Pesquisar este portal

20 setembro, 2020

Para onde irá a IMBEL?

 


 *LRCA Defense Consulting - 20/09/2020

A Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL) - considerada a mais estratégica empresa de defesa do País e vital para a sua sobrevivência em caso de conflito externo - atravessa uma fase delicada em sua longa vida empresarial, cuja origem se deu em 1808, por ocasião da criação da Fábrica de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro (RJ), razão pela qual conquistou a primazia como Empresa Estratégica de Defesa e Segurança do Brasil. 

Atualmente, a empresa tem sua sede instalada em Brasília (DF) e suas Unidades de Produção localizadas nas cidades de Piquete (SP), Rio de Janeiro (RJ), Magé (RJ), Juiz de Fora (MG) e Itajubá (MG).

Os principais produtos fabricados e comercializados pela
IMBEL são fuzis, pistolas e carabinas; munições de artilharia, de morteiros e de carros de combate; pólvora, explosivos e acessórios; equipamentos de comunicações e eletrônica; e sistemas de abrigos temporários de campanha, humanitários e de defesa civil.

 
Conheça a IMBEL- vídeo institucional

Apesar de suas características únicas para o Setor de Defesa nacional, a empresa se encontra em uma grande encruzilhada, onde precisa produzir, suprir as necessidades das Forças Armadas e ter lucro para reinvestir, mas, como empresa estatal ligada ao Exército e dependente do Tesouro Nacional, está totalmente amarrada pela lei que a criou, não tendo autonomia e nem espaço orçamentário sequer para adquirir insumos e pagar impostos. Com isso, embora tenha alta demanda para seus produtos, quase não consegue produzir.

Assim, quais seriam suas opções ou, melhor colocando: quais seriam as opções do Brasil para a IMBEL? Fechar suas portas? Privatizá-la? Fazer parcerias com o setor privado nacional e internacional? Permitir-lhe maior autonomia, alterando sua natureza?

Nas linhas abaixo, é comentada, inicialmente, uma parceria da IMBEL com a Companhia Brasileira de Cartuchos - CBC. A seguir, é comentado o revelador discurso do Presidente do seu Conselho de Administração proferido em 14 de agosto, que foi base para esta matéria, as palavras do Presidente da empresa gravadas em podcast do Exército e divulgadas em 03 de setembro, e a live realizada pelo portal DefesaNet com o Presidente da IMBEL e com seus chefes de unidades fabris.

Logo após, é comentada também a possibilidade de a IMBEL firmar uma parceria com a empresa SIG Sauer, fato este já especulado pela imprensa e confirmado pelo Exército Brasileiro. Por fim, serão apresentadas algumas breves conclusões.

Imbel e CBC firmam acordo para distribuição de pólvoras
No dia 21 de agosto, na cidade de Piquete (MG), a IMBEL e a CBC – Companhia Brasileira de Cartuchos firmaram um acordo para distribuição de pólvoras IMBEL pela rede de revendedores da CBC.

Tal acordo permitirá maior flexibilização e economia à IMBEL, pois poderá utilizar, a baixo custo, a grande rede de distribuição da CBC, capilarizada por todo o País. Por sua vez, a CBC passará a agregar mais um produto complementar ao seu extenso portfólio, beneficiando seus clientes.

Paulo Ricardo Gomes (Diretor Comercial & Marketing CBC) e General Aderico Visconde Pardi Matiolli (Presidente da IMBEL) assinam o acordo de parceria entre CBC e IMBEL.

A IMBEL e a CBC são parceiras de longa data. Até abril de 2004, a IMBEL detinha  28,12% (correspondente a 306.128 ações ordinárias) do capital votante da CBC, então uma companhia com capital aberto. Em 24 de abril daquele ano, a PCDI (Participações em Negócios e Administração), sediada em Ilha de Guaratiba (RJ), adquiriu a maior parte dessas ações, ficando a IMBEL apenas com uma ínfima participação residual.

Além da parceria na distribuição da pólvora fabricada pela IMBEL, as duas empresas têm uma relação empresarial bastante profícua, e é natural que assim seja, pois há muitos interesses comuns entre ambas.

Alta Direção da IMBEL anuncia grandes mudanças na empresa


No dia 14 de agosto, o  General de Exército Décio Luís Schons, atual Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do EB, integrante do Alto Comando do Exército e Presidente do Conselho de Administração (CA) da IMBEL, proferiu um discurso intitulado "IMBEL: Indústria de Defesa e Soberania Nacional".
 
Em suas palavras, o Gen Schons fez uma análise da empresa e anunciou grandes mudanças para ela. Destaque para  os seguintes pontos:

- A IMBEL é vital para a sobrevivência do País em caso de conflito externo.

-  A IMBEL vinha trilhando a passos firmes o caminho para passar à situação de não dependência, com o planejamento ajustado para atingir tal situação, de forma não traumática, em 2026. Para isso, as dívidas foram quitadas, as pendências em grande parte sanadas...

- Na situação atual, a empresa não consegue produzir, apesar de ter demanda e a despeito de ter numerário na conta única do Tesouro Nacional, pois lhe falta espaço orçamentário para adquirir insumos e pagar impostos.

- Como não há produção, não há faturamento. Em consequência, não há lucro.

- ...por vermos a IMBEL ir aos poucos perdendo a capacidade estratégica, incluindo as competências para produzir materiais e sistemas de emprego militar.

- A meta principal do Conselho de Administração da empresa neste momento é passá-la à situação de não dependência. Mais que isso, a empresa precisa ter autonomia para gerar recursos próprios e ter a liberdade de ação para empregá-los na modernização...

- A alternativa por vezes aventada seria a pura e simples privatização da empresa, algo absolutamente impensável. 

- Um aspecto muitas vezes não tomado em consideração é a ação da IMBEL como núcleo do cluster de material de defesa, gerador e indutor de empregos, exportações, pesquisa, desenvolvimento e inovação no âmbito do Exército e da iniciativa privada.

- Além disso, mantendo a condição de empresa estatal, a IMBEL pode, em curto prazo, passar a facilitar as exportações de produtos de defesa, exercendo o papel de interveniente em transações governo a governo.

- Confiamos que as decisões a serem proximamente tomadas pelas autoridades das áreas política e econômica permitam conduzir a empresa no rumo da não dependência.

Pelos pontos ressaltados do discurso, não há como inferir quais são as intenções do Gen Schons (leia-se: do Exército) para com a empresa, exceto as de que pretende mantê-la como estatal e torná-la produtiva.

O fato de o Presidente do CA divulgar que as dívidas da empresa foram quitadas e que grande parte das pendências foram sanadas é positivo, mas contrabalanceado negativamente pela impossibilidade atual de conseguir produzir tudo o que poderia e o que é dela demandado, não podendo, assim, cumprir sua missão precípua em boas condições e também gerar lucro e capacidade de reinvestimento.

