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21 junho, 2021

Eve, da Embraer, firma parceria com a inglesa Skyports


*LRCA Defense Consulting - 21/06/2021

A Embraer Eve Urban Air Mobility Solutions, Inc. (Eve) e a Skyports, empresa líder em vertiport, firmaram uma parceria para desenvolver soluções de mobilidade aérea urbana (UAM), com foco em operações de veículo-vertiport no início mercados adotantes na Ásia e nas Américas.

Os vertiports serão as bases operacionais dos carros voadores nas cidades, tal qual já acontece com as centenas de heliportos espalhados pelas grandes cidades. O acordo da Embraer com a Skyports prevê justamente o desenvolvimento de um ambiente e sistemas capazes de inserir esses locais na estrutura atual.

O acordo amplia o relacionamento entre as duas organizações, iniciado no início de 2020, enquanto Eve era incubada na EmbraerX. À medida que o UAM se aproxima do lançamento inicial em vários mercados ao redor do mundo, as empresas usarão o veículo eVTOL de emissão zero e baixo ruído da Eve, o software de gerenciamento de tráfego aéreo urbano (UATM) e os serviços de UAM para desenvolver um conceito de operações que informará os procedimentos operacionais, bem como desenvolvimento de veículos e serviços. Juntas, as empresas pretendem avançar rapidamente e perturbar a indústria, trazendo o veículo eVTOL inovador da Eve para o mercado, onde os passageiros irão experimentar o futuro do transporte elétrico e um novo modelo de mobilidade sustentável.

Como parte dessa colaboração, os Skyports contribuirão com um exercício de preparação de mercado e um estudo de conceito de operação de veículos no Brasil, promovendo o desenvolvimento da Eve no mercado de UAM na região. As organizações já trabalharam juntas desenvolvendo um conceito de operações com a Airservices Australia e atualmente estão colaborando para desenvolver operações UAM no Reino Unido.

Duncan Walker, CEO da Skyports, disse: “Nossa parceria com Eve abre caminho para uma inovação rápida no UAM, acelerando a inovação para atender à crescente demanda por serviços eVTOL. Estamos ansiosos para a parceria expandida, desbloqueando novas oportunidades neste mercado em rápido crescimento.”

André Stein, presidente e CEO da Eve, disse: “Na transição para uma economia de baixo carbono, a indústria aeroespacial depende de inovações disruptivas para criar um futuro mais sustentável. Com a mobilidade aérea urbana, temos uma oportunidade única de co-criar vertiports, veículos e operação, projetando um ecossistema de mobilidade novo e otimizado desde o início. Estamos entusiasmados por ter Skyports nesta jornada para desenvolver soluções de UAM na Ásia e nas Américas, trazendo-nos um passo mais perto no fornecimento de passageiros e passageiros com uma experiência totalmente nova, sem emissões. ”

A Skyports é a fornecedora líder mundial de infraestrutura de mobilidade aérea urbana. A empresa foi a primeira a construir um vertiport de táxi aéreo de passageiros em escala real - a infraestrutura de decolagem e pouso para aeronaves eVTOL (decolagem e pouso vertical elétrico) - que foi lançado como parte de um teste que ocorreu em Cingapura em 2019. Além das Américas e da Ásia, a Skyports possui atualmente projetos de infraestrutura em desenvolvimento na Europa e no Oriente Médio.

Beneficiando-se de uma mentalidade de startup e apoiada na história de mais de 50 anos da Embraer em fabricação de aeronaves e expertise em certificação, Eve revela uma proposta de valor única ao se posicionar como uma parceira do ecossistema, oferecendo um conjunto de produtos e serviços. O design eVTOL centrado no ser humano de Eve representa um design simples e intuitivo que continua a atingir marcos de desenvolvimento, incluindo o primeiro voo do simulador de engenharia em julho de 2020 e a prova de conceito em outubro de 2020. Além do programa de aeronaves, Eve está aproveitando o expertise da Embraer e da Atech, uma subsidiária do Grupo Embraer, no fornecimento de software de gerenciamento de tráfego aéreo mundialmente reconhecido para criar as soluções que ajudarão a dimensionar com segurança a indústria de UAM no futuro.

Sobre a Eve Urban Air Mobility Solutions (Eve)
Eve é uma nova empresa independente dedicada a acelerar o ecossistema da Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de startup, apoiada na história de mais de 50 anos de experiência aeroespacial da Embraer e com um foco singular, Eve está adotando uma abordagem holística para progredir no ecossistema UAM, com um projeto avançado de veículo elétrico vertical de decolagem e pouso (eVTOL) , uma rede global abrangente de serviços e suporte e uma solução única de gerenciamento de tráfego aéreo. Eve é a primeira empresa a se formar na EmbraerX. Para obter mais informações, visite www.eveairmobility.com .

Sobre a Skyports
Os Skyports são os principais facilitadores da mobilidade aérea urbana (UAM) e fornecem a ligação crítica entre o solo e o céu. A empresa projeta, constrói e opera infraestrutura de decolagem e pouso para táxis aéreos, e tem parceria com fabricantes de veículos de passageiros e carga elétricos verticais (eVTOL) em todo o mundo para permitir operações de voo seguras e eficientes em ambientes urbanos e suburbanos .

A Skyports também fornece entrega de drones por meio de seu braço de logística, Delivery by Skyports, que já está provando a viabilidade das melhores tecnologias de sistemas não tripulados da empresa nos setores médico, de comércio eletrônico e de logística. Essa tecnologia será essencial para o sucesso da solução mais ampla de infraestrutura de táxi aéreo Skyports.

Com sede em Londres, Reino Unido, a Skyports tem projetos operando em vários continentes, incluindo Europa, América do Norte, Ásia, Austrália e África. Os investidores em Skyports incluem Deutsche Bahn Digital Ventures, Groupe ADP, Irelandia Aviation e Levitate Capital. Saiba mais em: www.skyports.net 

Além da Embraer: conheça outras fabricantes que produzem aviões e drones no país

Avião se prepara para pousar no aeroporto de São José dos Campos (SP)
Foto: CLAUDIO CAPUCHO / Getty Images

*CNN Brasil - 19/06/2021

O Brasil é um país com solo fértil para a produção de aviões. A maior prova disso é o sucesso da Embraer no mercado internacional, com produtos alinhados ao que há de mais moderno na indústria aeronáutica e um volume de vendas que a coloca no posto de terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo, atrás apenas das gigantes Airbus e Boeing.

A Embraer, entretanto, não é a única empresa brasileira que produz aviões, embora sua fama acabe ofuscando os outros empreendimentos nacionais nesse setor. Nem todo mundo sabe, mas no Brasil também existem diversas fábricas menores que produzem diversos tipos de aeronaves, de monomotores para uso recreativo até helicópteros, dirigíveis e drones militares.

