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07 janeiro, 2024

Pró-Defesa abre inscrições para projetos de pesquisa científica


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O Ministério da Defesa, por intermédio do Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Defesa Nacional (Pró-Defesa), promove capacitação profissional de alto nível na área de Defesa. As inscrições para o Edital nº 36/2023 estão abertas até o dia 29 de fevereiro e devem ser feitas pelo Sistema de Inscrições da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Sicapes).  

A parceria entre o Pró-Defesa e a Capes, órgão vinculado ao Ministério da Educação, se propõe a apoiar e fortalecer a pesquisa acadêmico-científica na área de Defesa Nacional, com o financiamento de 15 projetos, com investimento total estimado em R$49,5 milhões. Cada projeto receberá até R$3,3 milhões para bolsas e recursos de custeio e de capital. As propostas devem abranger os eixos de economia, tecnologia e gestão de defesa; geopolítica, forças armadas e defesa; estudos estratégicos em defesa nacional; e defesa, desenvolvimento e meio ambiente.

As bolsas são para estudantes, professores e pesquisadores, dentro e fora do país. No Brasil, as modalidades são  mestrado, doutorado, pós-doutorado e professor-visitante estrangeiro e, no exterior, doutorado-sanduíche, pós-doutorado, e professor-visitante sênior e júnior. A divulgação do resultado final está prevista para 4 de junho e a implementação dos projetos aprovados terão início em 1º de julho.

Acesse aqui o edital
Inscrições pelo Sicapes

*Com informações do Ministério da Defesa.

Sobre o aplicativo "Celular Seguro"



*LRCA Defense Consulting - 07/01/2024

Com o objetivo de orientar seus leitores, especialmente aqueles ligados à área de Defesa, sobre o uso do programa "Celular Seguro", esta Consultoria traz as opiniões de dois experts no assunto recentemente veiculadas no LinkedIn.

Embora as matérias não esgotem o assunto, e os autores deixem isso claro, elas trazem preocupações legítimas que, certamente, haverão de ser esclarecidas por quem de direito, a fim de que todos os usuários possam ficar seguros e tranquilos com o uso do app.

Alerta-se também que, conforme as últimas informações divulgadas pela imprensa, uma vez feito o bloqueio do telefone, ainda não há uma forma fácil de desbloquear aquilo que foi bloqueado, mesmo que o aparelho seja recuperado. O desbloqueio é um processo bastante complexo, haja vista que usuário precisará entrar em contato com cada uma das empresas envolvidas com a trava (bancos, operadoras etc.) e seguir o passo a passo para restabelecer o acesso.

Cinco motivos por que eu ainda não uso o app Celular Seguro do Governo

*Fabio Rods (LinkedIn) - 05/01/2024

1) Contradição. Nenhuma organização que oferte produto ou serviço pode ser contraditória. A transparência e a clareza são as regras e, do serviço público, se espera essa clareza e transparência com uma maior firmeza.

No caso do app, ao entrar na loja em que ele está disponível, logo na primeira tela estão expostas duas afirmações: que o app não coleta dados e o que dados coletados não são compartilhados.

Impossível um app não coletar dados.

Quanto ao compartilhamento, isso seria o esperado; todavia, ao estudar o aviso de privacidade, temos a afirmação que sim, os dados pessoais não só são coletados como também são compartilhados, contradizendo a informação inicial, e mais ainda, o Ministério da Justiça se reserva ao direito de compartilhar esses dados, no futuro, com quem ele quiser, dependendo unicamente da decisão unilateral do MJ.

2) Não é o que promete (ainda). Conforme Hiago Kin pontua muito bem em seu post no LinkedIn, o qual indico leitura, hoje (hoje) o app apenas bloqueia o IMEI do celular, e as pessoas sequer sabem o que isso significa. Explicando: o aparelho fica impedido de usar a rede móvel, o 3G ou 4G (ou o 5G), só isso. No wi-fi, permanece funcionando normalmente, inclusive todos os outros app.

3) Não dá o exemplo. O app, no meu entendimento, não está adequado à LGPD. Hiago também relaciona que o app concede ao Governo o acesso à sua localização e o cruzamento de dados entre o seu número de telefone com os nomes de usuário das suas redes sociais, e-mails e contas de banco. Não há clareza nisso, na finalidade e necessidade, violando os princípios da LGPD.

Lembra do tal compartilhamento quando o MJ quiser? Então, isso também viola a LGPD porque não deixa claro o que essas futuras organizações “parcerias" farão com esses dados pessoais. O Governo deveria dar o exemplo.

4) Desconfiança. Os três motivos anteriores já mostram a ausência de transparência e onde não há transparência reside a desconfiança. Essa desconfiança, alinhada ao triste e grave caso do app "Minha Escola" do Governo de SP (lançado em 2018) instalado nos celulares das pessoas sem nem elas saberem, faz nascer em mim o seguinte questionamento: considerando os interesses ideológicos de cada governo, o que um determinado governo poderia fazer tendo acesso ao meu celular? Lembre-se: para saber quem te controla, basta saber quem você não pode criticar.

5) Coerência. Eu compartilho conhecimento e educo as pessoas a cuidarem de sua segurança digital; sendo assim, seria incoerente de minha parte instalar no meu aparelho um aplicativo que:
- Tem acesso aos meus arquivos internos (documentos e imagens);
- Pode armazenar um arquivo dentro do meu aparelho como uma Backdoor (acesso remoto), por exemplo;
- Pode alterar ou excluir qualquer arquivo interno do meu aparelho;
- Pode fazer download de qualquer arquivo no meu aparelho sem me avisar (lembra de SP?);
- Tem acesso total à minha rede;
- Impede meu aparelho de ficar inativo.

Então, não! Por enquanto, eu agradeço. Quanto à decisão de usar ou não, de instalar ou não, ela é pessoal; só oriento que procure se informar sobre o que acontece de fato quando você instala um aplicativo em seu celular e quais os resultados reais do uso desse e de qualquer outro aplicativo. 

*Fabio Rods é Advogado Contratualista com pós-graduação em Segurança Pública, Líder AP, Consultor LGPD, DPO (Oficial de Proteção de Dados), Data Privacy Auditor, ISO27001, PDPF, APDados Member CS®, GovDados Member®, Top of Quality Brazil 2022, Graduando em Cibersegurança e autor do livro "LGPD Diálogo entre as Fontes".

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Celular Seguro: Um App para monitoramento e controle das milícias digitais?

*Hiago Kin (LinkedIn) - dezembro de 2023

A proposta soa muito interessante: imagine apertar um botão e tornar o seu smartphone um "pedaço de metal inutilizado" sem serventia alguma para o ladrão que roubou de você.

