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10 abril, 2022

A importância das Guardas Municipais no sistema de segurança pública e a omissão constitucional

(Imagem: Arte Migalhas)


*Migalhas, por Ivan Sartori (Ex-presidente do TJ/SP) - 08/04/2022

Em São Paulo, a cidade mais populosa do país, a Guarda Civil Metropolitana foi criada apenas em 1986, durante a gestão do Prefeito Jânio Quadros, por meio da lei municipal 10.115.

O primeiro efetivo era composto por apenas cento e cinquenta agentes, os quais se reuniam na rua Pedro de Toledo, visto que a corporação não tinha sede própria. Naquele local, os guardas recebiam suas ordens do dia e seguiam a seus postos, a pé ou de ônibus.

Os agentes eram divididos em grupos de cinco homens, pois o número de armas não era suficiente para atender a todo o efetivo e o armamento não era próprio, mas emprestado do Exército Brasileiro 1.

Esse apanhado histórico de uma, dentre as mais de 1.188 guardas municipais atualmente existentes, é interessante, afinal, nos faz questionar como uma corporação inicialmente sem estrutura e sem o devido reconhecimento evoluiu e passou a ser importante vetor de transformação social, desenvolvendo programas nas mais diversas esferas da sociedade, além de prestar valiosa contribuição à manutenção da ordem pública.

Atualmente, somente na capital paulista, a corporação possui centros de comando operacional em todas as zonas da cidade e cerca de 6.200 agentes2, com treinamento e armamento condizentes para com o cumprimento de suas atribuições, em especial, a proteção de escolas, do meio ambiente, do patrimônio público municipal, de outros agentes públicos, de pessoas em situação de rua e, ainda, de espaços públicos.

Além disso, a Guarda Civil paulista desenvolve projetos sociais, com destaque a dois: "Crianças sob nossa Guarda" e "Projeto Luz". O primeiro é composto por ações desenvolvidas no Espaço Educacional GCM, no interior do Parque do Carmo, em Itaquera. Ao todo, segundo dados fornecidos no sítio da prefeitura de São Paulo, mais de setenta mil crianças, adolescentes, pais, professores e pessoas da comunidade já se beneficiaram das apresentações, que, de forma lúdica, debatem temas importantes do universo infantil.

O segundo projeto tem "o objetivo de conscientizar e capacitar agentes multiplicadores para a prevenção do uso indevido de drogas nas escolas públicas municipais, estaduais e particulares". Os integrantes da GCM ministram palestras e proporcionam debates para educadores e alunos.

Além de atuar em diversos projetos sociais, as guardas civis metropolitanas ainda contribuem, de forma inquestionável, para a manutenção da ordem pública.

Isso porque, com o passar do tempo e diante do aumento dos índices de criminalidade, o município passou a desempenhar um papel cada vez mais relevante no combate à violência, haja vista sua proximidade com os problemas de segurança enfrentados pelos cidadãos, munícipes.

Diante desse cenário, a Guarda Civil passou a ser fundamental para a implementação de políticas públicas de segurança na esfera municipal.

Todavia, em que pese a importância da instituição, as Guardas Municipais, pela  Constituição Federal, não são reconhecidas como órgão de segurança, visto que não integram o rol taxativo do art. 144.

Essa omissão gera uma situação anacrônica, pois, afinal, na prática, a Guarda Civil atua, cada vez mais, no policiamento ostensivo e preventivo, combatendo diretamente a criminalidade.

Para acabar com esse "limbo jurídico", tramitam no Congresso Nacional duas propostas de emenda à Constituição.

A primeira é a PEC 534/2002, de autoria do senador Romeu Tuma (PFL/SP), a qual busca alterar o art. 144 da CF, em especial, seu §8º, acrescentando "a proteção de suas populações" como mais uma atribuição das guardas municipais.

Atualmente, mesmo com tramitação especial (art. 202 c/c o 191, I, do RICD) e apesar de ser uma proposta de 2002, ou seja, de mais de vinte anos, essa PEC ainda aguarda apreciação pelo plenário da Câmara dos Deputados 3.   

A segunda é a PEC 275/16, de autoria do deputado Federal Cabo Sabino (PR/CE), que dá nova redação ao §8º do art. 144 da Constituição Federal, incluindo a guarda municipal entre os órgãos de segurança pública, além de equiparar a aposentadoria dos agentes à das forças policiais. Atualmente, também com tramitação especial, essa PEC aguarda a constituição de uma comissão temporária pela presidência da Câmara dos Deputados 4.

Essas duas propostas de emenda à Constituição atendem a uma reivindicação antiga da classe, a qual se revela plenamente legítima, pois a indefinição quanto à natureza e os limites de atuação das guardas municipais, no patamar constitucional, não traz qualquer benefício à sociedade, ao contrário, apenas cria um cenário de insegurança jurídica e de desestímulo a investimentos por parte dos municípios em políticas públicas de segurança. Assim, ao final, quem perde é o próprio cidadão.

Segundo o presidente da AGM - Associação dos Guardas Municipais do Brasil - Reinaldo Monteiro, em entrevista concedida à Gazeta do Povo, "essa alteração daria tranquilidade jurídica e constitucional para os gestores públicos municipais. Com isso, o município, dentro da sua condição financeira e de suas peculiaridades, terá total condição para implantar seu órgão municipal de segurança pública" 5.

Então, além de servir como estímulo aos investimentos municipais no setor da segurança pública, conferindo às guardas civis metropolitanas o "poder de polícia", as alterações advindas com as mencionadas propostas de emenda à Constituição garantiriam aos agentes o direito a uma aposentadoria nos mesmos moldes das outras forças de segurança.

Seria, pois, um avanço inegável à categoria e extremamente merecido, diante da importância e do risco da atividade desenvolvida por tais profissionais.

