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17 agosto, 2023

Mercado civil indiano pode aumentar em 40% o faturamento trimestral da Taurus


*LRCA Defense Consulting, com a colaboração de Christian Lima - 17/08/2023

Em dezembro de 2022, o CEO Global da Taurus Armas S.A., Salesio Nuhs, afirmou, durante um evento com investidores na fábrica de São Leopoldo, que a Índia representa uma oportunidade ainda muito maior e mais perene do que aquela que a empresa que teve no ano de 2021, quando a Taurus percebeu e se preparou a tempo para a impressionante e inédita demanda que viria nos EUA, aproveitando-a ao máximo e fazendo de 2021 o melhor ano da história da companhia.

Ao serem analisadas as declarações do CEO da Taurus em entrevistas para a imprensa (tanto brasileira como indiana), bem como em lives e em outras oportunidades, é possível entender o otimismo do principal executivo da multinacional brasileira maior produtora mundial de armas leves.

Projeção trimestral
Para ilustrar o otimismo do CEO da Taurus, esta Consultoria, em parceria com o engenheiro Christian Lima, preparou uma projeção do faturamento trimestral possível, apenas com armas civis, ou seja, deixando de considerar o imenso mercado militar e de segurança indiano, no qual a Taurus já está participando de importantes e significativas licitações.

No 2T23, foram produzidas cerca de 4.300 por dia, com um ticket médio (TM) de venda de R$ 1303,93 ou US$ 260,00. Em consequência, a produção do trimestre (78 dias) foi de 335.000 armas que, ao preço do TM, geraram aproximadamente R$ 436.816,55.

Na Índia, é esperada uma produção full de 1.000 armas civis por dia, com um TM de cerca de US$ 900,00 (valor médio estimado). Assim, a produção trimestral seria de 78.000 armas civis que, multiplicada pelo valor unitário do TM indiano, levaria a um total de cerca de R$ 351.000.000,00.

Como a Taurus detém 49% da JV e seus custos são praticamente zero, haveria um incremento próximo de R$ 171.990.000,00 em seu resultado trimestral, correspondendo a cerca de 40% de seu faturamento com armas no 2T23. Isso considerando-se apenas a venda de armas civis.

Uma outra observação importante é a de que a produção/venda full na Índia, ou seja, de 1.500 armas/dia, redundaria em um total de 468.000 armas, significativamente superior ao número (recorde) de 366.000 armas vendidas no mercado brasileiro em 2022.

Mercados governamental e civil
No entanto, além do mercado civil, a Taurus, como foi comentado, já está participando de importantes e significativas licitações no imenso mercado militar e de segurança indiano.

Além da megalicitação de 425.000 fuzis para as Forças Armadas indianas que a empresa está disputando e que se definirá no início de 2024, as licitações futuras para órgãos policiais e paramilitares do país já somam cerca de 260 mil armas de diversos tipos (fuzis, submetralhadoras e pistolas). Ou seja, ainda sem ter inaugurado sua fábrica na Índia, a Taurus já tem a perspectiva de concorrer a licitações que montam, por enquanto, em cerca de 685 mil armas, além de um imenso e quase inexplorado mercado civil.

No que se refere às licitações em todos os níveis governamentais, a multinacional brasileira tem preços muito competitivos, alta tecnologia/qualidade e volume de produção (algo que poucos fabricantes têm), além de ter sido a primeira joint venture de armas leves na Índia e de ter uma fábrica quase pronta para entrar em operação. Os três primeiros fatores fizeram com que vencesse a concorrência para fornecer o Fuzil T4 ao Exército das Filipinas no ano passado, também competindo com grandes fabricantes internacionais de armas. Segundo o CEO da Taurus declarou recentemente, existem dois grandes fabricantes que são favoritos na megalicitação de fuzis indiana, sendo a Taurus um deles, e é bastante provável que cada um fique com 50% do total.

Quanto ao mercado civil, segundo estimativas internacionais e da própria Índia, este país ultrapassou a China em abril deste ano, tornando-se o mais populoso do mundo, superando a marca de 1,4 bilhão de pessoas.

Apesar disso, fontes internacionais afirmam que a Índia possui apenas cerca de 74 milhões de armas leves civis, principalmente antigos e obsoletos revólveres e pistolas. Segundo os executivos da Taurus, em 2022 foram fornecidas 42 mil novas licenças e há cerca de 11 milhões de licenças ativas. Isso acontece em virtude de uma legislação bastante rígida e de costumes culturais milenares que levam, por exemplo, a uma parte da polícia ostensiva ser armada apenas com porretes.

Aqui, é importante observar que o que dá sustentação e perenidade a uma fabricante de armamento leve é o mercado civil. Assim, é importante ressaltar que o foco da Taurus, nos EUA, na Índia e no resto do mundo, é o mercado de armas civis, pois é neste que obtém as melhores margens, sendo o motivo primordial de a fábrica indiana começar sua fase operacional produzindo esse tipo de arma. As licitações, como toda a venda por atacado, causam uma diminuição das margens, que é compensada, no entanto, pelos altos volumes envolvidos.

Não parece haver dúvidas de que um mercado civil com apenas 74 milhões de armas antigas para uma população de 1,4 bilhão de pessoas é um nicho atraente, perene e promissor, sob qualquer ângulo que seja visto, e este é um dos motivos que levou o gigante Jindal Group a procurar a Taurus e com ela firmar uma joint venture em 2020 para produção de armas leves civis e militares na Índia.

