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04 dezembro, 2020

Taurus mostra a força de seus números e planos para o futuro, sugerindo aquisições

*LRCA Defense Consulting - 04/12/2020 (atualizada em 05/12/20, às 21:50)

Salesio Nuhs, Presidente e CEO Global, Sergio Sgrillo Filho, CFO e Diretor de Relações com Investidores, e Ricardo Machado, Diretor de Operações, foram os atores principais da Reunião APIMEC de ontem à noite (02), quando a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. detalhou seus atuais números e apresentou os ambiciosos planos para os próximos cinco anos.

Salesio traçou um retrospecto da companhia nos últimos anos, especialmente desde 2018, quando a atual equipe diretiva assumiu a empresa, detalhando algumas das ações da completa reengenharia feita nos processos e na filosofia da empresa, que culminaram no turnaround que está acontecendo e nos excelentes números que passou a apresentar desde 2018, com ênfase no 3T20, quando quebrou oito recordes: maior resultado para um trimestre em termos de produção, volume de vendas, receita líquida, lucro bruto, margem bruta, Ebitda, margem Ebitda e lucro líquido.

Afirmou  que 2020 foi ano da consolidação da empresa, quando esta se caracterizou por disponibilizar qualidade, entrega rápida e preços competitivos aos seus clientes, além de se preparar para dar "passos maiores".

Com a empresa agora consolidada em patamares sólidos, a intenção da Taurus, a partir de 2021, é viabilizar um grande crescimento (em todos os sentidos), conquistar novos mercados e aumentar ainda mais sua capacidade de inovação por meio de novas tecnologias, sempre com foco nas expectativas dos consumidores. Para tanto, o executivo sugeriu a possibilidade de a companhia vir, inclusive, a fazer aquisições estratégicas.

Crescimento nos EUA e na Índia
Sobre as operações internacionais da companhia, comentou que a unidade americana está produzindo 400 armas/dia e deverá dobrar sua produção quando finalizar o seu ramp-up. Discorreu também sobre as possibilidades do mercado indiano, apresentando os impressionantes efetivos das forças policiais, de segurança privada e militares, situados entre os maiores do mundo. Afirmou que "o importante é estar na Índia para poder participar das grandes licitações que serão feitas" e que este fato, aliado à transferência de tecnologia dentro do Programa Make in India são importantes vantagens competitivas que poderão beneficiar a empresa.

Novos lançamentos e fábrica de carregadores
Na conquista de novos mercados, um dos trunfos apresentados pela empresa são os novos lançamentos previstos, especialmente aqueles que mirarão nichos ainda não explorados, como a pistola microcompacta GX-4 para competir em um segmento que abrange 40% do mercado, a pistola TX 22 Competition, para o segmento de competição, e os inéditos revólveres com cano longo e grosso calibre, ideais para caçadores, esportistas ou para serem adquiridos no caso das eventuais restrições a armas automáticas do novo governo americano. Esses e outros lançamentos previstos [fuzil de ferrolho, fuzil AR10 e o revólver mais barato do mundo, por exemplo] se caracterizam também por grande inovação e por uma relação custo/benefício bastante interessante, qualidades que tenderão a conquistar os consumidores.

Salesio voltou a enfatizar que a fábrica de carregadores em parceria com a Joalmi será um diferencial relevante e lucrativo, pois cortará custos e facilitará a logística e o controle de qualidade, possibilitando um lucro estimado de R$ 100 milhões nos próximos cinco anos.


Market Place e Loja Taurus/CBC
Anunciou a criação do Market Place da Taurus, com a empresa passando a comercializar componentes e acessórios desejados pelos consumidores, como: miras red dot, coldres, lunetas, mochilas e cofres para armas curtas.

Outra novidade foi o lançamento oficial da primeira Loja Taurus/CBC no primeiro semestre de 2021, um ambiente onde os clientes poderão encontrar tudo o que necessitam para a legítima defesa e para o esporte, ou seja, uma linha completa de produtos Taurus/CBC, serviços para a aquisição de armas e munições, assistência técnica, linha de tiro [até 50m], pós-venda, cursos de qualificação e atividades de bem-estar desenvolvidas junto a pessoas com os mesmos interesses. O executivo prevê que essa loja poderá ser a matriz de uma franquia capaz de gerar muitos lucros para a empresa.

Dívida e alavancagem
Em sua apresentação, o CFO Sérgio Sgrillo enfatizou que o mantra da Taurus, desde que a nova equipe assumiu, é o rígido controle das despesas e do custo final, que começa já na Engenharia, quando novos produtos são planejados e desenvolvidos.

Com indisfarçável orgulho, mostrou que a alavancagem da companhia caiu de um índice de 11,2 (antes de a equipe assumir) para apenas 3,1 em setembro, o que é uma situação considerada tranquila para qualquer empresa. Mostrou também que a subscrição dos bônus e a venda dos ativos (terreno e fábrica de capacetes) melhorará ainda mais esse índice, trazendo-o para o patamar 1,9.

Com relação à dívida ainda, anunciou que, de dezembro de 2019 para setembro de 2020, esta foi encolhida 47% em reais e 11% em dólares.

Valor das ações, comparação com player mundiais e dividendos
Por acompanhar continuamente os demais players mundiais de armamento com ações em bolsas de valores (dados públicos), Sgrillo afirmou que o múltiplo Valor de Mercado / EBITDA da Taurus está muito mais atrativo que o de empresas como Ruger e Smith & Wesson, que sempre eram parâmetros para a empresa e que hoje mostram números inferiores a ela. Em termos diretos, foi claro: "a Taurus é hoje melhor que a Ruger e a S&W".

Segundo ele, esse fato, aliado à empresa ter uma governança corporativa superior à exigida pelo Nível 2 da B3 (Bolsa de Valores), aos robustos números operacionais e financeiros que vem apresentando e às perspectivas da companhia para curto, médio e longo prazo, evidencia que o valor de suas ações está muito descontado, ou seja, estão baratas e podem ainda se valorizar bastante.

Com relação ao pagamento de dividendos, explicou que será possível fazê-lo após a empresa passar a ter Patrimônio Líquido positivo e que a Taurus tem uma política agressiva que prevê o pagamento de 35% do lucro líquido, superior à maioria das demais empresas.

Confirmou que, dadas às boas perspectivas, o assunto já será discutido em meados de 2021.

 

Ampliação e migração para o conceito de empresa 4.0
O projeto está amparado pelo novo Plano Diretor de 5 Anos e será operacionalizado por meio da grande expansão da empresa divulgada recentemente ao mercado, onde o Projeto Estratégico Condomínio é apenas um dos componentes e o primeiro passo para aumentar a produção de armas e de componentes-chave, modernizando completamente a fábrica com a agregação de novos equipamentos e tecnologias.

Além de aumentar em 50% a quantidade de armas produzidas, passando a até 9.000 armas/dia, também produzirá kits para mais 1.500 armas/dia, a serem fornecidos às unidades fabris dos EUA e da Índia. Isso permitirá, por exemplo, que a fábrica americana dobre sua produção.

A concretização dos passos do novo Plano Diretor levará a Taurus 4.0 (conceito este que já estará presente no novo Centro de Distribuição Logístico) a otimizar ainda mais seus processos administrativos, operacionais e logísticos, o que se traduzirá em uma redução drástica de custos e de tempos internos, bem como em um significativo aumento da qualidade dos produtos, das margens de lucro e, por fim, da rentabilidade da empresa para seus acionistas.

