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15 setembro, 2021

WEG inaugura a sua 5ª fábrica de Transformadores na América do Norte

 WEG inaugura a sua 5ª fábrica de Transformadores na América do Norte

*LRCA Defense Consulting - 15/09/2021

A WEG S.A. anuncia o início das operações da sua nova fábrica de transformadores nos Estados Unidos.

Localizada na cidade de Washington, Estado do Missouri, onde a empresa já possui outras duas unidades operando desde 2017, a nova fábrica recebeu investimentos de 17 milhões de dólares e será dedicada à produção de transformadores de potência até 10 MVA e tensão até 46 kV.

Segundo Carlos Diether Prinz, Diretor Superintendente da WEG T&D, a nova fábrica faz parte da estratégia da Companhia em expandir sua capacidade de produção para atender o mercado industrial Norte Americano. “Com essa nova estrutura conseguiremos inserir a WEG no mercado de transformadores denominados Large Step-Up/Down Pad-Mounted Transformers, Secondary Unit Sub-Station Transformers e Small Power Transformers, com foco em clientes industriais, e incrementar, de forma substancial, nossa capacidade de produção de transformadores absorvidos pelas tradicionais concessionárias de energia elétrica e pelos parques de geração de energia elétrica através de fontes renováveis, como eólica e solar”, explica o executivo.

Equipada com máquinas de última geração e modernos processos e sistemas de movimentação, a nova unidade fabril conta com 14.700 m² de área construída, em um terreno de 54.400 m².

A WEG possui outras quatro fábricas de transformadores na América do Norte, sendo duas nos Estados Unidos e duas no México. Ao todo a companhia emprega 1.290 pessoas nestas cinco operações dedicadas ao segmento de transmissão e distribuição de energia na região.

“Nossas fábricas estão geograficamente posicionadas de forma estratégica, o que nos permite oferecer uma ampla gama de transformadores até 500 MVA – 550 kV não só para o mercado Norte Americano, mas também para a América Central”, acrescenta Prinz.

A companhia atende os demais mercados estratégicos de T&D a partir de outras sete unidades fabris posicionadas no Brasil, na Colômbia e na África do Sul.

Protocolo de inovação e tecnologia estimula a Base Industrial de Defesa


*Parque Tecnológico São José dos Campos - 14/09/2021

Ocorreu nessa segunda-feira (13) a Cerimônia de Assinatura do Protocolo de Intenções entre o Ministério da Defesa, a Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos (APTSJC), que gere o PqTec, e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos da Universidade de Brasília (FINATEC/UnB).

Para o diretor-geral do PqTec, Marcelo Nunes, os protocolos fortalecem o compromisso com o Estado brasileiro. “A grande importância foi enaltecida por todas as empresas, sejam startups, sejam empresas ligadas ao setor de defesa, no sentido de conectar as demandas tecnológicas estratégicas do País e também de negócios gerados”, afirma.

O Diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (DECTI), General de Divisão Luiz Antônio Duizit Brito, fez a abertura do evento. Ele enfatizou a importância da assinatura desses protocolos para a inovação. “Foi dado mais um passo na execução do plano estratégico, com ênfase na tríplice hélice [conceito dado quando empresa, academia e governo contribuem para a inovação tecnológica e o desenvolvimento econômico do país] no fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) e o atingimento da independência tecnológica”, pontuou o General Duizit Brito.

O Diretor-presidente da FINATEC/UnB, Augusto César de Mendonça Brasil, destacou que a missão da Fundação que ele representa é disseminar o conhecimento para a sociedade, por meio da articulação de projetos acadêmicos. “Com a assinatura do Protocolo de Intenções, podemos visualizar uma aplicação direta na sociedade, não só na sociedade civil, mas na área da defesa, das instituições, na academia e principalmente nas startups”, explicou Augusto César.

Finalizando o evento, o Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa (SEPROD), Marcos Rosas Degaut Pontes, ressaltou que as assinaturas dos protocolos se tornam oportunas, pois assim concluem redes de conexões que ajudam a gerar ecossistemas adequados ao desenvolvimento de negócios, produtos e autonomia tecnológica. “Serviços que vão nos conceder um grau cada vez maior de autonomia tecnológica. Que vão nos permitir gradativamente diminuir a dependência que ainda temos de produtos estrangeiros”, enfatizou Marcos Degaut.

Prestigiaram, ainda, a solenidade, o Chefe de Assuntos Estratégicos, General de Exército Eduardo Antônio Fernandes; o Secretário de Pessoal, Ensino e Desporto, Tenente Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas; demais autoridades militares e civis.

Sergipe adquire 260 pistolas Taurus TH40

 


*LRCA Defense Consulting - 15/09/2021

O Diário Oficial do Estado de Sergipe publicou, no dia 13 de setembro, o extrato do contrato nº 18/2021, pelo qual o Fundo Penitenciário estadual contratou a aquisição de 260 pistolas Taurus Hammer TH40, no valor de R$ 723.918,00.

Embora não tenha sido esclarecido na publicação, o armamento deverá ser destinado aos policiais do sistema prisional sergipano, inclusive aos novos 158 homens e mulheres que iniciaram o curso de formação de policial penal no dia 06 de setembro e que irão reforçar a segurança e os programas que são desenvolvidos nas unidades prisionais de Sergipe, conforme divulgou a Secretaria de Estado da Justiça, do Trabalho e de Defesa do Consumidor do Estado.


No calibre .40 S&W a Pistola Taurus TH40 é indicada para o uso ostensivo policial, militar e de outras forças de segurança.

A Taurus Hammer foi submetida a um rigoroso protocolo de testes para homologação:
- 10.000 tiros disparados de munição Gold;
- Teste de queda: 2,60 metros sobre superfície metálica;
- Arraste em areia;
- Salt Spray (simulação com spray de água com salinidade);
- Imersão em água;
- Teste de congelamento e aquecimento.

