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09 fevereiro, 2023

Taurus Helmets lança o primeiro capacete feito com grafeno no mundo

Capacete modelo Cafe Racer, da linha Urban Helmets, com preço de R$ 989,00

*LRCA Defense Consulting - 09/02/2023 (atualizado em 10/02, às 09 horas)

A Taurus Helmets, empresa controlada 100% pela Taurus Armas S.A. - lançou o primeiro capacete automobilístico feito com grafeno no mundo. 

O grafeno é uma camada fina de grafite que é transparente, flexível, resistente e altamente condutora de energia. 

A Taurus Helmets começou a colaborar com a Universidade de Caxias do Sul e a empresa Znano de nanotecnologia em 2021 para utilizar o grafeno em seus capacetes. O resultado foi a fórmula Graph-X que melhora o conforto térmico e a segurança dos capacetes. O revestimento de grafeno permite a distribuição da força de impacto, tornando-os menos suscetíveis a danos, mesmo em condições de alta temperatura. 

O primeiro lançamento será com o modelo Cafe Racer, da linha Urban Helmets, fabricado em ABS, com o preço de R$ 989,00 mantido em relação ao modelo clássico. A Taurus Helmets faz cinco lançamentos por ano com o objetivo de melhorar a performance dos produtos e reduzir custos e consumo consciente. 

Carlos Laurentis, CEO da Taurus Helmets, disse ao Portal Terra que as entidades envolvidas no projeto apresentaram, em 2020, a possibilidade de utilizar o grafeno por meio de polímeros (macromoléculas resultantes da união de muitas unidades de moléculas pequenas), o que acabou ganhando o nome "Graph-X".

"O maior desafio foi chegar à fórmula do Graph-X, integrando o grafeno com materiais ainda não utilizados em nosso processo produtivo", diz.

A partir da nova fórmula, o material, que promete melhorar propriedades de outros elementos que recebam uma pequena porcentagem de sua composição, entrou na cadeia de produção da empresa.

Com a integração do grafeno, a companhia promete um capacete mais forte, seguro e eficiente na absorção de impactos. O artefato supostamente pode suportar mais choques sem sofrer danos mesmo em altas temperaturas, graças à sua grande capacidade de dissipação de calor.

Líder na fabricação de capacetes automobilísticos no Brasil, a Taurus Helmets poderá aumentar ainda mais sua fatia de mercado com a introdução do grafeno, haja vista que, além de se tratar de uma inovação tecnológica brasileira sem par no mundo, contibuirá para aumentar significativamente a segurança dos usuários.

Sobre a Taurus Helmets
A Taurus Helmets é pioneira e líder na fabricação de capacetes no Brasil, possuindo hoje cinco marcas em seu portfólio: San Marino - a marca de capacetes mais vendida do Brasil, Urban Helmets, Joy23, Zarref e Wind.

A empresa utiliza toda a experiência e o rígido padrão de qualidade da Taurus Armas S.A., líder mundial na venda de armas leves, para a fabricação dos capacetes. Possui cobertura de vendas nacional com mais de 12 mil pontos de vendas, além de e-commerce, atuando ainda em exportação de larga escala para América Latina e EUA .

Números robustos e possibidade de venda
A operação de capacetes é historicamente rentável e lucrativa. No 3º trimestre de 2022, a Taurus Helmets teve uma participação de 4,3% na receita líquida consolidada da Taurus Armas, correspondendo a cerca de R$ 27,52 milhões.

A Taurus permanece avaliando propostas para a venda de sua operação de capacetes, já que ela não faz mais parte do seu core business. No entanto, como não está mais pressionada a realizar ativos para suprir demandas de seu caixa e como a operação permanece em atividade e lucrativa, só considerá aquelas que trouxerem o retorno do valor que realmente o negócio possui.

Embraer cria vice-presidências de Compras Globais e de Estratégia e Inovação


*LRCA Defense Consulting - 09/02/2023

Com o objetivo de acelerar o crescimento da empresa e dar mais foco a áreas relevantes para o negócio, a Embraer anunciou hoje a criação de duas novas vice-presidências: a de Compras Globais e a de Estratégia, Digital e Inovação. As duas áreas passam a reportar diretamente ao presidente e CEO da empresa, Francisco Gomes Neto.

Roberto Chaves
A área de Compras, que antes integrava a Vice-Presidência de Finanças, TI e Relações com Investidores, será liderada por Roberto Chaves, atual diretor responsável pelo setor desde 2020. Formado em engenharia mecânica e com MBA Executivo Internacional pela FIA-USP, Roberto Chaves ingressou na Embraer em 2001 e já ocupou diferentes posições sênior na área de Suprimentos, incluindo a gestão de fornecedores na fábrica de Harbin, na China, e mais recentemente a liderança do centro de serviços compartilhados da empresa.

A diretoria de Estratégia Corporativa, que fazia parte da Vice-Presidência de Engenharia, juntamente com a diretoria de Inovação e Digital passam a compor a Vice-Presidência de Estratégia, Digital e Inovação. A nova área será liderada por Dimas Tomelin, que já atua há três anos como diretor de Estratégia Corporativa. Há 21 anos na Embraer, Tomelin foi anteriormente diretor de Inteligência de Mercado da área de Defesa & Segurança e já atuou também nas áreas de programas do KC-390 e de desenvolvimento de produto na aviação executiva. É formado em engenharia elétrica, com pós-graduação em empreendedorismo pela Fundação Dom Cabral.

Dimas Tomelin
“Dentro do nosso planejamento estratégico, os principais fatores de crescimento sustentável são eficiência empresarial e inovação. A excelência na área de compras tem papel fundamental no pilar de eficiência e geração de valor. No caso da inovação, vamos fortalecer a integração desses projetos na nossa estratégia de longo prazo, acelerando o crescimento do negócio”, disse Francisco Gomes Neto. “Com as mudanças, buscamos também reconhecer e valorizar os talentos internos da companhia, que possui uma equipe de alta performance e muito preparada para o futuro”.

Com a criação da Vice-Presidência de Estratégia, Digital e Inovação, Daniel Moczydlower ficará responsável por novos projetos e parcerias com o ecossistema global de inovação, reportando-se a Dimas Tomelin.

As mudanças entram em vigor a partir de hoje. 

Tecnologia WEG está na primeira linha de montagem de veículos utilitários 100% elétricos do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 09/02/2023

A Hitech Electric, empresa brasileira de eletromobilidade, inicia 2023 com um marco histórico para a indústria automotiva nacional: o lançamento da primeira linha de montagem de veículos utilitários 100% elétricos no país. A linha foi implementada em uma nova fábrica com área total de 10 mil m², a qual será inaugurada no próximo mês na cidade de Campo Largo, no Paraná.

O projeto muda a dinâmica de negócios e atuação da Hitech Electric no Brasil, possibilitando a implementação de novas tecnologias e a tornando uma montadora automotiva, após cinco anos de atuação como importadora e desenvolvedora de veículos elétricos. A Hitech Electric faz parte do programa de Corporate Venture Capital (CVC) da Positivo Tecnologia, empresa brasileira de tecnologia que é parceira estratégica e investidora tecnológica da startup.