Confirmando as afirmações anteriores do CEO, a empresa deixou claro que o novo Plano Diretor tem por objetivo final levar a Taurus Armas a se tornar a maior empresa de armas leves do mundo.


Vídeo completo editado


Ampliação e Taurus 4.0

Saiba mais:
- Taurus: lucro líquido de R$ 102,2 mi e 8 novos recordes marcam o robusto balanço do 3º Tri. e a consolidação do turnaround

- Taurus planeja ser a maior empresa de armas leves do mundo

- Brasil se tornou o maior exportador de armas leves para os Estados Unidos

- Taurus Armas poderá ter forte aumento de vendas com 2ª onda da pandemia e governo Biden

- Louise Barsi comenta sobre a participação de sua família na Taurus Armas

- Casa internacional de análises projeta forte valorização para a brasileira Taurus Armas

- Escassez inédita de armas poderá levar a Taurus a aumentar seus músculos nos EUA

- Taurus Armas ampliará produção em 50% no Brasil e se tornará hub para os EUA e Índia

03 dezembro, 2020

Na Apimec, Taurus detalha seu ambicioso plano de expansão e migração para o conceito 4.0

 


*LRCA Defense Consulting -  03/12/2020

Na Reunião APIMEC de hoje, a Taurus Armas S.A. trouxe importantes novidades à grande massa de investidores, analistas e demais internautas que se inscreveram antecipadamente. A reportagem completa sobre o evento será publicada amanhã pela manhã.

Para hoje, esta Consultoria quer ressaltar duas dessas novidades: o detalhamento da robusta ampliação da empresa e sua paulatina migração para o conceito de empresa 4.0, conceito este que já estará presente no novo Centro de Distribuição Logístico.

O projeto - introduzido na reunião por Salesio Nuhs, Presidente e CEO Global, e detalhado por Ricardo Machado, Diretor de Operações - está amparado pelo novo Plano Diretor de 5 Anos e será operacionalizado por meio da grande expansão da empresa divulgada recentemente ao mercado, onde o Projeto Estratégico Condomínio é apenas um dos componentes e o primeiro passo para aumentar a produção de armas e de componentes-chave, modernizando completamente a fábrica com a agregação de novos equipamentos e tecnologias.

Além de aumentar em 50% a quantidade de armas produzidas, passando a até 9.000 armas/dia, também produzirá kits para mais 1.500 armas/dia, a serem fornecidos às unidades fabris dos EUA e da Índia. Isso permitirá, por exemplo, que a fábrica americana dobre sua produção.

A concretização dos passos do novo Plano Diretor levará a Taurus 4.0 a otimizar ainda mais seus processos administrativos, operacionais e logísticos, o que se traduzirá em uma redução drástica de custos e de tempos internos, bem como em um significativo aumento da qualidade dos produtos, das margens de lucro e, por fim, da rentabilidade da empresa para seus acionistas. 

Confirmando as afirmações anteriores do CEO, a empresa deixou claro que o novo Plano Diretor tem por objetivo final levar a Taurus Armas a se tornar a maior empresa de armas leves do mundo.



Aberta consulta pública para o Projeto de Norma Técnica para Armas Portáteis, Carabinas e Fuzis, de Emprego na Segurança Pública


*Ministério da Justiça e Segurança Pública - 01/12/2020

Está aberta a consulta pública para o Projeto de Norma Técnica atinente a Armas Portáteis, Carabinas e Fuzis, de Emprego na Segurança Pública, do Programa Nacional de Normalização e Certificação de Produtos de Segurança Pública - Pró-segurança. A consulta é realizada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e os interessados em participar terão até o dia 27 de dezembro para o encaminhamento de sugestões.

A Norma Técnica tem como objetivo o estabelecimento de requisitos mínimos de qualidade e desempenho aplicáveis ao fornecimento de material para a atividade profissional de segurança pública. Para acessar o Projeto na íntegra clique aqui

Participe da consulta clicando aqui.

Pró-segurança

O Pró-Segurança é o Programa Nacional de Normalização e Certificação de Produtos de Segurança Pública, instituído pela Portaria MJSP nº 104/2020, em acordo com o § 3º do art. 17 do Decreto nº 10.030/2019. Surgiu pela necessidade de se estabelecer requisitos técnicos mínimos para produtos, equipamentos e serviços de segurança pública, com o objetivo de dar o adequado grau de qualidade, segurança quanto ao uso e desempenho, por meio do estabelecimento de normas técnicas para possibilitar a certificação desses itens.

A iniciativa traz inovações na gestão da qualidade, fortalecendo a coordenação de competências, a colaboração interinstitucional, reduzindo a burocracia nas aquisições e fomentando a pesquisa e o diagnóstico em segurança pública.



WEG fornece 18 subestações compactas para Cemig


*LRCA Defense Consulting - 03/12/2020

A Cemig, uma das principais concessionárias de energia elétrica do Brasil, contratou a WEG para o fornecimento de 18 subestações compactas integradas, com tensão de 138kV e capacidade de 15MVA, telecomandadas com sistema de proteção e controle completo. Cada equipamento é constituído de um transformador de potência 138-13,8KV, um módulo híbrido isolado em SF6, para-raios MT, uma chave tripolar compacta de 13,8kV isolada em SF6, além de serviços auxiliares em transformador, retificador e banco de baterias, bem como painel de medição de consumo, tudo isso instalado sobre um chassi metálico (SKID) especificamente projetado para  o transporte e aplicação direta na obra.

As 18 subestações compactas serão entregues até 2022 e serão instaladas em diferentes regiões atendidas pela Cemig em Minas Gerais. O transporte até os locais das obras será realizado por via terrestre, sobre um semirreboque com prancha rebaixada e lá será descarregada sobre base própria já construída pela Cemig.

As subestações compactas darão à rede elétrica da Cemig maior flexibilidade e confiabilidade ao sistema elétrico de distribuição da companhia, além de aumentar a capacidade de carga, ganho em espaço físico e redução de prazo de obra se comparado a uma instalação convencional.

Esse fornecimento reforça a capacidade técnica da WEG em atender as necessidades de cada cliente, sendo um desafio para engenharia, exigindo dedicação e inovação para suprir sua ampla demanda técnica, bem como confiabilidade no equipamento fornecido. Além disso, a sinergia entre as empresas conquistada durante o avanço e construção da Subestação Compacta Integrada foi essencial para o sucesso do projeto.

Avanços da Defesa brasileira são destacados na Eurasia Airshow 2020


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*Ministério da Defesa - 02/12/2020

Brasília (DF), 02/12/2020 - Com o objetivo de promover negócios no setor da aviação comercial e militar, ocorreu, nesta quarta-feira (2), o início da Eurasia Airshow 2020. Nesta edição, o Eurasia Airshow será virtual e ocorrerá até domingo (6). Durante a abertura, o Secretário de Produtos de Defesa (SEPROD) do Ministério da Defesa (MD), Marcos Degaut, representou o Ministro Fernando Azevedo e falou sobre a “Visão Estratégica do Modelo Brasileiro”, com destaque para os seguintes aspectos: cenário, futuro da mobilidade, inovação e realidade no Brasil. A abertura também contou com a participação de Haitham Misto, representando o Primeiro Ministro da Jordânia, Bisher Al-Khasawneh. Ele falou sobre a necessidade de desenvolvimento de projetos em conjunto na área de inovação. O evento, em 2018, teve a participação de 168 delegações militares e civis oficiais de 73 países.

