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25 outubro, 2024

Insolvência da concorrente Lilium abre oportunidade para a Eve, da Embraer, inclusive com a Azul e com a Arábia Saudita

"Táxi voador" da Eve Air Mobility

*LRCA Defense Consulting - 25/10/2024

A companhia aérea brasileira Azul Linhas Aéreas é uma das principais investidoras no modelo da fabricante alemã de aeronaves elétricas VTOL Lilium NV que está se tornando insolvente e corre o risco de não poder honrar seus contratos. Em 2023, a Azul fechou uma parceria com a Lilium para a operação de até 220 unidades do Lilium Jet, carro voador da empresa alemã, em negócio com o valor de até US$ 1 bilhão. A Azul quer ampliar sua malha aérea, conectando grandes centros econômicos, regiões metropolitanas, cidades turísticas, e condomínios residenciais a aeroportos. A previsão inicial era que os modelos chegassem ao Brasil em 2025. 

A Arábia Saudita havia encomendado até 100 Lilium Jets, e outras quatro unidades estavam sendo vendidas para a Volare Aviation, sediada no Reino Unido.

A insolvência da concorrente Lilium pode abrir uma imensa janela de oportunidade para a Eve Air Mobility, da Embraer, alicerçada na magnitude, na solidez e na expertise da gigante aeroespacial brasileira, especialmente junto à Azul e à Arábia Saudita, dadas às ligações dessa empresa e desse país com a Embraer.

A Eve ostenta o maior backlog do setor com cartas de intenção para 2.900 aeronaves eVTOL, representando um potencial de US$ 14,5 bilhões em receita em 30 clientes em 13 países. Além da aeronave, a Eve garantiu contratos não vinculativos com 14 desses clientes para serviços e operações – com aproximadamente 1.100 de seus eVTOL – representando uma receita potencial de US$ 1,2 bilhão durante os primeiros cinco anos de operação.

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Jet eVTOL da Lilium

A fabricante de táxi aéreo Lilium está sem dinheiro e encerrará as operações

*The Verge, por Umar Shakir - 24/10/2024

Dois anos antes de a fabricante alemã de táxis aéreos Lilium prometer entregar suas duas primeiras aeronaves aos clientes, a pioneira em táxis aéreos ficou sem dinheiro e vai parar de fabricá-las em breve. Em um registro na SEC dos EUA , a Lilium diz que não pode adquirir o financiamento para continuar as operações em suas subsidiárias (Lilium GmbH e Lilium eAircraft GmbH) e está entrando em insolvência. Estamos cobrindo a empresa continuamente desde 2017, quando ela fez seu primeiro voo com sucesso na Alemanha.

A Lilium havia confirmado anteriormente que havia começado a montar suas duas primeiras aeronaves totalmente elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) na Alemanha, enquanto trabalhava para obter a certificação da EASA e da FAA, mas suas primeiras entregas aos clientes não estavam programadas antes de 2026. A FAA havia finalizado suas regras para os requisitos de operação do eVTOL esta semana.

A Arábia Saudita havia encomendado até 100 Lilium Jets e outras quatro unidades estavam sendo vendidas para a Volare Aviation, sediada no Reino Unido. A Lilium também trabalhou com uma corretora de aeronaves no Texas no ano passado para tentar fazer de sua aeronave de US$ 10 milhões o primeiro táxi aéreo vendido nos EUA.

Mas a Lilium aparentemente não conseguiu garantir financiamento suficiente a longo prazo e diz que não conseguiu um empréstimo de 50 milhões de euros garantido pelo Estado da Baviera. A empresa também abriu o capital nos EUA em 2021 por meio de fusão reversa com uma SPAC .

Agora, a Lilium enfrenta a realidade de perder o controle de suas subsidiárias de táxi aéreo, embora seja sempre possível que alguém possa entrar e comprá-las antes que seja tarde demais para economizar. A empresa de táxi aéreo Joby acaba de receber um investimento de US$ 500 milhões da Toyota e obteve sua certificação de transportadora aérea Parte 135 da FAA em 2022. Enquanto isso, a Archer acaba de obter a certificação este ano.

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Comunicado à imprensa

MUNIQUE, Alemanha, 24 de outubro de 2024

A Lilium NV (Nasdaq: LILM), fabricante líder de aeronaves elétricas e pioneira em Mobilidade Aérea Regional (RAM), anunciou hoje que suas principais subsidiárias alemãs solicitarão procedimentos de autoadministração nos próximos dias com o tribunal competente na Alemanha. Isso segue um longo e complexo processo de aprovação governamental para um empréstimo do KfW, que falhou no Comitê de Orçamento do parlamento alemão.  

A competição internacional da Lilium está recebendo subsídios e empréstimos nos EUA, França, China, Brasil e Reino Unido. Portanto, o apoio do governo alemão foi visto pelos investidores da Lilium como essencial para manter a confiança do mercado e o potencial investimento futuro.

“Nosso plano era obter investimento de acionistas em uma nova rodada de financiamento ancorada por um empréstimo apoiado pelo governo alemão de € 100 milhões”, disse o CEO da Lilium, Klaus Roewe. “Já tínhamos garantido condicionalmente capital privado adicional para complementar o empréstimo do KfW. No entanto, o Comitê de Orçamento não conseguiu concordar com o empréstimo e a Bavaria não conseguiu fazer isso sozinha.”

O apoio do governo alemão ao empréstimo do KfW era uma condição final para o financiamento privado já comprometido e, sem esse apoio, a Lilium não teve outra alternativa a não ser fazer com que as principais subsidiárias alemãs entrassem com pedido de autoadministração.

A Lilium também estava em discussões avançadas sobre uma garantia do governo francês de um empréstimo de € 219 milhões para financiar uma fábrica de baterias e uma linha de montagem no sudoeste da França. Após o primeiro voo planejado do Lilium Jet no início de 2025, a Lilium antecipou o recebimento de pagamentos de pré-entrega e novos investimentos para financiar a empresa até 2026, quando a empresa esperava que a entrega começasse em seu atual pipeline de pedidos, consistindo em pedidos firmes, reservas, opções e memorandos de entendimento para mais de 780 Lilium Jets para operadores nos EUA, América do Sul, Europa, Ásia e Oriente Médio.

Apoiar os procedimentos de insolvência é agora a principal prioridade da Lilium. Clientes, funcionários e fornecedores serão notificados pela empresa o mais breve possível.

