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18 dezembro, 2022

IMBEL participa de Acordo de offset da nova Viatura Blindada de Combate do EB - Centauro II


*LRCA Defense Consulting - 18/12/2022

O Exército Brasileiro (EB) anunciou que a Viatura Blindada de Combate (VBC) Centauro II desenvolvida pela empresa italiana CIO, uma joint venture entre a Iveco Defence Vehicles (IDV) e a Leonardo, venceu a concorrência internacional do projeto de obtenção da Viatura Blindada de Combate de Cavalaria média sobre rodas (VBC CAV – MSR) 8X8.

Participaram da concorrência cerca de 10 empresas estrangeiras e da relação inicial de participantes do certame restaram, além do consórcio italiano vencedor, cujo veículo oferecido era o único equipado com um canhão 120mm, outras duas empresas: a canadense General Dynamics Land Systems –GDLS, que apresentou o blindado LAV700AG e a chinesa NORINCO, com a VBC ST1-BR, ambos dotados de canhões 105mm.

O Centauro II é considerado a referência em blindados sobre rodas, pois dentre os três finalistas é o único desenvolvido especificamente para este fim e não uma viatura blindada de transporte de pessoal adaptada. Com um peso aproximado de 30 toneladas, é equipado com uma torre Leonardo HITFACT MkIIarmada com um canhão de 120mm, em operação no Exército Italiano.

O contrato de aquisição prevê um acordo de compensação (offset) por meio da transferência de tecnologia em diversas áreas, um meio eficaz para reduzir a dependência tecnológica da Base Industrial de Defesa nacional.  

Em relação à fabricação da munição, que caberá à Imbel, o consórcio vencedor ofereceu a transferência de conhecimento da munição 120mm TP-T (Exercício) em um prazo de 36 meses, a partir da aquisição do lote econômico pelo EB.

O conhecimento e a capacidade para produção da munição HE (High Explosive - munição explosiva detonada por espoleta após o impacto), APDFSDS (Armor Piercing Fin Stabilized Discarding Sabot), conhecida comumente como munição “flecha”, e a TPCSDS (Target Practice Cone Stabilized Discarding Sabot Tracer – munição de exercício estabilizada por aletas e sabot descartável) bem como dos componentes adicionais fazem parte de atividades futuras a serem negociadas com o consórcio vencedor.

Com a produção da munição de exercício 120mm para o canhão da nova Viatura Blindada de Combate de Cavalaria média sobre rodas, a Imbel ingressa em novo patamar tecnológico, dando início ao  gradativo e complexo processo de assimilação de conhecimento, visando o domínio completo da tecnologia de fabricação das demais munições utilizadas pelo canhão da VBC Centauro II.

Taurus: Polícia das Filipinas adquire e aprova mais um lote de pistolas TS9


*LRCA Defense Consulting - 18/12/2022

 A Polícia Nacional das Filipinas acaba de aprovar dois grandes lotes de pistolas modelo TS9 Striker, calibre 9mm, fabricadas pela Taurus.

As armas foram aprovadas com sucesso nos rigorosos testes de aceitação – que incluem mira e precisão, tiro sob pressão, acuracidade, exposição à poeira, imersão na lama, areia e na água, segurança de queda, resistência e aquecimento, entre outros – conduzidos, durante uma semana (de 5 a 9 de dezembro), por uma comitiva com 12 integrantes da Polícia Nacional das Filipinas (Philippines National Police) na fábrica da Taurus, em São Leopoldo (RS).

As pistolas também passaram por análise de corrosão e partículas magnéticas em laboratórios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e por teste de resistência de 20.000 disparos, onde as amostras foram plenamente aprovadas, superando os requisitos da Norma NATO AC-225.

O resultado positivo obtido em todos os testes comprova a qualidade, a confiabilidade e a resistência da pistola TS9 Striker, especialmente desenvolvida pela Taurus para o mercado policial e militar.

Os procedimentos fazem parte dos trâmites de aceitação dos produtos de contrato firmado com a instituição que totalizam a entrega de 9.544 unidades.


Filipinas, um case de sucesso que prenuncia novos negócios
Esse é mais um de uma série de grandes contratos vencidos pela Taurus nos últimos anos com o mercado policial e militar das Filipinas por meio de concorrência em licitações internacionais envolvendo os maiores fabricantes mundiais.

A fabricante brasileira vem obtendo sucesso e ampliando a participação de seus produtos neste rigoroso e promissor mercado. Em 2021, forneceu mais de 13 mil fuzis T4 para as forças armadas das Filipinas e, nos últimos três anos, já totaliza aproximadamente 30 mil unidades da pistola TS9 Striker para as forças policiais filipinas, além de ter vencido várias outras licitações no mundo, demonstrando a estabilidade, confiabilidade e qualidade de seus produtos no cenário mundial.

“Os resultados desses testes reforçam mais uma vez o nosso forte compromisso com a Excelência. A Taurus é uma empresa brasileira bastante competitiva no mundo e estes contratos são provas disso. Exportamos nossas armas para mais de 100 países, além dos EUA, que tem o maior e mais competitivo mercado mundial de armas, no qual somos a quarta marca mais vendida e a primeira mais importada. A presença internacional da Taurus avança a cada ano e estamos conquistando diversos mercados, em linha com nosso plano estratégico”, afirma o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.  

Como comprovaram as licitações do exigente mercado militar e policial filipino, a Taurus tem no fuzil T4 e na pistola TS9 duas armas modernas, tecnológicas, versáteis e de altíssima qualidade, confiabilidade e resistência, além de apresentar a melhor relação custo/benefício do mercado, sendo perfeitamente adequadas às necessidades e exigências do mercado asiático onde, em um futuro próximo, a Taurus tem possibilidades de novos negócios na Indonésia, na Tailândia, na Malásia e no Vietnan.

O grande mercado asiático que, inicialmente, abre-se para a Taurus: Índia, Bangladesh, Filipinas, Tailândia, Indonésia, Malásia e Vietnan.

17 dezembro, 2022

Projeto inovador da IMBEL e da Ocellott é contemplado com financiamento da FINEP


*LRCA Defense Consulting - 17/12/2022

A Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL) e a Ocellott Engenharia, em uma parceria inovadora, tiveram no último dia 02 de dezembro de 2022 o projeto intitulado “Sistemas de Comunicações Além da Linha do Horizonte Empregando Equipamentos Táticos Definidos por Software” aprovado (habilitado e classificado) pela Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP, em uma concorrência pública com a participação de mais de 40 (quarenta) empresas da Base da Indústria de Defesa Brasileira (BID). O valor total do projeto é de R$ 22.051.940,12.

O objetivo do projeto é desenvolver um sistema inovador de comunicações além da linha do horizonte, totalmente nacional, robusto e redundante utilizando como base a tecnologia do equipamento tático definido por software TRC-1222 Rondon da IMBEL.

Comunicação além da linha do horizonte é o termo utilizado para o estabelecimento de enlaces sem fio e a distâncias superiores a algumas dezenas de quilômetros, onde a própria curvatura da Terra não permite a visada direta. Dentre as técnicas mais utilizadas estão as comunicações satelitais e a utilização de reflexões ionosféricas na faixa de Alta Frequência, ou HF.

O projeto prevê o desenvolvimento de um acessório portátil para o TRC-1222 Rondon que o habilite a transmitir e receber sinais na faixa de frequência Banda X (8 a 12 GHz), permitindo utilizar como repetidor o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), lançado em maio de 2017, e que iniciou uma nova era para as comunicações militares brasileiras.

O sistema permitirá que tropas a pé, veículos ou embarcações sejam capazes de se comunicar de qualquer lugar do território nacional de forma segura, robusta e econômica, utilizando equipamentos brasileiros de ponta a ponta e empregando criptografia nacional.