Inutilizado?
O App Celular Seguro serve como um canal notificador de aparelho roubado: você aperta um botão e avisa o Governo, a Anatel e algumas outras empresas que fornecem praticamente toda sua vida digital de que o seu dispositivo de consumo dos serviços deles não está mais em seu poder, dando o aval para que, a partir desta notificação, eles possam tomar as medidas que lhes couberem, como, por exemplo: deslogar suas contas de todos os dispositivos móveis logados, ou até bloquearem temporariamente a conta, até que você tome uma segunda ação de confirmação de acesso biométrico.

Isso é uma realidade já? Não. Hoje apenas o seu IMEI será bloqueado e seu celular roubado deixa de ter a função de se conectar à rede móvel.

Por Wi-Fi ele ainda se conecta. Os apps todos ainda funcionarão perfeitamente, inclusive as redes sociais e os aplicativos de e-mail, arquivos e fotos.

Então o que será de fato inutilizado?
Ainda é cedo pra definirmos.

O que sabemos é que, a partir da instalação deste App, o Governo passa a ter acesso à sua localização, e junto do IMEI do seu celular (uma espécie de CPF do aparelho), ele também passa a ter o cruzamento de dados do seu número de telefone com os nomes de usuário das suas redes sociais, e-mails e contas de banco.

Como assim "acesso ao cruzamento de dados"?
Não está claro nessa comunicação desastrosa do Governo Federal se as instituições, sejam empresas ou sejam órgãos públicos, que entrarem no alinhamento com o App, irão apenas consumir os dados de notificação para seguir com suas tratativas, ou se esta "parceria" envolve uma via de mão dupla onde todas as empresas e órgãos precisam informar a correlação do IMEI com o número de telefone e, por conseguinte, dos nomes de usuários de sites, serviços bancários  e redes sociais.

Seria possível monitorar a população a partir deste app, buscando mapear as milícias digitais como grupos políticos e ideológicos?
Até onde pude avaliar: ainda não. É, certamente, um segundo passo de uma longa caminhada nesta direção, sim, sendo aquele primeiro passo aquela "conversa franca" que o então Ministro da Justiça Flavio Dino teve com as empresas de mídias sociais sobre o compartilhamento de dados, mas a caminhada ainda é longa, e muitos dos passos a serem dados para este caminho ainda precisam avançar dentro das Teles, sobretudo com mudanças estruturais no rastreio da concessão dos endereços de IP aos dispositivos e na forma com que os números móveis são registrados e ativados em cada companhia.

Sejamos claros: não há um país capaz no mundo em que o governo não se entranhe nas empresas de infraestrutura de Internet, telefonia, mídias sociais e até fabricantes de software, hardware e firmware, buscando fixar o que chamamos de GovBackDoor. Não se iluda achando que o Big Brother não existe: ele está aí.

*Hiago Kin é CEO e fundador da Decripte, Presidente Associação Brasileira de Segurança Cibernética, Especialista em Resposta a Incidentes. Desde 2007 trabalha como Incident Profiler. Especializado em Cyber ​​Intelligence para resposta a incidentes, analisa os perfis de alvos, vulnerabilidades e ataques de hackers, auxiliando pessoas e empresas a assimilarem tecnologias de Segurança Digital, blindando-as de violações de segurança e crimes cibernéticos.

06 janeiro, 2024

Primeira encomenda do ano novo! Fabricante de aeronaves brasileira assina grande pedido de 19 aeronaves

 

*Min News Aviation - 06/01/2024 (atualizado às 15h38)

Em 3 de janeiro, a Envoy Air, uma subsidiária integral da American Airlines, anunciou um pedido de 19 aeronaves da série E-Jet, incluindo 8 E175 e 11 E170, com entrega prevista para começar em 2024.

Com o novo pedido, a frota da Envoy chegará a 169 aeronaves Embraer. No ano passado, a empresa anunciou acordos de encomenda de aeronaves para um total de 17 E175 e cinco E170.

A Envoy possui atualmente 140 aeronaves E-Jet, incluindo 32 E170 e 108 E175, algumas delas novas, como a aeronave com matrícula N311VE, que será entregue pela Embraer em dezembro de 2023.

O E170 está configurado com 66 assentos, incluindo 12 assentos na classe executiva e 54 assentos na classe econômica. Por exemplo, a aeronave com matrícula N649RW operada pela United Express possui esta configuração.

A Envoy Air era anteriormente a principal operadora da aeronave ERJ 145. O ERJ 145 é um jato regional de 50 lugares também fabricado pela Embraer. A companhia aérea deixará de operar este modelo de aeronave em maio de 2023.

Não há concorrentes

Os Estados Unidos são de longe o maior mercado para os modelos E170 e E175 da Embraer devido à “cláusula de escopo”. A cláusula, um acordo entre as principais companhias aéreas e os sindicatos dos tripulantes de cabine, proíbe o uso de aeronaves com mais de 76 assentos e peso máximo de decolagem (MTOW) superior a 86.000.

Desde a descontinuação dos jatos CRJ da Bombardier e o cancelamento do desenvolvimento da série de aeronaves SpaceJet pela Mitsubishi , a Embraer se viu sozinha neste segmento de mercado, com apenas a aeronave de maior sucesso da Embraer, o E175, capaz de atender a essa demanda.

*Nota da LRCA: a Embraer ainda não confirmou a venda das aeronaves à Envoy Air.

 

Paul Bradley: Tudo sobre o 9mm...


*Paul Bradley - 02/01/2024

O 9x19, o 9mm Luger, o 9mm Parabellum, todos nomes dados ao cartucho de pistola mais popular do mundo. Todos nós já usamos ou ouvimos falar dele, mas alguns podem não ter certeza do detalhe mais fino...

Você pode não estar ciente de que o 9mm tem 123 anos! Foi desenvolvido por Georg Luger em 1901 seguindo uma exigência alemã para um cartucho de pistola de calibre maior do que o 7.65x21mm que eles tinham disponível. O 7.65x21 era um projeto de gargalo e Luger removeu o gargalo para criar um cartucho cônico mais curto, que também permitiria melhorias no design da pistola. O 9mm pode parecer ser de paredes retas quando visto a olho, mas se você medi-lo, verá que ele se afunde em torno de 0,28mm de trás para frente. Isso garante uma extração consistente da câmara.

O cartucho foi revisado entre 1902 e 1904 pelo Comitê Britânico de Armas Pequenas e pelo Exército dos EUA. Foi colocado em serviço em 1904 pela Marinha Alemã e em 1908 pelo Exército Alemão. No final da Primeira Guerra Mundial, muitos países começaram a adotar o cartucho 9mm para uso em pistolas semiautomáticas e submetralhadoras, como a Sten. O 9mm agora representa cerca de 20% de todo o mercado global de cartuchos e é usado extensivamente por militares e policiais em toda a Europa e nos EUA.