Em uma avaliação inicial, o Secretário Degaut destacou que “à medida em que incertezas e riscos cresceram e permaneceram em níveis preocupantes, nossas conexões e interdependências passaram a ser inevitáveis”. Na ocasião, ele ressaltou que é fundamental a busca de tecnologias avançadas para dar suporte aos desafios que virão, especialmente no que se refere à segunda onda mundial da COVID-19, que ameaça a recuperação econômica em alguns países. Ao analisar o momento brasileiro, o Secretário comentou que, apesar das turbulências ocasionadas pela pandemia do coronavírus, o setor de Defesa começa a dar sinais claros de recuperação. “O Brasil superou momentos desafiadores e a nossa Indústria de Defesa comprovou o seu valor. Após mais de 60 anos desenvolvendo produtos e soluções, o setor se apresenta como robusta e diversificado”, destacou.

Degaut enfatizou que a indústria nacional tem competência para oferecer produtos em diferentes ambientes operacionais: aéreo, terrestre, marítimo, espacial e cibernético. Além de possuir experiência no desenvolvimento, certificação, fabricação, entrada em serviço e suporte para operação de novos produtos. Um exemplo disso é o avião C-390, que já entrou em operação com a Força Aérea Brasileira e foi vendido para Portugal e Hungria.

No que diz respeito à ação governamental no setor de Defesa, o secretário revelou que o Brasil vem fortalecendo as relações com alguns países no sentido de ampliar a cooperação na área de indústria de defesa. Ele comentou que a Industria de Defesa nacional vive um momento de amadurecimento, tendo estabelecidas ações voltadas à sustentabilidade do negócio, como o fortalecimento da Tríplice Hélice (projetos que envolvem o Governo, Indústria e Academia).

A indústria também tem buscado parcerias para ampliar a eficiência operacional e melhorar o uso de recursos, além de ampliar os mercados. “O Brasil entende que o cenário atual requer uma colaboração significativa entre as diferentes áreas de Defesa para que o setor tenha condições de ampliar a sua força e capacidade de reação, neste cenário complexo”. Os produtos de Defesa (PRODE) brasileiros já estão presentes em 130 países. “Além disso, o Ministério da Defesa brasileiro está intensificando as relações com os governos e a participação em feiras internacionais”.

Setor Aéreo
Em relação ao setor aéreo brasileiro, Marcos Degaut relatou que nos anos 70, a Força Aérea Brasileira desenvolveu o sistema integrado de gestão de tráfego aéreo e Defesa, em parceria com a iniciativa privada. O modelo é aplicado em outros países, com o mesmo nível de integração. O sistema, que conta com alto nível de integração, permite economia de custos e resposta mais rápida, o que facilita ações de defesa e segurança.

Ele também teve sua segurança comprovada internacionalmente pela ICAO (Organização da Aviação Civil Internacional) no Programa de Auditoria de Supervisão de Segurança Universal. Conforme avaliação, o sistema brasileiro alcançou o índice de 95,07% de conformidade, o que o classifica entre os cinco primeiros do mundo.

No que diz respeito à capacidade, a indústria brasileira conta com uma base bem estabelecida. O principal cluster do setor está localizado no estado de São Paulo onde se concentram mais de 300 empresas e dezenas de startups.

Ao comentar aspectos relativos à mobilidade, Degaut informou que São Paulo já tem o segundo maior tráfego global de helicópteros. “Estamos cientes dos novos desafios que chegam com o Urban Air Traffic Management (UATM) e a popularização do ecossistema. Os órgãos públicos e empresas privadas brasileiras têm um roteiro para expandir suas capacidades e lidar com o novo modelo. Os impactos precisam ser tratados corretamente para obter a sustentabilidade do modelo”, avaliou. No futuro, aeronaves elétricas irão ampliar o tráfego urbano. O cenário exigirá cooperação entre as nações, na busca de soluções. “O Brasil está preparado para fazer parte deste cenário global”.

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Inovação
No que se refere à inovação, o Secretário destacou projetos em que as empresas brasileiras desenvolveram aeronaves que operam com alta eficiência, o que demanda menos quantidade de combustível por passageiro. Também há uma elaboração de estudos para o desenvolvimento de plataformas híbridas em que as aeronaves terão condições de decolar e pousar em pistas curtas, com menos de mil metros. O conceito estabelece o desenvolvimento de motores híbridos nos sistemas de turboélice e elétrico. Também, em produção no Brasil, projetos no segmento de sistemas de radar e segurança cibernética.


“A próxima década terá muitos desafios. Mas o conceito brasileiro de Gestão Integrada do Tráfego Aéreo (ATM) é uma base estável para lidar com a ideia de operação integrada de um novo padrão de mobilidade urbana”. Degaut lembrou que o Brasil, com a sua tradição está preparado para liderar os esforços internacionais e oferecer soluções ao mercado. “O cluster brasileiro é referência internacional em aeronaves de controle full fly-by-wire e automação, capacidade de desenvolvimento multifuncional, defesa e desenvolvimento de software”, concluiu.

Com informações da SEPROD
Fotos: divulgação/SEPROD

Vendas de armas nos EUA aumentam para recorde em 2020, superando 2016


*CBS Money Watch, por Kate Gibson - 03/12/2020

Com quase dois meses pela frente em 2020, as vendas de armas de fogo atingiram um novo recorde nos Estados Unidos, já superando o recorde anterior estabelecido em 2016, de acordo com a National Shooting Sports Foundation.

O aumento começou quando o novo coronavírus atingiu o país em março e gerou bloqueios em todo o país. "Todo mundo foi ao supermercado primeiro para estocar comida, depois foi para as lojas de armas", disse Eric Wallace, proprietário e gerente da Adventure Outdoors em Smyrna, Geórgia, à CBS MoneyWatch na terça-feira.

Temporada de férias deve elevar ainda mais as vendas de armas
Novembro e dezembro estão tradicionalmente entre os meses mais movimentados do ano para a venda de armas de fogo, observou o grupo de comércio da indústria em uma análise baseada em dados do National Instant Criminal Background Check System (NICS) do FBI, que são vistos como um proxy para vendas.

A National Shooting Sports Foundation descobriu que 17,2 milhões de verificações de antecedentes foram concluídas este ano, contra 15,7 milhões em 2016, o ponto mais alto anterior para as vendas de armas. As compras de armas de fogo aumentaram a cada mês desde março, e mais de 1,7 milhão de verificações de antecedentes foram realizadas apenas em outubro, um salto de cerca de 60% em relação ao mesmo período de 2019.

O grupo comercial em agosto observou que quase 5 milhões de americanos compraram uma arma de fogo pela primeira vez em 2020, apontando para fatores que incluem a pandemia e protestos em todo o país contra a brutalidade policial que às vezes incluía violência e saques.

“Chamadas politicamente carregadas para retirar o dinheiro da polícia também continuam a estimular as vendas”, afirmou a fundação, que também apontou que as vendas de armas de fogo normalmente aumentam durante os anos de eleições presidenciais .

