Pesquisar este portal

22 abril, 2024

Royal Air Maroc anuncia licitação para modernizar sua frota antiga com 200 novas aeronaves. Embraer pode ser uma opção


*Aero-News Journal - 22/04/2024

A Royal Air Maroc, a transportadora nacional de Marrocos, está preparada para um surto de crescimento significativo. A companhia aérea anunciou recentemente o lançamento de um concurso para adquirir impressionantes 200 novas aeronaves, quadruplicando o tamanho da sua frota atual. Esta ambiciosa medida reflete as aspirações da Royal Air Maroc de solidificar a sua posição como um importante interveniente na aviação africana. A notícia vem de uma parceria estratégica entre a Royal Air Maroc e o governo marroquino, anunciada em julho de 2023.

Este acordo envolveu uma injeção substancial de capital do governo para alimentar os planos de desenvolvimento da companhia aérea. A visão? Transformar a Royal Air Maroc numa força dominante até 2030. O CEO Abdelhamid Addou confirmou o lançamento do concurso em 18 de abril de 2024, marcando um marco significativo neste grande plano. Embora os detalhes específicos da licitação não tenham sido divulgados, a especulação da indústria sugere que ela abrangerá uma combinação de aeronaves de fuselagem estreita e de fuselagem larga. Esta combinação estratégica permitirá à Royal Air Maroc atender tanto rotas regionais de curta distância como voos internacionais de longa distância. A lógica por trás desta expansão agressiva é multifacetada. A Royal Air Maroc procura capitalizar a crescente procura de passageiros em África. A companhia aérea liga atualmente mais de 50 aeroportos africanos com a sua frota de apenas 52 aeronaves. Ao expandir significativamente o seu alcance, a Royal Air Maroc pretende tornar-se a transportadora preferida dos viajantes em todo o continente.

A Copa do Mundo de 2030, prevista para Marrocos, é outro fator que impulsiona esta estratégia de crescimento. O afluxo de turistas esperado para o evento desportivo global apresenta uma oportunidade lucrativa para a Royal Air Maroc. A frota expandida garantirá que a companhia aérea esteja bem equipada para lidar com o aumento no tráfego de passageiros. Este investimento substancial em novas aeronaves reflete não só a ambição da Royal Air Maroc, mas também o compromisso do governo marroquino com o sucesso da companhia aérea. A transportadora nacional desempenha um papel crucial no desenvolvimento econômico de Marrocos, promovendo o turismo e o comércio internacional. Ao reforçar as capacidades da Royal Air Maroc, o governo espera desbloquear um maior crescimento econômico para o país.

O processo de licitação provavelmente atrairá grandes fabricantes de aeronaves, tanto Boeing quanto Airbus, disputando uma fatia deste pedido substancial. A decisão final dependerá de fatores como preços, eficiência de combustível e necessidades específicas das rotas previstas pela Royal Air Maroc. Com o lançamento do concurso, os próximos meses serão cruciais para a Royal Air Maroc. À medida que a companhia aérea finaliza as suas escolhas de aeronaves e negocia os contratos, a indústria estará observando com grande interesse. Este ambicioso plano de expansão tem o potencial de remodelar o panorama da aviação africana, solidificando a posição da Royal Air Maroc como uma força importante nos próximos anos.
---xxx---

Nota da LRCA: a Royal Air Maroc possui 04 aeronaves Embraer E-190 em sua frota de 52 aviões. A especulação da indústria de que o grande aumento da frota abrangerá uma combinação de aeronaves de fuselagem estreita e de fuselagem larga, permitindo à Royal Air Maroc atender tanto rotas regionais de curta distância como voos internacionais de longa distância, pode significar a inclusão de mais jatos Embraer na nova configuração da empresa.

21 abril, 2024

EUA: Guns & Ammo faz análise completa da Taurus GX4 Carry TORO 2024, e são só elogios


*Guns and Ammo, por James Tarr, com fotos de Mark Fingar - 10/04/2024

A Taurus anunciou a GX4 em 2021 e rapidamente seguiu com a GX4 TORO e a GX4XL TORO prontos para óptica alguns meses depois. A GX4 é uma microcompacta, com estrutura de polímero, de 9 mm, enquanto o modelo -XL aumentou a capacidade de 10 para 11 e 13 mais um cartucho. “TORO” é um acrônimo para “Taurus Optic Ready Option” e também uma referência à iconografia do “touro” em sua marca. Essas pistolas foram um grande sucesso para a Taurus.

Testei a GX4 quando ela foi lançada. O design e a qualidade de construção da GX4 pareciam superiores a todos as outras semiautomáticas Taurus que eu fotografei, e tão boas quanto (ou melhores) que qualquer 9mm subcompacta concorrente no mercado, embora com um preço mais baixo, começando em US$ 400 para o mais básico, configuração não pronta para óptica. Para uma empresa conhecida por suas pistolas de baixo custo, a GX4 manuseava e disparava como uma arma mais cara, o que foi uma revelação, e por que ganhou o prêmio Handgun of the Year do ano em 2022.

No início, submeti a GX4 a um mini teste de tortura. Depois de 325 tiros, minha amostra parecia praticamente nova por dentro e tão apertada quanto uma não disparada. Não tive nenhum problema de funcionamento, embora tenha conseguido quebrar a mira frontal. Não foi um teste de tortura exaustivo, mas foi o suficiente para me provar que esta subcompacta é tudo o que deveria ser e muito mais do que eu esperava.

Para 2024, é a GX4 Carry TORO
Desde então, a Taurus adicionou mais modelos e opções de cores à linha GX4. Para 2024, é a GX4 Carry TORO. Não faz muito tempo, os fabricantes lançavam, primeiro, modelos em tamanho real de uma nova pistola e, depois, lançavam versões compactas e outros calibres. Hoje, as armas ocultáveis ​​estão impulsionando o mercado. Fabricantes como a Taurus tendem a produzir armas menores primeiro e depois modelos maiores, que é o que temos aqui. Neste caso, “maior” ainda é compacta o suficiente para “transportar” – daí o nome do modelo.

A GX4 Carry TORO combina o cano e o ferrolho da GX4XL com uma estrutura de empunhadura estendida alimentada por carregadores de 15 cartuchos. A GX4 Carry tem um cano de aço inoxidável de 3,7 polegadas, 6,56 polegadas de comprimento e 5,16 polegadas de altura. Para efeito de comparação, a GX4 original tinha um cano de 3,06 polegadas e o punho mais curto aceitava carregadores de 10, 11 ou 13 cartuchos. Oficialmente, a pistola tem 1,08 polegadas de largura, mas devo salientar que a pistola tem apenas essa largura no lançamento do carregador (que é reversível). A moldura e o ferrolho têm apenas cerca de 0,9 polegadas de largura, tornando esta pistola plana e ocultável.

Impressões gerais
Esteticamente, a GX4 Carry parece boa; as proporções funcionam. Dois carregadores de 15 cartuchos são fornecidos com este modelo. Eles são de aço azulado e possuem orifícios de índice numerados na parte traseira, e no interior há seguidores amarelos de alta visibilidade. As bases não estão exatamente niveladas e têm uma pequena borda para ajudar a retirá-las, só para garantir.

Principalmente, o que torna as pistolas GX4 incríveis é oferecer um ótimo conjunto de recursos por um (menor) preço. O preço de varejo sugerido da SIG Sauer P365 XL é de US$ 600 e da Springfield Armory Hellcat Pro OSP é de US$ 649. A GX4 Carry custa de US$ 100 a US$ 150 menos, com recursos como acabamentos de alta qualidade: o corpo de aço inoxidável tem acabamento em carbono tipo diamante (DLC); a lâmina recebe acabamento em nitreto; e as peças internas de liga de aço são protegidas contra corrosão por um revestimento de Teflon ou níquel. O chassi dentro da estrutura de polímero, que inclui os trilhos, é um componente de aço inoxidável.

