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24 agosto, 2024

Nova plataforma da ABIMDE transformará a maneira como as informações sobre a BIDS serão acessadas e analisadas


*ABIMDE, 22/08/2024

No dia 21 de agosto, o auditório do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT) foi palco da Reunião Bimestral do Cluster Aeroespacial & Defesa Brasileiro.

No evento, realizado de forma presencial e on-line, a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), representada pelo General Ivan Ferreira Neiva Filho, apresentou o projeto da ABIMDE CONECTA - Soberania e Segurança. Trata-se de plataforma de gestão do conhecimento que transformará a maneira como as informações sobre a Base Industrial de Defesa e Segurança serão acessadas e analisadas.

A iniciativa tem o objetivo de criar uma capacidade de gestão da informação para um ecossistema industrial abrangente, que inclui a Base Industrial de Defesa e Segurança, além de outras indústrias, academia, agências e órgãos de governo e instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Em sua palestra, o General Neiva destacou a importância da plataforma para a tomada de decisões estratégicas, afirmando que “a maneira mais eficaz para subsistir em um ambiente é gerir bem as conexões com o mundo externo”. Ele explicou que a aplicação permitirá acessar, analisar e compartilhar dados estratégicos, proporcionando uma visão geral das dinâmicas locais, nacionais e internacionais que impactam o setor.

Atuando como um instrumento de conexão da Base Industrial de Defesa e Segurança, a CONECTA oferecerá uma visão sistêmica das dinâmicas nacionais e globais que impactam as cadeias produtivas ligadas à Soberania e à Segurança brasileiras, provendo informações estratégicas voltadas a líderes, gestores, pesquisadores, agentes públicos e profissionais da área, permitindo defender os interesses do setor e favorecendo a tomada de decisões estratégicas seguras.

"Estamos trabalhando com gestão da informação em dois sentidos: a gerada pelo próprio sistema e a de interesse para aqueles dentro do sistema", explicou o General Neiva.

A plataforma é fruto do esforço da ABIMDE juntamente com diversos parceiros das áreas governamental, acadêmica, industrial e de inovação e será a principal referência nacional no que se refere a conhecimento sobre o Ecossistema Industrial Soberania e Segurança.

O projeto já está em fase de implementação, com a construção de uma base de dados e uma infraestrutura inicial de Business Intelligence (BI). "Nosso objetivo é ser a principal referência nacional no que se refere ao conhecimento sobre as empresas desse ecossistema", disse.

Neiva também mencionou a importância de integrar a plataforma com observatórios nacionais e internacionais, além de criar uma agência de catalogação e uma plataforma de capacitação para o setor. "Queremos caracterizar essa plataforma como um ramo de inovação para um ecossistema que vive da inovação e depende dela permanentemente", complementou.

Com sua implementação, espera-se que a iniciativa não apenas otimize a colaboração entre os diversos atores da indústria, mas também promova a inovação contínua, posicionando o Brasil como uma referência no cenário global de defesa e segurança. O projeto promete criar um ambiente propício para o crescimento e a evolução do setor, assegurando que as empresas estejam preparadas para os desafios do futuro.

23 agosto, 2024

Colt CZ, importante parceira da CBC/Taurus, expande produção na Hungria

Uma CZ P-10 com marca de fabricação húngara

*Guns.com, por Chris Eger - 23/08/2024

A Colt CZ anunciou que expandirá suas operações tradicionais na Hungria para ajudar a atender à demanda global pelas plataformas de armas de fogo da empresa.

Fundada em 1936, a CZ está há muito tempo sediada na República Tcheca, ou República Tcheca, e só se expandiu para a Hungria na última década. Apesar das diferenças de idioma e cultura, os países compartilham uma longa e frequentemente comum história, incluindo fazer parte do antigo Império Austro-Húngaro e ser membro de uma série de alianças econômicas e militares ao longo dos anos. Hoje, ambos são membros da OTAN e da UE, juntando-se lado a lado em 1999 e 2007, respectivamente.

Foi em conjunto com essas alianças que a CZ, com a bênção do governo tcheco, assinou um acordo de 10 anos e 100 milhões de euros com o governo húngaro em 2018, que permitiu que a empresa de defesa estatal húngara, HM Arzenal, produzisse até 200.000 armas domesticamente sob licença. Os designs que faziam parte desse acordo incluíam carabinas Bren 2 e  Scorpion EVO 3,  bem como pistolas P-07 e P-10 9mm, todas construídas em uma nova fábrica na cidade de Kiskunfélegyháza, a cerca de 70 milhas de Budapeste.

O Colt CZ Group detém uma participação majoritária na operação, com a empresa estatal húngara N7 Holding Ltd mantendo uma participação de 49 por cento. A Colt CZ informa que controla totalmente todas as atividades de produção no local e todos os processos serão supervisionados por especialistas da CZ.

"A planta de produção, localizada em Kiskunfélegyháza, tem uma operação automatizada moderna, incluindo forjamento, perfuração profunda, brunimento, tratamento térmico de metais, testes e medições em túneis de teste", diz a Colt CZ. (Fotos: Colt CZ)

Uma página em inglês mantida pela empresa diz que a fábrica de Kiskunfélegyháza, além de fabricar armas de fogo para o exército húngaro, produz componentes "para as fábricas do Colt CZ Group na República Tcheca, Canadá e EUA".

Além da fábrica, a empresa conta com uma filial da Colt Technology Services em Budapeste, capital da Hungria.

Como nota lateral, é bom ver a fabricação robusta de armas de fogo retornar à Hungria. O país há muito tempo tem uma respeitada tradição de fabricação de armas com empresas húngaras bem conhecidas, incluindo Danuvia e Fegyver- es Gepgyar, ou FEG/FegArmy , com a primeira cessando a produção em 1998 e a última interrompendo suas linhas de armas em 2004. A FEG declarou desde então que planeja reentrar no mercado de armas pequenas, mas seu único produto até agora é o rifle HD-18 , um clone de Dragunov que está em produção de baixa taxa.
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Parceria do Grupo CBC & Grupo Colt CZ irá gerar novos negócios para a Taurus

*LRCA Defense Consulting - 14/08/2024

Após a CBC ter adquirido quase um terço do Grupo Colt CZ neste ano, passando a ser o seu segundo maior acionista, atrás apenas do grupo controlador, a alta direção da Taurus já visitou as sedes da CZ, na República Tcheca, e da Colt CZ, nos Estados Unidos, enquanto que a equipe da Colt CZ, por sua vez, esteve em visita à Taurus, em São Leopoldo. Leia mais em Taurus, CBC e Colt CZ: nasce uma nova gigante mundial de armamento leve

Segundo o que declarou hoje o CEO Global da Taurus Armas, Salesio Nuhs, nas lives de resultados em que participou com a MSX e com a Eleven, durante essas visitas foram encontradas importantes sinergias entre as duas empresas, que podem potencializar a produção da Taurus.