Além do lançamento da linha de montagem e fábrica no interior do Paraná, a Hitech Electric apresenta outra novidade: a parceria com a WEG para o fornecimento de Powertrain, termo que reúne motor + inversor. A aliança também contempla o fornecimento de bateria com tecnologia Lítio Ferro Fosfato (LFP) não inflamável a todos os veículos montados pela Hitech Electric. Além disso, os utilitários, caminhões compactos, VUCs (veículo urbano de carga) e outros modelos desenvolvidos pela Hitech Electric terão a condição de utilização de um pack adicional de bateria da WEG para expansão da autonomia.

Rodrigo Contin, CEO da Hitech Electric, explica ainda que o portfólio da empresa foi ajustado para atender exclusivamente as demandas relacionadas ao transporte de carga last-mile, a última milha. Há produtos versáteis, robustos e eficientes, com tecnologia aplicada e conectividade para potencializar a redução do custo operacional dos transportadores urbanos, além de aumentar a segurança de pós-venda aos clientes através da fabricação nacional. “Agora temos diferentes modelos elétricos para transporte de mercadorias, feitos sob medida para suprir necessidades de última milha de encomendas e entregas, assim como superaplicativos, deliveries urbanos, redes de e-commerce, entre outros. Nossos modelos geram redução drástica no custo operacional das empresas. Além de impulsionar a expansão da indústria do Brasil, seus modelos trazem também vantagem ao meio ambiente: emissão zero de carbono”, ressalta.

O início efetivo da montagem dos veículos na nova linha de produção e fábrica acontecerá em março. O primeiro lote de utilitários e caminhões compactos começará a ser entregue no decorrer do mesmo mês.

A capacidade operacional da nova fábrica da Hitech Electric foi dimensionada em fases. Na primeira etapa, a capacidade de montagem é de 50 veículos por mês, com condição de expansão para 100 unidades, no curto prazo. A expectativa é que sejam comercializados aproximadamente mil veículos por ano, neste início de projeto. Há ainda previsão de ampliar a planta em novas fases a fim de atender a demanda do mercado, que é crescente.

08 fevereiro, 2023

PM de Rondônia adquire mais 27 fuzis Taurus T4


*LRCA Defense Consulting - 08/02/2023

A Taurus Armas S.A. - maior vendedora de armas leves do mundo - segue disponibilizando sua linha TSeries para as guardas municipais e polícias do Brasil. Para além do território nacional, o fuzil T4, a pistola TS9 e a submetralhadora SMT9 hoje equipam Forças Armadas e polícias de diversos países, dadas as características de qualidade, robustez e precisão que embutem.

No dia 07 de fevereiro, o Diário Oficial de Rondônia publicou a aquisição de mais 27 fuzis Taurus T4 no calibre 5,56x45mm destinados à Polícia Militar do Estado.

Os fuzis irão se somar às outras 69 unidades já entregues em cerimônia oficial realizada no dia 26 de janeiro, devendo ser destinadas aos batalhões da PM que ainda não foram contemplados.

Saiba mais:

- Governo de Rondônia adquire fuzis Taurus T4 para a Polícia Militar do Estado 

- Taurus entrega 43 fuzis T4 à Polícia Penal de Rondônia

- Taurus entrega 1.787 pistolas TS9 para as Polícias Penais de Rondônia e do Tocantins

- Taurus e CBC têm na logística de pós-venda um dos seus grandes diferenciais

07 fevereiro, 2023

Guns.com: Lista de desejos pós Shot Show - as novas armas (Taurus) quentes de caça de 2023 nos EUA

Taurus Raging Hunter de 10 polegadas

 
*Guns.com, por Kristin Alberts - 02/07/2023

Embora as armas curtas de caça sejam poucas e distantes entre si, ficamos agradavelmente surpresos ao encontrar uma série de plataformas novas e atualizadas em exibição no Shot Show 2023. A maioria das grandes empresas de armas de fogo estava exibindo suas melhores e mais recentes armas, embora houvesse uma omissão notável. Diante de tudo isso, compilamos uma lista das armas de caça que estamos ansiosos para puxar o gatilho nesta temporada.

Taurus Raging Hunter de 10 polegadas
A Taurus estava comercializando sua nova linha Hunt no SHOT Show. Enquanto a maioria das armas eram revólveres existentes, em grande parte da família Raging, um novato se destacou. O Taurus Raging Hunter de 10 polegadas é um cativante .460 S&W Magnum com uma besta de um freio de boca.

Tem uma construção de dois tons, mira de ferro de fibra ótica e punhos emborrachados. Os trilhos integrais superiores e inferiores facilitam a adição de óticas, bipés e outros acessórios. A arma com tambor de cinco rodadas usa um cilindro não canelado e bloqueio duplo. Como outras armas de fogo em .460 S&W, a família Taurus Raging também dispara .454 Casull e .45 Colt. A longa arma de tambor pesa 4,45 libras e será uma concorrente no mercado de jogos maior. O preço sugerido é de $ 1.269,99.

Rossi RM66
Depois de um longo hiato, a marca econômica Rossi está de volta ao jogo de armas de tambor e apresentando vários modelos. O que mais deve interessar aos caçadores é o RM66 mais longo de 6 polegadas. Esse é um Magnum .357 de aço inoxidável com uma ponta quadrada. Naturalmente, ele dispara rodadas especiais .38 também. O atirador de seis tiros SA/DA usa um percussor substituível montado no martelo.

A mira traseira é totalmente ajustável e combina bem com a rampa vermelha frontal. Punhos emborrachados envolventes, um cano inferior completo e o peso de 34,4 onças da arma ajudam no recuo. O MSRP é fixado em $ 620,99, tornando-o um dos mais acessíveis de sua classe, especialmente com a construção inoxidável. Aqueles que procuram mais uma arma de transporte devem olhar para o RM63 de 3 polegadas relacionado.

Rossi RM66


 

Air New Zealand e Embraer assinam acordo de colaboração para programas de aeronaves sustentáveis de próxima geração


*LRCA Defense Consulting - 07/02/2023

A Air New Zealand assinou um acordo para ingressar no Grupo Consultivo do projeto Energia da Embraer – formado por companhias aéreas, empresas de leasing, fabricantes e outros integrantes do mercado de aviação –  que assessoram o projeto, com o objetivo desenvolver aeronaves sustentáveis para o futuro.

Além disso, a Embraer se tornou a mais nova parceira de longo prazo na iniciativa “Mission Next Gen Aircraft”, da Air New Zealand, atuando ao lado da companhia para acelerar o desenvolvimento e a introdução de tecnologia de aeronaves de emissão zero para a frota regional da Nova Zelândia.

Com a iniciativa, as empresas trabalharão juntas no design para aeronaves sustentáveis de próxima geração. A Air New Zealand é uma companhia aérea com a missão de conectar clientes e produtos em 20 regiões diferentes da Nova Zelândia, demandando requisitos complexos em sua frota regional.