A fábrica indiana tem capacidade de produção total inicial de 1.500 armas por dia e está situada dentro de um terreno total bem maior, possibilitando a expansão que for necessária no futuro. Além disso, visando o prestígio a empresas locais, uma parte da produção está sendo terceirizada, pelo menos inicialmente, fazendo com que a necessidade de espaço interno fabril seja menor.

Pistola Taurus PT57

Pistola Taurus PT57 - a primeira arma civil a ser produzida na Índia
Conforme os executivos da Taurus Armas declararam em uma live no início do segundo trimestre, só há um fabricante indiano de pistolas .32 ACP (7,65mm), maior calibre permitido para uso civil: o Ordnance Factory Board (OFB), uma grande organização estatal sob a tutela do Departamento de Produção de Defesa do Ministério da Defesa indiano. A importação de armas para uso civil não é permitida.

A pistola Ashani MK-II no calibre .32 ACP (7,65mm) é uma das armas mais recentes produzidas pelo OFB para uso civil. Lançada oficialmente no final de 2017, essa pistola de oito tiros e ação única foi desenvolvida internamente pelo OFB com base na pistola Colt 1903, embora externamente se assemelhe à FN 1903 e à Remington modelo 51. Seu custo final ao consumidor é de cerca de 1.200 dólares americanos.

A JHind India Taurus Private Limited, cuja fábrica deve começar a operar ainda em 2023, irá produzir para esse mercado a Taurus PT57, também no calibre 7,65mm. Trata-se de uma moderna semiautomática de 12 tiros que é incomparavelmente superior aos modelos produzidos pelo OFB.

Para se ter uma ideia do potencial de mercado em relação a valores de ticket médio, enquanto a indiana Ashani custa cerca de US$ 1.200,00, a Taurus PT57 custa, nos Estados Unidos, cerca de US$ 300,00. Com isso, a Taurus poderá oferecer ao mercado uma arma muito superior a um custo similar ou mais baixo para o consumidor, gerando uma excelente margem de lucro.

Os executivos da Taurus ressaltaram recentemente que, embora os custos de produção na Índia sejam entre 10 e 20% maiores que no Brasil, os preços de comercialização também são maiores, o que levará o ticket médio a se situar entre 800 e 1.000 dólares americanos por arma, no caso da pistola PT57, por exemplo.

Segundo site árabe, a Barzan Holdings, do Catar, entra na corrida para adquirir parte da Avibras


*Defense Arabia - 17/08/2023

Representantes da empresa catariana “Barzan Holdings” se reuniram com o ministro da Defesa brasileiro, José Mucio, e manifestaram interesse em investir na empresa brasileira "Avibras".

A reunião aconteceu no Ministério da Defesa do Brasil na terça-feira, 11 de agosto, com a presença do presidente da Avibras, João Brasil Carvalho Leite, e do diretor da G5 Partners, Daniel Lombardi.

O governo brasileiro acompanha de perto os processos de negociação da Avibras, a maior empresa de sistemas de defesa do país. A empresa confirma que há várias pessoas interessadas em investir nela, mas nenhum negócio foi fechado ainda.

Em nota por ela divulgada, a Avibras anunciou a intenção de ampliar o capital por meio de investimentos diretos de empresas estratégicas. Ela destacou que sua prioridade e a prioridade do governo brasileiro é manter a continuidade das operações da empresa no Brasil, permitindo assim preservar o histórico de conquistas construído ao longo de mais de sessenta anos.

A especialista em assuntos de defesa e segurança, Patricia Marins, confirmou ao site Arab Defense que a empresa catariana “Barzan” entrou na corrida para adquirir parte da “Avibras”, junto com as empresas “Edge” e “Rheinmetall”.

Marins acrescentou que o grupo catariano busca adquirir uma participação minoritária na Avibras, que Barzan tem feito grandes avanços nessa corrida e que existe a possibilidade de aumentar a participação do governo no futuro, embora isso não afete a posição de planos para a fábrica dos catarianos.

É notável que as empresas árabes avançaram nessa corrida, principalmente quando a "Rheinmetall" estava prestes a fechar o negócio e se tornar sócia.

Vale lembrar que os países árabes são aliados confiáveis ​​no campo da indústria bélica brasileira. 

*Nota da LRCA: o Grupo EDGE, por meio de Marcos Degaut, chefe do escritório da empresa para a América Latina, negou categoricamente a esta editoria que hovessem quaisquer conversas sobre o assunto.

Banco brasileiro ajuda a financiar compra de 11 jatos Embraer E175 da Alaska Airlines


*Simple Flying, por Daniel Martínez Garbuno - 16/08/2023

A Alaska Airlines vai adquirir 11 aeronaves Embraer E175 por meio de um financiamento de R$ 1,3 bilhão (US$ 260 milhões) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os desembolsos serão feitos em reais no país sul-americano diretamente à Embraer, conforme informou a agência de notícias MercoPress.

Adicionando 11 jatos comerciais E175
A quinta maior companhia aérea dos Estados Unidos deve adicionar mais aeronaves regionais à frota de sua filial, a Horizon. Conforme noticiado na quarta-feira, o BNDES concedeu financiamento para a exportação de onze E175, cobrindo parte do investimento da Alaska na compra das aeronaves.

A aeronave será entregue à Horizon Air entre 2023 e 2024, conforme contrato comercial previamente firmado com a Embraer. Este é o primeiro financiamento de exportação de aeronaves do BNDES com a transportadora norte-americana e sua subsidiária.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, disse que o Banco é um parceiro de longa data da Embraer no apoio às exportações de aeronaves, permitindo que a empresa mantenha empregos altamente qualificados no Brasil, gerando investimentos significativos e fortalecendo a posição do país no mercado internacional.

