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28 março, 2022

Na Malásia, Taurus participa da maior feira de Defesa e Segurança Interna da Ásia


*LRCA Defense Consulting - 28/03/2022

De 28 a 31 de março, a Taurus Armas S.A. estará expondo seus produtos na  17ª edição da Exposição e Conferência do Serviço de Defesa da Ásia (DSA 2022), no Malaysia International Trade and Exhibition Centre (MITEC) na capital Kuala Lumpur.

A DSA - uma dos Top 5 feiras do mundo nessa área - é a maior e mais eficiente feira de Defesa e Segurança Interna da Ásia. Com 30 anos de experiência, o evento apresentará algumas das tecnologias mais sofisticadas do mundo em hardware, guerra eletrônica em Defesa Terrestre, Aérea e Marítima, Segurança Interna, Robótica de Combate, Defesa e Segurança Cibernética, HADR, UAVs e Medicina no Campo de Batalha.

A DSA Exhibition and Conference Sdn Bhd é uma empresa de propriedade da Malásia e foi criada com o objetivo de organizar com sucesso a série de exposições e conferências dos Serviços de Defesa da Ásia em conjunto com o governo da Malásia.

Como alguns dos mais importantes parceiros, estão: o Ministério da Defesa, Ministério do Interior, Forças Armadas, Polícia Real da Malásia, Departamentos de Imigração, Alfândega Real e o Conselho da Indústria de Defesa da Malásia (MDIC). 

Fuzil T4 e submetralhadora SMT9
Em meados de 2021, o fuzil T4 calibre 5,56mm e a submetralhadora SMT9 calibre 9mm foram aprovados na dura bateria de testes a que foram submetidos pela Malaysian Royal Police (Polícia Real da Malasia). Os testes abordaram: precisão, intercambialidade, areia, lama, imersão em água, queda e funcionalidade. 

Segundo a Taurus, "o sucesso obtido nessa etapa abre caminho para negociações relevantes do fuzil T4 e da submetralhadora SMT9 com a força policial do país, em uma ação que está em linha com plano estratégico da companhia de expandir sua penetração na região asiática". 

Novo foco: sudeste asiático e norte da África
Desde o final de 2021, a estratégia de exportações envolvendo a indústria de defesa brasileira passou a ter alguns novos países em foco, como Malásia, Filipinas e Indonésia, no sudeste asiático. A região vive um clima de forte tensão com a expansão militar promovida por Pequim na região marítima ao sul da China. 

Outro foco de interesse é o norte da África, especialmente a Tunísia.

Malaysian Royal Police (Polícia Real da Malasia)

 

27 março, 2022

Maioria dos brasileiros apoia posse de armas, mostra novamente uma pesquisa nacional


*LRCA Defense Consulting - 26/03/2022

Um levantamento do instituto Orbis para o site de notícias Diário do Poder aponta que a posse e porte de armas de fogo tem o apoio da maioria dos brasileiros, sendo 52,7% a favor. Foram realizadas 2.154 entrevistas por telefone entre os dias 3 e 4 de março deste ano, em todas as regiões do País.

A pesquisa não é a primeira a revelar a opinião dos brasileiros a favor do assunto. Em referendo realizado no Brasil em 2005 a maioria dos cidadãos (63,94%) rejeitou a proibição da comercialização de arma de fogo e munição no País, que estava prevista no artigo 35 do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003).

Um outro levantamento, desta vez realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas em 2017, mostrou que quase 70% dos brasileiros queriam menos restrições para aquisição e porte de armas de fogo, destas 52,7% se mostraram favoráveis ao fim de qualquer restrição.

Contramão
Na contramão da opinião e do direito do povo brasileiro, na próxima semana pretende-se instalar no Senado uma Frente Parlamentar pelo Desarmamento, reunindo políticos que pressionam contra projetos de lei que atendem aos anseios da maioria de população a aquisição de arma de fogo, como o PL 3723/2019. Mesmo diante dos recentes dados que revelaram a falácia do principal argumento utilizado pelos que defendem o desarmamento. Mais armas não causam mais crimes.

O aumento da comercialização de armas no país, após decretos e importantes mudanças na legislação promovidas pelo governo federal para restabelecer o direito dos cidadãos a possuírem armas de fogo legalmente, coincide com a queda no índice de homicídios no Brasil.

Mais armas, menos assassinatos. Coincidência, apenas?
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública publicado no ano passado, o Brasil dobrou o número de armas nas mãos de civis nos últimos três anos. Já o número de assassinatos caiu 7% no Brasil em 2021 na comparação com o ano anterior, de acordo com o índice nacional de homicídios do G1, baseado em dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Em todo o ano passado, foram 41,1 mil mortes violentas intencionais registradas no país, 3 mil a menos que em 2020. Este é o menor número de toda a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, iniciada em 2007, e dos levantamentos realizados pelo Monitor da Violência desde 2018.

"As estatísticas distorcidas e as projeções de entidades antiarmas estão sendo desmascaradas. Conforme venho afirmando nos últimos 20 anos, a posse legal de armas de fogo pelos cidadãos de bem, além de aumentar a sua proteção, diminui a audácia e a segurança de quem está querendo cometer um crime. É preciso respeitar a vontade e os direitos dos brasileiros mantendo o direito à legítima defesa”, afirma o presidente da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (ANIAM), Salesio Nuhs.

Desprezando a vontade popular, os senadores podem atender à pressão de entidades desarmamentistas, movidas por questões ideológicas e sem comprovação, e condenar milhares de brasileiros a ilegalidade e a insegurança.

Ou podem preservar o direito da população, garantido no referendo e previsto na Constituição Federal, e votar por mudanças que asseguram a vida!

Assim, esta é a hora, mais uma vez, de o cidadão de bem fazer valer sua vontade, entrando em contato com deputados e senadores para que eles se posicionem por seu direito.



 

Como a Widerøe Zero poderia tornar as emissões zero mais fáceis para todos


*Simple Flying - 25/03/2022

A Norwegian Widerøe é a maior transportadora regional operando nos países nórdicos. Hoje, a companhia aérea opera uma frota substancial de turboélices DeHavilland Dash 8 mais antigos e três novos jatos Embraer E190-E2. Estabeleceu uma subsidiária totalmente focada em voos sustentáveis ​​- Widerøe Zero - para permitir sua transição para viagens aéreas descarbonizadas.

