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10 dezembro, 2020

CBC estrutura nova fábrica no Paraguai e estuda unidade na Georgia (EUA)


*LRCA Defense Consulting - 10/12/2020

Em Comunicado divulgado hoje sobre a questão da isenção do imposto de importação para pistolas e revólveres, a ANIAM - Associção Nacional da Indústria de Armas e Munições revelou que a CBC - Companhia Brasileira de Cartuchos está estruturando uma nova fábrica de munições no Paraguai e estuda a montagem de uma unidade fabril também no estado da Georgia (EUA).

O fato, além das novidades em si, revela também que a aproximação física e comercial da CBC com a Taurus (empresas do mesmo grupo) no exterior irá além da Índia, onde ambas estabeleceram joint ventures com empresas indianas para lá fabricar seus produtos, estendendo-se agora ao estado americano da Georgia, onde a Taurus já possui uma unidade fabril.

Aniam emite nota sobre decisão do governo de zerar o imposto de importação para algumas armas

 


*LRCA Defense Consulting - 10/12/2020

A Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam) emitiu nota nesta data, posicionando-se sobre decisão do governo de zerar o imposto de importação para pistolas e revólveres.

Segue a íntegra:

"A Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam) esclarece que recebe com grande preocupação a publicação da Resolução GECEX n° 126, de 08 de dezembro de 2020, que reduz a zero a alíquota de importação de pistolas e revólveres.
 
Sabemos que a carga tributária brasileira é alta, ainda mais para produtos como armas de fogo e munições, e que qualquer redução desta carga é bem-vinda. Contudo, ações isoladas, realizadas sem o devido aprofundamento, ao invés de beneficiar, podem causar graves prejuízos, não só para a indústria nacional, mas também para o comércio e até mesmo para consumidores. Tudo isso, ainda sem considerar os impactos em um setor extremamente estratégico para a Defesa do País.

Existe no Brasil uma assimetria em favor das indústrias estrangeiras do setor de produtos de defesa, decorrente da falta de isonomia tributária e regulatória, estabelecendo assim uma concorrência desleal. O favorecimento generalizado de importações, sem garantir isonomia com as indústrias aqui instaladas, é um incentivo a que, em vez de investir e continuar produzindo aqui, as empresas se instalem em outros lugares e exportem para o nosso País.

Recentemente, em razão da situação narrada, a nossa associada, a empresa Taurus Armas S.A., sediada na cidade de São Leopoldo/RS, tomou a decisão de transferir duas linhas de montagem das pistolas TS9 e G2C para a nova e moderna planta da Taurus nos Estados Unidos, na cidade de Bainbridge-GA, que inclusive está sendo ampliada. Essa decisão foi inevitável para que a empresa pudesse manter a competitividade. Ainda, a Taurus está importando da sua fábrica dos EUA o modeloTX22 e lançará, no início do ano, o modelo GX4, uma evolução da familia G, que também será produzido nos EUA. Além das medidas mencionadas, Taurus passará, em breve, a produzir armas na Índia. Outra associada, a Companhia Brasileira de Cartuchos, uma das maiores empresas de munição do mundo, está estruturando fábricas no Paraguai e índia, e estudando a abertura de nova empresa também na Georgia, nos Estados Unidos.

Agora, lamentavelmente, a medida publicada hoje irá acelerar o processo de priorização e investimentos nas fábricas da Taurus nos EUA e na índia, em detrimento aos investimentos que iriam gerar mais empregos e riquezas para o Brasil. O que é muito ruim para o Brasil e para os brasileiros, em especial neste momento de grande crise econômica, pois afetará a geração de empregos e a arrecadação de impostos e, por outro lado, irá prejudicar os consumidores, em especial os CACs, que no limite, terão de fazer um processo de importação até mesmo para adquirir um produto que poderia ser adquirido aqui no mercado brasileiro.

Sabemos que um processo de importação não leva menos de 10 (dez) meses para ser concluído e que isto impactará também os milhares de estabelecimentos comerciais e de empregos que dependem da venda de armas nacionais, como Taurus e Imbel, para a sua manutenção e sobrevivência. Estima-se que cerca de 60 mil empregos serão impactados. Esta é uma grande preocupação da Aniam, pois o processo moroso de importação fará com que os lojistas fiquem desabastecidos e não consigam manter seus negócios, acarretando o fechamento de muitos estabelecimentos e mais desemprego.

A medida ainda, impede que outras empresas se instalem no nosso País, já que se apresenta muito mais vantajosa financeiramente, instalar-se em outro país, sem o chamado custo Brasil, e exportar para cá, inclusive com benefícios tributários.

A Aniam, assim como as empresas do setor, não é contrária ao livre comércio e a concorrência, desde que se operem em termos isonômicos e sadios para o País. A importação não pode ocorrer de forma desleal e, em detrimento, das indústrias e empresas que aqui geram empregos e contribuem para o crescimento e fortalecimento do Brasil.

A Aniam, mais uma vez, segue com as medidas necessárias para buscar a pleiteada e imprescindível isonomia entre a indústria nacional e a estrangeira, antes que se apresente tarde demais."
 

