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05 novembro, 2021

Taurus lança calças táticas e amplia linha de acessórios para tiro esportivo e outros esportes ao ar livre


*LRCA Defense Consulting - 04/11/2021 (atualizado em 07/11, 19h39)

Ampliando sua linha de itens destinados ao tiro esportivo, à caça, à pesca e aos demais esportes ao ar livre, a Taurus traz ao mercado a linha wear, coleção oficial de vestuário da empresa que proporciona conforto, praticidade e segurança para essas e outras atividades onde tais requisitos sejam necessários para uma calça.

A calça tática ATTACK Taurus é confeccionada em tecido Rip Stop altamente resistente e confortável. Dotada de costuras reforçadas para maior durabilidade, proporciona segurança em movimentos rápidos e precisos.

Conta com oito bolsos, tanto nas laterais quanto na frente e nas costas, sendo dois deles com porta-carregador modelo M4, além de fechamento com zíper.

Possui ainda compartimento interno para acoplar joelheiras, além de elástico na cintura, passador de cinto e também passador de mosquetão para utilizar os acessórios de sua preferência.

Marketplace
O Marketplace é uma tendência mundial das grandes marcas que possibilita disponibilizar produtos correlacionados ao negócio para agregar valor à marca. Assim, o Marketplace Taurus, lançado em novembro de 2020, é um espaço virtual dentro do Portal Armas e Munições, que passou a comercializar, em um primeiro momento, alguns componentes e acessórios como: miras red dot, coldres, lunetas, mochilas, cofres para armas curtas, afiador de facas, garrafas térmicas em forma de projetil, kit para limpeza de armas, etc.

O recente lançamento da linha de calças táticas está inserida na ideia de expandir o Marketplace, tanto com o oferecimento de uma gama maior de produtos, como viabilizando e estimulando o acesso de uma quantidade maior de clientes que, atualmente, ainda não interagem com o Portal.

A linha completa de calças táticas e de diversos outros acessórios para esportes outdoor pode ser conferida e adquirida de forma totalmente online pelo endereço https://www.armasmunicoes.com.br/store/pt/acessorios/c/cat_acessorios 





Embraer divulga os resultados do 3º Trimestre de 2021

Embraer muda de nome para Boeing Brasil e consolida entrega | Política


*LRCA Defense Consulting - 05/11/2021

No 3T21, a Embraer entregou nove aeronaves comerciais e 21 executivas (14 jatos leves e sete grandes), totalizando 32 jatos comerciais e 54 executivos (36 jatos leves e 18 grandes) entregues nos primeiros nove meses de 2021 (9M21). Após uma sólida atividade comercial no período, em todos os segmentos de negócio, a carteira de pedidos firmes (backlog) encerrou o trimestre em US$ 16,8 bilhões.

Segundo o CEO da empresa, Francisco Gomes Neto: "Os resultados do terceiro trimestre e do acumulado do ano, que anunciamos hoje, reforçam a confiança em nossa estratégia. Os números comprovam a disciplina na execução de nosso plano estratégico de longo prazo. Além das vendas e entregas de aeronaves, um elemento-chave para a melhoria de nosso desempenho tem sido o foco em ganhos de eficiência, como gestão mais eficiente do estoque e redução do ciclo de produção das aeronaves. Por fim, estamos avançando em nossas práticas ESG e mantendo o DNA de inovação vivo em nossos 18 mil colaboradores. Tenho certeza de que estamos no caminho certo para o crescimento sustentável, tornando a Embraer uma empresa maior e cada vez melhor para todos os stakeholders".

Destaques do 3T21
•    A Receita líquida atingiu R$ 5.010,4 milhões, representando aumento de 22% em relação ao 3T20 com crescimento de dois dígitos em todos os segmentos de negócio.

•    Excluindo-se os itens especiais, o EBIT  e EBITDA ajustados foram de R$ 183,0 milhões e R$ 410,7 milhões, respectivamente, levando a margens ajustadas de 3,7% e 8,2%. Nos 9M21, a margem EBIT ajustada foi de 3,7% e a margem EBITDA ajustada foi de 8,8%;

•    A companhia apresentou Prejuízo líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) de R$ 179,7 milhões e Prejuízo por ação ajustado de R$ 0,24;

•    A empresa gerou Fluxo de caixa livre de R$ 123,3 milhões, resultando em um Uso de caixa livre de R$ (872,0) milhões nos 9M21. Pela primeira vez em mais de 10 anos a Companhia gerou Fluxo de caixa livre positivo no terceiro trimestre, que é sazonalmente fraco. A geração de Fluxo caixa livre nos dois últimos trimestres representou uma melhora significativa em comparação aos mesmos períodos do ano anterior, dada uma melhor rentabilidade e eficiência do capital de giro, particularmente em relação à gestão de estoque;

•    A Companhia encerrou o trimestre com caixa total de R$ 13,6 bilhões e dívida líquida de R$ 9,8 bilhões;

•    Dado o Fluxo de caixa livre acima das estimativas iniciais ao longo dos 9M21, a Embraer está revisando sua estimativa para que ele seja de US$ 100 milhões ou maior, sem considerar fusões e aquisições ou desinvestimentos, a partir da estimativa anterior que era entre US$ (150) milhões e zero. A Empresa reitera suas demais estimativas financeiras e de entregas para 2021: entrega de 45 a 50 jatos comerciais e de 90 a 95 jatos executivos; Receita líquida consolidada de US$ 4,0 a US$ 4,5 bilhões; Margem EBIT ajustada de 3,0% a 4,0% e Margem EBITDA ajustada de 8,5% a 9,5%.

 Atualização das estimativas para o ano
Ao longo dos 9M21, a Embraer registrou Fluxo de caixa livre acumulado de R$ (872) milhões - US$ (160,2) milhões, acima das estimativas iniciais da Empresa para o período, que ocorreu devido a uma combinação de fatores tais como:

1) entrada de caixa resultante das fortes vendas nas unidades de negócio de Aviação Executiva e de Aviação Comercial, em que a assinatura de um pedido firme é geralmente acompanhada de adiantamentos financeiros pelos clientes, que ocorrem no momento da venda e posteriormente em intervalos periódicos (geralmente de seis meses) até a entrega final da aeronave, e;

2) melhoria significativa na gestão de Estoques que levaram a um Fluxo de caixa livre positivo no 3T21, quando normalmente no terceiro trimestre a Companhia utiliza caixa devido à sazonalidade do negócio. A Embraer espera que no 4T21 as entregas e receitas aumentem e fiquem dentro dos padrões sazonais normais, levando a um Fluxo de caixa livre positivo.

Como resultado, a Embraer está atualizando sua estimativa de Fluxo de caixa livre para 2021 que era inicialmente de US$ (150) milhões a zero, para US$ 100 milhões ou maior. Todas as demais estimativas iniciais de entregas e financeiras permanecem inalteradas no momento.
 
Receita líquida e margem bruta
A Embraer entregou nove jatos comerciais e 21 jatos executivos (14 jatos leves e sete jatos grandes) no 3T21, totalizando 30 aeronaves entregues no período. Isso se compara aos sete jatos comerciais e 21 jatos executivos (19 jatos leves e dois grandes) que foram entregues no 3T20. Nos 9M21, a Companhia entregou 32 jatos comerciais e 54 jatos executivos (36 leves e 18 grandes) totalizando de 86 aeronaves entregues, em comparação às 59 aeronaves (16 jatos comerciais e 43 jatos executivos) entregues nos 9M20. A Embraer reitera sua estimativa de entregas para 2021 de 40 a 45 jatos comerciais e de 90 a 95 jatos executivos, com a expectativa de aumento no volume de entregas no quarto trimestre, como costuma ocorrer devido à sazonalidade do negócio.

A Receita líquida foi de R$ 5.010,4 milhões, o que representou um crescimento de 22% em comparação ao 3T20, levando a Companhia a ter um crescimento de receita em todas as suas unidades de negócios nos 9M21 em relação aos 9M20. O crescimento da receita da Aviação Comercial foi impulsionado pelo maior número de entregas, enquanto o crescimento da Aviação Executiva foi devido a um mix mais favorável de entregas no 3T21, com os jatos grandes representando um terço das entregas totais em comparação a uma participação de 10% nas entregas do 3T20.

A Empresa também registrou crescimento de receita de dois dígitos nos segmentos de Serviços & Suporte (+26%) e de Defesa & Segurança (+10%), em relação ao 3T20. Nos 9M21, a Receita líquida consolidada cresceu 57% e foi de R$ 15.385,3 milhões, comparada aos R$ 9.829,8 milhões nos 9M20, que foram menores principalmente pelos impactos negativos da pandemia da Covid 19. A Companhia espera que a receita do 4T21 seja a maior do ano, impulsionada por maiores entregas de jatos comerciais e executivos e reitera sua projeção para 2021 de que as receitas consolidadas terminem o ano entre US$ 4,0 e US$ 4,5 bilhões.

A Margem bruta consolidada no 3T21 foi de 18,9% ante os 7,3% reportada no 3T20, com melhora na Margem bruta na comparação entre os anos, em todos os segmentos de negócio, devido às maiores entregas e receitas, melhor preço médio, mix positivo, menores despesas com capacidade ociosa e maior eficiência na produção. Nos 9M21, a Margem bruta consolidada da Embraer foi de 15,9%, ante os 12,4% nos 9M20 e melhorou em todos os segmentos de negócios da Empresa, impulsionada pelos mesmos fatores elencados anteriormente.

Resultado operacional e margem operacional
O Resultado operacional (EBIT) e a Margem operacional reportados no 3T21 foram de R$ 153,0 milhões e 3,1%, respectivamente, comparados aos R$ (197,8) milhões e aos -4,8% reportados no 3T20. Os resultados do 3T21 e do 3T20 incluem vários itens especiais. No 3T21, o impacto negativo nos resultados foi decorrente do reconhecimento de R$ 30,0 milhões de Despesas com reestruturação.

