dentro de sua estratégia de investir no processo de pesquisa e desenvolvimento (P&D), a Taurus recebeu a impressora suíça 3D DMP (Direct Metal Priting) Flex 350, da 3D Systems, em sua fábrica de São Leopoldo (RS). Essa foi a primeira impressora da fabricante suíça a ser entregue em todo o Hemisfério Sul.

O sistema de fabricação Direct Metal Priting de alto desempenho é uma alternativa robusta aos processos tradicionais de produção de metal. Com um volume de construção de 275 x 275 x 380 mm, a máquina oferece redução do desperdício, maiores velocidades de impressão, tempo de configuração curto e peças de metal com propriedades mecânicas excelentes.

Imprimindo em metal, a impressora 3D faz o protótipo inteiro de uma arma em apenas um dia ininterrupto de trabalho, enquanto o processo anterior utilizava trabalho de terceiros e demorava muitos dias para ser realizado. Além de uma precisão muito maior, por ser totalmente robotizado, o processo gera um considerável ganho de tempo e economia de recursos.

Impressora suíça 3D DMP (Direct Metal Priting) Flex 350, da 3D Systems, em uso na Taurus

O caso da Ucrânia
No front com a Rússia, as novas necessidades logísticas fizeram com que a Ucrânia passasse a dominar a impressão 3D de peças plásticas - com quase todas as unidades militares tendo sua própria impressora. A impressão em metal é mais desafiadora, mas pode resolver muitos problemas caso seja adequadamente empregada.

Mesmo assim, embora esta ainda não seja uma tecnologia massivamente adotada, pode significar oportunidades interessantes para startups e investidores de defesa explorarem. Nesse contexto, a matéria abaixo mostra que, além da impressão em metal propriamente dita, há oportunidades para empresas que se dediquem a produzir desenhos digitais e arquivos CAD de peças e de outros itens militares que estejam sendo requisitados e que possibilitarão a produção local por meio de impressoras 3D em metal. Trata-se do chamado processo de gêmeo digital.

Babcock recebeu contrato do Ministério da Defesa do Reino Unido para impulsionar a linha de frente da Ucrânia com tecnologia de impressão 3D

*Defense Industry Europe, 04/04/2025

A empresa de defesa britânica Babcock recebeu um contrato de prova de conceito do Ministério da Defesa do Reino Unido (MOD) para fornecer recursos avançados de impressão 3D às forças armadas ucranianas. A iniciativa permitirá que as forças ucranianas fabriquem equipamentos militares essenciais e peças de reposição localmente, reduzindo a dependência de cadeias de suprimentos externas.

Em parceria com a empresa britânica de tecnologia de defesa QinetiQ, a Babcock produzirá desenhos digitais e arquivos de Design Assistido por Computador (CAD) de equipamentos essenciais. Esses arquivos permitirão que o pessoal ucraniano imprima em 3D ou fabrique peças no país, conforme necessário, aumentando a resiliência operacional.

A tecnologia envolve a engenharia reversa de componentes mais antigos para analisar sua função e design, permitindo sua recriação digital. Essa abordagem permite a produção rápida e sob demanda de equipamentos militares em ambientes operacionais.

Tom Newman, CEO da Babcock's Land Sector, afirmou: “Nosso objetivo é dar à Ucrânia a capacidade de recriar as peças militares de que precisa, onde e quando realmente for necessário. Esta inovação se baseia em nossa expertise em engenharia e capacidade tecnológica, oferecendo-nos ainda mais oportunidades para otimizar a impressão 3D.”

Alan Hart, Diretor Executivo de Ciência, Tecnologia e Armas da QinetiQ, acrescentou: “Estamos muito satisfeitos em trabalhar com a Babcock para apoiar a Ucrânia e imensamente orgulhosos de que a QinetiQ possa contar com nossa expertise líder mundial em garantia técnica para auxiliar. Este último contrato demonstra a expertise inigualável da QinetiQ em garantia de capacidade material e o compromisso com o apoio à linha de frente, seja a nossa ou a de nossos aliados.”

