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07 junho, 2022

Embraer oferece o C-390 Millennium à Força Aérea Indiana para carga e reabastecimento aéreo


*Financial Express Online, por Huma Siddiqui - 06/06/2022

Em um potencial aumento das capacidades de transporte da Força Aérea Indiana (IAF), a fabricante brasileira de aeronaves Embraer revelou que está “em negociações” com as autoridades indianas com sua oferta do C-390 Millennium.

Esta é uma aeronave de transporte militar a jato de tamanho médio, bimotor, que, se introduzida, dará à IAF capacidades significativas de transporte de carga pesada.

O Financial Express Online revela exclusivamente o que a empresa tem a oferecer junto com outras verticais com que procura colaborar com a Índia. Ambas as nações mantêm relações bilaterais cordiais, e a oferta do C390, se garantida, consolidará ainda mais esses laços no domínio da defesa.

Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança disse ao Financial Express Online: “No C390 temos certeza absoluta de que é o produto certo para a Índia. Na Índia, para ser franco, estamos no início do processo com as autoridades indianas. E acreditamos que com o parceiro indiano certo e a abordagem certa, seremos capazes de entregar para a Índia a melhor solução, mesmo integrando no avião produtos indianos, capacidades e capacidades para o avião".

“Estamos absolutamente abertos para integrar no avião soluções indianas, não apenas para a Índia, mas também para outros países”, acrescentou Jackson Schneider Presidente e CEO.

A gigante aeroespacial do Brasil colaborou com a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) para produzir três AEW&C 'Netra' na plataforma Embraer ERJ145, operada pela Força Aérea Indiana (IAF).

Além disso, os jatos Legacy 600 da Embraer estão sendo operados pela IAF e pela Força de Segurança de Fronteiras (BSF) para o transporte de funcionários do governo e VIPs.

Possibilidade de vender C-390 e outras plataformas para a Índia e BRICS

Em resposta a outra pergunta sobre a empresa olhando para a Índia, de acordo com Jackson Schneider President & CEO, “A Índia é um grande mercado, é um dos países que estamos próximos geopoliticamente. Eu estava representando o Brasil no capítulo BRICS e me engajei em muitas conversas com a Índia. A Índia tem na defesa uma indústria muito complementar. Estamos muito abertos a discutir e fazer mais coisas juntos. Como fizemos no passado, estamos abertos a ver os dois países desenvolvendo coisas juntos e desenvolvendo soluções juntos".

Campanha
“Há campanhas que não terminam em 2-3 meses, exigem tempo, mas estamos muito otimistas”, explicou um executivo da empresa.

Quais outras Forças Aéreas fizeram pedidos para essas aeronaves?
De acordo com Jackson Schneider President & CEO, “A Força de Defesa Húngara e as Forças Armadas Portuguesas assinaram contratos para a aeronave multimissão do C-390 Millennium”. As entregas estão previstas para começar em 2023.

Esses dois países se inscreveram para aeronaves com configuração de reabastecimento ar-ar (AAR). Essas aeronaves, totalmente compatíveis com a OTAN, podem ser usadas para reabastecer o JAS 39 Gripen que a Força Aérea Húngara está operando.

Portugal encomendou cinco Embraer C-390 Millennium e a primeira aeronave será entregue no próximo ano e servirá de apoio às operações realizadas pelas Forças Armadas daquele país, bem como aumentará a prontidão em missões de interesse nacional.

É adequado para IAF?
Sim. O avião tem capacidade para realizar missões em diferentes terrenos e ambientes extremos do país. Pode fazer parte de equipe de resposta rápida e, quando necessário, realizar outras missões também.

Reabastecedor aéreo
Esta aeronave tem a capacidade de ser usada como reabastecedor aéreo e pode ser de grande ajuda para a IAF. No ano passado, as negociações estavam em andamento com a Airbus para o arrendamento de um 330 multi-role tanker transport (MRTT) para atender à necessidade urgente de reabastecimento de aeronaves no ar.

E em uma interação exclusiva com o Financial Express Online, um alto executivo da empresa aeroespacial norte-americana Boeing disse que a empresa está aberta à ideia de alugar o KC-46 tanker, que é um derivado do avião de passageiros Boeing 767 para a IAF.

Atualmente, existem seis aviões-tanque russos IL-78 que estão enfrentando grandes problemas de manutenção.

Enquanto isso, a estatal Hindustan Aeronautics Limited e a Israel Aerospace Industries assinaram um memorando de entendimento para trabalhar sob a iniciativa Make in India para converter uma aeronave civil em uma aeronave Multi Mission Tanker Transport (MMTT).

Mais sobre o C390
De acordo com a apresentação da empresa, o Embraer C-390 Millennium é uma aeronave de transporte aéreo médio multimissão. A Força Aérea Brasileira (FAB) possui cinco C-390 em sua frota de transporte. As aeronaves produzidas na fábrica de Gavião Peixoto, em São Paulo, são capazes de transportar tropas e cargas, podendo ser utilizadas para reabastecimento aéreo, combate a incêndio, evacuação médica, busca e salvamento e ampla gama de missões.

A FAB operou essas aeronaves em várias missões humanitárias domésticas e internacionais – transportando suprimentos médicos e essenciais durante a pandemia global do COVID-19; foi em missão à República do Líbano em 2020.

Em 2021 participou da Operação Culminante, nos Estados Unidos – exercício conjunto operacional que inclui a Força Aérea e o Exército Brasileiro e a USAF e o Exército dos EUA.

(A viagem para a reportagem foi patrocinada pela Embraer, Brasil)

Eve e Falcon Aviation Services anunciam parceria para introduzir voos de eVTOL em Dubai


*LRCA Defense Consulting - 07/06/2022

Em abril de 2022, uma subsidiária da Eve Holding, Inc. e Falcon Aviation Services , uma empresa líder de serviços de aviação executiva na região do Oriente Médio e África, assinaram uma Carta de Intenção (LoI, na sigla em inglês) para até 35 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (“eVTOL”). Com entregas previstas para começar em 2026, a parceria apresentará os primeiros voos turísticos de eVTOL partindo do Atlantis, The Palm em Dubai. A Eve e a Falcon trabalharão em conjunto com parceiros e autoridades locais para apoiar o desenvolvimento do ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana para os Emirados Árabes Unidos.

O Comandante Ramandeep Oberoi, diretor de operações da Falcon, disse: “Estamos empolgados em fazer parceria com a Eve e ser a primeira operadora de eVTOL em Dubai e na região do Oriente Médio e Norte da África. O lançamento deste conceito está totalmente alinhado com a visão Smart Dubai e contribuirá para posicionar Dubai como líder global em transporte sustentável de Mobilidade Aérea Urbana. A Falcon está ativamente engajada no surgimento da Mobilidade Aérea Urbana e comprometida em fornecer um novo modo de transporte urbano eficaz e sustentável, e oferecer à comunidade soluções melhores e mais rápidas. Estamos particularmente orgulhosos de dar um novo passo nos Emirados Árabes Unidos, em um projeto que será revolucionário para a mobilidade urbana sustentável”.

“Estamos entusiasmados com a parceria com a Falcon e com a imensa oportunidade de viabilizar a futura mobilidade urbana nos Emirados Árabes Unidos e lançar voos de eVTOL em Dubai. Este é um grande desafio para ambas as empresas, que ajudará a posicionar Dubai como líder no mercado de mobilidade aérea urbana. A experiência global da Eve, que abrange diferentes regiões do mundo, certamente beneficiará a realização deste projeto”, disse André Stein, co-CEO da Eve.       

