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06 junho, 2024

Embraer e Rheinmetall avaliam novo Centro de Treinamento do C-390 na Europa


*LRCA Defense Consulting - 06/06/2024

A Embraer e a Rheinmetall avaliam opções para expandir a rede de treinamento com foco no C-390, considerando as necessidades do crescente número de clientes europeus da aeronave. A avaliação pode levar ao desenvolvimento de uma solução de treinamento dedicada para a região, com suporte aos atuais e futuros clientes do C-390. 

A Embraer conta com um Centro de Treinamento para o C-390 no Brasil, no estado de São Paulo, incluindo um Simulador Completo de Voo e Missão (FFMS) e uma Estação de Treinamento de Loadmaster. O Centro tem recebido as tripulações das Forças Aéreas Brasileira, Portuguesa e Húngara para capacitação inicial para o C-390. A Embraer e a Rheinmetall estudam formas de aumentar a proximidade com os clientes atuais e futuros da aeronave, com o objetivo de facilitar o treinamento de pilotos, loadmasters, mecânicos e outros membros da tripulação. 

“Com o sucesso contínuo do C-390 em toda a Europa, este é o momento certo para iniciar o planejamento de um centro de treinamento europeu para o C-390, com instalações completas para capacitar a tripulação aérea e a operação de carga da aeronave”, afirma Timo Haas, CDO da Rheinmetall e vice-presidente executivo da Rheinmetall Electronics. 

“Queremos criar as melhores condições para nossos clientes do C-390, oferecendo o melhor treinamento da categoria. Monitoramos continuamente a rede e avaliamos soluções customizadas para cada região à medida em que a frota cresce", diz Ayslan Anholon, Vice-Presidente de Operações de Voo e Treinamento da Embraer Serviços & Suporte. 

“Com a evolução dos desafios de defesa e segurança enfrentados pelos aliados e nações parceiras da OTAN, as forças aéreas da Europa devem treinar seus pilotos com padrões rigorosos, para combater com eficácia as ameaças emergentes. Nosso objetivo é preparar os pilotos do C-390 para cenários variados e complexos. A criação de condições para um treinamento rigoroso e contínuo aprimorará as habilidades táticas e capacidades de tomada de decisão dos pilotos, que são cruciais para a operação de aeronaves avançadas e para a resposta em ambientes de ameaças dinâmicas", afirma José Gustavo, Vice-Presidente de Vendas da Embraer Defesa & Segurança para a Europa e África. 

A Força Aérea Portuguesa adquiriu um FFMS como parte de seu contrato do C-390 com a Embraer, que será instalado na Base Aérea de Beja, em Portugal. A Força Aérea Real da Holanda também planeja ter seu próprio FFMS no país. O resultado das discussões entre a Embraer e a Rheinmetall poderá aprimorar a rede regional e promover outros futuros FFMS nacionais do C-390 em todo o mundo.

Munições aéreas BGB81, BGB82, BGB83 e BGB84: uma especialidade da Mac Jee


*LRCA Defense Consulting - 06/06/2024

Desenvolvidas em estrita conformidade com os padrões OTAN/MIL, as munições aéreas BGB81, BGB82, BGB83 e BGB84 são as versões brasileiras da série MK fabricadas pela Mac Jee em sua ampla instalação de 5 milhões de metros quadrados em Paraibuna.

O compromisso com a qualidade torna a empresa o único produtor brasileiro de munição aérea completa, destacando-se:

- Controle total da produção: do forjamento ao preenchimento com materiais energéticos, todo o processo de fabricação acontece em nossa planta de Paraibuna, garantindo um controle de qualidade impecável.

- Versatilidade sob medida: atendendo às necessidades específicas de cada cliente, ppodem ser fabricadas todas as versões da série MK por meio do processo de forjamento, oferecendo opções forjadas ou pré-fragmentadas, além de caudas longas e aerodinâmicas em aço de alta qualidade.

- Variedade de materiais energéticos: a Mac Jee oferece diversas opções de preenchimento, incluindo TNT, Tritonal, COMPB e Termobárico, adaptando-se aos requisitos de cada missão.

Em síntese, a produção de munição da Mac Jee é caracterizada pela meticulosa atenção aos detalhes, capacidade de atender às diversas necessidades dos clientes e compromisso em fornecer munições de alto desempenho, adaptadas às necessidades específicas de cada missão.

Taurus e CBC lançam armas e calibre inédito para atender à nova legislação brasileira

O novo calibre .38 TPC é de uso permitido e adequado ao mercado brasileiro, com velocidade superior e energia até 40% maior em comparação com o calibre .380 AUTO, apresentando ainda melhor custo-benefício e menor recuo que o 9mm


*LRCA Defense Consulting - 06/06/2024

A Taurus e a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), líderes mundiais em seus segmentos, seguem inovando, superando os desafios, e criam, com exclusividade, um novo calibre para o mercado brasileiro: o .38 TPC (Taurus Pistol Caliber).

A novidade foi desenvolvida pelo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil Estados Unidos da Taurus (CITE), em conjunto com o Centro de Inovação da CBC. Esta parceria foi fundamental para atender às demandas do mercado no Brasil, considerando o atual cenário e as necessidades do segmento.

Vantagens sobre o .38 AUTO e 9mm
O calibre .38 TPC apresenta velocidade superior e energia até 40% maior em comparação com o calibre .380 AUTO nas munições expansivas, podendo atingir até 407 joules de potência, o que está dentro dos limites estabelecidos pelo novo decreto do Governo Federal para armas de uso permitido.

Com dimensões únicas, o .38 TPC também oferece recuo reduzido em comparação com o calibre 9mm, proporcionando maior controle durante o tiro. Essa característica é fundamental em competições esportivas que demandam precisão do atirador, como o IPSC (International Practical Shooting Confederation). O novo calibre apresenta um recuo até 28% menor, possibilitando um segundo disparo com rápida recuperação da mira e aumento da precisão.

Protocolo do FBI
Além disso, a munição .38 TPC expansiva atende a requisitos do rigoroso Protocolo do FBI que, entre outros aspectos, mede a capacidade de penetração, visando contribuir com a seleção de munições ideais ao uso policial. Em teste realizado em gelatina balística com a munição .38 TPC Gold Hex, esta apresentou 14,5” de penetração, dentro do intervalo de 12” a 18”, que é o especificado como ideal pelo Protocolo do FBI, considerando a efetividade necessária em situações de defesa, com mínima possibilidade de transfixação.

Todos esses benefícios do .38 TPC estarão disponíveis nas plataformas de pistolas Taurus já consagradas, inicialmente nos modelos G2c T.O.R.O e GX4 Carry Graphene T.O.R.O, e nas diferentes configurações do portfólio de munições CBC, com versões treinamento e operacional, nos projéteis Polymatch, Ogival ETOG, expansivos Bonded e Gold Hex, elevando ainda mais a experiência de tiro dos consumidores com um novo calibre.

Com sistema de percussor lançado Striker Fire, as novas pistolas G2c T.O.R.O e GX4 Carry Graphene T.O.R.O no calibre .38 TPC possuem a mesma capacidade de disparos dos modelos correspondentes da série em calibre 9mm.

G2c T.O.R.O tem importantes melhorias
A G2c, arma mais vendida no mundo, é uma arma compacta, ergonômica, leve e de pronto emprego. Sua armação é em polímero de alta resistência, ferrolho em aço carbono e acabamento fosco. No calibre .38 TPC, a pistola conta com importantes melhorias com relação à versão em 9mm, como ferrolho com ranhuras frontais para um manuseio otimizado e gatilho de 3ª geração, que otimiza a performance, a segurança e a ergonomia de tiro. Além disso, é equipada com o inovador e exclusivo Taurus Optic Ready Option (T.O.R.O.) sistema intercambiável de placas adaptadoras, possibilitando ao consumidor instalar a maioria das miras ópticas disponíveis no mercado, evitando gastos com customização. A G2c possui comprimento total de 158,7mm; altura total de 129,1mm; largura de 32,1mm; pesa aproximadamente 600 gramas e tem cano de 3,26”.

GX4 Carry Graphene T.O.R.O.