Características
- Punho ergonômico com “backstraps” intercambiáveis, ajustando a empunhadura da TH Hammer a diferentes tamanhos de mãos.
- Sistema modular de peças, permitindo reparos muito mais simples, mantendo, assim, o equipamento sempre como novo.
- Teclas totalmente ambidestras - desarmador do cão, retém do ferrolho, retém do carregador e alavanca de desmontagem totalmente ambidestras.
- Sistema de miras com Tritium, proporcionando melhor visualização das miras em condições de pouca ou nenhuma luz.
- Trilho Picatinny para acessórios.
- Peças e carregadores intercambiáveis com outros modelos de pistolas TSeries.

Características Técnicas:
Modelo: Hammer TH40;
Calibre: .40 S&W;
Capacidade: 15+1 Tiros;
Funcionamento: Semiautomática;
Comprimento do Cano: 108mm - 4.3" Polegadas;
Ação: SA/DA;
Peso: 780g s/ Carregador;
Acabamento: Ferrolho Tenox, Cano Inox Passivado (Oxidada).

Segurança:
- Trava de Percursor;
- Indicador de Munição na Câmara;
- Trava Manual e Desarmador do Cão Ambidestros.



14 setembro, 2021

WEG adquire empresa de transformadores para instrumentos e conjuntos de medição em Itajubá/MG

 WEG adquire empresa de transformadores para instrumentos e conjuntos de medição em Itajubá/MG


*LRCA Defense Consulting - 14/09/2021

A WEG S.A. anunciou acordo para a aquisição de 100% do capital social da Balteau Produtos Elétricos Ltda., empresa de transformadores para instrumentos e conjuntos de medição, situada no município de Itajubá, Estado de Minas Gerais.

Empresa tradicional de seu setor com operações há muitos anos no Brasil, a Balteau dispõe de um parque fabril de 11.800 m² de área construída e conta com equipamentos e instalações de última geração. Com uma equipe de aproximadamente 350 colaboradores, a empresa é especializada em projeto, fabricação, ensaios elétricos e assistência técnica para transformadores de corrente e de potencial capacitivo até 550kV, transformadores de potencial indutivo até 145kV e conjuntos de medição até 36kV, produtos que a WEG não tem em seu portfólio atualmente. Em 2020 sua receita líquida foi de R$ 121,7 milhões.

"Com esta aquisição a WEG vai complementar sua posição como fornecedora de soluções para os projetos de infraestrutura de transmissão de energia e completar seu escopo de produtos e soluções ligados ao segmento de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD)", explica Carlos Diether Prinz, Diretor Superintende da Unidade Transmissão & Distribuição da WEG.

A consolidação da transação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, dentre as quais a aprovação pelo CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Construção de fragatas ainda tem oportunidades para a indústria nacional

Fragata Classe Tamandaré (FCT)


*Portal BIDS - 13/09/2021

O Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) ainda oferece uma série de oportunidades para empresas da base industrial naval e da base industrial de defesa do Brasil. A expectativa é que as atividades de construção das quatro unidades contratadas pela Marinha tenham início no começo de 2022.

O Consórcio Águas Azuis (uma Sociedade de Propósito Específico) e o estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC), onde os navios serão construídos, buscam fornecedores de equipamentos e serviços no Brasil e no exterior. Eles seguem critérios de competitividade e de conteúdo local especificados pela força naval.

“Em todos os processos fazemos essa procura. É uma etapa de compliance que a empresa precisa fazer, onde buscamos fornecedores internacionais e alternativas. Comparamos e decidimos a melhor solução — com pilares e critérios diversos: comerciais, técnicos, engenharia, qualidade e conteúdo local”, afirmou o CEO Águas Azuis, Fernando Queiroz, na última semana, durante evento com representantes de fornecedores locais no estaleiro Brasil Sul, promovido pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron).

Desafio

“Pedimos para que as empresas brasileiras aceitem o desafio e vejam com interesse as oportunidades geradas com essas quatro [unidades contratadas], mais a visão de futuro com potencial necessidade de mais navios e a operação com toda demanda durante 30 anos de operação e vida do navio”, ressaltou Queiroz. Ele acrescentou que existem pacotes de fornecedores estrangeiros que incluem fabricantes de componentes do Brasil.

O PFCT prevê 31,75% de conteúdo local mínimo para a primeira fragata, passando para a meta de 40,50% nas demais unidades, considerando materiais, serviços e mão de obra. A Emgepron e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram acordo para o acompanhamento e aferição do conteúdo local utilizando a metodologia do banco.

Oportunidades fechadas
CMS e IPMS — Atech;
Propulsores principais — MAN do Brasil;
Raytheon do Brasil — Sistema de navegação;
Sistema de extinção de incêndio — Johnson Controls do Brasil;
Sistema de climatização — Heinen & Hopman do Brasil;
Sistema de comunicação interno e externo — Rohde & Schwarz;
Medidas de apoio à guerra eletrônica (MAGE) — Omnisys;
Guindaste de Hangar — Strauhs;
Embarcações miúdas — DGS;
Cilindros (vasos de pressão) — Cigtech;
Proteção catódica — ICM;
Compressores — Sauer;
Bombas — Netzsch e Asvac;
Tintas — Jotun;
Isolamento térmico para tubulações e equipamentos — Acital;
Máquina de suspender, cabrestantes e RAS capstan — Strauhs;
Mesa cirúrgica e foco cirúrgico — AFAC;
Grupo gerador — MTU;

Oportunidades em aberto

Planta elétrica (em discussão) — Queiroz contou que existe um pré-contrato com um grande fornecedor elétrico, que precisará aliar o conhecimento com demanda e necessidade de conteúdo local (componentes);
Grupo gerador* — MTU (fechado), com previsão de alternador Weg (em análise);
Tubulações e acessórios (flanges e colares);
Proteção balística;
Válvulas diversas;
Escadas em geral e escadas tipo prancha (gangway);
Casulo para balsas salva-vidas, balsa salva-vidas e equipamentos de salvatagem diversos;
Fundição de aço e usinagem (peças pra montagem dos navios em si);
Módulos para sistemas de comunicação;
Escotilhas e porta de visita;
Sinos e gongos;
Âncoras e amarras;
Espaços habitáveis e espaços de cozinha (nível industrial);
Espaços de lavanderia (nível industrial);
Workshop (equipamentos, ferramentas e maquinários diversos);
Sistema de reabastecimento em mar;
Manufatura e instalação de sistemas de exaustão (mão de obra, fabricação, instalação);
Ammunition crane (guindaste para movimentação de guarnição);
Torpedo Stowage System;
Equipamentos de controle de avarias;