11 abril, 2025

Embraer C-390 é uma opção estratégica para substituir os antigos C-130R/M das Forças de Autodefesa do Japão

 

 
*LRCA Defense Consulting - 11/04/2025

A mídia japonesa tem repercutido os graves problemas enfrentados pela Força de Autodefesa Marítima do Japão (JMSDF), também conhecida como Marinha Japonesa, com o alto índice de indisponibilidade de suas seis antigas aeronaves de transporte Hercules C-130R que, por períodos, chega a 100%, como mostra a matéria abaixo.

Nesse contexto, em outubro do ano passado a Embraer se fez presente  na Japan Aerospace Exhibition, onde apresentou o avião de transporte multimissão C-390 Millennium, além de sua renomada família de aeronaves comerciais E-Jets  e soluções avançadas de mobilidade aérea da Eve Air Mobility. Aliás, os primeiros frutos já nasceram em 25 de fevereiro, com a japonesa ANA Holdings Inc. encomendando 15 jatos E190-E2 da Embraer com opções para mais cinco aeronaves.

A aeronave de transporte militar multimissão C-390 Millennium - considerada um verdadeiro divisor de águas por seus operadores, redefinindo os conceitos de versatilidade, confiabilidade, eficiência operacional e custo-efetividade - pode trazer consideráveis benefícios para o setor de defesa e segurança japonês. Com uma carga útil de 26 toneladas, velocidade máxima de 470 nós, sistemas de última geração e capacidade de operar em pistas não pavimentadas, o C-390 é uma solução versátil para várias missões, incluindo transporte de carga, operações de manutenção da paz, evacuação médica, gerenciamento de desastres e reabastecimento aéreo. 

A frota atual de aeronaves C-390 globalmente acumulou mais de 16.300 horas de voo, uma taxa de capacidade de missão de 93% e taxas de conclusão de missão acima de 99%, demonstrando produtividade excepcional na categoria. A aeronave foi adquirida por oito países: Brasil, Portugal, Hungria, Coreia do Sul, Holanda, Áustria, República Tcheca e um cliente não divulgado. Também foi oficialmente selecionado pela Suécia e Eslováquia para modernizar suas forças aéreas. 

Assim, o C-390, caso incorporado à Força de Autodefesa Marítima do Japão, poderá cumprir melhor e mais eficazmente, não só todas as missões atualmente necessárias (como o fundamental apoio às ilhas remotas), como também representar uma solução de ponta e em linha com demais necessidades da JMSDF, atendendo aos requisitos de modernidade e de alta tecnologia que o setor de defesa e a população japonesa esperam da aviação de transporte de sua Marinha, especialmente no contexto atual, onde China e Coreia do Norte representam uma constante ameaça.

Observa-se também que a Força Aérea de Autodefesa do Japão possui 14 antigas aeronaves Hercules C-130H, que poderiam também ser substituídas, com muitas vantagens, pelo Embraer C-390 Millennium, trazendo um novo ciclo de modernidade, alta tecnologia, eficácia e economia de custos à aviação de transporte da Marinha e da Força Aérea do Japão.

Por fim, em que pese a estreita e histórica colaboração entre Estados Unidos e Japão na área militar desde o final do Segunda Guerra Mundial, é preciso considerar que o país foi atingido recentemente com um duro tarifaço de 24% pelo presidente Trump, o que pode também vir a pesar em prol da escolha do avião de transporte tático multimissão brasileiro.

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 Japão observa avião de carga C-17 enquanto problemas com o C-130R se agravam

Hercules C-130R da Força de Autodefesa Marítima do Japão

*Defence Blog, por Daisuke Sato - 11/04/2025

A Força de Autodefesa Marítima do Japão (JMSDF) está enfrentando desafios operacionais com sua frota de seis aeronaves de transporte C-130R, conforme relatado pela Nippon Television Network (NTV).

Essas aeronaves, usadas principalmente para abastecer bases em ilhas remotas, como Iwo Jima e Minamitorishima, passaram por períodos em que nenhuma delas estava operacional devido a problemas de manutenção.