Ao afirmar que há "decisões a serem proximamente tomadas pelas áreas política e econômica", sinalizou que estudos e planejamentos já foram feitos e estão próximos de serem submetidos às autoridades competentes.

Em 02 de setembro, o discurso do Gen Schons foi reproduzido no EBlog do Exército Brasileiro. Este fato, além de ampliar exponencialmente o alcance público das palavras do Presidente do CA/IMBEL, traz implícito o apoio do Exército a elas, haja vista o Gen Schons ser também o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) da Força Terrestre e integrante do seu Alto Comando.

Leia aqui a íntegra do discurso do Gen Schons.

No dia 03 de setembro, coube ao Presidente da empresa, General de Divisão R/1 Aderico Visconte Pardi Mattioli, fazer um pronunciamento através de um podcast gravado e publicado pelo Exército Brasileiro.

 
Ouça o podcast com o Gen Matiolli
 
Além de reforçar muitos dos argumentos esgrimidos pelo Gen Schons, o Gen Mattioli enfatizou os seguintes pontos:

-
Anteriormente, a IMBEL tinha uma matriz que lhe permitia, ano a ano, reduzir o nível de dependência econômica. Com o advento da Lei do Teto isso se tornou mais difícil, porque nenhum recurso pode ser aportado para a área produtiva e isso faz com que a empresa esteja perdendo a capacidade de produção ano após ano.

- O Plano Nova IMBEL, preparado pela empresa, previa a não dependência em 2026. Agora, em virtude da nova situação, a previsão foi adiantada para 2021.

- O Exército e o Ministério da Defesa são favoráveis ao Plano. Falta a área econômica estabelecer como fazer essa transição.

- O Plano prevê que, ao invés de o Estado bancar a folha de pagamento e os custos fixos, a empresa compensaria essa manutenção de capacidade estratégica com as encomendas do Exército. Hoje, a empresa recebe para ficar de "braços cruzados". No futuro, quer receber com que o que estará entregando, ou seja, a ativação das encomendas viria em substituição ao aporte de recursos para os custos fixos.

- A não dependência abriria o escantilhão [as possibilidades], pois:
  • passaria a trabalhar com interveniência técnica, ou seja, como viabilizadora de exportação governo para governo. Esses países demandam soluções, não apenas produtos, e a IMBEL poderá explorar o arranjo produtivo brasileiro, organizá-lo e oferecê-las;
  • passaria a trabalhar como Instituto de Ciência e Tecnologia, e a empresa está se habilitando para isso;
  • como empresa gerencial, trabalhando o arranjo produtivo nacional, poderia melhor atender as demandas da Força Terrestre nas áreas de alimentação, uniformes, equipamentos de campanha, produtos e soluções de Saúde, que hoje não fazem parte da área fabril; 
  • passaria a atuar como órgão de avaliação e de certificação de produtos controlados (armamento, munição e explosivos) e comunicações.
- Tudo com o objetivo de fomentar a Base Industrial de Defesa, que é o propósito da empresa. É um novo viés gerencial muito forte: explorando o arranjo produtivo, contribuindo com a exportação de produtos e soluções e certificando esses produtos.
 
 
 
 

No dia 11 de setembro, em uma interessante e esclarecedora live do portal DefesaNet sob o título "Inovação e Tecnologia em Sistemas de Defesa e Segurança", conduzida por Nelson Düring, especialista em assuntos de Defesa, foi entrevistado o Gen Mattioli e seus chefes de unidades fabris: Cel R/1 Clevis Pedro Cruz Melo - Chefe da Fábrica de Juiz de Fora; Cel R/1 Alex Vander Lima Costa - Chefe da Fábrica de Material de Comunicações e Eletrônica; Cel R/1 Délcio Monteiro Sapper - Chefe da Fábrica de Itajubá; Cel R/1 Ronaldo Cesar Brasil de Souza - Chefe da Fábrica Presidente Vargas.

Durante o evento, o Gen Mattioli e seus subordinados se mostraram muito entusiasmados com o nível técnico, com a motivação dos funcionários da "família IMBEL" e com as possibilidades futuras da empresa. Além de comentar e reforçar pontos já citados anteriormente pelo primeiro e pelo Gen Schons, trouxeram à luz informações importantes sobre a empresa, com destaque para as seguintes:

  • Na área de Comunicações, é única na América Latina e, talvez, ao Sul do Equador. Em determinados campos, está entre as cinco ou seis do mundo, com produtos de fronteira tecnológica, como o rádio definido por software (Rádio Rondon), o osteofone, rádios em forma de onda e equipamentos para telemedicina, mas ainda depende de insumos internacionais. Fez parcerias com diversos grupos nacionais e internacionais do setor das áreas de defesa e segurança que procuram a empresa por conta da capacidade adquirida.
  • Fornece toda a gama de rádios para os combatentes do EB, além do Rádio Mallet. 
  • Fabrica o Sistema de Controle de Tiro Gênesis para a Artilharia, totalmente nacional, que está dando a esta Arma uma nova dimensão. 
  • Infraestrutura química de 1ª linha para produzir explosivos e propelentes. Tudo 100% nacional. 
  • Na área de munições pesadas, produz quase tudo o que o EB precisa. O que não produz, tem condições e conhecimento para fazê-lo. 
  • Quadro de trabalho conta com os engenheiros formados no IME. 
  • A montagem de algumas munições já está sendo robotizada. Insumos serão todos nacionalizados até o final do ano. 
  • Está trabalhando a munição 105mm M795 para os obuseiros autopropulsados M109A5 Plus. 
  • Está desenvolvendo munição insensível a choque. 
  • Está automatizando grande parte dos processos perigosos da área química, sem afastar colaboradores. 
  • Prioridade em armamentos é completar a família de fuzis e carabinas IA2 nos calibres 5,56 e 7,62mm. 
  • Está trabalhando em um novo fuzil de precisão, que deve estar pronto em 2021. 
  • Como as polícias procuram uma pistola "striker", está trabalhando na parceria com a SIG Sauer, que deve ser oferecida em muito pouco tempo. 
  • Automatização de processos na fabricação de armamentos, passando a fábrica para a versão 4.0. 
  • Possibilidade de produzir armamentos coligados com instrumentos de mira e com instrumentos de designação de alvos. 
  • Está trabalhando um sistema de Internet por ondas curtas. 
  • Salários são baixos, mas trabalhadores são entusiasmados e motivados, permanecendo por amor à IMBEL.
  • Há boas tratativas com a Taurus Armas, parcerias com a CBC e SIG, e bom diálogo com a Delfire Arms; Springfield (que está vindo para o Brasil) já foi parceira. Não tem exclusividade com ninguém, todos são parceiros. 
  • A parceria com a SIG Sauer para a produção de suas pistolas no Brasil se deveu ao fato de estas armas serem usadas pelo exército americano.
  • O Brasil está buscando quebrar a assimetria tributária e regulatória no Setor de Defesa, tanto que a empresa está se credenciando para ser órgão de avaliação e de certificação. Essa certificação será terceirizada e controlada pelo Inmetro e pelo EB de uma maneira muito mais ágil e ampla. 
  • Exportação é muito pequena, mas não pelo potencial, e sim pela limitação orçamentária. Há boa demanda, mas não há teto orçamentário para produzir. 
  • Quando um cliente nacional paga por um produto, o dinheiro vai para a União e não para a empresa. Daí a demora para entregar, pois tem que aguardar ter o recurso para poder produzir. Esse é o ciclo que deverá ser quebrado quando for uma empresa não dependente. 
  • As propostas da empresa foram ouvidas pelo EB, que criou um grupo de trabalho no seu Estado-Maior para estudá-las. Após este GT concluir pela viabilidade, foram submetidas ao Comandante do Exército e ao Ministro da Defesa, que as aprovaram. Agora, estão em tratativas com outros órgãos da área governamental. 
  • Fatura cerca de 120 milhões de reais por ano, com efeito multiplicador mínimo de 400 milhões de reais, fora os empregos gerados. 
  • Espera que esse faturamento, com a não dependência, passe para 340 milhões já em 2021, com um teto conservador estimado de 420 milhões em 2023, essencialmente com as demandas nacionais reprimidas (EB, Segurança e mercado privado). Não incluiu nesse valor as possibilidades de exportação por não poder estimá-las. 
  • IMBEL é herdeira da marca ENGESA e quer ativar o cluster ENGESA, que englobará uma gama extensa de produtos. 
  • Com explosivos que compõem mísseis e foguetes, participou da exportação de uma quantidade expressiva de foguetes terra-ar vendidos a um país asiático recentemente.