Já Antonio Carlos Garcia, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Embraer, reconheceu o papel fundamental do BNDES para facilitar a exportação de produtos brasileiros de alto valor agregado, como o setor aeronáutico. O BNDES e a Embraer são parceiros desde 1997. O Banco oferece condições competitivas semelhantes às oferecidas pelos concorrentes internacionais.

Uma boa opção para o mercado da Horizon
A Alaska Airlines vê o E175 como uma aeronave altamente eficiente. Este jato é a aeronave perfeita para atender à rede regional da Horizon Air no noroeste do Pacífico, disse Nat Pieper, vice-presidente sênior de frota, finanças e alianças da Alaska Airlines em 2022.

O jato Horizon Air E175 de 76 assentos possui 12 assentos na primeira classe, 12 na classe premium e 52 na cabine principal. As comodidades a bordo incluem entretenimento gratuito com mais de 1.000 filmes e programas de TV. Os clientes da primeira classe também desfrutam de energia de 110 volts em todos os assentos. Todos os passageiros que voam no E175 desfrutam de um assento na janela ou no corredor.

No ano passado, a Horizon Air anunciou que mudaria para uma única frota de todos os jatos E175. Atualmente possui 69 aeronaves, incluindo 39 E170 . Os aviões restantes – atualmente inativos – são turboélices De Havilland DHC-8-Q400 que devem ser descontinuados.

Conectividade com a Internet na frota E175
Além disso, a Alaska Airlines anunciou uma parceria com a Intelsat no início deste ano para equipar sua frota regional E175 com conectividade de alta velocidade. A Alaska Airlines está investindo US$ 25 milhões para melhorar a experiência de viagem dos passageiros a bordo da Horizon Air.

Este sistema estreará na Horizon Air no início de 2024 e será implantado em toda a frota de jatos regionais, incluindo a parceria da Alaska Airlines com a SkyWest, por um período de dois anos, segundo Sangita Worener, vice-presidente sênior de marketing e experiência do hóspede da Alaska Airlines.

16 agosto, 2023

Mac Jee recebe aprovação de dois projetos de subvenção de tecnologia da FINEP


*LRCA Defense Consulting - 16/08/2023

O Grupo Mac Jee esteve presente hoje (16) no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) em São José dos Campos (SP) para participar da 21ª REPID - Reunião de Projetos de Interesse da Defesa, que ocorreu nas instalações do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Durante o evento, a FINEP por intermédio de seu presidente Celso Pansera, apresentou as empresas que foram aprovadas e que tiveram seus projetos de subvenção contemplados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), entre as quais a Mac Jee, com a aprovação de dois projetos de subvenção de tecnologia.

A CEO da empresa, Alessandra Stefani e o Gerente Eduardo Ávila participaram desse encontro ao lado do Presidente da FINEP, Celso Pansera. 

O evento contou com a presença do Diretor Geral de Desenvolvimento Nuclear e de Tecnologia da Marinha, Almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, do Secretário de Produtos de Defesa, Major Brigadeiro Mesquita, do Secretário Executivo do MCTI, Luis Fernandes, do Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, Tenente Brigadeiro Medeiros, e do Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, General Aquiles Furlan Neto.

A REPID é um fórum de alto nível para discussão entre Ministério da Defesa e Forças Armadas para convergência de esforços com vistas ao alcance de objetivos comuns, buscando o aprimoramento da Defesa, o fortalecimento da base industrial de Defesa e o crescimento do emprego e da renda.

Marrocos teria adquirido lançadores brasileiros ASTROS com transferência de tecnologia?


*Defense Arabic, por Norddine - 15/08/2023

Durante um vídeo promocional da empresa brasileira Avibras, apareceu em um dos sistemas um mapa do Marrocos, que parece ser para orientação.

Vale destacar que o Marrocos firmou importantes acordos militares com o Brasil sobre transferência de tecnologia, indústria bélica e aquisição de armas. O acordo assinado em 2019 trata da cooperação entre Brasil e Marrocos, incluindo o compartilhamento de conhecimentos e tecnologias na área de defesa. Além disso, os governos relevantes podem promover medidas conjuntas de treinamento militar e realizar intercâmbios para treinar instrutores e alunos.

O  acordo estipula que os dois países devem estabelecer um grupo de trabalho conjunto para coordenar as atividades. A equipe é composta principalmente por representantes da Defesa Nacional, das Forças Armadas Reais do Marrocos e do Ministério da Defesa do Brasil.

Com foco nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, o texto prevê outras atividades, como organização de eventos culturais e prestação de assistência humanitária. A prestação de assessoria, de acordo com a legislação de cada país, por meio de artigos e serviços relacionados à área de defesa também é um dos objetivos do acordo.

A parceria entre Brasil e Marrocos terá duração de cinco anos e, após esse período, poderá ser renovada por mais cinco anos.

Lançador de foguetes ASTROS II/III MLRS
O lançador de foguetes ASTROS II/III MLRS é capaz de disparar foguetes de 127 mm a 300 mm. Uma bateria consiste em 6 veículos lançadores, 6 veículos de transporte de mísseis e um veículo de radar para controle de tiro, orientação e comando.

Astros 2 pode lançar mísseis:
• Míssil SS-30 de 127 mm com alcance de 9 a 30 km
​• Míssil SS-40 de 180 km com alcance de 15 a 35 km
​• Míssil SS-60 de 300 mm com alcance de 20 a 60 km
​• SS Míssil SS-80 calibre 300 mm, com alcance de 22 a 90 km
​• Míssil SS-150 de 300 mm, com alcance de 29 a 150 km
​• Míssil de cruzeiro AVMT-300, com alcance de 300 km, peso de ogiva 200 kg

O sistema de mísseis multibarril Astros II está em serviço na Arábia Saudita, Catar e Bahrein.