No sistema jurídico atual, o município não detém competência para atuar na segurança pública, ficando reservado a essas autonomias apenas o policiamento administrativo, sem qualquer atribuição de polícia judiciária ou investigativa.

Exatamente neste ponto que as mencionadas propostas de emenda à constituição irão trazer relevante mudança.

É certo que o Estatuto das Guardas Municipais, lei 13.022/14, procurou suprir a omissão constitucional, ocorrente em momento em que não se esperava evolução tamanha da instituição.

Mas, esse reparo legislativo não arreda controvérsias sobre as atribuições das Guardas Municipais, inclusive de ordem jurisdicional.

Ora, num país com dimensões continentais como o Brasil e que apresenta intensa heterogeneidade social e cultural, é evidente que uma política de segurança generalista, criada e aplicada isoladamente pelos entes estaduais e federais, tem a sua eficácia reduzida, pois não se vê como considerar os problemas de violência de acordo com as especificidades de cada região. A prevenção da violência é muito mais eficaz se desenvolvida a partir de um trabalho local e comunitário.

Daí exsurgir a importância dos municípios na manutenção da ordem e segurança pública, até porque a União e, principalmente, os Estados já se encontram sobrecarregados. Por isso que apresentam insuficiência de recursos humanos e financeiros, o que resulta num serviço ineficiente.

Segundo o IBGE 6, as guardas civis estão presentes em 1.188 municípios do país e, de acordo com estimativa realizada pela Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais do Brasil 7, contam com um efetivo entre 150 a 200 mil agentes.

Portanto, trata-se de uma corporação bem estruturada e com um efetivo de agentes considerável, de modo que limitar sua atuação apenas à vigilância de bens públicos municipais passa a ser um desperdício.

Dessa forma, para desenvolver um combate mais eficiente aos problemas de violência vivenciados nos principais centros urbanos do país, o modelo tradicional de segurança pública, composto apenas por agentes do Estado e da União, deve ser revisto, a fim de que as guardas civis metropolitanas passem a ser reconhecidas como órgãos de segurança, legitimando, assim, a atuação de milhares de agentes que, diariamente, já desempenham um papel fundamental para a segurança da sociedade.

Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/depeso/363458/a-importancia-das-guardas-municipais

Brasil já é o sexto país no mundo com mais energia eólica


*LRCA Defense Consulting - 10/04/2022

Ações federais como reduções de impostos constantes no setor e investimentos, como o uso facilitado do BNDES, resultam em expansão do setor eólico no Brasil.

Com 21,5 gigawatts de potência instalada e recorde de expansão de capacidade de energia elétrica a partir das fontes eólicas em 2021, o Brasil subiu no ranking mundial do Global Wind Energy Council.

O documento traz o país como o sexto no mundo com mais energia eólica. Nas primeiras colocações do ranking com maiores capacidades totais instaladas “onshore” estão China, Estados Unidos, Alemanha, Índia e Espanha.

Há 10 anos, o Brasil estava em 15º lugar no levantamento, saindo de 1 gigawatt de potência instalada em 2011 para 21,5 gigawatts em janeiro de 2022. A capacidade instalada é mais do que suficiente para abastecer 28,8 milhões de casas e beneficiar 86,4 milhões de habitantes.

Ainda de acordo com o relatório, a fonte eólica é a segunda maior em geração de energia do Brasil, atrás apenas da hidrelétrica, gerada a partir da água, que responde por cerca de 54% de toda a energia do Brasil. As usinas eólicas já respondem por 11% da matriz energética brasileira.

Medidas federais garantiram, ainda, recorde de expansão da capacidade instalada de energia elétrica a partir de fonte eólica em 2021. A perspectiva é de mais expansão para o setor, com cerca de 5,5 gigawatts de usinas eólicas em construção. As estimativas são de que 2,95 gigawatts entrarão em operação ao longo de 2022.

O documento do Global Wind Energy Council também aponta o Brasil como um dos cinco principais mercados do mundo para novas instalações. Neste quesito o país está junto com a China, os Estados Unidos, o Vietnã e o Reino Unido.

Fonte renovável e de baixo impacto ambiental, a energia eólica garante baixos teores de emissões de gases e tem recebido apoio do Governo Federal. O Decreto nº 10.946, editado em janeiro deste ano, trouxe avanços para o setor.

O texto dispõe sobre o aproveitamento dos recursos naturais para geração de energia elétrica offshore a partir do vento que sopra em alto-mar, onde a velocidade é maior e mais constante.

Na quarta-feira (06/04), o Governo Federal lançou o Plano Decenal de Expansão de Energia 2031. O documento mostra as perspectivas do crescimento do setor de energia brasileira para os próximos dez anos e prevê investimentos para o setor da ordem de R$ 3,2 trilhões até 2031.

O plano do Governo Federal prevê que a capacidade instalada para geração de energia elétrica no Brasil chegue aos 275 gigawatts (GW) em 2031, com as fontes eólica e solar se destacando na matriz, que deve atingir o nível de renovabilidade de 83% em 2031.

09 abril, 2022

Sanções à Rússia colocam China e UE em disputa pelo mercado de armas na África

Foto do tanque leve chinês supostamente transportado a base no sul da China - Sputnik Brasil, 1920, 09.04.2022
© China Commentary


*Sputnik Brasil - 09/04/2022

A Rússia fornece mais da metade de todas as armas vendidas na África, que é mais que o dobro do segundo maior fornecedor, a França, seguida pelos Estados Unidos e China, segundo levantamento do South China Morning Post.

Embora a participação chinesa no mercado de armas africano seja pequena, Pequim tem laços estreitos com muitos países do continente. Por essa razão, larga na frente da União Europeia para substituir a Rússia em alguns mercados.

As restrições financeiras e outras sanções introduzidas pelos Estados Unidos e muitos países europeus prejudicaram as cadeias de suprimentos e a produção de equipamentos de defesa russos.