A NTV relata que, nos últimos anos, houve vários casos em que todas as seis aeronaves ficaram paradas simultaneamente por várias semanas. Manter pelo menos uma ou duas aeronaves operacionais tem se mostrado difícil, de acordo com fontes governamentais.

Os C-130Rs foram adquiridos do exército americano após o Grande Terremoto do Leste do Japão de 2011, substituindo a antiga frota de YS-11. Essas aeronaves, anteriormente armazenadas em condições desérticas, foram convertidas para uso em transporte a um custo de aproximadamente ¥ 20 bilhões (US$ 140 milhões) por unidade, totalizando cerca de ¥ 150 bilhões (US$ 1 bilhão) para todos os seis.

Apesar da aquisição, as aeronaves antigas exigiram manutenção intensiva. Um contrato de cinco anos, no valor de ¥ 12,8 bilhões (US$ 89 milhões), foi firmado em 2022 com uma empresa privada para manutenção completa. No entanto, problemas como ferrugem, rachaduras e degradação do equipamento levantaram preocupações quanto à viabilidade dos reparos.

A JMSDF teve que contar com a Força de Autodefesa Aérea para assistência e implementou medidas como o envio preventivo de suprimentos adicionais para mitigar o impacto das interrupções no transporte.

C-17 em foto de Yasuo Osakabe

Estão em andamento discussões sobre a aquisição de novas aeronaves de transporte, incluindo o C-17, fabricado nos EUA. No entanto, preocupações têm sido levantadas sobre a necessidade de pistas longas para o C-17 e o potencial de desafios de manutenção semelhantes, visto que a produção do C-17 foi encerrada.

Autoridades governamentais sugeriram que as missões de transporte têm sido subvalorizadas no planejamento de defesa, com alocações orçamentárias favorecendo equipamentos de combate, como mísseis e navios Aegis. No orçamento de defesa do atual ano fiscal, as embarcações relacionadas ao transporte estavam entre os poucos itens reduzidos durante as negociações com o Ministério das Finanças.

1º Tenente Emily Braz faz história como a primeira piloto de helicópteros formada pelo Exército Brasileiro

 

*LRCA Defense Consulting - 11/04/2026

O Exército Brasileiro viveu uma ocasião marcante no dia 11 de abril de 2025. Nessa data, formou-se a primeira piloto de helicópteros da história da Força, a 1º Tenente de Intendência Emily de Souza Braz. Ela foi uma das 14 integrantes do Curso de Piloto de Aeronaves (CPA) 2024/2025, cuja cerimônia de formatura ocorreu no Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx), em Taubaté, interior paulista

O evento foi presidido pelo Comandante do Exército, General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, com presença de oficiais-generais do Alto-Comando do Exército, integrantes da Marinha do Brasil, Força Aérea Brasileira e representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, entre outras autoridades.

Foto: Jornal Noroeste

O Comandante celebrou o momento histórico. “Em primeiro lugar, é preciso comemorar a formação de mais uma turma desse curso, que é bem exigente desde o processo de seleção. Depois, a complexidade do curso em si, que requer abnegação, estudo e superação. E, claro, celebramos a formação da primeira mulher piloto da Aviação do Exército, sem dúvida um marco, que prova a integração das mulheres em todas as linhas do Exército”, ressaltou.

A Tenente Emily Braz é pioneira não só da especialidade de piloto da Aviação do Exército, mas também da primeira turma de oficiais femininas formadas na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em 2021. Gaúcha de Santana do Livramento, a oficial de 24 anos de idade fala que o desejo de atuar como piloto de helicópteros surgiu já como aluna da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em 2017. “Esse desejo se reforçou em uma missão de suprimento aéreo, em 2020, quando o piloto perguntou quem gostaria de servir na Aviação. Depois, meu Comandante de Companhia entregou um distintivo de Aviação que esse mesmo piloto lhe deu, pedindo que o devolvesse aqui em Taubaté. Desde então, fiz de tudo para entrar nesse curso”, revelou.

