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17 janeiro, 2023

Embraer assina contrato com a Vortex Aircraft Services para uso do Beacon


*LRCA Defense Consulting - 17/01/2023

A Embraer assinou contrato com a Vortex Aircraft Services para a utilização do Beacon, plataforma de coordenação de manutenção que conecta recursos e profissionais para o retorno mais rápido das aeronaves ao serviço. A empresa tem sede nos Estados Unidos, e é especializada em e eventos de manutenção programada para aeronaves em solo. 

A Vortex Aircraft Services terá o Beacon como ferramenta para aprimorar a coordenação da manutenção e da capacidade de resposta aos serviços dedicados a aeronaves em solo, simplificando a comunicação em torno de eventos de reparos de todos os tipos de aeronaves. A plataforma será essencial para aumentar a produtividade da equipe e melhorar a eficiência dos processos internos da Vortex, além de promover a melhora na troca de conhecimento e simplificar os fluxos de trabalho.

“Por ser uma plataforma agnóstica, o Beacon é o parceiro ideal para a Vortex, já que a empresa presta serviços de manutenção e reparo para um amplo leque de aeronaves com diferentes fabricantes e equipamentos originais. Cada minuto conta na aviação, e o Beacon ajudará a Vortex a melhorar sua eficiência na coordenação de eventos de aeronaves em solo e na manutenção de campo. A plataforma promoverá uma colaboração mais eficaz e manterá os altos padrões de rápida resposta a eventos críticos de manutenção”, afirma Marco Cesarino, Head do Beacon.

Com a integração da Vortex em sua plataforma, o Beacon expandirá sua presença no mercado americano de manutenção e reparo, além de colaborar para manter os padrões de excelência da Vortex no serviço para clientes da aviação comercial e privada. “Temos convicção no fortalecimento no tempo de resposta e na qualidade do trabalho para nossos clientes. A plataforma Beacon se alinha com nossa visão de expansão em Charlotte, na Carolina do Norte, um local estratégico para a Vortex e seus clientes. Charlotte é um hub para transportadoras aéreas e para todas as operações que passam pelo sudeste dos Estados Unidos. Ao ingressar no Beacon, tornamos nosso relacionamento com nossos clientes ainda mais dinâmico e damos suporte para que possam continuar voando”, diz Luis Osuna, Diretor de Manutenção da Vortex Aircraft Services.

16 janeiro, 2023

 EUA: Taurus lança versão Executive Grade do lendário revólver Taurus Judge


*LRCA Defense Consulting - 16/01/2023

A mais recente adição à linha exclusiva Taurus Executive Grade, o lendário e premiado Taurus Judge aumenta seu legado - e sua coleção - agora com estilo luxuoso, avanços funcionais e estética em abundância.

Fornecendo uma nova visão de uma lenda da indústria norte-americana de armas leves, o Taurus Judge Executive Grade apresenta um acabamento acetinado polido à mão, punhos de madeira em grau diferenciado de apresentação, mira frontal de haste de latão e um gatilho excepcionalmente suave e ajustado à mão.

Cada Taurus Judge é montado à mão em uma sala separada por uma equipe de armeiros especialmente treinados, garantindo que o ajuste e o acabamento sejam excelentes.

A ação do gatilho é ajustada manualmente, resultando em um acionamento suave de dupla ação, perfeito para disparos rápidos. O gatilho de ação única permite uma pausa nítida e limpa para quando for necessário aumentar um pouco a precisão.

Com sua combinação de recursos, desempenho, elegância e belíssimo acabamento, o novo Taurus Judge Executive Grade está pronto para liderar o mundo dos revólveres Colt .410/.45, sendo mais uma notável opção disponibilizada agora pela empresa líder na produção e venda de revólveres no mundo.

 

Especificações
Calibre: 45 Colt / 410 GA
Capacidade: 5 tiros
Comprimento do cano – 3 polegadas
Comprimento total – 9,5 polegadas
Largura – 1,5 polegadas
Altura – 5,1 polegadas
Peso – 36 onças (descarregado)
Preço sugerido (MSRP): US$ 949,99

Taurus Judge: uma das armas mais vendidas da Taurus
O revólver Judge foi um grande sucesso desde seu lançamento em 2006 e é uma das armas mais vendidas da Taurus em todos os tempos. Originalmente era chamado de 4510, mas a Taurus descobriu que os juízes em Miami o carregavam para legítima defesa em seu tribunal e o renomearam como Judge (Juiz).

O Taurus Judge é um revólver capaz de disparar cartuchos de espingarda .410 e cartuchos de pistola Colt .45. É uma arma extremamente popular e as lojas de armas têm dificuldade em mantê-lo em estoque. Ele também aparece com frequência em críticas elogiosas nas revistas gerais de armas e em vários programas de tiro em canais de TV voltados para o exterior.

Existem vários modelos derivados do Judge, incluindo o Public Defender, o Raging Judge e até variantes com armação em polímero. Embora haja outros calibres e tamanhos de cano, o modelo nesse calibre e com cano de três polegadas é o mais produzido do Taurus Judge.


 


Embraer negocia a aeronave C-390 Millennium com a Índia

Com a expectativa de que a Índia gaste US$ 130 bilhões em modernização de defesa, a Embraer, principal fabricante brasileira de defesa, planeja aumentar as parcerias locais

 

*Mint, por Shashank Mattoo - 15/01/2023

Com a expectativa de que a Índia gaste cerca de US$ 130 bilhões em modernização de defesa nos próximos anos, a Embraer, importante empresa brasileira de defesa e aviação, planeja aumentar as parcerias locais em uma tentativa de ajudar as ambições de indigenização da Índia e aumentar as exportações globais de defesa do país.

“Além de impulsionar a fabricação local do país, a Embraer também pode ajudar a Índia a se tornar um fornecedor crítico na cadeia de suprimentos global por meio de suas ofertas substanciais em unidades aeroespaciais”, disse Caetano Neto, executivo sênior da Embraer, em resposta às perguntas do Mint. O objetivo, acrescentou Neto, é aumentar as capacidades domésticas da Índia e, ao mesmo tempo, ajudá-la a alcançar o status de exportador global de defesa.

A Embraer, fundada em São Paulo, no Brasil, em 1969, é a terceira maior fabricante de aeronaves civis depois da Boeing e da Airbus. A empresa também construiu presença no mercado de aviação de defesa com vendas para países da OTAN como Portugal, Hungria e Holanda, entre outros.

Setor de Defesa
A Embraer já garantiu alguns pedidos de defesa da Índia. Os jatos Legacy 600 da empresa são usados ​​pela Força de Segurança de Fronteiras e pela Força Aérea Indiana para transportar altos funcionários do governo e VIPs. Além disso, a empresa brasileira também contribuiu para o desenvolvimento do sistema de radar aerotransportado AWACS (Airborne Early Warning and Control System) da IAF. 