Além da IMBEL e Ocellott, participarão do projeto cinco renomadas Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) brasileiras e diversas outras empresas da BID, gerando empregos e capacitando técnicos e engenheiros em uma área tão estratégica para o país.

Como o projeto contempla desenvolvimento de hardware e software em áreas tecnológicas críticas e complexas, que poucos países no mundo possuem capacidade, aliado à restrição de aquisição de componentes eletrônicos específicos para operação em Banda X, o projeto é considerado de alta relevância que trará benefícios estratégicos para o País, permitindo a independência de equipamentos estrangeiros para as comunicações táticas além da linha do horizonte.

TRC-1222
O TRC-1222 é um equipamento de aplicação tática para uso por tropas do Exército, Marinha, Aeronáutica e Forças Policiais, proporcionando troca segura de dados e voz entre os elementos da rede de comunicações.

Projetado para operar em ambientes operacionais diversificados, de tal forma que, com um único equipamento, atende-se as necessidades de comunicações em vários escalões ou situações. Para ambientes de selva ou de longa distância, opera na faixa reduzida de HF (8 a 16 MHz), a qual proporciona as melhores condições para comunicações neste ambiente. Para comunicações entre pelotão e subunidade; opera na faixa de VHF tático (30 a 108 MHz). Por fim, na faixa de 117 a 148 MHz, opera em VHF terra-avião proporcionando coordenação entre a tropa em solo e aeronaves, muito utilizadas na Amazônia.

Desenvolvido em duas configurações: portátil tipo handheld, e veicular, através de acessório para instalação embarcada com amplificador de potência de até 150W em HF e 50W em VHF.

O transceptor possui ainda, recursos de transmissão e recepção de dados pela interface USB e Ethernet para conexão com dispositivos externos, transmissão e recepção de mensagens curtas (SMS), recursos de salto em frequência (TRANSEC), criptografia (COMSEC) e GPS interno.

Dois transceptores TRC-1222, operando em frequências diferentes, podem ser ligados por seus conectores auxiliares para formar uma estação retransmissora. Quando um dos transceptores recebe voz ou dados, a retransmissão ocorre de forma automática, sem necessidade de configuração por parte do operador. 

Especificações Técnicas
- Faixa de Frequência : 8 a 16 MHz; 30a 108 e MHz; e 117 a 148 MHz
- Resolução de Frequência : 10 Hz
- Configurações de Rede : 100 (10 selecionáveis com 1 toque)
- Impedância : 50 Ohms
- Largura de canal : 3 kHz -24 kHz em HF, com passo de 3kHz 25 kHz-100 kHz em VHF, com passo de 25 kHz
- Modos de Operação : Voz: FM e AM para VHF. Voz: SSB para HF;Dados e voz digital: até 8-PSK, FSK, QPSK, até 256- QAM e CPM Dados: 2400 bps em HF e até 256kbps em VHF
- Alimentação : 23 - 32 VDC (Veicular) 13 - 16 VDC (Portátil)


 

Índia poderá mudar completamente a perspectiva da Taurus a partir de 2023

Assinatura da JV com o Jindal Group em 27/01/2020. Abhiyuday Jindal e CP Agrawal estão ao lado esquerdo de Salesio Nuhs

 
*LRCA Defense Consulting - 17/12/2022

Na Índia, por meio de sua joint venture JHind Taurus India Defence Systems Private Ltd., a Taurus Armas é uma das empresas que está disputando a megalicitação (maior do mundo) de 425 mil fuzis CQB (close-quarters battle - para combate a curta distância) a serem fornecidos ao Exército e à Marinha do país.

A concorrência é acirrada, mas a multinacional brasileira tem preços muito competitivos, qualidade de sobra, alta tecnologia e volume de produção (algo que poucos têm), além de ter sido a primeira joint venture de armas leves na Índia e de ter uma fábrica quase pronta para entrar em operação. Os três primeiros fatores fizeram com que vencesse a concorrência para fornecer o Fuzil T4 ao Exército das Filipinas no ano passado, também competindo com grandes fabricantes internacionais de armas.

Segundo o CEO Global da Taurus declarou na reunião APIMEC recentemente, existem dois grandes fabricantes que são favoritos nessa concorrência, sendo a Taurus um deles, e é bastante provável que cada um fique com 50% do total.

No evento, o principal executivo da Taurus não conseguiu conter seu entusiamo e disse textualmente que "temos um p..a de um negócio pela frente, que é o mercado da Índia".

O poder do Grupo Jindal
Quando Abhiyuday Jindal, Managing Director da Jindal Stainless (JSW), iniciou as conversas com a Taurus sobre a possibilidade de uma JV, ainda em 2019 durante uma feira na Alemanha, já tinha em mente o fornecimento de fuzis, pistolas e submetralhadoras para as Forças Armadas, policiais e paramilitares da Índia, sob o poderoso guarda-chuva financeiro, de infraestrutura e de prestígio que o Grupo Jindal têm no país.

Abhiyuday Jindal é neto de Savitri Devi Jindal (viúva de OP Jindal, fundador do Grupo), a mulher mais rica da Índia (US$ 5,8 bilhões) e Presidente do Grupo Jindal. Savitri reside na cidade de Hisar, estado de Haryana, sede da JSW e da JV da Taurus. Seus quatro filhos homens – Prithviraj, Sajjan, Ratan (pai de Abhiyuday) e Naveen dirigem o império da família. Savitri é também Ministra de Estado da Receita, Gestão de Desastres, Reabilitação e Habitação no Governo do Estado de Haryana. Naveen é membro do Parlamento indiano.

O Grupo Jindal é composto por poderosos negócios em siderurgia, mineração, energia, portos, infraestrutura, defesa e software. A JSW Steel é a segunda maior produtora privada de aço da Índia, a sexta maior produtora de aço do mundo e, em parceria com a japonesa JFE Steel, a segunda maior produtora de aço do Japão. Seu faturamento anual é superior a US$ 24 bilhões e possui 200 mil funcionários no mundo, sendo 45 mil deles somente na divisão de aço.


Índia: uma mina de ouro para a Taurus

Vencendo ou não essa megalicitação, a Taurus tem nesse país e no mercado asiático uma verdadeira mina de ouro, capaz de compensar muitas vezes uma eventual queda nas vendas brasileiras e de, no longo prazo, até se aproximar ou mesmo ultrapassar o volume de vendas nos EUA.

Os negócios que já estão "na mesa", além da megalicitação de fuzis, são:
- Exército: compra emergencial de 5 mil submetralhadoras.
- Forças Policiais: aquisição emergencial de 5 mil fuzis e 5 mil pistolas, além de estar aguardando aprovação de mais 15 mil fuzis.
- Forças de Segurança: licitação de 4 mil pistolas (fase de testes).
- Guarda de Segurança Nacional: possibilidade de aquisição de pistolas, submetralhadoras e fuzis (mais de um milhão de integrantes).

As licitações futuras para órgãos policiais e paramilitares (somente na Índia) já somam cerca de 260 mil armas de diversos tipos (fuzis, submetralhadoras e pistolas). O mercado civil, que tem apenas 74 milhões de armas (a maioria antigas e obsoletas) para uma população de mais de 1,3 bilhão de pessoas, é um nicho perene e promissor.

Ou seja, ainda sem ter inaugurado sua fábrica na Índia, a Taurus já tem a perspectiva de concorrer a licitações que montam, por enquanto, em cerca de 685 mil armas. Apenas para fins comparativos, as vendas totais no mercado brasileiro em 2021 foram de 372 mil armas.