Embora eu ainda aja como se tivesse 12 anos, tenho idade suficiente para dizer: “Vocês, crianças, não têm ideia de como vocês são bons!”. Na minha época, os fabricantes de armas raramente tinham aço inoxidável disponível para trabalhar, então as armas geralmente eram construídas com peças de aço que eram azuladas e começavam a enferrujar se não fossem mantidas cobertas de óleo! Com a GX4, os materiais são tão duráveis ​​e resistentes à ferrugem quanto uma pistola pode ser.

O chassi de aço inoxidável dentro da estrutura de polímero não deve ser removível pelo consumidor. Claro, você pode ver através do recorte na parte traseira da moldura onde o número de série está gravado. A GX4 Carry é fabricada pela Taurus no Brasil, então você também encontrará o número de série repetido no cano e no ferrolho de acordo com as regulamentações internacionais.

O bloqueio na GX4 Carry foi excelente, muito melhor do que a pistola comum disparada por um atacante. Não houve nenhuma brincadeira com o encaixe do cano e uma quantidade quase imperceptível de movimento com o encaixe do deslizamento na moldura. O ferrolho girava suavemente com a mão, mesmo com a mola de recuo duplo envolvendo a haste-guia dentro da arma. Dito isto, todas as GX4 que usei pareciam a mesma.

Sistema de mira
A mira da GX4 Carry, assim como dos outros modelos GX4, é feita de aço. A mira frontal tem um ponto branco e a mira traseira é apenas serrilhada e preta. Essas miras utilitárias são perfeitamente aceitáveis, mas se você quiser trocá-las, a GX4 aceita miras com padrão Glock de reposição.

Por que uma traseira lisa em vez de pontos? No que diz respeito à mira de ferro, muitas vezes somos ensinados a focar na mira frontal ao mirar. Portanto, o único propósito da mira traseira é enquadrar a mira frontal. A mira traseira é como uma moldura de janela, você deve olhar através dela, não para ela. Pontos traseiros brilhantes – ou qualquer outra coisa que desvie seus olhos da visão frontal – não são o que você deseja.

Quanto à afirmação frequentemente repetida de que os fabricantes de armas recebem armas selecionadas manualmente para revisão, isso quase nunca é o caso – exceto quando um fabricante envia um protótipo de pré-produção antes de seu lançamento. Para provar meu caso, eu apontaria para a mira traseira da GX4 Carry enviado para Guns & Ammo para teste. Não estava centralizado no entalhe; em vez disso, estava um pouco para a direita. Isso não fez nenhuma diferença apreciável no ponto de impacto em até 7 jardas, e foi uma solução fácil com um empurrador de mira. Porém, a GX4 Carry inclui um ferrolho com corte TORO.

A primeira GX4 antecedeu a TORO em alguns meses, o que significa que elas não tinham disposições para uma óptica no ferrolho. Os modelos subsequentes em 2022 mudaram isso, e todos os modelos GX4 Carry têm o recurso TORO. Remova a placa de aço e você verá que o ferrolho é perfurado e rosqueado para aceitar a montagem direta de óptica com a pegada Holosun da série K. Para ilustrar isto, foi instalado um Holosun EPS Carry. Uma lanterna de pistola também pode ser adicionada ao trilho Picatinny de três slots. Se você deseja transportar a GX4 com ótica e lanterna acopladas, saiba que a GX4 Carry é o primeiro modelo GX4 com trilho de quadro. É claro que adicionar acessórios afeta a ocultabilidade e é de utilidade discutível em uma pistola de transporte compacta, mas é bom que os compradores tenham essa opção.

Controles
Conforme mencionado, a liberação do carregador de aço é reversível. A liberação deslizante é unilateral, pequena e de perfil baixo, mas funciona como liberação deslizante. Não é tão discreta que não possa ser trabalhada com o polegar. Em outros lugares, não há alavanca de desmontagem, que foi intencional para manter a pistola o mais fina possível. Para desmontar a GX4 Carry, você precisará de uma chave de fenda para girar o pino acima do gatilho.

O gatilho de polímero tem uma face plana moderna e no centro dela está a esperada alavanca de segurança. No que diz respeito à segurança, há também uma segurança passiva do atacante no ferrolho. O gatilho na amostra da G&A foi de até 6 libras. Ele exibiu um puxão curto com uma reinicialização menor que a média; era bastante normal para uma arma disparada por um atacante. A reinicialização do gatilho também foi imperceptível. Pessoalmente, parece claro para mim que, se você está redefinindo o gatilho de uma arma de porte, ainda não entendeu bem o conceito de tiro defensivo com arma de fogo; o objetivo é puxar o gatilho o mais rápido possível, mantendo todas as balas no centro do alvo. Se você consegue ouvir ou sentir a reinicialização, você não está atirando rápido.

Quando o tamanho importa
Várias empresas fabricam modelos de “transporte” de suas armas. Alguns combinam um punho de tamanho normal com um deslizamento curto – a G45, por exemplo – que é exatamente o oposto do que eu acho que uma arma de transporte deveria ser. As armas de “transporte” devem ser mais fáceis de transportar, o que significa punhos mais curtos que são mais fáceis de esconder, combinados com ferrolhos mais longos. A Taurus já oferece isso na GX4XL. A GX4 Carry adiciona uma estrutura de empunhadura mais longa, o que torna a GX4 Carry menos ocultável do que a série GX4, mas a Carry é mais fácil de atirar.

A GX4 original tinha dois backstraps (área do punho da pistola que entra em contato com a palma da mão do atirador, entre o polegar e o indicador, quando agarrada) intercambiáveis: Pequeno e Grande. A GX4 Carry vem com três backstraps, com o Médio instalado de fábrica. O Grande proporciona uma protuberância maior sob a palma da mão, aumentando a aderência e alterando o ângulo de aderência. Se você gosta do ângulo de aderência da Glock (como eu), esta é uma opção bem-vinda. O backstrap grande não oferece o ângulo de aderência agressivo de uma Glock, mas é próximo. O backstrap médio coloca sua mão firmemente no ângulo de aderência de uma 1911.

A moldagem por injeção de metal (MIM) é incrível. Há cerca de 10 anos, os fabricantes descobriram como produzir texturas à máquina que fossem tão agressivas quanto o pontilhado manual. Você já percebeu que quase nenhuma empresa oferece mais serviços de pontilhado ou texturização? As texturas de aderência modernas melhoraram tanto que a textura de aderência fina na estrutura da GX4 Carry não parece agressiva, mas parece uma lixa gasta sob sua mão. Não é muito agressivo, mas sua mão não deve escorregar quando molhada.

Há uma ranhura rasa para os dedos na tira frontal. A 2,3 polegadas da parte inferior do gatilho até a parte inferior do quadro, o punho é longo o suficiente. A menos que você consiga segurar uma bola de basquete, provavelmente conseguirá encaixar confortavelmente todos os dedos no punho desta pistola. O conforto e o controle foram dramaticamente melhorados.

Tudo sobre a aderência da GX4 parece bem pensado. Ergonomicamente, a GX4 Carry é um home run. Esteticamente, também é uma vitória sólida. A pistola tem cano baixo e aponta naturalmente. Na moldura, logo acima da frente do gatilho, você encontrará uma seção de texturização destinada a ajudar a manter o polegar da mão de apoio no lugar. A Taurus chama isso de “Pad de gerenciamento de recuo”.

O compartimento da GX4 Carry também é sutilmente alargado e levemente chanfrado. Esta pistola compacta recarregava tão suavemente e tão rápido quanto algumas pistolas de tamanho normal que testei. Isso não era algo que eu esperava.