 
Live com o portal DefesaNet

Parceria entre a IMBEL e a multinacional suíço-alemã SIG Sauer
O jornal Folha de São Paulo, em edição de 08 de junho, afirmou que, "segundo Centro de Comunicação Social do Exército, está sendo negociada uma parceria entre a sucursal americana da marca, de origem suíço-alemã, e a brasileira Imbel", divulgando ainda que "O Exército informa que as duas empresas só precisam agora do aval dos respectivos governos para firmar um acordo de produção conjunta no Brasil. Ainda não há detalhes sobre metas e investimento". 

Consultado sobre o assunto por esta editoria, o Centro de Comunicação Social do Exército respondeu, em 02 de setembro, que "confirma as tratativas entre a Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL) e a sucursal americana da SIG-SAUER. As duas empresas aguardam as anuências dos governos brasileiro e estadunidense para a nacionalização de produtos do portfólio da empresa americana. Sobre os detalhes da fabricação dos produtos no Brasil, tudo dependerá do procedimento da negociação do processo de nacionalização e dos acordos finais entre as Empresas, bem como as anuências dos Países envolvidos".

A atual SIG Sauer, Inc. com sede nos EUA, é o maior membro de um grupo empresarial mundial de fabricantes de armas de fogo que nasceu na Suíça (onde se localiza a SIG Sauer AG, holding do grupo) e passou por expansões para outros países, vendas e transformações, incluindo hoje a JP Sauer & Sohn e Blaser, Gmbh., com sede na Alemanha. Como este país tem severas restrições à exportação de armas para o Brasil (tanto que a Heckler & Koch GmbH - HK anunciou recentemente que não mais exportará para o País), uma eventual parceria com a IMBEL só poderia mesmo ser planejada com a unidade americana, que, em princípio, tem liberdade para escolher seus clientes e parceiros, ao contrário das europeias.

A IMBEL foi constituída nos termos da Lei nº 6.227, de 14 de julho de 1975. É uma empresa estatal dependente e controlada pelo Exército Brasileiro, além de ser uma empresa estratégica para as Forças Armadas.

Por essa Lei e pelo seu Estatuto Social, "a IMBEL poderá criar subsidiárias e participar do capital de outras empresas que exerçam atividades relacionadas com os seus objetivos". No entanto, somente "poderá admitir, como participantes no capital social da Empresa, pessoas jurídicas de direito público interno e entidades da administração indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma da legislação em vigor". 

Para a constituição dessa parceria, afora o fato de ser fornecedora do exército americano, não foi esclarecido o motivo de a SIG Sauer ser a escolhida, bem como se houve contato com/de outras fabricantes de pistolas, nacional ou estrangeiras, que pudessem ter interesse.

Conclusões
O Gen Mattioli foi muito feliz ao trazer a público a alta capacitação técnico-produtiva da IMBEL e as inovações (algumas de ponta no mundo) em suas unidades fabris, especialmente nas áreas de Comunicações, de Explosivos/Propelentes/Munições e de Armamentos. De igual forma, deixou claro seu entusiasmo com as possibilidades futuras da empresa, as quais, mais uma vez neste mês, trouxe ao conhecimento dos brasileiros. 

Dessa forma, quanto mais for divulgada a empresa, especialmente suas características de ponta, seus produtos, seu corpo de funcionários e suas possibilidades, mais brasileiros poderão entender sua decisiva importância para a soberania e para a defesa do Brasil.

Caso a IMBEL venha se tornar órgão de avaliação e de certificação, poderá resolver parte da assimetria tributária e regulatória que emperra os fabricantes nacionais de armamento e munição, fazendo-os ter severas perdas em relação à concorrência internacional, a qual não é sujeita a esses entraves técnico-burocráticos.

A meta do alto escalão da IMBEL é claramente passá-la à situação de não dependência em curto prazo e, assim, ter autonomia para gerar recursos próprios, aumentando significativamente seu potencial de produção e de desenvolvimento de novos produtos e serviços. 

Para a empresa, essa parece ser uma alternativa de sobrevivência, já que, no dizer de seus dirigentes, não está conseguindo adquirir insumos, produzir ou, até mesmo, pagar seus impostos, pela limitação financeira que lhe é imposta pelas normas legais atualmente vigentes.

Com relação à parceria que está sendo montada com a SIG Sauer, os dirigentes da IMBEL não forneceram maiores informações sobre os motivos da escolha dessa empresa em relação a outras grandes e reconhecidas fabricantes mundiais de pistolas, como a brasileira Taurus Armas, por exemplo. Faltou ainda um maior detalhamento sobre as ações que foram planejadas para que essa parceria possa contornar as limitações impostas pela Lei que rege a empresa ou nelas se enquadrar.

Em suas respectivas palavras, esclareceram o alto nível técnico da companhia, o potencial de sua capacidade produtiva, a relevância que representa para a soberania e para a defesa do Brasil, e a difícil situação atual no que tange à autonomia financeira e produtiva, além de pautar nitidamente os seus objetivos futuros. No entanto, não deixaram clara a forma específica como a transformação está sendo planejada para que tais objetivos sejam atingidos, provavelmente devido ao fato de o assunto ainda estar em tratativas no Governo.

Portanto, acredita-se que a solução que esteja sendo gestada passe por uma mudança de cunho legal que, após devidamente costurada nas áreas militar e econômica do governo, possa ser referendada pela área política.

