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19 dezembro, 2021

Com grafeno, Taurus GX4 disputará o milionário mercado de Law Enforcement nos EUA


*LRCA Defense Consulting - 19/12/2021

Recentemente, esta Consultoria publicou uma inédita matéria intitulada "Em mais um passo audacioso, Taurus entrará no mercado de armas longas dos EUA", dando conta das intenções estratégicas da Taurus com relação ao mercado americano de armas longas, ainda muito pouco explorado por ela. 

No entanto, de acordo com as declarações dos seus principais dirigentes durante a última reunião na APIMEC, o planejamento da empresa para os Estados Unidos está mirando ainda mais longe, tendo como alvo o mercado de pistolas para agências de aplicação da lei (Law Enforcement), como polícias, tribunais e correcionais, em todos os níveis. 

É importante acrescentar que, tendo sucesso inicial nesse mercado, as portas do mercado militar (Marinha, Fuzileiros Navais, Exército e Força Aérea), bem como as das agências federais de inteligência e de repressão ao crime (CIA, FBI, DEA, etc.) também tenderão a se abrir para a Taurus.

Sem dúvida, disputar esses segmentos no país que tem o maior mercado mundial para armamento leve é um passo gigantesco, mas a Taurus está se armando devidamente para isso, pois sabe que irá bater de frente com as gigantes mundiais do setor, como Ruger, Smith & Wesson, Springfield Armory, SIG Sauer, Glock, CZ e Beretta, entre outras.

Possuindo fábrica no país há mais de 40 anos, a Taurus é a quarta marca de armas mais vendida e a primeira mais importada nos EUA, para onde direciona cerca de 80% da produção da unidade brasileira. É conhecida e reconhecida como uma empresa sólida que entrega produtos de alta qualidade, sendo considerada como uma legítima empresa americana.

Mas seus trunfos vão muito além desses fatos... 

GX4: a micropistola mais precisa que a Shoot On já testou
Em recente avaliação feita por Rob Reaser - autor e co-autor de vários livros sobre armas e também editor-chefe da Shoot On, principal fonte de notícias especializadas dos Estados Unidos - o conceituado especialista declarou que a GX4 é a micropistola mais precisa que a Shoot On já testou, e que a GX4 TORO mantém o alto desempenho de sua versão standard. 

O departamento de engenharia da Taurus não tem dúvidas em afirmar que a GX4 tem o melhor projeto de engenharia da história da empresa e que, realmente, a arma provou ser a microcompacta de 9mm mais precisa do mercado.

Em janeiro de 2022, a Taurus lançará a pistola microcompacta GX4 T.O.R.O. Graf, uma nova versão do modelo de sucesso lançado em meados deste ano. Essa pistola estará pronta para óptica e será a primeira arma no mundo com o revolucionário grafeno na composição de seus componentes injetados e no tratamento superficial das peças metálicas.

GX4 será uma plataforma de pistolas
A GX4, diferentemente das congêneres que a antecederam (Família G: G2c, G3 e G3c), é uma plataforma de pistolas. Desenvolvida com protocolo militar pelo CITE - Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA da Taurus, a arma foi concebida com a estratégia de ser completamente modular.

Isso significa que todo o seu mecanismo interno vai ser sempre o mesmo, mas será possível fazê-la crescer e atender às várias necessidades dos mercados civil, policial e militar.

Assim, ela poderá crescer no tamanho do cano, do ferrolho, da empunhadura e na capacidade de tiros. É uma microcompacta que poderá se transformar numa compacta ou numa full size (tamanho de serviço). Poderá ser uma micro com cano de compacta, uma micro com empunhadura de uma compacta, além de diversas outras variações possíveis.

A nova plataforma GX4 possibilitará aos clientes dispor de um mesmo "miolo" para uma família completa de armas, proporcionando uma enorme flexibilidade, facilidade logística (em suprimentos e manutenção) e grande economia de custos, tanto para os clientes como para a empresa, haja vista que esta poderá "enxugar" e racionalizar suas linhas de montagem.

Apenas como um exemplo de utilização, uma força policial poderá utilizar uma GX4 full size para uso em serviço e uma microcompacta como arma de backup, entre outras possibilidades, ambas com o mesmo mecanismo interno. 
 
Uma outra opção que está em desenvolvimento é a versão de competição, fechando assim o ciclo de utilizações da arma: uso pessoal, forças militares, forças de segurança e tiro esportivo.

Para tanto, a Taurus continua ultrapassando os seus limites em inovação e tecnologia, já tendo anunciado que, a partir de meados de 2022, a montagem das pistolas da plataforma GX4 será completamente robotizada, em mais um passo da empresa em direção à Indústria 4.0.

Grafeno, concepção tecnológica e custo são os diferenciais de peso
Como já foi escrito em matéria anterior, o uso do grafeno proporciona um melhor desempenho contra oxidação, evitando a corrosão e aumentando a vida útil da arma. Além disso, potencializa as propriedades mecânicas, proporcionando maior dissipação de calor e resistência ao impacto, além de reduzir o peso da arma. Conforme informou a empresa, o tratamento com grafeno tem um diminuto impacto no custo e agrega um alto valor ao produto.

Tais características, aliadas à também revolucionária concepção tecnológica da Plataforma GX4 e ao seu protocolo militar de fabricação, irão unir forças com o imbatível custo de produção da Taurus e serão os grandes diferenciais da arma para disputar as cobiçadas licitações americanas e outras licitações internacionais que forem do interesse da empresa, como as da Índia e de outros países.

Por fim, a futura entrada da Taurus no mercado de Law Enforcement americano tenderá a se transformar em um novo e importante cartão de visitas para a empresa, facilitando novos negócios para a GX4 e, também, para todo o seu portfólio de armas curtas e longas. 

Fazendo uso de uma expressão bastante apropriada, a Taurus demonstra "não estar economizando munição" para atingir seu objetivo de se tornar a maior e melhor fabricante mundial de armamento leve.


 

Brasil bate recorde de venda de armamentos e foca em Ásia e África

  O foco das negociações nos próximos anos serão países do sudeste asiático, Golfo Pérsico e África.

Caças Super Tucano estão entre os principais produtos de defesa que fizeram o Brasil bater em 2021 recorde de exportações no setor| Foto: Divulgação/Embraer

*Gazeta do Povo - 18/12/2021

Aviões de transporte KC-390, caças Super Tucano, radares, lançadores de foguetes Astros, softwares de uso militar e munição não letal. Esses são alguns dos principais produtos de defesa que fizeram o Brasil bater em 2021 um recorde de exportações: US$ 1,65 bilhão (R$ 9,4 bilhões). O foco das negociações nos próximos anos serão países do sudeste asiático, Golfo Pérsico e África.

Segundo um levantamento do Ministério da Defesa, as exportações de armamentos e produtos de defesa cresceram mais de 150% nos últimos dez anos.

Uma boa parte desse montante se explica pela comercialização de produtos de alto valor agregado, como o KC-390, a maior aeronave militar já produzida no país. Trata-se de um avião a jato, de médio porte, usado para transporte de tropas e equipamentos e reabastecimento de caças. A ideia é que ele substitua o americano Hércules C-130 no mercado global.

Já foi vendido para países como Portugal e Hungria. E negociações de novas aeronaves estão em andamento com Holanda, Emirados Árabes, Egito, Catar e Arábia Saudita. O Brasil também usa o KC-390 internamente, mas a Aeronáutica recentemente reduziu de 28 para 11 seu pedido de compra para essas aeronaves.

