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25 abril, 2023

Construção da fábrica de aviões da Desaer deve começar em maio

Prefeitura de Araxá concedeu um terreno de 277,8 mil metros quadrados no Aeroporto Romeu Zema para a implantação da Desaer | Crédito: Divulgação/Prefeitura de Araxá

*Diário do Comércio, por Thyago Henrique - 25/04/2023

Com previsão para durar cerca de um ano e meio, as obras para a construção da primeira fábrica de aviões da Desaer – Desenvolvimento Aeronáutico devem ter início no próximo mês. A informação é do CEO e um dos sócios-fundadores da empresa, Evandro Fileno.

O empreendimento será erguido em uma área anexa ao Aeroporto Romeu Zema, no município de Araxá, na região do Alto Paranaíba. O terreno de 277,8 mil m² foi concedido pela prefeitura local à companhia em abril do ano passado. Na época, a estimativa era de que as intervenções fossem iniciadas ainda no segundo semestre de 2022.

A construção da unidade demandará investimentos de pelo menos US$ 100 milhões. Os aportes serão realizados por investidores estrangeiros. Segundo o Executivo, a transição de governo implicou uma interrupção momentânea no diálogo para o financiamento. Mas de acordo com ele, as conversas foram retomadas no último mês.

Fileno ressalta que em março, inclusive, a Desaer transferiu seu escritório para Araxá e “agora tudo indica que o dinheiro vai conseguir entrar no Brasil no próximo mês para a construção da fábrica”. Conforme o CEO, nesta semana, ele realizará uma viagem à negócios e “conseguindo trazer o recurso, a construtora já está pronta para começar (as obras)”.  

Geração de empregos e a escolha por Araxá
A fábrica de aviões também resultará em benefícios para a região. Estima-se, por exemplo, que a receita municipal, atualmente girando em torno de R$ 500 milhões anuais, tenha um incremento de 20% com a nova empresa. Além da contribuição com impostos pagos ao município, serão gerados milhares de postos de trabalho.

ATL-100 deve ser o primeiro avião a ser fabricado em Minas | Crédito: Divulgação

De acordo com o sócio-fundador, as construtoras estimam a criação de cerca de 1.500 empregos no canteiro de obras. Após o término das intervenções e o início das operações, que está previsto para 2025, a fábrica de aviões deve gerar de 1.200 a 1.300 vagas, entre diretas e indiretas em um turno de serviço, podendo dobrar, a depender da demanda.

Segundo Fileno, visando capacitar a mão de obra local e contratar quando a planta estiver pronta, a Desaer está tentando levar cursos para a cidade e implantá-los dentro do programa Trilhas do Futuro, do governo de Minas Gerais, fundamental para a vinda da empresa para o Estado. A companhia foi disputada por sete unidades da Federação.

“Tivemos opções de vários municípios e vários estados, mas o Estado que conversou mais profissionalmente e com mais seriedade com a gente foi Minas Gerais. Minas ofereceu várias cidades e a gente foi analisando. Araxá, escolhemos por causa do espaço aéreo, pela  infraestrutura acadêmica e devido à prefeitura querer desenvolver a cidade”, explica.

O projeto

Esta será a primeira unidade operacional da Desaer. Fundada em 2017 por pessoas com vasta experiência no setor de desenvolvimento aeronáutico, por exemplo, ex-funcionários da Embraer,  que é o caso de Evandro Fileno, a empresa produz aviões regionais com capacidade para até 50 passageiros. Inicialmente, em Araxá serão produzidas quatro aeronaves por mês.

O primeiro avião a ser fabricado pela companhia será o ATL-100, um bimotor turboélice para 19 passageiros ou 2.500 kg de carga. O protótipo, que opera em pistas curtas não pavimentadas e de fácil manutenção, já tem, inclusive, contratos de compras assinados.
 

Soluções WEG equipam mais duas usinas de açúcar e etanol no Brasil

 


*LRCA Defense Consulting - 25/04/2023

O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, sendo esse um produto versátil e extremamente importante para a economia do país. Afinal, é através da cana que surgem variados subprodutos, como é o caso do açúcar, etanol, cachaça e o bagaço, que atualmente é muito utilizado para a produção de energia.

Para que essa transformação ocorra, é necessário que a cana passe por processos industriais dentro de uma usina e a WEG oferece o mais amplo leque de soluções para atender esse mercado.

Dentre os processos para a extração do caldo da cana encontra-se o desfibrador que rompe a estrutura da cana antes de seguir para a etapa de moagem. Para garantir que esse equipamento opere com alto nível de desempenho e resistência é necessário a integração com motores elétricos eficientes e confiáveis.

Há anos atuando com soluções WEG, a Viralcool, empresa que conta com a produção de açúcar, etanol, energia e levedura, reforçou a sua parceria com a companhia com mais uma escolha confiável, desta vez para acionar o desfibrador das suas unidades localizadas em Pitangueiras/SP e Castilho/SP.

Recentemente, as fábricas do grupo foram contempladas com dois motores de indução trifásicos de anéis da linha Master de 6.000 cv, 6 polos e 13.800 V, equipados com sistema de controle para levantamento automático das escovas.

O diferencial desses motores é que as escovas, responsáveis pela conexão de um reostato com o enrolamento do rotor, ficam em contato com os anéis coletores somente durante a partida da máquina, desta forma, o conjunto é preservado durante o funcionamento, evitando desgastes desnecessários e permitindo um maior tempo de uso do motor sem paradas para manutenção. Uma vez que o motor parte com a adição de resistência externa através do reostato, o torque de partida é aumentado e a corrente de partida reduz significativamente, tornando a partida muito mais suave para a rede e permitindo a partida das mais diversas cargas com alta inércia ou torques elevados.

Os motores de indução de anéis WEG com sistema de controle para levantamento automático das escovas garantirão maior confiabilidade ao processo, além do menor impacto ao sistema elétrico da usina durante a sua partida e entrada em operação.

Taurus será a primeira empresa estratégica de defesa ESG no mercado

O relatório ESG celebra uma nova etapa na história da companhia, em que a Taurus se consolida como uma empresa estratégica de defesa ESG no mercado.