A GX4 Carry Graphene T.O.R.O. compõe o portfólio da 3ª geração de pistolas com acabamento em Cerakote® Graphene, tecnologia exclusiva da Taurus que aumenta a resistência e a durabilidade do equipamento. Subcompacta de alta capacidade, com empunhadura Full Size, tem carregador de 15 disparos, cano de 3,7” revestido com DLC (Diamond Like Carbon) e trilho Picatinny para acoplamento de acessórios. Assim como outros modelos da premiada série, a GX4 Carry Graphene T.O.R.O. .38 TPC vem com backstraps intercambiáveis, para melhor ajuste de empunhadura, de acordo com o tamanho da mão do atirador. Possui 166,5mm de comprimento total; 131,7mm de altura; 28,3mm de largura e pesa apenas 593 gramas.

Os dois modelos de armas contam com diversos dispositivos de segurança, como a trava do percussor, a trava de gatilho e o indicador de munição na câmara.

Vendas exclusivas por meio das lojas revendedoras
As novas munições e pistolas 38 TPC (Taurus Pistol Caliber) são comercializados exclusivamente nas lojas revendedoras do segmento (https://taurusarmas.com.br/pt/como-comprar/lojistas ou https://www.cbc.com.br/lojas).

Para informações sobre a linha completa de produtos acesse o site da Taurus (https://taurusarmas.com.br/pt/produtos/) e da CBC (https://www.cbc.com.br/).

05 junho, 2024

Taurus opera próximo ao planejado e seu Centro de Donativos entrega mais de 1,5 milhão de quilos a abrigos


*LRCA Defense Consulting - 05/06/2024

O Centro de Arrecadação de Donativos estabelecido pela Taurus em dois pavilhões de sua unidade fabril, no município de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, segue recebendo doações e, de 6 de maio até esta terça-feira (04), já ultrapassou 1,5 milhão de kg (1.500 toneladas) de donativos distribuídos para abrigos e entidades sociais da região. 

As doações não param e os números crescem a todo instante. Foram contabilizados, até este momento, a entrega de: + 315 mil litros de água mineral; + 345 mil kits de roupa; + 25 mil litros de suco; + 18,5 mil litros de leite; + 30 mil cobertores; + 34 mil cestas básicas; + 95 mil kg de ração para animais; + 3.500 colchões; + 16 mil kits de higiene; e muitos outros itens. 

Prioridade atual
A prioridade de recebimento de itens para doação, neste momento, são produtos de limpeza e de higiene, fraldas infantis e geriátricas, além de colchões e alimentos.

Intenso trabalho de auxílio à população e a seus colaboradores
A Taurus, multinacional com origem gaúcha, sediada em São Leopoldo, não foi afetada diretamente pela enchente e está, desde o início do mês de maio, realizando um intenso trabalho para ajudar, nesse momento difícil, a população e, em especial, seus colaboradores que foram afetados pelas fortes chuvas e enchentes no Estado. 

O Centro de Arrecadação de Donativos da Taurus conta com a colaboração de funcionários da empresa e de soldados do Exército, que estão viabilizando o recebimento das doações, a organização dos itens, o carregamento e a saída de caminhões. Com a falta de caminhões do município, a Taurus disponibilizou vários caminhões de sua frota para fazerem a distribuição. 

Apoio aos seus colaboradores
Além disso, Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, tomou importante medida administrativa e autorizou a antecipação do 13º salário para todos os funcionários. A empresa providenciou cestas básicas, kits de higiene, colchões, kits de roupas e uma série de itens de apoio para todos os funcionários afetados. Além disso, disponibilizou aos colaboradores um kit completo para limpeza das residências atingidas, incluindo o empréstimo de laja-jatos, sopradores e geradores de energia. 

Operação próximo ao planejado
Por meio de seu Comitê de Crise, a Taurus continua avaliando as consequências das enchentes à empresa, bem como os impactos em diversos de seus fornecedores. Atualmente, a empresa está operando muito próximo ao planejado, respeitando a situação dos colaboradores afetados pelas enchentes direta ou indiretamente. 

A Taurus agradece a solidariedade de cada brasileiro que está enviando para o Rio Grande do Sul doações e segue solicitando toda a ajuda possível para a população do Estado até que a região se recupere deste momento difícil.

Centro de Arrecadação de Donativos
O Centro de Arrecadação de Donativos localiza-se no Condomínio de Fornecedores da Taurus, na avenida John Kennedy, 2112, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. O Centro é exclusivamente para distribuição e abastecimento de abrigos e entidades sociais da região. Não há entrega de donativos para pessoas no local. 

O funcionamento da Central de Arrecadação é de segunda a sábado, das 8h às 20h, e domingo, das 8h às 13h. Grandes cargas devem chegar até as 17 horas para serem descarregadas no mesmo dia.



 

Air Botswana adicionará três aeronaves Embraer


*Airline Geeks, por Lorne Philipot - 05/06/2024

A Air Botswana, sediada em Gaborone, anunciou que receberá três aeronaves Embraer numa tentativa de aumentar a sua frota. A CEO da companhia aérea, Lulu Rasebotsa, disse que a expansão faz parte de uma estratégia mais ampla para transformar a companhia aérea nacional do Botswana. Além disso, Rasebotsa também disse que era provável que a companhia aérea precisasse de uma quarta aeronave nova.

“Identificamos três aeronaves, todas totalmente pagas, e estamos no mercado para a quarta”, disse Rasebotsa.

Nova Aeronave Embraer
As três novas aeronaves complementarão a frota existente da companhia aérea. Atualmente, a frota da Air Botswana é composta por uma aeronave Embraer E-170 e duas aeronaves ATR 72-600. Elas são usados ​​para atender os voos da companhia aérea entre Gaborone, Joanesburgo, Cidade do Cabo, Kasane, Maun e Francistown. Rasebotsa disse que a companhia aérea não iria desfazer-se dos seus aviões ATR mais antigos, pois estes seriam utilizados para evitar atrasos nos horários de voos da Air Botswana.

“São (as três novas aeronaves) todos jatos da Embraer. Por enquanto, os ATRs continuarão fazendo parte da frota, pois o objetivo é reduzir ao mínimo os atrasos”, disse ela.

Mais rotas da Air Botswana
A Air Botswana pretende introduzir novas rotas. A nova aeronave permitirá expandir sua malha de rotas. Rasebotsa disse que a companhia aérea está fazendo o dever de casa no que diz respeito à expansão de novas rotas.   Ela disse que a Air Botswana está a fazer benchmarking, para garantir que as novas rotas sejam implementadas de forma eficaz, com o objetivo de satisfazer as necessidades dos clientes e expandir o alcance de mercado da Air Botswana.

“A companhia aérea vê a aquisição dos jatos Embraer e a expansão das rotas como passos cruciais para alcançar a estabilidade financeira e a eficiência operacional”, acrescentou Rasebotsa.

A companhia aérea estatal do Botswana enfrenta dificuldades financeiras há vários anos. A companhia aérea tem lutado para obter lucro devido às baixas vendas e aos altos custos de manutenção. O governo tentou privatizar a companhia aérea várias vezes. No entanto, estas tentativas falharam porque os investidores se retiraram ou o governo rejeitou os termos oferecidos.

Criando oportunidades de emprego

Rasebotsa disse que a adição da nova aeronave criaria oportunidades de emprego no setor de aviação do país. De acordo com Mmegi.bw, as novas oportunidades de emprego incluiriam cargos para tripulantes de cabine, pilotos e outro pessoal da aviação.

Além disso, num esforço para apoiar jovens empreendedores, a Air Botswana também começou a servir snacks produzidos por habitantes locais nos seus voos. A iniciativa visa proporcionar uma maior exposição às empresas locais, ao mesmo tempo que oferece aos passageiros uma amostra das ofertas culinárias do Botswana. 

Eve, da Embraer, nomeia fornecedores de janelas, portas e componentes de fuselagem eVTOL


*LRCA Defense Consulting - 05/06/2024

A Eve Air Mobility, uma empresa da Embraer, nomeou quatro fornecedores adicionais para suas aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL). A KRD Luftfahrttechnik GmbH (KRD) fornecerá suas janelas de policarbonato KASIGLAS, a Latecoere fornecerá as portas da aeronave, enquanto a RALLC e a Alltec fornecerão os componentes da fuselagem.

“A Eve reuniu uma forte lista de fornecedores globais e locais com a reputação de não apenas oferecer qualidade excepcional, mas também de fazê-lo de forma confiável”, disse Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility. “Esses relacionamentos de longo prazo cobrirão todo o ciclo de vida da aeronave, incluindo todos os protótipos, produção, serviço pós-venda e suporte operacional.”

