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26 setembro, 2023

BNDES anuncia R$ 2.4 bi para Embraer em seminário com Ministério da Defesa


*LRCA Defense Cosnulting - 27/09/2023

Em evento na sede do BNDES, nesta terça-feira, 26, no Rio de Janeiro, com a presença dos ministros José Múcio (Defesa) e general Marcos Antônio Amaro (GSI), o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou a aprovação de dois créditos no valor total de R$ 2,4 bilhões para exportação de aeronaves da Embraer. 

Desse montante, cerca de R$ 1,4 bilhão serão destinados à comercialização de 14 aeronaves do modelo E-175 para a empresa aérea norte-americana Republic Airways, que atua exclusivamente com aeronaves da fabricante brasileira.

Outro crédito de aproximadamente R$ 1 bilhão é para produção de aeronaves para futura exportação.

Os financiamentos ocorrem, respectivamente, por meio do BNDES Exim Pós-Embarque (comercialização) e do BNDES Exim Pré-Embarque (produção), linhas tradicionais do Banco que apoiam empresas brasileiras nas diferentes etapas da atividade exportadora.

“Ano passado, a Embraer exportou nove aeronaves. Agora, estamos anunciando 14, o que totaliza, apenas este ano, 28 aeronaves exportadas. Ao longo da história, foram 1287. Vinte e sete anos atrás, quando ninguém acreditava, o BNDES estava lá para investir e financiar, não só a Embraer comercial, mas também a Embraer de defesa, que é uma realidade vitoriosa”, destacou o presidente Mercadante.

Este ano, além das 14 novas aeronaves exportadas para a Republic Airways, o Banco financiou a comercialização de três aviões Embraer para a egípcia CIAF (em abril) e outros 11 para a Alaska, dos EUA (em junho). De janeiro a setembro, os desembolsos do BNDES para a fabricante brasileira somam US$ 778 milhões.

Na compra dos aviões pela Republic, a operação do BNDES Exim Pós-Embarque cobrirá uma parcela do investimento total da companhia aérea. As aeronaves serão entregues pela Embraer entre 2023 e 2024.

A empresa é uma das maiores operadoras de aeronaves regionais Embraer E-175 no mundo. Mantém 900 voos diários para quase 80 cidades nos Estados Unidos, Canadá e Caribe, sob as marcas American Eagle, Delta Connection e United Express, em parceria com American Airlines, Delta Air Lines e United Airlines.

Já no crédito via BNDES Exim Pré-Embarque, os recursos serão utilizados pela empresa brasileira para produção de aeronaves comerciais dos modelos E175-E1, E190-E1, E190-E2 e E195-E2.

O anúncio ocorreu durante o seminário 4ª Revolução Industrial - Desafios para a Defesa & Segurança e o Desenvolvimento Nacional, coorganizado pelo BNDES, Ministério da Defesa e Forças Armadas. O evento apresentou uma concepção multidisciplinar de segurança: segurança alimentar, hídrica, energética, ambiental, sanitária, digital, cibernética, marítima, aeroespacial e capacitação. A base industrial de defesa responde por 4% do PIB do Brasil.

Na abertura, Mercadante destacou a sinergia entre a política de defesa e a política externa como estratégica para a inserção soberana do país, em um cenário complexo de mudanças rápidas. “Estamos observando a maior reorganização das cadeias produtivas de valor desde o pós-guerra”, ressaltou ao descrever as tensões entre os EUA e a China, enquanto elogiou o papel do Brasil. “A nossa política externa precisa ser universalista, multilateral, fomentando a paz e a diplomacia. Temos liderança no Sul Global e acreditamos que uma indústria de defesa forte, capacitada e inovadora é um alicerce importante para a nossa política externa”, asseverou.

O ministro chefe do GSI, general Amaro, anunciou aos presentes que até o próximo mês de outubro devem ser apresentadas a nova Política Nacional de Segurança Cibernética e a criação da Agência Nacional de Segurança Cibernética.

José Múcio, ministro da Defesa, detalhou que, no Novo PAC, anunciado em agosto, o setor de defesa deverá receber R$ 27,8 bilhões em investimentos até 2026 e, a partir dessa data, mais R$ 25 bilhões, totalizando R$ 53 bilhões. Múcio anunciou ainda a instalação de um novo campus do Instituto Tecnológica de Aeronáutica, em Fortaleza (CE), e uma nova Escola de Sargentos do Exército, em Recife (PE).

*Com informações da Agência BNDES de Notícias

Ministro da Defesa do Brasil anuncia ida à Suécia para negociar venda de aviões KC-390 da Embraer


*Sputnik Brasil - 26/029/2023

O Ministro da Defesa José Múcio anunciou hoje que viajará a Estocolmo no próximo mês para negociar a potencial venda de três ou quatro aeronaves de carga militar KC-390 da Embraer para o país.

Em entrevista no Rio de Janeiro nesta terça-feira (26), Múcio disse a repórteres que o Brasil "está de olho" na venda de três ou quatro aeronaves do modelo para a Suécia, e que o país nórdico quer vender mais caças Saab Gripen para o Brasil.

Em abril, as fabricantes assinaram um memorando de entendimento, para fortalecer a colaboração em diversas áreas, especialmente no desenvolvimento de novos negócios na área de engenharia e também na promoção do KC-390 Millennium no país escandinavo, conforme já noticiado.

O possível acordo envolvendo o avião multimissão impulsionaria a presença da unidade de defesa da Embraer na Europa, analisa a Aeromagazine.

Países Baixos, Hungria e Portugal, todos membros da OTAN, selecionaram o bimotor multimissão para substituir aeronaves da geração anterior. Na semana passada, a Áustria anunciou a aquisição de quatro exemplares do KC-390, tornando-se o quarto país do continente a adquirir a aeronave.

Ampliar a presença no exterior com mais vendas do KC -390 é um objetivo fundamental da unidade de defesa da Embraer, diz a mídia.
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Saiba mais:
- Entrada da Suécia na OTAN poderá fazer o país optar pelo Embraer KC-390

- Embraer de olho no mercado europeu para vendas de KC-390 e Super Tucano

- Com perspectivas prontas para disparar, Embraer quer triplicar receita nos próximos cinco anos

- Parceria Saab & Embraer abrangerá futuros caças e outras aeronaves de combate


American Airlines entra no Grupo Consultivo do projeto Energia da Embraer


*LRCA Defense Consulting - 26/09/2023

A Embraer anunciou hoje a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) com a American Airlines, para entrada da companhia aérea dos Estados Unidos no Grupo Consultivo do Projeto Energia. O Grupo é formado por um time de companhias aéreas, empresas de leasing de aeronaves, fornecedores e outros especialistas em aviação que assessoram o projeto Energia da Embraer para desenvolver aeronaves sustentáveis para o futuro. Com o Memorando de Entendimento (MoU) assinado com a Embraer, as empresas trabalharão juntas para definir e estabelecer os requisitos do mundo real para a aviação sustentável, livre de emissões e comercialmente viável. 

A American Airlines tem a maior e mais moderna frota de jatos regionais dos Estados Unidos. A companhia aérea também é uma líder de mercado na meta por voos mais sustentáveis e foi eleita a Eco-Airline of the Year de 2023 pela Air Transport World. Em 2022, a American Airlines utilizou  mais de dois milhões de galões de combustível de aviação sustentável e investiu no desenvolvimento e em infraestrutura para propulsão a hidrogênio. 