Esse fenômeno, inclusive, teve repercussões, segundo a imprensa brasileira, no Ministério da Defesa do Brasil. A FAB (Força Aérea Brasileira) precisou repensar a sua estratégia para a compra de helicópteros russos em razão das dificuldades em fazer reparos nas aeronaves em meio às sanções.

Pequim, inclusive, tendo em vista esse fator, estaria de olho em grandes clientes russos na África, como Nigéria e Etiópia, para a venda de veículos blindados e lançadores de foguetes.

A China é um participante comparativamente pequeno no mercado africano de vendas de armas. De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), entre 2000 e 2018, a China respondeu por apenas 7,5% do mercado total.

John Calabrese, chefe do Projeto Oriente Médio-Ásia da American University, em Washington, disse que nos últimos cinco anos a concorrência de vendas de armas na África se intensificou com grandes compradores, como o Egito, buscando diversificar suas fontes.

"É possível que a China tente capitalizar com a expulsão da Rússia desses mercados quando as sanções e restrições financeiras começarem a afetar", disse o especialista. No entanto, Calabrese disse que um fator a ser considerado "é se a China poderia fornecer um substituto pronto para o equipamento russo".

Outros fornecedores estrangeiros, como os franceses, também podem procurar preencher a lacuna, principalmente no Egito, e um terceiro fator é se a China pode oferecer condições de pagamento e descontos favoráveis.

Moses B. Khanyile, diretor do Centro de Estudos Militares da Universidade Stellenbosch na África do Sul, partilha a opinião que, dada a alta presença de equipamentos militares russos na África, as sanções tornariam mais difícil manter, reparar e revisar equipamentos.

Ele disse que a China provavelmente será uma grande beneficiária desse "vazio", acrescentando que seus acordos de armas existentes podem ser apoiados por outras relações comerciais e diplomáticas que a China já tem com países africanos.

Bolsonaro: Povo armado reagirá a ditador que queira roubar a liberdade


*Diário de Pernambuco, por Ingrid Soares - 08/04/2022

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender, nesta sexta-feira (8), o armamento por parte da população. O chefe do Executivo disse, sem especificar a qual situação se referia, que “povo armado jamais será escravizado” e que “reagirá a qualquer ditador de plantão que queira roubar a liberdade do seu povo”.

“Nós facilitamos a compra de arma de fogo por parte do povo brasileiro. Nos últimos anos, temos dobrado a venda de armas de fogo no Brasil. Eu sempre digo a vocês: povo armado jamais será escravizado. Reagirá a qualquer ditador de plantão que queira roubar a liberdade do seu povo. Temos também ampliado e muito a quantidade de CACs pelo Brasil, o colecionador e o atirador. Hoje ultrapassam 600 mil e eles podem comprar praticamente todo tipo de armamento. É um estoque, é uma reserva. É o nosso maior exército que nós temos, que é o povo brasileiro”, disse durante evento de entrega das obras de ampliação do Aeroporto Regional de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

Bolsonaro aproveitou para fazer contraponto a declarações do ex-presidente Lula, que na última semana se posicionar contra o aborto e contra a restrição do consumo da classe média. “Nós somos contra o aborto no Brasil. Nós não queremos restringir o consumo da classe média. Respeitamos nossas Forças Armadas e nossos militares. Nosso governo também defende a família brasileira”, disse.

O presidente também rebateu acusações de corrupção na gestão dele. “Não conseguiram provar corrupção. Continuem buscando”, completou.

O vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos), o acompanhou na comitiva. Ele é candidato ao Senado pelo estado e foi ovacionado ao ser citado pelo presidente: "Mourão, Mourão", gritaram apoiadores.

WEG, BMW Group Brasil e Energy Source desenvolvem sistema inédito para mobilidade elétrica sustentável no Brasil


*LRCA Defense Consulting - 08/04/2022

Reforçando sua estratégia no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a redução das emissões dos gases de efeito estufa, a WEG vem firmando uma série de parcerias para o fornecimento de sistemas de geração solar distribuída e de estações de recarga para veículos elétricos.

Recentemente a companhia desenvolveu, em parceria com a BMW Brasil e a Energy Source, um sistema inédito no Brasil para recarga rápida de veículos elétricos que pode operar conectado ou completamente desconectado da rede de distribuição de energia utilizando baterias conectadas a painéis solares.

Denominado Carport Solar Off-Grid, o sistema permite a recarga dos veículos elétricos com energia gerada pelo sol e armazenada em baterias de segunda vida, fornecidas pela empresa Energy Source, oriundas dos veículos elétricos da BMW. Quando as baterias estão 100% carregadas, é possível também exportar o excedente da energia solar para a rede elétrica.

“Este projeto promove o conceito do sol para a roda (Sun to Wheel) para recarga rápida 100% sustentável dos veículos elétricos, sem o uso da energia da rede elétrica (Off-grid). Com tecnologia nacional estamos desenvolvendo a infraestrutura necessária para suportar a mobilidade elétrica no Brasil”, explica Manfred Peter Johann, Diretor Superintendente da WEG Automação.

O Carport Solar Off-Grid foi instalado no parque fabril da BMW em Araquari/SC e contou com a participação de equipes multidisciplinares de todas as empresas parceiras.

“O futuro da mobilidade premium é sustentável e o BMW Group apoia o desenvolvimento nacional de novas tecnologias que irão permitir que veículos elétricos sejam cada vez mais uma realidade global”, afirma Vivaldo Chaves, Diretor de Operações do BMW Group Brasil. “Já este ano, teremos cinco modelos totalmente elétricos sendo vendidos no país (BMW i3, iX3, i4, iX e MINI S E) e acreditamos que o Brasil possui excelentes profissionais para liderar a transformação da indústria da mobilidade na região”, complementa o executivo.