*LRCA Defense Consulting - 25/04/2023

A Taurus, Empresa Estratégia de Defesa, divulgará em breve o seu primeiro Relatório Anual de Sustentabilidade, em que comunica seus esforços e conquistas em relação à gestão social, ambiental e de governança, ou seja, na consolidação de ações quanto à pauta ESG (sigla de environmental, social and governance).

O relatório ESG celebra uma nova etapa na história da companhia, em que a Taurus se consolida como uma empresa estratégica de defesa ESG no mercado. O documento será apresentando em evento que ocorre no dia 2 de maio, entretanto, o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, antecipa alguns pontos importantes, como os pilares elencados pela companhia para consolidar os temas ESG: desenvolvimento de pessoas, investimento em tecnologia e inovação e engajamento em um ambiente colaborativo.

A Taurus incrementou ações relativas à pauta ESG em seus projetos, processos e decisões estratégicas depois de realizado o levantamento de seu posicionamento em termos ESG pela assessoria técnica da Ernst & Young (E&Y), no ano passado. De acordo a avaliação, a Taurus já vinha adotando uma postura ESG em diversas ações, como as realizadas durante a pandemia da Covid-19, em que passou a produzir as face-shields (escudo facial para proteger contra o contágio pelo coronavírus), em parceria com o Exército Brasileiro, e realizou a distribuição para todo o Brasil. A empresa também foi responsável por duplicar a capacidade de UTIs na cidade de São Leopoldo com respiradores e bombas de infusão.

Para agregar o processo ESG em novas ações e na gestão como um todo, a Taurus criou um setor específico para implantar a cultura ESG, formou uma equipe de trabalho multidisciplinar para atuar no mapeamento de oportunidade e melhorias ESG, bem como criou o Comitê ESG, constituído pela a alta direção da empresa. “Não temos interesse em simplesmente emitir um relatório de sustentabilidade, mas sim de tratar o assunto formalmente na empresa, incorporando esse conceito na cultura na Taurus”, destaca Salesio Nuhs.

A empresa conta com dois protocolos globais utilizados para mensurar as práticas ESG, o Global Reporting Initiative (GRI) e o Conselho de Padrões Contábeis de Sustentabilidade (SASB). Estes protocolos auxiliam na emissão de relatórios padronizados que facilitam a análise e o acompanhamento dos indicadores ESG nas demonstrações financeiras.

A segurança nacional, a segurança pública e a segurança das pessoas são temas relacionados à estabilidade e sustentabilidade social, por meio da defesa da liberdade, dos direitos humanos e da ética. Portanto, a indústria de defesa tem papel essencial, tanto em relação à segurança, como na economia e no desenvolvimento de novas tecnologias, temas extremamente relevantes quando se trata dos pilares ESG.

Pilares ESG da Taurus
No primeiro pilar, destaca-se o projeto Taurus do Bem, que visa promover a inclusão de pessoas com deficiência intelectual no ambiente de trabalho, possibilitando o seu desenvolvimento pessoal e profissional por meio de capacitações técnicas. A primeira turma se formou em dezembro de 2022, com 11 alunos, e três deles foram contratados pela empresa como aprendizes.

A Taurus também busca o desenvolvimento profissional dos colaboradores e sua qualificação acadêmica, através do Projeto Trilhar e do Programa Educacional de Excelência em Pesquisa e Inovação (PROET), respectivamente. O Jovem Aprendiz tem o objetivo de incluir adolescentes no mercado de trabalho; e o programa de Desenvolvimento da Liderança tem a finalidade de capacitar líderes alinhados às expectativas estratégicas da Taurus.

O pilar de tecnologia e inovação garante importantes estudos em projetos de inovação em materiais, no qual se destaca a utilização de grafeno nos produtos, considerado uma tecnologia revolucionária no mercado. A iniciativa colocou a Taurus em destaque na indústria mundial e evidenciou o Brasil como pioneiro nesta inovação.

Outros projetos também se destacam na tecnologia e inovação, como o estudo para a utilização do Diamond Like Carbon (DLC) para acabamento de diversos componentes, que, além de aumentar a resistência, emprega uma tecnologia mais limpa e gera pouco volume de resíduos sólidos de baixo impacto, o que facilita a sua destinação e reciclagem. A Taurus também promove pesquisa com componentes fabricados com novos polímeros estruturais de última geração, contando com tecnologia de fibras de vidro extralongos; e estudos para a adição de nióbio a aços de baixo carbono.

Estes são alguns dos projetos fomentados pelo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil Estados Unidos (CITE) da Taurus, que conta com mais de 200 engenheiros voltados à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos, que reduzem emissões de gases poluentes, o consumo de energia elétrica, água, entre outros.

Em relação à sustentabilidade e mitigação dos impactos ambientais, a Taurus ainda realiza o mapeamento de gases de efeito estufa; tratamento de efluentes; aplica a logística reversa da maioria de suas embalagens de produtos químicos; monitora e faz a gestão de resíduos para melhor aproveitamento e destinação, tanto para reuso interno, quanto para a reciclagem, coprocessamento, rerrefino e compostagem, o que representa 94,76% de desvio de aterros na destinação de seus resíduos.

No pilar de engajamento em um ambiente colaborativo, a Taurus busca firmar parcerias com empresas e instituições de ensino, a fim de promover pesquisa, inovação e o desenvolvimento dos colaboradores. A Taurus possui um projeto de linha de produção totalmente automatizada em parceria com a Auttom (uma das empresas do Grupo Randon) para o desenvolvimento de uma célula robotizada para a usinagem do ferrolho. Direcionada aos conceitos da Indústria 4.0, o projeto permite controle de qualidade, rastreabilidade, produtividade e de diversas outras variáveis do processo.

Entre as parcerias com universidades, destaca-se o convênio com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) para realizar pesquisa e desenvolvimento com grafeno, através da UCSGRAPHENE, primeira e maior planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina instalada por uma universidade e que faz parte do TecnoUCS – Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação. A estrutura – junto aos demais laboratórios de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico de toda a universidade, assim como atuação do centro de tecnologia e equipe técnica da empresa parceira ZextecNano – permite a rápida realização de testes e desenvolvimento de protótipos.

Além da UCS, a Taurus ainda tem parcerias inéditas com outras instituições de ensino, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Na visão do CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, a pauta ESG é uma ação estratégica, que traz impactos positivos para a sociedade, para o ambiente e para os negócios, e irá agregar nos resultados da companhia, com ganhos como redução de resíduos, de consumo de energia e de água, dos custos, aumento da produtividade por meio da capacitação dos profissionais e de ambientes revitalizados.