Essa colaboração reforça o compromisso e os esforços da Eve para promover com segurança o ecossistema global de UAM, fornecendo um portfólio de soluções agnóstico e holístico.

06 junho, 2022

Empresas de Defesa apresentam propostas ao Senegal para apoiar suas Forças Armadas


*LRCA Defense Consulting - 06/06/2022

Entre os dias 1º e 02 de junho, o Ministério da Defesa (MD) realizou o “Brésil Sénégal Jours de la Defense”, evento virtual para apresentação das empresas aeronáuticas e de defesa brasileiras para autoridades governamentais e militares do Senegal. A iniciativa fomenta a Base Industrial de Defesa brasileira e projeta o Brasil no cenário internacional como detentor de tecnologias do setor.

Na oportunidade, as empresas brasileiras Atech, Avibrás, Condor, Desaer, Embraer, Emgeprom, Inbra e Taurus apresentaram propostas para apoiar as Forças Armadas senegalesas. As soluções abrangeram radares; comando e controle; armamentos convencionais como pistolas, fuzis e armamentos não letais; aeronaves; e soluções navais.

Para o Diretor de Financiamentos e Economia de Defesa (DEPFIN), da Secretaria de Produtos de Defesa do MD, Major-Brigadeiro do Ar Marcos Aurélio Pereira Silva, “foi uma oportunidade para estreitar relacionamento com o Senegal, sendo esse um país importante para o qual o Brasil dispõe de ampla base de indústrias tecnológicas e competitivas que podem auxiliar no equipamento de suas Forças Armadas”.

O evento foi coordenado pelo Departamento de Promoção Comercial do Ministério da Defesa (SEPROD/DEPCOM), em parceria com a Embaixada do Brasil no Senegal, com apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) e do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (SIMDE). 

 

Alguns antecedentes
Em Abr 2013, a Embraer Defesa e Segurança vendeu três unidades do seu avião turboélice de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano para o Senegal. A operação  incluiu apoio logístico e a instalação de um sistema treinamento para pilotos e mecânicos (TOSS) no Senegal, tornando a Força Aérea daquele país autonôma na formação de pessoal qualificado.

Em maio de 2020, a Taurus Armas realizou a venda de 1 mil fuzis modelo T4 e 200 submetralhadoras para as forças de segurança do Senegal (Gendarmerie Nationale Sénégalaise). A Gendarmaria Nacional do Senegal tem 8.500 soldados, incluindo 412 oficiais, 6.130 não-comissionados e 1.958 gendarmes auxiliares. O pessoal da gendarmeria se enquadra principalmente na categoria de soldados profissionais. A entidade já utilizava as pistolas Taurus e passou a contar também com o Fuzil T4 e com a submetralhadora SMT no calibre 9mm.

De 19 a 22/10/2021 aconteceu a Milipol Paris 2021, considerada a principal feira internacional de segurança e proteção do mundo. Participaram do evento a ABIMDE (Associação Brasileira da Indústria de Defesa e Segurança) e sete empresas associadas: BCA, CBC, Condor, Kryptus, M&K, Taurus e VMI. A Taurus informou que, até o dia 20, já tinha recebido a visita de representantes da Polícia Nacional Francesa, da Gendarmeria Nacional e do Exército Francês, além de clientes do Egito, Senegal, Suécia, Marrocos, Argélia, Tunísia, Israel.

Em Fev 22, o Adido de Defesa do Brasil no Senegal reuniu-se com o Subchefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas do Senegal. Os representantes trataram de assuntos ligados à Defesa, abordando temas relacionados ao Acordo de Cooperação em Matéria de Defesa, como aquisição de produtos e serviços de defesa, e oferta de capacitação de militares senegaleses em escolas de formação no Brasil. O representante das Forças Armadas senegalesas mencionou a importância das ações da Missão Brasileira de Cooperação em Engenharia Militar (MBCEM) e da participação de navios da Marinha do Brasil em operações no continente africano.

País que mais crescerá em toda a África
Com um PIB de USS 25,3 bilhões, registrado em 2019, o Senegal deverá ocupar o posto de quarta maior economia da África Ocidental (depois da Nigéria, de Gana e da Costa do Marfim). O crescimento anual do país chega a quase 7%. No entanto, a previsão para o período de 2020 a 2024 é de que o país crescerá a urna taxa anual de 8,5%, número que colocará o Senegal na posição de país que mais cresce em toda a África.




Finep/MCTI vai investir R$ 120 milhões em projetos de inovação para a indústria de Defesa


*Finep - 02/062022

Em parceria com os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), e da Defesa (MD), a Finep Inovação e Pesquisa acaba de lançar um novo edital de apoio à Inovação para a Base Industrial de Defesa, área de importância estratégica na produção dos bens e serviços necessários para que as Forças Armadas sejam plenamente capazes de cumprir sua missão de defesa da Pátria.

Ao todo, serão destinados R$ 120 milhões em recursos não reembolsáveis de subvenção econômica, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), para o desenvolvimento de projetos em áreas de Tecnologias de Defesa (TD) e Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), apresentados por empresas brasileiras de todos os portes. O anúncio ocorreu hoje durante live transmitida pelo canal do MCTI no Youtube.

Para a primeira linha temática, de Tecnologias de Defesa, serão disponibilizados R$ 105 milhões para inovações em tecnologias de guiamento, controle e navegação com aplicação em mísseis, foguetes e veículos não tripulados terrestres/aéreos/navais; propulsão com ar aspirado para aplicação aeroespacial; materiais de alta densidade energética para propelentes e explosivos; Inteligência artificial e tecnologias quânticas para emprego em defesa cibernética; radares e sensores com suas respectivas tecnologias de processamento e de análise para aplicação naval, terrestre e aeronáutica; produtos para proteção balística, camuflagem multiespectral, tecnologia de furtividade e blindagem eletromagnética; desenvolvimento de atuador nacional de alto desempenho para aplicação espacial, aeronáutica e marítima; e de equipamentos de comunicações cognitivas e definidas por software. Esta linha é voltada somente para Empresas Estratégicas de Defesa (EEDs) e Empresas de Defesa (EDs) e o valor para cada projeto deverá variar entre R$ 3 milhões e R$ 15 milhões.

Na linha de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, serão ofertados R$ 15 milhões, divididos em projetos com valores entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, de empresas brasileiras de todos os setores.

O edital tem como finalidade mobilizar toda a cadeia industrial e de pesquisa do setor. Além disso, busca incentivar, com melhor pontuação, projetos que contemplem participação de empresas do setor estratégico de Defesa, empresas de menor porte e ICTs no desenvolvimento da tecnologia.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim, essa é uma construção coletiva de aporte diferenciado, com recurso de subvenção econômica, para que o setor empresarial consiga mitigar os riscos da inovação. “A iniciativa atende, ainda, meta do Governo de fortalecer o setor industrial, gerar postos de trabalho e, com isso, retomar o desenvolvimento econômico", disse o ministro.