A primeira delas se transformará em um novo e promissor negócio para a multinacional gaúcha, representado pela produção de peças em M.I.M. (metal injection molding) e em peças usinadas por processo robótico (Taurus 4.0) para uso em armas produzidas pelo Grupo Colt CZ.

Tal necessidade da Colt CZ, segundo informações do mercado, é devida ao fato de a empresa não estar conseguindo atender seus clientes por estar lotada de pedidos e não ter como aumentar a produção. Nos últimos anos, cresceu muito e precisa de mais unidades produtivas. Como o Brasil tem mão de obra muito especializada, mas barata (em relação aos EUA e à Europa), e fartura de matéria prima de excelente qualidade, uma parceria com a "sócia" Taurus, empresa de alta tecnologia e reconhecida qualidade, é a melhor solução para esse problema. Além disso, a empresa quer recuperar o prestígio da marca Colt, a mais icônica dos EUA, que estagnou antes de ser adquirida pela CZ.

Com relação à segunda sinergia, Salesio afirmou não poder ainda detalhar o assunto, por questões de sigilo comercial. No entanto, deixou escapar que a Taurus está investindo fortemente em um novo portfólio de produtos militares, havendo um grande projeto mais agressivo em gestação, o que leva esta Consultoria a acreditar que possa dizer respeito ao mercado de Law Enforcement, principalmente dos Estados Unidos.

Ainda com relação à parceria com o Grupo Colt CZ, o CEO Global da Taurus revelou que, no primeiro trimestre de 2025, serão lançadas uma nova família de pistolas para uso policial e militar e uma nova e revolucionária submetralhadora, já nas instalações da novíssima Taurus Shooting Academy, que será também inaugurada e usada como laboratório para esses produtos policiais e militares por meio dos seus 14 estandes de tiro (10 de 50 metros e quatro de 100 metros).

 

Mac Jee se consolida e expande atuação com projetos no setor de defesa e aeroespacial

Companhia fortalece a liderança em inovação tecnológica e capacidade produtiva para atender mercados nacional e internacional a partir de parcerias estratégicas e investimentos direcionados


*Notícias R7, por Luiz Fara Monteiro - 21/08/2024

A Base Industrial de Defesa (BID) no Brasil vive um de seus melhores momentos. Até julho deste ano, o setor acumulou R$8,4 bilhões em vendas para o exterior, o que representa o segundo melhor resultado na série histórica de 2013-2024.

Nessa trilha, está a Mac Jee, líder brasileira do setor de defesa no país, empresa que vem expandindo os negócios com foco no mercado internacional e se diversificando para atender também à demanda interna, sobretudo com tecnologias de ponta tanto para defesa como para o setor aeroespacial.”Nos preparamos para este cenário de crescimento acelerado em 2024, por exemplo com o lançamento do Armadillo, um dos sistemas de combate móvel mais avançados do mercado, e estamos a pleno vapor para desenvolvermos soluções inovadoras tanto para o mercado nacional como internacional “, afirma Alessandra Stefani, CEO da Mac Jee.

Nos últimos quatro anos, a empresa investiu R$120 milhões na construção de duas fábricas no interior de São Paulo, em São José dos Campos e em Paraibuna. Com isso, se tornou a empresa com maior capacidade de produção e armazenamento de materiais energéticos do Hemisfério Sul.

A Mac Jee agora se prepara para receber uma planta de carregamento de motores de foguetes e expansão de laboratórios químicos e propulsivos, em função de um novo projeto para a Força Aérea Brasileira (FAB): um foguete aeroespacial para transportar o veículo hipersônico 14-X até a atmosfera, a uma altura de 30 quilômetros da terra na velocidade de 10.720 km/h, dez vezes superior à do som, também conhecida como Mach 10.

Para que o 14-X inicie sua viagem de forma autônoma, seu motor, do tipo scramjet, precisa de uma velocidade mínima para ser acionado. Ele será acoplado ao foguete, que proporcionará a velocidade e a altitude necessárias e, neste momento, ele será liberado para concluir sua trajetória planejada. Daí o nome “Rocket Assisted Take Off” (RATO) ou, em português, decolagem assistida por foguete. “Este projeto é um divisor de águas, pois as tecnologias que vamos aportar na sua construção vão contribuir para reduzir a dependência tecnológica do Brasil no setor aeroespacial em relação a outros países”, explica o diretor de Engenharia da Mac Jee, Danilo Miranda.Mais de 500 profissionais estarão envolvidos desde o detalhamento dos requisitos técnicos até o lançamento do foguete, previsto para o final de 2027, no Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão.

A Mac Jee também selou parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEAv), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), todos ligados ao Comando da Aeronáutica – COMAer, além de cooperação industrial com a Castro Leite Consultoria (CLC) e diversos fornecedores do ecossistema aeroespacial de São José dos Campos e região. “Contamos com um time com vasta experiência em projetos de satélites, aeronaves, mísseis e sistemas de defesa, tanto em empresas nacionais quanto internacionais. Temos a capacidade técnica e operacional para liderar este projeto inovador”, conta Miranda.

Na esteira de inovação, a companhia, também em parceria com a FAB, está desenvolvendo o kit de guiagem Dagger para bombas de propósito geral (GP) do tipo MK-82. Por possuírem uma baixa precisão de acertar um alvo específico, são denominadas de ‘bombas burras’, já que podem causar efeitos colaterais indesejados. O kit Dagger que é instalado na estrutura da bomba proporciona um aumento exponencialmente de precisão, permitindo que os alvos sejam atingidos com maior exatidão.

Grupo Mac Jee
O Grupo Mac Jee foi fundado no Brasil em 2007 e está entre as maiores empresas da Base Industrial de Defesa (BID) do país. Com atuação global, destaca-se pela capacidade de desenvolver produtos de alta qualidade e tecnologia exclusiva. A empresa possui unidades fabris em São José dos Campos (SP), Paraibuna (SP), França e Oriente Médio. 

A Mac Jee (como é normalmente conhecida a empresa) é uma das principais empresas da Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil. Genuinamente brasileira e com atuação global, possui unidades fabris em São José dos Campos (SP) e Paraibuna (SP), com escritórios também em São Paulo (SP) e França. Há mais de uma década no mercado, atua nos segmentos de Defesa e Aeroespacial. Atualmente é formada por Mac Jee Defesa, responsável pelo desenvolvimento, fabricação e comercialização de sistemas de defesa; Mac Jee Tecnologia, especializada no aprimoramento ou criação de linhas de produtos energéticos, e Equipaer, responsável pela criação de produtos e serviços do segmento aéreo.

