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14 outubro, 2024

Omnisys entrega o STREV ao Exército - uma capacidade estratégica para a Força


 

*LRCA Defense Consulting - 14/10/2024

Em outubro de 2024 ocorreu, no Centro de Avaliação do Exército (CAEx), a finalização da entrega do Sistema Transportável de Rastreio de Engenhos em Voo (STREV).

O STREV possibilita a coleta e a análise de informações em tempo real de engenhos em voo, com o objetivo de contribuir com a avaliação, a pesquisa e o desenvolvimento de materiais de emprego militar ou civil, lançados no espaço aéreo até o nível suborbital. Seu emprego traz benefícios tanto em proveito do Exército quanto das demais Forças e da Base Industrial de Defesa.

O sistema completo é composto por um radar de banda C, um sistema de rastreio ótico, um radar doppler e meios de comando e controle disponíveis em infraestrutura própria e com possibilidade de desdobramento em todo o País.

Essa é mais uma entrega do PAC DEFESA, com investimentos do Programa Estratégico do Exército ASTROS.


Rastreio de engenhos em voo é uma capacidade tecnológica estratégica
A parceria entre a Omnisys, subsidiária da Thales no Brasil, e o Exército Brasileiro para o desenvolvimento e implantação do STREV foi firmada em abril de 2019. O contrato, de cinco anos, incluiu o desenvolvimento e a implantação do sistema de rastreio, capaz de fornecer informações essenciais para a análise de desempenho de foguetes, mísseis e munições, além da instrumentação completa, treinamento e suporte logístico.

O STREV irá apoiar o Exército Brasileiro em missões de rastreio de forma a prover informações essenciais para o desenvolvimento e avaliação de projetos e produtos, como a do míssil tático de cruzeiro MTC-300 e a do foguete guiado SS-40G que integram o Programa Estratégico do Exército Astros 2020. Totalmente transportável, o sistema poderá ser operado em diferentes campos de ensaios e testes brasileiros, resultando em significativa redução de custos de instrumentação para as forças armadas brasileiras.

É importante destacar que o rastreio de engenhos em voo é uma capacidade tecnológica estratégica dominada por poucos países. Por sua arquitetura transportável, o STREV pode ser operado em diferentes locais acessíveis por rodovias, em todo o território nacional, o que viabiliza a realização dos ensaios em área geográfica mais adequada para a missão de lançamento do engenho a ser avaliado. 

*Com informações do Escritório de Projetos do Exército Brasileiro (EPEx)

Helisul é credenciada como Empresa Estratégica de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 14/10/2024

A Helisul Aviação, uma das mais importantes operadoras de serviços aéreos do Brasil e detentora da maior frota de helicópteros da América Latina, acaba de se juntar ao seleto grupo de Empresas Estratégicas de Defesa (EED). O credenciamento é concedido pelo Ministério da Defesa para empresas que oferecem produtos ou serviços voltados à segurança nacional. A homologação foi publicada no Diário Oficial da União, Portaria GM-MD n° 4.514, de 23 de setembro de 2024.

A ideia de uma empresa estratégica está atrelada às políticas de defesa do país, sendo conferido este título a empresas que produzem ou fornecem serviços considerados essenciais para a segurança e soberania nacional. Segundo Humberto Biesuz, superintendente executivo da Helisul, atualmente cerca de 200 empresas brasileiras estão credenciadas. Para obter o aval do Ministério da Defesa, a empresa precisa atender a critérios específicos, como ser brasileira e comprovar conhecimento científico ou tecnológico relevante. O processo é criterioso, exigindo a apresentação de produtos ou serviços que justifiquem sua importância para a segurança do país.

“Na prática, significa que, aos olhos das Forças Armadas, essas empresas têm um status superior em termos de confiabilidade e de papel estratégico na soberania do país”, explica Biesuz. Ele também ressalta que a segurança nacional não se restringe apenas a aspectos bélicos, mas também a insumos essenciais, como ocorreu durante a pandemia, quando as máscaras se tornaram produtos estratégicos.

O trabalho de manutenção dos helicópteros do Exército e da Aeronáutica realizado pela Helisul foi um dos critérios considerados para que a empresa recebesse o credenciamento. “O Brasil não pode depender de empresas estrangeiras para realizar a manutenção dos equipamentos utilizados pelas Forças Armadas. Nosso serviço demonstrou ser essencial para a segurança e soberania do país”, diz Biesuz.

Com isso, a Helisul passa a integrar um grupo restrito de empresas que possuem este selo de confiabilidade. “É um reconhecimento muito importante para nós, que demonstra a relevância da nossa empresa para o Brasil”, finaliza o superintendente.

Mais de 50 anos de história
Fundada em 1972, a Helisul Aviação atua em diversos segmentos da aviação, oferecendo desde serviços de transporte aeromédico até voos panorâmicos e manutenção de aeronaves. Com mais de 50 anos de história, a empresa consolidou sua posição como uma das maiores e mais respeitadas operadoras de helicópteros do Brasil, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e estratégicas voltadas à segurança nacional. Além disso, a Helisul tem ampliado suas operações internacionais e reforçado seu compromisso com a inovação e a excelência operacional.

Parceria com a Moya Aero eVTOL
Em abril de 2023,  
a Helisul Aviação e a Moya Aero eVTOL anunciaram uma parceria estratégica para o desenvolvimento de operações logísticas com RPAS (aeronaves remotamente pilotadas) de alta capacidade. Na oportunidade, assinaram uma Carta de Intenções (LOI) para a compra de 50 Moya eVTOL.

O Moya eVTOL é um drone de carga autônomo, totalmente elétrico, com capacidade de carga paga de 200 kg e alcance de 110 quilômetros. Ser elétrico permite que o drone de carga opere com emissões zero. Além disso, o design do Moya traz ganhos de eficiência. A Helisul Drones, divisão de aeronaves remotamente pilotadas do grupo, que operará esses 50 eVTOLs, atua em segmentos de operações altamente especializadas, que exigem equipamentos sofisticados e pessoal altamente qualificado.

"Acreditamos que o Moya eVTOL vai revolucionar o transporte de cargas com maior agilidade e produtividade. A alta capacidade de carga e autonomia de voo do Moya são perfeitos para esse tipo de missão. Sem falar que é um voo limpo, com zero emissão de carbono", disse Humberto Biesuz, superintendente executivo da Helisul.

Moya eVTOL

"Projetamos o Moya eVTOL para atender um amplo espectro de usos logísticos e agrícolas. Temos como objetivo oferecer um transporte de cargas eficiente, com melhor economia e operação sustentável. É o primeiro veículo desenvolvido na América Latina e um novo meio de transporte logístico", disse Alexandre Zaramela, CEO da Moya Aero.

O primeiro Moya eVTOL deverá entrar em serviço até o final de 2025.

"O Moya eVTOL complementa perfeitamente nossa estratégia de frota de drones, operando em um nível único de carga e alcance. Além disso, somos parceiros de desenvolvimento, colaborando do ponto de vista do operador", disse Lucas Fontoura, chefe da divisão de UAS da Helisul Drones.


 

13 outubro, 2024

Com o C-390, Embraer busca preencher lacuna na Força Aérea dos EUA

C-390 no exercício Storm Flag 2024 (USA)

*LRCA Defense Consulting - 13/10/2024

A interrupção da parceria entre a Embraer e a L3Harris que estava vigente desde 2022, foi divulgada, em caráter pioneiro no Brasil, em 15 de julho deste ano, quando esta Consultoria reproduziu uma matéria da Aviation Week.