De acordo com a diretora de Sustentabilidade da Air New Zealand, Kiri Hannifin, a companhia aérea tem metas ousadas na área, que não serão alcançadas por meio de uma estratégia de negócios convencional. “A Mission Next Gen Aircraft visa acelerar a tecnologia e a infraestrutura necessárias para descarbonizar nossos voos domésticos, unindo forças com os principais desenvolvedores e fornecedores de infraestrutura de aeronaves do mundo”, diz.

“Queremos ser líderes na implantação de aeronaves com emissões zero na Nova Zelândia. Ter a Embraer como parceira de longo prazo aumentará o conhecimento em ambas as partes sobre a tecnologia de aeronaves de emissão zero., Desta forma, a Embraer também terá a confiança de que está desenvolvendo um produto viável para nós”, destaca Hannifin.

“Como líder global em aeronaves regionais, a Embraer está bem posicionada para trazer tecnologias disruptivas primeiro para aeronaves menores. A Air New Zealand, operadora de uma rede regional ampla, complexa e diversificada, é a colaboradora perfeita e estamos orgulhosos de fazer parte desta iniciativa”, disse Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

“As aeronaves regionais menores serão as primeiras plataformas nas quais novos sistemas de combustível e propulsão poderão ser introduzidos de forma eficaz. A Embraer espera contribuir com a iniciativa da Air New Zealand, e também trazer sua experiência ao projeto de energia da Embraer”, completa Meijer.

Energia
O projeto Energia da Embraer explora uma série de conceitos sustentáveis para transportar até 50 passageiros. A iniciativa considera uma série de fontes de energia, arquiteturas de propulsão e de fuselagem para reduzir as emissões de carbono em 50% a partir de 2030 – um passo fundamental na meta da companhia em se tornar neutra em carbono até 2050. 

Sobre a Air New Zealand
A história da Air New Zealand começou em 1940, voando pela primeira vez entre Auckland e Sydney em um barco voador - um Short S30. Conhecida por sua calorosa hospitalidade Kiwi, hoje a companhia aérea tem 98 aeronaves em operação, desde Boeing 787-9 Dreamliners e Airbus A320s até ATRs e Q300s, oferecendo aos clientes conforto nos mais recentes e eficientes jatos e turboélices. É uma frota moderna e eficiente em termos de consumo de combustível, com idade média entre 6 e 7 anos.

A rede global de serviços de passageiros e carga da Air New Zealand concentra-se na Nova Zelândia. Antes da Covid, a companhia aérea transportava mais de 17 milhões de passageiros por ano, com 3.400 voos por semana. A Air New Zealand foi recentemente nomeada a companhia aérea mais segura do mundo pelo serviço de classificação australiano AirlineRatings.com, destacando o foco da companhia aérea em segurança. Pelo oitavo ano consecutivo, a Air New Zealand ganhou o prêmio de Melhor Reputação Corporativa na Nova Zelândia.

A Air New Zealand conecta clientes e cargas a 20 regiões diferentes na Nova Zelândia. Internacionalmente, a companhia aérea tem voos diretos para as principais cidades da Austrália, Ásia, Ilhas do Pacífico e Estados Unidos e, por meio de seu forte relacionamento com parceiros, oferece aos clientes mais opções e conveniência para conectar-se a centenas de destinos.

A Air New Zealand tem um foco particular na sustentabilidade e sua Estrutura de Sustentabilidade ajuda a orientar os esforços da companhia aérea para enfrentar alguns dos desafios mais complexos da Nova Zelândia e do mundo. As aeronaves da Air New Zealand são orgulhosamente identificadas por sua pintura de cauda distinta do Mangōpare, o símbolo Māori do tubarão-martelo que representa força, tenacidade e resiliência.

Startup brasileira revoluciona turbinas subaquáticas: são 60 vezes menores e produzem 3 vezes mais energia que as eólicas


*Sustainable Brands, por Scarlett Buckley - 07/02/2023

A startup brasileira TidalWatt repensou as turbinas subaquáticas — elas são 60 vezes menores e produzem 3 vezes mais energia que as turbinas eólicas, são inofensivas à vida marinha e promovem a formação de recifes artificiais.

Cerca de 80% da energia mundial ainda é proveniente da queima de combustíveis fósseis, respondendo por mais de 65% das emissões globais de gases de efeito estufa. O consumo global de energia aumenta a cada ano há mais de 50 anos, assim como a urgência correspondente de mudar para soluções sustentáveis ​​que possam acompanhar a demanda — a inovação continua em fontes de energia renováveis, como solar e eólica , mas ainda não são confiáveis ​​ou consistente o suficiente para acompanhar a demanda crescente.

Outra desvantagem é o dano que as atuais infraestruturas de energia renovável causam aos ecossistemas circundantes; turbinas eólicas e painéis solares matam milhares de pássaros todos os anos e hidrelétricas mudam a ecologia e a paisagem dos rios, ameaçando as populações de peixes . Portanto, encontrar maneiras consistentes e discretas de obter energia renovável que possam acompanhar a demanda crescente continua sendo uma tarefa crítica para inovadores em todo o mundo.

Assim, a startup brasileira TidalWatt pode ter desvendado o segredo para capturar energia renovável ilimitada sem riscos ambientais. A empresa desenvolveu uma nova geração de turbinas subaquáticas projetadas especificamente para captar energia no oceano.

“Quando a fonte de energia é previsível e constante, como é o caso exclusivamente do oceano, dizemos que essa fonte oferece segurança energética. Portanto, desta forma, o oceano é a única fonte de energia renovável segura”, disse Mauricio Queiroz , fundador e CEO da TidalWatt, à Sustainable Brands® . “As correntes oceânicas já estão extensamente mapeadas em todo o mundo; por isso já conhecemos inúmeras posições que são ideais para a instalação de nossas plantas subaquáticas.”

As turbinas da TidalWatt são projetadas exclusivamente para capturar a energia hidrocinética associada às correntes subaquáticas. Ao contrário das turbinas eólicas, esta tecnologia não se baseia em mecanismos eólicos/aeronáuticos — que perdem energia entre as hélices (o efeito venturi) — mas capta continuamente a energia gerada pelas correntes a montante.

“Uma turbina TidalWatt de 3m de diâmetro é capaz de produzir 5 MW de potência a uma corrente de 1,87 nós – praticamente a mesma potência de uma turbina eólica de 180m de diâmetro”, explica Queiroz. “Assim, a turbina TidalWatt, com diâmetro 60 vezes menor, produz a mesma potência. Além disso, devido à disponibilidade da fonte, uma turbina eólica produz energia em média 30% do tempo; nossa tecnologia pode produzir energia 90% do tempo. Isso significa que, sendo 3.600 vezes menores, em área de abrangência, nossas turbinas podem produzir três vezes mais energia.”

A TidalWatt planeja instalar suas turbinas em locais com velocidades médias de corrente acima de 1 nó, gerando 5 MW com a capacidade da turbina variando entre 70 e 95 por cento. Considerando o consumo médio de energia das residências brasileiras, Queiroz estima que cada uma dessas turbinas possa atender até 22.800 famílias.