Na AMAN, a então Cadete Emily Braz foi também a cadete "claviculário", ou seja, a mais jovem (17 anos) da Turma Rosa da Fonseca a ingressar, recebendo a chave do portão de entrada do seu antecessor e cumprindo uma tradição da Instituição.

Até hoje, as mulheres podem ingressar em diversas áreas não combatentes do Exército Brasileiro, como Saúde, Ensino, Logística, Música, Administração, Direito, Comunicação Social, Informática e outras, sendo que os Serviços de Intendência e Material Bélico (permitidos atualmente às mulheres), integram a Logística do Exército e, como tal, são considerados não combatentes.

Assim, a 1º Ten Emily Braz pode ter galgado, indiretamente, uma outra condição inédita, haja vista que, integrando a Aviação da Força, poderá cumprir missões de combate. Se assim for, passará a ser considerada também como a primeira mulher "combatente" do Exército Brasileiro.

A mais nova piloto da Aviação do Exército salienta que o CPA exige bastante em termos de dedicação e esforço, tendo colaborado para desenvolver sua autoconfiança e equilíbrio emocional, características essenciais na pilotagem. Ela espera que seu pioneirismo abra portas para que novas oficiais também busquem essa especialidade. “É uma grande honra e também uma  responsabilidade enorme ser a primeira piloto da Aviação do Exército e representar o sonho de tantas mulheres que desejam se tornar pilotos”, comentou Emily Braz, que passará a servir na Base de Aviação de Taubaté.

Entre os 14 formandos, constam 12 tenentes do Exército e dois tenentes da Marinha do Brasil. O primeiro colocado do curso foi o 1º Tenente Daniel Eduardo Rauber, gaúcho de Santa Rosa e oficial de Cavalaria da turma de 2020 da AMAN, que passará a servir no 2º Batalhão de Aviação do Exército, também em Taubaté. Também se formou outro gaúcho de Santa Rosa, o 1º Tenente Joabe Magdiel Kraus.

Tenente Emily de Souza Braz é primeira mulher piloto da Aviação do Exército no Brasil — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Constante evolução
O Curso de Piloto de Aeronaves tem a duração de 63 semanas, dividido em diferentes etapas. Após uma fase teórica, com instruções como aerodinâmica, controle do espaço aéreo e meteorologia, os alunos passam para a fase prática. São 1400 horas de voo real e 426 horas em simuladores, desenvolvendo a liderança e a tomada rápida e segura de decisão. Os oficiais realizam Estágio Prático de Pilotagem Básica, Viagem de Navegação Tática, Estágio Prático de Pilotagem Tática, Estágio de Voo por Instrumentos, Estágio de Voo com Óculos de Visão Noturna e o Voo Solo, coroando o período de instruções.

O Instrutor-Chefe do CPA, Major Cadime, destaca que os pretendentes ao curso passam por rigorosa seleção psicológica e de saúde, tendo um nível de dificuldade que vai aumentando com o decorrer das instruções. Segundo o instrutor, a formação de uma nova turma de pilotos é um motivo de realização para os integrantes do CIAvEx. “É uma satisfação e orgulho entregar ao Exército recursos humanos altamente especializados.

A Aviação do Exército está sempre buscando evoluir não só os equipamentos, mas também a doutrina e recursos humanos. Então, é de suma importância a renovação dos nossos quadros, incutindo a mentalidade de constante aprimoramento pessoal”, afirmou. 

*Com informações do Exército Brasileiro



Embraer nomeia Patrick Peng como Diretor-Geral e VP Sênior de Vendas e Marketing da Aviação Comercial na China

 


*LRCA Defense Consulting - 11/04/2026

A Embraer nomeou Patrick Peng para o cargo de Diretor-Geral e Vice-Presidente Sênior de Vendas e Marketing da Embraer Aviação Comercial na China, com início a partir de 31 de março de 2025. Peng irá liderar as atividades da Embraer no país e se reportar a Martyn Holmes, Diretor Comercial da Embraer Aviação Comercial. 