Assinatura da JV com o Grupo Jindal

Declarações do CEO Global da Taurus e do Diretor da Jindal Defence
Em entrevista ao Mint (um dos maiores portais de economia da Índia), em 13/11, Salesio Nuhs declarou que "Na primeira fase, os produtos estarão disponíveis para atender às exigências das Forças Armadas da Índia, bem como de outros órgãos governamentais relevantes. Pistolas Taurus 9mm, carabinas 5,56 x 45mm, fuzis 7,62 x 39mm e metralhadoras 9 x 19mm são alguns dos produtos que estarão disponíveis para o Exército Indiano. A Taurus também está trazendo suas armas de fogo não restritas de renome mundial para o mercado civil. Em breve, nossos rifles e revólveres voltados para o mercado civil começarão a ser fabricados na Índia e estarão disponíveis em todo o país. A produção começará com pistolas calibre 7,65 Taurus e revólveres calibre 32 Taurus. Vários outros calibres serão disponibilizados dependendo da demanda do mercado. Os planos de expansão estão no escopo de nossa parceria e podem incluir uma ampla gama de armas de fogo para diferentes aplicações, de acordo com as necessidades específicas das forças locais".

Anteriormente, em matéria publicada pelo Mint em 17/10, CP Agrawal, diretor administrativo da Jindal Stainless e diretor da Jindal Defense, declarou que a fábrica da JHind Taurus India produzirá uma pistola 9mm para uso da Polícia Armada Central (CAPF) e do Exército Indiano. Segundo Agrawal, as duas empresas também planejam fabricar uma carabina de 5,56 x 45mm, exigida em grande número pelo Exército Indiano. A Jindal Defense e a Taurus Armas estão participando do último processo de solicitação de informações iniciado pelo governo para esta arma. Agrawal disse ainda que a Taurus também tem o fuzil 7,62 x 39mm que substituirá a plataforma AK e será fornecido à CAPF e às Forças Armadas da Índia. 
 
Na verdade, as afirmações de ambos sobre a possibilidade de fornecimento de fuzis 7,62 x 39mm às forças armadas é uma boa novidade, já que, desde 2019, há uma JV do fabricante estatal indiano com a russa Kalashnikov, cujo objetivo seria fabricar na Índia o AK-203, fuzil nesse calibre, para cumprir tal objetivo. Vale observar, no entanto, que, passados três anos e apesar dos muitos esforços, essa JV ainda não saiu do papel, estando apenas no campo das boas intenções. Já o fornecimento de fuzis nesse calibre à Polícia Armada Central é uma possibilidade mais concreta.

Motivos do grande interesse indiano em armas leves
Além do interesse específico em fuzis CQB, os motivos principais do grande interesse das forças armadas e de segurança indianas em armas leves modernas são a obsolescência e a diversidade de origens de seu armamento desse tipo, o que faz com que a Índia esteja enfrentando graves problemas operacionais e também logísticos, haja vista a dificuldade para suprir, manutenir as armas e repor peças gastas ou defeituosas.

Para se ter uma ideia, a pistola padrão das forças armadas e policiais indianas é a Pistol Auto 9mm 1A, uma antiga e obsoleta pistola semiautomática de ação simples, cópia licenciada da pistola Inglis 9mm (Browning Hi-Power), enquanto que a submetralhadora mais utilizada por essas forças é antiga submetralhadora britânica Sterling (SAF Carbines 9mm) desenhada ainda durante a II Guerra Mundial (estão sendo substituídas aos poucos pelas JVPC, uma submetralhadora 5,56x30mm, de aparência moderna mas com concepção de 2006).

File:Pistol Auto 9 mm 1A - Kolkata 2012-01-23 8779.JPG
Pistol Auto 9mm 1A

A Índia tem o terceiro maior orçamento militar do mundo, contando com forças armadas que têm mais de 1,3 milhão de integrantes e forças de segurança (policiais e paramilitares) que possuem um efetivo de mais de 1,4 milhão de pessoas, além de segurança privada com mais de 7 milhões de homens e mulheres.

Como seu objetivo é se tornar uma das nações proeminentes no mundo dentro de alguns anos, suas forças armadas e de segurança necessitarão caminhar no sentido de padronizar o respectivo armamento leve, limitando-o a poucos modelos e passando a utilizar armas modernas e de alta qualidade fabricadas no próprio país (Make in India / Atmanirbhar Bharat - Feito na Índia / Índia Autossuficiente). Só assim obterão excelência operacional e logística, com grande economia de tempo e recursos. 

Hub brasileiro tornará a Taurus ainda mais focada na exportação
A Taurus está levando a cabo uma grande ampliação na unidade de São Leopoldo (RS). Além de aumentar a produção normal de armas, principalmente para a exportação, a iniciativa visa, na prática, tornar a empresa ainda mais independente das eventuais mudanças nas normas legais brasileiras, haja vista que seu planejamento estratégico prevê que ali seja estabelecido um grande hub de produção de peças e componentes (kits), que serão enviados às unidades fabris dos EUA e da Índia, onde serão utilizados para a montagem das armas que receberão o Made in USA ou Made in India, conforme o caso. 

Prevendo uma grande expansão para seus negócios na Ásia, a área fabril da JV na Índia é muito maior do que a fábrica construída, possibilitando qualquer ampliação que venha a ser necessária.

Frente a tais fatos, a JV JHind Taurus India Defence Systems Private Ltd. tem um gigantesco mercado potencial, civil e militar, sem parâmetros no mundo capitalista e que poderá mudar completamente a perspectiva da Taurus Armas a partir do ano que vem.

16 dezembro, 2022

Embraer assina contratos de serviços de manutenção pesada nos EUA


*LRCA Defense Consulting - 16/12/2022

A Embraer Aircraft Maintenance Services (EAMS, na sigla em inglês) localizada em Macon, na Geórgia (EUA), anunciou a assinatura de dois contratos de serviços de manutenção pesada com a Envoy Air Inc. e a JSX, totalizando US$ 72 milhões.  As empresas farão manutenção de fuselagem e reparação, serviços oferecidos pelo portfólio de soluções da Embraer.

Cliente da EAMS desde 2002, a Envoy faz uso recorrente dos serviços de manutenção pesada da Embraer, terceirizando também manutenção em linha periodicamente desde 2011. O novo contrato fornecerá manutenção pesada ponta a ponta. Já com a JSX, a Embraer assinou um contrato de longo prazo para linhas de manutenções também de ponta a ponta.

“Estamos muito contentes com o retorno da Envoy  como um cliente recorrente de manutenção pesada da EAMS e empolgados para iniciar o suporte à JSX”, disse Frank Stevens, Vice-Presidente Global de MRO da Embraer Serviços & Suporte. “As instalações de Macon continuam em expansão e essas novas linhas vão promover o crescimento da área e gerar oportunidades para empregos qualificados. No geral, esses contratos são mutuamente benéficos, pois podemos fornecer um serviço excepcional para nossos parceiros ao mesmo tempo em que expandimos nossas operações”.

15 dezembro, 2022

Jatos E195-E2 e E190-E2 da Embraer recebem Certificação de Tipo no Canadá


*LRCA Defense Consulting - 15/12/2022

Os jatos E195-E2 e E190-E2, da família E2 de aviões comerciais da Embraer, receberam a Certificação de Tipo da agência de Transportes e Aviação Civil do Canadá (Transport Canada Civil Aviation – TCCA, na sigla em inglês). As aeronaves já haviam recebido as certificações da ANAC, no Brasil, da FAA, dos Estados Unidos, e da EASA, da Europa, emitidas respectivamente em 2019 e 2018.

A entrega da primeira das cinquenta unidades do jato E195-E2 encomendadas pela Porter Airlines, com sede em Toronto, ocorrerá na sede da Embraer, em São José dos Campos, nos próximos dias. A Porter será também a primeira a operar o E195-E2 na América do Norte.

A Porter Airlines encomendou 100 aviões E195-E2 da Embraer, sendo 50 pedidos firmes e 50 direitos de compra. Em 2021, a Porter encomendou 30 unidades do E195-E2, com direitos de compra para mais 50 aeronaves no valor de US$ 5,82 bilhões, a preço de lista, com todas as opções sendo exercidas. Neste ano, a companhia aérea realizou um novo pedido firme para mais 20 aeronaves, avaliado em US$ 1,56 bilhão.