“Quando falamos em capacidade de geração de energia, estamos falando de quanta energia disponível na natureza pode ser convertida em eletricidade”, diz Queiroz. “[Em relação ao oceano], depende da infraestrutura que construímos com os investimentos para atender a demanda de diferentes localidades.”

TidalWatt também está promovendo e protegendo a vida marinha. Os locais de instalação foram escolhidos longe dos recifes de corais para proteger os ecossistemas circundantes e evitar a pesca de arrasto no fundo do oceano. Assim como as bases de alguns parques eólicos offshore , recifes artificiais serão formados para permitir que várias espécies marinhas vivam e se reproduzam com segurança lá.

“Não vamos apenas construir usinas – vamos construir santuários ecológicos marinhos”, diz Queiroz. “Sabemos que os animais marinhos evitam objetos em movimento; mas se por acaso alguém se sentir atraído pela aventura por meio de uma turbina silenciosa que gira a 12 rpm (rotações por minuto), ela vai, na pior das hipóteses, deslizar junto com a água, como se descemos em um toboágua. A probabilidade de acertar uma das pás é praticamente zero, sendo impossível que a turbina machuque ou perturbe algum peixe.”

A tecnologia da TidalWatt promete benefícios ambientais e econômicos e se alinha com os ODS 7 , 13 e 14 (energia limpa e acessível, ação contra a mudança climática e vida abaixo da água ): O sistema foi projetado para transformar áreas oceânicas economicamente inativas e desabitadas em fontes de receitas sem perturbar os ecossistemas circundantes ou causar qualquer poluição visual ou sonora. As estruturas são muito menores do que as turbinas eólicas e, portanto, são mais fáceis de manter e versáteis — podem ser instaladas em rios sem os efeitos negativos das hidrelétricas.


“Conheci o Mauricio em uma reunião de apresentação da tecnologia TidalWatt — acreditamos imediatamente no projeto e fechamos o contrato para a construção do primeiro protótipo na cidade de Macaé, Rio de Janeiro, Brasil ”, Marcelo Amado , gerente corporativo comercial e operacional do Grupo John Cockerill no Brasil, explicou. “Simplicidade, baixo custo de manutenção e eficiência na produção de energia estão no centro desta tecnologia e estamos entusiasmados com sua continuidade!”

O John Cockerill Group desenvolve soluções tecnológicas de larga escala para atender às necessidades de seu tempo; a empresa fez parceria com a TidalWatt para desenvolver seu primeiro modelo de teste. O modelo já está em processo de instalação em rios e oceanos; e recentemente obteve autorização formal da autoridade ambiental do estado do Rio de Janeiro para realizar testes com o INMETRO ( Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia do Brasil ). O modelo continua sendo testado em um dos maiores laboratórios de tecnologia oceânica do mundo, o LabOceano da COPPE na Universidade Federal do Rio de Janeiro .

“Estamos técnica e cientificamente preparados”, diz Queiroz. “Os testes do LabOceano nos ajudarão a obter luz verde para que possamos lançar nossos projetos de usinas subaquáticas, abrindo oportunidades de investimento para qualquer pessoa interessada em possuir a mais nova forma de geração de energia limpa e renovável – com todos os benefícios que isso acarreta.”

WEG é a principal patrocinadora do maior festival-escola da América Latina, o FEMUSC

 Desde a primeira edição do festival, a companhia é a principal apoiadora do evento

Concerto encerramento do MPB

*LRCA Defense Consulting - 07/02/2023

Jaraguá do Sul/SC foi palco da 18ª edição do Festival Internacional de Música de Santa Catarina (FEMUSC 2023). Patrocinado pela WEG, o evento, que aconteceu de 8 a 28 de janeiro, reuniu músicos de mais de 32 países e promoveu cerca de 200 apresentações abertas ao público gratuitamente em diversos pontos da cidade.

Durante 20 dias de um verdadeiro intensivo musical, renomados professores do cenário musical podem compartilhar seu conhecimento com mais de 1,2 mil músicos do Brasil e de vários cantos do mundo.

Pelo terceiro ano, o festival também abriu as portas para a música popular brasileira (MPB), fazendo uma mistura entre o erudito e o popular. Nomes como o do Renato Borghetti, das cantoras Jane Duboc e Karinah estiveram presentes nesta edição.

Considerado um grande evento no calendário cultural do estado, o festival acontece de forma gratuita desde as primeiras edições. 

A WEG é uma das patrocinadoras do evento desde a primeira edição, e contribui para que, ano após ano, o espetáculo continue acontecendo de forma sustentável e acessível para todos. Desde 2020, a companhia também disponiliza voluntários que atuam junto a equipe administrativa, portaria dos concertos e na Católica de Santa Catarina, onde acontecem as aulas, somando mais de 140 atuantes.

O Femusc terminou no  dia 28 e atingiu um público de cerca de 100 mil espectadores. A programação contou com muitas atrações, entre elas: Orquestra de Câmera, Cordas, Harpas, Big Band, além da apresentação da Ópera João e Maria, clássico infantil que teve direção do americano Harry Silverstein, que veio para o Brasil, exclusivamente para essa produção.

Grupo de voluntários da WEG atuam na recepção dos teatros


Concorrente da Embraer, jato regional da Mitsubishi Heavy está sendo cancelado


*Asian Aviation, por Matt Driskill - 07/02/2023

A Mitsubishi Heavy Industries anunciou a descontinuação das atividades de desenvolvimento do SpaceJet, que vinham sendo realizadas pela Mitsubishi Aircraft Corporation, uma empresa consolidada do Grupo MHI. Além disso, esta decisão não terá impacto relevante nos resultados financeiros da MHI, consolidados e não consolidados.

Reportagens da mídia disseram na segunda-feira (6 de fevereiro) que a Mitsubishi Heavy Industries (MHI) do Japão planeja encerrar o desenvolvimento do primeiro jato de passageiros fabricado no Japão. Cerca de US$ 7,6 bilhões foram injetados no projeto SpaceJet, lançado oficialmente em 2008, mas a empresa o suspendeu em outubro de 2020, depois de sofrer repetidos atrasos devido à falta de experiência e à pandemia de coronavírus.

A Mitsubishi Heavy uniu forças com os ministérios da indústria e dos transportes do Japão para desenvolver um jato de passageiros de corredor único com 70 a 90 assentos. No entanto, a falta de perspectivas de comercialização obrigou a empresa a se retirar, segundo a mídia.

A MHI emitiu um comunicado após o surgimento dos relatórios, dizendo: “Hoje, houve vários relatos da mídia alegando que a MHI decidiu descontinuar o desenvolvimento do Projeto SpaceJet. Essas histórias não são baseadas em nenhum anúncio da Mitsubishi Heavy Industries ou da Mitsubishi Aircraft Corporation, uma empresa do MHI Group. Embora seja verdade que a MHI está considerando uma variedade de possibilidades em relação a esse assunto, divulgaremos qualquer informação que exija divulgação imediatamente caso alguma decisão tenha sido tomada.”