O presidente da Finep/MCTI, Waldemar Barroso, relembrou parceria semelhante entre o Centro Tecnológico do Exército, o MCTI e a Finep, que permitiu, em 2005, o desenvolvimento do Radar M60, uma tecnologia até então inédita para o País. “Hoje, duas décadas depois, já temos um radar muito mais avançado – o M 200 - com alcance de 200 quilômetros. Isso é a prova de que temos uma indústria de defesa forte, com conhecimento para desenvolver tecnologias críticas e de difícil acesso”, afirmou Barroso.

As inscrições estarão abertas no site da Financiadora a partir do dia 7 de junho até 18 de julho. Acompanhe aqui.

05 junho, 2022

Pistola Taurus GX4 GRAF, primeira arma do mundo com grafeno, será lançada neste mês

O uso do grafeno na arma proporciona um melhor desempenho contra oxidação e dispensa a necessidade de lubrificação constante, evitando a corrosão e aumentando sua vida útil.


*LRCA Defense Consulting - 05/06/2022

Na segunda quinzena deste mês, a Taurus finalmente lançará a tão esperada pistola microcompacta GX4 T.O.R.O. GRAF, uma nova versão do modelo de sucesso lançado em meados de 2021 no Brasil e nos Estados Unidos.

Desenvolvida pelo CITE - Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA da empresa, a pistola estará pronta para óptica (TORO) e será a primeira arma no mundo com o revolucionário grafeno na composição de seus componentes injetados e no tratamento superficial das peças metálicas. 

Por ser uma tecnologia disruptiva, o grafeno tende a competir com tecnologias existentes e substituir materiais com décadas de uso. Suas aplicações permitem desenvolver produtos mais leves e com alta resistência mecânica, proporcionando um melhor desempenho contra oxidação, dispensando a necessidade de lubrificação constante e aumentando a vida útil da arma. Além disso, potencializa as propriedades mecânicas, proporcionando maior dissipação de calor e resistência ao impacto. 

Conforme informou a Taurus, o tratamento com grafeno tem um diminuto impacto no custo e agrega um alto valor ao produto. 

Salesio Nuhs, CEO Global da empresa, informou que a pistola GX4 TORO GRAF terá um revestimento formado por uma nova e importante tecnologia: Cerakote composto com grafeno. O executivo informou também que sua empresa obteve exclusividade, com a Cerakote Brazil, para uso desta tecnologia  por um período de tempo que poderá ser de dois anos, garantindo assim mais uma vantagem competitiva.

O Cerakote, um produto de alta tecnologia desenvolvido nos EUA e já em uso pela Taurus Armas, era considerado, até então, o melhor revestimento do mundo contra abrasão, corrosão e ação de produtos químicos, proporcionando uma maior dureza e proteção ao material contra impactos de qualquer tipo. A adição do grafeno ao Cerakote maximiza essas propriedades, legando à arma uma robustez e uma rusticidade sem iguais no mundo.

GX4 T.O.R.O.

Diferenciais da Taurus em futuras licitações
Tais características, aliadas à também revolucionária concepção tecnológica da Plataforma GX4 e ao seu protocolo militar de fabricação, irão se juntar ao imbatível custo de produção da Taurus e serão os grandes diferenciais da arma para disputar as cobiçadas licitações americanas (como as de Law Enforcement) e outras licitações internacionais que forem do interesse da empresa, como as da Índia e de outros países.  

A micropistola mais precisa que a Shoot On já testou
Em avaliação feita por Rob Reaser - autor e co-autor de vários livros sobre armas e também editor-chefe da Shoot On, principal fonte de notícias especializadas dos Estados Unidos - o conceituado especialista declarou que a GX4 é a micropistola mais precisa que a Shoot On já testou, e que a GX4 TORO mantém o alto desempenho de sua versão standard

Por sua vez, o departamento de engenharia da Taurus não tem dúvidas em afirmar que a GX4 tem o melhor projeto de engenharia da história da empresa e que, realmente, a arma provou ser a microcompacta de 9mm mais precisa do mercado.

GX4 será uma plataforma de pistolas
A GX4, diferentemente das congêneres que a antecederam (Família G: G2c, G3 e G3c), foi planejada para ser uma plataforma de pistolas. Desenvolvida com protocolo militar pelo CITE, a arma foi concebida com a estratégia de ser completamente modular.

Isso significa que todo o seu mecanismo interno vai ser sempre o mesmo, mas será possível fazê-la crescer e atender às várias necessidades dos mercados civil, policial e militar. Assim, ela poderá crescer no tamanho do cano, do ferrolho, da empunhadura e na capacidade de tiros. É uma microcompacta que poderá se transformar numa compacta ou numa full size (tamanho de serviço). Poderá ser uma micro com cano de compacta, uma micro com empunhadura de uma compacta, além de diversas outras variações possíveis.

A nova plataforma GX4 possibilitará aos clientes dispor de um mesmo "miolo" para uma família completa de armas, proporcionando uma enorme flexibilidade, facilidade logística (em suprimentos e manutenção) e grande economia de custos, tanto para os clientes como para a empresa, haja vista que esta poderá "enxugar" e racionalizar suas linhas de montagem. Apenas como um exemplo de utilização, uma força policial poderá utilizar uma GX4 full size para uso em serviço e uma microcompacta como arma de backup, entre outras possibilidades, ambas com o mesmo mecanismo interno. 
 
Uma outra opção que está em desenvolvimento é a versão de competição, fechando assim o ciclo de utilizações da arma: uso pessoal, forças militares, forças de segurança e tiro esportivo.

Para tanto, a Taurus continua ultrapassando os seus limites em inovação e tecnologia, já tendo anunciado que, ainda em 2022, a montagem das pistolas da plataforma GX4 será completamente robotizada, em mais um passo da empresa em direção à Indústria 4.0.


Taurus é a primeira indústria de armas no mundo a desenvolver produtos com grafeno

A Taurus Armas foi a primeira indústria de armas no mundo a desenvolver produtos utilizando grafeno, um nanomaterial com estrutura hexagonal de átomos de carbono, considerado um dos materiais mais fortes e leves do mundo, tido como 200 vezes mais resistente que o aço, sendo o material mais fino que existe, entre outras propriedades. Possui alta resistência mecânica, maleabilidade e alta condutividade térmica e elétrica.

Segundo o CEO Global da Taurus, a utilização do grafeno na produção de armas de fogo será uma revolução neste mercado. "O desenvolvimento de aplicações de grafeno nas armas de fogo será um divisor, um fato muito relevante para o mercado mundial de armas curtas. O principal pilar estratégico da Taurus é a pesquisa, desenvolvimento e inovação. Neste sentido, um dos grandes diferenciais é o nosso Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia (CITE), que possibilita à empresa ter agilidade no desenvolvimento de produtos e tecnologia, sempre com foco nos desejos dos clientes e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas do mundo. A aplicação do grafeno elevará ainda mais a qualidade e a eficiência na fabricação dos nossos produtos", afirmou Salesio.

Em entrevista ao jornal O Pioneiro, o CEO afirmou que "Todos os nossos armamentos daqui para frente deverão usar grafeno, pelo menos no tratamento superficial" e que "Todas as peças em polímero serão injetadas também com incorporação de grafeno. Então, ela vai ter grafeno no punho, backstrap, gatilho, trava de gatilho, tampa do ferrolho, retém do ferrolho e, inclusive, na maleta de transporte da arma". Nuhs salientou ainda que os acabamentos proporcionarão maior resistência à corrosão, maior dissipação de calor, maior leveza, entre outras propriedades desta matéria-prima considerada uma das mais promissoras do mundo.