Meu tempo no campo foi tranquilo. A GX4 Carry comeu todo tipo de ponta oca que eu alimentei, mas o mesmo aconteceu com todos os outros modelos GX4 que fotografei. Ao testar a primeira GX4, filmei junto com uma Ruger LCP. A Ruger é alojada no menos potente .380 ACP, mas a arma é menor e mais leve. Descobri que ela e a GX4 produziam recuo de feltro equivalente. Era atirável, mas nervosa. A GX4 Carry é uma arma diferente para atirar. Ela recuou mais suavemente e o raio de visão mais longo me levou ao alvo mais rápido ao usar mira de ferro. Foi muito divertido perfurar papel e derrubar placas de aço com ela.

O punho mais longo ajuda a GX4 Carry a disparar como uma pistola de tamanho normal. Ainda assim, é ocultável com o coldre, cinto e capa certos. Não conheço ninguém que atirou com uma GX4 e não saiu impressionado, e a GX4 Carry talvez seja uma pistola ainda melhor do que essa.

Taurus Gx4 Carry TORO
Tipo : Atacante disparado, operado por recuo, semiautomático
Cartucho : 9mm
Capacidade : 15+1 rds.
Cano : 3,7 pol., torção de 1:10 pol., aço inoxidável, acabamento DLC
Comprimento total : 6,56 pol.
Largura : 1,08 pol.
Altura : 5,16 pol.
Peso : 1 libra, 5,5 onças.
Acabamento : Nitreto (liga de aço), DLC (aço inoxidável)
Miras : Aço, ponto branco (frente), entalhe (traseira); Glock em cauda de andorinha
Puxar o gatilho : 6 libras. (testado)
Segurança : êmbolo de desconexão do percussor, alavanca do gatilho, indicador de segurança carregado
Preço sugerido : $ 505
Fabricante : Taurus, 229-515-8464, taurususa.com

WEG-CESTARI fornece solução completa para potencializar eficiência energética na Yara Brasil Fertilizantes


*LRCA Defense Consulting - 21/04/2024

No coração de Paranaguá, a Yara Brasil Fertilizantes S.A., importante player do mercado de fertilizantes no território nacional, contou com a WEG para um fornecimento que redefine a confiabilidade na produção de fertilizantes. Um esforço em conjunto com a Opção Eletromotores, importante parceiro em eficiência energética da WEG, que conduziu o projeto para entregar motorredutores, elevando a produtividade e reduzindo custos.

A empresa recebeu 10 conjuntos motorredutores WCG20 da WEG-CESTARI que contam com motores da linha W22 IR3 WEG distribuídos estrategicamente em diferentes linhas de produção. Esses conjuntos desempenham papéis fundamentais na operação diária da empresa: dois conjuntos atuam na linha de produção de mistura dos compostos; quatro estão nas ensacadoras e outros quatro nas correias transportadoras.

Essa mudança não é apenas uma simples atualização, mas sim uma evolução tecnológica significativa. A substituição dos motores antigos IR1 por motores de alta eficiência W22 IR3 e a transição dos redutores para a linha WCG20 representam uma melhoria substancial em termos de rendimento, durabilidade e eficiência energética, resultando em 15% de economia comprovada.

Notável ganho na eficiência da produção

A linha WCG20 da WEG-CESTARI, com torques entre 50 e 18000 Nm, em conjunto aos motores de alta eficiência da linha W22 IR3 Premium da WEG, oferecem menor necessidade de manutenção e maior confiabilidade operacional. Isso implica uma redução considerável nas paradas para manutenção, impactando positivamente a produtividade da Yara.

O projeto destaca-se pela inovação e pelo compromisso que a WEG e a Opção Eletromotores têm em parcerias de eficiência energética, pois esse fornecimento é um passo significativo em direção à sustentabilidade, onde a Yara Fertilizantes demonstra seu compromisso com a excelência, o uso eficiente de recursos naturais e o aprimoramento contínuo, enquanto a WEG reforça seu papel como líder em soluções energéticas eficientes.

20 abril, 2024

Os F-16 argentinos podem agilizar a decisão brasileira sobre defesa antiaérea de média altitude


*LRCA Defense Consulting - 20/04/2024

Em 16 de abril, a Argentina assinou um acordo de aquisição, para sua força aérea, de 24 caças-bombardeiros de alto desempenho General Dynamics F-16 Fighting Falcon Block 15 usados, que estavam em operação na Força Aérea Real Dinamarquesa. O Ministério da Defesa da Argentina disse, num comunicado, que os F-16 dinamarqueses, “modernizados e equipados com a melhor tecnologia”, formariam “a espinha dorsal do sistema de defesa aérea da Argentina”.

O F-16 "Viper" (como é conhecido entre os seus pilotos) é um jato de combate multifuncional desenvolvido pelos Estados Unidos e adotado por 26 países em todo o mundo, entre outros. Projetado principalmente para uma variedade de missões, desde ataque ao solo até defesa aérea, a aeronave é conhecida por sua versatilidade e capacidade de operar em diferentes contextos de combate , contando com alta poder de fogo. 

A aeronave tem diversas variantes: os F-16A, F-16C e F-16E são monopostos, enquanto os F-16B, F-16D e F-16F podem acomodar dois tripulantes, facilitando assim missões que exigem um copiloto para gerenciamento de sistemas complexos de armas ou treinamento de voo. Desde o seu primeiro voo, em 02 de fevereiro de 1974, mais de 4.500 unidades foram construídas e atualmente está em serviço em 26 países em todo o mundo.

O F-16 foi projetado com uma configuração de asa alta e uma fuselagem que permite vários pontos rígidos. Ele pode transportar uma carga útil substancial, distribuída por nove pontos externos, incluindo estações sob as asas e fuselagem. Esta configuração permite transportar várias combinações de armamentos e cápsulas para missões específicas, aumentando assim a sua capacidade de cumprir múltiplas funções numa única surtida.

A Block 15, versão produzida em maior quantidade, introduziu novos estabilizadores, 30% maiores, bem como adicionou mais dois pontos de fixação para armamento (5R e 5L), rádios na banda UHF (Have Quick I) mais seguros e melhoria do conforto do piloto otimizando o ar condicionado do cockpit. Na atualização OCU (Operational Capabilities Upgrade programme), para todos os block 15 produzidos após Janeiro de 1988, houve melhoria dos aviônicos e do sistema de controlo de tiro, o radar foi atualizado com uma melhor capacidade de defesa aérea e houve aumento da capacidade estrutural das asas; foi ainda introduzido o motor Pratt & Whitney F100-PW-220E e capacidades para transportar e disparar os mísseis AGM-65 Maverick, AIM-120 AMRAAM (Advanced Medium-Range Air-to-Air Missile) e o míssil antinavio de origem norueguesa AGM-119 Penguim. O peso máximo de descolagem aumentou para 17.010Kg.

Os F-16 argentinos têm também a atualização MLU, modernização de meia-vida aplicada aos F-16 noruegueses, dinamarqueses, holandeses, belgas e portugueses que os colocaram ao nível dos da versão Block 50 da USAF. Passaram ainda pela atualização "Falcon Up", que capacitou a estrutura da fuselagem para atingir um ciclo de vida de 8 000 horas de voo. As atualizações incluíram um novo computador (MMC - Modular Mission Computer) derivado do que equipa o F-22 Raptor, radar AN/APG-66 atualizado para o padrão AN/APG-66(V)2, integração do míssil AIM-120 AMRAAM e do sistema avançado de interrogação de aeronaves (AIFF), Head up display (HUD) no capacete. Foram designados oficialmente F-16AM e F-16BM.

Equipado com uma ampla gama de mísseis ar-solo e ar-ar, bem como pods de navegação e direcionamento e bombas guiadas, o F-16 é capaz de enfrentar uma infinidade de cenários de missão. Entre seus armamentos notáveis ​​estão os mísseis AGM-65 Maverick e AGM-84 Harpoon, projetados para atingir alvos terrestres e marítimos, respectivamente.

