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03 setembro, 2024

A-29 Super Tucano, uma opção para o México?

Venda de 20 aeronaves E-195E2 pela Embraer, leva o México a analisar a aquisição do A-29 Super Tucano e do C-390 Millennium


*Mexico Aeroespacial, por José Quevedo MAE - 02/09/2024

Descobriu-se que durante a visita da aeronave Embraer KC-390 ao BAM nº 1, em julho, os diretores da empresa brasileira falaram sobre a possibilidade de incorporar o avião de ataque A-29 Super Tucano às fileiras da Mexican Air Força Aérea (FAM); o demonstrador A-29 esteve no México durante a FAMEX 2019 onde pôde ser observado em detalhes pelos comandantes da FAM.

Complementaridade entre o A-29 e o C-390
Um ponto que tem interessado a FAM tem sido a complementaridade entre a aeronave de ataque leve e treinador avançado A-29 Super Tucano e a aeronave multimissão de transporte militar C-390 Millennium, já que a empresa brasileira possui uma linha completa de soluções e aplicações integradas como Centro de Comando e Controle (C4I), radares, ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento). Isso inclui também sistemas integrados de informação, comunicação, monitoramento e vigilância de fronteiras, conforme informações da Embraer.

Aproximação com a Embraer
Durante o semestre 2018-2024, a FAM não incorporou nenhuma aeronave na sua frota, pelo que existe um déficit de cerca de 30 aeronaves com as capacidades do T-6C do qual opera mais de 60 unidades, segundo o planos divulgados em 2018 e embora a incorporação de mais T-6C parecesse uma decisão tomada, esta pausa de vários anos abre a possibilidade de incorporação de outra aeronave, dada a aproximação com a Embraer da qual serão adquiridas 20 aeronaves E-195E2 para o ano, para uso na nova companhia aérea estatal mexicana.

Na América Latina, a Colômbia utiliza tanto o T-6C quanto o Super Tucano em sua Força Aérea. Ainda no mês passado, a Embraer anunciou a venda de doze aeronaves A-29 Super Tucano, seis para a Força Aérea Paraguaia e seis para a Força Aérea Uruguaia, com entregas previstas a partir de 2025 que incluem equipamentos de missão e um pacote logístico integrado.

O A-29 Super Tucano, projetado e fabricado pela empresa brasileira Embraer, se diferencia pelas capacidades de Apoio Aéreo Aproximado (CAS) e é altamente valorizado por essa capacidade. Esta aeronave de ataque leve movida a hélice oferece a vantagem de operar em velocidades reduzidas em comparação aos aviões a jato, permitindo maior precisão nas operações próximas às unidades terrestres e ampliando os tempos de permanência nos teatros de operações, pois atinge a velocidade de 367 milhas por hora e tem um alcance de aproximadamente 1.900 milhas ao incorporar tanques de combustível externos. Esta robusta aeronave acumulou mais de 500 mil horas de voo, incluindo 60 mil horas em missões de combate, demonstrando sua eficiência e confiabilidade em operações prolongadas.

Apesar de ser impulsionado, o impacto do A-29 em combate não é menor. Seu armamento principal inclui duas metralhadoras M3P calibre .50, com capacidade de 250 tiros cada, totalizando 500 tiros. Além disso, o Super Tucano pode transportar até 3.714 libras de armas externas, incluindo munições guiadas de alta precisão.

Saiba mais:
- Embraer demonstra o C-390 para a Força Aérea Mexicana em mercado de 8 a 10 aeronaves
 

06 junho, 2023

Falko recebe seu quinto Embraer E195-E2 em leasing para a Porter Airlines

O quinto E195-E2 da Falko é a entrega final em uma transação de venda e relocação de cinco aeronaves com a Porter Airlines (Foto: Falko)

*LRCA Defense Consulting - 06/06/2023

Em comunicado à imprensa com data de 05 de junho, a Falko Regional Aircraft Limited anunciou que, em nome de seus investidores, recebeu seu quinto Embraer E195-E2. A aeronave é a entrega final em uma transação de venda e arrendamento de cinco aeronaves com a Porter Airlines.

“Estamos muito satisfeitos em concluir esta transação com a Porter, um novo cliente da Falko, além de adicionar essas cinco novas aeronaves Embraer E2 ao nosso portfólio. Esperamos uma longa parceria com a Porter enquanto eles expandem seus negócios com aeronaves de nova tecnologia”, disse Mark Hughes, diretor comercial da Falko. “Este acordo marca nosso primeiro investimento na próxima geração de aeronaves da Embraer e uma expansão adicional de nossos negócios na América do Norte, o mercado mais significativo do mundo para aeronaves regionais e de pequeno porte”.

29 abril, 2023

OGMA, do Grupo Embraer, concluiu com sucesso o 1º programa de manutenção pesada de aeronaves E2 do mundo


*LRCA Defense Consulting - 29/04/2023 (atualizada às 14h09)

Em outubro de 2022, a OGMA atingiu um marco histórico para o desenvolvimento de negócio no segmento de aviação comercial ao tornar-se o primeiro Centro de Manutenção Autorizado da Embraer certificado pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) para realizar manutenção pesada das aeronaves comerciais da família E-Jets E2 na região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA). Com esta certificação, a OGMA está preparada para concretizar manutenção pesada, gestão total de frota, soluções de engenharia, gestão da aeronavegabilidade (CAMO, parte M), manutenção de apoio, futuras modificações na aeronave que atendam a requisitos solicitados pelos clientes e retrofit para aeronaves da família de E-Jets E2.

Neste mês, a OGMA concluiu com sucesso o primeiro programa de manutenção pesada de aeronaves Embraer E2 do mundo, significando mais uma grande conquista para a empresa e um exemplo para projetos futuros.

A empresa entregou a terceira aeronave à companhia aérea Widerøe, que nela confiou para realizar este tipo de manutenção em três aeronaves.

Com mais de 100 anos de experiência, a OGMA é reconhecida na indústria aeronáutica por oferecer uma vasta gama de serviços de manutenção de aviação de defesa, aviação civil e executiva, motores e componentes. 

Como Centro de Manutenção Autorizado da Embraer, Lockheed Martin, Rolls-Royce e Pratt & Whitney, a empresa é um dos mais importantes fornecedores de serviços de MRO para clientes de todo o mundo, tanto militares como civis.

