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07 janeiro, 2023

Aeromot recebe mais duas aeronaves para órgãos de segurança do RS e do RN


*LRCA Defense Consulting - 07/01/2023

A Aeromot tem realizado importantes projetos na missão de trazer mais tecnologia para a aviação no Brasil e mais bem estar para a sociedade.

No dia 06 de dezembro, foi realizado o recebimento inicial de mais uma aeronave, o AW119 IFR, em Milton - Flórida. A aeronave será destinada ao Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul e será empregada em missões de transporte médico de pacientes, busca e salvamento entre outros.

Já no dia 15 do mês passado, foi concluída a etapa de recebimento provisório de mais um AW119Kx, também conhecido como Koala, em Vergiate, na Itália. Esta aeronave será utilizada pelo Centro Integrado de Operações Aéreas do Rio Grande do Norte em missões de segurança pública, transporte aeromédico e missões de busca e salvamento.

Pilotos e mecânicos da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, lotados no Centro Integrado de Operações Aéreas do Rio Grande do Norte, fizeram, junto à representante da FBR Aviation e Aeromot, a conferência dos equipamentos e acessórios instalados na aeronave. Na ocasião também aconteceu o voo de recebimento para analisar o funcionamento de todos os sistemas instalados.


Armas: senadores e deputados da oposição se articulam para derrubar decreto de Lula


*LRCA Defense Consulting - 07/01/2023

Tancredo Neves, em sua imensa sabedoria política, costumava dizer: "Só examine a espuma depois que as ondas pararem de bater". Ao não seguir esse conselho e preferir "raciocinar com o fígado", o governo que ora se inicia no Brasil pode estar dando um grande "tiro no pé", já que poderá não conseguir maioria no Congresso no ano legislativo de 2023.

Sua manifesta intenção de realizar grandes e apressados "revogaços" nas medidas do governo anterior - capitaneados por 37 ministros cujos matizes ideológicos vão do jurássico comunismo soviético ao socialismo fabiano, entremeados por alguns mais interessados em seus próprios cargos - está causando uma sucessão inicial de enganos, erros e desmentidos que, além de denotar uma grande falta de sintonia no comando do Executivo, está servindo para unir e fortalecer a oposição que ainda nem assumiu no Congresso.

Projeto de decreto legislativo (PDL)
Em uma das primeiras ações do seu governo, dando início aos "revogaços" pretendidos, o novo presidente assinou, no dia 02 de janeiro, um decreto que muda as regras para a aquisição e o registro de armas de fogo (Decreto 11.366, de 2023).

Em resposta imediata, senadores e deputados de oposição anteciparam a intenção de derrubar o decreto através de projetos de decretos legislativos (PDLs), um quase desconhecido (para o grande público) instrumento legislativo que pode revogar normas do Poder Executivo, mas que precisa ser aprovado pelas duas Casas do Congresso Nacional.

Segundo consta no Regimento Interno da Câmara dos Deputados (RICD), "Os Projetos de Decretos Legislativos (PDLs) são utilizados para regular as matérias de competência exclusiva do Poder Legislativo (previstas no Art. 49 da CF), sem a sanção do Presidente da República. Os PDLs aprovados pelo Congresso Nacional (deliberação bicameral - Câmara e Senado) se transformam em Decretos Legislativos".

A "descoberta" da possibilidade de uso de PDLs abre caminho para que outros decretos do Executivo que "exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa" sejam também passíveis de revogação, bastando que a oposição consolide maioria nas duas Casas Legislativas.

Senador Luis Carlos Heinze
Luis Carlos Heinze (PP-RS) foi o primeiro a anunciar que vai apresentar um PDL para sustar a iniciativa tomada pelo presidente. Na opinião do senador, que se pronunciou pelas redes sociais, o decreto presidencial é uma “violação” aos direitos dos cidadãos brasileiros: "[Lula] resolveu acabar com o acesso às armas sem anunciar uma única ação em favor da segurança da população".

“O decreto de Lula possui uma série de inconsistências legais e fere vários artigos da Constituição. A decisão também restringe o acesso ao esporte e ignora o Estatuto do Desarmamento ao atribuir competências que são do Exército à Polícia Federal”, ressalta Heinze. O político citou um referendo de 2005 em que 63% da população da população votou a favor do comércio de armas.

“A proibição da venda de armamentos, munições e insumos para recarga vai inviabilizar milhares de empresas com impacto direto na geração de empregos. A decisão do governo petista também prejudica, de forma acentuada, atletas que buscam vagas para as próximas Olimpíadas. De acordo com a Confederação Brasileira de Tiro Esportivo, o universo federado nessa modalidade gira em torno de 900 atletas”, diz.

Heinze ainda cobrou uma fiscalização mais forte para evitar o contrabando de armas. Segundo ele, verdadeiros arsenais estão nas mãos de quadrilhas que não respeitam normas e impõem medo e insegurança à população.

“Com o decreto inconstitucional, Lula retira as armas, mas não oferece uma única solução para proteger o cidadão. Enquanto isso, o crime organizado, que não se submete a nenhuma norma, continua atuando livremente em nossas fronteiras com armamento pesado. Essa sim, deveria ser a prioridade, não desarmar o cidadão de bem, órfão de qualquer segurança.”

Senador Marcos do Val
Uma dessas iniciativas já foi até protocolada por Marcos do Val (Podemos-ES). Ele é inclusive o relator de um projeto de lei que regulamenta a posse de armas para caçadores, atiradores e colecionadores (CACs), e classificou a medida do governo como "ideológica" e uma "retaliação" contra o governo anterior:

— Isso é um exagero enorme. Temos um número grande de pessoas que se tornaram CACs, acho que ultrapassou 1 milhão. Quantas cometeram infrações, crimes? Um número mínimo. Quem vai seguir o que [o decreto] está colocando são as que seguem a lei. A bandidagem não está nem aí para isso, para eles ficou até mais fácil. O cidadão que segue a lei é que vai ser penalizado.

Marcos do Val reclamou também que o governo recém-empossado está excluindo os parlamentares do debate pela regulamentação.
— O ministro da Justiça [Flávio Dino] está montando um grupo para debater o assunto e proibiu os parlamentares de participarem. Somos nós que fazemos a lei. Já estão esticando a corda com os parlamentares em um assunto tão delicado como esse. Eu quero participar, me considero um especialista, trabalho com isso. Como o governo toma uma decisão assim?

Deputado Federal General Girão
O deputado federal General Girão (PL-RN) protocolou um projeto de decreto legislativo (PDL) na Câmara dos Deputados para anular o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que suspendeu os registros para a aquisição e transferência de armas e de munições de uso restrito por caçadores, colecionadores, atiradores e particulares.

General Girão defende a política de armamento levada adiante pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele destaca que, durante o governo anterior, houve uma queda substancial no número de homicídios.

“Observamos que muitos desses decretos (assinados por Lula) são vazios, de cunho eleitoral e que criam um perigoso vácuo de atuação estatal, como no caso dos CACs e clubes de tiro, onde imputam a um número considerável de pessoas a pecha da ilegalidade. Em relação aos CACs, clubes de tiro e produtos controlados pelo Exército Brasileiro, protocolamos um PDL com o objetivo de sustar tamanha arbitrariedade e ilegalidade. Não é novidade esse tipo de conduta do PT. Eles sempre foram contra as pessoas de bem. Agora, apoiar os marginais, é com eles”, afirma o General Girão.

Deputado Federal Nikolas Ferreira
O vereador e deputado federal eleito, Nikolas Ferreira (PL), afirmou, nesta quinta-feira (5), que o primeiro ato do seu mandato será protocolar projeto de Lei sobre armamento civil. O parlamentar concedeu entrevista ao Super N, da rádio Super 91,7 FM.

