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17 agosto, 2024

Taurus lança a Carabina T9 na plataforma AR-9, produzida 100% no Brasil


*LRCA Defense Consulting - 17/08/2024

Em mais uma inovação para o mercado, e após ter seu pré-lançamento realizado em 2023, a Taurus lança agora a carabina T9 na plataforma AR-9, produzida 100% no Brasil. A T9 é a carabina mais leve e a única do mercado totalmente ambidestra (retém do ferrolho, retém do carregador, seletor de tiro e alavanca de manejo).

Com cano de 8”, a T9 é fabricada em alumínio 7075 anodizado duro, que proporciona leveza e resistência. Em breve, a arma estará também disponível em outros três comprimentos de cano: 5,5”, 11” e 16”, possibilitando flexibilidade de escolha de acordo com a natureza da missão.

Com capacidade de 32 disparos, seu carregador transparente permite a visualização das munições e é compatível com outros modelos do mercado.

A T9 conta ainda com coronha retrátil de cinco posições, trilho Picatinny e miras rebatíveis e removíveis flip-up, que adicionam a possibilidade de utilização de equipamentos ópticos variados.

É também equipada com guarda-mão no padrão MLOK (Modular Lock), permitindo a montagem de acessórios, de acordo com a necessidade do usuário. 

A carabina T9 é uma ótima opção para o mercado policial e militar, sendo ideal para uso tático em situações de curta distância nos meios urbanos e rurais, bem como para o transporte em viaturas, aeronaves e barcos. É também indicada para a prática de tiro esportivo, por oferecer ao atirador conforto e maior controle sobre a arma, devido ao seu baixo peso e menor recuo.

Estará disponível também nas versões "automática/semiautomática", para forças militares (e policiais, em alguns casos), e "semiautomática" para a maioria das forças policiais e de segurança, além de CACs e outros segmentos autorizados a realizar a aquisição. 

A T9 amplia o portfólio de armas táticas Taurus, oferecendo mais opções para atender às necessidades de seus clientes.

Neste ano, a T9 fez sua estreia na Índia, onde também é produzida com o nome de JD Taurus T9, já vencendo uma licitação para o fornecimento de 500 unidades para o Exército desse país.

As demais características são:
- Comprimento total: 655mm com coronha retraída e 735mm com coronha estendida (versão com cano de 8");
- Altura total: 228mm com carregador (versão com cano de 8");
- Largura: 67mm (versão com cano de 8");
- Peso: 2,594 kg (sem carregador) e 2,714 kg (com carregador)
- Guarda-mão padrão MLOK para acoplamento de acessórios e trilho Picatinny;
- Material superior e inferior: alumínio 7075 anodizado duro;
- Acoplamento padrão para trilhos Picatinny (MIL STD 1913);
- Ação: blowback (dispensa o travamento da culatra, possibilitando maior cadência de disparos) / percussor flutuante;
- Acabamento: preto fosco.

A versão com cano de 8” já está sendo comercializada pela empresa e está disponível nas lojas revendedoras e no portal de vendas da Taurus, voltado a militares, policiais, CACs e outras categorias autorizadas a adquirir estes produtos, conforme legislação vigente.

Forças de segurança e policiais
A carabina T9 em calibre 9mm é a opção mais acertada para as forças de segurança (polícias, escolta, etc.), haja vista que estas têm o uso primordial da arma em engajamentos à curta distância nos meios urbanos e rurais, não necessitando da potência, do alcance, do poder de parada e da excessiva penetração de munições como a do calibre 5,56 ou superior. Além disso, é mais prática e mais leve para o transporte em viaturas, por exemplo.

Law Enforcement nos EUA
Nos Estados Unidos, a carabina de 9 mm está substituindo rapidamente a espingarda calibre 12 em muitas áreas da aplicação da lei, porque contém mais munição, acerta com mais facilidade e tem recuo insignificante.

Assim, a carabina Taurus T9 virá agregar mais uma tecnológica e moderna opção ao portfólio de armas táticas da empresa, juntando-se às pistolas TS9, TH9 e GX4, e aos fuzis T4 e T10, para disputar as licitações do cobiçado mercado de Law Enforcement dos EUA, onde a Taurus pretende estar em breve.

Forças militares
Para as forças militares, a carabina T9 em calibre 9mm é ideal para uso por unidades de operações especiais e por outras tropas (ou elementos de tropas) que tenham necessidades semelhantes às das forças de segurança e policiais. Devido ao seu cano mais curto, pequeno tamanho e baixo peso, pode ser utilizada também por tripulações de aviões, de navios e de blindados como uma arma de defesa pessoal ou de pequenos grupos, mas com muito maior capacidade e precisão que a tradicional pistola.

Defesa pessoal/patrimonial e tiro esportivo
Sem dúvida, é uma grande conveniência ter carabinas e pistolas disparando a mesma munição. Além disso, para prática de tiro, a munição 9mm é bem mais barata que a de um fuzil de calibre mais potente.

Quando comparada a uma pistola, uma carabina proporcionará um aumento significativo na precisão, no alcance e na capacidade, especialmente em situações de alto estresse. Ter um raio de visão maior próximo ao olho também faz uma grande diferença. Além disso, a maioria dos usuários comuns encontrará uma precisão muito superior com uma carabina escorada no ombro do que com uma pistola ou revólver.

Se comparada a uma arma mais longa (um fuzil de assalto, por exemplo), em cenários de defesa em ambientes internos que exijam manobrabilidade em áreas apertadas, como ao redor de portas, corredores e escadarias, bem como em densos terrenos externos, a carabina é mais curta, mais flexível e mantém um ótimo poder fogo, além de também ser precisa, mais controlável e ter um recuo muito menor.