Sede da OGMA em Alverca, Portugal

Conhecendo a OGMA
Fundada a 29 de junho de 1918, a OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal S.A. assenta a sua atividade em duas áreas de negócio: Manutenção, Reparação e Revisão Geral de Aeronaves e de Motores e Componentes de Aviação Civil e de Defesa, e Fabrico e Montagem de Aeroestruturas para aeronaves civis e militares.

Desde a privatização, concretizada em 2005, a OGMA é detida em 65% pela Airholding SGPS (100% Embraer) e em 35% idD Portugal Defence (100% Estado Português).

A OGMA é uma empresa de referência mundial na manutenção e manufatura aeroespacial. Instalada em Alverca do Ribatejo, colocou Portugal na vanguarda da construção de aeronaves, tendo participado da produção dos primeiros KC-390, aviões de transporte militar e reabastecimento em voo, marcados pela inovação e com um avanço significativo em termos de tecnologia.

Confirmando a sua cada vez maior importância no setor, a empresa, maioritariamente detida pelo grupo brasileiro Embraer, foi contratada para fazer a manutenção dos motores dos Neo, a nova geração de aviões da Airbus. O compromisso está abrigando um investimento de 74 milhões de euros nas instalações de Alverca.

Além das obras de expansão do hangar e da instalação da tecnologia necessária, o investimento comporta também um novo banco de ensaios e uma aposta na formação dos profissionais.

Em setembro de 2022, a Embraer anunciou o início do processo de capacitação da OGMA para executar suporte e manutenção do A-29 Super Tucano, além de futuras modificações na aeronave que atendam aos requisitos dos clientes atuais e futuros na região. Assim, a OGMA se tornou a primeira empresa na Europa, Oriente Médio e África (EMEA) a possuir estas capacidades. A OGMA já presta suporte logístico ao demonstrador do A-29 Super Tucano, que tem como base de operações a empresa portuguesa, fornecendo técnicos para viabilizar missões de demonstração em todo o mundo para futuros clientes.

A empresa fornece assistência a aviões de forças aéreas de vários países do mundo. No caso de Portugal, são os F16 e os helicópteros da Força Aérea, que ali são assistidos.

As perspectivas da empresa, cuja localização geográfica é privilegiada, são reforçar a sua posição na Europa e conseguir mais clientes de outras zonas do globo, como da Ásia, América Central, América do Sul ou Norte de África. A OGMA tem cerca de mil e oitocentos trabalhadores, a maioria dos quais com elevado nível de formação especializada. É reconhecida internacionalmente pela qualidade e inovação.

A empresa ocupa um espaço de 150 mil metros quadrados na margem direita do Tejo, dispondo de uma pista de aterragem e descolagem com três quilômetros de extensão, que pode funcionar a qualquer hora, cais fluvial e acesso aos trilhos de trem.

Colocando como máximas o cumprimento de prazos, a precisão técnica, a segurança, a sustentabilidade ambiental e a flexibilidade, a OGMA está comprometida com os acionistas, clientes, funcionários e parceiros, sob o lema “Voar cada vez mais alto”.

A empresa foi destaque da Aerospace & Defense Review como uma das “Top 10 Centros de Serviço na Europa" em 2021 e 2022.

OGMA foi um dos top 10 em MRO (manutenção, reparo e revisão) da Europa em 2021 e 2022

A Embraer anunciou no dia 22 último a assinatura de um Memorando de Entendimento com as empresas aeroespaciais de Portugal. O memorando foi assinado com as empresas: Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), Empordef Tecnologias de Informação, S.A. (ETI), GMVIS Skysoft, S.A. (GMV) e a OGMA S.A. Entre os diferentes desdobramentos do memorando, destaca-se o potencial relacionamento estratégico nas áreas de desenvolvimento e integração de sistemas envolvendo o A-29 Super Tucano, em sua recém-lançada versão A-29N, voltada para o atendimento das necessidades dos países membros da Organização Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Estima-se que as vendas do novo Super Tucano A29N podem chegar às 200 unidades nos próximos 20 anos.

Portugal é o país onde a Embraer mais tem investido em capacidade industrial fora do Brasil e a empresa mantém o seu compromisso estratégico com ele. Exemplo disso é o investimento de 74 milhões de euros na OGMA para trazer para Portugal a manutenção dos motores GTF da Pratt & Whitney, usados pela nova geração de aviões comerciais. Este acordo, firmado por meio de um contrato de 20 anos, criará 300 postos de trabalho e permitirá quase triplicar o faturamento da OGMA, de € 200 milhões para € 600 milhões por ano.

Mas não é só em unidades industriais que a Embraer tem concentrado os seus novos investimentos em Portugal. Em março de 2022, foi lançado um projeto de cooperação de desenvolvimento tecnológico com a assinatura de um Memorando de Entendimento com a idD Portugal Defence e a ETI. Esta nova parceria tem como objetivo o desenvolvimento de produtos de Defesa e de dupla utilização em áreas relacionadas com tecnologias de treino e simulação, mais especificamente com Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Realidade Mista e Análise de Dados.

Um centro de múltiplos serviços. Veja alguns...
Como prestador de serviços de MRO, a OGMA possui uma vasta experiência no setor de Defesa, apoiando as necessidades da frota da Força Aérea Portuguesa e de diversas Forças Aéreas de todo o mundo. A OGMA é um Centro de Serviços de Manutenção Autorizado (HSC) pela Lockheed Martin, e dispõe de serviços de manutenção, reparação e revisão geral de aeronaves e seus componentes, serviços especializados, gestão total de frota e gestão de projetos de modernização de aeronaves.

Com profissionais altamente qualificados, a OGMA fornece serviços de MRO para uma vasta gama de modelos de motores de aeronaves. Como Centro de Manutenção Autorizado (AMC), a OGMA é um parceiro da Rolls-Royce para a série de motores AE. Como Centro Autorizado para os motores AE 2100 A/ D2/D3, AE 1107, AE 3007 e T56, a OGMA tem capacidade para executar grande parte das reparações de componentes de motor aprovadas pela Rolls-Royce, possuindo recursos de backshop e uma ampla experiência em engenharia.

Recentemente, a OGMA tornou-se um Centro de Manutenção Autorizado pela Pratt & Whitney para motores GTF PW1100G-JM e PW1900G, marcando a entrada da área de manutenção, reparação e revisão da Pratt & Whitney em Portugal.