Embraer E195-E2 para Aerolíneas Argentinas: executivos viajam para o Brasil


*Aviacionline, por Edgardo Gimenez Mazó - 16/08/2023

O presidente da Aerolíneas Argentinas, Pablo Ceriani, viajou hoje a São Paulo acompanhado de uma delegação do setor econômico-financeiro e de política aérea da empresa e representantes da Associação de Pilotos de Linha Aérea (APLA) para adiantar os detalhes da renovação da frota.

Recorde-se que, no final de julho, a estatal abriu oficialmente o processo de licitação para a aquisição de 12 Embraer E195-E2 com capacidade para 136 passageiros, com um RFP dirigido a fornecedores interessados ​​nestes jatos, com entrega prevista entre 2024 e 2026.

De acordo com esse documento, a Aerolíneas Argentinas declarou sua intenção de receber dois E195-E2 em 2024, cinco em 2025 e cinco em 2026.

Fontes próximas confirmaram à Aviacionline que o motivo desta viagem é avançar com a renovação da frota de E190 e fechar detalhes do acordo inicial com a Embraer para a nova aeronave. Justamente hoje, segundo a RFP, encerrava-se o prazo para apresentação de propostas.

Modernização e Expansão da Frota
A Aerolíneas Argentinas busca aproveitar o provedor para renovar sua  frota de aeronaves regionais, ampliando assim as opções de rotas. A empresa possui atualmente uma frota de 26  Embraer E190-E1, alguns dos quais serão substituídos pelos novos E195-E2 .

Em fevereiro deste ano, o  CEO da Aerolíneas Argentinas, Pablo Ceriani, disse à  Aviacionline  que a empresa estava de olho no  E195-E2  e  no Airbus A330-900  para modernizar e atualizar a frota. Esta etapa é a primeira de um plano que pode ser uma mudança significativa para a companhia aérea e o fabricante, garantindo outro grande cliente E2 na região.

Mais tarde, em junho, durante a 79ª Assembleia Geral Anual da IATA, realizada em Istambul, e consultada pela Aviacionline sobre a viabilidade desses projetos diante de uma possível mudança de governo (que inclusive tomou outra nuance após as eleições primárias no último domingo ) e, portanto, de gestão na empresa, Ceriani disse que a atual diretoria tem trabalhado para documentar o suporte de todas as decisões que são tomadas, não deixando muito espaço para muitas mudanças no plano de negócios da Aerolíneas Argentinas e, assim, continuar tendo continuidade.

“Tudo é feito seguindo as práticas do setor e buscando atender o mercado, e se não avançássemos nesse sentido, ficaríamos sem oferta para atender a demanda que a empresa tem, e qualquer administração que vier encontrará a mesma realidade, então não precisa haver mudanças significativas ”, concluiu sobre o tema.

IMBEL é destaque no ranking de Desempenho de Custos na Gestão Pública


*LRCA Defense Consulting - 16/08/2023

Buscando oferecer um novo instrumento de transparência e comunicação para a conscientização dos cidadãos e dos agentes públicos sobre a importância da informação de custos na gestão pública, a Secretaria do Tesouro Nacional editou o Relatório Foco em Custos, contendo uma visão geral dos custos do Governo Federal, tendo como fonte o Balanço Geral da União.

O documento apresenta informações sobre os custos agregados do Governo Federal, bem como informações com maior detalhe para os custos de Operação e Manutenção (Mão de Obra e Funcionamento) de Órgãos selecionados do Poder Executivo Federal: Ministérios, AGU e Comandos Militares.

A gestão das contas públicas engloba as dimensões fiscal e orçametária, que remetem ao planejamento e controle, bem como ao equilíbrio das receitas e despesas, à sustentabilidade  do endividamento público, à alocação dos recursos entre as diversas responsabilidades e funções do governo. Ela inclui, anda,  a dimensão dos custos públicos (programas e ações de governo, das unidades adminstrativas, das políticas públicas, etc.), que remetem ao consumo de recursos.

O Relatório em Foco traz o ranking de desempenho de custos setoriais dos Ministérios, AGU e Comandos Militares; universidades federais; agências governamentais; e empresas estatais dependentes, a partir de quatro indicadores.

-regularidade - calculado por meio da verificação da existência ou não de registro mensal dos insumos de operação e manutenção em 2022;

-dispersão - verificação da linearidade do consumo mensal de insumos (evitar oscilações acentuadas);

-personalização - pela aferição das ferramentas de detalhamento de custos disponíveis no Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI Web; e

-economicidade - diretamente relacionado com a economia no consumo de insumos.

Para definição do Ranking de Desempenho, as notas foram agrupadas nas categorias Boa (maior que 7), Razoável (maior que 5 e menor ou igual a 7) ou Ruim (menor ou igual a 5).

Segundo esses critérios, no Ranking de Desempenho de 19 Empresas Estatais Dependentes, a IMBEL obteve a 2ª colocação, enquanto que  no Comparativo com  121 Órgãos e Entidades, a IMBEL ficou com a 11ª colocação.

Os resultados obtidos pela IMBEL na avaliação da Secretaria de Tesouro Nacional atestam o acerto da sua gestão e o trabalho eficaz executado por sua força de trabalho para o integral cumprimento do  papel social da Empresa, motivando a busca por melhores resultados na imprescindível tarefa de contribuir para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e garantia da soberania do País.