Versão elétrica do Agrale Marruá começa a ser testado na Austrália


*Blog do Caminhoneiro, por Rafael Brusque - 08/12/2020

O jipe Agrale Marruá está sendo testado na Austrália, em versão totalmente elétrica, mas rebatizado para Bortana EV. Apesar de mudar de nome, o veículo permanece igual esteticamente. O que muda é que sai o motor diesel e entra um elétrico.

Por isso, o modelo foi escolhido para testes em uma mina subterrânea na Austrália. Ambientes confinados não tem uma circulação de ar suficiente, e a emissão de poluentes pode ser muito perigosa para as pessoas.

Criado para o exército, o Marruá é ideal para o ambiente rigoroso das minas, com alta umidade, salinidade e acidez, que pode destruir qualquer veículo. O Marruá recebe um chassi totalmente selado e revestido, anti-corrosão, com uma cabine totalmente em aço galvanizado, e recebe eixos Dana, ideais para serem adaptados aos motores elétricos.

O motor Cummins é retirado e entra um aparato completamente novo, que deixa o modelo totalmente elétrico. A instalação do sistema é feita dentro do cofre do motor.

Na Austrália, o Marruá chega por US$ 150 mil, e é vendido como Bortana EV por mais de US$ 300 mil. O alcance das baterias é de 120 km, o que é suficiente para a operação dentro da mina.

 

09 dezembro, 2020

Armas: quem perde e quem ganha com a isenção do imposto de importação? Tiro no pé?

 

Reprodução de imagem já publicada em 2019, quando assunto semelhante foi tratado...

 
*LRCA Defense Consulting - 09/12/2020

Considerações iniciais
A Taurus Armas S.A. é uma multinacional brasileira que exporta, principalmente para os EUA, cerca de 85% das armas que produz no Brasil, gerando, por enquanto, mais de 2.600 empregos diretos e milhões de reais em impostos e divisas para o Brasil anualmente.

No início deste mês, apresentou ao público um novo Plano Diretor de cinco anos, onde detalhou sua previsão de expansão para a unidade de São Leopoldo (RS), contemplando uma modernização completa do parque fabril e um aumento de 50% na quantidade produzida, vindo a gerar mais 700 novos empregos diretos.

No Brasil, há um grande número de lojas que revendem armas e/ou prestam assistência técnica a elas, perfazendo cerca de 50.000 empregos diretos. Cerca de 80% do faturamento delas se dá por comercializar produtos da Taurus e prestar serviços relacionados.

A recente zeragem do Imposto de Importação de 20% para pistolas e revólveres tornará menor o custo das armas estrangeiras, embora estas continuem a ser gravadas com outros impostos, como ICMS, PIS/COFINS e IPI. No entanto, a importação de uma arma, hoje, demora cerca de 10 a 11 meses para ser efetivada.

Ao tempo em que é privilegiada a indústria estrangeira com uma desoneração tributária, a nacional não mereceu nenhuma contrapartida, pelo contrário, continua gravada com impostos que chegam a absurdos 73% do valor final de uma arma.

Nos últimos três anos, a Taurus passou por uma forte reestruturação (turnaround) focada na redução de custos e no aumento da qualidade de seus produtos. Esta situação lhe permite, mesmo com a isenção do imposto de importação para as empresas estrangeiras, manter seus preços mais atrativos no mercado brasileiro frente a seus concorrentes internacionais, tal como também acontece nos EUA, onde possui hoje mais de 1,1 milhão de armas em pedidos em carteira, o que representa oito meses de vendas à frente.

Quem perde com a isenção do imposto de importação?
Consultado sobre este novo cenário, o Presidente e CEO Global da Taurus Armas afirmou que a consequência imediata será a transferência de diversas linhas de produção de pistolas e revólveres para os Estados Unidos, a fim de que a empresa possa exportar para o Brasil e se beneficiar dessa isenção, aliando este benefício ao baixo custo de produção que tem naquele país, onde também goza de incentivos fiscais.

Para tanto, a fábrica localizada na Geórgia, inaugurada no final de 2019, foi planejada e dimensionada para rapidamente expandir sua produção, fato que poderá acontecer agora.

O CEO afirmou ainda que, durante o processo de transferência das linhas de produção para o exterior, haverá um hiato produtivo que causará uma significativa escassez de armas no Brasil.

Com isso, perdem os CACs (caçadores, atiradores esportivos e colecionadores) e demais consumidores brasileiros que quiserem comprar uma pistola ou um revólver com custo acessível, pois vão ter que esperar a produção da Taurus nos Estados Unidos e entrar com um pedido de importação de armas, o que significará uma espera de 10 a 12 meses. Concluiu dizendo que o que já era ruim vai ficar pior com relação à burocracia.

Segundo Salésio, perde também a indústria nacional, pois a Imbel não vai ter competitividade para disputar com as indústrias estrangeiras, ou seja, será mais um peso para o governo. Se hoje ela já custa mais de 150 milhões de reais por ano ao contribuinte, vai custar mais ainda,  porque venderá menos pistolas.