Como Centro de Serviços e Centro de Manutenção Autorizado (EOSC) pela Embraer, a OGMA fornece suporte às famílias de aeronaves ERJ-145 desde 1998, e E-Jets desde 2007, oferecendo uma gama completa de soluções eficientes, para atender as necessidades de manutenção dos nossos clientes e gestão de frota: serviços de MRO, transições de aeronaves e serviços de engenharia.

Com mais de 45 anos de experiência em reparação de componentes, a OGMA tornou-se uma das principais empresas do setor aeronáutico a oferecer serviços de MRO de componentes para diversas aeronaves e helicópteros. Como empresa especializada em serviços de MRO e uma experiência abrangente no mercado de componentes, efetua manutenção de trens de aterragem, hélices, travões, aviónicos e componentes hidráulicos e eletromecânicos, para aeronaves civis e militares.

A OGMA está comprometida com a qualidade, segurança e satisfação dos seus clientes, oferecendo um serviço de excelência no seu Centro de Aviação Executiva, para serviços de MRO, Engenharia e suporte de leasing de aeronaves.

Com mais de 40 anos de experiência no mercado das Aeroestruturas, a OGMA oferece soluções integradas para diversos OEMs como a Embraer, Dassault, Airbus Military, Lockheed Martin, Pilatus Aircraft e Leonardo. Atualmente, a empresa participa em alguns dos programas de maior relevância da indústria aeronáutica, sendo capacitada para o fornecimento de montagens e subconjuntos de Aerostruturas, de metal ou de materiais compósitos.

10 abril, 2023

Embraer quer E195-2 maior, Índia e China

A Embraer e seus E-Jets consolidaram-se como a terceira maior força mundial no mercado de aviação comercial – e agora a fabricante brasileira quer mais.


*Airline Rating, por Andreas Spaeth - 10/04/2023

Mais vendas de seus aviões E2 e discutindo possíveis linhas de montagem final na Índia e/ou China, bem como ponderando um trecho adicional da variante E195-E2 mais longa. Deixando para trás as nuvens negras da fracassada aquisição da Boeing em 2020, e voltando ao modo de crescimento, a Embraer já se tornou líder mundial no mercado de aeronaves abaixo de 150 assentos – com 29% do total de entregas neste segmento, contando desde turboélices para os menores tipos de Airbus e Boeing.

Atualmente, tem pedidos firmes para 1.747 E-Jets da primeira geração do E1, com o E175 ainda em produção, e 270 compromissos firmes para a nova geração do E2, com mais de 1.350 atualmente em serviço em mais de 80 companhias aéreas em 50 países. No final de 2022, a carteira de pedidos de E2s era de 201 aeronaves – para 194 E195-E2s e apenas sete E190-E2s.

Mas em comparação com os atuais 785 pedidos firmes para o A220, o E2 da Embraer ainda está um pouco à frente – e os brasileiros estão tentando aproveitar o momento da constelação de mercado se alinhando a seu favor.

A Bombardier vendeu recentemente seu negócio Regional Jet para a Mitsubishi e o fabricante japonês jogou a toalha por conta própria, o Space Jet, há muito atrasado. Devido à guerra russa na Ucrânia, nem o Irkut MC-21 nem o Sukhoi Superjet iriam atrapalhar, deixando principalmente o Airbus A220 (anteriormente C-Series da Bombardier) como o único oponente sério.

Em 2022, um total de 57 E-Jets foram entregues, 13% a mais do que no ano anterior – “apesar dos problemas da cadeia de suprimentos”, disse o CEO do grupo Embraer, Francisco Gomes Neto, em conversa com a Airlineratings.com durante uma recente visita da mídia ao Brasil . Isso fica claro ao passar pela fábrica de São José dos Campos, com um número considerável de E195-E2s sem motor estacionados e prontos para entrega. “E queremos voltar a produzir cem E-Jets por ano rapidamente, devemos chegar a esse número provavelmente daqui a quatro anos”, afirma Gomes Neto. Dos 60 E-Jets vendidos no ano passado, 48 eram do tipo maior E195-E2, mostrando claramente a tendência para aeronaves maiores, observadas tanto no Airbus A220-300, quanto nas vendas do A321neo, ao invés de variantes menores da família .

Com meta de 60 a 70 entregas comerciais para 2023, a Embraer está em modo de expansão. “O foco em 2023 é o crescimento”, insiste o otimista CEO do grupo. Literalmente, isso também pode ser uma opção para a aeronave atualmente mais longa da Embraer, o E195-E2. Sua fuselagem longa e fina já mede 41,5 metros de comprimento, quase quatro metros a mais que o A320neo, mas apenas para 132 passageiros em um típico, ou máximo de 146 clientes em um layout de cabine de alta densidade, devido ao seu diâmetro de fuselagem mais estreito. Embora a Embraer tenha abandonado os estudos iniciais por mais um período em 2011, citando problemas com o retorno esperado do investimento, isso agora parece ter mudado. “Temos o know-how para o fazer, mas ainda não está nada decidido e há outras prioridades a curto prazo”, diz Gomes Neto.

A Embraer faz um forte argumento de como prevê o E2 deixando uma marca ainda maior no mercado: Um argumento é a próxima substituição de jatos E1 com doze anos em média e outros jatos regionais antigos. Até 2041, a empresa vê a necessidade de um volume total de 8.670 jatos abaixo de 150 assentos, dos quais 43% serão para crescimento, com o restante para reposição. Isso também afeta os modelos mais antigos do Airbus A319 e Boeing 737-700 e, claro, a Embraer quer uma boa parte dessa demanda por seus produtos. “Obter um quarto disso é o nosso objetivo”, sublinha o CEO do grupo, Francisco Gomes Neto. Seu colega CEO comercial, Arjan Meijer, menciona “um grande número de discussões atuais sobre E2”, na esperança de produzir pedidos de “vários números de três dígitos de E2s”.