A companhia aérea dos Estados Unidos trabalhará com o Grupo Consultivo e com a Embraer na definição dos requisitos de desempenho e de projeto para as quatro aeronaves-conceito Energia. Esses jatos de 9 a 50 assentos utilizarão tecnologias de propulsão elétrica, de hidrogênio e híbrida. 

“Estamos muito satisfeitos em trabalhar com a Embraer no desenvolvimento da aeronave-conceito Energia”, disse Jill Blickstein, Vice-Presidente de Sustentabilidade da American Airlines. “Como operadora da maior frota regional dos EUA, acreditamos que parcerias para avançar nas tecnologias de descarbonização são fundamentais para atingirmos a meta de emissões líquidas zero na aviação até 2050. Esperamos trabalhar com a Embraer e os outros membros do Grupo Consultivo para desenvolver as aeronaves de próxima geração com emissão zero”. 

“O envolvimento de uma grande variedade de companhias aéreas é fundamental para o sucesso do Projeto Energia. A adesão da American Airlines ao nosso grupo consultivo é um passo significativo para o projeto, já que a companhia tem grande experiência no tema,”, disse Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. “O Grupo Consultivo tornou-se uma parte central do projeto, por conta da amplitude e da profundidade do conhecimento trazida pelos integrantes. Estamos entusiasmados para trabalhar juntos com uma líder mundial no maior desafio da indústria da aviação”. 

Mais informações sobre o Projeto Energia

O projeto Energia da Embraer explora uma ampla quantidade de conceitos sustentáveis para transporte de até 50 passageiros. O projeto está considerando uma quantidade de fontes de energia, arquiteturas de propulsão e de fuselagem para reduzir as emissões de carbono em até 50% a partir de 2030 – um passo fundamental para nossa meta de ser carbono neutro até 2050.

 

25 setembro, 2023

Scoot contrata Pool Program da Embraer para apoiar sua frota de jatos E190-E2


*LRCA Defense Consulting - 25/09/2023

A Embraer anunciou a assinatura de um acordo com a Scoot para oferecer serviços e suporte à futura frota de nove jatos E190-E2 da companhia, por meio do Programa Pool. O programa fornece acesso a trocas e serviços para mais de 300 componentes reparáveis, permitindo que a companhia aérea de Singapura minimize os investimentos iniciais em estoques e itens de alto valor, aproveitando a experiência técnica da Embraer e sua ampla rede de serviços. Atualmente, o Programa Pool apoia mais de 60 companhias aéreas em todo o mundo. 

Acordo com a Embraer é estratégico
“O acordo com a Embraer é estratégico, pois irá minimizar atrasos na manutenção do E190-E2 e aumentará a prontidão da frota em operação”, afirma Ng Chee Keong, Diretor de Operações da Scoot.

“Em conjunto com a Scoot, estamos nos preparando para a entrada em serviço no ano que vem. Singapura possui um sólido ecossistema de aviação e estamos entusiasmados em ver o E190-E2, um jato moderno e eficiente, começar a operar nas cores da Scoot”, afirma Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte. 

Sistema AHEAD
Além do Pool Program, as operações da Scoot irão contar com o sistema AHEAD (Aircraft Health Analysis and Diagnosis), que inclui capacidade de diagnóstico antecipado em sistemas críticos, de modo a reduzir as interrupções técnicas e evitar cancelamentos de voos. Além disso, o eSight, serviço de monitoramento de desempenho da frota em tempo real, também estará disponível. 

Família E-Jets E2: maiores intervalos de manutenção na categoria de jatos narrowbody
O E190-E2 é o jato narrowbody mais eficiente e silencioso do mercado. A família E-Jets E2 tem os maiores intervalos de manutenção na categoria de jatos narrowbody – com 10.000 horas de voo para verificações básicas e sem limite de calendário para operações típicas de E-Jet, permitindo uma operação mais prolongada. 

O E190-E2 e o E195-E2, ambos parte da família E-Jets E2, foram projetados com base em mais de 20 milhões de horas de experiência acumuladas pela primeira geração de E-Jets. Isso garante que os jatos E2 sejam modernos e avançados, mantendo a maturidade e a confiabilidade da geração anterior. A primeira geração de E-Jets constitui um dos maiores casos de sucesso da aviação comercial em todo o mundo. Atualmente, os E-Jets de primeira geração operam em cerca de 80 companhias aéreas de 50 países, e contam com mais de 1.700 unidades entregues. 

Singapura: um centro estratégico
Singapura é um centro estratégico para os serviços da Embraer na região da Ásia-Pacífico. Além da base de operação no país, a companhia conta com o Centro de Distribuição Regional dentro do Aeroporto de Changi. Em agosto, Embraer e CAE anunciaram um novo simulador de voo completo de última geração, localizado no Centro de Treinamento da Singapore Airlines e da CAE. Além disso, também foi comunicado o início de um programa de treinamento de pilotos em Singapura, com início em 2023. 

Sobre a Scoot
Scoot é a subsidiária de baixo custo da Singapore Airlines (SIA). A Scoot iniciou seus voos em junho de 2012 e se fundiu com a Tigerair Singapore em julho de 2017, mantendo a marca Scoot para um novo capítulo de crescimento. Até o momento, a Scoot já transportou mais de 74 milhões de passageiros e possui uma frota de mais de 50 aeronaves, incluindo Boeing 787 Dreamliners e aeronaves da família Airbus A320 de corredor único. Até 2024, a Scoot planeja adicionar o Embraer E190-E2 à sua frota. Atualmente, a Scoot voa para 67 destinos em 15 países e territórios na Ásia-Pacífico, Oriente Médio e Europa.

A Scoot não é uma companhia aérea low-cost convencional A Scoot foi a primeira companhia aérea de baixo custo do mundo a obter as classificações mais altas na Auditoria de Segurança de Saúde APEX desenvolvida pela SimpliFlying e na Auditoria de Classificação de Segurança Aérea Covid-19 da Skytrax. Em 2022, a Scoot foi premiada como membro da IATA por atender aos padrões globais da indústria para segurança operacional de companhias aéreas. Como parte do Singapore Airlines Group (SAI), os viajantes no Scoot podem ganhar e resgatar milhas KrisFlyer, desfrutando de viagens mais satisfatórias e acesso a benefícios aprimorados.

A Scoot oferece uma experiência de viagem segura, confiável e acessível com uma atitude única – a Scootitude – uma paixão por viajar para conectar pessoas e culturas além das fronteiras. A Scootitude leva a companhia inovar, se aprimorar e a sempre buscar novas oportunidades.

MCTI, Min. da Defesa e Finep firmam contratos de R$ 238 milhões para apoiar inovação na indústria de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 25/09/2023

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério da Defesa e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) firmaram, no dia 21 de setembro, em Brasília, parceria para a contratação de 22 projetos de inovação de 25 empresas brasileiras que atuam na área de defesa.

No total, os projetos somam R$ 238 milhões em investimentos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para fomentar a inovação na Base Industrial de Defesa. É o maior volume de subvenção econômica já destinado à indústria de defesa pelo FNDCT.

Empresas atuam em estreita parceria com Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação
“O fomento à base industrial de defesa permite ao Estado dispor de inovações imprescindíveis para o monitoramento do meio ambiente e das fronteiras, garantindo a segurança das terras indígenas, da população e do território nacional. Além disso, investimentos no complexo de defesa resultam no aumento das exportações de produtos de alto valor agregado e na geração de empregos qualificados, contribuindo para a fixação de talentos no país. É uma indústria em que as empresas atuam em estreita parceria com Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação, especialmente aquelas ligadas às Forças Armadas”, disse a ministra Luciana Santos.

