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25 agosto, 2024

Indo-MIM é a maior exportadora de defesa da Índia e uma referência para o novo negócio da Taurus

Na LAAD Security & Defence 2024, a Taurus expôs, pela primeira vez em uma feira do setor, algumas de suas peças com a tecnologia M.I.M.


*LRCA Defense Consulting - 24/08/2024

O maior exportador privado de produtos de defesa da Índia não é o Tata Group com seus múltiplos acordos, ou outro player gigante do setor, como o Mahindra Group ou o Kalyani Group, que fechou acordos com a Armênia para suas armas de artilharia. Dados do Ministério da Defesa desse país divulgados nesta semana mostram que a Indo-MIM, sediada em Bengaluru, ocupa o primeiro lugar. 

Fundada em 1996, a Indo-MIM se tornou líder global em produtos de moldagem por injeção de metal (M.I.M.), atendendo clientes em mais de 45 países nas Américas, Europa e Ásia. Como um produtor de peças MIM totalmente integrado, destaca-se em design, ferramentas, materiais e operações abrangentes de acabamento e montagem. Além disso, é especializada em moldagem por injeção de cerâmica (CIM), fundição de investimento (IC), manufatura aditiva/impressão 3D, usinagem de precisão e soluções de automação. A Indo-MIM é a maior empresa de M.I.M. do mundo, com uma instalação bem estabelecida em Bangalore, Índia, e Texas, EUA, desenvolvendo mais de 6.000 variedades de peças/componentes M.I.M. para vários segmentos, como defesa, automotivo, consumidor, médico e aeronáutico.

Taurus: hub de peças para unidades produtivas no mundo
Somente duas fábricas de armas tem a tecnologia M.I.M. no mundo, e a Taurus é a única no Hemisfério Sul.

Em uma arma, estão presentes cerca de 14 peças de M.I.M. e a empresa, hoje, fabrica mais de 110 mil dessas peças por dia. A unidade fabril de São Leopoldo (RS) é a responsável pela fabricação e distribuição de peças M.I.M. para todas as unidades produtivas (Brasil, EUA, Índia e, provavelmente, Arábia Saudita).

Como a CBC, controladora da Taurus Armas S.A., adquiriu cerca de 27% do Grupo Colt CZ neste ano, a alta direção da Taurus já visitou as sedes da CZ, na República Tcheca, e da Colt CZ, nos Estados Unidos, enquanto que a equipe da Colt CZ, por sua vez, esteve em visita à Taurus, em São Leopoldo. Durante essas visitas, foram encontradas importantes sinergias entre as duas empresas, que devem potencializar a produção da Taurus. A primeira delas se transformará em um novo e promissor negócio para a multinacional gaúcha, representado pela produção de peças M.I.M. e de peças usinadas por processo robótico (Taurus 4.0) para uso em armas produzidas pelo Grupo Colt CZ em várias partes do mundo.

Um novo centro de negócios
Em 2021, a Taurus Armas adquiriu o mais moderno e atualizado equipamento para processamento M.I.M. Fabricado pela empresa alemã Cremer Thermoprozessanlagen GmbH - líder mundial em fornos contínuos de debinding e sinterização - o MIM Master NEO XL é a mais recente tecnologia da Cremer para a produção em larga escala de peças metálicas complexas com alta produtividade e significativa redução de custos de energia e operação.

Em 2024, a empresa, em linha com a estratégia de investimento em tecnologia de equipamento e em pesquisa e desenvolvimento de materiais, anunciou que está previsto para o 2º semestre a chegada de um novo forno elétrico contínuo de M.I.M. O equipamento proporcionará maior eficiência e produtividade, além da utilização de maior gama de ligas metálicas (grafeno, nióbio etc.), levando à uma significativa redução de custos. 

Com esse forno de última geração, que deverá começar a operar ainda neste ano, a Taurus dobrará a capacidade instalada do M.I.M., o que permitirá ampliar a venda para terceiros em diferentes negócios e mercados, com o M.I.M. se tornando um novo centro de negócios da Taurus.

O novo forno, combinado com a utilização da fórmula própria do composto (veja abaixo), além de gerar uma economia de custos de cerca de 25% e tornar a empresa independente de fornecedores estrangeiros desse material, possibilitará dobrar as vendas de produtos M.I.M., podendo gerar uma significativa receita adicional, já que a intenção da empresa é passar a ofertar tais produtos em nível global, diferentemente do âmbito local atual. Isso sem contar com a eventual comercialização do próprio composto M.I.M. produzido pela Taurus.

Como está explicado em detalhes no último item desta matéria, a importância do processo M.I.M reside no fato de ser capaz de produzir grandes quantidades de peças de altíssima complexidade geométrica, garantindo toda a precisão necessária, por um custo muito competitivo. 

De acordo com a capacidade instalada e com a demanda do mercado, a intenção da empresa é expandir os negócios de produtos M.I.M., podendo assim, à semelhança da indiana Indo-MIM, atender também outros segmentos, além do armamento leve, como defesa (amplo), automotivo, médico/odontológico e aeroespacial.

Forno elétrico contínuo de M.I.M da Taurus

Fórmula própria
Como só duas empresas no mundo produzem o composto para injeção de metal, os engenheiros do CITE - Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA da empresa desenvolveram uma fórmula interna, viabilizando a injeção de metal (M.I.M.) com 25% do composto produzido pela própria fábrica, inclusive com a adição de grafeno e nióbio.

Assim, a multinacional brasileira líder em vendas de armas no mundo já está fabricando 25% de todo o composto M.I.M. que necessita para produzir as peças em polímero de suas armas e acessórios.

O fato é significativo na medida em que possibilita a verticalização do processo produtivo, gera uma economia de custos também na ordem de 25% e está tornando a empresa independente de fornecedores estrangeiros desse material.

No primeiro semestre de 2024, a receita com venda de produtos M.I.M. para terceiros foi de RS 8,56 milhões, representando 1% da receita total da empresa. Com o aumento e diversificação da produção e dos clientes, espera-se que essa receita possa se multiplicar nos próximos anos, tornando-se um dos grandes negócios da Taurus.

Mercado
Entre os principais mercados globais, além do Brasil, estão Índia e Estados Unidos, onde a empresa já está presente e tem canais de venda e de distribuição, mas os países tecnológicos das regiões Ásia-Pacífico e Oriente Médio são também muito promissores.

O tamanho do mercado global de peças de moldagem por injeção de metal (peças M.I.M.) foi de cerca de US$ 2,5 bilhões em 2022, devendo atingir US$ 3,4 bilhões em 2028, exibindo um CAGR (crescimento anual) de 5,7% durante o período de previsão. O mercado pode ser segmentado em automotivo, eletrônico, componentes industriais, médicos e odontológicos, armas de fogo, produtos de consumo, entre outros.

Espera-se que as regiões Ásia-Pacífico e Oriente Médio testemunhem um grande crescimento na participação de mercado de peças moldadas por injeção de metal, devido à crescente demanda por eletrônicos de consumo e automóveis. O aumento da população e o aumento dos níveis de renda também estão contribuindo para o desenvolvimento do mercado. Prevê-se que o aumento dos investimentos dos principais players do mercado para os empreendimentos de P&D e a ampliação de suas capacidades de produção e portfólios de produtos aumentem o crescimento. A expansão do mercado regional está sendo auxiliada pela evolução tecnológica.
Peças de armas produzidas pelo processo M.I.M.

Tecnologia M.I.M. - Metal Injection Molding
A tecnologia M.I.M. permitiu a produção de peças de geometria complexa, com baixo custo e alto volume, dispensando a necessidade de fornecedores externos utilizados pela maioria dos fabricantes de armas, com grande vantagem sobre processos tradicionais, como microfusão e usinagem. Esta tecnologia de alta performance une a resistência mecânica dos metais com a versatilidade de forma dos polímeros, a partir da injeção dos componentes, com posterior processo térmico de remoção dos polímeros e sinterização.

Assim, o M.I.M. combina dois processos comprovados: moldagem por injeção de plástico e sinterização de alta densidade. O processo molda a liga metálica como se fosse plástico e, com o avanço da tecnologia, foi realmente refinado ao ponto de as peças poderem ser fabricadas de forma rentável utilizando os aços de alta qualidade atuais.