Seja como for,  com base na inegável competência, visão de futuro e capacidade dos atuais dirigentes da empresa, bem como nas ações que têm realizado e no entusiasmo que demonstram, é possível acreditar que a Indústria de Material Bélico do Brasil realmente esteja no rumo certo, podendo, em curto ou médio prazo, transformar-se na "Nova Imbel", exatamente como prevê o seu plano.

 

 

19 setembro, 2020

Taurus aumenta as chances de produzir o fuzil T4 na Índia após país desfazer negócio com a Caracal

 


 *LRCA Defense Consulting - 19/09/2020

Artigo publicado hoje pelo site indiano The Print dá conta que o Ministério da Defesa da Índia decidiu, no início deste mês, descartar dois negócios que estavam sendo realizados por meio de importações: a aquisição de carabinas no calibre 5,56mm dos Emirados Árabes Unidos e do Sistema de Mísseis de Defesa Aérea Autopropelida (SPAD-GMS) da Coreia do Sul - e encaminhá-los através do Programa Make in India.

O negócio para as novas carabinas Close Quarter Battle (CQB - carabinas/fuzis para o combate urbano, aproximado) estava em andamento desde 2017. A empresa Caracal International, dos Emirados Árabes Unidos, terminou como 'L-1' ou o lance mais baixo, em setembro de 2018, para um contrato que deveria ter uma solução rápida.

No entanto, questões de preços e representações da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) e da indústria doméstica de armas pequenas, que queria uma chance no negócio, finalmente representaram o fim do caminho para o negócio.

Aumentam as chances da brasileira Taurus Armas
Embora a Taurus Armas tenha declarado recentemente que sua joint venture na Índia com a Jindal Defence vá produzir somente armas para o mercado civil no primeiro ano, é necessário lembrar o que o seu Presidente e CEO Global, Salesio Nuhs, afirmou quando da assinatura desse acordo de parceria internacional em 27 de janeiro deste ano: “Existe uma expectativa de o governo [da Índia] comprar meio milhão de fuzis [T4] em cinco anos”.

Ministro da Defesa faz avaliação positiva após visita às fábricas da IMBEL


*IMBEL - 18/09/2020

A IMBEL® recebeu nesta sexta-feira, dia 18 de setembro, a visita do Ministro de Estado da Defesa, General de Exército Fernando Azevedo e Silva, na Fábrica em Juiz de Fora (MG). Ele foi recebido pelo Diretor Presidente da Empresa, General Aderico Mattioli, pelo Chefe de Fábrica, Coronel Clevis Pedro Cruz Melo e por vários outros membros do corpo administrativo. Ontem, dia 17, ele esteve na Fábrica de Itajubá (FI).

Na visita, o ministro conheceu as instalações da Fábrica e teve a oportunidade de verificar os produtos, serviços e as potencialidades da FJF, como empresa estratégica e braço fabril do Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro.

Na oportunidade, o General Fernando participou de uma exposição das plantas químicas do complexo fabril da Empresa, as Fábricas da Estrela – FE (Magé-RJ) e a Presidente Vargas-FPV (Piquete-SP) e conheceu o projeto de implantação de uma Nova Planta de Carregamento (NPC), vetor de modernidade e fomento à Base Industrial de Defesa (BID).

A Fábrica de Juiz de Fora (FJF) produz munições para morteiros 60, 81 e 120mm, para canhões de 90mm e para Obuseiros 105 e 155mm, além do motor Foguete SBAT 70 M4B1 e cabeças de Guerra AP e AC.

O Brasil, por intermédio da Fábrica de Juiz de Fora integra, juntamente com a França e a Turquia, o seleto grupo dos fabricantes de munição 120mm pré-raiada.

O Diretor Presidente da IMBEL® acompanhou a visita em Itajubá e Juiz de Fora. “Para nós é uma honra receber o Ministro e sua comitiva em nossas Fábricas. Nesta visita eles tiveram a oportunidade de conhecer nossas capacidades estratégicas”.

O ministro fez uma avaliação da visita às duas fábricas da IMBEL® e elogiou a empresa. “A constatação que eu faço é que a IMBEL é realmente uma indústria necessária, estratégica e muito importante para a soberania do Brasil, para as Forças Armadas e para o Exército Brasileiro. Termino essa visita convencido disso”, declarou.

Integraram a comitiva do Senhor Ministro de Estado da Defesa na visita à IMBEL®, os Generais de Exército: Décio Luís Shons, Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia, Lourival Carvalho Silva, Secretário de Economia e Finanças, José Eduardo Pereira, Comandante Militar do Leste; o Senhor Marcos Rosas Degaut, Secretário de Produtos de Defesa, o General de Divisão Luis Henrique de Andrade, Vice Chefe de Ensino, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, o General de Divisão (R1) Expedito Alves de Lima, Vice-Presidente da IMBEL® e o General de Brigada João Felipe Dias Alves, Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve – Montanha, em Juiz de Fora.

Fotos: Alexandre Manfrim - Ministério da Defesa

 




 
 
 

Embraer A-29 Super Tucano: testado e aprovado em combate no Afeganistão

 


*LRCA Defense Consulting - 19/09/2020

Além de armamento capaz, a aeronave de ataque ao solo Embraer A-29 Super Tucano da Força Aérea Afegã possui um painel adicional na lateral sob o vidro da cabine como escudo para resistir aos disparos de canhões antiaéreos.

A Força Aérea Afegã recebeu recentemente mais quatro A-29 Super Tucano dos EUA, totalizando 18 unidades recebidas desde 2016. Está previsto que, no próximo ano, mais seis Super Tucanos lhe serão doados.

O A-29 Super Tucano estreou na Força Aérea do Afeganistão em janeiro de 2016 e, desde então, passou a ser empregado em atividades de contraguerrilha com muito sucesso.

Os A-29 operados no Afeganistão foram montados pela Sierra Nevada Corporation (SNC), nos Estados Unidos. A empresa é parceira da Embraer na área militar desde 2013. O Super Tucanos afegãos têm partes fabricadas no Brasil e os componentes importados são enviados diretamentea fábrica da SNC, em Jacksonville, onde a versão americana é finalizada.

O Super Tucano é considerado atualmente uma das aeronaves leves mais e avançadas para missões de ataque ao solo e pode ser empregado até como caça. O modelo pode ser equipado com bombas guiadas a laser ou sensores, em operações de reconhecimento. Também pode levar mísseis orientados por calor, capazes de perseguir e abater helicópteros ou aviões de baixa performance.

O motor turbo-hélice do Super Tucano gera até 1.600 hp, o suficiente para levar à aeronave a velocidade máxima de 590 km/h e até 10,6 mil metros de altitude. Se voar com tanques de combustível externos, pode realizar viagens de até 2.800 km ou permanecer voando por quase nove horas sem interrupções.

Cada Super Tucano custa cerca de US$ 14 milhões e o custo de manutenção do avião é considerado baixo: cada hora de voo com a aeronave militar da Embraer custa cerca de US$ 400.