Com mais de 20 anos de experiência no setor de aviação, o executivo tem uma carreira de destaque em líderes globais da aviação, como Airbus, GE Aviation/CFM, Thales e Safran. Seu histórico comprovado inclui liderança estratégica de vendas, negociações de contratos de serviços de pós-venda de bilhões de dólares e a formação de parcerias de longo prazo com companhias aéreas, fabricantes de equipamento original (OEMs, na sigla em inglês) e stakeholders regulatórios na China. 

"Estamos satisfeitos em dar as boas-vindas ao Patrick na companhia para liderar as operações da Embraer na China", afirma Martyn Holmes, Diretor Comercial da Embraer Aviação Comercial. "Seu profundo conhecimento da indústria e o sucesso demonstrado na construção de confiança com parceiros de aviação chineses o tornam o executivo ideal para liderar a Embraer no país. Estamos confiantes que sua liderança trará novas perspectivas e oportunidades de mercado para o E2, em um mercado de aviação em evolução como é o da China." 

Peng possui um MBA pela Universidade de Tsinghua, Mestrado em Engenharia Eletrônica pela Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Pequim, e é Bacharel em Engenharia da Informação pela Universidade de Correios e Telecomunicações de Pequim.

10 abril, 2025

Embraer e Kenya Airways firmam acordo que otimizará estoque e reduzirá custos operacionais dos jatos E190

 


*LRCA Defense Consulting - 10/04/2026

A Embraer, líder global da indústria aeroespacial, e a Kenya Airways, uma das principais companhias aéreas africanas, assinaram hoje um acordo para o programa Embraer Collaborative Inventory Planning (ECIP), que otimizará seus níveis de estoque e reduzirá os custos operacionais de seus jatos E190. O contrato fornecerá suporte para 13 aeronaves. A Kenya Airways é cliente da Embraer desde 2006 e voa para 45 destinos em todo o mundo, 37 dos quais na África, conectando mais de 5 milhões de passageiros.

“A Embraer se sente honrada pela confiança da Kenya Airways no sistema de gestão Collaborative Inventory Planning. Estamos prontos para apoiar a companhia aérea a manter sua frota de E-Jets pronta para voar, combinando excelente desempenho e baixos custos operacionais. Nossa solução fornecerá à Kenya Airways acesso à rede logística global da Embraer e aprofundará a parceria entre nossas empresas”, afirma Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.

Embraer Collaborative Inventory Planning (ECIP)
O ECIP oferece diversas vantagens aos clientes. Em primeiro lugar, a maior parte do investimento em estoque é feita pela Embraer, reduzindo substancialmente o investimento normalmente realizado pelos clientes. Além disso, o preço anual fixo para cada peça permite que os clientes equilibrem os custos de forma mais precisa com os níveis de desempenho garantidos pela Embraer Serviços e Suporte.

A operação é orientada por dados, com uma recomendação semanal de pedidos baseada no uso do cliente e nos dados de nível de estoque, criada utilizando software avançado e a experiência do Embraer Planning compartilhada de forma colaborativa. Por fim, todos os clientes participantes do ECIP podem contar com a expertise em gestão de materiais da Embraer para uma solução personalizada e flexível de gestão de peças de reposição.

09 abril, 2025

Agrale Montadora fabricará caminhões para a chinesa Foton


*LRCA Defense Consulting - 09/04/2026

A Agrale Montadora, subsidiária da Agrale S.A., fundada em 1997, cujo objetivo é prestação de serviços de montagem para a indústria de caminhões e chassis para ônibus, deu início a uma nova etapa em sua trajetória no dia 25 de fevereiro de 2025, com a montagem do primeiro caminhão para a Foton Motor do Brasil, empresa controlada da Beiqi Foton Motor CO. LTD., e Foton International Trade C., LTD. de Pequim.

Com ampla experiência na manufatura de veículos, a Agrale Montadora, entre outras, foi responsável por quase duas décadas, pela produção de caminhões da marca americana International da Navistar, consolidando sua capacidade técnica e excelência ao atender seus rigorosos padrões de qualidade durante todos esses anos com perfeição.

