Pesquisar este portal

Mostrando postagens com marcador Taurus Índia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Taurus Índia. Mostrar todas as postagens

28 julho, 2024

Em teste da Shoot On nos EUA: "a Taurus realmente acertou em cheio com a TH45"

A clássica 1911 é, com razão, amada pela maioria, mas a Taurus TH45 prova que você pode aproveitar o desempenho comprovado do terminal .45 ACP em uma plataforma modernizada e rica em recursos.


*Shoot On, por Jeromy Knepp - 28/07/2024

Como muitos entusiastas de armas americanos, sinto que o .45 ACP está no auge dos calibres de pistola defensivas. Seu nascimento, mesclando-se com o desenvolvimento da lendária pistola 1911 de John Moses Browning, estabeleceu o padrão de desempenho para tudo o que se seguiu. No século seguinte, a câmara .45 abençoou muitas plataformas de armas de fogo, começando com seu passado de aço frio e duro e agora representada com diversos modelos de armação de polímero hoje. Um exemplo moderno da raça é a Taurus TH45.

História rápida
Em 1904, John Browning desenvolveu o primeiro protótipo do que conhecemos hoje como o cartucho .45-cal. Automatic Colt Pistol, ou .45 ACP. Este cartucho foi projetado para testes militares para substituir o envelhecido e anêmico .38 Long Colt. Browning, em 1911, desenvolveu sua iteração final do amado Browning 1911, mais tarde vendendo a patente para a Colt.

Até hoje, a Colt 1911 é a plataforma considerada por muitos praticantes de pistola e defesa pessoal como a rainha dos designs de pistola. Muitos outros modelos de .45 ACP surgiram e desapareceram ao longo dos anos. A Taurus, uma empresa relativamente nova para fabricantes de armas de fogo quando comparada a fabricantes tradicionais como Colt, Browning, Winchester e Remington, agora entrou na categoria de carregadores de pilha dupla .45 ACP.

Precedida por seus irmãos de calibre menor por quase dez anos, a série de pistolas TH oferece um design comprovado com um leve toque. Aqui, a Taurus criou uma pistola com armação de polímero e disparo de martelo da qual muitos fabricantes se afastaram. As pistolas com disparo de percussor estão na moda agora — com a maioria utilizando um gatilho e trava de estilo de ação dupla que permite apontar e disparar rapidamente.

As pistolas da série TH, no entanto, fornecem um martelo. Ela pode ser engatilhada como uma 1911 ou um simples aperto no gatilho engatilhará e liberará o martelo.

Este design se presta a alguns ótimos recursos de segurança. Algo que falta no 1911 é um recurso de desarmamento que permite que o cão seja desarmado com segurança com uma bala na câmara. Com a 1911, você deve soltar o carregador e ejetar o cartucho carregado ou segurar o cão e abaixá-lo lenta e cuidadosamente (não é uma boa opção).

Com o controle de tiro TH45, a posição para cima coloca a pistola em um modo totalmente seguro. Isso permite que a pistola seja travada, engatilhada e pronta para balançar. Quando estiver pronto para atirar, você simplesmente aciona a trava de segurança para atirar em seu saque a partir da ocultação.

Há o uso padrão de virar para disparar para trabalho de alcance ou viver no lado perigoso do porte com a trava de segurança desligada. Ao contrário das pistolas de percussor, não há trava de gatilho ou trava de segurança na alça traseira. Eu não sugeriria esse tipo de porte. Você está pedindo problemas para carregar assim.

Lembre-se, esta é uma pistola de ação dupla (puxar o gatilho pode engatilhar e soltar o cão). A Taurus sabiamente projetou um desengatilhador na segurança manual. Empurrar a segurança para baixo além da posição de tiro desengatilha o cão com segurança. A pistola é completamente segura para carregar nesta posição. O sistema incorpora um bloco de percussor que só liberará o percussor para se mover para frente quando o gatilho for puxado. Se você precisar dela com pressa, retire do coldre e aperte o gatilho de ação dupla para disparar a munição na câmara.

Características da TH45
Embora este modelo não seja novo na linha TH, a câmara é. Agosto de 2023 foi o lançamento da câmara .45 ACP, e agora está disponível em 10 mm. O que faz isso brilhar? Carregadores de pilha dupla. Chegando a 13+1 cartuchos e classificação +P, esta pistola atinge outro nível de proteção de transporte. Mais seis cartuchos com a capacidade de mais um superam a capacidade de 7+1 de uma 1911 padrão.

Há recursos mais desejáveis ​​além da segurança de desarmamento mencionada anteriormente. Todos os controles são ambidestros e permitem que canhotos atirem confortavelmente. Um cano de aço inoxidável de 4,25 polegadas oferece boa precisão e longevidade. Pontilhado amplo no punho ajuda no controle durante o recuo. A arma vem de fábrica com uma mira frontal de ponto branco e uma mira traseira ajustável Novak. O comprimento total é de 7,80 polegadas e o peso descarregado é de 28,50 oz.

O estojo de transporte de plástico acolchoado inclui o seguinte:

- Dois conjuntos de chaves Allen em chaveiros
- Duas alças traseiras que podem ser usadas para personalizar o tamanho e o ângulo da empunhadura
- Dois carregadores de 13 cartuchos
- Um carregador auxiliar de carregamento
- Manual de instruções
- Cadeado de arame e chaves
- Trilho Picatinny de 1913 para luzes e lasers

Como ela atira?

De cara, posso dizer que o gatilho é bom e ruim. Há muito curso naquele take-up de ação dupla. Mas, diferentemente da minha G3 full-frame original, o gatilho é suave e não áspero. Acho que eles podem ter tirado algumas dicas da G3 Tactical, o que, na minha opinião, é particularmente bom.

No campo de tiro do meu clube local, conheci um cara chamado Jon e tivemos uma boa conversa sobre a TH45. Jon é mais um atirador de pistola, enquanto eu prefiro rifle. Convidá-lo para testar a TH45 provou ser uma boa ideia. Sua forma era sólida e a precisão impecável. Seu primeiro grupo de tiro livre aos 7 anos media aproximadamente 1,5 a 1,75 polegadas.

Perguntei o que ele achava da sensação da TH45 e do gatilho. Ele disse: “Eu me sinto em casa. Parece muito com uma GLOCK. Eu sou um cara da GLOCK, e essa parece com isso.”

Já faz um tempo desde que atirei com uma GLOCK, mas entendo essa sensação de estar em casa. Para mim, isso parecia muito com a G3 Tactical com um punho mais grosso. Seguindo as sugestões de Jon com o punho, consegui puxar os grupos da esquerda para o centro e apertei.

A única falha que qualquer um de nós poderia realmente encontrar seria o mecanismo de liberação do carregador. É muito difícil de empurrar e difícil de alcançar. Foi necessário quebrar o aperto para soltar o carregador. Usar o dedo indicador da minha mão direita provou ser a maneira mais fácil de empurrar o mecanismo de liberação do carregador.

No geral, atirar foi um prazer. O recuo é muito administrável. Usar meu descanso Caldwell Matrix para atirar em grupos me tornou um ás! Amostras de munição de Black Hills, Hornady e Remington produziram bons grupos de cinco tiros (três grupos) a sete jardas. O Black Hills 230 JHP produziu três grupos abaixo de uma polegada em média. Tanto o 230 JHP da Remington quanto o Custom 230 XTP +P da Hornady produziram um grupo abaixo de uma polegada cada.