A família de aviões de corredor único mais eficiente do mundo está moldando o mercado regional com suas tecnologias sustentáveis, conforto de cabine sem igual, excelente desempenho operacional e ótimo alcance. À medida que as companhias aéreas olham para o futuro, renovando frotas antigas e expandindo malhas aéreas, o E2 se encontra no centro dessa transformação.

O E195-E2 é considerado a aeronave mais sustentável de sua categoria, com um consumo de combustível 25% menor do que a geração anterior e emissões 17% menores. A família E2 tem os níveis mais baixos de ruído externo e maiores intervalos de manutenção na categoria de jatos de corredor único: são 10 mil horas de voo para verificações básicas e sem limite de calendário para operações típicas de E-Jets. Isso significa 15 dias adicionais de utilização em um período de dez anos em comparação com a geração atual.

Outro destaque do E190-E2 é seu desempenho de decolagem. O alcance da aeronave, em aeroportos com condições de muito calor e altitude, como Denver (EUA) e Cidade do México, aumenta em 600 milhas náuticas em comparação com o da geração atual.

Taurus vence pelo 2º ano consecutivo Prêmio Reclame Aqui


*LRCA Defense Consulting - 15/12/2022

A Taurus, Empresa Estratégica de Defesa e uma das principais fabricantes de armas do mundo, venceu o Prêmio Reclame Aqui 2022. A premiação, considerada a maior no que se refere a atendimento no Brasil, aconteceu nesta segunda-feira (12), no Espaço Unimed, em São Paulo.

Mais de mil empresas concorreram ao prêmio este ano. Destas, 165 se consagraram campeãs. A fase de votação popular, realizada entre os dias 1º de setembro e 18 de novembro de 2022, foi um sucesso, com mais de 17 milhões de votos, batendo o recorde de todas as edições.

Com foco total em excelência no atendimento aos clientes, essa é a segunda indicação consecutiva da Taurus ao prêmio na categoria “Armas, munições e acessórios”, vencendo também na edição de 2021.

A premiação demostra mais uma vez o destaque da marca no mercado, entre as empresas com as melhores reputações e experiências do cliente. O reconhecimento é consequência do aprimoramento constante do atendimento aos consumidores e do trabalho em equipe na Taurus, com um grande comprometimento dos seus gestores e funcionários com a nova fase da companhia.

Nos últimos anos, a Taurus promoveu uma nova era de relacionamento com os clientes. A companhia focou em proporcionar uma melhor experiência aos consumidores e em ter uma relação mais próxima e transparente. Investiu em treinamentos, visando padronizar o atendimento, e em automatização, possibilitando ampliar a capacidade do atendimento e um retorno mais eficaz em todos os seus canais de comunicação.


Além disso, a Taurus promoveu a maior reestruturação de sua história, redesenhando sua gestão, adotando processos operacionais eficientes e robustos, tendo como alvo a contínua melhora na qualidade dos seus produtos e no apoio e satisfação dos clientes. Reforçou a sua área de engenharia, criando o Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/EUA (CITE), o que garantiu mais agilidade no desenvolvimento de novos produtos e uma melhor relação custo-benefício, com o objetivo de atender as demandas dos consumidores. Investiu em novos produtos e equipamentos, aquisição de maquinários de última geração para aumentar a capacidade produtiva e agregar ainda mais qualidade, tecnologia e inovação às armas que produz.

Realizou também investimentos em pesquisa & desenvolvimento e firmou parcerias inéditas com renomadas instituições de ensino que atuam em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas do mundo. A companhia foi pioneira no desenvolvimento e comercialização da primeira arma com grafeno no mundo, marcando o início da 3ª geração de pistolas. E não parou por aí. Segue investindo em pesquisas de novas tecnologias, como a aplicação de nano partículas de Nióbio, aplicação de DLC (Diamond Like Carbon) e desenvolvimento de polímeros com fibras longas.

A Taurus alcançou, este ano, o objetivo de se tornar a maior empresa de armas leves do mundo e segue com os planos que envolvem crescimento, tecnologia, inovação, aumento de produção e de eficiência, assim como também transparência e proximidade com seus consumidores e parceiros.

Atualmente, a Taurus possui no Reclame Aqui um índice de solução de 93,2%. Nos últimos 12 meses a empresa respondeu cada uma das reclamações e, desse total, 88,8% dos clientes voltariam a fazer negócios com a empresa.

13 dezembro, 2022

Safran Eletrônica & Defesa Brasil: alta tecnologia em aviônicos, navegação inercial e optrônicos


*LRCA Defense Consulting - 13/12/2022

A Safran Eletrônica & Defesa Brasil foi um dos destaques do maior evento do segmento de Defesa e Segurança do país, a 7ª Mostra BID Brasil, que aconteceu de 06 a 08 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimaraes, em Brasília.

A Safran é um dos grupos líderes nos setores aeroespacial e de defesa no mundo. Está no Brasil há mais 40 anos no Brasil, por meio das empresas Safran Helicopter Engines Brazil e, mais recentemente, com a Safran Eletrônica & Defesa Brasil, Safran Cabin e Safran Aeronautic.

A Safran Eletrônica & Defesa Brasil faz parte da estratégia de desenvolvimento de longo prazo da Safran Electronics & Defense, sediada na França. Com a transferência de tecnologia e linhas de fabricação e manutenção para a subsidiária brasileira para sistemas aviônicos, sistemas de navegação inercial e sistemas optrônicos, a unidade possui total expertise e capacidade de produção e manutenção de equipamentos para os três principais segmentos da Safran Electronics & Defense.

Tecnologia de ponta
A empresa produz pilotos automáticos de helicópteros – H225M para as três Forças Armadas do Brasil e Pantera K2 para o Exército Brasileiro.  A empresa participa do SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras do Brasil) com o fornecimento dos binóculos optrônicos multifuncionais portáteis JIM LR (Long Range) e JIM UC (UnCooled infravermelho) com sistema de controle remoto, tornando-se um ator fundamental para as Forças Armadas e as Forças de Segurança.

Este ano, a Safran Eletrônica & Defesa Brasil completa 10 anos no Brasil e tem como objetivo fortalecer a parceria estabelecida em solo brasileiro com as Forças Armadas e de Segurança, reforçando o crescimento e o desenvolvimento sustentável das atividades do grupo no país e em toda a América Latina. 

*Com informações do Portal BIDS.

Chinesa Ruili Airlines ingressa no Conselho Consultivo do Energia Family da Embraer


*LRCA Defense Consulting - 13/12/2022

A Ruili Airlines assinou um acordo com a Embraer para  integrar o Conselho Consultivo do Energia Family – projeto que desenvolve aeronaves sustentáveis para o futuro. As empresas trabalharão juntas nos requisitos de sustentabilidade para a próxima geração de aeronaves e no mercado potencial da China. Com sede no Aeroporto Internacional Kunming Changshui, a Ruili Airlines é uma transportadora premium focada em inovação. A companhia aérea opera uma rede de rotas domésticas e internacionais na China e no Sudeste Asiático.

“Damos as boas-vindas à Ruili Airlines, primeira companhia aérea chinesa a se juntar ao nosso Conselho Consultivo do Energia Family. A parceria entre a Embraer e a Ruili Airlines é um passo significativo para o projeto ”, afirma Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. “Buscamos parceiros em todo o mundo para compartilhar ideias inovadoras e insights operacionais, agregando conhecimentos à missão da aviação sustentável. A perspectiva da Ruili Airlines será de grande valor para o desenvolvimento das aeronaves do Energia Family.” 

A Ruili Airlines irá trabalhar com a Embraer para apoiar  na definição dos requisitos de desempenho e design para as aeronaves-conceito do Energia Family, dois modelos com  capacidade para 19-30 assentos e  uso de tecnologias de propulsão elétrica a hidrogênio e híbrida elétrica.