O processo M.I.M. é ideal para a produção de componentes metálicos relativamente pequenos (de 1 a 50 gramas), de formato complexo, com tolerância restrita, alta resistência e muito bons requisitos de acabamento superficial, haja vista que as diversas partes precisam ser fortes o suficiente para suportar as pressões que se desenvolvem ao disparar uma arma.

Muitas peças pequenas e complexas não podem ser produzidas usando usinagem tradicional; ou, se puderem ser usinadas, o processo será tão extenso que se tornará proibitivamente caro. Outras peças podem ser fundidas, mas requerem operações secundárias, como usinagem para adicionar recursos e polimento para melhorar o acabamento superficial. O processo M.I.M., entretanto, oferece grande flexibilidade em termos de design, formato e recursos da peça. As peças M.I.M. têm formato quase final sem exigir operações secundárias.

Uma outra grande vantagem na utilização desta tecnologia é que o processo M.I.M. não se aplica apenas aos aços, permitindo uma ampla seleção de ligas metálicas, incluindo aço inoxidável, aços-liga, aços para ferramentas, latão, cobre, titânio, tungstênio, cerâmica e muitas ligas especiais, como o aço inoxidável sem níquel ASTM F17 e, mais recentemente, ligas com grafeno e nióbio, ambas desenvolvidas pela Taurus e seus parceiros.

Nas Filipinas, Ministro Mauro Vieira fala sobre "o fornecimento de provavelmente seis aeronaves Super Tucano"

Seis Super Tucano da Força Aérea das Filipinas foram entregues em outubro de 2020

*Remate On-Line - 24/08/2024

A visita oficial às Filipinas na sexta-feira, 23 de agosto, do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, marcou a primeira vez que um ministro das Relações Exteriores brasileiro visita o país desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre as duas nações há 80 anos.

Vieira e sua delegação começaram a visita com uma reunião bilateral com o Secretário de Assuntos Exteriores, Enrique Manalo.

Os dois oficiais assinaram dois acordos de cooperação técnica e cooperação educacional. Espera-se que os dois países assinem também um acordo para Cooperação no Uso Pacífico do Espaço Exterior, que fortalecerá a relação entre a Philippine Space Agency (PhilSA) e a Brazilian Space Agency (AEB).

“A visita do Ministro Vieira é uma clara demonstração do compromisso do Brasil em aprofundar seu engajamento com a Ásia, especialmente com a ASEAN e as Filipinas. É uma parceria que transcende distância e barreira linguística e está enraizada no nosso desejo mútuo de melhorar o bem-estar e a prosperidade dos nossos povos,” afirmou Manalo.

Outros assuntos também foram discutidos na reunião bilateral.

“As Filipinas se destacam como um parceiro importante e confiável em nossos esforços. A ASEAN abre uma plataforma adicional para nosso engajamento em áreas como transição energética, ciência, tecnologia, inovação e agricultura,” disse Vieira.

Vieira explicou que os dois acordos foram assinados para orientar a implementação de projetos importantes para o desenvolvimento dos dois países. Isso também permitirá que estudantes filipinos participem de programas de intercâmbio com estudantes brasileiros e vice-versa.

O Brasil também deseja aumentar o comércio com as Filipinas.

“O Secretário Manalo e eu também analisamos nossos números de comércio. Ele observou que os fluxos comerciais entre o Brasil e as Filipinas aumentaram 50% na última década, e estamos determinados a elevar ainda mais esses números. O Brasil é um fornecedor importante e confiável de proteína animal para o mercado filipino, classificando-se em primeiro lugar em carne bovina e aves e segundo em carne suína,” disse Vieira.

Outro ponto que deve ser focado pelos dois países é o fortalecimento da cooperação em defesa.

“Estou muito satisfeito com o estado da cooperação entre a Embraer e a Força Aérea das Filipinas, que inclui o fornecimento de provavelmente seis aeronaves Super Tucano e, possivelmente, de futuras operações,” acrescentou Vieira. 

Nota da LRCA: em outubro de 2020, todas as seis aeronaves Super Tucano encomendadas pela Força Aérea das Filipinas (PAF, na sigla em inglês) foram oficialmente entregues; em março de 2023, foi assinado um contrato de serviços para o A-29. Assim, as aeronaves citadas pelo ministro seriam um novo "provável" pedido do país? O que significariam "futuras operações"?

Atualização das 13h48: Tratando sobre o assunto, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil postou matéria no X ainda ontem, mas sem se referir à fala do Ministro relativa à Embraer. No Comunicado Conjunto com seu congênere filipino, também nada foi mencionado sobre isso, destacando apenas a Defesa como um dos "interesses comuns".

24 agosto, 2024

Anti-drone: enquanto Ucrânia e Rússia improvisam o Yak-52, Super Tucano poderá ser a grande arma para a missão


*LRCA Defense Consulting - 24/08/2024

A mídia russa afirma que o Escritório de Projetos Aviastroitel do país está trabalhando em uma versão atualizada do Yak-52 que permitirá que uma das aeronaves esportivas mais populares da região seja usada não apenas para voos de treinamento ou acrobáticos, mas também para lutar contra veículos aéreos não tripulados (VANT) ucranianos.

De acordo com o chefe do projeto de modernização do Aviastroitel, Dmitry Motin, a aeronave de treinamento Yak-52 modernizada será atualizada para combater VANTs de ataque e reconhecimento.

"Hoje, um dos projetos prioritários do nosso departamento é a modernização da aeronave de treinamento Yak-52 para o Yak-52B2, capaz de combater VANTs. Atualmente, ele está aguardando um certificado de aeronavegabilidade da Rosaviatsiya [Agência Federal dos Transportes Aéreos da Rússia]", disse.

Segundo Motin, o conceito de modernização da aeronave inclui a instalação de novos equipamentos, incluindo um display multifuncional na cabine traseira. "Equipamentos de navegação e controle, sistema de guerra eletrônica para bloquear canais de comunicação e radar serão modernizados", complementou.

A Rússia decidiu prestar atenção ao Yak-52 como uma ferramenta anti-drone depois que a Ucrânia começou a usar essas aeronaves como "caçadores de drones". A partir do final de junho deste ano, um dos Yak-52 ucraniano derrubou oito drones de reconhecimento russos, sendo seis "Orlan" e dois Zala.

Yak-52

O Yak-52 é um avião esportivo que não possui armas e nem mesmo uma mira. Claro, pode-se supor que ele foi transformado em uma aeronave de combate especificamente para tarefas de defesa aérea, apesar das complicadas questões da colocação de armas na forma de metralhadoras, munições para elas, etc. Pode-se supor também que o segundo tripulante tenha disparado contra os drones com armas ligeiras de pequeno calibre, como no início da Primeira Guerra Mundial, há mais de um século.

Por muito tempo, um componente desconhecido nesta história foi que tipo de arma foi usada para destruir os drones a partir desta aeronave, embora fosse bastante provável que o segundo tripulante abatesse os drones com suas próprias armas pequenas. Esta tese foi confirmada pelo aparecimento de uma imagem de outra aeronave que também participa na caça de drones - o ultraleve A-22 de fabricação ucraniana.

Este fato tornou-se o motivo para pensar se é possível armar totalmente o Yak-52 para transformá-lo em uma "aeronave anti-drone" completa, e a resposta a esta pergunta está no projeto que foi tentado implementar nos tempos soviéticos, uma tentativa, com base no Yak-52, de criar uma aeronave de ataque leve Yak-52B, que mais tarde teria a designação Yak-54.

O projeto foi encerrado em 1983 devido a um problema bastante banal - peso de decolagem insuficiente de pouco mais de 1.400 kg. Por exemplo, durante o disparo do NURS dos blocos UB-32, devido ao forte recuo, o avião ficou suspenso no ar e foi fortemente balançado. A mesma história aconteceu com as unidades GUV-8700 com metralhadoras GSHG de 7,62 mm e YakB de 12,7 mm - a precisão do tiro era praticamente zero. Portanto, é difícil imaginar como, nesse caso, a aeronave poderia mostrar alguma eficácia contra drones.

Como a Rússia afirma que está supostamente retornando a este projeto, ainda não está claro como sua indústria de defesa resolverá o problema com as armas ou com meios eletrônicos guerra.

Super Tucano: um super caçador de drones para a Europa,  África etc.
Para a Ucrânia, antes de improvisar com o Iak-52, o tema já havia sido levantado quando a Rússia começou a usar os drones kamikases iranianos Shahed: a possibilidade de usar uma aeronave simples e barata, que será eficaz para interceptar alvos aéreos de baixa velocidade, como drones.