No seu diversificado portfólio, a Mac Jee tem também o drone kamikase ANSHAR - um drone tático avançado com excelente manobrabilidade e adaptabilidade a diversos tipos de missões, o DAGGER - um sistema inteligente de guiagem de munições aéreas, as munições aéreas BGB (MK), munição anti-bunker BPB 2000 (BLU 109) e o Armadillo - um dos lançadores de foguetes mais leves, compactos e rápidos do mercado global, projetado e desenvolvido para condições extremas de operação. O veículo tem alto poder de ataque, pode retrair o sistema de lançamento durante a fase não ofensiva, e lança mais de 70 foguetes 70 mm em poucos minutos. 

A Mac Jee é uma relevante exportadora de bombas, foguetes e munição de artilharia para o Oriente Médio. Além disso, instalou na Arábia Saudita uma moderna planta de material energético com capacidade de produção de 2 mil toneladas de TNT e 120 toneladas de RDX, onde tem tecnologia para adaptar a capacidade de fabricação de acordo com a necessidade de cada cliente. A estrutura montada na Arábia Saudita possui aproximadamente 500 mil metros quadrados e está localizada dentro da Saudi Chemical Company Limited (SCCL), a maior empresa de produção de energia civil e militar do país.

21 agosto, 2024

Na Índia, DRDO mudará o foco em armas leves, cedendo terreno ao setor privado, onde a Taurus é um dos grandes players

Fuzil JD Taurus T4 - Made in India

*LRCA Defense Consulting - 21/08/2024

Conforme divulgou o portal indiano Indian Defence Research Wing, a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) - uma agência do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa do Ministério da Defesa do Governo da Índia, encarregada da pesquisa e desenvolvimento militar, com sede em Delhi - está pronta para passar por uma mudança significativa em seu foco, reduzindo a ênfase anterior no desenvolvimento de armas pequenas e munições. 

Em uma entrevista recente, o presidente da DRDO, Dr. Samir V Kamat, destacou o rápido progresso feito pelo setor privado neste domínio.

Kamat enfatizou que a indústria privada ganhou experiência e expertise substanciais no desenvolvimento de armas pequenas e munições, tornando-as bem posicionadas para assumir a liderança neste setor. Como resultado, a DRDO planeja gradualmente eliminar seu envolvimento no desenvolvimento de armas pequenas ao longo dos próximos anos.

Este movimento estratégico se alinha com o impulso mais amplo do governo indiano para aumentar a participação do setor privado na fabricação de defesa, visando aumentar a autossuficiência e reduzir a dependência de importações. Ao se afastar deste segmento, o DRDO pode se concentrar mais em tecnologias de ponta e sistemas de defesa complexos, deixando a produção de armas pequenas nas mãos de uma indústria privada capaz e crescente.

Essa transição reflete o amadurecimento da indústria de defesa na Índia, onde empresas privadas estão cada vez mais se esforçando para atender às necessidades das forças armadas, contribuindo para os esforços de modernização da defesa do país.

JD Taurus PT 57 SC

Visão estratégica do CEO Global da Taurus vai se tornando real
Entre as empresas privadas fabricantes de armamento leve que já estão estabelecidas na Índia, destaca-se a brasileira Taurus Armas S.A. que, de forma pioneira nesse país, estabeleceu uma joint venture com a Jindal Defence, braço de defesa do poderoso Jindal Group.

Desde que firmou esse contrato, em fevereiro de 2020, o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, afirmou inúmeras vezes, em palestras, lives e comunicados, que a JD Taurus - nome da unidade indiana - poderia mudar as perspectivas de sua empresa.

No entanto, foi em dezembro de 2022, quando já havia passado a pandemia, que a JV começou a tomar forma prática, com a aceleração da construção dos prédios e da instalação dos equipamentos na unidade fabril situada na cidade de Hisar, no estado indiano de Haryana, não por coincidência também sede da Jindal Stainless Steel (JSL Hisar), maior produtora de aço inoxidável da Índia. 

Nesse mesmo mês, durante um evento com investidores na fábrica de São Leopoldo, Salesio afirmou, com grande entusiasmo, que a Índia representa uma oportunidade ainda muito maior e mais perene do que aquela que a empresa teve no ano de 2021, quando a Taurus percebeu e se preparou a tempo para a impressionante e inédita demanda que viria nos EUA, aproveitando-a ao máximo e fazendo de 2021 o melhor ano da história da companhia.

Com o início da produção de armas para os mercados civil, militar e de segurança neste ano e a confirmação dos números possíveis de serem alcançados na Índia, a visão estratégica do CEO Global da Taurus está se tornando uma realidade, com a fábrica indiana podendo vir a se constituir em um novo divisor de águas para a multinacional brasileira e alterar completamente suas fisionomia, potencialidades e perspectivas atuais.

Laboratório de ensaios elétricos da WEG recebe importante certificação do INMETRO


*LRCA Defense Consulting - 21/08/2024

A WEG possui em sua estrutura diferentes laboratórios para testes e avaliações dos produtos por ela desenvolvidos. O laboratório de ensaios elétricos da WEG de motores na faixa de potência de 0,10 kW a 400 kW e tensão até 1000 V em Jaraguá do Sul/SC é um deles, anualmente auditado por organismos reconhecidos mundialmente como a Canadian Standards Association (CSA) e Underwriter Laboratories (UL). Recentemente este laboratório alcançou também a acreditação na norma ISO 17025 da Coordenação Geral de Acreditação do INMETRO (CGCRE), atestando o nível de excelência das atividades desenvolvidas e possibilitando à WEG fornecer relatórios de ensaios acreditados com reconhecimento mundial.

No exterior, o laboratório da WEG México já possui esta acreditação pela EMA (Entidade Mexicana de Acreditação) e o laboratório da WEG Euro em Portugal está em processo de obtenção da mesma pelo IPAC (Instituto Português de Acreditação).

 um mapa mundi em cinza sobre o fundo branco mostra em destaque 3 países em azul: Brasil, México e Portugal junto da logo da certificação ISO 17025. Ao lado dos países estão logos das certificadoras e os nomes dos Países e cidades onde estão as unidades certificadas: Brasil - Jaraguá do Sul, México - HueHuetoca, Portugal - Santo Tirso

A ISO 17025 é uma norma exclusiva para laboratórios de ensaios e calibração, a qual determina a competência técnica do laboratório para executar suas atividades com precisão e obter resultados válidos de alta qualidade e confiabilidade. Para alcançar a acreditação nesta norma, os laboratórios passam por rigorosas avaliações, o que garante o padrão internacional dos laboratórios.

