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04 abril, 2022

Atech, da Embraer, mostrará seu portfólio de Defesa e Segurança na FIDAE 2022


*LRCA Defense Consulting - 04/04/2022

A Atech, empresa brasileira do Grupo Embraer, estará entre os dias 5 e 10 de abril, na FIDAE 2022 (Feria Internacional del Aire y del Espacio), que acontece em Santiago, no Chile, e é considerado um dos maiores eventos da América Latina nas áreas de Defesa e Segurança e Aeronáutica.

A empresa apresentará ao público o seu portfólio de produtos da Família Arkhe – Integrated Systems, que contempla todas as suas soluções para esse segmento:

•    Arkhe Command & Control (sistemas de C4ISR);
•    Arkhe Mission & Combat (sistemas embarcados);
•    Arkhe Intelligence (sistemas de inteligência);
•    Arkhe Cyber (segurança cibernética); e
•    Arkhe Academy (formação, simulação e treinamento).

De acordo com Vinicius Meng, Gerente de Negócios da Atech, a FIDAE é um dos principais eventos de Defesa da região, que reúne interlocutores de países importantes para a empresa, como os da América Latina, região que faz parte do processo de internacionalização da Atech.

“Por meio da nossa família integrada de produtos conseguimos apresentar o portfólio completo ofertado pela Atech e definir as melhores soluções que se aplicam às necessidades específicas de cada cliente”, diz Vinicius

Sobre os produtos
- Arkhe Command & Control - composto por soluções de planejamento, vigilância e monitoramento, que oferecem uma completa visão de cenário operacional para a tomada de decisões em uma missão.

- Arkhe Mission & Combat - voltado para missões táticas aéreas e marítimas, com sistemas embarcados em aeronaves e navios das Forças Armadas.

- Arkhe Intelligence - soluções para o processamento de grandes volumes de informações e de dados, transformando conhecimento em inteligência.

- Arkhe Cyber – expertise e capacidade de inovação, visa sempre dar suporte a projetos dos setores militar, público e privado, com o objetivo de garantir a segurança cibernética, preservar ativos, reduzir perdas e agregar valor aos negócios.

- Arkhe Academy – programa de Treinamento e Simulação, que cria cenários de operação que permitem o treinamento dos operadores nos sistemas C3I.

Atech
Reconhecida como uma “System House” brasileira, e certificada como Empresa Estratégica de Defesa pelo Ministério da Defesa do Brasil, a Atech sempre se pautou pela inovação com o objetivo de ajudar a transformar o país.

Com uma expertise única em engenharia de sistemas e tecnologias de consciência situacional e apoio a tomada de decisão, a Atech trabalha no desenvolvimento de soluções inovadoras com aplicações nas áreas de tráfego aéreo, gestão de ativos, segurança digital, conexões Inteligentes, logística, sistemas de comando e controle, de instrumentação e controle, embarcados e simuladores.

Serviço
Evento - FIDAE
Data - 5 a 10 de abril de 2022
Local - Aeroporto Arturo Merino Benítez, em Santiago, no Chile.
Localização da Atech - Embraer Chalet: B1+B2 / Pavilhão ABIMDE – estandes 26, 27 e 28.
 

Pistolas [estrangeiras] compradas pela PMDF dão defeito e polícia aciona fornecedora


*Terra Brasil Notícias - 04/04/2022

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) abriu processo administrativo contra a empresa tcheca Ceska Zbrojoka, conhecida como CZ, por um possível descumprimento de cláusulas contratuais. A companhia vendeu 11.550 pistolas para policiamento ostensivo em 2020, no valor de R$ 17,4 milhões, mas a corporação percebeu problemas recorrentes nos armamentos.

Foram adquiridos pela PMDF pistolas semiautomáticas de 9mm – 5 mil delas em tamanho padrão, 6 mil compactas e 550 subcompactas, todas do modelo P-10. A fabricante de armamentos é representada no Brasil pela empresa HFA Importação e Distribuição de Produtos de Segurança, baseada em Aparecida de Goiânia (GO) e que atua sob o nome fantasia de CZ Armas do Brasil.

Na portaria que abriu o processo administrativo, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a PM afirma que os problemas acontecem “em especial no pino 31 e também na rampa de acesso à câmara de pistolas que precisam de polimento, ocasionando falha de carregamento e pane de trancamento”. Ainda de acordo com a publicação, os defeitos elevaram “e muito” a demanda do Centro de Material Bélico da Força.

A PM encarregou a major Gisele da Mata Santos, lotada na Diretoria de Apoio e Logística, para produzir um relatório dentro de 30 dias, que podem ser prorrogados. O parecer deve conter “responsabilização e devida indicação de penalidades à contratada por quebra de cláusula contratual, se houver”.

Além disso, a major pode “apontar responsabilidade e/ou possível erro da administração, se for o caso” de membros da própria corporação. “Caso haja indícios de negligência, imprudência ou dolo por parte de qualquer integrante da Corporação, indicá-los e requerer ao final o tombamento em sindicância ou Inquérito Policial Militar”, diz a portaria.

A compra das armas com a empresa tcheca foi celebrada no Contrato nº 72 de 2020 e foram gastos pouco mais de R$ 17,4 milhões com a compra. Questionada, a PMDF informou que cada arma custou R$ 1.480, no entanto, não especificou quantas unidades do montante adquirido apresentaram defeitos até agora. Já a empresa afirma que apenas 26 pistolas apresentaram defeitos.

03 abril, 2022

Taurus: recompra de ações e listagem nos EUA estão em estudo


*LRCA Defense Consulting - 03/04/2022

Na live realizada pela equipe da SaraInvest com Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas, e com Sérgio Sgrillo Filho, CFO da empresa, no dia 30 de março, o estrategista Alex André perguntou a este último sobre duas questões: recompra de ações (buy back) e listagem das ações nos Estados Unidos.

Em sua resposta, o CFO deixou claro que a empresa estuda ambas as possibilidades, sempre em busca de boas oportunidades para ela e para os seus acionistas, mas tudo com muito cuidado, muito bem pensado e alicerçado, para não dar um passo em falso (como aconteceu recentemente com outras empresas) ou sofrer questionamentos, sejam da CVM, sejam de outras entidades ou de investidores, coisa que nunca aconteceu com a Taurus sob a atual gestão.