A empresa também está em negociações para vender à IAF sua aeronave de transporte militar C-390, principalmente para uso nos setores do norte da Índia.

Caetano Neto também expôs os planos futuros da Embraer. Primeiro, a empresa espera vender à Índia sua aeronave de ataque leve multifuncional, o A-29 Super Tucano. O executivo da empresa de aviação brasileira acredita que esta plataforma será atraente para a IAF, Marinha Indiana, Guarda Costeira e forças de segurança de fronteira, como a Polícia de Fronteira Indo-Tibetana (ITBP) e a Força de Segurança de Fronteira (BSF). Esta plataforma é usada atualmente pelas Filipinas, Indonésia, Líbano e várias forças aéreas latino-americanas. A Embraer também espera usar sua experiência anterior em sistemas de radar para ajudar a Índia a administrar suas fronteiras terrestres e costeiras.


“A Índia é um mercado importante para nós e estamos ansiosos para estabelecer parcerias locais no país que possam impulsionar ainda mais as indústrias e capacidades de defesa da Índia”, disse Neto em resposta a uma pergunta sobre a disposição da Embraer de transferir tecnologia para parceiros indianos.

A Embraer, acrescentou, estava “em negociações com várias empresas indianas para possíveis parcerias não apenas para os requisitos das forças indianas, mas também para atender aos requisitos globais”.

“Vemos a Índia não como um cliente, mas como um parceiro de negócios promissor”, disse ele. 

Taurus Armas
Nos últimos anos, a relação de defesa entre a Índia e o Brasil cresceu significativamente. Mint havia informado anteriormente sobre os planos do fabricante de armas pequenas Taurus Armas de estabelecer uma fábrica em parceria com a Jindal Defense na Índia. A Taurus, uma empresa brasileira, deixou claro que estava aberta a transferências de tecnologia de defesa e reforçando as ambições de indigenização da defesa da Índia. A Taurus, que deve iniciar a produção de suas pistolas e carabinas em uma fábrica com sede em Haryana neste mês, delineou seus planos para construir o ecossistema de defesa doméstico, adquirindo em grande parte componentes nativos.

Saiba mais:

- Embraer oferece o C-390 Millennium à Força Aérea Indiana para carga e reabastecimento aéreo

15 janeiro, 2023

Avibras receberá aporte da Finep para desenvolver sistema inovador de navegação para mísseis balísticos

Lançamento Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300 a partir do Sistema Astros

*LRCA Defense Consulting - 15/01/2023

Recentemente a Avibras foi classificada em terceiro lugar para obtenção de recursos de subvenção da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) através do edital à inovação para a Base Industrial de Defesa (BID), que incentiva o desenvolvimento de soluções inovadoras na área de Defesa. Foram apresentados 42 projetos de diversas empresas da BID, sendo que oito foram classificados dentro do limite de recursos disponibilizados.

O projeto da Avibras está relacionado à área temática do edital de guiamento, controle e navegação para aplicações em mísseis e foguetes com a proposta de desenvolver a Unidade de Auxílio à Navegação para Mísseis Balísticos. “O objetivo é criar um sistema capaz de guiar o míssil balístico em sua trajetória até o alvo através de Sensores Micro Electro Mechanical Systems (MEMs) e Algoritmos não Lineares, que são inovadores”, explicou Mário Corrêa, responsável técnico e idealizador da proposta da unidade de auxílio.  

Para o desenvolvimento do projeto, a Avibras receberá como aporte da Finep, R$ 14.935.529,92 ao longo de três anos. Os trabalhos iniciam no primeiro semestre de 2023.

“A proposta do projeto foi construída dentro do propósito do Espaço Avibras de Tecnologia e Inovação (EATI), de ser a embaixada de tecnologia e inovação da empresa e de acordo com a estratégia de negócios da empresa. Também terá a participação do Centro de Pesquisa Von Braun, importante instituto de parceria do relacionamento com o EATI”, destacou Luiz Gentil, gerente do EATI.     

Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300

Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300
O Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300 é uma nova munição em estágio de pesquisa e desenvolvimento, com o propósito de ser lançado a partir da plataforma do Sistema ASTROS em uso pelo Exército Brasileiro. 

O míssil está sendo concebido para levar 200 kg de carga bélica convencional a uma distância de até 300 km com precisão em Círculo de Erro Provável (CEP) menor ou igual a 30 m, produzindo o mínimo de dano colateral.

O principal objetivo do Míssil Tático de  Cruzeiro AV-TM 300, dado ao poder dissuasório do armamento, é desencorajar eventuais ameaças externas, pois poderá atingir alvos estratégicos de eventuais oponentes muito além dos alvos táticos atualmente batidos pelos foguetes do Sistema ASTROS, conferindo ao Exército Brasileiro uma maior capacidade de dissuasão extrarregional. Atualmente, a família de foguetes Astros compreende quatro modelos com menor alcance, que variam entre 30 e 80 quilômetros.

Interesse internacional
De acordo com o portal especializado Tactical Report, em publicação de 02/06/2022, o Egito estaria próximo de adquirir mísseis AV-TM 300 junto com sua plataforma de lançamento, o sistema Avibras ASTROS II MK6, observando ainda que este acordo faria parte de uma série mais ampla de acordos que foram recentemente assinados entre o Egito e empresas de defesa brasileiras.

A mesma fonte, em publicação de 27/06/2022, divulgou que o Egito estaria interessado em adquirir o Sistema de Foguetes de Artilharia para Saturação de Área (ASTROS 2020), fabricado pela empresa brasileira de defesa Avibras. O Ministério da Produção Militar do Egito (MoMP) estaria considerando assinar o contrato do acordo, juntamente com a transferência de tecnologias (ToT) e acordos de coprodução.

Há indícios que outros países também estariam interessados no novo míssil de cruzeiro e no Sistema ASTROS. O jornalista e pesquisador de defesa Roberto Caiafa, um dos maiores experts brasileiros nesse tema, poderá divulgar em breve novidades em seu canal Caiafa Master.

O lançador ASTROS, ao contrário do seu principal concorrente - o norte-americano MLRS HIMARS, é o único sistema de artilharia de foguetes com lançador modular, fato esse que permite o disparo de munições de diferentes calibres, tais como foguetes balísticos, munições guiadas e mísseis de cruzeiro com a simples troca de recipientes do foguete.

Caso seja confirmada a venda de mísseis de cruzeiro AV-TM 300 e os seus sistemas de lançamento ASTROS II MK6 para o Egito ou para outro país, o negócio poderá representar um bem-vindo fôlego para a combalida Avibras, que enfrenta um difícil período de recuperação judicial devido ao grande endividamento que tem e ao encolhimento de suas vendas internacionais.

A sobrevivência da Avibras é fundamental para a estratégia nacional de defesa do Brasil. No entanto, o desenvolvimento da altíssima tecnologia que a caracteriza, faz com que necessite de pesados investimentos, que só poderão ser sustentados com a firme exportação de seus produtos, haja vista que o fornecimento de unidades do armamento para as Forças Armadas brasileiras é pontual, pequeno e insuficiente para esse propósito.