O que a companhia aérea chama de "consultoria e incubadora para uma revolução na aviação" espera que, embora seu trabalho seja imediatamente acessível para a Noruega, com sua topografia particular e extensa rede de rotas de curta distância , também beneficie outros países da Europa e além. O ex-diretor de estratégia da Widerøe e novo CEO da Widerøe Zero, Andreas Kollbye Aks, diz:

“Estabelecemos a Widerøe Zero porque precisamos de liberdade para pensar de novo. Existem maneiras estabelecidas de fazer as coisas em todas as companhias aéreas existentes. Gerir uma frota de zero emissões será completamente diferente.”

Parceria com a EVE, filial eVTOL da Embraer
A nova subsidiária assumirá todas as tarefas da Widerøe para trabalhar em desafios regulatórios, comerciais e financeiros para colocar em operação aeronaves de emissão zero. A Widerøe Zero já fez parceria com a EVE, filial eVTOL da Embraer , para trazer veículos elétricos de mobilidade aérea urbana para a Noruega até 2026.

Além disso, as duas partes estabeleceram uma parceria adicional de 12 meses com a Rolls-Royce para explorar o design de aeronaves, demanda de mercado, operações e soluções de propulsão para acelerar as tecnologias necessárias para a transição para a descarbonização. O estudo abrangerá uma ampla gama de aplicações, incluindo aeronaves totalmente elétricas, com célula de combustível de hidrogênio e turbinas a gás movidas a hidrogênio.

Preparando-se para a próxima renovação da frota e novas tecnologias
Embora essas tecnologias possam não amadurecer ainda nos próximos anos, como mencionado anteriormente, a Widerøe hoje opera uma frota composta principalmente de aeronaves Dash 8 antigas. Entre eles, os 40 aviões têm idade média de 23,8 anos. Os mais velhos, 23 DHC-8-100s, têm 27,5 anos, enquanto os mais novos, dez DHC-8-400s, têm 14,6. Isso significa que a Widerøe está se aproximando da necessidade de comprar novos aviões.

A companhia aérea também tem outra parceria com a Rolls-Royce e a empresa aeronáutica italiana Tecnam para desenvolver uma aeronave totalmente elétrica do tamanho de passageiros com base na aeronave Tecnam P2012 Traveler e com capacidade para 11 passageiros. Em março do ano passado, as partes afirmaram que o projeto, conhecido como P-Volt, já estava 'na metade do caminho'.

Primeiro avião com emissões zero até 2026

A Widerøe estabeleceu metas altas para sua estratégia ambiental. Até 2026, a companhia aérea quer operar pelo menos uma aeronave com emissão zero . E até 2030, pretende começar a substituir todos os seus aviões Dash 8 remanescentes atualmente servindo o segmento norueguês de curta distância com tecnologia de emissão zero. Stein Nilsen, CEO da Widerøe, comentou:

“Comprometer-se com a tecnologia convencional no momento de um ponto de inflexão na aviação comercial seria imprudente: aviões movidos a querosene perderão rapidamente valor à medida que a tecnologia de emissão zero se consolidar e certamente bem à frente da curva de depreciação esperada durante a vida útil típica de um avião. aeronave comercial”.

Para neutralizar os riscos de investir em novas tecnologias, a Widerøe Zero explorará maneiras de proteger os riscos de financiamento, como a aquisição de aviões em regime de empréstimo-arrendamento e o uso de subsídios de assentos do governo.

As estruturas de políticas e regulamentos para aeronaves elétricas ainda não foram desenvolvidas. No entanto, com o histórico anterior da Noruega de isenções fiscais para carros elétricos e o fornecimento de eletricidade renovável do país, há um grande potencial para se tornar o primeiro mercado aéreo regional principalmente descarbonizado. Até onde os aplicativos podem ser exportados continua a ser visto.

25 março, 2022

Um Embraer E175 faz o primeiro voo da Fuji Dream Air movido a combustível de aviação sustentável

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem


*LRCA Defense Consulting - 25/03/2022

O voo fretado FDA8100 da Fuji Dream Air em 16 de março não foi um salto comum de uma hora de Shizuoka para o aeroporto de Nagoya Komaki. O E175 verde-chá voou usando combustível de aviação sustentável (SAF) pela primeira vez para a companhia aérea.

A FDA fez uma parceria com a Euglena, uma empresa com sede em Tóquio que foi pioneira na tecnologia de cultivo em massa ao ar livre para a microalga Euglena .

SUSTEO é uma espécie de SAF, que é produzido principalmente a partir de óleo de cozinha usado (UCO) e Euglena . O SUSTEO emite CO2 no estágio de combustão da mesma forma que os combustíveis fósseis, mas tanto a Euglena quanto as plantas (origem do OAU) absorvem CO2 pela fotossíntese durante o estágio de crescimento, para que possa ajudar a alcançar um estado neutro de carbono - essencialmente zero emissões líquidas de CO2 no momento usado .

O veículo terrestre que abasteceu o E175 para o voo histórico era, ele próprio, movido a diesel renovável produzido pela Euglena. A Suzuyo Shoji Co., Ltd tem um longo histórico de desenvolvimento de iniciativas de economia de energia, incluindo programas de redução nas escolas. É por isso que vários estudantes do ensino médio de ciências e tecnologia estavam entre os 77 passageiros a bordo do voo, além de convidados de governos e aeroportos.

Encontrar biomassa escalável é um gargalo para aumentar a produção de SAF – em escala global. O uso de microalgas pode ser uma solução local muito boa. Na verdade, o SAF da SUSTEO é certificado pela ASTM International (anteriormente American Society for Testing & Materials) no D7566 Anexo 6.

Um dia, o SUSTEO SAF produzido por Euglena poderia realmente decolar, em todo o mundo.

24 março, 2022

EUA: compradores mais diversificados mudam a cultura de armas de fogo

A cliente Andrea Schry (à direita) e a funcionária da Dukes Sport Shop, Missy Morosky, preenchem os formulários legais necessários para a Sra. Schry comprar uma arma, em 25 de março de 2020, em New Castle, Pensilvânia. “A posse de armas não é mais um planeta estranho para as mulheres”, diz Carrie Lightfoot, fundadora da The Well Armed Woman, que vende mercadorias sob medida para donas de armas. (Keith Srakocic/AP/Arquivo)


*The Christian Science Monitor, por Noah Robertson , redator da equipe - 14/03/2022

Janay Harris, que trabalha em uma empresa de cartão de crédito em Dover, Delaware, gosta da vida noturna em cidades próximas como Washington e Filadélfia. Mas a partir de dois anos, as noites nessas cidades deixaram de ser seguras.