Outra “joia da coroa” é o caça leve A-29 Super Tucano - o avião conhecido pelos brasileiros por ser usado pela Esquadrilha da Fumaça. Mas ele não é uma aeronave só de exibição. É hoje usado ou está em fase de aquisição por forças aéreas de 15 países. Entre suas funções, estão atacar forças em terra com mísseis, bombas, metralhadoras e canhões e interceptar aeronaves de baixa velocidade (o Super Tucano voa a 590 km/h).

Sua autonomia de mais de oito horas de voo também o habilita a missões de patrulhamento e reconhecimento. Já foi comprado pelos Estados Unidos para combates no Afeganistão e usado pela Colômbia em ataques na época dos conflitos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Uma das vendas mais recentes, de seis unidades, foi feita para as Filipinas - que estuda dobrar o pedido.

Também se destaca nas exportações o sistema de foguetes de saturação de área Astros II, da empresa Avibras. Ele é uma arma de artilharia capaz de disparar diversos foguetes ao mesmo tempo, para atacar simultaneamente uma grande área. Também pode ser adaptado para disparar mísseis de cruzeiro.

Ele já foi vendido para oito países e usado em conflitos no Golfo Pérsico e em Angola. Atualmente, vendas estão sendo negociadas com o Catar, com a Arábia Saudita e com países da Otan (aliança militar ocidental).

Mas as exportações de produtos de defesa não são compostas apenas de armas e aeronaves de guerra. Menos de 2% das mais de 1,1 mil empresas envolvidas na indústria de defesa brasileira fabricam armas de fogo e munições, segundo o Ministério da Defesa.

Uma área que se destaca é a venda de sistemas de radares. Estima-se que a maior parte dos sistemas de defesa e controle de tráfego aéreo civil usados na África subsaariana foi fornecida pelo Brasil.

Muitos desses equipamentos são desenvolvidos em parceria com as Forças Armadas do Brasil. O caso mais recente é o radar Saber M200 Vigilante, um sistema móvel capaz de monitorar 200 alvos simultaneamente a uma distância de 450 quilômetros e 6 quilômetros de altura. Desenvolvido pela Embraer e pelo Exército, ele é usado para guiar sistemas de defesa antiaérea, mas também pode ter uso civil para monitoramento de tráfego aéreo, se adaptado.

Esse aparelho torna completo o sistema de radares antiaéreos brasileiro. O foco agora é trabalhar em radares “antibateria”, capaz de localizar artilharia inimiga escondida no terreno.

O país também exporta softwares usados para conter ataques cibernéticos e em sistemas de aviônica - a estrutura eletrônica usada para operar aeronaves. Uma área de destaque são sistemas que evitam que pilotos de aviões militares disparem contra aliados em outras aeronaves ao confundi-los com inimigos.

São exportados ainda pelo Brasil sistemas eletrônicos usados no monitoramento de fronteiras e na criptografia de comunicações, além de armamento não letal para controle de distúrbios urbanos.

“Se hoje em dia nós temos produtos como internet, relógios de pulso ou teflon, é porque em algum momento foram feitos investimentos em produtos de emprego militar. Essa tecnologia transborda para o mundo civil. Não é só uma questão de fazer armas e munições”, disse à coluna Marcos Degaut, secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa.

A indústria de defesa é responsável por aproximadamente 2,9 milhões de empregos (1,6 milhão diretos e 1,3 milhão indiretos) no Brasil.

Segundo o Ministério da Defesa, em 2020, o setor movimentou 4,78% do PIB brasileiro, quantia equivalente a cerca de R$ 360 bilhões.

Dados levantados pela pasta também dão a entender que entre os anos de 2019 e 2020 o segmento de defesa cresceu mais que setores tradicionais da economia, como agricultura, petróleo e construção civil.

O período de crescimento coincide no cenário internacional com a escalada da guerra econômica entre Estados Unidos e China. E também com uma corrida armamentista em escala global envolvendo principalmente Pequim, Washington e Moscou.

E como acontecem as exportações brasileiras de defesa?
Elas começam geralmente com exibição de produtos em feiras internacionais e depois com a elaboração de protocolos de intenção entre governos durante visitas diplomáticas (onde diversos tipos de acordos comerciais são negociados, não só na área de defesa).

Um exemplo disso foi a viagem do presidente Jair Bolsonaro, em novembro, aos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar. O próximo destino deve ser a Rússia, no início de 2022, onde o governo quer firmar parcerias na área científica. Eles podem envolver o desenvolvimento de tecnologia militar.

Mas, diferente da Embraer ou da Avibras, a maioria das empresas de defesa não têm recursos, conexões e a estrutura necessária para vender internacionalmente. Para ajudar essas empresas menores a conquistar fatias do mercado estrangeiro, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) tem disponíveis para investimentos recursos da ordem de R$ 20 milhões.

A ideia é exibir produtos para possíveis clientes, criar estandes em feiras e aproximar compradores. Já estão em vista feiras de produtos de defesa que ocorrerão no ano que vem no Chile e na Malásia.

Depois que ocorre a exibição dos produtos, a diplomacia entra em cena. Acordos de intenções são assinados entre o Brasil e o país interessado. É aí que a negociação de venda realmente deslancha.

Em gestões de governos anteriores, o BNDES era colocado na negociação como um atrativo, oferecendo linhas de financiamento para os países interessados em obter recursos para as compras. Mas isso nem sempre se concretizava.

Hoje, no setor de defesa, o banco é mais voltado para financiamentos dentro do Brasil para o desenvolvimento dos produtos de defesa.

Além disso, as vendas desse tipo de produto não são feitas de forma direta e independente entre empresas brasileiras e governos estrangeiros. O Ministério da Defesa faz primeiro uma avaliação estratégica do comprador.

Um exemplo simplificado: se o Brasil desenvolver um míssil de cruzeiro, possivelmente não o venderia para nações próximas, que, em teoria, poderiam usá-lo para atingir o próprio Brasil no futuro.

Já o Itamaraty entra com a análise do cenário diplomático e dos interesses mais amplos do Brasil. Nesse campo, o que se pode observar hoje é uma posição mais pragmática do Planalto.

No início do governo, a proximidade da família Bolsonaro com o ex-presidente americano Donald Trump criou um alinhamento entre interesses geopolíticos brasileiros e americanos. Mas, com o fim do governo Trump e a queda do chanceler Ernesto Araújo (da chamada ala ideológica do governo), o Brasil ampliou o diálogo com países não alinhados com Washington.

Novo foco: sudeste asiático e norte da África
A estratégia de exportações envolvendo a indústria de defesa agora deve ter alguns países em foco.

Alguns deles devem ser Malásia, Filipinas e Indonésia, no sudeste asiático. A região vive um clima de forte tensão com a expansão militar promovida por Pequim na região marítima ao sul da China. Outro foco de interesse é o norte da África, especialmente a Tunísia.

A iniciativa aparentemente não tem motivação estratégica de apoiar países específicos no jogo geopolítico. Mas sim ganhar fatias do mercado global de defesa, majoritariamente dominado por países como Estados Unidos, Rússia, China, França e Alemanha. Esse mercado movimentou US$ 531 bilhões (R$ 3 trilhões) em 2020, no sexto ano consecutivo de alta, segundo o Sipri (sigla do Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo).

Em paralelo, o Brasil quer desenvolver uma rede integrada de indústrias de defesa que possa ser mobilizada rapidamente em caso de catástrofe ou conflito. Durante pandemias como a da Covid-19, essas empresas poderiam ser acionadas mais rapidamente que outros setores para produzir insumos, como por exemplo, máscaras, respiradores e equipamentos de proteção individual. Em caso de conflito, o Brasil não dependeria tanto das grandes potências para comprar equipamentos de defesa.