Nos EUA, Taurus lança primeiros dois revólveres defensivos do mundo prontos para óptica (T.O.R.O.)


*Shooting Illustrated - 15/01/2023

Em outubro de 2022, a Taurus perguntou a seus clientes o que eles gostariam que a empresa produzisse, uma vez lançado o revólver 856 Executive Grade. A resposta que receberam foi rápida e unânime: seus clientes queriam um revólver de armação pequena (defensivo / para defesa pessoal) que fosse construído para uma óptica de ponto vermelho (Red Dot).

A Taurus ouviu e agora está lançando dois novos revólveres defensivos prontos para óptica, o Taurus Defender 856 TORO (Taurus Optic Ready Option) e o TaurusDefender  605 TORO. O 856 é um revólver de seis tiros com câmara .38 Spl., enquanto o 605 tem cinco tiros e usa câmara .357 Mag.

Ambos os revólveres são fresados ​​na fábrica para aceitar a placa óptica projetada especificamente para esta aplicação. A própria placa aceita pontos vermelhos compactos projetados para a pegada do Holosun K, permitindo que você use miras eletrônicas como o Holosun EPS Carry em sua arma de cilindro.

As vantagens de um ponto vermelho em um revólver são significativas. Obviamente, as miras de ponto vermelho são mais fáceis para muitas pessoas atirarem. Além disso, um ponto vermelho pode ser zerado para um peso específico de grão ou tipo de munição, o que não era uma opção com um revólver de mira fixa tradicional.

Tanto o 856 TORO quanto o 605 TORO são baseados na popular série de revólveres Defender. Estas armas de fogo apresentam construção toda em aço, canos de três polegadas e têm uma mira frontal substituível, com um gatilho de ação dupla/única que fornece um puxão suave, mas rápido em ação dupla para disparos defensivos sérios.

Especificações do Taurus 605 TORO
- Capacidade: 5 rodadas
- Tipo de ação: ação dupla/ação única
- Mira Frontal: Removível
- Mira Traseira: Fixa
- Punhos: Borracha
- Calibre: 357 Mag. / 38 Spl. +P
- Comprimento do cano: 3,00 polegadas
- Comprimento total: 7,50 polegadas
- Altura total: 4,80 polegadas
- Largura total: 1,41 polegadas
- Peso do revólver: 23,52 onças
- Material da Armação: Aço Inoxidável
- Material do cano: aço inoxidável
- Material do Cilindro: Aço Inoxidável
- Acabamento da armação: inoxidável fosco
- Acabamento do cano: inoxidável fosco
- Acabamento do Cilindro: Inoxidável Fosco



Especificações do Taurus 856 TORO
- Capacidade: 6 rodadas
- Tipo de ação: ação dupla/ação única
- Mira Frontal: Removível
- Mira Traseira: Fixa
- Punhos: Borracha
- Calibre: .38 Spl. +P
- Comprimento do cano: 3,00 polegadas
- Comprimento total: 7,50 polegadas
- Altura total: 4,80 polegadas
- Largura total: 1,40 polegadas
- Peso do revólver: 23,5 onças
- Material da Armação: Aço Inoxidável
- Material do cano: aço inoxidável
- Material do Cilindro: Aço Inoxidável
- Acabamento da armação: Preto fosco
- Acabamento do cano: preto fosco
- Acabamento do Cilindro: Preto Fosco





Além disso, a Taurus fez parceria com fabricantes de coldres líderes do setor para criar coldres compatíveis com o revólver TORO desde o início, para que você não precise esperar seis meses para carregar sua nova arma enquanto estiver fora de casa. MSRP (preço sugerido) para o .38 Spl. 856 TORO começa em $ 450,99, e o MSRP para o .357 Magnum 605 começa em $ 445,99.

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*Notas da LRCA Defense Consulting:
Além de atender as necessidades e desejos de seus consumidores, a Taurus dá curso à estratégia de priorizar o esforço em novos lançamentos de revólveres e na consolidação dos modelos já existentes no mercado americano, já que lidera este mercado e o reputa como mais perene e promissor no atual momento.

Algumas outras caracteríticas importantes dos revólveres T.O.R.O. recém lançados:
- São os primeiros revólveres defensivos do mundo prontos para óptica.
- As alças compactas fornecem redução de recuo e ocultação aprimorada.
- O 605 TORO e o 856 TORO usam um cilindro de aço inoxidável para máxima durabilidade.
- Com um cano de 3 polegadas, o 605 TORO e o 856 TORO obtêm o máximo desempenho possível do calibre .357 Magnum / 38 Special, no primeiro, ou do .38 Special no segundo.
- Um gatilho de estilo de alvo suave aumenta a capacidade de atirar com rapidez e precisão.


13 janeiro, 2023

Embraer: aéreas nigerianas Air Peace e Overland Airways têm pedidos de 17 aeronaves


*News Day - 12/01/2023

Se tudo correr conforme o planejado, espera-se que as transportadoras nigerianas recebam 40 aeronaves novas nos próximos 36 meses, a partir do início deste ano, revelaram as verificações THISDAY.

As companhias aéreas nigerianas registraram um progresso constante na aquisição de aeronaves desde que a Arik Air quebrou um feitiço de 20 anos ao adquirir novas aeronaves em 2007.

A Air Peace deverá receber 10 aeronaves Embraer E195-E2 este ano, seguida pela Ibom Air, que deverá receber 10 aeronaves totalmente novas da Airbus, a partir deste ano.

Soube-se que a Overland Airways também fez um pedido firme para 7 aeronaves Embraer 175.

A Air Peace fez um pedido de 10 Boeing B737 Max em 2018 e reconfirmou o pedido em 2021.

As aeronaves chegarão ao país no prazo de 36 meses. 

Leia a matéria completa aqui.

A futura mobilidade aérea da Austrália (Super Hercules C130J ou Embraer KC-390?)


*John Oddy - Director and GM Systems at Exact Tech Australia Pty Ltd - LinkedIn 12/01/2023

Escrevi para o DSR, Representantes Federais, Representantes de Defesa e em público sobre a possível substituição do [Lockheed Martin Super Hercules] C130J e talvez do [Alenia Spartan] C27J. Estou motivado a escrever porque estou preocupado com o fato de que, por questões de conveniência e conforto, devido à falta de visão estratégica, a Austrália pode estar desperdiçando US$ 10 bilhões para comprar a aeronave errada para nossa futura mobilidade aérea.

 Este artigo captura minhas muitas postagens no LinkedIn sobre o assunto e oferece algumas reflexões adicionais.

Acredito firmemente que esta decisão precisa ser mais bem informada e receber uma consideração muito mais detalhada. Reconheço que meus pontos de vista podem estar potencialmente errados, mas as razões publicamente visíveis para a decisão não oferecem nenhum conforto de que a decisão seja devidamente considerada ou sábia.