Seu noticiário local continuava relatando crimes violentos – um roubo de carro aqui, um assalto à mão armada ali. A Sra. Harris viu fotos das vítimas e achou que elas pareciam pessoas comuns. Eles pareciam, ela pensou, um pouco como ela.

A Sra. Harris decidiu que não seria ela, mas não porque ela iria parar de sair. “Não quero ficar presa em casa depois de uma certa hora ou evitar certos lugares porque tenho medo”, diz ela.

Então, há um ano e meio, a Sra. Harris comprou uma arma e começou a visitar o campo de tiro. Por enquanto, quase nunca sai de casa, diz ela, mas desde que o comprou se sentiu mais confiante e segura – mesmo quando não está com ela.

Autodefesa como sua própria responsabilidade
A Sra. Harris é um dos milhões de americanos que optaram por armas de fogo para sua própria segurança nos últimos dois anos. Dada a pandemia, o aumento das taxas de homicídio, a agitação social e a violência política, eles sentem cada vez mais que os riscos estão em toda parte, e o declínio da confiança nas instituições significa que as pessoas têm menos probabilidade de confiar no governo para proteção. Muitos agora veem a autodefesa como sua própria responsabilidade.

Essa mudança de pensamento alimentou um aumento de compradores de armas pela primeira vez e um grupo mais diversificado de proprietários de armas de fogo. Isso, por sua vez, levou a novas expectativas da cultura de armas, incluindo um desejo de comunidade.

“Você definitivamente vê no contexto da posse de armas entre pessoas de cor que há muito mais dinâmica comunitária”, diz Jennifer Carlson, socióloga da Universidade do Arizona e especialista em política de armas.

Buscando autodefesa: uma mudança na cultura das armas
As vendas de armas americanas seguem regularmente um ciclo de alta e baixa, e um boom pandêmico era previsível. As pessoas comprando não eram. Um estudo de dezembro de 2021 descobriu que cerca de metade dos novos proprietários de armas eram mulheres e metade era uma minoria racial. Isso é um grande desvio da demografia predominante dos proprietários de armas de fogo, que ainda é  esmagadoramente mais velha, branca, conservadora e masculina.

Kevin Dixie está em um campo de tiro em Ballwin, Missouri, 9 de fevereiro de 2020. Philip Smith, que fundou a Associação Nacional de Armas Afro-Americanas, diz estar feliz "Os negros agora estão assumindo a autopropriedade de seu próprio destino, sua própria vida ." (Jeff Roberson/AP/Arquivo)

À medida que o apoio a leis de armas mais rígidas atinge seu ponto mais baixo em cinco anos, os ativistas da Segunda Emenda saudaram a diversidade adicional como uma expansão de sua causa. Mas as armas significam coisas diferentes para pessoas diferentes, diz o Dr. Carlson. As pessoas associam a “cultura das armas” à política e ao individualismo de pequenos governos, diz ela, mas alguns desses novos proprietários estão se aproximando das armas de fogo na tentativa de encontrar, em vez de rejeitar, um senso de comunidade.

De acordo com dados de 2017 do Pew Research Center, 36% dos americanos brancos possuem uma arma de fogo, mas apenas 24% e 15% dos americanos negros e hispânicos possuem. A diferença é ainda maior entre homens e mulheres, de 39% a 22%. Entre todos os americanos, aqueles que se inclinam para os republicanos são duas vezes mais propensos a ter uma arma do que aqueles que se inclinam para os democratas.

Os últimos anos alteraram um pouco esses números, mas o proprietário médio de armas ainda é como “os personagens de 'Duck Dynasty' – mais velhos, brancos, homens, politicamente conservadores, sulistas, rurais”, diz David Yamane, professor da Universidade Wake Forest e fundadora do blog “Gun Culture 2.0”.

Houve uma mudança de décadas, no entanto, na razão que as pessoas dão para comprar armas. Não estão mais caçando, agora é autodefesa.

“O que é interessante sobre a autodefesa, porém, é que ela pode conter ansiedades sociais muito diferentes – diferentes experiências de precariedade, perigo, ameaça”, diz Dr. Carlson.

As mulheres, por exemplo, podem comprar uma arma porque não sentem que a polícia pode aparecer a tempo de protegê-las, diz ela. Os americanos negros, por outro lado, podem comprar uma arma porque não sentem que a polícia os protegerá.

“Quando você tem esse tipo de sentimento de que está sozinho, … bem, então você vai comprar uma arma”, diz o Dr. Carlson.

O desejo de assumir o controle de sua própria segurança levou Carrie Lightfoot a comprar uma arma de fogo pela primeira vez há mais de 10 anos. Ela veio de uma família que não possuía armas em Nova York e nunca considerou possuir uma. Então ela saiu de um relacionamento abusivo e seu ex-parceiro começou a perseguir ela e seus quatro filhos. Ela estava assustada.

Mas enquanto fazia compras, a Sra. Lightfoot notou um problema: tudo foi feito para homens. Acessórios e coldres não cabiam no corpo das mulheres. A propaganda era machismo. Ela não conseguiu encontrar grupos femininos de tiro.

Então ela começou um.

The Well Armed Woman, seu grupo para donas de armas, desde então cresceu para 300 capítulos e cerca de 20.000 membros. Eles vendem mercadorias em seu site, desde shorts de compressão com coldre embutido até joias com tema de bala. A Sra. Lightfoot, ex-membro do conselho da National Rifle Association, viu a influência do grupo.

“A posse de armas não é mais um planeta estranho para as mulheres”, diz ela.

Basta perguntar à Sra. Harris, de Dover, que provavelmente não teria pensado em comprar uma se seu melhor amigo, dono de uma arma, não a tivesse levado ao campo de tiro há dois anos e ido com ela quando ela comprou sua primeira arma.

“Era algo para [nós] nos unirmos”, diz a Sra. Harris.

O instrutor de armas de fogo Wayne Thomas mostra a Valerie Rupert a posição correta da mão em uma arma de fogo na loja Recoil Firearms em Taylor, Michigan, 21 de agosto de 2021. Um estudo de dezembro de 2021 descobriu que cerca de metade dos novos proprietários de armas eram mulheres e metade eram uma minoria racial. (Carlos Osório/AP/Arquivo)

Encontrar a comunidade através da posse de armas
A ênfase na comunidade é típica de um grupo que Harris planeja ingressar neste mês: a National African American Gun Association  (NAAGA). Seu fundador, Philip Smith, iniciou a organização em 2015 para combater o estigma que muitos negros americanos sentem em relação às armas de fogo.