Outro segmento que deverá ter uma grande perda será o dos lojistas de armas de todo o Brasil, que têm hoje 80/85% do faturamento advindo da comercialização das armas da Taurus. Como ela vai ter que transferir suas linhas para os EUA para se beneficiar dessa resolução, durante esse período as lojas não vão ter armas para vender e muitas poderão quebrar.

Com isso, boa parte dos mais de 50.000 funcionários dessas lojas e de assistências técnicas poderão perder a colocação, o que tenderia a gerar um desemprego em massa no setor e a piorar uma situação que já é bastante ruim no Brasil atualmente.

Outra consideração importante a ser feita, conforme a empresa, é que os processos de liberação das armas para o público civil, CACs etc., vão ser interrompidos durante o período em que a Taurus estiver se ajustando para poder se adequar a essa legislação. 

No vídeo abaixo, entenda porque a isenção do Imposto de Importação será inócua para 99% dos consumidores: 

 

Por fim, quem ganha com isso?
Obviamente, ganham as grandes fabricantes internacionais que, sem a necessidade de produzir aqui e assim gerar empregos e divisas para o Brasil, vão transformar o País em um grande balcão de negócios para seus produtos. 

Ganha também um segmento elitizado e de alto poder aquisitivo que já tinha acesso a produtos importados bem mais caros e que, agora, poderá adquiri-los um pouco mais baratos. 

Ganham ainda o povo e o governo americano com a transferência de linhas de produção para lá, gerando empregos e divisas para esse país.

Quanto à Taurus, seu CEO afirmou que a empresa continuará a produzir pistolas e revólveres no Brasil, mas visando primordialmente a exportação, mantendo, assim, os 2.600 empregos que tem na unidade de São Leopoldo.

Segundo ele, a companhia vai continuar exportando entre 80 e 85% do que produz, pois este é o negócio dela, e vai continuar atendendo o mercado brasileiro, porém com um hiato de um ano ou de um ano e meio até instalar as linhas de produção nos Estados Unidos e poder exportar para o Brasil.

Salesio finalizou afirmando que a marca Taurus é e vai continuar sendo a mais vendida no Brasil, porque não há fabricante estrangeiro que consiga concorrer com a sua empresa em qualidade e custo.

Conclusão
Concretizados os cenários traçados pela Taurus Armas, a empresa deverá continuar produzindo no Brasil, pelo menos as cerca de 6.000 armas/dia que produz hoje, até porque tem compromissos internacionais a cumprir. No entanto, é possível que direcione uma parcela maior para a exportação, especialmente para os EUA.

Com relação ao Plano Diretor de 5 anos, onde o objetivo final é transformar a companhia na maior fabricante de armas leves do mundo, é bastante provável que algumas etapas intermediárias já estejam sendo redesenhadas em virtude do novo cenário.

Assim, seria mantida uma parte da expansão prevista, especialmente o Projeto Condomínio Estratégico, o Centro de Distribuição Logístico 4.0, a Unidade MIM, o Supermercado de Componentes, o Laboratório de Tiro Externo, o novo Prédio Administrativo e o Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA. No entanto, a expansão de 50% na unidade de produção poderá agora ser direcionada, no todo ou em parte, para a fábrica da Georgia, nos Estados Unidos.  

Como resultado final, a geração de 700 novos empregos no Brasil também está comprometida, podendo este número ser significativamente menor.

Ou seja: menor quantidade de empregos, menor geração de divisas para o Brasil e menor significação da Indústria de Defesa brasileira.

Para o negócio da Taurus (e de seus mais de 20.000 sócios), apesar das mudanças operacionais que poderão acontecer, pouco mudará, ou seja, a companhia irá continuar se expandindo, aumentando sua produção, vendendo, gerando caixa e prosseguindo no caminho para se tornar a maior e mais rentável empresa de armamento leve do mundo.

Então, fica a pergunta: quem ganha e quem perde com a isenção?

Ao fim e ao cabo, esta Consultoria se serve de um dito popular para sugerir que, se a intenção do governo era gerar “um belo colibri”, poderá ter a surpresa de estar parindo um clássico "urubu” e dando um legítimo "tiro no pé".

Leia mais:
- Indústria de Armamentos: falta de isonomia tributária e regulatória pode levar empresas a abandonar o Brasil 
 

Com 8 meses de pedidos em carteira e preços mais competitivos, Taurus também será beneficiada pela isenção do imposto de importação

 

*LRCA Defense Consulting - 09/12/2020 (atualizado às 12:33)

Em face da notícia publicada hoje de que a CAMEX editou resolução zerando a alíquota de 20% do Imposto de Importação de Armas para revólveres e pistolas a partir de 01/01/2021, a multinacional Taurus Armas S.A., em Comunicado ao Mercado, esclareceu que o impacto dessa resolução em seus negócios não causará efeito significativo na sua operação. 

O mercado doméstico/nacional é inferior a 15% de suas vendas, cujas margens são inferiores às das exportações. Além do que, como uma multinacional com fábrica nos EUA e com uma futura operação na Índia, será beneficiada pelas mesmas vantagens da resolução da CAMEX.

Vale ressaltar, ainda, que essa resolução não altera a incidência de outros impostos sobre as importações de armas, tais como: ICMS, PIS/COFINS e IPI.