“Para nós, da Energy Source, fazer parte de um projeto tão arrojado em parceria com a WEG e a BMW é muito gratificante, nos permitindo disponibilizar todo o nosso know-how e demonstrar ao mercado nacional e internacional a excelência das baterias second-life por nós desenvolvidas, além da infinita gama de possibilidades de aplicação”, comenta David Noronha, CEO da Energy Source.

08 abril, 2022

ABIMDE amplia escopo de produtos acreditados para atender normas da Senasp


*ABIMDE - 06/04/2022

A ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) ampliou o escopo de produtos acreditados para atender mais duas normas da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). As novas acreditações foram concedidas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) no dia 28 de março e contemplam as Normas Técnicas 002/2020 e 003/2021.

A ABIMDE, que já era acreditada para certificação de todos os produtos controlados pelo Exército previstos na Portaria 189/2020 - EME e também  Pistolas calibre 9x19mm e .40S&W (NT-Senasp 001/2020 ), agora passa a certificar também:

- Armas Eletroeletrônicas de Incapacitação Neuromuscular (AINM) para utilização policial (NT-Senasp 002/2020);
- Coletes de Proteção Balística de emprego na Segurança Pública (NT-Senasp 003/2021).

A ABIMDE é um Organismo de Certificação de Produtos (OCP) acreditado pelo INMETRO e um Organismo de Certificação Designado (OCD) pelo Exército, podendo certificar produtos controlados que necessitam de autorização para serem produzidos ou comercializados em todo o país, tanto por fabricantes nacionais quanto por importadores.

Para exercer as atividades de OCP/OCD, a ABIMDE Certificadora possui know-how e conta com uma equipe qualificada para realização dos procedimentos de certificação, atendendo aos mais altos padrões de qualidade e excelência.

07 abril, 2022

Balanço da guerra russo-ucraniana é tema de ciclo de palestras online


*LRCA Defense Consulting - 07/04/2022

Os ataques da Rússia à Ucrânia têm intensificado uma crise humanitária e institucional entre diversos países. Com cerca de 1,5 mil civis mortos até o dia 6 de abril, segundo informações da Organização das Nações Unidas, a situação criou um alerta para a violação dos Direitos Humanos. 

Um balanço sobre esse cenário será foco de um ciclo de palestras promovido pela Associação dos Juízes do RS (AJURIS) nos dias 19, 20, 25, 26 e 27 de abril.

Organizado pelo desembargador Umberto Guaspari Sudbrack, o seminário trará temas como a geopolítica do conflito russo-ucraniano, perspectivas de passado e futuro, direito internacional, direitos humanos, refugiados e a relação brasileira com esse cenário. 

O evento terá como palestrante um time de peso formado pelo professor Paulo Visentini, o embaixador Paulo Antônio Pereira Pinto (Belarus e Azerbaijão), o jurista Guilherme Thudium, o jornalista Rodrigo Lopes e a professora Analúcia Danilevicz Pereira. 

“A importância de se construir um balanço sobre a situação vivida na Ucrânia reside na perplexidade do que vem ocorrendo. Ficamos em estado de choque quando a Rússia invadiu a Ucrânia e esse sentimento se agrava cada vez mais com os desdobramentos da guerra, a violência e a desumanidade contínua”, pontua Sudbrack.

Com caráter multidisciplinar, o ciclo de palestras será no formato virtual, aberto ao público e transmitido ao vivo pelo Canal do Youtube da AJURIS sempre às 19h. 

Desenvolvido pelo Departamento de Direito Humanos e Promoção da Cidadania da Associação, o evento também conta com o apoio da Escola da AJURIS. Além de Sudbrack, os encontros serão mediados pelos juízes Karen Luise Vilanova Batista de Souza, Patrícia Laydner e Daniel Pereira Neves.

Para participar, faça sua inscrição neste link.

CBC deve fabricar armas e munições no Paraguai

Foto: Ministerio de Industria y Comercio (MIC)

*LRCA Defense Consulting - 07/04/2022

Confirmando parcialmente o que esta Consultoria havia adiantado em 10/12/2020, na matéria "CBC estrutura nova fábrica no Paraguai e estuda unidade na Georgia (EUA)",  a IP - Agencia de Información Paraguaya, publicou ontem a reportagem "Industria brasileña de cartuchos pretende instalar una planta con tecnología de punta en Paraguay", conforme transcrição abaixo.

A Empresa [Companhia] Brasileira de Cartuchos (CBC) pretende instalar uma planta industrial no Paraguai; por isso, assinou ontem um acordo com a Diretoria de Material de Guerra (Dimabel) das Forças Armadas da Nação.

O objetivo do acordo é estabelecer as diretrizes gerais do plano de cooperação entre as partes para a instalação de sua unidade industrial no Paraguai, o intercâmbio e desenvolvimento de informações técnicas e tecnológicas, bem como atividades de capacitação profissional para o processo produtivo de componentes no país.

A assinatura do documento contou com a presença do Ministro da Indústria e Comércio (MIC) Luis Castiglioni, do Ministro da Defesa Nacional, Bernardino Soto, do presidente da CBS [CBC], Fabio Massaro; a Vice-Ministra da Rede de Investimento e Exportação (Rediex), Estefanía Laterza; o diretor da Dimabel, Aldo Osuna, e o presidente da CBC Mercosul, Oscar de Gásperi.

A CBC Mercosul pretende, com sua instalação no Paraguai, contribuir para o desenvolvimento do país, criando oportunidades de trabalho e possibilitando a troca de informações e conhecimentos.

“Espero que no futuro este acordo nos permita ampliar a possibilidade de levar a uma joint venture, uma estratégia de trabalho conjunto com a Dimabel, onde ambas as partes ganhem”, destacou o ministro Castiglioni, lembrando que a próxima etapa é o desembarque completo da CBC no país, com a inauguração da planta que será construída muito em breve.