O AGM-65 Maverick é especificamente adaptado para ataques precisos em alvos terrestres, utilizando sistemas de orientação por televisão ou infravermelho. Isto permite que o F-16 atinja com sucesso objetos móveis e fixos com alta eficiência. Por outro lado, o AGM-84 Harpoon é um míssil antinavio que emprega um sistema de orientação por radar ativo para rastrear e destruir embarcações inimigas, reforçando a superioridade marítima das forças aéreas.

Para combates ar-ar, o F-16 está equipado com uma variedade de mísseis, incluindo o AIM-120 AMRAAM, o AIM-7 Sparrow e o AIM-9 Sidewinder. Cada míssil desempenha uma função específica, com o AIM-120 AMRAAM oferecendo maior precisão através de seu sistema de orientação por radar ativo, o AIM-7 Sparrow ideal para combates de médio alcance com sua orientação por radar semiativo, e o AIM-9 Sidewinder perfeito para combate aéreo de curto alcance com orientação infravermelha.

Pods de navegação e mira, como o AN/AAQ-13 e AN/AAQ-14 LANTIRN, fornecem recursos avançados de navegação e mira, permitindo que o F-16 opere efetivamente em condições de pouca luz ou baixa visibilidade. Esses pods são essenciais para ataques terrestres de precisão, fornecendo dados precisos de aquisição de alvos.

Além disso, bombas guiadas como a GBU-31 e a GBU-38 JDAM oferecem notável precisão em ataques ao solo através de orientação por GPS. O F-16 pode lançar essas bombas em alvos específicos com grande precisão, minimizando danos colaterais durante as operações de combate.

F-16AM dinamarquês armado com AMRAAM e uma bomba guiada a laser GBU-12

O F-16 também está armado com uma metralhadora Gatling M61A-1 Vulcan de 20 mm e 511 tiros, projetada para combate aéreo. Capaz de disparar em alta velocidade, esta arma é apta para neutralizar rapidamente ameaças aéreas. Sua capacidade de lançar um grande número de projéteis em um curto espaço de tempo o torna um recurso valioso para combates de curta distância. Empregada pela primeira vez durante a Guerra do Vietnã na década de 1960, esta metralhadora ganhou fama por sua eficácia contra aeronaves MiG inimigas em combate aéreo.

Com uma velocidade máxima de Mach 2.05 (2,05 vezes a velocidade do som ou cerca de 2.531 km/h), autonomia máxima de 4.215 km e teto máximo de 15.239 metros, os F-16 argentinos são uma arma aérea formidável, com capacidades suficientes para modificar o cenário aéreo das forças armadas da maioria dos países da América do Sul.

Defesa antiaérea brasileira: uma situação muito preocupante
Conforme já escrito por esta Consultoria em matéria anterior, em termos de Artilharia Antiaérea, a situação do Brasil é, para dizer o mínimo, muito preocupante, pois as Forças Armadas nacionais não possuem nenhuma arma terrestre ou naval que possa fazer frente a ameaças aéreas que operem em média altitude (entre 3.000 e 15.000 metros) ou mais, o que significa que todo o trabalho teria que ser feito pelos caças Gripen e F5. Apenas como ilustração relativa à América do Sul, os caças Sukhoi 30 e F16 venezuelanos, os F16 chilenos, os recém-adquiridos F16 argentinos e até os IAI Kfir colombianos têm teto de emprego superior a 15.000 metros de altitude. 

Embraer C-390 X Akash SAM
Assim, a informação divulgada recentemente pelo Comandante do Exército Brasileiro, de que Índia e Brasil estão considerando um acordo governo a governo na modalidade quid pro quo (expressão latina que significa "tomar uma coisa por outra"), onde a Índia compraria a aeronave multimissão Embraer C-390 Millennium em troca de o Brasil adquirir algumas baterias do sistema de mísseis antiaéreos Akash SAM, assume uma importância estratégica para o País, pelo menos enquanto a indústria brasileira de defesa não tiver condições de desenvolver uma arma similar. 

Akash SAM
De maneira simplificada, o Akash é um sistema de mísseis superfície-ar (SAM) de curto alcance para proteger áreas e pontos vulneráveis ​​​​de ataques aéreos. O Akash Weapon System (AWS) pode atacar simultaneamente vários alvos no modo de grupo ou no modo autônomo, possuindo recursos integrados de contramedidas eletrônicas (ECCM). Todo o sistema de armas está configurado em plataformas móveis, possibilitando grande flexibilidade operacional. Sua faixa de operação (alcance geral) é de 4,5 km a 25/30 km e a altitude de operação é de 100 m até 20 km. Caso o Brasil opte pelo Akash-NG (New Generation), seu alcance aumentará para 70/80 km.

Em 17 de dezembro de 2023, durante um exercício Astraskati, a Força Aérea Indiana disparou, ao mesmo tempo, quatro mísseis de dois lançadores Akash de uma única unidade de disparo, neutralizando quatro UAVs simultaneamente, usando orientação de comando. Todos os alvos foram detectados e abatidos no alcance máximo de 30 km. Isso marca o sistema Akash como o primeiro sistema do mundo a rastrear e destruir com sucesso quatro alvos usando uma única unidade de disparo sob orientação de comando.

Decisão brasileira
Em virtude do cenário que passará a existir a partir de 2025, quando deverão chegar os novos caças-bombardeiros argentinos, mesmo que considerando os tradicionais laços de amizade que unem os dois países, a análise geopolítica pode recomendar que o Brasil agilize a decisão (tomada muito antes desse fato, por ser fundamentalmente necessária) de adquirir baterias de mísseis antiaéreos de média altitude.

*Com informações de Army Recognition e de outras fontes.
 

Embraer saúda o Exército com imagem do radar SABER M200. Apenas uma icônica homenagem?

Radar Embraer SABER M200 em imagem editada (imagem original em https://lkdin.io/4HLb)

*LRCA Defense Consulting - 20/04/2024

Ao saudar o Exército Brasileiro pelo transcurso do seu dia - 19 de abril, a Embraer - 3ª mais fabricante de aeronaves civis do mundo, bem como das aeronaves militares C-390 Millennium e A-29 Super Tucano - resolveu utilizar a imagem do Radar SABER M200 Vigilante, a mais recente tecnologia de uso militar desenvolvida pela gigante aeroespacial brasileira.

Evidentemente, trata-se de uma imagem bastante apropriada, pois mostra dois militares do Exército operando o radar que está montado em uma viatura, ambos na cor verde-oliva tradicional da Força Terrestre.

No entanto, a Embraer costuma usar com maestria as técnicas da semiótica nas imagens que divulga em suas mídias, eventualmente as aproveitando para difundir um momento especial da empresa.

Não custa lembrar que, quando da operação do equipamento em Parintins (AM), em meados de 2023, a imprensa da República Tcheca e a da Áustria  repercutiram o fato de forma muito positiva, gerando especulações sobre um possível interesse desses países no equipamento. 

Com relação à Áustria, a Embraer acabou de firmar um outro memorando de entendimento, desta vez com a AICAT (Austrian Industrial Cooperation & Aviation Technology), plataforma de cooperação industrial dentro da Câmara de Comércio Austríaca (WKÖ), para cooperação mais estreita com empresas desse país.

Além disso, de 15 a 18 deste mês, ocorreu também o Diálogo das Indústrias de Defesa Brasil-Áustria onde, entre os principais pontos abordados, esteve a futura aquisição do KC-390 Millennium pela Áustria. Foram realizadas reuniões no Ministério da Defesa e visita à linha de produção de aeronaves na unidade da Embraer, em Gavião Peixoto, e também à sede da corporação, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A iniciativa, intermediada pelo MD e pela Advantage Austria, contou com a participação de 11 empresas austríacas, representantes do governo austríaco e empresas associadas ao Cluster Aeroespacial & Defesa Brasileiro. Durante o encontro, foram realizadas mais de 60 reuniões entre as empresas participantes, proporcionando o desenvolvimento de novos negócios, a troca de experiências e possíveis parcerias entre os participantes.

