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12 abril, 2022

IACIT desenvolve tecnologias que contribuem com avanços na Meteorologia e alcança projeção no mercado global


*LRCA Defense Consulting - 12/04/2022

Desde 2008, a IACIT desenvolve produtos e soluções tecnológicas para atender às crescentes demandas civis e militares no setor da Meteorologia brasileira.

“A empresa investe muito em pesquisa e desenvolvimento de produtos e soluções tecnológicas no estado da arte”, afirma o meteorologista Cristiano Wickboldt Eichholz, analista GIS da IACIT.

Os resultados desses investimentos já estão sendo reconhecidos internacionalmente, com a projeção da IACIT no mercado global. Entre os produtos meteorológicos que ganham destaque no portfólio da empresa, destacam-se o RMT 0200, um radar meteorológico banda S de dupla polarização em estado sólido; e o Sistema WEBRADAR.

O RMT 0200 é considerado um dos radares mais modernos e eficientes do mundo. Sua tecnologia em estado sólido gera maior flexibilidade e capacidade logística, baixo custo operacional e maior segurança para os operadores e para o meio ambiente.

Já o WEBRADAR permite a integração de informações geradas por radares, satélites, sensores, estações meteorológicas e outras redes, contribuindo para elevar a qualidade das atividades operacionais de Meteorologia. Atualmente, a IACIT desenvolve o WEBRADAR para o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), contribuindo para maior segurança e eficiência dos voos.

“Estamos em permanente atualização, pesquisando e estudando os mais recentes artigos científicos. Depois traduzimos todo esse conhecimento em aplicações que possam atender as necessidades específicas do nosso cliente”, disse o analista da IACIT.

Meteorologista Cristiano Wickboldt Eichholz, analista GIS da IACIT

Com pós-doutorado em Meteorologia, Cristiano teve uma forte vivência nos ambientes acadêmico e de pesquisa antes de chegar à empresa, no início de 2021. “Cada meteorologista tem um perfil, uns gostam mais de pesquisa, outros de meteorologia operacional, ou do desenvolvimento de algoritmos e modelos meteorológicos. Todos esses trabalhos são importantes para a sociedade.”

Na avaliação de Cristiano, poucas pessoas compreendem a crucial importância desta Ciência para as várias áreas das atividades humanas.

A mais nova meteorologista da IACIT, Raniele Pinheiro, concorda com Cristiano. “No início da graduação tinha o pensamento igual ao da grande parte da população, que a Meteorologia é apenas a previsão do tempo. A maioria não percebe quanto esta ciência afeta o nosso dia a dia, seja em uma viagem de avião, ou no planejamento de plantio e colheita do que compramos nas feiras e supermercados.”

Raniele está na empresa há oito meses. “Aqui eu tenho a oportunidade de aplicar os conhecimentos que eu adquiri ao longo da graduação e de aprender ainda mais, com outros colegas meteorologistas e com profissionais de outros setores. Embora no dia a dia trabalhemos em conjunto, vejo neles tutores, e tento absorver as experiências que tiveram na área. É um aprendizado constante”, disse Raniele.

Meteorologista Raniele Pinheiro, analista da IACIT

Akaer desenvolve novos produtos por meio da transformação de tecnologias e com busca permanente por inovação

César Augusto Andrade Silva CEO da Akaer

*LRCA Defense Consulting - 12/04/2022

Os anos de 2020 e 2021 foram um desafio para todos. A Akaer, com tomadas de decisões rápidas e precisas, conseguiu superar as dificuldades impostas pela crise econômica e a pandemia da Covid-19 em todos os aspectos: social, econômico e pessoal.

Enquanto algumas indústrias se viram sem perspectivas, a Akaer se uniu para preservar seus funcionários e empresas. Além disso, aumentou seu quadro de colaboradores e faturamento.

Novos mercados, novas competências e entregas importantes
Mesmo com um cenário adverso, a companhia conseguiu conquistar novos negócios e realizar entregas importantes que fizeram com o que o faturamento, em 2021, seja o maior de sua história.

O resultado só foi possível com uma estratégia ousada de diversificação e internacionalização e a empresa viu o fortalecimento do nome Akaer no exterior em mercados como o Oriente Médio e Ásia. Como consequência, hoje, aproximadamente três quartos de sua receita e carteira de vendas vêm de exportações. E para atender a demanda externa por serviços de engenharia, a Akaer iniciou em 2021 as operações em uma subsidiária na Turquia e, em 2022 planeja a abertura de uma subsidiaria nos Emirados Árabes Unidos, para atender todo Oriente Médio e Norte da África.

A excelente reputação da empresa no mercado – conquistada com participações relevantes em diversos programas da aviação comercial e programas estratégicos como o do caça Gripen e do cargueiro KC-390 – foi decisiva não só para o ótimo desempenho financeiro, mas também para manter, nos próximos anos, um crescimento sustentado por uma carteira sólida.

Além da capacidade no desenvolvimento de produtos, a sua posição consolidada como provedor de ferramental e de soluções de industrialização trouxe também um importante contrato para a manutenção industrial e de ferramental das plantas de um dos principais fabricantes de aeronaves do mundo.

Ao longo do ano foram celebradas entregas importantes nos programas já contratados. A Akaer cumpriu os estudos e entregas de pacotes de trabalho em projetos não só de novas aeronaves, mas também em programas de grandes modificações em plataformas existentes. Nos últimos dias de 2021, foi entregue à Força Aérea Brasileira o segundo conjunto da asa revitalizada do avião de patrulha marítima P-3AM Orion, o que garantirá a extensão de sua vida operacional.

A Akaer continua sua trajetória de fortalecimento nos mercados de defesa e espaço através de duas empresas, a OPTO Space & Defense e a Equatorial Sistemas. O monóculo termal OLHAR, desenvolvido para atender os requisitos do projeto Combatente Brasileiro (COBRA), entrou em uma nova fase do desenvolvimento com a aquisição de 21 unidades para avaliação em campo pelo Exército Brasileiro. Além disso, em breve será entregue a primeira unidade da câmera de alta resolução E3UCAM, que irá equipar o cubesat nacional VCUB. A evolução contínua dos produtos é a meta da Akaer e terá início a construção do primeiro protótipo da próxima geração de câmeras mais precisas.

A diversificação foi fundamental para os bons resultados. Além de entregas concluídas em 2021 para o projeto DUNE (Deep Underground Neutrino Experiment), a Akaer empregou o seu conhecimento adquirido na aviação em desenvolvimentos para outros setores como a mineração. Atualmente, está em teste em campo uma báscula para caminhões de mineração desenvolvida pela indústria. Graças à sua expertise no projeto aeronáutico e no uso de ferramentas de simulação, a Akaer entregou uma báscula que é 30% mais leve que suas concorrentes, além de levar uma carga de minério maior e possuir vida operacional mais longa. A expansão da Akaer no setor de mineração continuou em 2021 e estão previstos novos projetos em 2022.