Pela resposta e pelos cuidados necessários que estão sendo tomados, é possível inferir que o buy back possa acontecer no final deste ano, após o final do programa de aumento de capital. Já com relação à listagem nos EUA, ficaria para o ano que vem. Porém, a Taurus pode surpreender mais uma vez, como está explicitado no último item desta matéria.

Confira, abaixo, o vídeo e sua transcrição sintetizada logo após:


Recompra de ações
"A do buy back até eu fiz uma brincadeira contigo, estava o Ricardo, eu falei que é a meta do Ricardo. A gente tem algumas questões das reservas legais para fazer o buy back e também tem a questão que a gente está no meio de um programa de aumento de capital que acaba em outubro. Então, a gente tem analisado isso.

Uma das coisas que a gente fala é que tudo o que a gente fez últimos anos - e a gente fez bastante, fez aumento de capital, fez redução, nós fizemos muita coisa aqui - foi muito bem pensado e bem alicerçado. A gente nunca teve nenhum questionamento da CVM, de ninguém, fazendo tudo isso que a gente faz, e muitas das operações não são as típicas do mercado, como aumento por bônus de subscrição.

Então, a gente está olhando isso com cuidado. A gente tem aqui o [jogo do] 'good lawyer' e o 'bad lawyer': um 'advogado' diz que dá e outro 'advogado' diz que não dá. Então, a gente tem que ser muito cuidadoso, e  por isso é que eu falei que no Brasil até o passado é incerto. Então, são passos que a gente tem que ter muito cuidado. A gente tem toda a intenção de fazer um programa de buy back. Agora, o que a gente tem que olhar é realmente a questão legal, se a gente conseguir uma maneira que seja a legal para fazer, a gente vai ter um programa de recompra de ações".

Listagem nos Estados Unidos
"Quanto aos Estados Unidos, é uma questão que a gente tem [se] perguntado muito. A Taurus é uma empresa que se caracterizou nos últimos anos por olhar muita oportunidade e a gente sempre está aberto a oportunidades. A gente não pode negar que o mercado de ações dos Estados Unidos hoje é um mercado muito mais receptivo para o nosso produto e para a nossa ação.

A gente tem visto um movimento aí nos últimos tempos, principalmente depois do resultado, de entrada de investidores estrangeiros, a gente tem falado com bastante [deles]; eu até comentei com vocês, eu estive nos Estados Unidos há um mês atrás, recebendo investidores estrangeiros na unidade dos Estados Unidos, e o que é engraçado é o feedback que a gente tem dos caras, sempre: 'do nosso ponto de vista é muito atrativo vocês virem para o Estados Unidos porque vocês são uma empresa americana pra gente, porque o que interessa para o investidor [americano] é que 80% do negócio de vocês está aqui. O risco de vocês hoje não é Brasil, o risco de vocês é muito mais Estados Unidos'.

Então, é obviamente uma questão que a gente está olhando, não é uma questão simples. Pessoal, eu vi gente no chat pensando para 2022. Não é um processo simples. A gente está vendo o Banco Inter que estava fazendo o processo, a gente viu outras empresas; é um processo bem complicado de ser feito, mas a gente tá olhando sempre oportunidades. Eu acho que se for uma oportunidade boa para as empresas e para os acionistas, por que não olhar?"

A Taurus pode surpreender novamente?
Como essas são duas informações de grande valor para o mercado, obviamente a Taurus não poderia divulgá-las em uma simples live, mesmo que estivesse na iminência de ou tivesse uma data provável para colocá-las em execução. Caso venha a fazê-lo, via de regra será via Fato Relevante ou Comunicado ao Mercado.

Outro dado a considerar é que a empresa se caracteriza por estudar e planejar seus passos estratégicos com antecedência e muito critério, como foi o caso do turnaround, da mudança de sede da fábrica americana, do plano quinquenal, da antecipação da compra de estoques e maquinário, da joint venture na Índia, das armas com grafeno, dos lançamentos em consonância com os desejos dos consumidores, da ampliação da unidade brasileira, do foco em mercados asiáticos e africanos etc.

Assim, como as questões do buy back e da listagem nos EUA podem já estar sendo estudadas há cerca de um ano - dadas as oportunidades e ganhos que poderão proporcionar à empresa e em resposta aos anseios manifestados por seus investidores desde o início de 2021 -  não é improvável que Salesio e Sérgio possam fazer a Taurus surpreender (mais uma vez), anunciando uma ou ambas antes do esperado.

Leia mais:
- Turnaround 2.0: Taurus USA poderá fazer um IPO nos Estados Unidos?


Embraer: Comando de Operações Especiais dos EUA recebe aeronave A-29C Super Tucano


*Defence Blog - 02/04/2022

A empresa privada Sierra Nevada Corporation (SNC) anunciou a entrega final da terceira aeronave A-29C Super Tucano ao Comando de Operações Especiais da Força Aérea dos EUA (AFSOC).

A SNC diz que a aeronave, o A-29 mais tecnologicamente aprimorado e com capacidade de missão lançada no mercado, destina-se à missão Combat Aviation Advisor (CAA) do AFSOC, projetada para aumentar a capacidade de parceiros internacionais.

Os dois primeiros A-29Cs, entregues no início deste mês, já estão realizando operações de treinamento com o AFSOC na Base Aérea de Hurlburt.

Como padrão ouro para aeronaves de ataque leve, combate e reconhecimento, o A-29C é construído nos EUA pela SNC e sua parceira, a Embraer Defesa & Segurança. A SNC também é contratada para fornecer equipamentos de apoio em terra, treinamento de pilotos, suporte logístico contratado, peças de reposição e sustentação para o programa.

“A SNC está incrivelmente orgulhosa de fazer parceria com a Força Aérea dos EUA para apoiar esta missão global crítica”, disse Ed Topps, vice-presidente sênior de sistemas e programas de aeronaves táticas da área de negócios de ISR, Aviação e Segurança (IAS) da SNC. “Com uma linha de produção ativa e baixos custos de ciclo de vida, o A-29C pode fazer a transição facilmente para o campo para aprimorar o suporte aos combatentes e fornecer recursos há muito esperados para aqueles que estão no solo.”