Ainda sobre o interesse estrangeiro em radares, no final de dezembro de 2023 uma delegação do Ministério da Defesa da Arábia Saudita conheceu as capacidades industriais e de engenharia em radares da Embraer Defesa & Segurança e participou de uma demonstração do Radar Saber M200 Vigilante, na área da 11ª Brigada de Infantaria Mecanizada do Exército Brasileiro. Os sauditas acompanharam, ainda, uma demonstração do Radar Sentir M20 no Comando Militar do Oeste, em Campo Grande (MS).

Assim, fica uma interrogação no ar: além da óbvia e bela homenagem, a imagem pode também estar embutindo uma mensagem subliminar referente ao radar SABER M200?

 

Radar SABER M200 Vigilante
O radar SABER M200 Vigilante é um sensor de médio alcance para vigilância aérea e aplicações de alerta precoce. Utilizando técnicas avançadas de processamento, é capaz de detectar e rastrear posições e trajetórias, bem como classificar alvos detectados. Possui sistema integrado de geração de energia que garante operação autônoma por até 48 horas e é de fácil transporte por plataformas terrestres e aéreas.

A Embraer e o Exército Brasileiro concluíram com sucesso o primeiro teste do radar M200 Vigilante, incluindo a implantação do equipamento na aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB). A operação do radar foi realizada no Aeroporto Júlio Belém, localizado em Parintins, durante os meses de junho e julho. A Prefeitura de Parintins, o Aeroporto Júlio Belém e o Aeroporto Internacional de Viracopos também apoiaram a iniciativa.

Radar M200 Vigilante, transportado pela primeira vez em um KC-390 da FAB

“O festival proporcionou a oportunidade de testar o desempenho do M200 Vigilante num ambiente difícil. A implantação conjunta da Embraer com o Exército demonstrou a versatilidade, flexibilidade, precisão e robustez do equipamento em sua primeira implantação. Estamos muito satisfeitos com os resultados, que representam um passo importante para o uso operacional efetivo e futuro em benefício das forças armadas no Brasil e no exterior”, afirmou Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança na época.

Na foto inicial que ilustra esta matéria, a plataforma está montada sobre um caminhão Volkswagen Constellation 6×6 militarizado, possibilitando ao equipamento grande mobilidade operacional.

 


 

 

19 abril, 2024

Embraer registra maior carteira de pedidos dos últimos 7 anos e aumento de 67% nas entregas no 1T24


*LRCA Defense Consulting - 19/04/2024

A Embraer entregou 25 jatos no 1T24, um aumento de 67% em relação ao 1T23, quando foram registradas 15 aeronaves. A Aviação Executiva apresentou um crescimento robusto de entregas, saltando de 8 para 18 jatos durante o período. Esse número de entregas representou o melhor primeiro trimestre da unidade em oito anos, e mais do que dobrou em relação ao mesmo período do ano anterior. Na Aviação Comercial, por sua vez, as entregas ficaram estáveis em 7 aeronaves. 

A Embraer entregou 12% do total de aeronaves previstas no ponto médio do guidance para 2024, tanto para a Aviação Executiva quanto para a Aviação Comercial (25 de 206). A companhia desenvolveu e está implementando um plano para mitigar a sazonalidade do seu negócio. O plano, chamado de Production Leveling (Nivelamento de Produção), tem o objetivo de consolidar um ritmo constante de produção ao longo do ano, no médio prazo.

A carteira de pedidos da empresa aumentou US$2,4 bilhões, chegando aos US$21,1 bilhões no 1T24. Isso representa um aumento de 13% na comparação com os US$18,7 bilhões do 4T23. O maior aumento ocorreu na Aviação Comercial (US$ 2,3 bilhões ou 26%), enquanto o menor foi em Defesa & Segurança (-US$ 0,1 bilhão ou -4%). 

A Aviação Executiva manteve o forte desempenho de vendas com alta demanda por todo o seu portfólio e grande aceitação tanto por parte de clientes de varejo como operadores de frotas. O número de entregas aumentou 83% em relação ao ano anterior no segmento de jatos leves e mais do que triplicou no segmento de jatos médios em comparação com o 1T23. Assim, a Aviação Executiva encerrou o período com uma carteira de pedidos de US$ 4,6 bilhões no 1T24, com um aumento de US$ 300 milhões em relação ao trimestre anterior. 

Em Defesa & Segurança, o primeiro C-390 Millennium da Força Aérea Húngara completou com sucesso seu voo inaugural. A aeronave está passando agora por uma campanha de testes de integração de sistemas de missão, antes de sua entrada em serviço. Outro marco importante no trimestre foi o primeiro Embraer Defense Day nos Estados Unidos; um evento durante o qual o C-390 Millennium e o A-29 Super Tucano foram apresentados a autoridades governamentais, oficiais militares, clientes potenciais e parceiros, em nossas instalações em Melbourne, Flórida. A seleção do C-390 por países das regiões EMEA e Ásia-Pacífico ainda não foi incorporada à carteira de pedidos, o que representa uma fonte significativa de potencial crescimento para os próximos trimestres. A carteira de pedidos de Defesa & Segurança foi de US$ 2,4 bilhões (-4% na comparação trimestral) no 1T24. 

A unidade de Serviços & Suporte continua a ser um dos principais drivers do crescimento da Embraer por meio de uma combinação de excelência operacional, experiência do cliente e soluções inovadoras. A carteira de pedidos da Embraer Serviços & Suporte encerrou o período em US$ 3,1 bilhões no 1T24, valor estável em relação ao trimestre anterior. 

A Aviação Comercial registrou uma carteira de pedidos de US$ 11,1 bilhões, ou US$ 2,3 bilhões mais em relação ao 4T23.O destaque do trimestre foi o acordo com a American Airlines para 90 E175s, com direitos de compra para outros 43 jatos adicionais. O pedido da companhia aérea tem o objetivo de atender à demanda doméstica nos Estados Unidos. Além disso, a Embraer entregou um E195-E2 para a Azorra, que voará sob a bandeira da Royal Jordanian.

Exército pretende adquirir até 420 viaturas Iveco 4x4 Guaicurus


*LRCA Defense Consulting - 19/04/2024

Em 17 de abril de 2024, no Quartel General do Exército, o General de Exército Fernando José Sant’ana Soares e Silva, Chefe do Estado-Maior do Exército (EME), e Humberto Marchioni Spinetti, Presidente da Iveco Defense Vehicle Latin America (IDV), assinaram Protocolos de Intenções relativos à diversificação e ampliação do portfólio de viaturas blindadas produzidas por aquela empresa, em prol da Força Terrestre.

Os acordos firmados têm por objetivo equalizar as aquisições da VBTP MSR 6x6 Guarani, cuja gestão é encargo do Comando Logístico, bem como formalizar os entendimentos sobre a aquisição de até 420 unidades da VLMT 4x4 Guaicurus, cujo contrato, em fase de elaboração, está sob responsabilidade do Departamento de Ciência e Tecnologia, por meio da Diretoria de Fabricação.

VLMT 4x4 Guaicurus (Foto: RP / 14 RCMec / WH Comunicações)

As aquisições destas viaturas estão inseridas no escopo do Programa Estratégico do Exército Forças Blindadas (PEE F Bld), que tem por finalidade modernizar as tropas mecanizadas e blindadas da Força, dotando-as com meios modernos, capazes de proporcionar mobilidade, ação de choque, proteção blindada e poder de fogo. 

A cerimônia contou com a presença de oficiais generais do Alto Comando do Exército (ACE) e do EME.

Forças Armadas Austríacas: próximo passo para a aquisição do Embraer C-390


*Militär Aktuell - 19/04/2024

Como é sabido, o Exército Federal quer substituir seus antigos aviões de transporte Hércules por novos aviões C-390M da fabricante brasileira Embraer. Tal como anunciou o Ministério da Defesa austríaco, foi agora assinado um Memorando de Entendimento (MoU) com o Ministério da Defesa holandês para a aquisição conjunta de aeronaves de transporte. A Embraer também anunciou a assinatura de outro memorando de entendimento com a AICAT (Austrian Industrial Cooperation & Aviation Technology), plataforma de cooperação industrial dentro da Câmara de Comércio Austríaca (WKÖ), para cooperação mais estreita com empresas austríacas.