A autoadministração, se e quando concedida pelo tribunal, visa preservar e continuar o negócio que é o assunto do processo. A gerência manteria o controle e continuaria operando o negócio sob a supervisão de um custodiante. O procedimento é frequentemente usado para iniciar o investimento por novas partes ou um processo para vender os ativos da empresa e/ou o negócio como um todo. Na Alemanha, o procedimento é geralmente percebido como fornecendo uma chance melhorada para uma reestruturação empresarial bem-sucedida no tribunal.

“Lamentamos profundamente a insolvência e suas consequências para todas as partes interessadas em um estágio tão crucial do desenvolvimento da nossa empresa”, disse o CEO Klaus Roewe. “No entanto, embora não haja garantia de sucesso em procedimentos de insolvência, esperamos que a Lilium Jet tenha uma chance de um novo começo após o processo de autoadministração ser concluído.”

“Acreditamos firmemente que o voo elétrico é nossa melhor esperança para a descarbonização da aviação”, acrescentou Klaus Roewe.

Os diretamente impactados pelo arquivamento são a Lilium GmbH e a Lilium eAircraft GmbH. Os planos para as partes interessadas afetadas e a implementação operacional das medidas necessárias serão compartilhados nos próximos dias após o arquivamento e os procedimentos relacionados terem sido lançados.

República Tcheca encomenda duas aeronaves multimissão Embraer C-390 Millennium


*LRCA Defense Consulting - 25/10/2024

Hoje (25), o Ministério da Defesa Tcheco (MoD) assinou um contrato para a aquisição de duas aeronaves de transporte multimissão Embraer C-390 Millennium.

Essas duas aeronaves padrão da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) modernizarão e aumentarão as capacidades operacionais da Força Aérea Tcheca. Elas poderão executar uma ampla gama de missões, como transporte tático de tropas, veículos e equipamentos, evacuação médica, combate a incêndios, gerenciamento de desastres, suporte humanitário e reabastecimento ar-ar.

Este contrato não apenas fortalece a Força Aérea Tcheca, mas também impacta positivamente a indústria aeroespacial local, que verá um aumento significativo em sua participação na produção do programa.

"A história passada e presente nos mostra claramente que os militares precisam ser capazes de transportar pessoas e cargas mais pesadas por distâncias maiores. As evacuações do Afeganistão e do Sudão são uma evidência clara disso. Estou, portanto, muito satisfeito por termos conseguido adquirir aeronaves para nossa Força Aérea que são capazes de executar essas tarefas", disse a Ministra da Defesa Jana Černochová.

“Este pedido da República Tcheca, um membro da OTAN, é uma marca inestimável de confiança para a Embraer. Ele nos encoraja a implementar a melhor tecnologia para fornecer aos nossos clientes as capacidades operacionais necessárias para cumprir as missões mais exigentes. Com este pedido, a Embraer reforçará seus laços com a indústria aeroespacial tcheca local, reconhecida por sua expertise e qualidade de produto por décadas”, disse Bosco Da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

Além da aeronave, a Embraer fornecerá um pacote abrangente de treinamento e suporte para a Força Aérea Tcheca para garantir a integração tranquila da aeronave em sua frota.

Com uma carga útil máxima de 26 toneladas, uma velocidade máxima de 470 nós e tecnologia de ponta, o C-390 é a aeronave líder em sua classe. Seus motores potentes, grande compartimento de carga com rampa traseira e trem de pouso robusto permitem que ele lide com as missões mais exigentes, incluindo operações em pistas não pavimentadas.

A frota atual de aeronaves C-390 em serviço ao redor do mundo acumulou mais de 15.000 horas de voo, com uma taxa de capacidade de missão de 93% e taxas de conclusão de missão excedendo 99%, demonstrando confiabilidade excepcional em sua categoria. Junto com a República Tcheca, o C-390 foi selecionado pela Holanda, Hungria e Portugal, três membros da OTAN, bem como Áustria, Brasil e Coreia do Sul. 

24 outubro, 2024

No Marrakech Air Show, Embraer poderá aclarar venda do C-390 para o Marrocos


*LRCA Defense Consulting - 24/10/2024

De 30 de Outubro a 2 de Novembro, a Embraer desembarca em Marrakech, no Marrocos, para participar do Marrakech Air Show 2024 reunindo o melhor da Aviação Comercial e de Defesa.

A Embraer estará presente no chalé 07, onde sua equipe de especialistas irá apresentar soluções para aviação comercial, defesa e segurança, bem como o seu portfólio de serviços e suporte.

A empresa também participará das palestras do evento, que ocorrerão no dia 31 de Outubro, a partir das 14h.

C-390 para o Marrocos?
Em meados deste mês, esta Consultoria publicou a matéria "Marrocos irá adquirir o Embraer C-390 Millennium? O Marrakech Air Show poderá dar a resposta", repercutindo as muitas publicações marroquinas e mundiais dando conta da aquisição, por esse país, da aeronave multimissão Embraer C-390 Millennium.

Apesar da pressão da mídia especializada mundial, nem o Marrocos e nem a Embraer confirmaram ou negaram o negócio até este momento.

No entanto, com o advento do Marrakech Air Show no final deste mês, aparece a oportunidade perfeita para o assunto ser aclarado de vez, já que é um evento muito significativo para o Marrocos, para a África, para a indústria aeronáutica e para a Embraer. Se os atores da aquisição estavam aguardando um momento estratégico para esta ser divulgada, não haveria outro mais apropriado.

Marrakech Air Show (MAS)
O Marrakech Air Show (MAS) é um grande evento internacional organizado sob as Altas Instruções Reais de Sua Majestade o Rei Mohammed VI. É um evento imperdível para as indústrias aeronáutica e espacial civil e militar, realizado a cada dois anos na Base Aérea Real Marroquina de Marrakech.

O MAS fornece uma plataforma valiosa para exibir e celebrar a indústria aeronáutica global, com foco nos setores de aviação civil e defesa. Ele oferece uma oportunidade ideal para impulsionar o crescimento da indústria, fomentar a inovação e se adaptar às mudanças tecnológicas e ambientais que estão remodelando o campo. Os expositores se conectarão com as principais partes interessadas, explorarão tendências emergentes e desempenharão um papel na formação do futuro da aviação e da defesa.