“A parceria com a Foton Motor do Brasil para a montagem de caminhões atesta a qualidade de nossos serviços e produtos e reforça a confiança que conquistamos ao longo dos nossos 43 anos de história no segmento automotivo da Agrale S.A. e dos 28 anos de atuação da Agrale Montadora”, destaca o diretor-presidente da Agrale, Hugo Zattera. 

Sobre a Agrale
A Agrale é a empresa líder do Grupo Stedile, que engloba também as empresas Agritech Lavrale e Fazenda Três Rios e suas subsidiárias (Agrale Montadora, Agrale Argentina, Agrale Comercial e Lintec) que produz modernas linhas de tratores, caminhões, chassis para ônibus, utilitários 4x4 fora de estrada, motores e grupos geradores. Instituição brasileira cada vez mais internacionalizada, tem incorporada em sua filosofia uma grande dose de ousadia que, somada a muita dedicação e trabalho, conquistaram respeito e admiração nos países em que está presente.

Com renovação constante e mais aprimoramento a cada dia, mesmo depois de quase um milhão de produtos fabricados, mantém viva a vontade de enfrentar e superar desafios.

Visiona (Embraer & Telebras) e Agrotools lançam solução de seguro paramétrico para gestão de riscos climáticos

 


*LRCA Defense Consulting - 09/04/2026

A Visiona, joint venture entre a Embraer e a Telebras, e a Agrotools, lançou uma nova solução de seguro paramétrico para gestão de riscos climáticos durante o 18º Congresso Internacional da Associação Latino-Americana para o Desenvolvimento do Seguro Agrícola (ALASA). O evento, realizado em Brasília de 7 a 10 de abril, tem como tema “Protegendo o futuro da agricultura: Garantindo o amanhã”.

A solução, desenvolvida para ser aplicável a qualquer seguradora, é composta por duas camadas: uma para análise socioambiental inicial (pré-seguro) e outra para monitoramento contínuo, atuando como fonte de informações para o seguro paramétrico. Essas etapas, alimentadas por dados climáticos, imagens de satélite e análises geoespaciais, agilizam o processo de avaliação e cobertura de riscos climáticos na produção rural.

"A parceria entre a Agrotools e a Visiona representa uma nova perspectiva para o seguro paramétrico no Brasil. Unimos nossa experiência comercial no agronegócio à excelência técnica da Visiona para entregar ao mercado uma solução que traz inteligência, agilidade e adaptação, baseada em dados objetivos e em tempo real", afirma Sergio Rocha, CEO da Agrotools.

"A Visiona desenvolveu essa tecnologia com foco em alta performance e confiabilidade. Agora, com o apoio da Agrotools, conseguimos escalar a solução e aprimorar sua aplicabilidade comercial, ampliando seu impacto no setor agrícola e no mercado de seguros", afirma João Paulo Rodrigues Campos, CEO da Visiona.

A solução inaugura um novo capítulo na proteção da produção rural. Ao aliar tecnologia espacial à inteligência geográfica e uma abordagem estratégica de mercado, a iniciativa apresenta um modelo de seguro inovador, flexível e pronto para ser moldado de acordo com a realidade de cada player.

WEG inaugura novo centro de distribuição em Macaé/RJ

 


*LRCA Defense Consulting - 09/04/2026

A WEG inaugurou um novo centro de distribuição para a unidade de Tintas e Vernizes, localizado na região de Macaé no Rio de Janeiro.

Além de atender à crescente demanda do mercado, a estrutura vai proporcionar mais agilidade e qualidade no atendimento e entrega na região.

Com 1.100m² de área construída, possui ampla área administrativa com estrutura para ministrar cursos de capacitação na área de tintas anticorrosivas e navais.

O novo centro de distribuição será abastecido pelas Unidades de Guaramirim/SC e Mauá/SP, com itens estratégicos para atender o mercado local com foco no setor marítimo e off-shore, além de contar com um sistema tintométrico.