Conheça a seguir algumas das fabricantes brasileiras de aeronaves que dividem espaço com a Embraer.

Octans Aircraft

Octans Cygnus
Foto: Divulgação / Octans Cygnus
Localizada em São João da Boa Vista (SP), a Octans Aircraft foi fundada em 2002. A especialidade da empresa era a produção de aviões experimentais, ramo em que atuou até 2016. Enquanto esteve nessa categoria, a fabricante entregou 240 aeronaves.

Em 2015, a fabricante decidiu suspender a produção das aviões experimentais e dirigiu todos os esforços ao desenvolvimento de seu novo produto, o monomotor Cygnus para até cinco ocupantes. O primeiro protótipo voou em janeiro de 2020, e a campanha de testes e certificação deve ser concluída até o fim deste ano, liberando a Octans para entregar os primeiros aparelhos aos clientes.

 

Scoda Aeronáutica

Scoda SuperPetrel
Foto: Divulgação / Scoda SuperPetrel
No interior de São Paulo, em Ipeúna, funciona a Scoda Aeronáutica, empresa fundada em 1997 pelo engenheiro aeronáutico e piloto Rodrigo Scoda. O principal produto da empresa é o avião anfíbio Super Petrel LS, capaz de pousar na água e na terra. A aeronave produzida pela Scoda é uma versão atualizada do Hydroplum II, desenvolvido originalmente na França.

Além de atender o mercado brasileira, a Scoda já vendeu aviões para clientes nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e diversos países da Europa. A empresa também atua nas áreas de manutenção aeronáutica e cursos de pilotagem.

Paradise Indústria Aeronáutica

Paradise P2NG
Foto: Divulgação / Paradise P2NG
Fabricante de aviões experimentais, a Paradise Indústria Aeronáutica, com sede em Feira de Santana (BA), surgiu em 2001 com “DNA” exportador. A empresa baiana tem uma relação muito próxima com o mercado de aviação privada dos EUA, onde até já recebeu o prêmio de melhor empresa do ano na área de aviação em 2010.

O catálogo da Paradise conta com cinco tipos diferentes de aeronaves ultraleves (Eagle, P1, P1 NG, P2-S e P-4), com capacidades para dois e quatro ocupantes.

ACS Aviation

ACS Sora
Foto: Divulgação / ACS Sora
Conterrânea da Embraer, a ACS Aviation, com sede em São José dos Campos (SP), estreou no mercado em 2006 oferecendo aviões experimentais com performance acrobática. Atualmente, o principal produto da empresa é o monomotor Sora-100, para dois ocupantes. A ACS também presta serviços de engenharia e produz componentes para o setor aeroespacial.

Em maio de 2015, a fabricante viveu seu momento de maior notoriedade ao realizar o voo inaugural do Sora-E, o primeiro avião com motor elétrico projetado no Brasil. A exemplo da “vizinha” Embraer, a ACS também está desenvolvendo um “carro voador”, o Z-300 EVTOL.

Helibras

Helibras H225M
Foto: Divulgação / Helibras H225M
Principal fornecedor de helicópteros para as forças armadas brasileiras, a Helibras, com sede em Itajubá (MG) desde 1980, é uma subsidiária da Airbus Helicopters, que faz parte do grupo Airbus. É considerada uma empresa estratégica de defesa para o Brasil, assim como a Embraer. A companhia também tem forte atuação no setor nacional de helicópteros de uso civil.

Sua fundação se deu no antigo Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP), em 1978, a partir de uma decisão do governo brasileiro de ter uma indústria de asas rotativas no país. A Helibras foi formada a partir de uma parceria da extinta fabricante francesa Aerospatiale com o Governo de Minas Gerais e a Aerofoto Cruzeiro.

Airship do Brasil

Airship ADB3
Foto: Divulgação / Airship ADB3
Fundada em 2005 na cidade de São Carlos (SP), a Airship do Brasil (ADB) colocou o Brasil no seleto grupo de países construtores de dirigíveis. Outras nações que detém o ciclo completo para construir esse tipo de aeronave são os EUA, França, Alemanha, Reino Unido e China.

A Airship iniciou suas atividades com projetos de dirigíveis não tripulados radiocontrolados, os modelos ADB-1 e ABD-2, testados em 2009. A empresa também desenvolveu balões cativos de vigilância. Maior aeronave desenvolvida pela empresa, o ADB-3 voou em 2017.

Máquinas voadoras que remetem ao passado, os dirigíveis ainda são um meio de transporte eficiente e com diversas aplicações, como transporte de carga, patrulhamento de infraestruturas e publicidade.

Stella Tecnologia

StellaTecnologia Atoba
Foto: Divulgação / StellaTecnologia Atoba
Nova candidata ao posto de empresa estratégica de defesa do Brasil, a Stella Tecnologia é focada na área de sistemas aéreos não tripulados, os famosos drones. A empresa baseada em Duque de Caxias (RJ) foi criada em 2015 e, no passado, apresentou seu primeiro produto, o drone militar Atobá.

Maior veículo aéreo não tripulado desenvolvido no Hemisfério Sul, o Atobá tem 11 metros de envergadura e pesa 500 kg. O drone é projetado para realizar missões de vigilância, utilizando poderosas câmeras e sensores de busca capaz de acompanhar objetos ou até pessoas a vários quilômetros de distância. O modelo ainda pode permanecer voando por 28 horas ininterruptas.

20 junho, 2021

Vendas da Smith & Wesson dobram nos EUA e ações disparam na NASDAQ

Fundação Nacional de Tiro Esportivo sedia feira comercial anual em Las Vegas


Nota preliminar da LRCA Defense Consulting
Após divulgar, no dia 17, resultados considerados excepcionais por ela mesma e pelo mercado americano, as ações da Smith & Wesson saltaram 17,57% na NASDAQ no dia seguinte, levando com elas a maior parte das empresas de armamento leve e do setor de outdoor (esportes ao ar livre), inclusive as da brasileira Taurus Armas.

Curiosamente, nos Estados Unidos a Taurus é também considerada uma empresa americana, já que possui fábrica nesse país há cerca de 40 anos. Além disso, tem o primeiro lugar na venda de revólveres e a pistola mais vendida (G2c) em sua categoria, é a quarta marca mais vendida no país e a primeira entre as importadas.

Desempenho das ações americanas de armamento leve e outdoor em 18/06 (Trademap)

Veja, a seguir, a matéria da Forbes sobre o desempenho recorde da Smith & Wesson e as razões que a levaram a isso.