Oportunidades estaleiro (serviços)
Calibração de instrumentos;
Serviços de medição de ruído e vibração;
Ensaios não destrutivos – ultrassom;
Ensaios não destrutivos – gamagrafia;
Ensaios não destrutivos – líquido penetrante;
Ensaios não destrutivos – partículas magnéticas;
Usinagem de corpos de prova para ensaios mecânicos;
Testes de carga (guindastes e pontes);
Serviços de mergulho – inspeção de sistema de propulsão e casco;
Serviços para indústria metal-mecânica (usinagem, estruturas, etc) para navio e estaleiro;
Mão de obra – pintura (tubulação, elétrica, carpintaria);
Ativos (alguns galpões modulares, elementos metálicos, equipamentos etc);

Fonte: Sinaval/Portos e Navios/Danilo Oliveira

WEG lança a nova linha WEG Home, a tecnologia da casa conectada

WEG lança nova linha WEG Home, a tecnologia do seu jeito!


*LRCA Defense Consulting - 14/09/2021

Com seu novo lançamento, a WEG afirma que "morar ficou diferente". A casa conectada está chegando e já é considerada uma grande tendência, pois permite automatizar tarefas do cotidiano e controlar sua casa como quiser, a toda hora e de qualquer lugar. A tecnologia utilizada em uma casa inteligente torna a vida mais simples e gera mais conforto, comodidade, economia e segurança.

Por isso, a nova linha WEG Home nasce com tecnologia e inovação para facilitar o dia a dia, simplificando rotinas, transformando ambientes e cuidando do que é importante para você. Uma linha que seja simples e versátil na hora de instalar, intuitiva e funcional na hora de controlar e principalmente para transformar o seu lar, que sempre foi especial, em uma smart home.

Nesta primeira fase, a linha se concentra no fornecimento de produtos voltados às soluções que geram conforto, economia e segurança. Sendo assim, é possível controlar diversos sistemas remotamente ou por comando de voz, como luzes, ar-condicionado e até uma simples luminária de mesa, ou ainda criar rotinas para adaptar a sua casa, ao seu ritmo.

Dentre a variada gama de produtos estão os módulos de controle para iluminação e energia, sensores de presença e abertura de portas e janelas, câmeras IP e o controle universal.

A linha WEG Home vem pronta para a conexão com os assistentes de voz Google Assistente e Alexa da Amazon. E os produtos podem ser controlados por meio do aplicativo WEG Home, já disponível para download na Apple Store e na Google Play. O aplicativo é intuitivo, permitindo adicionar dispositivos de maneira simples e, a partir dele, criar rotinas de comando.


13 setembro, 2021

Grafeno, MIM, impressão 3D, robotização... Taurus esbanja tecnologias de ponta


*LRCA Defense Consulting - 12/09/2021

A Taurus Armas surpreendeu o mundo ao anunciar, recentemente, um convênio com a Universidade de Caxias do Sul visando à produção de armas com grafeno, e divulgar que, até o final deste ano, fabricará um modelo de sua pistola microcompacta GX4 contendo componentes injetados e tratamento superficial das peças metálicas com esse revolucionário material. 

Não satisfeita, a empresa anunciou ainda que, a partir de meados de 2022, no bojo de uma parceria com a Universidade do Vale do Sinos firmada no mês passado, a montagem das pistolas da plataforma GX4 será completamente robotizada, em mais um passo em direção à Indústria 4.0.

Esses fatos mostram a importância que a empresa dá ao emprego da alta tecnologia em seus processos fabris, mas eles não começaram agora e tampouco se resumem a essas iniciativas, como poderá ser visto a seguir.

Somente duas fabricantes de armas têm tecnologia MIM no mundo
Somente duas fábricas de armas tem a tecnologia Metal Injection Molding (MIM) no mundo e a Taurus é a única abaixo do Equador. Numa arma, são cerca de 14 peças de MIM e a empresa, hoje, fabrica mais de 80 mil dessas peças por dia.

A tecnologia MIM permitiu a produção de peças de geometria complexa, com baixo custo e alto volume, dispensando a necessidade de fornecedores externos, utilizados pela maioria dos fabricantes de armas, com grande vantagem sobre processos tradicionais, como microfusão e usinagem. Esta tecnologia de alta performance une a resistência mecânica dos metais com a versatilidade de forma dos polímeros, a partir da injeção dos componentes, com posterior processo térmico de remoção dos polímeros e sinterização.

Em julho deste ano,  a Taurus iniciou a operação de seu terceiro forno contínuo na unidade MIM na planta de São Leopoldo (RS). O novo equipamento aumentará em cerca de 40% a capacidade de produção de peças com a tecnologia MIM pela companhia, das atuais 80 mil peças/dia para 110 mil peças/dia. A implementação do projeto do novo forno - da proposta à instalação - durou cerca de um ano, com investimentos da ordem de R$ 5 milhões. Com a aquisição, a Taurus se consolida no ranking mundial das 10 maiores empresas com a tecnologia MIM e se torna a maior no Hemisfério Sul.

O objetivo é que o equipamento opere 24 horas nos 365 dias do ano, aumentando a flexibilidade e capacidade de produção de armas e componentes pela Taurus. A sede da empresa, em São Leopoldo, será responsável pela distribuição de peças MIM para todas as unidades produtivas (Brasil, EUA e Índia).

Terceiro forno contínuo MIM da Taurus

Manufatura Aditiva gera precisão e economia de tempo e recursos
Manufatura Aditiva é o processo pelo qual é possível fabricar objetos sólidos a partir de um modelo do sólido, adicionando camadas de materiais - plástico, metais e outros - para formar objetos. Ela é conhecida também como impressão 3D.

Em abril de 2020, a Taurus recebeu a impressora suíça 3D DMP (Direct Metal Priting) Flex 350, da 3D Systems, em sua fábrica de São Leopoldo (RS). Essa foi a primeira impressora da fabricante suíça a ser entregue em todo o Hemisfério Sul.