Para tanto, como se soube em abril de 2023, a Ucrânia apresentou por duas vezes um pedido de compra de aeronaves brasileiras Embraer A-29 Super Tucano, mas sem sucesso, assim como também foram negadas as vendas de 400 blindados ambulância Guarani, sistemas de defesa aérea Gepard, morteiros, armas automáticas, munições para tanques Leopard 1 etc.

Nos meios militares de vários países já se comenta que um moderno e versátil avião a hélice de ataque leve, o Embraer A-29 Super Tucano, seria uma solução ideal para operações anti-drones, pois é extremamente manobrável, rápido, versátil e muito bem equipado com aviônicos avançados, sensores eletro-ópticos e infravermelhos, sendo capaz de transportar uma grande variedade de armas, incluindo metralhadoras, foguetes e munições guiadas com precisão. Seu design é extremamente resistente, permitindo operar de qualquer lugar. Além disso, é reconhecidamente experimentado em combate, e com muito sucesso.

Dificilmente a aeronave da Embraer poderia ser exportada para países que estejam atualmente em conflito. No entanto, a nova potencialidade do Super Tucano poderá torná-lo uma ferramenta preferencial para forças aéreas de países da OTAN (na versão A-29N) que acompanham com preocupação a evolução do conflito Rússia x Ucrânia e querem se preparar para um possível embate com os russos em qualquer situação. 

Na África, onde a aeronave já é utilizada por várias forças aéreas, tal potencialidade também deve chamar a atenção, especialmente em sua versão padrão, haja vista que, além das missões de ataque leve, reconhecimento e contrainsurgência, poderá ser a resposta adequada às recentes aquisições de drones efetuadas por muitos países. Aliás, esse continente já está sendo conhecido como "o novo playground para exportadores de drones", com destaque para os artefatos chineses, turcos e israelenses. Angola, Nigéria, Togo, Níger, Burkina Faso, Mali, Senegal, Etiópia, Líbia, República Democrática do Congo, Chade, Marrocos e Sudão são alguns exemplos.

Um dos vídeos mais abrangentes sobre o A-29 Super Tucano

Super Tucano versão A-29N
A versão A-29N do Super Tucano está especialmente configurada para atender às exigências dos países da NATO (OTAN), tornando-o particularmente adequado às necessidades da Força Aérea Portuguesa (FAP), por exemplo. A versão NATO inclui equipamentos e funcionalidades, tais como um novo datalink, single-pilot operation, entre outras modificações. Tais funcionalidades aumentam ainda mais as possibilidades de emprego da aeronave, permitindo, por exemplo, sua utilização em missões de treinamento JTAC  (Joint Terminal Attack Controller). Os dispositivos de treinamento foram igualmente atualizados para os padrões mundiais mais exigentes, incluindo realidade virtual, aumentada e mista, oferecendo uma plataforma versátil para treinamento de pilotos de caça.

O Super Tucano é uma aeronave projetada para realizar diversas missões, incluindo ataque leve, reconhecimento armado e treinamento tático. Destaca-se pelo seu design robusto, capaz de resistir aos ambientes mais hostis e, ao mesmo tempo, minimizar as necessidades de manutenção. Graças a uma plataforma extremamente durável, ele pode operar em pistas despreparadas e oferece alta capacidade de sobrevivência com recursos de proteção ativa e passiva.

A cabine do A-29N foi projetada para reduzir a carga de trabalho do piloto e maximizar a consciência situacional, com uma interface homem-máquina avançada, ergonomia superior e acessibilidade ideal. Os controles intuitivos permitem que o piloto se concentre nos resultados da missão enquanto se beneficia de proteção aprimorada com blindagem na cabine e no compartimento do motor (opcional). Os sistemas a bordo incluem sensores eletro-ópticos/infravermelhos de última geração, um designador de laser integrado para ataques precisos e sistemas seguros de comunicação tática e navegação.

Em termos de desempenho, o Super Tucano A-29N tem uma autonomia de 3,4 horas com combustível interno, estendendo-se para 5,2 horas com tanques externos e sensores EO/IR. Ele pode subir a uma velocidade de 3.240 pés por minuto, com teto de serviço de 35.000 pés. Sua capacidade de decolar e pousar em distâncias curtas (900 metros para decolagem e 860 metros para pouso) o torna um grande trunfo para operações a partir de bases avançadas. 

A aeronave possui velocidade máxima de 520 km/h, rápida o suficiente para oferecer uma pronta resposta a alvos aéreos detectados pelos radares terrestres, como helicópteros, pequenos aviões e drones. Sua velocidade de estol é de 148 km/h, permitindo-lhe manobrar e combater drones que naveguem próximo desta velocidade, mesmo em baixas altitudes, como a maioria dos citados nesta matéria.

O sistema de gerenciamento de segurança (SMS) do A-29N é totalmente integrado, gerenciando cinco estações padrão da OTAN e duas metralhadoras internas calibre .50. Esta configuração permite grande flexibilidade no armamento, oferecendo mais de 160 possibilidades de configuração para atender às necessidades específicas da missão. O Super Tucano também é equipado com um sofisticado sistema de proteção eletrônica, incluindo contramedidas automatizadas e sistemas de alerta de radar e mísseis, além de assentos ejetáveis ​​zero-zero para segurança da tripulação em emergências.

O A-29N também é reconhecido por sua solução logística integrada, proporcionando amplo suporte da Embraer. Isto inclui serviços de manutenção, gestão de peças sobressalentes e um centro de contacto com o cliente 24 horas por dia, 7 dias por semana, para garantir a máxima disponibilidade operacional da frota. A Embraer também oferece uma linha completa de dispositivos e estações de treinamento em solo, reduzindo as horas de voo necessárias para treinamento de pilotos, acelerando o processo de aprendizagem e otimizando custos operacionais.

A-29N

Portugal será o cliente lançador da versão A-29N do Super Tucano
Portugal será o cliente lançador da versão A-29N do Super Tucano, modelo que a Embraer lançou em 2023 como uma versão em conformidade com a OTAN. Este fato foi revelado pelo Ministro da Defesa Nacional português, João Nuno Lacerda Teixeira de Melo.

A Força Aérea Portuguesa está de olho em uma aeronave com capacidade para realizar missões de apoio aéreo aproximado (CAS) e de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) em teatros de operações com infraestrutura limitada, bem como treinamento avançado de pilotos. Portugal procura entre oito e 12 aeronaves, disse o Diretor da Direção de Engenharia e Programas da Força Aérea Portuguesa, Brigadeiro-General João Rui Ramos Nogueira, a Janes em novembro de 2023.

A aquisição destas aeronaves não só fortalecerá as capacidades de defesa de Portugal, mas também apoiará as suas missões de manutenção da paz, particularmente na África, onde o país está ativamente envolvido. Além disso, a FAP já planejava implantar os Super Tucanos no 103º Esquadrão “Caracóis”, retomando assim as operações de treinamento de pilotos que haviam sido suspensas após a retirada do Alpha Jet em 2018.

Mercado mundial: A-29 como aeronave anti-drone
A nova potencialidade de emprego anti-drones de médio e grande porte dá ao A-29 Super Tucano, nas versões OTAN ou padrão, um trunfo extra para ser adquirido por países da OTAN e do continente africano, bem como de outras regiões que queiram dispor da mais eficaz e estratégica ferramenta anti-drone disponível atualmente, como Índia, Coreia do Sul e Oriente Médio, dadas às ameaças constantes em suas fronteiras.

É fundamental que a Embraer agilize seu staff de vendas para oferecer uma aeronave totalmente testada e aprovada em combate para países que procuram uma solução anti-drone, antes que outros fabricantes desenvolvam uma ferramenta similar, como o AT-802, da fabricante americana de aeronaves agrícolas Air Tractor, pois na versão AT-802U Sky Warden, esta máquina se transforma em uma aeronave de ataque blindada leve.

AT-802U Sky Warden



*Por "drones" entenda-se qualquer UAV ou VANT (veículo aéreo não tripulado), incluindo munições vagantes (loitering munition).