A presença da Companhia na cidade é marcada também por disponibilizar cursos teóricos e práticos capacitando os profissionais da região. Neste projeto, a WEG investiu aproximadamente R$ 3 milhões e prevê a movimentação de 250 mil litros de tinta por mês. Além disso, a iniciativa tem como diferencial o prazo de entrega, com disponibilidade de material imediata.

WEG anuncia investimentos para expansão da capacidade produtiva de motores elétricos na Itália


*LRCA Defense Consulting - 09/04/2026

A WEG anunciou a primeira fase de investimentos de aproximadamente € 4 milhões para expandir a capacidade produtiva de motores de baixa tensão na região de Lissone, na Itália.

Estes investimentos contemplam a aquisição de prédio industrial para instalação de uma nova fábrica de 6.600 m², que fica em Milão, a 22 km da atual fábrica de motores de baixa tensão da Cemp, marca adquirida pela WEG em 2024. Com previsão de início das operações no primeiro semestre de 2026, a nova instalação irá explorar sinergias entre a nova estrutura e a fábrica da Cemp e complementa o portfólio de produtos de motores à prova de explosão na Europa através da fábrica da WEG em Portugal.

"Essa expansão representa um passo estratégico para a WEG na Itália, permitindo ampliar nossa capacidade produtiva, otimizar processos e fortalecer sinergias entre nossas operações no país. Com isso, reforçamos nosso compromisso em fornecer soluções inovadoras e de alta qualidade para nossos clientes”, enfatiza Rodrigo Fumo, Diretor Superintendente de Motores Industriais da WEG.

A WEG iniciou suas operações na Itália em 2001 com uma filial comercial, em Milão. Em 2022, expandiu sua presença no país com a aquisição do negócio de Motion Control da companhia italiana Gefran, localizada em Gerenzano. Em 2024, ampliou ainda mais a sua presença adquirindo os negócios da marca Cemp, empresa especializada na fabricação de motores elétricos industriais especiais para áreas classificadas e moto-freios. Atualmente, a Companhia possui duas fábricas e uma filial comercial na Itália e emprega cerca de 320 colaboradores.

 



Embraer oferecerá sistema de WiFi de alta velocidade da Intelsat instalado de fábrica nos E-Jets E2


*LRCA Defense Consulting - 09/04/2026

A Embraer, líder global na indústria aeroespacial, finalizou um acordo com a Intelsat para instalar seu sistema de conectividade de alta velocidade a bordo nos E-Jets E2 durante a fabricação das aeronaves. O sistema, com velocidades de transmissão de até 275 Mbps, oferece aos passageiros uma experiência de streaming e navegação semelhante às de suas redes domésticas durante o voo. O produto da Intelsat é o primeiro sistema de satélite multiórbita a incorporar uma antena ESA (banda com orientação eletrônica, na sigla em inglês). Para os passageiros, isso se traduz em uma cobertura mais ampla, de transmissão mais rápida e com maior confiabilidade. A ESA estará disponível para instalação na linha de montagem até o final deste ano e será oferecida como opcional aos clientes. 

"A Intelsat está oferecendo o primeiro sistema de conectividade a bordo via satélite multiórbita, com uma antena de banda com orientação eletrônica que será instalada já na fábrica da Embraer. Isso possibilitará que os passageiros tenham conectividade confiável e fluída assim que a aeronave entrar em serviço", afirma Rob Baird, Diretor de Programas da Intelsat. "Os passageiros dos jatos E2 poderão aproveitar em voo o mesmo acesso à internet de alta velocidade que já têm em suas casas, graças à nossa ampla cobertura e baixa latência." 

"A instalação da conectividade com banda com orientação eletrônica da Intelsat, já na fábrica e antes da entrega da aeronave, é um bom exemplo de como estamos facilitando a oferta de uma experiência aprimorada, tanto aos nossos clientes quanto aos passageiros", afirma Martyn Holmes, Diretor Comercial da Embraer Aviação Comercial. "Oferecer conectividade confiável e de alta velocidade é uma oportunidade fundamental para melhorar significativamente a experiência a bordo dos passageiros. Isso ajuda tanto na competitividade das companhias aéreas quanto aos seus passageiros, que podem ter mais produtividade e entretenimento durante o voo." 