Para contextualizar por que meus pensamentos podem ser considerados, ofereço o seguinte [currículo]:
- Anteriormente Comandante do RAAF Air Lift Group (agora Air Mobility Group), Diretor Geral de Desenvolvimento Aeroespacial (CDG), Comandante ou Subcomandante de várias Forças-Tarefa Conjuntas, Comandante Avançado Asan Tsunami (Banda Aceh).
- Piloto qualificado ou com experiência de voo em UH1H Iroquois, CH47 Chinook, C27J Spartan, C130 E/H/J Hercules, C17 Globemaster e KC390 (simulador).
- Serviço em manutenção da paz, resposta a desastres, evacuação nacional e operações de guerra.

Os principais pontos do título:

- O C130J não pode atender aos requisitos futuros da Austrália para velocidade, alcance e carga útil. Também não pode oferecer reabastecimento no ar ou sistemas de sensores integrados nativamente (ISR). Não pode operar com segurança para apoiar a Austrália na Antártica com carga útil significativa.

- Com US $ 10 bilhões, o C130J não vale o dinheiro. A mesma capacidade pode ser fornecida pelo KC390 com opções de economia entre $ 3-5 bilhões.

- A compra do KC390 pode ser realizada com segurança por meio de um programa de aquisição de estágio que testa e valida decisões de estágio com rampas de saída, se necessário.

- A capacidade do KC390 oferece oportunidade para a Austrália estabelecer alianças estratégicas de mobilidade aérea no Pacífico Ocidental com a Coréia do Sul, Japão, Cingapura e Nova Zelândia (à medida que substituem o B757).

- Os interesses da Austrália na Antártica só podem ser apoiados com segurança e eficácia pelo KC390 e C17.

- Uma avaliação abrangente de capacidade pode ser conduzida de forma acessível para validar e verificar todos os elementos-chave que devem ser considerados na tomada de uma decisão tão substancial.

Concluo que não devemos avançar de imediato com o compromisso de compra do C130J. Devemos conduzir o primeiro estágio do potencial programa KC390 alugando duas aeronaves para realizar um programa australiano de Avaliação Abrangente de Capacidade. Embora isso tenha custos, muitos deles serão adotados na capacidade futura se continuar e o potencial é que as economias realizadas excedam em muito os custos. 

Disclaimer: Estas são opiniões que desenvolvi a partir de minha experiência militar e comercial. Os dados que usei são de código aberto e podem estar errados. A análise conduzida é totalmente minha e pode estar igualmente errada. Não fui recompensado por ninguém para desenvolver esses insights, nem há qualquer expectativa de que me beneficiarei ao expressar essas opiniões.

12 janeiro, 2023

Lança-rojão AT-4: as várias vantagens táticas de uma arma de uso único

Soldado brasileiro em posição com o lança-rojão AT-4

*LRCA Defense Consulting - 12/01/2023 (atualizada em 17/01, às 11;20)

Quando nos referimos a um soldado de infantaria moderno portando uma arma, na maioria das vezes falamos de uma arma reutilizável, pois o soldado pode atirar várias vezes e se envolver com os alvos por mais tempo. Parece certo. Mas você sabia que, assim como as armas de uso múltiplo, as armas de uso único também fazem muito sentido no teatro de guerra moderno?

Alto poder de fogo
Soldados com o AT4, lança-rojão que equipa as unidades de Infantaria do Exército Brasileiro, estão prontos para tudo. Com todos os recursos necessários para o sucesso da missão, incluindo habilidades noturnas e em espaços confinados, os soldados AT4 podem agir rapidamente sem se preocupar se o ambiente ao redor é adequado para descarregar uma arma. O calibre de 84 mm oferece desempenho mais do que suficiente quando for necessário neutralizar uma casamata leve, uma posição em edificação urbana, um veículo ou um carro de combate leve.

Simples de usar
Em comparação com as armas recarregáveis ​​com funções sofisticadas, as armas descartáveis ​​costumam ser mais fáceis de usar. "Antes de tudo, a simplicidade de uso significa que os soldados podem ser mobilizados imediatamente com uma arma como o AT4, apenas com treinamento básico. Estamos falando de treinamento de apenas um ou dois dias. Em segundo lugar, as funções simples também significam que os soldados poderão atirar com seus instintos durante o calor da batalha, em vez de se lembrar do funcionamento da arma”, diz Görgen Johansson, chefe da área de negócios da Saab Dynamics.

Maior distribuição de poder de fogo
Quando se tem uma arma não especializada de uso único, é possível enviar um grande número de soldados com ela. E quando várias rodadas de munições AT4 são disparadas por vários soldados ao mesmo tempo, as chances de dominar um alvo aumentam muito.

No final, tudo se resume ao fato de que as tropas modernas enfrentam uma variedade de cenários de missão. Se um sistema de armas atender aos requisitos de um operador, ele encontrará um lugar.

Além do menor peso, o AT4 oferece aos seus usuários facilidade de uso e manuseio. Para qualquer nível de experiência, um soldado desmontado simplesmente mira, atira e destrói o alvo antes de descartar o tubo vazio. Com o AT4, há também uma grande vantagem na forma de capacidade de tiro em espaço confinado. A utilização de uma contra-massa de água do mar no AT4 permite a sua utilização em recintos fechados e junto a paredes sem prejudicar o operador ou as pessoas que o rodeiam.

Lança-rojão AT-4
Na Infantaria do Exército Brasileiro, cada Grupo de Combate (nove homens) é dotado com dois lança-rojões AT-4.

O AT-4 (também AT4, AT4 CS, AT4-CS, ou AT-4CS) é uma arma de 84mm não guiada, portátil, de único tiro, sem recuo e de tubo (cano) liso produzida na Suécia pela Saab Bofors Dynamics desde o final da década de 1980. A Saab teve um considerável sucesso de vendas com o AT4, tornando-o uma das armas anti-carro individuais mais comuns do mundo.

A designação "CS" representa o "espaço confinado" referindo-se à carga propelente, sendo projetado para operar de forma eficaz dentro de edifícios em um ambiente urbano. Seu objetivo é dar às unidades de infantaria um meio para destruir ou incapacitar veículos blindados e fortificações, embora geralmente não seja suficiente para derrotar um moderno carro de combate (MBT). O lançador e o projétil são fabricados pré-embalados e enviados como uma única unidade de munição, com o lançador descartado após uma única utilização.

Atualização: Tropas ucranianas explodem T-90M russo com canhão sem recuo AT4

A designação AT-4 é um jogo de palavras alfafonético a respeito do papel da arma (AT = "Anti-Tank") e o calibre de 84 mm.


 *Com informações da Saab.

11 janeiro, 2023

Na Índia, Taurus poderá produzir 1.500 armas por dia, inicialmente

Sede da joint venture JHind Taurus India Defence Systems Private Ltd.