Ministra Luciana Santos (Foto: Luara Baggi)

Propulsão aeroespacial, defesa cibernética, veículos não tripulados etc.
Os projetos foram selecionados pela Finep em edital lançado em junho de 2022 e contemplam diferentes áreas e tecnologias, como propulsão aeroespacial, defesa cibernética e veículos não tripulados.  O investimento traz benefícios às Forças Armadas, na medida em que os projetos podem ajudar a aumentar as capacidades de emprego operacional das Forças, visando contribuir para a garantia da soberania nacional.

Marco histórico para fortalecer a Base Industrial de Defesa

Segundo o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, o edital representa um marco histórico para fortalecer a Base Industrial de Defesa, o que vai impulsionar a solução de desafios tecnológicos e reforçar a parceria entre o setor de defesa, indústria e academia. Ele ressaltou ainda que o setor é responsável por 4,8% do PIB brasileiro e 2,9 milhões de empregos de diretos e indiretos no país.  

“Nossas empresas de defesa têm contribuído para que o país alcance graus de prontidão e operacionalidade compatíveis com seus desafios. Essas empresas se destacam pelo esforço para ampliar nossa independência e autonomia estratégica. A Base Industrial de Defesa é composta por diversas organizações públicas e privadas, civis e militares, que realizam pesquisas, projetos, desenvolvimento, industrialização de bens e serviços”, frisou.

Retomada dos investimentos e da industrialização do país
Já o presidente da Finep, Celso Pansera, afirmou que o edital representa a retomada dos investimentos e da industrialização do país. “O que nós estamos fazendo é pegar um sistema de Base Industrial de Defesa maduro, com ICTs com projetos maduros em um momento que temos recursos para anunciar esses investimentos, o que projeta um futuro bastante interessante e que trará capacidade enorme do Brasil de produzir e exportar produtos.”

Política industrial
A iniciativa se alinha a uma das missões estabelecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) para a elaboração da nova política industrial, que se refere ao incentivo a tecnologias de interesse para a soberania e a defesa nacionais. “MCTI e Finep estão totalmente integrados ao esforço de implementação da nova política industrial. É nesse contexto que anunciamos o maior volume de recursos de subvenção econômica já destinados à indústria de defesa pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico”, concluiu a ministra Luciana Santos. 

Clique nas imagens abaixo para ampliá-las:

Empresas contempladas

*Com informações do MCTI e da FINEP

Seminário promovido pelo BNDES e Min. da Defesa debaterá estratégias para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa

*LRCA Defense Consulting - 25/09/2023

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e o Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, farão a abertura do seminário “4ª Revolução Industrial: Desafios para a Defesa, Segurança e Desenvolvimento Nacional”, nesta terça-feira (26), no Teatro do BNDES, no Rio de Janeiro.

O evento, que ocorre nos dias 26 e 27 de setembro no Teatro do BNDES (Av. República do Chile, 100, Centro, Rio de Janeiro), abordará estratégias para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID), setor que, atualmente, gera 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos e representa 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

A abertura do seminário ocorrerá às 09h30 de 26 de setembro e será transmitida ao vivo pelo canal do BNDES no YouTube: youtube.com/bndes.

Embraer Praetor 600 AEW&C: solução moderna, completa e eficaz para a Índia operar vigilância e alerta antecipado


*LRCA Defense Consulting - 25/09/2023

Conforme divulgou hoje o portal India Defence Research Wing, em assunto já adiantado por esta Consultoria, a Força Aérea Indiana (IAF) está embarcando em uma busca por aeronaves ERJ-145 usadas, uma geração anterior de jatos regionais da Embraer, para reforçar seu programa Netra Mk1A Airborne Early Warning and Control System (AEW&CS). Esta decisão ocorre apesar do fato de a fabricante brasileira ter cessado a produção deste tipo específico de aeronave em 2020. Atualmente, a IAF opera duas plataformas ERJ145 Netra Mk1 AEW&CS, enquanto uma permanece sob a custódia da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) para maior desenvolvimento e pesquisa.

No início deste ano, durante a Aero India 2023, dirigentes da Embraer divulgaram ao citado portal que a empresa estava disposta a oferecer o Praetor 600, um jato supermédio (já desenvolvido e pronto para missões AEW&C).

Embora menor que o ERJ-145, o Praetor 600 possui quase o dobro do alcance e um teto de serviço mais alto, atingindo 45.000 pés em comparação com os 37.000 pés do ERJ-145. A Embraer afirmou que essas melhorias resultariam em melhor desempenho do radar. O Praetor 600 também possui uma velocidade máxima de cruzeiro ligeiramente superior, de M 0,80, e sua maior capacidade de combustível proporciona uma autonomia mais estendida de trabalho.

Além disso, é público que a DRDO está trabalhando simultaneamente no programa Netra Mk2 AEW&CS, que é baseado na plataforma Airbus A321 da ex-Air India. Este programa visa obter um alcance mais amplo de busca e rastreamento com uma cobertura de 300°, uma atualização significativa da atual cobertura de 240° oferecida pelo Netra Mk1. A IAF prevê operar uma frota de 18 plataformas AEW&CS/AWACS como parte de sua estratégia mais ampla de vigilância aérea.
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Praetor 600 AEW&C: solução moderna, completa e eficaz da Embraer em vigilância e alerta antecipado

Desenvolvido pela Embraer e pela IAI / ELTA Systems, o Praetor 600 AEW&C (Sistema de Alerta Aéreo Antecipado e Controle) é equipado com o radar de última geração Dorsal Mounted, usando tecnologia GaN AESA e um Sistema de Missão AEW avançado e altamente automatizado para uma gama de missões de defesa e segurança.

O Praetor 600 pertence à mais nova geração de aeronaves da Embraer, o melhor da sua categoria super mid-size jet. Ele oferece altitude superior de operação da aeronave, persistência estendida, um confortável ambiente de cabine e sistemas fly-by-wire avançados. Um sistema de comunicação avançado garante a interoperabilidade em um ambiente centrado em rede para explorar os recursos dos ativos existentes.

Com desempenho superior da aeronave e conjunto de sensores de última geração, o Praetor 600 AEW está pronto para missões de vigilância e defesa e segurança contra todas as ameaças aéreas e marítimas por uma fração do custo dos sistemas AEW atuais. Esta combinação proporciona soberania e controle de um sistema AEW líder de sua classe.

O sistema P600 AEW&C é um multiplicador de força e ativos estratégicos. Ele é equipado com um conjunto único e abrangente de sistemas e recursos projetados especificamente para manter a integridade soberana de uma nação. Promove dissuasão contra ameaças internas e externas, reforçada pela coordenação eficaz e resposta rápida de meios aéreos, marítimos e terrestres.

Oferece solução avançada para cenários operacionais modernos, como segurança nacional, alerta aéreo antecipado, garantia da lei e da ordem, comando e controle, vigilância marítima, defesa e vigilância aérea e inteligência eletrônica.

Sistema RADAR e IFF
O sistema P600 AEW&C RADAR & IFF é um radar GaN AESA digital de Banda S de última geração, projetado para detecção de longo alcance, identificação e rastreamento de alvos aéreos e de superfície marítima. O radar oferece cobertura de 240° com dois arranjos de antenas back-to-back em uma montagem dorsal, enquanto os sistemas IFF integrados operam nos modos civil e militar e suportam respostas ADS-B usando uma antena 360°. O sistema RADAR e IFF de alto desempenho opera com alta eficiência, baixa taxa de falsos alarmes e alta capacidade de processamento de alvos simultâneos dentro do volume de vigilância em todos os diferentes regimes de busca selecionáveis.