As vendas de armas da Smith & Wesson dobraram para mais de US $ 1 bilhão no ano até maio

*Forbes, por Aaron Smith - 17/06/2021

A Smith & Wesson relatou que suas vendas dobraram em seu último ano fiscal para US $ 1,1 bilhão, enquanto os americanos estocavam armas e munições em meio à pandemia de coronavírus, gerando um lucro de US $ 252,04 milhões e dando-lhe dinheiro para pagar todas as suas dívidas.

O CEO Mark Smith disse a analistas em uma teleconferência que a empresa celebraria, pela primeira vez em seus 169 anos de história, que ultrapassou US $ 1 bilhão em vendas anuais de armas, dando a funcionários em tempo integral US$ 1.200 em bônus e, a funcionários em tempo parcial, US$ 600, proporcionalmente ao tempo trabalhado durante o ano.

4º Trimestre (americano)
No quarto trimestre, encerrado em 30 de abril, a Smith & Wesson, um dos fabricantes de armas mais veneráveis ​​do mundo, relatou que suas vendas líquidas aumentaram 67%, para $ 322,9 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior, e registrou lucro líquido de $ 89,03 milhões, em comparação com o prejuízo de um ano atrás.

A empresa, com sede em Springfield, Massachusetts, atribuiu as fortes vendas à contínua demanda do setor por armas e munições. A S&W disse que teve quatro trimestres consecutivos de vendas recordes, com um aumento de preço de 3% durante esse período. Isso inclui o tempo em que Smith & Wesson operou como uma empresa de armas de fogo puro, tendo desmembrado a American Outdoor Brands em agosto de 2020.

Pandemia, volatilidade política, turbulência econômica, criminalidade e distúrbios civis
Armas de fogo e munições foram vendidas como nunca durante a pandemia do coronavírus. Os americanos estão comprando armas de fogo para autoproteção enquanto a vida se torna cada vez mais assustadora durante um período de turbulência econômica, volatilidade política, aumento da criminalidade nas principais cidades, tiroteios em massa, crimes de ódio contra pessoas de ascendência asiática e surtos de agitação civil, incluindo os distúrbios no Capitólio de 6 de janeiro. A violência armada está aumentando em Nova York e Chicago, e tiroteios fatais ocorreram no último fim de semana em Austin, Texas, Cleveland, Ohio e Savannah, Geórgia.

O crescimento recorde nas vendas de armas é apoiado, em parte, pela introdução de milhões de compradores de primeira vez desde que a pandemia Covid-19 varreu os Estados Unidos no início de 2020. Os novos compradores incluem um número crescente de mulheres e minorias, incluindo ásio-americanos e negros americanos . Esta é uma boa notícia para empresas de armas como a Smith & Wesson, que historicamente atendem aos homens brancos e têm cobiçado esses grupos demográficos como novos consumidores em potencial.

Mark Smith estimou que pelo menos 10 milhões de pessoas compraram armas pela primeira vez desde o início de 2020.

Muitos dos compradores estão adquirindo pistolas semiautomáticas compactas que são relativamente fáceis de usar e transportar para autoproteção. Isso inclui a Smith & Wesson M&P 9 Shield EZ, que é feita em vários tamanhos, incluindo subcompacto e microcompacto, que são os tamanhos preferidos para transporte oculto. Os concorrentes fazem pistolas semelhantes, como Sturm, Ruger com sua MAX-9, uma pistola semiautomática de tamanho pequeno.

As pessoas também estão comprando espingardas e fuzis para defesa doméstica, incluindo fuzis  semiautomáticos como os AR-15s feitos para o mercado civil. A Smith & Wesson fabrica uma linha de AR-15 chamada M&P 15 Sport Series. Esses fuzis são feitos para diferentes calibres, incluindo .22, que é usado para tiro ao alvo e plinking, e também .223, que é usado em modelos militares de AR-15s.

Os americanos também estão comprando AR-15 em parte por medo de que o presidente Joseph Biden, um democrata que possui armas, cumpra sua promessa de reprimir as armas de assalto, que incluem AR-15, que os fabricantes de armas preferem chamar de fuzis esportivos modernos ou MSRs. Armas de assalto têm sido usadas em muitos tiroteios em massa.

A Smith & Wesson vende seus AR-15s junto com carregadores de 30 rodadas que são restritos em muitos estados, incluindo Nova York, Massachusetts e Califórnia, que não permitem carregadores com capacidade para mais de 10 rodadas. Biden quer proibir esses carregadores de alta capacidade para compradores civis porque eles se tornaram a arma preferida em muitos tiroteios em massa. Homens armados em vários tiroteios em massa usaram fuzis ou pistolas carregadas com pentes que podem conter mais de 10 tiros, então eles não precisam parar e recarregar com tanta frequência.

A Smith & Wesson tem muita concorrência, incluindo seu rival de maior participação no mercado, Sturm, Ruger, que fabrica a linha LCP de pistolas semiautomáticas e a pistola e fuzil AR-556 semiautomáticos. Outros fabricantes de armas importantes incluem Glock, Sig Sauer, Beretta, Daniel Defense, Barrett, HK, Springfield Armory e Savage Arms.

Munição também tem grande demanda
Os principais fabricantes de munições são a Vista Outdoor, que adquiriu uma fábrica de munições da Remington depois de ter entrado com o Capítulo 11 de proteção contra falência novamente no ano passado, e a Olin, fabricante de produtos químicos industriais que também possui a marca Winchester. Essas empresas não foram capazes de fabricar munição suficiente para atender a uma demanda sem precedentes. Consumidores e varejistas reclamaram de corredores vazios em lojas de armas em todo o país. Até mesmo os recarregadores, que montam sua própria munição, têm problemas para obter suprimentos. A falta de munição decorre de uma luta internacional por matérias-primas, incluindo o cobre, que é usado em balas.

“Não está melhorando, mas não está piorando”, disse Mark Smith, quando questionado por um analista sobre a falta de estoque.

A Smith & Wesson tem uma longa história em lidar com o fluxo e refluxo da demanda. Os picos e quedas constantes ao longo dos anos deixaram os fabricantes de armas cautelosos sobre expansões caras na capacidade de fabricação.

Mark  Smith, na conversa com analistas, atribuiu parte do sucesso ao modelo de manufatura “flexível” da empresa. Os executivos da Smith & Wesson frequentemente elogiam a estratégia “flexível” da empresa de absorver essa demanda terceirizando a fabricação de certas peças de armas para outras empresas, permitindo que a empresa evite expansões caras e permanentes de sua capacidade fabril.

Exército Brasileiro adquire nova e decisiva capacidade estratégica


*LRCA Defense Consulting - 20/06/2021

O Centro de Avaliações do Exército (CAEx) recebeu, em 11 de junho, o Sistema Transportável de Rastreio de Engenhos em Voo (STREV), capaz de efetuar o rastreio de diversos tipos de munições, dotando o Exército Brasileiro com uma nova capacidade. O equipamento integra o programa estratégico do Exército ASTROS 2020 (PEE ASTROS 2020).