“Estamos entusiasmados em colaborar com a Embraer no projeto Energia Family. Será uma oportunidade para trabalharmos com um fabricante e influenciar o projeto de aeronaves sustentáveis de próxima geração, acelerando o desenvolvimento da aviação sustentável na China”, disse Ye Yajuan, presidente da Ruili Airlines. “Na Ruili, estamos comprometidos em abrir novos caminhos e cooperar com a inovação para alcançar os melhores resultados. Como a primeira companhia aérea de Wuxi, planejamos explorar ao máximo as oportunidades oferecidas  pelorápido crescimento da China Oriental, uma região cada vez mais importante para o desenvolvimento de tecnologia.” 

“Será uma oportunidade para trabalhar em conjunto com a Ruili Airlines, explorando formas inovadoras para a transição verde da aviação civil chinesa”, completa Guo Qing, diretor administrativo e VP de Aviação Comercial da Embraer China. “A sustentabilidade será um fator diferencial para as companhias aéreas no mercado pós-pandemia, à medida que a conscientização e a preocupação ambiental aumentam entre os passageiros. Na Embraer, não estamos apenas garantindo que nossas aeronaves atuais sejam as mais sustentáveis disponíveis hoje: também estamos investindo no futuro ao lado de nossos clientes. A participação da companhia aérea Ruili tem uma importância especial porque a China é a região com maior crescimento potencial no tráfego aéreo”. 

Sobre a Ruili Airlines

Como a primeira companhia aérea nativa de Wuxi, a Ruili Airlines Co., Ltd é a subsidiária holding do Wuxi Communication Industry Group, uma das 500 maiores empresas de serviços da China. Em 18 de maio de 2014, a Ruili Airlines iniciou suas atividades, e sua principal base de operação está localizada no Aeroporto Internacional de Kunming Changshui. Atualmente, possui uma frota de 22 aeronaves e opera com segurança há quase 8 anos. Desde a sua criação, possui mais de 178.800 voos, transportando mais de 20 milhões de passageiros.

A Ruili Airlines cobriu rotas no leste da China, promovendo a construção de bases biestáticas em Wuxi e Kunming e fortalecendo o desenvolvimento de bases noturnas em Shenyang, Lanzhou e Mangshi. Contando com os recursos de alta qualidade do Wuxi Communication Industry Group, a companhia aérea alcançará um desenvolvimento saudável e de alta velocidade e continuará a expandir e fortalecer o setor de aviação. 

WEG é eleita Líder em Inovação pelo prêmio Líderes do Brasil 2022

*LRCA Defense Consulting - 13/12/2022

A multinacional WEG foi eleita líder em inovação, na categoria Máquina e Equipamentos, pelo prêmio Líderes do Brasil 2022. A premiação é um importante reconhecimento nacional do talento, competência e comprometimento dos executivos atuantes no País, para um Brasil melhor e mais competitivo.

Em sua 12ª edição, a premiação foi realizada a partir de uma lista, e os vencedores foram escolhidos pelo Comitê de Gestão do LIDE, composto por renomados empresários dos mais diversos setores de atuação. O Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) é uma organização que reúne executivos de variados setores de atuação em busca de fortalecer a livre iniciativa do desenvolvimento econômico e social, assim como a defesa dos princípios éticos de governança nas esferas pública e privada.

As companhias vencedoras foram distribuídas em mais de 30 categorias. Além disso, foram homenageadas lideranças do setor econômico e privado.

12 dezembro, 2022

EUA: Taurus GX4 é escolhida "Pistola de Melhor Valor" no Prêmio Melhores de 2022 da Editora Select Ballistic

A Série Taurus GX4TM foi escolhida a "Pistola de Melhor Valor" no Prêmio Melhores 2022 da Editora Select Ballistic


*Ballistic - 07/12/2022

Antes de virar a página do calendário para 2023, vamos brindar aos mais de 100 fabricantes de armas de fogo, munições, óticas e acessórios apresentados em nossa quinta edição anual do Ballistic 's Best Guns Of The Year Awards. As categorias de armas curtas deste ano incluem compactas, full-size, revólveres, rimfires e 1911s. Nossas categorias de armas longas incluem rifles de caça, rifles PRS, AR-15s e uma mistura de calibres 12 táticos. Ballistic 's Best 2022 é legítimo!

O projeto Ballistic 's Best é um empreendimento bestial que tem seus altos e baixos - reunir as equipes, armas, munição e ótica; para fazer isso é um "exercício de amarrar cabras". Como você verá na sinopse da capa principal, declaramos mais de 100 armas “Testadas e classificadas”. No início do processo, na verdade, estávamos mais perto de cerca de 160 armas de fogo, mas houve perdas e não comparecimento.

Nós, editores, queremos agradecer sinceramente às nossas equipes de avaliação por aturar nossas demandas intermináveis, diretrizes e prazos rígidos. Sem todos vocês esta empreitada não seria possível.

Aqui estão os vencedores dos Ballistic 's Best Guns Of The Year Awards:

Arma de mão de valor : Série Taurus GX4
Se você ainda não teve a chance de ver um dos modelos GX4 da Taurus (12 variantes estão disponíveis atualmente), faça um favor a si mesmo e experimente um. E então olhe para o preço. Mãos para baixo, essas armas ostentam os melhores gatilhos que a Taurus faz e é só atirar. 

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Nota da LRCA Defense Consulting:

Uma arma multipremiada nos EUA

Em 2021, ano de seu lançamento, a pistola Taurus GX4 ganhou dois dos mais importantes prêmios do setor nos Estados Unidos:  Melhor Nova Arma de 2021 e Melhor Novo Produto Geral na 5ª edição do NASGW-POMA Caliber Awards (Prêmios de Qualidade / Excelência). A NASGW - The National Association of Sporting Goods Wholesalers é a entidade que representa atacadistas de esportes de tiro, fabricantes e seus parceiros comerciais.

Em novembro de 2022, a arma conquistou a premiação mais importante da indústria de armas dos Estados Unidos: o cobiçado prêmio Handgun of the Year 2022, oferecido pela revista americana GUNS & AMMO.

Em avaliação feita por Rob Reaser - autor e co-autor de vários livros sobre armas e também editor-chefe da Shoot On, principal fonte de notícias especializadas dos Estados Unidos - o conceituado especialista declarou que a GX4 é a micropistola mais precisa que a Shoot On já testou, e que a GX4 TORO mantém o alto desempenho de sua versão standard.


10 dezembro, 2022

Índia: último esforço do governo para adquirir carabinas cruciais pode compensar após várias tentativas fracassadas?


*The Wire - 06/12/2022

O Ministério da Defesa solicitou respostas até 21 de fevereiro de 2023, de cerca de 20 fornecedores locais ao seu pedido 'restrito' de proposta para fornecer 425.213 carabinas de combate corpo a corpo para o Exército indiano e a Marinha indiana, no valor estimado Rs 3.500 crore [US$ 424 milhões].

O pedido de proposta exige que as carabinas 5,56x45mm, das quais 418.455 unidades são para o Exército Indiano e 6.758 para a Marinha Indiana, incorporem 60% de design e conteúdo nativos nelas, na categoria 'Buy Indian' do Procedimento de Aquisição de Defesa - 2020, ao abrigo do qual o concurso está a ser executado.

De acordo com o pedido de proposta de 29 de novembro, o pedido geral será eventualmente dividido entre os dois licitantes mais baixos – ou L1 e L2 – com um deles produzindo 255.128 carabinas e o outro os 170.085 restantes. No entanto, no caso de o L2 ou o segundo menor lance não atender aos custos, termos e condições do fornecedor L1, todo o lote de carabinas CQB seria fornecido por este último, L1. Mas os lances iniciais, o pedido de proposta declarado, precisariam ser apresentados por cada fornecedor para a quantidade total de 425.213 carabinas.