Por sua vez, a vice-ministra de Rediex, Estefanía Laterza, destacou que o ato é de grande importância, pois estão lançadas as bases para a instalação de uma indústria que representa um salto muito importante para o Paraguai.

“Passamos da produção de alimentos em estado natural, destinados à exportação, para abrigar indústrias que se destacam pelo alto grau de complexidade e uma real vantagem estratégica para o Paraguai”, disse.

Disse que este fato ajuda a construir a confiança na própria nação, apostando em indústrias muito mais complexas e, em segundo lugar, significa também ter um certo grau de segurança, uma vez que somos nós que processamos materiais vitais para a defesa e segurança da sociedade, destacou o vice-ministro do MIC.

Por sua vez, o presidente da indústria CBC, Fabio Massaro, destacou a estreita ligação entre os dois países para desenvolver um projeto importante e estratégico para o setor. Ele mencionou o porte da empresa que vai treinar os funcionários da Dimabel em tecnologias avançadas, que hoje são produzidas na Europa.

Terá mão de obra especializada
O ministro da Defesa Nacional, Soto Estigarribia, indicou que se trata de uma indústria ligada à segurança e defesa. “É uma indústria que vai gerar empregos. A utilização de mão de obra é importante, principalmente a qualificada, com recursos humanos militares aposentados”, disse.

"A instalação no Paraguai desta indústria é um grande passo para nós, para uma cooperação com a Dimabel, que também tem uma fábrica de cartuchos instalada", acrescentou a esse respeito.

Da mesma forma, o diretor do Dimabel das Forças Armadas, Aldo Daniel Osuna, referiu-se à formação do pessoal das Forças Armadas, e que este acordo permitirá o acesso a tudo o que a CBC tem.

“Do ponto de vista econômico para o país, vai valer a pena em larga escala em tudo o que vai movimentar a economia, e acessando uma parte do nosso contrato que todos os aposentados, ainda jovens, podem concordar trabalhar novamente, na fábrica. Isso é muito importante", frisou.

Por sua vez, um dos signatários, o presidente da empresa CBC Mercosul, Oscar Mersán de Gásperi, destacou que esse processo começou em 2018, e que a partir de então foi realizado todo o trabalho técnico e jurídico para ver a viabilidade perante o MIC e o Ministério da Defesa para se estabelecerem no Paraguai.

“Com o MIC, para que a indústria opere em regime de maquila e Lei 60/90, e no que diz respeito ao Ministério da Defesa, apresentamos um projeto de viabilidade, tanto para a assinatura do acordo, quanto para a instalação da planta que já temos todos os requisitos e esperamos uma inauguração imediata”, acrescentou.

A Dimabel está localizada em Piribebuy, na Cordilheira, enquanto a nova fábrica ficará localizada em um parque industrial de pelo menos 10 hectares em uma primeira etapa, com acesso ao rio Paraguai, conforme informado em reuniões anteriores de gestão da empresa brasileira.
 

06 abril, 2022

Índia: fábrica de armas da Jindal Taurus está concluída e começará a produzir em breve


*Jagran, por Manoj Kumar - 03/04/2022 (traduzido e adpatado do idioma indiano)

A estrutura da fábrica de armas da Jindal Defence, perto do South Bypass, foi concluída na cidade de Hisar. Agora levará menos de seis meses para iniciar sua operação. De acordo com funcionários da empresa, o processo de aquisição das máquinas foi iniciado e toda a papelada necessária neste processo está sendo implementada.

A Jindal Defense já deveria ter começado a trabalhar, tornando-se uma fábrica de armas, mas devido à Covid, as obras de construção foram muito afetadas. Quando o efeito da Covid diminuiu, o trabalho de construção da fábrica foi iniciado, passando a ser feito dia e noite. Agora, o esforço é para instalar as máquinas o mais rápido possível. 

No entanto, as informações sobre o trabalho da empresa ainda não foram compartilhadas oficialmente.

Certificado de conclusão será obtido em algumas semanas
Após instalações da fábrica já terem sido concluídas, o processo para a obtenção de seu certificado está sendo realizado, o que pode levar cerca de duas semanas. Quando este for emitido, tudo estará pronto e os equipamentos necessários serão instalados. 

Com o certificado emitido e as máquinas em estado operacional, o trabalho será iniciado ainda neste ano. A Jindal Defence será a primeira fábrica de armas no Estado de Haryana, onde serão fabricadas armas leves.

Acordo firmado com empresa brasileira
Durante o primeiro Diálogo Brasil-Índia da Indústria de Defesa, do Fórum Empresarial Índia-Brasil (IBBF), organizado pelo Ministério das Relações Exteriores do Governo da Índia, a Jindal Defence celebrou uma joint venture com a empresa brasileira Taurus Armas S.A. para a fabricação de vários tipos de armas leves na cidade de Hisar. Por meio desta, o Brasil fornecerá tecnologia e as armas serão fabricadas pela Jindal Defence Company, do Grupo Jindal. Sob este acordo, as duas empresas Jindal Defence e Taurus Armas S.A., compartilharão um índice de patrimônio de 51:49, respectivamente. A empresa fabricará armas leves na Índia com base na transferência de tecnologia do Taurus, a fim de atingir a meta de localização da produção, de acordo com os procedimentos de aquisição de defesa (Make in India).
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“Finalmente estamos começando a ver a implementação de um trabalho difícil, que contou com muita dedicação da Taurus para enfrentar as dificuldades do período de pandemia de Covid, como atrasos na viagem da equipe para a Índia e no início da montagem da infraestrutura. Agora, com o projeto em andamento, os resultados deverão acontecer rapidamente. Nossos engenheiros estão na fábrica para dar todo o suporte na questão de infraestrutura, receber os equipamentos e maquinários, para iniciar a produção ainda este ano. Temos boas expectativas para 2022 com a entrada no mercado indiano que já está nos trazendo oportunidades para possíveis licitações das Forças Armadas e Policiais indianas. E na índia tudo é superlativo, é o segundo país mais populoso do mundo, com números muito grandes em qualquer licitação, inclusive para o abastecimento do imenso mercado militar, policial e de segurança privada. Estamos bastante esperançosos de que a Índia vai gerar um resultado bastante firme nos próximos anos”, afirma o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs. (atualizado em 08/04, às 11h55)