“Se você tem uma arma, deve ser um cara mau”, diz ele sobre estereótipos comuns. “Você deve ser um gangbanger. Você deve ser um capuz, deve ser um bandido. Você não pode ser um cara legal com uma arma.”

Desde a pandemia, o número de membros da NAAGA cresceu, diz o Sr. Smith. Em um período de quatro dias, o grupo adicionou quase 3.000 novos membros, e o corpo total de membros agora é de cerca de 45.000. Cerca de dois terços são homens e um terço são mulheres. Cada novo membro aprende sobre a história dos afro-americanos e das armas de fogo – desde Frederick Douglass e Harriet Tubman. Então eles aprendem sobre segurança de armas.

“Acho que é uma das melhores coisas que saiu de tudo isso – que os negros agora estão assumindo a autopropriedade de seu próprio destino, sua própria vida e dizendo, você sabe, a Segunda Emenda também é minha.” diz o Sr. Smith.

Assumir a propriedade da Segunda Emenda tem seus riscos. Matthew Miller, professor de ciências da saúde da Northeastern University e principal autor do estudo de 2021 que documenta proprietários de armas mais diversos, observa que uma arma de fogo em casa aumenta o risco de lesão ou automutilação de cada habitante. Milhões de novos proprietários de armas expõem milhões de adultos e crianças a esse perigo.

Muitos novos proprietários de armas estão cientes desses riscos; alguns nem gostam de armas. PB Gomez, estudante da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia, Berkeley, fundou a Latino Rifle Association há dois anos em resposta ao tiroteio em massa que teve como alvo hispânicos americanos em El Paso, Texas. As armas têm seus limites, no entanto. Eles não vão consertar o racismo, diz ele, e em um confronto, disparar uma arma é quase sempre uma má opção.

“Muitos de nossos membros antes das ansiedades e percepções sobre a sociedade americana não teriam considerado armas”, diz Gomez. “Eles chegaram a isso quase como 'isso é uma necessidade'”.

Ainda assim, ele e outros membros do grupo sentiram que os latinos precisavam de um espaço para discutir autodefesa, um que não suportasse bandeiras confederadas em lojas de armas ou AR-15 com mensagens “Construa o muro” – ambas as coisas Sr. Gomez tem visto. Seu grupo, diz ele, atrai principalmente pessoas que se inclinam para a esquerda e pregam a responsabilidade social – pessoas como Jackie Garcia.

A Sra. Garcia, eletricista de San Antonio, Texas, começou a pesquisar a posse de armas por volta das eleições de 2020. Naquela época, ela morava em uma cidade pequena, fortemente conservadora e branca ao norte de Dallas e via racismo em relação a pessoas latinas como ela. Em um posto de gasolina um dia, ela diz que um homem se inclinou para ela e fez sinal para um homem latino que estava pagando sua bebida. “É por isso que votei em Trump, e é por isso que ele vai ganhar em 2020”, ele disse a ela. “Ele vai se livrar de todas essas pessoas.”

O ódio contra um total estranho não fazia sentido para ela. Mas foi assustador. “Quem pode dizer que esse ódio não seria voltado para mim?” ela pensou. Se alguma vez fosse, ela queria estar preparada.

Então, a Sra. Garcia começou a ter aulas de tiro e se inscreveu em um curso de piloto sobre armas curtas. Eventualmente, ela comprou um Smith & Wesson Shield 9 e obteve uma licença de porte oculto meses depois. Quase toda vez que ela sai de casa, sua arma vai com ela.

Ela se sentiu mais segura, mas também em conflito. Ela não conseguia conciliar possuir algo que associava tanto a homens mais velhos, brancos e conservadores. Encontrar a Latino Rifle Association e se tornar um moderador em seu fórum de discussão online ajudou. Lá, a Sra. Garcia sentiu que se encaixava.

“É revigorante ver pessoas mais jovens, pessoas de todos os tipos de origens”, diz ela. “Não é apenas um determinado grupo demográfico que se encaixa na cultura das armas.”

Isso não significa que todos precisam ouvir que ela faz parte disso. Apenas sua esposa e seus pais sabem que ela é uma dona de uma arma. É algo que ela faz, diz Garcia, não como parte de sua identidade. Ela espera continuar assim.

Acordo entre Brasil e Angola na área de Defesa passa na CRE


*Agência Senado - 24/03/2022

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quinta-feira (24) relatório do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) favorável ao acordo de cooperação entre Brasil e Angola na área da Defesa (PDL 86/2020). O acordo passa a disciplinar essa cooperação nas áreas de inteligência militar, equipamentos e sistemas militares, ciência e tecnologia de interesse militar, apoio logístico e aquisição de produtos e serviços de Defesa.

Na prática, o acordo ainda disciplina as visitas mútuas de delegações de alto nível a entidades civis e militares; formação de quadros e pessoal técnico-militar; intercâmbio de instrutores e estudantes; promoção de ações conjuntas de treino e instrução militar e exercícios militares conjuntos. Chico Rodrigues detalhou outros pontos do acordo, assinado em 2010.

— Trata ainda de consultorias no domínio de armamentos e técnica militar; implementação e desenvolvimento de programas e projetos de aplicação de tecnologia de Defesa, com a possibilidade da participação de entidades militares de nível estratégico. E o fornecimento, reparação e modernização de armamentos e técnica militar, além de visitas a navios de guerra e aeronaves militares. É um acordo que se inscreve no marco da prioridade africana da política externa brasileira — explicou o senador.

O acordo entre Brasil e Angola segue agora para análise do Plenário do Senado.

23 março, 2022

CBC e Taurus participam do Congresso Internacional de Operações Policiais, em Florianópolis (SC)


*LRCA Defense Consulting - 23/03/2022

A Taurus e a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) estão presentes no Congresso Internacional de Operações Policiais – COP 2022, que acontece de 22 a 24 de março no Centro de Eventos Governador Luiz Henrique da Silveira, em Florianópolis (SC).

O COP 2022 é o maior evento para atividade policial da América Latina, onde autoridades nacionais e internacionais, agentes de segurança pública, empresas do setor e a sociedade civil, poderão estar em contato direto por três dias e terão a oportunidade de trocar conhecimento.

Com grande reconhecimento no cenário nacional e internacional no segmento de armas de fogo e munições, a Taurus e a CBC expõem na ocasião seus amplos portfólios de produtos e soluções.