De acordo com o parlamentar, a medida será para proteger o setor após decreto de Lula que derrubou decretos anteriores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que flexibilizam no país a compra de armas e munições.

Nova lei das armas
Além das iniciativas que estão sendo ou serão tomadas, já há no Senado o Projeto de Lei n° 2424, de 2022, de autoria do senador Lasier Martins, apelidado de "nova lei das armas", que visa "alterar os arts. 3º, 4º, 5º, 8º, 23 e 27 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003 [Estatuto do Desarmamento], para regulamentar o direito de propriedade de arma de fogo, prever requisitos de idoneidade para aquisição de arma de fogo, definir a quantidade e espécies de armas permitidas à posse e porte, regulamentar o uso de arma para defesa e dar interpretação a artigos da Lei 10.826".

É um projeto já pronto e que só precisa ser colocado em votação pela presidência do Senado, o que será decisivamente facilitado se o novo presidente, a ser eleito no início do mês que vem, for o senador Rogério Marinho (PL), que já lançou sua candidatura em oposição à reeleição de Rodrigo Pacheco.   

*Com informações da Agência Senado, Metrópoles, Agora RN, O Tempo

06 janeiro, 2023

Catálogo das Empresas Espaciais Brasileiras já está disponível para download


*LRCA Defense Consulting - 06/01/2023

No dia 23 de dezembro último, a Agência Espacial Brasileira (AEB) disponibilizou a 3ª edição do Catálogo das Empresas Espaciais Brasileiras, anteriormente intitulado Catálogo da Indústria Espacial Brasileira.

Para mapear e promover o setor espacial brasileiro, a nova versão traz como novidades a possibilidade de inclusão de mais empresas que participam da cadeia espacial, divididas em atuações upstream e downstream. Além disso, a 3ª edição busca contribuir com mapeamento de startups e pequenas empresas, para facilitar o diagnóstico do setor.

A publicação serve, também, para manter atualizada a base industrial nacional, além de facilitar a inserção dessas empresas no cenário internacional e a divulgação dos principais produtos e serviços produzidos pelo país. Por meio deste catálogo, também são apresentadas as potencialidades nacionais, o que facilitará a prospecção de novos mercados e oportunidades de negócios, no Brasil e no exterior.

O cadastramento dos interessados é permanente e é feito por meio da Plataforma de Transformação Digital do Governo Federal. Para tal, é necessário que os interessados mantenham os dados atualizados junto à AEB. Dessa forma, para atualizar ou participar, as empresas interessadas devem se cadastrar aqui.

Para dúvidas e mais informações, entre em contato pelo e-mail: cen@aeb.gov.br.

Para fazer o download gratuito do Catálogo das Empresas Espaciais Brasileiras, clique aqui.

Sobre a AEB
A Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

*Com informações da Agência Espacial Brasileira.
 

05 janeiro, 2023

Polícia Militar do MT adquire 351 fuzis Taurus T4 300 MLOK

Fuzis Taurus T4 300 MLOK - Redação Só Notícias (foto: Marcos Vergueiro/assessoria)

*LRCA Defense Consulting - 05/01/2023

Após a a Secretaria de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo (SJSPS) do Estado do Rio Grande do Sul ter adquirido 52 fuzis Taurus T4 300 MLOK, tornando-se o primeiro órgão de segurança brasileiro a adquirir o novo armamento da Taurus lançado em abril deste ano, agora foi a vez do Estado do Mato Grosso adquirir a moderníssima arma.

Em 03/01/2023, o governador Mauro Mendes fez a entrega de novos armamentos, viaturas, motocicletas e equipamentos para a Polícia Militar de Mato Grosso, em solenidade realizada na praça das Bandeiras, em Cuiabá. Com investimentos de R$ 18 milhões, em recursos próprios e de emendas parlamentares, os novos materiais reforçarão as unidades especializadas da PMMT em todo o Estado.

Foram entregues 351 fuzis Taurus de calibre 300 BLK, além de 326 espingardas calibre 12. Os armamentos estarão disponíveis para as unidades da Força Tática, em todo o Estado, para o Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e Batalhão de Operações Especiais (Bope).

“Esta entrega é mais um exemplo de que estamos investindo para equipar as nossas forças de segurança pública, para que possibilitar melhores condições de trabalho e de prestação de serviço para o cidadão mato-grossense”, destacou Mauro Mendes.

O comandante-geral, coronel Alexandre Corrêa Mendes, falou da importância do armamento no combate contra o crime. “Adquirimos fuzis, e ainda chegarão mais, para todas as Forças Táticas de Mato Grosso. A importância disso é que esses policiais, no interior do Estado, muitos em locais distantes e de difícil acesso, são os que dão suporte para a tropa e se deslocam imediatamente, até a chegada da Rotam, Bope e outras equipes especializadas”, afirmou.

*Com informações do Portal Só Notícias.

DFPC capacita seus quadros na Sistemática de Avaliação da Conformidade de Produtos Controlados pelo Exército


*LRCA Defense Consulting - 05/01/2023

No último trimestre de 2022, a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro realizou mais uma capacitação de seus quadros na Sistemática de Avaliação da Conformidade de Produtos Controlados por esta Força Armada (PCE).

A Avaliação da Conformidade de PCE é um processo de controle previsto a fim de, entre outros aspectos, assegurar que os produtos fabricados no País estejam em conformidade com as normas técnicas vigentes ou com as normas adotadas pelo Comando do Exército.

A capacitação envolveu a participação de militares das Divisões e Seções da DFPC, sendo conduzida por Fábio Sianga Neto, Diretor Técnico da TECHSS Serviços Especializados, laboratório de ensaio de 3ª parte, que ampliou e consolidou os conhecimentos dos presentes nos processos de Avaliação da Conformidade de PCE.

ABIMDE reduz prazos para emissão de certificação de Produtos Controlados pelo Exército

Coronel Armando Lemos, Diretor Executivo da ABIMDE

*Portal BIDS - 02/01/2023

Desde junho de 2021, a ABIMDE é acreditada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e designada pelo Exército Brasileiro e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública para a certificação de Produtos Controlados. Para realizar os processos de certificação de conformidade, a entidade criou uma nova divisão, a ABIMDE Certificadora, que atua de forma totalmente independente e com profissionais especializados e altamente capacitados. Nesta entrevista, o Coronel Armando Lemos, Diretor Executivo da ABIMDE, explica como opera a nova divisão e os benefícios que gera à Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS).

Informe Abimde: Quais as principais mudanças implementadas pelas novas regulamentações lançadas pelo Exército e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública para certificação de Produtos Controlados pelo Exército?

Coronel Lemos: Antes da Portaria 189 do Estado Maior do Exército, lançada em agosto de 2020, o tempo de espera para homologar e autorizar a fabricação de um Produto Controlado era longo, impactando na capacidade de competitividade e inovação da Indústria de Defesa e Segurança.

A partir dessa regulamentação, foi instalado um novo ambiente regulatório, permitindo que organismos externos ao Exército pudessem certificar os produtos controlados. Paralelamente, foi aberto pela Secretaria Nacional de Segurança Pública um programa de normatização para também exigir a certificação de produtos destinados à área de Segurança Pública custeados com verba federal.

Isso permitiu que fossem acreditados Organismos Certificadores pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro, dando agilidade aos processos de certificação de Produtos Controlados. Hoje um processo é concluído, em média, no período de um a dois meses. Para a indústria, esse novo ambiente regulatório proporciona rapidez no lançamento de novos produtos e garante que eles cheguem ao mercado com uma certificação de qualidade emitida por órgãos acreditados pelo Inmetro, gerando credibilidade.