Embora o som de um disparo 9mm não seja agradável, não será tão ensurdecedor quanto atirar com um fuzil ou espingarda de alta potência em ambientes fechados. O flash menor também permite uma maior concentração no ambiente ou no alvo. Além disso, a carabina têm muito mais espaço no trilho Picatinny do que as pistolas, possibilitando montar lanternas, lasers, punhos dianteiros e outros acessórios, o que pode melhorar significativamente a eficácia do tiro.

Para a prática de tiro esportivo, a carabina é uma das opções mais confortáveis, devido ao baixo peso, ao menor recuo e ao maior controle do atirador sobre a arma, além da economia no custo da munição, sendo uma arma excelente para iniciantes. Nos EUA, as competições específicas de carabinas têm crescido muito nos últimos anos, estando abertas a competidores de quase todos os níveis de habilidade e bolso, haja vista que para entrar no esporte não é preciso gastar milhares em armas, óticas, equipamentos e munições.

Carabina ou fuzil?
A palavra “carabina” tem origem na palavra francesa “carabinier”, que significa "carabineiro" ou, por extensão, “fuzileiro”. O primeiro uso da palavra carabineiro foi para descrever a Batalha de Neerwinden, em 1693. Nessa época, os soldados usavam mosquetes mais longos. No entanto, estes eram mais difíceis de usar a cavalo. Como resultado, foi criado um rifle mais curto e leve. Os avanços na tecnologia permitiram que essas armas mais curtas se tornassem mais precisas ao longo do tempo. Hoje, os militares americanos usam carabinas, como a M4, para combate aproximado.

Carabinas com calibre de pistola são uma subcategoria desse tipo de arma, caracterizando-se por serem leves, semiautomáticas (via de regra) e possuírem câmara para cartuchos no calibre de pistola. Os especialistas acreditam que tais armas se originaram no Velho Oeste americano, onde cowboys e homens da lei muitas vezes carregavam um rifle leve e um revólver que usava o mesmo calibre de munição, o que era mais eficiente e mais prático.

Hoje, em termos internacionais e para fins militares, carabinas e fuzis são armas semelhantes (via de regra), diferindo apenas no tamanho do cano. Sendo este menor que 16 polegadas, é chamada de carabina e, acima disso, de fuzil (também, via de regra), sendo que ambas dispõem de seletor para regime de tiro semiautomático e automático. Um exemplo são as CQB Carbines (carabinas para combate aproximado), que são objeto da megalicitação em que a Taurus está concorrendo na Índia com seu fuzil T4 5,56mm, para fornecer até 425.000 unidades às Forças Armadas desse país, cuja conclusão está prevista para o final deste ano.

Entretanto, no Brasil, por uma questão tradicional, o termo "carabina" passou a se referir a armas longas (maiores que uma pistola e utilizada com o emprego das duas mãos) com regime de tiro apenas semiautomático (intermitente, ou por ação do gatilho).

Nos EUA,  as carabinas com calibre de pistola são chamadas de PCC (pistol caliber carbine), podendo ser encontradas nos calibres 9mm, .40 S&W, .45 ACP, 10mm, .357 Magnum/.38 Special, .45 Colt, .44 Magnum e outros. Via de regra, são semiautomáticas.

 



Parceria entre Grupo Edge e Embraer no Super Tucano e no C-390 pode decolar?


*LRCA Defense Consulting - 17/08/2024

Em matéria publicada no dia 16 de agosto, o portal InfoMoney tratou sobre as atividades do Grupo Edge no Brasil e, entre os destaques, citou as conversações que estão acontecendo com a Embraer. Acompanhe abaixo o trecho que trata do assunto.

Cidade que abriga as maiores empresas aeroespaciais do país, São José dos Campos também é sede da Embraer, empresa com a qual o Edge tem mantido conversas, segundo disse ao InfoMoney o CFO do grupo, o brasileiro Rodrigo Torres. “Não há nada assinado, mas conversamos bastante”, afirmou.

Um dos projetos discutidos com a fabricante de aeronaves brasileira é uma possível “weaponização” do Super Tucano, um dos carros-chefes da área de defesa da Embraer. “A Embraer não tem capacidade de colocar armas no Super Tucano. Seria uma ideia potencial trabalharmos juntos em algo nesse sentido”, afirma Torres.

“Eles fabricam trens de pouso e nós precisamos de trem de pouso para os drones que estamos fazendo. Existe uma potencial troca dos aviões cargueiros [pelas forças armadas de diversos países] e tem o KC [modelo da Embraer], que seria um potencial projeto também. Enfim, tem bastante coisa em discussão”, complementa o executivo.

Torres explica que a defesa espacial é a próxima fronteira da estratégia do EDGE. Segundo ele, essa é uma área onde o grupo ainda tem atuação pequena. O segmento de defesa cibernética também está na mira dos próximos investimentos.

16 agosto, 2024

WEG fornece motores para um projeto greenfield no setor de cimento na Índia


*LRCA Defense Consulting - 16/08/2024

A WEG, através do apoio de sua equipe comercial e de sua unidade de fabricação na Índia, participou como fornecedora de motores elétricos para um projeto greenfield na região de Panna, Madhya Pradesh, de um importante ator na indústria de cimento na Índia.

O escopo do fornecimento inclui um pacote de 130 motores de baixa tensão (linha WIN), que variam de 18,5 kW a 315 kW, com eficiência IE3, todos fabricados na unidade da empresa localizada em Hosur.

Os motores serão aplicados a vários equipamentos, como moinhos, bombas, trituradores, sistemas de ventilação, compressores, moedores e outras aplicações em um ambiente severo que requer produtos robustos e eficientes.

Para a WEG, que já tem ampla experiência na indústria de cimento, o fornecimento desses motores apenas adiciona uma boa referência para a empresa no mercado local ao fornecer soluções para este importante setor industrial e com possibilidades de futuros projetos.