A empresa tem gradualmente diminuído o desenvolvimento desde o congelamento do projeto, incluindo o fechamento de sua base de testes de voo nos Estados Unidos. O projeto inicialmente levantou esperanças entre muitos fornecedores de peças de aeronaves no Japão, que forneciam peças apenas para gigantes estrangeiros, como Boeing e Airbus. Mas a Mitsubishi Heavy não cumpriu sua data de entrega, que foi definida pela primeira vez em 2013 e foi adiada seis vezes. Ele conseguiu ter sucesso em seu voo inaugural em 2015.

A Mitsubishi Heavy disse que ainda mantém cerca de 270 pedidos para a aeronave na segunda-feira. Chegou a ter cerca de 450 pedidos em um ponto, mas o número diminuiu devido a cancelamentos de clientes de companhias aéreas.

06 fevereiro, 2023

Crescem os negócios e possibilidades da Embraer para 2023


*LRCA Defense Consulting - 06/02/2023

Entre o final de semana e hoje (06), a Embraer já viu seus negócios e possibilidades de negócio para 2023 aumentarem bastante.

Além de estar participando de uma grande licitação na Índia, onde disputa com boas chances uma aquisição que poderá variar entre 40 e 80 aeronaves militares multitarefa C-390, o Irã renova agora o seu interesse em adquirir 40 aviões, enquanto a aérea espanhola Binter fecha acordo bancário para comprar cinco novas aeronaves brasileiras.

Confira nos links abaixo:

* Irã quer incrementar relações econômicas com o Brasil, iniciando retomada com a compra de aviões da Embraer
- Alvo imediato do país persa é a compra de 40 aviões da Embraer

* Aérea espanhola Binter fecha financiamento com consórcio bancário para comprar cinco novos jatos Embraer E195-E2 por US$ 389 milhões
- Acordo foi assinado pelo presidente e pelo VP da Binter, Rodolfo Núñez e Alfredo Morales.


Embraer na Aero India 2023

A 14ª edição da Aero India 2023  será realizada na Base da Força Aérea, em Yelahanka, Bengaluru (Índia), de 13 a 17 de fevereiro, em uma área total de quase 35.000 m2 e com mais de 730 expositores. O evento de cinco dias será o maior show aeronáutico já realizado no país e tem como slogan "A passarela para um bilhão de oportunidades".

A Aero India 2023 pretende ser não apenas uma ocasião, mas também uma demonstração das capacidades em expansão das indústrias aeroespacial e de defesa do país, bem como o surgimento de uma poderosa e independente Nova Índia.

A Embraer já é um fornecedor de defesa reconhecido na Índia, pois fabrica a aeronave Legacy 600 usada pela Border Security Force (BSF) e pela Indian Air Force (IAF) para transportar altos funcionários do governo e VIPs. Além disso, a empresa brasileira contribuiu para o desenvolvimento do sistema de radar aéreo indiano NETRA AEW&C (Airborne Early Warning and Control System), instalado a bordo dos Embraer ERJ-145.

Na Aero India 2023, a Embraer estará promovendo seu A-29 Super Tucano como uma plataforma militar ideal para a Força Aérea, Marinha, Guarda Costeira e Força de Segurança de Fronteira da Índia para patrulhar as conturbadas fronteiras do país, bem como o C-390 Millennium como a aeronave militar multitarefa de transporte mais adequada, moderna e com a melhor relação custo benefício para a Força Aérea Indiana. A empresa brasileira já está em negociações com a estatal Hindustan Aeronautics Limited (HAL) para produzir localmente o C-390 e o A-29 no país, caso a IAF concorde em adquiri-los. A HAL é a principal indústria dos poderosos setores aeronáutico e aeroespacial da Índia.

A gigante brasileira também estará apresentando uma linha completa de soluções e aplicações integradas, como o Centro de Comando e Controle (C4I), radares e ISR (Intelligence, Surveillance & Reconnaissance), onde estão incluídos sistemas integrados de informações, comunicações, monitoramento e vigilância de fronteiras.

Além das aeronaves voltadas à área de Defesa, a Embraer também estará promovendo seus eJets voltados à aviação privada - como o Phenom 300E, o Praetor 500 e o Praetor 600, e os destinados à aviação comercial, como o E195-E2 e outros, bem como a prestação de serviços de manutenção e outros ligados à área aeronáutica.

Em virtude da importância da Aero India 2023, é possível que a Embraer divulgue novidades sobre seus novos negócios ou mesmo a assinatura de um ou mais contratos, como já fez em outras feiras aéreas de importância, haja vista que a oportunidade tem um grande apelo de marketing junto à concorrência e aos futuros clientes.

Na matéria abaixo, embora seja direcionada primordialmente ao mercado de ações da empresa, é comentado um relatório do BTG sobre as perspectivas da Embraer.

BTG vê Embraer barata; defesa, Eve e cyber potencializam upside

*Brazil Journal - 06/02/2023

Num relatório de 85 páginas, o BTG reiterou hoje sua recomendação de compra para a Embraer, com preço-alvo de US$ 19, um upside de 48% em relação ao preço de tela.  O banco revisitou sua tese sobre a empresa, ajustando suas estimativas de resultados e o valuation. “Achamos um bom call de valor (valuation barato em relação aos peers globais), e sem considerar nenhuma oportunidade de longo prazo, como os segmentos de defesa, cibersegurança e a Eve,” escreveram os analistas.  

A Embraer passou por disrupções relevantes desde 2018, incluindo o lançamento de um novo produto na aviação comercial (o E2), uma tentativa mal-sucedida de fusão com a Boeing e, é claro, a maior crise da história no setor de aviação (a covid).  Agora, a empresa está gradualmente voltando à normalidade, “aumentando as entregas de aeronaves comerciais e gerando caixa,” escreveram os analistas Lucas Marquiori e Fernanda Recchia. “Esse longo processo de ‘redenção’ inclui alguns novos (e ainda não completamente compreendidos) produtos, como os eVTOLs.”

Nas contas do BTG, a Embraer negocia a 7,4x seu EBITDA estimado para este ano, em comparação a um múltiplo médio de 11x dos peers globais.  O banco disse ainda que vê opcionalidades que podem adicionar valor à tese.  Para os analistas, o segmento de defesa poderia adicionar US$ 0,90/ADR; a Eve poderia adicionar US$ 2,4/ADR, “assumindo um valuation altamente conservador”; o segmento de cibersegurança (onde a Embraer opera pela Tempest), outros US$ 0,1/ADR; e o processo de arbitragem com a Boeing outros US$ 1,4/ADR. “Usando um valuation conservador para a Eve, o valuation da Embraer já cairia para 4,9x o EBITDA de 2023,” diz o relatório.  

Segundo os analistas, considerando todas essas opcionalidades o EV total desses outros negócios seria de US$ 901 milhões (ou US$ 4,9/ADR), o que representa 38% do market cap atual da Embraer.  Apesar dos elogios à tese, o BTG cortou suas estimativas para os resultados na revisão.  O banco reduziu sua projeção para o EBITDA de 2023 e 2024 em 11% e 6%, respectivamente, e o lucro em 29% e 19% — “refletindo o ritmo de entregas mais lento que o esperado por conta de gargalos na cadeia de suprimentos enfrentados ano passado, que devem persistir este ano, ainda que numa magnitude menor.”