Sistema de Identificação Automática (AIS)
A consciência situacional marítima é gerada integrando as detecções do Radar no modo marítimo e as informações do Sistema de Identificação Automática (AIS).

Medidas de Suporte Eletrônico
O Sistema de Medidas de Suporte Eletrônico (ESM) possui uma cobertura de 360° para fornecer a direção e a localização de emissores aéreos e terrestres (fixos ou lentos). Por meio de recursos de análise de sinal, o sistema ESM é integrado automaticamente ao sistema RADAR e IFF para uma consciência situacional completa.

Sistema de Autoproteção
O Sistema de Autoproteção (SPS) é composto por um sistema de alerta de aproximação de mísseis baseado em RADAR (MAWS) e um modo passivo de receptor de alerta de RADAR (RWR) fornecido pelo sistema ESM. O P600 AEW&C também pode ser equipado com um sistema de distribuição de contramedidas integrado com os dois sistemas de alerta e um painel de controle para a tripulação.

Operação Centrada em Rede
A interoperabilidade é um multiplicador de força. A interoperabilidade no P600 AEW&C é alcançada através das capacidade de Comando e Controle, comunicação por voz e de enlace de dados. Isso garante que informações precisas possam ser trocadas rapidamente por meios seguros entre todos os participantes e tomadores de decisão no ambiente operacional.

Capacidades Táticas de Data-Link incluem
• Representação da Consciência Situacional
• Comando e Controle em Rede

Comunicação de dados em banda larga
• SATCOM para operação além do alcance visual (BLOS)
• Data-link com linha de visada

Comunicação de voz e dados
• HF e V/UHF
• Sistema de Comunicação Interna (ICS) entre os operadores e a tripulação de voo

Interoperabilidade
• Configurado para operações conjuntas e de coalizão nacionais e internacionais






WEG compra, por US$ 400 milhões, negócios de motores elétricos industriais e geradores da Regal Rexnord

Com uma receita de R$ 2,8 bilhões, a aquisição visa suportar o crescimento da WEG nos mercados de motores e geradores globalmente


*LRCA Defense Consulting - 25/09/2023

A WEG S.A. anunciou hoje, através de suas controladas indiretas no exterior, a aquisição dos negócios de motores elétricos industriais e geradores da Regal Rexnord Corporation, fabricante global de equipamento eletromecânicos. O valor da aquisição é de US$ 400,0 milhões, estando sujeito a ajustes de preços comuns a este tipo de operação.

Esta transação tem como foco os negócios de motores elétricos industriais e geradores das marcas Marathon, Cemp e Rotor do segmento operacional Industrial Systems da Regal Rexnord, empresa com sede nos Estados Unidos e listada na bolsa de valores de Nova York (NYSE: RRX). A WEG também irá integrar uma equipe de aproximadamente 2.800 colaboradores que operam em 10 fábricas, localizadas em sete países (Estados Unidos, México, China, Índia, Itália, Países Baixos e Canadá) e filiais comerciais em 11 países. A receita operacional líquida destes negócios em 2022 foi de aproximadamente R$ 2,8 bilhões (US$ 541,5 milhões), com uma margem EBITDA ajustada de 9,5%.

De acordo com o Presidente da WEG, Harry Schmelzer Jr., esta aquisição está alinhada com a estratégia de crescimento contínuo e sustentável, expansão internacional e diversificação das operações industriais do Grupo WEG. “A distribuição geográfica destas operações são complementares a atual presença da WEG e irão ajudar na obtenção de maior escala e eficiência na redução de custos à medida que integramos as novas operações às existentes.Com uma longa história no mercado e presença global, essa aquisição irá suportar o crescimento contínuo do Grupo WEG nos mercados de motores elétricos industriais e de geradores, através da incorporação de marcas reconhecidas e uma linha de produtos complementar ao atual portfólio do Grupo.

A conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, dentre as quais as aprovações regulatórias necessárias relativas à transação.

Stella Tecnologia e FAB firmam MoU visando desenvolver drones para controle do espaço aéreo e defesa aérea

Momento da assinatura do MoU (Foto: Sargento Muller Marin / CECOMSAER)

*LRCA Defense Consulting - 25/09/2023

No dia 21 de setembro, em Brasília (DF), a empresa Stella Tecnologia Indústria e Comércio Aeroespacial Ltda. e a Força Aérea Brasileira (FAB) firmaram um memorando de entendimento (MoU, na sigla em inglês) com o objetivo de desenvolver estudos conceituais de tecnologias-chave e de sistemas e aeronaves não tripuladas. O ato foi realizado pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno e pelo Vice-presidente Executivo e CEO da empresa, Gilberto André Buffara Junior.

A parceria representa mais um passo na realização de missões de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR), de Busca e Salvamento (SAR), de emprego de armamento ar-solo e de Posto de Comunicação Aeroespacial (P-COM-AEPC). 

Com o memorando, ambas as partes se comprometem a definir, de forma coordenada, os conceitos relacionados aos sistemas e veículos aéreos não tripulados, conhecidos pela sigla UAS (do inglês Unmaned Aerial Systems/Vehicles) englobando, ainda, sistemas habilitadores e interfaces entre sistemas, além de envolver a Base Industrial de Defesa (BID) e as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT) nacionais na cooperação em pesquisas dos assuntos em questão.Clique aqui para baixar a imagem original

O Comandante da Aeronáutica enfatizou que a ação e a utilização dos equipamentos UAS - que servem tanto para o controle do espaço aéreo quanto para a defesa aérea - estão alinhados com o Planejamento Baseado em Capacidades (PBC). “Que a gente possa cooperar com a Indústria e manter a nossa soberania. Seria muito bom se a gente pudesse decolar com um drone, por exemplo, com todos os itens nacionais, tudo produzido aqui”, expressou o Oficial General. 

*Com informações da Agência Força Aérea
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Atobá, Albatroz e Condor: os três principais drones da Stella Tecnologia
A empresa produz três tipos de aeronaves remotamente tripuladas (ARP, VANT, UAS, drone), popularmente conhecidos como drones:

Atobá
O ARP Atobá voou em 2020, sendo a maior plataforma aérea desse tipo já desenvolvida na América Latina, possibilitando o monitoramento de fronteiras e áreas extensas com sua surpreendente autonomia de 28 horas.

Dados técnicos:
MTOW: 500 kg
Comprimento: 8 metros
Envergadura: 11 metros
Motorização: 60 hp
Carga-paga: 150 kg
Autonomia: 20 horas
Alcance do datalink: 250km
Decolagem e pouso: 400 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores. 

Drone Atobá com munição planadora Siopi, também da Stella

Albatroz
O Albatroz é uma plataforma aérea extremamente versátil, com uma autonomia surpreendente, que pode ser operada a partir de pistas não preparadas com menos de 150 metros. Foi desenvolvido para atender uma demanda da Marinha do Brasil, para operações a partir do Navio Aeródromo Multipropósito Atlântico.

Dados técnicos:
MTOW: 500 kg
Comprimento: 4 metros
Envergadura: 7 metros
Motorização: 25 hp
Carga-paga: 6 kg
Autonomia: 28 horas
Alcance do datalink: 250km
Decolagem e pouso: 150 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores.


Drone Albatroz com munição planadora Siopi

Condor
O Condor é uma plataforma em desenvolvimento para atender as necessidades de monitoramento persistente de fronteiras com habilidade de embarcar múltiplos sensores e subsistemas com até 390 kg por 40 horas. Além disso, um outro diferencial é o alcance ilimitado do seu datalink (quando são utilizadas informações satelitais). Quando estiver operacional, ocupará o lugar do Atobá como a maior plataforma aérea do tipo já desenvolvida na América Latina.