A aposta no grafeno é tratada pelo principal executivo da empresa como um diferencial competitivo: "Tem valor agregado e desenvolve novas tecnologias no País. E o Brasil está em vantagem por ter a maior reserva de grafeno do mundo. É uma vantagem competitiva não só para a Taurus  —  justifica o CEO". 

04 junho, 2022

Construção da fábrica da Desaer em Araxá começará em 90 dias


*Jornal do Comércio, por Bianca Alves - 04/06/2022

A Desaer anunciou na sexta-feira (3) o início da construção de sua fábrica de aeronaves em Araxá, no Alto Paranaíba, que deve começar em 90 dias. O empreendimento receberá investimentos da ordem de R$ 685 milhões e vai gerar 820 empregos diretos e indiretos.

O anúncio foi feito em cerimônia realizada em Araxá, com representantes da Prefeitura e do governo estadual. Entre eles o governador Romeu Zema (Novo).

O início das operações está previsto para janeiro de 2025. A Desaer, com sede em São José dos Campos, fabrica aeronaves regionais com capacidade para até 50 passageiros. A primeira que será construída em Araxá é um avião bimotor com capacidade para 19 passageiros, que pode ser convertida em transporte aeromédico, de tropas ou paraquedistas, patrulha e vigilância.

“Escolhemos Minas Gerais pela forma profissional e transparente com que o governo nos tratou do início ao fim das negociações. Escolhemos a cidade de Araxá por ter um ótimo aeroporto e uma boa estrutura acadêmica, o que é estratégico para nós”, afirmou o sócio e  CEO da Desaer, Evandro Fileno.

Além dos R$ 685 milhões iniciais que serão aplicados na construção da fábrica, Fileno adiantou que, assim que o projeto avançar, virão outros investimentos. “Começando a obra, a previsão das construtoras é de um ano a um ano e meio. A ideia é já trazer um escritório de engenharia para a cidade e começar a trabalhar enquanto se constrói a fábrica”, informou.

A expectativa do empresário é que entre o final de 2024 e início de 2025, a fábrica esteja produzindo aeronaves para atender contratos de compras já assinados pela Desaer. “Nós temos um cliente no Brasil que comprou cinco aeronaves e, no Uruguai, temos sete opções de compra já assinadas. Estamos também em negociações com a Bélgica e outros países”, completou.

Anúncio do início da implantação da fábrica de aeronaves ocorreu em cerimônia em Araxá | Divulgação / Prefeitura de Araxá


03 junho, 2022

WEG fornece pacote elétrico de R$140 milhões para expansão da Klabin no Paraná


*LRCA Defense Consulting - 03/06/2022

A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens e embalagens de papel do Brasil, deu início a um novo ciclo de investimentos com o Projeto Puma II, que colocará no mercado cerca de 910 mil toneladas anuais de papéis e, para essa grandiosa expansão selecionou fornecedores com expertise no segmento de papel e celulose, com soluções confiáveis e altamente eficientes.

A WEG, parceira da Klabin de longa data, foi selecionada para fornecer parte significativa do pacote elétrico para as duas fases do projeto, incluindo um eletrocentro, cubículo de média tensão, centro de controle de motores de baixa tensão, inversores de frequência de média e baixa tensão, barramentos blindados, motores de baixa e média tensão, transformadores de média tensão e transformadores do turbogerador 3 (TG3). Ao todo, foram aproximadamente 3.500 itens produzidos seguindo os requisitos técnicos exigidos pela Klabin garantindo alta performance, maior eficiência energética e produtividade.

Os motores fornecidos para grandes aplicações foram os da linha W60 e MGF, além dos motores W50 e W22 Well (WEG Extra-long life). Ao escolher os motores destas linhas, o cliente garantirá maior vida útil aos equipamentos e um menor custo com reposição e manutenção das máquinas.

Em substituição à sala elétrica em alvenaria, foi adotada uma sala elétrica modular, eletrocentro, instalado na Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), que além da vantagem de otimização do tempo de instalação, esse equipamento permite ser completamente testado e pré-comissionado em fábrica saindo pronto para energização. Também foram instalados nas salas elétricas distribuídas pelo parque fabril 39 transformadores a seco, responsáveis por alimentar as ilhas de processo. Em complemento, a Klabin adquiriu um transformador elevador de força para expandir a geração de energia da rede de alimentação.

Foram fornecidos ainda os inversores de frequência de baixa e média tensão (CFW11 / CFW11M / MVW3000) e os conjuntos de manobra e controle de média tensão (CCM03i / MTW03), garantindo a versatilidade e flexibilidade da aplicação, além do barramento blindado (BWW01) para energização dos centros de controle de motores de baixa tensão.

Ao longo destes cinco anos, desde o fornecimento do pacote elétrico para a Unidade Puma, as soluções da WEG, aliadas ao suporte técnico 24hrs, têm proporcionado segurança operacional, produtividade contínua e eficiência para a planta da Klabin em Ortigueira/PR.

Sobre o projeto
O Projeto Puma II é uma continuação da Unidade Puma, instalada em Ortigueira/PR. A primeira máquina de papel (MP27) entrou em operação no fim de agosto do ano de 2021 e tem capacidade produtiva de 450 mil toneladas por ano do Eukaliner®, o primeiro papel kraftliner do mundo feito 100% com fibras de eucalipto. A MP28, que já está em construção e tem previsão para iniciar a produção em 2023, terá como foco a fabricação de papel-cartão. Com capacidade produtiva de 460 mil toneladas anuais, o novo equipamento consolida a Klabin como produtora global de cartões para alimentos líquidos e produtos industrializados, cartão para embalagens multipack, além de cartões para o crescente segmento de food service, dando sequência aos planos contínuos de inovação, crescimento e expansão sustentável da companhia.

Embraer e Aeroplex assinam memorando de entendimento para apoiar as aeronaves KC-390 da Hungria


*LRCA Defense Consulting - 03/06/2022

 A Embraer e a Aeroplex assinaram um Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês) para cooperar em um projeto para qualificar a Aeroplex como Centro de Serviço Autorizado da Embraer (EASC, na sigla em inglês) na Hungria. O objetivo é apoiar e permitir que a Aeroplex forneça manutenção das aeronaves KC-390 Millennium das Forças de Defesa da Hungria.

“Este MoU faz parte do compromisso da Embraer de expandir a colaboração com a Hungria no campo aeronáutico”, disse Leonardo Lopes Ferrucci, Head da Embraer Defesa & Segurança na Hungria. “A capacidade de manutenção local se tornará uma vantagem operacional para o suporte do KC-390 húngaro após a entrada em operação.”

O governo húngaro assinou um contrato com a Embraer para a aquisição de duas aeronaves de transporte multimissão C-390 Millennium, em sua configuração de reabastecimento em voo (AAR, na sigla em inglês), designada KC-390. A aquisição faz parte do processo de fortalecimento das capacidades das Forças de Defesa da Hungria. A primeira aeronave está programada para ser entregue em 2024.

“Estamos felizes em trabalhar com a Embraer neste projeto primordial para as Forças de Defesa da Hungria”, disse o CEO da Aeroplex, Demény Árpad. “Enquanto a Embraer traz sua experiência de mais de 50 anos apoiando aviões em todo o mundo, a Aeroplex aplicará todo nosso conhecimento e portfólio diversificado para atender ao KC-390 Millennium. Tenho certeza de que aprenderemos muito juntos.”