Na Arábia Saudita, Taurus participará de licitação de 90 mil pistolas e poderá ter a primeira franquia internacional da Loja AMTT


*LRCA Defense Consulting - 16/08/2023

Durante as lives realizadas ontem com a SaraInvest, Eleven e BM&C News, o CEO Global da Taurus Armas S.A., Salesio Nuhs, e o CFO da empresa, Sérgio Sgrillo Filho, trouxeram novidades com relação à recente parceria entre a Taurus e a saudita SCOPA Defense, uma poderosa empresa privada que desponta como a empresa de defesa preeminente desse país do Oriente Médio.

Salesio iniciou comentando sobre a grande agilidade negocial dos sauditas e da Taurus, o que permitiu que, em apenas alguns meses, as duas empresas assinassem um acordo de agenciamento e representação para o Reino da Arábia Saudita (KSA) e região do Golfo, bem como estabelecessem um Memorando de Entendimento (MoU) visando estudar uma joint venture para a fabricação de armamento leve Taurus nesse país.

Em virtude dessa agilidade e do grande interesse dos sauditas e da Taurus, o CEO afirmou que já no próximo trimestre poderão haver novidades no negócio entre as duas empresas.

Licitação de 90 mil pistolas e franquia da Loja AMTT
Questionado sobre o mercado local na Arábia Saudita, Salesio respondeu que já está em preparação uma licitação para o fornecimento de 90.000 pistolas para as forças de segurança do país, a qual contará com a participação da Taurus por meio da SCOPA Defense.

O CEO Global também comentou que os sauditas, após conhecerem a Loja AMTT de São Paulo, ficaram muito entusiasmados e manifestaram a intenção de levar a franquia para Riad, capital do país. Caso se concretize o negócio, será a primeira franquia da Loja no exterior. 

Salesio explicou que em Riad só há um clube de tiro, o que ocasiona muita dificuldade para os treinamentos de tiro, inclusive dos órgãos policiais. Como curiosidade importante, citou que, das 10 armas existentes nesse clube, oito são Taurus.

Diversificação geográfica das vendas
Os entendimentos com a SCOPA estão no âmbito do planejamento estratégico da Taurus no sentido de avançar no mercado internacional, principalmente em países com expressivo crescimento e grande potencial, como foi o caso também da Índia pois, assim, a empresa amplia a diversificação geográfica de suas vendas. 

Ocupando novos e importanters nichos mercadológicos, a Taurus visa ter uma posição de proeminência nessas regiões, pois pode oferecer um portfólio completo, adequado, tecnológico e com custo/benefício imbatível, capaz de atender as mais diversas necessidades das forças armadas e de segurança, além dos civis aficionados por esses tipos de armamento. 

Saiba mais:
- Dos 5 países que mais importaram armas em 2022, 4 estão nas regiões onde a Taurus atuará em 2024

- Taurus avança no mundo e produzirá em três dos cinco países que mais investem em Defesa

- Conheça a SCOPA Defense, empresa saudita que fez acordos com Avibras, Taurus...

- CEO de Defesa e Segurança da SCOPA comenta o acordo assinado hoje com a Taurus

- Taurus e SCOPA firmam acordo para avaliar criação de fábrica de armas na Arábia Saudita

 

A Akaer Engenharia no rumo do ESG


*LRCA Defense Consulting - 16/08/2023

A Akaer Engenharia S.A., conceituada Empresa Estratégica de Defesa brasileira, está no rumo do ESG. Em recente postagem em uma mídia social, a empresa considerou como "de extrema importância" que o ESG esteja presente no seu cotidiano. Frente a essa consideração, nomeou um grupo qualificado que ficará responsável por implementar as medidas necessárias no sentido de tornar a empresa mais aderente às novas tendências, em prol do ambiente, com responsabilidade social, transparência e ética corporativa.

Certificação internacional de gestão ambiental
No entanto, não é de agora que a Akaer se preocupa com a questão.  Em maio de 2022, a companhia conquistou a certificação ISO 14001, a mais importante certificação internacional de gestão ambiental, reconhecendo o compromisso da empresa em minimizar o impacto ambiental de suas operações e promover a sustentabilidade.

Desde o ano de 2022, a Akaer vem realizando diversas ações de melhorias para prevenção da poluição e redução dos impactos ambientais, em busca de uma convivência melhor com a natureza e da certificação. A empresa passou por uma rigorosa auditoria e comprovou estar em conformidade com os requisitos da norma. O documento foi emitido pelo Organismo de Certificação TÜV NORD Brasil. O processo de certificação é referente aos serviços de engenharia, projeto, pesquisa e desenvolvimento em estruturas, sistemas, manufatura e industrialização para o mercado aeroespacial, de defesa e da indústria geral.

Entre as ações que envolveram o empenho de todos os seus 600 colaboradores, estão a redução no consumo de recursos naturais, como a energia elétrica, geração e tratamento de resíduos, implementação de controles operacionais nos diversos níveis da empresa – incluindo formalização de compromissos ambientais ao longo da cadeia de fornecimento.

Segundo a empresa, a questão ambiental sempre foi um dos seus valores empresariais no desenvolvimento e fabricação de seus produtos. “A certificação ambiental foi o meio escolhido pela Akaer para atestar que nossas práticas e resultados ambientais são frutos de métodos estruturados, voltados para a melhoria contínua de nosso desempenho ambiental”, declarou Maria Fernanda Carneiro Novaes, Diretora de Qualidade da empresa, na época.