Para o cliente, essa escolha trará benefícios importantes, como a redução nas contas de eletricidade ao usar motores de eficiência premium, a redução dos custos de manutenção e das perdas de produção devido à confiabilidade e durabilidade dos motores, reduzindo assim o número de paradas inesperadas nas instalações do cliente.

Este é mais um fornecimento importante e reforça a capacidade da empresa de fornecer equipamentos e soluções tecnológicas e eficientes para atender aos mais diversos segmentos.

15 agosto, 2024

Governo de Meghalaya, na Índia, está perto de finalizar proposta financeira para introduzir aeronaves Embraer


*EastMojo - 15/08/2024

O governo de Meghalaya está perto de finalizar uma proposta financeira para introduzir aeronaves Embraer em voos diretos de Shillong a Déli, seis dias por semana.

Dado que o Aeroporto de Umroi não pode acomodar aviões maiores, o estado optou por aeronaves a jato menores. Os aviões da Embraer , que acomodam 72 passageiros, levarão aproximadamente 2 horas e 30 minutos — o mesmo tempo que voos maiores do Airbus A320 de Guwahati para Delhi.

Este desenvolvimento foi anunciado pelo Ministro Chefe de Meghalaya, Conrad K. Sangma, durante um conclave de turismo realizado no Centro de Convenções do Estado na quarta-feira. Sangma compartilhou que as licitações para o projeto estão quase concluídas e o governo está caminhando para a finalização.

"É claro que há um impacto financeiro, pois temos que levar em conta o financiamento da lacuna de viabilidade. Mas estamos confiantes de que voos diretos para Déli, seis dias por semana, serão uma virada de jogo", afirmou Sangma.

Ele também expressou esperanças de expandir voos para outras cidades. "Queremos que as mesmas companhias aéreas operem voos para Mumbai, possivelmente Bangalore e Hyderabad, mesmo que seja de dois a três dias por semana. Isso seria outra virada de jogo para o estado."

A proposta financeira está aberta e a decisão final é esperada para o final do mês.

Enquanto isso, o governo está trabalhando para tornar o Aeroporto de Umroi totalmente operacional para companhias aéreas como Indigo e Air India Express. No entanto, os desafios permanecem com o Instrument Landing System (ILS).

“O problema não é a pista em si, mas o ILS. Ele requer sete quilômetros de visibilidade clara sem obstrução além de 400 pés. Atualmente, uma montanha obstrui o caminho em torno do sexto quilômetro”, explicou Sangma.

Ele acrescentou que custaria cerca de Rs. 7.000 crores para remover a montanha e estender a pista, uma despesa que o estado não pode arcar. No entanto, o governo está explorando a viabilidade de uma tecnologia ILS mais nova, já que o sistema existente tem uma década.

"Estamos esperançosos de que, com novos estudos e tecnologia, encontraremos uma alternativa para permitir que aviões maiores pousem. Esse processo está em andamento", disse Sangma.

Comitiva da Arábia Saudita visitará a Taurus visando aquisição de armas militares e policiais

Fuzis T10 e T4; Pistolas TS9 e TH9; Submetralhadora T9

*LRCA Defense Consulting - 15/08/2024

Em lives realizadas no dia 14 com a MSX e com a Eleven, Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas S.A., revelou que uma comitiva da Arábia Saudita virá à sede Taurus nos próximos dias para testar algumas armas da empresa, visando aquisições para suprir necessidades do Exército e das polícias desse país.

Entre as prioridades elencadas, destacam-se submetralhadoras e pistolas 9mm, bem como fuzis de assalto e de precisão, armas integrantes do portfólio da Taurus. 

Taurus e CBC na Arábia Saudita
A Arábia Saudita é um importante e proeminente mercado, estando na lista dos cinco maiores gastos militares do mundo e considerado um dos países que mais investe em defesa. Não por acaso, a região está nos planos estratégicos da Taurus e da CBC de expansão no Oriente Médio e de produção local.

A Taurus conta com um escritório regional na Arábia Saudita desde 2022 e, em dezembro de 2023, assinou um Term Sheet não vinculativo para estudo de viabilidade da constituição de uma joint venture no Reino da Arábia Saudita com a empresa Scopa Military Industries. O Plano de Negócios foi concluído recentemente e ambas as empresas estão agora em suas análises finais. A Taurus também possui uma marca registrada nesse país, a Taurus Saudia.

“A estratégia comercial da Taurus segue focada em oportunidades nos mercados internacionais, além dos Estados Unidos, maior mercado de armas do mundo e consecutivamente da Taurus. A escolha pela Arábia Saudita e região do GCC (Conselho de Cooperação do Golfo) está alinhada com o plano estratégico de expandir os negócios e aumentar a participação no Oriente Médio”, afirmou Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus.

Divulgado em 14/11/2023, o acordo de transferência de tecnologia de ponta e de fabricação local entre a empresa saudita Scopa Defense e a brasileira Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) está em linha com o grande projeto Visão Saudita 2030 para produzir no Reino da Arábia Saudita a maior parte das necessidades de defesa deste país até 2030.

Aliando esse acordo com o provável acordo definitivo entre a Scopa e a Taurus, o binômio de defesa Taurus & CBC passará a fabricar armas leves e munições na Arábia Saudita, criando um ecossistema logístico completo, sinérgico e facilitador para o Exército Saudita e para as demais forças militares e de segurança do país.

No entanto, a ideia dos sauditas é explorar também estratégicas e promissoras oportunidades no mercado externo, principalmente nos países em que possui forte influência política e/ou econômica. Como a Taurus escreveu no Fato Relevante em que divulgou seu acordo inicial com a Scopa: "O objetivo da joint venture será a fabricação de armas Taurus no Reino da Arábia Saudita e comercialização em toda a região do GCC (Cooperation Council for the Arab States of the Gulf), que tem como membros os seguintes países: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã".