A KRD, com sede na Alemanha, fornecerá KASIGLAS com design personalizadojanelas, incluindo as janelas da cabine e das portas do passageiro. Cada janela foi desenvolvida para extrema durabilidade e sua construção em policarbonato não apenas minimizará o peso de cada janela, mas também fornecerá proteção adicional, incluindo maior resistência ao impacto.

A Latecoere, com sede na França, fornecerá as portas das aeronaves eVTOL da Eve. Como fabricante independente líder mundial de portas para aeronaves, a empresa tem sido reconhecida pelos seus padrões extremamente elevados de segurança e desempenho. A Latecoere apoia vários fabricantes de aeronaves, incluindo a Embraer, e fornece projeto e desenvolvimento, produção, certificação e suporte em serviço para todas as suas portas.

RALLC e Alltec, ambas sediadas no Brasil, foram selecionadas para fornecer diversos componentes de fuselagem. A RALLC é um fornecedor que abrange todas as etapas do processo de fabricação de componentes estruturais, fornecendo soluções integradas e inovadoras para diversas empresas aeroespaciais, incluindo a Embraer.

A Alltec é especializada no desenvolvimento e produção de componentes e subconjuntos em materiais compósitos de alto desempenho para os mercados aeronáutico, de defesa e de segurança. Com quase 30 anos de experiência, a empresa é reconhecida por sua expertise também como fornecedora da Embraer. A Alltec fornecerá suas tecnologias de compósitos termoplásticos e compósitos termofixos para a fuselagem do eVTOL.

A aeronave eVTOL da Eve utiliza oito hélices dedicadas para voo vertical e asas fixas para voo em cruzeiro, sem alteração na posição desses componentes durante o voo. O mais recente conceito inclui um empurrador elétrico alimentado por motores elétricos duplos que proporcionam redundância de propulsão com o objetivo de garantir os mais altos níveis de desempenho e segurança. Embora ofereça inúmeras vantagens, como menor custo de operação, menos peças, estruturas e sistemas otimizados, foi desenvolvido para oferecer impulso eficiente com baixo ruído.  

No ano passado, a empresa anunciou que sua primeira unidade de produção de eVTOL estará localizada na cidade de Taubaté, no estado de São Paulo, Brasil. A empresa iniciou a montagem de seu primeiro protótipo eVTOL em escala real, que será seguido por uma campanha de testes. O eVTOL da Eve está programado para iniciar as entregas e entrar em serviço em 2026.

Ao mesmo tempo, a Eve continua a desenvolver um portfólio abrangente de soluções agnósticas de serviços e operações, incluindo o Vector, um software exclusivo de gerenciamento de tráfego aéreo urbano para otimizar e dimensionar as operações de mobilidade aérea urbana em todo o mundo. 

04 junho, 2024

WEG fornece Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS) para cidade de Aspen, no Colorado


*LRCA Defense Consulting - 04/06/2024

A WEG acaba de anunciar o fornecimento de um sistema completo de armazenamento de energia (BESS) para a cidade de Aspen, localizada no estado do Colorado, nos EUA. O projeto visa aumentar a resiliência da rede elétrica na localidade, que não possui sistema de geração de energia própria, ficando totalmente dependente da geração de outras cidades.

A solução fornecida pela WEG inclui transformadores, conversores de tensão AC/DC, containers de baterias, sistemas de manobra e proteção, além de avançados softwares de gerenciamento de microgeração ou microgrids. O sistema inicial terá capacidade de 1,5 MW de potência e 2 MWh de energia acumulada, com potencial de expansão para até 8 MWh quando totalmente implementado. Os softwares de gerenciamento estão sendo desenvolvidos por equipes de especialistas nos Estados Unidos e no Brasil, onde está sediado o maior corpo técnico de desenvolvimento de softwares da WEG.

Este projeto é mais um do portfólio de sistemas BESS nos Estados Unidos, onde a WEG possui um grupo de engenheiros dedicados para este produto, nas cidades de Duluth/GA e Barre/VT.

Segundo Carlos Bastos Grillo, Diretor Superintendente de Digital e Sistemas da WEG, a implementação do sistema BESS além de reduzir a dependência de fontes externas de energia, também vai aumentar a resiliência da cidade contra interrupções no fornecimento elétrico durante a alta temporada, e períodos de seca, onde as queimadas acontecem com maior frequência na região.

“A garantia de um fornecimento estável de energia é vital para a sustentabilidade do turismo local, que é a espinha dorsal da economia de Aspen. Acreditamos que este projeto não só beneficiará os moradores e visitantes, mas também servirá como um modelo para outras cidades enfrentarem desafios semelhantes”, garante o executivo.

O Sistema BESS está previsto para ser concluído até setembro de 2024, preparando Aspen para a alta temporada de ski que se inicia em novembro. A conclusão no prazo assegurará que a cidade não sofra com a falta de energia durante um dos períodos mais críticos para o turismo local.

Alckmin assina Acordo de Cooperação em Defesa com a Arábia Saudita, sendo discutidas ToT e produção local


*LRCA Defense Consulting - 04/06/2024

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, cumpriu agenda intensa em missão oficial que liderou ao Reino da Arábia Saudita nesta segunda-feira (3). Alckmin manteve encontro reservado com o vice-presidente e ministro de Investimentos da Arábia Saudita, Khalid Alfalih, com quem também abriu uma mesa redonda entre representantes dos governos dos dois países e investidores brasileiros e sauditas.

Um dos destaques da agenda do vice-presidente foi a assinatura do Acordo de Cooperação em Defesa com o ministro saudita, Khalid bin Salman. O documento prevê o aprofundamento das relações entre Brasil e Arábia Saudita em diversas áreas, com destaque para indústria, logística e tecnologia.

Citando o presidente brasileiro, Alckmin afirmou que “a Arábia Saudita é, no Oriente Médio, o principal parceiro comercial do Brasil”.  A corrente de comércio bilateral está em cerca de U$ 7 bilhões e os investimentos recíprocos têm aumentado. A visita do vice-presidente à Arábia Saudita segue-se à viagem realizada pelo presidente ao país no final do ano passado e demonstra a importância que o governo dá à parceria com os sauditas.

Segundo informou a Agência de Notícias Saudita, durante a reunião foram revistas as relações bilaterais entre os dois países e foi discutido o fortalecimento da cooperação no domínio das indústrias de defesa, investigação e desenvolvimento, e a transferência (ToT) e localização de tecnologia (produção na Arábia Saudita), de acordo com o programa Visão Saudita 2030 (Saudi Vision 2030). (os grifos entre parênteses são desta Consultoria)

Embraer, Taurus e CBC
Embora os termos do acordo não tenham sido divulgados, esta Consultoria acredita que a afirmação "transferência (ToT) e localização de tecnologia (produção na Arábia Saudita), de acordo com o programa Visão Saudita 2030 (Saudi Vision 2030)" possa dizer respeito à parceria entre a Embraer e a Arábia Saudita no tocante ao fornecimento de jatos E2 para mobiliar a nova companhia aérea do país, bem como ao estabelecimento de uma planta de fabricação de aeronaves no Reino e seus respectivos serviços de MRO, que poderia também contemplar a produção da aeronave militar multimissão C-390 Millennium, caso os sauditas optem por ela.

Poderia também dizer respeito às iniciativas da CBC e da Taurus Armas de firmar joint ventures para produzir munições e armamento leve no Reino, haja vista que essas três empresas brasileiras estão negociando transferência de tecnologia e produção local nesse país.

Principais empresas brasileiras de Defesa com interesses na Arábia Saudita
A Akaer, na LAAD 2023, além de uma parceria com o Grupo Edge, promoveu uma outra com a empresa saudita Intra Defense Technologies para o desenvolvimento de drones naquele país.  As duas companhias estabeleceram um contrato para o desenvolvimento de veículos aéreos não tripulados (UAVs, na sigla em inglês) de grande porte para, inicialmente, atender as necessidades da Arábia Saudita. O projeto, no entanto, poderá se estender para outros países e regiões. Atualmente, a Intra opera UAVs na Arábia Saudita com grande sucesso, acumulando mais de 4 mil horas de voo em diferentes missões. A empresa parceira desenvolveu dois UAVs VTOL (que realizam pouso e decolagem /verticais), um dos quais foi exposto na LAAD Defense & Security.