Os resultados do 3T20 incluem itens especiais, sem impacto no caixa, que representam um total líquido negativo de R$ 41,7 milhões, assim dividido: 1) R$ 292,5 milhões de Despesas com reestruturação da Companhia ocorrida em setembro de 2020; 2) R$ 68,9 milhões de provisão adicional para perdas de crédito esperadas durante a pandemia; 3) R$ (317,2) milhões de reversão de impairment na Aviação Comercial e; 4) R$ (85,9) milhões de reversão de impairment na Aviação Executiva. Os itens especiais estão resumidos na tabela abaixo:
 
Excluindo-se esses itens especiais, o EBIT ajustado e a Margem EBIT ajustada do 3T21 foram de R$ 183,0 milhões e 3,7%, respectivamente, uma melhoria significativa na rentabilidade em relação aos R$ (239,5) milhões e -5,9% reportados no 3T20. A melhor rentabilidade do 3T21 foi observada em todas as unidades de negócio da Companhia devido a uma combinação de entregas e receitas mais altas no período atual, gerando uma melhor absorção de custos fixos, maior margem bruta como mencionado anteriormente, que foram parcialmente compensadas por maiores Despesas comerciais, de Pesquisa além de Outras despesas operacionais. Além disso, no período atual, o EBIT ajustado foi impactado pela despesa de R$ 30,0 milhões decorrente do Programa One Embraer que visa a reintegração do negócio de Aviação Comercial e seus serviços relacionados, em conexão com a parceria estratégica, agora encerrada, com a Boeing, enquanto no 3T20 não houve esses mesmos custos.

Nos 9M21, o EBIT ajustado, excluindo-se o impacto positivo líquido total de R$ 147,4 milhões, foi de R$ 565,0 milhões, gerando uma margem EBIT ajustada de 3,7%. Isso se compara ao EBIT ajustado de R$ (930,5) milhões e a margem EBIT ajustada de -9,5% gerados nos 9M20. Nos 9M21, os custos de reintegração relacionados à parceria, agora encerrada, com a Boeing, foram de R$ 55,7 milhões, comparados aos R$ 379,0 milhões de custos de separação reconhecidos nos 9M20. Entregas e receitas mais altas, assim como um mix mais favorável, combinados com medidas de controle de custos explicam em grande parte a melhor rentabilidade nos primeiros nove meses de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. A Embraer segue na direção para que a Margem EBIT ajustada encerre o ano de 2021 dentro da estimativa de 3,0% a 4,0%.

No 3T21, as Despesas administrativas foram de R$ 186,3 milhões e ficou em linha com os R$ 187,7 milhões reconhecidos no 3T20. Nos 9M21, as Despesas administrativas da Companhia totalizaram R$ 590,6 milhões, em comparação aos R$ 513,2 milhões dos 9M20. Esse aumento pode ser explicado pelo aumento das provisões relacionadas à remuneração e incentivos de curto prazo e da participação nos lucros sobre melhores resultados esperados pela Companhia para 2021, em comparação a 2020, combinada com a consolidação das despesas da Tempest, empresa de segurança cibernética adquirida pela Embraer no terceiro trimestre de 2020.

As Despesas comerciais foram de R$ 312,3 milhões no 3T21 em comparação aos R$ 244,5 milhões no 3T20. Esse aumento no período atual pode ser explicado principalmente por despesas anormalmente baixas no terceiro trimestre do ano passado devido às restrições causadas pela pandemia da Covid-19. No 3T21, a Embraer começou a voltar para níveis mais normalizados de suas atividades de marketing, voos de demonstração e despesas com campanhas de vendas, como viagens. Nos 9M21, as Despesas comerciais reportadas foram de R$ 828,5 milhões em comparação aos R$ 712,8 milhões reportados nos 9M20, aumento esse explicado por fatores semelhantes à comparação trimestral.

Os Ganhos líquidos sobre contas a receber e ativos de contrato no 3T21 foram uma reversão (impacto positivo) de R$ 10,0 milhões em comparação com provisões de Perdas líquidas de R$ (74,4) milhões registradas no 3T20, em função da recuperação financeira de vários de nossos importantes clientes da Aviação Comercial. No 9M21, esta rubrica teve um impacto positivo de R$ 20,0 milhões contra um impacto negativo de provisões de R$ (333,4) milhões nos 9M20. É importante mencionar que a maioria dessas provisões para perdas de crédito registradas em 2020 foram consideradas itens especiais e removidas do cálculo do EBIT ajustado.

As despesas com pesquisa aumentaram de R$ 38,2 milhões no 3T20 para R$ 54,3 milhões no 3T21, enquanto nos 9M21 esta rubrica foi de R$ 149,7 milhões, em comparação aos R$ 98,8 milhões dos 9M20. O aumento nesta linha de despesas foi causado pelo retorno a níveis mais normalizados de gastos após os esforços de contenção de custos, nos primeiros meses de 2020, em meio à crise causada pela pandemia da Covid-19.

Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas apresentou despesa de R$ 257,8 milhões no 3T21 em comparação a uma receita de R$ 50,4 milhões no 3T20. Esta linha incluiu todos os itens especiais do 3T21, bem como os itens especiais do 3T20, exceto pelos R$ 68,9 milhões em Provisão adicional para perdas de crédito esperadas durante a pandemia. Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas excluindo-se os itens especiais em ambos os períodos, apresentaram uma despesa de R$ 227,8 milhões no 3T21 versus uma despesa de R$ 60,2 milhões no 3T20.

O crescimento da Despesa operacional no 3T21 se dá devido a uma combinação de maiores despesas relacionadas ao processo de arbitragem em andamento contra a Boeing Company, maiores gastos com projetos corporativos de tecnologia da informação e os gastos mais altos relacionados à reintegração do negócio de Aviação Comercial e seus serviços relacionados, através do programa One Embraer.

No acumulado do ano, as Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas apresentaram despesa de R$ 197,0 milhões em comparação à despesa de R$ 1.805,4 milhões no mesmo período de 2020. Excluindo-se os itens especiais contabilizados nesta linha em todos os períodos, Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas nos 9M21 apresentaram despesa de R$ 344,4 milhões versus a despesa de R$ 822,5 milhões nos 9M20.

Os principais motivos para a queda das despesas em 2021 incluem custos mais baixos relacionados ao monitor externo além dos custos menores de reintegração / separação no período atual, bem como o reconhecimento de custos anormais relacionados a salários de funcionários que estavam em licença remunerada durante o 9M20, em vez de contabilizar essas despesas em custo das mercadorias vendidas, despesas administrativas, comerciais e de pesquisa.

Resultado líquido
A Embraer apresentou Prejuízo líquido de R$ 234,2 milhões e Prejuízo por ação de R$ 0,32 no 3T21, comparados ao Prejuízo líquido de R$ 649,0 milhões e o Prejuízo por ação de R$ 0,88 registrados no 3T20. Nos 9M21, a Companhia apresentou Prejuízo líquido de R$ 285,9 milhões e Prejuízo por ação de R$ 0,39.

O Prejuízo líquido ajustado, excluído do Imposto de renda e contribuição social diferidos e do impacto líquido, após imposto dos itens especiais que eventualmente tenham sido contabilizados, no trimestre foi de R$ 179,7 milhões e o Prejuízo por ação ajustado ficou em R$ 0,24.

Na comparação entre os trimestres, no 3T20, o Prejuízo líquido ajustado foi de R$ 797,5 milhões e o Prejuízo por ação ajustado foi de R$ 1,08. Nos 9M21, a Companhia apresentou Prejuízo líquido ajustado de R$ 489,8 milhões e Prejuízo por ação ajustado de R$ 0,67, comparados ao Prejuízo líquido ajustado de R$ 2.302,1 milhões e Prejuízo por ação ajustado de R$ 3,13 reportados nos 9M20.

Ativos e passivos monetários e análise de liquidez
A Embraer encerrou o 3T21 com uma posição de Dívida líquida de R$ 9.810,8 milhões, em comparação à Dívida líquida de R$ 9.207,0 milhões ao final do 2T21 e de R$ 13.340,7 milhões ao final do 3T20. Esse pequeno crescimento da Dívida líquida do 2T21 para o 3T21 foi resultado da variação cambial do período, uma vez que no trimestre houve uma geração positiva de fluxo de caixa livre, conforme explicado mais abaixo.

Ao final do 3T21, a posição de Caixa da Companhia era de R$ 13.618,5 milhões, acima dos R$ 12.461,9 milhões ao final do 2T21. A posição Total de financiamentos ao final do 3T21 era de R$ 23.429,3 milhões, acima dos R$ 21.668,9 milhões reportados ao final do 2T21. Esse crescimento, tanto da posição de Caixa total, quanto do Total de financiamentos, também pode ser explicado pela variação cambial do período.
 
No 3T21, a Companhia apresentou um Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais ajustado (líquido de investimentos financeiros e ajustado pelos impactos não recorrentes no caixa) de R$ 499,4 milhões e uma Geração livre de caixa ajustado de R$ 123,3 milhões. Na comparação com o 3T20, a Companhia apresentou um Caixa líquido usado pelas atividades operacionais ajustado de R$ 2.797,0 milhões e um Uso livre de caixa ajustado de R$ 3.035,0 milhões.

A Geração livre de caixa ajustado no 3T21 melhorou muito em relação ao mesmo período do ano passado, com um melhor resultado líquido e disciplina contínua com relação ao capital de giro, em particular os Estoques, e pela primeira vez em mais de 10 anos a Companhia gerou Fluxo de caixa livre positivo no terceiro trimestre, considerando a sazonalidade normal das entregas. Nos 9M21, a Embraer teve um Uso livre de caixa ajustado de R$ (872,0) milhões, apresentando melhora significativa em comparação ao Uso livre de caixa ajustado de R$ (8.467,1) milhões reportados nos 9M20. Conforme mencionado anteriormente, a Embraer está atualizando sua estimativa de Fluxo de caixa livre para 2021 que era inicialmente de US$ (150) milhões a zero, para US$ 100 milhões ou maior.