Helisul Aviação comprará 50 drones de carga Moya eVTOL


*LRCA Defense Consulting - 25/04/2023

A fabricante Moya Aero eVTOL e a Helisul Aviação anunciaram uma parceria estratégica para o desenvolvimento de operações logísticas com RPAS (aeronaves remotamente pilotadas) de alta capacidade. Na oportunidade, eles assinaram uma Carta de Intenções (LOI) para a compra de 50 Moya eVTOL.

O Moya eVTOL é um drone de carga autônomo, totalmente elétrico, com capacidade de carga paga de 200 kg e alcance de 110 quilômetros. Ser elétrico permite que o drone de carga opere com emissões zero. Além disso, o design do Moya traz ganhos de eficiência. A Helisul Drones, divisão de aeronaves remotamente pilotadas do grupo, realizará esses 50 eVTOLs.

A Helisul é uma empresa de aviação que atua no Brasil há meio século e hoje possui uma das maiores frotas de helicópteros da América Latina, com mais de 50 aeronaves. A Helisul Drones atua em segmentos de operações altamente especializadas, que exigem equipamentos sofisticados e pessoal altamente qualificado.

"Acreditamos que o Moya eVTOL vai revolucionar o transporte de cargas com maior agilidade e produtividade. A alta capacidade de carga e autonomia de voo do Moya são perfeitos para esse tipo de missão. Sem falar que é um voo limpo, com zero emissão de carbono", disse Humberto Biesuz, superintendente executivo da Helisul.

"Projetamos o Moya eVTOL para atender um amplo espectro de usos logísticos e agrícolas. Temos como objetivo oferecer um transporte de cargas eficiente, com melhor economia e operação sustentável. É o primeiro veículo desenvolvido na América Latina e um novo meio de transporte logístico", disse Alexandre Zaramela, CEO da Moya Aero.

O protótipo de Moya voará até o final de 2023. O primeiro Moya eVTOL deverá entrar em serviço até o final de 2025.

"O Moya eVTOL complementa perfeitamente nossa estratégia de frota de drones, operando em um nível único de carga e alcance. Além disso, somos parceiros de desenvolvimento, colaborando do ponto de vista do operador", disse Lucas Fontoura, chefe da divisão de UAS da Helisul Drones.

Sobre a Moya Aero
A Moya Aero, fundada em 2020 por Alexandre Zaramela e Renata Paolillo, é um spin-off da ACS Aviation, importante entidade brasileira de engenharia aeronáutica, pesquisa e desenvolvimento de aeronaves no coração do corredor industrial da América Latina, São José dos Campos. Essa experiência extraordinária está por trás do Moya eVTOL, o primeiro veículo de alta capacidade, totalmente elétrico e autônomo construído no Hemisfério Sul.

A experiência coletiva abrange um amplo espectro da indústria aeroespacial. Esse conhecimento capitaliza as oportunidades de mercado com conceitos de veículos aéreos que abordam muitos problemas antigos de logística, como reduzir as emissões de CO₂ a ZERO, conectar regiões remotas com suprimentos vitais, melhorar a eficiência, a produtividade e o custo do gerenciamento de colheitas e conectar negócios com clientes de forma mais rápida, barata e simples. As ideias são criativas. Os produtos são transformadores.



24 abril, 2023

Embraer assina Memorando de Entendimento com a Indústria de Defesa de Portugal

Memorando tem como objetivo o desenvolvimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa de Portugal


*LRCA Defense Consulting - 24/04/2023

A Embraer anunciou hoje, durante visita a Portugal do Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a assinatura de um Memorando de Entendimento com as empresas aeroespaciais do país em evento que contou com a presença do Primeiro-Ministro da Portugal, António Costa. O memorando foi assinado com as empresas: Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), Empordef Tecnologias de Informação, S.A. (ETI), GMVIS Skysoft, S.A. (GMV) e a OGMA S.A.

“É uma enorme satisfação celebrar uma nova etapa no relacionamento entre a Embraer e o Estado Português, por meio da indústria de Defesa de Portugal, para nós uma referência na cooperação em projetos aeroespaciais e de defesa. Os resultados da parceria estratégica do KC-390 Millennium tem mostrado o potencial que governos e empresas dos dois países, trabalhando juntos, podem alcançar”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer.

O objetivo principal do memorando é o desenvolvimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa de Portugal, reforçando a sua capacidade de desenvolver atividades de engenharia, pesquisa e desenvolvimento. Assim, a Embraer reforça seu compromisso estratégico de longo prazo com Portugal no desenvolvimento de seu ecossistema aeroespacial e de defesa.

Entre os diferentes desdobramentos do memorando, destaca-se o potencial relacionamento estratégico nas áreas de desenvolvimento e integração de sistemas envolvendo o A-29 Super Tucano, em sua recém-lançada versão A-29N, voltada para o atendimento das necessidades dos países membros da Organização Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Estão incluídos neste contexto os processos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, com o intuito de ampliar e aumentar as relações comerciais de longo prazo entre as empresas durante as fases de desenvolvimento, produção e suporte à operação da aeronave A-29N.

“Damos hoje, com a assinatura deste memorando de entendimento, mais um passo importante no contínuo desenvolvimento de tecnologias relacionadas ao A-29 Super Tucano. O interesse dos países da OTAN nesta aeronave levou a Embraer a anunciar, recentemente, o lançamento de uma nova versão, o A-29N, a qual, temos certeza, será um sucesso no mercado internacional”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

23 abril, 2023

A Taurus USA está crescendo e prosperando no sudoeste da Geórgia

Mesmo a matemática básica indica que a empresa está a caminho de fabricar um milhão de armas de fogo por ano na Geórgia – e apenas começando. 

Na Taurus USA, a nova série de revólveres Executive Grade é feita com um sistema de um trabalhador/uma arma e mantida em tolerâncias rígidas.    