Atualmente, a empresa impulsiona as vendas na Europa com dois clientes particularmente lucrativos que ainda não deram nenhum passo para encomendar E2s. Um deles é o Grupo Lufthansa (atualmente voando 34 E195 e 16 E190, além de 119 A319 e 28 CRJ900). A outra, a LOT Polish Airlines, opera 44 jatos Embraer no total, ficando em segundo lugar na Europa, atrás apenas da KLM, com atualmente 49 e em breve 65 E-Jets. “A LOT e a Lufthansa são extremamente importantes para nós, pois utilizam os jatos da Embraer há décadas”, enfatiza o CEO Francisco Gomes Neto. Mas é claro que o alcance da Embraer é global. A China é um alvo significativo, pois o país concedeu recentemente a certificação do tipo E2, alimentando as esperanças de vendas. A Índia é outro foco. “Os E-Jets podem complementar aeronaves maiores, estamos muito próximos das companhias aéreas indianas”, diz Gomes Neto.

Como o E2 pode atrair novos clientes, complementando os jatos maiores existentes com os menores do Brasil, foi recentemente ilustrado pela transportadora de baixo custo Scoot de Cingapura, uma subsidiária da Singapore Airlines (SIA). Em fevereiro, a transportadora que opera Airbus A320 e Boeing 787 anunciou um contrato de leasing para nove E190-E2. A companhia aérea disse que usaria o menor jato do grupo SIA em rotas mais finas e não metropolitanas de curta e média distância de até cinco horas de duração fora de seu hub de Changi a partir de 2024. Se isso for bem-sucedido, o CEO da Soot vê potencial para mais E2s.

Enquanto isso, o avião turboélice que a Embraer se preparava para lançar foi adiado. Apesar disso, a empresa já havia recebido cartas de intenção para 520 pedidos, com a Air Sérvia manifestando interesse publicamente. “Existe uma demanda potencial por turboélices, mas atualmente não há motores apropriados, então precisamos trabalhar um pouco mais”, disse o CEO do grupo ao Airlineratings.com. Ele ainda vê como uma boa oportunidade, mas destaca que o novo conceito sustentável da família de aeronaves Energia é outra, sugerindo uma possível fusão dos dois projetos.


20 março, 2023

Por que o E-Jet da Embraer é a aeronave certa para a Ásia


*Simple Flying, por Michaell Doran - 18/03/2023

Nos próximos 20 anos, a Airbus prevê que o mundo precisará de cerca de 39.500 novos aviões, sendo 80% de fuselagem estreita de corredor único. O OEM acrescenta que 46% desses 31.600 narrowbodies são direcionados para as companhias aéreas da Ásia-Pacífico e da China, impulsionados principalmente pela necessidade de maior conectividade na região.

Na América do Norte e na Europa, os jatos regionais desempenham um papel significativo, mas na APAC, seu uso não se desenvolveu da mesma forma, com a maior parte dessa conectividade operada por jatos maiores ou turboélices menores. Para descobrir por que isso acontece e por que é hora de mudar, a Simple Flying conversou com o vice-presidente da Embraer Aviação Comercial APAC, Raul Villaron, no Avalon Airshow da Austrália, em Melbourne.


Por que a Ásia é diferente?
Quando perguntado por que a Ásia difere de outras partes do mundo, ele apontou que grande parte do crescimento na região veio de operadoras de baixo custo. Villaron disse que as transportadoras de baixo custo (LCCs) normalmente se concentram em um único tipo de frota com a maior aeronave que podem preencher em sua busca pelo menor custo por assento.

Isso contrasta com o modelo da Embraer de fornecer uma aeronave com o menor custo de viagem sob pena de ter um custo de assento mais alto, embora os jatos E2 de nova geração estejam mudando essa proposta.

A Embraer projetou o E2 como um verdadeiro divisor de águas, incorporando uma nova asa, sistema fly-by-wire, fuselagem atualizada, novo trem de pouso e um novo motor. Essa combinação de novas tecnologias gerou eficiências além dos motores, o que Villaron diz resultar em um ganho de 30% nos custos de viagem com apenas 1% de diferença no custo do assento.

Apontando para o recente pedido da Scoot, subsidiária de baixo custo da Singapore Airlines, para nove E190-E2s, ele diz que isso torna o E2 uma aeronave mais atraente para a região.

"Isso abre as portas, não só com a Scoot, mas com todas as companhias aéreas do Sudeste Asiático, que com o Sul da Ásia foi o mercado mais difícil de penetrarmos. Japão e Austrália continuam sendo mercados importantes para a Embraer, mas agora estamos abrindo no Sudeste e no sul da Ásia também."

A Scoot espera que seu primeiro E190-E2 chegue em 2024, com o equilíbrio apresentado até o final de 2025. A companhia aérea disse que seria configurado em classe única, acomodando 112 passageiros e operando voos de curta e média distância de até cinco horas. Com um alcance de 2.850 milhas náuticas (5.278 quilômetros), servirá rotas mais finas para destinos não metropolitanos de Cingapura.

Enorme potencial no Vietnã
A Embraer também vê um enorme potencial no Vietnã, principalmente em aeroportos tradicionalmente atendidos apenas por turboélices, muitas vezes devido às limitações das pistas. Villaron conta ao Simple Flying sobre um exemplo em Côn Ðao, um popular destino de férias no sul do Vietnã, onde a Bamboo Airways usa um E190.


"A razão pela qual eles não podem receber aeronaves maiores é porque a resistência do pavimento deste aeroporto não é boa o suficiente para aviões mais pesados, o que não é um caso específico de Côn Ðao, pois vários aeroportos na Ásia são assim. Então, as pessoas que voam de Hanói precisavam ir para a cidade de Ho Chi Minh e conectar com um turboélice, mas agora a Bamboo está voando direto para Côn Ðao usando E-Jets."

O outro fator que torna o Vietnã um mercado atraente para a Embraer é sua localização central no Sudeste Asiático, colocando-o dentro de duas a três horas de voo para muitos destinos internacionais populares. Como mostra o gráfico, o alcance dos E2s coloca a maior parte da Ásia ao alcance, estendendo-se até o sul de Perth, a oeste de Delhi, a leste das Filipinas e ao norte de Xangai.


A Índia é um mercado onde a conectividade regional, por meio do esquema UDAN, está na vanguarda das prioridades da aviação nacional. Em fevereiro, a companhia aérea regional Star Air, que se orgulha de Connecting Real India, recebeu seu primeiro jato E175LR, com mais três a seguir. A referência à Real India está de acordo com o foco da Star Air em melhorar a conectividade regional e a acessibilidade a viagens aéreas em áreas carentes, incluindo cidades de Nível 2 e Nível 3 em toda a Índia.