CBC
Além de produtos já consagrados, a CBC apresentará lançamentos que aguardam homologação por órgão competente para comercialização no mercado brasileiro, dentre eles, as munições .22 Magnum, 6,5 Creedmoor, as munições para treinamento Polymatch, as munições JHPP, com projétil expansivo de design especialmente desenvolvido para maximizar seu desempenho balístico, e a espingarda Pump Military calibre 12 na versão com cano de 14".

Também estarão expostas no estande da companhia munições militares, com destaques para as munições 30x173mm de utilização em canhão automático acoplado à torre dos veículos de combate Guarani do Exército Brasileiro, munições nos calibres 5,56mm e 7,62mm de alto desempenho para diferentes finalidades de emprego, além das munições expansivas Bonded, que devido à tecnologia empregada pela CBC na produção dos projéteis apresentam excelente desempenho comprovado pelo protocolo de testes do FBI.

Na linha de alta precisão, a empresa expõe a série SNIPER 1, composta pelos calibres .223 Rem, .308 Win e .50. Já na categoria de armas, os visitantes poderão conferir a espingarda semiautomática AX2 Monoblock, da linha CBC by Khan, modelo semiautomático no calibre 12 com carregador de 10 tiros, além da espingarda híbrida (por repetição e semiautomática) A-Tac Duo Sys Force, no calibre 12 com capacidade de 8 tiros (7+1).

Taurus
Entre os armamentos Taurus em exposição, destaque para a conceituada linha de armas TSeries, especialmente desenvolvida para atender o mercado militar e policial - incluindo os modelos TH9, TH9c, TS9 e SMT9, e a linha da série G, composta por pistolas com armação de polímero de alta resistência e qualidade, que inclui uma das armas mais vendidas no mundo, a Taurus G2c, as pistolas G3 e G3c, e a pistola microcompacta GX4, menor pistola da categoria e que marca a entrada da Taurus neste segmento, tendo conquistado o prêmio NASGW-POMA Caliber, uma das premiações mais importante da indústria de armas dos EUA, como "Melhor Nova Arma de 2021" e "Melhor Novo Produto Geral".

Outro importante produto é a pistola TX22, considerada a pistola calibre .22 LR mais avançada do mercado e que conquistou o prêmio Handgun of the Year 2019, da revista americana GUNS & AMMO.

No estande da Taurus, os participantes também poderão conferir o consagrado fuzil T4 no calibre 5,56 NATO, amplamente empregado por diversas instituições policiais, militares e de segurança em todo o mundo, por ser considerada uma arma extremamente confiável, leve, de fácil emprego e manutenção, e sua versão na configuração customizada MLOK de fábrica. A novidade conta com o guarda-mão (handguard) no moderno padrão MLOK (Modular Lock), que proporciona melhor ergonomia, e miras rebatíveis (flip up), que agregam a possibilidade de utilização de equipamentos óticos variados e atendem as mais diversas particularidades nas operações especiais.

Na linha de revólveres, a Taurus expõe, entre outros modelos, o Ranging Hunter 44H, especialmente desenvolvido para o mercado de caça e lazer, e o Tracker 692, uma arma multicalibre de dupla ação que oferece mais versatilidade devido a seu sistema de cilindro (tambor) duplo, dando a opção de utilizar dois calibres diferentes em uma única arma, o calibre .357 Magnum e o 9mm, o mesmo utilizado nas pistolas.

Mais informações sobre o evento em www.copinternacional.com


Serviço:
Exposição de produtos Taurus e CBC no Congresso Internacional de Operações Policiais – COP 2022
Data: 22, 23 e 24/03/2022
Horário: Das 8h às 20h
Local: Estande nº 12, no piso superior, em frente à plenária. Centro de Eventos Governador Luiz Henrique da Silveira. Rodovia SC 401, km 01, S/N - Trevo de Canavieiras, Florianópolis – SC

 

Grafeno: Olympikus lança tênis de corrida com tecnologia 100% nacional


*Revista News - 21/03/2022

A Olympikus lança o primeiro tênis com placa de grafeno. O Corre Grafeno utiliza a matéria-prima do futuro para a linha de corrida de alta performance.

Além do Corre Grafeno, a Família Corre ganhará mais duas adições nas próximas semanas: o Corre Vento, modelo focado em corredores que buscam um produto de leveza e velocidade; e o Corre 2, produto de amortecimento. Todos os tênis da família serão produzidos 100% com energia limpa, solidificando as iniciativas de responsabilidade social e amplificando as ações de sustentabilidade ambiental da marca.

Aplicado pela primeira vez numa placa de propulsão, a inserção do grafeno no novo modelo revoluciona o mercado ao materializar o futuro da performance e da responsividade.
 
Com o objetivo de proporcionar máximo desempenho na prática do esporte, a aplicação do componente na placa promove o efeito trampolim, absorvendo o impacto da passada e transformando-o em impulsão, proporcionando um menor gasto de energia para o corredor e maior resposta ao longo da corrida.

Detalhes como o design do solado e do cabedal do modelo, desenhados com linhas que remetem a performance, leveza e propulsão, complementam um dos maiores lançamentos da marca até então.

Além da tecnologia Grafenus presente na placa, o Corre Grafeno apresenta outras inovações. No solado encontra-se a nova tecnologia ELEVA, que explora o limite da expansão do EVA para alcançar máxima resposta, mantendo o conforto e a durabilidade.

Um EVA leve e de baixa densidade que garante uma menor deformação. Também estão presentes outros componentes tecnológicos como a Gripper, borracha antiderrapante com maior aderência e segurança para a pisada, a Oxitech, localizada no cabedal, que garante maior leveza, respirabilidade e conforto térmico, e a Ortholite, localizada na palmilha, proporcionando maior circulação de ar entre as passadas.

Desenvolvido pela Olympikus, o Corre Grafeno resulta em uma tecnologia 100% nacional, desde a matéria-prima até o produto final. O grafeno é um material leve, flexível, transparente, condutor e extremamente resistente, características que chegam para mudar a maneira como se produz calçados no mundo.
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Corre Grafeno na cor cinza. (Divulgação)

O Corre Grafeno já está disponível na loja online oficial da marca e também nas lojas da Aby`s Sports, Bayard, Brisa Calçados, Centauro, Deny, Free Corner, Pro Correr, Velocità e You Can Sports, a partir desta segunda-feia (21).