A indústria aeronáutica do Marrocos
Sob à liderança do Rei Mohammed VI, o setor tem visto avanços significativos nos últimos anos. Esse progresso ressalta a crescente proeminência do Marrocos como um player-chave no mercado global, demonstrando sua capacidade de integrar e alavancar investimentos internacionais substanciais para o desenvolvimento econômico sustentável.

Leitura recomendada:
- Marrocos, a nova potência militar do Magreb, pode ser uma oportunidade ímpar para a Indústria de Defesa brasileira

 

Embraer assina um contrato de longo prazo com a LOT Polish Airlines


*LRCA Defense Consulting - 24/10/2024

A Embraer assinou um contrato de longo prazo com a LOT Polish Airlines para o Programa Pool. Com o acordo, a companhia aérea receberá suporte para uma ampla gama de componentes reparáveis para seus três E195-E2, que passaram a integrar a frota da companhia após um acordo de leasing com a Azorra. A LOT Polish Airlines é uma das maiores operadoras de E-Jets em todo o mundo, com 47 aeronaves fabricadas pela Embraer na sua frota. Atualmente, o Programa Pool apoia mais de 60 companhias aéreas de todo o mundo. 

“Estamos entusiasmados em expandir nossa colaboração com a Embraer por meio do Programa Pool. Esta parceria é uma prova do nosso compromisso com a excelência e eficiência operacional, à medida que continuamos a aumentar nossa frota com as aeronaves E195-E2. Temos a garantia de suporte com o apoio da rede robusta de suporte da Embraer, o que permite que ofereçamos a confiabilidade e a qualidade que os passageiros esperam da LOT Polish Airlines. Este acordo não é apenas uma continuação de nosso relacionamento de longa data com a Embraer, mas também é mais um passo na otimização das capacidades operacionais e de manutenção de nossa frota”, afirma Krzysztof Krolak, Vice-Presidente de Operações Técnicas da LOT Polish Airlines. 

“Estamos muito satisfeitos com a assinatura do acordo para o Programa Pool com a LOT Polish Airlines. A companhia aérea está ampliando a sua frota do E2 em conjunto com os nossos serviços. Isso demonstra que estamos no caminho certo tanto no suporte para a operação dos jatos quanto na manutenção da prontidão da frota da companhia. A LOT foi a primeira operadora dos E-Jets, em 2004, e é uma honra seguir avançando em nossa parceria de longo prazo”, afirma Carlos Naufel, CEO e Presidente da Embraer Serviços & Suporte. 

A Embraer oferece suporte a companhias aéreas de todo o mundo, com a sua expertise técnica e sua vasta rede de serviços para componentes. Os resultados são economias significativas nos custos de reparo e manutenção de estoque e uma redução no espaço de armazenamento e nos recursos necessários para o gerenciamento de reparos, proporcionando ao mesmo tempo níveis garantidos de desempenho. O portfólio de Serviços & Suporte da Embraer oferece uma ampla gama de soluções competitivas projetadas para cada cliente, para dar suporte à crescente frota de aeronaves da Embraer em todo o mundo e oferecer a melhor experiência pós-venda na indústria aeroespacial global.

23 outubro, 2024

Eve, da Embraer, participa de um passo significativo para as operações de eVTOL nos EUA

 

*LRCA Defense Consulting - 23/10/2024

A Eve Air Mobility, uma empresa do Grupo Embraer,  anunciou hoje (23) sua participação na assinatura do Regulamento Federal de Aviação Especial (SFAR) da Federal Aviation Administration (FAA|), um passo significativo para as operações de eVTOL nos EUA.

Este importante regulamento estabelece diretrizes essenciais para o treinamento de pilotos e instrutores, garantindo a integração segura dos eVTOLs no sistema de espaço aéreo nacional americano.

Michael Amalfitano, membro do conselho da empresa, representou a Eve Air Mobility na assinatura, destacando o compromisso dela em trabalhar com a FAA e com os clientes da companhia para conformidade e prontidão operacional.

Sem dúvida,  o impacto total que esse evento terá no futuro da mobilidade aérea urbana será marcante.

Gama Aviation entra para a rede de Centros de Serviços Autorizados da Embraer Aviação Executiva


*LRCA Defense Consulting - 23/10/2024

A Embraer anunciou hoje a expansão de sua rede de serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO, na sigla em inglês) com uma nova parceria com a Gama Aviation. O MRO localizado em Bournemouth, no Reino Unido, será parte da rede de Centro de Serviços Autorizados da Embraer. A Gama Aviation oferecerá manutenção para as linhas de jatos Phenom 100 e Phenom 300, e manutenção de base para as aeronaves Legacy 600 e Legacy 650, com foco nos clientes da Europa, da África e do Oriente Médio. A companhia britânica fornecerá tanto manutenção programada quanto não programada, além de oferecer um amplo leque de serviços como pintura, interiores, inspeções pré-compra, modificações e atualizações de aviônicos.

“Estamos satisfeitos com a nossa seleção para ser um Centro de Serviços Autorizados da Embraer, que demanda um alto nível de excelência para integração em sua rede global. Queremos oferecer suporte aos clientes das aeronaves Phenom e Legacy por meio da capacidade da base de MRO em Bournemouth, das posições de manutenção em Farnborough e Luton, com apoio do nosso Time de Atendimento Móvel, que atende em todo o país”, afirma Paul Kinch, Diretor Geral da Gama Aviation MRO.

“É uma honra receber a Gama Aviation em nossa rede. A Gama Aviation é uma referência no mercado de MRO e realiza um amplo leque de serviços com a excelência que nossos clientes buscam. Seguimos com o objetivo de fortalecer e aprimorar nossa capacidade, recursos e cobertura para atender ainda melhor aos nossos clientes da Europa, da África e do Oriente Médio”, afirma Frank Stevens, Vice-Presidente Global de Serviços de MRO da Embraer Serviços & Suporte.

Atualmente, a rede de MRO da companhia dedicada à Aviação Executiva inclui oito Centros de Serviços próprios da Embraer, dez Centros de Serviços Autorizados na Europa e 64 pelo mundo. A Embraer Serviços & Suporte também tem investido em sua capacidade própria. A unidade de negócios recentemente dobrou a capacidade dos MRO dedicados aos jatos executivos nos Estados Unidos, com novas linhas de manutenção em Dallas Love Field (Texas), Cleveland (Ohio), e Sanford (Flórida). 