Dados técnicos:
MTOW: 1400 kg
Comprimento: 9 metros
Envergadura: 15 metros
Motorização: 145 hp
Carga-paga: 390 kg
Autonomia: 40 horas
Alcance do datalink: 250km
Alcance do datalink satelital: ilimitado
Decolagem e pouso: 600 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores.


Drone Condor, em desenvolvimento

Stella Tecnologia surpreende o Setor de Defesa com o desenvolvimento de munições vagantes

A Stella Tecnologia surpreendeu o Setor de Defesa brasileiro e mundial quando, em janeiro deste ano, o jornalista e pesquisador de Defesa Roberto Caiafa divulgou que a empresa está preparando seus drones para o emprego de loitering munitions (munições vagantes, vadias, de vadiagem ou ociosas).

Esse tipo de munição, também conhecida como "drone kamikaze ou suicida", têm a capacidade de rondar durante algum tempo a área que foi identificada como potencial alvo e de atacar, mediante comando, apenas quando é encontrado algo compensador. Na maioria dos casos, são pequenas, portáteis e fáceis de lançar, mas a sua maior vantagem é serem difíceis de detectar e poderem ser disparadas à distância.

Essa característica das munições vagantes as difere dos mísseis e foguetes mais tradicionais, pois conseguem operar como pequenas aeronaves em atividades de vigilância e reconhecimento antes de impactar seu objetivo como um míssil ar-terra comum.

Podem ser lançadas a partir de múltiplas plataformas: desde as mais simples, como o ombro de um soldado ou um pequeno morteiro, até outras mais sofisticadas, como viaturas de combate, drones, aviões e navios.

Revolução no Setor de Defesa
A Stella Tecnologia - fundada em 2015 para desenvolver aeronaves não tripuladas de grande porte - desenvolve, fabrica e opera sistemas aéreos não tripulados para emprego no setor de defesa e em setores industriais que necessitam de produtos de alto desempenho.

Seus projetos aeronáuticos utilizam recursos de última geração altamente configuráveis para atender a uma ampla gama de requisitos operacionais de missões táticas e estratégicas, com o emprego dos melhores sensores e subsistemas, escolhidos com isenção, para compor sistemas integrados de altíssimo desempenho e confiabilidade.  

Percebendo que o mercado necessitava de armamentos leves para serem embarcados em  drones (VANT, ARP, SARP) e que os armamentos disponíveis no mercado internacional eram de difícil acesso devido a questões geopolíticas, a Stella iniciou o desenvolvimento de uma linha de munições vagantes para serem embarcadas em suas plataformas.

O primeiro exemplar dessa linha é a munição planadora Siopi, com uma razão de planeio máxima de 20:1, ou seja: a cada 20 metros de deslocamento, perde 1 metro de altitude. Desta forma, se lançada a 10.000 metros, ela poderá planar 200 km levando uma "cabeça de guerra" de 4 kg. 

Essa munição tem uma assinatura acústica praticamente nula, uma assinatura de radar mínima e uma assinatura térmica também próxima a zero. Desta forma, torna-se muito difícil de ser detectada.

Para atingir o alvo com precisão exata, a Stella trabalha em um sistema de guiamento que utiliza medições inerciais combinadas com visão computacional. Além do mais, o operador poderá corrigir o curso da munição, ou destruí-la, se assim o desejar, até muito perto do momento da detonação da carga.

A munição vagante terá um custo de aquisição baixíssimo e poderá também operar por enxame (sworm), pois a empresa está trabalhando em parceria com um importante pesquisador nessa área. 

A ideia é criar um produto barato, eficaz e disruptivo que permitirá o armamento de pequenos e grandes drones fabricados pela Stella Tecnologia ou por outras empresas brasileiras ou estrangeiras.

Em contato com a empresa, a LRCA apurou que todos os seus três modelos de drones de defesa poderão ser utilizados para o uso desse tipo de munição.  

Com isso, a empresa revoluciona o Setor de Defesa brasileiro, com reflexos na América do Sul e no mundo, haja vista ser a primeira fabricante sul-americana de drones a desenvolver tal recurso.




Munição planadora Siopi, da Stella Tecnologia

24 setembro, 2023

Pilotos, engenheiros e técnicos de aeronaves eVTOL: profissões necessárias para um futuro próximo

A Beta Technologies utiliza os serviços de simulação e treinamento da CAE desde 2021. (CAE)

*Royal Aeronautical Society, por Stephen Bridgewater - 15/09/2023

Com a expectativa de que a escassez global de pilotos e mantenedores de companhias aéreas só piore nos próximos anos, Stephen Bridgewater pergunta a Stella-Marissa Hughes da CAE quem vai operar a série de eVTOLs que prometem enfeitar nossos céus dentro de uma década?

A indústria da aviação tem lutado com uma escassez significativa de pilotos após a pandemia global de 2020 e prevê-se que essa escassez aumente para algo entre 35.000 e 50.000 até meados desta década.

Durante o Paris Air Show deste verão, o provedor de treinamento de voo CAE previu a necessidade de recrutar 1,3 milhão de novos profissionais de aviação até 2032. A Previsão de Talentos de Aviação para 2023 da empresa prevê a necessidade de 284.000 pilotos, 402.000 técnicos de manutenção e 599.000 tripulantes de cabine na aviação comercial e executiva. setores sozinhos para preencher vagas devido à aposentadoria e ao desgaste, e à expansão da indústria da aviação.

Entretanto, um estudo recente sobre o setor da engenharia aeronáutica realizado pela consultora de recrutamento AeroProfessional afirma que 27% da força de trabalho da engenharia aeronáutica deverá reformar-se na próxima década. Além disso, afirma que 45% dos engenheiros estão a considerar mudar para outra indústria.

Com esta “tempestade perfeita” de trabalhadores em declínio e a crescente procura de voos por parte dos viajantes, é motivo de preocupação para os setores das companhias aéreas e dos negócios, mas onde é que isto deixa o incipiente mercado de Mobilidade Aérea Avançada (AAM)?

Stella-Marissa Hughes, líder de estratégia de mobilidade aérea avançada, desenvolvimento de negócios e parcerias da CAE, formou-se engenheira e ingressou na CAE, com sede no Canadá, em 2015, como parte de seu Grupo de Inovação em Engenharia. Depois de trabalhar na estratégia de P&D, ela ingressou no setor de desenvolvimento de negócios civis para trabalhar com OEMs e faz parte da equipe da AAM nos últimos três anos.

Papel branco
“Há cerca de três anos, a CAE começou a trabalhar com o Uber Elevate para criar um White Paper sobre treinamento de pilotos”, explicou Hughes. “Percebemos que toda a discussão estava focada nos veículos e as pessoas não estavam necessariamente falando sobre o que é necessário para manter as operações no primeiro dia. Só recentemente a indústria começou a concentrar-se em coisas como infraestruturas e aluguel, mas identificámos desde o início que haveria necessidade de formação específica da tripulação.”

Em 2020, a CAE formou uma equipe dedicada que incluiu especialistas em design, assuntos regulatórios e simulação. “Estamos analisando tanto o treinamento de pilotos quanto o lado de manutenção do treinamento porque precisamos de ambos – e precisamos deles rapidamente. No entanto, precisamos de garantir que eles são treinados para os mesmos níveis de segurança. Ao mesmo tempo, perguntámos como poderíamos talvez encorajar uma parcela diferente da população a entrar no setor.”