Avionics Services e a Arab Organization for Industrialization (AOI), durante a IDEX 2023 em Abu Dhabi,  firmaram um MoU (Memorando de Entendimento). "O MoU que assinamos com a Organização Árabe para a Industrialização prevê o fechamento de contrato para prover serviços de manutenção especializada em helicópteros, bem como integração de sistemas embarcados, entre outros”, explicou João Vernini, Diretor Presidente da Avionics Services. Atuando pelo desenvolvimento da indústria de defesa árabe no Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar, a AOI busca  intensificar a cooperação e ampliar as parcerias com instituições e empresas internacionais na área de defesa.

A CBC está próxima de firmar uma joint venture para estabelecer produção local de munições.

A Embraer, após vencer a licitação da Coreia do Sul para fornecer aeronaves de transporte, está em vias de fornecer 33 aeronaves C-390 Millennium para a Arábia Saudita, podendo estabelecer uma joint venture para produção local, tendo firmado também diversos acordos relativos à aviação comercial e militar com órgãos governamentais e grupos privados. Além disso, seus jatos E2 poderão mobiliar a nova companhia aérea saudita que está sendo montada.

A Mac Jee é uma grande exportadora de bombas, foguetes e munição de artilharia para o Oriente Médio, possuindo ainda uma grande unidade fabril de explosivos militares na Arábia Saudita em vias de conclusão.

A Ocellott assinou, em outubro de 2022, um MoU com a MISA (Ministério do Investimento da Arábia Saudita). O objetivo do acordo é a aplicação de investimentos no desenvolvimento de baterias de propulsão para aeronaves elétricas, os eVTOLs (Electric vertical take-off and landing). Essa iniciativa está alinhada com o foco de investimentos da Arábia Saudita em aviação e eletrificação, assim como no desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos de altíssimo padrão para o país. Sobre a assinatura do acordo, o CEO Ocellott, Henrique Lemos, comentou: “A assinatura desse acordo é um passo importante na relação entre Ocellott e a Arábia Saudita, mas também um estreitamento da relação entre a Arábia Saudita e o Brasil, principal país da América Latina. Oferecemos uma colaboração tecnológica robusta e tecnologia aeroespacial de ponta que está alinhada a visão da Invest Saudi em desenvolver uma cadeia de suprimentos de altíssimo padrão no Reino da Arábia Saudita.”

A Taurus Armas está em vias de firmar uma importante joint venture para a produção local de armas leves (pistolas, submetralhadoras e fuzis) para equipar as Forças Armadas Sauditas e de outros países do Oriente Médio. A decisão deverá ocorrer ainda neste mês.

A WEG inaugurou, em março de 2022, na Arábia Saudita, a maior planta de dessalinização de água marinha do mundo, a Rabigh 3, da qual a empresa participou como fornecedora de motores e inversores de frequência. O êxito do projeto foi homenageado e reconhecido pelo Guinness World Records como “maior instalação de dessalinização por osmose reversa do mundo”. Tida como um dos subsegmentos em crescimento dentro da plataforma de Alimentos e Bebidas, a aquicultura dá à WEG a possibilidade de utilizar seus produtos nas mais diversas aplicações. Prova disso é o fornecimento feito pela Operação Comercial da WEG no Equador, em parceria com a fabricante equatoriana de bombas Delta Delfini, para um projeto de fazenda de camarão na Arábia Saudita.

*Com informações do Governo Brasileiro e da Agência de Notícias Saudita.


Embraer e US Cargo Systems concluem com sucesso a conformidade de instalação da FAA para o E190F


*LRCA Defense Consulting - 04/06/2024

A US Cargo Systems, empresa que projeta e desenvolve sistemas de movimentação de carga e entrega aérea para aeronaves comerciais e militares, alcançou um marco importante no programa Embraer E-Freighter.

Em maio deste ano, a Embraer e a US Cargo Systems concluíram com sucesso a conformidade da instalação do E190F com a Federal Aviation Administration (FAA). Esta grande conquista aproxima a Embraer e a US Cargo Systems da tão esperada entrada em serviço do programa E-Freighter.

A conformidade da instalação refere-se especificamente à verificação de que uma instalação ou componente novo/modificado na aeronave atende aos requisitos de certificação aplicáveis ​​e está instalado corretamente de acordo com os dados aprovados. No caso do E190F, a inspeção de conformidade da FAA se concentrou em garantir que a conversão da carga atendesse a todos os requisitos necessários para uma operação segura como aeronave cargueira.

A Embraer está convertendo aviões de passageiros E-Jet existentes em aeronaves de carga, principalmente os E190 e E195 no âmbito do programa E-Freighter. A aeronave Embraer E190F completou recentemente seu voo inaugural em São José dos Campos, Brasil.

A Embraer e os Correios, empresa postal controlada pelo Estado brasileiro, também assinaram um memorando de entendimento (MoU) focado no transporte aéreo de carga.




*Com informações do portal STAT Trade Times.

03 junho, 2024

Sierra Nevada e L3Harris: parceiras da Embraer para fabricar o C-390 nos EUA?

Renderização da L3Harris com o KC-390 Millennium, da Embraer

*LRCA Defense Consulting - 03/06/2024

Recentemente, esta Consultoria transcreveu duas matérias que abordam objetivamente a possibilidade de o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA adotar a aeronave multimissão Embraer KC-390 como seu padrão para transporte aéreo tático e reabastecimento aéreo, haja vista haver o reconhecimento de que ela tem inquestionáveis vantagens sobre o Hercules C-130J, atualmente em uso.

Na primeira delas, o autor  - um Coronel aposentado dos Fuzileiros Navais -  escreve no jornal do prestigiado US Naval Institute que, "como é improvável que o Departamento de Defesa e o Congresso aprovem isenções ao Buy American Act para comprar a aeronave, a parceira L3Harris ou outra empresa americana provavelmente teria que construir a aeronave em uma instalação nos EUA".

Com base na possibilidade de produção nos EUA, esta Consultoria estabeleceu um cenário no qual os KC-390 teriam a montagem final nas instalações da Embraer e de sua parceira americana SNC - Sierra Nevada Corporation - localizadas  na cidade de Jacksonville, na Flórida - seguida de modernização e preparação para a missão no centro de modificação da L3Harris em Waco, no Texas.

Para embasar tal cenário, vale discorrer sobre as parcerias da Embraer com a L3Harris e com a SNC - Sierra Nevada Corporation.

L3Harris Technologies

Em setembro de 2022, a Embraer S.A. e a L3Harris anunciaram uma parceria para o desenvolvimento do “Agile Tanker”, uma opção de reabastecimento aéreo tático ágil para atender às diretrizes operacionais da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e aos requisitos da Força Conjunta, especialmente para ambientes sob disputa.

O acordo visa expandir as capacidades de reabastecimento do jato tático KC-390 Millennium, da Embraer. Os aprimoramentos incluem a integração de um sistema de reabastecimento conhecido como “flying boom”, além de sistemas de missão, para permitir localização distribuída e apoio a operações em áreas sob disputa, bem como comunicação resiliente atendendo aos requisitos JADC2 (comando e controle conjunto para todos os domínios).

“Os estrategistas da Força Aérea dos Estados Unidos estabeleceram que a realização da visão de emprego ágil em combate (Agile Combat Employment) exigirá plataformas de reabastecimento otimizadas para apoiar uma abordagem desagregada de domínio aéreo em ambientes sob disputa”, disse Christopher E. Kubasik, Presidente e CEO da L3Harris. “A colaboração com a Embraer para desenvolver e integrar novas capacidades à aeronave multimissão KC-390 fornece uma solução econômica e de rápida implementação, que incorpora nossa reconhecida abordagem disruptiva.”

Os aprimoramentos complementarão as atuais capacidades de reabastecimento da aeronave, que incluem o sistema do tipo “sonda e cesto” de velocidade variável, a habilidade de receber combustível em voo, além de decolagem e pouso em pistas curtas e não preparadas, permitindo uma maior cobertura da área de missão.

“Continuamos buscando parcerias significativas e estratégicas que gerem novos desenvolvimentos e ampliem o alcance de mercado do KC-390 Millennium”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. “Nossa aeronave está chamando a atenção das forças aéreas em todo o mundo, e estamos particularmente entusiasmados com esta oportunidade de combinar a plataforma e os sistemas de última geração da Embraer com as soluções de missão da L3Harris para atender às diretrizes operacionais da Força Aérea dos Estados Unidos.”

As diretrizes operacionais da USAF são um mapa de referência para se desenvolver com sucesso as novas tecnologias, doutrinas e culturas que as Forças Aérea e Espacial devem possuir para deter e, se necessário, derrotar adversários atuais e futuros.