OPTO Space & Defense está pronta para fabricar o protótipo de uma nova câmera satelital de alta resolução


*LRCA Defense Consulting - 18/12/2021

A OPTO Space & Defense, do Grupo Akaer - uma Empresa Estratégica de Defesa de capital nacional especializada no desenho e fabricação de sistemas optrônicos destinados ao emprego nas áreas de produtos e soluções aeroespaciais, de defesa e industriais - consolidou uma importante etapa no âmbito do programa de transferência de tecnologias advindas do satélite SDGC – Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações. 

O projeto de uma nova câmera de alta resolução foi aprovado em um CDR – Critical Design Review – no mês passado. A revisão contou com a participação dos representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB), o presidente Carlos Augusto Teixeira de Moura, o diretor Paulo Roberto Braga Barros e o coordenador Rodrigo Leonardi, além do superintendente da área de inovação da Finep, William Rospendowski.

O SGDC é um satélite extremamente avançado, que utiliza a alta capacidade da banda Ka para ampliar a oferta de banda larga aos locais mais distantes do Brasil, com internet de qualidade. Assegura a defesa e a soberania nacionais e expansão da capacidade operacional das Forças Armadas, operando em banda X.

A participação da OPTO Space & Defense com a FINEP e AEB no programa de transferência de tecnologias aumenta sua capacitação no desenvolvimento e fabricação de cargas úteis ópticas para observação da Terra.

Alta qualidade
Além do projeto de uma câmera de órbita geoestacionária, também está sendo projetada uma câmera de órbita baixa e construído um protótipo a ser integrado e testado em seu novo laboratório. Esta câmera, que tem resolução de 1,8m em solo com um swath de 50km em uma órbita de 500km de altitude, teve o CDR aprovado.

A OPTO S&D já tem no seu portfólio a grande experiência em desenvolver câmeras imageadores espaciais do tipo refrativos, ou seja, com lentes. Porém, dentro desse projeto de transferência de tecnologia e da capacitação adquirida, a empresa tem a oportunidade de evoluir e aplicar sua expertise no desenvolvimento de câmeras reflexivas, ou seja, com espelhos ao invés de lentes.

“É um projeto complexo com todas as fases de engenharia de sistemas. É uma tecnologia diferente que tem outras vantagens para estes tipos de câmeras de alta resolução. Passamos por pelo PDR (Preliminary Design Review), por alguns testes e acabamos de atingir a CDR. É a comprovação de que o projeto está pronto e podemos fabricar o protótipo. O programa fez a OPTO S&D adquirir essa capacidade inédita no país”, explicou o CEO da OPTO S&D Claudio Carvas.

O protótipo vai ser integrado no Brasil e a OPTO S&D, tem até o final de 2022, para entregá-lo e terminar o laboratório. A tecnologia adquirida também pode ser aplicada em outros projetos, pois está alinhada com o novo mercado chamado New Space (Novo Espaço) e com projetos maiores, como o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) da Força Aérea Brasileira. E a OPTO S&D, com sua característica de estar sempre “à frente”, está em busca de fazer parte e conquistar esse mercado junto com o país.

18 dezembro, 2021

Avibras é homenageada pelo Hospital das Clínicas por colaborar no enfrentamento da COVID-19


*LRCA Defense Consulting - 18/12/2021

Como reconhecimento pelo apoio no combate à pandemia da COVID-19, a Avibras foi homenageada em novembro pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e pelo Hospital das Clínicas da FMUSP em cerimônia promovida em São Paulo. A empresa, representada por Eduardo Leonetti (na foto - terceiro da direita para esquerda), relações institucionais, recebeu um troféu em agradecimento à doação de kits de videolaringoscópio realizada no primeiro semestre de 2021. Além da Avibras, outros 300 parceiros contribuíram com o Hospital das Clínicas.

A homenagem contou com a participação do secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn; do secretário executivo da secretaria da Saúde do estado de São Paulo, Eduardo Ribeiro Adriano; do diretor da FMUSP e presidente do conselho deliberativo do HCFMUSP, Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho; da diretora clínica do HCFMUSP, Eloisa Bonfá; e do superintendente do HCFMUSP, Antonio José Rodrigues Pereira.

Homenagem do Hospital das Clínicas


Em abril deste ano, a Avibras doou 30 kits de videolaringoscópio para o Hospital das Clínicas de São Paulo, beneficiando Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de cerca de 20 hospitais da rede.

Desenvolvido pela Avibras em parceria com a Protec, fornecedora de material hospitalar, e homologado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o videolaringoscópio é essencial para evitar a contaminação dos médicos e de sua equipe no procedimento de intubação dos pacientes.

Para a realização deste projeto, a Avibras e a Protec receberam o apoio da equipe médica de Broncoscopia e Pneumologia do Hospital das Clínicas, e do médico André Chiga, do Hospital São Francisco de Jacareí.

O projeto consiste na transformação do laringoscópio em um videolaringoscópio, adaptando o equipamento da Protec com uma câmera com iluminação em led e uma tela, propiciando uma visão mais privilegiada da laringe e das cordas vocais por meio de vídeo reproduzido em tempo real.

A câmera é conectada a um tablet que executa um aplicativo desenvolvido pela Avibras para apresentar a imagem captada e guiar o médico durante o procedimento, otimizando o tempo e reduzindo erros no processo de intubação.

O médico acompanha tudo por meio da tela, mantendo uma distância segura do paciente e evitando uma possível contaminação. Além disso, o equipamento facilita o trabalho dos profissionais iniciantes na realização do procedimento.

O kit de videolaringoscópio inclui o equipamento, uma caixa acrílica de proteção para apoiar o processo de intubação e um suporte para tablet. Além do Hospital das Clínicas da FMUSP, hospitais de Jacareí, São José dos Campos e Lorena também receberam os kits.

kit de videolaringoscópio

CBC doa mais de 30 toneladas de alimentos e itens de higiene e limpeza

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*LRCA Defense Consulting - 18/12/2021

Em mais uma ação solidária, a CBC arrecadou mais de 10 toneladas de alimentos não perecíveis, leites e produtos de higiene e limpeza, por meio da campanha “CBC doa em dobro”.

A empresa contribuirá com o total de doações arrecadadas mais o dobro, totalizando mais de 30 toneladas de itens que serão destinados a organizações não governamentais da região do Grande ABC (SP).

A ação social foi promovida pela companhia junto com seus colaboradores no período de 11 de novembro a 05 de dezembro de 2021 e os produtos foram coletados nos pontos de arrecadação na fábrica da CBC, em Ribeirão Pires (SP).

Esta é a quarta edição da campanha solidária “CBC doa em dobro”. A primeira edição aconteceu em abril de 2020, na qual foram arrecadados 7.960,50 kg entre alimentos e itens de higiene e limpeza, sendo doado um total de 24.000 kg as instituições sociais.

Com o sucesso da campanha, a CBC decidiu repetir a ação em julho de 2020, arrecadando um número ainda maior de itens, com uma contribuição de 9.395,98 kg, totalizando 28.187,94 kg doados.

E, em maio de 2021, diante do agravamento da pandemia de Covid-19, a companhia arrecadou mais de 20 toneladas de alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza, com um total de 60 toneladas de produtos doados a organizações não governamentais da região, sendo o melhor resultado entre todas as edições da campanha.

“Estamos muito orgulhosos com o resultado de mais esta ação social da CBC, com o grande apoio dos colaboradores que fizeram desta campanha um sucesso e, especialmente, em saber que estamos contribuindo neste final de ano com diversas famílias em estado de vulnerabilidade social da região onde atuamos. Iniciativas como essa fazem parte da responsabilidade social da CBC e reafirmam a solidariedade da companhia e o comprometimento com a sociedade”, afirma o Diretor Comercial & Marketing da CBC, Paulo Ricardo Gomes. 