Ficha técnica:
Tecnologia: Grafenus, Eleva, Gripper, Oxitec, Ortholite
Peso: 279g
Drop: 8mm
Preço sugerido: R$ 699,99


Itajubá ganha APL de Asas Rotativas e Defesa


*Jornal do Comércio, por Bianca Alves - 22/03/2022

O governo de Minas reconheceu, no último dia 15, o Arranjo Produtivo Local (APL) de Asas Rotativas e Defesa de Itajubá, no Sul de Minas. O APL tem como objetivo fortalecer a cooperação e alavancar os negócios das 44 empresas dos dois segmentos no município, que faturam mais de R$ 1 bilhão ao ano e geram cerca de 5 mil empregos.

Entre elas, estão as empresas âncoras Helibras Airbus (helicópteros) e Imbel (armamentos), Aerotron e a XMobots, esta última em instalação no município.

O diagnóstico realizado pela prefeitura e pela Associação Itajubense de Inovação e Empreendedorismo de Itajubá (Inovai) mostra que Itajubá responde por 70,9% da fabricação de aeronaves e 75,9% da produção de armas de fogo e munições de todo o Estado. “O APL é então uma iniciativa importante não só para a região, como para o Estado de Minas Gerais. O reconhecimento é uma vantagem competitiva para a região e um passo importantíssimo para o programa de desenvolvimento de Itajubá, que impacta o do Estado”, observa o secretário municipal de Ciências, Tecnologia, Indústria e Comércio, José Fernando Grassi Bissacot.

A ideia de se criar o APL surgiu a partir da identificação de um aglomerado de empresas com a mesma especialização produtiva, no caso as empresas das áreas de asas rotativas e defesa. Um estudo técnico foi realizado pela prefeitura e a Inovai, com o apoio do Sebrae Minas, e apresentado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento em dezembro de 2021.

Após o Estado aferir as condições apresentadas, Itajubá recebeu oficialmente o reconhecimento e a chancela do governo mineiro como um APL neste setor produtivo. “Agora, a Invest Minas, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Fiemg, que são as portas de entrada para investimentos no Estado, automaticamente direcionarão as empresas do setor para cá. Quando alguma delas se interessa, eles não só nos comunicam, como acompanham o processo”, explica Bissacot.

Inovação
Ele salienta que este é um setor de alto nível de inovação tecnológica. “São empresas que congregam todo o processo, desde o projeto até o pós-venda, nessas áreas de asas rotativas e Defesa. A Aerotron, por exemplo, foi eleita a melhor fornecedora de defesa para a Embraer em 2021”, completa o secretário.

Entre as empresas que compõem o APL estão a Helibras, líder mundial nos segmentos aeroespacial e de serviços relacionadas à Defesa; a Imbel, estatal brasileira fabricante de armamentos portáteis; a Xmobots, maior empresa brasileira e latino-americana especializada no desenvolvimento e fabricação de drones para agricultura de precisão; e a Aerotron, que fabrica coronhas para as armas da Inbel e faz a blindagem de aeronaves.

Segundo Bissacot, a Xmobots, que está se instalando no município, foi atraída por este ambiente de sinergia entre empresas de porte, instituições científicas de ponta e mão de obra qualificada, que compõem um ambiente especializado, que foi formalizado e reconhecido como APL.

Universidades são parceiras do projeto
Além das empresas, o Arranjo Produtivo Local (APL) de Asas Rotativas e Defesa de Itajubá  conta com duas instituições de ciência e tecnologia parceiras, a Universidade Federal de Itajubá ((Unifei) e Universidade de Toulouse, mais de 100 produtos e serviços de alto valor agregado e uso intenso de tecnologia e 12 novos produtos em pesquisa e desenvolvimento para 2022.

A Unifei, por exemplo, oferece o curso de engenharia mecânica a Aeronáutica e possui laboratórios de aerodinâmica(LAD), estruturas aeronáuticas (LEA), manutenção a Aeronáutica (LaMan), processamento de compósitos I & II (LPC), simuladores de voo (LSV) e de sistemas aeronáuticos (LSA).

“O APL nos coloca como ambiente preparado para ações futuras. O que somos, o que temos e, agora, onde queremos chegar. O primeiro passo foi dar visibilidade, posicionar o arranjo e seus atrativos; agora temos que continuar trabalhando”, define o diretor executivo da Inovai, Maurício de Pinho Bitencourt. A Inovai é uma empresa privada de interesse público, criada pela Unifei, prefeitura e outras entidades locais para gerir de forma colaborativa as ações, projetos e atividades de inovação e empreendedorismo na cidade.

Sua principal função é a governança de todas as instâncias envolvidas nos programas de desenvolvimento. Ela é responsável, por exemplo, pelo Parque Científico e Tecnológico de Itajubá (PCTI), complexo planejado para empresas de base tecnológica e onde está se instalando a Xmobots.

Para Bitencourt, o reconhecimento do APL, “com certeza”, é um atrativo para a instalação de novas empresas na região. Ele informa que, além de abrigar as fábricas da Airbus e da Inbel e a escola de engenharia aeronáutica da Unifei, Itajubá está a 200 quilômetros de São José dos Campos, que é o maior polo aeronáutico do Brasil.

“São atrativos para que investimentos possam ser canalizados para cá. Empresas de outros estados querem se filiar ao APL e até mesmo uma empresa que faz parte de um cluster de defesa na Itália já quer um intercâmbio com a gente. É uma cadeia longa, que inclui fabricação de peças, sistemas eletrônicos, software, inteligência ligada a sistemas embarcados, enfim, uma cadeia sofisticada e complexa”, diz Bitencourt.

“Nestes setores de alta complexidade tecnológica, o principal insumo é a mão de obra qualificada em alto nível. Oferecer espaço físico e estrutura não é suficiente, se não tem gente competente. O segundo é exatamente a governança, através da qual você tem soluções dentro do próprio arranjo, seja uma peça especial ou uma ação institucional. Perenidade, segurança governamental, políticas públicas direcionadas e colaborativas viabilizam esse ambiente que torna o APL cada vez mais atraente”, aponta o diretor da Inovai.

Diagnóstico
Com base no diagnóstico realizado no ano de 2021, o setor de asas rotativas ocupa mais de 2.000 pessoas, variando de um a 490 colaboradores em cada empresa. No setor de defesa, são 3.500 pessoas em portes que vão de um colaborador na área de pesquisa, desenvolvimento e serviços de engenharia, até mais de 600 na empresa-âncora.