Todo esse crescimento e novos negócios só foram possíveis com a capacitação constante da empresa em novas tecnologias através da formação continuada das equipes e com a contratação de profissionais qualificados. Apenas em 2021, enquanto o país viu o desemprego subir, a Akaer aumentou seu quadro de colaboradores em 28%. Se contarmos desde o começo da pandemia em 2020, o crescimento foi de 33%.

“É importante destacar que a Akaer manteve sua eficiência operacional, mesmo com a expansão no quadro de pessoal, pois o incremento no faturamento e lucro da empresa superou o aumento na folha salarial. Esse crescimento nos mostra que estamos no caminho certo conquistando mercados com seriedade e qualidade”, destacou o CEO Cesar Augusto Andrade Silva.

Além disso, foram agregadas novas competências à área de Engenharia da empresa para aumentar o leque de serviços oferecidos. Foi estruturada uma equipe com engenheiros especializados em disciplinas críticas como aerodinâmica, aeroelasticidade, qualidade de voo, peso e balanceamento, performance e cargas. A área de Sistemas Aeronáuticos também foi ampliada para atender às demandas relacionadas à sistemas hidromecânicos, propulsão e aviônicos.

Finalmente, para se manter a par de novas tecnologias e se manter competitiva, a Akaer segue engajada em projetos de desenvolvimento tecnológico de larga escala e mantém mais de 10% de sua força de trabalho dedicada a este tipo de atividade. Como inovação é um dos pilares da empresa, o bom relacionamento com órgãos de fomento à pesquisa como a FINEP e FAPESP é essencial para a ampliação de novas competências em áreas como indústria avançada, manufatura aditiva, novas tecnologias de propulsão baseadas em sistemas elétricos e híbridos e sistemas multiespectrais.


O enfrentamento da Covid-19
O ambiente favorável e seguro para os trabalhadores permaneceu na empresa. Logo após o decreto de pandemia no país, a Akaer adotou todas as recomendações dos órgãos de saúde como distanciamento social, disponibilização de máscaras e álcool em gel e proteção de pessoas com comorbidades. Em apenas uma semana, a Akaer transferiu todas as atividades possíveis de serem executadas de forma remota, assegurando o bom andamento dos seus projetos.

Durante toda a pandemia houve, e continua havendo até o momento, ampla divulgação das recomendações através de canais como intranet, WhatsApp, e-mail, impressos e até jogos interativos e tirinhas educativas.

A Akaer também colaborou no esforço geral de combate à pandemia ao usar sua expertise para desenvolver tecnologias de proteção para profissionais da saúde.

A OPTO S&D desenvolveu o ThermoScan, um sensor termal usado para identificar pessoas em estado febril para controle de acesso à áreas públicas. O equipamento foi utilizado, na 6ª Mostra BID Brasil, realizada em dezembro de 2021 em Brasília. Ficou disponível para medir a temperatura dos expositores, visitantes e dos trabalhadores da feira e identificar pessoas com possíveis sintomas da Covid-19. Além disso, seis unidades do equipamento foram adquiridas pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), e estão sendo utilizadas para acompanhamento dos alunos e funcionários.

As equipes de engenharia da Akaer também foram responsáveis por desenvolver um equipamento de proteção para equipes médicas. A Hygiea Shield é uma campânula de proteção, para intubação e extubação em pacientes – momentos de maior risco de contaminação da equipe por estar muito próximo do paciente. Cinco hospitais nas cidades de São José dos Campos, Guaratinguetá e em São Paulo receberam a doação do aparelho. Outras 84 unidades foram destinadas a hospitais militares em uma parceria com a Associação Brasileiras das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE).

Em prol da coletividade, a Akaer disponibilizou todos os desenhos do produto para que a Hygiea Shield seja produzida livremente e possa atingir um número maior de profissionais.

“É com muito orgulho que encerramos 2021 com essas ações. Colaborar com o país no combate à pandemia assegurando um ambiente de trabalho favorável aos profissionais de saúde nos deixa felizes e com o desafio de sempre estarmos prontos para usar a tecnologia desenvolvida pela Akaer a favor de todos. A retomada dos eventos presenciais, com segurança, também nos mostra o quanto podemos auxiliar”, afirmou o CEO.

11 abril, 2022

Taurus e CBC têm na logística de pós-venda um dos seus grandes diferenciais

Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas, recebe alunos de uma turma do Programa de Instrutores Credenciados Taurus & CBC em visita técnica à Taurus, em 12/01/2022.

*LRCA Defense Consulting - 11/04/2022

Os recentes problemas envolvendo pistolas estrangeiras adquiridas pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) materializam os alertas que esta Consultoria vem fazendo desde 2020 sobre a aquisição de armamentos que, embora sejam reconhecidos no exterior como de ótima qualidade, não têm a necessária e imprescindível logística de pós-venda, seja no local de utilização, seja em território brasileiro.

Guardadas as devidas diferenças e proporções, adquirir armamento importado se passa como se a instituição pública adquirente resolvesse dotar seus efetivos com veículos estrangeiros, ao invés dos produzidos pelas maiores empresas automobilísticas sediadas no Brasil. Na hora do conserto ou da substituição de peças, não haveria mecânicos próprios, lojas ou oficinas especializadas na cidade ou nas redondezas, tendo a administração pública que recorrer a um grande centro onde esse suporte esteja disponível, caso exista no País. Se não existir, a instituição teria então que deslocar uma equipe de mecânicos para o exterior, a fim de que estes fizessem o treinamento inicial e, posteriormente, passassem os conhecimentos para os demais mecânicos e, também, para os utilizadores. Isso sem falar na questão da reposição normal de peças.

Certamente, este tipo de alternativa significaria um maior tempo para resolver os problemas e um custo muito mais elevado, redundando em perdas na questão da pronta resposta que a segurança sempre requer.

 

Tipos e necessidade de manutenção
Em questões de armamento, é necessário entender que há diferentes tipos de manutenção. Os principais, a grosso modo, consistem nas seguintes ações:

- 1º Escalão: é realizada pelo detentor da arma, via de regra após o uso em qualquer tipo de serviço ou instrução. Consiste na desmontagem sumária, inspeção, limpeza e lubrificação.

- 2º Escalão: é realizada pelo armeiro da instituição onde a arma está "aquartelada". Consiste em uma desmontagem mais aprofundada, inspeção, limpeza e lubrificação, bem como eventuais substituições de peças e pequenos ajustes. É feita periodicamente, mediante um calendário estabelecido conforme orientação técnica.

- 3º Escalão: é a reparação corretiva realizada por organização de manutenção centralizada da própria instituição ou por empresa civil especializada (fabricante ou não), consistindo em trabalhos mais complexos não cometidos ao armeiro. Visa reparar, substituir peças e realizar calibragens que estejam além das possibilidades do 2º Escalão.