Ao ser perguntado pela publicação "Se você quiser vender o KC-390 nos EUA, você terá que desenvolver um boom. Você está preparado para fazer isso?", o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, respondeu: "Ainda acreditamos que este avião-tanque ágil é uma boa opção, mas também estamos olhando para outras oportunidades. Temos um projeto estratégico para os EUA. Estamos reforçando nossa equipe de defesa nos EUA para ver o que podemos fazer para introduzir o C-390 na Força Aérea ou Marinha ou qualquer outra oportunidade. O C-390 pode ajudá-los muito a melhorar a eficiência e produtividade da frota. Para o avião-tanque, estamos considerando desenvolver o boom, se necessário. Agora estamos explorando outras oportunidades nos EUA que podem nos ajudar a introduzir a aeronave e desenvolver o boom. Não estamos mais trabalhando com a L3Harris". 

No último dia 11, a Breaking Defense, em matéria assinada por Michael Marrow e Valerie Insinna, trouxe mais luz ao assunto ao conversar com Bosco da Costa Junior, CEO de Defesa & Segurança da gigante brasileira, com Frederico Lemos, diretor comercial de defesa da empresa, e com Tim Walton, um membro sênior do Hudson Institute, como pode ser constatado nos principais trechos transcritos a seguir.

Quando a parceria L3Harris foi anunciada, a Força Aérea ainda estava buscando uma estratégia de reabastecimento de três frentes conhecida como KC-X, KC-Y e KC-Z. O serviço agora abandonou esse plano em favor de uma potencial compra limitada de aviões-tanque prontos para substituir os antigos KC-135s, que seriam então seguidos pelo avião-tanque NGAS.

Oportunidade para a Embraer no curto prazo
A compra limitada, apelidada de programa de Recapitalização do KC-135 Tanker, tem sido amplamente vista como uma briga de cães entre a Boeing e a Airbus. Mas os planos de mudança de avião-tanque da Força Aérea abriram uma oportunidade para a Embraer também no curto prazo, de acordo com Frederico Lemos, diretor comercial de defesa da empresa.

“Estamos olhando para o programa de recapitulação”, disse Lemos. “E acreditamos que pode haver um espaço também na recapitulação.”

O C-390 “é uma aeronave multifunção altamente capaz”, disse Tim Walton, um membro sênior do Hudson Institute, em uma entrevista com a Breaking Defense. Ainda assim, Walton observou que a aeronave teria que superar alguns desafios para conquistar a Força Aérea dos EUA.

No lado do transporte aéreo, Walton disse que o Millennium teria que lidar com a incumbência do C-130J construído pela Lockheed Martin, que desfruta de vantagens como infraestrutura existente e pipelines de treinamento. E no lado do reabastecimento, o C-390 tem uma “capacidade de combustível relativamente baixa em comparação com um KC-46 ou muitas outras opções de NGAS”, enquanto também tem uma assinatura de radar maior em comparação com outros candidatos potenciais de NGAS, disse ele.

“Para a Força Aérea considerar o C-390 ou o KC-390 para o Programa de Recapitalização do KC-135 Tanker, ela provavelmente precisaria revisar os parâmetros de desempenho que está buscando”, observou Walton. Apesar das consideráveis ​​capacidades multifuncionais da aeronave, “não acho que ela descarregaria combustível suficiente em raios relevantes para atender aos parâmetros de desempenho desejados.

Missões de mobilidade de nicho

Ainda assim, Walton vê opções para a Embraer enquanto ela comercializa o C-390 nos EUA: “Dito isso, o C-390 poderia atender a missões de mobilidade de nicho e complementar os C-130s e C-17s da Força Aérea”, acrescentou.

A Embraer já tem uma presença significativa nos EUA, com da Costa observando que o C-390 já está em conformidade com o Buy America Act. Mas a empresa está procurando expandir sua presença nos EUA, inclusive buscando estabelecer uma linha de montagem final nos Estados Unidos para o avião de transporte, de acordo com da Costa.

Para a recapitulação do KC-135 e NGAS, da Costa enfatizou que a Embraer está posicionando o C-390 para estar pronto assim que os EUA precisarem dele. Isso inclui elaborar planos para equipar o Millennium com um boom, o que ele disse ter se mostrado "viável" com base nos estudos da Embraer, embora ele tenha dito que nenhuma produção em um sistema de boom começou.

C-390: um avião pronto agora para adicionar capacidades à USAF agora
“O que estamos tentando preencher é uma lacuna que a Força Aérea dos EUA tem agora com um avião que está pronto”, disse da Costa. “Então é isso que estamos tentando lançar, em certo sentido, para preencher a lacuna agora. Para adicionar capacidades agora.”

Legado Usinagem é certificada como Empresa Estratégica de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 13/10/2024

A Legado Usinagem, fundada em 2014 e com sede em São José dos Campos (SP), é mais uma empresa que recebeu recentemente a certificação de Empresa Estratégica de Defesa.

Desenvolvendo e fabricando máquinas, ferramentais e peças usinadas de alta precisão, a Legado participa do programa aeroespacial brasileiro produzindo peças para foguetes como envelope motor, empenas, tubeiras entre outros. Sua expertise permite produzir componentes críticos, como os envelopes motores do Foguete VSB-30.

A empresa é certificada nas normas de gestão da qualidade ISO 9001 e AS 9100D, garantindo a qualidade e confiabilidade dos seus processos e produtos.

A Legado Usinagem despontou como referência na produção para setores de alta tecnologia como aeronáutico, eólico e espacial, sendo a única empresa nacional a desenvolver integralmente o processo de manufatura de propulsor (envelope motor) para foguetes.

A Legado Usinagem mantém uma infraestrutura moderna e bem equipada para atender aos desafios mais complexos e exigentes do mercado. Com engenharia própria, está preparados para oferecer soluções de engenharia completas e personalizadas, garantindo precisão e qualidade em cada etapa do processo produtivo.

Seu parque industrial conta com 2.000m² de área construída e dispõe de maquinário de ponta para setores de alta complexidade e projetos personalizados. Sua estrutura permite oferecer soluções de engenharia completas, sendo uma das poucas empresas brasileiras a realizar o processo turnkey. Nele, desenvolve o projeto de engenharia, estuda a melhor solução, produz os componentes, realiza o controle de qualidade e faz a gestão até a realização do try-out.

Sua infraestrutura inclui centros de usinagem de 3 eixos e 5 eixos simultâneos de até 3.000mm, tornos CNC com ferramenta acionada e caldeiraria de precisão. Conta também com uma sala de metrologia altamente equipada com máquina de medição por imagens, Laser Tracker, Tridimensional CNC, braço de medição tridimensional, durômetro e instrumentos diversos para as mais diferentes geometrias.

Todos os projetos são inicialmente desenvolvidos pela sua engenharia de desenvolvimento utilizando o ambiente CATIA. Em seguida, são encaminhados para a engenharia de manufatura, onde os processos são meticulosamente elaborados. Dessa forma, está apta a produzir peças sob encomenda, conforme especificações dos clientes, e também a desenvolver projetos de engenharia focados em soluções especializadas.

Máquina de Medição por Imagem Optiv Lite

Além disso, a empresa se destaca pelo uso de sistemas integrados de gestão como ERP, MRP e MES, permitindo o planejamento e controle eficientes de todos os processos administrativos e de produção. Esses sistemas proporcionam maior controle e qualidade em seus processos, garantindo a rastreabilidade do produto e a otimização dos recursos.