De acordo com o BMLV (Ministério Federal da Defesa), o acordo de princípios de 39 páginas entre a Áustria e os Países Baixos estipula a necessidade urgente de substituir a aeronave de transporte C-130, bem como aquisições conjuntas e efeitos de sinergia nas áreas de formação e manutenção.

Tal como inicialmente previsto, os Países Baixos estão a adquirir um total de nove aeronaves de transporte, quatro das quais se destinam às forças armadas. A Holanda assume o papel de parceiro contratual. Com a assinatura do memorando de entendimento, as negociações e discussões contratuais para a Áustria podem agora ser finalizadas. Após a assinatura do contrato, os primeiros aviões poderão pousar na Áustria já em 2027

MoU entre AICAT e Embraer
O MoU celebrado entre Embraer e AICAT visa explorar oportunidades de pesquisa conjunta, desenvolvimento tecnológico e possíveis contribuições de empresas austríacas para a cadeia de fornecimento dos programas de aeronaves da Embraer.

“Uma colaboração mais intensa com a Embraer seria uma grande oportunidade para a AICAT. Tanto o setor de aviação austríaco e suas operações, bem como a Embraer, poderiam se beneficiar de uma colaboração estruturada em benefício de ambas as partes”, disse Reinhard Marak, CEO da AICAT.

“A Embraer e a Áustria estabelecem há muito tempo um relacionamento de longo prazo, e esta parceria avança ainda mais com o novo MoU”, disse Marcio Monteiro, Vice-Presidente de Inteligência de Mercado da Embraer Defesa & Segurança. “Gostaríamos de agradecer à AICAT, às empresas e aos representantes do governo austríaco por este importante passo na nossa parceria.”

O anúncio ocorreu na sede da Embraer, em São José dos Campos. Após a cerimônia, representantes das empresas aeroespaciais austríacas e do governo austríaco tiveram a oportunidade de se reunir com especialistas da Embraer de diversas áreas tecnológicas para explorar oportunidades de colaboração.

18 abril, 2024

Akaer é primeira empresa brasileira do setor aeroespacial a obter o status de Fornecedora Global de Nível 1 (Tier 1)


*LRCA Defense Consulting - 18/04/2024

A Akaer alcançou um marco histórico ao se tornar a primeira empresa brasileira do setor aeroespacial a obter o status de Fornecedora Global de Nível 1 (Tier 1).

Essa qualificação foi conquistada por meio de um contrato inovador com a fabricante alemão Deutsche Aircraft para o desenvolvimento da aeronave sustentável D328eco. A Akaer será responsável pela fabricação da fuselagem dianteira da aeronave, um componente vital que será produzido em São José dos Campos (SP).

Esta importante conquista é resultado de muito trabalho. Desde sua fundação, há 32 anos, a Akaer vem se preparando continuamente para esse momento. O compromisso da empresa com a excelência tem sido a força motriz por trás de sua ascensão – um caminho marcado por resiliência, ousadia, visão estratégica e compromisso permanente com a inovação.

Esse trabalho foi impulsionado pelo apoio decisivo da FINEP (a agência pública de financiamento vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), por meio do programa Inova Aerodefesa, que envolveu também o BNDES, o Ministério da Defesa e a Agência Espacial Brasileira (AEB). Com o suporte do programa, a Akaer desenvolveu, a partir de 2016, ações para aumento da produtividade, redução de custos, gestão de projetos e expansão de portfólio, com implantação de novas metodologias e processos e modernização de sua unidade produtiva, tendo como foco o fortalecimento de competências para o futuro da indústria.

As sementes plantadas durante esse projeto floresceram nas robustas capacidades que definem a Akaer atualmente.

Índia aumenta presença de defesa com entrega de mísseis BrahMos às Filipinas


*Financial Express, por Huma Siddiqui - 18/04/2024

Num movimento histórico para reforçar a sua posição no mercado global de defesa, a Índia deverá entregar mísseis de cruzeiro supersônicos BrahMos às Filipinas, marcando um marco significativo na cooperação bilateral em defesa. Este acordo de 374,96 milhões de dólares, assinado em janeiro de 2022, sublinha as ambições estratégicas da Índia como um exportador emergente de defesa.

Fontes da Direção Geral de Aviação Civil indicam que três Freightliners civis estão programados para partir para Manila hoje (18 de abril de 2024), acompanhados por um C-17 Globemaster da Força Aérea Indiana (IAF), ilustrando a estrutura logística de dupla utilização deste Operação. A participação do transporte civil e militar sublinha a importância estratégica e operacional da entrega.

A presença hoje do Embaixador das Filipinas em Nagpur para supervisionar o envio destaca ainda mais o peso diplomático desta iniciativa. Essa entrega utiliza um mix de meios de transporte, refletindo a magnitude logística da operação.

Estes desenvolvimentos ocorrem no momento em que as exportações de defesa da Índia atingiram um recorde de 21.083 milhões de rupias (aproximadamente 2,63 mil milhões de dólares) no ano financeiro de 2023-24, marcando um aumento de 32,5% em relação ao ano anterior. A implantação de mísseis BrahMos deverá fortalecer as capacidades de defesa marítima das Filipinas, especialmente na região estratégica do Mar da China Meridional, e ilustra um salto significativo na estratégia de exportação de defesa da Índia.

Implicações estratégicas e perspectivas futuras

A entrega dos mísseis BrahMos, os mísseis supersônicos mais rápidos do mundo desenvolvidos em conjunto com a Rússia, utilizando um C-17 da IAF adquirido dos Estados Unidos, simboliza uma parceria estratégica multifacetada. A utilização de um C-17 da IAF para esta operação não só destaca as capacidades logísticas imediatas, mas também a disponibilidade da Índia para fornecer apoio estratégico rápido, potencialmente em tempos de conflito.

Esta iniciativa é indicativa das proezas logísticas e militares da Índia e serve como elemento dissuasor, mostrando as capacidades de resposta da Índia aos intervenientes regionais. As implicações estratégicas destas entregas vão além da utilidade imediata da defesa, até à demonstração da crescente influência da Índia no mercado internacional de armas.

Contexto Histórico e Geopolítico

O contrato de US$ 374,96 milhões com a BrahMos Aerospace Private Limited representa a primeira exportação do míssil desenvolvido localmente pela Índia, uma joint venture entre a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) da Índia e a NPO Mashinostroyeniya da Rússia. O acordo inclui três baterias de mísseis e pacotes abrangentes de treinamento e apoio, aprimorando o Regimento de Defesa Costeira do Corpo de Fuzileiros Navais das Filipinas.

Este desenvolvimento é particularmente comovente dadas as disputas marítimas em curso no Mar das Filipinas Ocidental, onde as Filipinas têm enfrentado pressões marítimas da China. Espera-se que os mísseis BrahMos reforcem significativamente as capacidades navais das Filipinas, proporcionando um elemento de dissuasão credível na região.

Um salto estratégico e defensivo para a estabilidade regional
A integração destes mísseis no quadro de defesa das Filipinas representa um reforço significativo das suas capacidades militares. Esta implantação em todo o arquipélago filipino serve tanto como dissuasão estratégica como como força de reação rápida, reforçando a estabilidade nacional e regional.

Além disso, a entrega que envolve uma aeronave militar fabricada nos Estados Unidos reflete ainda mais a complexa interação das relações internacionais de defesa e sublinha a capacidade da Índia de navegar e alavancar estas parcerias de forma eficaz.