*LRCA Defense Consulting - 11/01/2023

Recentemente, o CEO Global da Taurus Armas S.A. afirmou, durante um evento com investidores na fábrica de São Leopoldo, que a Índia representa uma oportunidade ainda muito maior do que aquela que a empresa que teve no ano de 2021, quando a Taurus percebeu e se preparou a tempo para a impressionante e inédita demanda que viria nos EUA, aproveitando-a ao máximo e fazendo de 2021 o melhor ano da história da companhia.

Ao serem analisadas as últimas declarações do CEO da Taurus e dos executivos do Grupo Jindal em entrevistas para a imprensa (tanto brasileira como indiana), bem como em lives e em outras oportunidades, é possível entender o otimismo do principal executivo da multinacional gaúcha de armas leves.

Capacidade inicial de 1.500 armas/dia
Poucos meses após ser firmada a joint venture entre a Taurus e o Grupo Jindal, Abhyuday Jindal, diretor administrativo da Jindal Stainless (Hisar) Ltd - JSHL declarava, em julho de 2020, que "estamos visando uma capacidade de 100.000 unidades por ano ao mix de produtos”.

No entanto, na última reunião da Apimec, os executivos da Taurus deixaram claro que a fábrica indiana tem capacidade de produção inicial de 1.500 armas por dia, o que supera em quase quatro vezes a modesta previsão de Abhyuday Jindal feita em 2020.

A área fabril construída está situada dentro de um terreno total bem maior, possibilitando a expansão que for necessária no futuro. Além disso, visando o prestígio a empresas locais, uma parte da produção será terceirizada, pelo menos inicialmente, fazendo com que a necessidade de espaço interno fabril seja menor.


Salto no EBITDA
Um outro motivo para o entusiasmo do CEO Global da Taurus é a geração de caixa que a operação na Índia deverá gerar, haja vista que, enquanto sua empresa contribui com a transferência de tecnologia, cabe ao Grupo Jindal quase todos os investimentos, da produção à distribuição, passando pelo marketing e demais custos necessários. Com isso, os 49% dos frutos a que a Taurus terá direito serão recebidos praticamente "limpos", possibilitando um enorme salto no EBITDA da empresa.

Linhas de montagem
Já foram enviadas para a Índia linhas de montagem de revólveres, pistolas e armas táticas. A produção começará com pistolas calibre 7,65mm e revólveres calibre .32 (calibres civis autorizados), além das armas táticas (fuzil T4 5,56 x 45mm e pistola 9mm), que serão iniciadas conforme a demanda. 

Os planos de expansão estão no escopo da parceria e podem incluir uma ampla gama de armas de fogo para diferentes aplicações, como fuzis T4 7,62 x 39mm, fuzis T10 7,62 x 51mm, fuzis T4 .300 e submetralhadoras SMT 9mm, de acordo com as necessidades específicas das forças locais.

Inauguração
A infraestrutura está concluída e inclui, além das máquinas e equipamentos importados do Brasil e outros adquiridos localmente, uma linha de tiro de classe mundial com instalações para testes e homologação, além da infraestrutura de apoio, como laboratórios de metrologia e metalurgia. 

A inauguração está prevista para ser realizada neste semestre e em grande estilo, com a presença de altas autoridades políticas, militares, policiais e empresariais do país, mas sem uma data definida até o momento, já que o início da operação ainda necessita de alguns documentos exigidos pela intrincada burocracia indiana.

Visão aérea da unidade fabril na Índia. Acima e à direita, a fábrica de tubos de aço inox da Hisar Steel, próxima das instalações da JSHL (fora da foto)

Mercado indiano
A joint venture JHind Taurus India Defence Systems Private Ltd. é uma das empresas que já está qualificada na megalicitação de 425 mil fuzis a serem fornecidos ao Exército e à Marinha do país, cujos procedimentos finais deverão ser detalhados e divulgados no mês que vem.

A multinacional brasileira tem preços muito competitivos, alta tecnologia/qualidade e volume de produção (algo que poucos fabricantes têm), além de ter sido a primeira joint venture de armas leves na Índia e de ter uma fábrica quase pronta para entrar em operação. Os três primeiros fatores fizeram com que vencesse a concorrência para fornecer o Fuzil T4 ao Exército das Filipinas no ano passado, também competindo com grandes fabricantes internacionais de armas. Segundo o CEO da Taurus declarou recentemente, existem dois grandes fabricantes que são favoritos nessa concorrência, sendo a Taurus um deles, e é bastante provável que cada um fique com 50% do total.

Além dessa, as licitações futuras para órgãos policiais e paramilitares do país já somam cerca de 260 mil armas de diversos tipos (fuzis, submetralhadoras e pistolas). O mercado civil, que tem apenas 74 milhões de armas (a maioria antigas e obsoletas) para uma população de mais de 1,3 bilhão de pessoas, é um nicho perene e promissor. Ou seja, ainda sem ter inaugurado sua fábrica na Índia, a Taurus já tem a perspectiva de concorrer a licitações que montam, por enquanto, em cerca de 685 mil armas, além de um imenso e quase inexplorado mercado civil. 

Apenas para fins comparativos, as vendas totais no mercado brasileiro em 2021 foram de 372 mil armas.

Nos diversos cenários vislumbrados para suas operações na Índia, a Taurus tem nesse país um mercado capaz de compensar muitas vezes uma eventual queda nas vendas brasileiras e de, no longo prazo, até de se aproximar do volume de vendas nos EUA. E é essa "tempestade perfeita" de fatores positivos que justifica o indisfarçado entusiasmo de seu CEO Global com o negócio.

10 janeiro, 2023

Taurus lança nos EUA três novos modelos de revólveres da centenária marca Rossi

Revólver RP63 no calibre .357 Magnum

*LRCA Defense Consulting - 10/01/2023

A Taurus, maior fabricante de revólveres do mundo, está expandindo sua linha de produtos da marca Rossi no mercado americano, lançando três modelos de revólveres. Os novos revólveres trazem de volta características atemporais da antiga Rossi, incorporando técnicas de fabricação modernas.

O primeiro lançamento é o novo RP63, um revólver em aço inoxidável. No calibre .357 Magnum, o RP63 é perfeito para defesa pessoal ou transporte diário. A arma possui uma estrutura de alça arredondada, facilitando o porte velado. Com maior capacidade em comparação a revólveres de tamanho semelhante, o RP63 possui um tambor de 6 disparos. As miras são fixas, o que é ideal para uma arma de defesa pessoal, e a mira frontal é aumentada para uma visada sem obstáculos. Assim como todos os novos revólveres Rossi, produzidos pela Taurus, o percutor é montado diretamente no cão, a percussão direta é uma característica do centenário revólver Rossi, que voltará ao mercado. Completando esse redesenho, possui um novo gatilho, que eleva a experiência de tiro.