Mais do que apenas oferecer serviços de qualidade em usinagem, a Legado Usinagem se define como uma parceira estratégica de seus clientes, desenvolvendo, projetando ou produzindo produtos requisitados, reduzindo custos e adequando soluções às necessidades de cada demanda.

12 outubro, 2024

Força Aérea Indiana tem decisão crítica: investir em caças avançados ou em multiplicadores de força?

As necessidades urgentes da Força Aérea Indiana devem acelerar a megalicitação de até 80 aviões de transporte, onde o C-390 Millennium da Embraer é um fortíssimo candidato, haja vista poder cumprir também missões de reabastecimento aéreo tático e outras, constituindo-se em um multiplicador de forças mais poderoso e flexível que seus concorrentes (C-130J e A-400).

Imagem meramente ilustrativa (LRCA)


*Indian Defence Rearch Wing - 08/10/2024

À medida que a Força Aérea Indiana (IAF) enfrenta desafios de segurança em um ambiente geopolítico complexo, ela deve tomar uma decisão estratégica — se deve continuar a busca pelo programa de Aeronaves de Caça Multifuncionais (MRFA), para expansão de capacidade de curto prazo, ou para expandir investimentos de longo prazo em programas de motores nativos, multiplicadores de força e infraestrutura crítica.

A nova liderança da IAF, como seus antecessores, tem defendido consistentemente a necessidade de mais esquadrões de caça. No entanto, sem sistemas de suporte robustos como plataformas de alerta aéreo, reabastecimento aéreo e programas avançados de motores, focar apenas no número de caças pode deixar a Força despreparada para conflitos futuros.

Programa MRFA
O programa MRFA, que prevê a aquisição de 114 caças avançados de fabricantes estrangeiros, tem sido um tópico constante de discussão entre os Chefes do Estado-Maior da Aeronáutica (CAS) da IAF nos últimos anos. A ideia por trás do programa é abordar um número decrescente de esquadrões de caça e melhorar as capacidades de combate da IAF. No entanto, apesar de várias declarações públicas, o programa viu pouco progresso tangível, em grande parte devido a restrições orçamentárias, processo de aquisição complexo e prioridades de defesa concorrentes.

A IAF atualmente opera 31 esquadrões, significativamente abaixo da força sancionada de 42. O MRFA é visto como uma resposta rápida para esse déficit, prometendo preencher sua lacuna com aeronaves de nova geração que podem executar várias funções, desde superioridade aérea até ataques terrestres. No entanto, o custo de aquisição e manutenção de caças de fornecedores estrangeiros é imenso, potencialmente desviando fundos de outras áreas críticas que terão um impacto maior a longo prazo na eficácia operacional da IAF.

Motores nativos
Uma área em que a IAF poderia causar um impacto mais profundo a longo prazo é pressionando o Ministério da Defesa (MoD) a investir em programas de motores nativos. Um motor a jato nativo capaz permitiria à Índia se libertar de sua dependência de fornecedores estrangeiros e melhorar a autossuficiência da IAF. O programa atual de motores Kaveri e suas iterações fizeram pouco progresso, mas com investimento e foco sustentados, eles poderiam eventualmente alimentar futuras gerações de caças como o Advanced Medium Combat Aircraft (AMCA) e o Tejas Mk II.

Forças aéreas modernas dependem fortemente de multiplicadores de força
Embora aumentar a contagem de esquadrões de caça seja, sem dúvida, importante, o foco nessa única métrica corre o risco de simplificar demais a necessidade de capacidade mais ampla da IAF. O campo de batalha contemporâneo exige mais do que apenas números — as forças aéreas modernas dependem fortemente de multiplicadores de força, como sistemas de alerta e controle antecipados aerotransportados (AEW8C), capacidade de reabastecimento aéreo, ativos de guerra eletrônica e sistemas de radar avançados. Com esses facilitadores, até mesmo uma força de caça de 5ª geração pode ser vulnerável, particularmente em um cenário de conflito de pares, onde adversários sofisticados podem explorar lacunas na vigilância, coordenação e resistência.

Atualmente, a IAF opera um número limitado de esquadrões AEW&C, como os sistemas Netra e IL-76 Phalcon, muito aquém do número necessário para fornecer cobertura em toda a Índia e em suas vastas fronteiras. A frota de reabastecedores aéreos da IAF é pequena, limitando a resistência de seus caças em missões de longo alcance. Há pouca discussão na esfera pública sobre o aumento desses ativos críticos, embora sejam indispensáveis ​​em qualquer conflito futuro envolvendo adversários semelhantes, como China ou Paquistão.

É essencial para a IAF, mudar de apenas expandir sua "capacidade", para também 'construir capacidade' por meio desses multiplicadores de força. No caso de um conflito em grande escala, esses ativos são cruciais para garantir que os caças da IAF, independentemente de sua geração, possam operar efetivamente. Aviões de reabastecimento aéreo, AWACS, aeronaves de guerra eletrônica (EVV) e sistemas não tripulados são indispensáveis  ​​para fornecer consciência real do campo de batalha, estender os alcances de combate e aumentar a capacidade de sobrevivência do caça.

Com a atual situação geopolítica na região do Indo-Pacífico, onde a China está rapidamente modernizando sua força aérea e aprimorando seus próprios multiplicadores de força, é imperativo que a Índia não fique para trás. Em vez de se fixar na contagem de esquadrões, a IAF deve pressionar o MoD para afrouxar os cordões da bolsa para afinar esses vitais sistemas e infraestrutura, que farão uma diferença significativa em qualquer conflito futuro de alta intensidade.

Além disso, investir em instalações de teste de ponta, simuladores e sistema de armas avançados daria à IAF uma vantagem em treinamento e prontidão operacional. Tais investimentos também apoiariam o ecossistema de fabricação de defesa mais amplo da Índia, contribuindo para as metas de autossuficiência e desenvolvimento de tecnologia sob a iniciativa Atrnanithar Bharat (Índia Autossuficiente).

Encruzilhada crítica

A IAF está em uma encruzilhada crítica. Ela pode continuar e perseguir ganhos de curto prazo ao se concentrar no programa MRFA, um movimento que sem dúvida melhorará sua contagem de esquadrões de caça, mas que pode deixá-la exposta em áreas que realmente determinam a eficácia do poder aéreo moderno. Ou pode dar o passo ousado de priorizar multiplicadores de força, programas de motores e investimentos em infraestrutura que podem não gerar resultados imediatos, mas proporcionarão vantagens duradouras nos próximos anos

WEG inaugura novo parque industrial em Portugal com área total superior a 10 hectares


*Jornal do Ave - 11/10/2024

A WEG Portugal inaugura o seu novo parque industrial, marcando uma nova fase para a empresa, após 22 anos na Maia. A inauguração será no dia 17 de outubro e contará com a presença do CEO do Grupo WEG, do Embaixador do Brasil, do Presidente da AICEP e do presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, destaca um investimento total de 38,5 milhões de euros nas novas instalações.

A construção da fábrica Low Voltage Solutions Center, que representa um investimento inicial de 15 milhões de euros, foi seguida pela expansão com a nova fábrica High Voltage Solutions Center, que acrescenta 23,5 milhões de euros ao projeto. Com uma área total superior a 100 mil metros quadrados, o novo parque reforça a posição da WEG como o único fabricante de motores e variadores de frequência de média e alta tensão em Portugal.