Além disso, o ministro de Investimentos do Reino da Arábia Saudita, Khalid Al Falih, declarou em julho de 2023, quando de sua visita ao Brasil, que as iniciativas do Reino podem alcançar uma parte da grande região MENA, composta por 19 países do Oriente Médio e do Norte da África.

Ocupando novos e importantes nichos mercadológicos, Taurus & CBC visam ter uma posição de proeminência nessas regiões, pois podem oferecer um portfólio completo, adequado, tecnológico e com custo/benefício muito competitivo, capaz de atender as mais diversas necessidades das forças armadas e de segurança, além dos civis aficionados por esses tipos de armamento.

Os entendimentos com a Scopa Defense estão no âmbito do planejamento estratégico da Taurus e da CBC no sentido de avançar no mercado internacional, estabelecendo parcerias de grande benefício mútuo, principalmente em países com expressivo crescimento e grande potencial, como também é o caso da Índia (onde ambas estão presentes) pois, assim, as duas multinacionais brasileiras de defesa ampliam e potencializam a diversificação geográfica em termos de produção e vendas.

Em síntese, embora uma das principais motivações da Taurus e da CBC seja a de fornecer seus produtos para um dos maiores compradores de armas e munições do mundo, o fato de passar a ter a Arábia Saudita como um forte país parceiro e base de exportação para mercados hoje inacessíveis às duas empresas, pode se tornar uma estratégia paralela de grande sucesso, pois irá ao encontro dos objetivos de ambas e da Visão 2030 do Reino.

Arábia Saudita: o quinto maior investidor militar do mundo
A Arábia Saudita foi classificada como o quinto maior investidor militar do mundo em 2023, depois dos EUA, China, Rússia e Índia, de acordo com o SIPRI. Juntos, estes países representaram 61 por cento dos gastos militares mundiais. Os gastos da Arábia Saudita aumentaram 4,3%, para cerca de 75,8 bilhões de dólares, ou 7,1% do seu PIB, em 2023.

A participação do Reino nos gastos militares mundiais atingiu 3,1% no ano passado. A sua despesa militar como percentagem da despesa governamental foi de 24 por cento, a mais elevada a nível mundial depois da Ucrânia assolada pelo conflito.

"A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo bruto, e o crescimento dos seus gastos militares em 2023 foi parcialmente financiado devido ao aumento da procura de petróleo não russo e ao aumento dos preços do petróleo após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia". "Embora os desafios de segurança regional estejam a impulsionar as despesas de defesa do Reino, as Forças Armadas Sauditas também embarcaram num programa de modernização nos últimos cinco anos que requer grandes investimentos", afirmou o relatório.

A Arábia Saudita está desenvolvendo um programa similar ao da Índia, chamado de Saudi Vision 2030, por meio do qual quer nacionalizar 50% dos seus gastos com Defesa até o ano de 2030. Para isso, está fazendo um grande esforço para trazer empresas estrangeiras de Defesa para o Reino, principalmente via estabelecimento de joint ventures com transferência de tecnologia (ToT).

No contexto regional onde o país está inserido, as despesas no Oriente Médio aumentaram 9%, para cerca de 200 bilhões de dólares, tornando-a na região com a maior despesa militar em proporção do PIB no mundo, com 4,2%, seguida pela Europa (2,8%), África (1,9%), Ásia e Oceania (1,7%) e Américas (1,2%).

 

Akaer e argentina FAdeA assinam MoU para projetos inovadores em aeronaves


*LRCA Defense Consulting - 15/08/2024

A Akaer, líder global em soluções aeroespaciais e de Defesa, e a FAdeA - Fábrica Argentina de Aviones "Brigadier San Martin" S.A., uma renomada empresa argentina especializada em produtos aeronáuticos, assinaram um memorando de entendimentos (MoU) que marca o início de uma colaboração estratégica voltada para o desenvolvimento de projetos inovadores. Este acordo visa não apenas a criação de tecnologias avançadas e a produção de aeroestruturas, mas também a implementação de sistemas de automação e robótica para a fabricação e montagem de peças aeronáuticas. O foco será em projetos que abrangem tanto aeronaves civis quanto militares, incluindo modificações, conversões e atualizações tecnológicas.

O compromisso entre Akaer e FAdeA se traduz em um compartilhamento de competências e recursos para maximizar o impacto de suas iniciativas conjuntas. Sob o acordo, a Akaer se responsabilizará pelo desenvolvimento de produtos, montagem final e interação com clientes, enquanto a FAdeA se concentrará na fabricação de peças e subconjuntos. Além disso, a Akaer desenvolverá serviços de engenharia que serão realizados nas instalações da FAdeA, ampliando as capacidades técnicas de ambas as empresas. As partes também planejam investir no treinamento de trabalhadores especializados, o que promete fortalecer suas equipes e garantir uma colaboração produtiva e sustentável.

“Estamos otimistas com o potencial desta parceria para impulsionar avanços tecnológicos significativos e fortalecer nossa posição no mercado global,” ressaltou Cesar Silva, CEO da Akaer.

Fabrica Argentina de Aviones
A Fabrica Argentina de Aviones, antes Instituto Aerotécnico; Fábrica Militar de Aviones - FMA e Lockheed Martin Aircraft Argentina, é a mais antiga fabricante de aviões da América Latina, localizada em Córdova, na Argentina.

No final da década de 1960 saiu de fábrica o IA-58 Pucará, excelente aeronave nacional de apoio e ataque leve que foi exportado para diversos países e atualmente está em processo de modernização.

Em 1984, a aeronave de treinamento avançado IA-63 Pampa fez seu vôo inaugural, que atualmente ainda é produzida em versão modernizada.

Entre 1995 e 2009 a empresa foi licenciada para a Lockheed Martin. Nesse período, a ênfase institucional, bem como os investimentos e recursos em geral, priorizaram a categoria manutenção.