O KC-390 para as Forças de Defesa da Hungria será o primeiro no mundo com uma Unidade de Terapia Intensiva em sua configuração, recurso essencial para o desempenho de missões humanitárias. A aeronave atende plenamente aos requisitos das Forças de Defesa da Hungria, sendo capaz de realizar diferentes tipos de missões militares e civis, incluindo Evacuação Médica, Transporte de Carga e Tropas, Lançamento de Carga de Precisão, Operações de Paraquedistas e AAR.

Estes KC-390 são totalmente compatíveis com as operações da OTAN, não apenas em termos de hardware, mas também em sua configuração de aviônica e comunicações. Além disso, o sistema de reabastecimento do KC-390, de sonda e cesto, permite à aeronave reabastecer o JAS 39 Gripen húngaro, bem como outras aeronaves que usam a mesma tecnologia.

Em agosto de 2021, a Embraer anunciou a abertura de um escritório em Budapeste, capital da Hungria, com o objetivo de fomentar a cooperação no país. A iniciativa faz parte da estratégia da Embraer de estabelecer novas parcerias em mercados selecionados. Alguns dos principais aspectos dessa cooperação futura são os esforços de colaboração com novos parceiros, projetos de longo prazo e investimento em tecnologia confiável para aplicação em uso civil e militar.

02 junho, 2022

Egito poderá comprar mísseis Avibras AV-TM 300 e Sistemas Astros II MK6, além de outros produtos de defesa brasileiros

Caso seja confirmada a venda de mísseis de cruzeiro AV-TM 300 e os seus sistemas de lançamento Astros II MK6, o negócio poderá representar um bem-vindo fôlego para a Avibras.


*Tactical Report e LRCA Defense Consulting - 02/06/2022 (atualizada às 13h27)

O Egito está próximo de adquirir mísseis AV-TM 300 junto com sua plataforma de lançamento, o sistema Avibras Astros II MK6.

Diz-se que este acordo faz parte de uma série mais ampla de acordos que foram recentemente assinados entre o Egito e as empresas de defesa brasileiras.

Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300
O Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300 é uma nova munição em estágio de pesquisa e desenvolvimento, com o propósito de ser lançado a partir da plataforma do Sistema ASTROS em uso pelo Exército Brasileiro. 

O míssil está sendo concebido para levar 200 kg de carga bélica convencional a uma distância de até 300 km com precisão em Círculo de Erro Provável (CEP) menor ou igual a 30 m, e produzindo o mínimo de dano colateral.

O Míssil Tático de  Cruzeiro AV-TM 300 poderá atingir alvos estratégicos de eventuais oponentes muito além dos alvos táticos atualmente batidos pelos foguetes do Sistema ASTROS, conferindo ao Exército Brasileiro uma maior capacidade de dissuasão extrarregional.

Novo míssil brasileiro é 'espetacular' e capaz de destruir infraestrutura  inimiga, diz especialista - Sputnik Brasil

Um novo fôlego para a Avibras
Caso seja confirmada a venda de mísseis de cruzeiro AV-TM 300 e os seus sistemas de lançamento Astros II MK6 para o Egito, o negócio poderá representar um bem-vindo fôlego para a combalida Avibras, que enfrenta um difícil período de recuperação judicial devido ao grande endividamento que tem e ao encolhimento de suas vendas internacionais.

Parceria de Defesa com o Egito vem sendo construída
As negociações entre o Brasil e o Egito na área de Defesa se intensificaram em julho de 2020, quando houve um encontro virtual organizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) em parceria com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em que representantes do segmento e de órgãos oficiais do Egito e do Brasil discutiram o tema.

O evento serviu também como preparação para a participação na Egypt Defense Expo (EDEX), feira que ocorreu de 7 a 10 de dezembro desse ano no Cairo, e na qual o Brasil teve estande. Segundo o presidente da ABIMDE, Roberto Gallo, 12 empresas participaram. O espaço foi promovido pela associação com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Na época, o diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério da Defesa, o general Luis Antônio Duizit Brito, afirmou no encontro que o Brasil queria parcerias de longo prazo na área de defesa com o Egito. “Não queremos vender, porque o que se vende, se consome no outro dia, o que queremos é fazer parceria”, falou. 

Em fevereiro de 2021, empresas fabricantes de materiais de defesa do Brasil mantiveram  contatos e negociações na International Defence Exhibition And Conference (IDEX), feira do segmento que ocorreu em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos e foi o primeiro grande evento de defesa presencial do qual as empresas do Brasil participam desde o início da pandemia, orquestradas pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE). Entre as empresas brasileiras que expuseram na feira estavam Atech, Avibras, Avionics, Condor, Embraer, Gespi, Kryptus, MacJee, M&K Logistics, Siatt e Taurus.

Em 23 Fev, o destaque na IDEX foi a visita da delegação do Egito, cujos integrantes demonstraram interesse em conhecer os produtos e serviços da BIDS (Base Industrial de Defesa e Segurança) e firmar negócios com as empresas brasileiras.

Em Out 21, aconteceu a Milipol Paris 2021, com a participação do Brasil entre os países presentes nesta que é considerada a principal feira internacional de segurança e proteção do mundo. Participam do evento a ABIMDE (Associação Brasileira da Indústria de Defesa e Segurança) e sete empresas associadas: BCA, CBC, Condor, Kryptus, M&K, Taurus e VMI. 

Em Dez 21, foi noticiada que a estratégia de exportações envolvendo a indústria de defesa passou a ter países específicos em foco. Alguns deles são Malásia, Filipinas e Indonésia, no sudeste asiático, pois a região vive um clima de forte tensão com a expansão militar promovida por Pequim na região marítima ao sul da China. Outro foco de interesse é o norte da África, especialmente a Tunísia e o Egito. 


Ainda em dezembro de 2021, delegações de quatro países árabes estiveram na 6ª Mostra BID Brasil, que ocorreu em Brasília com a exposição de produtos e serviços brasileiros de segurança e defesa. Representantes dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Egito visitaram a exposição, formando maioria entre as seis missões estrangeiras presentes no evento. As delegações árabes que estiveram na Mostra eram todas oficiais, ou seja, representantes dos governos e de seus ministérios.

A participação árabe foi reflexo do forte relacionamento que o setor de defesa brasileiro está criando com a região. Em 2021, liderada pela ABIMDE, a indústria brasileira de defesa e segurança participou de três feiras em países árabes: a Idex e a Dubai AirShow, nos Emirados, e a Milipol, no Catar. “Nós fomos até a região árabe e eles vieram até nós”, disse um executivo como exemplo dessa relação. Na Mostra, os árabes puderam conhecer melhor as indústrias nacionais de defesa pois, como na maioria dos setores, mas especialmente neste, os negócios costumam ter um bom tempo de relacionamento e de maturação antes de se concretizarem.

Em Jan 22, a ABIMDE, a APEX-Brasil e os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores definiram os países que serão alvo das ações estratégicas do convênio para o biênio 2022-2023. O evento online contou ainda com a participação de associadas.

Os países-alvo definidos para esse biênio são: Catar, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Filipinas, Indonésia, Índia, Egito e Mauritânia. A escolha foi feita com base em pesquisa quantitativa e qualitativa realizada pela APEX-Brasil junto às associadas da ABIMDE, e análises conjunturais dos especialistas do MD e MRE.