*Fontes de consulta sobre as atividades na Ucrânia e Rússia:
- Sputink Brasil: Aeronave russa modernizada Yak-52 será atualizada para combater drones

- Defense Express: Україна двічі подавала запит на закупівлю зброї до цієї країни, але безрезультатно: в списку були навіть літаки

- Defense Express: В Одесі "Орлан-10" збили з Як-52: чому цe про "літаючий трактор", якщо з Super Tucano не вийшло


 

Nova plataforma da ABIMDE transformará a maneira como as informações sobre a BIDS serão acessadas e analisadas


*ABIMDE, 22/08/2024

No dia 21 de agosto, o auditório do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT) foi palco da Reunião Bimestral do Cluster Aeroespacial & Defesa Brasileiro.

No evento, realizado de forma presencial e on-line, a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), representada pelo General Ivan Ferreira Neiva Filho, apresentou o projeto da ABIMDE CONECTA - Soberania e Segurança. Trata-se de plataforma de gestão do conhecimento que transformará a maneira como as informações sobre a Base Industrial de Defesa e Segurança serão acessadas e analisadas.

A iniciativa tem o objetivo de criar uma capacidade de gestão da informação para um ecossistema industrial abrangente, que inclui a Base Industrial de Defesa e Segurança, além de outras indústrias, academia, agências e órgãos de governo e instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Em sua palestra, o General Neiva destacou a importância da plataforma para a tomada de decisões estratégicas, afirmando que “a maneira mais eficaz para subsistir em um ambiente é gerir bem as conexões com o mundo externo”. Ele explicou que a aplicação permitirá acessar, analisar e compartilhar dados estratégicos, proporcionando uma visão geral das dinâmicas locais, nacionais e internacionais que impactam o setor.

Atuando como um instrumento de conexão da Base Industrial de Defesa e Segurança, a CONECTA oferecerá uma visão sistêmica das dinâmicas nacionais e globais que impactam as cadeias produtivas ligadas à Soberania e à Segurança brasileiras, provendo informações estratégicas voltadas a líderes, gestores, pesquisadores, agentes públicos e profissionais da área, permitindo defender os interesses do setor e favorecendo a tomada de decisões estratégicas seguras.

"Estamos trabalhando com gestão da informação em dois sentidos: a gerada pelo próprio sistema e a de interesse para aqueles dentro do sistema", explicou o General Neiva.

A plataforma é fruto do esforço da ABIMDE juntamente com diversos parceiros das áreas governamental, acadêmica, industrial e de inovação e será a principal referência nacional no que se refere a conhecimento sobre o Ecossistema Industrial Soberania e Segurança.

O projeto já está em fase de implementação, com a construção de uma base de dados e uma infraestrutura inicial de Business Intelligence (BI). "Nosso objetivo é ser a principal referência nacional no que se refere ao conhecimento sobre as empresas desse ecossistema", disse.

Neiva também mencionou a importância de integrar a plataforma com observatórios nacionais e internacionais, além de criar uma agência de catalogação e uma plataforma de capacitação para o setor. "Queremos caracterizar essa plataforma como um ramo de inovação para um ecossistema que vive da inovação e depende dela permanentemente", complementou.

Com sua implementação, espera-se que a iniciativa não apenas otimize a colaboração entre os diversos atores da indústria, mas também promova a inovação contínua, posicionando o Brasil como uma referência no cenário global de defesa e segurança. O projeto promete criar um ambiente propício para o crescimento e a evolução do setor, assegurando que as empresas estejam preparadas para os desafios do futuro.

23 agosto, 2024

Colt CZ, importante parceira da CBC/Taurus, expande produção na Hungria

Uma CZ P-10 com marca de fabricação húngara

*Guns.com, por Chris Eger - 23/08/2024

A Colt CZ anunciou que expandirá suas operações tradicionais na Hungria para ajudar a atender à demanda global pelas plataformas de armas de fogo da empresa.

Fundada em 1936, a CZ está há muito tempo sediada na República Tcheca, ou República Tcheca, e só se expandiu para a Hungria na última década. Apesar das diferenças de idioma e cultura, os países compartilham uma longa e frequentemente comum história, incluindo fazer parte do antigo Império Austro-Húngaro e ser membro de uma série de alianças econômicas e militares ao longo dos anos. Hoje, ambos são membros da OTAN e da UE, juntando-se lado a lado em 1999 e 2007, respectivamente.

Foi em conjunto com essas alianças que a CZ, com a bênção do governo tcheco, assinou um acordo de 10 anos e 100 milhões de euros com o governo húngaro em 2018, que permitiu que a empresa de defesa estatal húngara, HM Arzenal, produzisse até 200.000 armas domesticamente sob licença. Os designs que faziam parte desse acordo incluíam carabinas Bren 2 e  Scorpion EVO 3,  bem como pistolas P-07 e P-10 9mm, todas construídas em uma nova fábrica na cidade de Kiskunfélegyháza, a cerca de 70 milhas de Budapeste.

O Colt CZ Group detém uma participação majoritária na operação, com a empresa estatal húngara N7 Holding Ltd mantendo uma participação de 49 por cento. A Colt CZ informa que controla totalmente todas as atividades de produção no local e todos os processos serão supervisionados por especialistas da CZ.

"A planta de produção, localizada em Kiskunfélegyháza, tem uma operação automatizada moderna, incluindo forjamento, perfuração profunda, brunimento, tratamento térmico de metais, testes e medições em túneis de teste", diz a Colt CZ. (Fotos: Colt CZ)

Uma página em inglês mantida pela empresa diz que a fábrica de Kiskunfélegyháza, além de fabricar armas de fogo para o exército húngaro, produz componentes "para as fábricas do Colt CZ Group na República Tcheca, Canadá e EUA".

Além da fábrica, a empresa conta com uma filial da Colt Technology Services em Budapeste, capital da Hungria.

Como nota lateral, é bom ver a fabricação robusta de armas de fogo retornar à Hungria. O país há muito tempo tem uma respeitada tradição de fabricação de armas com empresas húngaras bem conhecidas, incluindo Danuvia e Fegyver- es Gepgyar, ou FEG/FegArmy , com a primeira cessando a produção em 1998 e a última interrompendo suas linhas de armas em 2004. A FEG declarou desde então que planeja reentrar no mercado de armas pequenas, mas seu único produto até agora é o rifle HD-18 , um clone de Dragunov que está em produção de baixa taxa.
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Parceria do Grupo CBC & Grupo Colt CZ irá gerar novos negócios para a Taurus

*LRCA Defense Consulting - 14/08/2024

Após a CBC ter adquirido quase um terço do Grupo Colt CZ neste ano, passando a ser o seu segundo maior acionista, atrás apenas do grupo controlador, a alta direção da Taurus já visitou as sedes da CZ, na República Tcheca, e da Colt CZ, nos Estados Unidos, enquanto que a equipe da Colt CZ, por sua vez, esteve em visita à Taurus, em São Leopoldo. Leia mais em Taurus, CBC e Colt CZ: nasce uma nova gigante mundial de armamento leve

Segundo o que declarou hoje o CEO Global da Taurus Armas, Salesio Nuhs, nas lives de resultados em que participou com a MSX e com a Eleven, durante essas visitas foram encontradas importantes sinergias entre as duas empresas, que podem potencializar a produção da Taurus.

A primeira delas se transformará em um novo e promissor negócio para a multinacional gaúcha, representado pela produção de peças em M.I.M. (metal injection molding) e em peças usinadas por processo robótico (Taurus 4.0) para uso em armas produzidas pelo Grupo Colt CZ.

Tal necessidade da Colt CZ, segundo informações do mercado, é devida ao fato de a empresa não estar conseguindo atender seus clientes por estar lotada de pedidos e não ter como aumentar a produção. Nos últimos anos, cresceu muito e precisa de mais unidades produtivas. Como o Brasil tem mão de obra muito especializada, mas barata (em relação aos EUA e à Europa), e fartura de matéria prima de excelente qualidade, uma parceria com a "sócia" Taurus, empresa de alta tecnologia e reconhecida qualidade, é a melhor solução para esse problema. Além disso, a empresa quer recuperar o prestígio da marca Colt, a mais icônica dos EUA, que estagnou antes de ser adquirida pela CZ.

Com relação à segunda sinergia, Salesio afirmou não poder ainda detalhar o assunto, por questões de sigilo comercial. No entanto, deixou escapar que a Taurus está investindo fortemente em um novo portfólio de produtos militares, havendo um grande projeto mais agressivo em gestação, o que leva esta Consultoria a acreditar que possa dizer respeito ao mercado de Law Enforcement, principalmente dos Estados Unidos.