Específico para a missão de CAA, o A-29C fornece ao AFSOC recursos avançados para fins de avaliação, treinamento, aconselhamento, assistência e acompanhamento das forças de aviação das nações parceiras no emprego do poder aéreo, sustentação e integração de forças.

02 abril, 2022

Entendendo o fenômeno da Resistência Ucraniana

 Batalha entre tanques (carros de combate) russos e ucranianos (Crédito: Reprodução / Twitter)

*Paulo Ubirajara Mendes – Coronel do Exército Brasileiro - 02/04/2022

O conflito na Ucrânia se encaminha para completar 40 dias, sem grandes decisões. As negociações avançam lentamente e os combates começam a tomar ritmo e forma “de rotina”, sem verificarmos definições táticas que indiquem uma vitória militar dos invasores.

No dia de hoje, fugindo daquilo que normalmente era esperado, a Rússia noticiou um suposto ataque de dois helicópteros militares ucranianos em um depósito de combustível em território russo, fato que, se confirmado, muda o espectro da reação da Ucrânia.

A Ucrânia, ao contrário do que se podia inicialmente pensar, não simplesmente aceitou o risco de enfrentar um conflito armado com a Rússia. Nos últimos anos, de forma silente para o restante do mundo, mas principalmente depois de 2014, quando a revolta de Maidan depôs o governo pró-russo, foi implementada uma política nacionalista e defensiva, baseada em um planejamento criterioso e no desenvolvimento de efetivas ações (treinamento e equipamento), buscando capacitar o país para enfrentar uma invasão russa, que hoje é real.

Ao ultrapassar as fronteiras ucranianas, os russos não sofreram uma posição ferrenha nos primeiros momentos de seu avanço. Ao invés disto, os defensores optaram por aproveitar seu conhecimento do terreno, oferecendo combate ao invasor nas áreas rurais e urbanas, onde tem conseguido obter maiores vantagens. Nas cidades ucranianas, onde tem ocorrido a maioria dos combates, nota-se que tem sido muito caro o preço cobrado dos russos, que enfrentam um inimigo fugaz em cada esquina.

Desde meados de 2015, a Ucrânia e a OTAN têm mantido em funcionamento um projeto de capacitação de operadores de Forças Especiais, estimando-se terem sido formados cerca de 2000 quadros. Tal efetivo, capacitado militarmente para operações cinéticas e de grande flexibilidade, tem sido importante na implementação e manutenção da estratégia de guerrilha urbana, diga-se de passagem muito bem conduzida, bem como na mobilização e treinamento dos cidadãos que se voluntariaram para combater.

Sabedores que os russos avançariam na Ucrânia com uma esmagadora massa de veículos motorizados e blindados, a resistência tem buscado infligir o máximo de baixas nos comboios e formações dos invasores. Tal efeito só tem sido obtido pelo apoio em sistemas modernos de armas anti-carro que os aliados do Ocidente estão mandando para os ucranianos.

As interrupções no fluxo de combustíveis para os russos, imobilizando suas tropas, são outro fator que beneficia os ucranianos, que tem sua tarefa facilitada pela falta de mobilidade do inimigo.

A guerra ucraniana de resistência reviveu métodos antigos, de pouco custo e grande eficácia. Destruir pontes para evitar o avanço, fortificar posições em área urbana para melhor “amarrar” os fogos e fabricar e distribuir coquetéis Molotov em profusão para a população em geral foram algumas das iniciativas adotadas e que tem se mostrado efetivas.

O uso de snipers também tem feito diferença na resistência ucraniana, causando consideráveis danos materiais e pessoais, mas muito mais que isto, abalando o moral do inimigo. Nessa direção, ressaltamos as baixas de Oficiais russos de alto escalão que foram abatidos nas operações, causando repercussão na Rússia e críticas à guerra.

O uso de comunicações não seguras também tem sido explorado pelos ucranianos que, por intermédio de guerra eletrônica e cibernética, tem interceptado transmissões russas e identificado a localização de alvos compensadores.

As táticas de guerrilha implementadas pelos ucranianos já surtem efeito no moral dos soldados russos, que assediados diuturnamente, comendo e dormindo mal, começam a fraquejar.

Nos últimos dias, não raro são relatados episódios de deserção e sabotagem feita pelos próprios militares russos em seus materiais e viaturas, com o objetivo de não precisarem prosseguir em operações.

A narrativa da Ucrânia, para motivar seus defensores, tem sido baseada principalmente em duas ideias-força, reforçadas constantemente pelo Presidente Zelensky e massificadas nas redes sociais do país. A primeira ideia-força é que os ucranianos devem lutar pois a guerra é travada para a defesa da soberania e a segunda ideia –força fala na garantia da existência do povo ucraniano.

Assim, sob o viés psicossocial, nota-se que a narrativa de motivação tem encontrado eco no inconsciente coletivo do povo, cumprindo sua finalidade de agregar e dar amálgama ao sentimento de resistência.

A Ucrânia optou por uma estratégia onde abdicou do combate convencional como tradicionalmente conhecemos, onde seria sabidamente mais fraca, optando por tentar fazer com que as forças russas se desgastem ao máximo, combalindo o ânimo dos combatentes e buscando que a ocupação e as operações militares se tornem econômica e psicossocialmente inviáveis.

Na Rússia, a perspectiva de uma luta de longa duração na Ucrânia, onde é muito custoso recompletar ou substituir plenamente as tropas que, já esgotadas, estão em operações, mobiliza a opinião pública da população contra o regime Putin.

Por derradeiro, podemos dizer que, ao menos hoje, a resistência da Ucrânia surpreende o mundo, que não esperava tão feroz defesa de sua integridade territorial, a despeito da necessidade de auxilio externo em materiais bélicos. Tal realidade faz supor que qualquer solução para o conflito precisará passar por uma paz que seja condizente com sua soberania.

*Paulo Ubirajara Mendes é Coronel de Cavalaria do Exército Brasileiro, Doutor em Ciências Militares e Assessor de Temas Institucionais na Vice-Presidência da República.
E-mail:pauloumendes@hotmail.com
Esta matéria foi publicada originalmente no LikedIn.
 