Para atender aos requisitos da legislação dos Estados Unidos (“Buy American Act”), a produção do programa “Agile Tanker” terá montagem final nos Estados Unidos, seguida de modernização e preparação para a missão no centro de modificação da L3Harris em Waco, no Texas.

No dia 06 de março, em uma aparente evolução do negócio, a L3Harris postou em uma rede social que "Somos parceiros da Embraer para desenvolver opções ágeis de tanque para atender aos futuros requisitos de reabastecimento aéreo da United States Air Force, combinando nossas décadas de experiência em missionamento de aeronaves com a plataforma KC-390 Millennium de última geração da Embraer".

Compartilhando a postagem, João Bosco Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, escreveu: "Estamos orgulhosos de unir forças com a L3Harris neste empreendimento. O Agile Tanker combina os pontos fortes da Embraer e da L3Harris, para oferecer grande valor à USAF".


Em seu site, a L3Harris passou a divulgar a iniciativa afirmando que "A L3Harris e a Embraer estão investindo no futuro da Força Aérea dos Estados Unidos – desenvolvendo soluções de tanques aerotransportados otimizadas para operações Agile Combat Employment e Joint All-Domain Command and Control em apoio a frotas aéreas críticas em todo o mundo."

Prossegue afirmando que "O avião-tanque tático KC-390 Millennium da Embraer, emparelhado com os avançados sistemas de missão L3Harris e décadas de experiência em missões de aeronaves, proporcionará operações de reabastecimento econômicas, suporte multimissão e opções de bases ágeis para maior cobertura da área de missão."

Sobre a colaboração entre as duas empresas, a L3Harris escreve que possibilitará:
- Desenvolver uma solução de reabastecimento ágil focada em logística contestada e emprego de combate ágil.
- Adicionar operações de lança ao KC-390 Millennium da Embraer para maior flexibilidade de missão.
- Complementar as capacidades de tanques estratégicos existentes com uma solução de tanques táticos e ágeis que opera a partir de pistas austeras – colocando mais booms mais perto da luta.
- Adicionar comunicações resilientes que suportam requisitos JADC2 em evolução, autonomia e necessidades de Inteligência Artificial.

Sierra Nevada Corporation
Como foi feito para o Super Tucano atender as normas comerciais americanas, poderia também a Embraer firmar uma nova parceria com a SNC - Sierra Nevada Corporation, uma grande, conceituada e experiente empresa do setor aeroespacial do EUA, para fabricar o KC-390 nos Estados Unidos.

Afinal, além de colaborar na fabricação dos Super Tucano e já possuir um parque fabril nos EUA, a SNC irá agora transformar jatos comerciais de passageiros em Centros de Operações Aerotransportados de Sobrevivência (Survivable Airborne Operations Center, ou SAOC), também conhecidos como "aviões do dia do juízo final” da Força Aérea dos EUA (veja matéria mais abaixo).

Com base nesse possível cenário, segue-se uma breve explicação sobre a SNC e sua parceria com a Embraer no Super Tucano, bem como uma transcrição de matéria sobre a construção do novo SAOC, a fim de que seja possível aquilatar as potencialidades da parceira da Embraer nos Estados Unidos.


Em fevereiro de 2013, a USAF concedeu o contrato do programa LAS à SNC e à sua parceira, a Embraer Defence & Security, para fornecer 20 aeronaves A-29 Super Tucano da Embraer, bem como equipamentos para treinamento em solo, treinamento de pilotos e mecânicos e suporte logístico, com o objetivo de utilizar as aeronaves para desempenhar missões de apoio aéreo tático, reconhecimento e treinamento para as forças militares do Afeganistão. Em março de 2013, a Embraer oficialmente inaugurou instalações com 3.716 metros quadrados na cidade de Jacksonville, na Flórida, para produzir as aeronaves do programa LAS. As instalações em Jacksonville realizam as etapas de pré-equipagem, montagem mecânica e estrutural, instalação e teste de sistemas e testes em voo das aeronaves A-29. Posteriormente, os A-29 foram também vendidos para diversos países.

Como principal contratante da Força Aérea dos EUA para todas as vendas de A-29 para clientes militares nacionais e estrangeiros, a SNC traz um nível de experiência no fornecimento de aeronaves, sistemas de missão e soluções completas de treinamento e sustentação que poucos conseguem igualar.

A integração de sistemas de aeronaves tem estado entre as principais áreas da empresa durante a maior parte dos seus quase 60 anos de história. Na verdade, a SNC tem uma vasta experiência em modernização, design, integração, modificação, teste e certificação em plataformas que vão desde o C-130 ao Pilatus PC-12 e ao Dornier 328.

A SNC gerencia os diversos requisitos de configuração para cada frota de clientes A-29 – que inclui Forças Aéreas em quase todos os continentes – por meio de produção, treinamento, entrega e sustentação do ciclo de vida com o que chama de Abordagem de Pacote Total. Isso inclui suporte logístico de empreiteiro (CLS) presencial e virtual, engenharia de sustentação, treinamento de piloto e manutenção e atualizações e aprimoramentos pós-entrega ao longo da vida do programa. A SNC também trabalha diretamente com a USAF para gerenciar a configuração e aeronavegabilidade da aeronave.

Maior salto da Embraer na área de Defesa e Segurança
O KC-390 Millennium é veloz, versátil e pode ser rapidamente reconfigurado para executar uma série de missões com alto índice de confiabilidade.

Ao combinar a avançada plataforma Embraer KC-390 Millennium com a montagem final pela SNC e a experiência da L3Harris em integrar sistemas de missão, as empresas envolvidas estarão preparadas para o que poderá representar o maior salto na área de Defesa e Segurança da gigante aeroespacial brasileira, ou seja, fornecer a próxima geração de aeronaves de reabastecimento tático ágil ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos, à USAF e ao Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, bem como às forças aéreas de países aliados.

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Renderização da Sierra Nevada Corp. de seu Centro de Operações Aerotransportadas de Sobrevivência

Como a Sierra Nevada Corp. está começando a construir a frota do próximo dia do juízo final

*Aviation Week, por Brian Everstine - 22/05/2024

Menos de um mês depois de ganhar seu maior contrato, a Sierra Nevada Corp. entregou a primeira rodada de projetos necessários e está se preparando para a chegada de seu primeiro 747-8i a ser modificado como parte do programa Survivable Airborne Operations Center da Força Aérea dos EUA.

A SNC recebeu no final de abril um contrato de desenvolvimento de engenharia e fabricação no valor de até US$ 13 bilhões para substituir a antiga frota E-4B Nightwatch do serviço. A SNC comprou cinco 747-8is da Korean Air Lines para começar a construir a frota, e o primeiro deverá chegar em Dayton, Ohio, dentro de semanas.

O prêmio foi de grande importância para a empresa sediada em Sparks, Nevada, que durante décadas se concentrou em programas menores de modificação de aeronaves derivadas comerciais. A empresa venceu a OEM, Boeing, pela SAOC em uma proposta que a empresa diz ser indicativa de uma mudança na forma como os programas de derivativos serão abordados.

“A parte mais importante do SAOC não é o que você vê, é mais do que apenas um E-4B rehospedado, mais do que apenas ferro novo”, diz Brady Hauboldt, vice-presidente de planos e programas estratégicos de aviação da empresa. “Nossa arquitetura modular de sistema aberto traz uma nova abordagem para modificação de aeronaves derivadas comerciais. Fundamentalmente, isso mudará a forma como o DOD vê as modificações de aeronaves comerciais, não mais vinculadas ao OEM.”

A SNC anunciou em 22 de maio que está se unindo à Collins Aerospace, FSI Defense, GE Aerospace, Greenpoint Technologies, Lockheed Martin Skunk Works e Rolls-Royce para o SAOC. A equipe inclui alguns que já fazem parte do programa E-4B e outros programas semelhantes, diz Hauboldt.

“Eles trazem o conhecimento de domínio que forneceram não apenas para a comunidade [E-4B], mas para outras plataformas e sistemas de missão”, disse Hauboldt ao Aerospace DAILY na primeira entrevista da empresa desde que venceu o SAOC. “Então nós os aproveitamos os melhores da raça, por assim dizer. É um termo usado demais, mas realmente tentamos encontrar aqueles que trazem a melhor experiência, conhecimento e capacidade para o SAOC.”