- Pode haver ainda um 4º e até um 5º Escalão (como há nas Forças Armadas, com os Parques de Manutenção, Arsenais e Fábricas), onde são realizados trabalhos bem mais complexos.

Com isso, fica claro que, além da necessidade de a instituição ter uma mentalidade de manutenção bastante arraigada entre seus integrantes (o que muitas vezes não acontece), os usuários e armeiros devem dominar completamente os respectivos escalões de manutenção. Além disso, é necessário que a instituição disponha de uma entidade própria para realizar o 3º Escalão ou, então, que o fabricante disponibilize esse serviço em território nacional.

De forma semelhante, caberá à corporação decidir se quer ter um grande e custoso estoque de peças de reposição ou se prefere adquiri-las no (ou por meio do) fornecedor mais próximo, à medida que forem sendo necessárias. Para ilustrar, tome-se um caso comum no interior do País, contextualizado pela figura abaixo, que mostra o representante de duas empresas nacionais de armamento na cidade de Alta Floresta D'Oeste, situada a 528 km da capital de Rondônia. Se uma arma pública local dessas marcas apresentar problema que não possa ser resolvido por um armeiro devidamente treinado (2º Escalão), o representante poderia agir, seja para solucioná-lo (se for possível), seja para encaminhá-lo à fábrica ou a um outro representante com maiores recursos. O importante é que a solução estaria no território nacional, com dispêndio de tempo e de recursos muito inferiores do que ter que recorrer ao exterior.

Representante Taurus/CBC em Alta Floresta D'Oeste (RO), a  528 km de Porto Velho

Logística de pós-venda e opção pela Taurus/CBC
Embora hoje tenham acesso ao arsenal internacional de pistolas, carabinas e espingardas que têm sua importação permitida, a polícia militar, a polícia civil e a polícia penal de muitos Estados, bem como quase todas as cidades que possuem uma Guarda Municipal, fazem a opção pelo armamento da Taurus Armas, pois, desde 2017, esta empresa oferece produtos que, pela qualidade e inovação que passaram a embutir, hoje competem em igualdade de condições com as grandes empresas do setor no mercado mundial, onde tem vencido diversas licitações internacionais e conquistado importantes prêmios de qualidade.

Embora a Lei que disciplina as Licitações e Contratos no âmbito da Administração Pública favoreça a empresa nacional em casos de materiais similares, quando os representantes públicos pesam os custos e benefícios entre o material importado e o nacional, um dos itens que mais avulta de importância (ou deveria avultar), além da qualidade e dos requisitos específicos, é a logística de pós-venda.

Devido ao alto padrão de qualidade e tecnologia que caracteriza o moderno armamento da Taurus e da CBC, a opção por armas dessas empresas embute uma completa logística de pós-venda, haja vista que não adianta adquirir um produto se a empresa vendedora não puder, com oportunidade, oferecer suporte, manutenção e assistência técnica, seja na própria região onde as armas estarão em serviço, seja em local relativamente próximo ou seja, no mínimo, em território nacional.

Ao contrário do que entenderam alguns administradores públicos, muitos comandantes estaduais de Polícia Militar e chefes de Polícia Civil/Penal, assim como a maioria dos prefeitos brasileiros, estão focados em realmente prover a segurança de seus cidadãos, de forma prática e objetiva, oferecendo às respectivas corporações (PM, PC, PP e GCM) equipamentos e armamentos modernos, tecnológicos, de custo mais acessível e com uma eficiente logística de pós-venda, a fim de que o órgão possa cumprir sua missão da maneira mais eficaz possível.  

Via de regra, quando uma corporação adquire um grande lote de armamentos, o contrato também estabelece as cláusulas que regem o pós-venda em termos de treinamento de pessoal e de manutenção.

Diferentemente do que acontece com empresas que apenas exportam para o Brasil ou somente têm escritório no País, a Taurus e a CBC investem pesadamente na qualificação dos armeiros das entidades de segurança pública e privada, bem como no treinamento técnico de sua equipe de representantes, que está capilarizada por todo o país, o que lhes permite resolver rápida e oportunamente os eventuais problemas que surjam.

Além disso, o grupo oferece ao consumidor uma ampla e ágil rede de distribuidores, pontos de venda e assistência técnica treinada em todo o território nacional, além de uma equipe de instrutores credenciados e peças de reposição rapidamente acessíveis.

Tratamento justo e isonômico
Torna-se importante esclarecer que não se está defendendo nenhum tipo de privilégio às empresas nacionais. Pretende-se apenas que as instituições de segurança do País e de seus entes federativos ofereçam um tratamento justo e isonômico às empresas genuinamente brasileiras, permitindo-lhes concorrer em igualdade de condições com as indústrias estrangeiras. 

A propósito, estas últimas também geram empregos e riqueza, só que unicamente para seus respectivos países de origem, limitando-se a apenas exportar para o Brasil, sem que nenhuma delas tenha qualquer compromisso com o bem-estar e com o progresso do nosso povo. 

Esse fato se reveste ainda de uma característica especial neste momento de grave crise econômica, quando os índices de desemprego e de pobreza, devidos à pandemia e à guerra no Leste Europeu, estão entre os maiores da história.

Soluções WEG equipam o Terminal de Armazenamento de Ras Markaz em Omã

Contrato é uma resposta do mercado ao trabalho sério, eficiente e competitivo que a WEG vem fazendo no segmento de Oil & Gas


*Diário de Jaraguá, por Janici Demetrio - 11/04/2022

A WEG acaba de entregar um importante fornecimento para atender o Terminal de Armazenamento de Ras Markaz, o mais novo parque de armazenamento de petróleo bruto que está sendo construído pela Oman Tank Terminal Company (OTTCO), subsidiária da Oman Oil Company, em Omã.

O contrato, concedido à WEG Middle East, uma das filiais comerciais da WEG no exterior, prevê o fornecimento de quatro motores a prova de explosão com refrigeração a ar por tubos, quatro inversores de frequência de média tensão assim como o Start-up e comissionamento da solução conjunta.  Projetados e produzidos na fábrica da Maia, em Portugal, esta solução completa vai equipar as grandes bombas de impulso de petróleo bruto para servir o terminal de operações de armazenamento de Ras Markaz. Estas bombas foram fornecidas pela Ruhrpumpen, um dos maiores fabricantes mundiais de bombas.

O novo terminal faz parte da estratégia do governo de Omã expandir sua capacidade de exportação de petróleo bruto no país e se tornar um fornecedor global no mercado de armazenamento de petróleo. Localizado estrategicamente no litoral do Oceano Índico de Omã, o Ras Markaz proporciona fácil acesso aos mercados no sul da Ásia, no Extremo Oriente e África, assim como no Médio Oriente. A Obra irá abranger uma área de 1,253ha com capacidade total de 200 milhões de barris de petróleo bruto, após a sua conclusão.