O objetivo principal do sistema é apoiar a pesquisa, o desenvolvimento e a avaliação do míssil tático de cruzeiro MTC-300 e do foguete guiado SS-40G, projetos do PEE ASTROS 2020, e de outros projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de engenhos em voo da base industrial de defesa e segurança (BIDS) e das Forças Armadas.


Nova capacidade estratégica
O rastreio de engenhos em voo é uma capacidade tecnológica estratégica dominada por poucos países. Devido à sua característica singular de ser transportável por meio de caminhões, o STREV poderá ser operado em diferentes locais acessíveis por rodovias, em todo o território nacional, o que viabiliza a realização dos ensaios em área geográfica mais adequada para a missão de rastreio e para o lançamento do engenho, um diferencial do sistema nacional que alçará o Brasil a um patamar de destaque.

Testes
Em 9 de junho, foi concluída a fase de testes de aceitação em fábrica (TAF), em São Bernardo do Campo (SP), nas instalações da empresa OMNISYS Engenharia, cuja implantação, no CAEx, integra o projeto de instrumentação para campo de instrução (PICI) do programa estratégico do Exército ASTROS 2020.

Os TAF visaram à verificação de um conjunto de requisitos a nível componente, subsistema e integração, realizados preliminarmente aos testes de aceitação em campo do sistema, com o fim de incrementar seu funcionamento e integração.

Após o êxito na conclusão dos TAF, houve o deslocamento rodoviário do STREV, em 10 e 11 de junho, da empresa contratada, em São Bernardo do Campo (SP) para as instalações do CAEx, onde será efetuada a primeira fase dos testes de aceitação em campo (TAC) do sistema, cujo objetivo é a verificação de requisitos e a eficácia sistêmica no rastreio de engenhos em voo.

O transporte foi efetuado por militares do CAEx e apoiado pelo 8º Batalhão de Polícia do Exército (8º BPE), de São Paulo (SP), pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), de Resende (RJ), e pelo 11º Batalhão de Polícia do Exército (11º BPE), do Rio de Janeiro (RJ).

Durante os TAC, está prevista a realização da última fase do treinamento em operação e manutenção do STREV, para a capacitação de pessoal na operação do sistema nas futuras missões de rastreio demandadas pelo PEE ASTROS 2020 e demais requisitantes.

Antes da missão, os militares participantes receberam as devidas orientações para o cumprimento das medidas sanitárias preventivas estabelecidas nas diretrizes do Comandante do Exército e do Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia para a prevenção e o combate à covid-19, a fim de preservar a saúde dos militares e de seus familiares, bem como manter a capacidade operativa dos quadros do Sistema de Ciência Tecnologia e Inovação do Exército (SCTIEx).


*Com informações do Exército Brasileiro.

ABIMDE é autorizada como Organismo Certificador de Produtos controlados


*LRCA Defense Consulting - 20/06/2021

O Ministério da Defesa, por meio da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD) e em parceria com entidades representativas da Base Industrial de Defesa (BID), tem promovido iniciativas que buscam a superação de gargalos, o avanço e o fortalecimento de setores estratégico para a BID. Nesta linha de ação, está a recente autorização, pelo Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para que a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa (ABIMDE) possa funcionar também como Organismo Certificador de Produtos controlados (OCP), atividade anteriormente restrita ao Centro de Avaliações do Exército (CAEx).

A ABIMDE, enquanto OCP privado de defesa, vai possibilitar que as empresas ligadas à BID tenham seus produtos certificados com mais rapidez e a custos razoáveis.

A certificação da ABIMDE e de outros OCPs privados, vem coroar as ações iniciadas, em 2019, pelo grupo de trabalho formado por representantes da SEPROD, Comando do Exército e da BID. Juntos, têm buscado alternativas viáveis para dar celeridade às certificações de produtos de defesa. Com a edição da Portaria 189 do Estado Maior do Exército - EME / 2020, essa possibilidade se tornou viável.

Taurus Armas
O resultado pretendido pelo grupo de trabalho começa a ser alcançado. Nesse sentido, a Taurus Armas S.A. teve, no dia 17, o primeiro Produto Controlado pelo Exército (PCE) certificado por um Organismo de Certificação de Produto (OCP) privado no Brasil. Fato histórico e de extrema importância para as empresas da BID.

*Com informações do Ministério da Defesa

Saiba porque o eVTOL da Embraer será uma revolução na mobilidade aérea urbana

capa de usuário


*LRCA Defense Consulting - 20/06/2021

Saiba como o eVTOL da Eve Air Mobility vai transformar o transporte dentro das cidades, até o aeroporto, a visita a pontos turísticos, entre outras experiências.

Vá para o trabalho, saia mais cedo (e possivelmente perca uma reunião) para pegar suas malas e tente se despedir de seus filhos antes de sair para o aeroporto. Em uma cidade como São Paulo, isso acontece com mais frequência do que se poderia imaginar.

Muitas grandes cidades não oferecem opções eficientes quando se trata de viagens de longa distância. Veja o contexto de São Paulo, por exemplo: à tarde, ao final de uma jornada média de trabalho, um viajante pode demorar de 3 a 4 horas para ir do centro da cidade ao aeroporto internacional de carro.

E se eles têm alguma deficiência, não podem contar com transporte público. As barreiras à acessibilidade são um ponto problemático com o qual muitos podem se identificar.

É por isso que as pessoas valorizam inovação, acessibilidade e conveniência. Em estudo realizado pela EVE, um jornalista cadeirante mencionou que viajar pelo “EVE's eVTOL me faria sentir confortável, seguro e atenderia a todas as minhas necessidades”. 



Em um futuro não muito distante, qualquer passageiro poderia chegar ao aeroporto em um vôo eVTOL de 16 minutos, contornando quaisquer restrições de mobilidade potenciais que, de outra forma, teriam em seu caminho. Ao debater e analisar as necessidades dos passageiros, a equipe de desenvolvimento e pesquisa da EVE percebeu que o transporte aéreo é a solução mais inteligente para aqueles que têm restrições de mobilidade e buscam previsibilidade, produtividade e economia de tempo.

Transporte aéreo: oito dias por semana
Se um viajante metropolitano médio tem problemas de deslocamento nas grandes cidades, pode-se imaginar como homens e mulheres de negócios fazem isso? Eles têm reuniões o dia todo, todos os dias, e muitas vezes correm contra o relógio para chegar aos seus compromissos.

Por isso, sua prioridade é economizar tempo e não se preocupar com pequenos problemas. O deslocamento deve ser a menor de suas preocupações. Em uma pesquisa conduzida pela EVE, pessoas com funções sensíveis ao tempo compartilharam que usariam o transporte aéreo vários dias por semana para ir para o trabalho. Além disso, eles consideram este serviço acessível, conveniente e disponível para voar em qualquer lugar. Eles não estão errados.