Sobre a Gama Aviation

Fundada em 1983 com o propósito simples de fornecer serviços de aviação que capacitam seus clientes com vantagens diferenciadas, a Gama Aviation é uma parceira global altamente valorizada por grandes empresas, agências governamentais, instituições de saúde e indivíduos. 

O Grupo tem cinco unidades de negócios estratégicas: Gestão e Fretamento de Aeronaves, FBO e MRO, Missões Especiais (Ambulância e Resgate Aéreo, Segurança Nacional e Policiamento, Infraestrutura e Pesquisa, Energia e Offshore); e Tecnologia e Terceirização (Operações de voo, FBO, software CAM, planejamento de voo, serviços CAM e ARC). 

Mais detalhes sobre a Gama Aviation podem ser encontrados em: https://www.gamaaviation.com.

Jato turco HÜRJET, uma parceria Turkish Aerospace & Akaer, quebra a barreira do som pela primeira vez em testes


*Aviacionline, por Gaston Dubois - 21/10/2024

A Turkish Aerospace Industries (TAI/TUSAS) comemorou ter alcançado um novo marco no desenvolvimento do HÜRJET, quando durante um de seus voos de teste, quebrou a barreira do som ao atingir a velocidade de 1,01 mach.

O HÜRJET é uma aeronave monomotor de dois lugares desenvolvida pela indústria de defesa turca para atender aos requisitos internacionais e da Força Aérea Turca (Türk Hava Kuvvetleri), substituindo o desatualizado T-38 como aeronave de treinamento avançado (AJT) e o F-5 como aeronave . de equipamentos acrobáticos para uma aeronave multifuncional moderna e de alto desempenho.

Com design e construção modernos, esta aeronave se destaca por seu alto desempenho e equipamentos aviônicos avançados, que não só facilitam uma transição mais suave dos futuros pilotos de caça para caças de quinta geração, mas também são otimizados para funcionar de forma eficaz como uma aeronave de combate leve . substituindo caças de quarta geração e anteriores que já mostram sinais óbvios de obsolescência.

Além do pedido inicial de 16 unidades (que incluem os quatro protótipos Bloco 0 e 12 aeronaves de série Bloco 1) encomendadas pela Força Aérea Turca, a Espanha demonstrou interesse no modelo para substituir o veterano F-5M da Força Aérea e de Espaço na missão de formação avançada, cuja vida operacional teria atingido o seu limite em 2030.

Segundo a mídia turca, Madrid e Istambul estão negociando uma operação de troca mutuamente benéfica, na qual a Espanha receberia 24 exemplares do HÜRJET em troca de seis aviões de transporte Airbus A400M.

Refira-se que inicialmente a Espanha encomendou 27 aeronaves A400M, mas acabou por optar por operar apenas 17 (possui atualmente 14 unidades operacionais), o que deixou um excedente de 10 aeronaves que pretende vender no mercado de exportação. A Força Aérea Turca, por sua vez, já possui uma frota de 10 A400M , portanto, se o acordo de troca for finalizado, poderá expandir significativamente a sua capacidade de transporte estratégico a um custo significativamente menor.

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A Akaer  e o programa HÜRJET

*LRCA Defense Consulting - 06/08/2024

A brasileira Akaer participa do programa HÜRJET, da Turkish Aerospace Industry (TAI), uma aeronave de treinamento avançado e ataque leve para dois ocupantes em configuração tandem. Capaz de operar em velocidades supersônicas e equipado com aviônicos modernos, foi projetado para atender a demanda por treinadores capazes de preparar pilotos para os desafios trazidos pelos novos caças de 5ª geração.

A TAI selecionou a Akaer como parceira para o desenvolvimento e detalhamento do projeto estrutural, cálculo estrutural e instalação dos sistemas da fuselagem traseira, partes da fuselagem central e instalação das empenagens do HÜRJET devido à sua reconhecida expertise já demonstrada em programas similares.

“O maior desafio neste projeto foi revisar a concepção e ter toda a documentação do primeiro protótipo liberada em um prazo extremamente desafiador. Atender a este desafio só foi possível em função da larga bagagem acumulada no desenvolvimento de produtos aeronáuticos complexos para os setores de defesa, aviação executiva e civil, atendendo à grandes OEM’s como Embraer e Saab. A nossa história de sucessos em programas semelhantes e uma equipe capacitada, nos permite assumir compromissos e vencer os desafios técnicos cumprindo os cronogramas estabelecidos”, destacou o VP de Operações (COO) Fernando Ferraz.

Este projeto exigiu o engajamento de uma significativa equipe de engenheiros e técnicos especialistas nas áreas de análise estrutural, projetos de estruturas e de sistemas, engenharia de sistemas, engenharia de manufatura, qualidade e certificação, trabalhando de forma integrada com times de ambas as empresas localizados nos escritórios do Brasil e da Turquia.

“O volume de trabalho foi bastante significativo, ainda mais considerando diversas viagens em meio a uma pandemia que praticamente paralisou países e dificultou, enormemente, a mobilidade das equipes. Mas, com seriedade e responsabilidade, superamos mais esse desafio e, o melhor de tudo, garantindo a segurança e integridade de todos os envolvidos. Estamos finalizando os últimos documentos do primeiro protótipo e vamos iniciar os estudos para o segundo, sempre em busca do aprimoramento e otimização do produto”, destacou Ferraz.

A Turquia está se tornando rapidamente um ator muito importante no mercado de defesa, com foco preponderante na capacitação e desenvolvimento da indústria local sempre tendo como referência os mais altos padrões tecnológicos. Dentro deste cenário, a seleção da Akaer como parceira tecnológica preferencial pela TAI em seus projetos mais importantes é uma grande honra e coroa os esforços de internacionalização da empresa, que se firma como um importante fornecedor de soluções integradas.

22 outubro, 2024

FAB inicia estudo de viabilidade para Projeto Aeronave de Transporte Leve


*Agência Força Aérea - 21/10/2024

O Comando da Aeronáutica iniciou o processo de levantamento de informações para a realização de um Estudo de Viabilidade, objetivando a futura substituição das aeronaves Embraer-110 Bandeirante. O levantamento é feito mediante resposta a um pedido de informações (Request For Information – RFI) expedido para o mercado aeronáutico, a fim de identificar os potenciais fornecedores capazes de atender aos requisitos do Projeto.