"Vimos um pouco de desaceleração em abril e maio, mas tem sido uma loucura todos os meses desde então", disse o varejista Wallace. "É principalmente a agitação civil e o boato no noticiário sobre o esvaziamento da polícia - as pessoas decidiram que precisam tomar medidas para proteger a si mesmas, suas famílias e suas casas."

Entre 40% e 50% das vendas da loja este ano foram para compradores de armas pela primeira vez, acrescentou. A eleição presidencial "não foi realmente um tópico, mas sabemos que Biden pressionaria pelo controle de armas", disse Wallace.

Joe Biden propôs regras mais rígidas sobre armas, incluindo o banimento de armas de assalto e pentes de alta capacidade; exigir verificações de antecedentes para todas as vendas de armas de fogo, incluindo online e em feiras de armas; e restringindo quantas armas os americanos podem comprar a uma por mês.

Um incentivo para os fabricantes de armas
As vendas de armas de fogo caíram  nos últimos anos, em parte por causa da redução das preocupações com a regulamentação mais rígida de armas sob o presidente Donald Trump. Uma onda de tiroteios em massa em todo o país também levou algumas grandes empresas e varejistas a pararem de fazer negócios com a indústria de armas.

O aumento da demanda por armas de fogo também pode ser visto no último relatório de lucros da Sturm Ruger & Co., que mostrou que as vendas saltaram para quase US $ 146 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 53% em relação aos US $ 95 milhões no mesmo período do ano anterior. O fabricante de armas registrou US $ 400 milhões em vendas nos primeiros nove meses do ano, um forte aumento em relação aos US $ 305 milhões no mesmo período do ano passado.

Em uma ligação com analistas na semana passada, o CEO da Sturm Ruger, Christopher Killoy, atribuiu o surto de vendas a pedidos de alguns para reduzir o financiamento da aplicação da lei, agitação civil e "preocupações com proteção pessoal e defesa doméstica, decorrentes da contínua pandemia de COVID-19".

02 dezembro, 2020

Taurus Armas: em 12 matérias, entenda o que está acontecendo e o que ainda poderá acontecer

 


*LRCA Defense Consulting - 02/12/2020 (Atualizada em 08/12)

Em virtude do excepcional interesse público despertado pelo turnaround (volta por cima) que a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. está experimentando, esta Consultoria destaca as últimas 12 matérias produzidas sobre a empresa e publicadas a partir de 12 de novembro de 2020 (em ordem cronológica), quando foi divulgado o balanço do 3T20.

Lendo-as, é possível entender  o que está acontecendo com a companhia.

- Taurus: lucro líquido de R$ 102,2 mi e 8 novos recordes marcam o robusto balanço do 3º Tri. e a consolidação do turnaround

- Taurus planeja ser a maior empresa de armas leves do mundo

- Brasil se tornou o maior exportador de armas leves para os Estados Unidos

- Taurus Armas poderá ter forte aumento de vendas com 2ª onda da pandemia e governo Biden

- Louise Barsi comenta sobre a participação de sua família na Taurus Armas

- Casa internacional de análises projeta forte valorização para a brasileira Taurus Armas

- Escassez inédita de armas poderá levar a Taurus a aumentar seus músculos nos EUA

- Taurus Armas ampliará produção em 50% no Brasil e se tornará hub para os EUA e Índia

-  Na Apimec, Taurus detalha seu ambicioso plano de expansão e migração para o conceito 4.0

-  Taurus mostra a força de seus números e planos para o futuro, sugerindo aquisições

-  Taurus avança mais uma etapa na megalicitação de 12.412 fuzis para o Exército das Filipinas

-  Taurus: licitação nas Filipinas poderá render mais de 7,3 milhões de dólares 

Comando de Artilharia do Exército promove workshop sobre o emprego do Míssil Tático de Cruzeiro Avibras MTC-300

 


Formosa (GO)
 – O Comando de Artilharia do Exército promoveu, por meio do Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes, o VIII Workshop “Míssil Tático de Cruzeiro MTC-300”. A atividade teve como objetivo central discutir a doutrina para o emprego do Míssil Tático de Cruzeiro MTC-300 [produzido pela Avibras], tema extremamente relevante para a Artilharia de Mísseis e Foguetes.

A abertura do evento, que ocorreu nos dias 9 e 10 de novembro, foi realizada pelo General de Brigada José Júlio Dias Barreto, Gerente do Programa Estratégico ASTROS 2020. Logo após, o General de Exército Marcos Antônio Amaro dos Santos, Chefe do Estado-Maior do Exército (EME), realizou uma palestra sobre o tema “A Artilharia Estratégica de Mísseis e Foguetes – um olhar para o futuro – evolução da capacidade operacional da Força Terrestre”.

Na sequência, o General de Divisão Adilson Carlos Katibe, 3º Subchefe do Estado-Maior do Exército, abordou o tema “O Pensamento e o Planejamento Operacional e Estratégico da Força Terrestre para emprego dos Comandos Estratégicos, em operação da Defesa da Pátria”. Posteriormente, o General de Brigada Sérgio Luiz Tratz, Chefe do Centro de Doutrina do Exército, palestrou sobre o tema “Nível Operacional e Estratégico da Força Terrestre para emprego da Defesa da Pátria.

Na parte da tarde, proferiram palestras o General de Brigada Ricardo José Nigri, Comandante de Aviação do Exército, sobre o tema “Comando de Aviação do Exército, Missão, Estrutura, Níveis de Emprego e Coordenação das Ações”; o General de Brigada Antônio Ribero da Rocha Neto, Comandante de 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, sobre “1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, Missão, Estrutura, Níveis de Emprego e Coordenação das Ações; e, finalizando o ciclo, o General de Brigada Valério Luiz Lange, Comandante de Artilharia do Exército, sobre o tema “O Emprego no Nível Operacional do Sistema ASTROS”.

Além das participações de militares especialistas no assunto, o evento contou com a presença dos alunos do Curso de Planejamento de Emprego do Sistema de Mísseis e Foguetes e Professores da Universidade Federal de Santa Maria (RS).

Fonte: Cmdo Art Ex



 

Embraer divulga perspectiva de mercado para os próximos 10 anos com as tendências da indústria



*LRCA Defense Consulting - 02/12/2020

O recém-publicado Embraer Market Outlook 2020 analisa a demanda de passageiros por viagens aéreas e novas entregas de aeronaves para os próximos 10 anos, com destaque para o segmento de produtos da Embraer – aeronaves de até 150 assentos. O relatório identifica tendências emergentes que influenciarão no crescimento do setor, fatores que definirão as futuras frotas de companhias aéreas e as regiões do mundo que irão liderar a demanda por aviões comerciais.

A pandemia global está causando mudanças fundamentais no mercado que redefinirão os padrões de viagens aéreas e a demanda por novas aeronaves. Essas são as quatro principais tendências:

  • Redimensionamento da frota – uma tendência para aeronaves de menor capacidade, mais versáteis para atender à baixa demanda.
  • Regionalização – empresas que buscam proteger suas cadeias de suprimentos contra choques externos realocarão os negócios regionalmente, gerando novos fluxos de tráfego.
  • Comportamento do passageiro – preferência por voos de curta distância e descentralização de escritórios de grandes centros urbanos exigirá redes aéreas mais diversificadas.
  • Meio ambiente – foco renovado em modelos de aeronaves mais eficientes e sustentáveis.