IA: Em junho de 2021, a ABIMDE se tornou um Organismo de Certificação de Produtos (OCP) e foi acreditada pelo Inmetro para certificar Produtos Controlados pelo Exército (PCE). O senhor pode explicar como foi esse processo de acreditação?

Coronel Lemos: Foi um processo longo e rigoroso. Tivemos que contratar uma consultoria para implantar um sistema de gestão da qualidade dentro da entidade, e criamos uma nova divisão, totalmente independente. Contratamos pessoas com qualificação e investimos na montagem de uma estrutura interna, inclusive com um servidor com alto nível de proteção (para armazenamento e processamento de dados) dedicado ao Organismo Certificador ABIMDE, garantindo a confidencialidade e a segurança das informações. Foram auditados pelo Inmetro não só o sistema interno de gestão, documental e escritório, mas também o desempenho em campo, dentro de uma fábrica. Foi um trabalho bastante grande, que tem dado excelentes frutos em prol da indústria.

IA: Como ocorre esse processo de certificação de PCEs e quais são as responsabilidades do OCP?

Coronel Lemos: Durante esse processo, os produtos passam por testes e ensaios que seguem padrões normativos de controle de qualidade e desempenho. Então, quando o produto vai para o mercado com uma certificação ABI¬MDE e o selo do Inmetro, o consumidor tem a garantia de que ele foi testado, qualificado como um produto seguro e atende a normas técnicas reconhecidas de qualidade e desempenho. Além do compromisso de confidencialidade, ao emitir o certificado de conformidade, o Organismo de Certificação assume responsabilidade solidária com o fabricante ou importador.

IA: Quais os PCEs que podem ser certificados pela ABIMDE?

Coronel Lemos: Hoje a ABIMDE está acreditada e designada para certificar todos os produtos controlados pelo Exército Brasileiro e em todas as normas da Secretaria Nacional de Segurança Pública, nacionais ou importados. Certificamos armas e munições leves, armas e munições menos letais, pirotécnicos, produtos balísticos em geral, que envolvem proteções para veículos, blindagem arquitetônica e proteções pessoais, como coletes à prova de bala e capacetes, entre outros produtos. Na área de Segurança Pública, a ABIMDE certifica também sub¬metralhadoras, carabinas, fuzis, pistolas, coletes balísticos e armas elétricas de incapacitação neuromuscular.

IA: Quais os diferenciais que a ABIMDE Certificação oferece às indústrias?

Coronel Lemos: Primeiro, agilidade nos processos. A ABIMDE Certificadora, como uma divisão da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança, uma entidade que tem mais de 37 anos de existência e um corpo de profissionais altamente qualificados e vocacionados para esse setor, é hoje a entidade brasileira que tem a maior expertise na certificação dos produtos da área de defesa e segurança. Certificamos produtos nacionais e estrangeiros dentro dos mesmos padrões e exigências de qualidade.

IA: Quantas certificações já foram emitidas pela ABIMDE desde que se tornou um OCP?

Coronel Lemos: A ABIMDE já emitiu mais de uma centena e meia de certificados de conformidade e deve passar da casa de 200 até o final deste ano. Isso é um avanço gigante para a indústria.

* Esta reportagem faz parte do informe ABIMDE (Dez/22).

A visão de Luiz Barsi Filho sobre Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, e outras considerações


*LRCA Defense Consulting - 05/01/2023

Em virtude de a entidade que preside, a Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições - ANIAM, ter enviado sugestões ao governo sobre a regulamentação do Setor de Armas e Munições ainda em meados de dezembro, Salesio Nuhs, também CEO Global da Taurus Armas S.A., tem sido duramente criticado por algumas pessoas ligadas a este setor e por outras completamente refratárias à orientação do novo governo sobre o assunto. 

Além disso, setores contrários à liberação de armas para a legítima defesa do cidadão de bem estão espertamente aproveitando a situação para tentar imputar ao CEO da Taurus (justo da Taurus!) a culpa pelas restrições trazidas pelo Decreto recentemente publicado, que são uma diretriz ideológica histórica da esquerda. Ou seja, enquanto a direita está se digladiando e se desunindo em acusações de todo o tipo, a esquerda se mantém unida e coesa procurando desconstruir e destruir o que ainda permaneceu, tentando aumentar ainda mais as restrições publicadas no Decreto.

Ocorre que, após a eleição, quando das primeiras manifestações do staff do novo Presidente, já havia ficado clara sua intenção inicial de fazer um total "revogaço" nos decretos do mandatário anterior, o que, se não fossem estabelecidos limites, poderia causar uma quebradeira geral nas milhares de pequenas empresas representadas por fábricas menores, lojistas, clubes de tiro, representações comerciais etc.

No dia seguinte à divulgação do documento (04/01), um grupo de lojistas, atiradores, caçadores, colecionadores e representantes comerciais do Setor de Armas e Munições difundiu uma esclarecedora e oportuna correspondência a todos os interessados no tema, ressaltando "a incompreensão das questões que circulam em blogues e que têm gerado críticas infundadas ao Presidente da ANIAM, simplesmente por se posicionar em favor da indústria nacional, visando preservar a manutenção do direito de aquisição de armas e munições, dos empregos e do direito individual à aquisição".

Esta editoria conhece Salesio Nuhs há muitos anos, desde que, como um dos principais responsáveis pelos destinos da CBC, foi um dos executivos que tiveram atuação decisiva para transformar esta empresa na maior produtora mundial de munições para armas leves, criando um poderoso conglomerado multinacional (CBC Global Ammunition) com fábricas no Brasil, Alemanha e República Tcheca e centros de distribuição no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Quando a CBC adquiriu o controle da antiga Forjas Taurus (hoje Taurus Armas), Salesio era o Vice-presidente Comercial e de Relações Institucionais da CBC e passou a ocupar também o cargo de Vice-presidente de Vendas e Marketing da empresa gaúcha, sendo promovido ao cargo de CEO Global em janeiro de 2018. Experiente, dinâmico, proativo e um grande estrategista, o executivo atua há 32 anos no segmento de armas e munições e é uma das mais importantes referências nesse mercado, possuindo um amplo e profundo conhecimento de sua operação e dos mercados brasileiro e internacional. Nuhs é também Presidente Taurus Holdings, Inc. (Taurus USA), da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições – ANIAM desde 2012 e membro do Conselho Consultivo do Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro.

Em 2019, esta editoria publicou duas matérias explicitando como a Taurus saiu de uma situação pré-falimentar e, a partir de 2018, após realizar um turnaround "de livro", acabou se reinventando e se tornando, em 2021/2022, a maior vendedora de armas leves do mundo, com fábricas no Brasil, nos EUA e na Índia. Em ambas (e em muitas outras posteriores), mas especialmente na segunda - O turnaround (volta por cima) da Taurus Armas - ficou evidenciado que o grande responsável por tal feito foi Salesio Nuhs, seu CEO Global.

Obviamente, com tal retrospecto e presidindo a maior fabricante de armas brasileira, não seria ele a "dar um tiro no próprio pé". Assim, como é do seu feitio arrojado (em 2005, liderou a luta nacional da população contra o desarmamento), chamou para si a difícil missão de tentar salvar o mais importante, ou seja, procurar preservar e defender o setor, lutando pela manutenção de dezenas de milhares de empregos e pelo direito de milhões de brasileiros que não estão no meio dessa discussão, mas agindo com oportunidade, racionalidade, coragem e responsabilidade para fazer o certo e conquistar o que é possível dentro do atual cenário.