A nova aeronave continuará a executar, pelas próximas décadas, as missões de transporte de passageiros e de carga, com ênfase na região Amazônica. Nesta região, a infraestrutura é restrita e as condições climáticas são extremas. As aeronaves serão de asa alta, bimotoras e com rampa ou porta de carga.

Após a conclusão do Estudo de Viabilidade, o resultado será apreciado pelo Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER). Caso se opte pelo prosseguimento do projeto, os requisitos técnicos, logísticos e industriais da nova aeronave serão refinados para a realização do processo licitatório.

Ressalta-se que a habilitação para recebimento do RFI e a resposta desse instrumento não criam obrigação nem para o Comando da Aeronáutica nem para a empresa respondente, servindo apenas para fornecer subsídios para analisar a viabilidade do Projeto.

Para que empresas interessadas possam obter informações adicionais, essas devem contatar a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate - COPAC pelo telefone +55 (61) 2023-2006 ou e-mail pclx4.copac@fab.mil.br. 

Avança o projeto brasileiro para desenvolver tecnologia hipersônica


*Agência Força Aérea - 21/10/2024

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), localizado em São José dos Campos (SP), deu um passo crucial no desenvolvimento de tecnologias espaciais ao iniciar os trabalhos do Projeto RATO-14X (do inglês Rocket Assisted Take-Off),  que significa decolagem assistida por foguete para o 14-X, focado em veículos hipersônicos e lançadores espaciais.

Financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), o projeto busca impulsionar a inovação no Setor Aeroespacial Brasileiro. Seu principal objetivo é desenvolver um sistema de decolagem assistida por foguetes para veículos hipersônicos.

No evento de lançamento do Projeto, realizado no dia 15/10, foram discutidos planos detalhados, como documentos de engenharia de sistemas e a Estrutura Analítica do Projeto, elementos fundamentais para o sucesso da iniciativa. A reunião contou com a participação de empresas e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do DCTA, incluindo o Instituto de Estudos Avançados (IEAv), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

O RATO-14X tem como meta aumentar a eficiência dos veículos hipersônicos e dos processos de satelitização, marcando um avanço significativo para consolidar o Brasil como um dos líderes globais em tecnologia hipersônica.

Na reunião inicial, ocorrida em 07/10, estiveram presentes executivos da Mac Jee, empresa parceira no desenvolvimento da tecnologia, além de autoridades do DCTA, IAE e IEAv. Na ocasião, o Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, destacou a importância da colaboração entre governo, indústria e academia. “O modelo de Tríplice Hélice - governo, indústria e academia - é fundamental para o desenvolvimento de soluções inovadoras que atendam às necessidades do país”, afirmou.

O sistema RATO-14X tem o potencial de impulsionar significativamente a indústria nacional, estreitando os laços entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e o setor industrial do país. O Diretor do IAE, Brigadeiro do Ar Frederico Casarino, ressaltou a sinergia do projeto com o VLM-AT (Autonomia Tecnológica), que visa aumentar a autonomia tecnológica do Brasil. O Diretor do IEAv, Coronel-Aviador Charlon Goes Cunha, reforçou o objetivo de alcançar a independência tecnológica nacional.

Os representantes da Mac Jee, Simon Pierre Jeannot (Presidente) e Alessandra Stefani (CEO), reafirmaram o compromisso da empresa com o sucesso do projeto e seu impacto positivo no avanço tecnológico do Brasil.

O Projeto RATO-14X reforça o compromisso do DCTA com a pesquisa científica e o desenvolvimento de tecnologias avançadas, que fortalecem o setor aeroespacial brasileiro e são benefícios diretos para a sociedade. Com investimentos em iniciativas como essa, o Brasil se posiciona de maneira competitiva no mercado aeroespacial, contribuindo para o crescimento econômico e tecnológico do país.

Eve Air Mobility, da Embraer, apresenta o Eve TechCare na MRO Europe


*LRCA Defense Consulting - 22/10/2024

A Eve Air Mobility anunciou hoje na MRO Europe em Barcelona o lançamento de seu portfólio de serviços de pós-venda totalmente integrados para operações de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) eficientes e seguras. A Eve TechCare é um conjunto pioneiro de soluções tudo-em-um projetado para agilizar as operações de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) ao fornecer os serviços mais abrangentes do setor, suporte especializado ao cliente e soluções operacionais de ponta.

“Na Eve, nosso foco vai além do desenvolvimento e da produção de um eVTOL; adotamos uma abordagem holística ao mercado, criando um conjunto de soluções para abordar os aspectos necessários que transformarão a mobilidade aérea urbana em realidade. Com a Eve TechCare, garantiremos a melhor disponibilidade operacional de aeronaves para nossos clientes, ao mesmo tempo em que otimizamos os custos operacionais”, disse Johann Bordais, CEO da Eve. “Nosso objetivo é oferecer aos nossos clientes tudo o que eles precisam desde o momento em que recebem suas aeronaves em diante.”

Apoiada pelos 55 anos de história da Embraer e pela expertise na indústria aeroespacial, a Eve TechCare oferece uma maneira única de atender clientes com uma pegada global e presença local. O portfólio de pós-venda consiste em suporte técnico e soluções, serviços de MRO, peças e soluções de bateria, bem como serviços de treinamento e soluções de operação de voo, que os operadores acessarão por meio de uma plataforma digital.  

“Nosso portfólio é projetado para eficiência operacional e segurança com uma abordagem única centrada no cliente. Desenvolvemos essas soluções com base em nossa expertise aeroespacial e diversas interações com clientes e parceiros. O resultado é uma oferta inédita que manterá os eVTOLs de nossos clientes voando a uma alta taxa de disponibilidade”, acrescentou Luiz Mauad, vice-presidente de Atendimento ao Cliente da Eve. “Estamos entusiasmados com esta nova fase no atendimento ao cliente na Eve, que nos permitirá discutir nossos pacotes de serviços com nossos clientes e recomendar as melhores soluções para suas operações.”

As soluções de serviço e suporte da Eve TechCare cobrirão todos os aspectos operacionais necessários para garantir a operação diária do eVTOL. Isso inclui acesso a um centro de atendimento ao cliente 24 horas por dia, 7 dias por semana, treinamento de pilotos e mecânicos, entrada em suporte de serviço, publicações técnicas e operacionais, serviços de materiais e baterias, monitoramento da saúde da aeronave e serviços de MRO. A Eve oferecerá uma abordagem de nível de suporte diferente para garantir que cada cliente possa se beneficiar de nossas soluções de acordo com suas necessidades, garantindo eficiência e lucratividade.