O sistema de fabricação Direct Metal Priting de alto desempenho é uma alternativa robusta aos processos tradicionais de produção de metal. Com um volume de construção de 275 x 275 x 380 mm, a máquina oferece redução do desperdício, maiores velocidades de impressão, tempo de configuração curto e peças de metal com propriedades mecânicas excelentes. O novo equipamento chegou para reforçar a estratégia da companhia de investir no processo de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Imprimindo em metal, a impressora 3D faz o prototipo inteiro de uma arma em apenas um dia ininterrupto de trabalho, enquanto o processo anterior utilizava trabalho de terceiros e demorava muitos dias para ser realizado. Além de uma precisão muito maior, por ser totalmente robotizado, o processo gera um considerável ganho de tempo e economia de recursos.

Impressora suíça 3D DMP (Direct Metal Priting) Flex 350, da 3D Systems

Centros de usinagem horizontais
Em abril de 2020, a Taurus recebeu os dois novos centros de usinagem horizontais para fabricar as armações, componente fundamental de uma arma.

Os centros de usinagem horizontais proporcionam economia de tempo e aumento de produtividade, quando comparados aos centros de usinagem verticais. Características como a troca de ferramentas de corte em menos de 2 segundos e rotações de até 20.000 rpm garantem qualidade e precisão das peças usinadas.

Segundo o presidente da companhia, Salesio Nuhs, com os novos maquinários, a Taurus iniciou a produção de revólveres em um novo conceito de produção, muito mais moderno, com alta qualidade e eficiência, proporcionando maior valor agregado ao consumidor final e excelente custo-benefício.

Este é, por exemplo, o propósito do projeto “Excelência Revólver”, criado pela Taurus para produzir revólveres de baixo custo, com elevado volume de produção e alta qualidade. A empresa está redesenhando sua operação e investindo no aumento da automação do processo de fabricação, visando manter e ampliar a liderança mundial na produção de revólveres.

Os dois novos centros de usinagem horizontais


Armas com grafeno

Recentemente, o CEO Global da empresa, Salesio Nuhs, divulgou que, ainda em 2021, será lançada uma versão da pistola GX4 com grafeno, material que estará presente nos componentes injetados e no tratamento superficial das peças metálicas.

Essa será a primeira arma no mundo a ser feita com a adição desse material, e a Taurus não ficará só nela. 


Para tanto, estão adiantadas as pesquisas realizadas pelo CITE - Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA da Taurus juntamente com a UCSGraphene, no bojo do convênio oficializado no dia 30 de junho com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) para realizar pesquisa e desenvolvimento de armamentos com grafeno. 

Por ser uma tecnologia disruptiva, o grafeno tende a competir com tecnologias existentes e substituir materiais com décadas de uso. Suas aplicações permitem desenvolver produtos mais leves e com alta resistência mecânica. O uso do grafeno proporcionará um melhor desempenho contra oxidação, para evitar a corrosão, bem como potencializará as propriedades mecânicas, como resistência ao impacto, além de reduzir o peso da arma.

GX4 terá montagem robotizada
A união de diversas tecnologias de ponta, somadas ao grande esforço que está sendo feito pelos engenheiros do CITE com o concurso da Unisinos - Universidade do Vale do Rio do Sinos, possibilitará que, a partir de meados de 2022, a montagem das pistolas da plataforma GX4 seja completamente robotizada, em mais um passo em direção à Indústria 4.0.

Montagem dos modelos da pistola GX4 será robotizada


"Produzindo" engenheiros

O seguinte trecho de uma matéria da CNN Brasil é bastante oportuno para se poder entender o que acontece na Taurus: “Antes de produzirmos aeronaves, precisamos produzir engenheiros”. A frase, atribuída ao Marechal-do-Ar Casimiro Montenegro Filho, que liderou a criação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em 1950, é lembrada até hoje como um mantra pelos corredores da Embraer, que, além de fabricar aviões, também investe pesado na formação e especialização de engenheiros. Trocando-se a empresa e a finalidade, seria possível afirmar agora que “Antes de produzirmos armas, precisamos produzir engenheiros”.

Sob o título "Um exército de inovadores", a revista Amanhã discorreu sobre o fato de a Taurus ter sido um dos destaques da edição que revelou quem são as empresas mais inovadoras do Sul em 2021.

Quando a atual gestão assumiu a Taurus, em 2018, por questões estratégicas decidiu adotar o processo de pesquisa, desenvolvimento e inovação como o seu principal pilar estratégico. No entanto, a direção se deparou com uma grande falta de mão de obra qualificada no que se refere a engenheiros especializados em armas. Com isso, a companhia decidiu investir mais ainda na formação de seus funcionários. Hoje, a empresa tem mais de 70 engenheiros formados e outros 105 estudando. “Acreditamos que toda empresa comprometida com inovação tem de ter um quadro amplo de engenharia de produtos e processos. Isso é importante para criar uma cultura de tecnologia e de inovação”, reflete Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, fazendo questão de ressaltar que todo esse processo de desenvolvimento de pessoas tem sido fundamental para criar na Taurus um ambiente favorável para a criatividade.

“Mais de R$ 6 milhões foram investidos no ano passado em infraestrutura e maquinário de prototipagem do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/Estados Unidos (CITE)”, exemplifica. Porém, o aporte foi ainda maior: no total, o valor foi superior a R$ 35 milhões, sendo que 20% foi destinado para o projeto Excelência Revólver, cujo objetivo é ampliar a tradição da companhia como maior fabricante desses equipamentos no mundo e ofertar no mercado o modelo mais acessível aos clientes. E dinheiro não faltará. Para este ano, estão previstos mais de R$ 45 milhões para inovação, valor 30% maior do que o aportado em 2020.

Indo além, a Taurus firmou parceria com a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) para realizar o projeto de Excelência Operacional, a fim de elevar seus resultados a outro patamar no que se refere a velocidade no atendimento ao cliente, capacidade operacional e avanço tecnológico, junto com outros projetos estratégicos e estruturantes em andamento na empresa.