A Korean Airlines anunciou, em um documento no início deste mês, que estava vendendo cinco 747-8is para Sierra Nevada a um custo de US$ 675 milhões. Hauboldt diz que esta venda estava em andamento há muito tempo, começando quando a empresa analisou os requisitos da Força Aérea e determinou que os 747-8is eram a melhor escolha.

“Avaliamos todos os proprietários-operadores, as frotas que existem e fizemos uma seleção com base na disponibilidade e nos altíssimos padrões de manutenção do atual operador de frota”, afirma. “Estamos em negociações há muito tempo para encomendar essas aeronaves e não foi nenhuma surpresa para mim que conseguimos executar tão rapidamente depois que o contratante principal foi adjudicado.”

O tamanho final da frota não está definido, embora as indicações sejam de 8 a dez aeronaves. A SNC está “preparada para apoiar o tamanho objetivo da frota quando estiver pronta”, diz ele.

A maior parte do trabalho ocorrerá no novo complexo da empresa em Dayton, Ohio. A SNC planeja expandir o local para incluir quatro instalações de MRO e o maior complexo de tintas livres de emissões do país. Além disso, a empresa realizará trabalhos de SAOC nas áreas de Dallas-Fort Worth e Denver. Há eventos de contratação planejados para os três nas próximas semanas, como parte dos planos de crescimento da empresa.

A concessão SAOC foi ligeiramente adiada por alguns meses, permitindo à empresa preparar um plano de comunicação juntamente com planos de contratação e crescimento de instalações. Embora houvesse relatos de que a Boeing havia desistido da competição meses antes da premiação, Hauboldt diz que ela era competitiva até a premiação.

Ao contrário dos programas anteriores de derivativos comerciais de preço fixo, como o avião-tanque KC-46 e a substituição da aeronave presidencial VC-25B, o prêmio SAOC foi acrescido de custo. A abordagem de preço fixo causou atrasos e grandes excedentes para o OEM. Além disso, com o plano amadurecido para SAOC, o programa começará mais tarde no ciclo de desenvolvimento, em comparação com um novo início.

“Sinceramente, acho que a estrutura do contrato é apropriada para o nível de risco deste programa, a entrada no desenvolvimento de engenharia e produção é apropriada para este tipo de programa”, diz Hauboldt. “Mas ficou bastante claro na nossa discussão inicial com a Força Aérea dos EUA que ambos concordamos que comunicações abertas e transparentes são essenciais. Ambos estamos nos concentrando na mitigação precoce de riscos e no gerenciamento de oportunidades, e é isso que contribui para um programa saudável no longo prazo, porque haverá desafios pela frente.”

Outro ponto crítico na competição foram os direitos de dados, já que a Boeing é o OEM do 747, enquanto o plano da SNC é fornecer o máximo de dados possível à Força Aérea. O plano de modificações da empresa forneceria um “amortecedor, por assim dizer, entre o que deve permanecer proprietário e o que poderiam ser direitos de dados de propriedade do governo”.

“Todo o trabalho que a SNC realiza sob contrato financiado pelo governo pertence ao governo, de acordo com [o Regulamento de Aquisição Federal], que é como deveria ser”, afirma.

Como a Boeing é o OEM, a FAA exige que os manuais de voo e as instruções para aeronavegabilidade contínua sejam mantidos no certificado de tipo. Além disso, o SNC é flexível quanto aos direitos para todas as outras modificações.

“Minha contribuição para a Força Aérea, o DOD, sempre foi permitir que os OEMs fizessem o que fazem de melhor, que é construir grandes aeronaves, mas deixar o melhor da inovação na indústria competir por essas modificações de aeronaves comerciais derivadas”, diz ele. . “Foi assim que a SNC investiu e se expandiu nas últimas duas décadas, para estar em posição de fazer algo assim em praticamente qualquer aeronave, seja um 747 ou algo muito menor.”

Grande licitação da SENASP para carabinas, lanternas e miras foi prorrogada para o final de junho


*LRCA Defense Consulting - 03/06/2024

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) abriu um processo licitatório internacional, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), para adquirir 33.910 carabinas semiautomáticas calibre 5,56, 35.447 lanternas ajustáveis e 34.346 miras optrônicas.

O total previsto para o processo é de R$ 672,4 milhões, sendo que as carabinas poderão chegar ao valor de R$ 401 milhões. Já as lanternas e as miras optrônicas estão estimadas em R$ 77,5 milhões e R$ 193,9 milhões, respectivamente.

O processo tinha a previsão de ser finalizado em 24 de maio, mas foi prorrogado para o final de junho. 

Esta pode ser uma excelente oportunidade para o governo federal priorizar a indústria nacional e, em especial, uma grande empresa gaúcha com mais de 3.000 funcionários diretos e mais 20 mil pessoas indiretamente beneficiadas no Rio Grande do Sul, neste momento particular que está sendo tão difícil para os gaúchos.


Mexicana de Aviación encomenda 20 jatos E2 da Embraer

 

*LRCA Defense Consulting - 03/06/2024

Confirmando e ampliando o que foi divulgado por esta Consultoria em 28/02/2024, a Mexicana de Aviación, companhia aérea estatal do México, fez um pedido de 20 jatos E2 da Embraer. O acordo inclui 10 jatos E190-E2 assim como 10 jatos E195-E2 com entregas previstas para o segundo trimestre de 2025. A companhia aérea vai configurar o E190-E2 com 108 assentos e o E195-E2 com 132 – ambos em classe única. 

A Mexicana será a primeira operadora dos jatos E2 no México e irá se beneficiar dos baixos custos operacionais e da eficiência de combustível dessas aeronaves, reforçando o compromisso da companhia aérea e da Embraer com a sustentabilidade e em promover uma aviação mais eficiente. 

Com essa decisão estratégica, a Mexicana irá crescer e modernizar a sua frota, fortalecendo a conectividade doméstica e internacional para oferecer viagens acessíveis e confortáveis aos seus clientes, com os mais elevados padrões de segurança e de serviço. 

“Damos as boas-vindas à Mexicana, que será a primeira operadora da família E2 no México. A companhia aérea se destaca pelo sucesso e rápido crescimento que alcançou desde o reinício de suas operações, em dezembro de 2023. A Mexicana já está voando para 18 destinos, transportando mais de 115 mil passageiros e acumulando mais de 3.280 horas de voo nesse curto período. Assim, a companhia aérea reforça o seu compromisso com a excelência operacional e o atendimento aos clientes”, afirma Priscilla Doro Solymossy, Vice-Presidente de Vendas & Marketing da Embraer Aviação Comercial para América Latina e Caribe.

01 junho, 2024

Grupo Colt CZ fecha aquisição da Sellier & Bellot. CBC, controladora da Taurus, passa a deter 27,71% do Grupo


*LRCA Defense Consulting - 01/06/2024

A fabricante de armas tcheca Colt CZ Group SE (Colt CZ) anunciou que fechou, em meados de maio, a aquisição do produtor de munição Sellier & Bellot da CBC Europe Sa rl (CBC) por uma combinação de contraprestação em dinheiro de US$ 350 milhões e uma nova emissão de ações ordinárias da Colt CZ.

O preço total de aquisição é de US$ 703 milhões, excluindo a dívida líquida da Sellier & Bellot.

“A conclusão da aquisição da Sellier & Bellot fortalece significativamente a posição do nosso Grupo no segmento de munições de pequeno calibre e é uma extensão natural do nosso escopo para além da produção de armas ligeiras”, disse o presidente do conselho da Colt CZ, Jan Drahota.

A Colt CZ anunciou a aquisição em dezembro passado, após a qual aguardava a aprovação das autoridades reguladoras de vários países.

A multinacional brasileira CBC Global Ammunition tornou-se acionista da Colt com uma participação de aproximadamente 27,71 por cento. As novas ações foram emitidas hoje.

Um representante da CBC assumirá um lugar no conselho de supervisão da Colt CZ, enquanto o CEO da Sellier & Bellot, Radek Musil, se tornará membro do conselho de administração da Colt CZ. “Nenhuma mudança adicional na gestão da Sellier & Bellot está planejada atualmente”, disse Colt CZ.