A Eve ostenta o maior backlog do setor com cartas de intenção para 2.900 aeronaves eVTOL, representando um potencial de US$ 14,5 bilhões em receita em 30 clientes em 13 países. Além da aeronave, a Eve garantiu contratos não vinculativos com 14 desses clientes para serviços e operações – com aproximadamente 1.100 de nossos eVTOL – representando uma receita potencial de US$ 1,2 bilhão durante os primeiros cinco anos de operação.

Em relação ao desenvolvimento do programa eVTOL, a Eve montou com sucesso seu primeiro protótipo em escala real e concluiu a seleção de fornecedores primários para a aeronave. A empresa está avançando no estágio atual do desenvolvimento do eVTOL, que envolve uma série de testes abrangentes com o protótipo com o objetivo de avaliar todos os aspectos da operação e desempenho da aeronave, desde as capacidades de voo até os recursos de segurança.

21 outubro, 2024

Indústria de Defesa: uma nova fronteira para o Polo Industrial de Manaus


*Capital Amazônico, por André Ricardo Costa - 21/10/2024

Quais os maiores eventos da economia amazonense nas últimas três décadas? Arrisco resposta: O estabelecimento dos três portos privados, a vinda das duas gigantes coreanas de eletrônicos, o gasoduto e a verticalização no setor de Duas Rodas. Em quais áreas podemos repetir esses sucessos? Vejo três: A Bioeconomia, o Plano Amazonense de Logística de Transportes (PALT) e o Comitê da Indústria de Defesa da Amazônia (Condefesa).

A Bioeconomia parece não atentar para os fatores institucionais e de produção. O PALT ainda não tem recebido a merecida atenção dos líderes governamentais. O Condefesa Amazônia se mostra então como o mais imediato. Há referência e estruturas prontas. E proatividade dos principais atores.

A oportunidade vem da Estratégia Nacional de Defesa, enunciada pelo Decreto 6.703/08, e do programa Complexo Industrial de Defesa, sob liderança conjunta do Ministério da Defesa e Ministério de Ciência e Tecnologia. São iniciativas para que a indústria brasileira se insira num mercado global de aproximadamente US$ 570 bilhões.

Obviamente o primeiro caminho é o fornecimento de materiais e equipamentos às estruturas oficiais de segurança e defesa, que no Brasil chega a R$ 175 bilhões. Acrescenta-se a segunda oportunidade de ganho, o mercado civil de segurança, e o potencial alcança R$ 307 bilhões. E o nível de exportações ainda é de R$ 27 bilhões. Muito a conquistar.

Esses dados são da Federação das Indústrias de Santa Catarina – FIESC, cujo líder também preside o Condefesa nacional, conselho temático da Confederação Nacional da Indústria – CNI, ao lado de Antônio Silva, presidente da FIEAM, que agora institui o Condefesa Amazônia, junto ao presidente do CIEAM, Luiz Augusto Rocha. A união entre as instituições acadêmicas, de defesa e industriais norteiam a iniciativa nos âmbitos nacional e local.

A iniciativa é auspiciosa pelos precedentes históricos e a realidade atual do Polo Industrial de Manaus (PIM) em suas virtudes e lacunas. Os precedentes remetem a extraordinários progressos sociais ocasionados pela disseminação de produtos e serviços inicialmente pensados para fins militares. Internet, processadores e equipamentos de proteção individual, estes hoje usados mais largamente em situações de proteção e resgate, como combate a incêndios, que para situações de combate. Pela demanda militar, os EUA multiplicaram por quase 25 a produção anual de aviões de 1939 a 1945.

Estabelecido na Amazônia, o Condefesa pode ser o vetor do que há muito se espera para aproveitar as complementaridades entre os subsetores do tão diversificado PIM, e os institutos de pesquisa. Imagino, por exemplo, a demanda militar requerendo que os painéis e instrumentação digital das embarcações e motocicletas sejam projetados e produzidos no PIM. E nova força de adensamento das cadeias produtivas, ‘n’ situações em que descobre aplicações vantajosas de um material e se provê a plena produção no PIM.

Em poucos anos parte do faturamento do PIM será associada à Indústria de Defesa e Segurança. Mais que isso, o Condefesa Amazônia pode avançar para aspectos intangíveis. A colaboração militar para a economia vai além das licitações e certificações. Inúmeros métodos de gestão têm origens nas aplicações militares, como 6 sigma, matriz de Eisenhower e Teoria dos Jogos. E o principal recurso, aquele que não se calcula, em Manaus o Exército cultiva na escola que pode estar entre as melhores do mundo. Este recurso indo ao PIM, poderemos dizer que o Vale do Silício é aqui. 

*André Ricardo Costa é doutor em Administração pela Universidade de São Paulo e professor da Universidade Federal do Amazonas.

CBC Global Ammunition é proeminente em um mercado que valerá US$ 33,1 bilhões em 2028, com um CAGR de 3,4%

 


*openPR - 18/10/2024

A indústria de munições é dominada por alguns participantes importantes, como Northrop Grumman Corporation (EUA), CBC Global Ammunition (Brasil), BAE Systems (Reino Unido), Thales Group (França) e General Dynamics Corporation (EUA), Nammo AS (Noruega), entre outros.

O tamanho da indústria global de munições está projetado para crescer de US$ 28,0 bilhões em 2023 para US$ 33,1 bilhões em 2028, a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 3,4% de 2023 a 2028. 

Fatores como o aumento das tensões geopolíticas, crescimento nas despesas militares e transferência de armas, mudança na natureza da guerra, programas de modernização realizados por forças militares, militarização das forças policiais e aumento do tráfico de drogas globalmente são fatores determinantes que auxiliam o crescimento da indústria de munição. Além de seu uso em forças de defesa, a munição também vê crescente importância em aplicações comerciais e civis, como autodefesa, esportiva, caça, entre outras.

Com base no calibre, a indústria de munições foi segmentada em pequena, média, grande e outras. Estima-se que o segmento de pequeno calibre tenha a maior participação de mercado. A popularidade generalizada de armas de fogo com câmara em pequenos calibres entre proprietários civis de armas, agências de segurança pública e forças militares garante uma demanda consistente e substancial para o segmento de pequeno calibre do mercado.