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17 dezembro, 2021

Do 14-Bis ao 14-X: sucesso total no teste do 1º Motor Aeronáutico Hipersônico do Brasil

*Agência Força Aérea - 16/12/2021

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), realizou, na terça-feira (14), o lançamento para viabilizar o ensaio em voo do 14-X S, primeiro demonstrador brasileiro da tecnologia hipersônica aspirada, conhecida pela sigla em inglês scramjet, por meio da Operação Cruzeiro. O ensaio faz parte do desenvolvimento do Projeto PropHiper, Projeto Propulsão Hipersônica 14-X, um dos Projetos Estratégicos da FAB e coordenado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

O 14-X S foi acelerado a uma velocidade próxima a Mach 6 (seis vezes a velocidade do som), a mais de 30 km de altitude, por meio de um Veículo Acelerador Hipersônico (VAH).Após a realização do ensaio, o conjunto seguiu a trajetória prevista, atingindo o apogeu em 160 Km, percorrendo um total de 200 km de distância, até seu impacto numa área segura no Oceano Atlântico.

Além do CLA, o Centro de Lançamento de Barreira do Inferno (CLBI) atuou como Estação Remota de Rastreamento. Com esse primeiro ensaio, o Brasil ingressa, de maneira definitiva, no seleto grupo de nações que detém o conhecimento técnico e os meios para projetar, construir, lançar e rastrear um sistema hipersônico aspirado.

O Projeto PropHiper teve início em 2006, e visou capacitar o Brasil na área estratégica e prioritária da hipersônica, em atendimento à Estratégia Nacional de Defesa (END), por meio da operação em voo de um sistema com propulsão hipersônica aspirada (tecnologia de propulsão scramjet). Para cumprir seus objetivos, o projeto foi dividido em quatro grandes metas, associadas, respectivamente, aos ensaios em voo dos demonstradores de tecnologia designados como: 

I. 14-XS: demonstração em voo ascendente balístico da combustão supersônica;

II. 14-XSP: demonstração em voo ascendente balístico da propulsão hipersônica aspirada;

III. 14-XW: demonstração em voo planado (sem propulsão) de um veículo hipersônico controlável e manobrável com sistemas de guiamento, navegação e controle (GNC), emprego de materiais avançados, durante o voo hipersônico na estratosfera; e

IV. 14-XWP: demonstração em voo autônomo de um veículo hipersônico controlável e manobrável com propulsão hipersônica aspirada ativa.

Até o presente momento foram capacitados recursos humanos, construídos laboratórios e túneis de vento hipersônico (únicos na América Latina), além da realização de diversos ensaios em laboratório. O Nível de Maturidade Tecnológica da tecnologia de propulsão scramjet nacional é atualmente TRL 6, significando que a tecnologia constitui um protótipo totalmente funcional, sendo qualificado e aceito para operação em ambiente relevante, ou seja, fora do ambiente laboratorial. Após a Operação Cruzeiro, a tecnologia de propulsão hipersônica avançará para o TRL 7, com a comprovação e demonstração de seu funcionamento em ambiente relevante (voo atmosférico).

De acordo com o Coordenador Geral da Operação, Coronel Aviador Eduardo Viegas Dalle Lucca a realização da Operação Cruzeiro permitiu ao País dar um salto qualitativo no domínio da tecnologia hipersônica aspirada. Ressaltou, ainda, o ineditismo de lançar uma carga útil tecnológica nacional, empregando um veículo totalmente idealizado e fabricado no Brasil e usando a infraestrutura e meios operacionais dos nossos centros de lançamento. "A sinergia dos vários atores evidenciou a capacidade do DCTA de realizar um ensaio em voo desse nível de complexidade. Além disso, deixamos uma equipe qualificada e preparada para os novos desafios", destacou o Coordenador Geral.

“O Centro de Lançamento de Alcântara ao receber uma operação de grande porte como a Cruzeiro se habilita cada vez mais para receber as empresas estrangeiras e consolidar a capacidade operacional do Brasil no segmento solo do Programa Espacial Brasileiro”, afirma o Coronel Aviador Marcello Corrêa de Souza, Diretor do Centro de Lançamento de Alcântara.

Para o Diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), Coronel Engenheiro Fábio Andrade de Almeida, "testar tecnologias hipersônicas em condições reais de voo é o auge das pesquisas que são desenvolvidas no IEAv. Sistemas inerciais e sensores de imageamento concebidos no laboratório do Instituto já realizaram ensaios em voo bem sucedidos em aeronaves e veículos suborbitais. Na Operação Cruzeiro, testamos um motor aeronáutico em voo hipersônico utilizando o hidrogênio como combustível, algo inédito na aviação nacional".

O Diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Brigadeiro do Ar César Augusto O'Donnell Alván, ressaltou que o desenvolvimento do Veículo Acelerador Hipersônico pelo IAE, para viabilizar o lançamento do 14-X S, demonstrou que as tecnologias espaciais dominadas pela FAB são pilares indispensáveis para a inserção do Brasil em novos projetos espaciais. E demonstrou, mais uma vez, a capacidade da FAB em superar desafios de grande complexidade tecnológica.

Clique aqui e assista ao vídeo sobre o lançamento.


 

Imagens: DCTA

 

Grupo Akaer fornecerá monóculo termal para o Centro Tecnológico do Exército


*LRCA Defense Consulting - 17/12/2021

O Grupo Akaer, através da OPTO Space & Defense, vai fornecer o OLHAR, monóculo de imagem termal, para o Centro Tecnológico do Exército (CTEx). O acordo prevê a entrega de 21 unidades até o final de 2022.

O OLHAR foi uma das atrações da Akaer na 6ª Mostra BID Brasil, realizada entre os dias 7 e 9 de dezembro, em Brasília. O monóculo de imagem termal desenvolvido pela OPTO Space & Defense, foi classificado pelo Ministério da Defesa como “Produto Estratégico de Defesa” (PED), em setembro deste ano. A qualificação é motivada pelo seu conteúdo tecnológico, dificuldade de obtenção e por ser considerado imprescindível pelo MD.

O equipamento capta a emissão térmica dos corpos e pode ser usado para localizar pessoas, animais e objetos quentes mesmo em condições adversas de ausência de iluminação, fumaça e nevoeiro.

O monóculo é de fácil manuseio e pode ser utilizado manualmente ou montado em armas, como fuzis. Além disso, outras funcionalidades – como o retículo de pontaria e o acessório com zoom óptico de três vezes – fazem com que o OLHAR venha a ser uma adição importante aos equipamentos disponíveis para os operadores de nossas Forças Armadas e forças de segurança.

O OLHAR foi projetado com a mais avançada tecnologia em microeletrônica, mecânica de precisão e óptica para atender aos requisitos operacionais e técnicos do Monóculo de Visão Termal que integra o Sistema Combatente Brasileiro (COBRA).

Testes avançados
Seis unidades do OLHAR estão em fase de avaliação no Exército pelo CAEx (Centro de Avaliações do Exército). Os equipamentos já foram submetidos a uma sequência de testes na OPTO S&D, em novembro e, agora serão verificados em laboratórios externos.

Todas essas avaliações são acompanhadas pelo Exército, pois precisam seguir normas militares. Após essa etapa, unidades especiais do Exército farão a Avaliação Operacional do Monóculo OLHAR, com previsão de término no primeiro trimestre de 2022.

Entre os principais testes realizados durante a avaliação estão: testes de imersão até 1 metro de profundidade; resistência à queda, condições de transporte e temperatura no uso operacional desde 20 graus negativos a mais de 50 graus positivos. A temperatura também é avaliada no local de armazenamento, desde 20 graus negativos a mais de 70 graus positivos.

O OLHAR foi testado pela Polícia Militar de São Paulo, em setembro. Uma unidade foi disponibilizada para o 3º Batalhão de Ações Especiais (BAEP), sediado em São José dos Campos, interior de São Paulo. O intuito foi empregar o OLHAR em treinamentos e operações de campo para colher impressões dos policiais.