A WEG Portugal, que começou com 154 colaboradores em 2002 e hoje conta com mais de 800, está comprometida em fortalecer a sua presença no país, contribuindo para o desenvolvimento econômico e a criação de empregos na região. O grupo, que possui uma faturação superior a 34 mil milhões de euros e operações em 17 países, também enfatiza a sua dedicação à pesquisa e desenvolvimento para atender à crescente procura por soluções tecnológicas avançadas.

Exército coordena maior Exercício Cibernético do Hemisfério Sul


*Centro de Comunicação Social do Exército - 11/10/2024

O Exercício Guardião Cibernético 6.0 (EGC 6.0), maior Exercício Cibernético do Hemisfério Sul, a ser realizado entre 14 e 18 de outubro de 2024, representa um marco estratégico na proteção das infraestruturas críticas do Brasil. Sob a coordenação do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), o evento reunirá representantes de setores prioritários em um esforço coordenado para enfrentar ameaças cibernéticas crescentes. Este exercício ocorrerá simultaneamente na Escola Superior de Defesa, em Brasília, e no Comando da 2ª Divisão de Exército, em São Paulo, promovendo simulações construtivas e virtuais. Essas simulações permitirão que Forças Armadas, órgãos parceiros e representantes de infraestruturas críticas, como água, energia e comunicações, trabalhem em conjunto para desenvolver soluções estratégicas e avaliar a capacidade de defesa contra ataques simulados, impedindo, assim, sério impacto social, ambiental, econômico, político, internacional ou à segurança do Estado e da sociedade.

As atividades do EGC 6.0 encontram-se previstas no Plano Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas, ampliando a capacidade operacional das Forças Armadas e promovendo a colaboração conjunta entre a administração pública federal, o setor privado, a academia e a sociedade em geral. O exercício não apenas estabelece um precedente para futuras ações de defesa cibernética nacional, mas também destaca o compromisso do Exército Brasileiro em expandir colaborações interagências e integrar novas tecnologias para aprimorar as capacidades de defesa do Brasil. A continuidade desse esforço conjunto promete um futuro em que a segurança cibernética é uma prioridade nacional, com planos para novos exercícios e treinamentos que envolvam uma participação ainda mais ampla de setores estratégicos.

A presença de 140 organizações e de representantes de mais de 30 países no exercício simulado proporciona ao Exército Brasileiro a oportunidade de demonstrar seu estado de prontidão, promovendo ações relevantes de preparo e emprego da Força na segurança nacional e na proteção das infraestruturas críticas. Além disso, fortalece a colaboração internacional e aprimora as capacidades de defesa cibernética do país. Neste sentido, o Exército Brasileiro, por meio do Exercício Guardião Cibernético 6.0, também colabora para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) e para a pesquisa, desenvolvimento e inovação de Produtos de Defesa (PRODE).

Histórico do Exercício Guardião Cibernético
Desde sua primeira edição em 2018, o Exercício Guardião Cibernético tem crescido em importância e abrangência. Inicialmente focado em setores como o financeiro e nuclear, o evento expandiu para incluir mais instituições e complexidade. A edição de 2023, por exemplo, contou com mais de 700 participantes e 100 organizações, destacando a integração de esforços entre governo, setor privado e academia para aumentar a resiliência cibernética brasileira. A cada edição, o Exercício demonstra a crescente maturidade das instituições brasileiras para lidar com incidentes cibernéticos, reforçando a importância do trabalho colaborativo na proteção das infraestruturas críticas do país. 

11 outubro, 2024

EUA: Taurus lança seu primeiro revólver pronto para competição


 

*LRCA Defense Consulting - 11/10/2024

A Taurus, líder renomada na indústria de armas de fogo, anunciou ontem (10) o lançamento do Taurus 608 Competition, o primeiro revólver da empresa pronto para competição e para desempenho imediato. Projetado com a contribuição de atiradores de competição de alto nível e construído para entusiastas de tiro competitivo, o Taurus 608 Competition oferece a precisão e a confiabilidade necessárias para competições de revólver USPSA ou ICORE sem a necessidade de modificações de reposição.

Com capacidade para 8 cartuchos e corte para clipes lunares, este revólver é equipado para lidar com as demandas de tiro rápido e de alta precisão. O que diferencia o 608 Competition é o gatilho personalizado da Taurus, que pode ser ajustado sem a necessidade de um armeiro profissional, oferecendo aos atiradores um nível de personalização raramente visto em armas de fogo prontas para uso. Os atiradores podem fazer ajustes de desempenho com confiança e facilidade, mantendo a renomada garantia vitalícia da Taurus.



Principais características do revólver Taurus 608 Competition:

1. Capacidade para 8 tiros: o Taurus 608 Competition possui um cilindro de 8 tiros, proporcionando maior poder de fogo e dando aos atiradores uma vantagem competitiva tanto no .38 Special +P quanto no .357 Magnum

2. Corte para clipes lunares: projetado para velocidade e eficiência, o revólver é cortado para clipes lunares para garantir recargas rápidas durante a competição.

3. Gatilho com ajuste personalizado: exclusivo da Taurus, o gatilho com ajuste personalizado é facilmente ajustável pelo usuário — sem anular a garantia vitalícia. Os atiradores podem ajustar o gatilho para obter o desempenho ideal no campo de tiro.

4. Pronto para USPSA e ICORE: o 608 Competition é totalmente equipado para categorias competitivas de revólveres, o que o torna a escolha ideal tanto para competidores experientes quanto para novatos que buscam uma opção de alto desempenho.

5. Mira frontal de fibra óptica verde e mira traseira ajustável. Além disso, a mira traseira é removível e aceita montagens ópticas de reposição. 

6. Cano de 6 polegadas, comprimento total de 11,37 polegadas e peso total de 51 onças (1,44 Kg), descarregado.

7. Quadro, cilindro e cano em aço inoxidável, com acabamento fosco.

O que realmente diferencia o Taurus 608 Competition é seu valor inigualável. Enquanto outros revólveres prontos para competição podem exigir atualizações e personalização caras, o 608 Competition oferece tudo o que você precisa em um pacote total — sem sacrificar a qualidade ou o desempenho.

O preço sugerido do novo Taurus 608 Competition é de US$ 1.015,99, um valor que provavelmente ficará abaixo dos três dígitos entre os varejistas. 


 


10 outubro, 2024

MCTI, Finep e Embraer firmam acordo de R$ 126,7 milhões para pesquisa em aviação sustentável e tecnologias inovadoras


*LRCA Defense Consulting - 10/10/2024

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Embraer assinaram, nesta quinta-feira (10), um acordo de investimento de R$ 126,7 milhões para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à aviação sustentável. O anúncio ocorreu durante a visita da ministra Luciana Santos à sede da Embraer, em São José dos Campos (SP), ao lado do presidente e CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto e do presidente da Finep, Celso Pansera.

A FINEP utilizará recursos não reembolsáveis de subvenção econômica do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para realizar 50% do aporte. A outra metade virá integralmente como contrapartidas da Embraer.

Entre as prioridades estão o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e de alta complexidade, que permitirão projetar e fabricar asas de alta eficiência aerodinâmica e estrutural em material compósito. Também consta no escopo do projeto o estudo da viabilização de tecnologias associadas à sistemas autônomos, com ênfase em segurança e redução de carga de trabalho da tripulação. A prontidão tecnológica dessas duas frentes de pesquisa tem potencial de permitir no futuro o desenvolvimento de aeronaves mais leves, eficientes e com menores emissões de carbono.