As Adições líquidas ao imobilizado totalizaram R$ 183,7 milhões no 3T21, em comparação aos R$ 83,8 milhões reportados no 3T20. Do total de Adições líquidas ao imobilizado no 3T21, o Capex representou R$ 60,1 milhões e as Adições do programa Pool de peças de reposição representaram R$ 123,2 milhões, além dos recursos da Baixa de imobilizado que foi de R$ 0,4 milhão. As Adições ao intangível no 3T21 foram de R$ 192,4 milhões e estão relacionadas principalmente ao desenvolvimento do programa dos E-Jets E2, no segmento de Aviação Comercial. Nos 9M21, a Companhia investiu o total de R$ 362,1 milhões em Adições líquidas ao imobilizado e R$ 514,9 em Desenvolvimento (líquido da contribuição de parceiros).
 
No final do 3T21, o endividamento da Empresa teve crescimento de R$ 1.760,4 milhões em relação ao final do 2T21 e totalizou R$ 23.429,3 milhões. A dívida de longo prazo totalizou R$ 19.165,9 milhões, enquanto a dívida de curto prazo foi de R$ 4.263,4 milhões. Considerando o perfil atual da dívida, o prazo médio de endividamento caiu de 4,0 anos para 3,8 anos. O custo da dívida em Dólar, ao final do 3T21 ficou em 4,99% a.a., e em linha com os 5,03% a.a. do final do 2T21. Já o custo da dívida em Reais subiu para 3,44% a.a. no 3T21, em comparação aos 2,73% ao final do 2T21.

A relação do EBITDA nos últimos 12 meses versus as despesas sobre os juros ficou em 2,1 e acima do 1,8 do 2T21. Ao final do 3T21, 0,3% da dívida total era denominada em Reais.

A estratégia de alocação de caixa da Embraer continua sendo uma das principais ferramentas para a mitigação do risco cambial. Ajustando a alocação do caixa em ativos denominados em Reais ou Dólares norte-americanos, a Companhia busca neutralizar sua exposição cambial sobre as contas do balanço. Ao final do 3T21, o caixa alocado em ativos denominados em Dólar Norte-Americano era de 96%.

Complementando sua estratégia de mitigação dos riscos cambiais, a Companhia aderiu a alguns hedges financeiros para reduzir a exposição do seu fluxo de caixa. Essa exposição ocorre pelo fato de que aproximadamente 10% da Receita líquida da Companhia é denominada em Reais e aproximadamente 20% dos seus custos totais também são denominados em Reais. Ter os custos denominados em Reais superiores às receitas gera tal exposição.

Para o restante de 2021, cerca de metade da exposição em Real está protegida, caso o Dólar se desvalorize abaixo de R$ 5,20. Para taxas de câmbio acima deste nível, a Empresa se beneficiará até um limite médio de R$ 6,32 por Dólar. Para 2022, a maior parte da exposição em Real do fluxo de caixa da Embraer já está protegida por uma taxa de câmbio média de R$ 5,20 como mínimo e de R$ 6,45 como máximo.

Ativos e passivos operacionais 

A variação cambial no período foi a principal influência no aumento dos valores reportados do capital de giro.

A eficiência do capital de giro foi um dos principais contribuintes para o Fluxo de caixa livre positivo da Empresa no 3T21, com destaque no trimestre para o forte controle de Estoque, mesmo com a Embraer se preparando para acelerar as entregas no quarto trimestre, o que normalmente ocorre devido a sazonalidade do negócio. O trabalho realizado no planejamento da produção e na geração de eficiências em todas as unidades de negócio, levou o Estoque a encerrar o 3T21 em R$ 12.537,7 milhões, em linha ao valor apresentado no 2T21, porém representou uma redução considerável em relação aos R$ 18.266,9 milhões reportado ao final do 3T20.

Além disso, o forte fluxo de novos pedidos e adiantamentos para entregas futuras, principalmente no segmento de Aviação Executiva, gerou um aumento de R$ 1.133,0 milhões na linha de Passivos de contratos durante o 3T21, encerrando o trimestre em R$ 7.431,7 milhões. Também contribuíram para o Fluxo de caixa positivo no trimestre um aumento de R$ 407,3 milhões na conta Fornecedores e um aumento de R$ 25,2 milhões na conta Fornecedores – Risco sacado que encerraram o 3T21 em R$ 2.985,4 milhões e R$ 35,2 milhões, respectivamente. Os Ativos de contrato subiram R$ 211,1 milhões, encerrando o 3T21 em R$ 3.365,9 milhões e as Contas a receber de clientes subiram R$ 110,6 milhões e encerraram o trimestre em R$ 1.104,8 milhões.

Pedidos firmes em carteira
Considerando-se todas as entregas, bem como os pedidos firmes obtidos durante o período, a carteira de pedidos firmes (backlog) da Companhia fechou o trimestre em US$ 16,8 bilhões. Este é o maior valor de backlog para a Embraer desde o final de 2019 e foi impulsionado pela sólida atividade comercial, principalmente no segmento de Aviação Executiva.

Receita por segmento
O segmento de Aviação Comercial reportou receitas de R$ 1.270,4 milhões, que representou crescimento de 33% em relação ao ano anterior devido ao maior número de entregas no 3T21 em comparação ao 3T20, assim como por um melhor mix de entregas, principalmente de E195-E2.

A receita da Aviação Executiva no 3T21 foi de R$ 1.342,0 milhões, 17% maior do que a receita reportada no 3T20, impulsionada por mais entregas na categoria de jatos grandes.

O segmento de Defesa & Segurança reportou receitas de R$ 916,5 milhões, crescendo 10% em relação ao ano anterior e a receita do segmento de Serviços & Suporte continuou a mostra sólida recuperação e cresceu 26% na comparação entre os períodos para R$ 1.444,0 milhões, com crescimento nos serviços comerciais, executivos e de defesa. Nos 9M21, a Aviação Comercial representou 31,3% da receita total, a Aviação Executiva representou 23,2%, Defesa & Segurança foi 16,5%, Serviços & Suporte representou 28,5% e Outros negócios representou 0,5% da receita

Aviação Comercial
No 3T21, a Embraer entregou nove aeronaves comerciais. A SkyWest Airlines encomendou 16 novos E175 que voarão para a Delta Connection, a marca regional da Delta Air Lines. As entregas começam em meados de 2022. Esses novos E175s terão 76 assentos e uma configuração de três classes. Além de voar pela Delta, a SkyWest também voa o E175 para a United Airlines, American Airlines e Alaska Airlines. Hoje, a empresa possui 193 E175s em sua frota e outros 29 encomendados. Combinando todas essas aeronaves a essas 16 novas, uma vez entregues, a SkyWest terá quase 240 E175s, o maior número de qualquer companhia aérea do mundo.

O E2 serve agora oficialmente o estratégico Aeroporto de London City (LCY). Em agosto, três meses após a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) ter certificado o E190-E2 para operações de aproximação íngreme em LCY, a Helvetic Airways começou a operar um E190-E2, o único jato de nova geração operando no aeroporto certificado pela estrita regulamentação do Chapter 14 da ICAO. Seu alcance de 4.000 km a partir de LCY é quase o dobro do E190. Voos sem escalas entre LCY e cidades distantes como Istambul, Casablanca e Moscou agora são possíveis, abrindo oportunidades para uma maior penetração da aeronave no mercado europeu.

No final do 3T21, a carteira de pedidos (backlog) e as entregas da Aviação Comercial eram as seguintes:

Aviação executiva
As entregas da Aviação Executiva no 3T21 foram de 14 jatos leves e sete jatos grandes, totalizando 21 aeronaves.
 
A Embraer entregou seu 1.500º jato executivo, um Phenom 300E, em 3 de setembro à operadora de fretamento suíça Haute Aviation. Esse feito impressionante foi alcançado em menos de 20 anos, enquanto a média da indústria para atingir essa marca é de 34 anos. O Phenom 300E com seu alcance de 2.010 milhas náuticas (3.724 km), combinado as suas excelentes capacidades de pista, permitirá que clientes da Suíça voem pela Europa e pelo mundo.  O Phenom 300E pode chegar a toda a Europa partindo da Suíça com capacidade total, mais rápido do que qualquer outra aeronave do segmento.

A Embraer Aviação Executiva continua liderando com iniciativas ambientais e de sustentabilidade. Em 14 de julho, a Empresa recebeu seu primeiro carregamento de Combustível de Aviação Sustentável (SAF) da Avfuel Corporation para uso nas suas operações em Melbourne, Flórida. Cada carga de caminhão (aproximadamente 30.000 litros) deste combustível proporciona uma redução de 19,1 toneladas nas emissões de carbono ao longo de sua vida útil. Isso equivale à quantidade de carbono compensado por 23,4 hectares de florestas dos EUA por ano. A SAF fornece até 80% menos emissões de gases de efeito estufa em relação ao combustível tradicional de jato.

Defesa & Segurança

Durante o 3T21, diversas aeronaves encontravam-se na linha de produção do KC-390 Millennium, incluindo cinco unidades destinadas à Força Aérea Brasileira (FAB) e uma destinada à Força Aérea Portuguesa. A Embraer concluiu no 3T21 a construção da pista não pavimentada, nas instalações de Gavião Peixoto, e iniciou os ensaios em solo sobre terra e cascalho.

Ainda no 3T21, a Embraer realizou a Revisão Preliminar de Projeto do Programa das Forças de Defesa da Hungria e o ensaio de Power On da primeira aeronave da Força Aérea Portuguesa.