Além da resistência do pavimento, a conexão de aeroportos regionais muitas vezes pode trazer limitações de pistas mais curtas, muitas vezes deixando essas rotas acessíveis apenas por turboélices. Villaron destaca que o E2 "pode ​​levá-lo a lugares que nenhuma outra aeronave maior pode" por causa de seu desempenho superior. Um E195-E2 pode decolar usando 1.300 metros (4.281 pés) e é a maior aeronave que pode voar para o Aeroporto London City.

Mais perto de casa

Com as raízes da Embraer firmemente plantadas no Brasil, não surpreende que a Azul Linhas Aéreas seja um de seus melhores clientes, operando mais de 100 aeronaves Embraer em rotas domésticas e internacionais. Vindo do Brasil, Villaron conta que quando a Azul começou, ela evitou os mercados dominados pelas duas maiores operadoras, GOL e TAM, e começou a voar E-Jets para lugares onde ninguém mais ia. Ele diz que agora a Azul tem 30% do mercado e que em 85% de suas rotas é a única operadora.


A eficiência de combustível e as reduções de emissões certamente estão em primeiro plano nas decisões de compra de aeronaves, e este é outro elemento em que Villaron identifica os pontos fortes do E2.

"O E2 queima 17,3% menos combustível do que o E1. Quando você compara o E195-E2 com o E195-E1, é 24% menor porque é por assento, mas em uma comparação direta, o E2 tem uma queima de combustível 17,3% menor."

Em julho do ano passado, a Embraer e a fabricante de motores Pratt & Whitney testaram com sucesso um E195-E2 com combustível de aviação 100% sustentável (SAF). Enquanto o SAF combinado traz reduções de emissões de cerca de 25%, usando 100% de SAF aumenta esse ganho para 85%, um passo significativo no caminho de voo para a aviação de emissão zero até 2050.

Construindo uma pegada asiática
Grande parte da decisão de compra é sobre como o OEM apoiará o operador, o que a Embraer está ciente à medida que desenvolve seu mercado na APAC. Estabelecer uma nova marca contra concorrentes arraigados nunca é fácil, e Villaron diz que este é um dos maiores desafios que a Embraer enfrenta na região.


No entanto, ele acredita que a maré está mudando e que os sucessos recentes estão construindo o perfil da marca.

"Com esta nova onda de positividade para a Embraer, temos oportunidades de investir em nossa presença e aumentar nossa presença na região. Já temos a Singapore Airlines Engineering Filipinas como centro de serviço autorizado de E-Jets na Ásia, e temos um E -Simulador de jato na Austrália.

“Isso ajuda os clientes a se sentirem confortáveis ​​paEra embarcar na aeronave, pois sabem que o suporte e o treinamento estão aqui na região”.

A Ansett Aviation Training nasceu da extinta companhia aérea australiana Ansett Airways e é o maior centro independente de treinamento em simuladores do hemisfério sul. Possui treze simuladores full-flight em diversas localidades, incluindo o simulador Embraer E190 em Brisbane. Suas instalações são usadas por mais de 80 companhias aéreas e operadores de aeronaves para qualificações de piloto, treinamento recorrente e cursos de aviação associados.

21 fevereiro, 2023

Na Índia, setor de aviação civil decola para um novo amanhecer

Com potencial inigualável, os setores regionais da Índia são um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo.


*The Economic Times - 17/02/2023

A Air India, de propriedade do Tata Group, fez recentemente um pedido de 470 aeronaves da Boeing e da Airbus, com a opção de encomendar mais 370 aviões, o maior pedido de aeronaves de qualquer companhia aérea. O Ministro da Aviação Civil, Jyotiraditya Scindia, disse que este acordo anuncia um novo amanhecer para o setor de aviação civil da Índia.

Em uma interação com a ETNow, Scindia disse que este acordo fala do potencial de crescimento da aviação civil na Índia.

O maior pedido anterior foi um acordo de 460 aviões da American Airlines em 2011.

A Air India também assinou acordos de manutenção de motores de longo prazo com CFM International SA, Rolls-Royce Holdings Plc e GE Aerospace Inc. "Isso também é um bom presságio para todo o conceito de criação de um hub internacional na Índia. E acho que, uma vez que essas aeronaves de várias companhias aéreas cheguem, a capacidade de criar um hub internacional na Índia, em vez de nosso hub internacional estar com nossos vizinhos, será uma realidade", disse.

A coconcorrente doméstica da Air India, IndiGo, planejava fazer um pedido significativo de cerca de 300 aeronaves antes da Covid-19, que foi adiado devido à pandemia. É provável que isso continue e poderá ser ainda maior do que o previsto anteriormente, aumentando para cerca de 500 aeronaves agora.

A novata Akasa Air também pretende fazer um pedido "substancialmente" grande para novos jatos de fuselagem estreita este ano, já que a companhia aérea iniciante procura capitalizar a crescente demanda doméstica e iniciar voos internacionais.

A companhia aérea de 200 dias recebeu 17 aviões Boeing 737 MAX de um pedido total de 72 jatos a serem entregues até março de 2027.

Alta na aviação indiana
"Em suma, é uma afirmação muito positiva do potencial do setor de aviação civil, algo de que sempre falei, que passamos por uma taxa CAGR, que é de dois dígitos na Índia para a aviação civil, acima de 10-10,5%", acrescentou Scindia.

O Ministro da Aviação Civil, Jyotiraditya Scindia, disse que nos próximos quatro a cinco anos, a indústria deve chegar perto ou até ultrapassar a marca de 2.000.

Após o pedido histórico da Air India de 840 aviões para Airbus e Boeing, outras companhias aéreas indianas planejam encomendar cerca de 1.200 aeronaves em mais de 24 meses.

De acordo com o Center for Asia Pacific Aviation India (CAPA India), espera-se que as transportadoras indianas façam pedidos adicionais de 1.000 a 1.200 aeronaves, começando com outro grande pedido da IndiGo.

De acordo com um relatório da CAPA, espera-se que quase todas as transportadoras na Índia encomendem mais aeronaves nos próximos dois anos, tanto para substituição da frota quanto para crescimento, uma vez que a carteira de pedidos da maioria das transportadoras estabelecidas pode ser considerada conservadora em relação ao potencial de crescimento do mercado na próxima década e além.