Esta instalação é um elemento decisivo para posicionar o Sultanato como um grande centro na região e um ponto-chave para a Refinaria Duqm, que também conta com mais de 1400 Motores Elétricos e cerca de 200 inversores de Frequência da WEG desde 2019.

De acordo com Elder Stringari, Diretor Internacional da WEG, esse contrato é uma resposta do mercado ao trabalho sério, eficiente e competitivo que a WEG vem fazendo, no segmento de Oil & Gas.

“Nossa capacidade tecnológica aliada a uma estrutura global, preparada para oferecer suporte técnico e comercial aos clientes do mundo inteiro têm sido fatores determinantes para o aumento da nossa participação em projetos importantes como este. O Oriente Médio é um mercado gigante e promissor e o nosso crescimento na região tem vindo como uma resposta ao nosso trabalho”, explica o Executivo.

EUA: soluções WEG mantém a cadeia de fornecimento alimentar em movimento


*LRCA Defense Consulting - 11/04/2022

A WEG instalou com sucesso três motores de 1.000 HP para um dos maiores produtores e distribuidores de produtos agrícolas do mundo, com sua planta localizada nos Estados Unidos. Os motores estão aplicados em um moinho de moagem, que produz amidos e adoçantes a partir do milho. Esses motores servem não apenas como substituição por equipamentos mais eficientes, mas também aumentam a confiabilidade e a produção de ingredientes essenciais para muitos de nossos alimentos diários.

O know-how de engenharia da WEG foi o motivo de um fornecimento de sucesso. Após muitas tentativas frustradas de reconstruir os motores existentes com terceiros, o cliente chamou a engenharia da WEG para avaliar a causa dos defeitos dos motores atuais. Após estudar o histórico dos motores existentes, foram consideradas questões nunca antes cogitadas, como as faixas extremas de temperatura do verão, levando em consideração um projeto de motor para ambiente de 50°C.

A equipe da WEG mudou o material do rotor de alumínio para barra de cobre, proporcionando maior eficiência com menos calor gerado. Com acúmulo térmico reduzido, os motores funcionam a uma temperatura mais baixa, consequentemente prolongando a vida útil dos motores e aumentando a confiabilidade geral. Para garantir a longevidade do equipamento, os motores de reposição da WEG são classe de isolamento H em comparação aos motores existentes classe F. A WEG também adicionou monitoramento de vibração para auxiliar na detecção precoce de possíveis falhas ou mau funcionamento do motor, evitando o tempo de inatividade do mesmo.

Nossa equipe conseguiu fazer essas atualizações de motor mantendo o mesmo tamanho de carcaça, eliminando o trabalho de fundação no local. Os novos motores são totalmente intercambiáveis com os anteriores, minimizando os custos de instalação e o tempo de inatividade. A WEG está comprometida com a sustentabilidade em todos os negócios e este projeto não deixou de ter o cuidado de projetar os motores mais eficientes para a aplicação do cliente. Graças aos engenheiros da WEG e sua capacidade para criar soluções não apenas para os clientes, mas também para a indústria alimentícia como um todo.


WEG lança plataforma de inteligência e conectividade que agiliza a produção e otimiza a gestão

WEG lança plataforma de inteligência e conectividade que agilizam a produção e otimizam a gestão


*LRCA Defense Consulting - 11/04/2022

A WEG acaba de incluir ao seu portfólio de Soluções Digitais uma nova solução flexível e escalável, o WEGnology Edge Suite, que possibilita aos clientes dos mais diversos segmentos industriais e ainda para fabricantes de máquinas e equipamentos (OEMs) o desenvolvimento de aplicações HMI e até os mais avançados sistemas SCADA.

Além da supervisão, controle e automação do processo, fazendo o uso do WEGnology Edge Suite o cliente irá aprimorar o desempenho operacional baseado em informações históricas e em tempo real, possibilitando assim tomadas de decisão rápidas e precisas para maximizar o processo produtivo. A geração de gráficos e relatórios possibilitam ainda visualizar e entender desvios no processo, consumo de recursos e matéria prima em relação aos volumes produzidos, contribuindo para a redução de custos e desperdícios.

Outra vantagem desta solução é que ela permite ao usuário ter o conhecimento da real condição das máquinas e equipamentos, como o histórico de falhas e alarmes, o que leva para uma melhor gestão de manutenção e aumento da disponibilidade de ativos.

O WEGnology Edge Suite inclui ainda recursos para conectividade IoT e funcionalidades Edge para integração com a “Plataforma IoT WEGnology”, o ambiente cloud da WEG, ofertando interoperabilidade, conectividade e digitalização do chão de fábrica ao nível de operação e gestão.

10 abril, 2022

A importância das Guardas Municipais no sistema de segurança pública e a omissão constitucional

(Imagem: Arte Migalhas)


*Migalhas, por Ivan Sartori (Ex-presidente do TJ/SP) - 08/04/2022

Em São Paulo, a cidade mais populosa do país, a Guarda Civil Metropolitana foi criada apenas em 1986, durante a gestão do Prefeito Jânio Quadros, por meio da lei municipal 10.115.

O primeiro efetivo era composto por apenas cento e cinquenta agentes, os quais se reuniam na rua Pedro de Toledo, visto que a corporação não tinha sede própria. Naquele local, os guardas recebiam suas ordens do dia e seguiam a seus postos, a pé ou de ônibus.

Os agentes eram divididos em grupos de cinco homens, pois o número de armas não era suficiente para atender a todo o efetivo e o armamento não era próprio, mas emprestado do Exército Brasileiro 1.

Esse apanhado histórico de uma, dentre as mais de 1.188 guardas municipais atualmente existentes, é interessante, afinal, nos faz questionar como uma corporação inicialmente sem estrutura e sem o devido reconhecimento evoluiu e passou a ser importante vetor de transformação social, desenvolvendo programas nas mais diversas esferas da sociedade, além de prestar valiosa contribuição à manutenção da ordem pública.

Atualmente, somente na capital paulista, a corporação possui centros de comando operacional em todas as zonas da cidade e cerca de 6.200 agentes2, com treinamento e armamento condizentes para com o cumprimento de suas atribuições, em especial, a proteção de escolas, do meio ambiente, do patrimônio público municipal, de outros agentes públicos, de pessoas em situação de rua e, ainda, de espaços públicos.

Além disso, a Guarda Civil paulista desenvolve projetos sociais, com destaque a dois: "Crianças sob nossa Guarda" e "Projeto Luz". O primeiro é composto por ações desenvolvidas no Espaço Educacional GCM, no interior do Parque do Carmo, em Itaquera. Ao todo, segundo dados fornecidos no sítio da prefeitura de São Paulo, mais de setenta mil crianças, adolescentes, pais, professores e pessoas da comunidade já se beneficiaram das apresentações, que, de forma lúdica, debatem temas importantes do universo infantil.