Munição / Tamanhos de grupo / Grupo médio

- Black Hills 230 gr. JHP 0,633, 0,872, 0,887 / Média 0,797
- Hornady Custom 230 gr. FTX +P /0,755 1,096, 1,412 / Média 1,088
- Hornady American 185 gr. JHP / 1.276, 1.460, 1.523 / Média 1.402
- Hornady Critical Defense 185 gr. FTX / 1,20, 1,466, 2,144 / Média 1,605
- Remington 230 gr. JHP / 0,681, 2,050, 2,107 / Média 1,612
- Black Hills 135-gr. Texugo-do-mel / 1.380, 1.400, 2.305 / Média 1.695

No alvo

Eu realmente gosto de poder deixar o cão seguro usando a trava de segurança de desarmamento. Treze tiros em uma .45 ACP é o caminho a seguir. Você nunca pode ter poder de fogo demais. A mira frontal é fácil de pegar ao trazê-la para o alvo. Ter o cão exposto realmente ajuda a saber se a pistola está engatilhada ou não.

Errou o alvo
Embora necessário, o punho é volumoso para permitir carregadores maiores. Indivíduos com mãos menores ou dedos curtos podem ter dificuldade para segurar a pistola corretamente. A Taurus precisa melhorar o peso da mola de liberação do carregador ou tornar o botão maior. Próximo passo, óptica pronta. Também não faria mal ter um cano rosqueado para deixar a arma pronta para o supressor.

Onde está o modelo compacto? Eu poderia ver isso como um compacto com capacidade 10+1.

Eu tive duas falhas leves de percussão com as munições Black Hills e Remington (um cartucho de cada fabricante). Talvez ua cápsula de percussão mais dura? Puxar o cão para trás e tentar novamente disparou sem problemas. A munição Hornady e a Black Hills Honey Badger dispararam e alimentaram sem problemas.

Pensamentos finais: a Taurus realmente acertou em cheio com a TH45
No geral, sinto que a Taurus realmente acertou em cheio com a TH45. Com um preço sugerido de US$ 530,99 e valor de rua entre US$ 400 e US$ 420, abre as portas para uma .45 ACP de alta capacidade. As miras são rudimentares e simples. O gatilho é ótimo, na minha opinião, para uma ação dupla. A Taurus TH45 funcionou praticamente sem falhas em 300 tiros, incluindo tiro rápido.



Jeromy Knepp é um veterano do Exército dos EUA do corpo de artilharia. Ele gosta de competir em competições de benchrest, groundhog matches e IBS. Oficial de segurança de campo certificado pela NRA e instrutor de recarga de cartuchos metálicos, ele também gosta de caçar com seu filho e filha.
 


01 julho, 2024

Taurus, CBC e Colt CZ: nasce uma nova gigante mundial de armamento leve


*LRCA Defense Consulting - 01/07/2024

Fora dos círculos próximos ao mercado mundial de armas e munições, muitos ainda não se deram conta do que poderá acontecer após a CBC Global Ammunition, um gigante mundial de munições, ter adquirido quase um terço do poderoso Grupo Colt CZ, passando a ser o seu segundo maior acionista, atrás apenas do grupo controlador.

Embora não tenha havido uma fusão, no sentido estrito do termo, trata-se de um movimento tão disruptivo que poderá remodelar o atual cenário que rege a produção e venda de armamento leve no mundo capitalista e, em particular, nos Estados Unidos.

Nesse ponto, surge a pergunta: se a CBC é uma gigante mundial de munições e produz apenas algumas poucas armas longas táticas, como isso poderá acontecer?

Aqui, é importante lembrar que a CBC controla a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. que, sob o nome de Taurus Group, possui seis marcas mundiais de armas: Taurus (Brasil), Taurus USA (EUA), Heritage (EUA), Rossi (Brasil), JD Taurus (Índia) e Taurus Saudia (Arábia Saudita), além de uma de carregadores, a TJM (Brasil). Além disso, produz também uma moderníssima linha de supressores. No conjunto da obra, a Taurus Armas se tornou, em 2021, a maior vendedora mundial de armas leves, e aí é que começa a ser entendida a questão.

Com relação à Colt CZ, segundo informações do mercado, a empresa não consegue atender seus clientes por estar lotada de pedidos e não ter como aumentar a produção. Nos últimos anos, cresceu muito e precisa de mais unidades produtivas. Como o Brasil tem mão de obra muito especializada, mas barata (em relação aos EUA e à Europa), e fartura de matéria prima de excelente qualidade, uma parceria com a Taurus, empresa de alta tecnologia e reconhecida qualidade, poderia solucionar esse problema. Além disso, a empresa quer recuperar o prestígio da marca Colt, a mais icônica dos EUA, que estagnou antes de ser adquirida pela CZ.

A Taurus - maior vendedora de armas leves do mundo - é a quarta/quinta marca mais vendida nos EUA, sendo a primeira em revólveres e a quinta em pistolas, além de ser a marca mais importada no país. No entanto, mesmo após os laçamentos tecnológicos da família de pistolas GX4 e de revólveres também de alta qualidade, ainda briga diariamente para se livrar da pecha de produzir "armas de entrada".

Uma associação com a Colt CZ levaria a uma consequente associação das marcas Taurus & Colt, tanto no sentido prático como no psicológico. Em termos de Estados Unidos - maior mercado mundial para armas leves, a multinacional brasileira estaria fazendo um belíssimo "gol de bicicleta no ângulo", tal é a tradição, o respeito e o conceito que a marca Colt goza no país (e no mundo), sem falar nas também reconhecidas qualidade e excelência dos produtos CZ.

Além disso, como foi escrito em matéria anterior, a Taurus, com essa parceria,  tem sua porta de entrada no multimilionário mercado americano de Law Enforcement, haja vista que o Grupo Colt CZ, e a Colt em especial, é um parceiro de primeiríssima linha pela participação histórica que já tem nesse mercado.

CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, visitou a COLT CZ em West Hartford - EUA em 26/06, e foi recebido por Dennis Velleux, CEO da Colt CZ Group North America. Ambos acompanhados de suas equipes de engenharia de produtos, processos e logística.

Em síntese, a aquisição de 27,71% do Grupo Colt CZ pela CBC, a visita da Colt CZ à Taurus em abril e a retribuição brasileira no final do mês passado, marca uma inédita, estratégica e poderosa cooperação entre as três grandes empresas, tanto para o Law Enforcement americano como para outros importantes mercados civis e institucionais, seja nos Estados Unidos, seja em outros países.

É importante acrescentar que as conclusões presentes nesta matéria se encontram ainda no plano teórico e são frutos exclusivos da análise de dados públicos conhecidos, não contemplando informações fornecidas diretamente pelas empresas envolvidas.  

Abaixo, esta Consultoria detalha algumas das características principais das três empresas citadas.

Grupo Colt CZ
O Grupo Colt CZ é um dos principais produtores mundiais de armas de fogo e munições para uso militar e policial, defesa pessoal, caça, tiro esportivo e outros usos comerciais. O Grupo comercializa e vende seus produtos principalmente sob as marcas Colt, CZ (Česká zbrojovka), Colt Canada, CZ-USA, Dan Wesson, Spuhr, swissAA e 4M Systems. 

Sediado na República Tcheca, o Grupo Colt CZ emprega mais de 2.000 pessoas em suas instalações de produção nesse país, nos Estados Unidos, Canadá, Suécia, Suíça e Hungria. O Colt CZ é de propriedade da Česká zbrojovka Partners SE, que detém 54,5 por cento da Colt CZ. Outros 27,7% pertencem à CBC e os 17,8% restantes são ações negociadas publicamente.