Criando a cultura correta
Através do seu trabalho com OEMs e potenciais operadores, a equipe da CAE prestou especial atenção à necessidade de criar a cultura correta para AAM. “Quando se trata de um AAM de piloto único, é vital criar uma cultura de segurança e conscientização”, explica Hughes. “Esses pilotos vão operar sozinhos, então não terão a orientação de alguém no segundo lugar. Em muitos casos, muitos destes novos operadores terão uma afiliação a uma companhia aérea existente, mas mesmo assim estarão em AOCs separados. Então, como você estabelece políticas de RH válidas e como seleciona candidatos?

“Na verdade, vemos isso como algo positivo, pois a criação de uma nova cultura de contratação poderia constituir uma oportunidade para estruturar proativamente a indústria, afastando-a da mentalidade de clube de 'velhos rapazes', muitas vezes familiar. Garantir que os recrutas estejam alinhados com os valores modernos pode representar uma oportunidade para se afastar dos ex-militares e de outras culturas que tradicionalmente têm sido menos favoráveis ​​e inclusivas às mulheres e aos grupos minoritários.”

A nível pessoal, Hughes considerou a transição para o setor AAM particularmente esclarecedora. “Muitas vezes trabalho com outras pessoas neste espaço que são semelhantes a mim: jovens profissionais na casa dos 30 anos. Trabalhando em ramos mais tradicionais da aviação, eu já estava acostumada a ser questionada sobre minha idade e minhas credenciais, mas a AAM deu uma oportunidade para muitas mulheres, que estão no início de suas carreiras, serem capacitadas. Recebemos projetos e nos disseram para executá-los. E estamos todos arrasando!”

Uma nova geração de mecânicos e pessoal de terra será necessária para operar as próximas frotas de veículos AAM. (Tecnologias Beta)

Criando um currículo
A CAE já está trabalhando com vários OEMs para preparar o terreno para seus programas de treinamento, seja na concepção de currículos de treinamento, no projeto e construção de dispositivos específicos de treinamento de voo ou, como em sua parceria com a Vertical Aerospace, com sede no Reino Unido, na construção de um sistema completo ecossistema de treinamento. “O que pretendemos fazer é fornecer a cada uma dessas operadoras uma solução pronta para uso que possa ser implementada no primeiro dia”, explicou Hughes. Além da Vertical, a CAE também firmou parcerias com Volocopter, Joby, Beta Technologies e Jaunt Air Mobility. “Todas as suas necessidades são um pouco diferentes”, continuou Hughes.

“No entanto, como o regulamento ainda não está definido – seja pela EASA ou pela FAA – temos a oportunidade de trabalhar proativamente com os reguladores e tentar implementar algumas das melhores práticas que aprendemos com a formação dos militares, das companhias aéreas e outras indústrias [a CAE possui uma grande subsidiária de treinamento médico]. Por exemplo, deveríamos concentrar-nos na formação baseada em competências? Deveríamos olhar para quais são os resultados da aprendizagem, em vez de nos concentrarmos na formação prescritiva, onde um aluno tem de aprender 16 módulos? A indústria aérea opera neste último estilo, e tem feito isso há gerações, por isso seria necessária muita inércia para que os reguladores mudassem esse plano de estudos predefinido. No entanto, quando não existe um programa de treinamento prescrito, temos a oportunidade de fazer perguntas como 'esses pilotos são competentes?' e 'uma parte do currículo está falhando?' Temos a oportunidade de continuar ajustando o curso até que esteja adequado ao propósito, mas para isso precisamos de dados. Essa é uma das razões pelas quais começamos a trabalhar na frente regulatória muito cedo.”

A partir do verão de 2023, a CAE está trabalhando com seus parceiros OEM e ajudando-os a aumentar o nível de maturidade de suas documentações técnicas, manual de operação piloto, etc. “Isso pode então ser inserido no material didático assim que tudo estiver finalizado”, explicou Hughes. “Você só pode obter a aprovação de um curso quando uma aeronave representativa for aprovada e o regulador não precisa reconhecer nada até que a aeronave tenha sido certificada. No entanto, estamos mantendo nossos programas de treinamento acompanhados de certificação de tipo e há muito trabalho que pode ser feito com antecedência para garantir que estaremos prontos quando chegar a hora.”

As verificações pré-voo foram concluídas – mas quem pilotará o eVTOL do futuro? (Tecnologias Beta)

Aumentando a realidade
A CAE lançou seu novo simulador de voo de realidade mista para o mercado eVTOL durante o Farnborough International Air Show do ano passado. O simulador CAE 700MXR imersivo e de alta fidelidade foi projetado para fornecer treinamento de voo econômico, realista e escalável para aviadores que deverão operar em ambientes urbanos complexos. O sistema usa uma plataforma compacta de minimovimento e campo de visão de 360⁰ para fornecer simulação baseada em física adaptada para operações de voo baixo de piloto único.

Os inovadores programas de treinamento piloto da empresa aproveitarão tecnologias avançadas, incluindo Realidade Mista e IA, para aprimorar a experiência de aprendizagem.
“O uso de tecnologias imersivas como AR e VR para treinamento de voo está começando a ganhar força junto aos reguladores”, explicou Hughes. “Isto significa que podemos tornar a formação mais rápida, melhor e mais acessível – mas, mais uma vez, é preciso muito tempo e muitos dados para verificar, razão pela qual é outra atividade que começámos cedo.”

Hughes também enfatizou outra vantagem do uso de tecnologia imersiva no regime de treinamento. “Meus amigos e eu brincamos com VR e muitas crianças têm acesso à tecnologia em casa, então é assim que precisamos envolver as pessoas. Um novo currículo de treinamento deve incluir VR. Vá para qualquer faculdade hoje e você verá alunos assistindo a vídeos no YouTube porque os livros e as ferramentas de sala de aula simplesmente não são feitos sob medida para o aluno moderno que está acostumado a obter informações rapidamente. Portanto, o treinamento AAM precisa refletir isso.”

A CAE lançou seu simulador de voo de realidade mista CAE 700MXR para o mercado eVTOL durante o Farnborough International Air Show do ano passado. (CAE)

Candidatos
A miríade de projetos propostos para embarcações AAM eVTOL inclui tudo, desde máquinas multirotor até plataformas de elevação e cruzeiro. Então, os futuros pilotos precisarão de experiência em pilotar aeronaves de asa fixa, helicópteros – ou ambos?

“A EASA criou um caminho tanto para as comunidades CPL A quanto para CPL H, no qual você obtém uma classificação de tipo compatível com eVTOL”, explicou Hughes. “Esperamos que haja uma parte central dessa classificação de tipo que é comum, mas apenas olhando para os conjuntos de habilidades provenientes dessas duas comunidades muito diferentes, será necessário haver algum tipo de curso de transição para poder compensar para as competências que faltam. Nos EUA, a FAA não exige uma qualificação de tipo completa porque os veículos são da classe leve. No entanto, cada veículo exigirá treinamento específico que se parecerá com uma classificação de tipo devido ao perfil de risco.”

“Nem a EASA nem a FAA previram um caminho ab initio para o voo eVTOL, pelo menos nos primeiros anos”, enfatizou Hughes, “então aqueles que desejam voar em veículos AAM precisarão ser pilotos comerciais”.

Embora isto possa parecer restritivo em termos de recrutamento, abre algumas oportunidades interessantes. Vários pilotos comerciais nunca mais regressaram ao trabalho após o confinamento induzido pela pandemia, outros chegaram a um ponto das suas vidas em que não querem fazer paragens noturnas fora de casa regularmente e outros simplesmente querem voar menos.