“Estamos orgulhosos de ter alcançado esta certificação, que é um testemunho do trabalho árduo de nossa equipe e do nosso compromisso com o meio ambiente. Vamos continuar a trabalhar para minimizar o impacto ambiental de nossas operações e promover a sustentabilidade em todos os aspectos do nosso negócio”, completou Fernanda.

Com a certificação 14001, a Akaer ficou posicionada para se destacar como líder em gestão ambiental em seu setor. A empresa continua comprometida em atuar de forma responsável e sustentável para garantir um futuro melhor para as gerações futuras.

Sobre a Akaer
A Akaer possui mais de três décadas de atuação no desenvolvimento de tecnologias de ponta para os setores de Defesa, Aeroespacial e Indústria 4.0, com clientes no Brasil e no exterior. A empresa fica sediada no município de São José dos Campos (SP/Brasil), e tem escritórios comerciais em outros dois países – Turquia e Portugal.

Embraer assina segundo acordo comercial na Coreia do Sul


*Korea Posts (Daily Daegu Gyeongbuk News, por Kim Hyeong-man) - 16/08/2023

A província de Gyeongsang do Norte (Gyeongsangbuk-do), na Coreia do Sul, e a Embraer, a maior fabricante mundial de aeronaves de pequeno e médio porte (Regional Jet), assinaram um segundo acordo comercial em 16 de agosto para fortalecer ainda mais a cooperação para o desenvolvimento do indústria da aviação em Gyeongsangbuk-do.

O acordo foi assinado neste dia para construir cooperação mútua para vitalizar a indústria da aviação com a participação do Governador Provincial Cheol-Woo Lee e Arjan Meijer, Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial.

Com sede no Brasil, a Embraer é a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, depois da Boeing e da Airbus.

Em 15 de maio, o primeiro MOU foi assinado no Aeroporto Pohang Gyeongju, e o E190-E2, a aeronave principal, voou com sucesso em torno de Ulleungdo, marcando o primeiro passo na cooperação entre Gyeongbuk-do e Embraer para o desenvolvimento da indústria aeronáutica.

Este acordo comercial é baseado no primeiro MOU, mas pode ser considerado outra grande conquista para o desenvolvimento da indústria da aviação em Gyeongbuk-do, pois contém detalhes mais concretos de cooperação.

Os principais conteúdos do acordo são os seguintes:
- A Embraer busca formas de contribuir com atividades de relações públicas relacionadas à indústria aeroespacial em Gyeongsangbuk-do e participa da Feira de Logística de Defesa Aérea de Gyeongsangbuk-do.

- A Embraer coopera com Gyeongsangbuk-do para compartilhar conhecimento e melhores práticas do setor de aviação, fornecendo consultoria. Para esse fim, serão realizados seminários em instituições educacionais em Gyeongbuk para fornecer palestras relacionadas à aviação aos alunos e promover intercâmbios com fabricantes de peças de aviação em Gyeongbuk.

- Gyeongbuk-do coopera entre si para estabelecer infraestrutura para a indústria de aviação na província, iniciar operações domésticas de aeronaves da Embraer e criar condições para atividades de manutenção de aviação.

Especificamente, Gyeongbuk-do e a Embraer criarão um ambiente favorável aos negócios para que as aeronaves da Embraer possam contribuir para a criação do ecossistema geral da indústria da aviação em Gyeongbuk-do, estabelecendo um escritório de ligação na província ao entrar na Coreia do Sul.

Além disso, a província de Gyeongbuk e a Embraer realizaram discussões sobre várias formas de compartilhar conhecimento, incluindo formas de oferecer seminários para alunos relacionados à aviação em instituições educacionais da província.

Saiba mais:
 

- Embraer, terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, está prestes a abrir uma filial coreana em Gyeongbuk

- Jato Embraer E190-E2 demonstra seu desempenho em pista curta na Coreia do Sul 

15 agosto, 2023

Na Índia, Taurus avança na megalicitação de fuzis e começará a produzir pistolas civis ainda em 2023


*LRCA Defense Consulting - 15/08/2023

Nas duas lives realizadas hoje, com a SaraInvest e com a Eleven,  o CEO Global da Taurus Armas, Salesio Nuhs, e o CFO, Sérgio Sgrillo Filho, trouxeram importantes novidades sobre a fábrica que está em final de montagem na Índia, sobre a megalicitação de fuzis que este país está realizando, e sobre a participação da multinacional brasileira no mercado indiano de armas civis.

Segunda fase da megalicitação
Sobre a megalicitação de 425.000 fuzis CQB para as Forças Armadas Indianas, com ênfase nas tropas de Infantaria do Exército, os executivos informaram que, ainda extraoficialmente, pode ser considerado que a empresa já tenha sido aprovada na primeira fase do certame, haja vista que enviou um pesado documento de cerca de 900 páginas e só recebeu algumas perguntas, mas não sobre a parte técnica, e sim sobre a capacidade financeira. Outro importante fator indicativo de passagem para a segunda fase foi o fato de a Índia ter requerido o envio de 10 fuzis para testes de resistência e performance a ocorrerem na Academia Militar, no deserto e nos Himalaias, o que será feito em outubro vindouro.

Se tudo correr bem, como a empresa acredita, o resultado final da megalicitação deverá ser divulgado no início de 2024.

Com relação à exigência do Programa Make in India (60% de peças fabricadas no país), os executivos informaram que, para os fuzis, já foi conseguido um índice maior do que esse e, para pistolas e revólveres, o índice de peças indianas já chegou a 100%. Sobre este fato, foi ressaltada a alta qualidade dos fornecedores indianos, o que impressionou a direção da empresa.