Turismo e hospitalidade em um eVTOL: um mundo totalmente novo
Viajar está voltando lentamente. Depois de ficar em casa por um ano por causa da pandemia, os turistas estão ansiosos para visitar outras cidades e países. Em breve, eles estarão visitando locais tradicionais mais uma vez do ar.

No entanto, em vez de usar helicópteros ou passeios de ônibus, o futuro do turismo e da hospitalidade será impulsionado por eVTOLs, uma solução mais ecológica e menos intrusiva para o transporte aéreo. Além disso, o eVTOL do EVE transporta 4 pessoas, uma quantidade melhor para um mundo pós-pandêmico.

Mais silenciosos ainda, os eVTOLs são a maneira mais inteligente de visitar um parque nacional, uma praia ou até mesmo uma cidade grande. A redução esperada de ruído terá um impacto ambiental positivo que mudará a experiência do usuário e sua interação com esta nova forma de passeio.

*Com informações da Eve.

19 junho, 2021

IMBEL é destaque em avaliação da ABIMDE

*LRCA Defense Consulting - 19/06/2021

A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança – ABIMDE é uma entidade que atua como "A voz da Base Industrial de Defesa e Segurança" e é reconhecida oficialmente como a principal associação do setor. A ABIMDE promove e valoriza mais de duzentas empresas nacionais, dentro do território nacional e no exterior, e tem participado ativamente de todas as fases da "vida" dos produtos e serviços de suas associadas.

No mês de maio de 2021, a ABIMDE desenvolveu uma Pesquisa de Maturidade em Gerenciamento de Projetos na Base Industrial de Defesa e Segurança - BIDS, da qual a IMBEL® é integrante. Teve por objetivo identificar o grau de maturidade em gerenciamento de projetos das indústrias da BIDS, para desenvolver ações relevantes ao tema. É um mecanismo capaz de quantificar numericamente a capacidade de uma organização em gerenciar projetos com sucesso, e de auxiliar no estabelecimento de um plano de crescimento para a maturidade da organização.

Foram analisadas como dimensões do gerenciamento de projetos as competências nas áreas técnica, em gerenciamento de projetos, programas e portfólio, e comportamental (pessoas), o uso de informatização (ferramentas), de metodologia (processos), a estrutura organizacional e o alinhamento estratégico.

Após a pesquisa, constatou-se que o nível de maturidade em gestão de projetos das empresas do Setor de Defesa e Segurança tem evoluído, tendo em vista a média obtida de 4,37, de um máximo de 5. A IMBEL®, por sua vez, destacou-se entre as demais empresas avaliadas, obtendo o resultado de 4,67.

O resultado obtido pela IMBEL permite concluir que a metodologia de projetos aplicada na organização tem sido eficiente, refletindo como resultado o excelente nível atingido na maturidade da gestão de projetos.               

Seris entrega 20 novas carabinas Taurus CTT40 à Polícia Penal de Alagoas


*Sala de Imprensa do Estado de Alagoas - 17/06/2021

Equipar o servidor e, com isso, ofertar-lhes cada vez mais condições de trabalho é uma das prioridades da Secretaria da Ressocalização e Inclusão Social (Seris). Nesse sentido, o secretário da Ressocialização, coronel PM Marcos Sérgio de Freitas, realizou a entrega, nesta quinta-feira (17), de 20 novas armas de fogo à Polícia Penal de Alagoas.

As carabinas .40 foram adquiridas com recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e vão fortalecer a capacidade de ação dos policiais penais no âmbito do complexo penitenciário. Para o titular da Seris, a aquisição é de suma importância porque confere ainda mais operacionalidade à Polícia Penal. “A chegada dessas armas vem reforçar o compromisso da gestão prisional com a segurança de todos. E vamos seguir equipando cada vez mais os nossos policiais”, assegurou o secretário.

Representante da empresa Taurus, fabricante do armamento, Vinícius Gonçalves também participou da solenidade e destacou características importantes do armamento. “Trata-se de uma arma moderna, curta, leve e tática, o que facilita bastante o seu manuseio, permitindo também que se acople acessórios como luneta de visão noturna”, explica Gonçalves, acrescentando que todas as armas foram testadas durante visita de gestores da Seris à fábrica da empresa, localizada no Rio Grande do Sul.

Além das carabinas, a Seris também vai entregar, em breve, 20 fuzis T4 calibre 556, 300 coletes e 50 escudos balísticos, cujo processo de aquisição já se encontra em fase de conclusão.

A solenidade de entrega contou, ainda, com a presença dos policiais penais Milton Pereira (chefe especial de gestão penitenciária), Marciano Alex (chefe especial de unidades penitenciárias), Manoel Messias (chefe do Comando de Operações Penitenciárias) e Stênio de Lima (comandante do Grupamento de Escolta, Remoção e Intervenção Tática).

TatraBras apresenta modelos de caminhões que serão fabricados no Paraná

O governador Carlos Massa Ratinho Junior conheceu nesta sexta-feira (18) os caminhões Euro 5 e Euro 6, modelos escolhidos para abrir a linha de montagem da TatraBras no Paraná, que prevê iniciar a produção a partir de setembro. Foto: José Fernando Ogura/AEN


*Agência de Notícias do Paraná - 18/06/2021

O governador Carlos Massa Ratinho Junior conheceu nesta sexta-feira (18) os caminhões Euro 5 e Euro 6, modelos escolhidos para abrir a linha de montagem da TatraBras no Paraná, que prevê iniciar a produção a partir de setembro. Os veículos off-road, na categoria 6X6, foram levados ao Palácio Iguaçu para serem apresentados ao governador e ao vice-governador Darci Piana pelo presidente da empresa, Rui Lemes. A embaixadora da República Tcheca no Brasil, Sandra Lang Linkensederová, acompanhou a demonstração.

A indústria instalada em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, é a primeira planta da montadora Tatra Trucks fora da República Tcheca, fruto de uma articulação do Governo do Paraná. A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, também participou do encontro.

Beneficiada pelo programa de incentivos fiscais do Estado, a companhia está investindo R$ 102,7 milhões na unidade, com a previsão de gerar cerca de 300 empregos diretos até 2026. Os dois caminhões apresentados pela multinacional vieram do país europeu e devem rodar o Brasil para demonstração ao mercado.

Para o governador Ratinho Junior, o início da produção da companhia tcheca consolida o Paraná como um dos polos automobilísticos da América do Sul. “São veículos de grande porte que vão atender os mercados brasileiro e internacional. É mais um grande investimento do setor automotivo no Estado, que conta com importantes multinacionais como a Caterpillar, New Holland, Volvo, DAF, Renault e Volkswagen”, disse.