*Com informações de Airspace Review e Airway.

18 setembro, 2020

WEG no topo das empresas mais inovadoras em TI do Brasil

Empresa foi a 1ª colocada na categoria Holdings e Grupos Empresariais do Prêmio “As 100 + Inovadoras em TI”, realizada pela IT Mídia em parceria com a PwC



*LRCA Defense Consulting - 15/09/2020

A WEG foi uma das finalistas do Prêmio “As 100 + Inovadoras em TI”, realizado pela Empresa IT Mídia em parceria com a PwC.

O resultado da pesquisa, divulgado ontem durante o primeiro dia do IT Forum Anywhere, reconheceu os executivos responsáveis pelas iniciativas de transformação digital que impactaram os negócios no último ano.

Paulo Sérgio dos Santos, Diretor de TI da WEG, ficou com a primeira colocação na categoria Holdings e Grupos Empresariais.

Neste ano, o Prêmio recebeu 241 inscrições. Dessa lista, 100 cases foram classificados e 22 executivos levam o troféu de mais inovador na categoria da qual participou.

Ao analisar as iniciativas, a premiação revela também um raio-X de como as indústrias e setores diversos no País têm investido em tecnologia não só para buscar mais eficiência e vantagem competitiva, como também inovam ao se preocupar com a experiência do cliente.


17 setembro, 2020

Acionistas da Taurus escolherão um entre dois nomes de peso para vaga no Conselho de Administração

 

*LRCA Defense Consulting - 17/09/2020

Em comunicado enviado à CVM no dia 16, a empresa Taurus Armas S.A. informou que está indicando dois nomes para preencher uma vaga que será aberta em seu Conselho de Administração.

A decisão deverá ser tomada pelo voto dos acionistas da companhia em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a ser realizada no dia 21 próximo. O mandato do conselheiro escolhido se estenderá até a Assembleia Geral Ordinária (AGO) a ser realizada em 2021.

Conheça os indicados:

José Paulo Dornelles Cairoli
É engenheiro formado pela PUCRS, empresário do setor primário, comércio e de serviços e político, tendo servido como vice-governador do Rio Grande do Sul entre 2015 e 2018.

Em 1975, ingressou no grupo Ipiranga, um dos principais conglomerados privados do país, onde ficou até 2007, período em que atuou como executivo, passando pela superintendência da Comercial Farroupilha (subsidiária do grupo), pela diretoria de Marketing da Distribuidora e pela diretoria de Mercosul do Grupo Ipiranga, entre outras áreas.

Presidiu o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul entre 1992 e 1995, período em que esteve licenciado do Grupo Ipiranga, logo após retornando às suas atividades no grupo.

É proprietário da Reconquista Agropecuária, onde atua há mais de quarenta anos como agricultor, na plantação de soja e criação de cavalos crioulos. É criador de Angus, raça com a qual foi campeão onze vezes do ranking nacional de criadores e expositores da Associação Brasileira de Angus, entidade que presidiu de 2005 a 2006 e 2007 a 2008.

Em 2015, foi elencado uma das 100 pessoas mais influentes do agronegócio no País pela revista Dinheiro Rural.

Foi presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) entre 2006 e 2012. Foi ainda presidente da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) e o primeiro presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), além de membro dos Conselhos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Sebrae (Nacional e do RS).

Por dois mandatos, presidiu a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), maior entidade associativista do país, com 2,5 milhões de associados reunidos em 27 federações e 2.300 Associações Comerciais no País, com sede em Brasília, da qual é o atual presidente do Conselho Superior.

Ingressou na política partidária em 2013, através de filiação ao Partido Social Democrático (PSD), sendo indicado presidente estadual. Um ano depois, foi eleito vice-governador do Rio Grande do Sul com 61,23% dos votos válidos na coligação encabeçada por José Ivo Sartori (PMDB). 

Rogério da Silva Nunes
É graduado em Administração Pública e Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1986), possuindo Mestrado em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1992) e Doutorado em Administração pela Universidade de São Paulo (1998). 

Atuou como docente, pesquisador e em cargos administrativos na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Centro Universitário Álvares Penteado (FECAP), Faculdades Integradas de São Paulo (FISP), Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (UNIFMU) e Universidade Nove de Julho (UNINOVE). 

É ex-presidente da Comissão Própria de Avaliação (CPA) da Universidade Federal de Santa Maria (1998 a 2000) e foi Avaliador Institucional do INEP-MEC (2002-2006). 

De 2013 a 2016, coordenou a área de Empreendedorismo e Governança Corporativa (EGC) e a área de Empreendedorismo, Inovação e Startups (2017-2018) no Encontro da Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (ENANGRAD). 

É Professor Associado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde foi Subchefe do Departamento de Ciências da Administração (2010), Coordenador do Curso de Graduação em Administração, modalidades presencial e a distância (2010-2016), Secretário Adjunto de Educação a Distância, Coordenador UAB-UFSC (2016-2017) e Coordenador da Linha de Pesquisa Sistemas de Avaliação e a Gestão Acadêmica do Programa de Mestrado Profissional em Administração Universitária (2016-2018)). 

Atuou como docente nos Programas de Pós-graduação em Engenharia de Produção da UFSM, no Mestrado Profissional em Administração da UNINOVE e no Mestrado em Administração da FECAP, atuando principalmente em temas relativos à Estratégia, Administração da Produção, Administração de Materiais, Logística, Qualidade e Avaliação da Educação Superior.

Nomes de peso
Como pode ser contatado nos respectivos currículos, os indicados são dois nomes de peso e, seja quem for o escolhido pelo voto dos acionistas, a Taurus Armas passará a contar com um significativo reforço em seu Conselho de Administração. Os demais conselheiros são: Jorio Dauster Magalhães e Silva (presidente), Bernardo Simões Birmann, Luciano Luiz Barsi, Sérgio Laurimar Fioravanti e Magno Neves Fonseca.  

Saiba mais sobre o que é e o que faz um Conselho de Administração.

 


Pela primeira vez, Artilharia do Exército dispara com o Sistema ASTROS em ambiente operacional amazônico


*Noticiário do Exército - 17/09/2020

No dia 15 de setembro, o 6º Grupo de Mísseis e Foguetes (6º GMF), sediado em Formosa (GO), realizou duas missões de tiro real, com o objetivo de neutralizar uma base do exército oponente. Foi o primeiro tiro com o sistema de lançadores múltiplos ASTROS em ambiente amazônico. O exercício militar é parte da Operação Amazônia, uma simulação de guerra em ambiente de selva. Além do ASTROS, a missão de tiro real envolveu disparos dos mísseis antiaéreos RBS-70 e IGLA-S.

Considerado o maior exercício de adestramento militar realizado na região, a operação reúne 3.600 integrantes de seis Comandos Militares de Área. O disparo do ASTROS ocorreu numa base do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), no quilômetro 61, às margens da AM-010, que liga Manaus ao município de Rio Preto da Eva (AM).