Propaganda da Taurus PT57 na página da Jindal Defence

Armas civis
A fábrica indiana da Taurus, em joint venture com o Jindal Group, deverá inciar a produção de armas civis antes do final deste ano. O atraso ocorreu devida à demora no fornecimento (Covid etc.) de duas máquinas para o laboratório de medição, o que já está em fase final de solução.

Assim, a produção de pistolas e revólveres para o mercado civil indiano deverá ocorrer até o final do ano, contando, como já foi escrito, com um índice de nacionalização de 100%.

Os executivos ressaltaram que, embora custo de produção na Índia seja entre 10 e 20% maiores que no Brasil, os preços de comercialização são muito maiores, o que levará o ticket médio a se situar entre 800 e 1.000 dólares americanos por arma, no caso da pistola PT57, por exemplo. Apenas como referência, a mesma arma é comercializada nos EUA por cerca de US$ 300,00.

Arábia Saudita, Estados Unidos e Brasil
As questões que foram comentadas sobre a joint venture para produção de armas na Arábia Saudita e sobre as boas perspectivas para o mercado dos EUA (e também do Brasil) neste segundo semestre, serão tratadas em matéria específica a ser publicada nos próximos dias. 

Saiba mais:

- Na Índia, Taurus já está participando de novos certames, além da megalicitação de 425 mil fuzis

- Megalicitação de fuzis CQB na Índia é a maior do mundo. Conheça os detalhes

 

14 agosto, 2023

Nos EUA, Embraer vê cada vez mais oportunidades para E1s nos próximos 10 anos, pelo menos, e sem concorrência real

 


*Airline Weekely, por Edward Russel - 14 de agosto de 2023

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer está otimista com a perspectiva de seu principal avião comercial, o E-Jet-E2. Ela entregou sete dos aviões no segundo trimestre e, com novos pedidos vindos de todo o mundo, os níveis de produção podem atingir 100 aviões anualmente até meados da década.

Então, por que o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, vê uma oportunidade de continuar vendendo E-Jet-E1s, a geração mais antiga de E-Jets, por mais uma década? As peculiaridades dos contratos de pilotos americanos (é a resposta).

Pelos contratos, os de pilotos da Alaska Airlines, American Airlines, Delta Air Lines e United Airlines estão todos impedidos de contratar parceiros regionais para voar em qualquer avião com mais de 76 assentos – e mesmo o número deles é limitado – ou com peso máximo de decolagem, ou MTOW, superior a 86.000 libras. O menor E2 da Embraer, o E175-E2, pode ser configurado com apenas 76 assentos, mas pesa cerca de 99.000 libras. E os novos contratos de pilotos da American, Delta e United - apenas o da Delta foi ratificado até o momento - não alteram esses limites de jatos regionais. É por isso que nenhuma companhia aérea regional dos EUA firmou um pedido de E2s até o momento, apesar da popularidade onipresente dos E1s mais antigos.

Na verdade, o E175-E1 é tão popular que a American acaba de encomendar mais sete para sua subsidiária Envoy, com entregas a partir do quarto trimestre.

Cada vez mais oportunidades para E1s nos próximos 10 anos, pelo menos. Sem concorrência...
“Acreditamos que o E1 ainda tem um mercado importante, especialmente nos EUA”, disse Neto durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre da empresa na segunda-feira. “Teremos cada vez mais oportunidades para E1s nos próximos 10 anos, pelo menos.”

Ele não detalhou como o E1 continuará sendo uma opção competitiva para as companhias aéreas regionais na próxima década. O avião foi introduzido pela primeira vez com a Air Canada em 2005 e atualizado com pontas de asa mais econômicas - não confundir com winglets - em 2014. No entanto, a história nos mostra que os fabricantes podem fazer melhorias de eficiência em modelos existentes sem atualizar completamente a aeronave; por exemplo, as melhorias que a Airbus fez no A320 depois que ele voou pela primeira vez em 1987 até ser substituído pelo A320neo reequipado em 2016.

Também não faz mal que a Embraer não enfrente concorrência real no espaço de jatos regionais de 76 assentos. O Bombardier CRJ900, que a Mitsubishi comprou em 2020, encerrou a produção em 2021.

Interesse crescente no E2
Fora dos EUA, a Embraer vê um interesse crescente no E2. Durante o segundo trimestre, contratou Royal Jordanian, Scoot e SKS Airways como novos clientes com acordos para 27 E190- e E195-E2s por meio do parceiro de leasing Azorra. A transportadora europeia Binter também encomendou mais seis E195-E2. A carteira de pedidos de aeronaves da Embraer valia US$ 17,3 bilhões no final de junho.

“Estamos trabalhando em muitas campanhas diferentes em diferentes regiões – especialmente para os E2s – então esperamos fazer alguns anúncios neste segundo semestre do ano”, disse Neto quando questionado sobre novos pedidos adicionais.

A China é um mercado onde a Embraer espera fechar um acordo. Neto disse que as negociações entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente chinês Xi Jinping sobre um acordo comercial bilateral podem incluir a venda de E2s para companhias aéreas chinesas.

Questionado sobre os problemas de qualidade que afetam o motor turbofan da Pratt & Whitney, Neto disse que eles enfrentam alguns desafios, mas “não veem [nenhum] grande problema”. A P&W é a única fornecedora de motores para o E2, mas com uma variante diferente do motor turbofan com engrenagens do que o recentemente lembrado que está na família Airbus A320neo.

Nem Neto nem outros executivos da Embraer fizeram menção na segunda-feira sobre o status de uma potencial nova aeronave turboélice de 50 lugares voltada para o mercado regional dos EUA.