Funcionários da indústria disseram que todos os fornecedores potenciais rivais teriam permissão para entrar em empreendimentos colaborativos com fabricantes de carabinas no exterior, mas precisariam declarar seus respectivos vínculos ao enviar suas propostas ao MoD em resposta ao pedido de proposta.

A solicitação de proposta segue a solicitação de informações de 23 de setembro, também para fabricantes locais para a aquisição planejada de carabinas pesando 3-3,3 kg com alcance efetivo não inferior a 200 m e capaz de uma taxa cíclica de disparo de 600 cartuchos de munição fabricada localmente, por minuto. A solicitação de retorno de informações facilitou o "ajuste fino" da solicitação de proposta, pois levou em consideração muitas respostas de fornecedores antes de sua emissão na semana passada.

O pedido de proposta de 95 páginas exige ainda que as carabinas em potencial marquem nove acertos em 10 tiros disparados de uma montagem fixa em um alvo a 100 metros de distância. Disparar um carregador completo em rajadas curtas de dois ou três tiros, também a um alcance de 100m, precisaria registrar uma taxa de acerto de 60%, afirmou o pedido de proposta. A carabina também seria equipada com uma mira aberta com alcance de 50-200m e uma baioneta destacável de 120mm de comprimento.

Montadas com trilhos Picatinny MIL-STD1913 para acomodar miras e outros acessórios, as carabinas com coronha fixa não precisariam ter mais de 650mm de comprimento e poderiam ser empregadas em temperaturas variando entre 20 graus negativos e 45 graus Celsius positivos. Além disso, elas deveriam ser armazenados em temperaturas variáveis ​​de menos 51 e mais 71 graus Celsius e em condições de 90% de umidade a 30 graus Celsius.

Paralelamente, o fornecedor (ou fornecedores) selecionado seria obrigado a treinar o Exército Indiano e o pessoal da IN na operação e manutenção das carabinas, além de fornecer suporte geral ao produto por pelo menos 15 anos, afirmou o pedido de proposta. Todas as carabinas concorrentes passariam por avaliação técnica, de manutenção e testes de usuário, e sua entrega às duas forças começaria oito meses após a assinatura do contrato e a conclusão 90 meses depois.

Funcionários da indústria disseram que os principais fornecedores locais fornecidos com o pedido de proposta incluíam a Adani Defense and Aerospace, que tinha uma parceria com a Israel Weapon Industries (IWI), a Bharat Forge/Kalyani Strategic Systems, que tem um acordo de colaboração com a Thales Australia e a Bharat Electronics Limited (BEL), que concluiu recentemente um acordo de compartilhamento de tecnologia com a italiana Beretta.

A Jindal Defense and Aerospace firmou uma joint venture com a brasileira Taurus Armas em 2020 para fabricar armas pequenas variadas, a SSS Defense e a ICOMM firmaram um acordo de parceria em outubro de 2022 com a Caracal International dos Emirados Árabes Unidos, foram alguns dos outros pedidos de proposta destinatários.

Ironicamente, Caracal foi selecionada no final de 2018 para fornecer ao Exército Indiano 93.895 de suas carabinas CAR 816 CQB por cerca de US$ 110 milhões por meio do procedimento rápido (FTP) em resposta à licitação do MoD no início do mesmo ano, depois que emergiu como L1 ou o lance mais baixo sobre seu modelo rival em campo pela Thales Australia, depois que ambos os sistemas de armas se qualificaram nos testes.

Sob o FTP, esta aquisição de carabina deveria ter sido concluída dentro do período obrigatório de 12 a 14 meses, ou até agosto de 2019. Mas 13 meses depois, em setembro de 2020, o MoD optou por abandonar o negócio por razões desconhecidas e só recentemente se acredita ter rescindido formalmente o negócio para as carabinas CAR 816 CQB.

Requisitos demais e burocracia complexa causaram insucessos anteriores
De forma alarmante, o exército tem operado sem carabina por mais de duas décadas após a produção licenciada de suas submetralhadoras 9mm 1A1/2 legadas haver cessado. Estas eram versões locais das armas L2A3 Sterling que datam da Segunda Guerra Mundial produzidas pelo antigo Ordnance Factory Board. Tentativas periódicas de adquirir carabinas CQB de 2008 em diante não deram em nada, atormentadas por obstáculos processuais e operacionais tanto pela Diretoria de Infantaria do Exército Indiano quanto pelo MoD [Ministério da Defesa].

Em muitos casos, o primeiro foi culpado por requerer especificações ou requisitos qualitativos ambiciosos demais para as carabinas propostas; o último estava enredado em complexos emaranhados burocráticos que levaram ao cancelamento de inúmeras licitações e à reemissão de solicitações de propostas, apenas para rescindi-las novamente.

“A completa falta de urgência operacional na aquisição de carabinas CQB pelo Exército indiano foi responsável por esse grave lapso que continua a persistir”, disse um alto funcionário da indústria de defesa envolvido na compra da carabina. Além disso, a emissão do pedido de proposta da carabina, ele advertiu, era apenas uma das inúmeras etapas em sua aquisição, pois seria seguida por pelo menos oito processos complexos suplementares antes que a licitação fosse finalmente fechada. Poderia levar de dois a três anos para ser concluído, alertou ele, recusando-se a ser identificado por medo de represálias do MoD.

Esses procedimentos adicionais incluíram avaliação técnica de licitações e testes de campo estendidos sob condições ambientais variadas em grandes altitudes, em terrenos desérticos, áreas costeiras e nas planícies do norte. Seguir-se-ia a avaliação da equipe de relatórios de julgamento, possíveis avaliações de supervisão técnica e benchmarking de preços de carabinas.

As ofertas comerciais seriam então abertas e as negociações abertas com os dois licitantes mais baixos, o que, por sua vez, poderia complicar ainda mais todo o processo, pois várias considerações financeiras e cronogramas de entrega precisariam ser navegados. Por fim, seria necessária a aprovação financeira para a compra da carabina CQB do Comitê de Gabinete de Segurança ou CCS chefiado pelo primeiro-ministro antes que o acordo fosse fechado. Oito meses depois, o Exército indiano e a Marinha indiana começariam a receber as carabinas, que os funcionários da indústria estimam que seria por volta de 2026 ou por aí, e as entregas só seriam concluídas por volta de 2031-32.

Lacuna operacional crítica pode contribuir para o sucesso da nova licitação
Oficiais graduados do exército disseram que a ausência de carabinas se tornou uma lacuna operacional crítica nos últimos anos, já que a força continua a ser destacada em operações de contra-insurgência (COIN) em Jammu e Caxemira, onde o Paquistão intensificou a infiltração de militantes na região inquieta. O exército também está ativamente implantado contra o Exército Popular de Libertação da China (PLA) ao longo da disputada Linha de Controle Real (LAC) no leste de Ladakh desde maio de 2020, onde a falta de uma carabina está sendo sentida.

Atualmente, o exército emprega rifles de assalto como substitutos das carabinas, o que muitos soldados de infantaria afirmam reduzir a eficiência operacional. Em comparação com fuzis de assalto, as carabinas de tamanho menor e relativamente mais leves são mais fáceis de usar em situações de combate corpo a corpo, semelhantes às que prevalecem nas operações COIN

As carabinas têm canos relativamente mais curtos e, ao contrário dos rifles de assalto, têm um ricochete menor quando empregadas em espaços confinados. Disparadas a uma distância relativamente próxima, as carabinas são até capazes de penetrar em coletes à prova de balas e capacetes de proteção e, disseram oficiais do exército, seriam mais eficazes sob as novas regras de engajamento ou RoE ao longo da LAC, que foram revisadas após a morte de 20 soldados indianos após um confronto com o PLA na região de Galwan em Ladakh em meados de junho de 2020.