Em 2021, o Grupo CZ adquiriu a Colt's Manufacturing Company, bem como a sua subsidiária canadense, a Colt Canada Corporation.

O CZG-Ceska Zbrojovka Group, cujas subsidiárias incluem CZ (Ceska Zbrojovka), Dan Wesson e Brno Rifles, já está ativo nos Estados Unidos, possuindo uma fábrica em Little Rock, Arkansas.

Seus produtos são comercializados e vendidos principalmente sob as marcas  Colt, CZ (Česká zbrojovka), Colt Canada, CZ-USA, Dan Wesson, Sellier & Bellot, swissAA, Spuhr e 4M SYSTEMS . O Grupo inclui empresas como Colt, Česká zbrojovka, Colt Canada, CZ-USA, 4M Systems, Spuhr i Dalby, swissAA e Colt CZ Defense Solutions.

O Grupo Colt CZ está sediado na República Checa e emprega mais de 3.600 pessoas nas suas instalações de produção na República Checa, nos Estados Unidos, no Canadá, na Suécia, na Suíça e na Hungria. A Colt CZ é detida pela Česká zbrojovka Partners SE em 54,7%, pela CBC Europe S.à rl em 27,7% e os restantes 17,6% são free float.

CBC Global Ammunition LLC e CBC Europe S.à r.l.
As empresas CBC Global Ammunition LLC e CBC Europe S.à r.l. são as entidades detentoras de um grupo de empresas com atuação internacional no setor de munições: CBC Brazil, Magtech Ammunition, MEN, SinterFire, New Lachaussée e Fritz Werner. Juntas, esta aliança estratégica forma uma das maiores corporações de munições do mundo, com uma experiência combinada de mais de 300 anos na fabricação de calibres pequenos e médios.

A gama abrangente de produtos é exportada para mais de 130 países sob algumas das marcas mais respeitadas do setor, contribuindo para as necessidades dos mercados Militar, Policial e Comercial. Com relação ao segmento de Defesa, os fabricantes dentro do grupo estão entre os maiores fornecedores da OTAN e forças aliadas, em todo o mundo.

Juntas, as operações da CBC Global Ammunition empregam mais de 3.500 trabalhadores qualificados e produzem mais de 1,5 bilhão de cartuchos de munição a cada ano, sem considerar os cartuchos de fogo anelar e os projéteis. 

A CBC Global Ammunition, por meio de suas subsidiárias, também é a empresa controladora da Taurus Armas S.A.

Taurus Armas S.A.
A Taurus é uma Empresa Estratégica de Defesa e integrante da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira, com 84 anos de história e com uma reputação sólida, particularmente a partir de 2018, baseada no seu compromisso com a excelência. É a maior vendedora de armas leves do mundo.

Atualmente, suas marcas estão reunidas no Taurus Group: Taurus, sediada no Brasil; Rossi, sediada no Brasil; Taurus USA, sediada nos Estados Unidos; Heritage, com origem nos Estados Unidos e incorporada pela Taurus há 32 anos; JD Taurus, sediada na Índia; Taurus Saudia, estabelecida na Arábia Saudita há 1 ano; e TJM, sediada no Brasil há 4 anos.

Em sua sede, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, tem uma unidade fabril voltada à produção de armas (Taurus Armas S.A.) e outra dedicada a carregadores (TJM), onde emprega cerca de 2.200 pessoas diretamente, além de movimentar uma grande cadeia de fornecedores, gerando também milhares de empregos indiretos. Possui outras unidades produtivas em Bainbridge, na Geórgia (EUA), e em Haryana, na Índia.  

A empresa possui um completo portfólio de produtos composto por plataformas de revólveres, pistolas, armas táticas, armas longas, supressores e acessórios, que totalizam mais de 31 milhões de armas vendidas. O recorde produtivo foi batido em 2021, quando totalizou 2,25 milhões de armas produzidas no ano, sendo mais de 9.300 armas por dia. A Taurus exporta seus produtos para mais de 100 países em cinco continentes, atendendo aos mercados civil, militar e policial.

A Taurus é líder mundial na fabricação de revólveres e uma das maiores produtoras de pistolas do mundo, além de ser a marca mais importada no exigente mercado dos Estados Unidos.

A partir da nova gestão, que assumiu em 2018, a Taurus iniciou um forte caminho para a globalização e a alavancagem tecnológica, avançando de forma exponencial em tecnologias e inovações de produtos, processos e novos materiais, além de diversificar suas vendas pelo mundo e estabelecer novas e modernas unidades produtivas. 

As áreas de engenharia da Taurus no Brasil e nos Estados Unidos foram unificadas, e assim foi criado o Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/Estados Unidos (CITE), que conta com mais de 250 engenheiros, atuando na busca pelas mais avançadas soluções tecnológicas, além de uma equipe de monitoramento e inteligência de mercado. Isso proporciona agilidade e flexibilidade para adequar o mix de produtos, direcionando a produção para diferentes mercados mundiais.  

A Taurus possui diversas frentes de pesquisas buscando projetos de inovação em materiais, como por exemplo:
 • Utilização de Grafeno - Garante muito mais resistência e durabilidade aos materiais.
• Utilização de DLC (Diamond Like Carbon) - Tecnologia limpa, utilizada como acabamento em diversos componentes, visando resistência a riscos e desgastes.
• Uso de novos polímeros estruturais de última geração - Proporciona a redução no peso e tamanho, sem comprometer a integridade estrutural e resistência mecânica dos produtos.
• Pesquisa da adição de Nióbio em aços de baixo carbono - Objetiva a melhoria das características mecânicas e metalúrgicas de componentes de armamentos.
• Composto específico para produção de MIM - a Taurus, por meio da Polimetal (100% controlada), opera na produção de MIM há 29 anos, tendo, atualmente, a maior planta MIM da América Latina. O processo MIM é capaz de produzir grandes quantidades de peças de altíssima complexidade geométrica, garantindo toda a precisão necessária que essas peças exigem, por um baixo custo. O MIM está se tornando uma nova e promissora unidade de negócios da empresa.

Estes importantes investimentos em novas tecnologias, além de agregar valor aos produtos Taurus, agregam valor ao Brasil, que possui as maiores reservas de nióbio e a terceira maior reserva de grafeno do mundo.   

Pioneira em seu setor, a Taurus se tornou a primeira empresa de defesa no mundo a implementar a cultura ESG.

16 agosto, 2023

Na Arábia Saudita, Taurus participará de licitação de 90 mil pistolas e poderá ter a primeira franquia internacional da Loja AMTT


*LRCA Defense Consulting - 16/08/2023

Durante as lives realizadas ontem com a SaraInvest, Eleven e BM&C News, o CEO Global da Taurus Armas S.A., Salesio Nuhs, e o CFO da empresa, Sérgio Sgrillo Filho, trouxeram novidades com relação à recente parceria entre a Taurus e a saudita SCOPA Defense, uma poderosa empresa privada que desponta como a empresa de defesa preeminente desse país do Oriente Médio.

Salesio iniciou comentando sobre a grande agilidade negocial dos sauditas e da Taurus, o que permitiu que, em apenas alguns meses, as duas empresas assinassem um acordo de agenciamento e representação para o Reino da Arábia Saudita (KSA) e região do Golfo, bem como estabelecessem um Memorando de Entendimento (MoU) visando estudar uma joint venture para a fabricação de armamento leve Taurus nesse país.

Em virtude dessa agilidade e do grande interesse dos sauditas e da Taurus, o CEO afirmou que já no próximo trimestre poderão haver novidades no negócio entre as duas empresas.

