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13 fevereiro, 2022

Sistema Defesa, Indústria e Academia de Inovação do Exército realiza aproximações institucionais


*Exército Brasileiro - 10/02/2022

O Chefe do Escritório Central do Sistema Defesa, Indústria e Academia (SisDIA) de Inovação, General de Divisão da Reserva Angelo Kawakami Okamura,  realizou encontros institucionais na cidade do Rio de Janeiro-RJ, no período de sete a 11 de fevereiro.

Houveram reuniões com o Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx), com a Assessoria de Relações Institucionais do Comando Militar do Leste (ARI/CML) e com o Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx). As atividades tiveram o intuito de apresentar o SisDIA de Inovação a essas Organizações Militares (OM) e discutir necessidades e possibilidades de cooperação entre o Exército e atores da tríplice hélice (Governo, Indústria e Academia).

No DECEx, as atividades iniciaram com a recepção do Chefe do Departamento, General de Exército André Luis Novaes Miranda, seguida de reunião com demais integrantes da organização militar. No CCFEx, a reunião ocorreu com  Chefe do Centro, General de Brigada Luiz Alberto Cureau Júnior.

A atividade se estendeu às OM do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército (SCTIEx) sediadas no Rio de Janeiro. No Centro de Avaliações do Exército (CAEx), sob Chefia do General de Brigada Alexandre Martins Castilho, o propósito foi conhecer a estrutura laboratorial do centro. No Instituto de Engenharia do Exército (IME), comandado pelo General de Brigada Juraci Ferreira Galdino, ocorreram tratativas a respeito das tecnologias quânticas e as possibilidades de aproximação com órgãos como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

Foi realizada visita à estrutura do CBPF, na qual o General Okamura se reuniu com o Diretor do Centro, Professor Doutor Márcio Portes de Albuquerque, além de outros professores e pesquisadores da instituição. O encontro permitiu identificar pontos de convergência e possibilidades de cooperação em relação ao desenvolvimento nacional em tecnologias quânticas, principalmente nas áreas de computação, comunicação e sensores quânticos.

Fonte: Departamento de Ciência e Tecnologia



12 fevereiro, 2022

A Taurus e a longa busca da Índia por carabinas CQB


*LRCA Defense Consulting - 12/02/2022

A presente matéria complementa a publicada ontem com o título "Taurus envia equipe à Índia para demonstrar o fuzil T4 para as Forças Armadas", procurando mostrar, da forma mais sintética possível, a necessidade de a Índia dispor de armas leves modernas, tecnológicas e padronizadas com muita urgência, haja vista os problemas de fronteira e de insurgência que tem.

Acessoriamente, a matéria também reaviva questões de cunho geopolítico que se situam para além dos fatores técnicos e financeiros que normalmente norteariam um licitação de armamento e que poderão pesar a favor da empresa brasileira.

A longa busca da Índia por carabinas CQB
A busca de décadas do Exército Indiano por carabinas para combate a curta distância (CQB), essenciais para as operações de contra-insurgência, persiste em um momento em que elas podem ser críticas para combater um possível aumento na insurgência da Caxemira, com o advento dos quadros do Talibã do Afeganistão.

Fontes militares e de segurança em Nova Délhi temem que os recentes sucessos do Taleban na captura de vastas faixas de território em todo o Afeganistão, após a retirada dos militares dos EUA do país devastado pela guerra, possam impactar negativamente a insurgência da Caxemira nos próximos meses, colocando em grande risco a região, especialmente a Índia.

Consequentemente, oficiais de alto escalão do Exército indiano e oficiais de segurança preveem a chegada de combatentes do Talibã na Caxemira, no que poderia ser uma repetição de eventos cataclísmicos que atingiram o estado por anos, a partir de meados da década de 90.

Notícias recentes da mídia, citando fontes de segurança, também anteciparam que combatentes mercenários talibãs, ao lado de outros grupos islâmicos, seriam “desviados” para a Caxemira pela diretoria de inteligência interserviços do Paquistão, se os laços normalmente incendiários de Nova Délhi com Islamabad se deteriorassem ainda mais.

Portanto, oficiais superiores do Exército Indiano disseram que era imperativo que a força estivesse 'adequadamente' equipada em antecipação a tal eventualidade, o que incluiria, principalmente, a introdução de carabinas CQB para as missões de contrainsurgência que se seguiriam.

“Para a maioria dos militares e forças de segurança implantados em manobras de contrainsurgência, as carabinas são essencialmente sua principal arma de escolha”, diz o major-general AP Singh (aposentado), que serviu com os Rashtriya Rifles, ou RR, no auge da militância da Caxemira até 2000. "Sua leveza, canos mais curtos, menor ricochete e manobrabilidade geral, diz ele, tornam as carabinas versáteis quando empregadas em espaços confinados e para missões de busca e destruição".

Rashtriya Rifles é uma instituição como a nossa Força Nacional, mas na Índia é um ramo do Exército sob a autoridade do Ministério da Defesa. É uma força de contrainsurgência composta por soldados delegados de outras unidades do Exército. A força está atualmente implantada no território da União de Jammu e Caxemira, bem como no território da União de Ladakh.

Além das preocupações com o Paquistão e com o Afeganistão, o Exército da Índia tem extrema urgência para substituir os obsoletos fuzis de assalto e fuzis/carabinas CQB em uso pelas tropas que guarnecem as fronteiras com a China na chamada Linha de Controle Real (LAC), onde as tropas dos dois países estão posicionadas a curta distância e até mesmo já travaram sangrentos combates corpo a corpo recentemente.

O conflito da Caxemira envolve Índia, Paquistão, China e, agora, o Afeganistão


O significado das carabinas CQB

Atualmente, o Exército Indiano usa fuzis de assalto modificados como substitutos para as carabinas, que muitos soldados de infantaria e da Rashtriya Rifles dizem ter eficiência reduzida em tiroteios a curta distância, de acordo com o general Singh. Disparadas a uma distância relativamente curta, as carabinas são até capazes de penetrar em armaduras e capacetes de proteção e também são a arma preferida para tripulações de tanques (blindados).

No entanto, por enquanto, o Exército Indiano tem pouca escolha a não ser continuar empregando essas alternativas, pois repetidas tentativas do Ministério da Defesa (MoD) de adquirir carabinas CQB 5,56x45mm ao longo de quase duas décadas falharam.

O Exército Indiano precisa dessas carabinas desde o final da década de 1990 para substituir também suas submetralhadoras de 9mm 1A1/2 - versões locais das armas L2A3 Sterling que remontam à Segunda Guerra Mundial. Estas eram licenciadas pela Ordnance Factory Board (OFB), mas sua fabricação foi interrompida há muito tempo.