Nos últimos três anos, a Taurus passou por uma forte reestruturação focada na redução de custos que lhe permite, mesmo com essa isenção, manter seus preços, no mercado brasileiro, mais atrativos frente a seus concorrentes internacionais.

Conforme divulgado anteriormente, a empresa possui mais de 1,1 milhão de pedidos em carteira no mercado americano, o que representa oito meses de vendas.

Por outro lado, a companhia acrescenta que, lamentavelmente,  essa medida irá acelerar o processo de priorização de investimentos nas fabricas nos EUA e na Índia, em detrimento aos investimentos que iriam gerar empregos e riqueza no Brasil. Isso é ruim para o Brasil e para os brasileiros, em especial nesse momento de grande crise econômica, pois afetará a geração de empregos e a arrecadação de impostos e, por outro lado, irá prejudicar os clientes, em especial os CACs, que no limite, terão que fazer um processo de importação para adquirir uma arma Taurus, que poderia ser adquirida aqui no mercado brasileiro.

Por fim, a Taurus esclarece que essa medida não muda os planos anunciados na Apimec em, 03/12/2020. Pelo contrário, afirma que continua forte e que mantém seus planejamentos de investimento nas empresas do grupo, com o objetivo de se tornar a maior fabricante de armas leves do mundo.

Redirecionamento de recursos

Esta Consultoria acredita que, em virtude do novo cenário e com vistas a alcançar seu objetivo maior, a empresa poderá rapidamente redirecionar recursos que seriam investidos no Brasil, levando-os para os Estados Unidos, a fim de aumentar ainda mais a produção da unidade americana e torná-la responsável pela fabricação de todo ou quase todo o portfólio de pistolas e revólveres da Taurus.
 

08 dezembro, 2020

Mirando a expansão e maior satisfação da base de clientes, Taurus lança Marketplace e loja AMTT



*LRCA Defense Consulting - 07/12/2020

Recentemente, em uma live e também na Reunião APIMEC, o Presidente e CEO Global da multinacional brasileira Taurus Armas S.A., Salesio Nuhs, revelou duas das grandes iniciativas da empresa no bojo do projeto de expansão de negócios que está em curso.

Marketplace
A primeira delas é o Marketplace, uma tendência mundial das grandes marcas que possibilita disponibilizar produtos correlacionados ao negócio para agregar valor à marca. Assim, o Marketplace Taurus, lançado em novembro, é um espaço virtual dentro do Portal Armas e Munições, que passou a comercializar, em um primeiro momento, alguns componentes e acessórios como: miras red dot, coldres, lunetas, mochilas, cofres para armas curtas, afiador e kit para limpeza de armas. A ideia é expandir o Marketplace, tanto com o oferecimento de uma gama maior de produtos, como viabilizando e estimulando o acesso de uma quantidade maior de clientes que, atualmente, ainda não interagem com o Portal.

AMTT - Armas, Munições, Tiro e Treinamento
Outra novidade foi a divulgação que o lançamento oficial da primeira "Loja Taurus/CBC" ocorrerá em Brasília (DF) no primeiro semestre de 2021, talvez ainda no primeiro trimestre.

Chamada de AMTT - Armas, Munições, Tiro e Treinamento,  a "loja" será um ambiente integrado onde os clientes poderão encontrar tudo o que necessitam para a legítima defesa e para o esporte, ou seja, uma linha completa de produtos Taurus/CBC, serviços para a aquisição de armas e munições, assistência técnica, estande com oito linhas de tiro [até 50m], pós-venda, cursos de qualificação e atividades de bem-estar desenvolvidas junto a pessoas com os mesmos interesses. 

 O CEO da Taurus afirmou que a AMTT será algo como um "Poupa Tempo", um verdadeiro laboratório para permitir aos clientes entenderem suas reais necessidades e conhecer e aprender o mais possível sobre o assunto, já que ali encontrarão uma solução completa em armas, munições e treinamento.

O executivo prevê que essa loja poderá se tornar a matriz de uma franquia a ser implantada em todos os grandes centros do País, possuindo potencial para conquistar uma grande quantidade de antigos e novos clientes e se transformar em mais um negócio bastante lucrativo para a empresa e para seus acionistas.

Salesio complementou afirmando que uma solução desse porte não concorrerá com os lojistas normais, pois, dado ao número de facilidades que agrega e oferece, evidentemente terá um valor diferenciado em relação a uma revenda de armas/munições normal. 

A estratégia por trás das iniciativas da Taurus/CBC
“A tendência é que toda empresa com uma boa base de clientes tente criar uma oferta de soluções e produtos mais robusta e integrada, juntando parceiros”, afirmou o executivo João Pedro Paro Neto, CEO da Mastercard Brasil e Cone Sul, em recente entrevista à Exame Invest.

"Para o cliente, isso significa ter uma série de produtos e soluções disponíveis para escolher o que é melhor para ele. Quem conseguir oferecer a experiência mais invisível possível vai se dar melhor. Tudo que for mais fácil, mais simples, mais prático e mais eficiente vai ganhar o jogo". "É a história do one stop shop", completou o executivo.