Saiba mais:
Na Índia, Taurus caminha a passos firmes, inclusive na licitação para 94 mil fuzis 

Embraer: frota de A-29 Super Tucano alcança 500 mil horas de voo e 60 mil horas em combate


*LRCA Defense Consulting - 07/04/2022

A Embraer anunciou hoje, durante a edição 2022 da FIDAE (Feria Internacional del Aire y del Espacio), no Chile, que a frota mundial de aeronaves A-29 Super Tucano alcançou a marca de 500 mil horas de voo. Com mais de 260 unidades entregues, a aeronave já foi selecionada por mais de 15 forças aéreas em todo o mundo, incluindo a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), além de vários países da América Latina, incluindo Chile, Colômbia, Equador e República Dominicana e Brasil, primeiro operador da aeronave no mundo.

“Estamos muito felizes de poder compartilhar este importante marco com a Força Aérea do Chile, nosso cliente de longa da data”, disse Bosco Costa Junior, Chief Commercial Officer, Embraer Defesa e Segurança. “Além das 500 mil horas de voo, o A-29 acumula também mais de 60 mil horas em combate. De fato, é a única plataforma turboélice de ataque leve, reconhecimento e treinamento avançado atualmente em produção com atuação comprovada em combate em conflitos ao redor do mundo.”

“Desde a chegada dos primeiros exemplares destes aviões à Força Aérea Chile, em 2009, os A-29 Super Tucano têm se destacado por versatilidade operacional, robustez e custos de operação. Agradeço à Embraer por ter escolhido a FIDAE para celebrar este marco tão importante na história operacional do Super Tucano”, disse o Comandante em Chefe da Força Aérea do Chile, General Arturo Merino Núñez.

Desenvolvido para atender aos exigentes requisitos da Força Aérea Brasileira (FAB), o A-29 pode realizar uma ampla gama de missões, incluindo ataque leve, vigilância e interceptação aérea e contra-insurgência. Robusto e versátil, o A-29 tem a capacidade de operar a partir de pistas remotas e não pavimentadas em bases operacionais avançadas em ambientes hostis e com pouco suporte, tudo isso aliado a baixos custos operacionais e alta disponibilidade (superior a 90%).

Além das funções de combate, a aeronave é amplamente utilizada como treinador avançado. Sua capacidade de simular missões de combate e fazer upload e download de dados de voo o tornaram uma plataforma de treinamento altamente eficaz. Como uma verdadeira aeronave multimissão, o A-29 é flexível o suficiente para fornecer às forças aéreas uma única plataforma para ataque leve, reconhecimento armado, apoio aéreo aproximado e treinamento avançado, otimizando assim suas frotas.

É equipado com uma variedade de sensores e armas de última geração, incluindo um sistema eletro-óptico/infravermelho com designador de laser, óculos de visão noturna, comunicações seguras de voz e dados. Por tudo isso, o A-29 Super Tucano representa o melhor de sua classe, combinando desempenho superior com armas do século 21, sensores integrados e sistemas de vigilância para criar um componente altamente eficaz de poder aéreo. Outros clientes incluem Indonésia, Líbano e Filipinas. Na África, o A-29 foi escolhido por Burkina Faso, Mali, Mauritânia, Angola e, mais recentemente, Nigéria.

Embraer e Exército Brasileiro assinam contrato para Fase Dois do Projeto SISFRON

Fábio Caparica, Vice-Presidente de Vendas e Desenvolvimento de Negócios – Radares e Sistemas Terrestres, Embraer Defesa & Segurança; General de Exército Guido Amin Naves, Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército; Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança

*LRCA Defense Consulting - 06/04/2022

A Embraer e o Exército Brasileiro assinaram contrato para o desenvolvimento e a implantação da Fase Dois do Programa Estratégico do Exército para o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON). O anúncio foi realizado durante a edição 2022 da FIDAE (Feria Internacional del Aire y del Espacio), evento que ocorre de 5 a 10 de abril, no Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, em Santiago, no Chile. Um dos maiores projetos de vigilância de fronteiras em implantação no planeta, o SISFRON visa proteger as fronteiras do Brasil, cobrindo uma extensão de 16.886 quilômetros, que unem o país a dez vizinhos.

“Estamos muito satisfeitos em celebrar o contrato da Fase Dois do projeto com a Embraer, dando continuidade à exitosa parceria, com relevantes resultados já comprovados com a implantação da Fase Piloto, complementando as capacidades operacionais no Comando Militar do Oeste”, disse o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, General de Exército Guido Amin Naves. “O SISFRON possui alta complexidade tecnológica e cunho estratégico, motivo pelo qual compõe o rol dos projetos estruturantes da Força Terrestre em parceria com a Embraer, no papel de integradora, permitindo dotar o Exército Brasileiro de capacidades para o exercício de sua missão, além de potencializar a ações dos demais entes governamentais na área de fronteira.”

O SISFRON implanta uma estrutura de sensoriamento e de comando e controle em apoio ao emprego operacional, atuando de forma integrada, cujo propósito é fortalecer a presença e a capacidade de monitoramento e de ação do Estado na faixa de fronteira terrestre, potencializando a atuação dos entes governamentais com responsabilidades sobre a área.