Nióbio: Brasil produzirá baterias de recarga ultrarrápida (menos de 10 minutos) para motos elétricas

Veículo será pioneiro na utilização da bateria com Nióbio. Modelo será apresentado no primeiro semestre deste ano, com previsão de chegar ao mercado já em 2024

Motocicleta de modelo CR6 da Horwin, que conta com 6.200W de potência de motor e até 150 km de autonomia

*LRCA Defense Consulting - 02/04/2022

Com a intenção de ampliar o acesso à energia limpa e contribuir para a popularização da eletromobilidade no País, a Horwin Brasil, empresa de motocicletas elétricas, firmou parceria com a brasileira CBMM, maior especialista do mundo em tecnologias de Nióbio. O objetivo do acordo, assinado em janeiro de 2022, é aplicar uma bateria de íon de lítio com Nióbio em veículos elétricos de duas rodas. 


Segundo a CEO da Horwin Brasil, Pricilla Favero, o protótipo deste projeto será apresentado ainda no primeiro semestre deste ano. Será utilizada a motocicleta de modelo CR6 da Horwin, que conta com 6.200W de potência de motor e até 150 km de autonomia. “Com a expertise e pioneirismo da CBMM somados ao nosso time altamente capacitado em desenvolvimento de novas soluções, a expectativa é que a motocicleta com a bateria com Nióbio esteja disponível no mercado brasileiro já em 2024.”


Rogério Ribas acrescenta que a tecnologia que será empregada na bateria da motocicleta elétrica é resultado de mais de três anos de pesquisa e desenvolvimento da parceria entre a CBMM com a japonesa Toshiba Corporation. Ele explica que “o uso do óxido de Nióbio no ânodo das baterias de íons de lítio, fornece características especiais para esse componente. Por ser um elemento muito estável, permite operações mais seguras e eficientes. Além disso, devido à sua estrutura cristalina mais aberta, o que facilita a intercalação do lítio, permite a recarga total em menos de 10 minutos, sem causar danos à bateria”. Ribas completa que, por estas características únicas, as baterias com Nióbio apresentam mais segurança e uma vida útil muito maior do que as baterias tradicionais.

A Toshiba Corporation explica que está focada na possibilidade do uso de óxido de nióbio e titânio (NTO) como um material para o ânodo da próxima geração de baterias, que ajudará a aumentar a capacidade da bateria, mantendo as excelentes características do óxido de titânio e lítio (LTO), o material anódico das baterias SCiB™. O NTO tem uma densidade de capacidade de volume aproximadamente três vezes maior do que o LTO, ao mesmo tempo em que oferece as mesmas vantagens, como aumento de vida útil e carregamento rápido.

Célula Bateria NTO

Inovação
Ribas reforça que “a CBMM já trabalha com várias empresas do mercado automotivo, seja em estruturas veiculares ou no desenvolvimento de aplicações de Nióbio para mobilidade elétrica”. Um exemplo é a parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), anunciada em 2021, que prevê a aplicação das baterias com Nióbio em veículos elétricos de grande porte, que começam a ser testados em 2023 na fábrica da VWCO em Resende (RJ) e depois na planta industrial da CBMM em Araxá (MG).



01 abril, 2022

Senado abre consulta pública sobre revogar estatuto do desarmamento - vote!


*Jornal do Comércio - 01/04/2022

O Senado Federal abriu uma consulta pública para saber a opinião da sociedade sobre uma proposta do senador Wilder Morais (PP-GO), que prevê a realização de um plebiscito sobre a revogação do Estatuto do Desarmamento. Sancionado como lei federal em 2003, o estatuto determinou a limitação da comercialização, do registro e da posse de armas de fogo e munição.

A consulta no site do Senado deve permanecer aberta enquanto a proposta de Morais tramita na Casa. Nesta segunda-feira, cerca de 3 mil pessoas já haviam votado a favor da realização do plebiscito, enquanto cerca de 300 se dizem contrários. A votação na internet não possui caráter determinante, mas pode sinalizar a opinião do público e, assim, influenciar a opinião de cada senador sobre o mesmo assunto.

Em outubro de 2005, os brasileiros foram consultados, em um referendo, sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munições no país. No dia 23 daquele mês, a população foi às urnas e decidiu manter o comércio de armas com 63,68% dos votos, contra 36,11%. As demais regras do estatuto permaneceram sem alteração.

Autor do proposta, Morais sugere que a população seja consultada sobre três pontos do estatuto: se a população rural com bons antecedentes deve ter o porte de arma assegurado; se o Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma nova lei que assegure o porte de armas de fogo a qualquer cidadão, e se o estatuto deve ser revogado e substituído por uma lei que assegure a posse - e não o porte - de armas de fogo a todas as pessoas.

A posse de uma arma de fogo implica em manter uma arma em casa ou no trabalho. O porte garante o direito de uma pessoa andar na rua com a arma. O senador defende que as pessoas não podem ser reféns do crime.

"Não podem se trancafiar cada vez mais, enquanto os criminosos andam e cometem crime em plena luz do dia. É nesse sentido que propomos este Projeto de Decreto Legislativo, em que o legislador deve deixar nas mãos do povo a decisão soberana quanto a pertinência da política de desarmamento civil imposta pelos últimos governos, apresentada que foi tida como uma possível solução para os problemas da segurança pública no Brasil", diz em um dos trechos da proposta de plebiscito.

Atualmente, a pena prevista para a posse irregular de arma de uso permitido vai de um a três anos com multa, enquanto a pena para a posse ilegal desse tipo de arma varia de dois a quatro anos, também com multa. As penas para a posse e o porte de armas de uso restrito (usadas pela Polícia e pelas Forças Armadas) são maiores e chegam a seis anos.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDS) será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

*Leia a íntegra da matéria clicando neste link.
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Hora de o cidadão de bem fazer sua voz ser ouvida
Como bem foi colocado na matéria, "A votação na internet não possui caráter determinante, mas pode sinalizar a opinião do público e, assim, influenciar a opinião de cada senador sobre o mesmo assunto".