Somente com a avaliação do equipamento em condições reais é possível refinar os seus requisitos operacionais e garantir a sua relevância e empregabilidade.

“O OLHAR é um monóculo multiuso e foi desenvolvido para ser utilizado em diferentes situações para garantir segurança, seja em operações específicas ou em patrulhamento e vigilância. Por ter tecnologia 100% nacional, reforça o comprometimento do grupo Akaer com os seus produtos, fornecendo aos clientes capacidade de suporte desde a fabricação até a manutenção dos equipamentos”, destacou Claudio Carvas, CEO da OPTO Space & Defense, empresa do Grupo Akaer.

“O equipamento OLHAR se mostrou uma ferramenta excelente durante ações especiais de polícia, propiciando segurança aos operadores e eficiência no cumprimento das mais variadas missões policiais, como ações de reconhecimento, monitoramento e incursões em áreas de alto risco na região do Vale do Paraíba e Litoral Norte do estado de São Paulo”, relatou o Major PMESP José Alexandre de Camargo, Subcomandante do 3º BAEP.

Ampla funcionalidade
Pelas suas características, o OLHAR pode servir aos órgãos de segurança pública federal, estadual e municipal. Entre as principais vantagens, é possível destacar a sua capacidade de operação em ambientes com ausência completa de iluminação, nevoeiro, fumaça ou poeira, fornecendo um ganho qualitativo no trabalho de segurança.

História
O OLHAR faz parte da segunda geração de monóculos desenvolvidos pela OPTO Space & Defense com tecnologia brasileira. É uma evolução do OLHAR VND-X1 que começou a ser desenvolvido em 2007 para atender um projeto de desenvolvimento do CTEx e teve subvenção da Finep (empresa pública de fomento à inovação, ciência e tecnologia em empresas). O protótipo foi apreciado no CAEx (Centro de Avaliações do Exército) em testes de laboratório e de campo. E, em 2019, o OLHAR evoluiu para a segunda geração com o aprimoramento de várias funcionalidades, tornando-se mais leve, menor, com melhora na resolução, display entre outros.

“A busca em aprimorar os equipamentos com qualidade é requisito primordial para atender a demanda e manter a confiabilidade do grupo no mercado. A segunda geração do OLHAR faz parte desse processo na OPTO Space & Defense e faz com que estejamos sempre à frente com aplicação de tecnologia de ponta”, disse o CEO.


16 dezembro, 2021

Taurus revoluciona e produz a primeira arma do mundo com grafeno

Placa comemorativa ao feito histórico para a indústria de armas

*LRCA Defense Consulting - 16/12/2021

Hoje (16), a Taurus Armas está comemorando o coroamento de uma grande revolução tecnológica na indústria de armamentos: a certificação da GX4 GRAF - primeira arma no mundo com grafeno na composição de seus componentes injetados e no tratamento superficial das peças metálicas.

A empresa responsável pela histórica certificação foi a T&A Brasil, que também foi o primeiro Organismo de Certificação de Produto (OCP) privado no Brasil, sendo após designada para exercer, em nome da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados  do Exército (DFPC/EB), as funções de Organismo de Certificação Designado (OCD).

Para marcar o feito inédito, Fabio Sianga Neto, Gerente Geral da T&A Brasil, entregou uma placa comemorativa ao CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, e a seu Gerente de Engenharia, Jean Castanho.

Imagem meramente ilustrativa, já que a Taurus ainda não disponibilizou a da GX4 com grafeno

GX4M9 SR T.O.R.O. GRAF
Com o nome técnico de GX4M9 SR T.O.R.O. GRAF, a pistola microcompacta GX4 (ganhadora de dois dos mais importantes prêmios nos EUA) é a primeira arma no mundo a ter essa revolucionária e disruptiva tecnologia, caracterizando um grande e inédito feito da indústria brasileira no mercado mundial de armamento leve.

O desenvolvimento da nova tecnologia foi realizado pelo CITE - Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA da Taurus juntamente com a UCSGraphene, no bojo do convênio oficializado no dia 30 de junho com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) para realizar pesquisa e desenvolvimento de armamentos com grafeno.

Por ser uma tecnologia disruptiva, o grafeno tende a competir com tecnologias existentes e substituir materiais com décadas de uso. Suas aplicações permitem desenvolver produtos mais leves e com alta resistência mecânica.

O uso do grafeno proporciona um melhor desempenho contra oxidação, evitando assim a corrosão e aumentando a vida útil, bem como potencializa as propriedades mecânicas, como resistência ao impacto e dissipação de calor, além de reduzir o peso da arma. Tais características, aliadas à também revolucionária concepção da GX4 e ao protocolo militar de fabricação, tornar-se-ão os seus grandes diferenciais para o promissor futuro que a Taurus traçou para ela e que será tratado em uma próxima matéria.

Conforme informou a empresa, o tratamento com grafeno tem um ínfimo impacto no custo e agrega um alto valor ao produto.

Segundo o CEO Global da Taurus, a utilização do grafeno na produção de armas de fogo será uma revolução neste mercado. "O desenvolvimento de aplicações de grafeno nas armas de fogo será um divisor, um fato muito relevante para o mercado mundial de armas curtas. O principal pilar estratégico da Taurus é a pesquisa, desenvolvimento e inovação. Neste sentido, um dos grandes diferenciais é o nosso Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia (CITE), que possibilita à empresa ter agilidade no desenvolvimento de produtos e tecnologia, sempre com foco nos desejos dos clientes e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas do mundo. A aplicação do grafeno elevará ainda mais a qualidade e a eficiência na fabricação dos nossos produtos", afirmou Salesio.

De acordo com o coordenador da UCSGraphene, professor Diego Piazza, o grafeno é o futuro para inúmeras áreas, incluindo a indústria de armas. "Armamentos contendo grafeno em sua composição são mais leves e resistentes. Essa parceria da UCS com a Taurus abre portas para a pesquisa e fabricação de produtos muito mais modernos e tecnológicos", pontua Piazza. 

O lançamento da nova GX4 com grafeno, já na versão T.O.R.O. (pronta para a óptica), está previsto para o mês de janeiro de 2022.

 




Em evento nacional, Atech recebe o Troféu Pró-Ética 2020-2021

A Atech foi representada pelos colaboradores Janaína Pascoal e Matheus Augusto de Lima, da área de Compliance e Jurídica.

*LRCA Defense Consulting - 16/12/2021

A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou, no dia 07 de dezembro, em Brasília, a lista das empresas aprovadas na edição 2020-2021 do Programa Empresa Pró-Ética. O ministro da CGU, Wagner Rosário, participou da cerimônia de abertura e da premiação, ao lado do secretário-executivo da Controladoria, José Marcelo Castro de Carvalho, bem como do secretário de Transparência e Prevenção da Corrupção, Roberto Viegas, e do presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana.

Entre as empresas premiadas estava a Atech, uma Empresa Estratégica de Defesa integrante do Grupo Embraer, que desenvolve sistemas que impactam a vida das pessoas e que envolvem controle e gestão de tráfego aéreo (civil e militar), sistemas de defesa e segurança, simuladores, logística, gestão de ativos, entre outros.  A Atech foi representada pelos colaboradores Matheus Augusto de Lima e Janaína Pascoal, da área Jurídica e Compliance.

Das 327 empresas que solicitaram acesso ao Programa, 236 finalizaram o questionário de avaliação, 195 foram admitidas e 67 vencedoras. “Praticamente triplicamos o número de empresas aprovadas em relação à edição passada do Programa, e esse salto representa um importante crescimento e amadurecimento das empresas e um reconhecido desenvolvimento da integridade no país”, afirmou o ministro da CGU, Wagner Rosário.