Ainda com relação à parceria com o Grupo Colt CZ, o CEO Global da Taurus revelou que, no primeiro trimestre de 2025, serão lançadas uma nova família de pistolas para uso policial e militar e uma nova e revolucionária submetralhadora, já nas instalações da novíssima Taurus Shooting Academy, que será também inaugurada e usada como laboratório para esses produtos policiais e militares por meio dos seus 14 estandes de tiro (10 de 50 metros e quatro de 100 metros).

 

Mac Jee se consolida e expande atuação com projetos no setor de defesa e aeroespacial

Companhia fortalece a liderança em inovação tecnológica e capacidade produtiva para atender mercados nacional e internacional a partir de parcerias estratégicas e investimentos direcionados


*Notícias R7, por Luiz Fara Monteiro - 21/08/2024

A Base Industrial de Defesa (BID) no Brasil vive um de seus melhores momentos. Até julho deste ano, o setor acumulou R$8,4 bilhões em vendas para o exterior, o que representa o segundo melhor resultado na série histórica de 2013-2024.

Nessa trilha, está a Mac Jee, líder brasileira do setor de defesa no país, empresa que vem expandindo os negócios com foco no mercado internacional e se diversificando para atender também à demanda interna, sobretudo com tecnologias de ponta tanto para defesa como para o setor aeroespacial.”Nos preparamos para este cenário de crescimento acelerado em 2024, por exemplo com o lançamento do Armadillo, um dos sistemas de combate móvel mais avançados do mercado, e estamos a pleno vapor para desenvolvermos soluções inovadoras tanto para o mercado nacional como internacional “, afirma Alessandra Stefani, CEO da Mac Jee.

Nos últimos quatro anos, a empresa investiu R$120 milhões na construção de duas fábricas no interior de São Paulo, em São José dos Campos e em Paraibuna. Com isso, se tornou a empresa com maior capacidade de produção e armazenamento de materiais energéticos do Hemisfério Sul.

A Mac Jee agora se prepara para receber uma planta de carregamento de motores de foguetes e expansão de laboratórios químicos e propulsivos, em função de um novo projeto para a Força Aérea Brasileira (FAB): um foguete aeroespacial para transportar o veículo hipersônico 14-X até a atmosfera, a uma altura de 30 quilômetros da terra na velocidade de 10.720 km/h, dez vezes superior à do som, também conhecida como Mach 10.

Para que o 14-X inicie sua viagem de forma autônoma, seu motor, do tipo scramjet, precisa de uma velocidade mínima para ser acionado. Ele será acoplado ao foguete, que proporcionará a velocidade e a altitude necessárias e, neste momento, ele será liberado para concluir sua trajetória planejada. Daí o nome “Rocket Assisted Take Off” (RATO) ou, em português, decolagem assistida por foguete. “Este projeto é um divisor de águas, pois as tecnologias que vamos aportar na sua construção vão contribuir para reduzir a dependência tecnológica do Brasil no setor aeroespacial em relação a outros países”, explica o diretor de Engenharia da Mac Jee, Danilo Miranda.Mais de 500 profissionais estarão envolvidos desde o detalhamento dos requisitos técnicos até o lançamento do foguete, previsto para o final de 2027, no Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão.

A Mac Jee também selou parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEAv), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), todos ligados ao Comando da Aeronáutica – COMAer, além de cooperação industrial com a Castro Leite Consultoria (CLC) e diversos fornecedores do ecossistema aeroespacial de São José dos Campos e região. “Contamos com um time com vasta experiência em projetos de satélites, aeronaves, mísseis e sistemas de defesa, tanto em empresas nacionais quanto internacionais. Temos a capacidade técnica e operacional para liderar este projeto inovador”, conta Miranda.

Na esteira de inovação, a companhia, também em parceria com a FAB, está desenvolvendo o kit de guiagem Dagger para bombas de propósito geral (GP) do tipo MK-82. Por possuírem uma baixa precisão de acertar um alvo específico, são denominadas de ‘bombas burras’, já que podem causar efeitos colaterais indesejados. O kit Dagger que é instalado na estrutura da bomba proporciona um aumento exponencialmente de precisão, permitindo que os alvos sejam atingidos com maior exatidão.

Grupo Mac Jee
O Grupo Mac Jee foi fundado no Brasil em 2007 e está entre as maiores empresas da Base Industrial de Defesa (BID) do país. Com atuação global, destaca-se pela capacidade de desenvolver produtos de alta qualidade e tecnologia exclusiva. A empresa possui unidades fabris em São José dos Campos (SP), Paraibuna (SP), França e Oriente Médio. 

A Mac Jee (como é normalmente conhecida a empresa) é uma das principais empresas da Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil. Genuinamente brasileira e com atuação global, possui unidades fabris em São José dos Campos (SP) e Paraibuna (SP), com escritórios também em São Paulo (SP) e França. Há mais de uma década no mercado, atua nos segmentos de Defesa e Aeroespacial. Atualmente é formada por Mac Jee Defesa, responsável pelo desenvolvimento, fabricação e comercialização de sistemas de defesa; Mac Jee Tecnologia, especializada no aprimoramento ou criação de linhas de produtos energéticos, e Equipaer, responsável pela criação de produtos e serviços do segmento aéreo.

No seu diversificado portfólio, a Mac Jee tem também o drone kamikase ANSHAR - um drone tático avançado com excelente manobrabilidade e adaptabilidade a diversos tipos de missões, o DAGGER - um sistema inteligente de guiagem de munições aéreas, as munições aéreas BGB (MK), munição anti-bunker BPB 2000 (BLU 109) e o Armadillo - um dos lançadores de foguetes mais leves, compactos e rápidos do mercado global, projetado e desenvolvido para condições extremas de operação. O veículo tem alto poder de ataque, pode retrair o sistema de lançamento durante a fase não ofensiva, e lança mais de 70 foguetes 70 mm em poucos minutos. 

A Mac Jee é uma relevante exportadora de bombas, foguetes e munição de artilharia para o Oriente Médio. Além disso, instalou na Arábia Saudita uma moderna planta de material energético com capacidade de produção de 2 mil toneladas de TNT e 120 toneladas de RDX, onde tem tecnologia para adaptar a capacidade de fabricação de acordo com a necessidade de cada cliente. A estrutura montada na Arábia Saudita possui aproximadamente 500 mil metros quadrados e está localizada dentro da Saudi Chemical Company Limited (SCCL), a maior empresa de produção de energia civil e militar do país.

21 agosto, 2024

Na Índia, DRDO mudará o foco em armas leves, cedendo terreno ao setor privado, onde a Taurus é um dos grandes players

Fuzil JD Taurus T4 - Made in India

*LRCA Defense Consulting - 21/08/2024

Conforme divulgou o portal indiano Indian Defence Research Wing, a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) - uma agência do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa do Ministério da Defesa do Governo da Índia, encarregada da pesquisa e desenvolvimento militar, com sede em Delhi - está pronta para passar por uma mudança significativa em seu foco, reduzindo a ênfase anterior no desenvolvimento de armas pequenas e munições. 

Em uma entrevista recente, o presidente da DRDO, Dr. Samir V Kamat, destacou o rápido progresso feito pelo setor privado neste domínio.

Kamat enfatizou que a indústria privada ganhou experiência e expertise substanciais no desenvolvimento de armas pequenas e munições, tornando-as bem posicionadas para assumir a liderança neste setor. Como resultado, a DRDO planeja gradualmente eliminar seu envolvimento no desenvolvimento de armas pequenas ao longo dos próximos anos.

Este movimento estratégico se alinha com o impulso mais amplo do governo indiano para aumentar a participação do setor privado na fabricação de defesa, visando aumentar a autossuficiência e reduzir a dependência de importações. Ao se afastar deste segmento, o DRDO pode se concentrar mais em tecnologias de ponta e sistemas de defesa complexos, deixando a produção de armas pequenas nas mãos de uma indústria privada capaz e crescente.

Essa transição reflete o amadurecimento da indústria de defesa na Índia, onde empresas privadas estão cada vez mais se esforçando para atender às necessidades das forças armadas, contribuindo para os esforços de modernização da defesa do país.