Por fim, esta editoria traz a palavra de Luiz Barsi Filho, 83 anos, tido como o maior investidor individual da Bolsa de Valores brasileira (B3), por possuir um patrimônio avaliado em mais de 4 bilhões apenas em ações. Hoje, Barsi é conhecido como o "Warren Buffett brasileiro"; Buffett, de 92 anos, é o lendário guru do mercado de ações americano. No vídeo abaixo, é Barsi quem fala sobre Salesio Nuhs, atestando suas qualidades como principal executivo da Taurus:


04 janeiro, 2023

Novo normal: americanos compraram mais 1,7 milhão de armas em dezembro, 4,5 milhões no 4º Trim

 


*The Truth About Guns - 04/01/2023

Alguns olharão para o total de verificação de antecedentes ajustado de dezembro (vendas de armas) e observarão que é menor do que cinco outros dezembros na última década. Outros verão mais de 1,7 milhão de armas de fogo de propriedade de civis – mais de 4,5 milhões adicionadas no quarto trimestre – e verão que o desejo dos americanos pela posse de armas ainda é bastante saudável.

Como Mark Oliva da NSSF (Associação Comercial da Indústria de Armas de Fogo) nos disse:
"O total de mais de 16,4 milhões de verificações de antecedentes concluídas para a venda de uma arma de fogo em 2022 demonstrou que, embora as vendas no varejo de armas de fogo tenham sido menores do que os anos recordes de 2020 e 2021, continua a haver um forte desejo dos americanos cumpridores da lei de comprar as armas de fogo de sua escolha. Essa tendência é semelhante ao que a NSSF testemunhou no passado.

Quando um novo teto é atingido nas verificações de antecedentes para vendas de armas no varejo, o mercado se acomoda a um “novo normal”. Esse novo normal normalmente excede o que a linha de tendência vista antes do pico. Nesse caso, eram quase 13,2 milhões antes do pico de 2020 e 2021. O número de 16,4 milhões mostra que a indústria continua atendendo a um sinal dos compradores de armas de hoje".

Aqui está o comunicado de imprensa da NSSF anunciando os números:
"O  número do Sistema Nacional de Verificação Instantânea de Antecedentes Criminais  (NICS) ajustado pela NSSF de dezembro de 2022 de  1.747.506  é uma diminuição de  2,5 %  em comparação com o  valor do NICS ajustado pela NSSF de dezembro de 2021  de  1.792.797. Para comparação, o número não ajustado do FBI NICS de dezembro de 2022 de 2.995.715 reflete uma queda de 2,7% em relação ao número não ajustado do FBI NICS de 3.080.295 em dezembro de 2021.

O  número do Sistema Nacional de Verificação Instantânea de Antecedentes Criminais (NICS) ajustado pela NSSF do quarto trimestre de 2022  de 4.532.341 reflete uma diminuição de 4,9% em relação ao valor de 4.763.439 do quarto trimestre de 2021.

O total NICS ajustado anual de 2022 de  16.425.484  representa o terceiro ano mais alto já registrado, superado por 2020 e 2021, respectivamente".


Grupo de atiradores e lojistas divulga carta sobre as sugestões da ANIAM referentes à regulamentação do Setor de Armas e Munições



*LRCA Defense Consulting - 04/01/2023

Em virtude das interpretações equivocadas que as sugestões da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições – ANIAM ao governo suscitaram para algumas pessoas, um grupo de lojistas, atiradores, caçadores, colecionadores e representantes comerciais do Setor de Armas e Munições está difundindo a seguinte correspondência a todos os interessados no tema, com cujo teor esta Consultoria concorda integralmente:

"Caros lojistas, Proprietários de Clubes de Tiro, IATs, Armeiros, CACs, Amantes do Esporte do Tiro, Trabalhadores do Seguimento do Comércio Legal de Armas e Munições, Representantes, Defensores do Direito à Legítima Defesa e, enfim, todos que participam e acompanham este tema.

É sobre a incompreensão das questões que circulam em blogues e que têm gerado críticas infundadas ao Presidente da ANIAM, simplesmente por se posicionar em favor da indústria nacional, visando preservar a manutenção do direito de aquisição de armas e munições, dos empregos e do direito individual à aquisição.

1. Ainda que muitos não compreendam, defender a indústria nacional equivale a lutar pela manutenção de dezenas de milhares de empregos; lutar pelo direito de milhões de brasileiros que não estão no meio dessa discussão e que precisam ter o direito de eventuais aquisições preservados.

2. É bem possível que no calor da política, muitos que nem leram a carta inteira, simplesmente critiquem sem enxergar o limite do possível de se manter na atual conjuntura política.

3. Fato é que aqueles que acompanham o seguimento mais de perto, desde a campanha, presenciaram de alguma maneira as declarações e intenções das autoridades atuais que sintetizamos em dois desejos: efetuar revogaço geral, inclusive, com proibição de calibres menores como o 357 e 9mm; e, consequentemente, desarmamento com o fechamento de lojas, clubes e interrupção das atividades de IATs, Armeiros, etc.

4. O momento requer frieza para agir com racionalidade, coragem e responsabilidade para se fazer o certo.

5. Evidente que um tema com o nível de politização como este, onde quem ascende ao poder tem como principal bandeira ideológica proibir todo e qualquer acesso às armas, é fato que não se obterá nada tendo como estratégia o confronto e a irredutibilidade em ceder o que se sabe não prosperaram de momento, para conquistar e garantir direitos num momento mais favorável.

6. É por isso que se fez e se faz necessário agir ancorados na razão, ainda que se imagine incompreensão de alguns que aparentemente estão no mesmo lado nosso.

7. Façamos uma reflexão sincera do que tínhamos como quase certo perdermos  e que, agora, temos como realidade no texto do decreto:
-  Todos os calibres menores estão preservados.
- O Direito às aquisições, ainda que em quantidades menores, estão assegurados e constam no novo decreto.
-  Os Clubes, lojas, serviços de despachos, IATs, continuam funcionando.
-  Milhares de empregos estão preservados e o sustento de famílias garantidos.
-  Processos já protocolados no EB, assegurados a análise.
-  Direitos preservados das armas de uso permitido já adquiridas e registradas.
-  E o mais importante: abriu-se espaço para o diálogo responsável com o grupo de trabalho a ser instituído e que será responsável por definir medidas definitivas para os próximos anos.
-  Que ninguém duvide que, indo para o embate sem ceder em algumas questões, todas as conquistas tidas até aqui seriam perdidas.   

8. Por fim, para não ficar enfadonho, a verdade é que agora até quem critica sabe que não havia espaço para radicalismos, tampouco para retóricas vazias.  

9. Parece pouco, mas, é MUITO (ainda que não seja o ideal), o que consta no Decreto.  Lembremos que, quando começou a ser editado, o ambiente parecia permeado de revanchismo e caos, o que inevitavelmente resultaria num texto que enterraria todo o seguimento por longos anos ou décadas…

10. A VERDADE é que até quem mais critica essa carta, mesmo que pareça ter feito apenas uma leitura rasa de poucos parágrafos ou das manchetes escritas em grupos de zap, inclusive, poderá pleitear participar das discussões no grupo de trabalho a ser instituído, desde que represente uma entidade de classe.

11. Lembremos que esse grupo de trabalho terá a missão de se despir de ideologias para criar uma política sustentável que atenda à todos indistintamente.

12. Enfim, senão no momento mais delicado que já enfrentamos, mesmo assim caminhamos um pouco; conquistamos o que foi possível (e que foi muito em face das circunstâncias).