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Pedido de aeronaves da Air India aumenta expectativa do setor de aviação indiano

*Business Standard - 19/02/2023

Desde o aumento da conectividade aérea internacional direta até ser um exemplo de programa de desinvestimento e criação de empregos nos distantes EUA, o mega pedido de aeronaves 470 da Air India acendeu inúmeras expectativas sobre o mercado de aviação que mais cresce no mundo - a Índia.

Uma série de fatores - aumento da demanda de tráfego aéreo, aumento da população de classe média e renda disponível, dividendo demográfico, mais de 1.200 aviões encomendados por várias transportadoras indianas e melhoria da infraestrutura de aviação - estão alimentando o crescimento do mercado.

Do pedido firme de 470 aeronaves, 250 serão fornecidos pela Airbus e 220 pela Boeing, havendo ainda a opção de compra de outros 370 aviões das duas fabricantes. O pedido firme inclui 70 aeronaves de fuselagem larga.

Aeronaves e Tráfego Aéreo
As companhias aéreas indianas fizeram pedidos para mais de 1.100 aeronaves que serão entregues nos próximos anos. A maior companhia aérea do país, a IndiGo, receberá cerca de 500 aviões, a Go First receberá 72 aeronaves, a Akasa Air receberá 56 aviões e a Vistara receberá 17 aeronaves. Além disso, a SpiceJet tem aeronaves encomendadas. Todos eles são aviões de corpo estreito.

Juntamente com a Air India, as transportadoras domésticas têm pelo menos 1.115 aviões encomendados.

Cerca de 700 aeronaves comerciais estão voando na Índia e a maioria delas são aviões de fuselagem estreita. Cerca de 470 aeronaves da Airbus e cerca de 159 aviões da Boeing estão em serviço comercial.

Terceiro maior mercado de aviação do mundo e o que mais cresce
O chefe da GE Aerospace para o sul da Ásia e Indonésia, Vikram Rai, disse que a Índia tem potencial para crescer tanto no lado de fuselagem larga quanto na fuselagem estreita.

Fornecendo uma perspectiva, ele disse que na Índia, o tráfego pré-COVID era de cerca de 75 milhões de passageiros internacionais e, deles, 60-65% usavam transportadoras estrangeiras.

"Com a economia crescendo e a renda disponível crescendo, há uma grande oportunidade para os indianos viajarem para o exterior... Esses 75 milhões de passageiros provavelmente passarão para 120-125 milhões nos próximos 7 a 10 anos", disse ele.

A Índia é o terceiro maior mercado de aviação do mundo e o que mais cresce no mundo.

O setor de aviação civil do país está preparado para um crescimento fenomenal e saudável em termos de passageiros, aeronaves e aeroportos, com o número de passageiros aéreos projetado para chegar a 40 crore até 2027, disse o ministro da União Jyotiraditya Scindia ao PTI em 7 de agosto do ano passado, dia quando a Akasa Air iniciou as operações comerciais.

"Vamos adicionar 15 por cento de capacidade ou 100 a 110 aeronaves por ano. A Índia está olhando para cerca de 1.200 aeronaves até 2027", disse ele.

Aeroportos
Atualmente, a Índia tem pelo menos 147 aeroportos operacionais e o número de aeroportos saltou de 74 há quase nove anos, especialmente devido ao ambicioso esquema de conectividade aérea regional do governo, UDAN.

Ao falar sobre o pedido de aviões da Air India, V Thulasidas, que foi chefe da Air India de dezembro de 2003 a março de 2008, disse que agora o país tem aeroportos de classe mundial que podem atuar como hubs.

"Em termos de tamanho, a Índia não deveria ter apenas um hub, mas vários hubs como a UE. Os hubs podem ser Delhi, Mumbai, Bangalore, Hyderabad, Chennai, Kolkata, Kochi e outros", disse ele.

Especialistas em aviação
Uma conclusão importante quando a Air India começar a operar a nova aeronave é que as viagens internacionais dos indianos serão atendidas principalmente pela transportadora indiana.

"Cerca de 125 aviões dos 470 serão substituídos... eles garantiram seus planos de crescimento pelo menos nos próximos 10 anos", disse um especialista do setor de aviação, associado há muito tempo ao setor de companhias aéreas.

Segundo ele, a introdução de aviões de fuselagem larga ajudará na expansão da frota, bem como nas operações na costa leste e oeste." "

Eles (Air India) podem fornecer conectividade mais direta até 8-10 horas e 16 horas de voos diretos desde que sejam capazes de atender às expectativas dos clientes e a outros parâmetros nas operações. Será uma virada de jogo para eles.

"Também ajudará a recuperar o tráfego internacional da Índia de transportadoras estrangeiras. Eles (Air India) também podem criar centros de tráfego internacional em todo o país, o que não foi possível na ausência de um player forte", disse o especialista na condição de anonimato.

Ajay Sawhney, sócio do escritório de advocacia Cyril Amarchand Mangaldas, disse que o pedido da Air India reforçará a presença de parceiros da Star Alliance da Índia na Europa e nos Estados Unidos.

“Do ponto de vista da conectividade, os indianos têm confiado muito na Emirates, Etihad e Qatar desde os últimos anos, e o último pedido da Air India significa fortalecer a comunidade de alianças estelares, que por sua vez ofereceria mais opções para a Índia, bem como para o Sudeste Asiático, para a Europa e Estados Unidos, e provavelmente com preços melhores", disse ele.

Outro especialista da indústria da aviação disse que a venda da Air India para o Tata Group e agora o pedido de aeronaves mostram o sucesso do programa de desinvestimento do governo e que grandes transações politicamente sensíveis podem ser feitas.

Atualmente, cerca de 60% dos indianos que viajam em rotas internacionais são transportados por companhias aéreas estrangeiras. Isso significa que de 100 desses passageiros, apenas cerca de 40 são transportados por transportadoras indianas.

Essa situação mudará quando a Air India começar a introduzir a nova aeronave que também fornecerá mais conectividade aérea das capitais dos estados, bem como importantes centros comerciais e turísticos para os mercados globais, disse ele.

Segundo ele, a aviação tem um efeito econômico multiplicador e a operação de uma aeronave pode gerar cerca de 150 a 200 empregos, dependendo do porte da aeronave.

"Ao longo dos próximos anos, espera-se que a melhora do crescimento econômico na Índia, juntamente com fatores demográficos encorajadores, como maior renda disponível da classe média, resulte em maiores gastos com viagens, bem como no aumento do comércio", disse Sawhney.