JD Taurus PT 57 SC

Visão estratégica do CEO Global da Taurus vai se tornando real
Entre as empresas privadas fabricantes de armamento leve que já estão estabelecidas na Índia, destaca-se a brasileira Taurus Armas S.A. que, de forma pioneira nesse país, estabeleceu uma joint venture com a Jindal Defence, braço de defesa do poderoso Jindal Group.

Desde que firmou esse contrato, em fevereiro de 2020, o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, afirmou inúmeras vezes, em palestras, lives e comunicados, que a JD Taurus - nome da unidade indiana - poderia mudar as perspectivas de sua empresa.

No entanto, foi em dezembro de 2022, quando já havia passado a pandemia, que a JV começou a tomar forma prática, com a aceleração da construção dos prédios e da instalação dos equipamentos na unidade fabril situada na cidade de Hisar, no estado indiano de Haryana, não por coincidência também sede da Jindal Stainless Steel (JSL Hisar), maior produtora de aço inoxidável da Índia. 

Nesse mesmo mês, durante um evento com investidores na fábrica de São Leopoldo, Salesio afirmou, com grande entusiasmo, que a Índia representa uma oportunidade ainda muito maior e mais perene do que aquela que a empresa teve no ano de 2021, quando a Taurus percebeu e se preparou a tempo para a impressionante e inédita demanda que viria nos EUA, aproveitando-a ao máximo e fazendo de 2021 o melhor ano da história da companhia.

Com o início da produção de armas para os mercados civil, militar e de segurança neste ano e a confirmação dos números possíveis de serem alcançados na Índia, a visão estratégica do CEO Global da Taurus está se tornando uma realidade, com a fábrica indiana podendo vir a se constituir em um novo divisor de águas para a multinacional brasileira e alterar completamente suas fisionomia, potencialidades e perspectivas atuais.

Laboratório de ensaios elétricos da WEG recebe importante certificação do INMETRO


*LRCA Defense Consulting - 21/08/2024

A WEG possui em sua estrutura diferentes laboratórios para testes e avaliações dos produtos por ela desenvolvidos. O laboratório de ensaios elétricos da WEG de motores na faixa de potência de 0,10 kW a 400 kW e tensão até 1000 V em Jaraguá do Sul/SC é um deles, anualmente auditado por organismos reconhecidos mundialmente como a Canadian Standards Association (CSA) e Underwriter Laboratories (UL). Recentemente este laboratório alcançou também a acreditação na norma ISO 17025 da Coordenação Geral de Acreditação do INMETRO (CGCRE), atestando o nível de excelência das atividades desenvolvidas e possibilitando à WEG fornecer relatórios de ensaios acreditados com reconhecimento mundial.

No exterior, o laboratório da WEG México já possui esta acreditação pela EMA (Entidade Mexicana de Acreditação) e o laboratório da WEG Euro em Portugal está em processo de obtenção da mesma pelo IPAC (Instituto Português de Acreditação).

 um mapa mundi em cinza sobre o fundo branco mostra em destaque 3 países em azul: Brasil, México e Portugal junto da logo da certificação ISO 17025. Ao lado dos países estão logos das certificadoras e os nomes dos Países e cidades onde estão as unidades certificadas: Brasil - Jaraguá do Sul, México - HueHuetoca, Portugal - Santo Tirso

A ISO 17025 é uma norma exclusiva para laboratórios de ensaios e calibração, a qual determina a competência técnica do laboratório para executar suas atividades com precisão e obter resultados válidos de alta qualidade e confiabilidade. Para alcançar a acreditação nesta norma, os laboratórios passam por rigorosas avaliações, o que garante o padrão internacional dos laboratórios.

Com a acreditação, o laboratório passa a usufruir dos acordos internacionais de reconhecimento mútuo que o INMETRO possui junto ao ILAC (International Laboratory Accreditation Cooperation), fazendo valer a máxima: “Ensaiado uma vez, aceito em qualquer lugar”.

Para a WEG, esta certificação enfatiza o compromisso permanente com o aprimoramento da qualidade e a confiabilidade dos ensaios, reforçando o reconhecimento internacional da sua competência técnica. A acreditação do laboratório segundo a norma ISO 17025 é um selo global de credibilidade e confiança.

20 agosto, 2024

Fábrica da Taurus na Índia está em ramp-up e deverá dobrar capacidade produtiva nos próximos meses


*LRCA Defense Consulting - 20/08/2024

O CEO Golbal da Taurus Armas, Salesio Nuhs, revelou que a unidade indiana da empresa está paulatinamente incrementando sua produção, sendo que, atualmente, está produzindo entre 1.000 e 1.200 armas por mês. A revelação foi feita no dia 14 último, durante as lives em que participou com a MSX e com a Eleven.

O ramp-up produtivo acontece na medida em que os colaboradores vão adquirindo experiência e o sistema logístico de fornecedores vai ficando cada dia mais eficiente.

É importante ressaltar que, pelas leis indianas, no período eleitoral que houve recentemente (19 de abril a 04 de junho), não foi permitida a venda de armas a civis, fato este que impactou as vendas da empresa, mas não a produção.

A intenção do CEO é ir espelhando na Índia os mesmos sistemas produtivos e logísticos que tornaram a unidade brasileira um padrão para as demais indústrias mundiais de armamento leve e que a fizeram ter as mais altas margens desse segmento.

A produção inicial, embora seja ainda relativamente pequena, é compensada pelos altos valores com que as armas produzidas estão sendo comercializadas, que variam de 1.200 a 1.600 dólares por unidade. 

A previsão de Salesio Nuhs é de que a capacidade produtiva seja dobrada nos próximos meses, possibilitando alavancar o ramp-up e as vendas.

No que se refere a armas táticas (militares e segurança) no país asiático, o CEO da Taurus informou que, além da megalicitação de 425.000 fuzis onde a empresa é uma das mais fortes concorrentes e que deverá ser concluída no final deste ano, a gigante brasileira de armamento leve está participando também de outras licitações menores que montam a um total de 47 milhões de dólares. Lembrando ainda que, recentemente, a submetralhadora JD Taurus T9 venceu uma licitação para o fornecimento de 500 unidades ao Exército Indiano.

Por fim, a Taurus informou sua intenção de fabricar novas armas na Índia a partir de 2025, como as pistolas nos calibres .380 e .45.

19 agosto, 2024

Exército recebe Viatura Blindada de Combate Centauro II


*Exército Brasileiro - 19/08/2024

No último dia 17 de agosto, chegou ao Brasil a primeira de duas amostras da Viatura Blindada de Combate Centauro II, adquiridas pelo Exército Brasileiro. A segunda amostra deverá chegar ao Rio de Janeiro nos próximos dias, de forma que seja dada continuidade ao processo de avaliação técnica e operacional que subsidiará um contrato principal de mais 96 (noventa e seis) viaturas.

O processo de obtenção das viaturas é conduzido pelo Comando Logístico, dentro das ações do Programa Estratégico Forças Blindadas, com as avaliações ocorrendo no Centro de Avaliações do Exército (Rio de Janeiro - RJ) e, posteriormente, no Centro de Instrução de Blindados (Santa Maria - RS) e no Campo de Instrução Barão de São Borja (Rosário do Sul - RS).

Produzido pelo Consórcio Italiano Iveco-Oto Melara e previsto para dotar as tropas mecanizadas da Força Terrestre, o blindado possui elevado nível de tecnologia embarcada e um canhão estabilizado de 120mm. A aquisição contribuirá para que o Exército Brasileiro se mantenha como um ator de elevada capacidade de dissuasão, capaz de inibir potenciais ameaças à integridade territorial brasileira.




 

 

Instituto de Aeronáutica e Espaço e IMBEL firmam Contrato de Transferência de Tecnologia


*Agência Força Aérea e IAE - 19/08/2024

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP), assinou, nessa terça-feira (13/08), o contrato de transferência de tecnologia com a empresa Indústria de Material Bélico do Brasil, a IMBEL. 

Na ocasião, também foram entregues os documentos técnicos referentes às tecnologias transferidas, sendo este o segundo contrato celebrado dentro do Projeto de Fomento à Inovação na Indústria Brasileira por meio da Transferência de Tecnologias de Defesa do IAE.

Este projeto foi aprovado em 2023 e disponibiliza diversas tecnologias de defesa desenvolvidas pelo IAE para transferência à indústria.