*Guns.com - 03/03/2023

Uma história longa e cada vez mais americana
Com uma linhagem empresarial que remonta à década de 1920, a Forjas Taurus, hoje Taurus Armas SA, fabrica revólveres desde pelo menos 1942, expandindo-se muito nas décadas de 1950 e 1960 a ponto de ter três fábricas no Brasil. Parcerias e acordos internacionais com a Beretta na década de 1970 e com a Smith & Wesson na década de 1980 continuaram a aumentar o alcance da empresa, uma vez que preenchia contratos de consumo e de aplicação da lei/militar em toda a América Latina.

Os americanos começaram a ver os revólveres Taurus de dupla ação nas prateleiras dos revendedores na década de 1970, numa época em que as armas de tambor talvez estivessem em sua era de ouro do marketing. Os clientes logo descobriram que essas importações interessantes eram de boa qualidade – e a um preço competitivo. Para atender à demanda, em 1981 a Taurus International Manufacturing foi lançada em Miami, e a picante cidade do sul da Flórida abrigaria as operações da empresa nos Estados Unidos por quase 40 anos.

Ainda assim, a maioria das armas vinha do Brasil para os Estados Unidos, com Miami fazendo pouca fabricação. Isso mudou constantemente ao longo dos anos e a produção aumentou na Flórida. De acordo com dados de reguladores federais, em 2007 a Taurus fabricou apenas 9.850 pistolas – principalmente .22s e .25s de armação pequena que não podiam ser importadas de acordo com os regulamentos de revólveres esportivos – nos EUA. Apenas uma década depois, em 2018, esse número cresceu para 94.600 Revólveres de fabricação americana em uma variedade muito maior de calibres. E isso sem contar os enormes 187.104 revólveres, principalmente rimfire, fabricados em 2018 por sua subsidiária Heritage Manufacturing , com sede em Miami, uma marca que a empresa adquiriu em 2012.

Buscando expandir ainda mais, a Taurus olhou para a Geórgia. Mudança para o estado de Peach
Em abril de 2018, a Taurus anunciou a mudança de sua sede nos Estados Unidos para uma nova instalação em Bainbridge, Geórgia. O investimento inicial de US$ 22,5 milhões visava gerar até 300 novos empregos, ao mesmo tempo em que trazia um núcleo de funcionários existentes das instalações da Flórida para reter a base de conhecimento e o conjunto de habilidades desenvolvidos nas quatro décadas anteriores. Além disso, a mudança significou trabalho para outras empresas na área - por exemplo, Trulock Chokes nas proximidades de Whigham, Geórgia, há muito tempo realiza subcontratação para a linha Heritage da Taurus.

Em agosto de 2019, a empresa anunciou que a primeira arma marcada como “Bainbridge” havia saído de sua linha de montagem.

"Estamos muito orgulhosos de que a Taurus USA tenha selecionado nossa comunidade", disse Rick McCaskill, diretor executivo da Autoridade de Desenvolvimento de Bainbridge e Condado de Decatur, em 2018 sobre a mudança planejada. "Este foi um esforço de equipe e nos posicionamos como uma equipe pronta para tornar a construção e a equipe de suas instalações tranquilas e perfeitas."

Mais de quatro anos após essas observações de McCaskill, conversamos com ele para ver como o relacionamento entre Taurus e a área local floresceu nesse meio tempo.

"Havia muitas, muitas lojas vazias na praça aqui", disse McCaskill ao Guns.com em uma reunião no centro de Bainbridge. "Todo o desenvolvimento aconteceu basicamente desde que a Taurus veio."

Rumo a um milhão de armas de fogo por ano
Mas e a produtividade? Bem, os números do ano passado ainda são um segredo comercial, mas, de acordo com os reguladores, a empresa fabricou 290.780 revólveres da marca Taurus junto com 505.601 rifles e revólveres da marca Heritage em Bainbridge em 2021.

Mesmo a matemática básica indica que a empresa está a caminho de fabricar um milhão de armas de fogo por ano na Geórgia – e apenas começando.

Conhecendo a nova fábrica

A construção da nova instalação de 200.000 pés quadrados começou em setembro de 2018, prometendo 180.000 pés quadrados de espaço de fabricação e outros 20.000 pés quadrados de espaço administrativo.  

O complexo de 73 acres, com mais de 200.000 pés quadrados de espaço, tem muito espaço para crescer.

A planta mantém as raízes brasileiras tradicionais da Taurus. Embora muitas armas de fogo ainda sejam fabricadas lá, principalmente revólveres de fogo central, a empresa está avançando com um sabor americano.

Os americanos confiam nos revólveres e pistolas Taurus desde a década de 1970.

Bainbridge tem um vibrante centro da cidade que é o mais americano possível e viu sua população crescer de 12.697 em 2010 para 14.468 em 2020.

Uma nova arma de tambor da série Executive Grade para 2023 é o Taurus Judge, que é capaz de uma precisão excepcional de até 100 jardas com a carga .45 Colt correta.

A linha G3, as pistolas de 9 mm com armação de polímero de terceira geração da empresa, é extremamente popular.

A G3 também se tornou tática nos últimos meses...

Assim como a nova Taurus GX4, sua arma de quarta geração. Esta microcompacta ainda possui capacidade para 13+1 carregadores e é ideal para carregar.

Todas as armas são testadas como parte do processo de fabricação.

A atenção aos detalhes é fundamental na construção e montagem.

Outra novidade para 2023 é o retorno da linha de revólveres Rossi. Com uma história de empresa separada que data da década de 1880, a Taurus adquiriu a Rossi em 2008.

A Taurus está cada vez mais certificando-se de que a instalação de Bainbridge está construindo mais componentes e armas de fogo na Geórgia, mudando recentemente para a produção de canos TX 22 no mercado interno.

A Heritage é a maior fabricante de revólveres do país em quantidade, produzindo nada menos que 492.584 revólveres somente em 2021. O segundo e terceiro colocados naquele ano – Ruger (276.015 revólveres) e Smith & Wesson (232.357) – mal ultrapassam esse número combinado.

A nova fábrica deverá empregar mais de 300 pessoas.

A instalação é moderna, utilizando técnicas de fabricação e máquinas de última geração.

Os revestimentos e acabamentos são feitos internamente e estão ficando cada vez mais complexos, com a empresa usando robôs Cerakote para garantir a uniformidade.  

Tantas peças TX 22, como esses corpos de carregadores.

Falando em TX 22, aqui está o novo modelo Compact, que já vem pronto para óptica e supressor assim que sai da caixa.