De 17 de maio a 06 de junho de 2022, o governo do Brasil está promovendo uma missão comercial a dez países árabes. Quem coordena a viagem é a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, e a delegação conta com empresários e representantes de associações dos setores de defesa, agronegócio e infraestrutura. Os países árabes que estão sendo visitados são Marrocos, Egito, Emirados Árabes, Omã, Kuwait, Bahrein, Catar e Arábia Saudita. 

Um pequeno grupo da delegação visitou também o Iraque para cumprir agenda específica. O governo do Iraque tem procurado novos parceiros para aquisição de armamento. No mercado internacional sabe-se do desejo daquele país de equipar sua força policial com armas leves, como as fabricadas por Taurus e CBC, por exemplo.

No final do circuito pelo Oriente Médio, a delegação brasileira vai passar por Hungria e República Tcheca, dois países com quem o governo Bolsonaro mantém boas relações.

Estrategicamente, a viagem está sendo feita em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), um KC-390, modelo militar da Embraer que foi adaptado para o voo com acomodações de classe econômica.

EUA: ações de armas de fogo disparam após tiroteios em massa; investidores descartam endurecimento das leis de armas


*The Conversation - 31/05/2022

Um dia depois que um jovem armado de 18 anos entrou na Robb Elementary School em Uvalde, Texas, e matou 19 crianças e dois professores, os preços das ações dos fabricantes de armas e armas dispararam.

Uma semana depois, após o último tiroteio em massa não diminuiu, o rali do mercado de ações de empresas de armamentos. No fechamento do pregão em 31 de maio de 2022, o preço das ações da fabricante de armas Sturm Ruger subia mais de 6,6% desde 23 de maio, um dia antes do tiroteio. Para a Smith & Wesson, o salto foi ainda mais acentuado, com as ações subindo mais de 12% em relação ao preço das ações antes do assassinato em massa em Uvalde.

Mas essa relação – um tiroteio em massa seguido por um aumento nas ações da indústria de armas – nem sempre foi o caso. Meu colega Anand Gopal e eu estudamos  o impacto de 93 tiroteios em massa no preço das ações de empresas de capital aberto de 2009 a 2013. Descobrimos que, ao contrário do que acontece agora, os tiroteios em massa naquele período foram seguidos por uma queda no preço das ações de Smith & Wesson e Sturm Ruger, as duas empresas de armas ainda listadas publicamente nos EUA

Então por que isso mudou? A resposta pode estar em como as esperanças de legislação sobre restrições mais rígidas à venda de armas diminuíram na última década. A conclusão é que os investidores não parecem mais se preocupar tanto com as chances de endurecer a regulamentação de armas de fogo ao avaliar a viabilidade de longo prazo dos fabricantes de armas após os tiroteios em massa.

Vejamos os fatores que influenciam a avaliação de tais ações após tiroteios em massa. Primeiro você tem uma demanda crescente por armas. A pesquisa mostrou que as vendas de armas aumentam após um tiroteio de alto nível, à medida que os americanos “se armam”, tanto por uma preocupação percebida com sua segurança, quanto pelo medo de restrições mais rígidas.

O pensamento é simples: “É melhor eu comprar armas de fogo enquanto ainda posso, antes que a legislação torne mais difícil para mim fazê-lo”. Esse aumento da demanda, por si só, estimularia o preço de mercado dos fabricantes de armas e munições, fornecendo um ganho financeiro inesperado.

Mas então você tem o fator contrário: qualquer conversa sobre regras mais rígidas sobre a venda de armas coloca em risco a viabilidade de longo prazo das empresas ao reduzir os fluxos de caixa futuros. O modelo de negócios dos fabricantes de armas, afinal, é vender um número crescente de armas de fogo ao público. Qualquer proibição ou restrição sobre quais tipos de armas você pode comprar – ou mesmo quem pode comprar uma arma de fogo – limitaria sua capacidade de aumentar os lucros.

No período que analisamos, os investidores pareciam se inclinar mais para esse medo da legislação futura, como visto na avaliação reduzida de empresas de armas de fogo de capital aberto após tiroteios em massa. Nossa pesquisa mostrou que os tiroteios em massa de 2009 a 2013 resultaram em uma penalidade imposta às ações de armas de fogo em uma janela de dois, cinco e 10 dias. Ou seja, um tiroteio em massa seria seguido por uma queda anormal cumulativa no preço das ações durante esse período. A penalidade funcionou para cerca de 1,25% em um período de cinco dias.

Curiosamente, mesmo ao longo dos anos que analisamos, as coisas começaram a mudar. A resposta negativa do mercado de ações aos tiroteios em massa diminuiu nos últimos anos de nosso estudo, sugerindo que a ameaça de quaisquer medidas regulatórias não foi tão sentida pelos investidores.

A inação sobre o controle de armas em nível federal – e o afrouxamento das regulamentações entre alguns estados – nos anos desde que nosso trabalho aparentemente levou a um reequilíbrio dos dois principais fatores em jogo. Sim, ainda há um aumento na demanda por vendas de armas após tiroteios em massa. Mas o medo sobre possíveis regulamentações sobre a venda de armas aparentemente diminuiu.

O aumento no preço das ações da Smith & Wesson e da Sturm Ruger após o tiroteio na escola de Uvalde fornece uma forte evidência correlacional de que as ações de armas de fogo agora aumentam após esses eventos. Um efeito semelhante foi visto após o tiroteio em massa de 2018 na Marjory Stoneman Douglas High School em Parkland, Flórida.

Mas há um problema quando se trata de dizer abertamente que existe um link. Uma das coisas mais assustadoras é que o modelo estatístico que usamos em nossa pesquisa não funciona mais. O motivo: há simplesmente muitos tiroteios em massa nos EUA. Eles ocorrem com tanta frequência que não podemos mais implementar esse tipo de análise olhando para o efeito de incidentes isolados e o efeito do mercado de ações nas empresas de armas.

De fato, de acordo com o Gun Violence Archive, houve mais 18 tiroteios em massa nos EUA nos sete dias após o tiroteio em Uvalde.

Se o Canadá restringir ainda mais o comércio de armas, o fato impactará as vendas da Taurus?


*LRCA Defense Consulting - 02/06/2022

Recentemente, a mídia tem repercutido as declarações do Primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, com relação ao comércio de armas em seu país.

No dia 30 de maio, Trudeau afirmou que seu governo irá apresentar uma nova legislação para implementar um “congelamento nacional” na posse de armas e impedir que as pessoas comprem e vendam armas em qualquer lugar do país. “No dia em que esta legislação entrar em vigor, não será mais possível comprar, vender, transferir ou importar armas de fogo no Canadá”, disse Trudeau a repórteres, segundo a CNN.

O Canadá já tem restrições à posse de armas significativamente mais fortes do que seu vizinho.

A nova legislação proposta por Trudeau, o projeto de lei C-21, também propõe a retirada das licenças de porte de armas de pessoas envolvidas em atos de violência doméstica ou assédio criminal. O governo também exigirá que os pentes de armas longas sejam alterados permanentemente para que nunca possam conter mais de cinco cartuchos e proibirá a venda e a transferência de pentes de grande capacidade.