A IMBEL é uma das empresas que manifestou interesse em absorver algumas das tecnologias disponibilizadas. Com isso, foi elaborado o processo para estabelecer o contrato entre o Instituto e a indústria, de modo a possibilitar a transferência dentro do Projeto. Caso a IMBEL comercialize os itens de defesa com outros países, haverá recolhimento de royalties para o Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA).

A assinatura contou com a presença do Vice-Diretor do DCTA, Major-Brigadeiro do Ar David Almeida Alcoforado; do Diretor do IAE, Brigadeiro do Ar Frederico Casarino; do Diretor-Presidente da IMBEL, General de Divisão Ricardo Rodrigues Canhaci; do Chefe do Subdepartamento Técnico do DCTA, Brigadeiro do Ar Eduardo Alexandre Bacelar; do Diretor de Inovação da IMBEL, Coronel Thiers Lobo Ribeiro; do Agente de Controle Interno do IAE, Coronel Intendente Paulo Marinho Falcão; e demais representantes do Instituto e da empresa.

"Esse momento é de extrema importância para o Instituto, no qual materializamos o retorno para a sociedade do que é desenvolvido no IAE, com os recursos públicos. Por meio da transferência desta tecnologia para uma empresa nacional, esperamos fomentar a nossa Base Industrial de Defesa na expectativa de que se concretizem benefícios econômicos e sociais para o país", declarou o Chefe da Coordenação de Gestão da Inovação do IAE, Tenente-Coronel Engenheiro Fernando de Araújo Silva.

Esse é mais um marco na inovação realizado pelo IAE, mostrando que o Instituto, ao concretizar esses processos, cumpre com suas obrigações perante a Lei de Inovação. Desta forma, há fomento na indústria e dissemina o conhecimento já adquirido em suas pesquisas, contribuindo para trazer benefícios econômicos e sociais ao país, com a possibilidade de retorno financeiro para os seus próprios projetos, além de gerar movimento à tríplice hélice, formada pelo Governo, pela Academia e pela Indústria de Defesa.

Grupo EDGE, dos Emirados, assinou acordo de cooperação de longo alcance com o governo da cidade de S. J. dos Campos


 *LRCA Defense Consulting - 19/08/2024

O EDGE, um dos principais grupos de tecnologia avançada e defesa do mundo, assinou um acordo de cooperação de longo alcance com o governo da cidade de São José dos Campos, no estado brasileiro de São Paulo. O acordo cobrirá colaboração nas áreas de tecnologia avançada, cidades inteligentes, educação e desenvolvimento de talentos.

A mudança reforça a presença da EDGE no mercado estrategicamente importante da América Latina, dando um impulso adicional aos seus planos comerciais nos ecossistemas de defesa brasileiros e regionais.

O Memorando de Entendimento entre as duas partes foi assinado pelo Prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias, e Rodrigo Torres, Diretor Financeiro do Grupo EDGE, na Prefeitura Municipal.

A cidade de São José dos Campos é o principal polo industrial e de tecnologia do Brasil e abriga as maiores empresas aeroespaciais e de defesa do país, incluindo a especialista em armas inteligentes e sistemas de alta tecnologia SIATT, na qual a EDGE adquiriu uma participação de 50% em 2023. A cidade também abriga algumas das principais universidades e institutos de tecnologia e pesquisa do Brasil.

Rodrigo Torres, Diretor Financeiro do EDGE Group, disse: “O EDGE está entrando em uma nova fase de crescimento no Brasil e na região, e as parcerias mutuamente valiosas que forjamos com os principais participantes e governos locais estão agora criando as condições das quais podemos colher benefícios tangíveis. Não há melhor exemplo desse tipo de parceria do que este acordo com a cidade de São José dos Campos, um centro de inovação e excelência técnica reconhecido internacionalmente, que nos permitirá realizar nossos objetivos comerciais, apoiar a economia local e promover o crescimento sustentável em tecnologia avançada e no desenvolvimento de talentos brilhantes. Em nome do EDGE Group, estendo meus sinceros agradecimentos ao Prefeito e ao povo desta cidade voltada para o futuro.”

Junto com o Governo do Estado de São Paulo, a cidade de São José dos Campos tem apoiado totalmente a entrada da EDGE no mercado brasileiro, proporcionando um ambiente fértil para o crescimento, criação de empregos, ao mesmo tempo em que garante que o grupo possa explorar as robustas cadeias de suprimentos da região. Além disso, junto com a EDGE, a SIATT está em processo de expansão de sua sede e base de fabricação na cidade de 1.000 metros quadrados para aproximadamente 7.000 metros quadrados, gerando mais de 800 oportunidades de emprego relacionadas.
 

18 agosto, 2024

Com 90 milhões de euros, Embraer quer triplicar receitas da OGMA; empresa terá novos e importantes contratos para revelar

Gomes Neto: "a Embraer terá novos e importantes contratos para revelar"


*Surge Radio, por Leonardo Vargas - 18/08/2024

A gigante brasileira, fabricante de aviões, Embraer vai investir 90 milhões de euros (540 milhões de reais) para expandir a OGMA, unidade que controla em Portugal. Os recursos apoiarão a montagem de aeronaves Super Tucano A-29, dentro dos parâmetros estabelecidos pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A injeção de recursos permitirá à OGMA triplicar a sua receita anual nos próximos anos, até 600 milhões de euros (3,6 mil milhões de reais).

O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, informou que, além da montagem do Super Tucano, a OGMA portuguesa também irá adaptar o avião militar KC-390, o maior cargueiro militar construído no hemisfério sul, para os países da OTAN. Aliás, a organização já realizou exercícios militares com o KC-390 em aeroportos da Alemanha e de outros países europeus.

O executivo não esconde o entusiasmo pelos negócios da Embraer em Portugal. Esteve em Alverca, nos arredores de Lisboa, há duas semanas, para a inauguração do projeto norte-americano Pratt & Whitney, uma unidade de manutenção e centro de serviços global na Europa. A empresa é uma das três maiores fabricantes de motores para aeronaves do mundo.

A associação da Embraer, que detém 65% do capital da OGMA, com a Pratt & Whitney é considerada fundamental para a empresa brasileira, destacou Gomes Neto. Segundo ele, a empresa vive “um momento muito especial, com perspectivas positivas para os próximos anos e crescimento sustentado em todas as linhas de negócio”. Confirmada a venda de sete aeronaves KC-390 para Áustria e Holanda e seis aeronaves A-29 Super Tucano para o Paraguai.

Embraer terá novos e importantes contratos para revelar
A imprensa especializada também noticia a aquisição pela Índia de cerca de 80 cargueiros KC-390 que poderá ser concluído no final do ano, com a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático. Sobre este tema, Gomes Neto limitou-se a dizer que a Embraer terá novos e importantes contratos para revelar. E acrescentou que Portugal tem sido um parceiro muito importante, já que “a empresa fornece peças para aeronaves como o KC-390, além de ser um grande centro de serviços para aeronaves civis e militares”.

Embraer e a OGMA: estratégicas para a OTAN
A OTAN tem em Portugal uma das referências mais importantes no fabrico de peças e conjuntos para aeronaves militares na Europa. A Embraer e a OGMA tornaram-se estratégicas para a organização. Ciente disso, o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou que dará continuidade ao acordo assinado entre Lula e o antigo governo socialista de António Costa.

O equipamento Super Tucano, homologado pela NATO, vai substituir o antigo Alpha Jet da Força Aérea Portuguesa, adquirido na década de 90, durante o governo Cavaco Silva, que deixou de voar em 2018. O Conselho de Ministros do Governo aprovou o início das negociações e a assinatura do memorando ocorreu no ano passado nas instalações da OGMA.

Ações valorizadas

Devido a todos os contratos assinados recentemente e aos que estão por vir, as ações da Embraer na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) valorizaram mais de 44% em um ano. A empresa está avaliada em 5,5 bilhões de euros (32,8 bilhões de reais). Só no segundo trimestre deste ano, os pedidos totalizaram 21 bilhões de dólares (R$ 117,6 bilhões), o maior valor em sete anos.

As operações da Embraer em Portugal enquadram-se na estratégia de internacionalização da empresa no mercado europeu. Segundo relatórios elaborados pelos bancos BTG Pactual (brasileiro) e JP Morgan (norte-americano), “todas as divisões de negócios da empresa vivem cenários industriais favoráveis”. Portugal adquiriu cinco cargueiros militares, dois dos quais já foram entregues. A aeronave KC-390 é apresentada como uma opção ao antigo C-130 Hercules em todo o mundo.