“O impacto de curto prazo da pandemia global tem implicações de longo prazo na demanda por novas aeronaves”, disse Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. “Nossa previsão reflete algumas das tendências que já estamos observando – a aposentadoria antecipada de aeronaves mais antigas e menos eficientes, a preferência por aviões menores para atender à demanda mais baixa de forma lucrativa, e a crescente importância das rotas domésticas e regionais para as companhias na restauração do serviço aéreo. Aeronaves com até 150 assentos serão essenciais para a rápida recuperação da nossa indústria.”

Destaques selecionados:

Crescimento do Tráfego
O tráfego global de passageiros (medido em passageiros pagantes transportados por quilômetro - RPKs, na sigla em inglês) retornará aos níveis de 2019 em 2024, ainda ficando 19% abaixo do volume previsto pela Embraer ao longo da década, até 2029. Os RPKs na Ásia-Pacífico crescerão mais rápido (3,4% ao ano).

Entregas de jatos
- 4.420 novos jatos de até 150 assentos serão entregues até 2029.
-75% das entregas substituirão aeronaves antigas e 25% representarão o crescimento do mercado.
- A maior parte das entregas será para companhias aéreas da América do Norte (1.520 unidades), China e Ásia-Pacífico (1.220 unidades)

Entregas de Turboélices
- 1.080 novos turboélices serão entregues até 2029.
- A maior parte das entregas será para companhias aéreas da China e Ásia-Pacífico (490 unidades) e Europa (190 unidades).

Para mais detalhes, incluindo sinopses regionais para América do Norte, América Latina, Europa, África, Oriente Médio, China e Ásia-Pacífico e o CIS, faça o download da Perspectiva de Mercado 2020 em www.embraermarketoutlook2020.com

Taurus Armas ampliará produção em 50% no Brasil e se tornará hub para os EUA e Índia


*LRCA Defense Consulting - 02/12/2020

Em Fato Relevante divulgado ao mercado na manhã de hoje (02), a Taurus Armas S.A. informou sobre a grande ampliação que realizará em sua unidade fabril brasileira, situada em São Leopoldo (RS), possibilitando um aumento de 50% em sua produção de armas local e dando corpo ao Projeto Estratégico Condomínio. Este projeto vai trazer, a partir de janeiro de 2022, seis grandes fornecedores de peças estratégicas de armas para dentro da empresa, de acordo com parâmetros estabelecidos pela Taurus, sendo a Joalmi (joint venture para produzir carregadores) um deles.

Para tanto, formalizou com o Município de São Leopoldo um Protocolo de Intenções, estabelecendo termos e compromissos para viabilizar a expansão industrial na cidade de São Leopoldo/RS.

Protocolo de Intenções com o Município de São Leopoldo

A partir desta assinatura, a Taurus inicia, em janeiro de 2021, a primeira etapa do seu plano de expansão industrial em São Leopoldo/RS, com a construção de 12.000 m² de área que abrigará um moderno complexo industrial, com o objetivo de aproximar fornecedores estratégicos, otimizando seu processo industrial e reduzindo custos de produção e logísticos.

Essa expansão industrial contará com investimentos superiores a R$ 110 milhões de reais, dos quais R$ 25 milhões em infraestrutura aportados pela Taurus; e, R$ 85 milhões pelos seus fornecedores, através da implantação de suas respectivas unidades na área construída, além da geração de mais de 750 empregos diretos. Esse investimento demonstra a confiança de nossos parceiros no projeto de expansão da companhia.

Além dos benefícios econômicos e sociais dessa expansão, a Taurus ampliará sua capacidade produtiva de atuais 6.000 armas/dia para 9.000 armas/dia, além de tornar-se um hub de distribuição de componentes estratégicos para suas unidades de manufatura nos Estados Unidos e futura unidade na Índia.

Segundo a empresa, a formalização dessa expansão é um passo importante na estratégia global de crescimento da companhia, e colocará a empresa em uma posição de destaque no mercado mundial de armas leves, o que comprova que a gestão atual da empresa está alinhada com os movimentos mundiais do setor. 

Ao que parece, o grande objetivo de Salesio Nuhs, Presidente e CEO Global, no sentido de transformar a Taurus Armas na maior empresa do segmento de armas leves do mundo, está cada vez mais próximo.


01 dezembro, 2020

Taurus entrega lote de Carabinas CTT40 para a Polícia Penal de Tocantins


*LRCA Defense Consulting - 01/12/2020

A Polícia Penal do Estado do Tocantins recebeu 20 Carabinas Taurus modelo CTT40, calibre .40 S&W. A entrega oficial aconteceu no dia 01 de dezembro no Palácio Araguaia, sede do Governo do Estado, em Palmas (TO).

A cerimônia contou com a presença do presidente do Tribunal de Justiça e Governador em exercício, Exmo. Sr. Des. Helvécio de Brito Maia Neto, do Secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Exmo. Sr. Heber Luis Fidelis Fernandes, e do Superintendente do Sistema Penitenciário e Prisional do Estado do Tocantins, Sr. Orleanes de Sousa Alves. O recurso para essa aquisição foi proveniente do Departamento Penitenciário Nacional.

Ideal para o uso militar e policial, a CTT é uma arma leve, de fácil manejo e ideal para emprego em operações urbanas, aliando ostensividade e versatilidade. 




Empresas do Setor de Defesa prospectam negócios em missão oficial na Ucrânia


*LRCA Defense Consulting - 01/12/2020

Representantes de 13 das maiores empresas brasileiras do Setor de Defesa se encontram na Ucrânia prospectando oportunidades de negócios: Akaer, Atech, Avibrás, Condor, Embraer, Imbel, Inspirar, Kryptus, Nanonib, Nitroquímica, Senai Simatec, SLO3 e Taurus Armas.

As empresas estão integradas na delegação da Missão Técnica Brasil-Ucrânia e no Diálogo da Indústria de Defesa (DID), liderada pelo Ministério da Defesa brasileiro, em eventos ocorrendo no período de 30 de novembro a 4 de dezembro de 2020, sob a chefia do Secretário de Produtos de Defesa, Marcos Rosas Degaut Pontes. Os representantes brasileiros visitarão fábricas e locais de teste da Ucrânia.

O Vice-primeiro-ministro e Ministro de Indústrias Estratégicas da Ucrânia, Oleg Urusky, observou que considera a cooperação entre a Ucrânia e o Brasil uma complementaridade, pois os dois países têm algo a oferecer um ao outro.

“Será uma via de mão dupla. Nossos países estão iniciando uma nova área de cooperação com grandes perspectivas. Já temos experiência de cooperação, em particular durante a implementação do projeto internacional Cyclone -4. Nos encontramos e entendemos que agora nossa cooperação atingirá um novo patamar ", disse Urusky.

O Vice-primeiro-ministro também expressou a esperança de que a cooperação com parceiros brasileiros da indústria de defesa ajude a dar um maior suporte à indústria de defesa ucraniana, que tem sofrido perdas devido à pandemia global.