O Ministério da Defesa (PIB) também admitiu que a safra de armas pessoais do Exército indiano, como carabinas, rifles de assalto e metralhadoras leves, tem sido motivo de preocupação há mais de uma década. “O governo está ciente da necessidade de modernizar as armas básicas de combate para os soldados e, portanto, concedeu a máxima prioridade a esses casos”, declarou o Gabinete de Imprensa em março de 2018, em total oposição à realidade na época. “Essas armas são um componente essencial do equipamento de combate de um soldado e (as novas) darão um grande impulso à capacidade de combate das tropas”, afirmou o PIB.

Licitação de fuzis CQB - para além de fatores técnicos e financeiros
Conforme a matéria publicada ontem, há a oportunidade de venda imediata e direta de 93.895 fuzis calibre 5,56x45 por meio de um processo chamado Fast Track Procedure (FTP - procedimento rápido). Além dessa oportunidade específica, a Índia tem uma demanda de outros 365.000 fuzis no calibre 5,56x45 para os próximos 5 anos, a serem adquiridos através do Programa Make in India.

Assim, são duas megalicitações que serão disputadas pela Taurus Armas com seu fuzil T4, que será apresentado em algumas versões, conforme as necessidades do Exército Indiano.

Como comprovou a licitação para o Exército Filipino, vencida recentemente pelo fuzil T4, a Taurus tem nele uma arma moderna, de altíssima qualidade e com a melhor relação custo/benefício do mercado, sendo perfeitamente adequada às necessidades e exigências do Exército Indiano, haja vista que suas diversas versões permitem que seja empregado como fuzil de assalto ou como fuzil/carabina CQB.

O Fuzil T4 foi testado, aprovado e adquirido pelo Exército das Filipinas, após provas consideradas das mais exigentes do mundo. Esta aquisição totalizou 13.530 fuzis, sendo a primeira vez que o Exército Filipino adquiriu fuzis de um país diferente dos Estados Unidos. Após a entrega, ocorreu também a estreia do Fuzil T4 na dotação regular de um exército mundial.


Para além dos quesitos técnicos e financeiros, que são fundamentais num primeiro momento do certame, há também outros fatores importantes a considerar, pois podem ser decisivos no desenrolar das negociações.

O primeiro deles é o pioneirismo da Taurus e da CBC, sendo parceiras de primeira hora do Primeiro-ministro indiano Narendra Modi em seu Programa Make in India, concretizado por meio das primeiras joint ventures (JV) firmadas dentro desse programa, com a Jindal Defence & Aerospace e com a SSS Defence, respectivamente.

Junto a este fato, está o de que Grupo CBC/Taurus passará a fabricar armas e munições na Índia, criando um ecossistema logístico facilitador completo para o Exército Indiano e para as demais forças militares, paramilitares e de segurança do país.

A poderosa parceria com o Jindal Group, maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, também é um fator muito positivo, pois fornece a segurança política e os respaldos financeiro e de infraestrutura  necessários para as operações da JV da Taurus nesse país.

Além desses fatores, poderão também pesar no negócio:
- a afinidade ideológica e os interesses comerciais mútuos entre o Primeiro-ministro Narendra Modi e o Presidente Jair Bolsonaro;
- a futura necessidade do gigante asiático de dispor de grandes fontes de matérias primas para abastecer suas indústrias, e de produtos agropecuários para alimentar sua imensa e crescente população, itens onde o Brasil é farto;
- a ambição geopolítica da Índia de firmar sua presença nas Américas, tendo o Brasil como centro irradiador.

Correndo por fora, e hoje já com menor possibilidade, há ainda o fato (noticiado pela imprensa indiana em 2021) de o governo desse país asiático ter manifestado interesse em firmar uma parceria com a Embraer, visando sua divisão de jatos comerciais que havia sido vendida à Boeing e que teve o negócio desfeito por esta.

*Com informações do The Wire e LRCA Defense Consulting


11 fevereiro, 2022

Taurus envia equipe à Índia para demonstrar o fuzil T4 para as Forças Armadas


*LRCA Defense Consulting - 11/02/2022

No dia de hoje, 11 de fevereiro, embarcou a primeira equipe da Taurus com destino à cidade de Indore, estado de Madhya Pradesh na Índia, com o objetivo de realizar a demonstração técnica-comercial do fuzil Taurus T4 a autoridades das Forças Armadas indianas.

A equipe especializada viajou com a devida antecedência a fim de cumprir com os protocolos sanitários do país, que impõe a quarentena obrigatória de sete dias aos viajantes estrangeiros atualmente. 

A demonstração está agendada para próximos dias 21 e 22 de fevereiro, na Escola de Infantaria do Exército Indiano, localizada na cidade de Mhow, no estado de Madhya Pradesh, e envolve a apresentação das características e performance de tiro e resistência do Fuzil Taurus T4 em suas diferentes versões, arma que tem consistentemente ganhado mercados internacionais em aplicações policiais, militares e também no mercado civil.

Megalicitações de fuzis para o Exército indiano
O evento acontece em linha com a oportunidade de venda direta de 93.895 fuzis calibre 5,56x45, lançada pelo Ministério de Defesa indiano em 2021, por meio de um processo chamado Fast Track Procedure (FTP). 

Além dessa oportunidade específica, a Índia tem uma demanda de outros 365.000 fuzis no calibre 5,56x45 para os próximos 5 anos, a serem adquiridos através do Programa Make-in-India, o que a torna um dos mercados mais atrativos do mundo.

A demonstração dos dias 21 e 22 de fevereiro reforça o compromisso da Taurus perante o governo indiano com o seu projeto de investimento local por meio da joint-venture com a Jindal Defence e busca colocar a empresa numa posição de destaque para obtenção dos contratos com as Forças Armadas do país.

Escola de Infantaria do Exército Indiano
A Escola de Infantaria de Mhow é a alma mater da Infantaria do Exército Indiano, sendo o maior e mais antigo centro de treinamento militar dessa força armada. A instituição é responsável por desenvolver todo o espectro de exercícios táticos e conceitos relativos à infantaria operando em terrenos e ambientes variados, e os apresenta de tempos em tempos. 

Ministrando treinamento de táticas, armas e liderança para jovens oficiais, oficiais subalternos e suboficiais da Infantaria e os capacitando a liderar efetivamente uma subunidade (companhia) em qualquer operação no nível tático em um ambiente descentralizado, a competência e infraestrutura da Escola de Infantaria deram reconhecimento global à instituição.


Outras licitações
Como a empresa informou que esta é a primeira equipe a se deslocar para a Índia, é razoável supor que haverá pelo menos mais uma.

Nesse cenário, é possível que essa outra equipe seja a designada para apresentar e demonstrar quatro modelos de armas para a Guarda de Segurança Nacional (submetralhadora SMTP9), para a polícia de um estado, (que poderá adquirir até 4.000 unidades do fuzil T4) e para polícia da cidade de Aizawl, capital do estado de Mizoram, que irá avaliar as pistolas TS9 e TH9c.