A Embraer registrou lucro operacional ajustado de quase US$ 100 milhões sobre receita de US$ 1,3 bilhão no segundo trimestre. Entregou 47 aeronaves, das quais 17 eram E-Jets comerciais.

13 agosto, 2023

Áustria procura sucessor para o C-130K Hercules. Embraer C-390 é uma das três opções mais fortes


*Milmag, por Rafal Muczynski - 12/08/2023

Na quinta-feira, 10 de agosto, o porta-voz do Ministério da Defesa austríaco, Michael Bauer, anunciou que uma carta de solicitação (LoR) havia sido enviada para a compra de quatro ou cinco aeronaves de transporte médio, que substituiriam os três Lockheed C atualmente usados.

De acordo com as informações fornecidas, a aeronave deve ser de um tipo (sistema de 1 frota), é necessária uma carga útil de pelo menos 20 toneladas e deve ser capaz de reabastecer durante o voo usando tanques com linhas de reabastecimento flexíveis. O governo de Viena espera que o acordo relevante seja assinado no primeiro semestre de 2024, para que as entregas possam ser feitas até 2030

RFPs foram enviados para 29 países, mas parece que as ofertas mais sérias devem ser esperadas de três: dos EUA, com o Lockheed Martin C-130J Super Hercules; do Brasil, com o Embraer C-390 Millennium; e de alguns países europeus (Alemanha, França, Espanha) com Airbus A400M-180 Atlas.

Em 28 de março representantes da Áustria participaram na apresentação do C-390 português (um de 5-6 exemplares) na 11.ª Base Aérea de Beja, distrito do mesmo nome, na região do Alentejo, em Portugal.

O próprio programa de aquisição do sucessor do Hercules foi lançado em 4 de janeiro de 2021, de acordo com o anúncio oficial da Ministra da Defesa Klaudia Tanner. Informou então que o desenvolvimento de requisitos operacionais para novas aeronaves havia começado.

Desde 2003, a Força Aérea Austríaca possui três ex-Britânicos C-130K Hercules, derivados de equipamentos excedentes da Royal Air Force (RAF) devido à implantação do C-130J Super Hercules . Em 2013, a empresa britânica Marshall Aerospace and Defense Group realizou modificações no contrato de 2012 (substituição do piloto automático e altímetro do radar, atualização do software do sistema de gerenciamento de voo, instalação de um display adicional e altímetro barométrico e substituição do painel de instrumentos analógico por um com visor LCD multifuncional).

Até agora, os C-130K voaram nas cores da Força Aérea Austríca cerca de 17.000 horas. Desempenham tarefas para as forças armadas (Bundesheer), mas também para a administração pública, o que ficou particularmente evidente durante a pandemia de COVID-19, quando o Hercules criou uma ponte aérea para o fornecimento de medidas de proteção, vacinas e transporte dos doentes mais graves pacientes.
 

12 agosto, 2023

Taurus conclui 1º módulo de capacitação em Libras para seus colaboradores com previsão de nova turma e módulo II


*LRCA Defense Consulting - 12/08/2023

A Taurus, Empresa Estratégica de Defesa, com o intuito de ampliar a inclusão e possibilitar mais acessibilidade comunicacional entre todos os colaboradores da sua unidade fabril em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, realizou o primeiro módulo do curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras), ministrado pelo SENAI. 

As três primeiras turmas, do Módulo I, contemplaram 60 colaboradores da Taurus e estes serão multiplicadores dentro da empresa, levando para os seus setores os conhecimentos adquiridos, facilitando a comunicação e promovendo a inclusão de pessoas surdas. 

As aulas, realizadas dentro da companhia, tiveram início em março de 2023 e foram concluídas neste mês de agosto, com carga horária total de 40 horas.

A iniciativa faz parte do programa Taurus de Educação Continuada, oferecido para capacitação dos profissionais que atuam na Companhia, e terá continuidade. A Taurus já prevê para a 2ª semana de setembro o Módulo II do curso de Libras, assim como uma nova turma para o Módulo I. Os colaboradores da Taurus interessados em participar da qualificação devem entrar em contato com a área de Gestão de Pessoas da empresa.

Durante a capacitação, os participantes aprendem sobre linguagem, comunicação, cultura e identidade da comunidade surda, sendo uma oportunidade tanto para os profissionais que estão fazendo o primeiro contato com a Libras, quanto para quem pretende expandir o conhecimento. 

O curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) faz parte também do projeto “Taurus do Bem – Respeitando as diferenças em prol da igualdade”, junto com outras iniciativas que visam fomentar a inclusão, a equidade e a diversidade. 

O projeto social foi criado em 2021 pela Taurus, em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e o SENAI, ambos do município de São Leopoldo, com o objetivo de promover o bem-estar, a inclusão no ambiente de trabalho e o desenvolvimento pessoal e profissional de pessoas com deficiência, por meio de curso de capacitação técnica.

A Taurus é pioneira na área de segurança e defesa no mundo a adotar a pauta ESG (sigla em inglês para “ambiental, social e governança corporativa”) e a divulgar um Relatório de Sustentabilidade, visando trazer impactos positivos para a sociedade, para o meio ambiente e para os negócios. 

A empresa está comprometida na capacitação e desenvolvimento contínuo das pessoas, com o intuito de contribuir efetivamente para o crescimento pessoal e profissional de seus colaboradores, e em ter um papel ativo no desenvolvimento e uso de tecnologia, construindo um ambiente de colaboração entre a equipe, a empresa e a sociedade. Assim, tem como pilares para a consolidação do conceito ESG: o desenvolvimento de pessoas; investimento em tecnologia e inovação; e ambiente colaborativo.

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