Licitação de 90 mil pistolas e franquia da Loja AMTT
Questionado sobre o mercado local na Arábia Saudita, Salesio respondeu que já está em preparação uma licitação para o fornecimento de 90.000 pistolas para as forças de segurança do país, a qual contará com a participação da Taurus por meio da SCOPA Defense.

O CEO Global também comentou que os sauditas, após conhecerem a Loja AMTT de São Paulo, ficaram muito entusiasmados e manifestaram a intenção de levar a franquia para Riad, capital do país. Caso se concretize o negócio, será a primeira franquia da Loja no exterior. 

Salesio explicou que em Riad só há um clube de tiro, o que ocasiona muita dificuldade para os treinamentos de tiro, inclusive dos órgãos policiais. Como curiosidade importante, citou que, das 10 armas existentes nesse clube, oito são Taurus.

Diversificação geográfica das vendas
Os entendimentos com a SCOPA estão no âmbito do planejamento estratégico da Taurus no sentido de avançar no mercado internacional, principalmente em países com expressivo crescimento e grande potencial, como foi o caso também da Índia pois, assim, a empresa amplia a diversificação geográfica de suas vendas. 

Ocupando novos e importanters nichos mercadológicos, a Taurus visa ter uma posição de proeminência nessas regiões, pois pode oferecer um portfólio completo, adequado, tecnológico e com custo/benefício imbatível, capaz de atender as mais diversas necessidades das forças armadas e de segurança, além dos civis aficionados por esses tipos de armamento. 

Saiba mais:
- Dos 5 países que mais importaram armas em 2022, 4 estão nas regiões onde a Taurus atuará em 2024

- Taurus avança no mundo e produzirá em três dos cinco países que mais investem em Defesa

- Conheça a SCOPA Defense, empresa saudita que fez acordos com Avibras, Taurus...

- CEO de Defesa e Segurança da SCOPA comenta o acordo assinado hoje com a Taurus

- Taurus e SCOPA firmam acordo para avaliar criação de fábrica de armas na Arábia Saudita

 

20 junho, 2023

Fortalecendo os laços bilaterais de defesa: explorando a autonomia tecnológica e a colaboração entre Brasil e Índia

Em conversa exclusiva com o Financial Express Online, o General Luis Antônio Duizit Brito, (Ex) Secretário da Divisão de Produtos de Defesa no Brasil, destaca o crescente relacionamento entre o Brasil e a Índia no setor de defesa.


*Financial Express, por Huma Sddqui - 20/06/2023

Com foco na promoção da autonomia tecnológica e no fortalecimento das indústrias de defesa, um ex-oficial do Exército Brasileiro compartilhou insights sobre o relacionamento crescente entre a Índia e o Brasil no setor de defesa.

Em conversa exclusiva com o Financial Express Online, o General Luis Antônio Duizit Brito, (Ex) Secretário da Divisão de Produtos de Defesa no Brasil, destaca o crescente relacionamento entre o Brasil e a Índia no setor de defesa. Com foco na promoção da autonomia tecnológica e no fortalecimento das indústrias de defesa, General Brito discute o potencial de colaboração, os desafios enfrentados e o papel que desempenhou no estabelecimento de joint ventures entre empresas brasileiras e indianas.

O primeiro encontro do General Duizit Brito com a Índia ocorreu durante sua missão em Lucknow em janeiro de 2020. Essa experiência despertou sua compreensão da crescente importância da Índia e dos interesses mútuos que ambas as nações compartilhavam no fortalecimento de suas indústrias de defesa. Com 45 anos de carreira no Exército Brasileiro, sua expertise em artilharia, munição e manutenção de aeronaves aprofundou ainda mais sua perspectiva.

Questionado sobre o interesse de empresas brasileiras na Índia e sobre os produtos apresentados durante uma mostra de defesa no Brasil, o general Brito destacou a vasta capacidade tecnológica do Brasil. Ele destacou a importância da busca da autonomia tecnológica de cada país para resguardar sua soberania. Expressando admiração pela indústria de defesa da Índia, ele enfatizou o potencial para uma colaboração frutífera entre as duas nações.

Seu papel no estabelecimento de duas joint ventures
O oficial do Exército Brasileiro tem um papel fundamental no estabelecimento de duas grandes joint ventures entre empresas brasileiras e indianas, a saber, a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) Brasil e a Taurus Armas SA. A CBC é a segunda maior fabricante de munições do mundo e tem uma joint venture com a Stumpp Schuele & Somappa Índia (SSS Defence).

A Financial Express Online informou anteriormente sobre o acordo de joint venture entre a Taurus Armas SA, do Brasil, e a Jindal Defense, parte do OP Jindal Group. Esta joint venture está relacionada à fabricação de armas pequenas (armas leves) na Índia.

Ele destacou os desafios iniciais impostos pelas diferenças de cultura, leis e estruturas organizacionais. No entanto, apesar de enfrentar obstáculos durante a pandemia do COVID-19, ambas as parcerias prosperaram e contribuíram para aumentar as capacidades de defesa do Brasil e da Índia. Essa colaboração não apenas fortaleceu as indústrias de defesa, mas também promoveu uma amizade de longa data entre as duas nações.

Explorando outras vias de colaboração, o General Duizit Brito sugeriu áreas potenciais como fabricação de aeronaves, satélites, controle espacial, guerra eletrônica, defesa cibernética e integração e intercâmbio de matérias-primas. Reconhecendo os desafios de estabelecer fábricas idênticas em ambos os países, ele destacou a importância de alavancar os pontos fortes de cada país para promover uma troca saudável de recursos e evitar embargos.

Respondendo a uma pergunta sobre a presença de empresas indianas de defesa no Brasil, ele reconheceu os avanços no estreitamento das relações comerciais entre os dois países. Ao focar na generalização da indústria de defesa, ele destacou as parcerias existentes em outros setores, inclusive automobilístico e outros. Ele expressou otimismo para o crescimento contínuo da colaboração entre Brasil e Índia, construindo sobre a base sólida de amizade e valores compartilhados.

Cooperação Naval
A uma questão específica relacionada com a cooperação naval, especialmente os programas de desenvolvimento de submarinos, absteve-se de aprofundar as especificidades dos projetos estratégicos, mas enfatizou a importância de conversas honestas e abertas entre os governos. Ele incentivou o diálogo sustentado e destacou o potencial de colaboração em diversas áreas além da defesa, como ciência e tecnologia.

Papel dos BRICS
Ele destacou o papel positivo desempenhado pelos BRICS na facilitação dos diálogos e no fortalecimento dos laços econômicos entre o Brasil e a Índia. O General Brito falou sobre a importância da comunicação contínua, abrindo caminho para iniciativas conjuntas e avanços em diversos setores.

Quando questionado sobre suas futuras visitas à Índia, ele expressou seu desejo sincero de retornar, não apenas para compromissos relacionados ao trabalho, mas também para explorar a rica cultura da Índia e abraçar o calor de seu povo. Ele valoriza as semelhanças de valores e amizade entre as duas nações e espera que a intervenção divina torne sua visita uma realidade.

As percepções do General Brito sobre a colaboração de defesa Brasil-Índia destacaram o potencial para parcerias estratégicas, aumento das capacidades tecnológicas e as aspirações compartilhadas de duas nações com o objetivo de garantir sua soberania nacional por meio da cooperação e amizade mútuas.
 