Por que tão popular? Representa uma grande troca. Ele oferece mais potência terminal do que um .38, mas mantém o recuo gerenciável. Ele permite loadouts de capacidade mais altos do que um .45ACP. É barato, relativamente fácil de produzir e oferece alimentação, extração e ejeção confiáveis na maioria das plataformas automáticas semi/completas.

Sempre haverá o argumento balístico terminal - "Não vai parar uma ameaça como um .45"... A realidade é que com o projétil certo (uma rodada de expansão de alto desempenho) ele entrega energia e efeito terminal mais do que suficientes. Em FMJ (Full Metal Jacket), os calibres maiores oferecem mais energia no alvo, mas se um alvo não parar com 17 cartuchos de FMJ de 9mm, provavelmente também não vai parar com 8 cartuchos de .45. Como sempre, a seleção de projéteis é a chave para problemas balísticos terminais.

O 9mm pode ser eficaz para cerca de 150m. Embora ainda possua muita energia terminal além de 150m, a elevação necessária tornaria muito difícil para o atirador médio colocar tiros no alvo.

É provável que vejamos os 9mm desaparecerem tão cedo?
Não. Até agora, há pouco no mercado que possa tirar 9 mm de seu primeiro lugar. O auto de 10 mm e o 40 S&W oferecem benefícios de desempenho do terminal, mas quando revisados pelas agências (de Law Enforcement), eles foram considerados como um pouco demais para aqueles com força e tamanho de médios a abaixo da média. Se você é capaz de permanecer no alvo com esses calibres maiores, então pode ser bom para você como indivíduo, mas as agências devem olhar para o que pode ser efetivamente usado por todos os seus funcionários.


*Paul Bradley é Diretor de Vendas e Portfólio, Balístico e Atirador Profissional. Atualmente trabalha como Diretor Regional de Vendas e Portfólio da Hexagon Ammunition ZRT (empresa Beretta Holdings). Também está envolvido no desenvolvimento de produtos de munições para armas pequenas e muitas vezes pode ser encontrado no estande de tiro.  

Leia mais: 

- Calibre .38 TPC: a estratégia antifrágil da Taurus e da CBC

- Taurus: Saiba por que novo calibre da empresa é ‘quase um 9mm’ e pode ser um sucesso de vendas 

05 janeiro, 2024

Controladoras da Taurus "trocam figurinhas" na posição acionária, sem efeito prático para a empresa


*LRCA Defense Consulting - 05/12/2024

A Taurus Armas S.A. é controlada por três empresas, conforme o Formulário de Referência Versão 4 (FRE) publicado em outubro de 2023: CBC Brasil Comércio e Distribuição Ltda. (0,531%), BYK Participações S.A. (antiga Tauruspar) (26,604%) e Gibraltar Incorporações e Participações (11,938%):




Hoje (05), a Taurus informou à CVM que houve uma nova troca de ações entre duas das empresas controladoras, com a BYK alienando à Gibraltar um milhão de ações ON, representativas de 2,15% das ações ON da Taurus.

No formulário de referência publicado em dezembro de 2022, a CBC Brasil detinha participação de 6,83% das ações da companhia, enquanto a BYK tinha 31,922%. A Gibraltar não tinha participação na empresa até então, vindo a possuí-la por meio de negócios similares ao de hoje havidos posteriormente em 2023.

É importante ressaltar que as três empresas são controladas em 100% pelo Grupo CBC, que é o verdadeira controlador da Taurus.
 
Como nenhuma das empresas envolvidas divulgou o real motivo da transação, acredita-se que esta tenha sido apenas mais uma "troca de figurinhas" entre as três controladoras, como vem acontecendo. Ou seja, sem nenhum efeito prático para a Taurus. 






04 janeiro, 2024

Grupo tcheco compra fábricas de munições da americana Vista Outdoor


*LRCA Defense Consulting - 04/01/2023

A Vista Outdoor, com sede em Minnesota (EUA), fez um acordo para vender suas principais marcas de munição ao Grupo Tchecoslovaco CSG.

O acordo de US$ 1,9 bilhão, totalmente em dinheiro, anunciado no dia 16 de outubro de 2023, fará com que a Vista se desfaça de uma série de marcas clássicas americanas de munição, incluindo CCI, Federal, Hevi, Remington e Speer  – algumas das quais datam de mais de um século. Elas são produzidas em quatro fábricas em Minnesota e Arkansas e empregam aproximadamente 4.000 pessoas.

Não está incluída na venda a fabricante de armas Rem Arms, uma empresa autônoma não relacionada com sedes em Nova York e na Geórgia.

A CSG, uma holding sediada em Praga anteriormente conhecida como Grupo Excalibur, possui uma série de empresas tchecas de armamento militar, incluindo Tatra Atrak e Retia, bem como uma participação majoritária na fabricante de munição Fiocchi, cujas marcas próprias incluem Baschieri & Pellagri e Expresso Lyalvale. Entre suas instalações na Europa e na América, a CSG contava com mais de 10.000 funcionários antes da planejada aquisição das linhas de munição da Vista.

Assim que o acordo for aprovado e fechado neste ano, Jason Vanderbrink, que atualmente lidera as marcas de munição do Vista, permanecerá como CEO do negócio de Produtos Esportivos da CSG, e sua sede nos EUA permanecerá em Anoka, Minnesota.

“Estamos confiantes de que a CSG é um excelente lar para nossas principais marcas de munição”, disse Vanderbrink. "A empresa está totalmente comprometida com nossas marcas americanas icônicas e com a expansão de nosso legado de fabricação nos EUA, suporte para clientes militares e policiais e investimentos em conservação e nossa herança de caça e tiro. Estamos entusiasmados em trabalhar em estreita colaboração com a equipe CSG enquanto trabalhamos para entrar nesta próxima fase e posicionar nossas marcas para o sucesso a longo prazo."

Anteriormente, o Grupo Colt CZ havia apresentado uma oferta não solicitada de US$ 30 por ação à Vista Outdoor para comprar suas marcas de munição CCI,  Federal,  Hevi,  Remington e Speer em um total de US$ 1,74 bilhão. A Vista rapidamente rejeitou a oferta em favor do acordo de US$ 1,91 bilhão para vender suas fábricas de munições ao Grupo Tcheco.