Unisinos, São Leopoldo

De acordo com Salesio Nuhs, a ideia é ampliar a parceria com os melhores centros de pesquisa e desenvolvimento para avançar em todos os tipos de tecnologias voltadas a produtos e processos, passo fundamental para o avanço da Taurus em direção à Indústria 4.0.

"Neste sentido, celebramos o início de um novo relacionamento junto à Unisinos, universidade em que tive o prazer de estudar durante os anos de 1983 e 1984. Esta parceria tem três principais frentes de atuação: o projeto Taurus Excelência Operacional, o Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia e o desenvolvimento do Programa de Capacitação em Pesquisa e Inovação Taurus para a formação de todos nossos colaboradores que irão, nos próximos anos, passar por todas as transformações e oportunidades que a quarta revolução industrial apresenta", explica Nuhs.

O projeto Taurus Excelência Operacional será desenvolvido com o apoio do GMAP da Unisinos, grupo de pesquisa em Modelagem para Aprendizagem que trabalha com o desenvolvimento de pesquisa aplicada. Por meio da parceria, será desenvolvido o Sistema Taurus de Produção, que integrará todo o sistema de manufatura a um sistema produtivo mais amplo, potencializando o foco no cliente por meio de conexões entre os diferentes players da cadeia de valor. Além dos clientes, os fornecedores, principalmente os integrantes do novo condomínio industrial da Taurus que está em construção, também serão beneficiados pelo projeto.

Taurus 4.0
Toda essa integração, utilizando novas tecnologias e convênios com renomados centros de pesquisas universitários, projetarão a empresa para uma Taurus 4.0. O conceito de Indústria 4.0 será a base deste projeto, que visa, ao final de dois anos, construir um centro de Data Science e Smart Factory voltado à inovação de processos por meio de simulação e pesquisa operacional.

Em paralelo ao projeto de Excelência Operacional, a Unisinos irá mapear e planejar o Programa de Capacitação Taurus, onde todos os colaboradores da empresa, desde o montador até a diretoria, de alguma forma, serão contemplados com uma etapa de capacitação. Assim se formará uma base conceitual sólida para que a Taurus consiga, colocando as pessoas no centro do processo, aproveitar todos os avanços tecnológicos da Indústria 4.0 e tornar isso parte integrante da agregação de valor para o cliente, com uma operação mais sustentável em todos os aspectos, desde os fornecedores até a chegada do produto ao seu destino final, com o máximo de segurança e rastreabilidade.

Nesse sentido, a Unisinos criou, na área de Engenharia de Produção, a cadeira Sistema Taurus de Produção, objetivando que seus futuros engenheiros possam adquirir o know-how tecnológico da Taurus na produção de armas e, assim, poderem melhor se posicionar no mercado de trabalho, inclusive na própria empresa. Neste mês, a Unisinos deverá lançar uma turma de pós-graduação em Engenharia e Sistemas de Produção Taurus.

Segundo Salesio Nuhs, "A Taurus está levando adiante um tripé extremamente importante, focando na pesquisa e desenvolvimento. Nosso mercado vive de novidade. E nos EUA, sem novidades a empresa morre. Isso tudo está até desenhado dentro da fábrica. Transformamos a Taurus em uma empresa que pensa no futuro e está focada em projeto e processo".


 

Na mira: ser a maior e mais rentável fabricante de armas do mundo
As profundas transformações efetuadas na empresa a partir de 2017, o ramp-up da nova fábrica nos Estados Unidos, a ampliação e modernização da unidade brasileira, o estabelecimento de uma nova fábrica em joint venture na Índia, a agressiva conquista de alguns dos mais importantes e promissores mercados internacionais e o fato de a empresa ter revertido sete anos de prejuízos, passando a ser lucrativa a partir de 2019, são fatores que evidenciam o excepcional turnaround realizado pela Taurus Armas.

O investimento de 500 milhões de reais na ampliação de sua planta em São Leopoldo e o uso de tecnologias de ponta levarão a empresa a aumentar em 50% sua produção, passando a fabricar até 9.000 armas/dia. Possibilitarão também produzir kits para mais 1.500 armas/dia, a serem fornecidos às unidades fabris dos EUA e da Índia, passando a ser um hub mundial de fabricação/distribuição de peças. Isso permitirá, por exemplo, que a fábrica americana dobre sua produção. 

A concretização dos passos do novo Plano Diretor, criteriosamente estabelecido pela empresa, levará a Taurus 4.0 (conceito este que já estará presente no novo Centro de Distribuição Logístico) a otimizar ainda mais seus processos administrativos, operacionais e logísticos, o que se traduzirá em uma redução drástica de custos e de tempos internos, bem como em um significativo aumento da qualidade dos produtos, das margens de lucro e, por fim, da rentabilidade da empresa para seus acionistas.

Assim, após se reinventar, dar a volta por cima e se tornar lucrativa e saudável, a Taurus cresceu e continua crescendo a uma velocidade impressionante, projetando-se agora para o futuro como uma empresa que apresenta um potencial que impressiona, capaz de catapultá-la  para voos mais altos e de torná-la a maior e mais rentável fabricante de armamento leve do mundo, tal como objetiva a equipe que a lidera: "Ser a maior fabricante de armas leves do mundo, gerando riqueza e criando valor para seus acionistas".

WEG entregará novo transformador a parque eólico no RN

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*LRCA Defense Consulting - 13/09/2021

O novo transformador WEG de 225MVA em 500kV de potência, acabou se der ensaiado no laboratório da empresa e, em breve, partirá com destino à um parque eólico no Rio Grande do Norte.

O fato, além de  reforçar a confiabilidade nos produtos da multinacional catarinense, continua a marcar sua presença no segmento de energias renováveis, um dos pontos fortes da empresa.

12 setembro, 2021

Defesa tem destaque nas exportações


*CIEAM - Centro da Indústria do Estado do Amazonas - 11/09/2021

Por Marcos Rosas Degaut Pontes*

Durante o ano de 2021, a Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), da Secretaria-Geral do Ministério da Defesa, desenvolveu várias atividades e iniciativas, com base em seu planejamento estratégico, para a promoção dos produtos, serviços e tecnologias da Base Industrial de Defesa (BID), buscando o desenvolvimento da economia de Defesa do país.