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EUA: números do FBI indicam firme aumento da demanda por armas de fogo em janeiro


*LRCA Defense Consulting - 06/02/2023

 O valor do Sistema Nacional de Verificação Instantânea de Antecedentes Criminais do FBI (NICS) referente ao mês de janeiro de 2023 foi de 2.673.921, representando um aumento de 3,18% em comparação com o valor de janeiro de 2022, de 2.591.588.

Quando ajustado pela National Shooting Sports Foundation (NSSF), janeiro marca o 42º mês consecutivo em que o número excedeu 1 milhão de verificações de antecedentes em um único mês.

Em termos nominais e quando excluídos os anos atípicos de 2020 e 2021, o número de janeiro de 2023 é o maior da série histórica que se iniciou em 1999.

Esses dados evidenciam uma tendência sustentada notável e demonstram que a indústria está atendendo à crescente e contínua demanda por posse de armas de fogo nos Estados Unidos.



05 fevereiro, 2023

Moya Aero tem aporte de US$ 2 milhões da Finep para desenvolver primeiro eVTOL brasileiro de carga


*LRCA Defense Consulting - 05/02/2023

A Moya Aero recebeu um aporte de US$ 2 milhões da Finep, uma organização do governo brasileiro que promove a ciência, a tecnologia e a inovação. Os fundos serão usados para continuar o trabalho no desenvolvimento de seu Moya eVTOL, primeiro drone de carga Classe 1 (peso máximo de decolagem maior que 150 kg) do Brasil, entre os maiores do mundo.

Em parceria com Helisul Drones, Albatroz Indústria Aeronáutica e Certifica Drone, a Moya Aero foi uma das duas empresas premiadas entre as 15 finalistas. A subvenção apoiará as próximas etapas do primeiro eVTOL para cargas dedicadas a aplicações logísticas e destinadas a uma maior produtividade e eficiência.

Além da Finep, a empresa - startup investida pela HARDS - também recebeu um investimento do fundo de Venture Capital em deeptechs Seed4Science da Fundepar - Fundep Participações S.A.

Moya Aero
A Moya Aero, fundada em 2020 por Alexandre Zaramela (CEO) e Renata Marins Paolillo (COO), é uma spin-off (empresa criada a partir de outra) da ACS Aviaçao, a principal entidade de engenharia, pesquisa e desenvolvimento aeronáutico do Brasil, localizada no coração do corredor da indústria aeroespacial da América Latina, São José dos Campos. A Moya Aero projeta, fabrica e opera drones aéreos elétricos inovadores de decolagem e pouso vertical (eVTOL) para entrega de carga e logística de precisão. 

A ACS Aviation tem cerca de 15 anos de experiência no desenvolvimento de aeronaves com vários parceiros. Isso inclui a Embraer, fabricante brasileira, que é sua vizinha em São José dos Campos e para a qual contribuiu com os primeiros trabalhos de desenvolvimento da aeronave Eve eVTOL. A ACS também desenvolveu o SORA-e, que Zaramela disse ser a primeira aeronave elétrica criada no hemisfério sul, além de uma aeronave esportiva leve com um parceiro chinês e um drone Classe 2 (até 150 quilos).

Essa experiência extraordinária está por trás do Moya eVTOL, o primeiro veículo autônomo, de alta capacidade e totalmente elétrico que está sendo construído no Hemisfério Sul.

Sobre o aporte recebido da Finep, o CEO da empresa afirmou que: "Estamos honrados em receber esse apoio da Finep, que vemos como uma prova da importância do desenvolvimento de veículos de emissões zero. Nossa missão é construir um drone de carga que preencha uma lacuna no mercado para atender áreas remotas e não assistidas pelo transporte convencional".

Objetivos da Moya Aero:
- Não ter emissões de CO₂ com a logística aérea;
- Conectar regiões remotas com suprimentos vitais;
- Oferecer às comunidades infraestrutura precária ou inexistente para acesso à carga aérea;
- Melhorar a eficiência, a produtividade e o custo do gerenciamento de culturas;
- Tornar os voos perigosos mais seguros;
- Ajudar as empresas a se conectarem com seus clientes de maneira mais rápida, econômica e simples.

Moya eVTOL
O Moya eVTOL é um drone autônomo eVTOL de cargas pesadas com alcance de 110 km, carga útil máxima de 200 kg (441 lb) e tempo de voo de 42 minutos. A aeronave tem quatro hélices, quatro motores elétricos, tem asas inclináveis ​​em tandem, sua estrutura é composta de fibra de carbono e trem de pouso com rodas triciclo. A aeronave decola e pousa com a fuselagem paralela ao solo. Uma vez que a aeronave está em voo, as asas se inclinam e a aeronave voa com sua fuselagem em uma posição quase vertical.

A empresa planeja iniciar os testes de voo de um demonstrador de subescala em 2023 e, no futuro, fazer um protótipo em escala real que será usado para um modelo de produção. Se os resultados do demonstrador de subescala forem muito bem-sucedidos, a empresa poderá usar a versão de subescala para um modelo de produção menor.

A aeronave está planejada para ser usada para carga aérea, como suprimentos médicos, equipamentos de comunicação, alimentos, mercadorias e outros itens necessários para comunidades remotas, podendo ser equipada com equipamentos para pulverização de culturas ou plantio de sementes.

Especificações:
- Tipo de aeronave: aeronave de carga pesada eVTOL;
- Pilotagem: Autônoma;
- Capacidade: Somente Carga;
- Alcance: 110 km (68 milhas);
- Tempo de voo: 42 minutos;
- Carga útil máxima: 200 kg (441 lb);
- Hélices: 4 hélices;
- Motores elétricos: 4 motores elétricos;
- Fonte de alimentação: Baterias;
- Fuselagem: composto de fibra de carbono;
- Asas: asas tandem com winglets na asa traseira;
- Trem de pouso: Trem de pouso com rodas triciclo.


Mercado
O Moya eVTOL foi desenvolvido para solucionar os desafios da logística e do agronegócio, sendo projetado para melhorar a movimentação de cargas na logística geral e para pulverização de culturas agrícolas em áreas extensas, transportando grandes volumes e mercadorias pesadas, aplicando defensivos com mais precisão e eficiência e reduzindo os custos operacionais.

De acordo com a cofundadora e diretora de operações da empresa, Renata Paolillo, as aplicações agrícolas para aeronaves autônomas podem estar entre os primeiros usos, em parte porque as operações evitariam áreas urbanas lotadas e, ao mesmo tempo, poupariam pilotos humanos de tarefas relativamente perigosas, como pulverização de plantações. Com uma autonomia de voo de 42 minutos, a aeronave seria capaz de pulverizar cerca de 105 hectares, o que, segundo ela, representaria níveis de produtividade mais altos do que os maiores drones fabricados na China oferecem agora.