CBC e Grupo Colt CZ: "colaboração estratégica impactante"
Depois de ser rejeitado em sua tentativa de comprar as marcas icônicas de munição da Vista Outdoor, o Grupo Colt CZ decidiu adquirir a Sellier & Bellot. No final de dezembro de 2023, o grupo anunciou que havia adquirido a fabricante tcheca de munições Sellier & Bellot (S&B), que data de 1825 e emprega 1.600 pessoas. A aquisição é complicada, com o Colt CZ assumindo 100 por cento de participação na S&B de seu atual proprietário, o CBC Global Ammunition Group (controlador em 100% da brasileira Taurus Armas S.A.), que também possui as marcas de munição Magtech, MEN, SinterFire, New Lachaussee e Fritz Werner. O acordo em dinheiro de US$ 350 milhões também fará com que a Colt CZ emita novas ações ordinárias para o CBC Global Ammunition Group (CBC), o que dará a este uma participação de 27 a 28% na fabricante de armas, tornando-se o seu segundo maior acionista. 

“A contribuição bem-sucedida de uma das principais empresas do CBC Global Ammunition Group para o Colt CZ Group em troca de uma participação acionária significativa marca o ponto de partida de uma colaboração estratégica impactante”, explicou Fabio Mazzaro, CFO da CBC.

Com a recente aquisição de 27 a 28% do Grupo Colt CZ pela CBC, é bastante provável que a Taurus, finalmente, tenha conquistado uma entrada "pela porta da frente" no cobiçado mercado americano de Law Enforcement (Agências de Aplicação da Lei), haja vista que o Grupo Colt CZ, pela participação histórica nesse mercado, seria um parceiro de primeiríssima linha, marcando uma inédita e estratégica cooperação entre as três grandes empresas, tanto para o Law Enforcement como para outras licitações internacionais. Este fato deverá reforçar e maximizar a presença da Taurus nos Estados Unidos, atingindo um mercado de grande relevância onde atualmente não atua.

CZ já havia comprado a americana Colt
Esta não é a primeira vez que uma empresa tcheca adquire marcas icônicas da indústria americana de armas de fogo. Em 2021, o Grupo CZ adquiriu a Colt's Manufacturing Company, bem como a sua subsidiária canadense, a Colt Canada Corporation. Essa venda supostamente envolveu US$ 220 milhões em dinheiro adiantado e a emissão de pouco mais de 1 milhão de ações ordinárias.

Vista agregará marcas restantes em nova operação negociada na NYSE
Quanto ao futuro da Vista Outdoor, a empresa planeja desmembrar suas 40 marcas restantes de produtos esportivos e outdoor, incluindo Fox, Bell, CamelBak, Bushnell, Hoppe's, Tasco, Uncle Mikes, Gun Mate, Simmons, Weaver, Butler Creek, Outers, Blackhawk e RCBS em uma nova operação chamada Revelyst, que será negociada na Bolsa de Valores de Nova York sob o código “GEAR”. A Revelyst empregará 2.900 pessoas em vários locais. 

*Com informações de Guns.com e Grupo Colt CZ

Grupo Colt CZ (& CBC) adquire a tecnologia do sistema lançador automático de granadas Mk 47


*LRCA Defense Consulting - 04/01/2024

O Colt CZ Group SE, do qual o grupo brasileiro CBC está adquirindo cerca de 28%, anunciou ontem (03) que, por meio da sua subsidiária Colt, adquiriu direitos de propriedade intelectual para o lançador de granadas leve automático avançado Mk 47 de 40 mm, incluindo o controle de fogo, da General Dynamics Ordnance and Tactical Systems ("GD-OTS" ou "General Dynamics").

O Mk 47 é um lançador de granadas portátil e confiável de 40 mm, adequado para veículos leves de infantaria e aplicações em tripés. Este sistema de armas proporciona ao combatente uma vantagem tecnológica decisiva sobre as forças inimigas equipadas com armas mais antigas utilizadas pela tripulação.

"Esta aquisição expande as ofertas do Grupo Colt CZ para o segmento de sistemas de armas maiores e mais sofisticados e plataformas servidas pela tripulação. A aquisição deste sistema de armas altamente capaz está totalmente alinhada com a missão do nosso Grupo de fornecer produtos inovadores e de alta qualidade que nossos os clientes podem confiar em qualquer situação. Além disso, complementará muito bem os esforços que a nossa subsidiária swissAA tem na produção de granadas de 40 mm", disse Jan Drahota, CEO e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Colt CZ.

"A Colt's Manufacturing Company é um dos principais fabricantes mundiais de armas de fogo usadas por militares em todo o mundo. A Colt tem um histórico de produção de armas tripuladas e lançadores de granadas de ombro de 40 mm. Trazer o Mk 47 e o Fire Control para o Grupo Colt CZ irá permitir que a nossa experiente equipe de engenharia e operações expanda as suas capacidades para os requisitos do futuro soldado", acrescenta Dennis Veilleux, CEO do Colt CZ Group North America e membro do Conselho de Administração do Colt CZ Group .

O Mk 47 é um lançador de granadas automático leve de 40 mm com um sistema de controle de fogo integrado, capaz de funcionar como um lançador de granadas automático padrão ou capacidade de explosão aérea programável. Pode ser montado em tripé, veículo, avião ou embarcação, podendo lançar granadas de explosão de ar programáveis ​​inteligentes de 40 mm por meio de programação interna ou de radiofrequência (RF), além de vários disparos de impacto pontual não guiados. O Mk 47 dispara todos os projéteis de 40 mm de alta velocidade padrão da OTAN, fornecendo poder de fogo contra alvos leves e com blindagem leve.

Sobre Colt CZ Group SE
O Grupo Colt CZ (Colt CZ) é um dos principais produtores de armas de fogo e munições para uso militar e policial, defesa pessoal, caça, tiro esportivo e outros usos comerciais. Comercializa e vende os seus produtos principalmente sob as marcas Colt, CZ (Česká zbrojovka), Colt Canada, CZ-USA, Dan Wesson, Spuhr, swissAA e 4M Systems.

O Grupo Colt CZ está sediado na República Checa e emprega mais de 2.000 pessoas nas suas instalações de produção na República Checa, nos Estados Unidos, no Canadá, na Suécia, na Suíça e na Hungria. A Colt CZ é propriedade da Česká zbrojovka Partners SE em 75,4%, sendo os restantes 24,6% em free float.

No vídeo abaixo, conheça mais sobre os lançadores de granadas de 40mm, inclusive em uso no Brasil. As granadas de 40mm são fabricadas pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC).


CBC adquire 27 a 28% do Grupo Colt CZ
Em negociação concluída em meados de dezembro passado, o grupo brasileiro CBC, por meio da CBC Europe S.à r.l., adquiriu entre 27 e 28% do Grupo Colt CZ, tornando-se o seu segundo maior acionista.

Saiba mais:

- CBC, Taurus e Colt CZ: uma parceria estratégica?