Layout geral da AMTT






Índia: "2021 parece promissor para a cooperação de defesa com o Brasil, já que muitos MoUs e JVs são prováveis"


*LRCA Defense Consulting - 08/12/2020

Aconteceu hoje (08) pela manhã mais uma edição dos Diálogos das Indústrias de Defesa (DID), reunindo pela primeira vez, por meio de um webinar, órgãos governamentais e empresários do Brasil e da Índia. O tema do webinar foi “Extensão Global da Indústria de Defesa Indiana para Parceria Colaborativa: Webinar e Expo”.

O evento foi organizado pelo Ministério da Defesa da Índia e contou com a presença da SIDM (Society of Indian Defence Manufacturers), Embaixada da Índia, Secretaria de Defesa do Ministério da Defesa da Índia e Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD) do Ministério da Defesa brasileiro.

Representantes empresariais dos dois países também compareceram ao evento. O Brasil também esteve representado pela ABIMDE - Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança.

Os Diálogos das Indústrias de Defesa são mais um canal para as empresas da BIDS (Base Industrial de Defesa e Segurança) ampliarem seus contatos e abrirem oportunidades de negócios no exterior.

O Twitter da Embaixada da Índia no Brasil reporoduziu um trecho das palavras de Shri Anurag Bajpai, Secretário Adjunto DIP / P&C do Ministério da Defesa indiano, durante o webninar: "O ano de 2021 parece promissor para a cooperação de defesa Índia - Brasil, já que muitos MoUs [Memorandos de Entendimento] e JVs [Joint Ventures] são prováveis...".

Além disso, o Secretário Adjunto indiano declarou ainda que uma ampla cooperação bilateral de defesa é importante para fortalecer a parceria estratégica. Mencionou também que a parceria entre as indústrias de ambos os países por meio de Joint Ventures, Co-Desenvolvimento e Colaboração no compartilhamento de tecnologias avançadas será uma situação ganha-ganha para ambas as nações atingirem seu objetivo de autossuficiência na Defesa.

As empresas indianas Tata Aerospace and Defense, SSS Springs, SMPP, MKU Ltd, MDL, Mahindra Defense Systems, L&T, Jindal Steel, HAL, GSL, BEL e Ashok Leyland fizeram apresentações das respectivas empresas e produtos nas principais plataformas. Das indústrias brasileiras, ATECH, CBC, Taurus Armas, DGS Defense e PINETREE fizeram apresentações..

O webinar contou com a presença de mais de 150 delegados de ambos os países, sendo que um número superior a 100 barracas
virtuais de exposição de empresas indianas foram montadas na Expo. 



Taurus: licitação nas Filipinas poderá render mais de 7,3 milhões de dólares


*LRCA Defense Consulting - 08/12/2020

Ontem (07), a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. divulgou que seu Fuzil T4 venceu a segunda fase (testes de resistência) da megalicitação de 12.412 fuzis que está sendo feita pelo Exército das Filipinas.

Em termos práticos, é possível afirmar que a Taurus está a um passo de ser declarada a vencedora do certame, haja vista que a próxima fase é apenas burocrática (documentação) e a empresa brasileira já foi totalmente credenciada junto ao governo desse país após ter vencido uma licitação semelhante em 2018, passando a ser a grande fornecedora de pistolas (modelo TS9 Striker) para a Polícia Nacional das Filipinas, concluída com a entrega das 20.000 armas em 2019. No mercado civil desse país é uma das três principais marcas importadas.

Segundo informou a empresa, caso seja declarada vencedora dessa megalicitação, as armas deverão ser entregues ainda no primeiro semestre de 2021.

É provável que a Taurus estabeleça uma parceria com uma empresa filipina, com o propósito de prestar serviços de pós-venda nesse país (assistência técnica e reposição de peças), pois essa é uma exigência do licitante para a habilitação final. Uma das possibilidades é a Trust Trade, empresa responsável pela distribuição exclusiva dos produtos das brasileiras Taurus Armas, CBC/Magtech e Condor Tecnologias Não-Letais, importadora e distribuidora internacional líder em armas de fogo, munições e acessórios nesse país asiático, atendendo às necessidades da polícia, agentes da lei, militares e civis para transações individuais, no atacado e institucionais. No entanto, outras opções poderão surgir, de acordo com as conveniências da empresa e do exército filipino.

O preço ofertado pela brasileira foi de US $ 590,78 por unidade, o que significará um significativo ingresso  de mais de 7,3 milhões de dólares nos cofres da companhia ao término da transação.

07 dezembro, 2020

Taurus avança mais uma etapa na megalicitação de 12.412 fuzis para o Exército das Filipinas


*LRCA Defense Consulting - 07/12/2020

Após o fuzil T4 da Taurus ser o vencedor da primeira fase da licitação internacional de 12.412 fuzis calibre 5.56 para o Exército das Filipinas, em novembro passado, o produto acaba de ser aprovado nos testes qualificatórios de resistência, avançando assim mais uma etapa nessa grande licitação internacional.

Essa fase é considerada uma das mais importantes e difíceis do processo licitatório, em razão dos rígidos testes que são aplicados. A aprovação do fuzil nessa fase demonstra a qualidade e a confiabilidade que o armamento vem obtendo junto às Forças Armadas no mundo todo.