O maior representante no setor de asas rotativas é a Helibras, a mais antiga fabricante brasileira de helicópteros, subsidiária da Airbus, líder mundial nos segmentos aeroespacial e de serviços relacionados à defesa. Em seus 42 anos de atividades, a Helibras já entregou cerca de 800 helicópteros no país. É líder do mercado brasileiro, com participação de 50% na frota de helicópteros à turbina.  A empresa também customiza modelos que atendem os segmentos civil e militar e, em 2020, registrou faturamento total de R$ 927 milhões,

O maior representante no setor de defesa do APL  é a Imbel, que tem diferentes unidades no Brasil, sendo localizada em Itajubá a unidade de produção de armamento, a Imbel F.I, cuja receita anual em 2020 foi de R$ 53 milhões, a de maior valor em todo o grupo.

22 março, 2022

Embraer exibirá E195-E2 de última geração na Wings India

 


*Financial Express, por Huma Siddiqui  - 22/03/2022

A Cooperação em Defesa é um elemento importante da parceria estratégica entre Brasil e Índia. O governo do Brasil possui um Plano de Ação para sua parceria com a Índia em que defesa e segurança são os componentes centrais.

Em interação exclusiva com o Financial Express Online, o embaixador brasileiro André Aranha Corrêa do Lago disse:“A Embraer – empresa da qual os brasileiros se orgulham – é a 3ª maior produtora de jatos de passageiros do mundo”, disse o embaixador brasileiro André Aranha Corrêa do Lago.

A empresa está participando do  WINGS INDIA 2022 – maior evento da Ásia sobre Aviação Civil (Aviação Comercial, Geral e Executiva), em Hyderabad no final desta semana.

Segundo o enviado do Brasil, “tenho certeza de que a empresa está interessada em explorar oportunidades de negócios na Índia, já que este país é o maior mercado de aviões para as próximas décadas”.

De acordo com nota da empresa, o maior avião comercial da Embraer, o E195-E2 (indicativo de chamada PR-ZIQ) estará na Wings India 2022 como parte de sua turnê de demonstração pelo país.

Ele mostrará uma impressionante pintura 'TechLion' que cobre toda a fuselagem da aeronave, esta aeronave é o maior membro da família de E-Jets de nova geração, os E-Jets E2. Ele é projetado para acomodar até 146 passageiros em sua assinatura dois por dois assentos.

Raul Villaron, vice-presidente da Embraer Aviação Comercial da Ásia-Pacífico, afirma: “O cenário da aviação da Índia está em um ponto de virada e agora é o momento para as companhias aéreas se reposicionarem para um crescimento sustentável”.

Segundo ele, o E195-E2, oferece um baixo custo por assento, tornando-o muito competitivo com os grandes aviões de fuselagem estreita que são predominantes na Índia.

Esta é uma aeronave perfeita para companhias aéreas que estão aproveitando a conectividade para cidades de Nível II e Nível III.

Índia: joint venture da CBC e SSS Defense se tornará operacional ainda este ano


*Financial Express, por Huma Siddiqui - 22/03/2022 (atualizado às 16h26)

A Cooperação em Defesa é um elemento importante da parceria estratégica entre Brasil e Índia. O governo do Brasil possui um Plano de Ação para sua parceria com a Índia em que defesa e segurança são os componentes centrais.

Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) Brasil, o segundo maior fabricante de munições do mundo, já está na Índia e trabalhando com Stumpp Schuele & Somappa India (SSS Defence).

Em interação exclusiva com o Financial Express Online, o embaixador André Aranha Corrêa do Lago disse: “Pouquíssimas pessoas sabem que a CBC é a segunda maior produtora de munição do mundo. Assim como em outras joint ventures, saudamos a parceria entre empresas privadas brasileiras e indianas, especialmente em uma área crítica como a defesa. A joint venture entre a CBC e a SSS Defense vem progredindo bem. Pelo que fui informado, a produção na fábrica de Anantapur, Andhra Pradesh, está programada para começar em meados de 2022. As perspectivas são positivas e a iniciativa conjunta pode ser ampliada já em 2025.”

Até agora, nenhuma empresa indiana do setor privado fabricou munição de nível militar para as armas pequenas. Sob a joint venture com a empresa brasileira, os planos são para fabricar várias munições para diferentes calibres, incluindo 9 mm, 7,62×39 mm, 7,62×51 mm, .338 Lapua e 12,7 mm. Estes serão tanto para o mercado doméstico (militar e policial) quanto para exportação para um terceiro país.

Além disso, outra empresa brasileira, Taurus Armas SA, se associou à Jindal Defense para a fabricação de armas pequenas.

Oficiais da Marinha do Brasil na Índia
Na semana passada, uma delegação brasileira de três membros liderada pelo Almirante Flávio Augusto Viana Rocha, Secretário Especial (Assuntos Estratégicos), Presidência e Assessor da Presidência do Brasil, visitou a Sede do Comando Naval Ocidental.

Houve interação entre o Almirante Rocha e o Vice-Almirante Ajendra Bahadur Singh, Flag Officer Comandante-em-Chefe do Comando Naval Ocidental. A interação foi focada em desafios e estratégias de mitigação no domínio marítimo, bem como questões de interesse mútuo.

Convidando os navios da Marinha do Brasil quando implantados na Região do Oceano Índico (IOR), o FOC-in-C (Oeste) para visitar os portos indianos, ele também falou sobre os Estaleiros Indianos que estão bem equipados para ajudar no suporte técnico às unidades implantadas fora dos portos de origem por mais tempo.

Ele também destacou a visão do PM da SAGAR (Segurança e Crescimento para Todos na Região) – e a visão marítima da Marinha Indiana durante as discussões.

Mais sobre Plano de Ação
Como foi relatado anteriormente no Financial Express Online, isso foi assinado em 2020 durante a visita do presidente Jair Bolsonaro à Índia como convidado principal nas celebrações do Dia da República.

O país também manifestou interesse em participar de joint ventures no setor de defesa, pois tais colaborações ajudarão a chegar a outros países por meio de exportações.

Em uma interação anterior com o Financial Express Online, o embaixador da Índia no Brasil, Suresh K Reddy, mencionou a abordagem “Triple-Helix”. Essa abordagem já está sendo seguida no Brasil e está focada em P&D e inovação para todas as três Forças – Exército, Marinha e Aeronáutica.

Há muito espaço para as indústrias de defesa de ambos os lados trabalharem juntas, não apenas em joint ventures, mas também na parceria tecnológica.

Até agora, há apenas uma empresa indiana MKU, com sede em Kanpur, que está presente no Brasil. Possui diversos contratos de defesa com a Polícia Militar, Exército e Polícia Federal. Também conquistou outro grande contrato de fornecimento de cerca de 14.500 peças de coletes para a Polícia Militar do Estado de São Paulo e, para o Exército Brasileiro, o monóculo de visão noturna.