O Grupo Colt CZ é um dos principais produtores mundiais de armas de fogo e munições para uso militar e policial, defesa pessoal, caça, tiro esportivo e outros usos comerciais. O Grupo comercializa e vende seus produtos principalmente sob as marcas Colt, CZ (Česká zbrojovka), Colt Canada, CZ-USA, Dan Wesson, Spuhr, swissAA e 4M Systems. Sediado na República Tcheca, o Grupo Colt CZ emprega mais de 2.000 pessoas em suas instalações de produção nesse país, nos Estados Unidos, Canadá, Suécia, Suíça e Hungria. O Colt CZ é de propriedade da Česká zbrojovka Partners SE, que detém 54,5 por cento da Colt CZ. Outros 27,7% pertencem à CBC e os 17,8% restantes são ações negociadas publicamente.

A Sellier & Bellot, que remonta a 1825, produz munições de pequeno calibre. Seu portfólio de produtos inclui uma ampla gama de munições de caça e esportivas e componentes para pistolas e revólveres, rifles, espingardas e cartuchos de percussão circular. A Sellier & Bellot também é um importante fornecedor de munição para clientes militares e policiais em todo o mundo. A empresa possui aproximadamente 1.600 funcionários.

As empresas CBC Global Ammunition LLC e CBC Europe S.à r.l. são as entidades detentoras de um grupo de empresas com atuação internacional no setor de munições: CBC Brazil, Magtech Ammunition, MEN, SinterFire, New Lachaussée e Fritz Werner. Juntas, esta aliança estratégica forma uma das maiores corporações de munições do mundo, com uma experiência combinada de mais de 300 anos na fabricação de calibres pequenos e médios.

“A contribuição bem-sucedida de uma das principais empresas do CBC Global Ammunition Group para o Grupo Colt CZ em troca de uma participação acionária significativa marca o ponto de partida de uma colaboração estratégica impactante. Estamos convencidos da visão de longo prazo da administração da Colt CZ e acreditamos que a transação levará a uma criação de valor notável entre os segmentos de munições e armas de fogo. Nossa subsidiária Magtech Ammunition continuará a servir como entidade de vendas dedicada da Sellier & Bellot nos Estados Unidos. Isso garante atendimento excepcional ao cliente e distribuição confiável para preservar ainda mais a trajetória de crescimento da Sellier & Bellot no mercado de munição mais relevante”, comentou Fabio Mazzaro, CFO da CBC Global Ammunition LLC, em dezembro de 2023.

CBC, Taurus Armas e Colt CZ: uma parceria estratégica?
Com a venda da Sellier & Bellot, além de receber US$ 350 milhões para reforçar seu caixa, a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) adquiriu uma participação acionária de 27,71% no Grupo Colt CZ, que está presente na República Checa, Estados Unidos, Canadá, Suécia, Suíça e Hungria.

Após ter adquirido a Taurus Armas S.A. em 2015, o fato marca o segundo ingresso indireto da gigante brasileira de munições no segmento mundial de armas leves (pistolas, submetralhadoras, carabinas e fuzis), onde a Colt e a CZ têm grande expertise e tradição, especialmente a primeira.

"Colaboração estratégica impactante"
A importância do negócio pode ser aquilatada pelas palavras de Marco Fabio Mazzaro, CEO da CBC Brasil e CFO (diretor financeiro) da CBC Global Ammunition, “A contribuição bem-sucedida de uma das principais empresas do CBC Global Ammunition Group para o Colt CZ Group, em troca de uma participação acionária significativa, marca o ponto de partida de uma colaboração estratégica impactante. Estamos convencidos da visão de longo prazo da administração da Colt CZ e acreditamos que a transação levará à criação de valor notável entre os segmentos de munições e armas de fogo”.

Taurus Armas

Como a Taurus Armas S.A. é controlada pela CBC, é admissível que, por meio dessa participação triangular, a líder mundial em vendas de armas leves tenha sua porta de entrada no mercado americano de Law Enforcement, haja vista que o Grupo Colt CZ, pela participação histórica nesse mercado, seria um parceiro de primeiríssima linha, marcando uma inédita e estratégica cooperação entre as três grandes empresas, tanto para o Law Enforcement americano como para outras licitações internacionais.

A se concretizar tal cenário, é lícito esperar que haja uma inesperada reconfiguração de forças entre as principais fabricantes mundiais de armamento leve, com a Taurus e a Colt CZ assumindo um novo e importante patamar entre seus pares.

KC-390: a nova aeronave que o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA precisa para reabastecimento aéreo e transporte tático

C-390 no exercício Storm Flag 2024 (USA)

*US Naval Institute, por Coronel Retd. Albert Carpenter, Reserva do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA - Maio de 2024

As (normas para) Instalações e Logística 2030 do Corpo de Fuzileiros Navais fornecem diretrizes para “as organizações que apoiam a geração de força, projeção de poder, emprego e sustentação de Forças de Fuzileiros Navais prontas”. Elas reiteram que “entre as sete funções de combate, a logística é a que mais determina o ritmo das operações e o alcance operacional de uma unidade. Nenhuma outra função de combate afeta mais profundamente a nossa capacidade de persistir em espaços contestados.”

A aeronave de transporte de asa fixa preferida do Corpo de Fuzileiros Navais é o Lockheed KC-130J Hercules, a versão mais recente de uma aeronave que voou pela primeira vez em 1954. Sua linha de produção é a mais antiga para uma aeronave militar em qualquer lugar do mundo, e todas as versões juntas representam cerca de 21% dos transportes militares em operação em todo o mundo. A Lockheed extraiu quase tudo o que pode deste projeto turboélice de quatro motores.

Ao longo da última década, evoluíram tecnologias que agora oferecem projetos com custos de aquisição mais baixos, limites de velocidade e altitude mais elevados e custos de ciclo de vida projetados mais baixos.

O Corpo de Fuzileiros Navais tem uma reserva e quatro esquadrões Hércules ativos, cujas missões incluem reabastecimento aéreo e terrestre rápido, transporte de pessoal e carga, evacuações médicas, inserções de paraquedas e reabastecimento de emergência em zonas de pouso não melhoradas. Eles podem reabastecer helicópteros e aeronaves tiltrotor e de asa fixa em apoio a missões táticas, operações de treinamento ou voos de balsa.  Três esquadrões atingiram o seu nível de força de 17 aeronaves, com mais um a atingi-lo no ano fiscal (AF) de 2026 e o ​​outro no AF27. Mas comparado com outras aeronaves de transporte e reabastecimento tático, o Super Hercules é lento, de "pernas curtas" e tem capacidades de carga demasiado pequenas para os desafios que o Corpo de Fuzileiros Navais espera enfrentar no futuro.

À medida que o Corpo de Fuzileiros Navais evolui, os desafios de conduzir operações distribuídas em ambientes logísticos contestados aumentam significativamente. A Tabela 1 mostra como o C-130J Hercules se compara a possíveis alternativas.

Embraer KC-390 Millennium - a melhor opção
Entre as aeronaves atualmente operacionais na categoria de transporte tático médio, o C-27J e o C-295 são muito pequenos, muito lentos, muito limitados em capacidade e/ou muito limitados em alcance. Outras opções, como o Airbus A400 ou o Kawasaki C-2, não desempenham exatamente as mesmas funções. A Airbus considera o A400 um avião de transporte estratégico, e a aeronave da Kawasaki é muito mais pesada, tornando-a menos adequada para instalações não melhoradas. Ambas as aeronaves também são consideravelmente mais caras que o KC-130J ou o KC-390. Apenas uma aeronave oferece melhorias significativas ao Corpo de Fuzileiros Navais em todas as missões.

O Embraer KC-390 Millennium entrou em serviço na Força Aérea Brasileira em 2019. Portugal começou a utilizá-lo em 2023 e foi selecionado pela República Checa, Hungria, Áustria e Coreia do Sul. A Holanda fez um pedido e a Embraer tem interesse de vários outros membros da OTAN, bem como de países da África e da região Indo-Pacífico. A aeronave será integrada no Comando Europeu de Transporte Aéreo, o centro de comando que exerce o controle operacional da maioria das frotas de reabastecimento aéreo e transporte militar de sete estados membros da União Europeia.

Com o KC-390, a Embraer se afastou do projeto típico de turboélice. Embora seja aproximadamente do tamanho de um Hercules, ele tem asa alta e curvada, configuração de cauda em T e dois motores turbofan IAE V2500-E5. Com este projeto, ele pode navegar a cerca de 470 nós (540 mph) a um teto operacional de cerca de 36.000 pés. A Embraer afirma que a aeronave também terá o menor custo de ciclo de vida do mercado de transporte aéreo médio. Grande parte da tecnologia vem de sistemas e conhecimentos de engenharia do negócio de companhias aéreas comerciais da empresa, que constrói os populares aviões E-Jet de curto e médio alcance, com mais de 1.600 construídos até o momento.