Com a acreditação, o laboratório passa a usufruir dos acordos internacionais de reconhecimento mútuo que o INMETRO possui junto ao ILAC (International Laboratory Accreditation Cooperation), fazendo valer a máxima: “Ensaiado uma vez, aceito em qualquer lugar”.

Para a WEG, esta certificação enfatiza o compromisso permanente com o aprimoramento da qualidade e a confiabilidade dos ensaios, reforçando o reconhecimento internacional da sua competência técnica. A acreditação do laboratório segundo a norma ISO 17025 é um selo global de credibilidade e confiança.

20 agosto, 2024

Fábrica da Taurus na Índia está em ramp-up e deverá dobrar capacidade produtiva nos próximos meses


*LRCA Defense Consulting - 20/08/2024

O CEO Golbal da Taurus Armas, Salesio Nuhs, revelou que a unidade indiana da empresa está paulatinamente incrementando sua produção, sendo que, atualmente, está produzindo entre 1.000 e 1.200 armas por mês. A revelação foi feita no dia 14 último, durante as lives em que participou com a MSX e com a Eleven.

O ramp-up produtivo acontece na medida em que os colaboradores vão adquirindo experiência e o sistema logístico de fornecedores vai ficando cada dia mais eficiente.

É importante ressaltar que, pelas leis indianas, no período eleitoral que houve recentemente (19 de abril a 04 de junho), não foi permitida a venda de armas a civis, fato este que impactou as vendas da empresa, mas não a produção.

A intenção do CEO é ir espelhando na Índia os mesmos sistemas produtivos e logísticos que tornaram a unidade brasileira um padrão para as demais indústrias mundiais de armamento leve e que a fizeram ter as mais altas margens desse segmento.

A produção inicial, embora seja ainda relativamente pequena, é compensada pelos altos valores com que as armas produzidas estão sendo comercializadas, que variam de 1.200 a 1.600 dólares por unidade. 

A previsão de Salesio Nuhs é de que a capacidade produtiva seja dobrada nos próximos meses, possibilitando alavancar o ramp-up e as vendas.

No que se refere a armas táticas (militares e segurança) no país asiático, o CEO da Taurus informou que, além da megalicitação de 425.000 fuzis onde a empresa é uma das mais fortes concorrentes e que deverá ser concluída no final deste ano, a gigante brasileira de armamento leve está participando também de outras licitações menores que montam a um total de 47 milhões de dólares. Lembrando ainda que, recentemente, a submetralhadora JD Taurus T9 venceu uma licitação para o fornecimento de 500 unidades ao Exército Indiano.

Por fim, a Taurus informou sua intenção de fabricar novas armas na Índia a partir de 2025, como as pistolas nos calibres .380 e .45.

19 agosto, 2024

Exército recebe Viatura Blindada de Combate Centauro II


*Exército Brasileiro - 19/08/2024

No último dia 17 de agosto, chegou ao Brasil a primeira de duas amostras da Viatura Blindada de Combate Centauro II, adquiridas pelo Exército Brasileiro. A segunda amostra deverá chegar ao Rio de Janeiro nos próximos dias, de forma que seja dada continuidade ao processo de avaliação técnica e operacional que subsidiará um contrato principal de mais 96 (noventa e seis) viaturas.

O processo de obtenção das viaturas é conduzido pelo Comando Logístico, dentro das ações do Programa Estratégico Forças Blindadas, com as avaliações ocorrendo no Centro de Avaliações do Exército (Rio de Janeiro - RJ) e, posteriormente, no Centro de Instrução de Blindados (Santa Maria - RS) e no Campo de Instrução Barão de São Borja (Rosário do Sul - RS).

Produzido pelo Consórcio Italiano Iveco-Oto Melara e previsto para dotar as tropas mecanizadas da Força Terrestre, o blindado possui elevado nível de tecnologia embarcada e um canhão estabilizado de 120mm. A aquisição contribuirá para que o Exército Brasileiro se mantenha como um ator de elevada capacidade de dissuasão, capaz de inibir potenciais ameaças à integridade territorial brasileira.




 

 

Instituto de Aeronáutica e Espaço e IMBEL firmam Contrato de Transferência de Tecnologia


*Agência Força Aérea e IAE - 19/08/2024

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP), assinou, nessa terça-feira (13/08), o contrato de transferência de tecnologia com a empresa Indústria de Material Bélico do Brasil, a IMBEL. 

Na ocasião, também foram entregues os documentos técnicos referentes às tecnologias transferidas, sendo este o segundo contrato celebrado dentro do Projeto de Fomento à Inovação na Indústria Brasileira por meio da Transferência de Tecnologias de Defesa do IAE.

Este projeto foi aprovado em 2023 e disponibiliza diversas tecnologias de defesa desenvolvidas pelo IAE para transferência à indústria.

A IMBEL é uma das empresas que manifestou interesse em absorver algumas das tecnologias disponibilizadas. Com isso, foi elaborado o processo para estabelecer o contrato entre o Instituto e a indústria, de modo a possibilitar a transferência dentro do Projeto. Caso a IMBEL comercialize os itens de defesa com outros países, haverá recolhimento de royalties para o Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA).

A assinatura contou com a presença do Vice-Diretor do DCTA, Major-Brigadeiro do Ar David Almeida Alcoforado; do Diretor do IAE, Brigadeiro do Ar Frederico Casarino; do Diretor-Presidente da IMBEL, General de Divisão Ricardo Rodrigues Canhaci; do Chefe do Subdepartamento Técnico do DCTA, Brigadeiro do Ar Eduardo Alexandre Bacelar; do Diretor de Inovação da IMBEL, Coronel Thiers Lobo Ribeiro; do Agente de Controle Interno do IAE, Coronel Intendente Paulo Marinho Falcão; e demais representantes do Instituto e da empresa.

"Esse momento é de extrema importância para o Instituto, no qual materializamos o retorno para a sociedade do que é desenvolvido no IAE, com os recursos públicos. Por meio da transferência desta tecnologia para uma empresa nacional, esperamos fomentar a nossa Base Industrial de Defesa na expectativa de que se concretizem benefícios econômicos e sociais para o país", declarou o Chefe da Coordenação de Gestão da Inovação do IAE, Tenente-Coronel Engenheiro Fernando de Araújo Silva.

Esse é mais um marco na inovação realizado pelo IAE, mostrando que o Instituto, ao concretizar esses processos, cumpre com suas obrigações perante a Lei de Inovação. Desta forma, há fomento na indústria e dissemina o conhecimento já adquirido em suas pesquisas, contribuindo para trazer benefícios econômicos e sociais ao país, com a possibilidade de retorno financeiro para os seus próprios projetos, além de gerar movimento à tríplice hélice, formada pelo Governo, pela Academia e pela Indústria de Defesa.