Embraer/Eve: consórcio conclui Conceito de Operações de mobilidade aérea urbana para a Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido


*LRCA Defense Consulting - 22/03/2022

A Eve UAM, LLC (“Eve”), uma empresa da Embraer S.A. (“Embraer”), anunciou a conclusão do Conceito de Operações (CONOPS) para a integração do espaço aéreo para a Mobilidade Aérea Urbana (UAM) no Reino Unido. Liderado pela Eve, o Consórcio de Mobilidade Aérea é formado por empresas globais com experiência em  aviação, como a NATS, Aeroporto de Heathrow, Aeroporto London City, Skyports, Atech, Volocopter e Vertical Aerospace, que desenvolveram o projeto em parceria com o hub de Inovação da Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA) por meio do “sandbox”, um  ambiente regulatório experimental.

A iniciativa da CAA oferece às organizações ou consórcios a oportunidade de testar e selecionar a viabilidade de suas soluções inovadoras, ao mesmo tempo em que ajuda o regulador a moldar futuras normas de acordo com essas novas tecnologias e conceitos. Em janeiro de 2021, o Consórcio de Mobilidade Aérea do Reino Unido foi selecionado pela CAA para participar do Sandbox: Future Air Mobility Challenge. O objetivo foi desenvolver uma estrutura estratégica para definir projetos, procedimentos e infraestrutura do espaço aéreo de baixo nível e integrar, com segurança, novos tipos de operações de UAM em todo o território do Reino Unido.

O primeiro marco importante do projeto foi a compilação de um estudo de referência descrevendo os principais desafios regulatórios para viabilizar operações de mobilidade aérea urbana de emissão zero com segurança, eficiência e de forma escalonável, que gerou o documento Civil Aviation Publication 2272. O consórcio usou esse estudo de referência para identificar em quais áreas focar, de modo a garantir que os conceitos propostos considerem os critérios previamente alinhados com o regulador.

O CONOPS foi desenvolvido como um estudo de caso centrado em Londres, transportando passageiros dentro de uma rede de vertiportos do Aeroporto de Heathrow (LHR) para o Aeroporto London City (LCY). O consórcio seguiu um processo rigoroso para desenvolver os conceitos, incluindo revisões interativas do hub de Inovação da CAA e uma ampla gama de especialistas no assunto, incorporando seus comentários ao documento final. Também aproveitou dados quantitativos derivados de simulações de modelagem computacional para apoiar seus conceitos propostos, bem como uma série de atividades de engajamento de partes interessadas para entender melhor as preocupações e necessidades destes públicos relacionadas às operações de UAM.

Frederic Laugere, líder de Serviços de Inovação da CAA do Reino Unido, disse: “A infraestrutura necessária para apoiar a futura implementação da Mobilidade Aérea Urbana será significativa e um elemento-chave para o sucesso deste novo setor. Os detalhes significativos neste relatório e seu cenário do mundo real significam que ele abre o caminho para tornar a mobilidade aérea urbana uma realidade.”

“Este CONOPS se concentra inicialmente nas soluções necessárias para enfrentar os desafios de curto prazo que possam impactar as operações comerciais iniciais. O estudo de Londres e o Conceito de Operação fornecem um exemplo tangível para a autoridade aeronáutica britânica entender melhor os objetivos da mobilidade aérea urbana e apoiar o desenvolvimento de regulamentações futuras. Nosso trabalho também indica o quão próspero será o mercado de voos de eVTOL no Reino Unido no futuro”, disse Andre Stein, co-CEO da Eve.

21 março, 2022

Em vídeo, Taurus mostra sua mais recente novidade: o fuzil T4 MLOK

 


*LRCA Defense Consulting - 21/03/2022

Após ter lançado fuzil T4 MLOK - sua mais recente novidade - no última dia 17, a Taurus Armas publicou hoje um vídeo no YouTube divulgando a arma, onde esta é mostrada em detalhes.

Saiba mais sobre o lançamento clicando nesta matéria: "Taurus traz mais uma novidade ao mercado e lança fuzil T4 MLOK"



Eve, da Embraer, programa seu Investor Day


*LRCA Defense Consulting - 21/03/2022

No dia 25 de Março, a Eve Air Mobility irá apresentar em um evento online - Investor Day - os principais aspectos das suas soluções de Mobilidade Aérea Urbana. 

Para saber mais, salve esta data para assistir ao vivo (o evento terá transmissão apenas em inglês):

Projeto EASy: Embraer amplia parcerias em tecnologias de voo autônomo


*LRCA Defense Consulting - 21/03/2022

Em um intenso processo de aceleração do futuro da aviação autônoma, a Embraer anunciou hoje novas parcerias tecnológicas com empresas líderes globais especializadas em inovações na área de sistemas autônomos.

Os acordos são parte do Projeto EASy (Embraer Autonomous System), iniciativa da companhia em sistemas autônomos que utiliza processos experimentais ágeis para o desenvolvimento de soluções que viabilizarão a aviação autônoma do futuro.      

As empresas americanas Near Earth Autonomy, Iris Automation e Ansys, a suíça Daedalean e a brasileira Motora.ai estão trabalhando com a Embraer para acelerar a criação de tecnologias que transformam a mobilidade aérea futura, em linha com a estratégia da Embraer de estabelecer sólidas parcerias no ecossistema global de inovação. As companhias atuarão juntas em inovação aberta para desenvolver e avaliar diversas novas tecnologias de voo autônomo em ambiente de simulação e em condição reais de voo.

“Temos trabalhado intensamente para co-criar o futuro da aviação em ampla colaboração com importantes parceiros tecnológicos. É uma satisfação ter a Near Earth Autonomy, Iris Automation e Daedalean contribuindo com seus conhecimentos e experiência, a Ansys com suas tecnologias de simulação, e a Motora que traz agilidade e flexibilidade em integração de software para somar ao nosso projeto de pesquisa,” disse Maurilio Albanese Novaes Junior, Head de Desenvolvimento Tecnológico da Embraer.

O trabalho conjunto permite a Embraer avançar em produtos inovadores, conforme sua busca continua por eficiência e sustentabilidade, como já ocorre no desenvolvimento do eVTOL, o veículo elétrico de decolagem e pouso na vertical, desenvolvido pela Eve, a empresa de Mobilidade Aérea Urbana, da Embraer.   

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