18 maio, 2023

Taurus busca expandir vendas internacionais na FEINDEF, na Espanha


*LRCA Defense Consulting - 18/05/2023

A Taurus, multinacional brasileira e maior vendedora de armas leves no mundo, está presente na Feira Internacional de Defesa e Segurança - FEINDEF, importante evento de Defesa e Segurança realizado em Madri, na Espanha, entre os dias 17 e 19 de maio de 2023.

Na abertura oficial, o estande da Taurus recebeu a visita de representantes da Guarda Civil e do Exército da Espanha, da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD), além de diversas outras autoridades.

Esta é a 3ª edição da feira e a previsão de público é de mais de 100 delegações internacionais ao longo dos três dias de exposição.

Dando continuidade a estratégia da Taurus, a participação da fabricante no evento é uma oportunidade para expandir as vendas internacionais e gerar mais negócios para o Brasil. Além de ampliar relacionamentos com governos, militares e a indústria de defesa e segurança, assim como conhecer as novidades no setor e expor/compartilhar as tecnologias e inovações que estão sendo desenvolvidas pela companhia.

A Taurus é pioneira na área de segurança e defesa no mundo a adotar a pauta ESG (sigla em inglês para “ambiental, social e governança corporativa”) e a divulgar um Relatório de Sustentabilidade, visando trazer impactos positivos para a sociedade, para o meio ambiente e para os negócios. 

A empresa vem investindo muito no desenvolvimento de novos produtos, com a utilização de materiais inovadores, tecnologia incorporada e processos eficientes de produção, assim como na capacitação das pessoas, tornando o portfólio da marca ainda mais completo e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas do mundo, preparado para atender a todas as necessidades dos consumidores.


Portfólio de produtos
Na FEINDEF, a Taurus apresenta o seu amplo portfólio de produtos que são sucesso no cenário nacional e internacional, além de diversos lançamentos.

Os visitantes encontram em exposição, no segmento de pistolas, a premiada microcompacta GX4, que conquistou o cobiçado prêmio Handgun of the Year 2022 da revista norte-americana GUNS & AMMO, e a nova pistola GX4 XL T.O.R.O (Taurus Optic Ready Option), versão que permite receber miras ópticas e que compõe a inovadora plataforma modular de pistolas Taurus.

A marca expõe também as conceituadas pistolas TS9, TH9 e suas versões compactas, além da família G3, entre elas a G3 T.O.R.O, G3 Tactical e a compacta G3c.

Na linha de armas longas, estão expostos modelos reconhecidos mundialmente, como as diversas versões do fuzil Taurus T4, no calibre 5.56 com cano de 14,5”, 11,5” ou 7,5”, e no calibre .300BLK com cano de 9”. A empresa expõe também o novo fuzil T10, considerado o mais leve do mercado, com apenas 3,96 kg (sem o carregador) e 4,12 kg (com o carregador).

A Taurus apresenta ainda as primeiras versões de sua linha de supressores (ou silenciadores) de alto desempenho e multicalibre, voltada para a melhor performance dos profissionais de operações táticas e especiais, entre eles os modelos ST M210 e ST M183.

Serviço:
FEINDEF 2023 – Feira Internacional de Defesa e Segurança
Data: 17 a 19 de maio de 2023.
Local: IFEMA MADRID – Avda. del Partenón, 5. Madrid – Espanha.
Localização do estande da Taurus: C12 – pavilhão 8.
Mais informações em www.feindef.com/index.php/es/

17 maio, 2023

Após trimestre "fora da curva", Taurus voltará à normalidade muito positiva, afirma CEO


*LRCA Defense Consulting - 17/05/2023

Em lives com a Sara Invest, com a Eleven Financial Research e com a BM&C News (hoje, vídeo abaixo), o CEO Global da Taurus tranquilizou os investidores, os lojistas e os colaboradores da empresa, explicando a conjuntura que levou o 1T23 a ser, nas suas palavras, "um trimestre fora da curva" e afirmando que os próximos trimestres retornarão à normalidade muito positiva que é característica da empresa.

Primeiro trimestre de 2023
Houve parada total de 18 dias em janeiro, devida às primeiras férias coletivas de 30 dias que a empresa concedeu, motivada pela implantação  de um novo SAP e pela necessidade de diminuição dos estoques nos EUA. Assim,  a produção foi menor, mas ainda igual ao 4T22. Obviamente, isso resultou, por consequência, em uma menor margem bruta.

Não aconteceu um aumento real de despesas operacionais, mas injunções conjunturais com relação ao 1T22 que impossibilitam uma comparação direta entre os trimestres. Além de a variação cambial ter pesado, a partir de agora não deverá se repetir a variação com despesas financeiras. Foi um trimestre totalmente atípico, com injunções extraordinárias de mercado que não devem acontecer nos próximos, afirmou o principal executivo da empresa.

Salesio comentou que em virtude das inovações em maquinários, digitalização e racionalização de processos, a Taurus praticamente acabou com o oneroso 3º turno, possibilitando também diminuir a mão de obra e ainda manter uma produção similar a do quarto trimestre de 2022.

Apesar de o resultado do 1T23 ter decepcionado os investidores, o CEO afirmou que a empresa está sólida, continua gerando caixa, diminuiu seu endividamento e levou a alavancagem para meros 0,15x, tendo estratégias bem definidas para os próximos trimestres.

Expectativas para os demais trimestres
Salesio informou que a cadeia de lojistas no Brasil está sem estoques, que foram sobrecomprados (antecipação de compras) no final do ano com receio do novo governo que entraria. Na última semana de maio, deverá ser publicado um decreto definitivo sobre armas e munições, o que trará maior segurança ao mercado. Após isso, novas compras voltarão a ser efetivadas buscando fechar o hiato ocorrido e seguir em uma nova normalidade, haja vista que as autorizações já concedidas estão pendentes e o calibre 9mm está e deverá ser mantido, fato este que é muito significativo.

Em virtude da nova conjuntura nacional, o mercado americano - maior do mundo para armas leves - será prioritário, voltando a ser alvo de vendas próximas a 80% da produção brasileira.

A equipe de inteligência de mercado da Taurus prevê que, nos EUA, a demanda de 2023 será muito parecida com a de 2020. No entanto, hoje a empresa se encontra em outro patamar, já que tem preço médio de US$ 250,00 (US$ 150,00 em 2020), maior portfólio, armas com maior valor agregado e maior participação no mercado (market share).

A estratégia da companhia com relação ao aumento na produção de revólveres está se mostrando muito acertada, haja vista que os consumidores dos EUA estão comprando muito esse tipo de arma. Com isso, a Taurus  dobrou a produção de revólveres no ano, passando de 700 para quase 1400 armas por dia.

Segundo Salesio, está previsto um reajuste de preços para o mercado nacional em meados deste ano, a fim de adequá-los à variação do IGPM.

O CEO da Taurus revelou que o programa de recompra de ações e o pagamento de novos dividendos serão aprovados na próxima reunião do Conselho de Administração. Esta Consultoria acredita que se esta for ordinária (Art. 25 do Estatuto), provavelmente será em meados de junho; se for extraordinária, poderá ocorrer a qualquer momento.


Índia
Com relação à Índia,  os executivos informaram que a joint venture já foi oficialmente efetivada pelo governo do país, ou seja, a burocracia societária está finalizada e a Taurus já é oficialmente sócia do Grupo Jindal, faltando agora somente as duas últimas licenças necessárias. Assim que forem liberadas, a empresa já começará a produzir.