Em 2009 o Estado Nacional, por decisão política, adquiriu as ações da empresa americana Lockheed Martin e a fábrica passou a se chamar Fábrica Argentina de Aviones “Brig. San Martín” SA (FAdeA).

A FAdeA visa recuperar e modernizar a Indústria Aeronáutica Argentina, incorporando tecnologia de ponta, gerando parceiros estratégicos na região e desenvolvendo novos processos produtivos para atingir padrões globais de excelência.

 

14 agosto, 2024

Parceria do Grupo CBC & Grupo Colt CZ irá gerar novos negócios para a Taurus

Mockup da nova e revolucionária submetralhadora da Taurus

*LRCA Defense Consulting - 14/08/2024

Após a CBC ter adquirido quase um terço do Grupo Colt CZ neste ano, passando a ser o seu segundo maior acionista, atrás apenas do grupo controlador, a alta direção da Taurus já visitou as sedes da CZ, na República Tcheca, e da Colt CZ, nos Estados Unidos, enquanto que a equipe da Colt CZ, por sua vez, esteve em visita à Taurus, em São Leopoldo. Leia mais em Taurus, CBC e Colt CZ: nasce uma nova gigante mundial de armamento leve

Segundo o que declarou hoje o CEO Global da Taurus Armas, Salesio Nuhs, nas lives de resultados em que participou com a MSX e com a Eleven, durante essas visitas foram encontradas importantes sinergias entre as duas empresas, que podem potencializar a produção da Taurus.

A primeira delas se transformará em um novo e promissor negócio para a multinacional gaúcha, representado pela produção de peças em M.I.M. (metal injection molding) e em peças usinadas por processo robótico (Taurus 4.0) para uso em armas produzidas pelo Grupo Colt CZ.

Tal necessidade da Colt CZ, segundo informações do mercado, é devida ao fato de a empresa não estar conseguindo atender seus clientes por estar lotada de pedidos e não ter como aumentar a produção. Nos últimos anos, cresceu muito e precisa de mais unidades produtivas. Como o Brasil tem mão de obra muito especializada, mas barata (em relação aos EUA e à Europa), e fartura de matéria prima de excelente qualidade, uma parceria com a "sócia" Taurus, empresa de alta tecnologia e reconhecida qualidade, é a melhor solução para esse problema. Além disso, a empresa quer recuperar o prestígio da marca Colt, a mais icônica dos EUA, que estagnou antes de ser adquirida pela CZ.

Com relação à segunda sinergia, Salesio afirmou não poder ainda detalhar o assunto, por questões de sigilo comercial. No entanto, deixou escapar que a Taurus está investindo fortemente em um novo portfólio de produtos militares, havendo um grande projeto mais agressivo em gestação, o que leva esta Consultoria a acreditar que possa dizer respeito ao mercado de Law Enforcement, principalmente dos Estados Unidos.

Ainda com relação à parceria com o Grupo Colt CZ, o CEO Global da Taurus revelou que, no primeiro trimestre de 2025, serão lançadas uma nova família de pistolas para uso policial e militar e uma nova e revolucionária submetralhadora, já nas instalações da novíssima Taurus Shooting Academy, que será também inaugurada e usada como laboratório para esses produtos policiais e militares por meio dos seus 14 estandes de tiro (10 de 50 metros e quatro de 100 metros).

CCJ do Senado aprova PDL que anula parte de decretos de armas do governo. Matéria vai a Plenário


*Agência Senado - 14/08/2024

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (14) projeto de decreto legislativo que anula disposições do decreto que regulamenta o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826, de 2003). O PDL 206/2024, da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do relator, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO). Agora, o texto será analisado pelo Plenário do Senado.

Uma das principais mudanças feitas no Decreto 11.615, de 2023, diz respeito às armas de gás comprimido ou por ação de mola. Artefatos desse tipo, com calibre superior a seis milímetros, eram considerados, até então, de uso restrito das Forças Armadas ou de pessoas e instituições autorizadas pelo Exército.

Vanderlan argumentou que não existe uma lei que proíba o uso e a aquisição de armas de pressão. Por isso, de acordo com ele, esses armamentos não podem ser classificados como de uso restrito, bem como não deve ser exigido certificado de registro (CR) para atirador desportivo que use esse tipo de arma. As duas medidas foram suprimidas do decreto.

Antes de ser modificado, o texto também determinava, para a prática de tiro desportivo, um número mínimo de treinamentos (8, 12 ou 20) e de competições (4, 6, 8) a cada 12 meses conforme os diferentes níveis de prática. A exigência também foi excluída.

— Esta exigência é inviável, especialmente para atiradores amadores que possuem outras ocupações. A medida, além de desestimular a prática do tiro desportivo, não contribui para a fiscalização ou fomento do esporte — declarou Vanderlan.

Outra medida retirada previa que entidades de tiro desportivo deveriam estar a pelo menos um quilômetro de distância em relação a instituições de ensino. O relator explicou que cabe às administrações municipais regulamentar a localização de estabelecimentos.

— Esse ponto invade a competência municipal e prejudica a segurança jurídica das entidades já estabelecidas, sendo inviável a continuidade das atividades — justificou.

O decreto vedava a destinação da arma de fogo restrita para atividade diferente daquela declarada na compra. Para Vanderlan, a proibição, também anulada pelo projeto, impede a transferência de armas entre acervos e o colecionismo de armas.

Com o projeto, as armas de fogo históricas e as que fazem parte de acervo de coleção não precisam mais ser declaradas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Esses registros são de responsabilidade da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército. O mesmo vale para a certificação de arsenais expostos por museus.

13 agosto, 2024

Por que a Embraer participa da construção de um navio de guerra? Entenda...