Destaco que o Ministério da Defesa tem buscado derrubar barreiras; inovar em soluções que ampliem e fortaleçam a base industrial de Defesa brasileira, com ênfase nas ações focadas em novas formas de financiamentos e garantias para o setor; aperfeiçoar a Tríplice Hélice (que congrega ações envolvendo academia, Estado e iniciativa privada); e buscar isonomia normativa e tributária, que permita uma concorrência entre a indústria nacional e os fabricantes internacionais, em igualdade de condições.

Dessa forma, em 2019, as exportações autorizadas atingiram um número recorde até então, US$ 1.231.091.652,66, com um salto de mais de 30% em relação ao ano anterior. Se considerarmos a média de exportações autorizadas desde 2001, o ano de 2020 foi também muito significativo para a economia de Defesa, com exportação superior à média, atingindo o total de US$ 777.087.845,52, mesmo no cenário de pandemia.

Fruto de todas as ações do governo federal em prol da retomada econômica, e das ações estratégicas que vêm sendo elaboradas por este ministério, atingimos um número recorde de exportações autorizadas, US$ 1.322.690.166,19 (até 26 de agosto de 2021), o que fará do ano de 2021 o melhor resultado até o momento. Ainda existem grandes negociações em andamento, confirmando o ano de 2021 como o melhor resultado para a indústria de Defesa brasileira.

A economia de Defesa é importante para o país, pois gera renda e empregos altamente qualificados. É um setor que tem um efeito multiplicador sobre a economia, que impulsiona qualitativamente o desenvolvimento tecnológico, com forte efeito sobre o PIB. Segundo estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 2021, a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), sobre a Mensuração da Base Industrial de Defesa e Segurança, o setor representa 4,46% do PIB brasileiro, gerando 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos (2,19% dos empregos do Brasil). Esse estudo é um dos resultados do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre o Ministério da Defesa e a Confederação Nacional da Indústria, e será lançado brevemente para consulta.

A exportação fortalece a indústria nacional de Defesa, além de mantê-la com capacidade de fornecer produtos, serviços e tecnologia de ponta. Assim, a exportação assume um papel crucial, por ser um caminho eficaz num ambiente globalizado, cada vez mais competitivo, e é nesse contexto que o Ministério da Defesa tem prestado relevante apoio à Base Industrial de Defesa (BID) na consecução de seus objetivos.

*Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa

11 setembro, 2021

Novo kit da Taurus faz a conversão do fuzil T4 Standard para o padrão M-LOK


*LRCA Defense Consulting - 11/09/2021

Aproveitando a Semana do Brasil, a Taurus Armas está lançando o Kit MLOK Taurus (Accessory Fixation System) que possibilita atualizar o fuzil T4 Standard para a versão M-LOK. O Kit contém o guarda-mão (handguard) padrão M-LOK, coronha e punho (grip) com acabamento Cerakote® nas cores Sand, Desert Sand e O.D. Green. Na cor preta, é vendido somente o guarda-mão.

O guarda-mão MLOK Taurus é fabricado em liga de alumínio aeronáutico de alta resistência, com trilho Picatinny integral na parte superior, sendo compatível com os fuzis Taurus T4 de 14,5”.

Para manter a garantia original de fábrica, a instalação do Kit MLOK Taurus deve ser realizada em assistência técnica autorizada pela empresa. Quando da aquisição, seguirá incluso o modelo de certificado para o devido preenchimento por parte da autorizada. 



Kit na cor O.D. Green

Guarda-mão M-LOK
Em termos de armas de fogo, o guarda-mão é uma peça especificamente concebida para permitir ao usuário segurar a parte dianteira da arma. Ele fornece uma superfície isolada termicamente para que a mão do utilizador não corra o risco de ser queimada pela temperatura do cano, que pode ficar muito quente durante uma série maior de disparos.

Além de proporcionar também uma empunhadura mais firme e facilitar a precisão do tiro, o guarda-mão pode servir ainda como uma plataforma anexa para armas secundárias (como um lançador de granadas), bem como para acessórios como bipés, luzes táticas, miras a laser, dispositivos de visão noturna e uma variedade de outros.

M-LOK (de Modular Lock) é um guarda-mão moderno que permite a fixação direta de acessórios nos pontos de montagem de slot oco. É um padrão concorrente do sistema KeyMod para substituir o onipresente trilho Picatinny em algumas aplicações. Em comparação com este último, o M-LOK  permite que o usuário tenha um guarda-mão mais fino, mais leve, mais suave e com acessórios montados apenas onde for necessário, enquanto um guarda-mão tipo trilho Picatinny normalmente terá ranhuras em todo o seu comprimento, o que o torna mais pesado, mais volumoso e com ventilação inferior do cilindro.

10 setembro, 2021

Avibras passa a integrar a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras - ANPEI

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem


*LRCA Defense Consulting - 10/09/2021

A Avibras Indústria Aeroespacial S.S., Empresa Estratégica de Defesa sediada em São José dos Campos (SP) tem, em sua essência, a característica de inovar em produtos, serviços, processos e negócios com a participação dos seus colaboradores e de parceiros externos. 

Assim sendo, a empresa divulgou hoje que passou a integrar a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras - ANPEI, que viabiliza ambientes de cooperação com todo o ecossistema de inovação em nível mundial, gerando valor às empresas em pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de contribuir com o crescimento econômico e social do país.

A participação da empresa atende ao propósito do Espaço Avibras de Tecnologia e Inovação (EATI), que é atuar como a “embaixada” da Avibras para pesquisa, desenvolvimento e inovação em ambiente de parcerias e colaboração com universidades e institutos de pesquisa e agências de fomento.

Após Brasil e EUA, Taurus foca expansão na Índia


*InvestNews - Cafeína - 10/09/2021

Exportando para ao menos 100 países, a Taurus (TASA4), a maior fabricante de armas do país, está expandindo o seu território. Com uma fábrica no Rio Grande do Sul e outra na Geórgia, nos EUA, a companha prevê agora expandir para a Índia. Recentemente, a companhia assinou uma joint venture junto a uma empresa indiana para instalar uma fábrica no país asiático – o que vai expor a fabricante à região.