Em relação ao A-29 Super Tucano, durante o 3T21, três aeronaves destinadas a NAF (Força Aérea da Nigéria) foram entregues à Sierra Nevada Corporation completando todas as entregas previstas para este Programa. Até setembro, um total de dez aeronaves foram entregues na Nigéria. No mesmo período, foram também entregues três aeronaves A-29 Super Tucano para um cliente não divulgado.

Com relação à execução da Fase Piloto do Projeto SISFRON, o 3T21 foi marcado pela entrega de mais de 70 etapas contratuais ao Exército Brasileiro. Dentre as principais entregas, destaca-se a conclusão da implementação da estação sensora fixa de Guerra Eletrônica na remota Organização Militar de Barranco Branco, no Mato Grosso do Sul, a qual só pode ser acessada por transporte fluvial. No âmbito da implementação da rede transmissão de dados em banda larga (INFOVIA), quatro novos sítios de telecomunicações foram concluídos, ultrapassando a marca de 75 sítios entregues. Seguiram também neste período as entregas relacionadas ao Suporte Logístico Integrado, as quais asseguram alta disponibilidade aos sistemas entregues e em operação pelo Exército Brasileiro.

A Atech teve importantes conquistas no terceiro trimestre, no que diz respeito ao Sistema de Controle de Tráfego Aéreo Brasileiro: aceitação e entrega da versão mais atualizada e moderna de seu Sistema de Gerenciamento de Fluxo de Tráfego Aéreo (SIGMA), com o objetivo de unificar o processamento de todos os planos de voo no Espaço Aéreo Brasileiro.

Com relação a Tempest, continuou a executar o seu plano de crescimento, tendo superado seus targets de vendas e de receita para o trimestre. Destaque especial para o crescimento do seu novo produto Intelligence Driven SOC, e pelo crescimento orgânico no número de transações do AllowMe, produto de identidade e antifraude.

Serviço e Suporte
Após divulgar os seus planos para uma grande expansão no mercado norte-americano com um pedido firme de 30 aeronaves E195-E2, com 50 opções futuras de compra, a Porter Airlines assinou um significativo contrato de serviços pós-venda com a Embraer. Também assinou um contrato de longo prazo para o programa de pool, uma solução para fornecimento e manutenção de peças, com a CommutAir, pertencente a United Express, para prestar serviços de suporte para a frota de ERJ-145 da companhia. Além desses, Jasmin Airways e Petro Air também assinaram contratos para o programa de pool.

Para os serviços de jatos executivos, o volume das transações de aeronaves no pós-venda continuou a criar oportunidades para o crescimento da sua participação no mercado em programas de serviços pós-venda, como o Embraer Executive Care (EEC), programa pós-venda de manutenção de aeronaves para os seus clientes. O Executive Care, que celebra 15 anos de atividade, tem apresentado renovações de contratos acima do esperado, reafirmando a qualidade dos serviços prestados pelo programa que foi concebido para reduzir a complexidade da manutenção aeronáutica para os clientes.

Adiante, a Embraer está expandindo a sua rede de prestadores de serviços na região nordeste dos EUA, com a seleção de Centros de Serviços Autorizados Embraer (Embraer Authorized Service Center - EASC), que também receberam a ampliação da capacidade do atender a um maior número de modelos das aeronaves Embraer. Os bons resultados gerais e na satisfação dos clientes da aviação executiva têm feito com que a Embraer tenha se mantido no topo do ranking entre as mais bem avaliadas, coroada com a colocação em primeiro lugar e em terceiro lugar em pesquisas de suporte ao produto de 2021, da Professional Pilot Magazine e da Aviation International News, respectivamente.

O terceiro trimestre foi também marcante para a Embraer Defesa & Segurança, com novas entregas, assinaturas de contratos e renovações. A Embraer teve um avanço relevante no treinamento inicial e suporte para dois novos clientes A-29 na Ásia, num total de 11 aeronaves em operação. Seis novos aviões leves de ataque também foram entregues pela Sierra Nevada à Força Aérea da Nigéria e entraram oficialmente em serviço. Com a entrega, um contrato de engenharia de sustentação de três anos foi assinado para a nova frota nigeriana. A Embraer também assinou um Contrato de Manutenção no local com a Força Aérea Chilena, um Contrato de Suporte Integrado de quatro anos para o Legacy 600 Presidencial do Panamá e uma manutenção de 192MO para a frota Legacy 600 da Força Aérea Indiana. Além disso, no terceiro trimestre, a disponibilidade do Contrato de Apoio Integrado do Super Tucano A-29 da Força Aérea Brasileira (FAB) atingiu seu melhor desempenho histórico.

Por último, a OGMA Foi destaque da Aerospace & Defense Review como uma das “Top 10 Centros de Serviço na Europa em 2021”.

Teleconferência de resultados
A apresentação será transmitida ao vivo pela Internet em inglês, através do endereço ri.embraer.com.br, no dia 05 de novembro de 2021 às 11h00min (SP) / 10h00min (NY).
Código da Conferência: EMBRAER
Telefones Brasil: (Dial in São Paulo): +55 11 4210-1803 ou +55 11 4090-1621
Internacional: Estados Unidos (Toll Free): +1 844 204-8942 / (Dial in): +1 412 717-9627; UK: +44 20 3795-9972
Recomendamos ligar com 15 minutos de antecedência


PUCRS lança graduação pioneira com foco em energias renováveis

energias renováveis


*Notícias PUCRS - 03/11/2021

Nos últimos anos, a reestruturação da matriz energética mundial tem aumentado a demanda e a necessidade de energias renováveis. De acordo com dados da Agência Internacional de Energia, a geração de eletricidade a partir de fontes sustentáveis deve​ atender a 99% do aumento da demanda global de eletricidade nos próximos cinco anos, representando 33% da matriz energética até 2025.  

Essas mudanças tornam o mercado de geração e distribuição de energia mais flexível e complexo, aumentando a necessidade de profissionais altamente qualificados na área. Neste cenário, a PUCRS lança o primeiro curso de graduação presencial em Engenharia de Energias Renováveis no Sul do Brasil, que está com inscrições abertas para o Vestibular 2022.

A formação, que integra o portfólio de cursos da Escola Politécnica, promove o estudo em energias limpas e sustentáveis e tem como objetivo, contribuir na criação e desenvolvimento de soluções inovadoras e não poluentes. Os profissionais formados serão capazes de dimensionar, gerir e analisar sistemas de energia em modalidades como hídrica, eólica, solar, bioenergética e de hidrogênio, além de realizar a gestão de energia e de eficiência energética.

“Precisamos ter uma matriz energética mais diversa, apostando em combustíveis renováveis, e ampliar a eficiência, evitando o desperdício. É essencial percebermos que a população mundial está consumindo mais energia, porém os recursos são finitos. É uma conta que não dará certo se não houver mudanças na forma em como geramos e consumimos energia”, ressalta o professor Odilon Duarte, coordenador do curso. 

Aprendizado na prática desde o início
A graduação em Engenharia de Energias Renováveis possui disciplinas atualizadas em relação às novas tendências do mercado e acesso a uma infraestrutura de excelência, tornando a formação acadêmica mais completa e inovadora.

Entre os diferenciais do currículo, estão disciplinas de Redes Elétricas Inteligentes, Eficiência Energética e Métodos Inovativos de Produção de Energia, que preparam os alunos e alunas para conceber e executar estudos de planejamento da expansão das fontes renováveis em sistemas de geração, distribuição e armazenamento de energia.

Desde o início do curso, os estudantes contam com aulas práticas e acesso a laboratórios especializados com equipamentos atuais e que permitem desenvolvimento de diferentes atividades. Entre esses espaços estão o Núcleo de Tecnologia em Energia Solar (NT-Solar), o Centro de Demonstração em Energias Renováveis (CEDER), e os laboratórios de Energia Eólica; Eficiência Energética; de Conversão Eletromecânica de Energia; de Motores e Combustíveis Alternativos e Computacional da Engenharia. 

Laboratório NT-Solar, energias renováveis
Núcleo de Tecnologia em Energia Solar é um dos principais centros de pesquisa na área / Foto: Bruno Todeschini


O NT-Solar é o único centro de Pesquisa & Desenvolvimento na América Latina projetado para desenvolver e caracterizar células solares e módulos fotovoltaicos em escala piloto, sendo um grande diferencial para a formação e a carreira de alunos e alunas. Desde a sua inauguração, foram executados 43 projetos de P&D. Entre os resultados do NT-Solar também estão a célula solar com maior eficiência desenvolvida no Brasil, a planta piloto de células solares e módulos fotovoltaicos e o registro de oito patentes junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

“A PUCRS conta com toda a infraestrutura necessária para fornecer o melhor aprendizado aos alunos e alunas. Temos mais de 38 laboratórios disponíveis na Escola Politécnica, e destes, 12 são voltados para energias renováveis, muitos contam, inclusive, com reconhecimento internacional. Ou seja, já temos in loco toda a estrutura para a aplicação dos estudos”, comenta Duarte.

Acesso à pesquisa e internacionalização
Garantir energia limpa e acessível para todos é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Entre as metas da ONU para esse objetivo estão, até 2030, ampliar o acesso à pesquisa e tecnologias de energias renováveis e eficiência energética.

Engajada nesse propósito, a Universidade proporciona aos alunos e alunas diferentes possibilidades de aproximação com a pesquisa científica já ao longo da graduação, como o IntegraPós, além de programas de formação continuada alinhados às necessidades do mercado e da sociedade. 

Melhor universidade privada do Sul do País segundo o Mistério da Educação (MEC), a PUCRS reúne Programas de Pós-Graduação (PPGs) reconhecidos nacional e internacionalmente pela excelência. Com nota 5 na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia de Materiais da Escola Politécnica oportuniza o desenvolvimento de diferentes linhas de pesquisa integradas com os estudos da Engenharia de Energias Renováveis.