- CBC adquire 27 a 28% do Grupo Colt CZ e ainda receberá USS 350 milhões com venda da Sellier & Bellot

03 janeiro, 2024

Prefeitura de Boa Vista entrega 200 pistolas Taurus TS9 e 10 carabinas CTT40 à Guarda Civil Municipal

 

*Folha de Boa Vista, por José Magno - 03/01/2024

Nesta quarta-feira (3), a Prefeitura de Boa Vista (RR) realizou a entrega de novos armamentos à Guarda Civil Municipal (GCM). Os agentes agora contam com 200 pistolas 9mm – Taurus TS9 e 10 carabinas CTT40mm, totalizando 210 equipamentos de última geração, caracterizados por sua precisão aprimorada, fácil mobilidade e manuseio eficiente. As carabinas CTT40, em particular, são consideradas instrumentos ideais para operações urbanas.

O prefeito Arthur Henrique destacou a importância desses novos equipamentos no reforço da segurança local e na defesa do patrimônio público de Boa Vista. “Estamos realizando e entregando os primeiros investimentos em segurança para o ano de 2024. Garantir a proteção das pessoas e da cidade é uma das principais prioridades desta gestão”, afirmou.

Além das armas, a prefeitura também disponibilizou 45 mil munições de treinamento para calibre 380, 5 mil munições calibre 380 para uso em serviço e 6 mil munições para espingarda calibre 12. Essas aquisições visam ampliar o efetivo da Guarda Civil Municipal, em resposta à conclusão do concurso público de 2023, atualmente em andamento.

O secretário de Segurança Urbana e Trânsito, Jullyerre Pablo, enfatizou a importância da atualização do calibre da GCM. “Os profissionais da segurança pública terão agora condições aprimoradas para combater a criminalidade, e a instituição dá um passo crucial em direção à praticidade, melhor manuseio e, principalmente, à valorização do servidor municipal.”

Embraer aposta em aeronaves de fuselagem estreita na Ásia-Pacífico e Malásia

Convidados do Selangor Aviation Show 2021 observando uma aeronave pertencente à fabricante aeroespacial brasileira Embraer SA no SkyPark Regional Aviation Center em Subang (Malásia), em 25 de novembro de 2021. — Foto de AHMAD ZAKKI JILAN/SELANGORKINI
 

* Selangor Journal - 03/01/2024

KUALA LUMPUR — A fabricante brasileira de aeronaves Embraer pretende aproveitar a crescente demanda por aeronaves de fuselagem estreita na Ásia-Pacífico, incluindo a Malásia, já que o país pretende ser um importante centro aeroespacial na região.

De acordo com o vice-presidente da Embraer Ásia-Pacífico, Raul Villaron, a fabricante de aeronaves está em negociações com muitas companhias aéreas da região, incluindo a Malásia, que estão analisando como os E-Jets poderiam fazer a diferença em sua malha e negócios.

“A Embraer tem cerca de 20 operadoras na Ásia-Pacífico, operando coletivamente cerca de 200 E-Jets na região”, disse ele a Bernama, acrescentando que essas companhias aéreas estavam baseadas em países como China, Japão, Austrália, Índia e Vietnã.

Em 2024, ele espera receber a Scoot de Cingapura e a SKS Airways na Malásia, à medida que as companhias aéreas começarem a operar suas aeronaves E190-E2 e E195-E2 de última geração, respectivamente.

“Como tal, vemos oportunidades para a nossa presença crescer ainda mais com o aumento da procura”, destacou.

A Malásia aspira ser o principal centro aeroespacial no Sudeste Asiático até 2030, através da implementação da estrutura da indústria aeroespacial do 12º Plano da Malásia, liderada pela Corporação Nacional da Indústria Aeroespacial da Malásia (Naico).

Crescente interesse nos E-Jets
Villaron explicou que a versatilidade dos pequenos tipos de fuselagem estreita, como os E-Jets, permitiu que as companhias aéreas mantivessem ou expandissem estrategicamente suas redes regionais, mantendo um olhar atento sobre os custos operacionais e o fluxo de caixa.

“Também vemos uma mudança na abordagem entre as companhias aéreas, em que elas estão mudando da noção preestabelecida de tipo de frota única para abraçar o valor da flexibilidade da frota, ou seja, ter a diversidade de tipos de aeronaves que dá à companhia aérea a escolha de implantar aeronaves de grande ou menor capacidade em uma rota escolhida para atender à demanda dos passageiros”, disse ele.

Por isso, ele vê um interesse crescente entre as companhias aéreas da região em jatos regionais ou de fuselagem estreita, como os E-Jets, que têm capacidade de 70 a 150 assentos.

“Além disso, os E-Jets da Embraer são especialistas em aeroportos urbanos e são predominantes em aeroportos urbanos em todo o mundo. Suas baixas emissões de ruído tornam o E195-E2 perfeito para voos de entrada e saída do Aeroporto Sultão Abdul Aziz Shah, em Subang”, disse ele.

Em 25 de maio, a SKS Airways se comprometeu a alugar 10 jatos Embraer E195-E2 de corredor único em um negócio de mais de US$ 840 milhões com a arrendadora Azorra durante a exposição Langkawi International Maritime and Aerospace 2023.

“Este ano, a SKS Airways está preparada para apresentar seu primeiro lote de E195-E2 e iniciar as operações, nas quais nossa equipe de serviços e suporte está trabalhando em estreita colaboração com eles, enquanto a equipe da SKS passa por treinamento e preparação como parte de nosso programa de entrada. no processo de Serviço'.

“Temos uma forte infraestrutura para apoiar os operadores de E-Jets na região – um novo simulador de E-Jets E2 que apoiará as necessidades de treinamento de pilotos”, disse Villaron.

Maneira eficiente de aeronaves para enfrentar o risco global

Abordando o risco global, ele disse que a inflação e o aumento dos custos colocaram maior pressão sobre as companhias aéreas para que monitorizem os seus custos operacionais e fluxo de caixa.

“Cada vez mais, as companhias aéreas procurarão ter aeronaves eficientes em sua frota que lhes permitam expandir sua rede, mantendo os custos operacionais e o fluxo de caixa sob controle”, disse ele.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo projetou que os lucros líquidos da indústria aérea atingiriam US$ 25,7 bilhões em 2024, com uma margem de lucro líquido de 2,7 por cento, e que as receitas totais cresceriam 7,6 por cento ano a ano, para um recorde de US$ 964 bilhões, enquanto 4,7 bilhões de pessoas deverão viajar este ano, um máximo histórico que excede o nível pré-pandemia de 4,5 mil milhões registrado em 2019.

Ao lidar com o aumento do preço do combustível, Villaron disse que o E195-E2 e o E190-E2 contribuem com níveis mais baixos de emissões de carbono quando comparados com grandes fuselagem estreita e reduzem as emissões de carbono em até 50 por cento em comparação com os tipos de fuselagem estreita da geração anterior, como o B737-800 ou A320ceo.