A rede LEO da Intelsat tem baixa latência, que é o atraso entre o envio e o recebimento de dados, e conta com cobertura em todo o planeta, incluindo as regiões polares. Já a rede GEO é ideal para áreas mais densamente povoadas, como grandes cidades. A antena com banda com orientação eletrônica da Intelsat é leve, e seu perfil compacto - com menos de 3 polegadas - gera menos arrasto em comparação com outros designs. Isso ajuda a diminuir o consumo de combustível, em linha com o compromisso da Embraer de garantir as características de sustentabilidade do E2. 

A Intelsat, sediada em McLean (EUA), opera a maior rede integrada de satélites e em solo do mundo, e é um fornecedor líder de produtos e serviços de conectividade a bordo.

08 abril, 2025

SIATT e Kale Jet Engines, da Turquia, firmam acordo para fornecimento de motor turbojato para mísseis


*LRCA Defense Consulting - 08/04/2026

Durante a Feira LAAD Defence & Security, realizada no Brasil, foi assinado um acordo de exportação entre a Kale Jet Engines e a SIATT para o fornecimento de motores turbojato destinados a mísseis.

De acordo com o acordo, que estabelece as bases para uma cooperação de longo prazo, o motor turbojato para mísseis KTJ-3200, desenvolvido na Turquia pela Kale Jet Engines, será integrado ao míssil anti-navio MANSUP-ER, produzido pela SIATT, e as entregas dos motores serão realizadas.

Sobre a primeira exportação de motor a jato da Turquia, o Presidente da Secretaria das Indústrias de Defesa, Prof. Dr. Haluk Görgün, declarou:

“Demos mais um passo histórico nas exportações da nossa indústria de defesa. Na Feira LAAD Defence & Security, no Brasil, nossa empresa Kale Jet Engines, que desenvolve motores turbojato para mísseis com capacidades nacionais e autóctones, assinou um acordo de exportação com a empresa brasileira de defesa SIATT para o fornecimento desses motores.

Este acordo não é apenas um sucesso em exportação; é também um reflexo concreto da visão da Turquia de desenvolver produtos de alto valor agregado, impulsionados por tecnologia, e de aumentar sua competitividade global.

A indústria de defesa turca não está mais apenas atendendo às suas próprias necessidades, mas agora atingiu um estágio em que fornece sistemas de tecnologia avançada para países aliados e amigos.

Aumentar a taxa de nacionalização na nossa indústria de defesa, ao mesmo tempo em que fortalecemos nossa presença nos mercados internacionais e reforçamos a posição da Turquia como nação exportadora de tecnologia, está entre nossas principais prioridades. Nesse sentido, parabenizo sinceramente todos os nossos engenheiros, técnicos, desenvolvedores de negócios e gestores que contribuíram para essa conquista.

Com nossas tecnologias nacionais, continuaremos fortalecendo nossas parcerias com nações amigas e mantendo nosso compromisso de tornar a Turquia uma líder global na indústria de defesa.
”

Sobre a Kale Jet Engines
A Kale Jet Engines é uma empresa turca pertencente ao Grupo Kale, um dos maiores conglomerados industriais da Turquia, em operação desde 1957.

A empresa é especializada no desenvolvimento e produção em série de motores a turbina, com foco principal em motores a jato descartáveis/recuperáveis, com design compacto e alta relação empuxo-peso.

Sobre o Motor Turbojato KTJ-3200

Desenvolvido pela Kale Jet Engines no âmbito do “Projeto de Desenvolvimento de Motor Turbojato” iniciado pela Secretaria das Indústrias de Defesa da Turquia, o KTJ-3200 é o primeiro motor turbojato para mísseis desenvolvido de forma totalmente nacional no país.

O KTJ-3200 equipa o míssil anti-navio ATMACA, desenvolvido pela Roketsan, e o míssil de cruzeiro SOM, desenvolvido pela TÜBİTAK-SAGE. Com seu baixo consumo específico de combustível, o KTJ-3200 se destaca entre seus concorrentes.

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