O RoE alterado, caso seja necessário, apesar dos protocolos bilaterais anteriores de construção de confiança, agora dá aos comandantes do exército local ao longo da LAC – a 'liberdade para iniciar respostas adequadas e proporcionais a quaisquer atos hostis do PLA', nos quais as carabinas CQB se mostrariam altamente eficazes , disseram fontes do exército. Desde que, é claro, sejam disponibilizadas.

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*Nota da LRCA Defense Consulting
Fontes indianas informaram anteriormente a esta editoria que a delicada situação que o Exército Indiano está enfrentando em seus conflitos de fronteira com o Paquistão e, principalmente, na fronteira com a China, aliada às instabilidades mundiais causadas pela guerra na Ucrânia e pelo contencioso China & Taiwan, tornam o negócio como de "urgência urgentíssima", o que tenderá a fazer com que as demandas e os prazos burocráticos anteriores sejam drasticamente abreviados, fazendo com que a solução esteja devidamente alinhavada já em 2023.

Além desses fatos decisivos, há a firme determinação do Primeiro-Ministro Narendra Modi e de seu governo em continuar implementando firmemente as políticas do Make in India e do Atmanirbhar Bharat (Índia Autossuficiente), de modo a produzir no país todo o material militar que necessita. Mais ainda, em transformar a Índia, de um dos maiores importadores do mundo, em um grande exportador desse tipo de material.

Assim, a decisão de estabelecer a maior licitação do mundo para a aquisição de fuzis (carabinas CQB), agora no âmbito do Make in India, torna-se a vitrine com a qual o governo indiano se propõe a apresentar ao mundo sua nova dinâmica nesse campo. Com isso, fará todo o possível para que tenha total sucesso.

08 dezembro, 2022

Força Aérea Australiana seleciona o C-130J-30 Hercules, mas há controvérsias relativas ao Embraer C-390 Millennium

Lockheed C-130J-30 Hércules (Nigel Pittaway)

*Australian Defence Magazine - 08/12/2022

Na audiência de estimativas de Defesa, Relações Exteriores e Comércio do Senado, em 9 de novembro, o chefe da Força Aérea Air Marshal Robert Chipman defendeu a seleção do Lockheed C-130J-30 Hercules como a futura Aeronave de Mobilidade Aérea Média (MAMA) da RAAF.

Em resposta a perguntas sobre por que o C-130J foi selecionado com o que o comunicado de imprensa do ministro da Defesa, Richard Marles, chamou de “a única opção que atende a todos os requisitos de capacidade da Austrália”, AM Chipman reiterou que o Hercules foi o vencedor claro.

AM Chipman também afirmou que o Airbus A400M, o Embraer C-390 Millennium e o Kawasaki C-2 também foram avaliados.

“Observamos essas quatro aeronaves em 22 requisitos diferentes. Eles estão relacionados ao desempenho da aeronave, certificação nas funções em que esperamos utilizar a aeronave e a facilidade com que podemos fazer a transição da aeronave para o serviço”, testemunhou.

No entanto, AM Chipman não forneceu detalhes sobre quais eram os 22 requisitos e, conforme relatado pela ADM , a Defesa não abordou questões específicas sobre como a análise foi conduzida.

Em um briefing da indústria para manutenção de aeronaves sob o programa MAMA (Air 7404 Fase 1) realizado em Canberra em 2 de dezembro, a Defesa revelou que um “número de fabricantes” foi abordado por meio de uma Solicitação de Informações (RFI) em 2021 e os méritos de cada uma das aeronaves foram avaliados de acordo com os requisitos de capacidade da Austrália.

Como a Austrália esteve em confinamento do COVID durante grande parte de 2021 e as viagens ao exterior extremamente restritas, a avaliação parece ter sido - na melhor das hipóteses - um exercício de papel. Embora a Força Aérea tenha, sem dúvida, uma boa compreensão do desempenho do C-130J, tendo-o operado desde 1999, os outros três competidores parecem ter sido julgados apenas por um exercício teórico. A ADM não tem conhecimento de nenhuma visita oficial à Espanha, Brasil ou Japão durante o período de avaliação.

Embora o Air Marshal Chipman tenha reconhecido no Senado que estima que uma decisão final será tomada como parte do próximo processo de Revisão Estratégica de Defesa, parece justo perguntar por que a Defesa está com tanta pressa para substituir a frota C-130J existente por mais do mesmo?

A Data de Retirada Planejada para a aeronave atual não é até o prazo de 2030, mesmo sem uma extensão de vida, então parece haver tempo para conduzir uma avaliação completa das alternativas.

Embora o Kawasaki C-2 esteja apenas entrando em serviço com a Força Aérea de Autodefesa do Japão - até agora, o único cliente - tanto o A400M quanto o C-390 já estão em serviço e foram selecionados por várias nações. É importante notar também que tanto o A400M quanto o C-390 já são certificados como navios-tanque, capazes de reabastecer com mangueira e drogue helicópteros e jatos rápidos, com equipamento de função removível.

Embora se possa argumentar que o A400M e o C-2 são muito grandes para um requisito de transporte aéreo médio, o C-390 foi projetado desde o início para ser um substituto do C-130 e agora está em serviço na Força Aérea Brasileira e foi selecionado por Portugal, Hungria e Holanda.

Portugal e a Holanda substituirão os C-130 existentes (embora modelos mais antigos) pelos C-390 e, na recente audiência de estimativas do Senado, o senador liberal David Fawcett apontou que este último decidiu que a aeronave brasileira era superior ao C-130J em vários de critérios.

“Percebi que o ministro da Defesa holandês, ao falar ao seu parlamento e explicar por que eles haviam comprado a aeronave da Embraer, disse, essencialmente, que custava menos, era mais fácil de manter e tinha mais capacidade e mais disponibilidade do que o C-130J.” disse o senador Fawcett.

Embraer C-390 Millennium (Embraer)

O C-390 alavanca a família de aeronaves comerciais E190 da Embraer, centenas das quais estão em serviço em todo o mundo e contam com suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana pelo OEM. Ele é alimentado por motores IAE V2500, que são turbofans comerciais modernos também em serviço em grande número em todo o mundo, inclusive com Jetstar e Qantas Link na Austrália.

Durante o briefing da indústria do Air 7404 mencionado acima, as empresas locais foram informadas de que era um momento emocionante para a mobilidade aérea média, com um funcionário afirmando que a Austrália está “à beira de uma recapitalização única em muitas gerações” e eles foram instados a contribuir para a cadeia de suprimentos global do C-130J. A Lockheed Martin tem uma cadeia de suprimentos madura e, na Austrália, a Quickstep é uma grande história de sucesso, construindo conjuntos de flaps. Mas, como uma compra de Vendas Militares Estrangeiras (FMS), a manutenção será contratada pelo líder de serviço dos EUA (neste caso, a Força Aérea dos EUA) e isso provou ser um osso particularmente difícil para as empresas australianas quebrarem até o momento.


Eve e FlyBIS anunciam carta de intenção para desenvolver operações de eVTOL no Brasil e na América Latina


*LRCA Defense Consulting - 08/12/2022

A Eve Air Mobility assinou uma carta de intenção (Letter of Intent – LoI, na sigla em inglês) com a FlyBIS Aviation Limited, start-up de mobilidade aérea avançada com sede em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, para cooperação no desenvolvimento de operações de eVTOL no Brasil e na América do Sul. Conforme acordo, a FlyBIS irá comprar até 40 veículos eVTOL da Eve.

“A parceria com a FlyBIS tornará possível a expansão do futuro da mobilidade aérea para a Região Sul do Brasil e para outros países da América do Sul”, afirma André Stein co-CEO da Eve. “A região possui muitas áreas turísticas com tráfego intenso, que serão beneficiadas pelas operações de eVTOL, reforçando nosso compromisso em fomentar o mercado de mobilidade aérea urbana em diferentes regiões do mundo.”