Ainda em discurso de abertura, Rosário ressaltou a importância, para o Brasil, de empresas comprometidas com a ética e integridade. “A CGU fomenta toda essa questão, mas quem faz a diferença são vocês, não apenas pelas empresas das quais fazem parte, mas pela cadeia que influenciam com o exemplo e inspiração, conscientizando um número ainda maior de empresas sobre o papel fundamental no combate à corrupção.  Esse é o espírito que vai modificar o nosso país. Estamos no caminho certo”, enfatizou.

Para o ministro da CGU, a semana alusiva ao Dia Internacional Contra a Corrupção, comemorado em 9 de dezembro, é fundamental para que todos reflitam sobre as consequências da corrupção para o país e o que ela gera de atraso, desigualdade social, má aplicação de recursos e destruição de um ambiente íntegro de negócios, entre outros aspectos. “Esta é uma importante semana, em que focamos no combate à corrupção. Uma semana para pensar e avaliar, e um ano todo para executar e transformar um país”, destacou Wagner Rosário.

As empresas foram reconhecidas como comprometidas com a adoção voluntária de medidas de integridade voltadas para a prevenção, a detecção e a remediação de atos de fraude e corrupção.  O ministro da CGU, o secretário-executivo José Marcelo Castro de Carvalho e o secretário de Transparência e Prevenção da Corrupção, Roberto Viegas, entregaram o troféu de empresa Pró-Ética aos vencedores.

Iniciativa pioneira
O Pró-Ética busca promover no país um ambiente corporativo mais íntegro e transparente. As empresas aprovadas contam com os benefícios do reconhecimento público de que estão comprometidas com a prevenção e o combate a atos de fraude e corrupção, da publicidade positiva e da avaliação do programa de integridade por equipe especializada. Leia mais sobre a iniciativa.

Esta edição comemora os 10 anos do projeto e foi realizada com o apoio da Apex-Brasil, em parceria com os membros do Comitê Pró-Ética.

15 dezembro, 2021

Como 1º passo de sua grande ampliação, Taurus inaugura complexo industrial de fornecedores estratégicos em São Leopoldo

Descerramento da placa comemorativa à inauguração

*LRCA Defense Consulting - 15/12/2021 (atualizado em 16/12, às 14h40)

A Taurus realizou nesta quarta-feira (15) a cerimônia de inauguração do novo e moderno complexo industrial onde atuarão fornecedores estratégicos da companhia. O projeto é mais uma importante etapa da nova fase da Taurus e um passo que alavancará ainda mais a posição de destaque da empresa no mercado mundial de armas.

A nova estrutura de 12.000 m² foi construída na área onde localiza-se também a fábrica da Taurus, em São Leopoldo (RS), e inicialmente já terá quatro grandes fornecedores: a Trivium, a Demore, a Index e a joint venture da Taurus com a Joalmi, responsáveis por produzir itens como carregadores, ferrolhos, canos e componentes. Na sequência, novos fornecedores integrarão o complexo industrial de fornecedores estratégicos; inclusive, já está previsto a expansão desse complexo para um total de nove.

No evento de inauguração, que seguiu os protocolos de prevenção da COVID-19, estiveram presentes autoridades como o Vice-governador e Secretário da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior, o Prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, o Secretário Municipal do Desenvolvimento Econômico, Turístico e Tecnológico de São Leopoldo, Juliano Maciel, os deputados Luis Augusto Lara e Ruy Irigaray, e o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.

CEO Global da Taurus Armas, Salesio Nuhs

O novo empreendimento é interligado por meio de uma rota logística interna, 100% integrada, na qual as peças produzidas pelos fornecedores serão entregues, já auditadas e aprovadas de acordo com o protocolo do processo de qualidade integrada, direto na linha de produção da Taurus. Isso proporcionará importantes ganhos no que se refere a garantia de abastecimento - peça certa na hora certa, aumento da qualidade e redução dos custos de produção e logísticos.

Mais importante que isso, a integração com os fornecedores no complexo industrial possibilitará à multinacional gaúcha compartilhar sua cultura organizacional dentro do ambiente de produção destes parceiros, gerando mais sinergia e contribuindo com a estratégia de crescimento da companhia.

A Taurus passa a contar, em São Leopoldo, com o mais moderno complexo industrial de fornecedores de itens estratégicos para a produção de armas, utilizando tecnologia de ponta. Este é um marco no futuro da Base Industrial de Defesa - BID e na estratégia global de crescimento da empresa, na qual possibilitará uma ampliação de 50% em sua capacidade produtiva, das atuais 6.000 armas/dia para 9.000 armas/dia, e permitirá que se torne um hub de distribuição de componentes estratégicos para suas unidades de manufatura no Brasil, nos Estados Unidos e na Índia.

O empreendimento também permitirá a Taurus atuar em um novo segmento de negócios: no lucrativo mercado de reposição de carregadores, até então não explorado pela companhia.

Vice Ranolfo desejou sucesso ao novo empreendimento, destacando a geração de empregos da unidade - Foto: Rafael Vargas / Ascom GVG
Vice-governador do RS desejou sucesso ao novo empreendimento, destacando a geração de empregos da unidade - Foto: Rafael Vargas / Ascom GVG


O projeto de construção do complexo industrial de fornecedores recebeu um investimento de mais de R$ 110 milhões compartilhado com os fornecedores estratégicos da empresa. O investimento demonstra a confiança dos parceiros no plano de expansão da Taurus, que vem se consolidando como uma empresa com fundamentos sólidos, financeiramente forte e estável, com um futuro promissor.

Entregue este importante projeto, a companhia já está focada em mais uma etapa de seu plano de expansão. A aquisição recente de uma área de cerca de 100 mil m², adjacente à unidade fabril da empresa em São Leopoldo, abrirá espaço para continuar seu Plano Diretor.

O novo complexo industrial de fornecedores, aliado à esta nova área adquirida, vai possibilitar uma mudança no processo de fabricação da Taurus, de "processo por operação" para "processo tracionado com fluxo unitário", isso significa que teremos na verdade três fábricas dedicadas, Revólveres, Pistolas e Armas Longas e Táticas.

A ampliação do parque industrial da Taurus também traz importantes contribuições sociais e econômicas para a região, com novas empresas produzindo no parque industrial de São Leopoldo e promovendo a geração de renda e empregos.


Há mais de 82 anos produzindo no Rio Grande do Sul, a Taurus faz parte da história do Estado e do município de São Leopoldo. Hoje, a companhia emprega cerca de 3.700 colaboradores diretos e movimenta uma cadeia de fornecedores que geram milhares de empregos indiretos. Na fase de construção deste novo complexo industrial e com o seu pleno funcionamento, foram criados 1.000 novos empregos na cidade de São Leopoldo. A Taurus contribui ainda com milhões em impostos por ano, além de constantes investimentos e desenvolvimento de talentos e tecnologia.

"Esse empreendimento está alinhado com o nosso planejamento estratégico de fabricarmos todas as peças estratégicas para o nosso negócio dentro do complexo industrial da Taurus, respeitando nosso modelo de gestão de manufatura. Este é um marco importante na estratégia global de crescimento da Taurus, no desenvolvimento econômico e social do estado do Rio Grande do Sul e no futuro da Base Industrial de Defesa. Um passo que alavancará ainda mais a posição de destaque da nossa empresa no mercado mundial de armas. Estamos alinhados com os movimentos globais do setor e seguimos firme com o nosso propósito de ser a maior empresa do mundo em nosso segmento", diz o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.