A Moya vê uma lacuna no mercado de drones maiores que poderiam preencher funções atualmente ocupadas de forma ineficiente por aeronaves leves de asa fixa e helicópteros. Segundo a COO, seu veículo eVTOL proporcionará uma redução de 50% nos custos operacionais em comparação com os equipamentos atuais, além de ser seis vezes mais produtivo em exercícios de pulverização de culturas do que pequenos drones e com 10 vezes a carga útil de frete.


*Fontes: Moya Aero, Future Flight, Mundo Geo.

04 fevereiro, 2023

Índia quer adquirir entre 40 e 80 aeronaves de transporte. Embraer C-390 é forte concorrente


*LRCA Defense Consulting - 04/02/2023

A Força Aérea da Índia (IAF) emitiu um Pedido de Informações (RFI) para um programa de Aeronave de Transporte Médio (MTA) e solicitou aos fornecedores interessados que forneçam o custo aproximado de Ordem de Magnitude (ROM) de aeronaves e equipamentos associados, etc., para 40, 60 e 80 aeronaves que a IAF pretende adquirir.

O RFI foi emitido em 9 de dezembro de 2022 e a data anterior de apresentação de propostas, 3 de fevereiro, foi prorrogada até 31 de março.

O RFI afirma que o MTA será usado para várias funções de aeronaves de transporte entre 18 e 30 toneladas de capacidade de carga. As aeronaves de transporte selecionadas serão feitas na Índia e a entrega começará a partir do 36º mês do contrato concedido entre o MoD e a licitação vencedora.

O RFI está aberto para aeronaves de transporte turboélice/turbofan que tenham a capacidade de operar a partir de um aeródromo semipreparado e desempenho operacional esperado sob a atmosfera de referência indiana (IRA) a ser listada em resposta ao RFI emitido. 

Make na Índia
A RFI solicitou aos fabricantes de aeronaves que indicassem o escopo do trabalho relacionado ao MTA, que será realizado sob Make in India na categoria apropriada com estimativa de conteúdo indígena obrigatoriamente.

Devem declarar também a capacidade de realizar a fabricação nacional de sistemas, subsistemas, componentes, consumíveis, sobressalentes, munições e materiais dos principais equipamentos e plataformas da Índia, seja por meio de subsidiária própria ou em joint venture, bem como o prazo para desenvolvimento de infraestrutura para fabricação. “Métodos para aprimorar a indigenização e configurar uma linha de fabricação dedicada, incluindo processos de design, integração e fabricação na Índia, por meio de sua própria subsidiária ou em uma joint venture”, detalhou o RFI. 

A capacidade dos fornecedores indianos de projetar e desenvolver de forma nativa o equipamento necessário, juntamente com o nível de indigenização, incluindo o uso de material militar indígena, capacidade de entrega, suporte de manutenção e suporte ao ciclo de vida também deve ser especificada.

Os fornecedores também devem considerar fazer da Índia um centro regional ou global para fabricação e manutenção, reparo e revisão geral (MRO) do equipamento. Entre outros detalhes exigidos, o RFI acrescentou que os fornecedores também devem especificar a capacidade de fornecer infraestrutura de manutenção e estabelecer um ecossistema de fornecedores e fabricantes indígenas para sustentar a plataforma e também indicar a viabilidade de usar materiais militares indígenas e matérias-primas já sendo fabricado no país. 

Embraer já negocia com a principal indústria aeronáutica indiana
A Embraer já está em negociações com a estatal Hindustan Aeronautics Limited (HAL) para produzir localmente C-390 no país se a IAF concordar em adquiri-los. A HAL é a principal indústria dos setores aeronáutico e aeroespacial da Índia.

Segundo publicou o portal indiano Indian Defence Research Wing no dia 02/02, Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, disse que o C-390 está certificado para operar a uma altitude de 14.000 pés, o que atende aos requisitos operacionais da Força Aérea Indiana (IAF) em grandes altitudes no Setor Norte da Índia.

Junior também apresentou o KC-390, que é uma variante de reabastecimento aéreo, e afirmou que o KC-390 oferece versatilidade devido ao seu design moderno e exclusivo, o que o torna mais adequado para a Força Aérea Indiana, que opera em diferentes tipos de terreno e pode fornecer facilmente reabastecimento aéreo para caças de alta velocidade devido ao seu sistema de sonda e drogue muito flexível.

O CEO da Embraer afirmou ainda que a empresa ofereceu o C-390 à Força Aérea Indiana e terá prazer em fornecer demonstração e personalização de acordo com os requisitos da IAF. 

Breve comparação entre dois dos principais concorrentes
O Embraer C-390 Millennium e o C-130J Super Hercules são aeronaves de transporte militar de custo equivalente, mas possuem capacidades diferentes e são projetados para funções diferentes.

O Embraer C-390 Millennium é uma aeronave turbofan de nova geração projetada para funções de transporte militar e multimissão, tem peso máximo de decolagem de 85.000 kg, velocidade de cruzeiro de 830 km/h, alcance de 4.000 km e capacidade de carga de até 26 toneladas. O C-390 é equipado com aviônicos avançados e sistemas de comunicação, tornando-o capaz de realizar várias missões, incluindo transporte de carga e tropas, reabastecimento aéreo e ajuda humanitária. Em sua versão KC-390, pode ser utilizado para reabastecimento aéreo (caças e helicópteros).

O C-130J Super Hercules, por outro lado, é uma aeronave de transporte militar turboélice quadrimotor projetada para missões de transporte aéreo tático. Tem um peso máximo de decolagem de 77.000 kg, uma velocidade de cruzeiro de 670 km/h, capacidade de carga de até 21,7 toneladas e um alcance de mais de 3.000 km. O C-130J é capaz de operar em uma ampla variedade de ambientes, incluindo aeródromos irregulares, tornando-o uma aeronave versátil para transporte aéreo e missões de operações especiais.

Em resumo, o C-390 Millennium é uma aeronave mais nova e avançada, projetada para uma gama mais ampla de missões, mais veloz, com teto de serviço mais alto, com maior capacidade de carga e com maior alcance, enquanto o C-130J Super Hercules é uma aeronave comprovada e versátil projetada para transporte aéreo tático.

Principais opções da Força Aérea Indiana

Aeronaves de transporte da IAF
A IAF opera cerca de 100 AN-32s, que são o "cavalo de trabalho" da Força e todos eles foram atualizados recentemente sob um acordo de $ 400 milhões assinado com a Ucrânia em 2009. Alguns deles foram atualizados na Ucrânia há uma década para melhorar os aviônicos e aumentar o motor vida útil, enquanto vários outros estão sendo atualizados em uma instalação de reparos da IAF em Kanpur.

Em setembro do ano passado, o Ministério da Defesa assinou um contrato de 21.935 Crore com a Airbus and Space SA, Espanha, para aquisição de 56 aeronaves de transporte C-295MW para substituir a aeronave Avro em serviço com a IAF, que está executando em parceria com a Tata Advanced Systems Limited (TASL). Uma joint venture Airbus-TASL montará os C-295 em uma instalação de fabricação em Vadodara, Gujarat.