O segundo projeto tem "o objetivo de conscientizar e capacitar agentes multiplicadores para a prevenção do uso indevido de drogas nas escolas públicas municipais, estaduais e particulares". Os integrantes da GCM ministram palestras e proporcionam debates para educadores e alunos.

Além de atuar em diversos projetos sociais, as guardas civis metropolitanas ainda contribuem, de forma inquestionável, para a manutenção da ordem pública.

Isso porque, com o passar do tempo e diante do aumento dos índices de criminalidade, o município passou a desempenhar um papel cada vez mais relevante no combate à violência, haja vista sua proximidade com os problemas de segurança enfrentados pelos cidadãos, munícipes.

Diante desse cenário, a Guarda Civil passou a ser fundamental para a implementação de políticas públicas de segurança na esfera municipal.

Todavia, em que pese a importância da instituição, as Guardas Municipais, pela  Constituição Federal, não são reconhecidas como órgão de segurança, visto que não integram o rol taxativo do art. 144.

Essa omissão gera uma situação anacrônica, pois, afinal, na prática, a Guarda Civil atua, cada vez mais, no policiamento ostensivo e preventivo, combatendo diretamente a criminalidade.

Para acabar com esse "limbo jurídico", tramitam no Congresso Nacional duas propostas de emenda à Constituição.

A primeira é a PEC 534/2002, de autoria do senador Romeu Tuma (PFL/SP), a qual busca alterar o art. 144 da CF, em especial, seu §8º, acrescentando "a proteção de suas populações" como mais uma atribuição das guardas municipais.

Atualmente, mesmo com tramitação especial (art. 202 c/c o 191, I, do RICD) e apesar de ser uma proposta de 2002, ou seja, de mais de vinte anos, essa PEC ainda aguarda apreciação pelo plenário da Câmara dos Deputados 3.   

A segunda é a PEC 275/16, de autoria do deputado Federal Cabo Sabino (PR/CE), que dá nova redação ao §8º do art. 144 da Constituição Federal, incluindo a guarda municipal entre os órgãos de segurança pública, além de equiparar a aposentadoria dos agentes à das forças policiais. Atualmente, também com tramitação especial, essa PEC aguarda a constituição de uma comissão temporária pela presidência da Câmara dos Deputados 4.

Essas duas propostas de emenda à Constituição atendem a uma reivindicação antiga da classe, a qual se revela plenamente legítima, pois a indefinição quanto à natureza e os limites de atuação das guardas municipais, no patamar constitucional, não traz qualquer benefício à sociedade, ao contrário, apenas cria um cenário de insegurança jurídica e de desestímulo a investimentos por parte dos municípios em políticas públicas de segurança. Assim, ao final, quem perde é o próprio cidadão.

Segundo o presidente da AGM - Associação dos Guardas Municipais do Brasil - Reinaldo Monteiro, em entrevista concedida à Gazeta do Povo, "essa alteração daria tranquilidade jurídica e constitucional para os gestores públicos municipais. Com isso, o município, dentro da sua condição financeira e de suas peculiaridades, terá total condição para implantar seu órgão municipal de segurança pública" 5.

Então, além de servir como estímulo aos investimentos municipais no setor da segurança pública, conferindo às guardas civis metropolitanas o "poder de polícia", as alterações advindas com as mencionadas propostas de emenda à Constituição garantiriam aos agentes o direito a uma aposentadoria nos mesmos moldes das outras forças de segurança.

Seria, pois, um avanço inegável à categoria e extremamente merecido, diante da importância e do risco da atividade desenvolvida por tais profissionais.

No sistema jurídico atual, o município não detém competência para atuar na segurança pública, ficando reservado a essas autonomias apenas o policiamento administrativo, sem qualquer atribuição de polícia judiciária ou investigativa.

Exatamente neste ponto que as mencionadas propostas de emenda à constituição irão trazer relevante mudança.

É certo que o Estatuto das Guardas Municipais, lei 13.022/14, procurou suprir a omissão constitucional, ocorrente em momento em que não se esperava evolução tamanha da instituição.

Mas, esse reparo legislativo não arreda controvérsias sobre as atribuições das Guardas Municipais, inclusive de ordem jurisdicional.

Ora, num país com dimensões continentais como o Brasil e que apresenta intensa heterogeneidade social e cultural, é evidente que uma política de segurança generalista, criada e aplicada isoladamente pelos entes estaduais e federais, tem a sua eficácia reduzida, pois não se vê como considerar os problemas de violência de acordo com as especificidades de cada região. A prevenção da violência é muito mais eficaz se desenvolvida a partir de um trabalho local e comunitário.

Daí exsurgir a importância dos municípios na manutenção da ordem e segurança pública, até porque a União e, principalmente, os Estados já se encontram sobrecarregados. Por isso que apresentam insuficiência de recursos humanos e financeiros, o que resulta num serviço ineficiente.

Segundo o IBGE 6, as guardas civis estão presentes em 1.188 municípios do país e, de acordo com estimativa realizada pela Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais do Brasil 7, contam com um efetivo entre 150 a 200 mil agentes.

Portanto, trata-se de uma corporação bem estruturada e com um efetivo de agentes considerável, de modo que limitar sua atuação apenas à vigilância de bens públicos municipais passa a ser um desperdício.

Dessa forma, para desenvolver um combate mais eficiente aos problemas de violência vivenciados nos principais centros urbanos do país, o modelo tradicional de segurança pública, composto apenas por agentes do Estado e da União, deve ser revisto, a fim de que as guardas civis metropolitanas passem a ser reconhecidas como órgãos de segurança, legitimando, assim, a atuação de milhares de agentes que, diariamente, já desempenham um papel fundamental para a segurança da sociedade.

Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/depeso/363458/a-importancia-das-guardas-municipais

Brasil já é o sexto país no mundo com mais energia eólica


*LRCA Defense Consulting - 10/04/2022

Ações federais como reduções de impostos constantes no setor e investimentos, como o uso facilitado do BNDES, resultam em expansão do setor eólico no Brasil.

Com 21,5 gigawatts de potência instalada e recorde de expansão de capacidade de energia elétrica a partir das fontes eólicas em 2021, o Brasil subiu no ranking mundial do Global Wind Energy Council.

O documento traz o país como o sexto no mundo com mais energia eólica. Nas primeiras colocações do ranking com maiores capacidades totais instaladas “onshore” estão China, Estados Unidos, Alemanha, Índia e Espanha.

Há 10 anos, o Brasil estava em 15º lugar no levantamento, saindo de 1 gigawatt de potência instalada em 2011 para 21,5 gigawatts em janeiro de 2022. A capacidade instalada é mais do que suficiente para abastecer 28,8 milhões de casas e beneficiar 86,4 milhões de habitantes.