O renascimento da Air India
"Centenas de iniciativas em 22 grandes fluxos de trabalho estão em andamento para transformar a companhia aérea em três fases: Táxi, Decolagem e Subida", disse o chefe da Air India, Campbell Wilson, em 27 de janeiro, dia em que o Tata Group completou o primeiro aniversário de aquisição da companhia aérea.

O Tata Group também está fundindo a Air India Express com a Air Asia e a Vistara com a Air India.

Com a introdução de novas aeronaves, a Air India também deve visar as rotas entre a Índia e os países do Golfo, onde sempre há uma grande demanda. O setor do Golfo também é lucrativo, disse o ex-ministro da Aviação Civil, Suresh Prabhu.

Como disse o presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes, Stan Deal, em 14 de fevereiro, "com a eficiência de combustível líder do setor do 737 MAX, 787 Dreamliner e 777X, a Air India está bem posicionada para alcançar seus planos de expansão e se tornar uma empresa global de classe mundial companhia aérea com um coração indiano".

20 setembro, 2022

Oferta da Embraer à Croatia Airlines é “difícil de recusar”

*EX-YU Aviation News - 20/09/2022

A Embraer está confiante de que pode garantir um pedido da Croatia Airlines para substituir toda a sua frota de seis turboélices Dash 8 e sete aeronaves da família Airbus A320, dizendo que a oferta que preparou para a companhia aérea é “muito difícil de recusar”. 

Embora a Embraer e a Airbus tenham apresentado suas aeronaves à transportadora há exatamente um ano - Embraer, seu jato E2 e Airbus, seu A220 - a fabricante de aviões brasileira diz estar preparada para substituir a frota da Croatia Airlines dentro de dezoito meses após garantir um pedido.

“Desde o dia em que apresentamos nossa aeronave em Zagreb, estamos à disposição da equipe da Croatia Airlines. A Embraer é especialista neste segmento do mercado de aviação e acreditamos que a melhor solução para a Croatia Airlines seria alinhar sua frota com a mesma família de aeronaves avançadas de nova geração", disse o presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer, ao diário Jutarnji List.

O fabricante do avião ofereceu um bom negócio à Croatia Airlines se conseguir um pedido. “A Embraer fez uma oferta difícil de recusar. Em princípio, não divulgamos o valor. O que posso dizer é que nossa aeronave geraria um lucro operacional significativamente maior na rede da Croatia Airlines, devido à sua base de custos significativamente menor. O cálculo dessa vantagem em um período de dez a quinze anos de voo equivale a vários milhões de dólares por aeronave. Estou convencido de que podemos traduzir nossos custos de produção mais baixos em uma oferta muito melhor para a Croatia Airlines, economizando milhões ao país”, disse Meijer. Ele acrescentou: “Além disso, a Embraer compensaria qualquer diferença financeira que a Croatia Airlines pudesse ter devido ao pedido anterior não atendido da Airbus".

O Vice-Presidente de Vendas e Marketing da Embraer, Cesar Pereira, disse anteriormente ao EX-YU Aviation News: “A família de aeronaves E2 permitiria à Croatia Airlines aumentar significativamente a eficiência operacional e reduzir custos, reduzindo as complexidades que as companhias aéreas normalmente têm se operarem mais de um tipo. Isso inclui áreas como treinamento de tripulação, programação, manutenção e operações. O resultado geral de voar em uma frota de tipo único é reduzir custos e melhorar o desempenho financeiro da companhia aérea”. 

Ele acrescentou: “A família E2 é composta por três membros da família, de noventa a 146 assentos, o que oferecerá à Croatia Airlines grande flexibilidade para operar a capacidade ideal em sua futura rede. A Embraer está em estágios avançados de lançamento de uma aeronave turboélice de última geração, construída com o design e conforto do E2. Uma vez lançada, esta aeronave pode ser um concorrente formidável para a Croatia Airlines em mercados mais finos e curtos, onde o Q400 está operando hoje”.

08 setembro, 2022

Estudo da Embraer prevê potencial para 100 novas rotas na região da Malásia


*LRCA Defense Consulting - 08/09/2022

A Embraer divulgou hoje, durante a participação no Selangor Aviation Show, um estudo no qual mostra que os jatos regionais podem viabilizar a abertura de mais de 100 novas rotas na região da Malásia.

“À medida que a demanda por viagens se recupera, vemos oportunidades únicas para a Malásia aprimorar sua conectividade doméstica e regional. No entanto, essas novas rotas também devem ter viabilidade comercial para as companhias aéreas”, disse Raul Villaron, Diretor da Embraer Aviação Comercial para a Ásia-Pacífico. “As companhias aéreas estão enfrentando grandes desafios, como preços de combustível mais altos e um ambiente operacional cada vez mais competitivo, tornando imperativa uma adequação na capacidade de aeronaves para os passageiros.”

A Embraer também identificou a necessidade de 150 novas aeronaves com menos de 150 assentos nos próximos 20 anos na Malásia. Aeronaves regionais desse porte complementarão as maiores, que são predominantes no país, e aumentarão a viabilidade de estabelecer novas rotas ou ampliar a frequência das rotas existentes. Isso inclui o impulsionamento da conectividade doméstica e entre as cidades da Península da Malásia com as regiões de Sabah e Sarawak.

Na edição anterior do Selangor Aviation Show, a Embraer exibiu seu jato comercial E195-E2, demonstrando como os baixos custos operacionais da aeronave, desempenho superior e menor consumo de combustível e baixa emissão de ruído podem agregar valor ao cenário da aviação da Malásia. O E195-E2 é a aeronave de corredor único mais eficiente e sustentável do mundo e acomoda até 146 passageiros.

Jatos regionais como a família de aeronaves E-Jets E2 da Embraer (E190-E2 e E195-E2) possuem atributos ideais que permitem às companhias aéreas aumentarem sua malha de rotas e direcionarem o tráfego de passageiros para seus hubs. O E2 tem um custo de viagem 25% menor do que uma aeronave de corredor único de nova geração, comumente vista na Malásia, mantendo a paridade de custo de assento e melhorando a competitividade de uma companhia aérea.

Os E-Jets da Embraer têm sido destaque nos principais hubs aéreos do mundo. Companhias como KLM, Lufthansa, British Airways, Japan Airlines e todas as principais dos EUA implantaram os E-Jets para aumentar suas rotas e alimentar o tráfego para seus hubs aéreos. As companhias aéreas regionais também operam E-Jets para estabelecer rotas a partir de e para cidades secundárias e terciárias.