"O diálogo de defesa entre a Ucrânia e o Brasil abre novas oportunidades para o comércio e as exportações e deve incluir planos ambiciosos para entrar em conjunto nos mercados de terceiros". A afirmação foi do ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytró Kuleba, em seu discurso na abertura do Primeiro Diálogo da Indústria de Defesa entre Ucrânia e Brasil em Kiev, informa Ukrinform com referência à assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia .

“Hoje iniciamos uma nova página de cooperação entre a Ucrânia e o Brasil na indústria de defesa. Estas são novas oportunidades para as exportações e comércio da Ucrânia ”, disse Kuleba.

De acordo com o ministro, a cooperação entre a Ucrânia e o Brasil não deve se limitar ao comércio bilateral, mas também incluir planos ambiciosos de entrar em conjunto em mercados de terceiros países, especialmente na América Latina, Ásia, África e Europa.

“Este diálogo estabelece uma base sólida para uma cooperação mutuamente benéfica de longo prazo entre representantes de agências de defesa e empresas de nossos dois países”, disse o ministro.

Kuleba disse que as consultas ao lado brasileiro já demonstraram o interesse das empresas brasileiras da área da indústria de defesa em estabelecer um diálogo com a Ucrânia. “O Brasil tem esse diálogo com apenas cinco países: Argentina, Estados Unidos, Portugal, França e Índia”, disse o diplomata.

Segundo ele, a visita do presidente do Brasil à Ucrânia, prevista para o próximo ano, deve servir como um poderoso impulso para o desenvolvimento da parceria entre Ucrânia e Brasil.


Histórico
O Ministro da Defesa brasileiro assinou, em 19 de novembro, autorização para que o Secretário de Produtos de Defesa fechasse um Memorando de Entendimento relativo à Cooperação Mutuamente Benéfica no Campo da Cooperação Científica e Tecnológica e Comercialização de Produtos de Defesa entre o Ministério da Defesa da República Federativa do Brasil e o Ministério das Indústrias Estratégicas da Ucrânia

Anteriormente, em setembro, representantes do Brasil e da Ucrânia se reuniram por videoconferência. A reunião teve a participação do Embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko; do Adido de Defesa da Ucrânia no Brasil, Volodymyr Savchenko; do Primeiro- Ministro Adjunto para Indústrias Estratégicas da Ucrânia, Valery Ivashchenko; do Diretor Geral Adjunto de Marketing e Vendas, Ukroboronprom Mykhail Morozov; do Vice-presidente da Agência Espacial Estatal da Ucrânia, Volodymyr Mikheyev; de representantes do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia; de representantes da Empresa Estatal SPZ “SpetsTechnoExport” e de outras empresas do complexo industrial de defesa daquele país.

Durante a conferência, foi discutido o estado atual da cooperação entre as indústrias de defesa e as formas de intensificá-la. Cada lado apresentou sua visão de possíveis tópicos para um diálogo posterior. O diretor da empresa SpetsTechnoExport, para além das propostas para o fornecimento de armas modernas e equipamento militar, falou sobre as perspectivas de cooperação no domínio dos desenvolvimentos conjuntos e expressou propostas do lado ucraniano sobre possíveis áreas dessa cooperação.

As partes concordaram em assinar dois memorandos: entendimento mútuo sobre o desenvolvimento da produção e uso comercial da produção de defesa e entendimento mútuo sobre cooperação científica e técnica no setor de defesa. A assinatura está prevista como parte da próxima etapa do diálogo, que está ocorrendo durante a visita da delegação brasileira à Ucrânia.  

*Com informações do Ministério da Defesa e da UKRINFORM - Plataforma Multimídia Estrangeira da Ucrânia.

FAB inicia atividades preparatórias para Campanha de Ensaio em Voo do Projeto Link-BR2

 

 *Agência Força Aérea - 01/12/2020

 A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) e da empresa AEL Sistemas, deu início à Campanha de Ensaio em Voo do Projeto Link-BR2. O sistema permitirá à FAB a comunicação, em tempo real, entre vetores aéreos e estações de Comando e Controle. As atividades preparatórias ocorreram, de 23 a 27 de novembro, em Porto Alegre (RS) e, na Ala 3, em Canoas (RS). A previsão é que o primeiro voo do F-5M, com o sistema embarcado, ocorra neste mês de dezembro.

A comunicação pela qual o sistema é desenvolvido será realizada por meio de protocolo criptografado e com alto grau de segurança, proporcionando o compartilhamento de informações de radares, troca de mensagens, vídeos e outras aplicações operacionais, permitindo a ampliação da consciência situacional de todos os participantes da rede, no ar e no solo. 

O Diretor de Programas da AEL Sistemas, Leonardo Martins Vegini, destacou a parceria entre a Força Aérea e a empresa, ao desenvolver um sistema altamente tecnológico. “O Link-BR2 proporciona uma nova condição operacional para a Força Aérea, onde consegue, através do sistema, uma rede segura para as plataformas aéreas e as estações terrestres, como se fosse o estabelecimento de uma conexão de internet entre as aeronaves”, salientou.

COPAC gerencia o desenvolvimento do Projeto Link-BR2

Além da COPAC, o Projeto Link-BR2 conta com as gerências temáticas do Comando de Operações Aeroespaciais, o COMAE; do Comando-Geral de Apoio, o COMGAP; do Comando de Preparo, o COMPREP; do Estado-Maior da Aeronáutica, o EMAER; do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, o DECEA; do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, o DCTA; do Centro de Inteligência da Aeronáutica, o CIAER; e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial, o IFI.

Para o Gerente do Projeto Link-BR2, Major Especialista em Comunicações Romulo Silva de Oliveira, o sistema será capaz de garantir um salto estratégico à Força Aérea. “É um projeto importante para a Força Aérea e iniciou-se com as Diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa e, com base nisso, começou a se preparar com a visão de unificar o sistema de Enlace de Dados de seus meios aéreos, com um Data Link único em prol da interoperabilidade”, explica.

Campanha de Ensaio em Voo no F-5M

O Comandante do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) e Piloto de ensaio da FAB neste projeto, Tenente-Coronel Aviador Leonardo Vinícius Coelho, é quem participa das atividades preparatórias para a Campanha de Ensaio em Voo. Ele comenta sobre a importância da implantação do sistema. “O Link-BR2 vai possibilitar um ganho operacional para a Força Aérea, na medida em que as aeronaves que tiverem múltiplos sensores embarcados, como é o caso do F-39 Gripen, poderão compartilhar todas as informações que forem coletadas e geradas no campo de batalha, sendo compartilhadas com os demais participantes da rede, maximizando a consciência situacional dos pilotos”, disse o Oficial.

A previsão entre Força Aérea e a empresa é que o projeto seja finalizado em 2021. O mesmo sistema será aplicado no novo caça da FAB, o F-39E Gripen, e de forma estratégica, nas demais aeronaves operacionais.

Assista aqui ao vídeo da matéria.

Fotos: Sargento Bianca Viol/CECOMSAER

Vídeo: Sargento Poleto/CECOMSAER

 

EmbraerX e Airservices Austrália lançam Conceito de Operação para Mobilidade Aérea Urbana



*LRCA Defense Consulting - 01/12/2020

A EmbraerX, subsidiária para negócios disruptivos da Embraer, e a Airservices, provedora de serviços de navegação aérea civil da Austrália, desenvolveram um novo conceito de operações (CONOPS) para o mercado de táxi aéreo, também conhecido como Mobilidade Aérea Urbana (UAM, em inglês). A Eve Urban Air Mobility Solutions, novo spin-off da EmbraerX, será responsável pela parceria com a Airservices e pelo desenvolvimento de soluções de Gerenciamento de Tráfego Aéreo Urbano (UATM, do inglês Urban Air Traffic Management).
 