Assim, esta é a hora de o cidadão de bem fazer sua voz ser ouvida no Congresso. Para isso, basta ir até o site do Senado, preencher um rápido cadastro (caso ainda não o tenha) e votar pelo "Sim".

Lá também pode ser encontrada a íntegra da proposição e um vídeo explicativo.

31 março, 2022

Taurus poderá vender fuzis e submetralhadoras ao Exército da Guatemala


*LRCA Defense Consulting - 31/03/2022 (atualizado em 01/04/, às 10h41)

No dia 30 de março, uma equipe da Taurus Armas, a convite dada Guatemala, realizou uma apresentação/demonstração do fuzil T4 e da submetralhadora SMT9 para integrantes do Ministério de Defesa e das Forças Armadas desse país.

No evento, que aconteceu na sede da Primeira Brigada Marizcal Zavala, representantes e autoridades além de assistirem uma apresentação, também tiveram a oportunidade de testar os produtos Taurus, entre eles unidades do fuzil T4 nos modelos 11,5” e 14,5” calibre 5,56x45, automáticos e com guarda-mão (handguard) Quad-rail de alumínio e miras rebatíveis flip-up, que atendem as mais diversas particularidades nas operações especiais, e as submetralhadoras Taurus SMT9 calibre 9x19.

Dada a importância da demonstração, estiveram presentes na ocasião o Inspetor Geral do Exército da Guatemala, General de Brigada Luis Ernesto Barahona Gutiérrez, a Embaixadora brasileira na Guatemala, Vera Cintia Álvares, integrantes das Forças Especiais Navais e Forças Especiais Kaibil da Guatemala, entre outras autoridades.

Durante o encontro, foi ressaltada a proximidade e possibilidade de maior cooperação no âmbito da indústria de produtos de Defesa entre os dois países e destacada a grande dimensão, qualidade e capacidade tecnológica da Taurus para ser uma parceira estratégica no suprimento de armamentos para as variadas Forças na Guatemala.

Armas civis
No dia 10/3, partiu de Porto Alegre um voo fretado levando 3.550 armas para o mercado civil da Guatemala. Nesse voo, além do portfólio de pistolas TS9, também consta o primeiro lote de 250 fuzis T4 no calibre 5.56/.223 semiautomáticos para o mercado civil guatemalteco.

O país é um dos mercados mais relevantes na América Central para a empresa e, nos últimos dois anos, a Taurus obteve um crescimento de mais de 50% no volume de entrega para esse destino.




No Chile, Embraer promove portfólio de defesa e segurança na FIDAE


*LRCA Defense Consulting - 31/03/2022

A Embraer promoverá seu portfólio completo de produtos e soluções inovadoras para os mercados de defesa e segurança na edição 2022 da FIDAE (Feria Internacional del Aire y del Espacio), que ocorrerá de 5 a 10 de abril, no Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, em Santiago, no Chile. Estarão em exposição estática a aeronave multimissão KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB), e o turboélice de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano, da Força Aérea do Chile (FACh).

“É uma satisfação estar de volta a este evento tão importante para o setor na América Latina, sendo uma ótima oportunidade para encontrar clientes, fornecedores e parceiros comerciais da indústria”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Com produtos em mais de 60 países, a Embraer Defesa & Segurança tem hoje um portfólio moderno, estando pronta para responder às demandas do mercado global, com soluções abrangentes que vão muito além de aeronaves para atender aos ambientes terrestre, marítimo, espacial e cibernético.”

KC-390 Millennium
O KC-390 Millennium está em operação na FAB desde 2019, período em que vem demonstrando sua capacidade operacional, confiabilidade e desempenho em missões no Brasil e no exterior, podendo ser rapidamente disponibilizada para responder a situações emergenciais e humanitárias e já foi selecionada por duas nações da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte): Portugal e Hungria.

A-29 Super Tucano
Robusto e versátil, o A-29 pode realizar uma ampla gama de missões, incluindo ataque leve, vigilância, interceptação aérea e contra insurgência. A aeronave foi selecionada por mais de 15 forças aéreas em todo o mundo, incluindo a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), além de países da América Latina, incluindo Brasil, Chile, Colômbia, Equador e República Dominicana.

Radares e sistemas terrestres
Responsável pela implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) do Exército Brasileiro, um dos maiores projetos de vigilância de fronteiras em execução no planeta, a Embraer também promoverá a área de radares e sistemas terrestres, na qual oferece equipamentos como o SABER M60, radar para aplicações de vigilância e defesa aérea de baixa altitude, e o SABER M200 VIGILANTE, radar de vigilância e alerta aéreo antecipado.

Atech, Visiona Tecnologia Espacial e Tempest Security Intelligence
Entre as coligadas da Embraer Defesa e Segurança, estarão representadas no evento Atech, Visiona Tecnologia Espacial e Tempest Security Intelligence. Com expertise única em engenharia de sistemas e tecnologias de consciência situacional e suporte à tomada de decisão, a Atech atua no desenvolvimento de soluções inovadoras com aplicações em sistemas de comando e controle, embarcados, segurança cibernética, gerenciamento de tráfego aéreo, conexões inteligentes, sistemas de instrumentação e controle, simuladores e logística.

A Visiona, joint-venture entre Embraer Defesa & Segurança e Telebras, tem foco na integração de sistemas espaciais, além de fornecer produtos e serviços de Sensoriamento Remoto e Telecomunicações por satélite. A empresa foi responsável pelo Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), lançado em 2017 e, atualmente, gerencia o programa do primeiro satélite projetado integralmente pela indústria nacional, o VCUB1.

A Tempest Security Intelligence é uma empresa brasileira com atuação global. É a maior companhia brasileira especializada em cibersegurança e prevenção a fraudes digitais. Ao longo de seus quase 22 anos, a Tempest já ajudou a proteger mais de 500 empresas de todos os portes e setores, entre elas grandes companhias do setor financeiro, varejo, e-commerce, indústrias e healthcare, atuando em clientes nacionais e internacionais atendidos tanto pelo time no Brasil quanto no Reino Unido. 