Além de usar armas de fogo para tiro esportivo e caça, não há razão para que alguém no Canadá precise de armas em suas vidas cotidianas”, disse Trudeau a repórteres em entrevista.

Se o projeto for aprovado, espera-se que o congelamento de armas de fogo entre em vigor no fim do ano. 

Em caso de o projeto ser aprovado, impactará a Taurus Armas?
Para dirimir a dúvida, esta Consultoria ouviu Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, que assim se pronunciou

 - "Existe uma falsa ideia de que a Taurus tem muitas vendas para Canadá. Por ano, a gente vende apenas cerca 1,3 milhão de dólares para esse país. Não temos um distribuidor no Canadá e quem faz a exportação, inclusive, são os Estados Unidos, ou seja, esse país não representa absolutamente nada para o nosso negócio”.

Essa Consultoria chama ainda a atenção para o fato de que as armas de fogo para o Tiro Esportivo e para a Caça não serão "congeladas", o que possibilitará à empresa brasileira, praticamente, manter o volume de negócios que possui atualmente com o Canadá.


Embraer busca oportunidades de M&A (fusões e aquisições) em serviços e suporte


*Portal On Jack - 01/06/2022

A fabricante brasileira de aviões Embraer SA está avaliando oportunidades de fusões e aquisições em serviços e suporte, enquanto busca otimizar as operações como parte de sua “adequação para o crescimento” plano, disseram executivos na quarta-feira.

A busca inclui a divisão de jatos executivos da própria Embraer, que a considera complementar à divisão de Serviços e Suporte.

Michael Amalfitano, chefe do negócio de jatos executivos, disse durante um evento que a maioria dessas oportunidades pode estar nos Estados Unidos e na Europa, onde está a maior parte de seus clientes.

“Estamos reavaliando essa rede, dizendo ‘qual é o equilíbrio certo? Existe uma oportunidade para construirmos, fundirmos ou comprarmos que nos dará uma maneira mais otimizada de atender aos clientes dos quatro segmentos da aviação executiva? ‘”, disse Amalfitano.

A demanda por jatos executivos tem sido grande, com a Embraer esperando entregar entre 100 e 110 jatos este ano.

A carteira de pedidos da Embraer atualmente se estende até o terceiro trimestre de 2024, disse Amalfitano.

Suas declarações vieram quando o presidente-executivo da Embraer Serviços & Suporte, Johann Bordais, confirmou que a unidade estava buscando oportunidades de M&A.

“M&A é algo que estamos buscando apenas para crescer. A prioridade será no lado da aviação executiva, queremos ter certeza de que estamos realmente aumentando nossa presença no lado do suporte da aviação executiva, mas definitivamente também na aviação comercial”, disse Bordais.

A unidade de Serviços e Suporte está confiante de que atingirá US$ 2 bilhões em receita em 2026, acrescentou, de US$ 1,2 bilhão previsto para 2022 e US$ 1,1 bilhão reportado no ano passado.

Respondeu por 45% da receita líquida da Embraer no primeiro trimestre, ou US$ 271,2 milhões, mas Bordais disse que uma faixa de 20 a 25% seria “mais natural” à medida que o negócio de aviação comercial se recupera da crise da pandemia.

A Embraer disse a jornalistas nesta semana que já havia conquistado pedidos de aeronaves suficientes para atingir o limite máximo de sua meta de receita para 2022 e também apresentou dados sobre suas divisões de aeronaves militares, comerciais e elétricas. 

01 junho, 2022

Polícia Militar de Rondônia recebe viatura blindada Gladiador II


*Portal BIDS - 01/06/2022

A Polícia Militar do Estado de Rondônia (PMRO) recebeu seu primeiro veículo blindado operacional. Trata-se de uma viatura blindada multitarefa – leve sobre rodas (VBMT-LR) Gladiador II, projetado e fabricado pelo Grupo INBRA para a PM.

A aquisição do veículo, que tem grande vantagem na modalidade tática, reforça as ações policiais no enfrentamento ao crime, garantindo maior proteção aos policiais.

O veículo atenderá as ações do Batalhão de Operações Policiais Especiais do Estado de Rondônia – Bope. Segundo a Polícia Militar, o blindado é indicado para ações em áreas de risco e facilitará acesso seguro em áreas em conflito, permitindo com que a operação seja bem sucedida, sem expor os policiais a maiores riscos. Assim, a possibilidade de disparos de um local seguro e protegido por blindagem permite flexibilidade para a tropa. O investimento é de R$ 2.8 milhões, recurso do Governo.

‘‘Sofremos muito por anos com os resultados de emboscadas contra nossos policiais, mas com a aquisição desse veículo, estamos mudando isso, aliando capacidade técnica com tecnologia para assegurar a preservação da vida dos policiais no desempenho das suas atividades de prestação de serviço à população no combate à criminalidade. Esse é um veículo que segura até tiro de fuzil, isso dá mais segurança e impede que tenhamos perdas em operações’’, explica o governador, Marcos Rocha.

O gestor da Secretaria da Segurança, Defesa e Cidadania – Sesdec, José Hélio Cysneiros Pachá, destacou que o blindado mudará a história das operações especiais em Rondônia. ‘‘Não teremos mais situações onde o perigo de morte põe alguns comandantes de tropa em dúvida quanto a progressão dos efetivos no terreno. Com esse blindado, que é o nosso caveirão 1, a Polícia Militar terá condições de avançar em condições de trafegabilidade difícil, e fazer o enfrentamento às invasões violentas de terras’’, afirma.

O comandante-geral da PMRO, coronel PM James Padilha, reforçou que o blindado se faz necessário diante do enfrentamento de situações como conflitos agrários e o crime organizado. ‘‘É de vital importância, dando condições de que ações policiais sejam executadas com segurança e que as vidas dos policiais sejam preservadas. A aquisição do blindado demonstra o compromisso do Governo em suprir nossas necessidades de melhoria da prestação de serviço a população’’, disse o comandante.

Por que os EUA não podem fazer nada para impedir os tiroteios em massa?

Apesar de centenas de tiroteios em massa nos EUA todos os anos, o Congresso falhou repetidamente em aprovar uma importante legislação de controle de armas


Bandeiras dos EUA, do outro lado da baía de Nova York a partir da Estátua da Liberdade, hasteadas a meio mastro no Liberty State Park, em Jersey City, Nova Jersey, como um sinal de respeito pelas vítimas do tiroteio em uma escola no Texas.

*The Guardian - 25/05/2022

As condolências de Joe Biden à comunidade de Uvalde, Texas, onde 19 crianças e dois adultos foram mortos em um tiroteio na escola primária Robb na terça-feira, também vieram com uma demanda por ação.

“Por que estamos dispostos a viver com essa carnificina? Por que continuamos deixando isso acontecer?” Biden disse na Casa Branca na noite de terça-feira. “É hora de transformar essa dor em ação. Para todos os pais, para todos os cidadãos deste país, temos que deixar claro para todos os funcionários eleitos deste país: é hora de agir”.

Mas apesar de centenas de tiroteios em massa acontecendo nos Estados Unidos todos os anos, o Congresso falhou repetidamente em aprovar uma importante legislação de controle de armas. Os obstáculos à promulgação de leis de armas mais rígidas nos EUA são numerosos e significativos, mas os ativistas dizem que não desistirão até que a mudança seja feita.