Índia mudará
completamente a perspectiva da Taurus

Se a pandemia prejudicou por um lado, causando demora no processo, por outro ela também impediu que, por enquanto, a concorrência passasse a produzir no país, no âmbito do Programa Make in India.

Em termos do imenso mercado militar e de segurança indiano, é preciso considerar que esse país conta com forças armadas que têm mais de 1,3 milhão de integrantes e forças de segurança (policiais e paramilitares) que possuem um efetivo de mais de 1,4 milhão de pessoas, além de segurança privada com mais de 7 milhões de homens e mulheres. 

A obsolescência e a diversidade de origens de seu armamento leve faz com que a Índia esteja enfrentando graves problemas operacionais e também logísticos, haja vista a dificuldade para suprir, manutenir as armas e repor peças gastas ou defeituosas.

Como seu objetivo é se tornar uma das nações proeminentes no mundo dentro de alguns anos, suas forças armadas e de segurança necessitarão caminhar no sentido de padronizar o respectivo armamento leve, limitando-o a poucos modelos e passando a utilizar armas modernas e de alta qualidade fabricadas no próprio país (Make in India / Atmanirbhar Bharat - Feito na Índia / Índia Autossuficiente). Só assim obterão excelência operacional e logística, com grande economia de tempo e recursos.

Em síntese, a JV Jindal Taurus Defence Systems Private Ltd. tem um gigantesco mercado potencial, civil e militar, sem parâmetros no mundo capitalista, o que levou o CEO e o CFO da multinacional brasileira a afirmarem, por mais de uma vez, que, no momento em que a Taurus entrar lá, mudará completamente a perspectiva da empresa.

 

10 fevereiro, 2022

CBC lança maior programa de treinamento e incentivo ao esporte do tiro em conjunto com confederações brasileiras e entidades do setor


*LRCA Defense Consulting - 10/02/2022

Com o objetivo de fomentar o esporte do tiro no Brasil, o treinamento de atletas e participações em competições oficiais nacionais e internacionais, por meio de incentivos diretos da indústria, a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) em conjunto com as principais confederações brasileiras e entidades de tiro lançam no dia 7 de fevereiro o programa de treinamento Pro Training Sport CBC.

Este é o maior programa de incentivo ao esporte do tiro já desenvolvido no país, que contemplará ao todo mais de 7 mil atletas e 210 clubes, visando a aquisição de produtos com condições comerciais exclusivas cedidas pela CBC para utilização única e exclusiva em treinos e competições.

A fase piloto do programa terá duração até o dia 31 de dezembro de 2022 e para participação o atleta ou instituição (federações e clubes) deverá ser diretamente indicado (a) pela confederação ou entidade no qual está vinculado (a), conforme regras do programa.

Entre as entidades que fazem parte atualmente do escopo do Pro Training Sport CBC estão a Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), a Confederação Brasileira de Tiro Prático (CBTP), a Confederação Brasileira de Tiro Defensivo (CBTD), a Confederação Brasileira de Caça e Tiro (CBCT), a Liga Nacional de Tiro ao Prato (LNTP), a Federação Gaúcha de Caça e Tiro (FGCT) e a Liga Nacional do Atirador Desportivo (LINADE).

Ao todo, serão mais de 35 produtos com condições comerciais exclusivas que poderão ser adquiridos, seguindo as regras detalhadas do programa, entre modelos do cartucho de competição no calibre 12, calibres como o 9mm e .38SPL nas versões para treinamento, além do cartucho .22LR Target. Também foram inclusos insumos de munição para atendimento a modalidades específicas.

O benefício para aquisição dos produtos do programa Pro Training será por meio de desconto, sendo o percentual aplicado sobre a tabela de preços vigente para o esporte do tiro. O benefício é válido para apenas um calibre, de escolha do atleta, e não é cumulativo, caso o favorecido seja indicado por mais de uma entidade ou esteja vinculado a outros programas de incentivo da CBC. Caso o atleta seja elegível a compra de insumos, conforme regulamento do programa, deverá optar entre a compra de munições ou de seus componentes com o benefício do desconto.

Os atletas (pessoas físicas) indicados deverão realizar a compra diretamente no portal armasmunicoes﹒com﹒br﹒ Já no caso de pessoas jurídicas, a compra será atendida diretamente pela área comercial da CBC.

O pedido poderá ser feito apenas uma única vez por semestre, totalizando até dois pedidos anuais, considerando o primeiro pedido até 31 de março de 2022 e o segundo pedido entre 01 de julho de 2022 até 31 de agosto de 2022. Os pedidos devem totalizar até 15.000 unidades para pessoa física e até 40.000 unidades para pessoa jurídica, havendo quantidades mínimas para aquisição, conforme o tipo de produto e calibre.

Os participantes do programa também contarão com vantagem na forma de pagamento, podendo a compra ser parcelada em até 10 vezes sem juros.

Os vouchers de desconto para os elegíveis estarão disponíveis com as entidades a partir do dia 15 de fevereiro de 2022.

Investimentos no mercado de tiro esportivo
O programa Pro Training é um novo e importante investimento da CBC no mercado nacional, dentro da estratégia da Companhia em intensificar o crescimento do esporte do tiro no Brasil. O projeto resulta no aporte de mais de R$ 80 milhões no setor para atender as diversas frentes do tiro esportivo, dos atletas, que se beneficiarão diretamente ou indiretamente, englobando também as entidades e os clubes de tiro.

“A CBC, em seus 96 anos de história, continua se renovando e trabalhando intensamente para viabilizar que todo atleta no Brasil seja de forma meritocrática incentivado a continuar suas práticas desportistas. Investimos constantemente dentro da Companhia e no mercado brasileiro, com o compromisso de oferecer aos nossos clientes produtos de alta performance, empregando tecnologia de última geração. Por meio do programa Pro Training Sport CBC, apoiaremos os atletas com o objetivo de contribuir para que possam atingir seu potencial máximo. Esperamos conseguir também inspirar novos atletas a se destacarem em competições pelo Brasil e pelo mundo”, afirma Fabio Mazzaro, presidente da Companhia Brasileira de Cartuchos.

A CBC oferece em seu portfólio importantes produtos voltados ao esporte, como por exemplo os cartuchos de competição no calibre 12 em diversas configurações para atendimento às modalidades do tiro esportivo. A empresa também possui uma linha exclusiva dedicada a produção do calibre .22, inaugurada em 2020 na planta de Ribeirão Pires, a qual garantiu uma ampliação significativa no mercado, triplicando a capacidade produtiva na época, resultando em mais de 200 milhões de cartuchos/ano atuais.