Ainda de acordo com o relatório, a fonte eólica é a segunda maior em geração de energia do Brasil, atrás apenas da hidrelétrica, gerada a partir da água, que responde por cerca de 54% de toda a energia do Brasil. As usinas eólicas já respondem por 11% da matriz energética brasileira.

Medidas federais garantiram, ainda, recorde de expansão da capacidade instalada de energia elétrica a partir de fonte eólica em 2021. A perspectiva é de mais expansão para o setor, com cerca de 5,5 gigawatts de usinas eólicas em construção. As estimativas são de que 2,95 gigawatts entrarão em operação ao longo de 2022.

O documento do Global Wind Energy Council também aponta o Brasil como um dos cinco principais mercados do mundo para novas instalações. Neste quesito o país está junto com a China, os Estados Unidos, o Vietnã e o Reino Unido.

Fonte renovável e de baixo impacto ambiental, a energia eólica garante baixos teores de emissões de gases e tem recebido apoio do Governo Federal. O Decreto nº 10.946, editado em janeiro deste ano, trouxe avanços para o setor.

O texto dispõe sobre o aproveitamento dos recursos naturais para geração de energia elétrica offshore a partir do vento que sopra em alto-mar, onde a velocidade é maior e mais constante.

Na quarta-feira (06/04), o Governo Federal lançou o Plano Decenal de Expansão de Energia 2031. O documento mostra as perspectivas do crescimento do setor de energia brasileira para os próximos dez anos e prevê investimentos para o setor da ordem de R$ 3,2 trilhões até 2031.

O plano do Governo Federal prevê que a capacidade instalada para geração de energia elétrica no Brasil chegue aos 275 gigawatts (GW) em 2031, com as fontes eólica e solar se destacando na matriz, que deve atingir o nível de renovabilidade de 83% em 2031.

09 abril, 2022

Sanções à Rússia colocam China e UE em disputa pelo mercado de armas na África

Foto do tanque leve chinês supostamente transportado a base no sul da China - Sputnik Brasil, 1920, 09.04.2022
© China Commentary


*Sputnik Brasil - 09/04/2022

A Rússia fornece mais da metade de todas as armas vendidas na África, que é mais que o dobro do segundo maior fornecedor, a França, seguida pelos Estados Unidos e China, segundo levantamento do South China Morning Post.

Embora a participação chinesa no mercado de armas africano seja pequena, Pequim tem laços estreitos com muitos países do continente. Por essa razão, larga na frente da União Europeia para substituir a Rússia em alguns mercados.

As restrições financeiras e outras sanções introduzidas pelos Estados Unidos e muitos países europeus prejudicaram as cadeias de suprimentos e a produção de equipamentos de defesa russos.

Esse fenômeno, inclusive, teve repercussões, segundo a imprensa brasileira, no Ministério da Defesa do Brasil. A FAB (Força Aérea Brasileira) precisou repensar a sua estratégia para a compra de helicópteros russos em razão das dificuldades em fazer reparos nas aeronaves em meio às sanções.

Pequim, inclusive, tendo em vista esse fator, estaria de olho em grandes clientes russos na África, como Nigéria e Etiópia, para a venda de veículos blindados e lançadores de foguetes.

A China é um participante comparativamente pequeno no mercado africano de vendas de armas. De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), entre 2000 e 2018, a China respondeu por apenas 7,5% do mercado total.

John Calabrese, chefe do Projeto Oriente Médio-Ásia da American University, em Washington, disse que nos últimos cinco anos a concorrência de vendas de armas na África se intensificou com grandes compradores, como o Egito, buscando diversificar suas fontes.

"É possível que a China tente capitalizar com a expulsão da Rússia desses mercados quando as sanções e restrições financeiras começarem a afetar", disse o especialista. No entanto, Calabrese disse que um fator a ser considerado "é se a China poderia fornecer um substituto pronto para o equipamento russo".

Outros fornecedores estrangeiros, como os franceses, também podem procurar preencher a lacuna, principalmente no Egito, e um terceiro fator é se a China pode oferecer condições de pagamento e descontos favoráveis.

Moses B. Khanyile, diretor do Centro de Estudos Militares da Universidade Stellenbosch na África do Sul, partilha a opinião que, dada a alta presença de equipamentos militares russos na África, as sanções tornariam mais difícil manter, reparar e revisar equipamentos.

Ele disse que a China provavelmente será uma grande beneficiária desse "vazio", acrescentando que seus acordos de armas existentes podem ser apoiados por outras relações comerciais e diplomáticas que a China já tem com países africanos.

Bolsonaro: Povo armado reagirá a ditador que queira roubar a liberdade


*Diário de Pernambuco, por Ingrid Soares - 08/04/2022

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender, nesta sexta-feira (8), o armamento por parte da população. O chefe do Executivo disse, sem especificar a qual situação se referia, que “povo armado jamais será escravizado” e que “reagirá a qualquer ditador de plantão que queira roubar a liberdade do seu povo”.

“Nós facilitamos a compra de arma de fogo por parte do povo brasileiro. Nos últimos anos, temos dobrado a venda de armas de fogo no Brasil. Eu sempre digo a vocês: povo armado jamais será escravizado. Reagirá a qualquer ditador de plantão que queira roubar a liberdade do seu povo. Temos também ampliado e muito a quantidade de CACs pelo Brasil, o colecionador e o atirador. Hoje ultrapassam 600 mil e eles podem comprar praticamente todo tipo de armamento. É um estoque, é uma reserva. É o nosso maior exército que nós temos, que é o povo brasileiro”, disse durante evento de entrega das obras de ampliação do Aeroporto Regional de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

Bolsonaro aproveitou para fazer contraponto a declarações do ex-presidente Lula, que na última semana se posicionar contra o aborto e contra a restrição do consumo da classe média. “Nós somos contra o aborto no Brasil. Nós não queremos restringir o consumo da classe média. Respeitamos nossas Forças Armadas e nossos militares. Nosso governo também defende a família brasileira”, disse.

O presidente também rebateu acusações de corrupção na gestão dele. “Não conseguiram provar corrupção. Continuem buscando”, completou.

O vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos), o acompanhou na comitiva. Ele é candidato ao Senado pelo estado e foi ovacionado ao ser citado pelo presidente: "Mourão, Mourão", gritaram apoiadores.

WEG, BMW Group Brasil e Energy Source desenvolvem sistema inédito para mobilidade elétrica sustentável no Brasil


*LRCA Defense Consulting - 08/04/2022

Reforçando sua estratégia no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a redução das emissões dos gases de efeito estufa, a WEG vem firmando uma série de parcerias para o fornecimento de sistemas de geração solar distribuída e de estações de recarga para veículos elétricos.

Recentemente a companhia desenvolveu, em parceria com a BMW Brasil e a Energy Source, um sistema inédito no Brasil para recarga rápida de veículos elétricos que pode operar conectado ou completamente desconectado da rede de distribuição de energia utilizando baterias conectadas a painéis solares.