A Austrália é um dos países que está se beneficiando dessa inovação revolucionária, atraindo o interesse e investimentos da indústria, em grande parte devido ao forte apoio do governo e ao histórico de líder mundial em segurança de voo. A criação do CONOPS auxiliará a introduzir e acelerar de forma segura o crescimento do mercado de UAM na Austrália.
 
 “A criação do ecossistema de UAM requer soluções inovadoras, que também é um pilar fundamental da estratégia de crescimento da Embraer para os próximos anos, e a EmbraerX foi criada para atender a essa necessidade”, afirma Daniel Moczydlower, Presidente & CEO da EmbraerX. “Por meio dessa parceria, estamos avançando, de forma conjunta, para que a Austrália se torne um dos primeiros mercados de Mobilidade Aérea Urbana do mundo.”
 
O CONOPS explora conceitos novos e práticos para facilitar com segurança a introdução da indústria de taxi aéreo. Utilizando a cidade de Melbourne, na Austrália, como modelo, o CONOPS avalia como as soluções de gerenciamento do tráfego aéreo existentes podem inicialmente permitir operações de Mobilidade Aérea Urbana ao mesmo tempo em que se prepara para a escalada de operações por meio de novas tecnologias de gerenciamento de tráfego.
 
“Esta empolgante iniciativa combina a experiência da Airservices no gerenciamento do espaço aéreo nacional com a inovação técnica da Embraer”, disse Peter Curran, Diretor de Estratégia e Experiência do Cliente da Airservices. “Temos a responsabilidade de manter nossos céus seguros e estamos entusiasmados para potencializar nossa experiência e capacidade operacional no gerenciamento do espaço aéreo por meio da parceria com uma especialista em aviação global. Vamos desenvolver soluções inovadoras que garantam acesso seguro e equitativo ao espaço aéreo urbano para um amplo espectro de aeronaves, incluindo helicópteros convencionais, aeronaves de asa fixa e aeronaves eVTOL”.

O CONOPS aproveita a sofisticada tecnologia de simulação da Airservices para demonstrar como os táxis aéreos podem ser integrados com os usuários já existentes no espaço aéreo de alta complexidade de Melbourne. Este nível de simulação fornece uma base científica para o CONOPS.
 
David Rottblatt, Líder do Projeto de Gerenciamento de Tráfego Aéreo Urbano da EmbraerX e indicado para ser o futuro Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócios da Eve afirma que “O CONOPS propõe um método seguro para permitir a expansão da indústria de UAM na Austrália. Seguindo este primeiro passo crítico, começaremos a reunir as opiniões de stakeholders da indústria e da comunidade para informar ainda mais como podemos cocriar este futuro empolgante”.
 
Para avaliar o CONOPS na íntegra visite https://embraerx.embraer.com/global/en/uatm. Além disso, você também pode revisar o CONOPS e compartilhar a sua opinião no link a seguir: Urban Air Traffic Management Concept of Operations | Engage Airservices (airservicesaustralia.com).

Sobre a Airservices Austrália
A Airservices Austrália (Serviços Aéreos) é uma organização governamental que fornece serviços seguros, confiáveis, eficientes e ambientalmente responsáveis para a indústria de aviação. A Airservices gerencia com segurança 11 por cento do espaço aéreo mundial, onde há mais de quatro milhões de deslocamentos de aeronaves transportando mais de 156 milhões de passageiros anualmente.
 
Novos usuários do espaço aéreo, tais como drones (sistemas de aeronaves não tripuladas) e táxis aéreos (operadores de mobilidade aérea urbana) devem ser integrados com segurança ao sistema geral de gerenciamento de tráfego aéreo da Austrália. A Airservices está desenvolvendo soluções tecnológicas inovadoras e capacidade de fornecer novos e valiosos serviços de gerenciamento do espaço aéreo a seus clientes e novos usuários de modo a manter os céus australianos seguros.

Para mais informações, visite: https://is.gd/nBM9lU
 
Sobre a Eve Urban Air Mobility Solutions (Eve)
A Eve é uma empresa nova e independente dedicada a desenvolver o ecossistema da Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de startup, apoiada na história de mais de 50 anos de experiência aeroespacial da Embraer, e com um foco específico, a Eve está adotando uma abordagem holística para progredir no ecossistema UAM, com um projeto avançado de veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL), uma abrangente rede global de serviços e suporte e uma solução única de gestão de tráfego aéreo. A Eve é a primeira empresa formada a partir da EmbraerX. Para obter mais informações, visite www.eveairmobility.com
 
Sobre a EmbraerX
A EmbraerX é uma aceleradora de mercado comprometida com o desenvolvimento de soluções que transformam experiências da vida. Uma subsidiária de inovação disruptiva da Embraer S.A., está localizada na Costa Espacial da Flórida, em Melbourne, nos Estados Unidos, integrada à equipe de engenharia da Companhia no Brasil, todos colaborando com as comunidades globais de inovação.
 
A equipe de inovadores, criadores, líderes de pensamento e designers da EmbraerX combina a visão do desenvolvimento centrado no ser humano, com a expertise em negócios e engenharia para enfrentar alguns dos maiores problemas de mobilidade da humanidade. Para obter mais informações, visite EmbraerX.com.


Escassez inédita de armas poderá levar a Taurus a aumentar seus músculos nos EUA

Aconteceu com papel higiênico. Agora está acontecendo com armas e munições.


 *LRCA Defense Consulting - 01/12/2020

A matéria abaixo, publicada ontem nos Estados Unidos, dá a exata medida da escassez de armas e munições que está acontecendo, um fato totalmente inédito para o país que tem o maior mercado mundial civil para armamentos leves, além de inúmeras empresas fabricantes de armas, algumas dentre as maiores do planeta.

Após a reportagem, é feita uma rápida análise sobre o impacto desse fato na multinacional brasileira Taurus Armas S.A.

Por que toda a América está pesquisando “armas à venda online”?

*Film Daily - 30/11/2020

Dizer que 2020 foi um ano de extremos é um eufemismo. Mesmo antes de o mundo inteiro, incluindo os Estados Unidos, ser atingido pela pandemia COVID-19, todos já se preparavam para um ano eleitoral divisório. Os partidários do presidente Donald Trump são tão apaixonados quanto seus opositores, um fato inescapável para qualquer americano com acesso a notícias ou mídia social.

Entra em COVID, um divisor de águas da pior maneira possível. De repente, a América se viu lidando com quarentenas e paralisações obrigatórias. O desemprego disparou enquanto a nação debatia o quão mortal o vírus era e se sacrificar a economia era um preço muito alto a pagar por sua derrota. Diante de um futuro incerto, as pessoas começaram a estocar. O papel higiênico se tornou uma das primeiras vítimas mais notórias.