O projeto foi aprovado por meio de chamada pública do “Mais Inovação Brasil”, maior programa de apoio à inovação da história do governo federal, que busca a promoção da reindustrialização nacional, com foco nas missões prioritárias de promover o direito à saúde e à segurança sanitária, a transformação digital, a transição energética e a defesa nacional.  

A ministra Luciana Santos destacou a parceria para o desenvolvimento da soberania nacional. “A Embraer é um exemplo do impacto que a inovação pode gerar quando o conhecimento científico se alia ao investimento público. Essa parceria representa o que podemos fazer quando unimos a inteligência brasileira ao estímulo estatal”, enfatizou.

O presidente e CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, também reforçou a importância do projeto. “"As inovações tecnológicas geradas por este projeto pavimentarão o caminho para que a indústria aeroespacial brasileira assuma maior protagonismo global. Com o acúmulo de conquistas em pesquisa e desenvolvimento, estamos preparados para acelerar o futuro da aviação sustentável do futuro”.


Parceria de sucesso

A parceria entre Embraer e MCTI/Finep, que começou em 2006, já resultou em diversos projetos de inovação, como o desenvolvimento de satélites por meio da Visiona, coligada da Embraer. O uso de subvenção econômica para a inovação é uma prática comum em países desenvolvidos e segue as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de fortalecer a competitividade e inovação das empresas brasileiras.

O acordo representa mais um passo para o Brasil na corrida pela aviação sustentável e reafirma o compromisso do governo federal com o avanço tecnológico e a sustentabilidade no setor industrial.

O presidente da Finep, Celso Pansera, enfatizou a longeva parceria com a Embraer: “A Embraer é historicamente a empresa mais apoiada pela Finep e seguirá contando com nossos recursos para enfrentar os desafios da aviação do futuro. Foram mais de R$ 1 bilhão ao longo de 18 anos em recursos para o desenvolvimento de projetos que contribuem para uma maior sustentabilidade da aviação”, finalizou.

E-Freighter da Embraer recebe certificação da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA)


*LRCA Defense Consulting - 10/10/2024

O E-Freighter E190F, jato de passageiros da Embraer convertido para cargueiro, foi certificado pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês). A aeronave e o Sistema de Carregamento de Carga, desenvolvidos pela U.S. Cargo Systems, receberam a certificação da FAA em setembro de 2024. Em julho, o E-Freighter foi certificado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), e a certificação da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) está prevista até o fim do ano. O jato foi desenvolvido para preencher uma lacuna no mercado de transporte aéreo de cargas, se tornando uma alternativa de substituição de aeronaves mais antigas e menos eficientes.  

O programa E190F foi lançado em maio de 2022 e projetado para atender às operações e demandas dinâmicas do e-commerce, que exigem entregas mais ágeis e descentralizadas. O E-Freighter realizou o seu voo inaugural em abril e sua primeira exibição pública ocorreu em julho, durante o Farnborough Airshow.   

“A certificação da FAA é um marco importante do nosso programa de conversão para jatos cargueiros e estamos entusiasmados com a entrada nesse mercado. Trabalharemos para atender a necessidade global por entregas mais ágeis, tanto em áreas metropolitanas quanto nas demais regiões. Contando com a presença internacional dos E-Jets nos Estados Unidos e em outros países, ofereceremos soluções otimizadas aos nossos clientes em um mundo conectado”, afirma Martyn Holmes, Diretor Comercial da Embraer Aviação Comercial.  

Os E-Jets cargueiros terão capacidade 40% maior de volume e três vezes mais alcance quando comparados a turboélices de carga de maior porte, além de custos operacionais até 30% menores do que aeronaves narrowbodies. Combinando os compartimentos de carga inferior e superior, a carga útil estrutural máxima do E190F é de 13.150 kg.  

Taurus está entre as 40 maiores empresas do Rio Grande do Sul


*LRCA Defense Consulting - 10/10/2024

A Taurus, Empresa Estratégica de Defesa e maior vendedora de armas leves do mundo, está entre as 500 maiores empresas do Sul do Brasil, ocupando a 105ª colocação no ranking regional, elaborado pelo Grupo Amanhã em parceria com a PWC. 

Das 100 maiores empresas do Rio Grande do Sul, a fabricante aparece entre as 50 gigantes do Estado, em 39º lugar no ranking geral. 

A companhia também obteve ótimo desempenho alcançando a 47ª posição em Receita Líquida e 35° lugar em Patrimônio Líquido do Rio Grande do Sul. 

A cerimônia de premiação aconteceu no dia 9 de outubro de 2024, no NAU Live Spaces, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Com uma estrutura operacional eficiente e moderna, a Taurus segue investindo em pesquisa & desenvolvimento de novos produtos, materiais e tecnologias, de modo a reforçar a sua posição como empresa inovadora, que oferece ao consumidor produtos de qualidade a preços competitivos. 

A companhia tem uma equipe dedicada a acompanhar as necessidades do mercado, bem como voltada a monitorar continuamente as oportunidades que se apresentam. A empresa registrou resultado positivo em 2023, mesmo considerando uma conjuntura menos favorável do mercado, com as vendas no Brasil interrompidas em função da falta de regulamentação. 

A estrutura desenvolvida na Taurus nos últimos anos criou uma empresa com sólidos fundamentos, conforme traçado em seu planejamento estratégico. Essa estrutura permitiu encerrar o exercício com margem bruta superior à de empresas internacionais do setor, como tem ocorrido de forma recorrente. 

A Taurus é a líder mundial na fabricação de revólveres e uma das maiores produtoras de pistolas do mundo, além de ser a maior vendedora de armas leves no mundo e a marca mais importada no exigente e competitivo mercado dos Estados Unidos. 

É pioneira na área de segurança e defesa no mundo a adotar a pauta ESG (sigla em inglês para “ambiental, social e governança corporativa”) e a emitir um Relatório de Sustentabilidade, visando trazer impactos positivos para a sociedade, para o meio ambiente e para os negócios. A empresa segue focada em desenvolver ações baseando-se nos pilares de desenvolvimento de pessoas, investimentos em tecnologia e inovação e engajamento em um ambiente colaborativo, consolidando os critérios ESG em seus projetos, processos e decisões estratégicas para resultados sólidos a longo prazo, visando impulsionar um futuro mais resiliente, equitativo e sustentável para todos. 

“A Taurus é uma multinacional com origem gaúcha, sediada em São Leopoldo, que emprega cerca de 2.200 pessoas no estado do Rio Grande do Sul, movimenta uma grande cadeia de fornecedores que geram milhares de empregos indiretos, e exporta seus produtos com alto valor agregado para mais de 100 países, impulsionados pela inovação, tecnologia e pelos avanços da Indústria 4.0. Em 2023 foram mais de R$ 883 milhões em exportação. Não por acaso, a Taurus está entre as principais empresas que movimentam a economia e que são protagonistas do empreendedorismo na região Sul. É um orgulho e uma honra estarmos entre as 100 Maiores do Rio Grande do Sul e contribuir com o país”, afirma Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus. 