“A família de aeronaves E-Jet E2, composta por E190-E2 e E195-E2, é certificada para usar 50% de combustível de aviação sustentável (SAF) e, em 2022, testes mostraram que o E195-E2 é compatível para operar em 100 por cento SAF para voos comerciais”, disse ele.

Ele também observou que a substituição de aeronaves mais antigas por produtos de nova geração e o aumento da produção de SAF seriam as duas ações mais eficazes que a aviação comercial pode tomar agora para alcançar uma redução significativa nas emissões.

“Em 2026, a aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical com emissão zero desenvolvida pela EVE, empresa spinoff da Embraer, também estará pronta para entrar em serviço”, acrescentou.

02 janeiro, 2024

Taurus fornece novo lote de pistolas para a Guarda Civil Municipal de Santos


*LRCA Defense Consulting - 02/01/2024

No dia 26 de dezembro, o secretário de Segurança de Santos (SP), Sérgio Del Bel Júnior, assinou o contrato com a Taurus Armas S.A. para o fornecimento de mais 53 pistolas calibre 9mm para os integrantes da Guarda Civil Municipal.

A empresa deverá manter o fornecimento e a reposição de todas as peças que compõem o armamento pelo período ininterrupto de dez anos, já incluso o período normal de garantia. A Taurus também terá dez dias para efetuar o conserto de qualquer pistola.

Em setembro de 2019, a Prefeitura de Santos já havia adquirido um lote de 70 pistolas Taurus de calibre .380. Posteriormente, em setembro de 2023, mais 170 pistolas 9mm e seis fuzis Taurus foram adquiridos, ao custo de R$ 296,8 mil.

BNDES financia com R$ 6 bilhões exportação de 39 aeronaves da Embraer


*LRCA Defense Consulting - 02/01/2024

A exportação de mais 39 aeronaves da Embraer, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em torno de R$ 6 bilhões, vai reforçar a balança comercial brasileira. São três contratos distintos com a Skywest Airlines, a American Airlines e a Azorra Aviation Holdings LLC, que totalizam o equivalente a mais de R$ 7 bilhões em exportação de bens de alta tecnologia e alto valor agregado. A informação foi divulgada nesta terça-feira (2) pelo banco.

Para o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, o financiamento às exportações das aeronaves da Embraer é fundamental para o Brasil. “O BNDES, como agência de crédito à exportação brasileira, tem entre os seus objetivos oferecer condições que garantam igualdade de competitividade ao exportador brasileiro no mercado internacional, gerando emprego e renda no Brasil.”

O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, lembrou que a empresa e o BNDES têm uma relação “sólida e de longo prazo”. E completou: “O apoio que recebemos para a exportação de nossas aeronaves é fundamental para consolidarmos o nosso crescimento e ampliarmos a nossa presença global.” Segundo Gomes Neto, a atuação do BNDES não beneficia apenas a Embraer, mas “contribui também para a geração de milhares de empregos de alta qualificação no Brasil e para o aumento da exportação de produtos de alto valor agregado”.

Contratos
O contrato com a companhia aérea SkyWest Airlines, Inc. prevê a exportação de dez jatos E-175 da Embraer modelo E-175 (até 76 passageiros), enquanto a American Airlines teve financiamento aprovado pelo BNDES para aquisição de até 11 jatos E-175. Já a venda de até 18 jatos dos modelos E-195-E2 (de até 146 lugares) e E-190-E2 (de até 114 lugares), considerados as maiores e mais sofisticadas aeronaves da fabricante brasileira, foi firmada com a empresa norte-americana Azorra Aviation Holdings LLC. A Azorra é especializada em aquisição e leasing (locação financeira) de aeronaves para a operação de companhias aéreas comerciais.

Somente em 2023, o BNDES aprovou e contratou sete operações de financiamento à exportação da Embraer, totalizando 67 aviões comerciais, com até R$ 10 bilhões em financiamento. As entregas estão previstas até 2025.

O banco destaca que, além de promover o desenvolvimento da indústria nacional de bens tecnológicos, as exportações de aeronaves ampliam e mantêm empregos de elevada qualificação, além de gerarem divisas importantes para a economia do país. São consideradas operações estratégicas, alinhadas à política brasileira de apoio à exportação, com objetivo de trazer mais competitividade às exportações brasileiras e incentivar a atuação das empresas nacionais no mercado internacional.

Desde 1997, o BNDES financiou cerca de US$ 25,6 bilhões à exportação de 1,3 mil aeronaves da Embraer. No período, as operações contratadas possibilitaram à empresa disputar, no mercado internacional, em igualdade de condições com suas concorrentes. O apoio do banco complementa o financiamento dado pelo mercado privado.

Seguro de crédito
Das três operações recém-aprovadas, duas (American Airlines e Azorra) contaram com o Seguro de Crédito à Exportação (SCE) com lastro no Fundo Garantidor de Exportação (FGE), e recolherão aproximadamente R$ 300 milhões em novos prêmios de seguro para o fundo. De natureza contábil e vinculado ao Ministério da Fazenda, o FGE visa dar cobertura às garantias prestadas pela União nas operações do SCE.

De acordo com o BNDES, o seguro garante as operações de crédito à exportação contra os riscos comerciais (não pagamento por falência ou mora), políticos (moratórias, guerras, revoluções entre outros) e extraordinários (desastres naturais) que possam afetar a produção ou a comercialização de bens e serviços brasileiros no exterior.

*Com informações da Agência Brasil

01 janeiro, 2024

Air Dolomiti planeja adquirir cinco a seis aeronaves Embraer entre 2024 e 2025


*Hispaviación - 01/01/2024

Segundo o CEO da Air Dolomiti, Steffen Harbarth, a companhia aérea irá adicionar entre cinco e seis aeronaves a mais entre este ano de 2024 e o início do ano seguinte, 2025.

Harbarth disse: “Cada avião que adicionamos é uma pequena empresa. Uma aeronave Embraer precisa de 6 comandantes, 6 a 7 primeiros oficiais e 21 comissários de bordo. Além de 3 a 5 técnicos e mecânicos e 1 a 2 na administração. Em resumo, podemos dizer 40 pessoas, portanto, pelo menos 240 a contratar em 2024 para aumentar a frota." (N.E. - se for assim, serão seis aeronaves)

A companhia aérea, parte do grupo Lufthansa, opera atualmente 17 Embraer ERJ 190-200LR e três ERJ 190-100LR, com mais seis vindos da Lufthansa CityLine.

Com o aumento do número de aeronaves, o objetivo é impulsionar os serviços regulares para Frankfurt e Munique, especialmente a partir do norte de Itália.