Para atender as demandas de um mercado cada vez mais exigente e globalizado, a PUCRS também conta com projetos e ações voltadas para a internacionalização, formando profissionais com competências multiculturais. Os programas de mobilidade acadêmica da Universidade possuem parcerias e acordos de cooperação com mais de 100 instituições estrangeiras, expandindo as oportunidades de vivências internacionais.

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Célula desenvolvida pelo NT-Solar / Foto: Bruno Todeschini


Corpo docente qualificado
Entre os diferenciais da graduação de Engenharia de Energias Renováveis está o conjunto de docentes que atuam na área da energia em diversos setores da sociedade. Muitos dos professores e professoras também são pesquisadores/as vinculados ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) nas áreas de energia ou de materiais, legitimados para proporcionar uma formação de excelência.

Integração com o mercado de trabalho
O Brasil é o segundo país com o maior número de empregos em energias renováveis, com mais de um milhão de vagas, segundo dados da Agência Internacional de Energia Renovável. Ao todo, o mercado chegou a 12 milhões de oportunidades na área em 2020, sendo 32% ocupadas por mulheres. A agência também estima que o setor de energia renovável pode representar 38 milhões de empregos em 2030.

Coordenador do curso, Odilon Duarte salienta a aproximação da Universidade com o mercado de trabalho: “Estamos diante de uma das profissões do futuro e nossos/as estudantes com certeza serão muito bem recebidos pelo mercado, com possibilidades de estágios já nos primeiros semestres. A PUCRS é uma universidade com reconhecimento e destaque na área, o que contribuirá ainda mais para que alunos e alunas tenham oportunidades ao longo da carreira”.

A Universidade também conta com serviço de apoio e orientação profissional gratuito para estudantes, que disponibiliza consultorias para planejamento de carreira e mentorias com profissionais do mercado, além de workshops e oficinas sobre diferentes temas.

energias renováveis, CEDER
Painéis solares instalados no  Centro de Demonstração em Energias Renováveis da PUCRS / Foto: Bruno Todeschini


Multidisciplinaridade e empreendedorismo
Ao longo da graduação, os estudantes terão disciplinas que integram a Agência Experimental de Engenharia, que propõe a construção de projetos multidisciplinares e possibilita o contato com professores/as, alunos e alunas de diferentes cursos da Escola Politécnica.  

Os projetos são desenvolvidos com foco na solução de problemas reais, encontrados na sociedade e no mercado, e poderão ser testados e colocados em prática ao longo do curso. “Os/as estudantes irão utilizar os conhecimentos da graduação para propor inovações. Por exemplo, poderemos ter a construção de um novo modelo de carro elétrico, integrando diferentes engenharias”, comenta Duarte.  

Com os caminhos de empreendedorismo e inovação da PUCRS, alunos e alunas também podem transformar ideias em negócios, independentemente da fase de maturação do seu projeto. No Track Startup estão reunidas mais de 20 possibilidades integradas com diferentes áreas, como o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) e o Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo e Inovação (Idear).

04 novembro, 2021

Taurus planeja redução do capital social e contrata operação financeira de 20 milhões de dólares para investimentos


*LRCA Defense Consulting - 04/11/2021

A Taurus Armas S.A. informou à CVM no final da tarde de hoje (04) que submeterá à AGE convocada para 30 de novembro próximo a contratação de uma operação junto ao Banco BTG Pactual no valor total de U$D 20,000,000.00 (vinte milhões de dólares americanos), com prazo de pagamento de dois anos e com Garantia de Cessão Fiduciária de recebíveis.

Informou também que apresentará à AGE a proposta  de  redução  do  capital  social  da companhia  para  absorção  parcial  do  saldo  de  prejuízos  acumulados  registrados  nas Demonstrações  Financeiras  de  31  de  dezembro  de  2020.

Com isso, submeterá também à AGE a alteração do Artigo 5º do Estatuto Social no que se refere ao valor do capital social e quantidade de ações, considerando os aumentos do capital social aprovados pelo Conselho   de  Administração   nas   reuniões   realizadas  em   26/04/2021,   28/07/2021  e 07/10/2021 e, ainda, a redução do Capital Social.

O capital social da Taurus foi atualizado, em 07 de outubro, para R$ 673.092.079,61, representado por 117.110.796  ações, sendo 46.445.314 ações ordinárias e 70.665.482 ações preferenciais.

Confiança do mercado e investimento em CAPEX
A operação a ser realizada com o BTG,  com prazo de pagamento de dois (02) anos e com Garantia de Cessão Fiduciária de recebíveis, já pode ser considerada como uma operação inserida no patamar mais elevado que a Taurus galgou, pois, ao não exigir garantias físicas, evidencia a confiança que o mercado passou a ter na empresa, que tem hoje índices de endividamento saudáveis e confiáveis, recordes seguidos de produção, de vendas e de rentabilidade, pedidos em carteira (backorder) correspondentes a mais de um ano de produção e excepcionais perspectivas de crescimento.

Com o capital contratado, a intenção estratégica da Taurus, manifestada por Salesio Nuhs - seu CEO Global, é antecipar os investimentos em CAPEX (capital expenditure - montante de dinheiro despendido na aquisição de bens de capital), haja vista que o atual panorama mundial torna mais difícil a aquisição e/ou a entrega das máquinas e equipamentos que a empresa necessita para a expansão e a modernização previstas dentro do seu planejamento estratégico quinquenal. Aí estão incluídas a expansão da planta de São Leopoldo (para aumento da produção em 50%), tornando-a um hub mundial de produção e distribuição para a Taurus USA e para a Jindal Taurus (Índia), a robotização de linhas de montagem e outros passos em direção à transformação da Taurus em uma indústria 4.0.  

Dividendos
Esta consultoria acredita que a redução do capital social da empresa deva fazer parte da operação sugerida pela Ernest & Young para eliminar os saldos negativos nas contas de reservas de capital e prejuízos acumulados em exercícios anteriores.

Dentro desse cenário, a empresa agiria em duas direções convergentes: redução do capital social e apreciação do resultado positivo dos três primeiros trimestres deste ano. Com isso, como foi colocado em matéria anterior (bit.ly/3mBsgKS), faria uma "soma de resultado zero", ou seja, uma operação meramente contábil (em que não há desembolso financeiro) onde, sem deixar de ter lucros, utiliza-os na zeragem dos prejuízos acumulados anteriores. 

Seja como for, o objetivo primeiro da empresa seria viabilizar a remuneração de seus acionistas por meio do pagamento de dividendos no menor prazo possível, já que esta é a firme intenção manifestada por seu CEO e por seu CFO em diversas lives e entrevistas havidas desde 2020.

No entanto, como foi elencado na matéria referida acima - e esta consultoria faz questão de reavivar agora, o retorno da empresa à situação de Patrimônio Líquido positivo e o fato de vir a zerar (contabilmente apenas) os prejuízos acumulados de exercícios anteriores, têm importantes e consequentes implicações que vão além do pagamento de dividendos e poderão fazer uma grande diferença para o futuro da companhia:

  • possibilidade de investimento em suas ações por grandes fundos e gestoras de capital nacionais e internacionais, até então impedidos de fazê-lo;
  • acesso a financiamentos nacionais e internacionais em condições vantajosas (vide o com o BTG agora);
  • eventuais aquisições e/ou novas joint ventures estratégicas;
  • recompra estratégica de ações para mantê-las em tesouraria, valorizando-as;
  • listagem de seus títulos em uma bolsa de valores norte-americana, seja por meio de ADR, seja por IPO da unidade americana (Taurus USA), ou seja ainda pela migração de suas ações para uma bolsa de valores dos EUA. 
Pelo visto, a dinâmica e competente equipe que conduz os destinos da Taurus, respaldada pela solidez de seu Conselho de Administração, segue célere em direção ao seu objetivo principal: tornar-se a maior e mais rentável fabricante de armas leves do mundo, gerando orgulho e divisas para o Brasil, bem como valor para seus acionistas.

Avibras e espanhola SMS desenvolverão juntas sistemas de foguetes guiados e mísseis

As empresas vão desenvolver soluções conjuntas que combinam suas tecnologias e capacidades em armamentos guiados de precisão e que atendam às necessidades das Forças Armadas do Brasil, Espanha e outros países aliados. 


*LRCA Defense Consulting - 04/11/2021 (atualizado às13h10)

A brasileira Avibras e a espanhola SMS (ESCRIBANO M&E, GMV, NAVANTIA Sistemas e SENER Aeroespacial) assinaram um Memorando de Entendimento no qual unem forças e estabelecem uma colaboração estável entre as duas empresas com o objetivo de trabalhar no desenvolvimento e promoção de soluções conjuntas relativas a foguetes guiados e sistemas de mísseis. A assinatura ocorreu durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança da FEINDEF, em Madri, e contou com a presença de autoridades brasileiras e espanholas como convidadas.

O acordo reforça a posição das duas empresas em um segmento de alta complexidade e especialização tecnológica como o armamento guiado de precisão e busca combinar as capacidades e experiências acumuladas neste campo pela Avibras e pela SMS.

A Avibras tem em seu portfólio o Sistema ASTROS, o sistema mais flexível do mercado por sua modularidade e por ser o único no mundo que lança foguetes balísticos, foguetes guiados e o MTC (Tactical Cruise Missile) a partir de um mesmo lançador. A SMS, por sua vez, consolida as principais capacidades da indústria espanhola em sistemas de mísseis, incluindo áreas tecnológicas como equipamentos e sistemas de orientação, navegação e controle (GNC) para foguetes e mísseis, sistemas de atuação, sistemas de comando, controle e comunicações, e a capacidade de integrar sistemas.