 

*LRCA Defense Consulting - 13/08/2024

No último dia 09, esta Consultoria publicou a matéria "Lançada a fragata Tamandaré, um marco para a proteção e defesa da Amazônia Azul". O navio de guerra integra o Programa de Fragatas da Classe “Tamandaré”, da Marinha do Brasil, que prevê a construção de quatro embarcações do tipo.

O consórcio Águas Azuis (uma Sociedade de Propósito Específico - SPE), responsável pelo projeto, é formado pela Embraer, por sua subsidiária Atech, e pela a multinacional alemã Thyssenkrupp, sob gerenciamento da Empresa Gerencial de Projetos Navais - EMGEPRON. O projeto da fragata é baseado no modelo alemão MEKO, desenvolvido pela Thyssenkrupp Marine Systems, que lidera o desenvolvimento técnico.

Mas, afinal, o que tem a ver a gigante brasileira do setor aeroespacial com a construção de um navio de guerra?

Na verdade, a Embraer S.A. é um conglomerado transnacional brasileiro que produz aviões comerciais, aviões executivos, aviões agrícolas e aviões militares, além de peças aeroespaciais, prestando ainda serviços e suporte na área. Suas principais divisões são: Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança, e Serviços e Suporte. Além destas há ainda a Aviação Agrícola, a ELEB - Divisão de Equipamentos e a Embraer-X. A Embraer possui também empresas subsidiárias e outras onde tem participação majoritária ou não, em um universo diversificado de mais de 30 empresas, como Atech, OGMA, Eve, Tempest, Kryptus, XMobots, Visiona, SAVIS, Bradar etc.

As fragatas tem a participação de uma das grandes divisões da empresa, a Embraer Defesa & Segurança, que, por sua vez, possui cinco divisões próprias: Aérea, Marítima, Terrestre, Aeroespacial e Cibernético.

Em sua Divisão Marítima, a Embraer Defesa & Segurança desenvolve um conjunto abrangente de produtos especializados para soluções integradas, possibilitando diferentes missões táticas marítimas por meio da integração total dos sistemas de embarcações, sensores e aeronaves, proporcionando ampla consciência situacional do cenário tático e uma tomada de decisão mais ágil, oportuna e eficaz.

As soluções permitem que a Marinha (bem como o Exército e a Força Aérea) evoluam sua infraestrutura física e lógica, agregando novos elementos como radares, câmeras e sistemas legados. Além disso, permitem o processamento eficiente e pontual de um grande volume de dados com o mais alto nível de segurança cibernética.

Assim, a Embraer Defesa & Segurança é responsável pela integração dos sensores e armamentos ao sistema de combate da embarcação, enquanto a Atech, subsidiária da Embraer, é encarregada do fornecimento dos sistemas CMS (Combat Management System) e IPMS (Integrated Platform Management System), recebendo transferência de tecnologia em cooperação com a ATLAS ELEKTRONIK, também subsidiária da Thyssenkrupp, e com a L3 MAPPS. 

Na reportagem, entrevista de Rodrigo Persico, CEO da Atech



Taurus participará de duas lives sobre os resultados do 2º trimestre


*LRCA Defense Consulting - 13/08/2024

A Taurus Armas S.A. está convidando seus acionistas, analistas, clientes, fornecedores e o público em geral para as duas lives onde seu CEO Global, Salesio Nuhs, e seu CFO/DRI, Sergio Sgrillo Filho, comentarão e detalharão os resultados do segundo trimestre de 2024 (2T24), que serão divulgados no dia 13 de agosto, após o fechamento do mercado.

Principais pontos a serem abordados:

- Resultados do 2T24 e seus comparativos;
- Desempenho das vendas e momento dos mercados no 2T24 e expectativas;
- Capacidade produtiva, novos produtos 2T24 e investimentos;
- Mercados de atuação Brasil, Estados Unidos e Outros;
- Joint Venture na Índia início da operação e Arábia Saudita;
- Remuneração dos acionistas;
- Endividamento e posição de caixa; e
- ESG.

Acompanhe a programação:
08h00 - Canal da MSX Invest ou Canal Marco Saravalle
https://www.youtube.com/watch?v=C6tAqxWy7QE
https://www.youtube.com/watch?v=x_D0f1H1N24

09h30 - Canal da Eleven
https://www.youtube.com/watch?v=JgeuT4Qs5X4

12 agosto, 2024

Virgin Australia encomenda 8 jatos E190-E2 da Embraer


*LRCA Defense Consulting - 12/08/2024

A Virgin Australia fez um pedido firme à Embraer de oito jatos small narrowbody E190-E2, como parte de seu plano de renovação de frota. Por meio desta encomenda o E190-E2, a aeronave de corredor único mais eficiente em termos de combustível do mundo e com as menores emissões de ruído, irá complementar a frota de jatos narrowbodies maiores da companhia aérea australiana, substituindo os modelos Fokker atualmente em serviço. O pedido será adicionado à carteira de pedidos do terceiro trimestre da Embraer e as entregas estão previstas para começar no segundo semestre de 2025. 

O anúncio contou com a presença de Rita Saffioti, Vice-Primeira-Ministra e Tesoureira, Ministra dos Transportes e Ministra do Turismo da Austrália Ocidental. A frota de E190-E2 da Virgin Australia terá como base a cidade de Perth e será operada pela Virgin Australia Regional Airlines. A aeronave tem autonomia de voo de cerca de seis horas e é equipada com motores PW1900G da Pratt & Whitney. 

“Quando o E190-E2 entrar em serviço, em outubro de 2025, ele se tornará a primeira aeronave nova no mercado de charter da Austrália Ocidental neste século”, disse Jayne Hrdlicka, CEO do Virgin Australia Group.  “O E190-E2 é a aeronave com maior eficiência de combustível em seu segmento e reduzirá as emissões em cerca de 30% em comparação com o F100 anterior. Esses jatos também são muito mais silenciosos e oferecem maior conforto aos passageiros.” 