Atualmente, a companhia divide suas vendas de armas em três blocos regionais: mercado brasileiro, norte-americano e exportação para outros países. O destaque das vendas está nos Estados Unidos, o maior mercado mundial de armas e, portanto, também maior consumidor dos produtos da Taurus. Só no segundo trimestre deste ano, a Taurus atingiu o volume de 507 mil armas vendidas nos Estados Unidos, uma alta de 33% na comparação anual.

Já no Brasil foram vendidas 87 mil unidades nesse período, uma alta de 75% quando comparado a um ano antes. Quando analisado o primeiro semestre de 2021, foi a primeira vez que a empresa alcançou a marca de um milhão de armas vendidas.

Já as vendas para outros países, excluindo os Estados Unidos, são realizadas para o mercado civil e para forças de segurança estrangeiras, a partir de licitações internacionais ganhas pela Taurus.  No total, foram vendidas 24 mil unidades no segundo tri, uma alta de 380% em comparação a igual período de 2020.  Já no primeiro semestre, a alta foi de 320%. Os destaques foram as exportações realizadas para o Paquistão, Filipinas e África do Sul, que representaram quase 63% do total das vendas no trimestre.

Mas vale ressaltar que já foram fabricados ao menos 12,4 mil fuzis Taurus T4 que serão faturados apenas no terceiro trimestre de 2021. Esse modelo foi vendido para o Exército das Filipinas, a partir de uma licitação que a companhia venceu em 2020, após ter a arma aprovada em testes de resistência. Essa é a segunda grande venda da Taurus para as Filipinas nos últimos anos.

Em seu último balanço, a empresa divulgou que as vendas no mercado interno responderam por 21% da receita do primeiro semestre.  No entanto, considerando a atual carteira de pedidos, as vendas locais representam entre 8% e 12% do total.

Em junho, mesmo com o dólar mais baixo, perto dos cinco reais em média, a Taurus disse não ter sido afetada negativamente em seu resultado. Segundo a empresa, isso comprova que o desempenho da marca não está atrelado apenas aos ganhos cambiais das vendas externas. Porém, na comparação da evolução semestral, a sua receita foi sim beneficiada pelo ganho cambial sobre as vendas realizadas no exterior, uma vez que são realizadas em dólares e contabilizadas em moeda nacional.

Outro ponto que a empresa também destacou na divulgação dos últimos resultados é que, ela não é afetada pelas condições políticas no Brasil. Aliás, há uma correlação de aumento nas vendas aqui no país dado a política de armamento adotada pelo atual governo. No entanto, pela maior parte das suas vendas ser para o mercado americano, a empresa não está tão preocupada com o cenário político doméstico e afirma que isso não vai afetar os resultados futuros.

Já de olho no balanço do próximo trimestre, a expectativa é para um resultado ainda maior dado o aumento dos preços dos seus produtos que passaram a valer no segundo semestre. A alta para o mercado americano foi de 10% em dólares. Já no mercado brasileiro, a alta foi de aproximadamente 17%, já que correspondente ao IGP-M acumulado de dezembro de 2020 a julho de 2021. Se for analisar a carteira de pedidos após os novos preços, as vendas não foram afetadas pela alta dos preços.

Vale ressaltar que a empresa brasileira já é uma das quatro maiores no mercado de armas leves americano e a maior fornecedora de munições de baixo calibre para a Otan (aliança militar ocidental).

Analisando os resultados como um todo referente ao segundo trimestre, a fabricante registrou um lucro líquido 395% maior. A sua receita líquida cresceu quase 50% e o Ebitda registrou alta de 106% na comparação anual. Este é o quinto trimestre consecutivo de resultados positivos.

Entre os motivos apontados pela fabricante está uma maior estabilidade operacional, eficiência na produção e distribuição, novos investimentos, mix de vendas com modelos de maior valor agregado, além da redução da dívida e  do seu custo financeiro.



Dívidas
Os empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo da fabricante diminuíram de forma expressiva. A cifra passou de R$ 910 milhões no ano passado para uma dívida bruta de R$ 588 milhões.   

Segundo analista, Victor Bueno, da TOP GAIN, a companhia vem passando por uma reestruturação, com mudança de CEO, de estrutura de capital, e até começo deste ano, vinha carregando prejuízos líquidos acumulados de um bom tempo. Fruto de uma má gestão, segundo o analista. A Taurus conseguiu fazer um controle de dívidas forte além de uma reestruturação total na sua administração.

E com a melhora nos fundamentos da empresa, ela fica cada vez mais atrativa com potencial de continuar valorizando, segundo o analista.

“Apesar de muitos terem receio ou preconceito, seja pela área de atuação como pelos anos de dívida e de prejuízo, a empresa vem se mostrando muito resiliente nos últimos anos”.

Atualmente, o seu patrimônio líquido saiu do campo negativo e está hoje em R$ 361 milhões positivos.

Mercado segue aquecido: nos EUA, mais de 3,2 milhões compraram sua 1ª arma no 1º Sem. de 2021


*The National Shooting Sports Foundation(NSSF) - 09/09/2021

The National Shooting Sports Foundation (NSSF), a associação comercial da indústria de armas de fogo, pesquisou varejistas de armas recentemente e estima que mais de 3,2 milhões de pessoas compraram uma arma de fogo pela primeira vez durante o primeiro semestre de 2021.

A pesquisa foi realizada para aprender os hábitos de compra e fatores particulares dos compradores de armas de fogo deste ano, durante os primeiros seis meses de 2021. Os entrevistados indicaram que 33,2 por cento dos clientes, ou 3.247.351 pessoas, compraram uma arma de fogo pela primeira vez, com base no total de junho de quase 9,8 milhões de verificações de antecedentes para uma venda de armas.