A Embraer registrou receitas de 1,3 bilhão de euros (7,8 bilhões de reais) entre abril e junho, um aumento de 76% em relação ao trimestre anterior. As receitas da aviação comercial são 190% superiores na mesma base de comparação. Desde 1969, a empresa já entregou mais de 8 mil aeronaves.

Índia pretende dominar o mercado global de munições; Grupo CBC é um dos grandes players do país


*LRCA Defense Consulting - 18/08/2024

A CBC – Companhia Brasileira de Cartuchos vinha buscando uma parceria estratégica para entrar no imenso mercado indiano desde meados da segunda década do Século XXI..

Em 2017, após o advento da nova política industrial “Make in India”, a CBC selecionou a empresa Stumpp Schuele & Somappa Springs (SSS Springs), maior fabricante indiano de molas automotivas e industriais, como seu parceiro estratégico para aquele mercado, através de uma joint venture, haja vista que ela já possuía um braço de defesa, a SSS Defence, destinada à fabricação de fuzis. 

Em novembro daquele ano, após visitas mútuas entre as duas empresas, foi assinado um Memorando de Entendimentos para o estabelecimento da futura joint venture e, em agosto de 2018, foi assinado o acordo para o seu estabelecimento, com a licença emitida pelo Ministry of Home Affairs indiano sendo obtida em agosto de 2019.

Em dezembro de 2019, as empresas chegaram a um acordo sobre as condições para transferência de tecnologia para fabricação de munições de pequeno calibre e assinaram o Technology Transfer Agreement. Tal acordo foi a última etapa para que o Ministry of Home Affairs (MHA) pudesse aprovar a entrada de um acionista estrangeiro (CBC) na empresa de defesa criada a partir da joint venture. De acordo com a legislação local, o acionista estrangeiro (CBC) teve sua participação limitada em 49%, e o acionista indiano (SSS) ficou com participação de 51%.

A nova empresa passou a se chamar SSS CBC Ammunition e sua fábrica está instalada na cidade de Anantapur, no estado de Andhra Pradesh, em área com mais de 100.000m2.

No entanto, mesmo após a nova fábrica já estar pronta, a licença final de produção só foi emitida em 2024, devido a questões atinentes à intrincada burocracia indiana.

Atualmente, a empresa está em franca produção, já tendo fornecido munições para as Forças Armadas e Policiais do país, bem como para nações amigas da Índia, passando a ser um importante player do setor de munições e peça importante dentro das iniciativas Make in India e Atmanirbhar Bharat (Índia Autossuficiente).

Relatório AMMO India 2024

Segundo publicação do portal indiano Indian Defence Research Wings, "a Índia está se posicionando como uma potência global na fabricação de munições, com potencial para capturar uma fatia significativa do crescente mercado global, de acordo com um novo relatório da FICCI e da KPMG.

O relatório AMMO India 2024 destaca as crescentes oportunidades no setor de munição, impulsionadas pelo aumento dos gastos militares globais, conflitos geopolíticos em andamento e crescentes preocupações com insurgência. O mercado global de munição está projetado para atingir substanciais Rs 1,84,092 crores (US$ 22 bilhões) até 2032, expandindo a um CAGR de 3,95%.  

A indústria doméstica de munição da Índia está pronta para desempenhar um papel fundamental nessa trajetória de crescimento. O relatório enfatiza a necessidade de consolidar a posição da Índia no mercado de munição como um passo crucial para atingir a meta mais ampla da nação de se tornar um centro global de fabricação de defesa.  

O mercado de munições é segmentado em três categorias principais:

- Munição de pequeno calibre: usada principalmente pela infantaria e inclui calibres como 5,56 mm, 7,62 mm, 9 mm e 12,7 mm. As forças armadas indianas dependem predominantemente de cartuchos NATO de 5,56 x 45 mm.

- Munição de médio calibre: Empregada por veículos blindados de combate, aeronaves, artilharia antiaérea e navios. Esta categoria abrange cartuchos de alto desempenho que variam de 20 mm a 40 mm.

- Munição de calibre pesado: usada em tanques e artilharia, com calibres como 105 mm e 120 mm. A Índia está atualmente padronizando suas armas de artilharia no calibre 120 mm.

O relatório destaca o imenso potencial para a indústria de munição da Índia, dadas as capacidades de produção em larga escala do país e os processos de fabricação com boa relação custo-benefício. Ao capitalizar esses pontos fortes e focar em pesquisa e desenvolvimento, a Índia pode emergir como líder global na produção de munição."

Ecossistema logístico Taurus & CBC
A presença conjunta da Taurus Armas e da CBC na Índia proporciona ao país um ecossistema logístico, sinérgico e facilitador para o Exército Indiano e para as demais forças militares, paramilitares e de segurança do país no setor de armas leves e munições.

A fabricação de modernas e tecnológicas armas leves e munições na Índia, em joint venture com empresas locais, significa também um reforço considerável nas iniciativas Make in India e Atmanirbhar Bharat, com as quais o governo indiano está transformando o país e o catapultando a um inédito patamar de grande produtor e exportador mundial de produtos de defesa.

Para a Taurus e para CBC, tal presença consolida a estratégica diversificação geográfica de suas vendas naquele que é considerado o maior e mais inexplorado mercado mundial capitalista para armas leves e suas munições, possuindo potencial suficiente para transformar radicalmente as perspectivas das duas empresas tão logo a produção de ambas adquira tração.

Aeromot anuncia parceria com o renomado Studio MT


*LRCA Defense Consulting - 18/08/2024

A Aeromot, uma Empresa Estratégica de Defesa voltada para a tecnologia aeronáutica, anunciou uma nova parceria com a consultoria internacional de arquitetura e design de Marcelo Teixeira, arquiteto especializado em design de produtos, objetos de séries limitadas, transportation design, e interiores e exteriores de aeronaves, além de outros equipamentos de mobilidade.

A parceria com o Studio Marcelo Teixeira tem como objetivo aplicar conceitos de processos integrados de inovação, desenvolvimento estratégico de produtos, inteligência artificial, tecnologias imersivas e experiência do cliente em novas plataformas de mobilidade aérea sustentáveis de alta eficiência. A colaboração foi oficializada na Labace 2024, realizada entre 6 e 8 de agosto no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo – SP.

O Studio Marcelo Teixeira atua há mais de 30 anos em experiências criativas, especialmente na área aeronáutica, e já desenvolveu importantes projetos de aeronaves de asas fixas e rotativas, em conjunto com a Embraer, Airbus, Boeing, BMW DesignWorks, Fokker, entre outros. O renomado studio assina grandes projetos aeronáuticos, como os interiores das aeronaves Global 5000, Cessna Citation, A380 e A350 da Etihad, além de pinturas de aeronaves Gulfstream, Embraer e Leonardo.

A Aeromot é uma empresa de tecnologia aeronáutica comprometida com o desenvolvimento da mobilidade aérea sustentável, sendo a atual líder de mercado no fornecimento de aeronaves bimotoras a pistão no Brasil. A empresa entrega produtos com 60% menos emissões em comparação às aeronaves da mesma categoria e é a distribuidora exclusiva e centro de serviços autorizado da Diamond Aircraft no país, com bases operacionais em Porto Alegre/RS e Belo Horizonte/MG.

Com uma visão ampla de mercado, a Aeromot inova em diversas frentes de negócios por meio da criação do Aero Centro Integrado de Tecnologia e Inovação (AeroCITI) e da VOWE Air Mobility, além do desenvolvimento de uma nova aeronave sustentável.

O AeroCITI é um complexo de infraestrutura industrial aeronáutica que atua como catalisador de negócios relacionados à mobilidade aérea nos mercados civil, de segurança pública e de defesa.

A VOWE Air Mobility é um programa inovador de mobilidade aérea vinculado ao fabricante, que busca criar uma forma mais econômica, segura e sustentável de voar, oferecendo o uso de aeronaves por assinatura.

Por fim, a nova plataforma aérea, que está em fase de anteprojeto, visa oferecer voos sustentáveis e de alta eficiência, suprindo as demandas da aviação regional e executiva, além de trazer diversas inovações tecnológicas para o mercado.

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