Com que frequência os tiroteios em massa acontecem nos EUA?
Este ano, 213 tiroteios em massa, definidos como incidentes em que pelo menos quatro pessoas foram baleadas ou mortas, já ocorreram nos Estados Unidos, de acordo com o Gun Violence Archive . Em 2021, foram registrados 692 tiroteios em massa, em comparação com 610 ao longo de 2020.

Os EUA já viram outros exemplos devastadores de tiroteios em massa este mês. Menos de duas semanas antes do tiroteio em Uvalde, um atirador abriu fogo em um supermercado em Buffalo, Nova York. Ele atirou fatalmente em 10 pessoas, a maioria afro-americanos.

Que políticas foram propostas para lidar com tiroteios em massa?
Os defensores do controle de armas delinearam um plano extenso e específico para reduzir o número de mortes causadas por armas de fogo nos EUA. Essas políticas incluem a obrigatoriedade de verificações de antecedentes para todas as compras de armas, incluindo aquelas supervisionadas por vendedores não licenciados on-line ou em feiras de armas, e impor um período de espera depois que alguém compra uma arma de fogo.

Os defensores também pediram a expansão das restrições às pessoas que podem adquirir armas legalmente. Eles dizem que parceiros de namoro abusivos, condenados por crimes de ódio e pessoas com doenças mentais que representam um risco de segurança, entre outros, devem ser impedidos de comprar armas de fogo. Alguns propuseram proibir a compra de armas por menores de 21 anos, o que pode ter impedido o atirador de 18 anos em Uvalde de adquirir suas armas.

Alguns estados já promulgaram leis mais rígidas sobre armas, mas a legislação federal fortaleceria as restrições em todo o país.

Os americanos apoiam leis mais rígidas sobre armas?
Há amplo apoio nos EUA para certas políticas defendidas por defensores do controle de armas. De acordo com uma pesquisa da Morning Consult/Politico realizada no ano passado, 84% dos eleitores americanos apoiam a verificação universal de antecedentes para a compra de armas.

Mas as opiniões são mais variadas quando os americanos são questionados sobre suas opiniões sobre leis de armas mais rígidas em geral. Uma pesquisa de novembro realizada pela Gallup descobriu que 52% dos americanos apoiam um controle de armas mais rigoroso, que marcou a classificação mais baixa na questão desde 2014. O apoio à proibição de armas curtas também atingiu um novo mínimo em 2021, com apenas 19% dos americanos dizendo ao Gallup que seriam a favor de tal política.

Parte dessa hesitação pode derivar do fato de que dezenas de milhões de americanos possuem armas. Quatro em cada 10 americanos vivem em uma casa com uma arma, enquanto 30% dizem que possuem uma pessoalmente, de acordo com uma pesquisa de 2021 do Pew Research Center.

O Congresso já tentou aprovar leis de armas mais rígidas antes?
Sim, os democratas no Congresso pressionaram repetidamente para fortalecer as leis sobre armas que poderiam ajudar a diminuir o número de tiroteios em massa nos Estados Unidos. Mais notavelmente, o Congresso tentou aprovar uma lei de compromisso para expandir a verificação de antecedentes em 2013, meses após o tiroteio devastador na escola primária Sandy Hook em Newtown, Connecticut. Esse projeto não conseguiu superar uma obstrução do Senado, já que a maioria dos republicanos e um punhado de democratas se opuseram à legislação.

Depois que o projeto foi derrotado, o então presidente Barack Obama fez um discurso inflamado culpando a National Rifle Association pelo fracasso, que se opôs veementemente à legislação e prometeu fazer campanha contra qualquer senador que a apoiasse.

"Em vez de apoiar esse compromisso, o lobby das armas e seus aliados mentiram deliberadamente sobre o projeto", disse Obama na época. “Mas podemos fazer mais se o Congresso agir em conjunto.”

Qual é o caminho a seguir para promulgar a legislação de controle de armas?
A Câmara controlada pelos democratas já aprovou projetos de lei para expandir a verificação de antecedentes para todas as vendas ou transferências de armas de fogo e fechar a chamada “brecha de Charleston”. Essa brecha, que aumentaria a quantidade de tempo que os vendedores de armas licenciados devem esperar para receber uma verificação de antecedentes completa antes de transferir uma arma para um comprador não licenciado, permitiu que um atirador branco alvejasse uma igreja historicamente negra em Charleston em 2015.

Mas esses projetos de lei aprovados pela Câmara atualmente têm muito poucas chances de serem aprovados no Senado igualmente dividido. Os senadores republicanos provavelmente obstruirão qualquer proposta de lei de controle de armas, e os democratas não têm os 60 votos necessários para avançar nesses projetos. O senador democrata Joe Manchin também deixou claro na terça-feira que não apoiaria a emenda da obstrução para aprovar uma lei de controle de armas, o que significa que os democratas não têm votos para criar uma exclusão da regra.

É improvável que o Senado vote em breve os projetos de lei aprovados pela Câmara
Reconhecendo essa realidade, o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, disse na quarta-feira que é improvável que a câmara alta vote em breve os projetos de lei aprovados pela Câmara. “Acredito que os votos de responsabilização são importantes”, disse Schumer, “mas, infelizmente, este não é um caso de o povo americano não saber onde estão seus senadores. Eles sabem."

Isso não significa que os democratas estão desistindo de seus esforços para fortalecer as leis sobre armas. O senador Chris Murphy, de Connecticut, que representa a comunidade de Sandy Hook e criticou ferozmente a inação do Congresso sobre o controle de armas, disse que os eleitores têm uma chance em novembro de derrubar os republicanos que se opõem à reforma.

“Vou tentar o dia todo hoje para tentar encontrar algum compromisso, mas isso depende dos eleitores”, disse Murphy à CNN na quarta-feira. “Se [os candidatos] apoiam a lei atual, se eles não apoiam a reforma [em vez disso], não os envie de volta ao Congresso.”

WEG fornece solução para usina geotérmica nos Estados Unidos


*LRCA Defense Consulting - 01/06/2022

Considerada uma fonte de energia renovável, praticamente livre de emissões de CO₂, a energia geotérmica é gerada através do calor obtido abaixo da superfície terrestre. Em contrapartida, é uma fonte pouco explorada o que representa atualmente, em conjunto com as fontes renováveis como solar e eólica, apenas 2% da matriz energética mundial (2019 - IEA, 2021), de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Contribuindo para elevar o uso dessa fonte, a Ormat Technologies, líder no setor geotérmico global, selecionou mais uma vez a WEG para fazer parte do projeto Tungsten Mountain 2, onde foi adicionada uma segunda unidade de geração de energia à usina geotérmica já existente. O turbogerador WEG tem capacidade de geração de 30 MVA através de uma fonte de energia limpa, seguindo as diretrizes mundiais de reduções de emissões de CO₂.

A usina de Tungsten Mountain, localizada no condado de Churchill - Nevada, nos Estados Unidos, foi projetada para aproveitar a energia e a vida útil de seu reservatório reinjetando 100% de todos os fluídos geotérmicos.

Responsáveis por converter a energia mecânica em eletricidade, os turbogeradores possuem ampla faixa de potências, definidas com base na experiência WEG no fornecimento e dimensionamento de turbogeradores, podendo ser aplicados em turbinas a vapor e a gás.

É inovação tecnológica e eficiência energética da WEG aplicada a geração de energia renovável, consolidando a companhia como importante fornecedora do setor.

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