“Superamos diversos desafios mercadológicos nos últimos anos, neste período de pandemia de COVID-19 que afetou o mundo inteiro, como restrições no fornecimento e aumento dos preços das matérias-primas que utilizamos na fabricação de nossos produtos, entre outras dificuldades. Entretanto, a CBC se preparou e os diversos investimentos realizados antecipadamente contribuíram para a empresa enfrentar esse momento e, diferentemente do que vimos em outros países como por exemplo nos EUA (maior mercado mundial do setor), a Companhia garantiu da melhor forma possível o abastecimento em todo país, priorizando os clientes do Brasil, suprindo as necessidades do mercado nacional, e ainda buscando meios para incentivar o setor. O Pro Training Sport CBC é uma dessas iniciativas, que traduz a nossa confiança e compromisso com este segmento de mercado tão importante, do esporte do tiro, que é parte especial da história da empresa”, explica Paulo Ricardo Gomes, Diretor Comercial & Marketing da CBC.

Para mais informações sobre o programa Pro Training Sport CBC os interessados devem procurar diretamente a entidade ao qual está vinculado.

WEG vai construir nova fábrica em Portugal

WEG vai construir nova fábrica em Portugal


*LRCA Defense Consulting - 10/02/2022

A WEG acaba de anunciar a construção de uma nova fábrica de motores elétricos em Santo Tirso, Portugal. A companhia pretende investir 23,5 milhões de euros para edificar 22.680 m² no mesmo terreno onde a WEG já possui uma operação de 16.300 m², dedicada à fabricação de motores industriais de baixa tensão.

Com a nova unidade a companhia pretende ampliar a produção de motores elétricos de grande porte e transferir sua fábrica localizada em Maia para Santo Tirso, centralizando todas as operações no mesmo lugar.

“Estamos não só investindo no aumento da capacidade produtiva, mas também na modernização das nossas operações em Portugal. Além de trazer a produção de motores de média e alta tensão, à prova de explosão, painéis elétricos, soluções de automação e serviços de assistência técnica para Santo Tirso, também estamos planejando aumentar a gama de motores elétricos para tamanhos maiores no país”, explica Alberto Kuba, Diretor Superintendente da WEG Motores. Segundo o executivo, o investimento é um passo estratégico e muito importante para a expansão da WEG no mercado europeu.

A nova fábrica em Santo Tirso deve entrar em operação no primeiro trimestre 2024 e gerar cerca de 100 novos empregos.

A WEG iniciou suas operações em Portugal em 2002 com a compra de uma fábrica de motores elétricos em Maia. Em 2015 a companhia iniciou a construção de uma nova fábrica em Santo Tirso, distante apenas 24 quilômetros de Maia. A unidade de Santo Tirso foi inaugurada em 2018 e incorpora uma linha de produção mais verticalizada com processos de usinagem, fabricação de rotor, bobinagem, montagem e laboratórios de ensaios elétricos dedicados. Atualmente a WEG emprega mais de 700 pessoas em Portugal.




Eve formaliza processo para Certificação de Tipo do eVTOL junto à ANAC


*LRCA Defense Consulting - 10/02/2022

A  Eve UAM, LLC (“Eve”), uma empresa da Embraer, formalizou junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) o processo para obtenção de um Certificado de Tipo para o projeto do eVTOL (do inglês, Electric Vertical Take-off and Landing). Com isso, a Eve oficializa o compromisso perante a Agência de demonstrar cumprimento com os padrões técnicos internacionais e requisitos de aeronavegabilidade obrigatórios para a certificação.

O eVTOL seguirá o processo de obtenção do Certificado de Tipo de aeronave classificada como “categoria normal”, considerando requisitos aplicáveis estabelecidos pelo Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) n°23 e outros requisitos adicionais acordados com a ANAC. A Eve, com o apoio da ANAC, dará continuidade às interações com as principais autoridades aeronáuticas estrangeiras, formalizando em breve o processo de validação do Certificado de Tipo de acordo com a sua estratégia global de negócio.
 
“É um momento importante, que demonstra o compromisso da empresa em desbravar o futuro da mobilidade aérea urbana. O processo que se inicia tem como objetivo alcançar os melhores padrões de segurança, de forma a permitir o acesso do eVTOL ao mercado global. Do ponto de vista da regulação há muito trabalho a ser feito, não somente em relação à tecnologia da aeronave, mas na definição de todo ecossistema. O Brasil tem condições e engajamento para lidar com este desafio”, disse Roberto Honorato, Superintendente de Aeronavegabilidade da ANAC.

“A formalização do processo de certificação do eVTOL é um passo importante para a continuidade das discussões que vêm sendo realizadas entre Eve e ANAC em direção à certificação do veículo para mobilidade urbana. Além de demonstrar o compromisso da Eve com o desenvolvimento do projeto, permite que, juntas, as instituições evoluam na definição dos requisitos e meios de cumprimento aplicáveis à certificação”, explica Luiz Felipe R. Valentini, Chief Technology Officer da Eve.

O  eVTOL da Eve é uma aeronave de pouso e decolagem vertical totalmente elétrica com emprego de tecnologias disruptivas, que visa democratizar o acesso de passageiros ao novo modelo de transporte aéreo urbano. A aeronave, projetada com foco nos usuários, proporcionará um transporte confortável, com baixo ruído e zero emissões de carbono, e reforça o compromisso da empresa com o futuro da mobilidade aérea urbana de forma sustentável. 

09 fevereiro, 2022

Embraer e FAB chegam a acordo e a encomenda será de 22 aeronaves KC-390


*LRCA Defense Consulting - 08/02/2022

A Embraer informa que chegou a um acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB) em relação à discussão contratual da encomenda de aeronaves multimissão KC-390. Assim, o número total de aeronaves a serem adquiridas pela FAB será reduzido de 28 para 22 unidades, com entregas previstas até 2034. A nova cadência de produção se adequa às condições orçamentárias da FAB ao mesmo tempo em que permite à Embraer um melhor planejamento de longo prazo junto aos seus fornecedores.

Os benefícios do programa KC-390 não se resumem apenas aos ganhos operacionais para todo o sistema de defesa nacional, mas representam também um importante incremento nas exportações de produtos de alto valor agregado, colaborando com a balança comercial do país – a aeronave já foi encomendada por Portugal e Hungria, duas nações que fazem parte da OTAN.

O KC-390 é capaz de realizar diversas missões, incluindo apoio humanitário, evacuação aeromédica, busca e salvamento, capacidade de transporte e lançamento de carga e tropas, além de reabastecimento em voo. Com inovações únicas em sua categoria, a aeronave tem sido empregada com sucesso em missões humanitárias da FAB tanto no Brasil, no combate à pandemia de Covid-19, quanto no exterior, em apoio a desastres no Líbano e no Haiti.
 