30 março, 2022

Na Índia, Taurus caminha a passos firmes, inclusive na licitação para 94 mil fuzis

Unidade fabril da Jindal Taurus Defence System PVT. LTD. em fase de conclusão

*LRCA Defense Consulting - 30/03/2022

Em oportuna e esclarecedora live ocorrida hoje à noite, sob a competente condução da equipe da SaraInvest, Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas, e Sérgio Sgrillo Filho, CFO da empresa, trouxeram novas e importantes informações sobre a atualidade e perspectivas da companhia.

Um dos assuntos mais palpitantes disse respeito à joint venture firmada com o poderoso Grupo Jindal para a produção de armas civis e militares nesse país.

Segundo o CEO, a parte estrutural da fábrica indiana da Jindal Taurus Defence System PVT. LTD. está pronta e ficará operacional já em junho próximo. 

No momento, está sendo finalizada a questão burocrática da formação da empresa junto ao governo indiano, já que o board dirigente será composto por três integrantes do Grupo Jindal e dois da Taurus Armas (Salesio e Sérgio), devendo as decisões serem tomadas por unanimidade quando as quantias envolvidas forem superiores a 100 mil dólares, o que garantirá a não diluição da participação brasileira. Foi dito ainda que em todos as negociações que envolvam garantias financeiras, estas serão fornecidas pelo Grupo Jindal.

Após o pronunciamento positivo do governo e a conclusão da burocracia necessária à formação final da nova empresa, a unidade de São Leopoldo já poderá começar a enviar os kits a serem montados na Índia.

Em abril, quatro engenheiros indianos virão para a unidade brasileira, onde passarão um mês conhecendo os processos técnicos e logísticos da empresa a fim de, no regresso e junto com os engenheiros da Taurus, começarem a espelhá-los na unidade indiana.

 

Licitação de 94 mil fuzis está mais próxima
Salesio e Sérgio também afirmaram que a licitação que está sendo feita pelo Exército Indiano, para aquisição emergencial de 94 mil fuzis, ainda não será da joint venture, mas sim totalmente da Taurus Brasil.

No mês passado, a equipe da Taurus que viajou para a Índia e integrantes da Jindal Defence estiveram  na Escola de Infantaria Mhow, na cidade de Indore, estado de Madhya Pradesh, onde realizaram a demonstração do fuzil T4, calibre 5,56x45 para as Forças Armadas Indianas, visando licitações imediatas e futuras que poderão chegar a cerca de 450 mil fuzis em cinco anos.

Para essa importante atividade, a Taurus levou 15 fuzis T4 automáticos em diferentes variações, como modelos de 14,5”, 11,5” e 7,5” de cano, guarda-mãos de alumínio quad-rail e M-Lok, diferentes miras e carregadores metálicos e de polímero.

O evento, que teve resultados muito positivos, contou com a participação de aproximadamente 30 militares do Exército Indiano, incluindo o Comandante da Escola de Infantaria, Brigadeiro Sanjeev Dhar.

A demonstração consistiu em apresentações sobre a precisão, efetividade e confiabilidade do T4, em todos seus modelos, com a variação de alvos, movimentação e mudança no modo e cadência de tiro, além de outros testes como queda e imersão em água. Ao todo, foram realizados mais de 2.000 disparos, sendo que os integrantes do Exército Indiano também puderam testar individualmente todos os fuzis.

Ao final da demonstração, os militares indianos se mostraram bastante satisfeitos e ainda destacaram os atributos técnicos, intercambialidade, modularidade e adaptabilidade dos modelos T4 para os diferentes cenários e necessidades das forças indianas.

O sucesso da demonstração fez com que a Taurus fosse convidada para dar continuidade ao processo, realizando uma segunda apresentação demonstrativa ao Exército, o que acontecerá nos próximos dias.

O fato de o sucesso na escolha do fuzil T4 estar cada vez mais próximo, entusiasma a empresa brasileira e seus acionistas, haja vista que, além de os frutos financeiros serem totalmente da Taurus Brasil, poderá marcar a entrada, em grande estilo, no maior e mais inexplorado mercado capitalista de armas leves do mundo, abrindo também caminho, já com a joint venture Jindal Taurus, para a grande licitação de 350 mil fuzis planejada pelo Exército Indiano, isso sem contar a possibilidade fornecimento de pistolas e submetralhadoras para substituir as obsoletas armas em uso.

Os executivos da Taurus também afirmaram que outras quatro licitações menores estão em curso no país, com boas chances de sucesso. Segundo informações anteriores, estas são: para a Guarda de Segurança Nacional (submetralhadora SMTP9), para a polícia de um estado (que poderá adquirir até 4.000 unidades do fuzil T4), para polícia da cidade de Aizawl, capital do estado de Mizoram (pistolas TS9 e TH9c) e para uma outra força que não foi anteriormente divulgada.










 

 

Exército testa o Sistema Míssil Superfície-Superfície 1.2 Anti-carro (MSS 1.2 AC)


*LRCA Defense Consulting - 30/03/2022

O Centro de Avaliações do Exército (CAEx) apoiou, em 24 de março, o disparo do Sistema Míssil Superfície-Superfície 1.2 Anti-carro (MSS 1.2 AC), executado pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx).

O equipamento é composto pela munição (míssil e tubo lançador) acoplada a uma unidade de tiro para mira e disparo, que compõem um conjunto leve, de fácil transporte e de rápida entrada ou saída de posição. Os parâmetros intrínsecos do sistema no terreno foram testados com base nos requisitos do Exército Brasileiro.

O MSS 1.2 AC, desenvolvido pela SIATT Engenharia segundo diretrizes técnicas do Exército Brasileiro, é um míssil superfície-superfície anti-carro de médio alcance, guiado a laser, para uso por tropas em solo ou em viatura. Ele provê maior portabilidade, flexibilidade e precisão no combate contra veículos blindados, por intermédio da implementação de alta tecnologia pela base industrial de defesa e segurança, em conjunto com o Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército. 

O sistema é constituído pela Munição (míssil em seu container lançador) e pela Unidade de Tiro. Emprega guiamento do tipo “beam-rider”, no qual o operador é responsável por realizar o apontamento óptico em direção ao alvo. Durante o voo do míssil, a Unidade de Tiro emite um feixe laser invisível codificado, harmonizado com a mira óptica, que provê a referência de guiamento para o míssil.