Além dos AN-32s e AVROs, a frota de transporte da IAF consiste nos transportes pesados ​​IL-76 e aviões-tanque de reabastecimento aéreo IL-78 da Rússia, 12 C-130J Super Hercules e 11 C-17 Globemaster (aviões de transporte aéreo estratégico dos Estados Unidos).

Principais opções da Força Aérea Indiana


Fontes: Indian Defence Research Wing, Defence Matrix, The Indu.

Motores W22 WEG são instalados em planta de dessalinização para abastecimento de mineradora no Chile


*LRCA Defense Consulting - 04/02/2023

Para operar em plantas de dessalinização onde as condições são severas e a operação acontece em períodos de 24h por dia, 7 dias por semana, os motores precisam apresentar alto grau de confiabilidade e durabilidade, bem como um plano de pintura especial contra a corrosão da água do mar. Outro ponto importante é a alta eficiência desses motores visando minimizar o consumo de energia.

Dentro da abordagem WEG, em desenvolver soluções para os diversos segmentos do mercado, atendendo os requisitos mais específicos de cada aplicação, a companhia forneceu seus motores para importante projeto de Infraestrutura Complementar na região Norte do Chile, desta vez no Segmento de Águas voltado para o abastecimento de mineradora.

Para garantir que a água chegue aos diversos pontos de abastecimento, a WEG forneceu os motores da linha W22 com eficiência IE3 que são utilizados nos processos de alimentação e recirculação de água da usina de dessalinização. Para esse projeto a WEG também forneceu os motores verticais para o sistema de captação da usina.

Todos os motores foram fabricados para atender as severas condições desta aplicação característica por seu ambiente marinho e salino, seu projeto mecânico não só otimiza características como peso e comprimento, como também agrega durabilidade e facilidade de manutenção ao produto em regiões remotas. Os motores foram ainda revestidos com pintura epóxi especial para garantir mais desempenho e durabilidade.

O nível de eficiência IE3 garante redução no consumo de energia e aumento da produtividade, oferecendo excelente relação custo-benefício.

Para a WEG, tal projeto representa uma importante referência no segmento de Águas com soluções de qualidade, proporcionando ao cliente confiabilidade e eficiência energética.

AeroRiver desenvolve o Volitan, 'barco voador' para operar na Amazônia


*LRCA Defense Consulting - 04/02/2023

A AeroRiver, uma startup do Incubada no ITA, está desenvolvendo o projeto de um ecranoplano, um verdadeiro 'barco voador' com condições para operar no território amazônico, revolucionando o transporte na região.

Ecranoplano é uma classe de aeródinos com características peculiares, diferente dos hidroaviões, aerobarcos e hovercrafts. O termo deriva da denominação que recebe em russo o efeito solo: ecranniy effect.

Diferentemente dos aviões convencionais, que voam em razão da baixa pressão produzida sobre as asas, os ecranoplanos utilizam o efeito solo, que causa uma sobrepressão sob as asas de formato especial, criando um colchão de ar que dá sustentação à aeronave em voo rasante.
 
O Volitan, nome dado à aeronave, é o primeiro veículo de efeito solo do país adaptado para a Amazônia e, durante a operação, deve sobrevoar de 5 a 10 metros acima da superfície da água, com decolagem e pouso feitos nos rios, inclusive em períodos de seca. Sua velocidade de cruzeiro situa-se em torno de 150 km/h, o que se torna 300% mais rápido que as embarcações mais rápidas utilizadas para transporte atualmente na região.

Com envergadura de 18 metros, o Volitan é um veículo preparado para o transporte de 10 passageiros ou 1 tonelada de carga.

“Para se ter ideia, no trajeto Manaus a São Gabriel da Cachoeira, um trajeto fluvial de 852 km, uma lancha leva 24 horas de viagem, enquanto o Volitan levará 6 horas”, afirma Felipe Bortolete, um dos idealizadores do projeto. 

Na história do empreendimento, o decisivo apoio do Sebrae
Os empreendedores Lucas Guimarães e Felipe Bortolete se conheceram na equipe que representou o curso de Engenharia Mecânica da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA) no Aerodesign, um desafio volta do a estudantes de engenharia de todo o Brasil. Além de criar laços de amizade, a competição fez com que a dupla entendesse melhor a aeronáutica e desenvolvesse interesse e paixão por essa ciência.

Ao fim da graduação, Guimarães e Bortolete decidiram realizar um mestrado em Engenharia Aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Após a defesa da dissertação e obtenção do título, um amigo de longa data de Lucas e ex-chefe de Felipe os convidou para iniciar um projeto. “Eu recebi uma ligação do Túlio e ele disse que era hora de tentarmos desenvolver uma solução para resolver o problema de logística da nossa região”, explica Lucas.

Juntos e com um novo sócio, Túlio Silva, eles começaram a traçar planos e estratégias em busca de uma solução. “Pensamos em seguir um projeto de carro voador, mas a região amazônica é muito extensa e esse tipo de veículo tem uma autonomia muito pequena e não seria aplicável. Verificando outras possibilidades, chegamos à conclusão de que um veículo de efeito solo teria o melhor custo-benefício, como os ecranoplanos da antiga União Soviética”, conta Lucas. Aí, em outubro de 2020, eles deram início a um projeto inovador: a startup AeroRiver e a criação do Volitan, o barco voador.


Em 2021, após a fase de planejamento estrutural, os empreendedores chegaram ao objetivo: o Volitan era capaz de carregar dez passageiros ou uma tonelada de carga, sendo sustentável e econômico. “Com as nossas pesquisas, entendemos que, mesmo utilizando combustíveis fósseis, o barco voador emitia duas vezes menos CO2 e conseguia ser 300% mais rápido que os barcos mais velozes utilizados para transporte na região”, informa o empresário.

Mas, para dar início à startup e à comercialização do Volitan, foi necessário aprender sobre negócios. Assim eles decidiram se inscrever em um programa do Sebrae, o Inova Amazônia. “Recebemos a informação de uma amiga que o Inova Amazônia estava com o edital aberto. Nos inscrevemos e o nosso projeto foi aprovado. Por meio do programa, tivemos a oportunidade de ter mentorias com consultores do Sebrae e ali adquirimos conhecimento sobre como empreender. Foi um divisor de águas para nós, já que em pouco tempo conseguimos um plano de negócios que, se tivesse de ser feito por nós, provavelmente demoraria meses”, comenta Felipe.

Atualmente, a AeroRiver conta com seis funcionários e tem um protótipo do Volitan com cerca de 20% do tamanho original do barco voador que está em teste para validação do sistema operacional. Em breve, a equipe produzirá um modelo em tamanho original para que, em 2025, o projeto entre em operação. “Esse é o primeiro projeto que temos na nossa empresa. Para o futuro, pensamos em desenvolver um modelo de Volitan que utilize energias renováveis, com um motor elétrico, por exemplo, e que seja autônomo. A ideia é que seja um modelo de sustentabilidade no transporte dentro da Amazônia”, finaliza Lucas.




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