13. Como última reflexão, que possamos abstrair os legítimos interesses de cada um e reler a carta integral e atentamente, analisando-a diante do de todo o contexto e do que foi possível.

14. Acreditamos que, no fundo, dificilmente haverá dissonância em admitir que, nesse primeiro momento, tivemos sim uma grande vitória diante do caos anunciado.

15. Continuamos firmes, podemos ser muitas frentes, mas não podemos ser difusos, pois, indistintamente, nosso lado é um só: defender o direito à prática do esporte do tiro e do livre direito de exercer legalmente, se desejar, a aquisição de armas e munições para sua defesa pessoal, de sua família e de seu patrimônio.  Todos que defendem essa bandeira possuem um só lado!"

03 janeiro, 2023

EUA: vendas de armas na Black Friday de 2022 são melhores que 2021


*NRA Shooting Illustrated - 15/12/2022

O Sistema Nacional de Verificação Instantânea de Antecedentes Criminais (NICS) do FBI concluiu 711.372 verificações de antecedentes para a compra de uma arma de fogo no varejo durante a semana que antecedeu e incluiu a Black Friday, de acordo com dados divulgados pela National Shooting Sports Foundation (NSSF).

O NICS do FBI registrou 192.749 verificações de antecedentes apenas na Black Friday, o que o coloca em terceiro lugar na lista de verificações do NICS realizadas no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças. Esse número representa um aumento de 2,8% em relação à Black Friday 2021, quando 187.585 verificações de antecedentes foram concluídas. O volume total de verificações do NICS realizadas pelo FBI é considerado uma medida relativa das vendas de armas de fogo, mas outro uso administrativo do sistema inclui o processamento de licenças de porte e renovações.

Depois de ajustar para o uso do sistema NICS sem compra de armas de fogo, a Small Arms Analytics & Forecasting estima que as vendas de armas de fogo em todo o país em novembro totalizaram aproximadamente 1,6 milhão de unidades. O número é 1,7% menor do que em novembro de 2021, apesar do grande aumento durante o que é tradicionalmente o maior dia de compras do ano no mês passado.

“As verificações de antecedentes para compras de armas de fogo já estavam tendendo a tornar 2022 o terceiro ano mais forte já registrado, saindo dos anos descomunais de 2020 e 2021”, explicou Joe Bartozzi, presidente e CEO da NSSF. “Esses números nos dizem que há um forte apetite contínuo pela posse legal de armas de fogo por americanos cumpridores da lei e que os fabricantes de armas de fogo em todo o país continuam a fornecer armas de fogo de qualidade que nossos clientes esperam”.

Os dados anuais da verificação de antecedentes indicam que as vendas de armas de fogo geralmente aumentam durante o último mês do ano, coincidindo com as temporadas de caça e vendas de feriados. As vendas na Black Friday foram rápidas, assim como durante toda a semana. Na véspera do Dia de Ação de Graças, quarta-feira, 24 de novembro, por exemplo, o FBI processou 116.033 verificações de antecedentes do NICS. Na terça-feira, 23 de novembro, o número chegou a 109.895.

ANIAM oferece sugestões sobre regulamentação de armas e munições ao governo


*LRCA Defense Consulting - 02/01/2023

A Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições – ANIAM, por intermédio de seu Presidente, Salesio Nuhs, dirigiu correspondência ao atual Ministro da Defesa, em 14 de dezembro, onde prestou informações sobre o Setor de Armas e Munições e sobre a importância da Base Industrial de Defesa, oferecendo sugestões sobre uma futura regulamentação desse importante setor industrial brasileiro, conforme o que se segue.

A ANIAM é uma entidade civil, sem fins lucrativos, fundada em 1969, composta por representantes da indústria nacional de armas e munições, com o intuito de promover o desenvolvimento do setor de defesa no país.

Composta por seis indústrias nacionais, o setor emprega mais de 70 mil pessoas, registra anualmente faturamento de cerca de R$ 13 bilhões e recolhe aproximadamente R$ 2,8 bilhões em impostos por ano.

Além das indústrias nacionais e seus fornecedores, o segmento de armas e munições é composto por cerca de 3,5 mil lojas, despachantes, instrutores, psicólogos, clubes, assistências técnica, transportadoras autorizadas e outros prestadores de serviços, sendo que 90% do mercado brasileiro é atendido pelas indústrias nacionais.

Suas associadas, a Companhia Brasileira de Cartuchos – CBC e a Taurus Armas S/A – Taurus, compõem a Base Industrial de Defesa – BID e são credenciadas pelo Ministério da Defesa como Empresas Estratégicas de Defesa – EED, tendo em vista a essencialidade destas empresas para a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro fundamentais para a preservação da segurança e da defesa nacional.

Denomina-se BID o conjunto das empresas estatais ou privadas que participam de uma ou mais etapas de pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e manutenção de produtos estratégicos de defesa – bens e serviços que, por suas peculiaridades, possam contribuir para a consecução de objetivos relacionados à segurança ou à defesa do país.

O papel das EED é assegurar ao País a autonomia operacional e tecnológica necessárias às competências atribuídas às Forças Armadas em prol da soberania nacional, além de importante motor de crescimento econômico e gerador de emprego e renda, considerando suas características de pessoal altamente qualificado, tecnologias avançadas e elevado efeito sobre outros setores industriais.

A BID emprega 2,9 milhões de pessoas, representa 4,46% do PIB de maneira direta e possui cerca de US$ 4,5 bilhões de negócios em andamento.

O equilíbrio e o fortalecimento das indústrias brasileiras de material de defesa estão condicionados à existência de mercados alternativos às Forças Armadas de forma a assegurar continuidade, escala para competitividade e capacitação tecnológica para investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O mercado interno de produtos militares, embora estrategicamente essencial para a BID, com raras exceções, não gera encomendas capazes de viabilizá-la. Há que se buscar alternativas, que em princípio encontram-se nas aplicações duais e nas exportações, conforme preceitua o Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008, pelo qual o então e atual presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva aprovou a Estratégia Nacional de Defesa - END, razão pela qual, o mercado civil é tão importante para a manutenção da BID.

Assim, no cumprimento de sua missão institucional e em nome do segmento de armas e munições, a ANIAM, visando esclarecer e contribuir com a regulamentação do setor no país, após ouvir as indústrias, comércio, confederações, instituições e consumidores, em geral, realiza as seguintes considerações.

1. CENÁRIO
Ao longo dos últimos 4 anos, o Governo anterior editou diversas normas que impactaram o setor de armas e munições.

O principal foco destas medidas foram os chamados CACs, sigla que representa os Colecionadores, Atiradores e Caçadores, registrados no Exército Brasileiro.

Embora importantes no contexto histórico, desportivo e de controle da fauna, o acesso às armas para estas categorias foi realizado sem os devidos critérios, fazendo com que houvesse um desvirtuamento de finalidade e prejudicando os reais CACs.

O Tiro Esportivo foi responsável pela primeira medalha de ouro olímpica do Brasil, conquistada em 1920, na Antuérpia, pelo atleta Guilherme Paraense. Até os dias atuais, nosso País contempla muitos atletas e muitas conquistas neste esporte.

O manejo de animais invasores também é de extrema importância para o equilíbrio da fauna, assim, como o colecionamento para a manutenção da nossa história.

No entanto, o que vimos foi uma enxurrada de cidadãos comuns pleiteando registro de CAC para ter acesso a armas, inclusive de uso restrito, e poder portá-las sob o argumento do porte de trânsito para deslocamentos.