Grupo EDGE, dos Emirados, assinou acordo de cooperação de longo alcance com o governo da cidade de S. J. dos Campos


 *LRCA Defense Consulting - 19/08/2024

O EDGE, um dos principais grupos de tecnologia avançada e defesa do mundo, assinou um acordo de cooperação de longo alcance com o governo da cidade de São José dos Campos, no estado brasileiro de São Paulo. O acordo cobrirá colaboração nas áreas de tecnologia avançada, cidades inteligentes, educação e desenvolvimento de talentos.

A mudança reforça a presença da EDGE no mercado estrategicamente importante da América Latina, dando um impulso adicional aos seus planos comerciais nos ecossistemas de defesa brasileiros e regionais.

O Memorando de Entendimento entre as duas partes foi assinado pelo Prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias, e Rodrigo Torres, Diretor Financeiro do Grupo EDGE, na Prefeitura Municipal.

A cidade de São José dos Campos é o principal polo industrial e de tecnologia do Brasil e abriga as maiores empresas aeroespaciais e de defesa do país, incluindo a especialista em armas inteligentes e sistemas de alta tecnologia SIATT, na qual a EDGE adquiriu uma participação de 50% em 2023. A cidade também abriga algumas das principais universidades e institutos de tecnologia e pesquisa do Brasil.

Rodrigo Torres, Diretor Financeiro do EDGE Group, disse: “O EDGE está entrando em uma nova fase de crescimento no Brasil e na região, e as parcerias mutuamente valiosas que forjamos com os principais participantes e governos locais estão agora criando as condições das quais podemos colher benefícios tangíveis. Não há melhor exemplo desse tipo de parceria do que este acordo com a cidade de São José dos Campos, um centro de inovação e excelência técnica reconhecido internacionalmente, que nos permitirá realizar nossos objetivos comerciais, apoiar a economia local e promover o crescimento sustentável em tecnologia avançada e no desenvolvimento de talentos brilhantes. Em nome do EDGE Group, estendo meus sinceros agradecimentos ao Prefeito e ao povo desta cidade voltada para o futuro.”

Junto com o Governo do Estado de São Paulo, a cidade de São José dos Campos tem apoiado totalmente a entrada da EDGE no mercado brasileiro, proporcionando um ambiente fértil para o crescimento, criação de empregos, ao mesmo tempo em que garante que o grupo possa explorar as robustas cadeias de suprimentos da região. Além disso, junto com a EDGE, a SIATT está em processo de expansão de sua sede e base de fabricação na cidade de 1.000 metros quadrados para aproximadamente 7.000 metros quadrados, gerando mais de 800 oportunidades de emprego relacionadas.
 

18 agosto, 2024

Com 90 milhões de euros, Embraer quer triplicar receitas da OGMA; empresa terá novos e importantes contratos para revelar

Gomes Neto: "a Embraer terá novos e importantes contratos para revelar"


*Surge Radio, por Leonardo Vargas - 18/08/2024

A gigante brasileira, fabricante de aviões, Embraer vai investir 90 milhões de euros (540 milhões de reais) para expandir a OGMA, unidade que controla em Portugal. Os recursos apoiarão a montagem de aeronaves Super Tucano A-29, dentro dos parâmetros estabelecidos pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A injeção de recursos permitirá à OGMA triplicar a sua receita anual nos próximos anos, até 600 milhões de euros (3,6 mil milhões de reais).

O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, informou que, além da montagem do Super Tucano, a OGMA portuguesa também irá adaptar o avião militar KC-390, o maior cargueiro militar construído no hemisfério sul, para os países da OTAN. Aliás, a organização já realizou exercícios militares com o KC-390 em aeroportos da Alemanha e de outros países europeus.

O executivo não esconde o entusiasmo pelos negócios da Embraer em Portugal. Esteve em Alverca, nos arredores de Lisboa, há duas semanas, para a inauguração do projeto norte-americano Pratt & Whitney, uma unidade de manutenção e centro de serviços global na Europa. A empresa é uma das três maiores fabricantes de motores para aeronaves do mundo.

A associação da Embraer, que detém 65% do capital da OGMA, com a Pratt & Whitney é considerada fundamental para a empresa brasileira, destacou Gomes Neto. Segundo ele, a empresa vive “um momento muito especial, com perspectivas positivas para os próximos anos e crescimento sustentado em todas as linhas de negócio”. Confirmada a venda de sete aeronaves KC-390 para Áustria e Holanda e seis aeronaves A-29 Super Tucano para o Paraguai.

Embraer terá novos e importantes contratos para revelar
A imprensa especializada também noticia a aquisição pela Índia de cerca de 80 cargueiros KC-390 que poderá ser concluído no final do ano, com a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático. Sobre este tema, Gomes Neto limitou-se a dizer que a Embraer terá novos e importantes contratos para revelar. E acrescentou que Portugal tem sido um parceiro muito importante, já que “a empresa fornece peças para aeronaves como o KC-390, além de ser um grande centro de serviços para aeronaves civis e militares”.

Embraer e a OGMA: estratégicas para a OTAN
A OTAN tem em Portugal uma das referências mais importantes no fabrico de peças e conjuntos para aeronaves militares na Europa. A Embraer e a OGMA tornaram-se estratégicas para a organização. Ciente disso, o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou que dará continuidade ao acordo assinado entre Lula e o antigo governo socialista de António Costa.

O equipamento Super Tucano, homologado pela NATO, vai substituir o antigo Alpha Jet da Força Aérea Portuguesa, adquirido na década de 90, durante o governo Cavaco Silva, que deixou de voar em 2018. O Conselho de Ministros do Governo aprovou o início das negociações e a assinatura do memorando ocorreu no ano passado nas instalações da OGMA.

Ações valorizadas

Devido a todos os contratos assinados recentemente e aos que estão por vir, as ações da Embraer na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) valorizaram mais de 44% em um ano. A empresa está avaliada em 5,5 bilhões de euros (32,8 bilhões de reais). Só no segundo trimestre deste ano, os pedidos totalizaram 21 bilhões de dólares (R$ 117,6 bilhões), o maior valor em sete anos.

As operações da Embraer em Portugal enquadram-se na estratégia de internacionalização da empresa no mercado europeu. Segundo relatórios elaborados pelos bancos BTG Pactual (brasileiro) e JP Morgan (norte-americano), “todas as divisões de negócios da empresa vivem cenários industriais favoráveis”. Portugal adquiriu cinco cargueiros militares, dois dos quais já foram entregues. A aeronave KC-390 é apresentada como uma opção ao antigo C-130 Hercules em todo o mundo.