Com seus ágeis sistemas fly-by-wire com circuito fechado e alavancas laterais ativas e superfícies de controle como spoilers, o KC-390 é bastante ágil em baixas velocidades. Com motores montados no alto de suas asas, a aeronave não deverá ter problemas com pistas de pouso degradadas ou com os problemas e despesas causados ​​por danos às hélices compostas de seis pás do Hercules.

Os dois motores turbofan de dois eixos e alto desvio da International Aero Engines (IAE) (em comparação com quatro turboélices no Super Hercules) oferecem desempenho significativo e benefícios econômicos, incluindo requisitos reduzidos de combustível e manutenção. Os motores da série IAE 2500 com reversores em seu projeto são instalados nas famílias de aeronaves Embraer 190 e Airbus A320, bem como no McDonnell Douglas MD-90. O Sistema de Manutenção a Bordo integrado da aeronave mantém o controle da aeronave. E o sistema de controle fly-by-wire reduz significativamente a carga de trabalho da tripulação.

Aviônicos avançados e característica de multimissão
Para entrega aérea, seus aviônicos avançados permitem que a tripulação calcule um ponto de liberação de ar com excelente precisão, enquanto o moderno sistema de manuseio de carga e entrega aérea (CHADS) oferece liberação remota e automática de carga em voo, tanto em altas como em baixas altitudes. Tanto a configuração interna quanto a externa da aeronave podem ser alteradas de forma rápida e fácil para facilitar diversas missões. É notável que, ao procurar um sucessor para os seus antigos C-130, o Ministério da Defesa holandês descobriu que o KC-390 era uma escolha melhor do que o C-130J.

Parceria com a L3Harris
Em setembro de 2022, a L3Harris Technologies firmou parceria com a Embraer para converter o KC-390 em um “avião-tanque ágil” que pode voar mais perto das linhas de frente em conflitos e reabastecer todos os tipos de aeronaves militares dos EUA e aliadas. Nos termos do acordo, a L3Harris planeja desenvolver um boom de reabastecimento – para complementar o seu sistema existente de buddy stores – e equipamento especial de comunicação militar nos aviões. A aeronave também poderia substituir os C-130 do Comando de Operações Especiais da Força Aérea, das unidades da Guarda Nacional e dos aliados.

Como é improvável que o Departamento de Defesa e o Congresso aprovem isenções ao Buy American Act para comprar a aeronave, a L3Harris ou outra empresa americana provavelmente teria que construir a aeronave em uma instalação nos EUA (tal como foi feito para o Super Tucano, por meio da parceria com a SNC - Sierra Nevada Corporation).

Multiplicador de forças disponível em 2027
A transição para o KC-390, com sua capacidade de reconfiguração rápida para outra missão, poderia ser um multiplicador de força para o Corpo de Fuzileiros Navais. Ele voa mais rápido, transporta mais carga por distâncias maiores com menores custos de manutenção e combustível e custa menos que o KC-130J. E com a sua capacidade de reabastecimento em voo, oferece aos comandantes combatentes a capacidade de apoiar operações dispersas ao longo das vastas distâncias do Indo-Pacífico ou do Extremo Norte.

Como todo o desenvolvimento e testes foram concluídos e com a escala que um fabricante norte-americano traz, ele poderá entrar em produção e estar disponível para o Corpo de Fuzileiros Navais já no ano fiscal de 27.
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Embraer C-390
 

O KC-390 realmente substituirá o C-130?

*Platoon (Coreia do Sul) - 30/05/2024

Recentemente, o argumento de que o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA deveria comprar o KC-390 do Brasil como sucessor do KC-130J nos EUA foi levantado por alguns meios de comunicação autorizados, atraindo a atenção. A afirmação foi feita pelo Instituto Naval dos EUA (USNI), uma organização acadêmica de defesa americana. Embora seja uma organização privada na qual a Marinha e o governo dos EUA não estão diretamente envolvidos, a grande maioria dos seus 50.000 membros são oficiais da ativa ou da reserva/aposentados da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, e as opiniões expressas na mídia online e offline (como no jornal Proceedings) por ela publicados têm um peso que não pode ser facilmente ignorado.

Deficiências do Hercules C-130J

O artigo no site da USNI foi escrito por um coronel aposentado do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. De acordo com sua afirmação, o KC-130J, a principal aeronave de transporte tático e avião-tanque de reabastecimento aéreo do atual Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, é uma aeronave desenvolvida na década de 1950 e não importa quão avançada a tecnologia tenha sido atualizada. Como é a base, diz-se que o desempenho real foi “espremido ao seu limite”, e isso não é particularmente errado. Além disso, por se tratar de uma aeronave de transporte turboélice, é verdade que apresenta algumas deficiências em termos de alcance, carga útil e velocidade para os padrões modernos.

Em particular, problemas com carga útil e alcance são limitações eternas da série C-130. Quando foi desenvolvido na década de 1950, a carga útil de 19 toneladas e o espaço de carga do C-130 eram muito respeitáveis, mas agora, 70 anos depois, está agindo como uma limitação significativa. Na verdade, no caso do veículo blindado Stryker, existem algumas limitações criadas pela solicitação para permitir o transporte do C-130, e não é exagero dizer que o tipo MGS, que é a versão de canhão móvel do Stryker, foi na verdade um caso de fracasso ao tentar fazer algo dentro dessas limitações.

Hercules KC-130J

Única alternativa neste momento é o KC-390
Em suma, precisamos de uma plataforma que seja mais rápida, carregue mais e viaje mais longe do que o atual KC-130J, ao mesmo tempo que oferece um preço e custo de manutenção razoáveis. Em última análise, o autor argumenta que a única alternativa neste momento é o KC-390. E esta é uma história com alguma validade. Na verdade, é mais rápido, transporta mais e viaja mais longe, e uma função de reabastecimento aéreo pode ser adicionada. O preço e o custo de manutenção são suficientemente comparáveis ​​aos do KC-130J, e também possui as capacidades de operação de campo necessárias para uma aeronave de transporte tático.

Outros concorrentes não se qualificam

É particularmente importante para o autor que não exista praticamente nenhuma aeronave que possa ser comparada como concorrente. A maioria das outras aeronaves de transporte tático (especialmente o C-295, que vendeu bem em todo o mundo) são menores que o C-130 e não se qualificam, e o A400M está mais próximo em peso de uma aeronave de transporte estratégico do que de uma aeronave de transporte tático e é muito caro. O Kawasaki C-2 do Japão também tem tamanho próximo ao A400M, por isso não é comparável à aeronave da série C-130.

Interoperabilidade multinacional na OTAN
Até o número de estações operacionais está aumentando constantemente. Seis países, incluindo a Coreia, já a introduziram ou decidiram introduzi-la, e espera-se que o número aumente de forma constante. Dado que quatro países da OTAN já o introduziram ou decidiram introduzir, torna-se cada vez mais vantajoso em termos de interoperabilidade multinacional.

Kawasaki C-2

Produção nos EUA
O problema restante é como produzir isso nos Estados Unidos. Isso ocorre porque os Estados Unidos licenciam e fabricam internamente a maior parte de seus equipamentos estrangeiros. Porém, a fabricante Embraer já firmou parceria com a L3Harris dos Estados Unidos, e se houver um movimento específico para introduzi-lo nos Estados Unidos, não será um grande problema dar as mãos à L3 ou outra parceiro para prosseguir com a produção nos Estados Unidos.

O peso de um artigo oficial do Instituto Naval dos EUA
É claro que só porque um coronel aposentado do Corpo de Fuzileiros Navais diz algo não precisa necessariamente ser levado a sério, mas se vier de um artigo oficial do USNI e não de outro lugar, nunca poderá ser ignorado. Na verdade, a consciência das limitações da série C-130 está claramente a ser discutida mesmo dentro das forças armadas dos EUA no século XXI, e é claro que a série KC-390 está a ser discutida como a alternativa mais provável neste momento. Resta saber se os militares dos EUA substituirão seriamente o C-130 por um novo modelo do Brasil, mas dado que a substituição do C-130, que há muito tempo é considerada sacrossanta, tornou-se agora um tema de discussão pública, pode haver uma mudança surpreendentemente rápida, não sei.


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