Além da portabilidade e precisão, este sistema dificulta a utilização de contramedidas, uma vez que o receptor laser está voltado para trás, não há ação que possa ser feita pelo alvo para interferir no guiamento do míssil.

O Sistema MSS 1.2 engloba ainda um Simulador de Tiro, com alto grau de representatividade de ambientes reais, para adestramento de atiradores sem a necessidade de emprego de mísseis reais, e um Equipamento de Teste para medidas e alinhamento das Unidades de Tiro do sistema.

Participaram do evento o Chefe do CTEx, General de Brigada Armando Morado Ferreira, o Chefe do CAEx, General de Brigada Alexandre Martins Castilho, engenheiros e técnicos da empresa SIATT Engenharia, responsável pela fabricação do sistema desenvolvido pelo CTEx,  militares da Marinha do Brasil, e militares do CTEx e da Seção de Testes da Divisão de Avaliação de Material do CAEx. 


 


WEG Smart Machine equipa máquina na maior feira da indústria moveleira no Brasil


*LRCA Defense Consulting - 30/03/2022

De 14 a 17 de março de 2022, em Bento Gonçalves (RS), aconteceu a maior feira da indústria moveleira no Brasil, a FIMMA Brasil, que reúne a cada ano mais de 600 marcas expositoras e recebe visitantes de mais de 40 países.

E para equipar sua máquina exposta no evento, a Crippa, que há mais de 20 anos desenvolve, produz e comercializa máquinas e equipamentos para linha de pintura de materiais como mdf, mdp e alumínio selecionou a expertise das soluções digitais da WEG afim de tornar o seu equipamento pronto para a Indústria 4.0.

A máquina de cura UV exposta na feira foi integrada ao WEG Smart Machine, uma solução desenvolvida especialmente para os fabricantes de máquinas (OEMs), e que permite aos clientes fazerem todo o acompanhamento e gestão do equipamento online podendo avaliar os dados de desempenho e produtividade, como o indicador de nível de eficiência (OEE), até o consumo de energia de qualquer parte do mundo.

Além do WEG Smart Machine, a máquina também contou com um IHM MT8071iP para manter a comunicação com uma grande variedade de equipamentos, três Inversores de Frequência CFW 300 e disjuntores da WEG.

É a WEG marcando presença, com soluções tecnológicas e eficientes, entre as tendências do setor moveleiro.

29 março, 2022

Em live com a SaraInvest, Taurus trará suas últimas novidades e esclarecerá dúvidas


*LRCA Defense Consulting - 29/03/2022

Com a participação de Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas S.A., e de Sérgio Sgrillo Filho, CFI da empresa, a casa de análises SaraInvest realizará uma live no dia 30 de março (quarta-feira), às 19 horas, em seu canal YouTube.

No evento, os dois executivos abordarão, principalmente, os assuntos "Investimentos", "Dividendos" e "Mercado Brasileiro, Americano e mundial", além de responderem as perguntas feitas pela equipe da SaraInvest, casa de análises que acompanha mais de perto a empresa.

"Carro voador" vai custar US$ 3 milhões, diz diretor da Eve, startup da Embraer


*Administradores, por Monique Lima - 28/03/2022

Durante o Eve Investors Day, promovido pela startup de mobilidade aérea urbana da Embraer (EMBR3), Eve Air Mobility, o diretor financeiro anunciou que o preço do veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês) será de US$ 3 milhões.

Eduardo Couto, diretor financeiro da Eve, afirmou que os parceiros da empresa poderão vender passagens a US$ 100, "com lucro e operando de 3 a 4 horas por dia", segundo publicação do Estadão.

Em termos de receita, a Eve estima atingir o montante de US$ 1,1 bilhão em 2027 e, em 2030, o volume aumenta para US$ 4,5 bilhões. Atualmente, a subsidiária da Embraer tem uma carteira de pedidos para 1.785 eVTOLs. A empresa espera iniciar as entregas em 2026.

Segundo Couto, somente a área de serviço e suporte da Eve deve representar cerca de 20% da receita da empresa nos primeiros anos de operação.

A startup tem parcerias com países espalhados pelos cinco continentes (América, Europa, África, Ásia, Oceania) para desenvolver projetos de mobilidade aérea urbana em conjunto com companhias aéreas e outras empresas do setor aéreo.

IPO da Eve à vista
O diretor financeiro da Eve também disse no evento do Eve Investors Day que a empresa já entregou os documentos necessários para o processo de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores de Nova York.

“Estamos confiantes nos nossos parceiros e no cronograma para concluir o IPO da Eve no segundo trimestre deste ano.”

Ele indica que o momento atual é favorável para os negócios da subsidiária da Embraer. Os preços elevados do combustível ao redor do mundo colocam a eletrificação em destaque como meio de transporte alternativo, “o que deve favorecer o segmento de mobilidade aérea urbana”.

Eve conclui estudo para "carro voador" no Reino Unido
A Embraer divulgou nesta semana que a Eve concluiu o estudo para a integração do espaço aéreo para a Mobilidade Aérea Urbana (UAM) no Reino Unido.

Liderado pela startup, o Consórcio de UAM é formado por empresas globais com experiência em aviação, como a NATS, Aeroporto de Heathrow, Aeroporto London City, Skyports, Atech, Volocopter e Vertical Aerospace.

Juntas, elas desenvolveram o projeto em parceria com o hub de Inovação da Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA) por meio do “sandbox”, um ambiente regulatório experimental.

Segundo a Eve, a iniciativa da CAA oferece às organizações ou consórcios a oportunidade de testar e selecionar a viabilidade de suas soluções inovadoras, ao mesmo tempo em que ajuda o regulador a moldar futuras normas de acordo com essas novas tecnologias e conceitos.
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Empresa de carro voador da Embraer quer superar US$ 1 bi em receita até 2027

*Folha de Londrina, 28/03/2022

Eve, subsidiária da Embraer produtora de aeronaves elétricas também conhecidas como carros voadores, anuncia nova expectativa de entrega de seus veículos chamados evtols.