Com este acordo, a Embraer reforça seu papel de parceira estratégica da FAB no desenvolvimento e implantação de soluções e produtos tecnológicos de alto valor agregado.

MagniX faz parceria com a brasileira Desaer para desenvolver aeronaves regionais híbridas-elétricas



*GeekWire - 08/02/2022

A MagniX, com sede em Everett, Washington, está em parceria com a fabricante brasileira de aeronaves Desaer para desenvolver uma versão híbrida-elétrica da aeronave regional ATL-100 da Desaer.

O ATL-100H fará uso de duas unidades de propulsão elétrica Magni350, bem como dois motores turboélice a combustível. A MagniX diz que a configuração foi projetada para economizar de 25% a 40% de combustível, dependendo da faixa de operação.

“As implicações da criação do ATL-100H elétrico híbrido são de longo alcance e terão um impacto positivo na sustentabilidade ambiental e na flexibilidade operacional da aeronave na região do Brasil”, disse Simon Roads, chefe de vendas da MagniX, em comunicado.

A Desaer planeja começar a voar seu protótipo ATL-100 a combustível em 2023, com as primeiras entregas previstas para 2026. A versão de passageiros do avião foi projetada para acomodar 19 pessoas. A versão híbrida-elétrica do avião deve sair após a versão a combustível, presumivelmente com as mesmas especificações.

“O ATL-100H e as versões futuras da aeronave permitirão que clientes e operadores atinjam as metas de redução de emissões de carbono, mantendo os baixos custos operacionais oferecidos pela família de aeronaves ATL da Desaer”, disse o CEO da Desaer, Evandro Fileno. “O ATL-100H permitirá que as operadoras conectem comunidades mais remotas via aviação, abrindo maiores oportunidades econômicas em todo o Brasil.”

A Desaer não é a única parceira brasileira da MagniX: no ano passado, a operadora brasileira de fretamentos aéreos Flapper concordou em comprar até 20 unidades de propulsão elétrica Magni650 da MagniX como parte de seu plano para Cessna Caravans modificados eletricamente. As eCaravans devem entrar em serviço em 2024.

A MagniX tem uma ampla gama de parceiros para conversões de aviões totalmente elétricos, incluindo Harbour Air do Canadá, H55 da Suíça , Sydney Seaplanes da Austrália e um serviço de hidroaviões da Costa Leste chamado Blade.

Também está trabalhando com uma empresa irmã, a Eviation, em um avião elétrico construído do zero conhecido como Alice; com a britânica Faradair Aerospace no triplano híbrido-elétrico da empresa; e com a Universal Hydrogen, com sede na Califórnia, em um projeto de conversão híbrida-elétrica.

Em setembro passado, a MagniX ganhou um contrato de cinco anos, no valor de US$ 74,3 milhões, da NASA para demonstrar tecnologias de propulsão elétrica para aeronaves.

A empresa é de propriedade majoritária do Clermont Group, com sede em Cingapura.



08 fevereiro, 2022

Em Israel, ARES recebe comitiva do Exército Brasileiro na fábrica do blindado Merkava


*LRCA Defense Consulting - 09/02/2022

A ARES recebeu uma comitiva do Exército Brasileiro nas Instalações do MANTAK, Arsenal de Guerra das Forças de Defesa de Israel – Tank Depot – a planta fabril de produção de viaturas blindadas das Forças de Defesa de Israel (IDF).

O Chefe do Estado-Maior do Exército Brasileiro e sua comitiva participam de visita oficial a Israel, atendendo ao convite do Ministério da Defesa israelense.

A empresa ELBIT possui uma parceria sólida com o MANTAK que desenvolveu o MERKAVA, o principal Carro de Combate (MBT) das Forças de Defesa de Israel, entre outros blindados.

A ARES, como parte integrante do Grupo ELBIT, é a responsável pelos projetos da divisão terrestre no Brasil e vem se beneficiando amplamente dessa parceria e da experiência do grupo para a implementação de soluções para as Forças Armadas do Brasil.

As soluções apresentadas pela ARES para a modernização do Cascavel e do Leopard estão baseadas nos sistemas de eficácia comprovada em combate, desenvolvidos e fornecidos pela ELBIT para o projeto MERKAVA e também na experiência acumulada em mais de 10 mil modernizações de veículos militares para diversos países no mundo.

Mac Jee renova e expande Certificado AS9100D:2016


*Taraucá Notícias - 07/02/2022

O Grupo Mac Jee, formado por empresas brasileiras e classificado como Empresa Estratégica de Defesa, conquistou a aprovação da ABS Quality Evaluations (ABS-QE) para renovação e expansão do Certificado AS9100D:2016, o qual confere um sistema de gestão de qualidade amplamente adotado pela indústria aeroespacial. Além de incorporar plenamente a ISO 9001, a certificação está alinhada à estratégia do grupo Mac Jee.

Salvo a manutenção das áreas já incluídas na certificação, a empresa alcançou ainda uma expansão do certificado, com a inclusão da empresa Equipaer (Alvos Aéreos e Lançador de Foguetes) e da fábrica de espoletas ativas na unidade de Paraibuna, além da mudança de endereço da empresa em São José dos Campos-SP para a Carvalho Pinto.

O Coordenador da Qualidade da Mac Jee, Ricardo Soares, explica que a renovação e a expansão do certificado fazem parte da busca constante da empresa por melhorias no quesito qualidade, tanto do produto desenvolvido e fabricado pela Mac Jee, como dos serviços prestados e da segurança dos colaboradores que atuam nas duas unidades fabris.

“Para que a renovação e a expansão do certificado fossem aprovadas, foi essencial o desempenho e o envolvimento de toda a equipe e da alta direção da empresa, que se dedicaram de forma importante em todos os processos internos para a conquista do título”, declara Soares.

Conheça o Embraer E-99M, avião da FAB que enxerga o que os radares não podem ver


*O Progresso - 07/02/2022

Uma estação de radar consegue detectar aviões a centenas de quilômetros de distância. No entanto, o equipamento tem um ponto fraco. Objetos no nível do mar ou voando em baixas altitudes só podem ser captados se estiverem no horizonte dos radares. Isso acontece porque a Terra é redonda.

Aproveitando essa brecha na curvatura do planeta, aviões militares podem executar ataques surpresa. Mesmo que a antena de um radar possa localizar objetos a centenas ou milhares de quilômetros de distância, um objeto voando a 200 metros acima do nível do mar só aparece nas telas dos operadores quando está a cerca de 50 km da antena. Pode ser um caça supersônico ou um míssil, que pode alcançar (e destruir) a estação em menos de dois minutos.

Quem também se aproveita dessa tática são os aviões usados no narcotráfico, que podem ultrapassar fronteiras despercebidos voando sem permissão além do horizonte dos radares.