O segmento de propelentes deve crescer no maior CAGR durante o período previsto. Os propelentes estão prontos para um crescimento significativo na indústria de munições de projéteis de artilharia devido aos avanços tecnológicos, estratégias militares em evolução e à demanda por desempenho aprimorado.

A região da Ásia-Pacífico deve deter a maior parcela, principalmente devido ao aumento de ataques terroristas e conflitos transfronteiriços na área. Novas munições estão sendo fornecidas às forças armadas de muitas nações da Ásia-Pacífico como parte de iniciativas de modernização militar. Uma maior demanda por munição foi causada por iniciativas de atualização de munição focadas em várias nações, incluindo China e Índia.

Voo da Azul marca reinício das operações no Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre


*LRCA Defense Consulting - 21/10/2024

Hoje (21), o Salgado Filho, aeroporto internacional de Porto Alegre, reiniciou suas atividades após mais de cinco meses paralisado devido à maior enchente que já atingiu o Rio Grande do Sul.

Nesse período, mais de mil pessoas, inclusive voluntários do Agro (no início), trabalharam dia e noite para que o aeroporto pudesse sediar pousos e decolagens a partir de hoje.

Além de todos os fundamentais benefícios à comunidade, aos serviços públicos e ao setor empresarial de maneira geral, o fato é muito relevante para as Indústrias de Defesa sediadas no RS, haja vista que traz de volta as facilidades logísticas de antes.

Para ilustrar o evento, esta Consultoria traz o simbólico depoimento de John Rodgerson, CEO da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, publicado em uma mídia social:

"Hoje é um dia muito especial, não só para mim, mas para todos da Azul Linhas Aéreas Brasileiras!

Estive a bordo do primeiro voo que pousou no Aeroporto Salgado Filho, marcando o retorno das nossas operações no aeroporto após seis meses de fechamento.

O voo AD2603, que partiu de Viracopos às 6h30 e pousou em Porto Alegre às 7h54, com uma numeração que homenageia o aniversário da capital gaúcha, 26 de março, simboliza muito mais do que a reabertura de um aeroporto. Ele representa a resiliência e a capacidade de recuperação do povo gaúcho, que superou desafios e mostrou força para se reerguer após as enchentes devastadoras que atingiram a região.

Para a Azul, esse momento é particularmente simbólico. Foi em Porto Alegre que realizamos nosso primeiro voo, há 15 anos, e, desde então, crescemos lado a lado com esse estado que sempre nos acolheu tão bem. Hoje, com a maior malha aérea no Rio Grande do Sul e mais de 57 mil assentos semanais, estamos prontos para reconectar o estado ao Brasil e ao mundo. Nosso objetivo é continuar ampliando essas conexões e contribuindo ativamente para a retomada econômica da região.

A Azul sempre teve um compromisso forte com as comunidades onde opera, e a retomada dos voos no Salgado Filho é mais um passo nessa jornada. Com 60 pousos e decolagens diárias, vamos impulsionar a economia local, fortalecer o turismo e, acima de tudo, seguir fazendo parte da história do Rio Grande do Sul. Estamos prontos para novos voos!"

Além de o número do voo celebrar o aniversário de Porto Alegre, 26 de março, ele foi operado por uma dupla de gaúchos: o comandante Carlos Coster e o copiloto Henrique Schneider, representando com orgulho as raízes do Rio Grande do Sul.

20 outubro, 2024

Projeto RATO-14X tem primeira reunião na sede da Mac Jee


*LRCA Defense Consulting - 20/10/2024

No dia 15 deste mês, na fábrica da Mac Jee em São José dos Campos, foi dado início oficialmente ao desenvolvimento do Projeto RATO-14X com a primeira reunião das equipes da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP ), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), do Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA e da CLC - Castro Leite Consultoria, juntamente com os engenheiros da Mac Jee.


O RATO-14X será o sistema responsável por impulsionar a aeronave hipersônica 14-X, da Força Aérea Brasileira (FAB), até as condições ideais de voo, garantindo uma operação segura e precisa. 
 
Este projeto faz parte do Programa de Propulsão Hipersônica (PROPHIPER), que tem como objetivo posicionar o Brasil na vanguarda da tecnologia aeroespacial, com o desenvolvimento de veículos hipersônicos equipados com motores Scramjet. 

Por que a caça é importante: como os caçadores mantêm as economias prósperas e previnem catástrofes ambientais

- A matéria permite entender os motivos de a Taurus dar tanta importância à caça nos EUA, a ponto de ter criado a marca Taurus Hunt, voltada para seus revólveres e rifles a ela destinados.
- Adaptando para a realidade do Brasil, basta trocar "veados-de-cauda-branca" por javaporcos.


*Aol, Stacker Media, por Chade Chriestenson - 16/10/2024

Acredite ou não, se a caça fosse uma empresa, seria uma gigante da Fortune 500. Em 2020, caçadores e atiradores esportivos injetaram incríveis US $ 149 bilhões na economia dos EUA. Isso não é troco — é o suficiente para tornar a caça a 52ª maior empresa em vendas no varejo se estivesse listada na Fortune 500, relata a LandTrust. Esse dinheiro foi gasto em equipamentos como espingardas e munição, despesas relacionadas a viagens como hospedagem e transporte, licenças, arrendamentos e muito mais.

Mas não se trata apenas de vendas. Esta indústria sustenta quase 970.000 empregos em todo o país. Para colocar isso em perspectiva, se a caça fosse um empregador, seria o terceiro maior empregador do setor privado nos EUA. Esses empregos criaram mais de US$ 45 bilhões em salários e renda somente em 2020.

A importância da caça em terras privadas

Um relatório recente da National Deer Association revelou que uma média de 88% das colheitas de veados-de-cauda-branca do estado ocorrem em terras privadas. Essa estatística ressalta o papel crítico que os proprietários de terras privadas desempenham na gestão e conservação da vida selvagem. Em estados como o Texas, onde 99% das terras são de propriedade privada, o acesso a terras privadas é essencial para o gerenciamento eficaz da população de veados.

A dependência de terras privadas para caça varia de acordo com a região. No Sudeste, 93% das capturas de veados ocorrem em terras privadas, enquanto no Centro-Oeste e Nordeste, os números são 91% e 81%, respectivamente. Isso destaca a necessidade de proprietários de terras privadas permitirem acesso público para caça, especialmente em estados com terras públicas limitadas.