“Quando o E190-E2 se juntar à frota no final do próximo ano, ele operará predominantemente voos charter para a Virgin Australia Regional Airlines, reforçando sua posição como a maior operadora no mercado charter da Austrália Ocidental. Este é um importante voto de confiança do Virgin Australia Group em nosso negócio de fretamento e no mercado da Austrália Ocidental”, completa o CEO do Virgin Australia Group. 

“O E2 é um divisor de águas. Estamos entusiasmados em receber a Virgin Australia na família Embraer e ansiosos para ver o E2 – o melhor jato da categoria, reconhecido pelo conforto, baixo nível de ruído e emissões reduzidas – levar a companhia aérea a patamares ainda mais altos”, destaca Martyn Holmes, Diretor Comercial da Embraer Aviação Comercial. 

Concebido a partir de 20 anos de excelência operacional dos E-Jets de primeira geração, o E190-E2 apresenta aerodinâmica aprimorada, uma nova asa e novas tecnologias que proporcionam melhorias significativas na redução das emissões de carbono e no consumo de combustível. O jato foi certificado para voar com misturas de até 50% de combustível de aviação sustentável (SAF) e demonstrou a capacidade de operação em voos de teste com 100% de SAF. 

A Embraer está comprometida em desenvolver produtos, soluções e tecnologias para contribuir com a meta da indústria da aviação de alcançar zero emissões até 2050. A companhia tem o objetivo de ser neutra em carbono até 2040 e atingir um crescimento neutro em carbono a partir de 2022. A companhia planeja implementar 25% de uso de combustível de aviação sustentável (SAF) em suas operações até 2040 e 100% de fontes de energia renováveis até 2030. 

Desde que o primeiro Bandeirante decolou nos céus da Austrália em 1978, a Embraer estabeleceu firmemente sua presença no país com cerca de 50 aeronaves atualmente em operação, tornando-se uma das maiores frotas de E-Jets da região Ásia-Pacífico.

WEG fornece transformador de 435 toneladas para parque eólico no Chile

 

*LRCA Defense Consulting - 12/08/2024

Para impulsionar e expandir a infraestrutura de energia renovável no Chile, uma empresa global dedicada à promoção, construção e operação de instalações para geração de energia elétrica proveniente de fontes renováveis, elegeu a WEG para adquirir um equipamento essencial para seu projeto: um transformador de potência de dimensões grandiosas.

Destinado à um parque eólico localizado na região norte do Chile, o transformador pesa 435 toneladas e possui dimensões aproximadas de 4 metros de altura, 12 metros de comprimento e 5 metros de largura com potência máxima de 350 MVA e tensão de 550 CDC/33 kV.

É previsto que o parque gerará uma potência instalada de 793,6 MW, o suficiente para abastecer mais de 679 mil residências chilenas.

O transformador desempenhará um papel vital na infraestrutura energética do parque eólico, encarregando-se da regulagem de tensão entre diferentes partes do circuito em sistemas de alta capacidade de potência. Isso possibilitará a transmissão eficiente de energia elétrica em médias e longas distâncias de maneira econômica e eficaz.

Este fornecimento representa um passo significativo em direção a um futuro mais sustentável e energeticamente autossuficiente para o Chile e marca um importante passo para a WEG em termos de capacidade fabril, tecnologia, complexidade logística e compromisso com projetos sustentáveis.

09 agosto, 2024

Lançada a fragata Tamandaré, um marco para a proteção e defesa da Amazônia Azul


*LRCA Defense Consulting - 09/08/2024

No dia 9 de agosto, a Marinha do Brasil, a EMGEPRON e a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis - fundada pelas empresas thyssenkrupp, Embraer Defesa & Segurança e Atech - celebraram em conjunto a nomeação da primeira de quatro fragatas, que ocorreu no estaleiro thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, Santa Catarina.

Os 550 convidados incluíram o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, bem como o Ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro, o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, e outros representantes de alto escalão da Alemanha e do Brasil, além de dirigentes das empresas envolvidas. A madrinha do navio 'Tamandaré' foi Vera Brennand, esposa do Ministro da Defesa do Brasil.

Itajaí é o centro da América do Sul com uma área de produção de 310.000 metros quadrados. Essas condições estruturais dão suporte à thyssenkrupp Marine Systems para atender seus clientes ainda mais rápido e combinar a produção de produtos altamente inovadores em toda a região. O estaleiro é caracterizado por instalações de plantas altamente especializadas, capacidade de produção suficiente e boa infraestrutura, por exemplo, um cais flutuante de última geração com capacidade de 7.000 toneladas. Isso define um curso promissor para a Marine Systems que oferece a perspectiva de assumir pedidos subsequentes e favorece o fortalecimento das estruturas regionais de criação de valor.

Oliver Burkhard, CEO da thyssenkrupp Marine Systems: “Como 'Maritime Powerhouse', combinamos todas as soluções técnicas sob o mesmo teto, comandamos capacidades de produção globais e fornecemos aos nossos clientes soluções personalizadas. O Brasil é nosso hub para a América do Sul, o que destaca nossa estreita parceria com a Marinha do Brasil em particular. Os navios da classe Tamandaré têm os mais recentes padrões tecnológicos e também garantem alto valor agregado local. Nossa parceria é uma vitória para o Brasil, bem como para a thyssenkrupp Marine Systems. Meus sinceros agradecimentos, portanto, vão para todos os envolvidos - Presidente Lula da Silva, a Marinha do Brasil, Águas Azuis e nossos aproximadamente 900 funcionários.”