Aqui no Brasil, a Força Aérea Brasileira (FAB) tem uma frota de aeronaves específicas para lidar com esse tipo de ameaça. É o jato E-99M, um “avião-radar”. No jargão militar, é o que chamam aeronave AEW&C, sigla em inglês para Plataforma Aérea de Controle Aéreo e Alerta Antecipado. De uma forma simples, é uma estação de radar voadora.

O E-99M consegue detectar objetos voando além do alcance de cobertura horizontal das estações terrestres. Ele faz a varredura no sentido de cima para baixo e não contrário como nas antenas em solo, aumentando o alcance de visão panorâmica sobre o nível do mar.

Olhos no céu

O avião-radar da FAB com sua grande antena na parte superior da fuselagem é uma das peças mais exóticas e avançadas no inventário da Aeronáutica.

O E-99 é baseado no jato regional ERJ-145 da Embraer e está em serviço no Brasil há quase 20 anos. Em 2021, a Força Aérea recebeu os primeiros E-99M, versão modernizada com equipamentos de busca de maior alcance e capacidade.

A aeronave AEW&C foi um pedido da Aeronáutica para a implementação do projeto SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), uma rede de radares e outros recursos de monitoramento da atividade aérea na Amazônia Legal. A ativação do sistema aconteceu em 2002, mesmo ano em que o E-99 foi declarado operacional na FAB.

O desenvolvimento do E-99 começou nos anos 1990. O projeto da Embraer em parceria com a FAB era baseado originalmente no turboélice comercial EMB-120 Brasília. Porém, com atrasos no programa e o fim da produção do Brasília em 2001, optou-se por transformar a plataforma do jato regional ERJ-145.

O primeiro modelo com modificações primárias voou em 22 de maio de 1999. Oito meses depois, a aeronave decolou com sua característica antena no alto da fuselagem.

A antena do E-99M é um radar Erieye-ER de última geração, fabricado pela Saab Electronic Defence Systems, divisão do grupo sueco especializado em sistemas eletrônicos de defesa.

O equipamento funciona com pulso Doppler de média e alta frequência (pulsos eletromagnéticos que refletem em objetos por sua área de varredura).

No interior da antena, em forma de tábua, há 192 módulos de transmissão e recepção bidirecionais. São como os olhos de um lagarto, cada um capaz de se movimentar de forma independente e fixar o olhar em diferentes ameaças.

Cada lado da antena do E-99M cobre um setor de 150°. Voando a 7.620 metros de altitude, o avião-radar consegue detectar uma aeronave em voo rasante a 450 km de distância. Objetos em altitudes mais elevadas podem ser detectados há mais de 700 km.

A primeira versão do E-99 detectava alvos aéreos e navais. Com a modernização, ele incorporou a capacidade de observar objetos em terra. O equipamento também ficou mais preciso e pode acompanhar veículos menores, como motos aquáticas, botes e helicópteros em voo pairado.

O E-99M voa com oito tripulantes, sendo dois pilotos e seis operadores dos sistemas de radar. A FAB possui cinco unidades da aeronave, que são operadas pela Esquadrão Guardião, baseado em Anápolis (GO). A jato tem alcance de 3.000 km ou seis horas de voo sobre uma área de monitoramento.

A versão militar do ERJ-145 também foi exportada para o México, Grécia e Índia.


Ave rara
Poucas nações possuem aeronaves AEW&C em suas frotas e um grupo menor ainda de países detém o conhecimento e estruturas para projetar esse tipo de equipamento. São aeronaves caras que exigem profissionais com grande conhecimento técnico para operá-los.

Na América do Sul, somente as forças aéreas do Brasil e do Chile (um Boeing EB-707) operam vetores com essa capacidade. Os chilenos, inclusive, confirmam recentemente a aquisição de dois Boeing E-3D Sentry de segunda mão do Reino Unido.

O E-3 Sentry, baseado no antigo jato comercial quadrimotor Boeing 707, é o avião-radar mais conhecido no mundo militar, em operação desde 1977 e com uma extensa ficha de combate com a força aérea dos Estados Unidos e de países membros da OTAN.

Diferentemente do E-99 da Embraer, que usa uma antena fixa, o avião de alerta da Boeing tem uma antena giratória, como de uma estação terrestre.

Os dois sistemas cumprem a mesma função, mas com algumas diferenças: a antena rotativa tem maior alcance de busca e cobertura 350°, enquanto a peça fixa é mais precisa e tem maior velocidade de recepção, fora a praticidade de ser compatível com aeronaves menores (e com custos operacionais reduzidos).

Aeronaves AEW&C também foram desenvolvidas na Rússia e China, enquanto a Suécia é famosa no fornecimento dos sistemas embarcados. Uma versão da antena sueca usada no E-99M, por exemplo, é usada no Saab GlobalEye (baseado na plataforma do jato executivo Bombardier Global 6000), outro expoente nessa categoria.

A tecnologia, no entanto, nasceu no Reino Unido, país pioneiro no desenvolvimento de radares. Durante a Segunda Guerra Mundial, os britânicos testaram bombardeiro adaptados com antenas giratórias. Nos anos seguintes, o sistema foi aperfeiçoado até os formatos de hoje.

Currículo de guerra do E-99
Os E-99 da FAB já participaram de ações de interceptação de aeronaves do narcotráfico em algumas oportunidades, auxiliando aviões de ataque e caças nos procedimentos de contato com o elemento em voo irregular. Esses encontros no território brasileiro, porém, nunca resultaram em ações confirmadas de abate.

Nesse tipo de ocorrência os pilotos dos aviões ilegais são obrigados a aterrissar ou acabam destruindo as aeronaves em pousos forçados na tentativa de escapar das autoridades.

Os modelos da Embraer em serviço com a força aérea da Índia são os que chegaram mais próximos de um autêntico combate aéreo.

Em 27 de fevereiro de 2019, um avião de vigilância Netra (designação indiana para o Embraer EMB-145 AEW&C) atuou como posto de controle aéreo avançado e orientou caças indianos na interceptação de aviões de ataque do Paquistão na conflituosa região da Caxemira. O encontro resultou num feroz embate aéreo, resultando na queda de um F-16 paquistanês e um MiG-21 indiano.

Aviões equipamentos com os poderosos radares são uma peça essencial no arsenal de uma força aérea moderna. Para a defesa de um país, é um instrumento militar que evita surpresas e encontra os problemas a distância, permitindo um maior tempo de reação contra uma ameaça.

Nova Instrução da CVM poderá facilitar a capitalização de empresas do Setor de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 08/02/2022

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou ontem (07), a Resolução CVM 64 cuja principal medida é dispensar de registro específico na Autarquia o investidor pessoa natural não residente no País que tenha interesse em investir nos mercados financeiro e de capitais do Brasil.