Depois do impacto da pandemia na produção, a indústria automobilística paranaense está em plena retomada e cresceu 4.006,9% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No primeiro quadrimestre do ano, o crescimento foi de 41% ante os primeiros quatro meses de 2020, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

PLANTA PARANAENSE
A negociação para instalar a indústria no Paraná iniciou há cerca de três anos, e o protocolo de intenções com o Governo do Estado foi assinado em setembro de 2020. “Foi um trabalho que exigiu muita diplomacia e contou com a intermediação da Embaixada, porque é a primeira fábrica dessa empresa centenária, uma das principais fabricantes de caminhões do mundo, fora da República Tcheca”, destacou o governador. “É uma conquista que demonstra a capacidade do Paraná como um estado competitivo e com mão de obra capacitada”.

Ex-cônsul honorário da República Tcheca, o vice-governador Darci Piana foi um dos principais articuladores para a atração da empresa. “O Estado foi sempre muito solícito durante o processo e atendeu as expectativas da companhia, que entendeu a importância de expandir sua produção para além da Europa”, disse. “O Paraná e a cidade de Ponta Grossa são beneficiados com a geração de empregos e investimentos essenciais, mas a qualidade e a tecnologia desses veículos também vão atender outros setores estratégicos do Estado”.

A negociação foi bastante célere, afirmou a embaixadora da República Tcheca, porque o Paraná foi receptivo e demonstrou desde o início que reunia as condições de infraestrutura, mão de obra capacitada e um programa de incentivo fiscal atrativo. “Foi uma abertura inédita e em tempo recorde para tirar um projeto desse porte do papel”, explicou Sandra.

“É um grande momento para a indústria tcheca, porque nossa economia é orientada para a exportação e este pode ser o primeiro passo para conquistar novos mercados, não apenas o brasileiro, mas também a América Latina e outros países”, acrescentou. “E para o Paraná também é um processo interessante, porque não é apenas uma fábrica e novos modelos de caminhões que vêm para o Estado, mas são empregos, novas tecnologias e outros potenciais investimentos”.

Euro 5 e Euro 6, da Tatra. Foto: José Fernando Ogura/AEN


PRODUÇÃO
A previsão é iniciar a produção no último trimestre do ano pelo sistema CKD, no qual as peças são trazidas de fora e só a montagem é feita no Paraná. Mas o investimento no Estado deve contemplar todas as etapas de fabricação, a partir de partes, motores, componentes e acessórios fabricados ou fornecidos por empresas brasileiras, especialmente paranaenses. A linha de montagem iniciaria no começo de 2021, mas a pandemia acabou atrasando o processo.

No início, a expectativa é fabricar cerca de 100 veículos no ano, mas a planta de Ponta Grossa tem capacidade para produzir de 800 a 1.000 veículos anualmente. Além dos modelos 6X6, também está prevista a montagem de caminhões 8X8, todos eles voltados para os setores de mineração, produção florestal e sucroalcooleiro, e de veículos pesados para as áreas militares e de defesa.

A produção atenderá os mercados brasileiro, sul-americano e a África, e a expectativa de volume de negócios deve ultrapassar R$ 500 milhões nos próximos anos. “Existe uma demanda grande pelos modelos off-road no Brasil, que não circulam nas estradas e são utilizados por aqueles setores que exigem veículos de alta tração, como a área florestal, de mineração e sucroalcooleira”, explicou o presidente da TatraBras, Rui Lemes.

“A suspensão desses caminhões é totalmente diferente de qualquer outro modelo fabricado no Brasil, e atende a uma necessidade do mercado nacional. São modelos totalmente diferenciados”, disse Lemes.

TATRA
A montadora automotiva é uma das fábricas de caminhões mais antigas do mundo, com 170 anos de história. Ela é conhecida pelos veículos de alta tecnologia, caminhões para a indústria bélica e sobreviveu a duas grandes guerras mundiais no século passado e às grandes transformações da República Tcheca, antigo Império Austro-Húngaro e Tchecoslováquia.

WEG viabiliza geração de energia própria na Oleoplan

 Solução WEG viabiliza geração de energia em empresa de processamento de soja


*LRCA Defense Consulting - 18/06/2021

Energia elétrica é um dos recursos essenciais para o funcionamento de qualquer indústria, sendo este um dos setores que mais consome em todo o mundo. Buscando maior segurança operacional e autonomia, a Oleoplan, indústria de processamento de soja, buscou as soluções WEG para viabilizar a geração de energia própria na empresa.  

O turbogerador da TGM, empresa do Grupo WEG, fornecerá vapor ao processo do cliente em dois níveis de pressão, gerando energia para consumo do cliente. A Oleoplan, consolidada em seu segmento, dependia da energia elétrica da rede e agora terá autonomia para produzir sua própria eletricidade, podendo ainda comercializar no mercado a energia excedente.

A WEG é líder no fornecimento de turbogeradores no setor de processamento de soja no Brasil, com capacidade técnica para atender os mais diferentes projetos, com equipamentos eficientes e altamente confiáveis.

Neste fornecimento, a solução em sistema de geração de energia foi composta por uma turbina de vapor de alta eficiência com extração controlada e contrapressão com tecnologia de reação de potência de 6.000 kW e pressão de admissão de 66 bar (a) / 490 °C, incluindo também um turbo redutor de eixos paralelos e um gerador de 4 polos da linha ST41, consolidando assim a melhor tecnologia disponível aplicada a nível mundial. Além disso, com a plataforma de projeto mais avançada do mercado, a solução também incluiu um transformador elevador de 8.500 kVA, à seco, um conjunto de cubículos de média tensão CCW07, painéis de comando, proteção, sincronização e medição de energia de baixa tensão, regulador de tensão WEG ECW500 e um Sistema Digital de Supervisão e Controle, garantindo uma alta confiabilidade na operação da planta de geração de energia. 

18 junho, 2021

Texanos poderão portar armas sem licença ou treinamento a partir de 1º de setembro


*AcheiUSA - 17/06/2021

Como era esperado, o governador do Texas, Greg Abbott, do Partido Republicano, sancionou, nesta quarta-feira  (16), o projeto de lei  HB1927,  que autoriza qualquer residente do estado, com pelo menos 21 anos, possuir arma de fogo e andar com ela em público, sem ser necessária qualquer treinamento ou licença para isso.

A nova legislação que está sendo chamada de “Lei do Porte Constitucional”, entra em vigor no próximo dia 1º de setembro, e tem como único critério para conceder a posse do armamento, além da idade mínima, o fato de a pessoa não ter sido condenada por ameaça terrorista.