Foto: Roberto Caiafa

Para fortalecer ainda mais sua competitividade e flexibilidade para atender às necessidades dos clientes, não apenas no fornecimento de embarcações de alta classe, mas também em serviços de pós-venda, a thyssenkrupp Marine Systems investiu recentemente significativamente em seu estaleiro brasileiro ao comprar um swim dock para o lançamento e re-docagem de embarcações. Isso deve ser visto como um claro compromisso da thyssenkrupp Marine Systems para seu envolvimento de longo prazo na região.

O batismo (nomeação) da fragata com o número de construção F200 marca outro marco no setor de embarcações de superfície da thyssenkrupp Marine Systems. Com um comprimento de 107 metros, um deslocamento de 3.500 toneladas e uma velocidade máxima de 25 nós, a fragata brasileira oferece valores impressionantes.

O navio foi batizado de Tamandaré, mesmo nome que se aplica à classe, por ser o primeiro navio do conjunto. Ele deve ser incorporado à Marinha em 2025. As demais embarcações estão previstas para entrega gradual nos próximos quatro anos: a Jerônimo Albuquerque em 2026, a Cunha Moreira em 2027 e a Mariz e Barros em 2028.

Programa Fragatas Classe Tamandaré
A Marinha do Brasil conduz o Programa Fragatas Classe Tamandaré desde 2017, com o objetivo de promover a renovação da Esquadra com quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica, construídos no País. Os navios têm deslocamento aproximado de 3.500 toneladas e são dotados de convoo, hangar para helicóptero, radares, sensores e armamentos de última geração.

As Fragatas chegarão com a importante missão de marcar a presença da Marinha do Brasil na Amazônia Azul, contribuindo para o controle de área marítima, para a Defesa das ilhas oceânicas, para a proteção das infraestruturas críticas marítimas e para a proteção das linhas de comunicações marítimas, destacando que mais de 90% do comércio exterior brasileiro é realizado pelo mar.

São navios escolta, dotados de importante e considerável capacidade de combate, atuando em todos os ambientes de guerra, quais sejam: superfície, aéreo e submarino. Têm como uma de suas principais tarefas a proteção de unidades de maior valor, quando operando em um grupo-tarefa, com navios de diferentes características, a exemplo do Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”.

Finep aprova subvenção recorde para a Equipaer, do Grupo Mac Jee, construir o foguete hipersônico 14X

 

*LRCA Defense Consulting - 09/08/2024

A Finep assinou o maior contrato de subvenção na área de defesa da sua história - no valor Finep/FNDTC de R$ 93.068.350,87, totalizando R$ 116.410.408,47 com a contrapartida da empresa Equipaer Indústria Aeronáutica, parte do grupo Mac Jee. Trata-se do “Foguete de decolagem para veículo hipersônico (Rocket Assisted Take-Off - RATO-14X)”.

Este será o maior foguete já construído no Brasil pela indústria nacional, com altura estimada de 14 metros e peso na faixa de 15 toneladas, capaz de levar a carga útil, que é o veículo 14X, para ser lançado a 30km de atitude em velocidade superior a Mach 8, ou seja, oito vezes a velocidade do som, mais de 10.000 km/h.

O projeto – que demonstra o compromisso da empresa, do FNDCT e do MCTI em apoiar projetos estruturantes para o país – foi submetido na chamada Mais Inovação – Soberania e Defesa. O 14X é um veículo hipersônico que utiliza o motor scramjet, uma tecnologia acessada por poucos países e que precisa do ar a velocidades muito elevadas para ter sua ignição.

A tecnologia de voo hipersônico é bastante estratégica, uma vez que pode cobrir uma parte à outra do país em questão de poucos minutos, e tem sido objeto de pesquisa de fronteira tecnológica, com poucos países capazes de acessar este conhecimento. Ou seja, uma inovação em nível mundial com apoio da Finep.

Ela é aderente à Missão 6 da Nova Indústria Brasil, que trata de “Tecnologias de Interesse para a soberania e defesa nacionais”, além de estar em prioridade estratégica para a Força Aérea Brasileira. É o maior projeto contratado em Subvenção Econômica na Nova Indústria Brasil.

Irão participar no arranjo a empresa Castro Leite Consultoria, como coexecutora, e três institutos de pesquisa da FAB: Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

O Diretor de Inovação da Finep, Elias Ramos de Souza, em visita à empresa, parabenizou pela proposta enviada e pelo histórico de apoio da Finep, uma vez que já há dois projetos de Subvenção Econômica em curso no grupo. Ressaltou que a proponente e a empresa coexecutora são Empresas Estratégicas de Defesa, em acordo com a Lei 12.598/12. Participaram também da visita o superintendente de inovação William Rospendowski, o assessor da Diretoria de Inovação Ronaldo Carmona e o gerente do Departamento Operacional de São Paulo, José Henrique da Silva Pereira.

*Com informações da Finep.

Taurus é uma das Campeãs de Inovação de 2024 da região Sul do Brasil


 

*LRCA Defense Consulting - 09/08/2024

A Taurus foi reconhecida, nesta quarta-feira (07), como uma das Campeãs de Inovação de 2024.

A premiação, realizada pelo Grupo Amanhã em parceria com o IXL Center (Centro de Inovação, Excelência e Liderança), de Cambridge, nos Estados Unidos, reconheceu as 80 empresas mais inovadoras dos três estados da região Sul do Brasil.

Este resultado é decorrente do forte investimento da Companhia em Inovação e P&D (Pesquisa & Desenvolvimento), liderados pelo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil Estados Unidos da Taurus (CITE) que tem proporcionado mais agilidade no desenvolvimento de produtos com inovação e qualidade, sempre com foco nos desejos dos consumidores, tendo baixo custo e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas do mundo.

“A Taurus realmente é uma empresa que investe muito em inovação, pesquisa & desenvolvimento de produtos, processos, materiais e de equipamentos. E nós ficamos ainda mais motivados com este reconhecimento, que só confirma a nossa posição de líder mundial na fabricação de armas leves”, afirma o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.

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