Panorama
À medida que as tensões na região Indo-Pacífico aumentam, o acordo sobre mísseis BrahMos deverá remodelar os alinhamentos de defesa, melhorando tanto a estatura da Índia como um parceiro chave na defesa como a postura defensiva das Filipinas contra ameaças regionais. Esta entrega não só simboliza uma transferência de armas, mas também reafirma o fortalecimento dos laços entre a Índia e as Filipinas, contribuindo para o objetivo mais amplo de manter a estabilidade num cenário geopolítico cada vez mais volátil.
---xxx---




Embraer assina MoU com a AICAT para avançar em cooperação com a indústria aeroespacial da Áustria


 

*LRCA Defense Consulting - 18/04/2024

A Embraer e a AICAT (Austrian Industrial Cooperation & Aviation Technology), associação de empresas aeroespaciais da Áustria, assinaram hoje um Memorando de Entendimento para aprimorar a cooperação internacional no setor aeroespacial. A cooperação auxiliará os relacionamentos já estabelecidos pela Embraer na Áustria, e também irá possibilitar oportunidades adicionais no país europeu, como pesquisas conjuntas, desenvolvimento de tecnologias e contribuições da rede de empresas austríacas para a cadeia de suprimentos dos programas de aeronaves da Embraer. A AICAT é uma organização que integra a Câmara Econômica Federal Austríaca (WKO) e representa toda a comunidade de tecnologia de aviação na Áustria. 

"A AICAT é uma associação que representa cerca de 100 empresas austríacas de aviação, a maioria das quais são pequenas e médias empresas que integram a cadeia de suprimentos do setor. Para a associação, uma cooperação intensificada com a Embraer sustentada por um MoU é uma grande oportunidade, que ajudará tanto a Embraer quanto o setor aeronáutico austríaco, criando uma colaboração mais estruturada de benefício mútuo", afirma Reinhard Marak, CEO da AICAT. 

"A Embraer e a Áustria vêm construindo um relacionamento de longo prazo há muitos anos, e essa parceria continuará avançando com o novo Memorando de Entendimento. Agradecemos à AICAT, às empresas locais e aos representantes do governo austríaco por este importante passo em nossa parceria", afirma Marcio Monteiro, Vice-Presidente de Inteligência de Mercado da Embraer Defesa & Segurança. 

O anúncio foi feito na sede da Embraer, em São José dos Campos. Após a cerimônia, representantes de empresas aeroespaciais austríacas e do governo austríaco tiveram a oportunidade de se reunir com especialistas da Embraer em diferentes tecnologias para explorar oportunidades de cooperação.

17 abril, 2024

Parceria entre Aero Concepts e Stella Tecnologia vai desenvolver drones com turbinas a jato


 

*LRCA Defense Consulting - 17/04/2024

Durante a Feira Internacional do Ar e Espaço (FIDAE) 2024, realizada recentemente no Chile, a Aero Concepts e a Stella Tecnologia assinaram um contrato de parceria para o desenvolvimento de projetos que englobem a integração de turbinas a jato da Aero Concepts em plataformas de voo da Stella Tecnologia, visando desenvolver sistemas de alta tecnologia de propulsão em aeronaves não tripuladas.

As empresas, ambas de capital nacional, unem suas especialidades para desenvolver tecnologias complexas para os mercados civil e militar, com recursos majoritariamente nacionais e utilização de projetistas brasileiros, representando um avanço significativo para o Brasil em tecnologias críticas de defesa.

Esta será a primeira vez que o Brasil fornecerá turbinas a jato de 500N ou 1000N, prontas para serem aplicadas em plataformas de voo de menores portes, como drones de médio e grande porte.

Desde 2005, o Ministério da Defesa, junto com outras entidades, tem investido em projetos de desenvolvimento de turbinas aeronáuticas nacionais, agora culminando em capacidades industriais para produção em larga escala.

A parceria também estende a aplicabilidade das turbinas da Aero Concepts em diversas áreas, incluindo sistemas de armas e geração de energia, inclusive em soluções híbridas, com uso de energias limpas. Além disso, ela possibilita a abertura de portas para negociações com empresas do exterior, que já vêm demonstrando interesse em adquirir os produtos oriundos dessa junção de tecnologias.

Alexandre Roma, diretor da Aero Concepts, reforçou a importância de contratos como esse em declaração para o portal Sobre Tudo:

“Esta parceria estratégica entre nós e a Stella Tecnologia é um passo decisivo rumo à autonomia tecnológica e à defesa nacional. Ao integrarmos turbinas a jato em plataformas de voo não tripuladas, estamos não apenas impulsionando a indústria aeroespacial brasileira, fornecendo recursos tecnológicos otimizados no combate a crimes, mas também fortalecendo a capacidade de vigilância e de defesa de nosso país. Essa colaboração representa um avanço significativo para a segurança nacional, garantindo que tenhamos as ferramentas necessárias para proteger nossas fronteiras e interesses soberanos.”

Stella Tecnologia e o desenvolvimento de munições vagantes
A Stella Tecnologia - fundada em 2015 para desenvolver aeronaves não tripuladas de grande porte - desenvolve, fabrica e opera sistemas aéreos não tripulados para emprego no setor de defesa e em setores industriais que necessitam de produtos de alto desempenho.

Seus projetos aeronáuticos utilizam recursos de última geração altamente configuráveis para atender a uma ampla gama de requisitos operacionais de missões táticas e estratégicas, com o emprego dos melhores sensores e subsistemas, escolhidos com isenção, para compor sistemas integrados de altíssimo desempenho e confiabilidade.  

Percebendo que o mercado necessitava de armamentos leves para serem embarcados em  drones (VANT, ARP, SARP) e que os armamentos disponíveis no mercado internacional eram de difícil acesso devido a questões geopolíticas, a Stella iniciou o desenvolvimento de uma linha de munições vagantes (drones kamikazes) para serem embarcadas em suas plataformas.

O primeiro exemplar dessa linha é a munição planadora Siopi, com uma razão de planeio máxima de 20:1, ou seja: a cada 20 metros de deslocamento, perde 1 metro de altitude. Desta forma, se lançada a 10.000 metros, ela poderá planar 200 km levando uma "cabeça de guerra" de 4 kg. 

Essa munição tem uma assinatura acústica praticamente nula, uma assinatura de radar mínima e uma assinatura térmica também próxima a zero. Desta forma, torna-se muito difícil de ser detectada.

Para atingir o alvo com precisão exata, a Stella trabalha em um sistema de guiamento que utiliza medições inerciais combinadas com visão computacional. Além do mais, o operador poderá corrigir o curso da munição, ou destruí-la, se assim o desejar, até muito perto do momento da detonação da carga.

A munição vagante terá um custo de aquisição baixíssimo e poderá também operar por enxame (sworm), pois a empresa está trabalhando em parceria com um importante pesquisador nessa área. 

A ideia é criar um produto barato, eficaz e disruptivo que permitirá o armamento de pequenos e grandes drones fabricados pela Stella Tecnologia ou por outras empresas brasileiras ou estrangeiras.

Em contato com a empresa, a LRCA apurou que todos os seus três modelos de drones de defesa poderão ser utilizados para o uso desse tipo de munição.  

Com isso, a empresa revoluciona o Setor de Defesa brasileiro, com reflexos na América do Sul e no mundo, haja vista ser a primeira fabricante sul-americana de drones a desenvolver tal recurso.





Munição planadora Siopi, da Stella Tecnologia

Atobá, Albatroz e Condor: os três principais drones da Stella Tecnologia
A empresa produz três tipos de aeronaves remotamente tripuladas, popularmente conhecidos como drones:

Atobá
O ARP Atobá voou em 2020, sendo a maior plataforma aérea desse tipo já desenvolvida na América Latina, possibilitando o monitoramento de fronteiras e áreas extensas com sua surpreendente autonomia de 28 horas.