O acordo firmado entre Avibras e SMS incentiva a colaboração tecnológica internacional em áreas como propulsão e GNC ou comunicações, a fim de estar preparada para apresentar propostas de alto valor agregado que atendam aos requisitos de diferentes projetos atualmente em definição, incluindo o projeto SILAM dos espanhóis Exército ou as evoluções do MTC para as Forças Armadas Brasileiras. O acordo prevê ainda a exportação das soluções conjuntas para países aliados.

Segundo Fernando Mato, CEO da SMS, “Para a SMS é uma honra e um orgulho poder colaborar com um líder mundial em sistemas de foguetes e mísseis como a Avibras. Com este acordo, ratificamos nosso compromisso de promover a cooperação internacional em sistemas de alto valor estratégico. Temos certeza de que este acordo será benéfico para ambas as empresas, que contribuirão com suas capacidades tecnológicas e industriais complementares, mas, sobretudo, para as nossas Forças Armadas, que terão soluções confiáveis, totalmente adaptadas às suas necessidades e com soberania nacional em todo o seu vida útil".

Já João Brasil Carvalho Leite, Diretor-Presidente da Avibras, indicou que este acordo é de extrema importância para a Avibras, que encontrou um parceiro estratégico na Espanha e na SMS por dois motivos. “Em primeiro lugar, por seu valor como referência industrial espanhola em sistemas de mísseis e foguetes guiados. Além disso, porque suas capacidades tecnológicas e industriais são complementares às da Avibras e, portanto, não limitam a colaboração a um país. Trabalharemos juntos para oferecer as melhores soluções aos nossos respectivos países e outras Forças Armadas aliadas. Estamos confiantes de que esta cooperação de longo prazo resultará em grande sucesso com produtos de alto valor agregado para atender às necessidades do cliente ”.


Sobre a SMS
A SMS nasceu como uma proposta colaborativa da indústria de defesa nacional, para consolidar e desenvolver as capacidades tecnológicas e industriais do país em sistemas de mísseis e munições guiadas de alto desempenho. A nova sociedade é formada com o objetivo de aumentar a autonomia estratégica e a soberania nacional nesta área de capacidade militar crítica, apoiando de forma eficiente as Forças Armadas ao longo do ciclo de vida dos sistemas de armamento, promovendo a cooperação internacional e reforçando sua capacidade de exportação.

Sobre a Avibras
Com 60 anos de experiência, a Avibras Indústria Aeroespacial é uma Empresa Estratégica de Defesa reconhecida mundialmente pela excelência e qualidade de seus produtos, sistemas e serviços. Sua vocação nas áreas de tecnologia e inovação é evidenciada através de seus 60 anos no desenvolvimento e industrialização de diversos produtos e sistemas de defesa, em especial mísseis e foguetes. Além de sua capacidade de desenvolver e integrar tecnologias complexas, a Avibras se destaca por dominar cada detalhe do ciclo de vida dos produtos, atendendo aos mais exigentes padrões de qualidade e se tornando a parceira mais confiável e eficaz dos clientes nacionais e internacionais. 

*Com informações da SENER Aeroespacial e da Avibras.

BNDES amplia lista de produtos financiáveis para o setor de Defesa


*ABIMDE - 03/11/2021

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ampliou a lista de bens de Defesa que poderão obter financiamento. O Banco aprovou um regulamento específico para o credenciamento de Produtos de Defesa (PRODEs), conforme definidos nos termos da Lei Federal nº 12.598/2012, de 21.03.2012.

Com o novo regulamento, vigente desde a última segunda-feira (1º/11), o Banco passa a ser capaz oferecer crédito a um leque mais amplo de fabricantes de produtos incluídos na BID (Base Industrial de Defesa) brasileira. No âmbito do comércio exterior os bens poderão ser financiados por meio das linhas BNDES Exim Pós-Embarque, desde que os devedores e os importadores sejam entes soberanos ou seus órgãos, e BNDES Exim Pré-Embarque.

A ampliação da lista é um dos resultados do Protocolo de Intenções estabelecido entre o BNDES e o Ministério da Defesa (MD) em fevereiro de 2020, por meio da Seprod (Secretaria de Produtos de Defesa), com a finalidade de entender, mapear, propor soluções e ampliar o apoio do Banco ao trabalho estruturante desenvolvido pelo MD/Seprod  junto à BID. Durante o trabalho, verificou-se que diversas empresas não conseguiam cadastrar seus produtos no Sistema BNDES e eles não podiam ser financiados pela instituição. Optou-se, então, por criar um normativo específico para o setor.

Impacto
O setor nacional de defesa conta com mais de 1.100 empresas, sendo a maior parte de micro, pequeno e médio portes. As companhias desse campo são responsáveis por aproximadamente 285 mil empregos diretos e 850 mil indiretos – com remuneração superior à média da indústria de transformação –  e movimentam cerca de R$ 200 bilhões na economia nacional, representando cerca de 4% do PIB (Produto Interno Bruto Nacional). A BID exportou nos últimos anos, na média, US$ 1 bilhão/ano e estudos apontam para potencial de exportação na ordem de US$ 5 bilhões/ano.

A medida segue a linha de outros normativos específicos que vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos no Banco, como os regulamentos de credenciamento para mobilidade de baixo carbono, para o setor aeronáutico, para aerogeradores e para módulos e sistemas fotovoltaicos.

Fomento à BID

O diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES, Bruno Aranha, ressalta que se trata de um marco importante dentro da parceria MD-SEPROD/BNDES, pois permitirá o apoio a um setor que gera empregos de alta qualificação, retendo os talentos brasileiros no país, e representa uma fonte importante de divisas por meio das exportações. Além disso, há o desenvolvimento de tecnologias cujo uso é expandido da Defesa para outros campos, abrangendo o setor produtivo como um todo.

Com essa iniciativa o Ministério da Defesa também avança no seu papel de fomento à BID, conforme estabelecido na Pnei-Prode, a Política Nacional de Exportação e Importação de Produtos de Defesa, Decreto nº 9.607/2018, de 12.12.2018. Além de ser uma contribuição relevante aos esforços do governo brasileiro de aprimoramento do sistema público de apoio às exportações, trabalho liderado pelo Ministério da Economia com participação do MD, Ministério das Relações Exteriores, BNDES, Caixa Econômica Federal, APEX, entre outros órgãos públicos e entidades privadas.

 “Essas medidas disruptivas, acompanhadas de outras relacionadas a seguros e garantias oficiais às exportações brasileiras, irão fornecer instrumentos financeiros adequados e efetivos às empresas exportadoras brasileiras, garantindo, assim, maior emprego e renda ao nosso cidadão”, declarou Dr. Marcos Degaut, Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa.

03 novembro, 2021

Fábrica da joint venture Jindal Defence & Taurus está sendo erguida em "um piscar de olhos"

A Jindal Defence iniciou a construção da fábrica em Haryana. No campo da defesa, a Jindal alcançará uma posição diferenciada por meio desta planta. Após a construção da fábrica, a cidade de Hisar, no estado indiano de Haryana, agora será conhecida também por produtos de defesa, além do aço inoxidável.


*Jagran, por Rajesh Kumar - 01/11/2021

Conforme informou o correspondente do Jagran na cidade de Hisar, os passos da Jindal Stainless [maior produtora de aço inoxidável da Índia e uma das dez maiores do mundo] estão aumentando agora também no setor de defesa. Há algum tempo, a Jindal Defence [sua subsidiária] havia assinado um Memorando de Entendimentos (MoU) com a empresa brasileira Taurus Armas S.A. para a fabricação de armas leves em Hisar. 

Estrutura erguida em um piscar de olhos
Após o acordo, o trabalho no nível do solo foi iniciado rapidamente. Nos últimos quatro a cinco meses, a empresa vem construindo uma fábrica para fazer suas armas perto do Bypass Southern (Desvio Sul). No entanto, informações a esse respeito não foram divulgadas oficialmente pela empresa. Mas se as fontes forem verdadeiras, esta planta está sendo construída em dois hectares e meio. A construção está sendo feita por uma empresa separada e o especial é que a obra está indo tão rápido que a estrutura também foi erguida em um piscar de olhos. 

O Grupo Jindal tem grandes esperanças para este projeto, pois, por meio desta planta, a Jindal conquistará uma posição diferenciada no campo da defesa. Após a construção da fábrica, a cidade de Hisar, no estado indiano de Haryana, agora será conhecida também por produtos de defesa, além do aço inoxidável. Para isso, o Grupo Jindal formou uma empresa separada que cuidará do trabalho de defesa. As armas serão feitas nesta fábrica sob o programa Make in India.

Tecnologia brasileira
O Brasil fornecerá tecnologia para fabricação de armas e estas serão feitas pela Jindal Defence Company, do Grupo Jindal. Sob este acordo, as duas empresas, Jindal Defence e Taurus Armas S.A., compartilharão uma proporção de patrimônio líquido de 51:49. A empresa fabricará armas pequenas na Índia com base na transferência de tecnologia da Taurus para atingir a meta de produção local no país, de acordo com os procedimentos de aquisição de defesa da Índia.

Um terreno foi reservado para a planta em Hisar. A empresa investirá inicialmente cinco milhões de dólares (US $ 5 milhões). Com o objetivo de fortalecer a manufatura no país, a Jindal Defence assinou este acordo para a fabricação de diversos tipos de armas pequenas. O acordo foi firmado durante o primeiro Diálogo Brasil-Índia da Indústria de Defesa do Fórum Empresarial Índia-Brasil (IBBF), organizado pelo Ministério das Relações Exteriores do Governo da Índia.

Cooperação Índia-Brasil no campo estratégico
O diálogo foi organizado em colaboração com CII, ASSOCHAM e FICCI. O Fórum faz parte de um programa de intercâmbio de negócios organizado em homenagem ao presidente brasileiro Jair Bolsonaro durante sua visita à Índia. Esta iniciativa da Jindal Defence é um passo no sentido de intensificar a cooperação Índia-Brasil no campo estratégico.