A megalicitação de fuzis está em pleno andamento, com a entrega de uma completa documentação em 02 de maio, apresentada em quase 900 páginas.  Entre agosto e setembro, haverá demonstração com uma arma já contendo 40% de componentes fabricados no país. Salesio acredita que várias das 14 outras empresas deverão ser desclassificadas na fase de análise documental (até o início de junho), por não terem a infraestrutura e/ou as condições técnicas necessárias. O certame deverá ser finalizado no último trimestre do ano.

A empresa também já prospectou licitações para o mercado policial que totalizam quase 200 mil armas, entre fuzis, submetralhadoras e pistolas. Estas são também muito importantes, pois há condições de obter melhores margens.

Arábia Saudita
No que diz respeito ao novo negócio na Arábia Saudita, Salesio explicou que o processo deverá ser semelhante à parceria realizada na Índia, ou seja, por meio de transferência de tecnologia. Informou também que, recentemente, uma delegação saudita veio a São Leopoldo conhecer e testar alguns produtos Taurus e que tudo foi muito bem sucedido, não podendo tecer maiores comentários sobre o assunto por uma questão de sigilo comercial.

Law Enforcement (agências de aplicação da lei americanas)
O CEO afirmou que 2023 é ano em que a Taurus entrará no mercado de Law Enforcement nos EUA, possivelmente pela aquisição ou parceria com uma empresa do país que já tenha tradição nesse mercado. A empresa pretende disputar as licitações com armas longas (T4 e T10) e curtas (plataforma TS9 e plataforma GX4). Observou também que as agências costumam trocar suas armas a cada 7,5 anos, o que proporciona ótimas oportunidades em licitações frequentes, pois existem muitas agências no país.

Novos lançamentos
Com visível entusiasmo, Salesio anunciou que a Submetralhadora SMG - uma inovadora e disruptiva arma com grafeno, nióbio, polímero de fibras longas, Cerakote Graphene, sem parafusos e de peso diminuto - será lançada no 2º semestre, com possibilidade de revolucionar o mercado mundial desse tipo de arma.

MIM, terrenos e capacetes

Até o final de 2023, a empresa produzirá 50% do composto MIM que necessita para injetar suas armas (hoje já é 20% nacional e 80% europeu). Além de uma grande economia de custos, isso representa o domínio da tecnologia de produção e a total independência em relação aos dois únicos produtores mundiais do produto.

Dos dois grandes terrenos em Porto Alegre que estão à venda (fábrica antiga), um deles já teve concluída a descontaminação do solo/água, o que deverá facilitar sua alienação.

A fábrica de capacetes continua em stand by para venda por uma boa proposta. No entanto, como é lucrativa, foi reincorporada à contabilidade da empresa e assim ficará até ser alienada.

Finalizando, o CEO Global da Taurus afirmou que 2023 será um ano desafiador, mas pleno de novas oportunidades, que o 1T23 foi realmente "fora da curva" e que os próximos trimestres retornarão à normalidade muito positiva que é característica da empresa.

15 maio, 2023

Taurus: queda no lucro, margem bruta elevada, vendas maiores que antes da pandemia e excelentes perspectivas


*LRCA Defense Consulting - 15/05/2023

A Taurus Armas S. A. divulgou hoje seus números referentes ao 1T23, trazendo resultados em linha com os esperados por analistas, haja vista a indefinição do mercado doméstico no período e a estabilização no mercado americano, mesmo que em patamares superiores à época pré-pandemia.

Vendas superiores ao 4T22 e ao período pré-pandemia
Em suas duas unidades industriais, no Brasil e nos EUA, a empresa produziu o total de 331 mil armas no trimestre, volume 42,4% inferior ao verificado no mesmo trimestre de 2022, mas superior em 0,9% ao volume registrado no 4T22.

Como reflexo dessas condições, o volume de vendas da Taurus no 1T23, de 352 mil unidades de armas, diminuiu 31,9% em relação a igual período do ano anterior e 17,1% ante o 4T22, principalmente em razão das vendas no mercado doméstico, que foram impactadas pela indefinição com relação à regulamentação sobre armas no País nesse trimestre.

No mercado norte-americano, o volume de vendas de armas diminuiu em 23,8% quando comparado ao 1T22, mas se manteve basicamente estável (redução de -0,3%) ante o trimestre imediatamente anterior.

No entanto, quando consideramos o volume de vendas do mesmo período de 2019, antes do início do “boom” da demanda nos EUA (pandemia, eleições e distúrbios civis), as vendas do 1T23 apresentam alta de 2,3%.

Redução no lucro causada pelas condições do mercado
Em armas & acessórios, a receita operacional líquida teve evolução negativa de 34,4% no 1T23 ante igual trimestre do ano anterior, e é resultado do menor volume de vendas. A receita de capacetes foi R$ 21,1 milhões, inferior em 4,1% à registrada no 1T22, enquanto que a receita proveniente da venda de M.I.M. foi de R$ 4,3 milhões, o que indica alta de 59,3%, no mesmo período de comparação. No trimestre, o preço médio de vendas foi de R$ 1.215,00.

A menor receita líquida registrada no 1T23 ante o 1T22 se refletiu na redução de 47,3% do lucro bruto, que totalizou R$ 176,4 milhões no 1T23. Mesmo assim, a margem bruta foi de 38,9%, mantendo bom nível de rentabilidade.

O lucro líquido foi de R$ 35,4 milhões no trimestre, ante R$ 195,0 milhões em igual trimestre de 2022 e de R$ 121,0 milhões no 4T22. O resultado do 1T23 foi impactado pelas condições de mercado, com consequente redução das vendas, principalmente no mercado nacional, e da receita operacional, com menor diluição de custos e despesas.

Forte geração de caixa e Ebitda superior ao período pré-pandemia
A eficiência operacional da Taurus se confirma ao verificar que a rentabilidade bruta da Companhia, com margem de 38,9%, continua se mantendo à frente da obtida por empresas norte-americanas do setor que divulgam seus resultados, já que também têm suas ações listadas em bolsa de valores. No 1T23, a margem bruta da Ruger foi de 25,8% e Smith & Wesson, considerando o trimestre de novembro/22 a janeiro/23, de 32,4%.

A geração de caixa medida pelo Ebitda ajustado no 1T23 foi de R$ 65,3 milhões, resultado 73,0% inferior ao apurado no mesmo trimestre de 2022. Ainda assim, a Companhia mantém sua característica de forte geradora de caixa.

Considerando o primeiro trimestre dos últimos anos, o Ebitda ajustado do 1T23 foi inferior apenas aos registrados nos anos de 2020 e 2021, período no qual o mercado, especialmente nos EUA, maior mercado mundial de armas, estava com demanda atípica e extremamente aquecida.

Menor endividamento e alavancagem inexpressiva de apenas 0,15x
No 1T23, a dívida bruta bancária da Taurus foi reduzida em R$ 59,2 milhões, totalizando R$ 429,0 milhões ao final de março. Ao mesmo tempo, a Companhia seguiu ampliando sua posição de caixa e aplicações financeiras, que era de R$ 334,8 milhões em 31/03/2023, superior em 1,9% ante o saldo registrado no encerramento do exercício de 2022. Assim, o endividamento bancário líquido em 31/03/2023 era de R$ 94,2 milhões, tendo sido reduzido em 40,9% (R$ 65,4 milhões) ao longo do 1T23.

A forte geração de caixa dos últimos anos permitiu a contínua redução do saldo da dívida, ao mesmo tempo que financiava a operação e os investimentos voltados para modernização e crescimento dos negócios. Com isso, atualmente a Taurus apresenta perfil financeiro bastante confortável, com baixo endividamento. Tomando por base o Ebitda dos últimos 12 meses encerrados em 31/03/23, o grau de alavancagem financeira era de 0,15x ao final do 1T23.