O desafio das missões de tiro começou antes mesmo da própria execução. De Goiás a Belém, de Belém a Manaus, percorrendo mais de 3.600 quilômetros, o 6º GMF deslocou o efetivo por uma distância quase como de Paris (França) a Moscou (Rússia). "Fazer o deslocamento estratégico, fazer essa concentração aqui é muito importante para  dominarmos certos dados médios de planejamento, para  fazermos a coisa certa quando preciso for", disse o General de Brigada Valério Luiz Lange, Comandante da Artilharia do Exército Brasileiro.

Acompanharam o exercício militar o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; o Comandante do Exército, General de Exército Edson Leal Pujol; e o Comandante Militar da Amazônia, General de Exército Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira. "Realmente, fiquei impressionado com a concentração estratégica dos meios, particularmente do Exército Brasileiro, que cerraram para a Amazônia para essa operação, o que já é um exercício muito bom", ressaltou o Ministro da Defesa.

"A presença do ASTROS aqui na Amazônia simboliza que as Forças Armadas e que o Exército Brasileiro são capazes de estar presentes em todo o território nacional e em condições de defender a nossa democracia, a nossa soberania e as nossas fronteiras", destacou o Comandante do Exército.

Potencial de fogo


O Astros 2020 é um sistema para a saturação de área, com o objetivo de lançar grande quantidade de fogos em um curto espaço de tempo. Os foguetes são de grande profundidade, com um tiro de rigoroso controle de precisão e inteligência. É uma arma eficiente e precisa, com munição de altíssima capacidade de destruição.

Os foguetes têm a capacidade de destruir uma área de 16 km² e o seu alcance varia entre 30 e 80 km. A tecnologia do ASTROS é toda de fabricação nacional. A empresa Avibras desenvolve esse sistema desde a década de 1980 e já trabalha num foguete com alcance de 300 km.

Os mísseis IGLA-S são considerados de curto alcance. Podem ser operados por um único homem e possuem alcance de seis quilômetros e altitude máxima de 3.500 metros.

Já o RBS-70 é um míssil de superfície, portátil, que pesa 15 quilogramas e que tem a finalidade de suprir as necessidades de defesa antiaérea à baixa altitude.


Itaguaí Construções Navais realiza o embarque da Plataforma de Ventilação no Submarino “Tonelero”

Técnicos da Itaguaí Construções Navais gerenciam o embarque do Cradle de Ventilação no Submarino "Tonelero"


 *LRCA Defense Consulting - 15/09/2020

No dia 14 de setembro, foi realizado o embarque da plataforma (cradle) de ventilação no interior do Submarino “Tonelero” (SBR-3), na Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), em Itaguaí (RJ). O equipamento foi embarcado na 2ª Seção do casco resistente, materializando mais um marco no processo de construção da terceira unidade dos submarinos classe “Riachuelo”.
 
A fabricação dessa classe de submarinos é feita por encaixes de cradles pré-montados, completando o interior das seções. Os cradles são produzidos integralmente na UFEM, consolidando uma conquista tecnológica importante dessa estratégica célula da Base Industrial de Defesa, em sua contribuição para o desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação do País. O avanço também é fruto da infraestrutura industrial moderna e no estado da arte daquela Unidade, no que se refere ao processo construtivo de meios navais de elevada complexidade, como os SBR.
 
 

Equipe executa as medições do encaixe do cradle de ventilação na seção

O avanço do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) também pode ser medido pelas etapas de construção do “Angostura” (SBR-4), o quarto submarino com propulsão diesel-elétrica do Programa, e ainda este ano da construção da Seção de Qualificação do “Álvaro Alberto” (SN-BR), primeiro submarino convencional com propulsão nuclear do País. Mediante essa gama de realizações, o Brasil caminha para consolidar sua indústria de Defesa com benefícios diretos para outros setores da economia, alcançando uma posição de destaque no seleto grupo de países que projetam e constroem submarinos. 
 
*Com informações da Marinha do Brasil.

16 setembro, 2020

Presidente da Taurus revela lançamento de seis novas armas e outras novidades


*LRCA Defense Consulting - 16/09/2020 (atualizada às 09h de 17/09)

Em uma live realizada hoje pelo perfil da Peterson Firearms no Instagram, Salesio Nuhs, Presidente e CEO Global da Taurus Armas S.A. trouxe importantes novidades para o mercado.

Com relação ao lançamento de novas armas, o executivo destacou as seguintes, noticiadas agora de forma inédita:

  • Revólver Long Barrel de 14,5 polegadas de cano em calibre .460, a ser lançado nos EUA ainda neste ano.
  • Revólver  calibre .223 com cano de 14,5 polegadas. Será o primeiro revólver no mundo com essa munição. Lançamento em 2021.
  • Revólver multicalibre .357 e 9mm, a ser lançado ainda neste ano no Brasil.
  • Carabina Tática no calibre 9mmm, com lançamento para os próximos dias.
  • O "revólver mais barato do mundo" tem previsão de fabricação para o primeiro trimestre de 2021.
  • A substituta da Submetralhadora SMT, em calibre 9mm, será mais compacta e mais leve (2,5Kg) submetralhadora na categoria, destinando-se ao mercado policial. A ser lançada no segundo semestre de 2021.
Com relação aos revólveres com cano de 14,5 polegadas, o executivo ressalta que o cano é do mesmo tamanho que o do Fuzil T4 em sua versão mais curta.

Outras informações importantes:

- O Fuzil T4, após um esforço de produção da empresa, já está com seu prazo de faturamento normalizado, ou seja, um máximo 20 dias.

- O Fuzil T4 é originalmente igual à carabina M4 e ao fuzil AR-15, mas na versão militar, que possui normas muito mais rígidas em termos de durabilidade e resistência. Por isso não concorre nos EUA, onde há mais de 100 modelos à disposição, mas a maioria na versão civil, pois é este modelo que o consumidor americano prefere. Seu foco está nas forças militares e policiais, brasileiras e internacionais.

- As pistolas G3 e G3c estão aguardando o Exército fornecer o RETEX de homologação.

- O rifle de ferrolho, que será lançado em 2022, terá três calibres: 308, .243 e 6,5, com três canos intercambiáveis, destinando-se à caça de javalis e outros animais de médio e grande portes.

- Em três anos, a Taurus lançou 198 novos produtos, não apenas SKUs (alteração em produto já existente). Desses, somente uma pequena quantidade  foi homologada, prejudicando a inovação e a oportunidade da empresa perante a concorrência importada, que não precisa ter RITEX para trazer armas para o Brasil.

- Mesmo assim, Salesio afirmou que nenhum fabricante internacional que exporta para o Brasil consegue concorrer em preços com a Taurus. Disse também que qualquer empresa pode vir fabricar no País, mas nenhuma vem devido à pesada carga tributária (70% de impostos) e à necessidade de uma demoradíssima homologação.

- A joint venture com uma grande empresa do ramo automotivo visando a fabricação de acessórios para armas deverá ser anunciada antes do final do mês.