O anuário “500 Maiores do Sul” é elaborado a partir dos balanços das empresas com sede, origem ou operação relevante na região Sul do Brasil. As demonstrações contábeis são relativas ao ano de 2023. O ranking utiliza uma metodologia exclusiva desenvolvida pela parceria entre o Grupo AMANHÃ e a PwC Brasil, o Valor Ponderado de Grandeza (VPG) –, resultado da soma de 50% do patrimônio líquido, 40% da receita líquida e 10% do resultado líquido – lucro ou prejuízo – do exercício.

Empresa brasileira desenvolve monóculo capaz de captar o calor emitido pelo corpo


*Revista Fapesp, por Yuri Vasconcelos - 05/10/2024

Um dispositivo óptico que permite que forças militares, policiais e de segurança identifiquem a presença de pessoas, animais, instalações e veículos em condições adversas de luminosidade, apenas pelo calor que emitem, foi desenvolvido pela empresa brasileira especializada em sistemas optrônicos Opto Space & Defense, pertencente ao Grupo Akaer. Sediada em São José dos Campos, a Akaer tem como foco a fabricação de estruturas, equipamentos e sistemas para os setores aeroespacial e de defesa. O monóculo de imagem térmica Olhar, primeiro do gênero criado por uma companhia nacional, foi projetado a partir de requisitos definidos pelo Exército brasileiro. Um primeiro lote com 21 aparelhos foi homologado em agosto, após mais de um ano em testes pela força militar.

“O Olhar foi projetado para ser um equipamento robusto, leve e com dimensões reduzidas. Esse desenvolvimento demonstra que o país detém o conhecimento de visão termal e pode fabricar seus próprios equipamentos. Com ele, ficamos independentes de questões geopolíticas que dificultam a aquisição desses aparelhos pelas Forças Armadas brasileiras”, afirma o engenheiro eletrônico Cláudio Carvas, diretor-presidente da Opto Space & Defense. O projeto, iniciado há mais de 15 anos, foi feito em parceria com o Centro de Tecnologia do Exército (CTEx) e recebeu apoio, em seu estágio inicial, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Menos de 10 países do mundo, entre eles China, Estados Unidos, França, Israel e Reino Unido, dominam a tecnologia de fabricação de monóculos de visão termal para uso militar – e quem tem essa capacidade restringe a comercialização dos dispositivos.

“A visão termal é fundamental para quem entra em guerra. Especialistas em defesa costumam dizer que o soldado brasileiro é cego, porque guerra de dia a gente só vê no cinema. O conflito real acontece à noite, quando as dificuldades são grandes e equipamentos como o monóculo criado pela Akaer são essenciais”, sustenta o físico Jarbas Caiado de Castro Neto, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), que não participou diretamente do desenvolvimento.

Dispositivos como o Olhar detectam a radiação infravermelha, associada ao calor, emitida pelo corpo humano ou por objetos, e a convertem em uma imagem visível. Para isso, são dotados de sensores, normalmente feitos de silício amorfo ou óxido de vanádio, capazes de captar a emissão de radiação térmica dos corpos. A radiação infravermelha detectada é convertida em sinais elétricos que, por sua vez, são processados dando origem a uma imagem térmica em que diferentes cores ou tons representam diferentes temperaturas. Essa imagem é exibida em um display.

O monóculo criado pela Opto Space & Defense poderá ser usado não apenas em operações militares, mas também em missões de resgate para localizar pessoas, animais e objetos quentes em condições de pouca ou nenhuma visibilidade, como em ambientes com fumaça, poeira e nevoeiro. “O dispositivo detecta partes quentes em uma imagem, seja numa operação noturna ou diurna. Essa é sua grande função”, diz Carvas. “Na maioria das aplicações, o Olhar pode ser utilizado para aumentar a capacidade de observação do usuário.”

Com cerca de 800 gramas e 155 milímetros (mm) de comprimento por 72 mm de largura e 67 mm de altura, o Olhar pode ser operado manualmente ou acoplado a capacetes, fuzis e metralhadoras. Diferentemente da maioria dos concorrentes internacionais, o dispositivo brasileiro tem duas opções de lentes intercambiáveis, com distâncias focais de 14 mm (modelo básico) e 54 mm (modelo Caçador), que aproxima mais a imagem.

Modelo avançado
Carvas explica que o Olhar difere dos óculos de visão noturna. Os militares norte-americanos usaram esses últimos na missão de captura e morte do terrorista Osama Bin Laden, no Paquistão, em 2011. “Não é a mesma tecnologia. Óculos de visão noturna são intensificadores de luz, ou seja, captam uma luz mínima existente no ambiente e a amplificam para formar uma imagem. O monóculo termal independe da luz ambiente.”

De acordo com a Akaer, que este ano se tornou a primeira empresa brasileira do setor aeroespacial a obter o status de fornecedora global de nível 1, ou Tier 1 (ver box), o monóculo se vale do que há de mais avançado em termos de microeletrônica, mecânica de precisão e óptica. “O projeto óptico das objetivas termais e ocular garante elevado desempenho que se traduz em imagens com alto contraste e baixa distorção”, afirma o executivo da Opto Space & Defense.

Na área de eletrônica, foram desenvolvidas placas de circuito impresso com dimensões reduzidas contendo componentes com encapsulamentos muito pequenos. Também foram utilizados módulos de processamento e um microdisplay com tecnologia Oled, que usa diodos orgânicos emissores de luz, além de um sensor termal de alta resolução, comprado no exterior.

“Para a estrutura mecânica, foi necessário projetar e fabricar o corpo do monóculo em dimensões reduzidas, de forma que ele pudesse abrigar e garantir a segurança dos componentes internos”, informa Carvas. “O conjunto mecânico teve que assegurar o alinhamento óptico do sensor termal e da objetiva, sem o qual a imagem não teria boa resolução e nitidez.” A robustez do sistema foi outro pré-requisito estabelecido pelo Exército. O monóculo resiste por 30 minutos dentro d’água e saiu-se bem nos testes de resistência ao choque, conforme a Akaer.

“Trata-se de uma tecnologia desafiadora”, reconhece Castro Neto, do IFSC-USP, que acompanhou o projeto de uma primeira versão do monóculo. Batizado de VDN X-1, ele começou a ser projetado em 2007 nos laboratórios da startup Opto Eletrônica, de São Carlos, da qual o físico foi um dos criadores. Em 2016, a divisão Espaço e Defesa (E&D) da empresa foi comprada pela Akaer e rebatizada de Opto Space & Defense. Três anos depois, o projeto do monóculo foi retomado.

Desenhar e fabricar lentes de visão termal, assim como planejar sua eletrônica, é uma tarefa considerada das mais complexas por quem conheceu o projeto. “Diferentemente das lentes para câmeras no espectro visível, as termais precisam ser feitas de materiais muito específicos, como sulfeto de zinco, silício e germânio, cuja disponibilidade é limitada. O design do sistema óptico é intrincado e precisa ser projetado para anular aberrações cromáticas, distorções e outros problemas, a fim de que se tenha uma imagem precisa”, diz o pesquisador da USP.

Procurado por Pesquisa FAPESP, o Exército limitou-se a informar, por meio de nota, que “a avaliação do projeto foi encerrada recentemente e o equipamento ainda está em estudos para adoção”. Durante os processos de avaliação técnica e operacional e homologação, foram analisados múltiplos requisitos de desempenho em laboratório e em campo, segundo normas compatíveis com as definidas pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. O lote com 21 aparelhos entregue ao Exército no ano passado foi submetido a testes de suscetibilidade eletromagnética, emissão sonora, resistência a altas e baixas temperaturas, areia, umidade, entre outros.