Vivemos sob a ameaça do COVID-19 há mais de oito meses. Levou algum tempo, mas eventualmente, o papel higiênico voltou às prateleiras em todos os supermercados e mercearias. Claro, estamos longe de voltar ao normal. Os relatórios de uma vacina são contraditórios, os resultados das eleições ainda estão no ar e 2021 parece tão nebuloso em suas perspectivas quanto 2020 quando tudo começou.

Agora estamos vendo uma escassez de armas e munições.

Mas por que?

Para ser justo, a falta de armas de fogo e munições não surgiu do nada. Ao contrário da escassez quase comicamente súbita de papel higiênico no início do ano, os comerciantes e entusiastas de armas podiam ver isso chegando. Por um lado, é uma tendência bem conhecida que as vendas de armas sempre disparam em um ano eleitoral. E, como dissemos, este é um ano bastante eleitoral.

Quarentenas nacionais tiveram um efeito previsível na oferta e demanda. Do lado da oferta, as restrições do COVID-19 nas instalações de manufatura e portos levaram à redução da produção. Havia menos funcionários trabalhando e menos materiais entrando, o que causou uma tensão na cadeia de suprimentos. Isso antes mesmo de você levar em consideração o fechamento dos DMVs, o que impossibilitou as empresas de frete de certificar seus motoristas.

Depois, há o outro lado, a demanda. Quando as quarentenas obrigatórias começaram, as pessoas começaram a estocar armas e munições. E, de certa forma, eles nunca pararam. Não se tratava apenas do vírus ou das eleições - era sobre os constantes protestos e tumultos em todo o país. Não foram apenas os atuais proprietários de armas - foi um grande número de compradores de primeira viagem.

Como Douglas Jefferson, vice-presidente da National African American Gun Association disse ao The New York Times , “O ano de 2020 foi apenas um longo anúncio de por que alguém pode querer ter uma arma de fogo para se defender”.

Está muito ruim?
Hoje em dia, a maioria dos donos de lojas de armas não sabia dizer quando eles terão um produto em estoque depois que ele acabar. Assim que eles conseguirem, ele será comprado imediatamente. Você tem mais consumidores do que o normal tentando comprar produtos que estão menos disponíveis agora. Afetou lojas de armas grandes e pequenas. Alguns relatam receber de 25 a 30 ligações por dia pedindo munição que simplesmente não existe para vender.

Procurar armas e munições tornou-se um trabalho de tempo integral para algumas pessoas. O mercado online é mais caro, mas pode ser a única opção se você não quiser esperar por um período indefinido. Não são apenas os proprietários de lojas que vasculham a Internet em busca de suprimentos, seus clientes em potencial também estão fazendo isso. O fato de algumas lojas terem imposto limites sobre o quanto pode ser comprado diariamente não ajudou.

A incerteza perpétua no atual cenário americano em relação às suas muitas questões sócio-políticas não fez nada para conter a ansiedade dos proprietários de armas. Mais de duas semanas após o dia da eleição, ainda estamos vendo protestos e ameaças de agitação civil de ambos os lados do espectro político. Para muitas pessoas, o caminho para algum tipo de paz de espírito começa quando colocam as mãos em uma arma de fogo.

O futuro
Alguns proprietários de lojas de armas estão mais otimistas do que outros em relação à escassez, mas a maioria parece concordar que isso provavelmente durará até bem em 2021. Uma visão mais sombria pressupõe que alguns fabricantes não serão capazes de acompanhar seus pedidos até 2022 - e isso se eles não aceitaram mais novos pedidos.

Existe, no entanto, outra possibilidade. Depois que tudo estiver dito e feito e a poeira assentar sobre a pandemia COVID e a eleição presidencial, o mercado de armas poderá sofrer uma implosão semelhante à que experimentou em 2016. Claro, a eleição do presidente Trump pareceu acalmar os proprietários de armas de certa forma que uma vitória potencial de Joe Biden provavelmente não o faria. . . mas a possibilidade ainda está lá.

No final das contas, tudo se resume a: 2020. O ano que provou repetidamente que não podemos considerar nada garantido e temos que lutar para tentar ficar à frente da curva. Aconteceu com papel higiênico, está acontecendo com armas e munições, e provavelmente acontecerá com outra coisa antes do fim do ano.

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Prováveis consequências para a Taurus Armas

Os Estados Unidos são o maior mercado da Taurus, para onde esta empresa direciona mais de 80% da produção de sua unidade brasileira, que hoje trabalha dentro do limite de sua capacidade. A multinacional possui também uma nova fábrica em Baimbridge (Georgia - USA) que, após ter sido inaugurada no final de 2019, encontra-se em processo de ramp-up de produção, devendo atingir sua capacidade máxima inicial em 2021, mas com possibilidade de expansão, caso seja necessário. A empresa está produzindo cerca de 6900 armas/dia e deverá chegar a mais de 8000 em 2021.

Com o sucesso da reengenharia realizada na companhia e o turnaround acontecido, a mais notável e final consequência foi o reconhecido salto de qualidade que seus produtos tiveram e - mais importante - sem que os respectivos custos ao consumidor fossem majorados. Para tanto, contribuíram a agilidade, a integração e a capacidade de inovação do Centro Integrado de Engenharia BR/EUA, uma das chaves de sucesso para a vantagem competitiva que a empresa tem, o que faz com que seus produtos exibam a melhor relação custo/benefício entre os fabricantes americanos.

A síntese desse processo pode ser constatada em números, já que hoje a Taurus:
- detém 15% do mercado americano de small arms (pistolas e revólveres) e continua crescendo;
- é a maior fabricante mundial de revólveres;
- é marca de armas mais importada pelos consumidores americanos;
- é a quarta marca de armas mais cobiçada nos EUA;
- está com backorders (pedidos em carteira) fortes, de mais de um milhão de armas nos EUA.

Uma pesquisa da Southwick Associates indicou que, nos próximos cinco anos, 24 milhões de americanos vão comprar sua primeira arma. No entanto, é possível que muitos desses futuros compradores já estejam se adiantando, em virtude dos fatores que estão gerando a atual escassez: pandemia, distúrbios civis, eleições e possíveis restrições do presidente Joe Biden às armas (especialmente às automáticas).

De acordo com a reportagem reproduzida acima, a maioria dos proprietários de lojas de armas parece concordar que tal escassez provavelmente perdurará durante 2021, sendo que uma parcela desses "pressupõe que alguns fabricantes não serão capazes de acompanhar seus pedidos até 2022 - e isso se eles não aceitaram mais novos pedidos".

Em virtude dessa nova situação e dos recordes de vendas que estão acontecendo também no segundo semestre deste ano, e ainda considerando que no final do primeiro semestre a Taurus já tinha cinco meses à frente de pedidos em carteira, é razoável acreditar que, ao findar o ano em curso, esse número possa dobrar, levando a empresa a ter 10 meses ou mais à frente de pedidos contabilizados.

Ou seja, é possível prever um cenário para 2021 (pelo menos) onde quase toda a produção da Taurus Armas já esteja comprometida com os pedidos existentes em carteira.

Por fim, considerando-se o novo padrão de qualidade/inovação e a melhor relação custo/benefício de seus produtos, aliados ao fato de a Taurus ter sido uma das fabricantes internacionais de armamentos que melhor se planejou e se estruturou para atender uma demanda que já previa ser excepcional nos EUA em 2020, é também lícito esperar que seu market share nesse país ultrapasse a marca atual de 15%.

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