O efeito cascata: do local ao nacional

O impacto econômico da caça não é sentido apenas em nível nacional — ele também se espalha para as economias locais, impactando fortemente tanto os estados tradicionalmente liberais quanto os conservadores. Aqui estão alguns exemplos de um relatório recente da Sportsmen's Alliance :

- Oklahoma: a caça contribui com cerca de US$ 1,25 bilhão para a economia do estado, gerando 8.640 empregos e US$ 369 milhões em renda trabalhista.

- Nova York: 865.000 caçadores geraram US$ 265 milhões em impostos estaduais e locais e contribuíram com US$ 2 bilhões para o PIB do estado.

- Califórnia: mesmo neste estado que normalmente não é associado à caça, 1,5 milhão de atiradores gastaram US$ 1,2 bilhão e pagaram US$ 154 milhões em impostos estaduais e locais.

- Texas: o estado da Estrela Solitária recebe uma contribuição econômica de mais de US$ 5 bilhões de caçadores e atiradores combinados.

Mais do que apenas dinheiro: esforços de conservação

Aqui está algo que pode surpreendê-lo: os caçadores são alguns dos maiores contribuintes para os esforços de conservação nos EUA. Em 2017, mais de 15 milhões de americanos compraram uma licença de caça, gerando mais de US$ 500 milhões em receita para a conservação .

Este não é um fenômeno novo. Por mais de 80 anos, os caçadores têm sido os principais financiadores da conservação por meio de taxas de licença e impostos sobre equipamentos de caça. Esse dinheiro vai diretamente para a proteção de habitats de vida selvagem, gerenciamento de populações animais e garantia da sustentabilidade de nossos recursos naturais.

O dilema do veado: quando as populações não são controladas
O que acontece quando não administramos nossas populações de vida selvagem, particularmente veados? Pode parecer contraintuitivo, mas a caça na verdade desempenha um papel crucial em manter as populações de veados sob controle — e as consequências de não fazer isso podem ser custosas. Sem o gerenciamento adequado, os danos relacionados aos veados sozinhos podem custar até US$ 2 bilhões anualmente. Veja como isso se divide:

- Acidentes de trânsito: de julho de 2014 a junho de 2015, houve cerca de 1,25 milhão de colisões entre veados e veículos, custando mais de US$ 5,15 bilhões. Somente em Wisconsin, entre 15.000 e 19.000 colisões com veados ocorrem anualmente.

- Danos agrícolas: em 2011, os veados causaram mais de US$ 600 milhões em danos às plantações. Estados como Kansas e Iowa, que são fortemente dependentes da agricultura, foram atingidos particularmente.

- Impacto na indústria madeireira: no mesmo ano, os veados foram responsáveis ​​por US$ 1,6 bilhão em danos à indústria madeireira, afetando economias locais e regionais em lugares como o norte de Wisconsin e Minnesota.

- Danos residenciais: nem mesmo nossos quintais estão seguros — veados causaram mais de US$ 500.000 em danos a paisagens residenciais em 2011.

Além dos cifrões: impactos ecológicos e na saúde
Os custos da superpopulação de veados vão além de apenas dólares e centavos. Quando as populações de veados crescem descontroladamente, o pastoreio excessivo se torna um problema sério, afetando a regeneração da floresta e biodiversidade. Isso não é ruim apenas para o meio ambiente — pode ter um efeito cascata em indústrias que dependem de florestas saudáveis, desde madeira até turismo. Estados como Minnesota e Wisconsin, com suas florestas densas e ecossistemas diversos, são alguns dos mais vulneráveis ​​a problemas de superpopulação.

Também há preocupações com a saúde a serem consideradas. A superpopulação pode aumentar a disseminação de doenças entre a vida selvagem e até mesmo levar a mais conflitos entre humanos e animais selvagens, aumentando potencialmente o risco de transmissão de doenças para humanos. Sem caçadores, os estados precisariam encontrar métodos alternativos, muitas vezes mais caros, de controle populacional, como programas de esterilização, abate por atiradores profissionais ou até mesmo realocação de animais — uma prática repleta de desafios logísticos e éticos.

O ganha-ganha da caça regulamentada
A beleza da caça regulamentada é que ela cria uma situação vantajosa para todos:

1. Oferece oportunidades recreativas para milhões de americanos.

2. Garante que as populações de vida selvagem permaneçam saudáveis ​​e equilibradas.

3. Apoia economias rurais que muitas vezes enfrentam dificuldades com outras formas de desenvolvimento econômico.

4. Financia esforços de conservação que beneficiam toda a vida selvagem, não apenas as espécies de caça.

Sem a caça regulamentada, grande parte da qual ocorre em terras privadas, o custo do manejo da caça selvagem seria transferido para agências estaduais e contribuintes, resultando em custos mais altos e menos recursos para outros esforços de conservação.

Considere o caso da caça de veados sozinha. Ela contribui com mais de US$ 23 bilhões para a economia dos EUA a cada ano e desempenha um papel crítico no gerenciamento das populações de veados. Sem caçadores de veados, as agências estaduais enfrentariam uma batalha árdua tentando controlar as populações, levando a maiores incidências de doenças, fome e destruição de habitat.

A linha de fundo

Seja você um caçador ou nunca tenha pego um rifle na vida, o impacto econômico da caça o afeta. Dos empregos que cria aos esforços de conservação que financia, dos acidentes de carro que previne às florestas que ajuda a proteger, a caça desempenha um papel crucial em nossa economia e em nosso ecossistema.

Então, da próxima vez que você vir um caçador com seu colete laranja, lembre-se: eles não estão apenas perseguindo um hobby. Eles estão contribuindo para uma indústria multibilionária que apoia empregos, financia a conservação e ajuda a gerenciar nossas populações de vida selvagem. E, ao fazer isso, eles estão ajudando a manter nossas florestas saudáveis, nossas estradas mais seguras e nossa economia mais forte.

No grande esquema das coisas, a caça é muito mais do que ensacar um troféu. É sobre manter um equilíbrio delicado — entre as necessidades humanas e as populações de vida selvagem, entre a conservação e a utilização dos recursos naturais. E, como os números mostram, é um equilíbrio que afeta a todos nós, quer percebamos ou não.

Esta história foi produzida pela LandTrust e revisada e distribuída pela Stacker Media. 

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