Dados técnicos:
MTOW: 500 kg
Comprimento: 8 metros
Envergadura: 11 metros
Motorização: 60 hp
Carga-paga: 150 kg
Autonomia: 20 horas
Alcance do datalink: 250km
Decolagem e pouso: 400 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores. 

Drone Atobá com munição planadora Siopi, também da Stella

Albatroz
O Albatroz é uma plataforma aérea extremamente versátil, com uma autonomia surpreendente, que pode ser operada a partir de pistas não preparadas com menos de 150 metros. Foi desenvolvido para atender uma demanda da Marinha do Brasil, para operações a partir do Navio Aeródromo Multipropósito Atlântico.

Dados técnicos:
MTOW: 500 kg
Comprimento: 4 metros
Envergadura: 7 metros
Motorização: 25 hp
Carga-paga: 6 kg
Autonomia: 28 horas
Alcance do datalink: 250km
Decolagem e pouso: 150 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores.


Drone Albatroz com munição planadora Siopi

Condor
O Condor é uma plataforma em desenvolvimento para atender as necessidades de monitoramento persistente de fronteiras com habilidade de embarcar múltiplos sensores e subsistemas com até 390 kg por 40 horas. Além disso, um outro diferencial é o alcance ilimitado do seu datalink (quando são utilizadas informações satelitais). Quando estiver operacional, ocupará o lugar do Atobá como a maior plataforma aérea do tipo já desenvolvida na América Latina.

Dados técnicos:
MTOW: 1400 kg
Comprimento: 9 metros
Envergadura: 15 metros
Motorização: 145 hp
Carga-paga: 390 kg
Autonomia: 40 horas
Alcance do datalink: 250km
Alcance do datalink satelital: ilimitado
Decolagem e pouso: 600 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores.


Drone Condor, em desenvolvimento


Sobre a Aero Concepts
Fundada em janeiro de 2016, em Ribeirão Preto (SP), a Aero Concepts – Aeroespacial, Industrial e Defesa Ltda é uma empresa de inovação tecnológica de desenvolvimento de sistemas e de produtos que necessitam de alto desempenho e confiabilidade que, atualmente, está consolidada no mercado de projetos, consultorias e serviços em turbomáquinas aplicadas à geração de energia com plantas térmicas na ordem de 250 MW, projetos de sistemas de controle e de bancos de ensaios para os setores industrial e aeroespacial.

Visando ampliar sua participação nos setores Aeroespacial e de Defesa, para se tornar uma empresa nacional fabricante e fornecedora de tecnologia de turbinas a gás para Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) e de sistemas aeronáuticos, a Aero Concepts dá um grande passo rumo ao seu objetivo com a abertura da Unidade II no Vale do Paraíba, nas dependências do Parque Tecnológico de São José dos Campos, considerado o maior complexo de inovação e empreendedorismo do Brasil.

Dentro do Parque Tecnológico de São José dos Campos, referência nacional em inovação e alta tecnologia, a Aero Concepts potencializa a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de seus produtos e serviços, amplia parcerias com novas empresas, estruturas e instituições que colaborem na evolução e no desenvolvimento de turbinas a gás, de sistemas de supervisão, de controle e de ensaios para o mercado civil e de Defesa, potencializando a sinergia entre a empresa e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) em projetos existentes e futuros.

 

Embraer conta com a OTAN para relançar seu A-29 Super Tucano


*Avions Legendaires - 16/04/2024

A fabricante brasileira de aeronaves planeja vender de 200 a 250 novas unidades nos próximos vinte anos. Oficialmente conhecido como aeronave de treinamento intermediário e avançado Emb 314 Super Tucano, o A-29B conseguiu há vários anos conquistar uma boa reputação em missões de ataque ao solo e apoio tático. Porém, é justamente contando com isso que a fabricante brasileira de aeronaves pretende lançar em breve o A-29N, voltado principalmente para os países da aliança atlântica. Estamos a falar, em particular, de uma abordagem com três países europeus.

Para propor isso à OTAN, a Embraer coloca suas futuras aeronaves como ideais para o treinamento de Joint Terminal Attack Controllers, os operadores terrestres de designação de alvos para apoio aéreo. No entanto, o fabricante brasileiro de aeronaves insiste que o A-29N (N de NATO) também será uma aeronave de ataque ao solo e apoio aéreo aproximado de última geração. Integrará uma cadeia de comunicações da Ligação 16, específica da aliança atlântica e das suas operações coordenadas. O A-29N Super Tucano também será adequado para a maioria das munições padrão da OTAN, sejam elas de design americano ou europeu. Também parece adequado para combater ameaças ar-ar representadas por drones leves.

Nos últimos vinte anos, o A-29B Super Tucano provou seu valor em muitos países em desenvolvimento, como Burquina Faso, Gana, Mali e Mauritânia. Cada um deles utilizou-os contra grupos terroristas armados, jihadistas presentes em massa na África Subsaariana. Podemos considerar que serviram de cobaias, experimentadores do que viria a ser o A-29N. Porque agora com reconhecida capacidade de vigilância, reconhecimento e ataque ao solo em quaisquer condições meteorológicas com o uso de munições guiadas, a aeronave brasileira se apresenta como um sistema de armas de última geração. Além disso, o A-29N Super Tucano não é dedicado aos países em desenvolvimento. É, portanto, improvável que os burkinabes e os malineses tenham meios para substituir os seus A-29B por esta nova versão.

Atualmente três países parecem estar na mira da Embraer, todos os três europeus e todos os três membros da OTAN. Estamos aqui a falar da Albânia, da Letônia e de Portugal. Este último é até considerado o potencial cliente lançador do A-29N dentro de alguns meses. Segundo informações, estão em curso negociações para este efeito com Lisboa. 

Na verdade, um dos aspectos mais interessantes desta aeronave é que ela representa uma alternativa aos drones de ataque ao solo e reconhecimento MALE (grande autonomia e média altitude) de última geração, como o General Atomics MQ-1C Gray Eagle e o MQ-9A Reaper. Agora é óbvio que o mercado futuro de 200 a 250 novos Super Tucanos não pode dizer respeito apenas aos A-29N. Contudo, se este objetivo for alcançado nos próximos 20 anos, terão sido construídas quase 500 aeronaves no total.

===xxx===


A-29 Super Tucano fará exibição solo no Beja International Air Show 2024

*LRCA Defense Consulting - 17/04/2024

Nos dias 1 e 2 de junho, um Super Tucano A-29A brasileiro estará participando do Beja International Air Show 2024, na Base Aérea nº 11, em Beja, Portugal, onde realizará uma exibição solo.

O anúncio da Força Aérea Portuguesa (FAP), divulgado recentemente, está gerando um grande interesse entre entusiastas da aviação e especialistas militares, já que o A-29 Super Tucano é uma visão rara em shows aéreos nessa parte do mundo.

Em virtude de o local e o evento serem estratégicos, esta Consultoria acredita que a participação ativa de um A-29 Super Tucano possa estar relacionada à intenção da Embraer de oferecer sua aeronave à OTAN, com ênfase inicial na FAP.

Beja International Airshow 2024
O Beja International Airshow 2024 é considerado uma joia escondida entre os shows aéreos europeus e possui uma incrível linha de exibições voadoras que atualmente incluem o F-15E Strike Eagles dos EUA, o F-16 Fighting Falcons romeno, o JAS-39C Gripen húngaro, o Eurofighter Typhoon espanhol, bem como o equipes de ponta, como Patrouille Suisse da Força Aérea Suíça, equipe de demonstração tática Couteau Delta da Força Aérea e Espacial Francesa e Patrula Aguila da Força Aérea e Espacial Espanhola. 

Haverá também shows aéreos civis e aeronaves da Força Aérea Portuguesa somando-se ao diversificado leque de exibições à disposição dos visitantes. Além das exibições aéreas, os visitantes também podem esperar exibições estáticas de várias aeronaves, incluindo aviões militares e civis, helicópteros e outros equipamentos relacionados à aviação.

Postagem em destaque