- Confirmou que a fábrica na Índia será a primeira unidade privada a produzir armas para o mercado civil, inicialmente. Por enquanto, a previsão de produção é pequena, cerca de 50 mil armas no primeiro ano a partir de fevereiro de 2021, pois aquele mercado está sendo aberto somente agora.

- Reafirmou que não há nenhuma nenhuma diferença entre armas produzidas para o Brasil e para a exportação, até porque 85% da produção é exportada, sem distinção alguma.

- A Taurus deverá chegar à produção de 7.600 armas/dia em suas duas unidades até o final deste ano, um recorde absoluto.  Mesmo assim, terá dificuldades em atender os pedidos, já que possui cerca de 1,2 milhão de armas vendidas e ainda não entregues.

Por fim, Salesio revelou que, para a surpresa de todos, a gênese do consumidor brasileiro de armamentos é muito semelhante à do americano, manifestando-se somente agora pelo fato de o mercado ter sido aberto a todos que queiram adquirir uma ou mais armas. Citou ainda que há alguns anos, só havia poucos milhares de CACs e hoje são mais de 400.000 registrados, sendo que esta categoria é a mais alta prioridade para a empresa, possuindo até um portal online próprio para compras diretas.

WEG ganha espaço no mercado internacional de águas

Parcerias com grandes empresas de engenharia levam a companhia aos maiores projetos de dessalinização do mundo

 

 *LRCA Defense Consulting - 15/09/2020

Atenta a crescente demanda hídrica mundial, a WEG vem aumentando sua receita com soluções para grandes projetos de saneamento básico e dessalinização, e conquistando cada vez mais espaço nos principais mercados globais.

Com uma estrutura exclusiva para atender as grandes empresas de engenharia, sobretudo espanholas e francesas, que também atuam como construtoras e operadoras e endereçam esse mercado internacional, a WEG vem conseguindo participar dos maiores projetos do mundo.

No mais recente, a nova planta de dessalinização de água marinha, Rabigh 3, na Arábia Saudita, a WEG está fornecendo motores e inversores de frequência para os principais processos da cadeia de produção de água, que vai desde a captação, pré-tratamento e processo de osmose reversa, até o pós-tratamento.

Ao todo são 69 motores elétricos e 50 inversores de frequência de média tensão fornecidos através de empresas do ramo, como o consórcio Abengoa, SIDEM e Sepco III, sendo este responsável pela engenharia, fornecimento, construção e comissionamento da planta. Este fornecimento, vai gerar uma receita de aproximadamente R$ 50 milhões para a WEG.

Segundo Rodrigo Cetenareski, Gerente Global para o Segmento de Águas, os fornecimentos, contam não só com equipamentos de alta tecnologia e performance, mas principalmente com a garantia de durabilidade, eficiência e assistência técnica que as empresas precisam durante todo o período de operação da planta.

“Plantas de dessalinização consomem grandes quantidades de energia e exigem equipamentos de alta performance. Nós da WEG, através do relacionamento construído com as principais empresas de engenharia do mundo, conseguimos otimizar uma solução eficiente, confiável, flexível e duradoura, que nos tornam competitivos neste tipo de planta”, explica o executivo.

A Rabigh 3 está sendo construída na costa ocidental do Mar Vermelho e quando entrar em operação irá produzir 600.000 m3 de água por dia e abastecer aproximadamente três milhões de pessoas.

Essa aposta da WEG, baseada no atendimento exclusivo das grandes empresas de engenharia, já garantiu para a companhia novos fornecimentos no Oriente Médio para 2021. Garantiu também experiencia para atender a demanda nacional, que deve ser mais intensa nos próximos anos em virtude do novo marco regulatório para saneamento básico, sancionado no Brasil recentemente.

Servidor da Segurança do RJ poderá comprar arma de fogo do estado, com desconto em folha

*Extra - 16/09/2020

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em discussão única, nesta terça-feira (dia 15) o projeto de lei que permite aos servidores da Segurança Pública comprarem armas de fogo do estado, pelo mesmo preço pago pela administração pública. O texto segue agora para sanção do governador em exercício, Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para analisar a medida.

O Poder Executivo regulamentará a norma e deverá garantir o parcelamento da compra, chamada de alienação onerosa, obedecendo o teto da margem de consignação a que faz jus o servidor, descontados mensalmente em seu contra-cheque.

"Um policial não deixa de ser policial fora de serviço e muitos agentes morrem em razão da função que exercem. A proposta é permitir que eles comprem as armas a um preço acessível, com parcelamento sem juros e desconto no contracheque, para que possam garantir a própria segurança", afirmou o deputado Bruno Dauaire (PSC), um dos autores do texto.

A venda das armas por parte do estado poderá ser feita para policiais civis e militares; bombeiros militares; servidores da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) e funcionários do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

O limite para a aquisição de armas por meio da alienação será de seis armas de fogo de uso permitido, sendo duas de porte e quatro portáteis. E, ainda, duas armas de fogo de uso restrito.

Os servidores serão proibidos de revender as armas por cinco anos após a data do registro em seu nome.

Os agentes terão direito ao porte das armas mesmo nas folgas, férias, em caso de aposentadoria ou inatividade. Será proibida a alienação aos servidores condenados criminalmente com sentença transitada em julgado. No caso de falecimento do agente, será extinta a obrigação contratada do parcelamento aos seus sucessores.

Homicídios com arma de fogo atingem menor nível desde 1999, aponta pesquisa

 


 

*Gazeta Brasil - 15/09/2020

De acordo com o  o Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes), a análise de indicadores criminais vem se popularizando bastante no Brasil ao longo dos últimos anos, o que é absolutamente natural em um contexto social no qual a preocupação com segurança ocupa lugar de destaque no cotidiano do indivíduo comum. São “mapas”, “atlas”, “anuários” e “monitores” da violência que se sucedem em edições periódicas, não raro com abordagens que, para além da indicação de dados objetivos, formam um contexto narrativo que não disfarça raízes e propósitos ideológicos. A par de tais repositórios, todavia, a fonte primária de análise desses indicadores tem sido muito mais reveladora para pesquisas de segmentação isentas.
 
Pouco prestigiado entre entidades ligadas ao progressismo de segurança pública, mesmo lhes servindo de base, o DATASUS, pelo Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), concentra todos os dados oficiais de mortalidade no Brasil desde 1980, com detalhamento acerca de causas e meios. E, de acordo com os dados preliminares recentemente disponibilizados – e que antecedem a consolidação definitiva com habitual variação mínima -, o ano de 2019 registrou a maior queda histórica nos homicídios no país, especialmente os cometidos com arma de fogo.
Reprodução
 
Entre 2017 e 2018, o banco de dados oficial já havia apontado uma queda no total de homicídios da ordem de 12,29% (63.748 X 55.914), com destaque para aqueles em que empregadas armas de fogo, que caíram mais do que o total de mortes intencionais (13,33%). Agora, com os dados de 2019 incluídos no sistema, ainda que em versão preliminar, a queda se revelou substancialmente maior.
 