A Heritage também está fazendo movimentos na arena do rifle. 

O trabalho de garantia e reparo também é feito internamente, logo após a linha de montagem, com a maioria dos modelos modernos com garantia vitalícia. Esta é uma mudança de quando a maioria das armas da empresa eram cobertas apenas por uma garantia de um ano.

*Créditos: cópia e fotografia principal de Chris Eger, vídeo de Scott Gara e Ben Philippi, fotos adicionais e vídeo de Paul Peterson.

22 abril, 2023

Brasil apresenta ASTROS II atualizado e adaptado para TCM, tornando-o similar ao HIMARS

- A questão não está apenas no conceito do complexo, mas também no fato de que ninguém na América Latina tem seu próprio OTRK (míssil balístico tático).
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Agora, cada um dos lançadores pode ser usado de forma autônoma, como no M142 HIMARS.


*Defence Express, por Sofia Syngaivska (Ucrânia) - 22/04/2023

A empresa brasileira de defesa Avibras apresentou duas novas variantes do ASTROS II (Artillery Saturation Rocket System) na exposição LAAD Defense & Security 2023 – a versão MK6 com o Tactical Cruise Missile (TCM - míssil tático de cruzeiro) capaz de neutralizar alvos até 300 km e a modificação AFC que possui maior poder de fogo e capacidade de cálculo de elementos de tiro.

Ambos os desenvolvimentos merecem atenção especial. Porque aqui em si parece inesperado que o Brasil tenha seu próprio análogo do sistema HIMARS, e que o mesmo país tenha desenvolvido seu próprio OTRK (míssil balístico tático) com alcance de tiro de até 300 km, cujo "núcleo" é um KR subsônico, e isso apesar do fato de que ninguém mais na América Latina possui seus próprios sistemas de mísseis de longo alcance. Bem, o fato de tais desenvolvimentos ambiciosos terem mais desenvolvimentos ambiciosos é frequentemente distinguido por declarações "pacíficas" sobre a guerra da Federação Russa contra a Ucrânia.

O ASTROS II foi desenvolvido no início dos anos 80 pela Avibras para uso no Brasil e exportação. Foi o primeiro sistema a oferecer vários tipos de foguetes de artilharia a partir do mesmo sistema de lançamento. O Brasil foi o primeiro país a usar o ASTROS II, mas a maioria dos sistemas foi exportada para o Oriente Médio, incluindo Líbia, Arábia Saudita e Iraque, num total de US$ 1 bilhão.

O sistema de mísseis foi vendido para seis países e o volume total de produção do ASTROS II é de cerca de 270 unidades. De acordo com o The Military Balance 2022, o Exército Brasileiro tinha apenas 18 unidades ASTROS II Mk3M e 18 unidades ASTROS II Mk6.

A primeira adaptação do ASTROS II MK6 para o TCM foi anunciada no final de 2019, quando o míssil foi apresentado. O AV-TCM possui um motor de combustível sólido, um sistema de orientação combinado (inercial + GPS), um comprimento de fuselagem de 5,5 metros, um peso de voo de 1400 kg, incluindo um peso de ogiva de 200 kg. As opções para equipar a ogiva são fragmentação unitária de alto explosivo ou cassete com 64 submunições. Cada lançador do ASTROS II MK6 pode atualmente acomodar dois TCMs.

Atualmente, um lançador ASTROS II Mk6 contém dois mísseis AV-MTC. Na primavera de 2022, o Egito estava interessado no sistema ASTROS II Mk6 com o míssil AV-MTC, mas se um contrato de compra foi concluído - ainda não é conhecido.

O ASTROS II requer um “batalhão de tiro” de 18 sistemas para operar, junto com cinco veículos de apoio para controle de fogo. Todos os 18 sistemas de foguetes e veículos de controle devem ser localizados de maneira concentrada, o que reduz significativamente a capacidade de sobrevivência, principalmente durante o fogo de contrabateria.

O ASTROS II tem uma tripulação de 3 pessoas, e o inventário de mísseis para este sistema é o seguinte:

SS-09TS – não guiado, até 40 mísseis por PU, alcance de tiro de até 10 km;
SS-30 – não guiado, até 32 mísseis por PU, alcance de tiro de até 30 km;
SS-40G – guiado, até 16 mísseis por PU, alcance de tiro de até 40 km;
SS-60 – não guiado, até 4 mísseis por PU, alcance de tiro de até 60 km;
SS-80G – guiado, até 4 foguetes por PU, alcance de tiro de até 90 km.

Agora, cada um dos lançadores pode ser usado de forma autônoma, como o HIMARS
Assim, a Avibras integrou seu próprio sistema automatizado de controle de tiro ao ASTROS II AFC para resolver esse problema, que agora permite que cada lançador seja usado de forma autônoma, como, por exemplo, o M142 HIMARS.

Além disso, a empresa melhorou o poder de fogo do ASTROS II AFC aumentando o número de tubos lançadores. Por exemplo, o sistema poderá lançar até quatro TCMs ou seis mísseis guiados SS-150 com um alcance de tiro de até 150 km. A empresa está planejado usar o chassi T815-790R39 6x6 e T815-7A0R59 4x4 da Tatra em vez do chassi básico Mercedes-Benz 2028A 6x6.

Lançado agora no Brasil, o poderoso revólver Taurus Raging Hunter .460 com cano de 10" é analisado nos EUA


*The Firearm Blog, por Rusty F. - 19/04/2023

O novo Taurus Raging Hunter 10 in para 2023, também conhecido como Raging Hunter 10.5" (seu comprimento real de cano), é um enorme revólver de câmara de 5 tiros para o calibre .460 S&W Magnum que pesa quase 4,5 lbs. Como a maioria dos outros revólveres de calibre .460 S&W Magnum, ele também pode lidar com o .45 Colt e o .454 Casull. No entanto, diferentemente de outros revólveres .460, o novo Taurus é realmente confortável de atirar repetidamente em qualquer calibre. Eu diria que é o revólver .460 de fábrica mais impressionante que já atirei nesse sentido.