A decisão final deverá ocorrer ainda em 2020, com previsão de entrega de todo o lote durante o primeiro semestre de 2021. 

Essa conquista é muito importante para a Taurus, pois envolve a definição do armamento para o Exército de um país muito relevante no cenário mundial.

O fuzil Taurus T4 é baseado na consagrada plataforma M4/M16, amplamente empregada pelas Forças Armadas em todo o mundo e principalmente pelos países membros da OTAN, por ser considerada uma arma extremamente confiável, leve, de fácil emprego e manutenção.

Iveco S-Way: novo caminhão da marca italiana é flagrado em MG


Iveco S-Way: novo caminhão da marca italiana é flagrado em MG

*Notícias Automotivas, por Ricardo de Oliveira - 01/12/2020

A Iveco deverá lançar em breve o novo caminhão extrapesado S-Way, que foi flagrado sobre uma carreta na região de Sete Lagoas-MG, onde fica a fábrica da montadora italiana.

Na imagem, divulgada pelo Portal Caminhões e Carretas, mostra o veículo com grade, para-choque e moldura dos faróis sem pintura, além de cabine na pintura branca padrão.

Iveco S-Way: novo caminhão da marca italiana é flagrado em MG

Com linhas basicamente iguais ao do modelo europeu, o Iveco S-Way virá para ampliar a linha de produtos da marca no Brasil que atualmente conta com os modelos Hi-Way e Hi-Road.

Estreando uma nova cabine, o Iveco S-Way chegará com um sistema de gerenciamento de frota e do veículo totalmente conectado, utilizando uma plataforma da Microsoft.

Iveco S-Way: novo caminhão da marca italiana é flagrado em MG

Dessa forma, o motorista está em constante conexão com a rede de dados do operador, coletando e processando dados entre os caminhões S-Way da frota e a central da empresa, incluindo ainda gerenciamento e manutenção da frota.

Com aerodinâmica mais eficiente, o S-Way chega a reduzir o consumo em 4% com o novo design. Na Europa, o caminhão da Iveco, lançado em 2019 na Espanha, dispõe de motores diesel com 9, 11 ou 13 litros.

A potência varia de 310 a 570 cavalos, incluindo ainda uma versão movida por gás natural que entrega 460 cavalos, que dispõe de autonomia de 1.600 km, de acordo com o fabricante. O Iveco S-Way tem transmissão Hi-Tronic de 12 velocidades.

Iveco S-Way: novo caminhão da marca italiana é flagrado em MG

Visualmente mais expressivo, o Iveco S-Way chama atenção pela grade preta que se afunila com aletas laterais, bem como novos faróis full LED, pacote aerodinâmico com saias e coberturas laterais, para-choque com spoilers e cabine leito redesenhada.

Por dentro, a cabine recebeu um novo layout com banco ajustável atualizado, volante multifuncional modificado e painel com Apple CarPlay, além de rádio digital DAB. Com portas USB para conexão e carregamento de smartphones, o S-Way tem altura interna de 2,15 m e cama com melhor acomodação.

06 dezembro, 2020

WEG entre as mais sustentáveis da Bolsa

 


*LRCA Defense Consulting - 06/12/2020

A B3 divulgou no dia 04 a composição da 16ª carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e a WEG, pela 11ª vez, foi selecionada como a única representante do segmento de Máquinas e Equipamentos.

Foram convidadas para o processo do ISE B3 as empresas detentoras das 200 ações mais líquidas na B3. Destas, foram selecionadas para a nova carteira 2021 46 ações de 39 companhias de 15 setores. Juntas, as companhias somam R$ 1,8 trilhão em valor de mercado, 38% do total do valor de mercado das companhias com ações negociadas na B3, com base no fechamento de 25 de novembro.

Além das respostas ao questionário, o processo de seleção também conta com uma análise dos documentos apresentados pelas empresas para fundamentar as informações fornecidas e também com uma deliberação final conduzida pelo Conselho Deliberativo do ISE, o CISE. A gestão técnica deste processo é conduzida pela B3, com a asseguração da KPMG.

O índice foi criado em 2005 e acumula desde então uma valorização de 294,73%  contra 245,06% do Ibovespa (principal índice de referência da B3).

Segundo a B3, este ano houve uma alta de 69% de inscrições no processo em relação ao ano passado, reflexo da relevância que o tema ESG vem conquistando.

A inclusão das ações WEGE3 no ISE, que vem ocorrendo de forma consistente já há alguns anos (9º ano consecutivo), demonstra o compromisso da Companhia com as boas práticas de desenvolvimento sustentável. A nova carteira do ISE terá validade de 4 de janeiro de 2021 a 30 de dezembro de 2021.

04 dezembro, 2020

Vice-Chefe da Casa Civil da Ucrânia participou do Diálogo da Indústria de Defesa entre a Ucrânia e o Brasil

бразилія - o vice-chefe da casa civil da ucrânia participou do diálogo da indústria de defesa entre a ucrânia e o brasil

 
*Embaixada da Ucrânia no Brasil - 03/12/2020

O Vice-chefe da Presidência da Ucrânia, Ihor Zhovkva, se reuniu com a delegação do Brasil, chefiada pelo Secretário (vice-ministro) de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa do Brasil, Marcos Degaut, que visita Kyiv para participar do primeiro Diálogo da Indústria de Defesa entre os dois países.