Obras das futuras instalações da Jindal Taurus que estão sendo erguidas "em um piscar de olhos"


Área da Jindal Stainless próxima ao Bypass Southern (Desvio Sul) de Hisar


Grupo EDGE (Emirados Árabes Unidos) pode ter interesse em mísseis e grafeno do Brasil (atualizada em 04/11)


*LRCA Defense Consulting - 02/11/2021 (atualizada em 04/11, às 16h12)

A direção do Parque Tecnológico São José dos Campos (Pqtec) recebeu, no dia 27 de outubro, representantes do Grupo EDGE, da Embaixada dos Emirados Árabes Unidos em Brasília e do Ministério da Defesa para uma rodada de negócios com empresas ligadas ao Pqtec, fortalecendo sua missão de gerar negócio e desenvolver a Indústria de Defesa nacional.

O Grupo EDGE, formado por 24 empresas, é a maior companhia de defesa dos Emirados Árabes Unidos, sendo considerado um grupo de tecnologia avançada para a defesa e para além dela. O Grupo está criando oportunidades em serviços de aviação, fabrico de precisão aeronáutica, capacidades autônomas, energia dirigida, sistemas ciberfísicos, sistemas de propulsão avançados, robótica e materiais inteligentes, com inteligência artificial incorporada nos seus produtos e serviços. O EDGE planeja também utilizar suas tecnologias disruptivas para transformar a indústria aeroespacial e de defesa.

No início do ano, durante a International Defence Exhibition And Conference (IDEX 2021), em Abu Dhabi, foi feita a assinatura de um memorando de entendimentos entre a empresa paulista Avionics Services e a GAL, uma subsidiária do Grupo EDGE, que pode resultar em parcerias e negócios com outras empresas e países na região.

No mesmo evento, o Grupo Edge  revelou o míssil anti-navio HAS-250 como um sistema lançado terrestre desenvolvido por sua divisão de armas guiadas Halcon. “O HAS-250 é um míssil superfície-superfície projetado e desenvolvido pelos Emirados Árabes Unidos, capaz de viajar a velocidades de até Mach 0,8, com um alcance de mais de 250 km”, disse a Edge em um comunicado à imprensa. “Durante sua fase terminal, ele pode voar em direção ao seu alvo a uma altitude sea-skimmer de 5 m.”


Parcerias em sistemas de mísseis com o Brasil?

A foto principal da notícia postada em uma mídia social sobre a visita, mostra os visitantes e membros do Pqtec com um míssil da SIATT ao fundo. 

Como, via de regra, tais fotos dicilmente são feitas ao acaso, é possível especular sobre uma eventual parceria entre o Grupo EDGE e a SIATT no campo de mísseis, haja vista que esta última empresa participou da IDEX 2021 e da Milipol Qatar expondo seus produtos em busca de parcerias na região.

A SIATT é especializada em armamentos inteligentes e integração de sistemas de alto teor tecnológico. Em seu portfólio estão o Míssil Anti-navio Nacional de Superfície MANSUP e o Míssil Superfície-Superfície, Anti-carro MSS 1.2 AC.

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Míssil Anti-navio Nacional de Superfície MANSUP


   

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Míssil Superfície-Superfície, Anti-carro MSS 1.2 AC


Grafeno?

Uma outra fotografia do encontro mostra, ao fundo, uma tela de projeção com o síbolo da empresa UCSGRAPHENE, de Caxias do Sul (RS), que possui a maior planta de produção de grafeno na América do Sul e está se destacando na pesquisa desse revolucionário material, inclusive na sua utilização em armamentos.

Atualização: hoje (04), a UCSGRAPHE publicou em seu perfil no Instagram a imagem acima com a legenda: "Estivemos reunidos com representantes do Ministério da Defesa e do Grupo Edge em discussões sobre as oportunidades de mercado".


Atualização de 04/11, às 16h12:

Comitiva dos Emeridos Árabes visita o Estado-Maior do Exército

No dia 25 de outubro, o Estado-Maior do Exército (EME) recebeu em suas dependências a delegação do conglomerado estatal de defesa dos Emirados Árabes Unidos (Grupo EDGE), e o evento teve como principais objetivos discutir necessidades atuais do Exército, bem como possibilidades de investimentos para o Brasil e oportunidades de negociações com os Emirados Árabes Unidos.

A comitiva do Grupo EDGE, integrada pelo Presidente do Setor de Mísseis e Armas do Grupo, Sr. Hamad Al Marar, pelo Chefe do Escritório de Programas de Aquisição, Sr. Omar Al Zaabi, e pelo Vice-presidente do Setor de Programas Estratégicos, Mísseis e Armas, Sr. Ahmed Al Khoori, estava acompanhada pelo Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa (MD), Sr. Marcos Rosas Degaut Pontes, pelo Diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação, General de Divisão Luis Antônio Duizit Brito e pelo Assessor Militar do Departamento de Promoção Comercial, Coronel Milton José de Mello. A comitiva foi recepcionada pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General de Exército Marcos Antonio Amaro dos Santos.

No prosseguimento, o Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, General de Divisão Flavio Marcus Lancia Barbosa, realizou uma apresentação iniciada por um panorama sobre o Exército Brasileiro e, posteriormente, explanou sobre o Portfólio Estratégico do Exército, com ênfase no Programa ASTROS, e ainda, discorreu sobre a nacionalização de Produtos Controlados pelo Exército, Sistema de Defesa Antiaérea de Média Altura para as Forças Armadas e Sistema de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP).

Na oportunidade, o Presidente do Setor de Mísseis e Armas do Grupo destacou a expressiva gama de materiais que os Emirados Árabes Unidos possuem e têm condições de oferecer ao Brasil, como radares, mísseis e SARP, e manifestou o interesse em estabelecer negociações com o Brasil.


Grupo EDGE
Em 2014, foi realizada uma fusão de 11 divisões de empresas de investimento estatais: Mubadala Development, Tawazun Holding e Emirates Advanced Invest Group e criada a EDIC - Emirates Defense Industries Company, uma holding de indústrias de defesa com propriedade conjunta da Mubadala Development Company, um fundo de investimento da Emirado de Abu Dhabi, e Tawazun Holding. Em novembro de 2019, a holding foi absorvida pelo Grupo EDGE, uma nova holding da indústria de defesa de propriedade também da Governo dos Emirados Árabes Unidos.

Em dezembro de 2020, com dados do Sipri - Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo, o Grupo EDGE tornou-se a primeira empresa do Oriente Médio a alcançar os 25 maiores produtores de armas, em 22º lugar.

Saiba mais sobre o Grupo EDGE:
- "Quando a vitrine começa a rachar" - Le Monde Diplomatique

- "Grupo EDGE"

Na Itália, Bolsonaro pode ter alinhavado negócio envolvendo a Embraer e a Iveco

KC-390 e Centauro II em montagem de Glício Fonseca no Twitter

*LRCA Defense Consulting - 03/11/2021

No dia 29 de outubro, em reunião com o presidente italiano Sergio Matarella, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro pode ter alinhavado um negócio bilateral envolvendo a Embraer e a Iveco.

Conforme publicou o jornalista Thiago Nolasco em seu blog, "Fontes que estavam no encontro explicaram ao blog que um dos temas principais da conversa foi a venda de produtos militares. A Itália tem interesse no cargueiro brasileiro KC-390, e o Brasil, em blindados Centauro 2".

Ampliando o tema, o portal Global Militar publicou o vídeo abaixo a respeito desse assunto:



Telit anuncia parceria estratégica com WEG / V2COM no Brasil para teste de rede privada 5G

WEG - 5G - Jaraguá do sul - empresas - indústria


*Cision PR Newswire - 02/11/2021

A Telit, um ativador global da Internet das Coisas (IoT), anunciou hoje uma parceria estratégica com a WEG - um provedor global de soluções para motores elétricos, drives de frequência variável, soft starters, controles, painéis, transformadores e geradores - que selecionaram o módulo FN980m da Telit para teste de conectividade em seu projeto Open Lab WEG / V2COM, realizado em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Graças ao seu suporte para 5G FR1 (Sub 6GHz) e bandas FR2 (Mmwave), a WEG integrou o FN980m na fábrica de motores elétricos no estado de Santa Catarina, Brasil, para conectar todos os robôs na linha de produção. A Anatel usará os resultados do teste 5G para ilustrar o melhor desempenho da WEG em relação às soluções de conectividade atuais utilizadas na automação da indústria, como fibra ótica, cabo ethernet e wi-fi.

O FN980m da Telit - alimentado pelo sistema Snapdragon ® X55 5G Modem-RF - suporta velocidades de download de até 6,5 Gbps (DL) e upload de 3 Gbps (UL), tornando-o ideal para aplicações com uso intensivo de largura de banda, como transmissão de vídeo profissional, sinalização digital e IoT industrial, entre outros casos de uso. Suportando todas as principais bandas de frequência, ele oferece aos provedores de serviços e aos seus clientes a máxima flexibilidade de implantação. Para obter mais informações sobre a série FN980, visite: https://www.telit.com/5g-ready-modules-data-cards/ .

"Graças ao teste de interoperabilidade bem-sucedido com o módulo FN980m 5G da Telit no espectro sub-6 e mmWave, integramos valiosos casos de uso na planta de automação WEG e agora podemos oferecer aos nossos clientes soluções 5G confiáveis, seguras e fáceis de implantar". disse Guilherme Spina, Diretor da V2COM , empresa do Grupo WEG. "5G é a chave para a Indústria 4.0 e para o futuro da manufatura, e estamos confiantes de que temos os melhores parceiros."

"Temos o prazer de colaborar com a Telit nos testes de conectividade com WEG / V2COM e em expandir o caso de uso para 5G IoT no setor de robótica industrial. O Snapdragon X55 5G Modem-RF System é ideal para aplicações com uso intensivo de largura de banda, como IoT industrial e esperamos possibilitar ainda mais lançamentos 5G globais com nossas soluções de modem para antena líderes do setor ", disse Gautam Sheoran, diretor sênior de gerenciamento de produtos da Qualcomm Technologies, Inc.