Especificações, segundo a Taurus:
Item: 2-460105RH
UPC: 7-25327-61908-6
Preço Sugerido: $1269
Ação: DA/SA
Cilindro com Trava Dupla
Trilho Picatinny Inferior Removível
Suporte para Miras
Comprimento Total: 16,22"
Altura: 6,4"
Largura: 1,8"
Peso Descarregado: 71,26oz
Cano: 1:20 - Rotação RH de polegadas, 5 ranhuras
Material do Quadro: Aço Inoxidável
Acabamento do Quadro: Aço Inoxidável Fosco
Material do Cilindro: Aço Liga
Acabamento do Cilindro: Óxido Preto Fosco
Material do Cano: Aço Liga
Acabamento do Cano: Escudo Fosco Preto; Cano em Aço Inoxidável Fosco
Segurança da Barra de Transferência

Resumindo, há alguma confusão quanto ao comprimento real do cano da arma em si. Embora o nome principal usado na cópia da Taurus seja "10 in", o comprimento real do cano é de 10,5". Anexado na extremidade do cano através de um sistema de retenção dupla proprietário, há um enorme freio de boca alargado que adiciona cerca de mais 1,5 polegadas ao comprimento do revólver.

No entanto, o que o freio de boca subtrai é ainda mais importante. Os quatro portos laterais e seis portos superiores combinados tornam este Raging Hunter controlável. Os projéteis leves do .45 Colt parecem projéteis de baixa carga. As cargas mais picantes do .45 Colt parecem um .38 Special, as cargas de caça do .454 parecem um .45ACP e as cargas do .460 Magnum não são mais fortes do que as do .44 Magnum em um revolver de tamanho normal. Eu não consigo imaginar nenhum outro .460, muito menos um .454, que eu possa atirar facilmente em uma caixa inteira de munição de energia total como pude com o novo Raging Hunter 10 in.

O freio é tão eficaz que praticamente anula a necessidade de muitas das técnicas de tiro com revolver de grande calibre que atiradores experientes de revolver desenvolvem ao longo do tempo para "domar o recuo" a fim de lidar com os grandes Magnum. Embora as cargas de .460 sejam tão altas quanto um canhão da Guerra Civil e exijam um pouco de reaquisição de alvo, é possível ficar na mira com um cilindro de .454. É tão eficaz assim.


O Raging Hunter pode caçar?
Em nossos testes anteriores com o Raging Hunter, levamos o revólver para 50 jardas com as miras de fibra óptica totalmente ajustáveis e tivemos ótimos resultados. Em prol de testar ainda mais a viabilidade deste revólver como uma arma de caça, equipamos o mesmo com uma mira telescópica 2x de pistola e depois um ponto vermelho e o levamos para distâncias de até 250 jardas.

Resultados de precisão
A precisão foi testada apoiada em um bipé com suporte de travesseiro traseiro. As cargas .45 Colt com melhor desempenho foram testadas a 50 jardas. O FTX de 225gr da Hornady alcançou 2,10 polegadas, enquanto o Extreme Penetrator de 250gr da Lehigh Defense apresentou grupos de 5 tiros de 2,71 polegadas. As cargas .454 e .460 com melhor desempenho foram então testadas a 100 jardas com a mira 2x acoplada.

Embora os grupos a 100 tenham sido limitados a 3 tiros devido ao suprimento limitado e ao custo das munições, fiquei surpreso ao ver o potencial de precisão deste exemplar a 100 jardas. O cano de torção de 1:20 do Raging Hunter teve uma forte preferência por munições sem chumbo. O Barnes Expander de 250gr da Federal .454 apresentou o melhor grupo de todos, 1,65 polegadas, enquanto a carga Barnes Expander de 275gr da Federal .460 apresentou um grupo de 1,75 polegadas. Os Federal Swift A-Frames também foram precisos o suficiente para permanecer nas áreas vitais de um animal de caça a 3 polegadas. As cargas LFN .454 e 4,60 da Buffalo Bore não se saíram bem no departamento de precisão com este revólver.

Em seguida, apontei para alvos do tamanho de grandes animais a 200-250 jardas e consegui acertar com as cargas .454 e .460 usando o bipé. Este revólver tem um potencial sério como uma arma de caça viável que não só pode atingir alvos a uma distância moderada, mas também tem o poder de ancorar firmemente o animal de caça quando o faz.


Viabilidade de transporte
O tamanho enorme do Raging Hunter torna-o uma arma desajeitada para carregar. Não há realmente uma espécie de coldre específico para um revólver com mira telescópica e com um cano tão longo. Se eu tivesse que carregá-lo para caçar, há algumas bolsas com fecho dobrável que poderiam funcionar para esse trabalho, mas o método mais prático seria utilizar algumas bolsas modulares que se acoplam à minha mochila de caça Mystery Ranch ou uma caixa totalmente fechada com uma alça confortável para transportar essa fera. Essa seria também a forma preferida de transportar um revólver de caça em condições meteorológicas adversas.

Outra opção seria usar o suporte de bipé com alça ou acoplar uma eslinga QD (Quick Detach sling mounts) ou laço de alça ao trilho Picatinny. Então um laço de alça pode ser adaptado à parte inferior do cabo, resultando em um sistema de alça utilizável. O seu tamanho e método de transporte serão um pouco incômodos. Eu diria que, em vez de ser uma pistola para defesa pessoal contra grandes animais e caça, este revólver é mais adequado para as atividades de caça em emboscada ou caça parada.



Red Dot vs Miras Telescópicas
Concedido, este foi um teste um pouco injusto porque existem muitas boas escolhas para um Red Dot e não muitas escolhas para uma mira telescópica para revólver. Para o Red Dot, escolhi a unidade mais robusta, um Aimpoint ACRO P2 que encomendei há muito tempo e que acabou por chegar até mim durante o curso desta revisão. Para a mira telescópica para revólver, usei...uma Burris 2x que não é tão boa em um suporte aero, mas que encontrei por um preço muito baixo.

Se eu fosse usá-la para caçar, sem dúvida eu escolheria o Red Dot. Eu consegui ser tão preciso quanto com a mira telescópica, com uma imagem de visão muito mais fácil de obter e manter. As "simulações de urso atacando" com esta configuração foram fáceis de manter em um prato de 50 jardas, especialmente com o calibre .454 Casull.