O estudo sobre o mercado da Malásia está disponível no link: https://www.embraercommercialaviation.com/media-downloads/documents/#49-184-selangor-aviation-show-2022

Sustentabilidade
O E2 é a aeronave de corredor único mais eficiente, economizando até 25% das emissões de dióxido de carbono em comparação com as aeronaves da geração anterior.

No início de julho, a Embraer e a Pratt & Whitney testaram com sucesso uma aeronave E195-E2 com combustível de aviação 100% sustentável (SAF). Com 100% SAF, a redução de 25% nas emissões pode ser aumentada para impressionantes 85%.

Até 2030, a família de jatos comerciais E-Jets E2 será certificada para voar com 100% SAF.

A Embraer pretende ser neutra em carbono até 2040 e alcançar um crescimento neutro em carbono a partir de 2022. Sua jornada de sustentabilidade começou há quase 20 anos, quando a empresa foi a primeira fabricante de aeronaves a receber a certificação ISO 14001 na gestão ambiental de seus processos de produção e projeto. Em 2004, a Embraer foi pioneira ao certificar o primeiro avião produzido em série no mundo movido a biocombustível, o “Ipanema”.

A Embraer está envolvida em diversos novos projetos de tecnologia. O eVTOL (veículo elétrico de decolagem e pouso na vertical) de baixas emissões, desenvolvido pela Eve - empresa spin-off da Embraer - entrará em serviço a partir de 2026, oferecendo às pessoas mais opções para determinar a forma como viajam, especialmente a “última milha da viagem” – ir do aeroporto para casa ou vice-versa.

Em novembro de 2021, a Embraer apresentou a família Energia, que compreende quatro aeronaves conceituais de tamanhos variados que incorporam diferentes tecnologias de propulsão – híbrido-elétrico, elétrico, célula a combustível de hidrogênio e turbina a gás bicombustível.

19 abril, 2022

Com as aeronaves C-390 e E195-E2, Embraer foca nos mercados militar e civil da Índia


*LRCA Defense Consulting - 19/04/2022

A Wings India 2022, mostra bienal que é o maior evento de aviação civil da Ásia, foi realizada de 24 a 27 de março no Aeroporto Begumpet, Hyderabad, contando com mais de 125 expositores internacionais e indianos.

O evento foi organizado tendo, como pano de fundo, o fato de que a Aviação Civil da Índia está entre os mercados de aviação que mais crescem no mundo e será um importante motor de crescimento para tornar a Índia uma economia de US$ 5 trilhões. Em termos de tráfego aéreo doméstico de passageiros, a Índia é o 3º maior mercado de aviação, que atingiu 274,05 milhões no ano fiscal de 2020. Este mercado cresceu a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 12,91% entre 2016 e 2020.

As transportadoras indianas têm uma frota de 713 aeronaves operando durante todo o ano e as companhias aéreas privadas planejam adicionar mais de 900 aeronaves nos próximos cinco anos. 

Com o compromisso com um espaço aéreo mais verde, políticas e estratégias regulatórias abrangentes estão sendo adotadas para reduzir as pegadas de carbono da aviação.

Embraer
A Cooperação em Defesa é um elemento importante da parceria estratégica entre Brasil e Índia. O governo do Brasil possui um Plano de Ação para sua parceria com a Índia em que defesa e segurança são os componentes centrais.

No mês passado, o embaixador brasileiro no país, André Aranha Corrêa do Lago, disse à imprensa indiana que “A Embraer – empresa da qual os brasileiros se orgulham – é a 3ª maior produtora de jatos de passageiros do mundo. Tenho certeza de que a empresa está interessada em explorar oportunidades de negócios na Índia, já que este país é o maior mercado de aviões para as próximas décadas”.

C-390 Millennium
Segundo publicou o portal Indian Defence Research Wing no dia 14 de abril, em entrevista à mídia indiana, representantes da Embraer disseram que a empresa está procurando garantir vendas adicionais de sua plataforma para o programa 'Netra' AEW&C. Autoridades da Embraer também confirmaram que ofereceram o transporte aéreo médio multimissão C-390 Millennium para a Força Aérea Indiana.

O KC-390/C-390 é um desafiante direto para o renomado e multimissão KC-130J/C-130J Hercules da empresa americana. A Força Aérea Indiana já opera 12 C-130J para atender aos requisitos de operações especiais da Índia. A IAF também está procurando adquirir mais 6 C-130J para expandir ainda mais sua frota para uma ampla gama de missões, incluindo apoio humanitário, evacuação médica, busca e salvamento e transporte e lançamento de cargas e tropas.

O Embraer C-390 em comparação um-para-um com o C-130J é bastante semelhante, mas devido aos motores turbofan com baixo consumo de combustível, ele tem um alcance melhor. Não está claro se a Embraer está lançando o C-390 para atender a seis requisitos do C-130J que a IAF possui, mas é altamente improvável que a Índia opte por um novo tipo, a menos que os EUA sancionem a Índia na aquisição de sistemas russos como o S-400.

E195-E2
Na Wings India 2022, a Embraer também exibiu sua maior aeronave comercial, o E195-E2. Dando ao E-Jet uma aparência impressionante, está a pintura 'TechLion' preta e dourada que cobre sua fuselagem. Sendo o maior membro da família de E-Jets de nova geração, os E-Jets E2, a aeronave foi projetada para acomodar até 146 passageiros em seus assentos exclusivos dois a dois.

Apelidado como o caçador de lucros por causa de seu alto desempenho e baixo consumo de combustível, a aeronave oferece os menores custos operacionais e maiores rendimentos para as companhias aéreas, mais conforto para os passageiros e espaço para suas malas, menor emissão de ruído e menor impacto ao meio ambiente. É alimentado por motores PW1900G GTF.

“O E195-E2 oferece um baixo custo por assento, tornando-o muito competitivo com grandes aeronaves de fuselagem estreita que são predominantes na Índia. É a aeronave perfeita para as companhias aéreas explorarem a próxima fronteira de crescimento – conectividade para cidades de Nível II e Nível III”, afirmou Raul Villaron, Vice-Presidente da Ásia-Pacífico para Aviação Comercial da Embraer.

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