A Embraer registrou receitas de 1,3 bilhão de euros (7,8 bilhões de reais) entre abril e junho, um aumento de 76% em relação ao trimestre anterior. As receitas da aviação comercial são 190% superiores na mesma base de comparação. Desde 1969, a empresa já entregou mais de 8 mil aeronaves.

Índia pretende dominar o mercado global de munições; Grupo CBC é um dos grandes players do país


*LRCA Defense Consulting - 18/08/2024

A CBC – Companhia Brasileira de Cartuchos vinha buscando uma parceria estratégica para entrar no imenso mercado indiano desde meados da segunda década do Século XXI..

Em 2017, após o advento da nova política industrial “Make in India”, a CBC selecionou a empresa Stumpp Schuele & Somappa Springs (SSS Springs), maior fabricante indiano de molas automotivas e industriais, como seu parceiro estratégico para aquele mercado, através de uma joint venture, haja vista que ela já possuía um braço de defesa, a SSS Defence, destinada à fabricação de fuzis. 

Em novembro daquele ano, após visitas mútuas entre as duas empresas, foi assinado um Memorando de Entendimentos para o estabelecimento da futura joint venture e, em agosto de 2018, foi assinado o acordo para o seu estabelecimento, com a licença emitida pelo Ministry of Home Affairs indiano sendo obtida em agosto de 2019.

Em dezembro de 2019, as empresas chegaram a um acordo sobre as condições para transferência de tecnologia para fabricação de munições de pequeno calibre e assinaram o Technology Transfer Agreement. Tal acordo foi a última etapa para que o Ministry of Home Affairs (MHA) pudesse aprovar a entrada de um acionista estrangeiro (CBC) na empresa de defesa criada a partir da joint venture. De acordo com a legislação local, o acionista estrangeiro (CBC) teve sua participação limitada em 49%, e o acionista indiano (SSS) ficou com participação de 51%.

A nova empresa passou a se chamar SSS CBC Ammunition e sua fábrica está instalada na cidade de Anantapur, no estado de Andhra Pradesh, em área com mais de 100.000m2.

No entanto, mesmo após a nova fábrica já estar pronta, a licença final de produção só foi emitida em 2024, devido a questões atinentes à intrincada burocracia indiana.

Atualmente, a empresa está em franca produção, já tendo fornecido munições para as Forças Armadas e Policiais do país, bem como para nações amigas da Índia, passando a ser um importante player do setor de munições e peça importante dentro das iniciativas Make in India e Atmanirbhar Bharat (Índia Autossuficiente).

Relatório AMMO India 2024

Segundo publicação do portal indiano Indian Defence Research Wings, "a Índia está se posicionando como uma potência global na fabricação de munições, com potencial para capturar uma fatia significativa do crescente mercado global, de acordo com um novo relatório da FICCI e da KPMG.

O relatório AMMO India 2024 destaca as crescentes oportunidades no setor de munição, impulsionadas pelo aumento dos gastos militares globais, conflitos geopolíticos em andamento e crescentes preocupações com insurgência. O mercado global de munição está projetado para atingir substanciais Rs 1,84,092 crores (US$ 22 bilhões) até 2032, expandindo a um CAGR de 3,95%.  

A indústria doméstica de munição da Índia está pronta para desempenhar um papel fundamental nessa trajetória de crescimento. O relatório enfatiza a necessidade de consolidar a posição da Índia no mercado de munição como um passo crucial para atingir a meta mais ampla da nação de se tornar um centro global de fabricação de defesa.  

O mercado de munições é segmentado em três categorias principais:

- Munição de pequeno calibre: usada principalmente pela infantaria e inclui calibres como 5,56 mm, 7,62 mm, 9 mm e 12,7 mm. As forças armadas indianas dependem predominantemente de cartuchos NATO de 5,56 x 45 mm.

- Munição de médio calibre: Empregada por veículos blindados de combate, aeronaves, artilharia antiaérea e navios. Esta categoria abrange cartuchos de alto desempenho que variam de 20 mm a 40 mm.

- Munição de calibre pesado: usada em tanques e artilharia, com calibres como 105 mm e 120 mm. A Índia está atualmente padronizando suas armas de artilharia no calibre 120 mm.

O relatório destaca o imenso potencial para a indústria de munição da Índia, dadas as capacidades de produção em larga escala do país e os processos de fabricação com boa relação custo-benefício. Ao capitalizar esses pontos fortes e focar em pesquisa e desenvolvimento, a Índia pode emergir como líder global na produção de munição."

Ecossistema logístico Taurus & CBC
A presença conjunta da Taurus Armas e da CBC na Índia proporciona ao país um ecossistema logístico, sinérgico e facilitador para o Exército Indiano e para as demais forças militares, paramilitares e de segurança do país no setor de armas leves e munições.

A fabricação de modernas e tecnológicas armas leves e munições na Índia, em joint venture com empresas locais, significa também um reforço considerável nas iniciativas Make in India e Atmanirbhar Bharat, com as quais o governo indiano está transformando o país e o catapultando a um inédito patamar de grande produtor e exportador mundial de produtos de defesa.

Para a Taurus e para CBC, tal presença consolida a estratégica diversificação geográfica de suas vendas naquele que é considerado o maior e mais inexplorado mercado mundial capitalista para armas leves e suas munições, possuindo potencial suficiente para transformar radicalmente as perspectivas das duas empresas tão logo a produção de ambas adquira tração.

Aeromot anuncia parceria com o renomado Studio MT


*LRCA Defense Consulting - 18/08/2024

A Aeromot, uma Empresa Estratégica de Defesa voltada para a tecnologia aeronáutica, anunciou uma nova parceria com a consultoria internacional de arquitetura e design de Marcelo Teixeira, arquiteto especializado em design de produtos, objetos de séries limitadas, transportation design, e interiores e exteriores de aeronaves, além de outros equipamentos de mobilidade.

A parceria com o Studio Marcelo Teixeira tem como objetivo aplicar conceitos de processos integrados de inovação, desenvolvimento estratégico de produtos, inteligência artificial, tecnologias imersivas e experiência do cliente em novas plataformas de mobilidade aérea sustentáveis de alta eficiência. A colaboração foi oficializada na Labace 2024, realizada entre 6 e 8 de agosto no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo – SP.

O Studio Marcelo Teixeira atua há mais de 30 anos em experiências criativas, especialmente na área aeronáutica, e já desenvolveu importantes projetos de aeronaves de asas fixas e rotativas, em conjunto com a Embraer, Airbus, Boeing, BMW DesignWorks, Fokker, entre outros. O renomado studio assina grandes projetos aeronáuticos, como os interiores das aeronaves Global 5000, Cessna Citation, A380 e A350 da Etihad, além de pinturas de aeronaves Gulfstream, Embraer e Leonardo.