O suporte elevado Scalarworks que eu tinha para o ACRO pode parecer errado em comparação com um suporte plano, mas tive a vantagem de poder ter dois zeros, um com as miras que eu podia ver através do suporte e outro com o ponto vermelho. Isso proporcionou muita diversão quando eu atirava rapidamente a diferentes distâncias ou com cargas diferentes, dependendo de como eu queria zerar as miras.

Tempo de disparo
Como prometido em nossa revisão inicial, eu medi o gatilho após 32 disparos. O gatilho de dupla ação foi muito pesado para a escala de gatilho e teve uma etapa de empilhamento significativa cerca de 1/2 do caminho. Este não é um revólver de grande calibre que você acidentalmente irá disparar duas vezes. O gatilho de ação simples era nítido e previsível e quebrou limpo com 6 libras e 4 onças.

Dito isso, preferi fazer meus disparos de longo alcance e a maioria dos disparos fora de mão, puxando o gatilho de dupla ação de maneira limpa. Esse método promoveu melhor acompanhamento e ajudou a prevenir o tremor com as cargas mais robustas do .460 também.


Impressões gerais
Objetivamente, o Taurus Raging Hunter teve um desempenho impecável durante os testes com 200 tiros de .45 Colt, 60 tiros de .454 Casull e 60 tiros de .460 S&W. A precisão também foi excelente, uma das melhores que já vi em um revólver de fábrica e certamente a melhor que já vi em um .454 ou .460.

Subjetivamente, o Taurus Raging Hunter foi surpreendentemente controlável em todos os aspectos. Concluí meu teste acertando uma silhueta com um cilindro cheio de munição .460 de 300gr fora de mão a 100 jardas, terminando com um sorriso no rosto e sem dor na minha mão. Isso resume praticamente o Taurus Raging Hunter de 10 polegadas. Se você está procurando um repetidor que seja legal para caçadas com arma de "curto alcance", mas que ainda possa chegar a 250 jardas, este é provavelmente um bom revolver para se olhar.

Embora eu relute em adicionar um .460 à minha coleção, já que investi um pouco no .500 S&W, estou considerando fortemente a aquisição de um Taurus Raging Hunter de 10 polegadas em .460 depois de colocar este à prova.

Contras:

Desajeitado para carregar
Munição de potência total cara

Prós:

Provavelmente, o revólver .460 S&W mais controlável
Ótima opção para caçadas com arma de curto alcance ou específicas para revólver
Freio extremamente eficaz
Empunhadura confortável
Muito preciso
Boas miras
Trilhos para acessórios
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Lançamento no Brasil


21 abril, 2023

Grupo EDGE, dos Emirados, avança em todas as frentes de exportação, inclusive no Brasil

- O Grupo Edge contratou Marcos Degaut, destacado ex-Secretário de Produtos de Defesa, para ser o novo executivo para os mercados latino-americanos, e abriu escritório em Brasília.


*Defense-Aerospace, por Tim Maxwell - 18/04/2023

Tornou-se lugar-comum dizer que os players ocidentais de defesa estão enfrentando uma concorrência cada vez mais acirrada dos recém-chegados ao mercado. Depois de décadas como um grande importador de armas, os Emirados Árabes Unidos parecem emergir como um desses novos concorrentes importantes, com sucessos notáveis ​​alcançados por seu recém-criado conglomerado de defesa EDGE (estatal). Quais mercados Abu Dhabi está conseguindo atender e como a pequena federação está fazendo isso?

A cada feira de defesa que passa, um novo player está deixando uma marca na indústria. O EDGE Group, o conglomerado industrial de defesa dos Emirados estabelecido em 2019, conseguiu capturar os holofotes em todos os eventos, seja pela apresentação de produtos às vezes com aparência futurista, seja pelo anúncio de novos contratos com clientes inesperados ou parcerias com empresas estabelecidas.

Este ambicioso concorrente está agora afirmando suas ambições de exportação, tendo feito grandes esforços para se transformar, de fornecedor nacional de equipamentos para as forças dos Emirados Árabes Unidos, em sério concorrente global. Em 2022, a empresa registrou US$ 1,5 bilhão em exportações (na época, um aumento de 500% em relação ao ano anterior), representando 30% do total de pedidos recebidos. Nesse mesmo ano, a empresa reorganizou sua estrutura para melhor atuar nos mercados de exportação, conforme relatado pela publicação confidencial francesa Intelligence Online, por meio da criação de um novo departamento dedicado.

Até agora, o EDGE tendia a se concentrar em projetos de baixo custo de entrada, como enxame de drones, conforme observado pelo membro sênior do Instituto do Oriente Médio, Bilal Saab, na Shephard Media. No entanto, o grupo está presente em uma impressionante variedade de segmentos: de pequenas armas à construção naval, a mísseis e sistemas de defesa antimísseis, UAVs e sistemas anti-UAV, veículos blindados, guerra eletrônica e soluções cibernéticas…

A jornada dos Emirados rumo ao estabelecimento de uma indústria nacional de defesa provou ser bastante eficaz. Conforme expresso pelo diretor de negócios internacionais do EDGE, Miles Chambers, em entrevista ao Flight Global, “passamos dos Emirados Árabes Unidos como destinatários da transferência de tecnologia para os Emirados Árabes Unidos como aquele que transfere a tecnologia”.

Vamos mergulhar em alguns desses sucessos e delinear as razões pelas quais alguns players ocidentais devem realmente se preocupar com seus mercados tradicionais.

Vários sucessos de exportação já reservados
O exemplo mais impressionante de sucesso de exportação ocorreu em fevereiro passado, quando a subsidiária naval da empresa Abu Dhabi Ship Building (ADSB) anunciou um acordo de US $ 1 bilhão - o maior contrato de exportação do EDGE - para a construção de quatro corvetas BR71 Mk II para a Marinha Angolana.

Afastando-se do negócio naval, mas ainda na África, o EDGE firmou uma parceria estratégica com os militares da Tanzânia, outro exemplo do potencial de mercado ainda a explorar para o conglomerado no continente.

Olhando para a Ásia, o EDGE esteve presente na Indo Defense 2022, com o CEO Mansour AlMulla falando sobre “a importância estratégica do mercado indonésio” para a empresa. A Índia é mais uma importante perspectiva de mercado para o conglomerado dos Emirados.