Perspectivas para 2023
Apesar de os números do trimestre não serem muito empolgantes, dadas às condições do mercado, a Taurus tem excelentes perspectivas para o ano em curso.

Índia
Em 2 de maio, foi entregue a proposta para a licitação do Ministério da Defesa da Índia de 425 mil fuzis, maior licitação de fuzis já realizada no mundo. Segundo informações desse Ministério, além da Taurus, outras 14 empresas se candidataram e as documentações serão avaliadas no prazo de 30 dias.

Ainda na Índia, além dos 425 mil fuzis que estão sendo licitados com a participação da Taurus, a empresa informou anteriormente que foi prospectada a possibilidade de mais de 44 mil armas táticas e 90 mil pistolas, existindo ainda outras oportunidades de mais de 55 mil armas.

Arábia Saudita
Juntamente com a CBC, a Taurus poderá fechar em breve um grande negócio na Arábia Saudita, passando a fornecer seus produtos para um dos maiores compradores de armas do mundo e utilizando esse país como base de exportação para mercados hoje inacessíveis para ambas.


Law Enforcement nos EUA
A Taurus hoje se apresenta como uma empresa sólida com modelo de gestão consolidada e focada no futuro, perseguindo sempre se manter como a maior fábrica de armas leves do mundo, seja por crescimento da demanda, pela sua competência de rapidamente se adaptar às tendências, ou por meio de aquisições e parcerias, principalmente focando o mercado de “law enforcement”, uma estratégia para acessar novo nicho de mercado nos EUA e a entrada em outros mercados policiais no resto do mundo.

Em março, em live realizada com a SaraInvest, o CEO Global da empresa, Salesio Nuhs, e seu CFO, Sérgio Sgrillo Filho, foram quase enfáticos ao afirmar que, neste ano, a Taurus buscará uma parceria, joint venture ou gestão de operação com uma empresa americana que já tenha tradição em Law Enforcement, a fim de facilitar o ingresso nesse enorme mercado, tanto nos EUA como no resto do mundo. Acessoriamente e em termos de novidade, os executivos comentaram que isso também será uma opção premium para o consumidor civil que busca utilizar as armas de uso policial, o que representa outro mercado totalmente novo.

Em outra live da mesma época, desta feita com a equipe da Eleven Financial Research, Salesio Nuhs, com bastante entusiasmo, explicou o posicionamento da companhia com relação ao enorme e promissor mercado americano de Law Enforcement, onde ela ainda não atua. No final de sua explanação sobre o assunto, Salesio afirmou que "já, já a gente vai ter novidades nesse segmento".


Primeira empresa estratégica de defesa ESG
Em prestigiada live ocorrida no dia 02 de maio e transmitida ao vivo no YouTube, a Taurus Armas S.A. apresentou o seu 1º Relatório de Sustentabilidade e promoveu um painel abordando o tema ESG. Na oportunidade, a empresa comunicou seus esforços e conquistas em relação à gestão social, ambiental e de governança, ou seja, na consolidação de suas ações quanto à pauta ESG.

A divulgação do relatório ESG celebra uma nova etapa na história da companhia, em que a Taurus se consolida como a primeira empresa estratégica de defesa ESG.  

Na visão do CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, a pauta ESG é uma ação estratégica, que traz impactos positivos para a sociedade, para o ambiente e para os negócios, e irá agregar nos resultados da companhia, com ganhos como: reduções nos resíduos e nos consumos de energia e de água, redução dos custos e aumento da produtividade por meio da capacitação dos profissionais e de ambientes revitalizados.

Além da imensa gama de benefícios proporcionados pelo comprometimento da Taurus com a pauta ESG, o fato poderá destravar o investimento de grandes fundos internacionais que tenham como objetivo investir em empresas com tal qualificação.

Dividendos complementares e recompra de ações
Na AGO realizada em 28/04/2023 foi aprovada a criação de reserva estatutária no valor de R$ 304.701.727,29, com várias finalidades, entre as quais a de possibilitar um programa de recompra de ações no âmbito do Plano de Outorga de Ações e a distribuição de dividendos a qualquer momento. A AGO também deu plenos poderes para o Conselho de Administração deliberar, quando julgar interessante, sobre recompra de ações e pagamentos mais frequentes de dividendos.

Como é bastante provável que, dos R$ 304 milhões, uma parcela seja destinada ao Programa de Recompra de Ações, esta Consultoria estima que o valor dos dividendos complementares, a serem pagos ainda neste ano, possa se situar entre R$ 1,50 e R$ 1,80.



 





27 abril, 2023

Arábia Saudita está priorizando a cooperação militar-industrial com o Brasil? Akaer, Avibras, CBC, Embraer, Taurus...

HE Khalid A. Al-Falih, Ministro do Investimento da Arábia Saudita, visita o estando da CBC e Taurus durante a 1ª edição do World Defense Show em Mar 22 em Riyadh, na Arábia Saudita

*LRCA Defense Consulting - 27/04/2023

De acordo com o portal Tactical Report, especializado em relatórios de defesa (pagos) com ênfase em países árabes, espera-se que o Ministério da Defesa saudita inicie negociações com várias empresas brasileiras de defesa para diversificar o fornecimento de armas do Reino da Arábia Saudita. Além disso, segundo a fonte, o Reino considera prioritária a cooperação militar-industrial com o Brasil.

Visão 2030 - o grande plano saudita de 15 anos
O Plano Visão 2030, anunciado pelo governo saudita em 2015, mudou economicamente a Arábia Saudita nos últimos anos e é esperado que continue mudando.

Até 2015, o petróleo respondia por cerca de 75% das receitas orçamentárias, 40% do PIB e 90% das receitas das exportações. O "vício do ouro negro" acostumou os sauditas a comprar tudo o que precisavam, pois sempre houve dinheiro farto e era muito mais barato importar do que produzir localmente.

No entanto, o atual governo vislumbrou que o país não poderia manter a dependência da renda petroleira e o enorme gasto público diante de um cenário de grandes mudanças que estão acontecendo no mercado energético internacional (variações enormes nos preços do petróleo, surgimento de fontes alternativas não poluentes e política mundial contra o uso de combustíveis fósseis) e de tendências demográficas que indicam aumento significativo no número de sauditas em idade produtiva até 2030.

A ascensão do príncipe Mohamed Bin Salman (conhecido como MbS) no cenário político saudita e o declínio dos preços do petróleo em 2014 incentivaram o desenvolvimento do plano como meio de abandonar ou, pelo menos, diminuir grandemente essa dependência e diversificar a atividade econômica, abrindo amplamente as portas para o envolvimento de um setor privado ativo e facilitando a entrada dos investimentos estrangeiros no país. Assim, um dos pilares do Visão 2030 é justamente transformar a Arábia Saudita em um centro de investimentos globais.

Segundo análises, a elevação de produtividade por meio da reforma econômica permitirá ao país duplicar seu PIB e criar até 6 milhões de novos empregos até 2030. Com as reformas, Riad pretende elevar sua renda não petroleira, de US$ 43,6 bilhões em 2015 para US$ 267 bilhões em 2030.

Setor de Defesa no Plano Visão 2030
A Arábia Saudita é um dos principais compradores de armas do mundo. Foi o maior importador de armamento entre 2010 e 2014, com 5% das aquisições mundiais. O país possui as forças armadas mais poderosas do Golfo Pérsico, com cerca de 478 mil combatentes na ativa (de um total de 688 mil integrantes), compreendendo o exército, a força aérea e a marinha de guerra, além de unidades de defesa antiaérea, brigadas da Guarda Nacional e paramilitares.  