Ainda não há uma definição sobre quando o monóculo será incorporado ao braço terrestre das Forças Armadas. “Não sabemos quantos aparelhos serão adquiridos nem quando. Mas já recebemos consultas de outros países interessados no equipamento. A venda para o exterior, contudo, depende da autorização do Exército, já que o projeto foi encomendado por ele”, afirma o diretor da Opto Space & Defense.

A Akaer não revela o preço do monóculo. O valor, segundo a empresa, depende de algumas variáveis, como o número de unidades previstas na negociação. Monóculos de imagem térmica já em operação – como os das norte-americanas Teledyne Flir Systems e L3Harris Technologies, uma das fornecedoras do Exército dos Estados Unidos, da britânica BAE Systems e da israelense Elbit Systems – custam a partir de US$ 3 mil e podem superar US$ 20 mil. O valor varia conforme as características do dispositivo, o nível de sofisticação tecnológica, os acessórios, entre outros fatores. “O Olhar será competitivo. Não seremos o mais caro nem o mais barato do mercado”, destaca Carvas.

09 outubro, 2024

Marrocos aposenta C-130 obsoletos e opta pelo C-390 de última geração


*Bulgarian Military, por Boyko Nikolov - 09/10/2024

A Força Aérea Real Marroquina está entrando no futuro com sua decisão de adquirir a aeronave de transporte C-390 Millennium da Embraer. Esta atualização de frota substituirá os antigos aviões C-130 que têm servido o Marrocos por vários anos. Juntar-se às fileiras de países como Brasil, Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, Coreia do Sul, República Tcheca, Emirados Árabes Unidos e Chile na operação do C-390 foi uma surpresa para muitos analistas.

Enquanto um aceno oficial da Força Aérea Real Marroquina ainda é aguardado, fontes internas destacam que um C-390 exibindo cores e bandeira marroquinas foi recentemente apresentado durante a apresentação oficial do C-390 User Group. À medida que 2024 se desenrola, as negociações entre Marrocos e Brasil sobre a aquisição dessas aeronaves avançadas ganharam um ritmo notável.

Após realizar uma avaliação inicial do C-390 em março, Marrocos rapidamente demonstrou forte interesse nesta aeronave de transporte de ponta. Sua intenção de se tornar parte do grupo de usuários do C-390 sinaliza um ponto transformador enquanto a nação se prepara para eliminar gradualmente sua frota envelhecida de aeronaves Lockheed C-130 Hercules, muitas das quais estão em operação há décadas. As capacidades aprimoradas do C-390 o tornam uma escolha óbvia para os esforços de modernização do Marrocos.

As negociações entre o governo marroquino e a Embraer não são apenas sobre a compra do C-390; elas também estão explorando uma potencial colaboração industrial. Embora a produção local em larga escala não tenha sido confirmada, há fortes indícios de que alguma montagem ou fabricação poderia acontecer no Marrocos. Isso se alinharia à estratégia usual do Brasil de oferecer transferências de tecnologia e acordos de produção conjunta para seus clientes de exportação. Acordos semelhantes com países como Portugal incluíram compartilhamento de tecnologia, sugerindo que o Marrocos pode almejar termos semelhantes para impulsionar suas próprias capacidades industriais.

Em termos de compra, o Marrocos parece focado em substituir algumas de suas antigas aeronaves Hercules, o que implica que o acordo pode envolver vários C-390s. Embora o número exato não tenha sido revelado, especialistas acreditam que o Marrocos pode começar adquirindo pelo menos seis aeronaves, dependendo das discussões em andamento.

Este acordo potencial faz parte do plano maior de modernização da defesa do Marrocos, refletido em seu significativo orçamento de defesa de US$ 12,88 bilhões para 2024. Melhorar as capacidades de transporte aéreo é uma parte crucial desta estratégia, e o C-390 oferece uma solução convincente. Com sua aviônica de última geração, capacidade de carga útil aprimorada e adaptabilidade, é uma atualização ideal do C-130, capaz de executar missões militares táticas e operações humanitárias vitais de forma mais eficiente.

Além de simplesmente adquirir novas aeronaves, este acordo destaca a ambição do Marrocos de diversificar suas parcerias de defesa. Ao colaborar com a Embraer, o Marrocos não busca apenas tecnologia de ponta, mas também visa colaboração industrial que pode elevar seu setor de defesa doméstico. Esta abordagem reflete uma visão estratégica focada em aprimorar as capacidades militares ao mesmo tempo em que forja relacionamentos de longo prazo com influentes players globais de defesa.

O Embraer C-390 Millennium se distingue como uma aeronave de transporte militar moderna e multimissão, projetada para rivalizar com aeronaves de transporte mais estabelecidas, como o Lockheed C-130 Hercules. Com sua engenharia avançada e tecnologias de ponta, ele oferece uma alternativa atraente para nações que buscam modernizar suas frotas com plataformas mais eficientes e adaptáveis.

Equipado com dois motores turbofan IAE V2500-E5, o C-390 fornece um empuxo de 31.330 libras, atingindo velocidades máximas de 870 km/h [470 nós]. Isso o torna significativamente mais rápido do que o C-130, um atributo essencial para missões táticas onde a velocidade é crucial. A aeronave possui um alcance operacional superior a 6.000 km [3.200 milhas náuticas] sem carga útil e cerca de 2.800 km [1.500 milhas náuticas] quando totalmente carregada, oferecendo alcance notável para operações militares e humanitárias.

Uma das qualidades de destaque do C-390 é sua impressionante capacidade de carga útil, colocando-o à frente na categoria de transporte aéreo médio. Ele pode transportar até 26 toneladas métricas, o que equivale a cerca de 57.320 libras, sejam veículos, helicópteros ou tropas. O compartimento de carga da aeronave é projetado para carregamento e descarregamento rápidos com sua fuselagem expansiva, rampa traseira e capacidade de gerenciar cargas superdimensionadas, oferecendo uma vantagem crucial durante operações de socorro de emergência ou mobilizações de tropas em cenários de crise.

O conjunto de aviônicos do C-390 é notavelmente avançado, ostentando um sistema de controle de voo fly-by-wire que facilita a carga de trabalho do piloto e aumenta a eficiência geral. O cockpit apresenta aviônicos Rockwell Collins Pro Line Fusion, completos com grandes telas sensíveis ao toque que melhoram a consciência situacional e dão suporte à coordenação superior da missão. Este sistema facilita o voo preciso de baixo nível, essencial para missões de transporte tático que envolvem pouso em campos acidentados e despreparados ou zonas de combate.  

Versatilidade é outra característica fundamental do C-390. Ele pode ser rapidamente reconfigurado para uma variedade de missões, como evacuação médica, combate a incêndios, reabastecimento em voo [em sua variante KC-390], busca e resgate e entrega aérea. Essa adaptabilidade o torna um recurso inestimável para forças aéreas que precisam de um burro de carga multiuso. Notavelmente, sua capacidade de reabastecimento em voo aumenta seu alcance operacional e é crucial para dar suporte a forças aéreas aliadas ou operações de helicópteros em missões estendidas.

Quando se trata de durabilidade e facilidade de manutenção, o C-390 é projetado para ser resistente e econômico. Ele ostenta intervalos de manutenção mais longos do que muitos de seus rivais, o que se traduz em redução de tempo de inatividade e despesas operacionais durante toda a vida útil da aeronave. De acordo com a Embraer, a aeronave mantém uma alta taxa de disponibilidade, garantindo que esteja sempre pronta para a ação, mesmo nas condições desafiadoras que muitas forças aéreas encontram.