Houve ainda uma liberação generalizada de armas e munições importadas, sem o devido controle e com incentivos tributários. Munições estão sendo importadas sem as devidas marcações, e as importações de armas e munições sem o lançamento através dos sistemas informatizados de controle, como o SICOVEM e o SICOFA.

2. MEDIDAS NECESSÁRIAS
2.1. Agência Reguladora

A exemplo de diversos países da Europa e dos Estados Unido, criar uma agência reguladora que cuide do controle de armas de fogo e munição. Atualmente, falta estrutura dos órgãos competentes para gerenciar, administrar, controlar e fiscalizar o segmento.

Dentre as atribuições da agência estará a estratificação das categorias de adquirentes de armas, colocando fim à banalização realizada com a categoria CAC. Também, será responsável por estabelecer as quantidades de armas e munições autorizadas a cada categoria, criar controles informatizamos e on-line, realizar a integração entre o SIGMA e o SINARM, estabelecer os meios de fiscalização, penalidades, definir o procedimento e a destinação de armas apreendidas ou em desconformidade com a legislação, além de estabelecer os prazos para entrada em vigor das novas normativas.

A agência terá seis meses para se estruturar, criar os meios eletrônicos para os controles e fiscalização, efetuar a anistia das armas nas devidas categorias e estruturar o recolhimento das armas que não estiverem legais.

A agência será composta por um presidente nomeado pela Presidência da República, além de, pelo menos, um membro do Ministério da Defesa, do Ministério da Justiça, de entidade representativa do desporto brasileiro e do manejo da fauna e, ainda, da indústria que integre a entidade nacional representativa da indústria de armas e munições – Aniam e a BID.

2.2. Classificação dos calibres
Manter a regra atual, contida no art. 3º do Decreto 10.030/2019, com a redação incluída pelo Decreto 10.627/2021, que está alinhada à classificação realizada mundialmente. Na maioria dos países do mundo ocidental os calibres .38, .357, .380 e 9mm são de uso permitido aos civis. Em termos de diâmetro do projetil, todos estes representam o mesmo calibre, conforme documento em anexo. As nomenclaturas diferentes provêm, essencialmente, de questões de mercado, ou de onde as munições foram desenvolvidas. Alguns utilizam o sistema de polegadas (.38, .357, .380), outros utilizam o sistema métrico (9mm). Os calibres destinados a fuzis e metralhadoras continuariam sendo classificados como de uso restrito.

2.3. Importação
- Retornar à regra anterior, importação apenas em casos excepcionais e desde que não tenha similar nacional.
- Revogação de incentivos tributários.
- Garantir a isonomia entre o produto nacional e o importado, que hoje goza de benefícios tributários e regulatórios e facilidades, em detrimento da indústria nacional, o que, além de inconstitucional, fere a END, aprovada ainda no Governo anterior do presidente Lula.
- Reestabelecer a fiscalização dos produtos importados, tornando obrigatória a marcação nos produtos e em suas embalagens e realizando o controle através de sistemas eletrônicos (SICOVEM, SICOFA, SIREM, SIP...).

2.4. Anistia
Realizar nova anistia de acordo com a nova classificação dos adquirentes. Assim, registros vencidos poderão ser renovados, desde que estejam de acordo com a nova classificação, além de regularizar as armas trazidas ao Brasil, sem o devido controle, para que possam ser identificadas e fiscalizadas pelo Governo, a exemplo da anistia e do recadastramento realizados até 2009.

2.5. Prazo de validade de registros
Retornar à regra anterior, para renovação a cada 5 anos, a exemplo do estabelecido em 2016, já que um prazo inferior estimula a ilegalidade e sobrecarrega os órgãos competentes.

2.6. Controle
Implantar controle único e on-line de todas as movimentações realizadas, no país, de armas de fogo e munições entre os fabricantes, lojas especializadas, instituições, entidades desportivas e consumidores.

Controle considerando tanto registros de armas no SINARM quanto no SIGMA, de acordo com as quantidades autorizadas de cada categoria, conforme legislação.

Controle de estoque de entidades e estabelecimentos comerciais e vendas realizadas com amarração através do registro da arma e número de CPF, em conjunto.

Sistema sob gestão da agência reguladora, que poderá, a qualquer momento, efetuar consultas on-line de estoque, movimentação de arma e munições adquiridas e vendidas por data, produto, volume, etc, de todas as categorias de adquirentes, além da possibilidade de suspender e cancelar CR, o que permitirá, inclusive, solicitar em tempo real às unidades de fiscalização diligências às residências ou qualquer outro estabelecimento comercial ou esportivo para conferir os estoques e comprovar as vendas lançadas.

2.7. Insumos de munição
A circulação de insumos e seus estoques deve ser controlada via sistema igual às munições, com quantidades reduzidas e permitida apenas a atiradores desportivos e caçadores de subsistência e controle, conforme classificação sugerida mais adiante.

2.8. Civil

- Restabelecer o procedimento anterior, excluindo a presunção de efetiva necessidade, que, novamente, passa a ter de ser declarada.
- Aquisição de armas apenas de uso permitido e com redução de quantidade, passando de 6 armas para até 4, podendo ter apenas uma arma em cada residência, até o limite total de 4 armas. A posse de arma, uma em cada residência, visa evitar o transporte e a circulação de armas em território nacional.

2.9. Proprietário rural
- Estabelecer a posse de armas na extensão de sua propriedade/residência.
- Permitir a aquisição de armas no mesmo quantitativo do civil, além de duas armas de uso restrito, em razão das peculiaridades existentes e requeridas para a área rural.

2.10. Integrantes de categorias profissionais (militares, policiais, guardas municipais, policiais legislativos, auditores da Receita, integrantes da ABIN e GSI, magistrados e promotores)
Reduzir os quantitativos atuais, retornando à regra anterior em que podiam adquirir armas de uso permitido na mesma quantidade do civil, mais duas armas de uso restrito, conforme calibre utilizado pelo integrante na corporação.

2.11. Instituições
Retornar à regra anterior, em que, assim como para as armas e munições de uso restrito, também há a necessidade de autorização para aquisição de armas e munições de uso permitido. Alterar a competência do registro para o Exército.

2.12. CAC
Estratificar a categoria CAC de acordo com a necessidade, da seguinte forma:
- Atirador desportivo iniciante (ADI): só armas de uso permitido.
- Atirador desportivo pleno (ADP): para armas de uso restrito é necessária a comprovação de que a arma pleiteada está prevista nas regras de prática, nacionais ou internacionais, da modalidade de tiro praticada pelo adquirente.
- Atirador desportivo de alto rendimento (ADA): igual o avançado, com quantidade de armas e munições adequadas à necessidade de treino.
- Caçador de subsistência (CS): manter regra atual que foi estabelecida pelo Governo do Presidente eleito.
- Caçador de controle (CC): armas de uso restrito só se adequada para o abate de animais autorizados e desde que possua registro no IBAMA.
- Colecionador (CO): Vedada a circulação de armas e munições, exceto para exposição devidamente autorizada pela agência de reguladora.

Revogar o porte de trânsito e estabelecer que a circulação de armas do acervo deverá ser realizada desmuniciada. O atirador e o caçador poderão pleitear guia de trânsito de apenas uma arma de porte para a proteção do acervo, desde que atendidos todos os requisitos e previamente autorizado pelo órgão competente.

O documento finaliza afirmando que são estas as medidas que a ANIAM julga necessárias para o real controle das armas e munições em nosso país, como também, para a manutenção da BID, responsável pela geração de empregos, impostos, divisas e pelo desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro, fundamentais para a preservação da segurança e da defesa nacional, colocando a entidade à disposição para fornecer quaisquer elementos e esclarecimentos adicionais sobre o assunto tratado nesta correspondência.