O país gasta 25% do seu orçamento, ou pelo menos US$ 88 bilhões, com suas forças armadas. Em 2019, operou o terceiro maior orçamento militar do mundo, caindo para o nono lugar em 2020, efeito colateral da queda brutal nos preços do petróleo durante a pandemia.

O príncipe Salman, que também é ministro da Defesa, anunciou que o país buscará desenvolver sua própria indústria bélica como parte do plano de reformas. O primeiro passo nesse sentido foi associar a assinatura de contratos no exterior ao desenvolvimento da indústria local.

"A partir de agora, o Ministério de Defesa, assim como outros órgãos militares e de segurança, só fecharão contratos com provedores estrangeiros se estes estiverem vinculados à indústria local", disse Salman. "Vamos reestruturar vários de nossos contratos militares para atá-los à indústria saudita."

Em fevereiro de 2021, o governador da GAMI - Autoridade Geral para Indústrias Militares saudita, Ahmed bin Abdulaziz Al-Ohali, afirmou que o país iria investir mais de US$ 20 bilhões em sua indústria de defesa local pelos próximos 10 anos. O objetivo é desenvolver e fabricar mais armas e sistemas militares domesticamente, com o objetivo de gastar 50% do orçamento militar localmente até 2030.

Assim, nessa sensível área, onde quase tudo era importado, principalmente dos Estados Unidos, o foco dos sauditas passou a ser o desenvolvimento da sua indústria de defesa, com a produção de armamentos, equipamentos e aeronaves militares, para atingir a autossuficiência na área e aumentar as exportações para os seus parceiros regionais, haja vista que a presença de indústrias estrangeiras permite a obtenção de know-how e a transferência de tecnologia para a economia local.

Nesse campo, o Plano Visão 2030 muito se assemelha às iniciativas Make in India (Fazer na Índia) e Atma Nirbhar Bharat (Índia Autossuficiente), ambas do governo da Índia.

Empresas brasileiras de Defesa presentes ou com interesses na Arábia Saudita

Taurus Armas e CBC

Em 22 de março deste ano, o CEO Global da Taurus Armas S.A., Salesio Nuhs, informou que, durante a recente Feira em Abu Dhabi (IDEX 2023), surgiram boas perspectivas de crescimento no mercado da Arábia Saudita e Emirados, deixando implícito que a empresa está próxima de fechar um importante negócio nessa região.

Em 30 de dezembro de 2021, a Taurus Armas S.A. já havia celebrado um contrato para constituição de joint venture com sua coligada Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), como parte das estratégias de internacionalização de suas operações visando fomentar negócios e oportunidades na Arábia Saudita.

Com o nome de Companhia Brasileira de Cartuchos Taurus Arabia Holding, LLC., a  joint venture tem como principal objetivo possibilitar a busca e antevisão mais eficiente de oportunidades de negócios neste mercado relevante, especialmente considerando os planos do governo do país para estabelecer uma base industrial de defesa local, no âmbito da estratégia denominada “Visão 2030”.

O estabelecimento de uma subsidiária na Arábia Saudita e o interesse da Taurus e da CBC na região estão em consonância com os planejamentos estratégicos das duas empresas, haja vista que o mais rico, poderoso e estratégico país do Oriente Médio passou a desenvolver uma política industrial de defesa bastante similar à da Índia, onde ambas já possuem fábricas.

Localização estratégica reúne Arábia Saudita, Índia e Filipinas na importante e promissora região do Oriente Médio e  Indo-Pacífico

Embraer
Em entrevista ao portal Defense Here, em 26/04/2023, o CEO da Embraer Defesa e Segurança, Bosco da Costa Junior falou sobre os mercados de interesse da Embraer onde destacou a região do Oriente Médio, dizendo “Temos nosso escritório em Dubai desde 2009. Então vemos esta região, a região do Oriente Médio, como uma região muito importante e muito estratégica para a Embraer”. Ele também afirmou que a Embraer está buscando fortalecer suas parcerias com os países da região e ajudá-los a localizar tecnologias, acrescentando que “estamos buscando oferecer nossas soluções para a Arábia Saudita e também para os Emirados”.

Grupo Edge (estatal dos Emirados Árabes Unidos)
A região MENA (sigla em inglês que se refere a regiões do Médio Oriente e Norte da África), e o Golfo em particular, é um mercado natural para o Grupo EDGE, que participou do Riyadh World Defense Show inaugural em 2022, com seu presidente executivo Faisal Al Bannai dizendo que “a Arábia Saudita é um mercado estratégico fundamental para a empresa".

O EDGE fez parceria com a Saudi Arabian Military Industries (SAMI) no passado: em 2021, sua subsidiária NIMR assinou um acordo com a SAMI para a produção de veículos militares na Arábia Saudita.

Na LAAD 2023, ocorrida recentemente no Rio de Janeiro, o Grupo Edge realizou várias parcerias com empresas brasileiras do setor de defesa, a saber:
- com a Akaer: parceria estratégica para a área de Defesa e Aeroespacial. As duas companhias assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) com o objetivo de desenvolver e produzir sistemas e equipamentos de altíssima tecnologia no setor de aeroespaço e defesa em ambos os países;
- com a Kryptus: parceria para colaborar para aprimorar os recursos de comunicações cibernéticas e seguras e buscar oportunidades estratégicas nos mercados de tecnologia avançada e defesa;
- com a SIATT: MoU para cooperar no domínio de armas inteligentes;
- com a Condor, especialista em tecnologias não letais do Brasil, para combinar as capacidades das empresas e buscar conjuntamente oportunidades de negócios nos mercados dos Emirados Árabes Unidos e do Brasil. O MoU com a Condor já foi assinado por Marcos Degaut.

Akaer
Também na LAAD, a Akaer, empresa brasileira com mais de 30 anos de atuação no desenvolvimento de tecnologias de ponta para os setores de Defesa e Aeroespacial, além da parceria com o Grupo Edge, promoveu uma outra com a empresa saudita Intra Defense Technologies para o desenvolvimento de drones naquele país.  As duas companhias estabeleceram um contrato para o desenvolvimento de veículos aéreos não tripulados (UAVs, na sigla em inglês) de grande porte para inicialmente atender as necessidades da Arábia Saudita. O projeto, no entanto, poderá se estender para outros países e regiões.

Atualmente, a Intra opera UAVs na Arábia Saudita com grande sucesso, acumulando mais de 4 mil horas de voo em diferentes missões. A empresa parceira desenvolveu dois UAVs VTOL (que realizam pouso e decolagem /verticais), um dos quais foi exposto na LAAD Defense & Security.

Militares brasileiros integrantes do Projeto Estratégico ASTROS 2020 em um intercâmbio sobre artilharia de mísseis e foguetes com o Exército da Arábia Saudita em 2014

Avibras
A Avibras exportou o Sistema Astros II para a Arábia Saudita em meados dos anos 80. Em novembro de 1985, a empresa fechou contrato para o fornecimento de dez baterias Astros II em um negócio de US$ 389 milhões, e esse país chegou a utilizá-lo na 1ª Guerra do Golfo contra as forças iraquianas, sob comando da coalizão liderada pelos Estados Unidos, com grande sucesso.

Enfrentando agora uma delicada situação financeira, um pesado investimento saudita poderia ser muito bem-vindo para a Avibras.


 

Postagem em destaque