"Nossa cooperação de rede privada 5G com a WEG marca mais uma grande conquista para a série FN980 em 2021", disse Dennis Kelly , vice-presidente sênior de vendas para as Américas da Telit. "Uma série 5G comprovada e premiada que foi selecionada pelos principais clientes desde seu lançamento em 2019, a série FN980 já completou certificações extensas em todas as regiões. Como uma empresa líder em 5G (FR1 + FR2), nossa parceria com a WEG continua fortalecendo nossa presença no mercado latino-americano.”

Sobre a Telit A
Telit simplifica a integração de 'coisas' conectadas com um portfólio de comunicação sem fio de nível empresarial e módulos de posicionamento; planos de conectividade e serviços de gerenciamento de MVNO celulares; software de ponta e nuvem; e orquestração de dados, plataformas IoT e IoT industrial. Com mais de duas décadas de experiência pioneira em inovação de IoT, a Telit oferece soluções de IoT premiadas, seguras e integradas para muitas das maiores empresas, OEMs, integradores de sistema e provedores de serviços do mundo, para que possam conectar e gerenciar IoT em qualquer escala.

01 novembro, 2021

Taurus voltará a pagar dividendos, mas quando?


*LRCA Defense Consulting - 01/11/2021

Desde o ano de 2020, quando a empresa consolidou em números e desempenho o turnaround completo que realizava desde 2018 com a atual gestão, Salesio Nuhs, CEO Global, e Sérgio Sgrillo, CFO e DRI, têm comentado, nas diversas lives e entrevistas de que participam, sobre a firme intenção da empresa de voltar a remunerar seus acionistas por meio de dividendos.

Sendo assim, esta Consultoria resolveu buscar algumas declarações dos dois executivos a fim de tentar determinar quando a empresa iniciará o pagamento de dividendos, uma vez que não pairam mais dúvidas de que esta é a intenção da Taurus.

Em 24/11/2020, Sérgio Sgrillo revelou que o pagamento de dividendos será "a cereja do bolo do turnaround". Afirmou que a companhia tem uma política agressiva de dividendos, de 35% do lucro líquido, superior à maioria das demais empresas. Segundo ele, antes previsto apenas para médio prazo, a reversão rápida do patrimônio negativo poderá levar a que, no próximo trimestre (1T21), talvez já se esteja discutindo o assunto na Taurus.

No dia 04 de dezembro de 2020, o CFO confirmou que, dadas às boas perspectivas, o assunto já será discutido em meados de 2021. 

Em 19 de março deste ano, ao divulgar o balanço referente ao 4T20 e ao ano de 2020, quando a Taurus definitivamente surpreendeu analistas e acionistas ao apresentar Patrimônio Líquido positivo (a previsão era para o 4T21) e registrar um excepcional lucro de 263,6 milhões de reais no ano passado, Salesio Nuhs assim se pronunciou: 

- "Finalmente, patrimônio líquido positivo! A cada trimestre de 2020 os recordes em todos os indicadores operacionais se sucederam. A produção industrial se manteve em ritmo crescente, de modo que chegamos no último trimestre do ano com a média de produção, considerando as fábricas do Brasil e dos EUA, de 8.200 armas/dia e o total de 1,6 milhão de armas produzidas em 2020. Com a demanda aquecida em nossos principais mercados, Brasil e EUA, atingimos a marca de 1,8 milhão de armas vendidas, o que proporcionou receita de R$ 1.773,2 milhões. Isso representa aumento de 77,4% em relação a 2019, que já tinha sido um ano de resultados fortes para a Taurus. O crescimento da receita foi acompanhado de ganho de rentabilidade, a partir da firme gestão de custos e despesas, levando ao recorde também no lucro bruto, na margem bruta, no Ebitda e em sua margem. Encerramos o ano com lucro líquido de R$ 263,6 milhões, o que permitiu reverter a posição de patrimônio líquido negativo que se mantinha na Taurus desde 2015. É um primeiro passo na direção de voltar a remunerar os acionistas com o pagamento de dividendos. E isso em apenas três anos a partir do choque de gestão que demos na Companhia, prazo bem mais curto do que o que se podia esperar".

Em 12/08/2021, Salesio afirmou ao portal InfoMoney que: "o segundo semestre teria tudo para ser 'o melhor dos mundos' para a companhia. No dia seguinte (13), falando ao jornal Zero Hora sobre o investimento de R$ 500 milhões que a empresa fará no RS nos próximos cinco anos, o CEO disse:  "E estamos já pensando no pagamento de dividendos em busca de um investidor com perfil de mais longo prazo. A empresa já tem caixa. Falta um ajuste contábil. Contratamos a consultoria EY [Ernst & Young] para isso".

A contratação da conceituada consultoria Ernst & Young, realizada provavelmente entre julho e agosto, visou encontrar a melhor e mais rápida solução para resolver a questão dos prejuízos acumulados em exercícios anteriores no valor de R$ 442,7 milhões, que impedem que a empresa pague dividendos enquanto não for equacionada.

"Máquina de dividendos"

Nesses quatro anos, a Taurus Armas resolveu de forma brilhante seu endividamento e voltou a ter patrimônio líquido positivo. Com desempenho consolidado e em tendência de alta, a companhia seguiu no caminho para eliminar os saldos negativos nas contas de reservas de capital e prejuízos acumulados em exercícios anteriores, visando - primeira e primordialmente - alcançar o objetivo de voltar a remunerar seus acionistas com pagamento de dividendos.

Ressalta-se que o fato de a Taurus ter, em seus estatutos, a obrigação de pagar um dividendo mínimo de 35% sobre o lucro líquido ajustado (LLA) anual a seus acionistas (10% acima do mínimo de lei), torna-se um atrativo a mais não só aos investidores nacionais, mas também aos americanos, já que os EUA é o país onde é mais arraigada a cultura de o cidadão formar uma poupança por esse instrumento. Estima-se que cerca de 60% dos americanos possuam ações, boa parte como formação de poupança.

Certamente, não é sem motivo que o megainvestidor Luiz Barsi Filho, conhecido por sua devoção aos dividendos como estratégia de investimento em ações, tem a maior posição nas ações preferenciais da empresa e a segunda maior nas ordinárias.

A propósito, no programa BM&C News, da Sara Invest, edição de 26/03/21, o estrategista e gestor de clube de investimentos Fábio Bacha, quando comentava sobre o momento da Taurus Armas, mostrando-se bastante entusiasmado com a empresa, afirmou que ela poderá ser uma "máquina de distribuir dividendos em 2022".

Mas quando?
Para tentar determinar um período provável para o início do processo de pagamento de dividendos, esta Consultoria considerou que:

  • a Ernst & Young foi contratada entre os meses de julho e início de agosto; assim, é lícito supor que ela tenha demorado até o final de setembro para entregar seus resultados;
  • pelos posicionamentos de seu CEO e de seu CFO, a Taurus evidencia uma relativa pressa em resolver logo a questão dos prejuízos anteriores e se liberar para galgar objetivos situados em um novo e mais elevado patamar;
  • a empresa tem lucros e caixa suficientes para equacionar agora esse problema;
  • o Estatuto Social da empresa possibilita que os dividendos possam ser pagos trimestralmente, semestralmente, anualmente (praxe) ou, até mesmo, extraordinariamente.

Tais considerações levam a crer que, com os excelentes resultados esperados para o 3T21, a empresa já tenha adquirido condições de fazer uma "soma de resultado zero", ou seja, uma operação meramente contábil (não há desembolso financeiro) onde, sem deixar de ter lucros, utiliza-os na zeragem dos prejuízos acumulados anteriores. 

A consequência direta é que a Taurus, caso opte por pagar dividendos trimestrais, já estará liberada para fazê-lo sobre o lucro do 4T21 ou, se forem anuais, sobre o mesmo lucro do 4T21 eventualmente acrescido de parcela não apreciada contabilmente para zerar os prejuízos anteriores acumulados.

Com relação à divulgação do fato pela empresa, é possível que esta se dê conjuntamente com os resultados do 3T21, ou até antes, caso queira capitalizar melhor o fato junto ao mercado.

Outros patamares
No entanto, o retorno da empresa à situação de Patrimônio Líquido positivo e o fato de zerar (contabilmente apenas) os prejuízos acumulados de anos anteriores, têm importantes e consequentes implicações que vão além do pagamento de dividendos e poderão fazer uma grande diferença para o futuro da companhia:

  • possibilidade de investimento em suas ações por grandes fundos e gestoras de capital nacionais e internacionais, até então impedidos de fazê-lo;
  • acesso a financiamentos nacionais e internacionais em condições vantajosas;
  • eventuais aquisições e/ou novas joint ventures estratégicas;
  • recompra estratégica de ações para mantê-las em tesouraria, valorizando-as;
  • e, por que não, listagem de seus títulos em uma bolsa de valores norte-americana, seja por meio de ADR, seja por IPO da unidade americana (Taurus USA), ou seja ainda pela migração de suas ações para uma bolsa de valores dos EUA.

Por fim, esta Consultoria deixa claro que esta é uma análise de cunho prospectivo baseada nos fatos conhecidos, podendo ser ratificada ou retificada por fatos supervenientes.

Embraer anunciará quatro novas arquiteturas de propulsão e aeronaves conceito

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*LRCA Defense Consulting - 01/11/2021

Em divulgação por suas mídias sociais, a Embraer anunciou hoje que, às 11 horas do dia 08 de novembro, revelará, ao vivo e online, quatro novas arquiteturas de propulsão e aeronaves conceito, evidenciando sua "visão arrojada e empolgante do futuro da aviação sustentável".

O link para o evento será divulgado em breve e disponibilizado neste espaço.

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