As partes discutiram a cooperação estratégica entre elas nas esferas técnico-militar e de defesa. Foram delineados projetos bilaterais promissores nos campos de cooperação técnico-militar, bem como de indústria aeroespacial.

Foi destacada também a importância do primeiro Diálogo da Indústria de Defesa entre a ambos. As partes parabenizaram a Ucrânia e comemoraram o fato dela ter se tornado o sexto país do mundo com o qual o Brasil lançou tal Diálogo (junto com Estados Unidos, Itália, França, Índia e Portugal).

“O primeiro Diálogo da Indústria de Defesa entre Ucrânia e Brasil, que ocorreu no cumprimento dos acordos entre os Presidentes, torna-se um formato interestadual único, que, entre outras coisas, permite estabelecer vínculos diretos não só entre empresas estatais, mas também privadas nesta área", disse Ihor Zhovkva.

Nesse contexto, o Vice-Chefe da Casa Civil agradeceu ao Secretário do Ministério da Defesa do Brasil, Marcos Degaut, por incluir na delegação oficial representantes de empresas mundialmente conhecidas como Embraer, Taurus Armas, AVIBRAS, IMBEL, Condor, e Kryptus. 

“A Ucrânia e o Brasil possuem tecnologias próprias e altamente desenvolvidas que atuam em mercados de terceiros países. Estou convencido de que, por meio de esforços conjuntos, poderemos aumentar nossas vantagens competitivas nos mercados estrangeiros", enfatizou Ihor Zhovkva..

 

Presidente da Embraer Defesa & Segurança vê oportunidades no KC-390 e no Super Tucano

Embraer Jackson Schneider

Fonte: Embraer

Jackson Schneider, chefe de defesa da Embraer

*Fligth Global, por Greg Waldron - 02/12/2020

A Embraer Defesa e Segurança viu sua parcela de desafios e sucessos em 2020, e o presidente-executivo da unidade, Jackson Schneider, está otimista com o crescimento na próxima década.

Como acontece com todas as empresas aeroespaciais, a Embraer foi afetada pela pandemia do coronavírus. 
Somando-se a isso, a empresa também viu o colapso dos planos de joint venture com a Boeing em abril. Há alguns anos, a Embraer esperava alavancar a rede de vendas da gigante americana para vender internacionalmente seu transporte tático e petroleiro KC-390.

No segundo semestre do ano, entretanto, a Embraer obteve alguns sucessos notáveis, incluindo a notícia de novembro de que a Hungria encomendaria um par de KC-390 para substituir um trio de Antonov An-26 aposentados.

Isso ocorreu após a entrega de seis aeronaves A-29 Super Tucano de apoio aéreo aproximado às Filipinas. Uma longa jornada para um turboélice nos melhores momentos, a pandemia do coronavírus conferiu ao voo de entrega uma qualidade épica, com escalas nas Ilhas Canárias, Portugal, Malta, Egito, Emirados Árabes Unidos, Índia, Bangladesh, Tailândia e Vietnã.

Em conversa com a FlightGlobal via Microsoft Teams, o orgulho de Schneider pela entrega nas Filipinas é claro.

“Foi um esforço realmente grande, porque você tem que cruzar o mundo com muitos países afetados [pelo coronavírus]”, diz ele. “Alguns foram fechados, exigiram autorizações especiais, licenças especiais. Mas foi um grande esforço de equipe ... claro, custou mais em termos de energia e em termos de recursos, mas estávamos lá. ”

Manila parecia apreciar o esforço. De acordo com a cobertura do Philippine Daily Enquirer sobre a entrega, o secretário de defesa Delfin Lorenzana cogitou a idéia de adquirir mais seis exemplares.

Entregas à parte, Schneider diz que o maior impacto do Covid-19 foi sentido nas campanhas de vendas, muitas das quais foram suspensas enquanto os governos lutam com a pandemia. Embora seja possível, até certo ponto, discutir produtos avançados de defesa em vez de videoconferência, os clientes preferem falar pessoalmente sobre os inúmeros detalhes dos contratos de defesa.

Filipinas Super Tucano

Fonte: Departamento de Relações Exteriores das Filipinas

Um Super Tucano da Embraer com as cores da Força Aérea das Filipinas

“Não perdemos nenhuma campanha”, diz Schneider. “Apenas suspendemos alguns deles e atrasamos outros. Mas agora estamos retomando-os. Acreditamos que teremos o mesmo ímpeto que tínhamos antes do surto ... e então seguiremos em frente e seguiremos em frente. ”

Schneider, no entanto, se recusa a discutir campanhas individuais para aeronaves carro-chefe, como o KC-390 e o Super Tucano.

“Não comentamos sobre campanhas específicas, porque a concorrência está muito interessada em saber delas”, afirma. Além disso, os clientes governamentais geralmente preferem um certo grau de confidencialidade sobre os negócios de defesa. Ele acrescenta que a Embraer tem “campanhas em todos os cantos do mundo”.