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Taurus inaugurará condomínio estratégico de fornecedores em 15/12, com uma surpresa

Veículo Acelerador Hipersônico 14-X é lançado com sucesso

O motor está sendo desenvolvido, desde 2008, com o objetivo de capacitar o Brasil na área estratégica e prioritária da hipersônica, através da operação em voo de um sistema com propulsão hipersônica aspirada.

 Base de Alcântara, no Maranhão - Sputnik Brasil, 1920, 15.12.2021


*Sputink Brasil - 15/12/2021

Na terça-feira (14), a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou a decolagem do primeiro ensaio do demonstrador brasileiro da tecnologia hipersônica aspirada, o projeto de propulsão hipersônica 14-X.

Como é possível observar no vídeo divulgado pela FAB, o Veículo Acelerador Hipersônico (VAH), equipado com a carga útil do IEAv, denominada 14-XS, é lançado para fornecer as condições necessárias para o teste em voo do Demonstrador de Tecnologia Scramjet.

No início do mês, a FAB havia anunciado que Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), localizado em São José dos Campos (SP), estava preparando a Operação Cruzeiro, enviando os materiais para o primeiro teste de voo do motor aeronáutico hipersônico 14-X.

O motor hipersônico 14-X foi desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv) para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).



AEL Sistemas apresentou algumas de suas importantantes soluções militares na 6ª Mostra BID Brasil

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem


*LRCA Defense Consulting - 15/12/2021

A AEL Sistemas, empresa líder no mercado  brasileiro no desenvolvimento, produção e gestão logística de sistemas eletrônicos para  aplicações militares e aeroespaciais, completou 40 anos e esteve presente na 6ª Mostra BID Brasil com suas mais importantes soluções militares.

Subsidiária do grupo Israelense Elbit Systems,  líder mundial no segmento de defesa, é considerada um Centro de Excelência em Tecnologia de  Defesa e responsável por mais de 50% dos sistemas aviônicos fornecidos para a aviação militar do mercado brasileiro.

Nos últimos anos, a AEL tem participado dos principais projetos estratégicos das Forças Armadas  Brasileiras e do Ministério da Defesa.

Diversos sistemas aviônicos para o novo Caça F-39 Gripen  e do cargueiro KC-390, ambos da FAB, são alguns exemplos dos produtos desenvolvidos pela a  AEL Sistemas.

Outro projeto estratégico e não menos importante é o Link-BR2, um sistema de  Data Link tático para tráfego de informações em tempo real entre aeronaves e estações de solo.  

Na área de Comunicações Táticas a empresa está desenvolvendo, sob a liderança do Centro de  Tecnologia do Exército, o RDS-Defesa, que é um Rádio Definido por Software e tem como  objetivo promover a interoperabilidade entre as três Forças Armadas do Brasil.  

A AEL ainda presta suporte técnico para o Sistema de Comando e Controle (C2) do Corpo de  Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil e também possui capacidade e experiência no  fornecimento de Sistemas Espaciais, aeronaves remotamente pilotadas (ARPs), sistemas eletro ópticos, soluções de Comando e Controle para viaturas blindadas sobre rodas e sobre lagartas e  comunicações táticas e estratégicas.

Na entrevista abaixo, realizada durante a 6ª Mostra BID Brasil, José Eduardo Klippel, Diretor Sênior de Negócios da empresa, apresenta e comenta sobre as soluções militares da AEL Sistemas: RDS Defesa, Data Link, Mesa Tática, TORCH-X Dismounted, NCW Touch.

*Com informações do canal Caiafa Master.


 


14 dezembro, 2021

Taurus Helmets apresenta linha de capacetes personalizados

Urban Helmets: a nova coleção da Taurus Helmets que foi desenvolvida pensando nas tendências da moda com múltiplos grafismos que remetem ao estilo urbano

Capacete Urban Helmets

*Diário do Poder - 14/12/2021

A Taurus Helmets, fabricante de capacetes para motociclistas, expande sua linha de produtos com a marca Urban Helmets e novos modelos de capacetes, além de camisas, camisetas, bermudas e acessórios para os apaixonados por motos e cultura custom.

Segundo a marca, os produtos refletem a paixão que ela possui pelo mundo das duas rodas e pela customização, mantendo design único, alta qualidade e segurança. A coleção está disponível para compra exclusivamente no site da empresa.

Dentre os novos produtos, os apaixonados por motos podem conferir capacetes com a tecnologia e durabilidade que a Taurus oferece, aliado a design autêntico. Além de uma extensa gama de vestuários e acessórios para personalizar as peças.

Ainda de acordo com a empresa, toda a coleção foi desenvolvida pensando nas tendências da moda, com múltiplos grafismos que remetem ao street style (estilo urbano). Os itens da marca tem fabricação artesanal, focada nos detalhes para se diferenciar de tudo que está no mercado.

“A Taurus Helmets já é líder no segmento de capacetes para motociclistas no Brasil, mas preocupada em sempre inovar e oferecer os melhores produtos para os clientes, lançou vestuários e acessórios que visam dar condições para que os pilotos expressem sua personalidade durante o percurso em duas rodas. Afinal, pilotar é um estilo de vida que deve ser demonstrado em todos os detalhes”, aponta Carlos Laurentis, CEO da Taurus Helmets.

Capacete Urban Helmets 

Capacete Urban Helmets 

Internet: o Brasil continuará funcionando em caso de um conflito global?


*LRCA Defense Consulting - 14/12/2021

Como o Brasil continuará funcionando em caso de um conflito global ou envolvendo as grandes potências?

A maioria dos nossos servidores também está localizada no exterior e poderá ser desligada ou ter seu trabalho afetado, prejudicando ou tornando inoperantes os nossos sistemas eletrônicos de defesa, administração pública, infraestrutura de suporte à vida, finanças e outros fundamentais ao dia a dia dos brasileiros.

Após ler o artigo abaixo, não parece haver dúvidas de que precisamos ter um plano B para garantir o funcionamento confiável da internet - e do País - em caso de um conflito envolvendo as grandes potências.

Atualização das 15h41: "Além da Saúde, CGU, PRF e IFPR também confirmaram invasão por grupo hacker" | Tecnologia | G1 https://glo.bo/3dR0oNJ

Rússia testa internet soberana, desconectada da rede global. Por quê?

*Russia Beyond - 13/12/2021

Entre 15 de junho e 15 de julho de 2021, a Rússia realizou novos testes da operação segura da Runet – nome dado pelos falantes do idioma russo para o conjunto de sites em sua língua –, segundo a organização autônoma sem fins lucrativos Economia Digital.

Os testes de desconexão contaram com a participação das principais operadoras de telecomunicações russas: MTS, Tele2, Beeline, Megafon, Rostelecom, Transtelecom e ER-Telecom Holding. Segundo fontes do jornal econômico russo RBC, o objetivo dos testes é verificar se a Runet poderia funcionar no caso de ataques e bloqueios por outros países.

Os primeiros testes da internet soberana foram realizados em dezembro de 2019, em Moscou, Rostov, Vladímir e várias outras cidades da Rússia. As operadoras e agências governamentais verificaram a proteção dos dados pessoais dos usuários russos de ameaças externas, a possibilidade de interceptar o tráfego e mensagens SMS, descobrir a localização do usuário e buscavam avaliar o nível de proteção das grandes empresas petrolíferas e financeiras contra ataques de hackers.

"Os testes mostraram que, em geral, tanto as autoridades públicas, quanto as operadoras de telecomunicações estão prontas para responder efetivamente a possíveis riscos e ameaças e para garantir o funcionamento estável da internet e das redes de telecomunicações na Rússia", disse o então vice-ministro do Desenvolvimento Digital e Comunicações, Aleksêi Sokolov.

Os testes também deveriam ocorrer em 2020, mas foram adiados devido à pandemia do coronavírus.