Outra novidade é o modelo RM66. Este revólver de 6 tiros tem o mesmo gatilho que o RP63 de 3 polegadas, mas ostenta 6 polegadas de cano e mira ajustável. Perfeito para defesa, competições e práticas de tiro esportivo. O RM66 também extrai a melhor balística possível do cartucho .357 Magnum.

Revólver RM66 no calibre .357 Magnum


Previsto para lançamento no final deste ano, o revólver de 4 polegadas, RM64, se juntará ao RP63 e RM66. Os revólveres de armação média de 4 polegadas com câmara no calibre .357 Magnum são amplamente considerados por especialistas como uma escolha ideal para um revólver versátil. O consumidor pode carregar a arma de forma velada, utilizar no campo/área rural, caça, defesa pessoal ou até mesmo para praticar. Possui o mesmo gatilho de todos os revólveres Rossi e miras ajustáveis como no modelo RM66.

Com estas novidades, os revólveres Rossi estão de volta em grande estilo. Os modelos RP63 e RM66 já estão disponíveis para comercialização nos EUA, e a versão RM64 será lançada ainda este ano.

Radar meteorológico RMT 0200 da IACIT é fundamental na prevenção de desastres naturais


*LRCA Defense Consulting - 10/01/2023

Fenômenos meteorológicos cada vez mais extremos, alimentados pelas mudanças climáticas causaram um aumento nos desastres naturais nos últimos 50 anos. As informações são da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgadas no relatório de 2021 realizado em conjunto com o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR).

Intitulado "Atlas de Mortalidade e Perdas Econômicas de Extremos de Tempo, Clima e Água", o documento da OMM mostra que, de 1970 a 2019, os desastres naturais equivaleram a 50% de todos os desastres, 45% de todas as mortes reportadas no período e 74% de todas as perdas econômicas. 
 
No Brasil, em diversos períodos, muitas metrópoles também sofrem as consequências das tempestades. No norte da Região a estação chuvosa principal é de março a maio, no sul e sudeste as chuvas ocorrem principalmente durante o período de dezembro a fevereiro e no leste a estação chuvosa é de maio a julho.

Em São José dos Campos interior de São Paulo, uma tecnologia denominada de Radar Meteorológico RMT 0200 vem desempenhando um papel importantíssimo para a prevenção de catástrofes.

Desenvolvido e produzido pela empresa IACIT Soluções Tecnológicas S.A, o Radar RMT 0200 de dupla polarização em estado sólido é um sistema de última geração e o único no Brasil a empregar tal tecnologia para a detecção de fenômenos meteorológicos a longas distâncias, sendo possível monitorar um raio de até 400 quilômetros, com a previsão de fenômenos intensos que possam provocar desastres naturais. Possui transceptor baseado na tecnologia de Rádio Definido por Software (SDR) e utiliza a técnica de modulação não linear (NLFM).

Os instrumentos que estão instalados (como no caso de estações meteorológicas, ou pluviômetros) eles apontam a quantidade de precipitação que aconteceu, dentre outras variáveis. O Radar Meteorológico (como no caso o RMT), ele proporciona o operador a fazer acompanhamento da célula de chuva, antes mesmo que ela precipite, explica a meteorologista da IACIT, Raniele Pinheiro.

As informações do radar, agregadas a informações de pluviômetros, estações hidrológicas e sensores geotécnicos, além de outros instrumentos instalados em áreas de risco, auxiliam no monitoramento das regiões do Vale do Paraíba, Litoral Norte, regiões metropolitanas de São Paulo e de Campinas e algumas cidades do sul fluminense e mineiro.

Com área de cobertura de 400 quilômetros de raio, as informações geradas pelo radar, combinadas a outras fontes de dados, permitem que o Cemaden aumente a capacidade de prevenção de desastres e emita alertas antecipados para os municípios.

A tecnologia avançada do Radar Meteorológico RMT 0200, fabricado pela IACIT, traz como possibilidades a aplicação deste sistema em outras áreas como, dar suporte ao controle de tráfego aérea, colaborar com a agricultura, contribuir com a autonomia tecnológica nacional e salvaguardar vidas.

"O produto também encontra aplicação no controle e gerenciamento de tráfego aéreo. Ele apoia, por exemplo, o controlador de voo na sugestão de desvio de rota de uma aeronave e no gerenciamento do fluxo. Se tem um sistema em formação em uma determinada área, ele pode redirecionar o fluxo e, portanto, mitigar risco para a aeronave”, diz o diretor de Marketing e Vendas da IACIT, Gustavo Hissi.

Segundo Gustavo, o Radar pode ainda ser utilizado na agricultura. “Quando se aplica um defensivo, ele precisa de um tempo para agir. Se chove logo em seguida, perde-se um grande investimento, visto que a aplicação de defensivos tem um alto custo. O radar pode ser aplicado em pesquisas também, apoiando a comunidade científica no entendimento dos fenômenos atmosféricos.", exemplificou o diretor da IACIT.

Gustavo também destacou as oportunidades no mercado exterior. “A IACIT tem uma atuação forte no mercado internacional, olhando principalmente para os mercados da América Latina, África e Ásia, onde o emprego do radar meteorológico tem uma aderência muito grande”.

O Radar RMT 200 está instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos, na sede do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

Radar RMT 0200
O radar meteorológico foi desenvolvido pela empresa IACIT Soluções Tecnológicas S.A, em parceria com o Cemaden.

O RMT 0200 é um radar meteorológico “banda S” de dupla polarização em estado sólido. Ele consegue fornecer, por exemplo, dados sobre a formação de nuvens densas que crescem rapidamente e provocam tempestades volumosas e monitora o tamanho das gotas de água e dos cristais de granizo existentes nessas nuvens. Com essas informações, é possível prever o volume, a localização e o momento em que ocorrerá a precipitação.


Sobre a IACIT
A IACIT é uma empresa brasileira, fundada em 1986, que possui capacitação tecnológica para o desenvolvimento de produtos e sistemas aplicados ao Auxílio do Controle e do Tráfego Aéreo e Marítimo; Defesa e Segurança Pública; Fábrica de Software; Meteorologia; Pesquisa, Desenvolvimento.
Os resultados desses investimentos já estão sendo reconhecidos internacionalmente, com a projeção da IACIT no mercado global. Entre os produtos meteorológicos que ganham destaque no portfólio da empresa, destacam-se o RMT 0200, um radar meteorológico banda S de dupla polarização em estado sólido; e o Sistema WEBRADAR.
 

09 janeiro, 2023

Confederação Brasileira de Tiro Esportivo apoia nota da ANIAM sobre regulamentação das armas


*LRCA Defense Consulting - 09/01/2023

Manifestação de Apoio à Nota de Esclarecimento da ANIAM - 09 Jan
No dia 05 de janeiro de 2023, foi publicada Nota de Esclarecimento pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições – ANIAM, na qual elucidou o conteúdo da correspondência de mesma autoria e destinada ao Exmo. Sr. José Múcio Monteiro Filho (atual Ministro da Defesa), datada de 14 de dezembro de 2022.