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Grupo de atiradores e lojistas divulga carta sobre as sugestões da ANIAM referentes à regulamentação do Setor de Armas e Munições

*LRCA Defense Consulting - 04/01/2023 (publicado também em matéria de hoje)

Em virtude das interpretações equivocadas que as sugestões da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições – ANIAM ao governo suscitaram para algumas pessoas, um grupo de lojistas, atiradores, caçadores, colecionadores e representantes comerciais do Setor de Armas e Munições está difundindo a seguinte correspondência a todos os interessados no tema, com cujo teor esta Consultoria concorda integralmente:

"Caros lojistas, Proprietários de Clubes de Tiro, IATs, Armeiros, CACs, Amantes do Esporte do Tiro, Trabalhadores do Seguimento do Comércio Legal de Armas e Munições, Representantes, Defensores do Direito à Legítima Defesa e, enfim, todos que participam e acompanham este tema.

É sobre a incompreensão das questões que circulam em blogues e que têm gerado críticas infundadas ao Presidente da ANIAM, simplesmente por se posicionar em favor da indústria nacional, visando preservar a manutenção do direito de aquisição de armas e munições, dos empregos e do direito individual à aquisição.

1. Ainda que muitos não compreendam, defender a indústria nacional equivale a lutar pela manutenção de dezenas de milhares de empregos; lutar pelo direito de milhões de brasileiros que não estão no meio dessa discussão e que precisam ter o direito de eventuais aquisições preservados.

2. É bem possível que no calor da política, muitos que nem leram a carta inteira, simplesmente critiquem sem enxergar o limite do possível de se manter na atual conjuntura política.

3. Fato é que aqueles que acompanham o seguimento mais de perto, desde a campanha, presenciaram de alguma maneira as declarações e intenções das autoridades atuais que sintetizamos em dois desejos: efetuar revogaço geral, inclusive, com proibição de calibres menores como o 357 e 9mm; e, consequentemente, desarmamento com o fechamento de lojas, clubes e interrupção das atividades de IATs, Armeiros, etc.

4. O momento requer frieza para agir com racionalidade, coragem e responsabilidade para se fazer o certo.

5. Evidente que um tema com o nível de politização como este, onde quem ascende ao poder tem como principal bandeira ideológica proibir todo e qualquer acesso às armas, é fato que não se obterá nada tendo como estratégia o confronto e a irredutibilidade em ceder o que se sabe não prosperaram de momento, para conquistar e garantir direitos num momento mais favorável.

6. É por isso que se fez e se faz necessário agir ancorados na razão, ainda que se imagine incompreensão de alguns que aparentemente estão no mesmo lado nosso.

7. Façamos uma reflexão sincera do que tínhamos como quase certo perdermos  e que, agora, temos como realidade no texto do decreto:
-  Todos os calibres menores estão preservados.
- O Direito às aquisições, ainda que em quantidades menores, estão assegurados e constam no novo decreto.
-  Os Clubes, lojas, serviços de despachos, IATs, continuam funcionando.
-  Milhares de empregos estão preservados e o sustento de famílias garantidos.
-  Processos já protocolados no EB, assegurados a análise.
-  Direitos preservados das armas de uso permitido já adquiridas e registradas.
-  E o mais importante: abriu-se espaço para o diálogo responsável com o grupo de trabalho a ser instituído e que será responsável por definir medidas definitivas para os próximos anos.
-  Que ninguém duvide que, indo para o embate sem ceder em algumas questões, todas as conquistas tidas até aqui seriam perdidas.   

8. Por fim, para não ficar enfadonho, a verdade é que agora até quem critica sabe que não havia espaço para radicalismos, tampouco para retóricas vazias.  

9. Parece pouco, mas, é MUITO (ainda que não seja o ideal), o que consta no Decreto.  Lembremos que, quando começou a ser editado, o ambiente parecia permeado de revanchismo e caos, o que inevitavelmente resultaria num texto que enterraria todo o seguimento por longos anos ou décadas…

10. A VERDADE é que até quem mais critica essa carta, mesmo que pareça ter feito apenas uma leitura rasa de poucos parágrafos ou das manchetes escritas em grupos de zap, inclusive, poderá pleitear participar das discussões no grupo de trabalho a ser instituído, desde que represente uma entidade de classe.

11. Lembremos que esse grupo de trabalho terá a missão de se despir de ideologias para criar uma política sustentável que atenda à todos indistintamente.

12. Enfim, senão no momento mais delicado que já enfrentamos, mesmo assim caminhamos um pouco; conquistamos o que foi possível (e que foi muito em face das circunstâncias).

13. Como última reflexão, que possamos abstrair os legítimos interesses de cada um e reler a carta integral e atentamente, analisando-a diante do de todo o contexto e do que foi possível.

14. Acreditamos que, no fundo, dificilmente haverá dissonância em admitir que, nesse primeiro momento, tivemos sim uma grande vitória diante do caos anunciado.

15. Continuamos firmes, podemos ser muitas frentes, mas não podemos ser difusos, pois, indistintamente, nosso lado é um só: defender o direito à prática do esporte do tiro e do livre direito de exercer legalmente, se desejar, a aquisição de armas e munições para sua defesa pessoal, de sua família e de seu patrimônio.  Todos que defendem essa bandeira possuem um só lado!"

02 janeiro, 2023

Conheça a arma anti-drone usada pela PF na posse do Presidente da República

Policial federal carrega arma anti-drone no local da chegada do Presidente da República para a posse
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO


*LRCA Defense Consulting - 02/012022

Durante a posse do novo Presidente da República, chamou a atenção dos presentes a arma anti-drone usada por um policial federal. Segundo a imprensa, essa arma teria sido acionada para derrubar um pequeno drone que invadiu o espaço aéreo do local, que estava restrito.

Em setembro de 2021, esta editoria publicou que a DroneShield, empresa autraliana fabricante de sistemas anti Aeronaves Remotamente Pilotadas (C-UAS: Counter-unmanned aircraft system), após receber aprovação formal da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações - responsável por emitir a concessão de novas radiofrequências), vendeu um número não revelado de rifles DroneGun Tactical para o governo brasileiro, informou a empresa.

O CEO da DroneShield, Oleg Vornik, disse que a empresa não poderia comentar sobre quais serviços ou agências utilizarão as novas armas, mas entende que o Exército Brasileiro provavelmente será um deles.

Entre 29 de junho e 1º de julho daquele ano, a Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea (EsACosAAe) do Exército Brasileiro organizou o II Simpósio de Defesa Anti Sistema de Aeronaves Remotamente Pilotadas (II Simpósio de Defesa Anti SARP), evento que reuniu militares das Forças Armadas (Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira), representantes de empresas como a Israel Aerospace Industries, Rafael Advanced Defense Systems, Rheinmetall, Avibras, Pirâmide Tecnologias (representante da DroneShield), bem como de universidades brasileiras que estudam o tema Defesa.

Rifle DroneGun Tactical em demonstração na Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea

Durante o evento foram debatidos temas sobre a defesa contra os Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP) no âmbito das Forças Armadas, com destaque para a atuação dos meios de apoio ao combate e de coordenação do espaço aéreo, bem como os estudos referentes à proteção, coordenação e controle do espaço aéreo brasileiro, diante da utilização dos SARP.

“O Brasil é um grande e sofisticado mercado de equipamentos militares e de segurança, e temos o prazer de iniciar presença ativa no país, implantando equipamentos para os clientes”, disse Vornik. “Esperamos aumentar nossa presença no Brasil com os requisitos urgentes de contra-drones refletindo o que estamos vendo em outros países.”