Parlamentares do Partido Democrata contestam veementemente a medida, argumentando que a regra pode colocar em perigo os moradores e policiais do estado. Eles também citaram a possibilidade de aumento de crimes de ódio contra minorias, como o massacre de 2019 em El Paso que deixou 24 imigrantes mortos.

A deputada Veronica Escobar, tuitou que o governador “traiu as vítimas da violência armada”.

O Texas tem uma população de 29 milhões de habitantes e cerca de 1,6 milhão de armas licenciadas.

Em maio passado, quando o projeto ainda estava sendo discutido no Congresso , o jornal Texas Tribune realizou uma pesquisa para saber a opinião de eleitores republicanos e democratas do estado sobre a iniciativa.

O levantamento mostrou que 34% do eleitorado republicano se posiciona a favor da nova lei , 59% contra; 6% não souberam opinar. Já no meio democrata, 85% não concordam com o porte de armas sem licença; 10% apoiam a medida, e 4% não souberam opinar.

Além do Texas, outros cinco estados aprovaram medidas este ano buscando facilitar o acesso a armas a fogo: Iowa, Tennessee, Montana, Utah e Wyoming, todos liderados por republicanos.

Beacon, da EmbraerX, continua sua expansão com acordo com a MRT


*LRCA Defense Consulting - 1/06/2021

O Beacon, plataforma de manutenção da EmbraerX, anunciou a assinatura de contrato com The Mobile Repair Team (MRT), equipe de manutenção estrutural de aeronaves executivas e comerciais com bases na Europa e na América do Norte. A parceria tem como foco a integração das equipes de manutenção da MRT na plataforma do Beacon para melhorar a coordenação entre todos os envolvidos, incluindo equipes móveis e operadores. Ao ingressar no Beacon, a MRT ganhará eficiência em todo o processo de reparo, atendendo às solicitações de manutenção dos operadores mais rapidamente.

A MRT oferece manutenção estrutural para frotas de aeronaves em todo o mundo. Empenhada em proporcionar um serviço de alta qualidade ao cliente, ao mesmo tempo em que apoia de forma significativa na redução de custos. A MRT junta-se à plataforma Beacon para capacitar suas equipes móveis para realizar o retorno à operação das aeronaves mais rapidamente enquanto aumenta sua base de clientes em todo o mundo.  

A estratégia da MRT é realizar todos os processos de manutenção por meio do Beacon, substituindo o uso de canais de comunicação informais por um único canal, pronto e em conformidade, proporcionando um fluxo ágil de informações e passagens de turno mais fáceis. Além disso, a MRT reduzirá significativamente o tempo dedicado à coordenação de técnicos e outras partes envolvidas durante atendimentos de manutenção, concentrando-se principalmente em eventos de grande frequência, que representam cerca de 70% do número total de interrupções.

“Estamos muito satisfeitos por iniciar a parceria com o Beacon e a EmbraerX. A MRT está na vanguarda de um segmento de mercado muito dinâmico e exigente e, por esse motivo, será um divisor de águas poder contar com a plataforma para oferecer uma experiência completa, transparência detalhada em cada etapa do processo, além de sua integração total. O Beacon é uma solução revolucionária que trará grande eficácia ao portfólio de opções da MRT de retorno à operação. Nosso processo de avaliação preparou o terreno para gerar um impacto poderoso no mercado e estamos ansiosos para explorar o Beacon também com outras empresas do grupo”, disse Chris Creutz, Diretor da MRT.

“Estamos entusiasmados em dar as boas-vindas à MRT em nossa plataforma e apoiá-la para que esteja sempre um passo à frente. Nossa missão é ajudar a MRT a obter vantagens competitivas em nossa indústria de serviços extremamente exigente. Com o Beacon, todos os envolvidos estão recuperando o tempo e a energia que hoje são desperdiçados por coordenação ineficiente e tecnologias antigas. Os benefícios do Beacon estão relacionados não apenas ao melhor desempenho e ao retorno mais rápido à operação, mas também à satisfação do cliente e a lucratividade”, disse Marco Cesarino, Head do Beacon.

Com este acordo, o Beacon traz mais participantes do ecossistema para a plataforma para que possam colaborar melhor e de forma mais inteligente, acelerando o retorno de aeronaves à operação. O Beacon está disponível para todos os tipos de aeronaves e aproveita os benefícios da tecnologia como um meio de eliminar a complexidade e facilitar a colaboração em um setor que está pronto para a transformação digital.

Desenvolvido pela EmbraerX, aceleradora de mercado para negócios disruptivos da Embraer, o Beacon é uma plataforma inovadora que conecta operadores, serviços de manutenção e mecânicos de forma mais ágil, colaborativa e eficiente para garantir o rápido retorno de aeronaves à operação. Beneficiando-se de uma mentalidade de startup e dos 50 anos de experiência da Embraer, o Beacon está liderando o caminho para uma nova era digital nos serviços de manutenção de aviação, sendo capaz de atender a qualquer fabricante, a qualquer hora e em qualquer lugar.

17 junho, 2021

Taurus faz história ao ter a primeira arma certificada por OCP privado no Brasil

 


*LRCA Defense Consulting - 17/06/2021

A Taurus Armas S.A. informou hoje que um fuzil T4 Calibre 5,56mm com cano de 14,5 polegadas foi o primeiro PCE (Produto Controlado pelo Exército) a ser certificado por um Organismo de Certificação de Produto (OCP) privado no Brasil. 

O fato é histórico e muito importante para a Taurus e para as demais empresas da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS), pois sinaliza que o entrave regulatório a que estavam sujeitas até agora, dependendo somente dos demorados testes nos laboratórios do Exército para certificar seus produtos, está chegando ao fim.

O OCP em questão é a empresa T&A Brasil, contratada pela Taurus, que recebeu designação para exercer, em nome da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados  do Exército (DFPC/EB), as funções de Organismo de Certificação Designado (OCD). Como o OCP contratado não tem um laboratório próprio, está utilizando o que foi montado para este fim dentro das instalações da Taurus, contando com funcionários específicos e não envolvidos com as atividades de desenvolvimento dos produtos, a fim de que haja total independência e lisura no processo de certificação.

Dois produtos poderão ser certificados a cada semana
Segundo a Taurus, a partir de agora será possível certificar dois produtos por semana. Na prática, isso significa que a empresa não necessita mais submeter seus novos produtos, ou modificações em outros já existentes, à certificação nos laboratórios do Exército Brasileiro, podendo fazê-lo no seu próprio por meio do OCP contratado, cabendo à DFPC apenas a homologação final do processo após a aceitação dos certificados de conformidade emitidos pelo OCP.

Com isso, a empresa ganhará muito em agilidade e flexibilidade no desenvolvimento e no lançamento de produtos, equiparando-se às demais grandes empresas do setor com as quais concorre nos mercados nacional e internacional.