Isto porque, na repercussão da referida correspondência, houve disseminação de opiniões controversas em relação tanto ao seu conteúdo, quanto às intenções da ANIAM, possivelmente influenciadas pelos ânimos aflorados, angústia e incerteza que permeiam o julgamento daqueles afetados diretamente pelas normativas do atual governo, o que possivelmente direciona a interpretações emotivas, e conclusões precipitadas.

É de público conhecimento que o atual governo, desde a campanha realizada durante o processo eleitoral, já tinha demonstrado seu posicionamento e intenções no que tange às matérias relacionadas às armas, e que se concretizou com a edição e publicação do Decreto 11.366/23.

Nesse sentido, revela-se irracional discordar acerca da existência das complicações inerentes ao contexto, o qual em muitos aspectos é desfavorável tanto para a indústria quanto para o esporte, e que medidas, naquele momento, precisavam (e ainda precisam) ser tomadas a fim de buscar o entendimento, visando, na medida do possível, a preservação dos direitos e a segurança jurídica.

Com isso, a Nota de Esclarecimento em questão constata que a ANIAM buscou meios possíveis para abrir um canal de comunicação e composição, e, caso as sugestões apresentadas tenham sido atendidas, ainda que parcialmente, refletem de forma positiva também na manutenção do esporte, sem que se possa desconsiderar as limitações que o contexto impõe.

Tal posicionamento da ANIAM, bem como do Sr. Salesio Nuhs, conforme se pode observar ao longo do tempo, não constitui novidade, muito menos oportunismo, já que, desde sua atuação no referendo realizado em 2005, historicamente sempre atuaram de forma a contribuir de maneira favorável, direta e indiretamente, para o desporto do tiro, com incentivos à manutenção e crescimento do mesmo (a exemplo do programa de descontos para atletas Confederados), figurando, portanto, como parceiros do esporte.

Por sua vez, um outro aspecto que há de ser considerado, é que a indústria de armas e munições caminha em conjunto com o desporto de tiro não apenas nas relações comerciais (fornecedor/consumidor), mas também porque as diversas modalidades esportivas de tiro constituem a vitrine por excelência na qual a indústria expõe suas novas tecnologias e produtos, e os põe à prova, para conquistar o mercado.

Assim, a CBTE novamente reitera a importância de manter a serenidade, inteligência, e união que o momento exige, pois a manutenção direitos e da segurança jurídica são objetivos comuns, e que serão alcançados através de atuação estratégica, técnica, inclusive com a participação no Grupo de Trabalho a ser criado para debater a nova regulamentação da Lei 10.826/03, já formalmente solicitada ao Exmo. Ministro da Justiça e Segurança Pública.

Jodson Edington
Presidente da CBTE

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ANIAM - Nota de Esclarecimento
A Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições - ANIAM fornece os seguintes esclarecimentos a respeito de correspondência, datada de 14 dezembro de 2022, com comentários e sugestões sobre a nova regulação do comércio de armas e munições.

Essa correspondência tem sido alvo de críticas equivocadas, que revelam incompreensão e só servem para desunir um setor que, trabalhando em conjunto, já teve vitórias históricas como foi o referendo de 2005. Nesse momento em que a revisão da regulação do setor é inevitável, é preciso agir com racionalidade e união para preservar conquistas. Ao invés disso, nos tornamos nosso maior opositor, estamos desunidos e enfraquecidos, precisando nos defender uns dos outros, esquecendo que todos nós trabalhamos e lutamos por um mesmo ideal, mesmo que, às vezes, com pontos de vista diferentes.

Durante toda a campanha, e principalmente no início de dezembro, já eram de amplo conhecimento público os planos do governo eleito de rever a regulação e impor severas restrições em relação às regras anteriores, inclusive recolhimento das armas. Também já havia sido divulgado pelo presidente eleito, em 09 de dezembro de 2022, quem seria o novo ministro da defesa.

Nesse contexto, era imperativo que a ANIAM, entidade sem fins lucrativos que defende os interesses da indústria brasileira de armas e munições, bem como de todos os que trabalham com a produção e comercialização desses produtos e de seus usuários, se posicionasse e fornecesse contribuições.

Afinal, trata-se de proteger os interesses de um setor que emprega mais de 70 mil pessoas, gera receitas de cerca de R$ 13 bilhões, e recolhe aproximadamente R$ 2,8 bilhões em tributos por ano. Aliás, participar do debate democrático e apresentar sugestões é dever de todos que se importam com esse segmento. Omitir-se de uma discussão que já estava posta, ou desconsiderar o contexto em que se dava, seria extremamente ruim para o setor, em especial o esporte do tiro, o comércio e todos que de alguma forma dependem do setor, já que a indústria tem a maior parcela da produção exportada. A omissão não era e continua não sendo uma opção.

A correspondência reúne ideias que, considerando o contexto, visam garantir a preservação dos benefícios que o setor gera para o desenvolvimento do país e, ao mesmo tempo, sugestões de medidas para atender o objetivo (já manifestado claramente na ocasião) de reorganização do comércio de armas e munições.

Trata-se de uma contribuição técnica, que procura garantir equilíbrio, segurança jurídica e sustentabilidade para as atividades da indústria e da cadeia de comercialização de armas e munições, bem como dos usuários desses produtos. Em especial se busca evitar que a nova regulação adote restrições excessivas ou injustificáveis, que poderiam acabar com o setor. Foram sugestões que não têm a pretensão de serem unânimes. Quem não concorda tem todo o direito e mesmo o dever de contribuir. Inadmissível é o setor, que defende os mesmos valores, se dividir e serem feitos ataques e acusações sem sentido.

É obviamente falso afirmar que as restrições impostas pelo Decreto 11.366, de 1º de janeiro de 2023, foram baseadas na manifestação da ANIAM. Mesmo porque as novas regras são provisórias e o próprio decreto prevê que nova regulamentação será apresentada em um prazo de 60 dias a partir da constituição do grupo de trabalho responsável pela sua elaboração.

Assim, atenta às diferentes manifestações do nosso setor, a ANIAM continuará participando ativamente das discussões sobre o tema e apresentando contribuições, no desempenho de sua missão institucional de proteger os interesses de um setor relevante e estratégico para o país.

Atenciosamente,
Salesio Nuhs
Presidente

Saiba mais:
- Grupo de atiradores e lojistas divulga carta sobre as sugestões da ANIAM referentes à regulamentação do Setor de Armas e Munições

- A visão de Luiz Barsi Filho sobre Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, e outras considerações

Taurus lança nos EUA a pistola TX22 Compact com característica inédita



*LRCA Defense Consulting - 09/01/2023

A Taurus TX22 em tamanho real (full size) é a pistola rimfire (fogo circular) 22 LR mais avançada do mercado. Projetada para oferecer a melhor precisão e confiabilidade da categoria, esta pistola esportiva de polímero já vem de fábrica parecendo um modelo de competição personalizado, já que não necessita de atualizações ou modificações caras.