Em relação às perspectivas do KC-390, Schneider está confiante de que a capacidade de carga, velocidade, facilidade de manutenção e flexibilidade da aeronave conquistarão os clientes. Em suma, o tipo é muito promissor internacionalmente - mesmo sem a Boeing.

“A Boeing pode ter adicionado algumas possibilidades em termos de vendas, mas acho que podemos fazer isso sozinhos”, diz ele. Ele aponta o pedido da Hungria e acrescenta que a Embraer espera fechar no ano que vem mais um pedido internacional do tipo. Demonstrando confiança no KC-390, a Força Aérea brasileira já o operou em missões internacionais.

“Tenho quase certeza de que o avião terá sucesso e com ou sem Boeing podemos administrá-lo muito bem e ir em frente e vender o avião em todos os continentes. O avião vai voar em todos os continentes, é uma questão de tempo ”.

Os dados das frotas da Cirium mostram que a Força Aérea brasileira opera três KC-390, com mais 25 encomendados. Além dos dois jatos húngaros, Portugal tem cinco exemplares encomendados. Há também um total de 33 cartas de intenção para o tipo da Argentina, Chile, Colômbia, República Tcheca, Portugal e da empresa de serviços de aviação SkyTech.

KC-390 Embraer

Fonte: Greg Waldron / FlightGlobal

O KC-390 no show aéreo de Paris 2019

Em relação ao Super Tucano, Schneider observa que apesar do ressurgimento de grandes rivalidades de poder, que enfatizarão áreas como inteligência artificial e ciberguerra, permanecerão conflitos não convencionais que requerem um recurso de ataque ao solo como o A-29. Ele observa que o tipo também é um excelente treinador e pode ser eficaz em outras missões, como busca e resgate. Ele tem grandes esperanças em relação ao tipo no sudeste da Ásia, onde também é usado pela Indonésia.

Mais acima no espectro de capacidade, a Embraer está preparando a capacidade de produzir o Saab Gripen E em sua fábrica em Gavião Peixoto, no estado de São Paulo. Brasília tem 36 encomendas do Gripen E / F, denominado F-39 no Brasil, que envolve uma substancial transferência de tecnologia para o Brasil. Técnicos da Embraer estão na Suécia para aprender as nuances da produção do tipo monomotor. Os Gripens brasileiros serão produzidos inicialmente na Suécia, com produção para transição para o Brasil.

Schneider se esquiva das perspectivas de um segundo lote de Gripens brasileiros, apenas informa que o foco está na construção e entrega do primeiro lote, processo que levará alguns anos.

“Claro, mais tarde eu acho que [um segundo lote] é uma decisão da Força Aérea Brasileira e estaremos lá para apoiar tudo o que eles quiserem em relação ao primeiro lote, segundo lote ou nenhum lote”, diz ele. “O que quer que eles decidam, vamos ajudá-los e apoiá-los.”

Saab F-39E Gripen Brasília

Fonte: Força Aérea Brasileira

Um primeiro F-39E Gripen chegou recentemente ao Brasil

Schneider acrescenta que a Embraer está apoiando os esforços da Saab para comercializar o Gripen para a Colômbia, que busca substituir seus Cessna A-37 e os Kfirs construídos pela Israel Aircraft Industries.

“A Saab está à frente desta campanha e estamos ajudando no que for preciso, mas o líder desta campanha é a Saab. Assim que tivermos a linha de montagem final em Gavião Peixoto, ela poderá ser usada não só para aviões brasileiros, mas para aviões de outros países ... ficaremos mais que felizes em ajudar a Saab a montar aviões não só para a Colômbia, mas para outros países como bem."

Como o KC-390 foi desenvolvido em parceria com Argentina, Chile e Portugal, a Embraer também espera conquistar parceiros internacionais para seu projeto mais recente, um novo projeto de aeronave híbrida elétrica denominado Short Take Off Utility Transport (STOUT). A aeronave resultante do STOUT substituirá o 64 Embraer EMB-110 Bandirantes da Força Aérea Brasileira (designado C-95As).

De acordo com a publicação de aviação brasileira Poder Aero , STOUT será capaz de operar em pistas de pouso acidentadas e não pavimentadas. Terá capacidade para transportar até 30 soldados ou quantidade equivalente de carga. Ao contrário do EMB-110, ele terá uma rampa de carga traseira.

Schneider não se baseará em cronogramas e outros detalhes sobre STOUT. Por enquanto, diz ele, o foco está em investigar as especificidades da aeronave. A Embraer está, no entanto, aberta a trabalhar com parceiros internacionais, chegando a citar a experiência do KC-390 como modelo. Ele acredita que o STOUT oferece uma oportunidade para os países interessados ​​em desenvolver suas próprias indústrias aeroespaciais entrarem no rés-do-chão e diz que tem havido consultas internacionais sobre o projeto.

“Isso é muito bom para países que querem dominar o processo de engenharia aeronáutica, porque você vai desenvolver um avião do zero”, afirma. “E a melhor forma de aprender é aprendendo do início ao fim, cruzando todas as etapas, e entendendo todas as etapas e fases do processo de engenharia.”

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