Rifle DroneGun Tactical em uso por policiais belgas

DroneGun Tactical
O equipamento é capaz de afastar uma grande variedade de drones a mais de 1 quilômetro de distância, segundo a fabricante australiana DroneShield, bastando apontar e apertar o gatilho para que sinais de radiofrequência sejam disparados e o drone perca a comunicação com o controlador, sendo derrubado ou forçado ao pouso.

Um recurso complementar da DroneGun Tactical bloqueia a função de retorno do drone, caso este busque realizar um pouso seguro ou retornar para um local já sobrevoado, a fim de tentar recuperar o sinal. Entre as funcionalidades da arma também estão o controle da carga útil, para evitar que drones liberem explosivos, e a derrubada de modelos que fazem filmagens não autorizadas, por exemplo.

A arma é leve o suficiente para ser utilizada por apenas um operador, podendo ser utilizada por até duas horas seguidas com apenas uma única carga.

A invenção não é a primeira da empresa australiana, que conta com outros sistemas bloqueadores de drones. Entretanto, essa foi a primeira a arma homologada desse gênero no Brasil.

Só no último trimestre de 2020, a DroneShield obteve um lucro de 700%. Um dos maiores pedidos, com o valor de US$ 900.000, foi feito pela aliança Five Eyes, constituída pelos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Reino Unido e Nova Zelândia.


01 janeiro, 2023

TX22 Competition SCR: mais uma arma da Taurus que faz grande sucesso nos EUA


*LRCA Defense Consulting - 01/01/2023

Em edição online de 16 de novembro de 2019, a revista "The National Interest" publicou que a pistola Taurus TX22 foi escolhida como uma da quatro melhores armas dos Estados Unidos em 2019 (ano de seu lançamento). As quatro armas foram destaque na National Shooting Sports Federation’s annual Shooting, Hunting, Outdoor Trade Show - SHOT Show, evento número um da indústria de armas de fogo na América. Realizada todo mês de janeiro em Las Vegas, Nevada, a SHOT é um local onde a indústria de armas exibe suas novidades e projetos mais inovadores. 

Em 19 de novembro de 2019, a Taurus TX-22 foi escolhida pela conceitua revista Guns&Ammo como "Guns & Ammo 2019 Handgun of the Year" (Arma do Ano de 2019), sendo considerada a pistola calibre .22 LR mais avançada do mercado.

A TX22 é uma .22LR semiautomática desenvolvida com um conceito totalmente inovador, e não uma versão em escala reduzida de uma pistola existente. Por causa disso, essa arma foi um sucesso instantâneo assim que foi lançada, graças à atenção que recebeu por seus carregadores de capacidade aumentada (16 rodadas), ergonomia real de pistola de tamanho médio e gatilho incrível.


TX22 Competition SCR: inovação sobre inovação é premiada e recomendada
A TX22 Competition SCR é uma evolução da pistola Taurus TX22 rimfire (fogo circular). A maneira mais simples de descrever esta nova versão pode ser chamá-la de pistola de competição. Mas, mais especificamente, existem algumas atualizações e aprimoramentos que a tornam uma escolha melhor para praticamente qualquer coisa que você queira fazer com uma arma de fogo circular. 

Como o nome – SCR – sugere, a TX22 é “Steel Challenge Ready”. Isso significa que deve satisfazer qualquer desejo de competição que você possa ter. Mas esta pistola também pode ser usada para caça de pequeno porte, tiro recreativo e treinamento.

Poucas armas de fogo são tão agradáveis ​​quanto uma boa pistola rimfire. Elas não são apenas divertidas de atirar, mas também são práticas e podem ser bastante versáteis. A TX22 Competition SCR da Taurus, lançada em meados de 2022, encaixa-se bem nessa descrição e este é um dos principais motivos pelo quais ganhou o prêmio Escolha do Editor no Teste de Arma de Mão de 2022 da conceituada publicação americana Field & Stream. Conforme afirmou o Editor Richard Mann: "De todas as armas de fogo rimfire que disparamos durante o F&S Handgun Test, esta pistola de tiro rápido da Taurus saiu no topo".

Essas premiações são de grande relevância para a Taurus, especialmente no mercado norte-americano (que historicamente absorve mais de 80% de suas vendas globais), haja vista que confirma e dá grande visibilidade à inovação, à tecnologia e à qualidade que seus produtos embutem. 

TX22 Competition SCR é recomendada por um dos canais mais seguidos nos EUA
Com 2,36 milhões de internautas inscritos, o canal do advogado e expert em armas Colion Noir no YouTube é um dos mais seguidos no Estados Unidos, sendo uma referência para todas as pessoas interessadas em armas.

Sua análise sobre a pistola Taurus TX22 Competition SCR é mais um importante testemunho da excelência dessa arma e, sem dúvida, é também uma recomendação que deve ser seguida por milhares de americanos, o que será muito interessante para a Taurus em todos os sentidos, haja vista que é mais uma arma premiada e recomendada que está fazendo grande sucesso nos Estados Unidos, maior mercado mundial para armamento leve.

31 dezembro, 2022

CBC é novamente certificada como uma Empresa Ética


*LRCA Defense Consulting - 31/12/2022

A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), Empresa Estratégica de Defesa e líder mundial em munições, cumpriu os requisitos necessários para a renovação por mais um ano da certificação de “Empresa Ética”, concedida pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) em conjunto com a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES).

A certificação tem validade até dezembro de 2023 e é uma forma de incentivar e reconhecer as empresas que aderiram ao Programa Uma Empresa Ética. Para isso, são levados em consideração os seguintes critérios: a existência e divulgação de um Código de Conduta e Ética, publicado no site institucional; a realização periódica de treinamento de Compliance para a equipe de colaboradores; e a disponibilização de um canal de denúncias independente.

Com o compromisso de conduzir seus negócios com ética, integridade e transparência, buscar a melhoria contínua de seus processos, assim como manter-se atualizada e em conformidade com a legislação anticorrupção no Brasil e no mundo, e com a Lei Geral de Proteção de Dados do Brasil – LGPD, a CBC segue aprimorando a sua estrutura de Compliance e atualizando suas políticas e procedimentos, dentre eles, o Código de Conduta CBC Trust, em vigor desde 2017, e o seu Código de Conduta para Terceiros, ambos publicados no site da CBC.

29 dezembro, 2022

IMBEL comunica a suspensão da fabricação de alguns modelos de pistolas


*LRCA Defense Consulting - 29/12/2022

A IMBEL comunicou hoje que, em razão de ajustes no seu portfólio, irá descontinuar a produção das seguintes pistolas:
- Pst  IMBEL .380 MD1 N;
- Pst IMBEL .40 GC MD2;
- Pst IMBEL .40 GC MD6;
- Pst IMBEL .40SC MD2;
- Pst IMBEL  45 GC MD2;
- Pst IMBEL 45 M911 A1; e
- Pst IMBEL 9 SC MD1

A empresa esclarece que "sem nunca perder de vista a lisura e a confiança que devem revestir a relação com os nossos inúmeros clientes e parceiros, a despeito da suspensão imediata e definitiva da fabricação e comercialização daqueles produtos, os contratos de aquisição já firmados serão integralmente cumpridos e mantidos estoques de peças de reposição para atender às eventuais necessidades de proprietários daquelas armas".

Outros esclarecimentos poderão ser obtidos junto ao SAC-IMBEL por intermédio do Sistema FALE CONOSCO disponível no site www.imbel.gov.br

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