Em virtude do grande sucesso da TX22 em tamanho real, o Setor de Inteligência de Mercado da empresa detectou que os consumidores americanos passaram a exigir uma versão compacta, ideal para quem tenha mãos menores e para as pessoas ousadas que optam por portar uma pistola 22 LR. 

Assim, seguindo os passos do grande sucesso que foi e continua sendo a pistola TX22 full size - uma arma confiável, precisa, acessível e bonita, a empresa está aumentando a aposta na concepção 22 LR novamente, desta vez com a nova Taurus TX22 Compact, lançada hoje nos EUA pela Taurus USA, que também possui as mesmas características que tornaram sua "irmã maior" líder na categoria 22 LR.

Seu carregador de coluna escalonada de 10 ou 13 rodadas combina com o já excelente Taurus Performance Trigger System (Sistema de Gatilho Taurus de Alto Desempenho) para tiros rápidos e precisos. O gatilho é tão bom quanto se espera da família Taurus TX22, quebrando de forma limpa e sem empilhamento.

A precisão é auxiliada pelo fato de que todas as pistolas Taurus TX22 Compact já saem de fábrica prontas para óptica, com uma pegada que corresponde às ópticas Shield RMSc e Holosun K. Esta característica inédita a torna a primeira arma de cano curto neste calibre que oferece o ferrolho pronto para a montagem de miras Red Dot.

Tanto para o tiro esportivo de lazer, quanto para competições Steel Challenge ou até mesmo para proteção pessoal, a Taurus TX22 Compact oferece confiabilidade, capacidade e precisão em todos os níveis.

Além disso, a nova arma possui um cano rosqueado pronto para supressor, bem como as mesmas miras padrão do setor que podem ser encontradas na família de pistolas GX4.

Produzida em polímero preto, seu ferrolho é de alumínio duro anodizado preto, com cano em liga de aço preto fosco. Possui as seguintes características:
- Comprimento do cano: 8,89 cm.
- Comprimento total: 17,01 cm.
- Lar5gura total: 3,17 cm.
- Altura geral: 12,44 cm.
- Peso total: 467,76 gramas (carregador vazio).
- Carregador: 10 ou 13 rodadas.

A pistola TX22 Compact mantém o compromisso da Taurus com a excelência, fornecendo mais uma arma de fogo confiável e acessível. Com preços sugeridos de $ 399,99 ou $ 469,99 (já com Red Dot Riton instalada) nos Estados Unidos, a Taurus TX22 Compact tem tudo para se tornar outro grande sucesso da empresa líder em vendas de armas leves no mundo.








08 janeiro, 2023

Senador explica medidas para tentar derrubar decreto de Lula sobre acesso a armas


*Jovem Pan - 07/01/2022

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revogou normas que davam acesso à armas e à munições. Entretanto, senadores da oposição já estão se mobilizando para derrubar o decreto do petista.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, deste sábado, 7, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) comentou a movimentação e articulação da oposição para evitar as mudanças causadas pelo decreto. Segundo o parlamentar do Podemos, o real interesse do decreto é transformar os CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) em criminosos. “O verdadeiro interesse desse decreto é fazer com que CACs se tornem criminosos da noite para o dia. Daqui a 54 dias, se não conseguirmos (barrar), os CACs passariam de cidadãos extremamente honestos e com a lei para criminosos, podendo pegar uma penalidade por porte ilegal de arma e ter seu equipamento apreendido. ALém disso, perderia também seu réu primário”, disse Do Val.

Em outro momento, o senador classificou a medida do governo Lula como “inconstitucional” e garantiu que, do ponto de vista logístico, é inviável que o decreto seja cumprido no prazo estipulado. “Eu deixo bem claro que esse decreto é inconstitucional, porque altera a lei do Estatuto do Desarmamento que (diz que) compete ao Exército a fiscalização, o registro, autorização de porte temporário e trânsitos aos CACs. Como ele estava querendo e não vai conseguir passar para a Polícia Federal, no Exército tem mais ou menos 2 milhões de armas. Vocês pensar que terá 54 dias para a Polícia Federal registrar é humanamente impossível. Falando com a cúpula do Exército e da PF, eles deixaram bem claro que é humanamente impossível”, analisou o senador, que afirmou que levariam anos para finalizar o cadastro.

Saiba mais:
- Armas: senadores e deputados da oposição se articulam para derrubar decreto de Lula

Finep vai investir R$ 117,4 milhões no setor de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 08/01/2023

A Finep divulgou o resultado final da Seleção Pública que vai destinar R$ 117,4 milhões para apoio ao desenvolvimento de 11 projetos de Inovação para a Base Industrial de Defesa. A chamada é uma parceria da Finep com os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e utilizará recursos não reembolsáveis, de subvenção econômica, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

De acordo com o diretor de Inovação da Finep, Otávio Burgardt, foram recebidos nesta chamada 55 propostas, no total de R$ 471,6 milhões. Após uma primeira análise, foram habilitados e classificados, acima da nota mínima do edital, 39 projetos, no montante de R$ 381,8 milhões, que superou em mais de três vezes o valor ofertado, de R$ 120 milhões. “Neste momento, os recursos inicialmente disponibilizados irão permitir a execução de oito projetos da Linha 1, que contempla Tecnologias de Defesa, e três para a Linha 2, que envolve Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear.

Empresas contempladas na Linha 1 e respectivos valores

Empresas contempladas na Linha 2 e respectivos valores

Um sistema autônomo inteligente de defesa cibernética centrado em Informação; uma unidade de auxílio à navegação para Mísseis Balísticos baseado em Array de Sensores MEMs e Algoritmos não Lineares; sistemas de comunicações além da linha do horizonte, empregando equipamentos táticos definidos por software; e um monitor de radioatividade tipo portal para inspeção de veículos são alguns exemplos de tecnologias contempladas nas linhas 1 e 2 do edital. Para a Linha 1, a seleção ficou restrita às empresas cadastradas pelo Ministério da Defesa como EEDs (Empresas Estratégicas de Defesa) ou EDs (Empresas de Defesa), no âmbito da Lei 12.598/12 e Decreto 7970/13.

Aprovada como parte do Plano Anual de Investimentos (PAI) do FNDCT, referente ao exercício de 2022, esta chamada pública foi lançada em junho deste ano. Os seis meses entre o lançamento e a sua finalização, compreenderam o prazo para elaboração das propostas por parte das empresas interessadas, a análise de habilitação e mérito e tempo para envio e análise de recursos ao resultado preliminar.

Segundo Burgardt, o último edital orientado para a Base Industrial de Defesa data de 10 anos, “e para além dos resultados quantitativos, a integração de políticas públicas do Governo Federal foi imprescindível para viabilizar esta nova chamada”, disse.

*Com informações da Finep.

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