“A assinatura do contrato da Fase dois do SISFRON representa um importante reconhecimento dos investimentos e do trabalho desenvolvido pela Embraer na implantação da Fase Piloto, valendo-se das principais competências da Empresa aplicadas a sistemas terrestres. Temos certeza que a continuidade da implantação com a próxima etapa permitirá reter e ampliar conhecimento e tecnologias críticas para área de vigilância e monitoramento de fronteiras do Brasil”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

A implantação do programa vem contribuindo para o aumento da capacitação tecnológica, da autonomia e da sustentabilidade da base industrial de defesa, com a aquisição de itens de alto valor agregado e com a diversificação da pauta de exportação nacional, contribuindo assim para a geração de empregos e de renda nos setores de tecnologia e infraestrutura.

05 abril, 2022

Taurus traz mais uma novidade: fuzil T4 no calibre .300 AAC Blackout


*LRCA Defense Consulting - 06/04/2022

O fuzil T4 no calibre .300 AAC Blackout é uma das grandes novidades que a Taurus traz aos mercados nacional e internacional na segunda quinzena deste mês.

A arma já está homologada pelo Exército e estará disponível aos mercados civil, militar e de segurança em versões com canos de 9  e 16 polegadas, inicialmente. 
 
No Brasil, a novidade já estava pronta em 2021, mas seu lançamento foi postergado, haja vista que a munição só estaria disponível a partir do início deste ano, em virtude da escassez mundial de insumos.

Lançamento do novo calibre atenderá os mercados militar, de segurança e civil
O calibre .300, também conhecido como 7.62 x 35mm, é um cartucho intermediário desenvolvido nos Estados Unidos pela Advanced Armament Corporation (AAC) para uso na carabina M4. Seu objetivo é atingir balística semelhante ao cartucho de 7.62 x 39mm, ou ainda mais similarmente ao cartucho 7,92 x 33mm Kurz em um AR-15. 

O Blackout foi feito para resolver alguns dos problemas da munição OTAN. O principal deles é que o calibre 5,56mm é muito barulhento para a quantidade de energia que carrega.

O .300 tem o tamanho de um 5,56mm e, praticamente, a energia de um 7,62mm, o que traz enorme vantagem em termos de peso e de volume de transporte. Ele funciona com todos os carregadores, ferrolhos e conjuntos de ferrolhos dos AR-15 atuais, e supera o 5.56mm em distâncias curtas e uso em cano curto, ao mesmo tempo em que é muito mais silencioso.

Por esses motivos táticos e técnicos, é o calibre favorito de forças especiais europeias, devido a seus benefícios em situações operacionais, sendo padrão nessas unidades do Reino Unido, Holanda e Alemanha, além dos EUA. 

Forças de segurança
Sendo assim, a Taurus acredita que os fuzis T4 em calibre .300 AAC Blackout possam vir a ser a opção mais acertada para as forças de segurança (polícias, escolta, etc.), haja vista que estas têm o uso primordial do fuzil em engajamentos à curta distância nos meios urbanos e rurais. Além disso, são mais práticos e mais leves para o transporte em viaturas, por exemplo.

Forças militares
Para as forças militares, além das unidades de operações especiais, o T4 em calibre .300 é ideal para uso no combate aproximado (CQB - close quarters battle) pelas tropas de Infantaria, como no caso das unidades de fronteira da Índia, por exemplo. Em suas versões de cano mais curto, devido aos pequenos tamanho e peso, pode ser utilizado também por tripulações de aviões, de navios e de blindados como arma de defesa pessoal ou de grupos menores, além da tradicional pistola.

Caça
No entanto, o .300 Blackout não é reservado apenas para uso em combate. Os caçadores também utilizam essa munição com grande efeito, embora não para tiros de longo alcance. Em situações de curta distância (menores que 90 metros), ela pode substituir uma espingarda, devido ao forte impacto que tem.
 
A propósito, o uso intensivo por caçadores americanos foi o que levou essa munição ao grande público e a fez ganhar popularidade em um período muito curto de tempo. Atualmente, é possível encontrá-la em qualquer lugar. O Instituto de Fabricantes de Armas e Munições Esportivas (Sporting Arms and Ammunition Manufacturers’ Institute) a considera um cartucho padrão.

Embraer e Exército Brasileiro assinam contrato para aquisição de quatro radares SABER M60 adicionais


*LRCA Defense Consulting - 05/04/2022

A Embraer e o Exército Brasileiro assinaram contrato para ampliar o uso dos radares SABER M60 nas Unidades de Artilharias Antiaérea do Exército Brasileiro. O anúncio foi realizado durante a edição 2022 da FIDAE (Feria Internacional del Aire y del Espacio), evento que ocorre de 5 a 10 de abril, no Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, em Santiago, no Chile. Esta ampliação contará com a aquisição de quatro unidades adicionais de radares, em sua versão 2.0, e reforça a parceria estabelecida entre o Exército Brasileiro e a Embraer no contínuo desenvolvimento, implantação e aprimoramento de Meios de Emprego Militar (MEM), que contribuam para aumentar as capacidades de atuações dessas Unidades.

A obtenção dos radares SABER M60 está prevista no Planejamento Estratégico do Exército Brasileiro 2020-2023 e amplia a capacidade operacional da Força Terrestre. Sinaliza o compromisso com a missão constitucional Defesa da Pátria e contribui, também, para a ampliação de parcerias entre o setor público, o meio acadêmico e a indústria a fim de buscar o domínio de tecnologias críticas na área de defesa.


Fruto da parceria entre a Embraer e o Exército Brasileiro em desenvolver um radar de artilharia antiaérea de baixa altura, o Radar SABER M60 possui desenvolvimento 100% nacional e teve seu início de operação em 2010, quando as primeiras unidades foram entregues ao Exército. Em 2019, houve conclusão da fase de atualização tecnológica, resultando na versão 2.0, que já conta com exportações.