A Aeromot é uma empresa de tecnologia aeronáutica comprometida com o desenvolvimento da mobilidade aérea sustentável, sendo a atual líder de mercado no fornecimento de aeronaves bimotoras a pistão no Brasil. A empresa entrega produtos com 60% menos emissões em comparação às aeronaves da mesma categoria e é a distribuidora exclusiva e centro de serviços autorizado da Diamond Aircraft no país, com bases operacionais em Porto Alegre/RS e Belo Horizonte/MG.

Com uma visão ampla de mercado, a Aeromot inova em diversas frentes de negócios por meio da criação do Aero Centro Integrado de Tecnologia e Inovação (AeroCITI) e da VOWE Air Mobility, além do desenvolvimento de uma nova aeronave sustentável.

O AeroCITI é um complexo de infraestrutura industrial aeronáutica que atua como catalisador de negócios relacionados à mobilidade aérea nos mercados civil, de segurança pública e de defesa.

A VOWE Air Mobility é um programa inovador de mobilidade aérea vinculado ao fabricante, que busca criar uma forma mais econômica, segura e sustentável de voar, oferecendo o uso de aeronaves por assinatura.

Por fim, a nova plataforma aérea, que está em fase de anteprojeto, visa oferecer voos sustentáveis e de alta eficiência, suprindo as demandas da aviação regional e executiva, além de trazer diversas inovações tecnológicas para o mercado.

17 agosto, 2024

Taurus lança a Carabina T9 na plataforma AR-9, produzida 100% no Brasil


*LRCA Defense Consulting - 17/08/2024

Em mais uma inovação para o mercado, e após ter seu pré-lançamento realizado em 2023, a Taurus lança agora a carabina T9 na plataforma AR-9, produzida 100% no Brasil. A T9 é a carabina mais leve e a única do mercado totalmente ambidestra (retém do ferrolho, retém do carregador, seletor de tiro e alavanca de manejo).

Com cano de 8”, a T9 é fabricada em alumínio 7075 anodizado duro, que proporciona leveza e resistência. Em breve, a arma estará também disponível em outros três comprimentos de cano: 5,5”, 11” e 16”, possibilitando flexibilidade de escolha de acordo com a natureza da missão.

Com capacidade de 32 disparos, seu carregador transparente permite a visualização das munições e é compatível com outros modelos do mercado.

A T9 conta ainda com coronha retrátil de cinco posições, trilho Picatinny e miras rebatíveis e removíveis flip-up, que adicionam a possibilidade de utilização de equipamentos ópticos variados.

É também equipada com guarda-mão no padrão MLOK (Modular Lock), permitindo a montagem de acessórios, de acordo com a necessidade do usuário. 

A carabina T9 é uma ótima opção para o mercado policial e militar, sendo ideal para uso tático em situações de curta distância nos meios urbanos e rurais, bem como para o transporte em viaturas, aeronaves e barcos. É também indicada para a prática de tiro esportivo, por oferecer ao atirador conforto e maior controle sobre a arma, devido ao seu baixo peso e menor recuo.

Estará disponível também nas versões "automática/semiautomática", para forças militares (e policiais, em alguns casos), e "semiautomática" para a maioria das forças policiais e de segurança, além de CACs e outros segmentos autorizados a realizar a aquisição. 

A T9 amplia o portfólio de armas táticas Taurus, oferecendo mais opções para atender às necessidades de seus clientes.

Neste ano, a T9 fez sua estreia na Índia, onde também é produzida com o nome de JD Taurus T9, já vencendo uma licitação para o fornecimento de 500 unidades para o Exército desse país.

As demais características são:
- Comprimento total: 655mm com coronha retraída e 735mm com coronha estendida (versão com cano de 8");
- Altura total: 228mm com carregador (versão com cano de 8");
- Largura: 67mm (versão com cano de 8");
- Peso: 2,594 kg (sem carregador) e 2,714 kg (com carregador)
- Guarda-mão padrão MLOK para acoplamento de acessórios e trilho Picatinny;
- Material superior e inferior: alumínio 7075 anodizado duro;
- Acoplamento padrão para trilhos Picatinny (MIL STD 1913);
- Ação: blowback (dispensa o travamento da culatra, possibilitando maior cadência de disparos) / percussor flutuante;
- Acabamento: preto fosco.

A versão com cano de 8” já está sendo comercializada pela empresa e está disponível nas lojas revendedoras e no portal de vendas da Taurus, voltado a militares, policiais, CACs e outras categorias autorizadas a adquirir estes produtos, conforme legislação vigente.

Forças de segurança e policiais
A carabina T9 em calibre 9mm é a opção mais acertada para as forças de segurança (polícias, escolta, etc.), haja vista que estas têm o uso primordial da arma em engajamentos à curta distância nos meios urbanos e rurais, não necessitando da potência, do alcance, do poder de parada e da excessiva penetração de munições como a do calibre 5,56 ou superior. Além disso, é mais prática e mais leve para o transporte em viaturas, por exemplo.

Law Enforcement nos EUA
Nos Estados Unidos, a carabina de 9 mm está substituindo rapidamente a espingarda calibre 12 em muitas áreas da aplicação da lei, porque contém mais munição, acerta com mais facilidade e tem recuo insignificante.

Assim, a carabina Taurus T9 virá agregar mais uma tecnológica e moderna opção ao portfólio de armas táticas da empresa, juntando-se às pistolas TS9, TH9 e GX4, e aos fuzis T4 e T10, para disputar as licitações do cobiçado mercado de Law Enforcement dos EUA, onde a Taurus pretende estar em breve.

Forças militares
Para as forças militares, a carabina T9 em calibre 9mm é ideal para uso por unidades de operações especiais e por outras tropas (ou elementos de tropas) que tenham necessidades semelhantes às das forças de segurança e policiais. Devido ao seu cano mais curto, pequeno tamanho e baixo peso, pode ser utilizada também por tripulações de aviões, de navios e de blindados como uma arma de defesa pessoal ou de pequenos grupos, mas com muito maior capacidade e precisão que a tradicional pistola.

Defesa pessoal/patrimonial e tiro esportivo
Sem dúvida, é uma grande conveniência ter carabinas e pistolas disparando a mesma munição. Além disso, para prática de tiro, a munição 9mm é bem mais barata que a de um fuzil de calibre mais potente.

Quando comparada a uma pistola, uma carabina proporcionará um aumento significativo na precisão, no alcance e na capacidade, especialmente em situações de alto estresse. Ter um raio de visão maior próximo ao olho também faz uma grande diferença. Além disso, a maioria dos usuários comuns encontrará uma precisão muito superior com uma carabina escorada no ombro do que com uma pistola ou revólver.