Denominado Carport Solar Off-Grid, o sistema permite a recarga dos veículos elétricos com energia gerada pelo sol e armazenada em baterias de segunda vida, fornecidas pela empresa Energy Source, oriundas dos veículos elétricos da BMW. Quando as baterias estão 100% carregadas, é possível também exportar o excedente da energia solar para a rede elétrica.

“Este projeto promove o conceito do sol para a roda (Sun to Wheel) para recarga rápida 100% sustentável dos veículos elétricos, sem o uso da energia da rede elétrica (Off-grid). Com tecnologia nacional estamos desenvolvendo a infraestrutura necessária para suportar a mobilidade elétrica no Brasil”, explica Manfred Peter Johann, Diretor Superintendente da WEG Automação.

O Carport Solar Off-Grid foi instalado no parque fabril da BMW em Araquari/SC e contou com a participação de equipes multidisciplinares de todas as empresas parceiras.

“O futuro da mobilidade premium é sustentável e o BMW Group apoia o desenvolvimento nacional de novas tecnologias que irão permitir que veículos elétricos sejam cada vez mais uma realidade global”, afirma Vivaldo Chaves, Diretor de Operações do BMW Group Brasil. “Já este ano, teremos cinco modelos totalmente elétricos sendo vendidos no país (BMW i3, iX3, i4, iX e MINI S E) e acreditamos que o Brasil possui excelentes profissionais para liderar a transformação da indústria da mobilidade na região”, complementa o executivo.

“Para nós, da Energy Source, fazer parte de um projeto tão arrojado em parceria com a WEG e a BMW é muito gratificante, nos permitindo disponibilizar todo o nosso know-how e demonstrar ao mercado nacional e internacional a excelência das baterias second-life por nós desenvolvidas, além da infinita gama de possibilidades de aplicação”, comenta David Noronha, CEO da Energy Source.

08 abril, 2022

ABIMDE amplia escopo de produtos acreditados para atender normas da Senasp


*ABIMDE - 06/04/2022

A ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) ampliou o escopo de produtos acreditados para atender mais duas normas da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). As novas acreditações foram concedidas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) no dia 28 de março e contemplam as Normas Técnicas 002/2020 e 003/2021.

A ABIMDE, que já era acreditada para certificação de todos os produtos controlados pelo Exército previstos na Portaria 189/2020 - EME e também  Pistolas calibre 9x19mm e .40S&W (NT-Senasp 001/2020 ), agora passa a certificar também:

- Armas Eletroeletrônicas de Incapacitação Neuromuscular (AINM) para utilização policial (NT-Senasp 002/2020);
- Coletes de Proteção Balística de emprego na Segurança Pública (NT-Senasp 003/2021).

A ABIMDE é um Organismo de Certificação de Produtos (OCP) acreditado pelo INMETRO e um Organismo de Certificação Designado (OCD) pelo Exército, podendo certificar produtos controlados que necessitam de autorização para serem produzidos ou comercializados em todo o país, tanto por fabricantes nacionais quanto por importadores.

Para exercer as atividades de OCP/OCD, a ABIMDE Certificadora possui know-how e conta com uma equipe qualificada para realização dos procedimentos de certificação, atendendo aos mais altos padrões de qualidade e excelência.

07 abril, 2022

Balanço da guerra russo-ucraniana é tema de ciclo de palestras online


*LRCA Defense Consulting - 07/04/2022

Os ataques da Rússia à Ucrânia têm intensificado uma crise humanitária e institucional entre diversos países. Com cerca de 1,5 mil civis mortos até o dia 6 de abril, segundo informações da Organização das Nações Unidas, a situação criou um alerta para a violação dos Direitos Humanos. 

Um balanço sobre esse cenário será foco de um ciclo de palestras promovido pela Associação dos Juízes do RS (AJURIS) nos dias 19, 20, 25, 26 e 27 de abril.

Organizado pelo desembargador Umberto Guaspari Sudbrack, o seminário trará temas como a geopolítica do conflito russo-ucraniano, perspectivas de passado e futuro, direito internacional, direitos humanos, refugiados e a relação brasileira com esse cenário. 

O evento terá como palestrante um time de peso formado pelo professor Paulo Visentini, o embaixador Paulo Antônio Pereira Pinto (Belarus e Azerbaijão), o jurista Guilherme Thudium, o jornalista Rodrigo Lopes e a professora Analúcia Danilevicz Pereira. 

“A importância de se construir um balanço sobre a situação vivida na Ucrânia reside na perplexidade do que vem ocorrendo. Ficamos em estado de choque quando a Rússia invadiu a Ucrânia e esse sentimento se agrava cada vez mais com os desdobramentos da guerra, a violência e a desumanidade contínua”, pontua Sudbrack.

Com caráter multidisciplinar, o ciclo de palestras será no formato virtual, aberto ao público e transmitido ao vivo pelo Canal do Youtube da AJURIS sempre às 19h. 

Desenvolvido pelo Departamento de Direito Humanos e Promoção da Cidadania da Associação, o evento também conta com o apoio da Escola da AJURIS. Além de Sudbrack, os encontros serão mediados pelos juízes Karen Luise Vilanova Batista de Souza, Patrícia Laydner e Daniel Pereira Neves.

Para participar, faça sua inscrição neste link.

CBC deve fabricar armas e munições no Paraguai

Foto: Ministerio de Industria y Comercio (MIC)

*LRCA Defense Consulting - 07/04/2022

Confirmando parcialmente o que esta Consultoria havia adiantado em 10/12/2020, na matéria "CBC estrutura nova fábrica no Paraguai e estuda unidade na Georgia (EUA)",  a IP - Agencia de Información Paraguaya, publicou ontem a reportagem "Industria brasileña de cartuchos pretende instalar una planta con tecnología de punta en Paraguay", conforme transcrição abaixo.

A Empresa [Companhia] Brasileira de Cartuchos (CBC) pretende instalar uma planta industrial no Paraguai; por isso, assinou ontem um acordo com a Diretoria de Material de Guerra (Dimabel) das Forças Armadas da Nação.

O objetivo do acordo é estabelecer as diretrizes gerais do plano de cooperação entre as partes para a instalação de sua unidade industrial no Paraguai, o intercâmbio e desenvolvimento de informações técnicas e tecnológicas, bem como atividades de capacitação profissional para o processo produtivo de componentes no país.

A assinatura do documento contou com a presença do Ministro da Indústria e Comércio (MIC) Luis Castiglioni, do Ministro da Defesa Nacional, Bernardino Soto, do presidente da CBS [CBC], Fabio Massaro; a Vice-Ministra da Rede de Investimento e Exportação (Rediex), Estefanía Laterza; o diretor da Dimabel, Aldo Osuna, e o presidente da CBC Mercosul, Oscar de Gásperi.