O SABER M60 é um radar de busca que integra um sistema de defesa antiaérea de baixa altura visando à proteção de pontos e áreas sensíveis como indústrias, usinas e instalações governamentais. Com tecnologia 3D, possui alcance de 60 quilômetros e até 16.400 pés de altura e permite rastrear até 60 alvos simultaneamente, incluindo a detecção e classificação automática de alvos. De fácil montagem e transportabilidade, pode ser montado em até 15 minutos, e possuindo tecnologia LPI (Low Probability Interception), o que permite alta capacidade de atuar na identificação de alvos sem ser facilmente identificado.

O SABER M60 pode ser integrado aos sistemas de armas baseados em mísseis ou canhões antiaéreos e pode ser customizado para ser integrado em qualquer outro sistema de defesa aérea, como o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

04 abril, 2022

Taurus doou 230 cestas de alimentos para a Secretaria Assistência Social de São Leopoldo

Taurus doou 230 cestas de alimentos para a Secretaria Assistência Social


*Berlinda - 04/04/2022

A empresa Taurus Armas S.A., doou 230 cestas de alimentos para a Secretaria de Assistência Social (SAS) de São Leopoldo (RS), na sexta-feira, 01 de abril. 

A entrega foi feita na sede administrativa da SAS, aos representantes de 24 cozinhas comunitárias que receberam o repasse das cestas de alimentos. As cestas serão destinadas para a população em situação de vulnerabilidade social em São Leopoldo.

“Essa parceria faz com a gente possa atender em torno de 11 mil refeições semanais entre almoços, lanches e jantares, as cozinhas comunitárias tem feito a diferença no período mais alto da pandemia e nesse momento também, onde a fome tem aumentado, a renda das pessoas tem diminuído e enfrentam as dificuldades de se conseguir o básico como a alimentação, a compra do gás, do óleo e do perecível. Esse serviço tem ajudado muito e a SAS tem sido parceira e vem  buscando cada vez mais aproximar-se  dessas iniciativas para dar mais condições  à essas pessoas que fazem esse serviço nas comunidades, essas iniciativas são compostas por associações de bairro, igrejas, grupos de amigos e por tantas outras pessoas que se unem em prol de seu semelhante”, ressaltou o secretário de Assistência Social, Fábio Bernardo.
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Parceria inédita entre WEG e Jeep acelera a mobilidade elétrica no Brasil


*LRCA Defense Consulting - 04/04/2022 (atualizado em 05/04, às 10h06)

A WEG acaba de anunciar outra grande parceria no segmento de mobilidade elétrica. A companhia, que se tornou referência em soluções de infraestrutura confiável para recarga de veículos elétricos no Brasil, agora sela um acordo para o lançamento do Jeep Compass 4xe, primeiro veículo elétrico híbrido plug-in da marca no Brasil.

O acordo entre as empresas prevê a instalação dos modelos WEMOB PARKING e WEMOB WALL da WEG nas concessionárias da JEEP no Brasil e a inclusão dos modelos no catálogo de produtos da marca, bem como o serviço de visita técnica e instalação das estações de recarga aos clientes JEEP 4xe em todo o Brasil. Desenvolvidas para proporcionar uma excelente experiência aos usuários, permitindo instalações em ambientes internos ou externos, em garagens ou estacionamentos, a linha WEMOB (WEG Electric Mobility) tem design moderno e compacto.

Com o modelo WALL de 7,4kW o Jeep Compass 4xe recarrega totalmente em 1h40, uma das recargas mais rápidas entre os veículos elétricos híbridos plug-in, proporcionando uma autonomia de 44 km no modo puramente elétrico. “Junto com a Jeep estamos ampliando a nossa participação no mercado de mobilidade elétrica e fomentando a instalação de estações de recargas em todo país para dar tranquilidade ao usuário do veículo elétrico no Brasil”, enfatiza Manfred Peter Johann, Diretor Superintendente da WEG Automação.

A WEMOB WALL é ideal para instalação segura em residências e condomínios, em redes monofásicas e bifásicas, possui conectividade Wi-Fi, atualização remota (Over-The-Air), LEDs de sinalização e controle de acesso por TAGs RFID. O modelo permite o uso com aplicativo EV Drivers e possui funções de medição de energia e controle da potência para recarga simultânea de vários veículos elétricos através do WEMOB Smart Charging System.

Já o modelo PARKING é ideal para estacionamentos com vagas compartilhadas em condomínios, empresas e comércios. No Brasil a WEG já é a fornecedora oficial de estações de recarga para os veículos elétricos das marcas do grupo Stellantis: Fiat, Peugeot e Citroën. Na Argentina a companhia tem parceria com a DS Automobiles.

WEG fecha parceria com a JEEP


Sobre o Jeep Compass 4xe
O Jeep Compass 4xe inaugura uma nova era da Jeep no país, unindo o máximo de tecnologia, sustentabilidade e o prazer em dirigir que só o único 4x4 híbrido do segmento pode oferecer. O Compass 4xe tem 240 cv de potência combinada, tração 4x4, 270 Nm de torque na dianteira e 250 Nm na traseira, trazendo ainda mais capacidade off-road. Também oferece seletor de terrenos, 4WD Low, 4WD Lock e HDC, exclusivos em sua categoria.

Completo de série, ele traz como novidades câmera 360°, sistema de som Premium Alpine com 506W de potência, além de novos recursos da plataforma conectada Adventure Intelligence – agora com Alexa in Vehicle. Para completar, tem autonomia de mais de 900 km e consumo de 25,4Km/l no modo híbrido.

Assista ao vídeo e entenda como esta parceria inédita entre WEG e Jeep está acelerando a mobilidade elétrica:



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