“Esta pesquisa mostra que há um sinal contínuo de demanda por armas de fogo do público americano”, disse Joe Bartozzi, presidente e CEO da NSSF. “Testemunhamos a cada mês os números de verificação de antecedentes associados a uma venda de armas que perdem apenas para os que vimos nos recordes totais do ano passado. Os resultados da pesquisa mostram não apenas que há um apetite forte e saudável dos compradores de armas pela primeira vez, mas que ainda há espaço para crescer. Somos encorajados pelo interesse sustentado na posse legal e responsável de armas, bem como pela base de fabricação que foi desafiada a atender a essa demanda notável. ”

Os resultados da pesquisa mostraram que nos primeiros seis meses de 2021:

  • Mais de 90 por cento dos varejistas relataram um aumento de homens afro-americanos comprando armas de fogo.
  • Quase 87% dos varejistas relataram um aumento no número de mulheres afro-americanas comprando armas de fogo.
  • Quase 84 por cento dos varejistas relataram um aumento de homens hispano-americanos comprando armas de fogo.
  • Mais de 87% dos varejistas relataram um aumento no número de mulheres hispano-americanas comprando armas de fogo.
  • Mais de 76,5% dos varejistas relataram um aumento no número de homens asiático-americanos comprando armas de fogo.
  • Mais de 82% dos varejistas relataram um aumento no número de mulheres asiático-americanas comprando armas de fogo.
  • 22,1 por cento dos clientes compraram uma segunda arma de fogo desde a compra inicial.
  • 44,5% dos compradores de armas pela primeira vez em 2021 tinham menos de 40 anos.
  • 45,7 por cento pediram informações sobre treinamento de segurança.
  • 23,6 por cento se inscreveram para treinamento de segurança.

WEG alcança a marca de 2 GW em painéis solares vendidos no Brasil

WEG alcança a marca de 2 GW em painéis solares vendidos no Brasil

*Portal Solar - 09/09/2021

A WEG foi a primeira empresa no Brasil a alcançar a marca de 2 GW de módulos fotovoltaicos vendidos. A empresa atua no segmento de fabricação de motores e equipamentos voltados ao setor elétrico.

Para Paulo Roberto Kruger, diretor de Vendas Internacionais de Sistemas da WEG, o crescimento deve se manter. “Estamos otimistas com o mercado brasileiro de energia solar, que ainda representa somente 2% da matriz elétrica do país. Acreditamos no crescimento nos próximos anos, alinhado com a tendência global do desenvolvimento de fontes de energia limpas.”

No ano de 2012, a WEG iniciou a venda de equipamentos para energia solar. Os produtos da empresa são fabricados no Brasil e na China. Os módulos comercializados têm classificação Tier 1, segundo a BloombergBNF. Esse Tier representa que há boa bancabilidade de seus produtores.

“Contamos com equipamentos importados e nacionais, com amplo portfólio de produtos. Os módulos fotovoltaicos que usamos são Tier 1 fabricados na China, mas os inversores, cabos, componentes de proteção e estrutura metálica são boa parte com fabricação nacional”, comenta Paulo.

O diretor ainda afirma que o preço dos painéis, que varia de acordo com a lei da oferta e procura do mercado internacional, é o grande desafio a ser superado pela empresa. “Os módulos fotovoltaicos por serem um commodity variam muito de preço e de disponibilidade, dependendo da oferta e demanda em escala global. Isso é um desafio para correta precificação e gestão da disponibilidade de estoque. Mas entendendo as dificuldades, conseguimos fazer uma boa gestão para garantir a satisfação dos clientes.”

Mesmo com esse grande desafio, a empresa espera ter um crescimento cada vez maior na América Latina. “Hoje o foco da WEG no segmento de energia solar está no Brasil, onde temos uma estrutura de representantes comerciais e assistência técnica muito bem consolidada. Estamos em uma fase inicial de operação em alguns países da América Latina”, conclui Paulo.

09 setembro, 2021

Indústria aeroespacial da Holanda e Embraer constroem parceria estratégica para a aviação e sustentabilidade

"Juntos, poderemos estudar novas tecnologias em parceria com instituições de pesquisa e empresas, também no segmento de Defesa”


*LRCA Defense Consulting - 09/09/2021

No dia 3 de setembro, a associação nacional da indústria aeroespacial e aeroportuária da Holanda - NAG, representada pelo Sr. Lex Besselink, Presidente, e Sr. Frank Jansen, Diretor Gerente, e a Embraer, representada pelo Sr. Arjan Meijer, Presidente & CEO da Embraer Comercial Aviação, Sr. Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU). 

A assinatura do MoU é um passo importante para o futuro e relacionamento estratégico no campo da aviação e sustentabilidade. O evento ocorreu no escritório da Embraer em Amsterdã e contou com a presença do Sr. Constant van Schaik, CEO da SAMCO Aircraft Maintenance e membro do Conselho da NAG, e do Sr. João Pedro Taborda, Chefe de Assuntos Governamentais para a Europa da Embraer.

O objetivo do MoU entre a NAG e a Embraer é estabelecer novas parcerias e relacionamentos estratégicos na área aeroespacial e há um forte foco na sustentabilidade e no futuro sustentável da aviação. “Esperamos fortalecer ainda mais nosso importante relacionamento com a Embraer e integrar ainda mais o ecossistema aeroespacial holandês em suas cadeias de suprimentos atuais e futuras. A Holanda está pronta para fazer parceria nos tópicos importantes que devem ser cobertos para o futuro de nossa indústria e ecossistema ”, disse Lex Besselink, presidente do Grupo Aeroespacial da Holanda.

“Estamos muito contentes por ter assinado este MoU com a indústria aeroespacial da Holanda. Nosso objetivo é fomentar a cooperação com o ecossistema de inovação holandês, ao mesmo tempo em que ampliamos nosso relacionamento com outras partes interessadas na indústria de aviação holandesa ”, disse Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

“De acordo com a estratégia da Embraer de estabelecer parcerias significativas em todo o mundo, este MoU é um passo muito importante. Juntos, poderemos estudar novas tecnologias em parceria com instituições de pesquisa e empresas, também no segmento de Defesa”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança.

Os objetivos do MoU estão focados na avaliação contínua de oportunidades em áreas de colaboração, incluindo pesquisa e tecnologia em propulsão, estruturas e materiais, e análise de soluções em Mobilidade Sustentável, Compras e cadeia de suprimentos, incluindo estruturas, interiores e sistemas; e MRO.

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