A subsidiária Al Tariq do EDGE, desenvolvida a partir de uma JV forjada entre o fundo soberano Tawazun e a sul-africana Denel Dynamics, assinou dois MoUs com parceiros indianos em 2023: um com a Bharat Dynamics para a produção conjunta de munições Al Tariq na Índia, e outro com a HAL para a integração das munições nas plataformas de asa fixa desta última (nomeadamente Tejas).

Fontes também indicaram que Al Tariq ajudaria a HAL a comercializar seu LCA para os países do MENA, abrindo mais possibilidades de exportação para suas munições guiadas de precisão na região. A região MENA, e o Golfo em particular, é um mercado natural para o EDGE, que participou do Riyadh World Defense Show inaugural em 2022, com seu presidente executivo Faisal Al Bannai dizendo que “a Arábia Saudita é um mercado estratégico fundamental para a empresa.”

O EDGE fez parceria com a Saudi Arabian Military Industries (SAMI) no passado: em 2021, sua subsidiária NIMR assinou um acordo com a SAMI para a produção de veículos militares na Arábia Saudita.

Rio de Janeiro como futura potência da América Latina
O EDGE também acaba de participar do LAAD Defence & Security 2023 no Rio de Janeiro, onde vários anúncios foram feitos sobre a futura cooperação com entidades brasileiras. A reaproximação foi originalmente iniciada em um nível muito político no governo Bolsonaro, notadamente através do filho do ex-presidente Eduardo Bolsonaro e Marcos Degaut, ex-secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa do Brasil, que então se tornou chefe do EDGE Brasil.

Questionado sobre como uma presença mais forte do EDGE no Brasil beneficiaria o país, Degaut disse que enquanto “empresas de vários países” têm um “viés predatório”, citando EUA, Itália ou Egito, os Emirados Árabes Unidos não. As últimas notícias do Brasil mostram que a chegada de Lula no lugar de Bolsonaro não acabou com essas boas perspectivas, como demonstra a visita do atual ministro da Defesa do Brasil, José Lúcio, ao estande do EDGE na feira LAAD em 11 de abril.

Além de propor soluções convincentes do ponto de vista tecnológico a preços mais baixos (pelo menos, assim diz a propaganda do EDGE), o player dos Emirados se beneficia de seu posicionamento político, abertura para transferência de tecnologia e apoio ao surgimento de players industriais de defesa em suas exportações mercados.

Esse sucesso não vem sem desafios, no entanto: o EDGE agora precisa aumentar sua capacidade de produção, que ainda não está adaptada para produção em larga escala, e fortalecer sua cadeia de suprimentos, contando com a integração de fornecedores estrangeiros. Tudo isto, mantendo a PI recém-adquirida… e continuando a apostar no desenvolvimento de novas competências e conhecimentos tecnológicos.

Em suma, ainda há um longo caminho a percorrer para que o EDGE se torne o principal player de defesa que deseja ser; ainda assim, as empresas ocidentais tradicionais devem ficar de olho nesse novo concorrente, especialmente em países emergentes. Os mercados há muito considerados seguros podem acabar sucumbindo aos encantos dos Emirados…
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Acordos, parcerias e MoU firmados pelo Grupo EDGE durante a LAAD 2023


*LRCA Defense Consulting - 21/04/2023

- com a Marinha do Brasil: acordo de desenvolvimento conjunto para cooperar no desenvolvimento de mísseis anti-navio de longo alcance e mísseis hipersônicos;

- com a Akaer: parceria estratégica para a área de Defesa e Aeroespacial. As duas companhias assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) com o objetivo de desenvolver e produzir sistemas e equipamentos de altíssima tecnologia no setor de aeroespaço e defesa em ambos os países;

- com a Kryptus: parceria para colaborar para aprimorar os recursos de comunicações cibernéticas e seguras e buscar oportunidades estratégicas nos mercados de tecnologia avançada e defesa;

- com a SIATT: MoU para cooperar no domínio de armas inteligentes;

- com a Condor, especialista em tecnologias não letais do Brasil, para combinar as capacidades das empresas e buscar conjuntamente oportunidades de negócios nos mercados dos Emirados Árabes Unidos e do Brasil. O MoU com a Condor já foi assinado por Marcos Degaut.

Sobre a participação do Grupo EDGE na LAAD 2023, Mansour AlMulla, diretor administrativo e CEO disse: “A participação do EDGE na LAAD 2023 nos permite mostrar nossas capacidades avançadas nos domínios aéreo, terrestre, marítimo e cibernético, e é uma indicação clara da grande importância que a EDGE atribui ao mercado brasileiro. mercado, e outros grandes mercados na América Latina. Nosso objetivo é aproveitar as valiosas parcerias que mantemos com alguns dos principais players da região e forjar novas colaborações para expandir nossa presença por meio de exportações, aumentando as cadeias de suprimentos locais e auxiliando no desenvolvimento de capacidades de defesa nacional em todo o continente.”

Abertura de escritório em Brasília para gerenciar negócios na América Latina

O Grupo EDGE anunciou, em 11 de abril, que abrirá um novo escritório regional na capital federal do Brasil, Brasília. O novo escritório, que será administrado por uma equipe dedicada e experiente de profissionais da indústria de defesa e dos ecossistemas de negócios locais, está programado para ser inaugurado em breve. O anúncio foi feito no estande do EDGE na LAAD Defence & Security 2023.

A mudança sinaliza a confiança do EDGE nos mercados latino-americanos à medida que expande sua presença global nas áreas de tecnologia avançada e defesa.

Mansour AlMulla, diretor administrativo e CEO do EDGE, disse: “Este é um momento de enorme orgulho para o EDGE como uma empresa relativamente jovem de pouco mais de três anos. O anúncio de hoje de nosso novo escritório regional LATAM em Brasília é um sinal claro de nossa confiança nos mercados de todo o continente e nas valiosas oportunidades que eles apresentam para o desenvolvimento de negócios internacionais, compartilhamento de conhecimento e maior prosperidade.

“À medida que expandimos nossa presença global, agora estamos tendo um grande interesse comercial nesses mercados com o objetivo de apresentar nossa tecnologia avançada líder do setor e soluções de defesa, forjando novas parcerias e auxiliando no desenvolvimento de capacidades de defesa nacional, no espírito de colaboração internacional e para realizar objetivos mútuos e apoiar o crescimento econômico”.

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