A Resolução CVM 64 prevê que dados dos investidores serão apenas informados em um sistema eletrônico disponibilizado pela CVM ou por entidade administradora de mercado organizado. O intuito desse procedimento é possibilitar que o investidor pessoa natural não residente no Brasil obtenha código operacional e CPF de maneira a habilitá-lo a investir no mercado brasileiro.

A CVM destacou que a edição desta Resolução se insere no conjunto de medidas discutidas na Iniciativa de Mercado de Capitais (IMK) e vem na sequência da edição da Resolução CMN 4.852, de 27 de agosto de 2020, e da Resolução CVM 13, complementando o conjunto de medidas associadas à simplificação de acesso iniciado pelas duas Resoluções citadas.

Segundo Marcelo Barbosa, Presidente da CVM, "Facilitar o acesso de investidores não residentes é medida que colabora para o desenvolvimento do mercado brasileiro."

Já Daniel Maeda, Superintendente de Supervisão de Investidores Institucionais da Autarquia, afirmou que "A medida não impede o acompanhamento das operações desses investidores no mercado brasileiro, haja vista que o representante do investidor, o intermediário de suas operações no Brasil e o administrador do mercado organizado deterão um conjunto de informações que permitirão ao regulador atuar caso seja preciso."

Nos EUA, ações são a forma preferida de poupança
Enquanto apenas 2% da população brasileira investe em bolsa de valores (cerca de 4 milhões de pessoas), nos Estados Unidos (onde a população chega a 328,2 milhões), a porcentagem de pessoas que investe em ações é de cerca de 55%. Os EUA é o país onde é mais arraigada a cultura de o cidadão formar uma poupança por esse instrumento.

Empresas do Setor de Defesa poderão ser beneficiadas
Embraer, Taurus Armas e WEG, as três únicas empresas do Setor de Defesa brasileiro com capital aberto e ações negociadas em bolsa de valores, poderão se beneficiar fortemente da medida, haja vista que investidores de varejo estrangeiros, hoje restritos a investir em ETFs* e ADRs* brasileiros, poderão aplicar seu capital diretamente em ações dessas (e de outras) companhias através da B3 (Bolsa de Valores brasileira), contribuindo assim para capitalizá-las e dar maior liquidez às respectivas ações. 

Embraer e WEG
A Embraer é hoje a 3º maior fabricante de jatos comerciais do mundo e líder absoluta no segmento de até 130 assentos, com unidades industriais, escritórios e centros de distribuição de peças e serviços nas Américas, África, Ásia e Europa.

Além de ter feito um verdadeiro turnaround após a dissolução do negócio com a Boeing, voltando a ser uma empresa sólida e lucrativa, a criação da EVE Urban Air Mobility Solutions, Inc., empresa de mobilidade aérea urbana da companhia (UAM), está chamando a atenção do mercado como um negócio disruptivo e de alta rentabilidade para médio e longo prazos.

“Valorizamos o enorme potencial do mercado de UAM, pois representa um novo segmento de negócios no qual prevemos grandes oportunidades para a Embraer. Inovação e diversificação são pilares do novo plano estratégico da Embraer, que aumentará a receita e a rentabilidade nos próximos anos”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer.

Com filiais em 36 países e fábricas em 12 países, a WEG - uma gigante, sólida e lucrativa multinacional brasileira, tem um portfólio com mais de 1200 linhas de produtos presentes em cinco continente, entre tintas, motores elétricos, geradores, soluções de automação industrial e residencial, e reflorestamento.

Focada no desenvolvimento sustentável, a empresa catarinense é hoje uma das maiores fornecedoras mundiais de soluções completas nas áreas de energia hídrica, solar e eólica, além de motores e estações de recarga para veículos elétricos.

Embora ambas as empresas já sejam listadas nas bolsas americanas via ADRs, a possibilidade de os investidores estrangeiros adquirirem diretamente suas ações poderá se configurar como um grande fator de atratividade para elas.

O caso da Taurus
Como das três empresas do Setor de Defesa, somente a Taurus ainda não negocia ADRs nas bolsas americanas, é possível que receba uma maior atenção por parte dos investidores de varejo estrangeiros (pessoas físicas), até então impossibilitados de investir diretamente nas ações da empresa.

A Taurus Armas é hoje uma multinacional brasileira com presença marcante nos EUA e, em breve, também o será na Índia, sendo conhecida e reconhecida como uma empresa sólida que entrega produtos de alta qualidade nos mais de 100 países para os quais exporta.

Entre 2018 e 2021, por meio de uma completa reengenharia, a empresa realizou um turnaround em todos os seus processos e sistemas, caracterizando-se hoje pela inovação, tecnologia e qualidade de seus produtos, voltando a ser lucrativa, sólida e grande geradora de caixa.

Nos Estados Unidos, muitos americanos enxergam a Taurus como uma legítima empresa americana, já que tem fábrica no país há 40 anos, é a quarta marca de armas mais vendida e a primeira mais importada lá, além de esse país absorver mais de 80% das vendas atuais da unidade brasileira. Como também é uma empresa focada em tecnologia (vide as armas com grafeno e os demais processos altamente tecnológicos que possui), este fato poderia atrair ainda o segmento de investidores especializados nessa área.

Ressalta-se que a Taurus tem, em seus estatutos, a obrigação de pagar um dividendo mínimo de 35% sobre o lucro líquido ajustado (LL) anual a seus acionistas (10% acima do mínimo de lei) e que retornará a esta prática ainda neste trimestre. Assim, além das marcantes possibilidades de crescimento da empresa, tais fatos se tornam um atrativo a mais aos investidores estrangeiros.

Resolução entra em vigor em 02 de maio
Como a Resolução CVM 64 entra em vigor somente em 02 de maio deste ano, especialistas no mercado brasileiro estimam que possa haver um movimento de antecipação de investidores nacionais e mesmo de institucionais de outros países em direção às ações de empresas brasileiras que mais poderiam interessar aos estrangeiros. Um deles, residente em Miami, afirmou em suas mídias sociais que a "Nova resolução CVM para acesso de estrangeiros pode ser um verdadeiro “game changer” (“divisor de águas”, algo que revoluciona e muda completamente uma determinada situação) no nosso mercado de capitais".

*NE: ETF - Exchange Traded Fund ou Fundo de Índice - são fundos de ações negociado em Bolsa de Valores, enquanto que *ADR - American Depositary Receipts ou Recibos de Depósitos - são certificados de ações, emitidos por bancos estadunidenses, com lastro em títulos de valores mobiliários de empresas estrangeiras, negociados em dólares americanos nas Bolsas de Valores dos EUA.