WaveComm Tech recebe a classificação de Empresa Estratégica de Defesa (EED)

 

*LRCA Defense Consulting - 01/01/2024

A WaveComm Tech, uma start-up 100% brasileira localizada em São José dos Campos (SP) e focada no desenvolvimento de soluções de comunicação sem fio para os mercados de defesa e segurança pública, recebeu recentemente, do Ministério da Defesa do Brasil, a classificação de Empresa Estratégica de Defesa (EED) e que possui Produto Estratégico de Defesa (PED).

Embora tenha sido formada em 2023, o seu corpo técnico tem uma larga experiência e especialização na área de engenharia, e foi formado pela Rafael e pela Elbit Systems em Rádio Definido por Software (RDS). A empresa busca aprimorar os sistemas de comunicação sem fio por meio de pesquisa e desenvolvimento em tecnologias de rádio definido por software (RDS), criando soluções modernas e customizadas de comunicação sem fio de acordo com as necessidades dos seus cleintes, relacionadas a comunicações, guerra eletrônica, inteligência de sinais e segurança cibernética.

A WaveComm Tech fornece serviços e produtos, como desenvolvimento de formas de onda (waveforms) e sistemas de comunicação sem fio, para clientes que desejam aprimorar seus recursos de comunicação usando suas soluções personalizadas com base na tecnologia RDS.


Conheça mais sobre a WaveComm Tech no vídeo abaixo a partir de 18min37seg:



Pronta para iniciar sua operação na Índia, JD Taurus ativa seu site e informa as armas a serem produzidas

Fuzil JD Taurus T4 5,56mm sobre tecido camuflado no padrão do Exército Indiano

*LRCA Defense Consulting - 01/01/2024

Com a proximidade do início de sua produção na Índia, a JD Taurus - joint venture entre a Taurus Armas e a Jindal Defence (Jindal Group) - ativou seu site na Internet.

Por ali, é possível verificar que as armas a serem produzidas pela nova empresa são pistolas JD Taurus TS9 e TS9c, pistolas JD Taurus 57 SC 7.65mm, revólveres JD Taurus 073 .32 S&WL, carabinas JD Taurus T9 e fuzis JD Taurus T4 5.56x45mm.


De forma institucional em seu site, a JD Taurus afirma que "A Jindal Defense Systems Private Limited e a Taurus Armas trazem armas de fogo tecnologicamente avançadas desenvolvidas no Brasil, agora fabricadas de forma indígena (local) na Índia, para a segurança dos cidadãos e para capacitar os bravos soldados a nunca errar o alvo. Com mais de 80 anos de experiência, a Taurus é líder global na fabricação de armas de fogo e é conhecida por sua excepcional qualidade, confiabilidade e alcance."

A empresa prossegue sua divulgação enfatizando que "Agora, com esta joint venture, a JD Taurus está trazendo sua abrangente linha de produtos, que serão produzidos na fábrica de última geração situada no estado de Haryana, incluindo seu próprio campo de tiro para fins de testes rigorosos, a fim de garantir o bom funcionamento da Taurus dentro de padrões de segurança internacionais conhecidos. A tecnologia de ponta da Taurus e as rigorosas medidas de controle de qualidade garantem que cada arma de fogo seja da mais alta qualidade e atenda aos padrões internacionais de segurança".

Acessórios e customização
O site também deixa antever que, em breve, a JD Taurus passará a oferecer acessórios e a customização de armas.


Início da produção
Segundo afirmou Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, na última reunião da Apimec em 06 de dezembro, a JD Taurus pretende iniciar sua produção neste mês, com pistolas e revóveres, ainda que  a inauguração formal vá ocorrer posteriormente, em data a ser definida considerando algumas imposições indianas de cunho cultural e religioso.

No entanto, mesmo sem começar suas operações, a empresa já tem uma pequena carteira de pedidos e está trabalhando para ampliá-la. Para isso, conta com um setor de marketing & vendas já ativo, com uma rede estabelecida de distribuidores e lojistas e, principalmente, com o prestígio e a penetração do Jindal Group, um dos maiores e mais poderosos grupos privados da Índia.


Unidade fabril da JD Taurus
A Taurus tem 49% da joint venture, mas sua participação se dá com a transferência de tecnologia (ToT), cabendo à Jindal Defence (51%) todos os investimentos necessários ao estabelecimento e ao funcionamento da empresa.

A JD Taurus tem capacidade de produção total de 1.500 armas por dia e poderá iniciar fabricando em torno de 1.150 armas civis por dia, conforme a demanda. Caso vença a megalicitação de fuzis em curso, poderá ser rapidamente expandida, haja vista que a instalação está situada dentro de um terreno total bem maior. Além disso, visando o prestígio a empresas locais, uma parte da produção está sendo terceirizada, pelo menos inicialmente, fazendo com que a necessidade de espaço interno fabril seja menor.

Esta Consultoria julga relevante ressaltar que o Brasil, que tem uma característica de exportar majoritariamente bens do setor primário, começa a exportar tecnologia para um dos países mais importantes do mundo, o maior em termos populacionais, e em setor extremamente estratégico, que é o setor de defesa, onde a Índia já se destaca no concerto das nações por desenvolver armas estratégicas e equipamentos com tecnologia de ponta.

Visão parcial da unidade fabril da JD Taurus

Oportunidade maior que o ano de 2021
Em dezembro de 2022, o CEO Global da Taurus afirmou, durante um evento com investidores na fábrica de São Leopoldo, que a Índia representa uma oportunidade ainda muito maior e mais perene do que aquela que a empresa que teve no ano de 2021, quando a Taurus percebeu e se preparou a tempo para a impressionante e inédita demanda que viria nos EUA, aproveitando-a ao máximo e fazendo de 2021 o melhor ano da história da companhia.

Salto no EBITDA
Um outro motivo para o entusiasmo do CEO Global da Taurus é a geração de caixa que a operação na Índia deverá gerar, haja vista que, enquanto sua empresa contribui com a transferência de tecnologia, cabe ao Grupo Jindal quase todos os investimentos, da produção à distribuição, passando pelo marketing e demais custos necessários. Com isso, os 49% dos frutos a que a Taurus terá direito serão recebidos praticamente "limpos", possibilitando um enorme salto no EBITDA da empresa.

Para se ter uma dimensão da importância do negócio na Índia, esta Consultoria relembra abaixo detalhes sobre o país, suas dimensões em todos os campos e seus mercados civil, militar e de segurança pública.

Índia - um país com números impressionantes
Sob qualquer aspecto em que sejam analisados, os números da Índia são impressionantes. Afinal:
- tem mais de 1,4 bilhão de habitantes, tendo se tornado o país mais populoso do mundo neste ano;
- é considerada a quarta potência militar do planeta, atrás apenas dos EUA, Rússia e China;
- suas forças armadas têm mais de 1,3 milhão de integrantes;
- suas forças de segurança possuem um efetivo de mais de 1,4 milhão de policiais;
- a segurança privada do país conta com mais de 7 milhões de homens e mulheres;
- nos últimos cinco anos, a Índia foi o segundo maior importador mundial de armamentos;
- está entre os cinco principais países do mundo com maiores gastos no setor de defesa;
- tem o 8º PIB do mundo, à frente de países como Itália, Coreia do Sul, Canadá e Rússia.