Por que desconectar a Rússia da internet global?
Em outubro de 2017, após três ataques de hackers que afetaram a Rússia e vários outros países, o presidente russo Vladimir Putin demandou melhorias na segurança da Runet.

“A invasão externa em sistemas eletrônicos da defesa, administração pública, infraestrutura de suporte à vida e finanças, bem como o vazamento de documentos eletrônicos, podem ter consequências terríveis [...] É preciso melhorar a segurança e a estabilidade da infraestrutura do segmento russo da internet", disse então o presidente russo.

Um ano depois, em dezembro de 2018, um grupo de senadores do Conselho da Federação e de deputados da câmara baixa do parlamento russo apresentaram um projeto de lei sobre o funcionamento autônomo da Runet, chamado de "lei de proteção da Runet" ou de "isolamento da Runet". Esse projeto de lei foi elaborado levando em consideração as acusações da Rússia de ataques de hackers e levando em consideração a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética dos Estados Unidos adotada em setembro de 2018, que, segundo senadores russos, declarou o princípio de “preservação da paz pela força”.

Segundo a lei, a Rússia deve criar sua própria infraestrutura, que permitirá que o segmento russo da internet continue funcionando mesmo que a Rússia esteja desconectada dos servidores globais.

Além disso, de acordo com a lei, o Serviço Federal para Supervisão de Comunicações, Tecnologia da Informação e Mídia de Massa (Roskomnadzor), órgão responsável por monitorar a obediência às leis na internet russa, poderá controlar o tráfego de dados dos usuários russos e, se necessário, desligar o acesso em caso de tentativa de entrar em sites com informações proibidas.

O projeto de lei foi criticado inúmeras vezes, principalmente por operadoras e grandes empresas de TI. Segundo seus representantes, o cumprimento dos requisitos pode levar a falhas no funcionamento do setor de comunicação e na internet. O projeto também foi criticado pela organização internacional Repórteres Sem Fronteiras. Seus representantes afirmaram que a lei permitiria bloquear a transmissão de quaisquer informações digitais a pedido do governo russo.

Diversos deputados russos também foram contra o projeto da lei. Segundo eles, os perigos descritos no documento não representam uma ameaça real. No entanto, já em maio de 2019, Vladimir Putin ratificou a lei aprovada, que entrou em vigor em 1º de novembro de 2019.

“A maioria dos servidores está localizada no exterior [...] Se assumirmos, teoricamente, que esses servidores serão desligados ou seu trabalho será afetado, precisamos garantir o funcionamento confiável da Runet, o segmento russo da internet. Este é, realmente, o único objetivo da lei. Só isso. Não estão previstas restrições aqui", respondeu Putin às críticas em junho de 2019.

Como funcionará a Runet soberana?
De acordo com a lei, todas as operadoras serão obrigadas a instalar equipamentos especiais que garantirão o intercâmbio de tráfego sem interrupções na Rússia, caso seja necessário desconectar os usuários da internet global.

A agência Roskomnadzor, por sua vez, deverá criar um centro de monitoramento e controle, onde poderá monitorar a qualidade desses equipamentos e a possibilidade de ameaças externas.

No caso de ataques cibernéticos ou tentativas de desconectar a Rússia dos servidores estrangeiros, o Roskomnadzor passará a gerenciar o tráfego interno.

O tráfego será controlado em "locais de troca de tráfego" especiais, que são instalações físicas onde as redes das principais empresas e operadoras estarão interconectadas.

Além disso, o regulador poderá bloquear de forma independente sites proibidos na Rússia, sem entrar em contato com operadoras e provedores (hoje, eles realizam essa tarefa a pedido do Roskomnadzor).

Segundo informações publicadas no site da Duma do Estado (câmara baixa do parlamento russo), a lei não foi criada para bloquear as redes sociais e sites de hospedagem de vídeos, como Twitter, YouTube e Facebook. O órgão não explica, porém, como é possível manter o funcionamento de sites sem a conexão à internet global.

A Rússia já está tecnicamente pronta para se desconectar da rede global, declarou, em fevereiro de 2021, o ex-premiê e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmítri Medvedev.

No entanto, as operadoras afirmam que os equipamentos especiais já começaram a causar falhas no sistema e precisam ser temporariamente desligados para garantir o funcionamento da rede interna. Além disso, o Ministério das Comunicações atualiza os requisitos para a modernização dos equipamentos, o que levará à queda da qualidade da comunicação, segundo a operadora MTS.

Ao mesmo tempo, as operadoras não podem ignorar esses requisitos. Caso contrário, terão que pagar multas de até 1 milhão de rublos (US$ 13,6 mil) pela primeira violação e até três milhões de rublos (US$ 40 mil) pela reincidência.

Internet russa será fechada como na China?
A principal diferença entre a Runet soberana e o firewall chinês está em sua arquitetura, segundo o diretor da organização sem fins lucrativos Internet Protection Society, Mikhail Klímarev.

Na Rússia, os sistemas de filtragem e gerenciamento de tráfego são instalados pelas operadoras de telecomunicações, enquanto na China eles estão localizados na fronteira. O Facebook e outras redes sociais populares não funcionam na China, mas mesmo que seus sistemas de filtragem quebrem, a internet continuará a funcionar. A Rússia, neste caso, enfrentará falhas inesperadas em todas as cidades do país.

“O fechamento do Google vai matar 30% de todos os sites russos. Será um golpe duro e inesperado na economia. Qualquer coisa poderá dar pau: um sistema médico ou um sistema de controle de gasoduto... É impossível prever”, explica Klímarev ao site Znak.com.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmítri Medvedev, concorda que a internet autônoma poderá criar grandes problemas.

"Vai levar algum tempo para reconfigurá-la. Mas, em princípio, o funcionamento autônomo do segmento russo da rede poderia ser restaurado", disse Medvedev. "É uma tarefa complicada, e espero que não tenhamos a necessidade de implementá-la", disse Medvedev.

Embraer e holandesa TNO firmam Memorando de Entendimento para pesquisa e desenvolvimento tecnológico em defesa

 Cerimônia de assinatura do MoU TNO


*LRCA Defense Consulting - 14/12/2021

A Embraer e a TNO, Organização Holandesa de Pesquisa Científica Aplicada, assinaram um Memorando de Entendimento para futuro desenvolvimento de produtos e serviços de defesa e de dupla utilização nos domínios aéreo, marítimo, terrestre e espacial. O memorando inclui ainda pesquisa conjunta, desenvolvimento de tecnologias e processos de inovação.

“Estamos muito satisfeitos por estreitar nosso relacionamento com a Embraer Defesa e Segurança por meio deste memorando. Vemos diversas oportunidades para estender nossa cooperação e, em conjunto, desenvolver tecnologias avançadas e inovações para uma sociedade segura. Estamos ansiosos para utilizar nosso conhecimento e as tecnologias complementares no domínio de defesa e segurança para benefício mútuo”, disse Marja Eijkman, Diretora da TNO Defense, Safety and Security.

O memorando tem por objetivo estender e aprofundar as relações comerciais de longo prazo entre as partes durante a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias-chave para aplicações de defesa, as quais podem fazer parte de futuras capacidades das plataformas existentes da Embraer, como o C-390 Millennium, ou de novas aeronaves, veículos e sistemas. O memorando também busca o fortalecimento da cooperação entre a Embraer e a TNO na Holanda e no Brasil.

“Acreditamos que este memorando pode gerar muito valor para ambas as partes. Vemos uma grande sinergia entre a TNO e a Embraer, relacionada à complementaridade de experiência da nossa empresa em defesa e segurança. Além disso, acreditamos que juntos podemos avançar em áreas de pesquisa como autonomia e inteligência artificial, as quais são muito importantes para nós”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.
 

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