No geral, o C-390 Millennium oferece uma mistura atraente de velocidade, versatilidade e aviônicos modernos. Isso o torna uma escolha sólida para nações que buscam aprimorar suas capacidades de transporte aéreo tático. Sua tecnologia avançada, adaptabilidade operacional e menores custos de ciclo de vida o tornam um forte concorrente no mercado internacional de transporte militar. Isso é particularmente verdadeiro para países como Marrocos, que buscam aumentar sua capacidade de defesa e logística estratégica.

Cooperação entre Defesa e CNI fomenta oportunidades para indústria de defesa


*LRCA Defense Consulting - 09/10/2024

O Ministério da Defesa (MD) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do Observatório Nacional da Indústria, celebraram parceria estratégica para utilizar inteligência baseada em dados e evidências. O objetivo é fortalecer a agenda de Defesa e identificar oportunidades para a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) no mercado nacional e internacional. O acordo de cooperação, que tem vigência de seis anos, foi assinado nesta quinta-feira (8), pelo Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o presidente da CNI, Ricardo Alban.  

Durante a cerimônia, o ministro reforçou a importância da parceria com a CNI destacando os estudos do Observatório. “Nós precisamos de dados comparativos para termos argumentos e defender as propostas da Indústria de Defesa e a CNI pode nos dar todas essas informações e os benefícios que BID proporciona ao país”, enfatizou José Múcio.

Ainda durante o evento, o Secretário de Produto de Defesa (Seprod), Heraldo Luiz Rodrigues, informou que, neste mês, as exportações autorizadas de produtos de defesa alcançaram a cifra de US$ 1,6 bilhão (equivalente a R$ 8,8 bilhões na cotação do dia), igualando o patamar histórico da indústria de defesa registrado em 2021. Com as negociações em curso em 2024, o novo recorde de exportações no período de 2014 a 2024 será alcançado este ano. A nova evolução no índice deve-se a fatores como a busca crescente de novas oportunidades comerciais, o potencial competitivo e a capilaridade da BID.

Parceria
Com o objetivo de monitorar e construir cenários sobre temas como: orçamento, financiamento, impacto econômico e social do setor, tecnologia e inovação e mercado nacional e internacional, a iniciativa apoiará o fortalecimento da BIDS. Com a parceria, será possível identificar quais são as necessidades dos países. Já para o mercado interno, o acordo visa gerar mais competitividade, além de priorizar a produção para atender a demandas de públicos específicos, como as Forças Armadas e órgãos da segurança pública do país.  

“Há muito espaço para o desenvolvimento e a expansão da indústria brasileira de defesa nas áreas de cibersegurança, satélites e aeroespacial. São setores estratégicos para o país e para nossa soberania. Este acordo entre a CNI e o Ministério da Defesa vai ajudar a indústria nacional a aproveitar mais e melhor as oportunidades no mercado global, fortalecendo nossa competitividade”, explica o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Outra possibilidade de benefícios para a indústria será a identificação de atividades com maior demanda na área da defesa, listadas por meio da Classificação Nacional de Atividade Econômica (Cnae), que vai permitir mapear as carências no segmento e as tecnologias de interesse do mercado. O Cnae é um instrumento de padronização nacional por meio dos códigos.

O setor de defesa no Brasil   
Um levantamento do Observatório Nacional da Indústria mostra que para cada emprego aberto no setor de defesa, outros três são abertos em outros setores. Os dados também demonstram que a BID representa 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB) e gera 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos no país.

As tecnologias requeridas pela indústria de defesa são capazes de colaborar com diversas outras áreas, como no campo ESG (Ambiental, Social e Governança), monitoramento ambiental e segurança digital, tanto no meio público como privado. Os produtos desenvolvidos pelo setor são capazes de proporcionar o transbordo tecnológico para, também, o uso civil.    

Tecnologias usadas para monitoramento de fronteiras, por exemplo, podem ser usadas também no monitoramento de áreas de preservação ambiental e como apoio para agricultura. Tecidos inteligentes desenvolvidos para fardas militares também já se tornaram um importante aliado para a indústria têxtil. O investimento na indústria de defesa reverbera em outros setores.   

Pelo alto valor agregado dos produtos do setor, quanto melhor o desempenho nas exportações, mais benefícios são distribuídos no encadeamento produtivo brasileiro. Para isso, é preciso fortalecer o financiamento à inovação e ampliar as estratégias de estímulo à pesquisa e desenvolvimento.  

BID
O Ministério da Defesa tem um cadastro de 235 empresas que integram a Base Industrial de Defesa (BID). O portfólio classificado no âmbito da defesa inclui cerca de 1.700 produtos. Entre os itens mais exportados estão aeronaves de asa fixa e rotativa, bem como suas partes e peças, armamentos leves, munições, armamentos não letais e serviços de engenharia em produtos de defesa.

*Com informações do Ministério da Defesa

A-29 Super Tucano se junta à frota de testes da Força Aérea dos EUA


*Defence Blog - 09/10/2024

Um trio de aeronaves A-29 Super Tucano chegou à Base Aérea de Edwards, juntando-se à frota da Escola de Pilotos de Teste da Força Aérea dos Estados Unidos (TPS).

A Força Aérea disse em um comunicado que essa chegada é notável, pois marca a primeira nova designação de aeronave para a escola em quase três décadas. Originalmente adquiridos pelo Comando de Operações Especiais da Força Aérea, esses A-29s foram realocados para Edwards após serem alienados devido a mudanças nos requisitos da missão.

O A-29 Super Tucano foi projetado principalmente como uma aeronave de apoio aéreo aproximado de baixo custo, mas sua integração à frota da Escola de Pilotos de Teste oferece novas oportunidades de treinamento e pesquisa. A decisão de transferir essas aeronaves se alinha com a mudança estratégica mais ampla da Escola de Pilotos de Teste da Força Aérea, que visa desenvolver pessoal de classe mundial, produzir líderes de teste com pensamento crítico e promover pesquisas de ponta para atender às necessidades da Competição Global de Poder.

Michael Banzet, diretor de planos e programas do Centro de Testes da Força Aérea, enfatizou o valor estratégico dos A-29s na expansão das capacidades da Edwards AFB. “A decisão de transferir a aeronave A-29 para Edwards é resultado de uma análise cuidadosa da Escola de Pilotos de Teste e um excelente exemplo de agilidade de comando e colaboração para aproveitar uma oportunidade única e passageira”, disse Banzet. “Isso não apenas redireciona um investimento de US$ 63 milhões do contribuinte, mas também moderniza e expande o currículo do TPS para acelerar o lançamento da capacidade de combate para a USAF.”

A versátil fuselagem e a aviônica moderna do A-29 o tornam ideal para testes de spin e integração com uma gama de sensores e armas multidomínio. A capacidade da aeronave de montar equipamentos externos por meio de vários pilones de asa reduzirá a dependência da TPS em aeronaves T-38 e F-16, aumentando a capacidade da escola de conduzir missões de teste de desenvolvimento.

A chegada dessas aeronaves faz parte da missão em evolução da Escola de Pilotos de Teste da Força Aérea, que se concentra na criação de líderes adaptáveis ​​e no avanço das capacidades de pesquisa. Os A-29s desempenharão um papel crucial nessa missão, permitindo que a escola explore abordagens inovadoras para treinamento de teste de voo e operações multidomínio.

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