Em comparação aos números de 2018, que já apresentavam a queda mais acentuada até então computada, os dados de 2019 revelam um decréscimo substancialmente maior, de quase o dobro percentual. Se, em 2018, já se podia ter ânimo com a redução de 7.834 registros homicidas, em 2019 foram expressivas 12.852 ocorrências de violência letal a menos. Em percentual, o maior número já registrado em quarenta anos, ou seja, em toda a série de registros: 22,99% menos mortes.
 
Para além disso, se o total de homicídios já indicava redução substancial, o uso de armas de fogo nesses crimes foi ainda mais emblemático. Haviam sido 41.179 registros de mortes intencionais com emprego de arma de fogo em 2018 (repise-se, 13,33% menos do que em 2017) e, em 2019, os registros caíram para 30.206, isto é, uma queda de 26,65%, o dobro da havida no ano anterior. Para se ter uma ideia, é o menor número desde 1999, quando foram computados 26.902 assassinatos com arma de fogo.
 
Apesar da inegável positividade desses dados, é possível que, lamentavelmente, a eles não se dê tanta ênfase. Não que se possa afirmar que as entidades e pesquisadores dos periódicos da violência não percebam que os homicídios foram muito reduzidos, mas por conta de um detalhe que confronta a narrativa que há muito constroem. Junto com as reduções recordes de homicídios, especialmente os com arma de fogo, houve o igual registro de recordes na compra destas pelo cidadão brasileiro.
 
Em 2018, haviam sido vendidas, no total, 196.733 armas no país, o que representou 42,4% a mais em relação a 2017 (138.132). Destas, 35.758 para pessoas físicas comuns – excluindo policiais, agentes de segurança, colecionadores, atiradores e caçadores (CAC). O número foi 8% maior do que em 2017 (33.109). Já em 2019, mesmo sem computar o mês de dezembro, tais registros somaram 44.181, já com 24% de aumento.
 
São, portanto, dois anos de uma série consolidada de recordes inversos: drástica queda de homicídios, sobretudo aqueles com uso de arma de fogo, e substancial elevação na venda destas armas. E é exatamente isso que pode comprometer a ênfase nos números, tendo em vista que, mais uma vez, a máxima que vem regendo a abordagem do tema ao longo de quase duas décadas é empiricamente desconstituída. Afinal, novamente a relação entre armas legalmente postas em circulação e quantidade de homicídios se revelou inversamente proporcional.
 
Com Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes)

 

IAOp inicia Avaliação Operacional do Envelope Infravermelho do A-29

 


 *IAOP, por Capitão Possamai. Edição: Agência Força Aérea - Revisão: Major Monteiro - 15/09/2020

O Instituto de Aplicações Operacionais (IAOp), Organização Militar subordinada ao Comando de Preparo (COMPREP) e sediada no campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), realiza, no período de 14 de setembro a 2 de outubro, a Avaliação Operacional (AVAOP) do Envelope Infravermelho (IR) da aeronave A-29 Super Tucano. 

Uma AVAOP é um processo que alia o conhecimento técnico ao conhecimento científico, por meio do qual se desenvolvem as técnicas que serão utilizadas por forças combatentes. Trata-se de uma das principais atividades do IAOp, que também desenvolve táticas e soluções operacionais para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Nesta avaliação, o objetivo é mensurar as emissões de calor da aeronave, que ocorrem no espectro infravermelho, para que no futuro seja possível calcular qual a probabilidade dela ser detectada por armamentos guiados por este tipo de radiação. Este cálculo, realizado pelo MAISA, algoritmo desenvolvido pelo Instituto, permitirá desenvolver táticas de navegação que aumentem a probabilidade de sobrevivência dos pilotos em cenários onde haja a presença deste tipo de armamento.

“Esta avaliação, em conjunto com medições feitas nos anos anteriores, coloca-nos um passo mais próximo do objetivo de mapear o envelope infravermelho de toda a frota da FAB, fundamental para estimar sua probabilidade de sobrevivência em ambiente hostil e para desenvolver técnicas e táticas que se contraponham às possíveis ameaças”, informou o Gerente da AVAOP, Tenente-Coronel Aviador Daniel Ferreira Manso.

Voos

No intuito de cumprir com o objetivo operacional, ocorrerão voos de segunda a sexta-feira, por três semanas, com duração entre uma e três horas. Os voos serão basicamente passagens sobre a pista de pouso que compreenderá testes diurnos, com decolagens no período da tarde (às 14 horas), e noturnos. Espera-se que as operações diárias se encerrem antes das 22 horas. Caso as condições meteorológicas estejam desfavoráveis, poderão ocorrer voos nos sábados e domingos.

Envolvimentos

Apesar de ser uma atividade do IAOp, há também o envolvimento de militares do Terceiro Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação (3º/3º GAV) - Esquadrão Flecha, Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de São José dos Campos (DTCEA-SJ) e supervisão da ALA 5 – Base Aérea de Campo Grande e do Comando de Preparo (COMPREP).

Esta é a segunda Avaliação Operacional conduzida pelo IAOp este ano. Anteriormente, o IAOp avaliou, junto com o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10 GAV), o sistema de lançamento de cargas da aeronave SC-105 Amazonas e, no futuro, conduzirá a avaliação do IGLA-S, sistema portátil de lançamento de mísseis terra-ar guiados por infravermelho, os quais equipam as unidades de artilharia antiaérea da FAB e do Exército Brasileiro (EB), aferindo sua respectiva capacidade de detectar e engajar alvos.

Fotos: IAOP e Sargento Batista/CECOMSAER

 

15 setembro, 2020

Entre as grandes vencedoras do 24º Prêmio Paint & Pintura está a catarinense WEG

Considerado o Oscar do setor, o evento premia diversas categorias de empresas fornecedoras de matérias-primas, de indústria de tintas e personalidades do segmento tinteiro.


 *LRCA Defense Consulting - 15/09/2020

A WEG recebeu na última quinta-feira (10), durante a 24ª edição do Prêmio Paint & Pintura, o prêmio de Melhor Indústria de Tintas Líquidas Industriais pela 7ª vez consecutiva e a Melhor Indústria de Tintas em Pó pela 13ª vez consecutiva e pela primeira vez Personalidade em Marketing.

Considerado o Oscar do setor, o evento premia diversas categorias de empresas fornecedoras de matérias-primas, de indústria de tintas e personalidades do segmento tinteiro.

Organizado pela Agnelo Editora (Revista Paint & Pintura) a premiação este ano foi transmitida pelo YouTube e contou com a participação ao vivo das empresas e personalidades indicadas.

Os prêmios conquistados pela WEG foram nas categorias:

  • Indústria de Tintas em Pó
  • Indústria de Tintas Líquidas industriais
  • Personalidade Marketing – Sandro de Oliveira (Chefe de Marketing)

Postagem em destaque