Se comparada a uma arma mais longa (um fuzil de assalto, por exemplo), em cenários de defesa em ambientes internos que exijam manobrabilidade em áreas apertadas, como ao redor de portas, corredores e escadarias, bem como em densos terrenos externos, a carabina é mais curta, mais flexível e mantém um ótimo poder fogo, além de também ser precisa, mais controlável e ter um recuo muito menor.

Embora o som de um disparo 9mm não seja agradável, não será tão ensurdecedor quanto atirar com um fuzil ou espingarda de alta potência em ambientes fechados. O flash menor também permite uma maior concentração no ambiente ou no alvo. Além disso, a carabina têm muito mais espaço no trilho Picatinny do que as pistolas, possibilitando montar lanternas, lasers, punhos dianteiros e outros acessórios, o que pode melhorar significativamente a eficácia do tiro.

Para a prática de tiro esportivo, a carabina é uma das opções mais confortáveis, devido ao baixo peso, ao menor recuo e ao maior controle do atirador sobre a arma, além da economia no custo da munição, sendo uma arma excelente para iniciantes. Nos EUA, as competições específicas de carabinas têm crescido muito nos últimos anos, estando abertas a competidores de quase todos os níveis de habilidade e bolso, haja vista que para entrar no esporte não é preciso gastar milhares em armas, óticas, equipamentos e munições.

Carabina ou fuzil?
A palavra “carabina” tem origem na palavra francesa “carabinier”, que significa "carabineiro" ou, por extensão, “fuzileiro”. O primeiro uso da palavra carabineiro foi para descrever a Batalha de Neerwinden, em 1693. Nessa época, os soldados usavam mosquetes mais longos. No entanto, estes eram mais difíceis de usar a cavalo. Como resultado, foi criado um rifle mais curto e leve. Os avanços na tecnologia permitiram que essas armas mais curtas se tornassem mais precisas ao longo do tempo. Hoje, os militares americanos usam carabinas, como a M4, para combate aproximado.

Carabinas com calibre de pistola são uma subcategoria desse tipo de arma, caracterizando-se por serem leves, semiautomáticas (via de regra) e possuírem câmara para cartuchos no calibre de pistola. Os especialistas acreditam que tais armas se originaram no Velho Oeste americano, onde cowboys e homens da lei muitas vezes carregavam um rifle leve e um revólver que usava o mesmo calibre de munição, o que era mais eficiente e mais prático.

Hoje, em termos internacionais e para fins militares, carabinas e fuzis são armas semelhantes (via de regra), diferindo apenas no tamanho do cano. Sendo este menor que 16 polegadas, é chamada de carabina e, acima disso, de fuzil (também, via de regra), sendo que ambas dispõem de seletor para regime de tiro semiautomático e automático. Um exemplo são as CQB Carbines (carabinas para combate aproximado), que são objeto da megalicitação em que a Taurus está concorrendo na Índia com seu fuzil T4 5,56mm, para fornecer até 425.000 unidades às Forças Armadas desse país, cuja conclusão está prevista para o final deste ano.

Entretanto, no Brasil, por uma questão tradicional, o termo "carabina" passou a se referir a armas longas (maiores que uma pistola e utilizada com o emprego das duas mãos) com regime de tiro apenas semiautomático (intermitente, ou por ação do gatilho).

Nos EUA,  as carabinas com calibre de pistola são chamadas de PCC (pistol caliber carbine), podendo ser encontradas nos calibres 9mm, .40 S&W, .45 ACP, 10mm, .357 Magnum/.38 Special, .45 Colt, .44 Magnum e outros. Via de regra, são semiautomáticas.

 



Parceria entre Grupo Edge e Embraer no Super Tucano e no C-390 pode decolar?


*LRCA Defense Consulting - 17/08/2024

Em matéria publicada no dia 16 de agosto, o portal InfoMoney tratou sobre as atividades do Grupo Edge no Brasil e, entre os destaques, citou as conversações que estão acontecendo com a Embraer. Acompanhe abaixo o trecho que trata do assunto.

Cidade que abriga as maiores empresas aeroespaciais do país, São José dos Campos também é sede da Embraer, empresa com a qual o Edge tem mantido conversas, segundo disse ao InfoMoney o CFO do grupo, o brasileiro Rodrigo Torres. “Não há nada assinado, mas conversamos bastante”, afirmou.

Um dos projetos discutidos com a fabricante de aeronaves brasileira é uma possível “weaponização” do Super Tucano, um dos carros-chefes da área de defesa da Embraer. “A Embraer não tem capacidade de colocar armas no Super Tucano. Seria uma ideia potencial trabalharmos juntos em algo nesse sentido”, afirma Torres.

“Eles fabricam trens de pouso e nós precisamos de trem de pouso para os drones que estamos fazendo. Existe uma potencial troca dos aviões cargueiros [pelas forças armadas de diversos países] e tem o KC [modelo da Embraer], que seria um potencial projeto também. Enfim, tem bastante coisa em discussão”, complementa o executivo.

Torres explica que a defesa espacial é a próxima fronteira da estratégia do EDGE. Segundo ele, essa é uma área onde o grupo ainda tem atuação pequena. O segmento de defesa cibernética também está na mira dos próximos investimentos.

16 agosto, 2024

WEG fornece motores para um projeto greenfield no setor de cimento na Índia


*LRCA Defense Consulting - 16/08/2024

A WEG, através do apoio de sua equipe comercial e de sua unidade de fabricação na Índia, participou como fornecedora de motores elétricos para um projeto greenfield na região de Panna, Madhya Pradesh, de um importante ator na indústria de cimento na Índia.

O escopo do fornecimento inclui um pacote de 130 motores de baixa tensão (linha WIN), que variam de 18,5 kW a 315 kW, com eficiência IE3, todos fabricados na unidade da empresa localizada em Hosur.

Os motores serão aplicados a vários equipamentos, como moinhos, bombas, trituradores, sistemas de ventilação, compressores, moedores e outras aplicações em um ambiente severo que requer produtos robustos e eficientes.

Para a WEG, que já tem ampla experiência na indústria de cimento, o fornecimento desses motores apenas adiciona uma boa referência para a empresa no mercado local ao fornecer soluções para este importante setor industrial e com possibilidades de futuros projetos.

Para o cliente, essa escolha trará benefícios importantes, como a redução nas contas de eletricidade ao usar motores de eficiência premium, a redução dos custos de manutenção e das perdas de produção devido à confiabilidade e durabilidade dos motores, reduzindo assim o número de paradas inesperadas nas instalações do cliente.

Este é mais um fornecimento importante e reforça a capacidade da empresa de fornecer equipamentos e soluções tecnológicas e eficientes para atender aos mais diversos segmentos.

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