“O importante é que incentivemos o voo da AAM para torná-lo uma opção de carreira viável”, enfatizou Hughes. “Como setor, precisamos trabalhar para chegar a um ponto em que as horas voadas em um eVTOL contem para a futura carreira do piloto. Isso é algo importante para os reguladores ouvirem a indústria.”

Equilíbrio trabalho/vida pessoal
Considerando que o salário médio anual de um piloto comercial no Reino Unido é estimado em cerca de £50.000 – cerca de 21% superior ao salário médio nacional – a economia da operação de embarcações AAM eVTOL poderia exigir salários muito mais baixos. Como tal, o setor poderia ser forçado a olhar para um modelo de negócio diferente, atraindo pilotos que estejam dispostos a trabalhar por menos salários em troca de um melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. pilotos que estão dispostos a trabalhar por menos. “Isto tem que ser uma compensação entre o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal de um piloto”, continuou Hughes. “As oportunidades que uma carreira AAM oferece podem ser particularmente atraentes para pessoas que têm compromissos pessoais ou para aqueles que desejam continuar a ser pilotos, mas também podem trabalhar meio período nos negócios ou continuar os estudos. Além disso, há os pilotos em ‘fim de carreira’ que ainda querem voar, mas não em tempo integral.”

Um fator que precisa ser considerado na combinação de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é a fadiga do piloto. Embora as tripulações da AAM evitem o estresse dos setores de oito horas e escalas noturnas, as surtidas médias serão curtas e intensas. Enquanto um piloto comercial de asa fixa normalmente realiza de duas a quatro fases críticas de voo (decolagem e pouso) durante o dia, o piloto de um eVTOL poderia estar fazendo o mesmo número de manobras a cada hora. “Além disso, você tem o passageiro sentado ao seu lado, logo atrás de você, fazendo perguntas – então você é a tripulação de cabine e também o piloto!” acrescenta Hughes. “Além disso, o espaço aéreo inferior do centro da cidade ficará potencialmente muito congestionado e até que tenhamos um sistema UTM muito robusto instalado, haverá muitas comunicações com o tráfego aéreo.”

“Os sistemas são muito diferentes de uma aeronave convencional; eles se parecem mais com computadores do que com helicópteros tradicionais. As pessoas que trabalham neles precisarão de experiência em software, talvez conjuntos de habilidades de segurança cibernética e coisas assim.” (Lílio)

Custos operacionais
Sem ab initio diretorota de entrada na pilotagem de eVTOL, potenciais tripulações precisarão investir pesadamente em uma licença de piloto comercial. Com tais classificações custando entre £ 70.000 e £ 120.000 no Reino Unido neste momento, isso certamente terá um efeito negativo nos custos operacionais de uma empresa AAM. As tão aclamadas alegações de que o cliente paga por assento-quilômetro preços equivalentes a um táxi Uber, portanto, simplesmente não fazem sentido. Hughes concorda, salientando que “nos primeiros dias [da AAM] pode ter havido alguma enganação por parte das pessoas que procuravam fazer previsões do setor. No entanto, agora que os operadores de aviação experientes estão a entrar no jogo e a analisar esses casos de negócio, são capazes de apontar os erros – e os salários dos pilotos são um deles.” De novo,

“Também é importante que a indústria faça o que puder para reduzir os custos e as complexidades da formação, aproveitando a oportunidade de trabalhar com os reguladores para incorporar a AR e outras ajudas de formação avançada”, disse Hughes. “Isso pode ser levado a outro nível, considerando a análise de dados para agilizar o treinamento e focar nos elementos que o aluno realmente precisa abordar. Em última análise, esses dados também serão muito importantes para as seguradoras porque, neste momento, algumas operações com helicópteros de piloto único são quase não seguráveis. Adicione uma nova aeronave, que é pilotada por um único piloto E sobre um ambiente urbano congestionado e as primeiras discussões com as seguradoras serão vitais. É importante que possamos vincular os dados de treinamento para realmente fechar o ciclo e provar que o AAM é eficaz e seguro.”

O futuro do treinamento AAM poderia ser virtual? (CAE)

Mantenha-os voando
A importância da formação de mão de obra é essencial para a entrada em serviço de qualquer veículo. “As aeronaves não decolarão se ninguém fizer a manutenção delas”, disse Hughes com um sorriso irônico – sempre o engenheiro de coração.

No entanto, como um mantenedor pode ser certificado para trabalhar na variedade de designs tão diferentes que os OEMs esperam que cheguem ao mercado nos próximos anos?

“Ainda há muita discussão sobre qual é a posição da indústria em relação a isso”, explicou. “Hoje, se você tiver uma qualificação A&P [mecânico de fuselagem e/ou motor], você pode manter qualquer aeronave se tiver treinamento de operador. Claro que é preciso muito tempo e muito estudo para conseguir um A&P e precisamos perguntar se essa [qualificação] é realmente válida para veículos AAM. Os sistemas são muito diferentes de uma aeronave convencional; eles se parecem mais com computadores do que com helicópteros tradicionais. As pessoas que trabalham neles precisarão de experiência em software, talvez conjuntos de habilidades de segurança cibernética e coisas assim. Então, talvez possa haver um caminho onde você obtenha um tipo de treinamento específico que lhe permita talvez evitar ter um A&P – mas também precisamos considerar como isso será para a progressão na carreira dos mecânicos que desejam seguir para outros setores da aviação. Precisa ser um trampolim para outro lugar, proporcionar uma opção de carreira atraente, mas permanecer segura. Como tantas outras coisas na AAM, continua sendo um trabalho em andamento.”

Como um mantenedor pode ser certificado para trabalhar na variedade de designs eVTOL tão diferentes que os OEMs esperam que cheguem ao mercado nos próximos anos? (Dynapower)

Planejando à frente
O treinamento de uma força de trabalho é uma parte essencial de qualquer veículo que entra em serviço. No entanto, mesmo num ambiente regulatório bem compreendido com aeronaves tradicionais, isso pode levar muitos anos. “Calculamos que são necessários três anos desde o início da compreensão do que é necessário para um programa de formação até à capacidade de desenvolver um currículo, uma simulação e depois fazer com que seja avaliado operacionalmente e aprovado por um regulador”, concluiu Hughes. “É por isso que começamos a trabalhar com muitos dos nossos parceiros há dois anos. Qualquer OEM que pretenda iniciar operações em 2026/2027 precisa começar a pensar agora sobre quem irá operar, manter e pilotar seus veículos.”

Taurus T4 é o primeiro fuzil brasileiro a ser certificado pelas novas normas da SENASP


*LRCA Defense Consulting - 24/09/2023

O fuzil T4, produzido pela Taurus Armas S.A., conquistou uma  nova e importante certificação ao ser plenamente aprovado e homologado, em 22 de setembro, de acordo as normas previstas na Portaria nº 304/2021 - NT-SENASP nº 004-2021 expedida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. Com isso, o Taurus T4 se tornou o primeiro fuzil brasileiro a obter essa certificação.

A certificação de produtos nos escopos das normas técnicas NT-SENASP é executada por organismos e laboratórios de ensaios acreditados pelo INMETRO e designados pela SENASP, tendo surgida pela necessidade de estabelecer requisitos técnicos mínimos para produtos, equipamentos e serviços de segurança pública, com o objetivo de dar o adequado grau de qualidade e segurança quanto ao uso e desempenho, através do estabelecimento de normas técnicas para possibilitar a certificação desses itens, tendo por consequência a melhoria dos serviços prestados à população brasileira.