Com indisfarçável orgulho e entusiasmo, Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, comentou o histórico fato: "A nossa expectativa é certificar dois produtos por semana. Evidentemente que a gente ainda continua dependendo da DFPC para o apostilamento do Retex [Relatório Técnico Experimental], que é esse relatório técnico do OCP privado. Mas, pela estrutura que foi montada nos laboratórios da Taurus com a supervisão, a aprovação e a homologação do OCP T&A, a gente tem condições de realizar a certificação de dois produtos por semana. Evidentemente, nós continuamos dependendo da DFPC para fazer o apostilamento (que é a palavra correta) do  relatório técnico de homologação. É somente após receber a apostila que a gente pode comercializar o produto certificado". 

Fábio Sianga, Gerente Geral da T&A Brasil, assim se posicionou: "Sentimo-nos honrados, mas acima de tudo, conscientes da responsabilidade que a T&A Brasil possui por ser um organismo de certificação designado pela DFPC. A certificação de PCE por OCD propicia maior celeridade na operacionalização da avaliação da conformidade, contribuindo junto às empresas que integram a BIDS. Contudo, é importante enfatizar que tornar o processo mais ágil não significa deixar de cumprir as exigências normativas que focam a segurança e desempenho desses produtos. A aderência na íntegra às regras de certificação é requisito mandatório para a obtenção do certificado e é responsabilidade do OCD cobrá-las dos fabricantes. Outro aspecto positivo da certificação é a possibilidade de inovação e melhoria dos produtos no Brasil, que certamente ocorrerão e beneficiarão os consumidores brasileiros".

Embraer avança em um mercado do futuro: veículos voadores

 

*Vale News, com PLátano Investimentos - 16/06/2021

Com os carros voadores a Embraer pode se posicionar como grande player do mercado mundial e com isso alavancar ainda mais o valor de seus papéis, segundo especialistas do setor aéreo.  

O momento pode representar um grande retorno para a Embraer, que nos últimos anos atravessou muitas turbulências, em especial a malfadada parceria com a Boeing, situação que se somou à pandemia da Covid-19, resultando na suspensão de viagens e o consequente fechamento do setor de transporte aeronáutico. No mercado financeiro as ações chegaram a se desvalorizar 55% no final do ano 2020.

O VTOL pode mudar tudo novamente e quem explica é o economista e assessor de investimentos da Plátano Investimentos – XP, Thales Manetti – “ O cenário começa a mudar, o setor aeroespacial volta a se aquecer, com países voltando ao normal em um futuro próximo. Porém, a melhor notícia para a empresa de aviões vem do seu braço de inovação a EmbraerX. Os veículos voadores vêm para substituir os helicópteros e criar uma nova dinâmica para o controle dos espaços aéreos nas grandes cidades, um avanço em tecnologia e mobilidade”.  

O total do projeto deve girar em torno de US$ 300 milhões e a previsão para o carro voador começar a operar é entre 2025 e 2026. Os primeiros testes ocorrem em simulador e o objetivo é ter a operacionalização com o menor custo.

A primeira venda foi anunciada no começo deste mês: 200 unidades de carros voadores para a empresa de táxi aéreo Halo, que está presente nos Estados Unidos e Reino Unido. Uma semana depois a Eve, empresa independente criada pela Embraer, fechou uma parceria com a Helisul Aviation, operadora de helicópteros da América do Sul, para o pedido de 50 eVTOLs.

“Para os analistas do mercado financeiro a empresa ainda tem um longo caminho para percorrer, tanto na questão de negócios, quanto no balanço da empresa, que ainda está bastante sobrecarregado. Ainda assim, algumas das maiores casas de análise aumentaram o indicativo de compra das ações para a empresa, projetando seu preço alvo em mais de quase 40% com relação ao patamar atual”, complementou o economista da Plátano Investimentos. 

Relatório internacional da Fact.MR destaca a joint venture da Taurus na Índia

*LRCA Defense Consulting - 17/06/2021

A agência de pesquisa e consultoria de mercado Fact.MR - acreditada pela maioria das empresas da lista Fortune 1.000, com  escritórios de vendas nos Estados Unidos e Dublin, Irlanda e com sede  em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos - acaba de divulgar e colocar à venda o relatório "Previsão de vendas do mercado de rifle de assalto, análise e relatório de previsão de 2019 a 2029".

O release do documento, repercutido pelo site openPR, tem sua síntese divulgada abaixo. Note-se as seguintes referências:
- importância da formação de joint ventures;
- previsão de a Índia ser o maior comprador mundial;
- citação à JV da Taurus na Índia.

Segue a síntese do release:

O mercado global de rifles militares deve crescer a um CAGR de um dígito inferior entre 2019 e 2029 e é avaliado como um mercado multibilionário até o final de 2029.

Os EUA continuam a ser líderes no mercado de rifles militares. fornece armas e munições para vários países ao redor do globo e deve manter sua posição durante o período de previsão, devido a um grande número de acordos com organizações militares de países em desenvolvimento.

Principais vantagens do mercado de rifles militares
No tipo de rifle militar, o rifle de assalto deverá acumular participação majoritária em termos de valor e deverá crescer a um CAGR de um dígito médio em termos de valor durante o período de previsão (2019-2029).

Projeta-se que os rifles militares com alcance entre 500 e 1.000 metros cresçam no volume máximo CAGR e detenham mais de 1/5 da participação nas receitas do mercado global de rifles militares.

Espera-se que os EUA sejam o maior exportador de rifles militares, enquanto a Índia deve ser o país maior comprador global durante o período de previsão.

A América do Norte deve continuar sua posição como líder de mercado, enquanto o Leste Asiático está prestes a testemunhar um crescimento resiliente em termos de valor no mercado global de rifles militares até o final do período de previsão.

“O mercado global de rifles militares é impulsionado principalmente pelo aumento dos gastos com defesa nos países em desenvolvimento. Os fabricantes estão formando joint ventures e assinando MoUs para atender à forte demanda de organizações militares em todo o mundo”, afirma o analista do Fact.MR.

Joint Ventures para permanecer forte principal das partes interessadas do mercado
O mercado global de rifles militares é altamente competitivo. Os fabricantes são obrigados a qualificar certos critérios para fornecer armas e munições a organizações militares. Os principais fabricantes geralmente formam joint ventures com as empresas locais de fabricação de armas para aproveitar as oportunidades na região. 

Por exemplo, em janeiro de 2020, a fabricante brasileira de armas de fogo Taurus Armas formou uma joint venture com a empresa indiana Jindal Defense para fabricar rifles de assalto, carabinas, pistolas e revólveres na Índia. Com isso, a JV Taurus Armas pretende aproveitar as oportunidades domésticas na Índia.

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