A FlyBIS se tornou uma opção promissora de mobilidade aérea urbana no sul do Brasil, no curto prazo, e está pronta para ajudar a mudar e melhorar a maneira como as próximas gerações irão se locomover. Depois de iniciar as operações nos estados do sul do Brasil, a FlyBIS planeja expandir as operações para os países vizinhos e contribuir para a implementação e desenvolvimento do ecossistema de mobilidade aérea da Eve. A FlyBIS é apoiada pela Brave Aviation, cuja frota atual inclui o jato executivo Phenom 100, da Embraer, além de outras aeronaves.

"Temos uma equipe forte na FlyBIS trabalhando em conjunto com a excelente força de trabalho da Eve, cujos recursos são inigualáveis para desenvolver e implementar este projeto da maneira mais eficiente, tanto financeiramente quanto sustentável", disse o cofundador e CEO da FlyBIS, Gustavo Zanettini, que também é consultor em aviação e piloto comercial em atividade. "Nossa equipe está muito motivada e confiante, trabalhando para mudar a mobilidade aérea urbana para as gerações futuras, proporcionando uma experiência mais acessível e limpa."

Os veículos da FlyBIS estão incluídos no backlog líder de mercado da Eve, que atualmente tem uma carteira de pedidos para até 2.770 eVTOLs.

Sobre a FlyBIS
A FlyBIS foi fundada com a visão de um futuro de mobilidade mais sustentável e eficiente.

“Seu Tempo, Seu Futuro!” Essa é a nossa motivação para entregar Soluções Avançadas de Mobilidade Aérea (AAM) para os Estados do Sul do Brasil já em 2026 e para outros países da América Latina como parte de seu plano de expansão. Criada pela Brave Aviation e agora trabalhando com a Eve Air Mobility, a FlyBIS traz décadas de experiência em aviação para oferecer um futuro mais verde e gratificante.

Na APIMEC, Taurus mostra força e sugere dividendos extraordinários e crescimento por novas JVs ou aquisições


*LRCA Defense Consulting - 08/12/2022

Em apresentação na APIMEC realizada ontem (07), a Taurus Armas S.A. trouxe importantes informações ao mercado sobre sua atualidade e perspectivas.

Para tanto, em boa parte do evento a empresa procurou "excluir" os números de 2020 e de 2021, haja vista que foram anos completamente atípicos, já que, nesse período, a excepcional demanda havida no mercado dos EUA foi totalmente fora do normal devido à "tempestade perfeita" causada pela pandemia, pela conturbada eleição presidencial e pelos distúrbios civis que ocorreram. Como o seu Setor de Inteligência de Mercado anteviu o fato, a empresa pode surfar nessa demanda, obtendo seus melhores e históricos resultados.

No entanto, após cessados tais fatores, o mercado americano não retornou à sua normalidade pré-pandemia. A intenção de compras de armas medida pelo número NICS ajustado tem demonstrando que os consumidores continuam buscando o produto em níveis elevados e muito superiores às médias do período anterior. Com uma longa sequência de meses com o número NICS ajustado no patamar acima de 1 milhão, analistas americanos do setor acreditam que este tenha passado a se constituir no "novo normal" para o mercado de armas de fogo dos EUA. Corroborando essa tese, o NICS ajustado dos primeiros nove meses deste ano (9M22) é o terceiro maior da história, sendo 60,5% superior à média pré-pandemia. 

A Taurus mostrou que suas vendas cresceram 50,6%, comparando os 9M18 com os 9M22, enquanto que o NICS cresceu 29,3% na mesma base de comparação, o que leva a concluir que a empresa teve um significativo aumento de market share no mercado americano.



Liderança nos EUA e referência mundial
Em outro slide, foi mostrado que o volume de produção da Taurus está bastante superior aos níveis pré-pandemia, a ponto de a empresa brasileira ter assumido a liderança em relação à Smith & Wesson e à Ruger no mercado mercado americano, que é o maior do mundo para armas curtas.

No comparativo 9M22 x 9M19, a Receita Líquida teve um salto de 167%; o Lucro Bruto cresceu 261,4%; o incremento no EBITDA foi 448,3% e o Lucro Líquido aumentou quase 19 vezes (1773%). Entre 2018 e 2022, a dívida caiu de R$ 881 milhões para apenas R$ 218 milhões. Com o crescimento exponencial do EBITDA e a drástica redução da dívida, a alavancagem financeira da empresa (Dívida líquida/Ebitda), despencou de 11,2 em 2018 para apenas 0,2 em 2022. 

Com tais números, a Taurus passou a se constituir em referência mundial entre as empresas fabricantes de armas curtas.







Dever de casa está sendo feito com maestria
Os comparativos acima permitem concluir que a Taurus está fazendo com maestria o seu dever de casa, ou seja:
- completou seu turnaround, focando em qualidade, tecnologia e dinâmica de vendas/distribuição;
- aumentou significativamente seus números (produção, vendas, lucros, EBITDA), a ponto de se tornar referência mundial no mercado;
- diminuiu drasticamente seu endividamento e alavancagem para números totalmente confortáveis;
- surfou nos anos atípicos de 2020 e 2021, obtendo resultados históricos;
- aumentou seu market share no atual maior mercado mundo (EUA);
- em breve começará a produzir na Índia, país que, juntamente os demais (não comunistas) da Ásia, representa o maior e mais inexplorado mercado mundial para armas curtas modernas.

Investimentos e automação
A empresa investiu pesado nos últimos anos, tendo agora uma perspectiva de redução do ritmo de investimento para 2023. Os próximos passos são a 1ª célula de manufatura autônoma, com uma linha piloto de produção com robô 100% automatizada, e o STV - Sistema Tracionado de Valor, a serem implantados em 2023. Com isso, haverá um aumento de produção e a dinamização dos processos de fabricação de componentes estratégicos, o que levará a unidade de São Leopoldo a se transformar em um hub mundial para suprir de peças, kits e/ou produtos acabados as unidades dos EUA e da Índia.


Índia: ampliação da possibilidade de negócios
Com relação à Índia, a Taurus confirmou que a unidade fabril nesse país entrará em operação no início de 2023. Porém, as informações mais significativas  dizem respeito à ampliação das possibilidades de negócios que já estão na mesa:
- Exército: licitação de 425 mil fuzis e compra emergencial de 5 mil submetralhadoras.
- Forças Policiais: aquisição emergencial de 5 mil fuzis e 5 mil pistolas, além de estar aguardando aprovação de mais 15 mil fuzis.
- Forças de Segurança: licitação de 4 mil pistolas (fase de testes).
- Guarda Nacional: possibilidade de aquisição de pistolas e fuzis (mais de 1 milhão de integrantes).


Crescimento por novas JVs e/ou aquisições
Uma outra informação relevante quer a Taurus trouxe ao mercado foi a possibilidade realizar novas joint ventures e/ou adquirir uma empresa estrangeira, possibilitando assim um crescimento sinérgico independente da ampliação de uma ou mais das três atuais unidades fabris.


Dividendos e recompra de ações
Voltando a enfatizar que seu foco é a remuneração dos acionistas, a empresa sinalizou a possibilidade de, como fez neste ano, pagar um dividendo extraordinário em 2023, haja vista que os grandes investimentos já foram realizados, está com um endividamento totalmente sustentável, sua alavancagem é baixíssima e tem uma forte geração de caixa. 

A título de ilustração (ou não), foi divulgado um slide que mostra o lucro líquido ajustado (R$ 194 milhões) que foi totalmente distribuído como dividendos em 2022, e que mostra também o lucro líquido dos primeiros 9M22, no valor de R$ 399 milhões.

A Taurus informou ainda que passará a pagar dividendos mais frequentes a partir de 2023 (provavelmente trimestrais) e que fará um programa de recompra de ações, com a intenção de possibilitar que estas atinjam os patamares que considera justos para seus acionistas.

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