O Certificado de Conformidade Nº: PCE-160-2023-01 foi expedido pela ABIMDE Certificadora (Organismo de Certificação de Produto - OCP) após plena aprovação em todos os 14 testes/ensaios realizados no Laboratório TECHSS, sendo ambas as entidades acreditadas pelo INMETRO e designados pela SENASP.


A arma já havia sido testada, certificada e homologada pelo Exército Brasileiro há bastante tempo e, com isso, foi adquirida por diversas forças de segurança nacionais e internacionais, bem como por CACs e pelo Exército das Filipinas, onde se tornou o fuzil padrão.

No entanto, a homologação pela SENASP, além de ser muito rigorosa em seus quesitos, tornou-se fundamental na medida em que passou a ser uma exigência da Secretaria para todas as armas nacionais que concorrem às licitações feitas por órgãos brasileiros de Segurança Pública.

Embraer quer implantar serviços de manutenção e reparo de aeronaves no Vietnã

O Presidente e CEO do Grupo Embraer, Francisco Gomes Neto (à direita) e o Primeiro Ministro Pham Minh Chinh visitam a área de exposição das linhas de aeronaves da Embraer e da moderna infraestrutura de produção. Foto: Duong Giang/TTXVN

*LRCA Defense Consulting - 24/09/2023

O primeiro-ministro Phạm Minh Chính e uma delegação de alto escalão do Vietnã chegaram ao Aeroporto Internacional de São Paulo por volta do meio-dia de 23 de setembro, iniciando uma visita oficial ao Brasil de 23 a 26 de setembro, a convite do governo brasileiro. O PM Pham Minh Chinh é o primeiro líder do Partido e do Governo do país a visitar oficialmente o Brasil desde a visita do Secretário Geral Nong Duc Manh em 2007.

Mais tarde, no mesmo dia, o PM Chinh visitou a Embraer Aerospace Company em São José dos Campos (SP), sendo recebido pelo seu presidente e CEO, Francisco Gomes Neto, que apresentou ao líder vietnamita a empresa, terceira maior produtora mundial de aeronaves comerciais e forte na fabricação de aviões com menos de 130 assentos. No Vietnã, entregou cinco aeronaves E190 à Bamboo Airways.

Dirigindo-se ao PM Chính e à comitiva vietnamita durante a reunião de trabalho, Francisco Gomes Neto afirmou apreciar muito o potencial do mercado vietnamita, adequado às linhas de aeronaves disponíveis no Grupo Embraer, especialmente desenvolvidas para voos curtos e com número de passageiros administrável.

O CEO da Embraer expressou também o seu desejo de continuar a receber atenção e apoio do governo vietnamita no processo de procura de oportunidades de cooperação e expansão de mercados no Vietnã, afirmando que sua empresa está preparada para implantar serviços de manutenção e reparo de aeronaves no país, além de fornecer soluções tecnológicas para a indústria aeronáutica.

Por sua vez, o Primeiro-Ministro Pham Minh Chinh disse que a indústria de aviação do Vietnã se desenvolveu muito rapidamente nos últimos tempos, juntamente com o ritmo do desenvolvimento socioeconômico, o aumento da procura de turismo e outras atividades, havendo muitas companhias aéreas operando no país.

O PM afirmou apreciar muito as aeronaves comerciais da Embraer pela sua segurança operacional e respeito ao meio ambiente, acreditando que as aeronaves comerciais de nova geração do Grupo podem ser uma solução para ajudar as companhias aéreas vietnamitas a desenvolver suas frotas e garantir eficiência operacional e segurança dos voos.

Expressando confiança no futuro mais aberto do comércio de aviação entre o Vietnã e o Brasil, o PM propôs que a Embraer expandisse a cooperação e os investimentos para desenvolver o ecossistema de negócios do Grupo no Vietnã.

Especificamente, o PM solicitou à Embraer que continuasse a contatar e discutir com as companhias aéreas vietnamitas para buscar oportunidades de cooperação, negócios e pesquisa para participar na prestação de serviços de manutenção e reparo de aeronaves.

O PM também solicitou à Embraer que participe na formação de recursos humanos para a indústria da aviação, forneça cursos de formação profissional de curto/longo prazo para funcionários da indústria de aviação vietnamita e apoie o Vietnã com soluções tecnológicas para ajudar a melhorar a capacidade de gestão no setor da aviação, aumentar a automação, apoiar a previsão e prevenir riscos nas atividades de gestão de voo.

O primeiro-ministro Pham Minh Chinh visitou e trabalhou com a Embraer Aerospace Corporation, com sede na cidade de São José dos Campos (SP). (Foto: VGP/Nhat Bac)

Novos rumos na promoção da cooperação entre os dois países
A visita oficial do PM ao Brasil ocorre no momento em que os dois países pretendem comemorar o 35º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre o Vietnã e o Brasil.

Espera-se que a visita abra novos rumos na promoção da cooperação, aprofundando a Parceria Abrangente Vietnã-Brasil, identificando projetos específicos e áreas de cooperação, trazendo assim uma relação mais profunda, substantiva e eficaz entre os dois países, especialmente no que diz respeito à cooperação econômica, comercial e de investimento.

Em particular, o Brasil tem potencial para ser a porta de entrada do Vietnã nos mercados latino-americanos, enquanto o Vietnã é a porta de entrada do Brasil na ASEAN e nos países asiáticos.

*Com informações das mídias vietnamita e tailandesa (Thò'i Dai, Tin Túc, Hanoi Times, VOV, Vietnam News)

WEG fornece soluções para Estação de Esgoto de Canoas na Colômbia


*LRCA Defense Consulting - 24/09/2023

A Mota-Engil, multinacional com atividade centrada na construção e gestão de infraestruturas, responsável pelas obras da estação elevatória de águas residuais de Canoas, selecionou a WEG para participar como fornecedora de diversas soluções elétricas para uma importante iniciativa de descontaminação das águas do Rio Bogotá, na Colômbia.

Quando a obra estiver concluída, a estação elevatória receberá águas residuais de cerca de 70% da cidade, correspondentes às bacias dos rios Fucha, Tintal e Tunjuelo, e águas residuais do Município de Soacha, para depois serem bombeadas para a futura Estação de Tratamento de Águas Residuais de Canoas, que será um dos maiores da América Latina. Este grande marco permitirá devolver água de qualidade ao rio Bogotá e garantir o desenvolvimento sustentável do país.

Um dos grandes desafios deste projeto é garantir a distribuição segura de energia aos sistemas elétricos e motores, para isso a WEG forneceu uma subestação completa de 115 kV que inclui dois transformadores de 30 MVA/115/13,2 kV, agregando mais eficiência e confiabilidade para a planta. Também foram fornecidos 17 cubículos de média tensão, além de painéis de baixa tensão.

Para este projeto, a WEG também forneceu seis motores de indução trifásicos e seis conversores de frequência de média tensão. Cada motor de 4.300 kW, montado verticalmente, será acoplado à sua respectiva bomba e será responsável por bombear 6,4 metros cúbicos de efluente por segundo até uma altura de 51,6 metros do poço, um dos processos mais críticos da planta. O que mostra a capacidade da companhia em desenvolver produtos que atendam os mais diversos escopos.

Com participações em outros importantes projetos no segmento de água e saneamento, em aplicações diversas como dessalinização, tratamento de água, águas residuais e transporte de água, a WEG reforça sua expertise neste segmento ao ser selecionada para mais esse empreendimento. 

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