Maior e mais inexplorado mercado do mundo para armas leves
Em termos militares e de maneira geral, suas forças armadas possuem armamentos atômicos, bem como aviões, navios, artilharia, tanques e mísseis modernos. Anteriormente, a maior parte era importada dos Estados Unidos, Rússia e França, mas a indústria nacional começou a desenvolver e a produzir tais itens e está avançando a passos impressionantes, graças às iniciativas "Make in India" e "Atmanirbhar Bharat" (Índia Autossuficiente), implementadas pelo Primeiro-ministro Narendra Modi.

Com relação ao armamento leve, com exceção de algumas unidades especiais, a maior parte das forças regulares e a quase totalidade das forças de segurança ainda usa metralhadoras de mão, pistolas e fuzis antiquados produzidos pelas fábricas estatais. Há pouco tempo, houve uma grande importação de fuzis de assalto americanos (que estão apresentando falhas) e foi firmada uma joint venture com a Rússia para a produção local do fuzil de assalto AK-203. A partir daí, diversas iniciativas semelhantes estão sendo costuradas com empresas de outros países, sempre com transferência de tecnologia.

Mercados civil e governamental
Segundo estimativas internacionais e da própria Índia, este país ultrapassou a China em abril de 2023, tornando-se o mais populoso do mundo, superando a marca de 1,4 bilhão de pessoas.

Apesar disso, fontes internacionais afirmam que a Índia possui apenas cerca de 74 milhões de armas leves civis, principalmente antigos e obsoletos revólveres e pistolas. Segundo as últimas informações prestadas por executivos da Taurus, o país fornece anualmente cerca de 45 mil novas licenças para aquisição de armas e há cerca de 12 milhões de licenças ativas. Isso acontece em virtude de uma legislação bastante rígida e de costumes culturais milenares que levam, por exemplo, a uma parte da polícia ostensiva ser armada apenas com porretes.

Salesio Nuhs afirmou, na reunião Apimec em dezembro, que a questão do armamento para civis começou a ser discutida com mais ênfase na Índia há três anos, coicidentemente ou não na mesma época em que o Grupo Jindal o procurou para propor uma joint venture.

Aqui, é importante observar que o que dá sustentação e perenidade a uma fabricante de armamento leve é o mercado civil. Assim, é preciso ressaltar que o foco da Taurus, nos EUA, na Índia e no resto do mundo, é o mercado de armas civis, pois é neste que obtém as melhores margens, sendo o motivo primordial de a fábrica indiana começar sua fase operacional produzindo esse tipo de arma. As licitações, como toda a venda por atacado, causam uma diminuição das margens, que é compensada, no entanto, pelos altos volumes envolvidos.

Não parece haver dúvidas de que um mercado civil com apenas 74 milhões de armas antigas para uma população de 1,4 bilhão de pessoas é um nicho atraente, perene e promissor, sob qualquer ângulo que seja visto, e este é um dos motivos que levou o gigante Jindal Group a procurar a Taurus e com ela firmar uma joint venture em 2020 para produção de armas leves civis e militares na Índia.

No entanto, além do mercado civil, a JD Taurus já está participando de importantes e significativas licitações no imenso mercado militar e de segurança indiano.

Além da megalicitação de 425.000 fuzis para as Forças Armadas indianas que a empresa está disputando e que se definirá no início deste ano, as licitações futuras para órgãos policiais e paramilitares do país já somam cerca de 260 mil armas de diversos tipos (fuzis, submetralhadoras e pistolas). Ou seja, ainda sem ter inaugurado sua fábrica na Índia, a JD Taurus já tem a perspectiva de concorrer a licitações que montam, por enquanto, em cerca de 685 mil armas, além de um imenso e quase inexplorado mercado civil.

Fuzil JD Taurus T4 é um forte concorrente na megalicitação para as Forças Armadas indianas

No que se refere às licitações em todos os níveis governamentais, a multinacional brasileira tem preços muito competitivos, alta tecnologia/qualidade e volume de produção (algo que poucos fabricantes têm), além de ter sido a primeira joint venture de armas leves na Índia e de ter uma fábrica agora pronta para entrar em operação. Os três primeiros fatores fizeram com que vencesse a concorrência para fornecer o Fuzil T4 ao Exército das Filipinas no ano passado, também competindo com grandes fabricantes internacionais de armas. Segundo o CEO da Taurus declarou recentemente, existem dois grandes fabricantes que são favoritos na megalicitação de fuzis indiana, sendo a Taurus um deles, e é bastante provável que cada um fique com 50% do total.

Índia: novo divisor de águas para a Taurus
Em síntese, esta Consultoria está convicta de que a Índia poderá se constituir em um novo divisor de águas para a multinacional brasileira, assim como já o foram a sua venda para a CBC, a assunção da equipe dirigente liderada por Salesio Nuhs e o turnaround "de livro" que esta implementou na empresa.

 

Exército recebe protótipos do Projeto Rádio Definido por Software da AEL Sistemas

 


*LRCA Defense Consulting - 01/01/2024

O Centro Tecnológico do Exército recebeu 16 protótipos do ciclo veicular do Projeto Rádio Definido por Software do Ministério da Defesa (RDS DEFESA). O equipamento é produzido pela empresa AEL Sistemas, de Porto Alegre, e o Projeto conta com a participação das três Forças Armadas e de várias empresas brasileiras.

O Projeto RDS DEFESA contempla a pesquisa e desenvolvimento de rádios veiculares, rádios portáteis e rádios transportados por mochila, abrangendo as faixas de HF, VHF e UHF (2 a 512 MHz).  Além de aumentar a liberdade de ação no espaço cibernético, o equipamento contribui para a interoperabilidade das comunicações das Forças Armadas. O Projeto também impulsiona a Base Industrial de Defesa, fortalece os laços entre as organizações militares e instituições de ciência e tecnologia, e cria condições para o início da pesquisa em Rádios Cognitivos.

A equipe técnica do Centro Tecnológico do Exército realizou a portabilidade de formas de onda na faixa de V/UHF dos 16 protótipos e, em breve, concluirá a portabilidade em HF. Adicionalmente, a equipe acompanha a realização de testes funcionais, de desempenho e ambientais, a fim de verificar se os referidos protótipos atendem aos requisitos estabelecidos para o Projeto. Em seguida, os rádios serão enviados para avaliação no Centro de Avaliações do Exército.

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