07 fevereiro, 2022

EUA: NRA inclui a pistola Taurus TX22 SCR entre os 5 destaques na SHOT Show 2022


*NRA Shooting Sports USA, por Frank Melloni - 26/01/2022

Este ano começou com um estrondo quando voltamos para uma SHOT Show presencial. Embora eu aprecie todos os esforços que a indústria fez para pelo menos “virar virtual” em 2021, nada pode substituir a capacidade de tocar e sentir novos produtos à medida que o público os vê pela primeira vez. Com a munição voltando às prateleiras e até mesmo os componentes começando a driblar novamente, estamos prontos para uma temporada de tiro competitiva rica e ininterrupta em 2022.

Pela primeira vez, passei por todos os corredores dos três andares do showroom, encontrando alguns produtos incríveis que todos deveriam conferir antes do degelo do solo. Aqui estão minhas cinco principais escolhas do SHOT Show 2022.

Taurus TX22 SCR
A TX22 está fazendo sucesso desde que foi introduzida em 2019 em uma configuração de treinador defensivo. À medida que a plataforma avançava, começamos a ver modelos que podiam aceitar uma ótica e, para 2022, a Taurus lança um modelo construído exclusivamente para dominar o Steel Challenge. A SCR (ou Steel Challenge Ready) é baseada na encarnação ótica da TX22 com esta disciplina em mente.

Taurus TX22 Steel Challenge Ready rimfire

A SCR inclui um compensador TANDEMKROSS Game Changer Pro pré-instalado e ajustado que reduz o pouco de giro do cano que ainda existe ao disparar um cartucho .22 LR e faz um excelente trabalho de balanceamento da arma. Além disso, a SCR é construída com um extrator TANDEMKROSS que lida com as dezenas de milhares de tiros que um atirador competitivo provavelmente irá executar em sua arma e garante confiabilidade quando segundos podem custar uma partida inteira. MSRP: $ 589,32, taurususa.com

Confira os demais quatro destaques (Espingarda Savage Renegauge Competition, Temporizador de tiro Kestrel KST1000, Rifle Bergara Premier MgLite e luneta Brownells MPO 1-6X 24 mm) na íntegra da matéria. 

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Stell Challenge - Desafio do Aço
A modalidade Steel Challenge, conhecida como Desafio do Aço, é controlada e regulamentada pela USPSA (United States Practical Shooting Association).

É uma competição interessante ao expectador pelo uso de alvos metálicos reativos e muito simples de ser compreendida – velocidade é tudo. As pistas são padronizadas para o mundo todo, o que incentiva o competidor sempre a quebrar os recordes de tempo das pistas.

A prova é disputada em 5 “strings” ou passadas, onde o competidor deverá atingir os alvos no menor tempo possível. O tempo de string mais alto ou a “pior passada” é descartado, e o resultado da prova é a soma dos tempos dos 4 strings restantes.

O uso de pistas padronizadas também permite o rankeamento universal de competidores entre as diversas Regiões. Um ranking mundial pode ser encontrado no site oficial da modalidade (www.steelchallenge.com).

O Steel Challenge não diferencia fator de potência. Assim, diferentes equipamentos podem ser utilizados para sua prática. Os requisitos para equipamentos utilizados são os mesmos utilizados nas regras da IPSC ou da USPSA, conforme determinação do diretor da prova.


Comando de Defesa Cibernética do Exército realiza chamamento público do Exercício Guardião Cibernético 4.0

*LRCA Defense Consulting - 07/02/2022

No dia 26 de janeiro de 2022 foi publicado, no Diário Oficial da União, o edital de chamamento público do Exercício Guardião Cibernético 4.0, que será realizado do dia 16 a 19 de agosto de 2022.

O edital tem por objetivo selecionar pessoal do direito público ou privado, com ou sem fins lucrativos, interessadas em apoiar o Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) na preparação e execução do Exercício Guardião Cibernético 4.0.

O Exercício Guardião Cibernético é o maior exercício de defesa cibernética do hemisfério sul, o qual tem por objetivo criar um ambiente realista onde as infraestruturas críticas participantes precisam proteger seus sistemas de Tecnologia da Informação de ataques cibernéticos, contribuindo para o crescimento da resiliência cibernética das infraestruturas críticas do Brasil.

O edital pode ser acessado através do seguinte link: https://www.in.gov.br/web/dou/-/edital-de-chamamento-publico-376272001

WEG é a fornecedora oficial de estações de recarga para DS Automobiles na Argentina

WEG é a fornecedora oficial de estações de recarga para DS Automobiles na Argentina

 
*LRCA Defense Consulting - 07/02/2022

A WEG é a nova fornecedora oficial de estações de recarga para os veículos elétricos da DS Automobiles na Argentina, marca do Grupo Stellantis.

O acordo, além de contemplar o fornecimento do modelo WEMOB Parking em todas as concessionarias exclusivas da DS no país, também vai beneficiar os clientes que adquirirem o novo modelo elétrico da marca, o DS 7 Crossback E-Tense.

Desenvolvidas para proporcionar uma excelente experiência aos usuários, permitindo instalações em ambientes internos ou externos, em garagens ou estacionamentos, a linha WEMOB (WEG Electric Mobility) tem design moderno e compacto.

Com o modelo WALL de 7,4kW o DS7 Crossback E-Tense recarrega totalmente em duas horas. Ele é ideal para residências e condomínios, com instalação em redes monofásicas e bifásicas, possui conectividade Wi-Fi, atualização remota (Over-The-Air), LEDs de sinalização, controle de acesso por TAGs, aplicativo EV Drivers, funções de medição de energia e controle da potência para recarga simultânea de vários veículos elétricos através do WEMOB Smart Charging System.

Já o modelo PARKING de até 22kW acrescenta mais potência e conectividade com Wi-Fi, Ethernet por cabo e redes móveis 4G LTE, assegurando uma recarga ainda mais rápida, sendo ideal para estacionamentos com vagas compartilhados em condomínios, empresas, comércio, hotéis, shoppings e frotistas que dispõem de redes de energia trifásicas.

“A oferta de veículos eletrificados está crescendo em todo o mundo, por isso a WEG tem investido em tecnologias inovadoras para atender os mercados globalmente. Nossas soluções para recarga não só atendem todas as especificações técnicas que o segmento exige, como também oferecem rapidez na recarga e segurança aos usuários”, explica Manfred Peter Johann, Diretor Superintendente da WEG Automação.

No Brasil a WEG já é a fornecedora oficial de estações de recarga para os veículos elétricos da Renault, Fiat, Peugeot e Citröen.

Sobre o novo DS7 Crossback E-Tense:

A empresa DS Automobiles do Grupo Stellantis é reconhecida internacionalmente por seus automóveis de alta qualidade. Neste 2021, incorporou ao mercado nacional argentino seu modelo DS7 Crossback E-Tense, um modelo híbrido plug-in 4x4 que combina potência e flexibilidade com tração nas quatro rodas e 300 cavalos de potência.

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