São 340 unidades esperadas no segundo ano de operação, que será em 2027. Até 2030, o número de entregas sobe para mil.

A EVE, empresa que contou com o apoio da aceleradora Embraer X, desenvolve um eVTOL capaz de atingir velocidades entre 200 km/h e 250 km/h.

Segundo a empresa, o plano é superar US$ 1 bilhão em receita até 2027 e US$ 4,5 bilhões em 2030. O valor estimado de cada unidade está no patamar de US$ 3 milhões.

Além de atender a frota própria dos evtols, a Eve diz que também quer fazer prestação de serviços para outras fabricantes. A projeção para a receita em serviços e suporte gira em torno de US$ 500 mil por eVTOL por ano.

Cerca de 85% de toda receita nos anos iniciais sairá dos pilares de venda e serviços e suporte, segundo a companhia.

No mês passado, a Embraer anunciou que recebeu a encomenda de até 90 veículos de empresas australianas.

Segundo a fabricante, são até 50 previstos em uma parceria com a Aviair e HeliSpirit, do grupo HM Consolidated, além de 40 para a Microflite, uma das principais operadoras de helicópteros da Austrália.

Em setembro de 2021, a fabricante de aeronaves anunciou outro acordo com a empresa Bristow, com encomenda de até cem unidades com entregas previstas para começar em 2026.

28 março, 2022

Taurus se prepara para ser um grande hub mundial de armas e kits

Fachada da futura sede da unidade brasileira da Taurus Armas


*LRCA Defense Consulting - 28/03/2022

Com unidades fabris em São Leopoldo (RS), nos Estados Unidos e, em breve, na Índia, a multinacional gaúcha Taurus Armas, após ter se tornado a maior vendedora de armas leves do mundo em 2021 e voltado a pagar elevados dividendos a seus acionistas, está se preparando para uma grande transformação na unidade brasileira.

Desde dezembro passado, a Taurus passou a contar, em São Leopoldo, com o mais moderno complexo industrial de fornecedores de itens estratégicos para a produção de armas, utilizando tecnologia de ponta, onde serão produzidos:

  • 3.000 ferrolhos/dia para a Linha G e Striker;
  • 3.000 canos/dia para as pistolas da linha G, Striker e Metálicas;
  • 3.000 ferrolhos/dia para as linhas G, Hammer e 1911;
  • 6.000 conjuntos/dia; solução completa para entrega de subconjuntos, usinagem, acabamento, tratamento térmico e montagem;
  • 30.000 carregadores/dia na JV com a Joalmi;
  • expansão da produção da pistola TS9, dado o seu sucesso no Brasil e no mundo.

Investimentos de meio bilhão de reais em direção à Taurus 4.0
No entanto, é importante ressaltar que o Projeto Estratégico Condomínio é apenas um dos componentes que integram o grande Plano Diretor quinquenal da empresa, o qual, mediante investimentos da ordem de meio bilhão de reais, irá modernizar completamente a fábrica com a agregação de novas instalações, equipamentos, tecnologias e processos, entre estes a revolucionária fabricação de armas com grafeno, a produção totalmente robotizada da família de pistolas GX4 e o revólver "mais barato do mundo", além de uma outra tecnologia também revolucionária, que a empresa ainda mantém em segredo.

A ampliação completa contemplará também as novas instalações do Centro de Distribuição Logístico, do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA e de outras áreas vitais da companhia, como a Unidade MIM (Metal Injection Molding), o Laboratório de Tiro Externo e um novo Centro Administrativo, entre outras.

O futuro Centro de Distribuição Logístico, que englobará o condomínio de fornecedores, contará com o emprego de recursos e ferramentas que levarão a Taurus ao conceito de indústria 4.0 (conceito este que já estará presente no novo Centro de Distribuição Logístico desde o início).

Com o capital contratado com o BTG no final de 2021, a intenção estratégica da Taurus, manifestada por Salesio Nuhs, CEO Global da multinacional, é antecipar os investimentos em CAPEX (capital expenditure - montante de dinheiro despendido na aquisição de bens de capital), haja vista que o atual panorama mundial torna mais difícil a aquisição e/ou a entrega das máquinas e equipamentos que a empresa necessita para a expansão e para a modernização previstas.

Expansão do Plano Diretor
A aquisição recente de uma enorme área de cerca de 100 mil metros quadrados, adjacente à unidade fabril da empresa em São Leopoldo, configurou-se como uma iniciativa estratégica, pois abrirá o espaço necessário para a expansão do seu Plano Diretor, ficando este em consonância com as novas perspectivas internacionais da empresa.

O complexo industrial de fornecedores, aliado à esta nova área adquirida, vai possibilitar uma mudança completa no processo de fabricação da Taurus, passando de "processo por operação" para "processo tracionado com fluxo unitário" e resultando no estabelecimento de três fábricas dedicadas: Revólveres, Pistolas e Armas Longas/Táticas.

Esse marco na estratégia global de crescimento da unidade brasileira da empresa possibilitará:

  • ampliar em 50% a produção de armas no RS, passando a 9.000 armas/dia ou mais;
  • estabelecer um hub de produção de peças e componentes (kits) com capacidade para 1.500 armas/dia, distribuindo-os às unidades fabris dos EUA e da Índia, onde serão utilizados para a montagem das armas que receberão o Made in USA ou Made in India, conforme o caso;
  • dobrar a capacidade produtiva da fábrica americana, haja vista que esta tem espaço físico para também crescer muito.
Maior rentabilidade para os acionistas e blindagem da empresa
A ampliação, a modernização tecnológica e a racionalização do parque fabril de São Leopoldo permitirão à Taurus otimizar ainda mais seus processos administrativos, operacionais e logísticos, o que se traduzirá em uma redução drástica de custos e de tempos internos, bem como em um significativo aumento da qualidade dos produtos e das margens de lucro da empresa, resultando em uma maior rentabilidade da empresa para seus acionistas. 

Por fim, a estratégia adotada pela Taurus, passando a ser um grande hub internacional de distribuição de armas e kits, possibilitará também que a empresa fique blindada contra qualquer eventual mudança de rumos na condução da política brasileira que torne mais restritivo o acesso dos cidadãos de bem às armas.



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