A CBC Mercosul pretende, com sua instalação no Paraguai, contribuir para o desenvolvimento do país, criando oportunidades de trabalho e possibilitando a troca de informações e conhecimentos.

“Espero que no futuro este acordo nos permita ampliar a possibilidade de levar a uma joint venture, uma estratégia de trabalho conjunto com a Dimabel, onde ambas as partes ganhem”, destacou o ministro Castiglioni, lembrando que a próxima etapa é o desembarque completo da CBC no país, com a inauguração da planta que será construída muito em breve.

Por sua vez, a vice-ministra de Rediex, Estefanía Laterza, destacou que o ato é de grande importância, pois estão lançadas as bases para a instalação de uma indústria que representa um salto muito importante para o Paraguai.

“Passamos da produção de alimentos em estado natural, destinados à exportação, para abrigar indústrias que se destacam pelo alto grau de complexidade e uma real vantagem estratégica para o Paraguai”, disse.

Disse que este fato ajuda a construir a confiança na própria nação, apostando em indústrias muito mais complexas e, em segundo lugar, significa também ter um certo grau de segurança, uma vez que somos nós que processamos materiais vitais para a defesa e segurança da sociedade, destacou o vice-ministro do MIC.

Por sua vez, o presidente da indústria CBC, Fabio Massaro, destacou a estreita ligação entre os dois países para desenvolver um projeto importante e estratégico para o setor. Ele mencionou o porte da empresa que vai treinar os funcionários da Dimabel em tecnologias avançadas, que hoje são produzidas na Europa.

Terá mão de obra especializada
O ministro da Defesa Nacional, Soto Estigarribia, indicou que se trata de uma indústria ligada à segurança e defesa. “É uma indústria que vai gerar empregos. A utilização de mão de obra é importante, principalmente a qualificada, com recursos humanos militares aposentados”, disse.

"A instalação no Paraguai desta indústria é um grande passo para nós, para uma cooperação com a Dimabel, que também tem uma fábrica de cartuchos instalada", acrescentou a esse respeito.

Da mesma forma, o diretor do Dimabel das Forças Armadas, Aldo Daniel Osuna, referiu-se à formação do pessoal das Forças Armadas, e que este acordo permitirá o acesso a tudo o que a CBC tem.

“Do ponto de vista econômico para o país, vai valer a pena em larga escala em tudo o que vai movimentar a economia, e acessando uma parte do nosso contrato que todos os aposentados, ainda jovens, podem concordar trabalhar novamente, na fábrica. Isso é muito importante", frisou.

Por sua vez, um dos signatários, o presidente da empresa CBC Mercosul, Oscar Mersán de Gásperi, destacou que esse processo começou em 2018, e que a partir de então foi realizado todo o trabalho técnico e jurídico para ver a viabilidade perante o MIC e o Ministério da Defesa para se estabelecerem no Paraguai.

“Com o MIC, para que a indústria opere em regime de maquila e Lei 60/90, e no que diz respeito ao Ministério da Defesa, apresentamos um projeto de viabilidade, tanto para a assinatura do acordo, quanto para a instalação da planta que já temos todos os requisitos e esperamos uma inauguração imediata”, acrescentou.

A Dimabel está localizada em Piribebuy, na Cordilheira, enquanto a nova fábrica ficará localizada em um parque industrial de pelo menos 10 hectares em uma primeira etapa, com acesso ao rio Paraguai, conforme informado em reuniões anteriores de gestão da empresa brasileira.
 

06 abril, 2022

Índia: fábrica de armas da Jindal Taurus está concluída e começará a produzir em breve


*Jagran, por Manoj Kumar - 03/04/2022 (traduzido e adpatado do idioma indiano)

A estrutura da fábrica de armas da Jindal Defence, perto do South Bypass, foi concluída na cidade de Hisar. Agora levará menos de seis meses para iniciar sua operação. De acordo com funcionários da empresa, o processo de aquisição das máquinas foi iniciado e toda a papelada necessária neste processo está sendo implementada.

A Jindal Defense já deveria ter começado a trabalhar, tornando-se uma fábrica de armas, mas devido à Covid, as obras de construção foram muito afetadas. Quando o efeito da Covid diminuiu, o trabalho de construção da fábrica foi iniciado, passando a ser feito dia e noite. Agora, o esforço é para instalar as máquinas o mais rápido possível. 

No entanto, as informações sobre o trabalho da empresa ainda não foram compartilhadas oficialmente.

Certificado de conclusão será obtido em algumas semanas
Após instalações da fábrica já terem sido concluídas, o processo para a obtenção de seu certificado está sendo realizado, o que pode levar cerca de duas semanas. Quando este for emitido, tudo estará pronto e os equipamentos necessários serão instalados. 

Com o certificado emitido e as máquinas em estado operacional, o trabalho será iniciado ainda neste ano. A Jindal Defence será a primeira fábrica de armas no Estado de Haryana, onde serão fabricadas armas leves.

Acordo firmado com empresa brasileira
Durante o primeiro Diálogo Brasil-Índia da Indústria de Defesa, do Fórum Empresarial Índia-Brasil (IBBF), organizado pelo Ministério das Relações Exteriores do Governo da Índia, a Jindal Defence celebrou uma joint venture com a empresa brasileira Taurus Armas S.A. para a fabricação de vários tipos de armas leves na cidade de Hisar. Por meio desta, o Brasil fornecerá tecnologia e as armas serão fabricadas pela Jindal Defence Company, do Grupo Jindal. Sob este acordo, as duas empresas Jindal Defence e Taurus Armas S.A., compartilharão um índice de patrimônio de 51:49, respectivamente. A empresa fabricará armas leves na Índia com base na transferência de tecnologia do Taurus, a fim de atingir a meta de localização da produção, de acordo com os procedimentos de aquisição de defesa (Make in India).
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“Finalmente estamos começando a ver a implementação de um trabalho difícil, que contou com muita dedicação da Taurus para enfrentar as dificuldades do período de pandemia de Covid, como atrasos na viagem da equipe para a Índia e no início da montagem da infraestrutura. Agora, com o projeto em andamento, os resultados deverão acontecer rapidamente. Nossos engenheiros estão na fábrica para dar todo o suporte na questão de infraestrutura, receber os equipamentos e maquinários, para iniciar a produção ainda este ano. Temos boas expectativas para 2022 com a entrada no mercado indiano que já está nos trazendo oportunidades para possíveis licitações das Forças Armadas e Policiais indianas. E na índia tudo é superlativo, é o segundo país mais populoso do mundo, com números muito grandes em qualquer licitação, inclusive para o abastecimento do imenso mercado militar, policial e de segurança privada. Estamos bastante esperançosos de que a Índia vai gerar um resultado bastante firme nos próximos anos”, afirma o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs. (atualizado em 08/04, às 11h55)

Saiba mais:
Na Índia, Taurus caminha a passos firmes, inclusive na licitação para 94 mil fuzis 

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